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CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS-AFYA 
COORDENAÇÃO DE MEDICINA 
TIC’S SISTEMAS ORGÂNICOS INTEGRADOS (SOI V) 
SOPHIA SANDES SIQUEIRA BARROS 
TIC’S SEMANA 2: INTERFASE 
Porto Velho-RO 
2024.2 
 
SOPHIA SANDES SIQUEIRA BARROS 
 
 
 
 
 
TIC’S SEMANA 2: INTERFASE 
 
 
 
 
 
 
Atividade apresentada ao Eixo de Sistemas 
Orgânicos Integrados V do curso de Medicina do 
Centro Universitário São Lucas como requisito 
parcial a obtenção de nota para compor a 
modalidade de TIC’S conforme a semana vigente. 
 
Docente: Profª. Me. Suyane Oliveira. 
 
 
 
 
 
Porto Velho-RO 
2024.2 
 
S2: “INTERFASE” 
A interfase é um período crucial do ciclo celular que precede a divisão celular (mitose 
ou meiose). Durante essa fase, a célula se prepara meticulosamente para a divisão, 
assegurando que todos os componentes necessários estejam prontos e que o DNA seja 
replicado corretamente. A interfase pode ser subdividida em três fases distintas: G1, S e G2 
(Curi, 2017). 
Fase G1 (Gap 1): Durante essa fase, a célula apresenta intensa atividade metabólica. 
Esta é caracterizada pelo crescimento celular, no qual a célula aumenta em tamanho e 
sintetiza proteínas e organelas necessárias para suas funções normais. Assim, a produção de 
proteínas é elevada para suportar o crescimento e preparar a célula para a replicação do DNA. 
Ainda em G1, ocorre o Primeiro Ponto de Checagem (Checkpoint G1), onde a célula avalia 
seu tamanho, as condições ambientais e a integridade do DNA antes de prosseguir para a fase 
S. Se a célula não estiver pronta, pode entrar em um estado de repouso chamado G0 ou sofrer 
apoptose. A importância deste fenômeno é assegurar que a célula tenha todos os recursos 
necessários e que o ambiente seja favorável antes de comprometer-se à replicação do DNA 
(Guyton, 2022). 
Fase S (Síntese): A principal característica da fase S é a replicação do DNA. Cada 
cromossomo é duplicado, resultando em duas cromátides irmãs que permanecerão unidas até 
a divisão celular. Além do DNA, os centrossomas (estruturas que organizam os microtúbulos) 
também são duplicados, preparando a célula para a futura divisão, isso garante que cada 
célula filha receberá uma cópia completa do genoma durante a divisão celular (Guyton, 
2022). 
Fase G2 (Gap 2): Nesta fase, a célula continua a crescer e sintetiza proteínas e outras 
moléculas necessárias para a mitose. Assim, qualquer dano no DNA que ocorreu durante a 
replicação é reparado. A própria célula verifica se o DNA foi duplicado corretamente. Dessa 
forma, é neste processo que ocorre o Segundo Ponto de Checagem (Checkpoint G2), o qual 
assegura que a replicação do DNA foi completada corretamente e que não há danos no DNA. 
Se for detectado algum problema, a célula pode pausar o ciclo celular para realizar reparos, 
assegurando que a célula está completamente preparada para entrar na mitose, prevenindo a 
segregação incorreta dos cromossomos (Guyton, 2022). 
 
Os checkpoints são vitais para a manutenção da integridade genética e para a 
preparação estrutural e funcional da célula para a divisão. Ambos garantem que a célula mãe 
distribua de forma correta o material genético e os componentes celulares entre as células 
filhas, entretanto, possuem diferenças: O Checkpoint G1 é o principal envolvido na avaliação 
das condições externas e do tamanho celular, é responsável por verifica a integridade do DNA 
antes da replicação. Já o Checkpoint G2, está principalmente envolvido na avaliação do 
sucesso da replicação do DNA, verificando a integridade do DNA após a replicação e antes da 
entrada na mitose (Tortora, 2016). 
Portanto, depreende-se que a interfase é um processo complexo e essencial do ciclo 
celular. Cada fase desempenha um papel crítico na preparação da célula para a divisão, 
garantindo a integridade e a correta distribuição do material genético. As checagens 
(checkpoints) durante a interfase são mecanismos de controle que previnem a divisão de 
células danificadas, contribuindo para a estabilidade genética dos organismo. 
 
REFERÊNCIAS 
CURI, R. Fisiologia básica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 14° ed. Rio De Janeiro: Editora 
Elsevier Ltda, 2022. 
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 14. ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

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