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RESUMO APOSTILA 4 7 QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO E RELAÇÕES SINDICAIS O processo de segurança e qualidade de vida O processo de segurança visa estabelecer disciplina e segurança, bem como qualidade de vida no trabalho. Inclui higiene e segurança do trabalho e as relações sindicais. Desde o início do século, a racionalização do trabalho a partir de métodos científicos foi uma tendência dominante. Apesar de a preocupação voltada para organizar o trabalho ter sido uma constante desde o advento da administração científica, só recentemente as empresas vêm-se preocupando com a satisfação do trabalhador na execução de suas tarefas, como requisito para atingirem altos índices de produtividade. A noção de QVT surgiu no início da década de 50, na Inglaterra, por meio de Eric Trist e colaboradores, que estudaram um modelo para agrupar o trinômio “indivíduo/trabalho/organização”. A ciência comportamental, tratando especificamente de aspectos ligados ao bem-estar das pessoas em situação de trabalho, desenvolveu uma linha de pesquisas cujo foco central era o questionamento das formas a serem adotadas, "para que os cargos se mostrem mais produtivos e satisfatórios, com vantagens para as pessoas e organizações, mediante a reformulação de desenho de cargos e postos de trabalho". A tecnologia da QVT pode ser utilizada para que as organizações renovem suas formas de organização do trabalho, a fim de que, ao mesmo tempo em que se eleve o nível de satisfação do pessoal, se eleve também a produtividade das empresas, como resultado de maior participação dos empregados nos processos relacionados ao seu trabalho. As reformulações em nível do trabalho constituem o objetivo implícito das ações de QVT, visando garantir maior eficácia e produtividade e, simultaneamente, o atendimento das necessidades básicas dos trabalhadores. Os trabalhadores têm no trabalho uma fonte de realização pessoal, principalmente quando fazem aquilo de que gostam e, consequentemente, o fazem com prazer. Quanto à expressão Qualidade de Vida no Trabalho, não se pode atribuir uma definição consensual. O conceito engloba, além dos atos legislativos que protegem o trabalhador, o atendimento a necessidades e aspirações humanas, calcado na ideia de humanização do trabalho e na responsabilidade social da empresa. Mas, especialmente no que tange à melhoria das condições de trabalho e da organização psicossocial, é que existe demanda por mudanças no comportamento organizacional, isto é, trata-se de atender às necessidades humanas. É preciso atentar para uma gama de fatores que, quando presentes numa situação de trabalho, se refletem na satisfação e na participação do indivíduo, mobilizando suas energias e atualizando seu potencial. Dessa forma, pode-se dizer que há fatores intervenientes na qualidade de vida das pessoas, quando em situação de trabalho. Ao se estudar a produtividade de uma empresa, não se pode, apenas, concentrar atenção nos processos de trabalho e na tecnologia a ser aplicada. A tecnologia da QVT pode ser utilizada exatamente para que as pessoas queiram fazer mais, como decorrência de um envolvimento maior com o trabalho que realizam sintam-se estimuladas e motivadas a produzir, satisfazendo seus anseios e necessidades, e ao mesmo tempo indo ao encontro dos objetivos organizacionais. Nos dias atuais, a preocupação das empresas está voltada para os aspectos que possam ajudar o trabalhador a ter melhor qualidade de vida, também, no trabalho. Empresas que têm esse tipo de preocupação podem desfrutar de vantagens oferecidas pela QVT, com o retorno do capital investido, ao tentarem proporcionar o melhor ambiente de trabalho. A melhoria dos fatores físicos ou tangíveis nas condições de trabalho, tais como flexibilidade de horário, modificação do local dos equipamentos, entre outros, pode acarretar uma melhora de desempenho. Produtividade e QVT Mas para que isso ocorra, é preciso que as condições oferecidas atendam ou não às exigências humanas e organizacionais necessárias à melhoria da qualidade de vida no trabalho que, por sua vez, afeta o nível de produtividade. Assim, a qualidade de vida no trabalho pode ser um fator de desenvolvimento humano, mas pode também constituir-se em um fator de instrumentação somente para aumentar o nível de produtividade, sem uma preocupação mais profunda e sincera com o indivíduo. QVT A melhoria das condições de trabalho envolve flexibilidade de horário, modificação do local, entre outros, que podem tornar os indivíduos mais satisfeitos e consequentemente melhores em seus serviços. Programa de QVT Em primeiro lugar convém lembrar que QVT, na prática, não dispensa em absoluto a teoria, ou seja, é preciso a fundamentação advinda de conhecimentos interdisciplinares e em especial ligados à ciência comportamental, pois não se pode implantar um programa sem um forte apoio teórico e técnico sobre o tema. Por outro lado, mesmo que cada experiência de implantação de projetos de QVT seja única, é possível, a título de sistematização, se estabelecerem algumas fases que, independentemente das características particulares, se aplicam a todas as empresas. Vellozo diz que não existem fórmulas prontas para implantá-los. Em cada organização existe um processo particular que deve ser analisado cuidadosamente. A autora entende QVT como uma política de trabalho que deve ser definida e adotada após minucioso levantamento de necessidades, devidamente analisadas de forma consciente e comprometida com as mudanças que se fizerem necessárias. Em empresas cujo estágio organizacional seja pouco desenvolvido, dificilmente um programa será efetivo sem o apoio de uma nova filosofia gerencial, sem o aval e o apoio da administração superior. Concebida na sociedade americana, preocupada com as condições de trabalho e os seus reflexos sobre o bem-estar do trabalhador, encontra um contexto social bastante diferenciado nos países menos desenvolvidos. Isso pode ser vislumbrado nos resultados da presente análise, em que anualmente foram selecionadas muitas empresas, mas poucas receberam avaliação máxima em relação à metade ou mais dos itens considerados essenciais para que elas sejam consideradas um excelente lugar para trabalhar. Eis alguns indicadores de QVT Um item muito representativo da QVT é o orgulho do trabalho e da empresa. Os empregados das empresas consideradas excelentes lugares para trabalhar percebem que essa possibilidade é decorrente, em primeiro lugar, do papel social do trabalho. Segurança e confiança na gestão. A segurança e a confiança na gestão são aspectos também muito valorados pelos empregados. As oportunidades de carreira e treinamento são valorizadas como um dos itens mais importantes para que uma organização seja excelente para se trabalhar. Os salários e benefícios aparecem entre os aspectos menos contemplados pelas empresas avaliadas como um lugar excelente para trabalhar no Brasil. Este item pode ser relacionado como compensação justa e adequada, que compreende a renda pertinente ao trabalho realizado, a equidade interna e a equidade externa. O quadro a seguir apresenta os indicadores apontados com maior destaque pelo conjunto de chefias e trabalhadores das empresas consideradas como melhores locais para se trabalhar no Brasil. Benefícios pagos pela Previdência Auxílio-doença – É o benefício concedido ao segurado impedido de trabalhar, devido a doença ou acidente, por mais de 15 dias consecutivos. O auxílio deixa de ser pago quando o segurado recupera a capacidade e retorna ao trabalho ou quando o benefício é trocado pela aposentadoria por invalidez. Auxílio-acidente – É um benefício concedido, como forma de indenização, ao segurado empregado, ao trabalhador avulso urbano e rural e ao segurado especial quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resulte em sequela definitiva que impeça as atividades laborais. Aposentadoria porinvalidez – Concedida aos trabalhadores que, por doença ou acidente, forem considerados incapacitados para exercer suas atividades ou outro tipo de serviço que lhes garanta o sustento. Para ter direito, o trabalhador tem que contribuir por no mínimo 12 meses, no caso de doença. O trabalhador deve comprovar, além do tempo de trabalho, efetiva exposição aos agentes físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais pelo período exigido. Perfil Profissiográfico Previdenciário, preenchido pela empresa com base em Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho, expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Os dispositivos específicos, entretanto, comportam contradições incompatíveis com a liberdade sindical consagrada no direito internacional, e por isso incapazes de gerar um sistema de relações de trabalho realmente harmônico. Representação dos trabalhadores Pela primeira vez, em 1988, uma constituição brasileira consagrou a Representação dos Trabalhadores nos Locais de Trabalho. CFRB assegura, nas empresas de mais de duzentos empregados, a eleição de um representante deles com a finalidade de promover seu entendimento direto com os empregadores. Trata-se, portanto, de uma representação dos trabalhadores e não representação sindical. O objetivo da representação dos trabalhadores nos locais de trabalho é promover o entendimento direto com o empregador. Assim, o representante dos trabalhadores não tem poderes para assinar acordos coletivos de trabalho. O dispositivo constitucional enfocado não depende de lei alguma para vigorar, apesar de não existir qualquer impedimento à edição de uma lei a respeito. O legislador constituinte distinguiu claramente a representação dos trabalhadores nos locais de trabalho da co-gestão e da participação dos trabalhadores nos lucros das empresas. Relação de trabalho Para ele, o poder é somente coletivo. As relações de trabalho somente são equilibradas quando o contra-poder coletivo dos trabalhadores se manifesta. É certo que o Estado pode impor, como de fato impõe, condições mínimas de trabalho. Porém, se esse mesmo Estado não dotar os organismos coletivos dos trabalhadores de prerrogativas e de garantias suficientes para realizar o acompanhamento efetivo das manifestações quotidianas das relações de trabalho, o "standart" mínimo trabalhista imposto pela ordem jurídica somente se prestará à burocratização das relações entre empregados e empregadores. O equilíbrio do poder nas relações de trabalho, portanto, não vem da lei trabalhista protetiva em si, porém da existência de sindicatos livres, autônomos, atuantes e independentes. Dessa maneira, o Estado, além de reconhecer o direito de associação sindical, deve passar a protegê-lo do poder e da influência indevida do empregador, como forma de assegurar o equilíbrio do próprio sistema de relações de trabalho. 8 RESULTADOS RELATIVOS À GESTÃO DE PESSOAS Seu objetivo também é dar subsídio à alta administração, para a implementação das políticas de incentivo, de treinamento e de substituição. Nesse contexto, a avaliação de resultados de RH torna-se primordial para que os administradores possam verificar se os objetivos da gestão de pessoas estão sendo cumpridos, e como a área poderia melhorar seu alinhamento com as metas globais da empresa. Um dos campos onde há grandes possibilidades para seu desenvolvimento é o alinhamento das práticas da área com os objetivos globais das empresas, de maneira a explicitar o papel que ela exerce sobre os resultados almejados pelas organizações. Essa foi uma das principais conclusões de uma pesquisa realizada com 14 empresas americanas e que analisou a percepção que os executivos de linha tinham sobre a contribuição dessa área para os objetivos da empresa. Embora a amostra da pesquisa tenha sido pequena, é de alguma significância, já que duas das empresas pesquisadas fazem parte da classificação das "100 melhores empresas para se trabalhar", da revista "Fortune", e outras 5 fazem parte das "100 empresas mais admiradas de 1997", segundo outra publicação da mesma revista. A pesquisa demonstra que, hoje em dia, em muitas empresas, a área de RH ainda exerce um alto volume de atividades rotineiras que, embora sejam de importância vital para o dia-a-dia, não garantem necessariamente melhores resultados, principalmente financeiros. Esse papel seria o de auxiliar os gestores de negócios e profissionais de RH a administrar o nível de eficácia desejado para as práticas de gestão de pessoas, possibilitando a realização de ações que contribuam para a diferenciação das empresas em ambientes competitivos. Um dos mais significativos seria a possibilidade de direcionar os investimentos para os resultados que agreguem valor real para a organização, alinhando a gestão de pessoas aos objetivos e metas da empresa. Essa dificuldade de se relacionar os programas de RH com os ganhos que eles trazem para a empresa faz com que muitos profissionais da área deixem em segundo plano a tarefa de avaliar o que resultou do que foi investido. De acordo com eles, muitos chegam a coletar dados sobre as operações do dia a dia, tais como o índice de rotatividade de pessoal ou a porcentagem da receita investida em treinamento. Mas poucas empresas correlacionam esses dados com as atividades de RH que estariam influenciando as operações da organização consideradas mais importantes para seus objetivos globais. Há relativamente poucas pesquisas e casos escritos sobre metodologias de avaliação de resultados em RH. Banco de dados e sistema de informação e auditoria de RH Metodologias de avaliação de resultados em RH podem ser um bom tema para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas. Banco de dados é um conjunto de informações relacionadas entre si que se referem ao mesmo assunto, organizadas de uma forma prática para que o usuário possa obter as informações facilmente. As informações que devem conter em um banco de dados para atender aos recursos humanos são: Avaliação e pesquisa – informações da eficácia dos treinamentos com base em pesquisas de opiniões e demonstrações de como se encontra o clima organizacional. Um sistema de informação deve identificar e envolver toda a rede de fluxo de informação para ser projetado para cada grupo de decisão. A ênfase deve ser colocada na necessidade de informação e não no uso da informação, como convencionalmente se faz. O ponto de partida de um sistema de informação de RH, segundo Chiavenato, é o banco de dados. Um sistema de informação é, por definição, um sistema por meio do qual os dados são obtidos, processados e transformados em informações, de forma esquematizada e ordenada, para servirem de subsídio ao processo de tomada de decisão. A auditoria em RH, pode ser definida como análise das políticas e práticas de pessoal de uma organização, e avaliação do funcionamento atual, seguida de sugestão para melhoria. A empresa busca se conhecer melhor, para poder assim alcançar seus resultados de uma maneira mais eficiente. Muitas vezes, a auditoria serve como reforço ao treinamento dos executivos que atuam na área de RH. Deixando de lado seu caráter fiscalizador, a auditoria pode desenvolver forte impacto educacional, pois permite relacionar a qualidade da administração de recursos humanos com os diversos indicadores de eficiência da organização. Principais indicadores de desempenho relativo a RH Enquanto os indicadores de qualidade estão relacionados com a satisfação do cliente, os de produtividade medem o desempenho dos diferentes processos de uma organização e estão relacionados com a maneira pela qual são utilizados os recursos disponíveis. O que são indicadores e para que servem? O sistema de indicadores numa organização é um conjunto articulado de quantificadores de parâmetros referentes às partes interessadas dela, importantes ou potencialmente importantes para o sistema de informações usadopara compreendê-la, avaliá-la e administrá-la. Os indicadores existentes numa organização não só devem capacitar os gerentes e os operadores para que compreendam e avaliem a empresa, como devem possibilitar a gestão da mesma. Numa organização os indicadores podem estar associados a parâmetros descritores de objetos de input, de output ou de processo. Indicadores de desempenho segundo FNPQ O Prêmio Nacional da Qualidade realizou seu primeiro processo de premiação em 1992, adotando integralmente os critérios do Prêmio Malcolm Baldrige, de 1991. O modelo Baldrige teve preferência sobre os demais por estabelecer seus critérios de avaliação com base nos referenciais de excelência da Gestão da Qualidade Total. Sem, com isso, prescrever metodologias específicas para sua implementação. Os critérios do PNQ formam o embasamento para a premiação e a retroalimentação das empresas candidatas. Os critérios estão divididos em 7 grandes grupos, que formam na verdade um sistema, que tem como resultado a excelência da empresa, caso sejam todos observados. De acordo com o modelo, as boas práticas de liderança da empresa darão origem a estratégias e planos de sucesso, que deverão ser apoiados por informações e conhecimentos coletados e disseminados nela. Tal conjunto propicia a existência de indicadores. A organização faz uso de memorandos, circulares, boletins, manuais de instrução, publicações etc. Um estudo de caso A Serasa, em 1995, conquistou o Prêmio Nacional da Qualidade, repetindo o feito no ano 2000, e foi a primeira empresa de origem brasileira a receber o PNQ, que lhe concedeu o status de "empresa classe mundial". A Serasa é uma das maiores empresas do mundo em análises de informações econômico-financeiras e cadastrais para apoiar decisões de crédito e de negócios. Criada em 1968 pelos bancos, com a finalidade de centralizar informações, racionalizar custos administrativos e obter incrementos qualitativos de especialização, nesta última década, ela estendeu sua atuação para todos os setores da economia. No aspecto QVT, são muitas as ferramentas e metodologias que visam criar e manter na Serasa um ambiente de trabalho seguro, saudável e agradável. A Serasa utiliza as seguintes práticas de avaliação e monitoria dos resultados de seus programas de qualidade de vida Realização de fóruns e comitês de atuação executivos e técnicos, com a participação permanente de diretores, superintendentes e gerentes, visando manter a integridade e a flexibilidade da organização, coordenando e avaliando os diversos projetos que estão sendo desenvolvidos na empresa. Os fóruns e comitês de atuação constituem uma das ferramentas de avaliação qualitativa dos processos organizacionais da Serasa, inclusive de RH. A Expo Serasa, que consiste em uma feira de reciclagem e aprendizado, criada pela empresa, a fim de apresentar e discutir com funcionários e familiares, entre outros assuntos, programas de desenvolvimento humano e profissional. Os prefeitos 5s, funcionários eleitos eletronicamente, que, dentro do seu mandato, ficam responsáveis por monitorar, entre outras questões, as questões de QVT no seu andar. Entre as ferramentas que eles utilizam, podem-se citar as auditorias internas, que avaliam índices de evolução e retorno do programa. A área de treinamento é dividida em quatro áreas, com a finalidade de acompanhar os resultados obtidos pelos conhecimentos e habilidades recém-adquiridos pelos profissionais. Os questionários não são identificados e são ainda analisados por um instituto independente externo, para garantia de maior segurança no processamento dos dados. Os resultados das pesquisas são divulgados pela TV Ser Serasa, para envolvimento de todos com as melhorias desejadas. A Serasa também possui indicadores para avaliar os resultados gerais da gestão de pessoas. Evolução do salário nominal médio. Em 2007, enquanto dirigia seu próprio carro, ao se deslocar para o trabalho, atendeu seu telefone celular, perdeu a concentração e bateu no veículo que trafegava à sua frente, ferindo-se com o impacto e obrigando-o a ficar quinze dias sem trabalhar. Em 2008, sofreu um escorregão ao caminhar para almoçar no restaurante na própria fábrica, teve uma luxação no tornozelo e passou dez dias caminhando com bastante dificuldade.