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Roteiro de Imobilização 
 
 
1. Qual o objetivo das técnicas de imobilização? 
Estabilizar a área afetada, evitar a dor, minimizar complicações (dano muscular, 
laceração da pele, sangramento) e segurança no transporte. 
 
2. Cite as regras gerais para imobilização. 
- Posição anatômica 
- Alinhamento 
- Não levantar peso maior que o suportável 
- O mais experiente imobiliza a cabeça 
- Informar a vítima 
- Avaliar dor, resistencia e bloqueiro 
- instrução e fixação adequada 
 
 
- Biomecânica do trauma (é o processo de avaliação da cena de um acidente para 
determinar quais lesões podem ter decorrido da resultante de forças). 
- Segurança da cena. 
- Tranquilizar a vítima e informar o que está sendo realizado. 
- Realizar avaliação primária e secundária. 
- Expor a área afetada. 
- Proteger os ferimentos. 
 
 
Avaliação primária 
Visa checar os sinais vitais da vítima e tratar as condições que o colocam em risco 
iminente de morte. Para melhor avaliação adota-se o processo mnemônico da 
sequência alfabética (A-B-C- D-E). 
 
x - sangramento exsanguinante 
 
A - Desobstrução das vias aéreas com controle da coluna cervical 
 
B - Avaliar respiração e frequência ventilatória 
 
C - Avaliar circulação e controlar hemorragias 
 
D - Avaliar o déficit neurológico - nível de consciência 
 
 E - Exposição e ambiente com controle da temperatura 
 
1- Checar Responsividade (Observe e pergunte à vítima): 
• Ei! Você está me ouvindo? O que aconteceu? 
A vítima responsiva possui vias aéreas desobstruídas, apresenta função 
respiratória, circulatória e perfusão cerebral. 
 
2- Estabilizar a coluna cervical com as mãos, se necessário com os joelhos; 
 
3- Desobstruir as vias aéreas: 
• Usar a tração de mandíbula (Jaw Thrust) em vítimas de trauma; 
• Elevação da mandíbula (Chin Lift); 
• Hiperextensão do pescoço em casos clínicos; 
• Usar cânula orofaríngea em vítimas inconscientes; 
• Executar a manobra de Heimlinch em vítimas com Obstrução das Vias 
Aéreas por Corpo Estranho (OVACE). 
 
4- Imobilizar a coluna cervical (pescoço) com o uso de colar cervical 
adequado em toda a vítima que recebeu descarga de energia (trauma); 
 
 
B - Avaliar respiração e frequência ventilatória 
1- Verificar a respiração da vítima através do VOS (Ver, Ouvir, Sentir); 
 
2- Fornecer suporte ventilatório com oxigênio de 15 l/min; 
 
3- Se for preciso iniciar reanimação ventilatória. 
 
 
C - Avaliar circulação e controlar hemorragias 
1- Verificar a Circulação 
2- Checar pulso: 
3- Vítima consciente: 
4- Verifica-se pulso radial. 
Caso o mesmo não esteja presente, avaliar pulso carotídeo; 
Vítima inconsciente: Verifica- se pulso carotídeo. 
5- Se for preciso iniciar reanimação cardíaca; 
6- Verificar a perfusão capilar, enchimento normal menor que 2 segundos. 
7- Efetuar o controle de hemorragias; 
8- Prevenir e/ou tratar o Estado de Choque. 
 
 
D - Avaliar o déficit neurológico - nível de consciência 
1- Avaliar a Escala de Coma de Glasgow; 
2- Avaliar as pupilas (observar tamanho, simetria e reação à luz), caso a 
vítima não esteja acordada, orientada e capaz de responder a comandos. 
 
 E - Exposição e ambiente com controle da temperatura 
1- Realizar a exposição da vítima, retirando ou cortando as vestes no 
sentido da costura para melhor visualizar as lesões, tendo o cuidado de 
preservar o pudor da vítima e explicar o porquê desse procedimento que 
será efetuado; 
2- Tratar as lesões de extremidades; 
3- Realizar controle de temperatura para evitar hipotermia; 
4- Realizar curativos evitando a contaminação. 
 
Avaliação secundária 
 
É realizado após a estabilização dos sinais vitais da vítima. Consiste em uma 
avaliação minuciosa, a qual se inicia na cabeça e vai até os pés, na parte 
anterior (frente) e posterior (costas), identificando lesões que apesar de sua 
gravidade não colocam a vítima em risco iminente de morte. Esta avaliação é 
dividida em Subjetiva e Objetiva. 
AVALIAÇÃO SUBJETIVA: A parte subjetiva é um rol de perguntas 
direcionadas à complementação da avaliação da vítima (ANAMNESE): 1- 
Conversar com a vítima, se consciente, perguntar: nome, idade, descrição do 
acidente, queixas principais, endereço e telefone; 2- Usar o (acrônimo) 
AMPLA (Ambiente, Medicamentos, passado médico, Líquidos e alimentos e 
Alergias); 3- Conversar com acompanhantes e testemunhas. 
 
AVALIAÇÃO OBJETIVA: 
1- Realize uma avaliação minuciosa da “cabeça aos pés”; 
2- Reavaliar a respiração, circulação e temperatura de forma mais detalhada; 
3- Aferir a pressão arterial com o uso do esfigmomanômetro. 
 
03. Quais os principais materiais e equipamentos necessários para uma efetiva 
imobilização? 
 
EPI, 
 TALA FLEXIVÉL, 
ATADURA, 
COLAR CERVICAL, 
 PRANCHA RÍGIDA, 
 PROTETOR LATERAL DE CABEÇA 
, CINTOS DE SEGURANÇA (CURTO E LONGO), 
KED 
 
04. Diferencie tala rígida, tala moldável e tala de tração e explique a finalidade de 
cada 
uma. 
Talas rígidas 
 
Conforme seu nome indica, as talas rígidas são aquelas feitas com 
materiais não flexíveis. Costumam ser fabricadas em alumínio, PVC, 
plástico ou madeira, e o seu sistema de fechamento, na maioria das 
vezes, é o velcro — é por isso que elas proporcionam uma 
imobilização fácil e rápida. 
São bastante resistentes e algumas têm um formato específico para 
imobilizar um determinado membro, como a perna ou um braço. Esse tipo 
de tala precisa ser escolhido por tamanho, pois ela deve se estender 
abaixo e acima da região fraturada ou lesionada. 
https://salvape.com.br/blog/dores-nas-pernas-descubra-as-causas-e-tratamentos/
Talas moldáveis 
 
Esse tipo de tala é utilizado por socorristas e tem um caráter provisório, sendo 
uma opção, geralmente, quando a pessoa é resgatada. Costumam ser fabricadas 
em EVA para que possam ser moldadas conforme a necessidade de cada caso. 
Esse tipo de tala é prático e um grande aliado justamente por esse tipo de 
característica, uma vez que respeita qualquer deformidade do local. Sendo 
assim, não há necessidade de ela vir em um modelo específico. Além disso, não 
conta com sistema de trava próprio, sendo fixada com o auxílio de fita crepe, 
bandagens ou gaze. 
 
 
 Talas insufláveis 
 
No caso das talas insufláveis, sua estrutura é móvel e flexível. No entanto, 
podem se tornar rígidas — para isso, basta inflá-las. Também são um tipo 
geralmente utilizado para fazer o socorro de vítimas acidentadas. 
 
Costuma-se usar a tala insuflável na porção inferior das pernas ou no antebraço. 
Ela tem como característica não ser ajustável ao membro, sendo assim, pode 
impedir a circulação sanguínea e dificultar a medição da pulsação. 
 
 
Talas de tecido 
 
Esse tipo de tala é mais comum de ser utilizado no dia a dia por pessoas que 
precisam se recuperar de tendinites, traumas leves, artrite reumatoide e outras 
lesões. Conforme seu nome indica, é feito em tecido com sistema de fechamento 
do tipo velcro. Algumas podem conter partes rígidas para promover maior 
estabilidade, como a Digitala (Cód. 450) da SalvaPé, que possui uma uma 
“colher” de PVC envolta por tecido, para garantir imobilização ideal sem abdicar 
do conforto. 
 
 
 
05. Quais são os princípios que asseguram uma imobilização efetiva da vítima de 
trauma? 
 
-Avaliar função circulatória e neurológica antes e após imobilização. 
 
- Não tentar corrigir as deformações, havendo resistência de alinhamento, se 
pulso, imobilizar na posição encontrada. 
 
-Imobilizar uma articulação acima e uma abaixo da lesão. 
 
-Após a imobilização vigiar a função circulatória e sensitiva do membro 
imobilizado, avaliando a cor, a temperatura, o pulso distal à fratura e a 
https://salvape.com.br/blog/lesoes-esportivas-entenda-a-importancia-da-prevencao/
https://salvape.com.br/blog/lesoes-esportivas-entenda-a-importancia-da-prevencao/
sensibilidade das extremidades. 
 
-Na presença de fraturas expostas a lavagem e desinfeção abundantes com soro 
fisiológico são fundamentais para minimizar o risco de infeção. 
 
-Sempre que acondição da vítima o permitir, imobilizar individualmente cada 
fratura. 
 
-Fixar as talas da região distal para a proximal; 
 
-Preencher os vãos naturais; 
-Seguir regras gerais de atendimento; 
 
-Transportar. 
 
06. Quais os erros mais comuns que ocorrem na imobilização? 
1.1 Imobilização inadequada. O dispositivo pode ser movimentado para 
cima ou para baixo em relação ao tronco, ou a cabeça pode mover-se 
excessivamente. 
1.2 IMOBILIZAÇÃO COM A CABEÇA HIPERESTENDIDA. EM 
GERAL ISSO ACONTECE POR FALTA DE ACOLCHOAMENTO 
ADEQUADO ATRÁS DA CABEÇA 
1.3 Reajuste das faixas do tronco após fixação da cabeça. Isso 
provoca movimentação do dispositivo no tronco, ocasionando o 
movimento da cabeça e da coluna cervical. 
 
 
07. No que consiste a avaliação PPPH, e qual sua finalidade? 
 
pele 
pulso 
perfusão e hemorragia 
 
edema (membros inferiores 
 
08. O que é o KED (Kendrick extrication device), qual sua função e como deve ser 
aplicado? 
 
Kendrick extrication device • Equipamento para extricação. •Imobilização 
de coluna dorsal (vítima sentada) • Prancha longa para criança. 
Apesar da função do KED ser a extricação de vítimas do interior de veículos, ao 
longo do tempo percebeu-se que o mesmo seria útil para outras técnicas, como a 
imobilização de quadril e fêmur em casos de fraturas (KED invertido) e para 
imobilização de crianças (na ausência da prancha infantil). É usado por 
profissionais que têm a grande responsabilidade de atender de forma rápida e 
eficaz para estabilizar um paciente em situação de emergência. 
O uso desse dispositivo é frequente porque um dos principais passos do cuidado ao 
traumatizado é a “extricação”. Como sabemos, esse é um termo muito usado no 
meio e envolve retirar uma vítima de um local em que está presa ou não 
consegue sair com segurança usando suas próprias capacidades. Portanto, a 
principal função dessa ferramenta é a imobilização e estabilização, em conjunto 
com o colar cervical, de toda a coluna vertebral para que a retirada do paciente 
possa acontecer. 
Trata-se de um equipamento tipo veste ou colete com a parte posterior rígida, 
que fica em contato com a cabeça, pescoço e a coluna vertebral, até a cintura 
pélvica. A parte anterior 
consiste em duas “abas” que envolvem a coluna em sua porção final e a pelve do 
paciente, que 
são presas uma à outra por três tirantes de diferentes cores. 
O KED foi idealizado e criado para a extricação de vítimas de veículos 
automotores, nos casos em que não é possível estabilizar seguramente o 
paciente em prancha longa, devido à sua posição dentro do veículo. O objetivo 
é estabilizar a coluna vertebral antes de proceder à imobilização completa em 
prancha longa. Porém, deve ser usado em vítimas conscientes e estáveis (sem 
risco imediato de morte ou complicação), em cenas seguras, que também não 
ofereçam risco à equipe de socorristas e somente quando o tempo não for a 
principal preocupação. Não se recomenda o uso do KED para pacientes 
inconscientes e/ou instáveis, devido à duração necessária para a sua correta 
colocação. 
 
 
 
09. Qual a finalidade de se imobilizar a coluna cervical, suas indicações e 
contraindicações? 
 
No atendimento à vítima de trauma, a proteção da coluna cervical constitui 
a medida universal adotada pelo profissional, e a primeira providência deve 
ser a estabilização manual. Isso deve ser feito segurando a cabeça da vítima 
com cuidado e movendo-a até uma posição neutra, a menos que seja 
contraindicado, como por exemplo, quando houver resistência ao 
movimento, espasmo do músculo do pescoço, aumento da dor, início do 
aumento do déficit neurológico, como adormecimento, formigamento ou 
perda de habilidade motora, comprometimento das vias aéreas ou da 
ventilação (PHTLS, 2007). Na posição alinhada neutra deve ser mantida 
manualmente sem tração significativa, até que a imobilização mecânica do tronco 
e da cabeça seja completada (PHTLS, 2007). 
 
A finalidade principal e específica do colar cervical é proteger a coluna cervical 
de compressão. Quando instalado de forma eficiente ele se apoia sobre o peito, a 
coluna torácica posterior, a clavícula e o músculo trapézio. A cabeça fica 
imobilizada sob o ângulo da mandíbula e na região occipital do crânio. Embora 
não imobilize totalmente, o colar cervical ajuda a limitar o movimento da cabeça. 
A porção anterior rígida do colocar também fornece um local seguro para a 
aplicação de um tirante de imobilização na parte inferior da cabeça, sobre o 
mento (PHTLS, 2007) 
 
 
 
 
10. Como é realizada a imobilização de membros superiores e inferiores? 
 
IMOBILIZAÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES 
2.1. Fraturas da Cintura Escapular Estas resultam geralmente de 
um traumatismo direto, estando presentes os sinais habituais das fraturas. 
São fraturas que não carecem no pré- hospitalar de grandes cuidados, 
bastando imobilizá-las colocando o braço ao peito passando depois uma 
ligadura sobre o tórax para que não exista rotações do membro durante o 
transporte1 e 8.2). Um socorrista ajustará comodamente o membro 
superior lateralmente, com o antebraço fletido para a frente do corpo. 
Outro socorrista aplica as ligaduras, imobilizando o braço contra o tórax 
e apoiando o antebraço. 
2.2. Fraturas do Úmero Um socorrista ajusta sob tração mas 
comodamente o braço a uma tala de madeira almofadada, lateralmente, 
com o antebraço fletido para a frente do corpo. O outro socorrista aplicará 
as ligaduras, imobilizando o braço contra a tala e depois contra o tórax, 
apoiando o antebraço. São fraturas que carecem de atenção e muito cuidado 
na manipulação pré-hospitalar, uma vez que frequentemente há lesões 
vasculares e nervosas, pela proximidade de vasos e nervos junto ao osso. 
Perante uma fratura do úmero o socorrista deve pesquisar o estado 
circulatório do membro, palpando o pulso radial e a sensibilidade e 
mobilidade do membro. A pesquisa de mobilidade é passiva, ou seja, a 
vítima é que mexe ou não. O socorrista não deve mobilizar o membro 
ativamente sob risco de agravar as lesões existentes. Na ausência de pulso 
radial, deve-se fazer imediatamente tração e alinhamento, seguida de 
imobilização. O nervo que mais frequentemente encontramos lesionados é 
o nervo radial. Esta situação, apresenta 
caracteristicamente uma “mão pendente”, sendo a vítima incapaz de fazer a 
extensão da mão. As fraturas do úmero muito altas, devem ser imobilizadas 
com o braço ao longo do tronco. 
2.3. Lesões a Nível do Cotovelo Resultam habitualmente de 
traumatismo direto sobre o cotovelo. Para além dos sinais e sintomas 
habituais das fraturas, devemos pesquisar igualmente o estado circulatório 
do mesmo, pois as lesões a este nível podem também dar compromissos 
vasculares (palpar pulso radial). A imobilização deve ser feita com o 
mínimo de tração sem forçar, (se a mesma não provocar dor local muito 
intensa e não houver resistência) já que a flexão associada ao edema que 
habitualmente se instala podem comprimir os vasos que passam a nível do 
cotovelo impedindo o fluxo normal de sangue. 
2.4. Fraturas do Antebraço Ter em atenção que os sinais e 
sintomas normais das fraturas, podem estar mais ou menos mascarados 
quando apenas um dos ossos (rádio ou cúbito) é fraturado. As regras 
gerais de tratamento das fraturas, aplicam-se aqui sem exceções. 
2.5. Fraturas do Punho e Mão Enquanto a nível do punho o mecanismo 
mais frequente de fratura é o traumatismo indireto – fase pós-impacto, a nível 
dos dedos é o traumatismo direto sobre estes. A fratura do punho mais frequente, 
é a fratura de Coles no indivíduo idoso, em que habitualmente verificamos a 
existência de uma deformidade do punho “em garfo”. 
IMOBILIZAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES 
Fraturas do Fémur As fraturas mais frequentes a este nível, são as fraturas do 
colo do fémur do idoso, resultantes de pequenas quedas e as fraturas provocadas 
por acidentes. O sinal típico deste tipo de fraturas é a rotação externa do pé. A 
atitude a ter perante a suspeita de fratura do colo do fémur,segue as regras 
básicas de imobilização das fraturas: tração, alinhamento, e imobilização que 
deve ser feita com talas longas até à cintura e ultrapassando o pé, de forma a 
manter a tração e alinhamento do membro. NUNCA tentar sentar ou colocar de 
pé a vítima. 
As fraturas do fémur propriamente dito, são habitualmente resultantes de 
acidente de viação e portanto de traumatismos violentos. A sua suspeita é fácil 
dado que habitualmente os sinais e sintomas são exuberantes e o tratamento 
segue as regras básicas das fraturas, devendo as talas de madeira ser colocadas 
até à cintura. Nunca esquecer que fratura do fémur pode implicar a perda de 1 a 
2 litros de sangue sendo importante a vigilância dos sinais vitais. 
3.2. Lesões a Nível do Joelho Resultam habitualmente de quedas sobre o 
joelho, acidentes desportivos e acidentes de viação. Neste último caso, NUNCA 
nos devemos esquecer de pesquisar outras fraturas associadas: fémur, colo de 
fémur e bacia. A imobilização deve ser feita na posição em que o membro é 
encontrado se não for possível fazer a sua extensão. As infeções em fraturas 
articulares são graves e altamente incapacitantes para o doente, pelo que, em 
caso de fratura exposta a nível do joelho, devemos ser ainda mais minuciosos do 
que o habitual, na lavagem e desinfeção da ferida. 
3.3. Fraturas dos Ossos da Perna Resultam habitualmente de traumatismos 
diretos (acidentes de viação) podendo estar fraturados os dois ou só um dos 
ossos (tíbia ou perónio). São as fraturas que com maior frequência encontramos 
expostas, dado que a tíbia (canela) se encontra imediatamente por debaixo da 
pele. Quando ocorre fratura de um só dos ossos, os sinais e sintomas habituais 
das fraturas podem estar mascarados, já que o outro osso serve de tala. A 
imobilização segue as regras básicas já referidas anteriormente. 
3.4. Fraturas do Tornozelo A maior dificuldade nas fraturas do tornozelo 
consiste em fazer a sua distinção de um vulgar entorse uma vez que em ambas 
temos edema, dor e incapacidade funcional. No entanto, enquanto que na fratura 
a dor é intensa à palpação, das saliências ósseas, na entorse (distensão dos 
ligamentos por torção da articulação) a dor é mais intensa à palpação dos tecidos 
moles adjacentes. Por vezes, estas fraturas complicam-se devido a luxação da 
articulação com compromisso da circulação (o pé começa a ficar roxo), sendo 
neste caso permitido tentar alinhar o pé com o restante membro, de modo a 
facilitar a circulação do mesmo. Se tal não for possível, deve-se imobilizar como 
está e transportar rapidamente para o hospital. 
3.5. Fraturas do Pé Resultam habitualmente da queda de um objeto sobre o 
pé, ou da queda da vítima de um local alto. Neste caso, a situação mais frequente 
é a fratura a nível do calcanhar. Perante a queda de altura sobre os pés presumir a 
existência de fratura da coluna vertebral até prova em contrário. Assim, 
imobilizar em conformidade com a suspeita ainda que a vítima não apresente 
sinais sugestivos. Dado que habitualmente o edema neste tipo de 
fraturas é grande e de instalação rápida, deve-se retirar o sapato com manobras 
suaves de modo a não agravar as lesões existentes. O pé deve ser mantido 
elevado durante o transporte e imobilizado com talas. 
 
 
 
11. Como realizar a imobilização da vítima sentada? 
 
10. Como realizar a imobilização da vítima sentada? 
 
 
 
 
 
 
 
 
12. Qual o objetivo, indicação e contraindicação do uso do colar cervical? 
Objetivos: Efetuar a correta colocação de um colar cervical de 
tamanho adequado. Indicações: Quando o mecanismo de lesão 
sugere traumatismo da coluna cervical). Contraindicações: Trauma 
penetrante com eventual objeto empalado e/ou hematoma 
expansivo, no pescoço ou zonas adjacentes. 
 
 
13. Quais as diretrizes para a utilização de colares cervicais rígidos? 
 
1. O primeiro elemento deve fazer ou manter, de acordo com a posição 
e a situação da vítima, o alinhamento e a imobilização da cabeça e coluna 
cervical, em posição neutra, deixando livre a região cervical, para que seja 
mais fácil a aplicação do colar cervical; 
2. O segundo elemento, procederá à escolha do tamanho do 
colar cervical, medindo a distância do ângulo da mandíbula à base 
do pescoço; 
3. Os passos da aplicação do colar dependem do tipo de colar e das 
suas instruções de colocação. No entanto, sempre que possível, deve-se 
optar por um colar de duas peças e quatro apoios, ajustando primeiro a 
parte anterior do colar ao pescoço da vítima, colocando, de seguida, a 
parte posterior do colar, procedendo então ao ajuste final; 
4. O primeiro elemento mantém sempre o alinhamento em posição 
neutra (segundo o eixo nariz-umbigo-pés) e a imobilização, durante os 
movimentos a realizar posteriormente. 
Obs: Para o transporte da vítima em plano duro é obrigatória a aplicação 
do cinto tipo aranha ou os cintos do plano e depois destes os 
estabilizadores laterais de cabeça. 
Obs 2: Esta técnica deverá ser executada sempre que o 
mecanismo de lesão sugere traumatismo da coluna cervical. 
 
14. Por que devemos retirar o capacete corretamente após o acidente. Explique 
como 
realizar essa técnica? 
Objetivos: Retirar o capacete minimizando o risco de causar lesões 
adicionais. Observar a calote craniana e a face; despistar ou controlar 
hemorragias ou outras lesões; executar reanimação cardiorrespiratória, 
entre outros. 
Indicações: Garantir o acesso à via aérea; Estabilizar a coluna 
cervical corretamente. Técnica: (Deve ser executada apenas por 
dois elementos com formação adequada) 
1. O 1º elemento imobilizará o capacete e, se a cabeça da vítima 
estiver acessível, coloca as mãos lateralmente impedindo os 
movimentos, mas possibilitando a abertura da viseira; 
2. O 2º elemento, se for possível, abre a viseira (se estiver 
fechada), e procura objetos empalados ou que façam obstrução 
mecânica da via aérea 
3. Em seguida corta/abre o aperto do capacete (fita do queixo) e 
colocando-se na melhor posição, lateralmente, e olhando para a face da 
vítima, aplica as mãos abertas em chave polegarindicador, uma sob o 
maxilar inferior e a outra em posição oposta na região occipital, a fim de 
fazer a imobilização possível da cabeça e da coluna cervical; 
4. O 1º elemento, abre lateralmente o capacete retira-o, com muito 
cuidado, oscilando-o, com movimentos firmes, mas suaves, no seu eixo 
anteroposterior. É fundamental o aviso da saída do capacete pois o outro 
elemento deve estar preparado para o ressalto final e para suportar o peso 
da cabeça; 5. Este 1º elemento aplica lateralmente à cabeça da vítima as 
mãos abertas também em chave polegar indicador, com os dedos polegares 
nas regiões malares e os indicadores na região occipital, ou em posição 
inversa, ou intermédia conforme a posição da vítima, substituirá o 2º 
elemento na imobilização da coluna cervical; 
6. O seu posicionamento e a colocação das mãos, devem prever a 
aplicação de outras técnicas (ex. rolamento), quando a vítima não se 
encontra em decúbito dorsal; 
7. Quando a vítima é colocada em decúbito dorsal, deve proceder-se 
ao alinhamento em posição neutra, tendo como pontos de referência o 
narizumbigo - pés. O 2º elemento procede então à aplicação do colar 
cervical. 
 
 
 
15. Qual a diferença de Entorse, luxação e fratura? 
 
Fraturas 
As fraturas são as contusões mais comuns dos ossos. Elas são 
caracterizadas pela interrupção abrupta da continuidade do osso devido a 
aplicação de força excessiva sobre a estrutura. Elas podem ser expostas ou 
fechadas, e as que sofrem desvio são a de maior gravidade. 
Entorses 
São lesões que atingem os ligamentos e partes do tecido fibroso que unem os 
ossos em uma articulação. Quando a estrutura estica muito além da sua 
capacidade, ocorre um estiramento, que muitas vezes resulta na ruptura 
ligamentar. 
Luxação 
A luxação nada mais é do que o deslocamento de um osso. Quando isso acontece, 
podem afetar vasos sanguíneos e nervos, além de outras estruturas. Em geral,causam dores, deformidades e redução dos movimentos, ocorrendo por 
traumatismos violentos. 
 
 
 
16. Classifique as fraturas: 
Quanto ao traço: Completa ou incompletas. 
 
 
COMPLETAS 
Uma pessoa sofre uma fratura completa, caso o osso afetado tenha sido 
completamente fragmentado. Nesse tipo de fratura, o osso é 
completamente quebrado em duas ou mais partes. Ocorre uma separação 
completa, que é classificada de acordo com a posição em que ocorreu a 
quebra: 
▪ transversal: a fratura é reta por meio do osso de forma perpendicular; 
▪ oblíqua: a fratura atravessa o osso formando um ângulo oblíquo; 
▪ em espiral: o osso traumatizado sofre separação e a fratura acaba formando 
espirais, em volta de um eixo longitudinal. 
 
INCOMPLETAS 
 
Uma fratura é incompleta quando as duas partes do osso se separam 
parcialmente, ou seja, ainda haverá alguma conexão entre os dois. Isso 
significa que o osso está rachado ou estilhaçado, mas não completamente 
separado em duas ou mais partes. 
Essas fraturas são mais comuns em crianças, devido à fragilidade de 
seus ossos. Eles ficam suscetíveis a dobrarem, podendo ocasionar essa 
quebra. 
Quanto à exposição do foco: Abertas ou Fechadas. 
Fratura fechada é quando a pele sobre a fratura encontra-se íntegra, 
enquanto uma aberta é quando a pele se rompe e o osso fica exposto. 
Quanto às complicações associadas: Simples ou Complicadas. 
 
● Fraturas simples: quando somente o osso sofre o impacto e 
não há nenhum dano em outras estruturas do corpo, além de 
ser uma fratura interna e não ter perfuração da pele. 
● Fraturas complicadas: nesse caso, a fratura vai além dos ossos e 
acaba prejudicando também outras estruturas do corpo, como 
músculos, órgãos, vasos sanguíneos e/ou nervos. 
 
 
17. Quais são os tipos possíveis de fratura e as principais condutas a serem 
tomadas em 
relação a cada uma? 
14. tomadas em relação a cada uma? 
 
 
As fraturas transversais são perpendiculares ao eixo 
longo de um osso. As fraturas oblíquas ocorrem em 
um ângulo. 
As fraturas espirais implicam em mecanismo rotatório, sendo diferenciadas das 
fraturas oblíquas por um componente paralelo ao eixo longo do osso em pelo menos 1 
incidência. 
Fraturas cominutivas têm > 2 fragmentos ósseos. Fraturas cominutivas 
englobam as fraturas segmentares (2 fraturas separadas no mesmo osso). 
As causas das fraturas por avulsão são tendão ou ligamento que desaloja um 
fragmento ósseo. 
Fraturas impactadas encurtam o osso e podem ser visíveis como uma densidade focal 
anormal na trabécula óssea ou em irregularidades no córtex ósseo. 
Fraturas no toro (encurvamento do córtex ósseo) e fraturas em galho verde 
(rachaduras em apenas 1 lado do córtex) são fraturas da infância. 
 
 
 
 
18. Quais são os sinais e sintomas de lesões osteomusculares? 
● Dor generalizada ou regional 
● Desconforto 
● Hiperemia 
● Edema 
● Hematoma 
● Crepitação 
● Alterações anatômicas 
● Diminuição e/ou perda de força motora 
● Diminuição da perfusão periférica 
● Diminuição ou perda de pulso distal 
● Diminuição ou perda de sensibilidade 
 
 
 
 
1. Qual a diferença entre entorse, luxação e fratura? 
Fraturas 
As fraturas são as contusões mais comuns dos ossos. Elas são caracterizadas pela 
interrupção abrupta da continuidade do osso devido a aplicação de força excessiva 
sobre a estrutura. Elas podem ser expostas ou fechadas, e as que sofrem desvio 
são as de maior gravidade. 
Entorses 
São lesões que atingem os ligamentos e partes do tecido fibroso que unem os 
ossos em uma articulação. Quando a estrutura estica muito além da sua 
capacidade, ocorre um estiramento, que muitas vezes resulta na ruptura 
ligamentar. 
Luxação 
A luxação nada mais é do que o deslocamento de um osso. Quando isso acontece, 
podem afetar vasos sanguíneos e nervos, além de outras estruturas. Em geral, 
causam dores, deformidades e redução dos movimentos, ocorrendo por 
traumatismos violentos. 
 
 
2. Citar no mínimo 10 princípios da imobilização efetiva na vítima de trauma. 
 
- Verificar função neurológica nas extremidades 
- aplicar colar cervical adequado 
- imobilizar tronco antes da cabeça 
- evitar movimento do tronco e menmbros 
- asseguerar que imobiização toráxica nçao inibe os movimentos 
respitaoiro 
- imo bidaze comprelante a cabeça 
- proporciar se necessario preenchiento sob a cabeça 
- manter a cabela em posição neutra e alinhada 
- assegurar que os membros superiores estçao imobilizados ao pplano 
tronco de forma aqdequda 
- Verificar função neurológica nas extremidades 
- 
- Avaliar função circulatória e neurológica antes e após imobilização. 
- Não tentar corrigir as deformações, havendo resistência de alinhamento, 
se pulso, imobilizar na posição encontrada. 
- Imobilizar uma articulação acima e uma abaixo da lesão. 
- Após a imobilização vigiar a função circulatória e sensitiva do membro 
imobilizado, avaliando a cor, a temperatura, o pulso distal à fratura e a 
sensibilidade das extremidades. 
- Na presença de fraturas expostas a lavagem e desinfeção abundantes 
com soro fisiológico são fundamentais para minimizar o risco de infeção. 
- Sempre que a condição da vítima o permitir, imobilizar individualmente 
cada fratura. 
- Fixar as talas da região distal para a proximal; 
- Preencher os vãos naturais; 
- Seguir regras gerais de atendimento; 
- Transportar. 
 
1.3 Quais os principais sinais e sintomas de lesões osteomusculares? 
● Palidez 
● Hemorragias 
● Edema progressivo 
● Frieza 
● Ausência de pulso 
● Instabilidade devido a fraturas e luxações 
 
 
 
 
 
● Dor generalizada ou regional 
● Desconforto 
● Hiperemia 
● Edema 
● Hematoma 
● Crepitação 
● Alterações anatômicas 
● Diminuição e/ou perda de força motora 
● Diminuição da perfusão periférica 
● Diminuição ou perda de pulso distal 
● Diminuição ou perda de sensibilidade 
 
 
 
 
 
x sangramento exanguinante 
a 
b 
d 
c 
e 
 
 
 
15. Atividades para o dia da prática: 
Descreva a retirada correta do capacete após um acidente. Descreva a 
imobilização com colar cervical, imobilização de fratura fechada e exposta, 
imobilização com o KED, imobilização vertical, imobilização em prancha 
rígida. 
 
 
 
 
 
 
 
PRÁTICA DE IMOBILIZAÇÃO EM DECÚBITO VENTRAL 
1. Imobilize a cabeça; 
2. Ajeite as mãos e as pernas, deixando apenas o braço contrário à 
posição que a cabeça está voltada para cima. 
3. Converse com a equipe, exemplo: Equipe pronta? 
 Rotação 90° no três, ok? 
 1,2,3, rotacione, mas atenção, a cabeça deve ficar na posição que está e 
apenas rotacionar o corpo. 
4. Rotação 180° no três, ok? 
 Equipe pronta? 
 123 
5. Continue imobilizando a cabeça. 
6. Alguém ajeita o braço pegando pelas articulações. 
 
 RETIRADA DO CAPACETE 
1. Continue imobilizando a cabeça com o capacete, alguém abre a viseira 
e as alças do capacete. 
2. Preciso que alguém faça o colar cervical humano 
3. Vou começar a retirar, está pronto? 
4. Tirei metade, vou tirar todo agora, preparado? 
5. Vamos colocar o colar cervical. 
6. Tirei, seguro a cabeça, os outros agrupem-se em cima do paciente, 
vamos colocá-lo na maca no três, equipe pronta? 
 123, vamos ajeitá-lo no três. 
 123, só soltarei a cabeça quando colocarem o imobilizador. 
 
 IMOBILIZAÇÃO VERTICAL 
1. Imobilizou a cabeça. 
2. Alguém coloca o colar cervical. 
3. Alguém pega a maca e passa entre os braços da pessoa que está 
imobilizando. 
4. A pessa que vai ficar em duas lados deverá segurar um dos lados da 
cabeça, para isso, pergunta-se: está pronta? Aí sim pode soltar e 
segurar na maca. 
5. Equipe pronta? Abaixar no 3 
 123 
 Um passo, abaixou 45° 
 Dois passos, abixou mais 45° 
6. Alguém continua imobilizando a cabeça. 
 
 IMOBILIZAÇÃO DE FRATURAS 
1. Se não oferece resistência, pegue a tala flexível, a atadura, tire sapatos, 
chequeo pulso, a perfusão pele e hemorragia e a sensibilidade. 
2. Comece a enrolar o pé com a atadura até acabar de enfaixar a fratura, 
então cheque novamente o pulso, a perfusão e a sensibilidade. 
3. edema no inferior 
 
	 E - Exposição e ambiente com controle da temperatura 
	 E - Exposição e ambiente com controle da temperatura 
	 
	IMOBILIZAÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES 
	IMOBILIZAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES 
	10. Como realizar a imobilização da vítima sentada? 
	Fraturas 
	Entorses 
	Luxação 
	14.​tomadas em relação a cada uma? 
	Fraturas 
	Entorses 
	Luxação 
	 
	 
	 
	15.​Atividades para o dia da prática:

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