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Roteiro de Imobilização 1. Qual o objetivo das técnicas de imobilização? Estabilizar a área afetada, evitar a dor, minimizar complicações (dano muscular, laceração da pele, sangramento) e segurança no transporte. 2. Cite as regras gerais para imobilização. - Posição anatômica - Alinhamento - Não levantar peso maior que o suportável - O mais experiente imobiliza a cabeça - Informar a vítima - Avaliar dor, resistencia e bloqueiro - instrução e fixação adequada - Biomecânica do trauma (é o processo de avaliação da cena de um acidente para determinar quais lesões podem ter decorrido da resultante de forças). - Segurança da cena. - Tranquilizar a vítima e informar o que está sendo realizado. - Realizar avaliação primária e secundária. - Expor a área afetada. - Proteger os ferimentos. Avaliação primária Visa checar os sinais vitais da vítima e tratar as condições que o colocam em risco iminente de morte. Para melhor avaliação adota-se o processo mnemônico da sequência alfabética (A-B-C- D-E). x - sangramento exsanguinante A - Desobstrução das vias aéreas com controle da coluna cervical B - Avaliar respiração e frequência ventilatória C - Avaliar circulação e controlar hemorragias D - Avaliar o déficit neurológico - nível de consciência E - Exposição e ambiente com controle da temperatura 1- Checar Responsividade (Observe e pergunte à vítima): • Ei! Você está me ouvindo? O que aconteceu? A vítima responsiva possui vias aéreas desobstruídas, apresenta função respiratória, circulatória e perfusão cerebral. 2- Estabilizar a coluna cervical com as mãos, se necessário com os joelhos; 3- Desobstruir as vias aéreas: • Usar a tração de mandíbula (Jaw Thrust) em vítimas de trauma; • Elevação da mandíbula (Chin Lift); • Hiperextensão do pescoço em casos clínicos; • Usar cânula orofaríngea em vítimas inconscientes; • Executar a manobra de Heimlinch em vítimas com Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE). 4- Imobilizar a coluna cervical (pescoço) com o uso de colar cervical adequado em toda a vítima que recebeu descarga de energia (trauma); B - Avaliar respiração e frequência ventilatória 1- Verificar a respiração da vítima através do VOS (Ver, Ouvir, Sentir); 2- Fornecer suporte ventilatório com oxigênio de 15 l/min; 3- Se for preciso iniciar reanimação ventilatória. C - Avaliar circulação e controlar hemorragias 1- Verificar a Circulação 2- Checar pulso: 3- Vítima consciente: 4- Verifica-se pulso radial. Caso o mesmo não esteja presente, avaliar pulso carotídeo; Vítima inconsciente: Verifica- se pulso carotídeo. 5- Se for preciso iniciar reanimação cardíaca; 6- Verificar a perfusão capilar, enchimento normal menor que 2 segundos. 7- Efetuar o controle de hemorragias; 8- Prevenir e/ou tratar o Estado de Choque. D - Avaliar o déficit neurológico - nível de consciência 1- Avaliar a Escala de Coma de Glasgow; 2- Avaliar as pupilas (observar tamanho, simetria e reação à luz), caso a vítima não esteja acordada, orientada e capaz de responder a comandos. E - Exposição e ambiente com controle da temperatura 1- Realizar a exposição da vítima, retirando ou cortando as vestes no sentido da costura para melhor visualizar as lesões, tendo o cuidado de preservar o pudor da vítima e explicar o porquê desse procedimento que será efetuado; 2- Tratar as lesões de extremidades; 3- Realizar controle de temperatura para evitar hipotermia; 4- Realizar curativos evitando a contaminação. Avaliação secundária É realizado após a estabilização dos sinais vitais da vítima. Consiste em uma avaliação minuciosa, a qual se inicia na cabeça e vai até os pés, na parte anterior (frente) e posterior (costas), identificando lesões que apesar de sua gravidade não colocam a vítima em risco iminente de morte. Esta avaliação é dividida em Subjetiva e Objetiva. AVALIAÇÃO SUBJETIVA: A parte subjetiva é um rol de perguntas direcionadas à complementação da avaliação da vítima (ANAMNESE): 1- Conversar com a vítima, se consciente, perguntar: nome, idade, descrição do acidente, queixas principais, endereço e telefone; 2- Usar o (acrônimo) AMPLA (Ambiente, Medicamentos, passado médico, Líquidos e alimentos e Alergias); 3- Conversar com acompanhantes e testemunhas. AVALIAÇÃO OBJETIVA: 1- Realize uma avaliação minuciosa da “cabeça aos pés”; 2- Reavaliar a respiração, circulação e temperatura de forma mais detalhada; 3- Aferir a pressão arterial com o uso do esfigmomanômetro. 03. Quais os principais materiais e equipamentos necessários para uma efetiva imobilização? EPI, TALA FLEXIVÉL, ATADURA, COLAR CERVICAL, PRANCHA RÍGIDA, PROTETOR LATERAL DE CABEÇA , CINTOS DE SEGURANÇA (CURTO E LONGO), KED 04. Diferencie tala rígida, tala moldável e tala de tração e explique a finalidade de cada uma. Talas rígidas Conforme seu nome indica, as talas rígidas são aquelas feitas com materiais não flexíveis. Costumam ser fabricadas em alumínio, PVC, plástico ou madeira, e o seu sistema de fechamento, na maioria das vezes, é o velcro — é por isso que elas proporcionam uma imobilização fácil e rápida. São bastante resistentes e algumas têm um formato específico para imobilizar um determinado membro, como a perna ou um braço. Esse tipo de tala precisa ser escolhido por tamanho, pois ela deve se estender abaixo e acima da região fraturada ou lesionada. https://salvape.com.br/blog/dores-nas-pernas-descubra-as-causas-e-tratamentos/ Talas moldáveis Esse tipo de tala é utilizado por socorristas e tem um caráter provisório, sendo uma opção, geralmente, quando a pessoa é resgatada. Costumam ser fabricadas em EVA para que possam ser moldadas conforme a necessidade de cada caso. Esse tipo de tala é prático e um grande aliado justamente por esse tipo de característica, uma vez que respeita qualquer deformidade do local. Sendo assim, não há necessidade de ela vir em um modelo específico. Além disso, não conta com sistema de trava próprio, sendo fixada com o auxílio de fita crepe, bandagens ou gaze. Talas insufláveis No caso das talas insufláveis, sua estrutura é móvel e flexível. No entanto, podem se tornar rígidas — para isso, basta inflá-las. Também são um tipo geralmente utilizado para fazer o socorro de vítimas acidentadas. Costuma-se usar a tala insuflável na porção inferior das pernas ou no antebraço. Ela tem como característica não ser ajustável ao membro, sendo assim, pode impedir a circulação sanguínea e dificultar a medição da pulsação. Talas de tecido Esse tipo de tala é mais comum de ser utilizado no dia a dia por pessoas que precisam se recuperar de tendinites, traumas leves, artrite reumatoide e outras lesões. Conforme seu nome indica, é feito em tecido com sistema de fechamento do tipo velcro. Algumas podem conter partes rígidas para promover maior estabilidade, como a Digitala (Cód. 450) da SalvaPé, que possui uma uma “colher” de PVC envolta por tecido, para garantir imobilização ideal sem abdicar do conforto. 05. Quais são os princípios que asseguram uma imobilização efetiva da vítima de trauma? -Avaliar função circulatória e neurológica antes e após imobilização. - Não tentar corrigir as deformações, havendo resistência de alinhamento, se pulso, imobilizar na posição encontrada. -Imobilizar uma articulação acima e uma abaixo da lesão. -Após a imobilização vigiar a função circulatória e sensitiva do membro imobilizado, avaliando a cor, a temperatura, o pulso distal à fratura e a https://salvape.com.br/blog/lesoes-esportivas-entenda-a-importancia-da-prevencao/ https://salvape.com.br/blog/lesoes-esportivas-entenda-a-importancia-da-prevencao/ sensibilidade das extremidades. -Na presença de fraturas expostas a lavagem e desinfeção abundantes com soro fisiológico são fundamentais para minimizar o risco de infeção. -Sempre que acondição da vítima o permitir, imobilizar individualmente cada fratura. -Fixar as talas da região distal para a proximal; -Preencher os vãos naturais; -Seguir regras gerais de atendimento; -Transportar. 06. Quais os erros mais comuns que ocorrem na imobilização? 1.1 Imobilização inadequada. O dispositivo pode ser movimentado para cima ou para baixo em relação ao tronco, ou a cabeça pode mover-se excessivamente. 1.2 IMOBILIZAÇÃO COM A CABEÇA HIPERESTENDIDA. EM GERAL ISSO ACONTECE POR FALTA DE ACOLCHOAMENTO ADEQUADO ATRÁS DA CABEÇA 1.3 Reajuste das faixas do tronco após fixação da cabeça. Isso provoca movimentação do dispositivo no tronco, ocasionando o movimento da cabeça e da coluna cervical. 07. No que consiste a avaliação PPPH, e qual sua finalidade? pele pulso perfusão e hemorragia edema (membros inferiores 08. O que é o KED (Kendrick extrication device), qual sua função e como deve ser aplicado? Kendrick extrication device • Equipamento para extricação. •Imobilização de coluna dorsal (vítima sentada) • Prancha longa para criança. Apesar da função do KED ser a extricação de vítimas do interior de veículos, ao longo do tempo percebeu-se que o mesmo seria útil para outras técnicas, como a imobilização de quadril e fêmur em casos de fraturas (KED invertido) e para imobilização de crianças (na ausência da prancha infantil). É usado por profissionais que têm a grande responsabilidade de atender de forma rápida e eficaz para estabilizar um paciente em situação de emergência. O uso desse dispositivo é frequente porque um dos principais passos do cuidado ao traumatizado é a “extricação”. Como sabemos, esse é um termo muito usado no meio e envolve retirar uma vítima de um local em que está presa ou não consegue sair com segurança usando suas próprias capacidades. Portanto, a principal função dessa ferramenta é a imobilização e estabilização, em conjunto com o colar cervical, de toda a coluna vertebral para que a retirada do paciente possa acontecer. Trata-se de um equipamento tipo veste ou colete com a parte posterior rígida, que fica em contato com a cabeça, pescoço e a coluna vertebral, até a cintura pélvica. A parte anterior consiste em duas “abas” que envolvem a coluna em sua porção final e a pelve do paciente, que são presas uma à outra por três tirantes de diferentes cores. O KED foi idealizado e criado para a extricação de vítimas de veículos automotores, nos casos em que não é possível estabilizar seguramente o paciente em prancha longa, devido à sua posição dentro do veículo. O objetivo é estabilizar a coluna vertebral antes de proceder à imobilização completa em prancha longa. Porém, deve ser usado em vítimas conscientes e estáveis (sem risco imediato de morte ou complicação), em cenas seguras, que também não ofereçam risco à equipe de socorristas e somente quando o tempo não for a principal preocupação. Não se recomenda o uso do KED para pacientes inconscientes e/ou instáveis, devido à duração necessária para a sua correta colocação. 09. Qual a finalidade de se imobilizar a coluna cervical, suas indicações e contraindicações? No atendimento à vítima de trauma, a proteção da coluna cervical constitui a medida universal adotada pelo profissional, e a primeira providência deve ser a estabilização manual. Isso deve ser feito segurando a cabeça da vítima com cuidado e movendo-a até uma posição neutra, a menos que seja contraindicado, como por exemplo, quando houver resistência ao movimento, espasmo do músculo do pescoço, aumento da dor, início do aumento do déficit neurológico, como adormecimento, formigamento ou perda de habilidade motora, comprometimento das vias aéreas ou da ventilação (PHTLS, 2007). Na posição alinhada neutra deve ser mantida manualmente sem tração significativa, até que a imobilização mecânica do tronco e da cabeça seja completada (PHTLS, 2007). A finalidade principal e específica do colar cervical é proteger a coluna cervical de compressão. Quando instalado de forma eficiente ele se apoia sobre o peito, a coluna torácica posterior, a clavícula e o músculo trapézio. A cabeça fica imobilizada sob o ângulo da mandíbula e na região occipital do crânio. Embora não imobilize totalmente, o colar cervical ajuda a limitar o movimento da cabeça. A porção anterior rígida do colocar também fornece um local seguro para a aplicação de um tirante de imobilização na parte inferior da cabeça, sobre o mento (PHTLS, 2007) 10. Como é realizada a imobilização de membros superiores e inferiores? IMOBILIZAÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES 2.1. Fraturas da Cintura Escapular Estas resultam geralmente de um traumatismo direto, estando presentes os sinais habituais das fraturas. São fraturas que não carecem no pré- hospitalar de grandes cuidados, bastando imobilizá-las colocando o braço ao peito passando depois uma ligadura sobre o tórax para que não exista rotações do membro durante o transporte1 e 8.2). Um socorrista ajustará comodamente o membro superior lateralmente, com o antebraço fletido para a frente do corpo. Outro socorrista aplica as ligaduras, imobilizando o braço contra o tórax e apoiando o antebraço. 2.2. Fraturas do Úmero Um socorrista ajusta sob tração mas comodamente o braço a uma tala de madeira almofadada, lateralmente, com o antebraço fletido para a frente do corpo. O outro socorrista aplicará as ligaduras, imobilizando o braço contra a tala e depois contra o tórax, apoiando o antebraço. São fraturas que carecem de atenção e muito cuidado na manipulação pré-hospitalar, uma vez que frequentemente há lesões vasculares e nervosas, pela proximidade de vasos e nervos junto ao osso. Perante uma fratura do úmero o socorrista deve pesquisar o estado circulatório do membro, palpando o pulso radial e a sensibilidade e mobilidade do membro. A pesquisa de mobilidade é passiva, ou seja, a vítima é que mexe ou não. O socorrista não deve mobilizar o membro ativamente sob risco de agravar as lesões existentes. Na ausência de pulso radial, deve-se fazer imediatamente tração e alinhamento, seguida de imobilização. O nervo que mais frequentemente encontramos lesionados é o nervo radial. Esta situação, apresenta caracteristicamente uma “mão pendente”, sendo a vítima incapaz de fazer a extensão da mão. As fraturas do úmero muito altas, devem ser imobilizadas com o braço ao longo do tronco. 2.3. Lesões a Nível do Cotovelo Resultam habitualmente de traumatismo direto sobre o cotovelo. Para além dos sinais e sintomas habituais das fraturas, devemos pesquisar igualmente o estado circulatório do mesmo, pois as lesões a este nível podem também dar compromissos vasculares (palpar pulso radial). A imobilização deve ser feita com o mínimo de tração sem forçar, (se a mesma não provocar dor local muito intensa e não houver resistência) já que a flexão associada ao edema que habitualmente se instala podem comprimir os vasos que passam a nível do cotovelo impedindo o fluxo normal de sangue. 2.4. Fraturas do Antebraço Ter em atenção que os sinais e sintomas normais das fraturas, podem estar mais ou menos mascarados quando apenas um dos ossos (rádio ou cúbito) é fraturado. As regras gerais de tratamento das fraturas, aplicam-se aqui sem exceções. 2.5. Fraturas do Punho e Mão Enquanto a nível do punho o mecanismo mais frequente de fratura é o traumatismo indireto – fase pós-impacto, a nível dos dedos é o traumatismo direto sobre estes. A fratura do punho mais frequente, é a fratura de Coles no indivíduo idoso, em que habitualmente verificamos a existência de uma deformidade do punho “em garfo”. IMOBILIZAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES Fraturas do Fémur As fraturas mais frequentes a este nível, são as fraturas do colo do fémur do idoso, resultantes de pequenas quedas e as fraturas provocadas por acidentes. O sinal típico deste tipo de fraturas é a rotação externa do pé. A atitude a ter perante a suspeita de fratura do colo do fémur,segue as regras básicas de imobilização das fraturas: tração, alinhamento, e imobilização que deve ser feita com talas longas até à cintura e ultrapassando o pé, de forma a manter a tração e alinhamento do membro. NUNCA tentar sentar ou colocar de pé a vítima. As fraturas do fémur propriamente dito, são habitualmente resultantes de acidente de viação e portanto de traumatismos violentos. A sua suspeita é fácil dado que habitualmente os sinais e sintomas são exuberantes e o tratamento segue as regras básicas das fraturas, devendo as talas de madeira ser colocadas até à cintura. Nunca esquecer que fratura do fémur pode implicar a perda de 1 a 2 litros de sangue sendo importante a vigilância dos sinais vitais. 3.2. Lesões a Nível do Joelho Resultam habitualmente de quedas sobre o joelho, acidentes desportivos e acidentes de viação. Neste último caso, NUNCA nos devemos esquecer de pesquisar outras fraturas associadas: fémur, colo de fémur e bacia. A imobilização deve ser feita na posição em que o membro é encontrado se não for possível fazer a sua extensão. As infeções em fraturas articulares são graves e altamente incapacitantes para o doente, pelo que, em caso de fratura exposta a nível do joelho, devemos ser ainda mais minuciosos do que o habitual, na lavagem e desinfeção da ferida. 3.3. Fraturas dos Ossos da Perna Resultam habitualmente de traumatismos diretos (acidentes de viação) podendo estar fraturados os dois ou só um dos ossos (tíbia ou perónio). São as fraturas que com maior frequência encontramos expostas, dado que a tíbia (canela) se encontra imediatamente por debaixo da pele. Quando ocorre fratura de um só dos ossos, os sinais e sintomas habituais das fraturas podem estar mascarados, já que o outro osso serve de tala. A imobilização segue as regras básicas já referidas anteriormente. 3.4. Fraturas do Tornozelo A maior dificuldade nas fraturas do tornozelo consiste em fazer a sua distinção de um vulgar entorse uma vez que em ambas temos edema, dor e incapacidade funcional. No entanto, enquanto que na fratura a dor é intensa à palpação, das saliências ósseas, na entorse (distensão dos ligamentos por torção da articulação) a dor é mais intensa à palpação dos tecidos moles adjacentes. Por vezes, estas fraturas complicam-se devido a luxação da articulação com compromisso da circulação (o pé começa a ficar roxo), sendo neste caso permitido tentar alinhar o pé com o restante membro, de modo a facilitar a circulação do mesmo. Se tal não for possível, deve-se imobilizar como está e transportar rapidamente para o hospital. 3.5. Fraturas do Pé Resultam habitualmente da queda de um objeto sobre o pé, ou da queda da vítima de um local alto. Neste caso, a situação mais frequente é a fratura a nível do calcanhar. Perante a queda de altura sobre os pés presumir a existência de fratura da coluna vertebral até prova em contrário. Assim, imobilizar em conformidade com a suspeita ainda que a vítima não apresente sinais sugestivos. Dado que habitualmente o edema neste tipo de fraturas é grande e de instalação rápida, deve-se retirar o sapato com manobras suaves de modo a não agravar as lesões existentes. O pé deve ser mantido elevado durante o transporte e imobilizado com talas. 11. Como realizar a imobilização da vítima sentada? 10. Como realizar a imobilização da vítima sentada? 12. Qual o objetivo, indicação e contraindicação do uso do colar cervical? Objetivos: Efetuar a correta colocação de um colar cervical de tamanho adequado. Indicações: Quando o mecanismo de lesão sugere traumatismo da coluna cervical). Contraindicações: Trauma penetrante com eventual objeto empalado e/ou hematoma expansivo, no pescoço ou zonas adjacentes. 13. Quais as diretrizes para a utilização de colares cervicais rígidos? 1. O primeiro elemento deve fazer ou manter, de acordo com a posição e a situação da vítima, o alinhamento e a imobilização da cabeça e coluna cervical, em posição neutra, deixando livre a região cervical, para que seja mais fácil a aplicação do colar cervical; 2. O segundo elemento, procederá à escolha do tamanho do colar cervical, medindo a distância do ângulo da mandíbula à base do pescoço; 3. Os passos da aplicação do colar dependem do tipo de colar e das suas instruções de colocação. No entanto, sempre que possível, deve-se optar por um colar de duas peças e quatro apoios, ajustando primeiro a parte anterior do colar ao pescoço da vítima, colocando, de seguida, a parte posterior do colar, procedendo então ao ajuste final; 4. O primeiro elemento mantém sempre o alinhamento em posição neutra (segundo o eixo nariz-umbigo-pés) e a imobilização, durante os movimentos a realizar posteriormente. Obs: Para o transporte da vítima em plano duro é obrigatória a aplicação do cinto tipo aranha ou os cintos do plano e depois destes os estabilizadores laterais de cabeça. Obs 2: Esta técnica deverá ser executada sempre que o mecanismo de lesão sugere traumatismo da coluna cervical. 14. Por que devemos retirar o capacete corretamente após o acidente. Explique como realizar essa técnica? Objetivos: Retirar o capacete minimizando o risco de causar lesões adicionais. Observar a calote craniana e a face; despistar ou controlar hemorragias ou outras lesões; executar reanimação cardiorrespiratória, entre outros. Indicações: Garantir o acesso à via aérea; Estabilizar a coluna cervical corretamente. Técnica: (Deve ser executada apenas por dois elementos com formação adequada) 1. O 1º elemento imobilizará o capacete e, se a cabeça da vítima estiver acessível, coloca as mãos lateralmente impedindo os movimentos, mas possibilitando a abertura da viseira; 2. O 2º elemento, se for possível, abre a viseira (se estiver fechada), e procura objetos empalados ou que façam obstrução mecânica da via aérea 3. Em seguida corta/abre o aperto do capacete (fita do queixo) e colocando-se na melhor posição, lateralmente, e olhando para a face da vítima, aplica as mãos abertas em chave polegarindicador, uma sob o maxilar inferior e a outra em posição oposta na região occipital, a fim de fazer a imobilização possível da cabeça e da coluna cervical; 4. O 1º elemento, abre lateralmente o capacete retira-o, com muito cuidado, oscilando-o, com movimentos firmes, mas suaves, no seu eixo anteroposterior. É fundamental o aviso da saída do capacete pois o outro elemento deve estar preparado para o ressalto final e para suportar o peso da cabeça; 5. Este 1º elemento aplica lateralmente à cabeça da vítima as mãos abertas também em chave polegar indicador, com os dedos polegares nas regiões malares e os indicadores na região occipital, ou em posição inversa, ou intermédia conforme a posição da vítima, substituirá o 2º elemento na imobilização da coluna cervical; 6. O seu posicionamento e a colocação das mãos, devem prever a aplicação de outras técnicas (ex. rolamento), quando a vítima não se encontra em decúbito dorsal; 7. Quando a vítima é colocada em decúbito dorsal, deve proceder-se ao alinhamento em posição neutra, tendo como pontos de referência o narizumbigo - pés. O 2º elemento procede então à aplicação do colar cervical. 15. Qual a diferença de Entorse, luxação e fratura? Fraturas As fraturas são as contusões mais comuns dos ossos. Elas são caracterizadas pela interrupção abrupta da continuidade do osso devido a aplicação de força excessiva sobre a estrutura. Elas podem ser expostas ou fechadas, e as que sofrem desvio são a de maior gravidade. Entorses São lesões que atingem os ligamentos e partes do tecido fibroso que unem os ossos em uma articulação. Quando a estrutura estica muito além da sua capacidade, ocorre um estiramento, que muitas vezes resulta na ruptura ligamentar. Luxação A luxação nada mais é do que o deslocamento de um osso. Quando isso acontece, podem afetar vasos sanguíneos e nervos, além de outras estruturas. Em geral,causam dores, deformidades e redução dos movimentos, ocorrendo por traumatismos violentos. 16. Classifique as fraturas: Quanto ao traço: Completa ou incompletas. COMPLETAS Uma pessoa sofre uma fratura completa, caso o osso afetado tenha sido completamente fragmentado. Nesse tipo de fratura, o osso é completamente quebrado em duas ou mais partes. Ocorre uma separação completa, que é classificada de acordo com a posição em que ocorreu a quebra: ▪ transversal: a fratura é reta por meio do osso de forma perpendicular; ▪ oblíqua: a fratura atravessa o osso formando um ângulo oblíquo; ▪ em espiral: o osso traumatizado sofre separação e a fratura acaba formando espirais, em volta de um eixo longitudinal. INCOMPLETAS Uma fratura é incompleta quando as duas partes do osso se separam parcialmente, ou seja, ainda haverá alguma conexão entre os dois. Isso significa que o osso está rachado ou estilhaçado, mas não completamente separado em duas ou mais partes. Essas fraturas são mais comuns em crianças, devido à fragilidade de seus ossos. Eles ficam suscetíveis a dobrarem, podendo ocasionar essa quebra. Quanto à exposição do foco: Abertas ou Fechadas. Fratura fechada é quando a pele sobre a fratura encontra-se íntegra, enquanto uma aberta é quando a pele se rompe e o osso fica exposto. Quanto às complicações associadas: Simples ou Complicadas. ● Fraturas simples: quando somente o osso sofre o impacto e não há nenhum dano em outras estruturas do corpo, além de ser uma fratura interna e não ter perfuração da pele. ● Fraturas complicadas: nesse caso, a fratura vai além dos ossos e acaba prejudicando também outras estruturas do corpo, como músculos, órgãos, vasos sanguíneos e/ou nervos. 17. Quais são os tipos possíveis de fratura e as principais condutas a serem tomadas em relação a cada uma? 14. tomadas em relação a cada uma? As fraturas transversais são perpendiculares ao eixo longo de um osso. As fraturas oblíquas ocorrem em um ângulo. As fraturas espirais implicam em mecanismo rotatório, sendo diferenciadas das fraturas oblíquas por um componente paralelo ao eixo longo do osso em pelo menos 1 incidência. Fraturas cominutivas têm > 2 fragmentos ósseos. Fraturas cominutivas englobam as fraturas segmentares (2 fraturas separadas no mesmo osso). As causas das fraturas por avulsão são tendão ou ligamento que desaloja um fragmento ósseo. Fraturas impactadas encurtam o osso e podem ser visíveis como uma densidade focal anormal na trabécula óssea ou em irregularidades no córtex ósseo. Fraturas no toro (encurvamento do córtex ósseo) e fraturas em galho verde (rachaduras em apenas 1 lado do córtex) são fraturas da infância. 18. Quais são os sinais e sintomas de lesões osteomusculares? ● Dor generalizada ou regional ● Desconforto ● Hiperemia ● Edema ● Hematoma ● Crepitação ● Alterações anatômicas ● Diminuição e/ou perda de força motora ● Diminuição da perfusão periférica ● Diminuição ou perda de pulso distal ● Diminuição ou perda de sensibilidade 1. Qual a diferença entre entorse, luxação e fratura? Fraturas As fraturas são as contusões mais comuns dos ossos. Elas são caracterizadas pela interrupção abrupta da continuidade do osso devido a aplicação de força excessiva sobre a estrutura. Elas podem ser expostas ou fechadas, e as que sofrem desvio são as de maior gravidade. Entorses São lesões que atingem os ligamentos e partes do tecido fibroso que unem os ossos em uma articulação. Quando a estrutura estica muito além da sua capacidade, ocorre um estiramento, que muitas vezes resulta na ruptura ligamentar. Luxação A luxação nada mais é do que o deslocamento de um osso. Quando isso acontece, podem afetar vasos sanguíneos e nervos, além de outras estruturas. Em geral, causam dores, deformidades e redução dos movimentos, ocorrendo por traumatismos violentos. 2. Citar no mínimo 10 princípios da imobilização efetiva na vítima de trauma. - Verificar função neurológica nas extremidades - aplicar colar cervical adequado - imobilizar tronco antes da cabeça - evitar movimento do tronco e menmbros - asseguerar que imobiização toráxica nçao inibe os movimentos respitaoiro - imo bidaze comprelante a cabeça - proporciar se necessario preenchiento sob a cabeça - manter a cabela em posição neutra e alinhada - assegurar que os membros superiores estçao imobilizados ao pplano tronco de forma aqdequda - Verificar função neurológica nas extremidades - - Avaliar função circulatória e neurológica antes e após imobilização. - Não tentar corrigir as deformações, havendo resistência de alinhamento, se pulso, imobilizar na posição encontrada. - Imobilizar uma articulação acima e uma abaixo da lesão. - Após a imobilização vigiar a função circulatória e sensitiva do membro imobilizado, avaliando a cor, a temperatura, o pulso distal à fratura e a sensibilidade das extremidades. - Na presença de fraturas expostas a lavagem e desinfeção abundantes com soro fisiológico são fundamentais para minimizar o risco de infeção. - Sempre que a condição da vítima o permitir, imobilizar individualmente cada fratura. - Fixar as talas da região distal para a proximal; - Preencher os vãos naturais; - Seguir regras gerais de atendimento; - Transportar. 1.3 Quais os principais sinais e sintomas de lesões osteomusculares? ● Palidez ● Hemorragias ● Edema progressivo ● Frieza ● Ausência de pulso ● Instabilidade devido a fraturas e luxações ● Dor generalizada ou regional ● Desconforto ● Hiperemia ● Edema ● Hematoma ● Crepitação ● Alterações anatômicas ● Diminuição e/ou perda de força motora ● Diminuição da perfusão periférica ● Diminuição ou perda de pulso distal ● Diminuição ou perda de sensibilidade x sangramento exanguinante a b d c e 15. Atividades para o dia da prática: Descreva a retirada correta do capacete após um acidente. Descreva a imobilização com colar cervical, imobilização de fratura fechada e exposta, imobilização com o KED, imobilização vertical, imobilização em prancha rígida. PRÁTICA DE IMOBILIZAÇÃO EM DECÚBITO VENTRAL 1. Imobilize a cabeça; 2. Ajeite as mãos e as pernas, deixando apenas o braço contrário à posição que a cabeça está voltada para cima. 3. Converse com a equipe, exemplo: Equipe pronta? Rotação 90° no três, ok? 1,2,3, rotacione, mas atenção, a cabeça deve ficar na posição que está e apenas rotacionar o corpo. 4. Rotação 180° no três, ok? Equipe pronta? 123 5. Continue imobilizando a cabeça. 6. Alguém ajeita o braço pegando pelas articulações. RETIRADA DO CAPACETE 1. Continue imobilizando a cabeça com o capacete, alguém abre a viseira e as alças do capacete. 2. Preciso que alguém faça o colar cervical humano 3. Vou começar a retirar, está pronto? 4. Tirei metade, vou tirar todo agora, preparado? 5. Vamos colocar o colar cervical. 6. Tirei, seguro a cabeça, os outros agrupem-se em cima do paciente, vamos colocá-lo na maca no três, equipe pronta? 123, vamos ajeitá-lo no três. 123, só soltarei a cabeça quando colocarem o imobilizador. IMOBILIZAÇÃO VERTICAL 1. Imobilizou a cabeça. 2. Alguém coloca o colar cervical. 3. Alguém pega a maca e passa entre os braços da pessoa que está imobilizando. 4. A pessa que vai ficar em duas lados deverá segurar um dos lados da cabeça, para isso, pergunta-se: está pronta? Aí sim pode soltar e segurar na maca. 5. Equipe pronta? Abaixar no 3 123 Um passo, abaixou 45° Dois passos, abixou mais 45° 6. Alguém continua imobilizando a cabeça. IMOBILIZAÇÃO DE FRATURAS 1. Se não oferece resistência, pegue a tala flexível, a atadura, tire sapatos, chequeo pulso, a perfusão pele e hemorragia e a sensibilidade. 2. Comece a enrolar o pé com a atadura até acabar de enfaixar a fratura, então cheque novamente o pulso, a perfusão e a sensibilidade. 3. edema no inferior E - Exposição e ambiente com controle da temperatura E - Exposição e ambiente com controle da temperatura IMOBILIZAÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES IMOBILIZAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES 10. Como realizar a imobilização da vítima sentada? Fraturas Entorses Luxação 14.tomadas em relação a cada uma? Fraturas Entorses Luxação 15.Atividades para o dia da prática: