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Leticia Ferreira Alkimim Ladeia Leticia Ladeia Parkinsonismo Síndrome caracterizada por distúrbio do movimento, que cursam com tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural, hipocinesia, acinesia e outros. DOENÇA DE PARKINSON • 2ª Doença neurodegenerativa mais comum, mais frequente em homens e em indivíduos > 65 anos. • Doença de caráter predominantemente motor, progressivo e irreversível. • Decorre da deficiência na transmissão dopaminérgica na via nigroestriatal, secundário a um processo degenerativo dos neurônios dopaminérgicos (mesencéfalo). Essa neurodegeneração ocorre pelo acúmulo da proteína alfa-sinucleina, que forma corpos de Lewy, na substância negra e tronco encefálico. • Degeneração com formação de corpúsculos de inclusão dos neurônios colinérgicos do núcleo basal meynert e noradrenérgicos do locus ceruleus, serotoninérgicos do núcleo da rafe do tronco encefálico e neurônios do sistema olfatório. Além disso, pode comprometer os hemisférios cerebrais, o SNA periférico/ núcleo motor do nervo vago (ESTADIAMENTO DE BRAAK). • Estudos sugerem que os sintomas clínicos que refletem sintomas não dopaminérgicos podem preceder o início das manifestações clinicas clássicas em anos: constipação, anosmia, distúrbios sono REM e denervação cardíaca. Quadro clínico: • Sintomas assimétricos. • Demência e instabilidade postural são sintomas tardios. • Tremor: repouso e exacerba na marcha, estresse e esforço. Frequência de 4 – 6 hz por segundo, unilateral e nas mãos há o movimento de contar moedas. Diagnóstico: O diagnóstico é clinico. Excluir outras formas de parksonismo (critérios de exclusão). -Critérios de suporte para o diagnóstico (3 ou mais): • Início unilateral; • Presença de tremor de repouso; • Doença progressiva; • Resposta excelente ao levodopa; • Resposta ao levodopa por 5 ou mais anos; Parkinsonismo Doença de Parkinson Parkinson Atipico Parksonismo secundário Sintomas Essenciais Sintomas motores Sintomas não motores Bradicinesia Tremor de repouso Rigidez plástica (roda denteada) Instabilidade postural Micrografia Hipomimia Diminuição do piscar de olhos Salivação Hipofonia Disfagia Freezing Fasting Marcha em bloco, freezing (dificuldade de iniciar a marcha) lentificada, arrastando os pés e fastinação. reflexo orbicular dos olhos ou glabelar é inesgotável (sinal de meyenart) Anosmia Transtornos do humor Transtornos do sono REM Distúrbios autonômicos (hipotensão ortostática, distúrbios gastrointestinais, geniturinários ou disfunção sexual) Comprometimento cognitivo/demência Dermatite seborreica Bradicinesia Tremor de repouso; e/ou rigidez e/ou; instabilidade postural Parkinson Leticia Ladeia • Evolução clínica de 10 ou mais CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO Anormalidades cerebelares; Paralisia do olhar vertical; Demência frontotemporal; Sintomas exclusivos nos membros inferiores; Ausência de resposta à levodopa; Perda sensorial cortical; Neuroimagem funcional normal. Achados nos exames de imagem: TC por emissão de fóton – SPECT com traçador de dopamina: exame de neuroimagem funcional, pode evidenciar redução da captação de dopamina. Pet-scan: pode mostrar alterações metabólicas no cérebro do paciente e pode ajudar a distinguir DP das outras causas de parksonismo. A ressonância magnética de 3 Tesla (3T) é capaz de mostrar um detalhe anatômico da substância negra do mesencéfalo na região conhecida como nigrossomo-1, chamado de “sinal da cauda da andorinha”. A perda do sinal da cauda da andorinha pode ser encontrada em pacientes com a doença de Parkinson. Tratamento: Os medicamentos utilizados no tratamento dos sintomas motores da doença de Parkinson são: • inibidores da MAO (rasagilina, selegilina ou safinamida); • amantadina; • agonistas dopaminérgicos (pramipexol, ropinirol ou rotigotina); • inibidores da COMT; • levodopa (associada à carbidopa ou à benserazida). O tratamento da doença de Parkinson deve ser baseado em vários aspectos, como a idade da paciente, o grau de incapacidade dos sintomas, as doenças associadas, O tratamento é sintomático, não altera o curso da doença. # padrão ouro: Levodopa + inibidor da descarboxilase (enzima que degrada a dopamina no sistema periférico – carbidopa ou benzerazida). A levodopa é um pró-farmaco, pois só assim atravessa a BHE onde é convertida em dopamina. Efeitos colaterais dopaminérgicos (pode ser manejado com bloqueador da dopamina periférica – domperidona): náusea, vomito, hipotensão ortostática. A levodopa prolonga a independecia e a qualidade de vida, aumenta sobrevida. Iniciar em doses baixas e titular a dose gradualmente. Complicações motoras induzidas por Levodopa: - Flutuações da resposta motora em decorrência da “tolerância a dose do medicamento”. • Efeito On: sob efeito da medicação. • Efeito OFF: efeito da medicação passa, retorno do parksonismo. • Efeito Wearing off: encurtamento do tempo de ação da levodopa, causando a necessidade de antecipar- se a próxima dose para que o efeito seja mais satisfatório. • Alguns pacientes podem apresentar discinesia no pico de ação da dose, nesse caso, não aumenta a dose, associa outro medicamento. Discinesias são resultado de efeitos imprevisíveis ou nos picos de dose da levodopa. Elas caracterizam-se por envolver todos os segmentos do corpo, afetando cada região da seguinte forma: movimentos estereotipados da cabeça, movimentos coreicos; movimentos balísticos (amplos, imprevisíveis, semelhantes ao ato de arremessar algo). A razão pela qual se opta por postergar ao máximo a introdução da levodopa em pacientes com menos de 65 anos é retardar o surgimento das discinesias induzidas por ela. Em muitos casos, o tratamento medicamentoso das discinesias não é eficaz. Agonista dopaminérgico: Foram inicialmente introduzidos como adjuvantes da levodopa para aumentar a função Tratamento da DP Não farmacológico Fisioterapia ; fonoaudiologia; terapia ocupacional; psicologa; educação fisica, cirurgia Farmacológico Sintomas Leves: IMAO; Amantadina, levodopa, agonista dopaminérgico Sintomas Incapacitantes 65 anos: Levodopa Leticia Ladeia motora e reduzir o tempo em “off” de pacientes com flutuações motoras. Subsequentemente, foi constatado que os agonistas dopaminérgicos têm menos tendência a induzir discinesia, possivelmente devido à sua ação relativamente longa. Por esse motivo, muitos médicos iniciam a terapia com um agonista dopaminérgicos, particularmente em pacientes mais jovens, embora a levodopa suplementar seja por fim necessária em quase todos os pacientes. Os efeitos colaterais agudos são primariamente dopaminérgicos e incluem náuseas, vômitos e hipotensão ortostática. À semelhança da levodopa, esses efeitos habitualmente podem ser evitados iniciando com doses baixas e utilizando ajuste lento. Os efeitos colaterais associados ao uso crônico incluem alucinações e déficit cognitivo e dormir subitamente. Ex: Pramipexol, ropirinol e rotigotina. Inibidores da MAO B bloqueiam o metabolismo central da dopamina e aumentam as concentrações sinápticas do neurotransmissor. Tem efeito anti antiparkinsoniano quando usados como monoterapia nos estágios iniciais da doença e reduzem o tempo em “off” quando administrados como adjuvantes da levodopa em pacientes com flutuações motoras. Ex: selegilina e rasagilina Inibidores da COMT: COMT – enzima que degrada a levodopa perifericamente Os inibidores da COMT aumentam a meia-vida de eliminação da levodopa e a sua disponibilidade no cérebro. A combinação da levodopa com um inibidor da COMT reduz o tempo em “off” e prolonga o tempo em “on” em pacientes com flutuações motoras, enquanto melhoram os escores motores. Os efeitos colaterais dos inibidores da COMT são principalmentedopaminérgicos (náuseas, vômitos, aumento da discinesia) Ex: TALCAPONA E ENTACAPONA AMANTADINA A amantadina foi originalmente introduzida como agente antiviral; entretanto, foi constatado que ela também exerce efeitos antiparkinsonianos, que se acredita serem devido ao antagonismo do receptor Nmetil-D-aspartato (NMDA). Enquanto alguns médicos fazem uso da amantadina em pacientes com doença no estágio inicial em função de seus efeitos sintomáticos leves, o fármaco é mais largamente usado como agente antidiscinesia em pacientes com DP avançada. PARKINSONISMO ATIPICO (PLUS) Grupo de doenças neurodegenerativas e progressivas sem tratamento específico até o momento – apenas suporte. Pouca ou nenhuma resposta a levodopa. Quando pensar que o parkinsonismo não é doença de Parkinson? Quando o quadro clínico dor de um “Parkinson estranho”: Quedas frequentes desde o começo; parkinsonismo simétrico e rapidamente progressivo; demência precoce e disautonomia importante.. Atrofia de Multiplos sistemas – AMS Mais comum > 60 anos de idade; sinucleinopatia assim como a doença de Parkinson e demência de corpus de lewy. Caracterizada por: Parkinsonismo + ataxia cerebelar + disautonomia (SÍNDROME DE SHY-DRAGER) Disautonomia: hipotensão ortostática, constipação intestinal e disfunção erétil; A instabilidade postural é o sinal parkinsoniano mais comum. O paciente pode ter distúrbios do sono REM, apneia obstrutiva do sono (SAHOS); disfagia e disartria incapacitantes; funções cognitivas preservas e resposta pobre a levodopa. RNM “sinal de HOT CROSS BUN SIGN” – degeneração das fibras ponto-cerebelares . Tratamento de suporte: meias elásticas, laxantes ... PARALISIA SUPRANUCLEAR PROGRESSIVA – PSP Acomete indivíduos > 40 anos de idade. A forma clássica – síndrome de Richardson. Diagnóstico clínico, caracterizado por : • Instabilidade postural com quedas frequentes + paralisia do olhar vertical ( não consegue olhar para baixo e nem para cima). • Paciente tem bradicinesia. • Parkinsonismo rígido-acinetico e simétrico • Não tem tremor. • Distonia cervical ( pescoço para traz) • Cognição: apatia, impulsividade, desinibição , bradifrenia e disfunção executiva. • Pode se relacionar com demência fronto-temporal Paciente com facie de espanto. RNM: atrofia do mesencéfalo – sinal de beija flor Leticia Ladeia DEGENERAÇÃO CORTICOBASAL – DCB Rata, idade media de 63 anos. É uma Taupatia 4R, assim como a PSP Quando pensar? Parkinsonismo unilateral, assimétrico; disfunção cognitiva grave desde o começo (alteração da linguagem, apraxia, disfunção executivam alteração do comportamento); mioclonia e distonia. “fenômeno da mão alienígena”, movimento involuntário do membro e não reconhecimento do mesmo. RM encéfalo: atrofia fronto-parietal assimétrica. DEMENCIA POR CORPOS DE LEWY 2ªcausa mais comum de demência; >65 anos de idade Substrato fisiopatológico similar a doença de Parkinson Regra do 1 ano: se demência surgir 1 ano antes do parkinsonismo ou até 1 ano depois, pensar em DCL Quadro clínico: • Síndrome demencial: alucinações visuais, disfunção cognitiva, déficit de atenção, disfunção visuoespacial. • Flutuação cognitiva da atenção e consciência. • Parkinsonismo • Distúrbio do sono rem • Hipersensibilidade a neurolépticos. PARKINSONISMO SECUNDÁRIO A segunda causa mais comum de síndrome parkinsoniana é o parkinsonismo secundário, também chamado de adquirido ou sintomático Os parkinsonismos secundários ocorrem em consequência de uma variedade de condições primárias, incluindo fármacos, acidente vascular cerebral (AVC), tumor, infecção ou exposição a toxinas, como monóxido de carbono ou manganês, que podem causar dano a regiões específicas dos núcleos da base Por fim, o parkinsonismo pode ser observado como característica de diversos outros distúrbios degenerativos, como doença de Wilson, doença de Huntington, certas formas de ataxia espinocerebelar. Medicamentos: flunarizina/cinarizina; haloperidol, clorpromazina, risperidona; lítio, anfotericina B, amiodarona, metildopa, verapamil, diltiazem, nifedipino, anlodipino, reserpina, ciclofosfamida e ciclosporina, metoclopramida (plasil). Leticia Ladeia Epilepsia Crise epilética ou crise convulsiva: Conjunto de sinais e sintomas decorrente de descargas anómalas da atividade neuronal, cuja manifestações variam conforme o local dessa descarga. Pode ser decorrente de insulto agudo ao encéfalo (AVE, TCE...) e não provocada; Epilepsia: ≥ 2 crises epilépticas não provocadas em um intervalo > 24horas ou 1 crise epiléptica com > 60% de chances de recorrência ou sinais de síndrome epiléptica. Classificação das crises epilépticas: • Parciais ou focais: são aquelas em que as primeiras manifestações clínicas e eletrográficas indicam a ativação inicial de sistema de neurônios, limitada a uma parte de um hemisfério cerebral. Podem ser divididas em Simples/perceptivas ( sem perda de consciência) ou Complexas/disperceptivas ( com comprometimento do nível de consciência). As manifestações variarão conforme área encefálica afetada. Elas podem evoluir para crises generalizadas. Após a crise, pode apresentar o quadro pós ictal: com alteração do nível de consciência , confusão mental e outros. o Temporal: Mais comum. 70% dos casos. Esses eventos são caracterizados precocemente por quadro prodrômico (aura) de sensação de mal- estar epigástrico ascendente ou eventos cognitivos complexos, como sensação de medo, déjà-vu, alucinações olfativas ou gustativas. Em seguida, o paciente geralmente apresenta perda de consciência com postura de olhos bem abertos sem interagir com o meio por 30 segundos a 2 minutos. De forma associada, é frequente a presença de automatismos motores, como mastigação, movimentos com lábios e movimentos aleatórios e estereotipados ipsilaterais dos membros. Uma postura distônica da mão contralateral, assim como desvio cefálico ipsilateral, também pode ser encontrada o Frontal: 20% das crises. Caracterizada por abalos musculares contralaterais, desvio da cabeça e/ou olhos para o lado contralateral. Após a crise motora, no período pós-ictal, alguns pacientes exibirão um quadro de hemiparesia que poderá durar horas: paralisia de Todd. Marcha Jacksoniana: crise focal motora que começa em um segmento do corpo e migra para uma região do mesmo lado , ocorre devido a propagação de descargas epileptiformes ao longo da área motora, no giro pré-central, no lobo frontal. o Parietal e occipital: Manifestações visuais como imagens distorcidas, flashes de luz ou alucinações visuais complexas. As epilepsias focais parietais são mal caracterizadas; podem, no entanto, se apresentar com sintomas sensitivos contralaterais ao foco lesional. • Generalizadas: Envolve os 2 hemisferios cerebrais, simultaneamente, desde o início do evento. Elas podem ser motoras ou não motoras. o Crise tônico-clônica: perda da consciência, seguida da fase tônica e depois pela fase clônica. Espasmo laríngeo (grito epiléptico), rubor ou cianose, mordedura de língua e liberação esfincteriana. É a forma mais comum (inclusive em distúrbios metabólicos) . As mioclonias , que podem ser desencadeada por estimulo luminoso de alta frequência ou privação de sono, podem cursar com aumento de tônus ( positiva) ou relaxamento do tônus (negativa). o Ausência típicas: lapsos breves e súbitos de consciência sem perda do controle postural. , as crises de ausência em geral acompanham-se de sinais motores bilaterais sutis, como rápido piscar de olhos, movimentos mastigatórios, ou movimentos clônicos de pequena amplitude das mãos. São mais comuns na infância (4 a 10 anos), tendo o primeiro indício da epilepsia de ausência muitas vezes corresponda a “devaneios” inexplicados e piora do rendimento escolar identificada por um professor. o Ausência atípica: associadaa anormalidade estruturais difusas ou multifocais do cérebro, podem acompanhar disfunção neurológica ( deficiência intelectual). Comparada a crise de ausência típica, ela tem perda de consciência com duração maior e início e fim menos abruptos, e a convulsão acompanha-se de sinais motores mais evidentes que podem incluir características focais ou de lateralização. Pior resposta ao tratamento. o Convulsões atônicas: se caracterizam por perda súbita de tônus muscular postural com duração de 1 a 2 segundos. A consciência é brevemente Leticia Ladeia prejudicada, mas não costuma haver confusão pós-ictal. o Convulsões mioclônicas: é uma contração muscular súbita e breve que pode comprometer uma parte ou todo o corpo. Mioclonia patológica é vista com mais frequência associada a distúrbios metabólicos, doenças degenerativas do SNC, ou lesão cerebral anóxica. Disfunção cortical. o Os espasmos epilépticos caracterizam-se por flexão ou extensão brevemente sustentadas dos músculos predominantemente proximais, incluindo músculos do tronco. • Não classificadas Diagnóstico diferencial: As crises epilépticas provocadas por fatores transitórios atuando em cérebro sadio, também chamadas de crises sintomáticas agudas, não podem ser consideradas epilepsia. Nesses casos, há o fator que temporariamente causa diminuição do limiar para as crises epilépticas. Podem ocorrer com relação temporal próxima a uma lesão aguda no sistema nervoso central, documentada, que pode ser metabólica, tóxica, infecciosa ou inflamatória. Causas de epilepsia na infância: encefalopatia hipóxico- isquemica, trauma, infecção do SNC, anormalidade congênita do SNC e distúrbios metabólicos. Filhos de mães que usaram álcool, cocaína ou heroína na gravidez (síndrome de abstinência do RN), hipoglicemia , hipocalemia, deficiência de B6( piridoxina), febre Síndromes epilépticas: CONVULSÕES FEBRIS Ocorre em crianças entre 3 meses e 5 anos. São facilmente controladas e têm chance de recorrência de 30% ( se menor de 1 anos de idade, com menos de 24 h de febre e temperatura de 38-39ºc. As crises febris simples não aumentam o risco de epilepsia no futuro. Esse risco, entretanto, está aumentado nas convulsões febris complexas. Sinais de alarme: HF de epilepsia, crise atípica, anormalidade do DNPM Punção lombar se : Hiperventilação, estimulação fótica, sono e privação de sono na noite que antecede o exame. O EEG também é usado para classificar os distúrbios convulsivos e ajudar na seleção de fármacos anticonvulsivantes. A ausência de atividade convulsiva eletrográfica não exclui um distúrbio convulsivo porque convulsões focais podem originar- se de uma região do córtex que não pode ser detectada por eletrodos no couro cabeludo. O EEG sempre é anormal durante convulsões tônico-clônicas generalizadas. Também se pode usar o EEG rotineiro registrado no couro cabeludo para avaliar o prognóstico dos distúrbios convulsivos; em geral, um EEG normal significa prognóstico melhor, enquanto um ritmo de base anormal ou atividade epileptiforme profusa sugere prognóstico reservado Neuroimagem: Protocolos de ressonância magnética em contexto clínico de crise convulsiva. O melhor plano para avaliação do hipocampo é o coronal angulado perpendicularmente ao seu maior eixo, por isso os protocolos de RM devem incluir cortes finos (3 mm) dessa região, incluindo sequências de inversão- Leticia Ladeia recuperação ou T1 de alta resolução, T2 e FLAIR. Também podem ser utilizadas sequências volumétricas: • T1: observar espessamento cortical e interface branco-cinzenta. • T2/FLAIR: hipersinais cortical e subcortical. • DWI/ADC: hipersinal no hipocampo, tálamo, córtex (excitotoxicidade). • T2*ou SWI: pesquisar hemorragias/calcificação. Ressonância Magnética (RM) Esclerose mesial temporal Definição: Perda neuronal hipocampal acompanhada de gliose e atrofia, que pode acometer também estruturas adjacentes. O local mais afetado é o corpo hipocampal (85- 90% dos casos). A ressonância magnética é a modalidade de escolha para avaliar o hipocampo, porém um protocolo dedicado à epilepsia do lobo temporal precisa ser realizado para que boa sensibilidade e especificidade sejam alcançadas 5 . São necessárias sequências coronais angulares de seção fina em ângulo reto com o eixo longitudinal do hipocampo, para minimizar a média do volume. O volume coronal e o T2WI/FLAIR coronal de alta resolução são os melhores para diagnosticar a esclerose mesial temporal. As descobertasúltimos 3 meses fez TCE, AVEi OU Cirurgia intracraniana. Dissecção de aorta conhecida ou suspeita; coagulopatia ( INR>1,7 ou TP > 15 s); sintomas leves no NIHSS, sangramento gastrointestinal nos últimos 21 dias. Se ∆T indeterminado: Tratar com AVEi > 4,5 h de duração ou RNM por difusão com Mismatch, evidenciando lesão celular . Trombectomia Mecânica: indicado para quem tem ∆T ≤ 6 H (16 -24H), Oclusão de grande artéria 9circulação anterior ) e NIHSS ≥ 6 TRATAMENTO CRONICO: Depende da etiologia: Solicitar ECG, ECO, Doppler de carótidas e vertebrais. Leticia Ladeia Aterotrombótico: antiagregação plaquetária, controle dos fatores de risco e Endarterectomia (placa culpada na carótida + oclusão de 70-99%) Cardioembólico: Anticoagulação plena, se Ave isquêmico extensão aguardar 14 d. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO HEMORRÁGICO Na emergência, solicitar TC de crânio se : paciente > 15 anos, com cefaleia com padrão novo, não traumatimo, que atinge sua intensidade máxima em até 1 h. HEMORRAGIA SUBARACNÓIDE A HSA provavelmente acomete artéria do polígono de Willis. MUITO GRAVE Principal causa: aneurisma sacular ( mais comum – comunicante anterior). Clínica: cefaleia intensa e súbita (a pior cefaleia da vida) + rebaixamento do nível de consciência + rigidez de nuca ( irritação química após 12-24h). Classificação: Solicitar TC de crânio o mais precoce possível. Se tiver algum dos itens da regra de ottawa, pensar em HSA Se TC normal (em especial, ≥6h), realizar punção lombar com LCR xantocromia (amarelado). Após diagnóstico: realizar AngioTC ou arteriografia. Complicações: → Ressangramento (risco maior nos primeiros 7 dias), por isso realizar a intervenção cirurgia precoce. → Vasoespasmo, que evolui para AVEi, maior risco do 3º ao 14º dia. Realizar doppler transcraniano diário, induzir HAS. → Hidrocefalia por obstrução da drenagem liquoria , realizar derivação ventricular externa ou punção lombar. → Hiponatremia (SIADH – repor Na+- E Sd. Cerebral perdedora de sal por aumento de BNP, nesse caso hidratar). INTERVENÇÃO PRECOCE: ideal 3 cm. Se paciente anticoagulado, Suspender e tentar reverter: com antídotos. Leticia Ladeia Morte Encefálica É um estado de interrupção irreversível de toda função cerebral e do tronco encefálico com preservação da atividade cardíaca e manutenção da função respiratória e somática por meios artificiais. Para abrir o protocolo de morte encefálica, o paciente deve preencher os seguintes critérios: 1. Apresentar uma grave lesão estrutural encefálica, que seja irreversível e bem documentada. • AVE isquêmicos ou hemorrágicos, tumores, infecções de SNC, TCE e encefalopatia hipóxico- isquemica. Lesões que acometam o Tronco encefálico de forma direta ou indireta ou todo encéfalo e tronco de forma difusa. 2. Assegurar que as causas reversíveis de coma foram excluídas ou corrigidas. (Entre parêntese, estão fatores para abrir protocolo) • Hipotermia grave ( T > 35ºC), Hipotensão (PAM ≥ 65mmHg ou PAS ≥ 100mmHg), perfusão , descartar distúrbios eletrolíticos e endocrinológico grave, descartar uso de substancias depressores do SNC ( retirar sedativos, analgésicos pelo tempo de sua depuração) 3. Estar em coma profundo – Glasgow 3 e não apresentar incursões ventilatórias espontâneas aparentes. 4. o paciente deve estar em tempo de observação hospitalar de , no mínimo 6 h, ou 24 h se a causa for encefalopatia hipoxico-esquemica 5. Saturação de O2 > 94 % Realizar teste de apneia. Se A FR do paciente for igual a FR estipulada pelo médico, ou desconectar do respirador e observar por 1 min. EXAME CLÍNICO PARA PROTOCOLO DE MORTE ENCEFÁLICA Res. 2.173/2071 do CFM 2 Exames clínicos (médicos diferentes) + teste de apneia + exame complementar confirmatório da ME • Intervalos entre os exames clínicos: 2 Médicos devidamente capacitados: • 1 ano de experiencia em tratamento de pacientes em coma. + realização ou acompanhamento de 10 protocolos de ME. • 1 ano de experiencia em tratamento de pacientes em coma. + curso de capacitação. • Se possível, 1 Médico deve ser especialista em medicina intensiva, medicina de urgência ou neurologia. • O medico não pode estar vinculado a equipes de transplantes . Avaliar a Resposta motora em 4 membros, excluir reflexo medular ( reflexo de lazaro – flexão de membros após lateralização da cabeça). Resposta motora bilateral, pela compressão: leito ungueal, nervo supraorbital ou articulação ATM. Teste de apneia: Retirar do respirador por 10 min: pré-oxigenação a 100%. Confirmação de apneia: ausência de esforço respiratório com PCO2 elevada.Interrompido se houver instabilidade cardiovascular grave. TESTE DE AVAL. DE TRONCO ENCEFÁLICO - Reflexo pupilar: testa o II e o III par NC > pupilas não reagentes a luz – pupilas médio fixas ou midriáticas. - Reflexo córneo-palpebral – avalia o NC 5 e o NC 7 – paciente não pisca ao ter a córnea tocada. - Reflexo óculo-cefalico - NC III,IV, VI e VIII- lateralização vertical e horizontal da cabeça – “olhos fixos” “olhos de boneca” - Reflexo Vestíbulo Calórico – Avalia NC VIII- coloca agua gelada no ouvido e observe se há nistagmo. Ausência de movimento = ME - Reflexo de tosse: NC IX e X, Testa-se pela estimulação da carina endotraqueal com a sonda Nasogastrica. ME = reflexo ausente. Testes confirmatórios: EEG isoelétrico, cintilografia cerebral, angiografia cerebral ou Doppler transcraniano podem ser usados como testes confirmatórios. Leticia Ladeia Trauma Raquimedular A medula espinhal é uma massa cilindroide de tecido nervoso constituinte do sistema nervoso central (SNC), sendo uma continuação do tronco cerebral que se estende do forame magno até a região das vértebras lombares L1 e L2. A coluna vertebral possui 30 vertebras, e por elas emergem 31 pares de nervos espinais. NERVOS ESPINAIS: São vias de comunicação entre a medula e regiões específicas do corpo. Cada par surge de um segmento espinal. Eles saem do canal vertebral por meio dos forames intervertebrais entre as vértebras adjacentes. ● 8 Pares de nervos cervicais; ● 12 Pares de nervos torácicos; ● 5 Pares de nervos lombares; ● 5 Pares de nervos sacrais; ● 1 Par de nervos coccígeos. Dermátomos e miótomos são as áreas de pele e músculo respectivamente inervadas por neurônios sensitivos e motores por determinada raiz nervosa. Seu conhecimento é extremamente útil para determinar níveis de lesão TRAUMA RAQUIMEDULAR O traumatismo raquimedular (TRM) compreende as lesões dos componentes da coluna vertebral em quaisquer porções: óssea, ligamentar, medular, discal, vascular ou radicular. A lesão medular é descrita como a restrição ou perda da função motora/sensorial abaixo do nível da lesão, que pode ser completa ou incompleta dependendo da fibra nervosa afetada. Todo politraumatizado deve ser tratado como portador de lesão raquimedular até que se prove o contrário. CHOQUE MEDULAR É uma alteração neurológica, que pode ser transitória, decorrente da lesão na medula que gera redução do tônus/ flacidez e arreflexiaLadeia Neuralgia do trigemio: a dor se projeta na área de inervação de um ou mais ramos do trigemio. Dor em choque e muitos episódios por dia. Mais comum em mulheres e acima de 50 anos. Se em paciente jovens, pensar em esclerose multipla. Tratar com carbamazepina, gabapentina/pregabalina, acido valproico ou cirurgia para retirar o gânglio de gasser. Arterire temporal: idosos ou >50 anos, com dor frequente em região temporal ou região craniana. Eles podem apresentar dor muscular, claudicação de mandíbula, febre, redução da acuidade visual – amaurose fugaz. HSA: ruptura de um aneurisma ( que pode ser relacionado a fatores genéticos, HAS, tabagismo), e ele apresentará cefaleia em tunderclap. “a pior dor de cabeça da vida + rigidez de nuca + rebaixamento de nível de consciência ou crise epiléptica”. Faz diagnóstico diferencial com meningite. Solicitar TC: estrela da morte. Solicitar AngioTC ou angioressonancia. TC sem alterações não exclui. Solicitar Punção, se suspeita forte de HSA . Liquido pode ser xantocrômico ou com hemácias cremadas. HIPERTENSÃO INTRACRANIANA HIC = pic > 20 mmHg ou 27 cmH20 Sintomas: cefaleia, náuseas e vômitos, paralisia de nervos cranianos, papiledema, crise epiléptica, rebaixamento dos níveis de consciência; Leticia Ladeia Demências Demência = transtorno neurocognitivo maior, compromete funcionalidade e independência . principalmente AVID, e depois AVD. Critérios : Declínio cognitivo comparado com estado anterior + perda de funcionalidade + excluir delirium (quadro agudo) e quadros psiquiátricos. Afetar 2 de 5 domínios: memória, executiva, linguagem, habilidades visuoespaciais e personalidade/ comportamento. Ou 1 dos 6 (dsm5): alteração complexa; memória e aprendizado, função executiva, linguagem, perceptomotor e cognição social. Transtorno cognitivo leve = transtorno neurocognitivo menor. Não compromete as AVDS e AVDIS de forma a alterar a funcionalidade e independência. Diante queixa de distúrbio cognitivo, em algum domínio, corroborada por informante confiável. Aplicar os testes de triagem. • Minimental, MoCa, teste do relógio e outros. • Avaliar AVDs e AVID EXAMES PARA AFASTAR DEMENCIAS REVERSÍVEIS • TSH, T4L, vitamina B12, TGO/TGP/ VDLR, HIV, HEMOGRAMA, GJ. • TC DE CRANIO Principais causas de demência: • Degenerativa: a mais comum é Alzheimer, Doença corticobasal, Doença com corpos de lewy • Vascular • Demencia do Lobo frontal • Demências reversíveis: Depressão, deficiência de Vit B12 (ataxia sensitiva, neuropatia periférica) deficiência de B3 e B1 (encefalopatia de Wernick), sífilis/ HIV, medicamentos, doenças renais e hepáticas, hipotireoidismo, anemia megaloblástica. Hemorragia subdural, tumor, hidrocefalia de pressão normal. DOENÇA DE ALZHEIMER A demência neurodegenerativa mais comum Mais comum em > 65 anos e sexo feminino. Mais risco: em fatores genéticos, baixa escolaridade, sedentarismo, diabetes e hipertensão descompensado, dislipidemia e obesidade. Envelhecimento Fatores protetivos: dieta do mediterrâneo, alta escolaridade, atividade física, boa nutrição e sono adequado. Caracterizada pela presença de placas neuríticas e emaranhados neurofibrilares pelo acumulo extracelular de proteína Beta-amiloide e a proteína TAU hiperfosforilada intraneuronio. Isso pode preceder em anos o surgimento do quadro. Pode se dosar essas proteínas no LCR: baixo nível de beta amiloide e elevado nível de tau no LCS TC e RN (atrofia/ hipotrofia mesial – hipocampo) Ped-fdg Com redução do metabolismo neuronal. Sintomas: Alteraçao no domínio cognitivo da memória ( episódica – recente) e evolui para comprometer outros . .disfunção executiva , afasia de linguagem e visuoespacial) - a princípio, pode manifestar dom Transtorno cognitivo leve E quando alterar a funcionalidade, passa a apresentar Demência. Tratamento: inibidores da ancetilcolinesterase e memantina ( inibidores da NMDA – Fase avançada). DOENÇA POR CORPOS DE LEWY Mesma fisiopatologia da DP – sinucleinopatia Critérios essenciais: demência executiva + 2 dos sintomas ( flutuação cognitiva , alucinações visuais bem formadas, parksonismo e transtorno comportamental do sono rem) e biomarcadores indicativos ( cintilografia miocárdica, pet scan com marcador de dopamina e alteração do sono rem) Difere de DP , pq tem demência precoce ( 1 ano antes ou depois do parkinsonismo) e piora com neuroléptico Tratamento com inibidor da acetilcolinesterase, principalmente galantamina. DEMENCIA FRONTOTEMPORAL Taupatia Critérios de diagnostico: desinibição comportamental, apatia, comportamento obsessivo, repetitivo e ritualístico, distúrbio de empatia e perversão do apetite, compulsão e preferencia por doces. + exame de imagem com atrofia frontal e/ou temporal. Leticia Ladeia DEMENCIA VASCULAR 2ª Mais comum. Causas: multiinfarto, microangiopatiam avc de grande volume, avc em áreas estratégicas . Quadro clinico: distúrbio da atenção e da função executiva. Evolução lenta ou em degraus. Critérios diagnóstico: síndrome demencial + causa neurovascular e não tenha outra causa aparente.após a lesão. A depender do tipo de lesão, pode ocorrer melhora em 24-48 h. Não apresenta hipotensão. • Fase aguda- Não se delimita dano real. • Perda do reflexo bulbocavernoso (compressão da glande/ clitóris e contração do anus). • O diagnóstico é mais delimitado no exame secundário; CHOQUE NEUROGÊNICO É uma afecção rara, mas pode ser vista quando há lesões medulares altas (cervical ou torácica alta, acima de T6). O choque neurogênico é um choque distributivo, resultado da perda do tônus simpático, que gera vasoplegia e vasodilatação, e que, por sua vez, acarreta: • Hipotensão • Bradicardia ou normocardia (não há taquicardia compensatória, pois houve perda do sistema simpático | só ocorre em lesão acima de T6) • Extremidades quentes e pegajosas. Tratamento: uso cauteloso de vasopressores (é a única indicação de droga vasoativa no trauma). A infusão de fluidos não vai alterar a pressão nesses pacientes, pois há vasodilatação de todo o sistema. No choque neurogênico, ocorre vasodilatação, causando hipotensão por perda do sistema simpático. Há redistribuição do volume circulante; não há perdas para o meio externo. Síndromes medulares: Síndrome central da medula: desproporção de perda de força motora nas extremidades superiores (muito mais acentuada que a perda de força nas extremidades inferiores); geralmente decorre de lesões por hiperextensão em pacientes com estenose preexistente do canal medular. Pode ocorrer com ou sem fratura ou luxação da coluna cervical e a recuperação neurológica é ascendente. Leticia Ladeia Síndrome anterior da medula: paraplegia e dissociação da perda sensorial com a perda de sensibilidade à dor e à temperatura; a coluna posterior está preservada. Das lesões incompletas, é a de pior prognóstico. Síndrome de Brown-Séquard: comprometimento motor ipsilateral (trato corticoespinhal) e perda da sensibilidade postural (coluna posterior), além da perda contralateral à sensibilidade térmica e à dor (trato espinotalâmico). Resulta da hemissecção da medula, geralmente por traumatismo penetrante, porém é comum ocorrer algum grau de recuperação MANEJO: Durante a avaliação inicial, a presença de lesão medular pode ser avaliada por meio de exame físico. Cujo critérios de Nexus seja negativo, pode indicar a possível retirada do colar cervical. Casos duvidosos devem ser investigados com exames de imagem. O exame de escolha para avaliação cervical é a tomografia de coluna cervical. Caso ela não esteja disponível, pode ser feita uma radiografia lateral com visualização completa de todas as sete vértebras cervicais associada a uma radiografia anteroposterior e outra transoral para visualização do processo odontoide. Leticia Ladeia Cefaleia Cefaleia Primária = doença, ex: migrânea , tensional e trigeminoautonomicas Cefaleia Secundária = sintoma Ex: AVE, HSA, tumor, neuroinfecção Sinais de alerta para pensar em cefaleia secundária: • Sinais sistêmicos • Neurológicos – déficit neurológico focal, epilepsia inédita, edema de papila. • Paciente com >50 anos • Cefaleia de início súbito ou a primeira cefaleia da vida. “cefaleia em TUNDERCLAP”, máxima intensidade em poucos segundos. • Mudança do padrão da cefaleia prévia, cefaleia refratária ou progressiva. CEFALEIAS PRIMÁRIAS MIGRANEA – ENXAQUECA Prevalência de 16% Acomete mais mulheres Pico de prevalência entre 30-50 anos. Pode apresentar Aura ou não. Pode ter relação com predisposição genética. Quadro clínico: Pródromos + aura + crise de cefaleia + Pósdromos. Sintomas premonitórios: pode anteceder em dias a crise. Ex: alterações de concentração, fadiga, avidez alimentar , irritabilidade e desânimo. Aura: Sintomas neurológicos que duras de 5 a 60 minutos no contexto da migrânea. Ex: visual, afasia, vestibular, sensitiva, sintomas de tronco. Critérios de diagnóstico da migrânea episódica: Clínico, não precisa de exames. 1. ≥ 5 Crises 2. Duração de 4 a 72 h 3. Apresentar 2 dos 4 sintomas : unilateral, pulsátil, de moderada a grave intensidade e que piora com esforço. 4. E apresentar: náusea/vômito e/ou fotofobia e fonofobia. Critérios de diagnóstico da migrânea crônica: Definida com dor em pelo menos 15 dias por mês em período superior a 3 meses. Pode ser decorrente de um tratamento inadequado + abuso de analgésico. Abuso de analgésico = usar analgésico simples > 10 dias / mês ou analgesia combinada por > 15 dias / mês. Tratamento: - Agudo – dor há < 72 h: Analgésico simples. Principalmente os triptanos. Tomar logo no inicio da dor. - Pronto atendimento: Dor < 72 h: deitar paciente em paciente escuro, prescrever antiemético (dramim ev) se náuseas + tratar a dor com dipirona 1 g EV + cetoprofeno 100 mg EV. Não melhorou, prescrever um triptano subcutaneo ( sumax, sumatriptano) Não melhorou : encaminhar para avaliação neurológica. Dor > 72 h : Status migranoso deitar paciente em paciente escuro, prescrever antiemético (dramim ev) se náuseas+ mesmo sem náusea, realizar expansão volêmica com 500 ml SF 0,9% + tratar a dor com dipirona 1 g EV + cetoprofeno 100 mg EV + dexametasona 10 mg. Não melhorou : clorpromazina 0,1 – 0,25 mg/ kg IM, pode repetir 3 vezes com intervalos de 1 hora. Não melhorou: encaminhar para avaliar para avaliação neurológica. Tratamento circunstancial : usar Analgésicos/Aine antes de se expor a gatilhos. Leticia Ladeia Tratamento profilático: Indicação: 3 episodios por mês que não responde a analgésicos ou 6 episódios que exigam uso de analgésicos; ou quando essa dor causa grande impacto na vida do paciente. Ex: Aura de tronco ou migrânea hemiplégica ; crise com alta mornidade e uso abusivo de analgésicos. Profilaxia: Betabloqueador: não indicado para asmáticos e DPOC, pode ser bom para quem tem HAS. Ex: propranolol e mesoprolol. Drogas anticrise: Anticonvulsivantes como valproato ( teratogênico), topiramato (pode ajudar na perda de peso e contraindicado em glaucoma de ângulo fechado, nefrolitiase) e lamotrigina. Antidepressivo: Amitriptilina ( ganho de peso e sonolência) , venlafexina e duloxetina (ruim em HAS refratária) Outros: flurarizina ( criança, em adultos gera parksonismo ), bloqueador dos canais de cálcio INIBIDORES DA CGRP – anticorpos monoclonais que inibem ela e agem na causa da dor: CEFALEIA TENSIONAL – A mais comum no adulto Pico de incidência aos 40 anos. Comum associação com dor cervical e hipertonia dessa musculatura. Nem sempre precisa tratar, a profilaxia resolve. Critérios diagnósticos • ≥ 10 crises • Que dura de 30 min a 7 dias • Apresentar 2 de 4 sintomas: Bilateral, não pulsátil, leve a moderada , não piora com esforço. • E a apresentar ausência de náuseas, e no máximo ter fotobia ou fonofobia. Tratamento : sob demanda. Cefaleias Trigêmino-autonomicas Acomete o sistema trigênimo-autonomicas Quadro clínico: • Rubor facial • Edema palpebral • Hiperemia conjutival • Gotejamento nasal • Síndrome de Horner (semi ptose e miose). A dor é muito intensa orbitária/ supraorbitáriaou temporal lateral. Cefaleia em salvas Critérios de diagnóstico: ≥ 5 crises na vida, com 1 a 8 crises por dia que dure de 15 min a 3 horas e apresente pelo menos 1 dos sintomas de ativação trigeminoatonomicas ( hiperemia conjuntival, rinorreia, miose e/ou ptose, sudorese facial e edema palpebral) ou inquietação/ agitação. É uma das dores mais intensas. A dor é sempre no mesmo lado. E é mais comum em homem. Tratamento agudo : • O2 a 100% , mascara nasal (mascara reinalante) com 12 a 15 l por min, paciente sentado. • Ou triptano nasal ou triptano. • Corticoide e anestésico, durante as salvas, como tratamento de ponte, para reduzir a intensidade e frequencia das dores. Profilaxia para todos. • Verapamil ou lítio. CEFALEIAS SECUNDÁRIAS LeticiaLadeia Neuralgia do trigemio: a dor se projeta na área de inervação de um ou mais ramos do trigemio. Dor em choque e muitos episódios por dia. Mais comum em mulheres e acima de 50 anos. Se em paciente jovens, pensar em esclerose multipla. Tratar com carbamazepina, gabapentina/pregabalina, acido valproico ou cirurgia para retirar o gânglio de gasser. Arterire temporal: idosos ou >50 anos, com dor frequente em região temporal ou região craniana. Eles podem apresentar dor muscular, claudicação de mandíbula, febre, redução da acuidade visual – amaurose fugaz. HSA: ruptura de um aneurisma ( que pode ser relacionado a fatores genéticos, HAS, tabagismo), e ele apresentará cefaleia em tunderclap. “a pior dor de cabeça da vida + rigidez de nuca + rebaixamento de nível de consciência ou crise epiléptica”. Faz diagnóstico diferencial com meningite. Solicitar TC: estrela da morte. Solicitar AngioTC ou angioressonancia. TC sem alterações não exclui. Solicitar Punção, se suspeita forte de HSA . Liquido pode ser xantocrômico ou com hemácias cremadas. HIPERTENSÃO INTRACRANIANA HIC = pic > 20 mmHg ou 27 cmH20 Sintomas: cefaleia, náuseas e vômitos, paralisia de nervos cranianos, papiledema, crise epiléptica, rebaixamento dos níveis de consciência; Leticia Ladeia Demências Demência = transtorno neurocognitivo maior, compromete funcionalidade e independência . principalmente AVID, e depois AVD. Critérios : Declínio cognitivo comparado com estado anterior + perda de funcionalidade + excluir delirium (quadro agudo) e quadros psiquiátricos. Afetar 2 de 5 domínios: memória, executiva, linguagem, habilidades visuoespaciais e personalidade/ comportamento. Ou 1 dos 6 (dsm5): alteração complexa; memória e aprendizado, função executiva, linguagem, perceptomotor e cognição social. Transtorno cognitivo leve = transtorno neurocognitivo menor. Não compromete as AVDS e AVDIS de forma a alterar a funcionalidade e independência. Diante queixa de distúrbio cognitivo, em algum domínio, corroborada por informante confiável. Aplicar os testes de triagem. • Minimental, MoCa, teste do relógio e outros. • Avaliar AVDs e AVID EXAMES PARA AFASTAR DEMENCIAS REVERSÍVEIS • TSH, T4L, vitamina B12, TGO/TGP/ VDLR, HIV, HEMOGRAMA, GJ. • TC DE CRANIO Principais causas de demência: • Degenerativa: a mais comum é Alzheimer, Doença corticobasal, Doença com corpos de lewy • Vascular • Demencia do Lobo frontal • Demências reversíveis: Depressão, deficiência de Vit B12 (ataxia sensitiva, neuropatia periférica) deficiência de B3 e B1 (encefalopatia de Wernick), sífilis/ HIV, medicamentos, doenças renais e hepáticas, hipotireoidismo, anemia megaloblástica. Hemorragia subdural, tumor, hidrocefalia de pressão normal. DOENÇA DE ALZHEIMER A demência neurodegenerativa mais comum Mais comum em > 65 anos e sexo feminino. Mais risco: em fatores genéticos, baixa escolaridade, sedentarismo, diabetes e hipertensão descompensado, dislipidemia e obesidade. Envelhecimento Fatores protetivos: dieta do mediterrâneo, alta escolaridade, atividade física, boa nutrição e sono adequado. Caracterizada pela presença de placas neuríticas e emaranhados neurofibrilares pelo acumulo extracelular de proteína Beta-amiloide e a proteína TAU hiperfosforilada intraneuronio. Isso pode preceder em anos o surgimento do quadro. Pode se dosar essas proteínas no LCR: baixo nível de beta amiloide e elevado nível de tau no LCS TC e RN (atrofia/ hipotrofia mesial – hipocampo) Ped-fdg Com redução do metabolismo neuronal. Sintomas: Alteraçao no domínio cognitivo da memória ( episódica – recente) e evolui para comprometer outros . .disfunção executiva , afasia de linguagem e visuoespacial) - a princípio, pode manifestar dom Transtorno cognitivo leve E quando alterar a funcionalidade, passa a apresentar Demência. Tratamento: inibidores da ancetilcolinesterase e memantina ( inibidores da NMDA – Fase avançada). DOENÇA POR CORPOS DE LEWY Mesma fisiopatologia da DP – sinucleinopatia Critérios essenciais: demência executiva + 2 dos sintomas ( flutuação cognitiva , alucinações visuais bem formadas, parksonismo e transtorno comportamental do sono rem) e biomarcadores indicativos ( cintilografia miocárdica, pet scan com marcador de dopamina e alteração do sono rem) Difere de DP , pq tem demência precoce ( 1 ano antes ou depois do parkinsonismo) e piora com neuroléptico Tratamento com inibidor da acetilcolinesterase, principalmente galantamina. DEMENCIA FRONTOTEMPORAL Taupatia Critérios de diagnostico: desinibição comportamental, apatia, comportamento obsessivo, repetitivo e ritualístico, distúrbio de empatia e perversão do apetite, compulsão e preferencia por doces. + exame de imagem com atrofia frontal e/ou temporal. Leticia Ladeia DEMENCIA VASCULAR 2ª Mais comum. Causas: multiinfarto, microangiopatiam avc de grande volume, avc em áreas estratégicas . Quadro clinico: distúrbio da atenção e da função executiva. Evolução lenta ou em degraus. Critérios diagnóstico: síndrome demencial + causa neurovascular e não tenha outra causa aparente.