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INTRODUÇÃO À ESTOMATOLOGIA
Definição: Especialidade 
odontológica que trata 
das doenças da boca 
(stoma = boca). 
Objetivo Prevenir, diagnosticar, prognosticar e tratar:
 doenças próprias do complexo maxilo-mandibular;
 manifestações bucais de doenças sistêmicas;
 repercussões bucais do tratamento antineoplásico. 
Passos antes de fazer o diagnóstico: 
 Identificar o problema (queixa principal);
 História médica e da doença (ouvir o paciente);
 Exame clínico geral. Ex: marcha, fácies - manifestação de um sinal ou doença na 
fisionomia do paciente, pele, sinais vitais;
 Exame clínico da lesão (inspeção, palpação, percussão e auscultação);
 Exames complementares. Ex: raio x, hemograma, biópsia, TM, US, TC. Caso não seja 
identificado o problema de primeira.
 Diagnóstico;
 Tratamento.
Anamnese 
LESÕES FUNDAMENTAIS OU ELEMENTARES
Processos patológicos básicos que aparecem clinicamente como 
variadas alterações morfológicas na pele ou na mucosa
Mácula ( 1 cm) - coloração diferente do tecido 
adjacente, planas, podem aparecer isoladas ou em grupos.
Diascopia (vidro-pressão) - exame realizado para analisar se a lesão é 
vascular (hemangioma).
Placa - elevação com superfície plana, altura pequena, podendo ter superfície 
rugosa, verrucosa, ondulada, lisa ou com aspectos combinados, coloração 
esbranquiçada, mesma cor da mucosa.
Pápula - área sólida circunscrita, podem aparecer isoladas ou em grupo. 
Ex: grânulos de fordyce (pode ser causado por uso de prótese).
Nódulo ( 1 à 2 cm) - elevação circunscrita, superficial ou profunda, 
superfície rugosa, lisa ou lobulada, coloração avermelhada, azulada, mesma 
cor da mucosa, pálida. 
Tumor (> 2cm) - superfície pode ser lisa, rugosa, pode ser indofítica ou
exofítica, pode ser maligno ou benigno. 
Vesícula ( 3mm) - alterações idênticas as vesículas, porém se diferem pelo 
tamanho, sendo assim, bolhas podem ser formadas por vesículas que se 
unem pela proximidade. Ex: mucocele
Úlcera - perda do epitélio com exposição do conjuntivo (frequentemente 
dolorosas).
Erosão - perda superficial da mucosa, atingindo apenas a epiderme.
Fissura - erosão retilínea.
Crosta - ressecamento do exsudato, ocorrendo em regiões não úmidas 
(não havendo na região intra-oral)
BIÓPSIA
Procedimento onde pega 
uma amostra de um 
tecido ou célula para 
exame microscópico para 
diagnostico final.
Objetivo - determinar o prognostico da lesão com base na 
estomatologia, auxiliar no trataento mais adequado.
Contraindicação: 
Lesão vascular;
Alterações não patológicas.
Azul de toluidina - corante 
que indica qual a melhor área 
para ser removida para fazer a 
biopsia. Podendo dar Falso 
positivo ou Falso negativo.
Fixador para biópsia:
Álcool (célula);
Formol (tecido).
Tipos de biópsia:
Biópsia incisional - consiste na retirada de apenas uma parte da lesão. Quando a lesão é 
grande, retira-se no mínimo três áreas. Retira-se também um fragmento do tecido normal 
adjacente, para ver como se comporta essa lesão. 
Biópsia Punch - Retira uma amostra da lesão mais profunda (atravessando várias camadas), 
utilizando um instrumento que consisto em um tubo metálico com a extremidade cortante 
(2mm a 10mm). Pode ser incisional ou excisional.
Biópsia excisional - consiste na remoção completa da lesão quando tem a certeza que não é 
uma lesão maligna.
PAAF (punção aspirativa por agulha fina) - Técnica não invasiva que utiliza uma agulha 
para retirar uma amostra. Mais usada para colher amostras das regiões cabeça e pescoço, sendo 
pouco utilizada na região intra-oral. Também é considerado um exame citológico. 
Citologia esfoliativa - Técnica não invasiva, útil, rápida e segura. Ex: papanicolau.
Citopatologia - não se retira tecido e sim célula. Objetivo é 
observar alterações morfológicas em uma célula para chegar 
a um diagnostico.
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ANOMALIAS DE DESENVOLVIMENTO
Globodontia: dentes em forma de globo;
Macrodontia: dentes maiores que o normal;
Hiperdontia: mais dentes que o normal;
Hipodontia: menos dentes que o normal;
Hipoplasia de esmalte: pouca formação de esmalte. Gera sensibilidade, tendência à cárie, 
maior risco a fratura;
Rizomicria: raiz menor que o normal. Tendência de perda de dente mais facilmente; 
Rizomegalia: raiz maior que o normal. Pode causar dificuldade na extração e no tratamento 
endodôntico;
Normalmente a dentição 
decídua apresenta danos piores 
que a dentição permanentes.
Taorodontia: aumento da câmera pulpar no sentido ocluso-apical (polpa grande/larga);
Exoftalmia: proptose ocular (olhos esbugalhados);
Craniossinostose: Fechamento/fusão prematuro das suturas cranianas (podendo gerar 
exoftalmia, hipertelorismo, etc);
Hipertelorismo: afastamento excessivo do canto interno dos olhos;
Síndrome/Displasia Otodental: 
Perda auditiva progressiva; 
Macrodontia dos dentes posteriores e caninos;
Globodontia;
Hipoplasia de esmalte (bilateral);
Respirador bucal;
Apinhamento do dentes;
Hiperdontia ou Hipodontia; 
Taorodontia.
Anomalias de origem genéticas 
geralmente as características se 
repetem nos dois lados 
(bilateralmente).
Síndrome de Crouzon:
Proeminência do osso frontal;
Exoftalmia;
Craniossinostose;
Hipertelorismo 
Hipoplasia de maxila;
Hipodontia ou Hiperdontia;
Hipoplasia de maxila: maxila mais estreita por não ter espaço;
tem mais chance de acontecer 
com filhos de pais mais velhos.
pode levar perda da visão se não 
for tratada cirurgicamente.
Normalmente a pessoa está lúcida, raramente apresenta um problema mental, tende a 
desenvolver uma alteração mental devido as consequências da síndrome.
Diagnóstico Diferencial (diagnostico que gera dúvida) Para a 
síndrome de crouzon: síndrome de apert, o que difere são as 
mãos (sindactilia: dedos unidos), geralmente apresenta maior 
tendência do indivíduo ter alterações mentais. 
Diagnóstico Provável: 
diagnóstico mais certo.
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Para identificar se o paciente é sindromico é necessário 3 características se repetem 
dentro de um contexto. Sendo que nem sempre o paciente terá todas as características 
da síndrome, podendo apresentar as características mais leves ou mais acentuadas.
Fendas orofaciais:
Deformidades congênitas caracterizada pela interrupção da 
continuidade dos tecidos adequadamente.
Pode ter relação com o lábio superior, com lábio superior, rebordo e palato.
Pode ter relação com uma síndrome (ex: down, oral fácil digital), genética ou agente externos 
que afetam o feto como tabagismo, deficiência de ácido fólico, uso de drogas;
Quanto mais precoce o reconhecimento da alteração mais facilmente o individuo é tratado e 
inserido na sociedade (na maioria das vezes é possível visualizar pela ultrassonografia). 
Compromete a fala, deglutição, alimentação e o tratamento deve ser cirúrgico e 
multidisciplinar.
Lábio Duplo:
Dobra da mucosa interna com crescimento exagerado do tecido mole;
Acomete mais comumente o lábio superior, podendo apresentar a mesma 
cor do lábio (normocrômico), ser mais avermelhada (hipercromica). 
 A síndrome relacionada é a síndrome de Ascher, que também apresenta 
tireóide aumentada e blefaropalasia (edemas de pálpebras).
Não influencia na fonação, alimentação, dicção, apenas na estética;
Pode ser congênito ou adquirido (resultado de traumatismo, como sugar o lábio);
Tratamento: excisão cirúrgica;
Leucoedema:
Área esbranquiçada mais comumente na mucosa jugal (parte interna da bochecha);
Mais encontrada em negros e tabagistas (em caso de tabagistas que 
param de fumar, pode ser que essa condição regrida naturalmente;
Tratamento: sem indicação de procedimento cirúrgico já que não há doença;
Exame: eversão (esticar) da mucosa para saber se volta a cor normal.
Úvula bífida (dividida):
Não é necessário tratamentona linha média e consequentemente 
pode causar o levantamento da asa do nariz;
Pode causar: apagamento do fundo de vestibulo, obstrução 
nasal e interferir na utilização de prótese;
Tratamento: remoção cirúrgica e dependendo da 
localização é necessário a retirada de uma parte da mucosa 
nasal para garantir a remoção completa.
Cisto no ducto nasopalatino:
Não é um cisto odontogênico;
Tumefação da região anterior do palato, drenagem e dor;
Podem ser assintomáticos e descobertos na radiografia;
Geralmente apresenta forma de uma pedra ou de coração com uma 
margem esclerótica;
Tratamento: enucleação cirúrgica, porém a biópsia é recomendada;
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Ceratocisto Odontogênico:
A mandíbula é acometida em 60% a 80% dos casos
Pequenos ceratocistos odontogênicos geralmente são
assintomáticos e descobertos radiograficamente;
Ceratocistos odontogênicos de grandes dimensões
podem estar associados a dor e edema;
Pode estar associado com a Síndrome de Gorlin;
Tendem a crescer em uma direção ântero-posterior, pelos espaços medulares do osso (sem 
causar expansão óssea, diferente do cisto dentígero);
Diagnóstico: baseia-se nas características histopatológicas;
Tratamento: enucleação e curetagem, alguns cirurgiões dentistas indicam osteotomia 
periférica da cavidade óssea com uma broca para que diminua a chance de recidiva;
 Foi considerado por alguns como uma neoplasia cística benigna ao invés de cisto;
Síndrome de Gorlin:
Síndrome do carcinoma nevóide basocelulas, pois carcinomas 
basocelulares da pele são o componente principal da síndrome;
Hereditária autossomica dominante;
Características clínicas: Podem apresentar olhos separados, 
hipertelorismo ocular leve, prognatismo mandibular leve, os 
tumores podem varias de pápulas avermelhadas até placas 
ulceradas;
Apresentam múltiplos ceratocistos odontogênicos, múltiplos 
carcinomas basocelulares;
Formação de bossa frontal e temporoparietal (aumento da 
circunferência craniana);
As anomalias esqueléticas estão presentes em 60% a 75% dos 
pacientes com essa síndrome (ex: costela bífida);
Não ofere risco de morte;
Ameloblastoma:
Tumor odontogênico mais comum, excluindo os odontomas;
Tumor de crescimento lento, localmente invasivos e de curso benigno 
na maioria dos casos, frequentemente assintomáticos;
Ocorrem em três diferentes situações clinicorradiográficas:
 Sólido convencional ou multicístico:
 Maioria dos casos afetam a mandíbula;
 Frequentemente é assintomático e lesões menores são detectadas 
somente durante o exame radiográfico;
 Clinicamente: tumefação indolor ou expansão dos ossos gnáticos. 
Se não for tratada, então a lesão pode crescer len- tamente até atingir 
proporções grandes ou grotescas;
 
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Unicístico: 
Mais encontrados na mandíbula nas regiões posteriores;
Lesão é frequentemente assintomática;
Radiograficamente: imagem radiolúcida circunscrita que 
envolve a coroa de um terceiro molar inferior não erupcionado;
Periférico (extra-ósseo):
Geralmente é uma lesão indolor, não ulcerada, séssil ou 
pedunculada, que acomete a mucosa gengival ou alveolar;
Mais comumente encontrados na mucosa alveolar e 
gengival posterior e são mais comuns na mandíbula do 
que na maxila;
Tratamento: excisão cirúrgica;
Tumor Odontogênico:
Adenomatóide:
É observado em pacientes mais jovens (10 a 19 anos);
Tendência de ocorrer nas porções anteriores dos maxilares;
Relativamente pequenos, raramente excedendo 3 cm;
É descoberto durante o exame radiografico;
Frequentemente são assintomáticos;
Atrapalha a irrupção dos dentes permanentes;
Pode gerar aumento de volume na área específica;
Características radiográficas: radiolucidez unilocular circunscrita que envolve a coroa de 
um dente incluso. Em alguns casos é possível identificar calcificação fina como floco de 
neve;
Histologicamente: estruturas epiteliais semelhantes a ductos.
 ao ver um paciente sem os dentes anteriores deve-se pensar em odontoma, sendo 
descartado a hipótese na radiografia.
Mixoma Odontogênico:
Região de pré-molares e molares;
Mandíbula é um pouco mais afetada do que maxila;
Lembra a porção mesenquimal de um dente em desenvolvimento;
Radiograficamente: imagem radiolúcida podendo conter finas 
trabéculas de osso, pode ser multilocular ou unilocular e é 
semelhante a encordoamento de raquete de tênis;
Podem causar deslocamento (mais comum) ou reabsorção dos dentes 
na área do tumor.
Aspecto macroscópico: tecido mole não capsulado, gelatinoso, 
coloração branca acinzentado ou âmbar. 
Tratamento: lesões pequenas: curetagem + reavaliação periodica por 
5 anos no mínimo. Lesões grandes: ressecção mais extensa. O 
tratamento é menos conservador pois não se sabe onde a lesão começa 
e onde termina pois se desloca igual a um pedaço de gelatina. 
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Cementoblastoma:
É um neoplasma benigno odontogênico de cememtoblastos;
Mais comum na mandíbula e em regiões de molares e pré-
molares;
Pode apresentar dor, tumefação ou ser assintomático;
Radiograficamente: massa radiopaca que se funde a raiz 
de um ou mais dentes, é circundado por um halo 
radiotransparente fino;
Contorno externo da raiz ou raizes é perdido devido a 
reabsorção da raiz;
Diagnóstico diferencial: hipercementose, osteoma, displasia 
cementaria periapical, osteomelite focal esclerosante.
Massa que lembra um microfone;
Geralmente consiste na extração cirúrgica dos dentes 
juntamente com o aumento de volume calcificado. 
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:Lporém deve-se instruir ao paciente que 
os filhos tem uma maior chance de apresentar fenda orofacial.
Grânulos de fordyce:
Glândulas sebáceas ectópicas (fora do lugar esperado), pápulas branco-amareladas;
Mais comum na mucosa jugal, lábio superior e região retromolar;
Diante desse diagnóstico não é indicado nenhum tratamento, porém se 
o paciente se incomodar pode-se fazer um tratamento estético, como 
lazer terapia ou cirurgia estética.
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Anquiloglossia
Anomalia do desenvolvimento onde o freio lingual é curto, limitando os movimentos.
Ex: língua presa.
Tratamento: Caso comprometa funcionalmente ou socialmente o 
paciente é indicado cirurgia, caso contrario em casos mais leves é 
indicado o tratamento com um fonoaudiologo.
Tireóide Lingual:
 É uma massa tumoral de tecido tireoideo ectópico;
Localizado na base da língua sobre a linha média onde seria o forame cego entre a papilas 
cincunvaladas. 
Normalmente normocromico, mas pode ser encontrado hipercromico; 
Sintomas: disfagia (dificuldade para deglutir), disfonia (dificuldade de 
falar), dispneia (dificuldade de respirar), sensação de nó na garganta, 
porém o paciente pode não apresentar nenhum desses sintomas. 
Tratamento: o dentista deve encaminhar para um endócrino. 
Contraindicado uma biópsia incisional e remoção cirúrgica por um dentista.
Língua Fissurada:
Sulcos profundos no dorso da língua, erosão (perda de epitélio sem exposição do 
conjuntivo) retilínea.;
Tratamento: não há tratamento especifico;
O dentista deve escovar adequadamente a língua, pois alimentos e 
fragmentos ficam retidos podendo causar irritação, mal hálito;
É mais comum em adultos, tende a aumentar com o passar do tempo;
Importante para o diagnóstico de certas síndromes (ex: down);
É comum ser associada a língua geográfica (glossite migratória benigna), que é 
caracterizada por lesões de erosão hipercromica no dorso da língua, em alguns casos causa 
ardência.
Glossite romboidal mediana: erosão na região mediana do dorso da lingua, podendo ter 
ligação direta com uma infecção fúngica (ex: cândida) que quando a região infectada 
toca o palato gera a perda de papilas.
Exostoses:
Crescimento ósseo benignos que podem afetar qualquer área do esqueleto;
Quando afeta certas áreas da boca é chamado de torus palatino, 
torus maxilar e torus mandibular:
Quando há acometimento funcional (geralmente quando é 
preciso adequar uma prótese), estético (em caso de torus maxilar) 
se o paciente se incomodar, é indicado remoção cirúrgica.
Língua pilosa ou negra:
Acúmulos de células mortas, queratina sobre as papilas filiformes;
Fatores que podem causar: higiene precária, antibiótico, tabagismo, 
radioterapia, uso de enxaguante bucal de maneira inadequada:
Tratamento: achar qual o fator causador, tentar minimizar esse fator 
ou retirar se possível, acompanhar o paciente e boa higienização.
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ANOMALIAS DENTÁRIAS
Dente Neonatal: surge nos primeiros 30 dias de vida;
Dente Natal: criança já nasce com um dente (comum com o incisivo inferior);
Supranumerário/Extranumerário: um dente a mais; 
Anomalia de Número:
Pode gerar úlcera de riga-fede (úlcera traumática) devido ao atrito do dentinho com 
determinada região da boca, podendo levar o bebê para de mamar. Sendo assim, é 
indicado extração e no caso de apresentar mobilidade também.
Anodontia: ausência total de dentes;
Hipodontia: ausência de no máximo 5 dentes;
Oligodontia: ausência de 6 ou mais dentes;
Hiperdontia: mais dentes que o normal (supra ou extra numerários). 
 Eumorfos: acompanham a forma dos dentes adjacentes 
 Heteromorfo: não possuem a forma normal dos dentes do local (ex: mesiodente com formato 
cônico entre os incisivos centrais superiores)
Paramolar: dente pequeno e rudimentar supranumerário ao lado de um molar, seja por 
palatina ou vestibular.
4˚ molar de bolk ou disto molar: dente localizado à distal do 3˚ molar, normalmente 
superior e pré molar inferior.
Agenesia: não teve origem de determinado dente (mais comuns: 3˚ molar, 2˚ pré-molar 
inferior e incisivo lateral superior).
Anamolia de Tamanho:
Macrodontia: dentes maiores que o normal;
Microdontia: dentes menores que o normal;
mais comum em um único dente, 
principalmente no 3˚ molar. Quando 
há anomalia de tamanho 
generalizada pode ser uma síndrome.
Anomalia de Forma:
Geminação: apenas um dente que clinicamente parece ser dois, coroa bífida/dupla (uma raiz, 
uma polpa e duas coroas);
Fusão: dois dentes, duas raizes, duas polpas e a coroa é unida pela dentina. (Não muda a 
contagem dos dentes);
Através da contagem dos dentes é possível diferenciar se é geminação ou fusão, sendo 
fusão quando há dente a menos e geminação não.
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Geminação
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Concrescência: união de dois dentes pelo cemento, sendo possível a visualização 
apenas pela radiografia periapical;
É comum nos molares superiores, pois os mesmo apresentam duas 
raizes logo ficam mais próxima uma das outras.
Pode ser causada por um trauma ou tratamento ortodôntico.
Taurodontia: aumento da câmara pulpar no sentido ocluso-apical em dentes multiradiculares;
Em caso de carie, há chance de chegar a 
polpa mais rapidamente se nada for feito já 
que a câmara pulpar é bem maior.
geralmente em paciente 
com síndromes
Dente invaginado: profunda invaginação da superfície da coroa em direção a raiz 
limitada pelo esmalte. Proliferação dos tecidos dentários para dentro do dente, tendo 
material mineralizado no interior da polpa. Geralmente é um dente ectópico e ocorre 
na área do cíngulo;
Pérola de esmalte: esmalte ectópico (no lugar errado), nódulo radiopaco mais 
observada na região cervical mais especificamente na região de furca (radiografia 
periapical), podendo gerar problemas periodontais;
Consequência clínica: Formação de bolsa periodontal, pois a lisura do esmalte deixa 
um espaço pela falta de ligamento periodontal, favorecendo a proliferação de bactérias.
Dilaceração radicular: angulação anormal ou curvatura da raiz. Pode 
gerar dificuldade na extração, no tratamento endodôntico e ortodôntico.
muitas vezes esse dente irá evoluir para um extração.
Hipercementose/ Hiperplasia cemetária: deposição excessiva de cemento não 
neoplásico ao longo do cemento radicular normal.
ANOMALIAS DE ERUPÇÃO
Tardia: apinhamento, desenvolvimento maxilofacial insuficiente, trauma, cisto e tumores 
suprajacentes, espessamento do osso ou tecido mole suprajacente, portadores de disfunção 
sistêmica, síndromes.
Precoce: local (um dente erupciona antes do tempo) ou geral (todos os dentes erupcionam 
antes do tempo);
 quando é geral pode estar relacionado a uma síndrome ou algum 
comprometimento sistêmico (ex: problema de tireóide).
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Ectopia: é alteração no trajeto de erupção normal de um germe dentario. Ex: dente no palato.
Transposição: intercâmbio da posição entre dois dentes adjacentes ou não, especialmente em 
relação as raizes.
ANOMALIAS DE ESTRUTURAS DETÁRIAS
Anquilose dentária (dente em infra-oclusão): cemento se funde ao osso 
alveolar, não havendo o espaço do ligamento periodontal e muitas vezes 
está abaixo do plano oclusal. Sendo mais comum em molares decíduos. 
Comumente causado por trauma.
Consequência clinica: difícil movimentação ortodôntica e extração. 
É possível visualizar através de uma radiografia periapical e através da percussão, visto que o 
barulho de um dente normal é diferente do barulho de um dente anquilosado (som é meio oco já 
que não tem o ligamento para amortecer).
Amelogênese Imperfeita: 
Alteração Hereditária;
Ausência de alteração sistêmica associada ou síndrome;
É apenas alteração em esmalte, sendo a dentina perfeita;
Presente na dentição decidua e permanente em graus variados. 
Classificação de witkop: avalia o fenótipo e o genótipo. 
Características Clínicas: mudança de cor, perda de esmalteem alguns pontos, sulcos, fossetas 
(depressões do tamanho da cabeça de um alfinete), rugosidade e opacidade do esmalte, 
deposição alterada na matriz do esmalte, fraturas nas incisais e cervicais um pouco mais 
preservadas, esmalte mais macio e mais fácil de ser removido, esmalte tende a lascar, 
Radiografia: não é possível ver diferença entre dentina e esmalte em alguns casos.
Tratamento: Propor meios para amenizar/diminuir a sensibilidade.
muitas vezes resulta em 
extrações ou coroas totais. 
Esmalte: 
Alterações ambientais:
Causas: traumas, deficiência nutricional, infecção, excesso de flúor, pigmentação por 
medicação (não é alteração estrutural e sim na cor) no período de formação dos dentes. 
No caso de infecções quando crianças, os ameloblastos dos dentes em formação podem ser 
comprometidos por causa do aumento de temperatura por exemplo.
Efeito espelho: mesmos dentes com alterações, já que os mesmos foram formados no mesmo 
período. Encontrado com frequência quando diante de infecção que acometeu o indivíduo. 
Hipoplasia de esmalte: 
Alteração de causa ambiental;
Clinicamente: fossetas, sulcos horizontais na superfície do esmalte, redução generalizada de 
espessura. 
Difere da amelogênese imperfeita pois afeta alguns dentes, aqueles que sofreram algum 
trauma em um momento de formação;
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Dente de Turner/Hipoplasia de Turner: 
Causada por doenças periapicais dos dentes decíduos ou injúria traumática. Ex: cárie nos 
primeiros molares decíduos que afetam os pré-molares permanentes. 
Comum: nos pré-molares e incisivos.
Clinicamente: irregularidade na superfície parcial ou total da coroa, rugosidade, coloração 
amarelada/acastanhada. 
Pigmentação por medicamento:
Alteração na cor do esmalte, desde um amarelo claro até um marrom escuro. Ex: tetraciclina.
Essa medicação consegue ultrapassar a placenta, portanto deve ser evitado o seu uso durante a 
gestação e em crianças de até 8 anos, pois estão em período de formação do dente.
Pode fazer uso do medicamento, sem risco de causar alteração, depois dos dentes formados. 
Dentinogênese Imperfeita
Causa: Hereditária;
Distúrbio de desenvolvimento da dentina;
Não há desordem sistêmica associada;
Ambas as dentições irão apresentar problemas;
Clinicamente é possível observar dentina com problema;
Durante a erupção os dentes apresentam contorno normal mas com aspecto de amba (cor 
castanhada);
Dente com translucência (varia do azul até um castanho mais escuro com o passar do tempo); 
Radiograficamente: 
O mais comum de observar é a obliteração precoce da câmara pulpar e canais radiculares devido 
a deposição intensa de dentina, porém pode ocorrer o oposto (Dentes em concha - quase o dente 
inteiro como polpa, quase não há dentina).
Raízes delgadas/finas; 
Coroas bulbosas devido ao estreitamento na cervical;
Tipo 1: Dentinogênese imperfeita tem relação com a osteogênese imperfeita com dentes 
opalescentes
Tipo 2: Somente dentinogênese imperfeita, sem nenhuma alteração associada.
Osteogênese imperfeita: Conhecido como doença dos ossos de vidro. É uma doença óssea que 
promove alteração em inúmeros estruturas que tem colágeno na sua formação, logo atinge a 
dentina. O diagnóstico é feito pelo médico. Paciente apresenta ossos frágeis, baixa estatura, 
relatos de fraturas, esclera (parte branca dos olhos) ligeiramente azulada, pele seca, pernas 
arqueadas, defeito nas articulações, perda de audição com o passar dos anos e dentes são 
opalescentes. (apresentam as mesmas alterações da dentinogênese imperfeita do tipo 2). 
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Displasia Dentinária:
Hereditária;
Alteração na dentina
Não há relação com doenças sistêmicas ou com a dentinogênese imperfeita;
Pode encontrar alterações parecidas com as presentes na dentinogênese imperfeita, porém não há 
relação e com outras doenças doenças como esclerose óssea, artrite reumatoide;
Alteração genética rara;
Tipo 1:
Tem relação com a dentina na raiz;
Os dentes podem não possuir raiz ou possuir raizes pequenas (rizomicria);
Perda de organização da dentina radicular podendo causar o encurtamento do tamanho da 
raiz;
Quanto mais precoce acontece essa desorganização da dentina radicular é mais provável que o 
dente não apresente raiz;
Esmalte e dentina coronária são clinicamente normais;
Ampla variação da formação da dentina radicular;
Paciente tende a perder os dentes facilmente (esfoliação precoce);
Extrema mobilidade dentária;
Erupção retardada (não tão comum);
Radiograficamente: decíduos mais afetados, permanente um pouco menos, 
Desorganização precoce: polpa pode não ser detectada e raizes pequenas ou ausentes;
Desorganização um pouco mais tardia: pode detectar a formação da câmara pulpar; 
Tipo 2 (mais rara):
Tem relação com a dentina coronária; 
Dilatação da câmara pulpar;
Em alguns casos pode-se encontrar algumas características clinicas da dentinogênese 
imperfeita;
Radiograficamente: dilatações na câmara pulpa (dificulta o tratamento endodôntico);
Odontodisplasia regional (Dentes fantasmas):
Alteração que envolve esmalte e dentina; 
Não é hereditária;
Causa desconhecida, desconfiam de que haja relação com a deficiência do suprimento 
sanguíneo por algum motivo;
Efeitos acometem: todas as estruturas do dente podem ser afetadas (esmalte, dentina, cemento 
e polpa).
É observada em ambas as dentições;
É regional, ou seja, não afeta todos os dentes ou bilateralmente;
Coloração amarelada;
Dentina mais delgada/fina;
Radiograficamente: não há nenhuma clareza entre esmalte e dentina (radiopacidade 
comprometida), aparentando que a polpa toma o dente por dentro;
Fendas na área de dentina;
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Odontomas
Tumores odontogênicos;
Anomalia de desenvolvimento comum;
vista em algumas síndromes;
Não tem características de neoplasia;
Contem esmalte e dentina;
Varia de acordo com o tipo: composto ou complexo;
O que difere um tipo do outro é o estágio de organização;
Composto: 
Composto por dentículos (dentes rudimentáres);
Dentina, esmalte, cemento e polpa estão organizados tais como pequenos dentes;
Assintomáticos (achado radiográfico), comum na área anterior da maxila; 
Radiograficamente: é visualizado várias estruturas semelhantes a dentes de varios tamanhos, 
formas circundados com uma estreita zona radiolúcida;
Não é necessário a remoção, apenas se houver alguma consequência clinica para o paciente, 
caso remova sem necessidade pode gerar outro problema; 
Complexo: 
Composto por uma massa radiopaca;
Dentina, esmalte, cemento e polpa estão desorganizados;
Mais comum na região posterior da mandíbula;
Crescimento e expansão lenta;
Circundada de uma estreita zona radiolúcida;
Comumente associada a coroa de dentes inclusos (atrapalha a erupção);
Atrição: perda de estrutura dentária causada pelo contato entre os dentes antagonistas durante a 
oclusão e a mastigação (fisiológico). Ex: bruxismo.
Abrasão: perda patológica da estrutura dentária ou restauração pela ação mecânica de agente 
externo. Ex: escova com cerdas duras, palito de dente.
Erosão: perda da estrutura dentária causada por processo químico somado à interação 
bacteriana com o dente. Perda da estrutura química do dente devido a dissolução por ácidos que 
não são de origem bacteriana. 
Abfração: perda de estrutura dentária devido a um estresse oclusal, por flexão 
repetida provoca falha no esmalte e na dentina distante do ponto de pressão. 
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IPC :
INJÚRIAS 
Os tecidos moles são os que mais 
comumente sofrem com esses 
danos físicos ou químicos.
O diagnóstico conta fundamentalmente com a 
anamnese e exame físico. Sendo assim, se o paciente 
mentir/omitir pode complicar o diagnóstico. 
Principal forma de apresentação 
das lesões traumáticas são as 
úlceras. Ex: afita. 
Exulceração: não ocorreu exposição total do conjuntivo 
(úlcera insipiente).
dependendo do trauma sofrido 
ou causa que gerou a úlcera, há 
aspectos clínicos diferentes. 
Danos/Injúrias podem ser físicos ou químicos:
Traumas físicos: Gerado por calor ou frio, trauma 
mecânico (direto ou indireto) e radiações(ionizantes ou 
não ionizantes). Sendo o mais comum o trauma 
mecânico.
 Consequência de uma injuria gerada por um trauma: 
Hematomas: acumulo de sangue no interior dos tecidos produzindo volume e mudança de 
coloração com o passar do tempo. 
Lesões por mordidas humanas: contém inúmeras bactérias patogênicas;
Lesões por mordidas de animais: mais comum no queixo e nariz de crianças;
Lesões por corpos estranhos: bico de pato, madeira, pirulito, garfo, projetil por arma de fogo;
Lesões traumáticas por auto-mordeduras: causada pelo próprio paciente devido a estresse, 
mania/hábito e acidental (cúspide mais pronunciada, restauração não adequada);
 Essas lesões uma vez observadas, cabe ao dentista orientar o paciente parar com esse 
hábito e em alguns casos mais extremos pensar em um psicólogo e psiquiatra. 
Lesões factícias: lesões artificiais, ou seja, não haviam em 
determinada área e passa a existir uma vez que algum 
habito é realizado (criadas pelo próprio indivíduo). Ex: 
morsicato buccarum;
Morsicatio Buccarum: termo 
usado quando o paciente 
morde a própria boca.
Lesões traumáticas por escovação: ex: escovar com muita força;
Lesões iatrogênicas: Tudo aquilo que o profissional executa no paciente de forma errada, ou 
seja, lesões causadas no paciente pelos profissionais;
Lesões por próteses dentárias: uso inadequado de próteses provisórias, próteses permanentes 
mal encaixadas;
Lesões traumáticas por aparelho ortodôntico ou ortopédicos;
Lesões traumáticas por preparos nas cavidades dentárias: canetas de alta rotação podem causar 
esse tipo de lesão se o profissional não tiver um bom apoio e não segurar a caneta firmemente;
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Obs:
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Obs :
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Lesões traumáticas por práticas sexuais: Cunilíngua: ato de realizar sexo oral na mulher. 
Felação: ato de realizar sexo oral no homem.
Petéquias no palato: pontos hemorrágicos causados por pressão no palato. Ex: felação, coçar a 
garganta, bulimia, infecção viral, mononucleose, tosse persistente, dengue hemorrágica. 
Equimose: Pontos hemorrágicos em uma área maior que 2cm.
Lesões traumáticas por hábitos posturais;
Lesões traumáticas por queimaduras: o tratamento dessas lesões é muito dolorido;
Lesões traumáticas por queimaduras por contato: por exemplo, queimadura por comida;
Lesões traumáticas por agentes químicos: substâncias cáusticas (corrói/ataca o tecido 
orgânico). Ex: nitrato de prata para cauterizar, fenol, formol, álcool, ácido sulfúrico, ácido 
acetil salicílico (aspirina);
Lesões traumáticas por anestésico: quando o anestésico é administrado rápido demais ou 
em quantidade excessiva. 
Lesões pigmentadas: decorrentes de agentes físicos e químicos.
Mácula melanótica bucal: hábito de morder determinada região, fazendo com que as células 
existentes naquele epitélio sejam estimuladas gerando uma mácula hipercrômica);
Melanose/Metaplasia do fumante: agente físico térmico gera uma resposta promovendo o 
escurecimento do epitélio;
Tatuagens: pode ser por grafite, por amalgama/argirose focal. Diante da suspeita desse tipo 
de lesão, é necessário avaliar se é uma lesão vascular ou pigmentada através da diascopia, 
depois de constatar que se trata de uma lesão pigmentada pode ser feito uma radiografia 
para saber se é uma tatuagem por grafite ou amalgama;
Medicamentos a base de metais pesados; 
Hiperplasia gengival medicamentosa: Aumento de colágeno devido alguns medicamentos 
que podem estimular a produção de colágeno. Clinicamente é observado um edema 
gengival. Ex: fenitoína, nifedipina e ciclosporina.
Tratamento: solicitar a substituição da medicação quando possível. Caso não puder 
substituir, deve tentar resolver o aumento gengival com paliativos, como raspagem, higiene 
adequado, visitas ao dentista mais frequentes e se não houver outro jeito pode ser feito uma 
gengivectomia. 
Lesões leucoplásicas pelo uso de cachimbo: causada pelo calor produzido pelo cachimbo, que ao 
entrar em contato com o epitélio forma uma área brancacenta. 
Pode se tornar uma área maligna se nada for feito e o estimulo continuar. Deve ser realizado 
uma biópsia incisional para saber se é uma lesão maligna ou não. Diante da leucoplasia deve 
ser proposto a remoção ou dependendo do tamanho, deve ser feito um acompanhamento bem de 
perto e deixar claro para o paciente que deve parar com o hábito de fumar. 
Estomatite nicotínica: dilatação dos ductos das glândulas salivares. condição que pode ser 
regredida caso o paciente pare de fumar. Se nada for feito o paciente pode desenvolver uma lesão 
maligna. Difere das petéquias por não ter hemorragia e sim dilatação dos ductos. 
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Lesões por radiação ionizante: 
Radioterapia: tratamento eficaz para destruir um tumor ou impedir que suas células 
aumentem. 
Efeitos: úlceras grandes, dor, disgeusia (dificuldade de sentir sabores), candidiase, 
dermatite, eritema, alopecia, xerostomia (pela diminuição do fluxo salivar, cáries cervicais, 
osteorradionecrose, telangiectasia (fragilidade vascular), atrofia epitelial. 
 Antes do paciente iniciar o tratamento radioterápico, ele deve ser encaminhado para o 
dentista para ser realizado o que for necessário, como adequação do meio bucal, restauração 
que deve ser trocada, dentes que devem ser extraídos, se deve ser feito algum tratamento de 
canal, etc. 
Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que 
formam um tumor.
Pode causar quimiosteonecrose;
 osteorradionecrose: diminuição do suprimento sanguíneo fazendo as células pararem de 
proliferar como antes, com isso os pequenos traumas causados pela mastigação ou por prótese 
mal adaptada são suficientes para que não haja cicatrização adequada e com isso gera necrose. 
Clinicamente e radiograficamente a osteorradionecrose e a quimiosteonecrose são iguais, o 
que as difere é que a primeira é ocasionada pela radioterapia e a segunda pela quimioterapia. 
Bisfosfonato: medicamentos amplamente utilizados no tratamento de doenças relacionadas à 
perda de mineral ósseo devido ao aumento da reabsorção óssea. Entretanto pode gerar a 
osteonecrose associada ao uso da medicação.
 OBS: Exemplo de medicação para osteoporose.
Procedimentos Odontológicos:
Restaurações em excessos devem ser eliminadas, cáries removidas, restaurações defeituosas 
substituídas, aplicação de flúor, bochecho com clorexidina.
ALETERAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO, 
CRESCIMENTO E DA DIFERENCIAÇÃO CELULAR
Displasia: alteração no tamanho, forma e organização dos 
elementos de um tecido.
quando se tem um câncer, 
há displasia acentuada.
Displasia evoluindo para uma carcinoma:
Na displasia como um todo, existem algumas alterações que podem causar aumento epitelial, 
células um pouco mais amorfas ao lado e isso vai evoluir para um carcinoma in situ.
Carcinoma in situ: displasia mais grave não invadindo o conjuntivo (camada basal). 
Sendo mais fácil de tratar por ser localizado;
Carcinoma invasivo: invade o conjuntivo;
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OBS :
Lesões pré-malignas (que podem anteceder o câncer): Equivale a um risco maior 
do que o normal para a 
transformação maligna.Leucoplasia:
Mancha ou placa branca que não pode ser caracterizada clinicamente ou patologicamente 
como nenhuma outra lesão. 
Diagnóstico: É diagnosticado clinicamente e é um diagnóstico de exclusão. 
Etiologia: desconhecida; na maioria das vezes, está associada ao tabagismo, álcool, radiação 
UV (queilite actínica - alteração labial originada do sol), microorganismos (candida albicans, 
HPV16).
Geralmente Associado ao gênero masculino e pacientes acima de 40 anos. 
Regiões mais acometidas: lábio, mucosa jugal, gengiva.
Manifestação clínica: 
 Placa acizentada ou branca acizentada;
 Fissuras e enrugadas;
 Planas e macias;
 Lesão não destacável, não é possível remoção.
Tipos de leucoplasia: 
Delgada (fina ou inicial): 
Raramente apresenta displasia na biópsia;
Pode desaparecer ou continuar inalterada;
Características Clínicas: Placas levementeelevadas cinzentas ou 
branco-acinzentadas, podem parecer um tanto translúcidas, fissuradas 
ou enrugadas, macias e planas, bordas bem demarcadas, porém, 
ocasionalmente, misturam-se de forma gradual à mucosa normal.
Homogênea ou Espessa: 
presença de displasia, fissuras, superfície corrugada, podem permanecer 
neste estágio 1/3 do tempo e regredir ou evoluir, aparência branca 
marcante.
Nodular ou Granular: 
Alteração mais acentuadas nas células.
Presença de irregularidades maiores na superficies, Displasia moderada 
ou severa.
Diagnóstico diferencial: candida albicas, porém a placa branca é 
destacável (Líquen plano).
O que deve ser feito: realização de biópsia (para saber o grau de 
displasia) e instruir o paciente a parar de fumar, acompanhar o paciente 
pois a lesão pode evoluir para um câncer.
Tratamento: preferencialmente remoção cirúrgica, acompanhamento do 
paciente a longo prazo e orientação sobre o fumo e álcool (pois 
potencializa o tabaco). 
leucoplasias com displasias 
mais acentuadas tem risco 
de evoluir com carcinoma.
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Eritroplasia:
Placa vermelha que não pode ser diagnosticada clinicamente 
ou patologicamente como nenhuma outra condição;
Incidência menor que a leucoplasia, porém é mais grave;
Mácula ou placa eritematosa, Assintomática e bem delimitada;
Mais comumente em homens acima de 65 anos;
Fator etiológico: tabagismo e etilismo;
Displasia moderada ou severa (carcinoma in situ, carcinoma invasivo);
Diagnóstico diferencial: eritema migratório benigno (língua geográfica), candidose 
eritematose;
Tratamento: Biopsia, identificar a fonte de irritação, orientar para parar de beber e fumar, 
acompanhamento do paciente pois pode retornar, avaliar o tipo de displasia (moderada ou 
severa são mais comuns);
Regiões normalmente acometidas: Palato duro, palato mole e língua;
Leucoeritroplasia ou eritoleucoplasia:
Associação de leucoplasia e eritoplasia;
Áreas brancas e vermelhas;
Displasia severa;
Encontrado na maioria dos casos na borda lateral de língua;
Podem preceder o câncer intra-oral.
Queilite actínica (queilose actínica):
Lesão cancerizável encontrada vermelhão do lábio inferior;
Etiologia: Lesão causada pelo excesso de radiação solar (raio UV);
Maior incidência em pessoas de pele clara, ocupação ao ar livre;
Aspecto clinico: manchas, placas vermelhas ou brancas, as vezes 
ulcerada ou descamativa, ressecamento do lábio podendo evoluir para erosão, fissuras ou 
vesículas;
Sintomatologia: ardência, queimação e sangramento. 
Carcinoma de evolução lenta e metástase mais tardia.sendo o de boca mais agressivo que o 
de lábio;
Diagnóstico: clinico
Prevenção: protetor solar labial, boné, chapéu.
NEOPLASIA BENIGNA E MALIGNA NA CAVIDADE BUCAL
Como diferenciar:
Benigno:
Crescimento desordenado e lento, podendo chegar a um ponto de paralisar ou regredir;
localizado em uma região especifica;
Não tem capacidade de se disseminar/ir para outras regiões;
São diferenciados, estrutura ás vezes típica do tecido de origem;
Bem delimitado, não invade ou infiltra o tecido normal circunjacente;
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Maligno:
É associado ao câncer;
Seu crescimento é desordenado e mais acelerado (crescimento muito maior do que no tumor 
benigno);
Apresenta a capacidade de se disseminar para outras regiões (metástase);
Invadem e destroem tecidos circunjacentes;
Remoção mais difícil, pois não consegue remove-lo por completo já que tem a capacidade de 
disseminar;
São indiferenciados (pouco diferenciado) com anaplasia, estrutura frequentemente atípica;
Não é bem delimitado (não se sabe onde começa e onde termina);
Neoplasia Maligna:
Fatores de risco: tabagismo, hereditariedade, álcool, estado sistêmico (desnutrição, avitaminose, 
deficiência de ferro).
Câncer de boca: 
fatores etiologicos mais comuns: tabagismo, etilismo e HPV.
Carcinoma de células escamosas oral:
Fatores etiologicos: tabagismo, etilismo, papilomavírus humano (HPV);
Região mais incidentes: língua (disparadamente), soalho da boca, trígono retro molar; 
Apresentação clinica: exofítica “couve flor"(formação de massa fungiforme, verrucosa), 
endofítica , ou seja, cresce para dentro e forma uma borda em rolete (invasiva); 
Pode ter aspecto esbranquiçado (leucoplasico), eritoplasico ou eritoleucoplasico.
Diagnóstico: analise de sinais e sintomas clínicos, biopsia e exame histopatológico.
Histologicamente: pérola de queratina (câncer invasivo).
Radiograficamente: caso invada a mandíbula, câncer invade a mucosa e cause destruição 
óssea;
Tratamento: O dentista não deve fazer nada, apenas encaminhar para um médico oncologista;
Assintomático.
Diagnostico diferencial: sífilis. 
Prognóstico: depende do estágio que está o câncer do paciente (inicial ou avançado) e da 
presença de metástase linfonodal no pescoço.
Se difere da afita, pois a mesma tem um aro eritematoso (avermelhado), tem membrana 
purulenta e é dolorida. 
Carcinoma verrucoso:
Menos agressivo que o câncer de boca, apesar do aspecto clínico seja muito parecido.
Fator etiológico: tabaco sem fumaça, rapé (fumo de rolo) e HPV 16 e 18;
Áreas mais acometidas: vestibulo, fundo de saco de vestíbulo, perto mucosa jugal, palato. 
Menor chance de voltar;
Aspecto clínico: Placa espessa, branca ou rósea, difusa, bem delimitada, indolor com projeções 
papilares ou verruciformes em superfícies;
Tratamento: cirúrgico.
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Neoplasias de glândulas salivares:
Carcinoma mucoepidermóide:
É a Neoplasia maligna de glândula salivar mais comum;
Apresenta células mucosas e epiteliais;
Características clinicas: mais comum na glândula parótida e 
glândulas salivares menores;
Palato, aumento de volume meio azulado, pode ser também 
ulcerado;
Tratamento: remoção cirúrgica.
Adenoma pleomórfico:
Neoplasia benigna mais comum das glândulas saivares;
Assintomático;
Mais comum na glándula parótida. 
aumento de volume firme, indolor e de crescimento lento
Tratamento: excisão cirúrgica;
Tem um pequeno potencial de evoluir para um carcinoma ex-adenoma pleomórfico.
Tomografia de adenoma pleumórfico: aumento sólido de volume. 
Neoplasias no osso:
Osteossarcoma:
Lesão maligna de células mesenquimais com capacidade de produzir osso imaturo;
Muito comum em jovens (fêmur, tíbia);
Mais comum em pessoas acima de 33 anos (mandíbula e maxila);
Sintomas: dor de dente, dente amolecido, obstrução nasal (no caso de acometer a maxila);
Radiograficamente: pode se apresentar como uma região radiolúcida, radiopaca ou mista. 
Ligamento periodontal com o espaço aumentado devido a infiltração do tumor no espaço. 
Aspecto de raios de sol na radiografia oclusal, pois produz um osso imaturo (osteóides);
Tratamento: Cirúrgico ou quimioterapia;
Dignóstico: radiografia e biópsia. 
Osteoma:
Neoplasia benigna no osso;
Pode estar localizado na superfície do osso ou dentro do ossso;
Podem ser encontrados: Maxila, mandíbula, seios paranasais;
Etiologia: incerta. Inflamação, hormonal ou genética. 
Histologicamente: identico à exostoses.
Diagnostico: radiografico.
Tratamento: caso cause algum dano no paciente, estetico ou funcional e se houver crescimento 
exagerado deve ser removido através de cirurgia. 
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Melanoma:
Neoplasia maligna que atinge o tecido epitelial que vem de células que produzem pigmentos 
(melanócito ou nevicas);
Pode evoluir de uma células benigna ou de melanócitos; 
É Agressivo por ser metastático;
Causa: radiação;
Características clinicas: mancha ou mácula escura de cor marrom,
negro, cinza, azul, roxo;
Etiologia: incerta.
Melanoma de boca é pior que o de pele, pois é extremamente invasivo. 
Dois tipos de crescimento: radial e vertical; sendo na fase vertical mais perigoso. 
Assimétrica, borda irregular, coloração não uniforme, diâmetro maior que 6mm, caráter 
evolutivo;
Tratamento: cirurgico;
Assintomática em estágio inicial;
Radiograficamente: se evoluiu e começou a parte invasiva fica com o aspecto roídode traça.
Nevo:
Neoplasia benigna;
Células da crista neural parentes de melanócitos;
Podem estar no epitelio ou no conjuntivo;
Intradérmico, funcional, composto e azul;
Células nevicas produtoras de pigmentos;
Diagnóstico diferencial: Mácula melanótica (benigna, não é associada a exposição solar).
Mieloma Múltiplo:
Neoplasia maligna muito agressiva originada nos plasmócitos (célula Linfócitos B 
responsável pela produção de anticopos) que sofrem mutação e são alteradas geneticamente e 
consequentemente começam a produzir anticorpos defeituosos;
Pode causar: anemia, fraturas patológicas, dor nos ossos, destruição óssea, problemas renais 
(sobrecarrega os rins devido ao excesso de proteínas), cansaço, sangramentos devido a 
excreção da proteína Bence Jones (Acumulo dessa proteína no sangue e urina); 
Radiograficamente: lesão radiolúcida com margens mal definidas e irregulares; lesões 
osteolíticas;
Etiologia: desconhecida;
Mais comum em indivíduos entre 60 e 70 anos;
Mais raro (1% de todas as malignidades)
Diagnóstico: exame radiografico de todo o esqueleto e 
histopatológico, amostra de sangue ou urina.T
Tratamento: quimioterapia, transplante de medula;
Prognóstico: sombrio, sendo melhor em jovens;
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Carcinoma de células basais:
Neoplasia maligna epitelial oriunda da camada basal;
Câncer de pele mais comum e o mais comum de todos os cânceres;
Etiologia: radiação solar;
Áreas mais acometidas: 80% encontrados na pele da região de cabeça e pescoço;
Não é tão invasivo, porém se não for tratado há invasão e destruição do tecido subjacente;
seu crescimento é lento com ulceração (ulcera roedora - destruição de ossos e cartilagens);
Vasos telangectásicos (capilares) em torno da lesão;
Matástase é rara;
Tratamento: remoção cirúrgica; 
Tumores metastáticos oral:
Principais sítios de origem: mama, próstata, rim, tireóide;
Possível saber de onde se originou através do exame histopatológico;
Mais comum na mandíbula;
Radiograficamente: região radiolúcida mal definida;
Pode haver dor óssea;
Lipoma:
Neoplasia benigno de adipócitos (gordura);
Áreas comumente afetadas: Cabeça, tronco, costas;
Também pode ser encontrado na boca, porém é mais raro;
Características clínicas: Massas nodulares ou tumorais, de consistência macia, de superfície 
lisa, brilhante e coloração amarelada (se for mais superficial) ou rósea/semelhante a mucosa 
(se for mais profunda), podem ser sésseis ou pedunculados; 
Histopatologico: composto por células gordurosas maduras (adipócitos), bem circunscritos e 
podem mostrar uma fina cápsula fibrosa;
Tratamento: excisão local conservadora (deve ser feito uma punsão antes);
Neurofibroma:
Neoplasia de nervos periféricos mais comum;
Origina-se de uma mistura de tipos celulares (incluindo as células de schwann e fibroblastos 
perineurais);
Pode ser solitários ou múltiplo (doença neurofibromatose);
Mais comuns em adultos jovens;
Características clinicas: lesões indolores, moles, de crescimento lento, variam de pequenos 
nódulos e grandes massas, coloração normocrômica;
Areas intra-oral mais comumente afetada: lingua e mucosa julgal;
Mais comum na pele;
Histologico: Bem circunscritos, composto por células fusiformes e núcleos ondulados. 
Tratamento: excisão cirúrgica local, pode ser por estética ou de acordo com os problemas 
(cardiologista, psiquiatra);
 atenção há possibilidade de neurofibromatose, 
desordem genética (doença de von recklinghausen). 
Mancha de café com leito no corpo, neurofibromas (dorso, face ou 
boca, problemas cardiacos, problemas no SNC, etc
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Neuroma Traumátco:
Lesão reacional;
Proliferação reacional desorganizada do tecido nervoso após dano de feixe nervoso;
Tentativa de regeneração da inervação pelo crescimento dos axônios;
Características clinicas: nódulos de superfície plana, não ulcerados;
Mais comum na área do forame mentoniano, lingua e labio inferior;
Histórico previo de trauma;
Pode estar associado a dor.
Radiograficamente: imagem radiolucido;
Histológico: tecido conjuntivo e feixe neuronais proliferando
de forma aleatória.
Tratamento: excisão cirúrgica. 
Lesões Hiperplásicas/Reacionais:
Aumento de volume de tecidos moles (cistos, inflamação); 
Etiologia: hereditariedade, agressão microbiana, trauma (frequencia/intensidade), 
desequilíbrio hormonal, exigências funcionais, agentes químicos;
Fibroma (fibroma traumático, fibroma de irritação, hiperplasia fibrosa focal, nódulo fibroso):
Resposta a irritação local ou trauma. Ex: uso de prótese, aparelho ortodôntico. 
Mais comum na mucosa julgal, mucosa labial, lingua e gengiva; 
Características clinicas: nódulo de coloração semelhante à mucosa adjacente, pode ser séssil 
ou pedunculado, tamanho variável, assintomático.
Características histopatologicas: massa nodular de 
tecido conjuntivo fibroso coberto por epitélio escamoso estratificado.
Tratamento: remoção cirúrgica e consertar aquilo que 
está causando a lesão.
São muitos comuns em mulheres;
Hiperplasia por borda de próteses:
Hiperplasia fibrosa inflamatória ou epúlide fissurada ou epúlide por dentadura ou tumor por 
lesão de dentadura;
Hiperplasia do tecido conjuntivo fibroso relacionada com bordas de prótese mal adaptada;
Características clinicas: pode estar na maxila e mandibula, coloração normocrômica a 
eritematosa, assintomática, uma ou mais pregas na região vestibular do rebordo alveolar, 
tamanho variavel;
Histopatologico: hiperplasia do tecido conjuntivo fibroso,
múltiplas pregas e ranhuras, áreas de ulceração nas fissuras 
entre as pregas, inflamação;
Tratamento: excisão cirúrgica e substituição da prótese.
Mais comum em mulheres, por geralmente serem mais vaidosas e
por questão hormonal. 
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Hiperplasia por câmara de sucção:
Hiperplasia associada a prótese com câmara de vácuo (calo de 
dentadura) com o objetivo de promover maior retenção da prótese;
Tecido conjuntivo frouxo em resposta à sucção;
Tratamento: excisão cirúrgica e substituição da prótese. 
Hiperplasia papilar do palato ou Papilomatose por dentadura:
Etiologia: prótese mal adaptada, má higiene da prótese com presença de Candida Albicans, 
uso de próstese por 24hrs;
Características clinicas: numerosas projeções papilares,
coloração avermelhada, assintomática ou pode estar
relacionada à queimação na boca;
Tratamento: excisão cirúrgica, confecção de nova prótese,
orientar a higienização e orientar o paciente a não usar a 
prótese por 24hrs;
Histológico: crescimentos papilares cobertos por epitélio escamoso estratificado hiperplasico.
Pólipo fibroepitelial ou Fibroma por dentadura semelhante a folha:
Crescimento achatado com um pequeno pedúnculo;
Características clínicas: coloração rosa com periferia de
contorno sinuoso lembrando uma folha;
Tratamento: remoção cirúrgica e correção ou confecção
de nova prótese.
Granuloma Piogênico:
Resposta tecidual exuberante a uma irritação local ou a um trauma. Ex: cálculo dentário, 
mordida.
Sangrante, ulcerada e purulenta.
Características Clínica: massa plana ou lobulada, pedunculada ou séssil, tamanho variado, 
podem apresentar crescimento rápido, é indolor, sangra facilmente devido a sua extrema 
vascularização, superficie ulcerada, coloração varia de rosa, vermelho e roxo, granulomas 
piogênicos inicias são altamente vascularizados e as lesões mais
antigas se tornam mais colagenizadas.
Região mais acometida: gengiva superior e anterior, mas pode 
aparecer também nos lábios e mucosa julgal.
Mais comum no sexo feminino.
Tratamento: remoção excisão cirúrgica. 
Deve-se também realizar a raspagem dos dentes (no caso de lesão gengival).
Histopatológico: proliferação altamente vascular, superfície ulcerada e substituída por uma 
membrana fibrinopurulenta espessa e numerosos canais estando obliterados com hemácias.
Diagnóstico diferencial: granuloma periférico de células gigantes ou fibroma.
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Granuloma Gravídico ou Tumor Gravídico:
Desenvolve-se duranteo primeiro trimestre e sua incidência aumenta a partir do sétimo mês 
de gravidez;
Pode estar relacionado ao aumento nos níveis de estrogênio e progesterona na mucosa oral e 
resposta inflamatória à placa bacteriana;
Pode começar na região do vestíbulo e conforme cresce ele entranha entre os dentes e continua 
crescendo para o outro lado;
Tratamento: deve-se esperar passar a gravidez pois algumas lesões podem se resolver 
espontaneamente e caso não se resolva deve-se realizar uma excisão cirúrgica. Deve-se também 
realizar a raspagem dos dentes (no caso de lesão gengival).
Fibroma ossificante periférico:
Etiologia: irritação no ligamento periodontal, maturação e calcificação de um granuloma 
piogênico, tratamentos ortodônticos, traumas ou injúrias. 
Clinicamente: papila interdentaria, nódulo pedunculado ou séssil, bem definido, coloração 
vermelha a rosa, superfície lisa ou ulcerada, crescimento lento, assintomático e 
consistência firme.
Radiograficamente: lesão inicial radiolúcida devido a reabsorção óssea, podendo ter 
pequenos focos radiopacos dispersos no interior do tecido mole proliferado.
 a intensidade da radiopacidade pode estar ligada ao tempo de evolução.
Histopatologico: proliferação fibrosa, formação de material mineralizado (osso, material 
semelhante ao cemento ou calcificação).
Diagnóstico diferencial: granuloma piogênico e fibroma de irritação ou lesão periférica de 
células gigantes.
Tratamento: excisão cirúrgica (biopsia excisional),
dentes adjacentes devem ser vigorosamente raspados.
Prognóstico: recomenda-se acompanhamento pós-operatório
e pode ser que o problema volte em casos de excisão incompleta,
erro inicial de diagnóstico, persistência de agentes irritativos
 e comportamento mais agressivo.
Lesão periférica de células gigantes:
Etiologia: incerta. Irritação ou trauma local. Ex: extração dentária, restaurações inadequadas, 
impactações alimentares, dentaduras mal adaptadas, placa e cálculo dentário;
Clinicamente: massa nodular vermelha ou vermelha-azulada, sessil ou pedunculada, 
ulcerada ou não;
Áreas mais comumente afetadas: ocorre exclusivamente na gengiva ou mucosa do rebordo 
alveolar. Mandíbula pouco mais afetada que a maxila;
Radiograficamente: perda óssea em forma de taça;
Histopatologicamente: proliferação de células gigantes multinucleadas, focos hemorrágicos, 
faixa de tecido conjuntivo fibroso denso;
Diagnóstico diferencial: granuloma piogênico,
hiperplasia fibrosa, fibroma ossificante periférico;
Tratamento: excisão cirúrgica, remover uma parte do osso
para retirar toda a lesão, remover possíveis agentes traumáticos.
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Hiperplasia gengival medicamentosa:
Pode estar associado com a presença de placa, logo o paciente que usa esses medicamentos 
deve ser instruído a higienizar bem a cavidade oral;
Mais intenso na região dos incisivos inferiores, podendo cobrir 
quase toda a coroa dentária.
Histopatologico: aumento da qualidade de fibras colágenas;
Tratamento: descontinuação ou substituição da medicação, 
higiene oral rigorosa e profilaxia constante ou remoção cirúrgica
em caso estético ou funcional.
Fibromatose gengival:
Aumento gengival progressivo e lento causado por crescimento excessivo de colágeno do tecido 
gengival por causa de mutação no DNA;
Gengiva firma, coloração normal, coberta por superfície lisa;
Terá outras alterações como: muito cabelo, epilepsia, surdez;
Tratamento: gengivectomia, instrução higiene oral rigorosa e
acompanhamento do paciente;
Pólipo Pulpar/Gengival:
Inflamação (pulpite) crônica hiperplásia;
Mais frequente em crianças e jovens adultos;
Acomete molares decíduos ou permanentes com grande exposição 
da polpa;
INFECÇÕES NA CAVIDADE BUCAL
Infecções Bacterianas:
Gonorréia
Maior frequência nas genitais, porém também pode afetar a cavidade oral;
É uma DST (doença sexualmente transmissível);
Período de incubação de 2 a 5 dias após a inoculação da bactéria;
10% homens e 50% mulheres são assintomáticos, sendo assim, na mulher, 
pode vir a evoluir para um DIP (doença inflamatória pélvica) se não for 
tratada e pode até levar à esterilização da mulher;
Mecanismos de transmissão quando se pensa em cavidade oral: felação, 
beijo e cunílingua. 
Local mais comum na cavidade oral: área faringeana em continuidade 
com as amígdalas e úvula. 
Características clínicas: Áreas Edemaciadas, eritematosas e pustulas 
(pequenas vesículas amareladas dispersas), purulenta. Muito parecido 
com laringite e faringite.
Diagnóstico: através de esfregaço citológico; 
Tratamento: encaminhar para um urologista ou ginecologista, tratar o 
parceiro sexual e há necessidade de uso de antibiótico.
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Sífilis (lues):
 Fase primária: 
 úlcera única limpa com bordas endurecidas (cancro duro) 
exatamente na região onde a bactéria entrou (esse cancro dura 
algumas semanas e depois some sem que nada seja feito);
 na maioria das vezes é indolor;
 linfoadenopatia indolor, linfonodos com aumento de v
Fase Latente (sem lesões);
Infecção crônica;
Tratamento é longo;
Histórico natural da doença: 
Diagnóstico: exame VDRL. É importante recomendar também 
exame de HIV.
Exames complementares: treponêmicos (FTA-Abs e MHA-Tp) 
impregnação pela prata, fluorescente.
Tratamento: uso de penicilina G bezentacil. 
Fase secundária (fase disseminada): 
conhecida como uma fase inespecífica, pois pode apresentar sinais e 
sintomas extremamente inespecíficos, como: dor no corpo, dor de 
garganta, mal estar, cefaleia, dor nos músculos (miaugia), falta de 
apetitel, alopecia (perda de peso ou cabelo);
Fase de difícil diagnóstico
Fase Terciária:
É uma fase grave, todos os sinais e sintomas são mais difíceis de tratar;
goma sifilítica (inflamação grave e destrutiva); 
Cardiovascular, pode desenvolver cardiopatias;
Neurosífilis, podendo causar demência;
glossite luética (destruição de cartilagem, osso);
Características clínicas: placas brancas mucosas, exantema, condiloma plano (projeções 
verrucosas), Eritema seperteforme ou do caminhar de caracol, roséolas sifiliticas (erupções 
máculopapulares, ou seja, áreas avermelhadas muitas vezes seguidas por pápulas), que podem 
ser vistas nas palmas das mãos, plantas dos pés e tórax;
Sífilis Congênita: 
Quando a criança sobrevive ela apresenta estigmas (marcas da 
sífilis). Ex: nariz em sela, dentes hipoplasicos da sífilis (hipoplasia 
sifilítica nos incisivos e molares). 
Tríade De Hutchinson: dentes hipoplasicos, pode desenvolver ceratite 
ocular intersticial e pode desenvolver também surdez por 
comprometimento do VIII par craniano. 
 Hipoplasia sifilítica (incisivos/molares de Hutchinson): 
incisivos com o terço incisal é menor, lembrando um barril ou 
uma chave de fenda e nos molares, há projeções na mesa oclusal 
que lembram uma amora. 
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Infecções Fungicas:
Paracoccidioidomicose ou Paracoco:
Infecção fungica sistêmica grave, que se nada for feito pode atingir órgãos internos;
Difícil fazer exame para diagnóstico;
Transmissão: temperatura úmida, fungo presente na natureza. Aspiração de esporos que 
podem se disseminar e ir para qualquer área, sendo o foco principal os pulmões.
Características clinicas: moriforme (lembra um morango), pontos avermelhados, lesão 
endurecida;
Causa: mastigar mato em caso de trabalhadores rurais. 
Áreas acometidas: lábio, palato duro, palato mole, rebordo, mucosa julgal, soalho de boca; 
Diagnóstico: laboratorial e esfregaço citológico;
Histologicamente: brotamento duplo ou orelha de mickey e brotamento múltiplos;
Diagnóstico diferencial: carcinoma;
Tratamento: anfotericina B (endovenosa);
comum em pacientes que vivem em área rural. Ex: habito de colocar mato na boca;
Candidíase ou Candidose:
Agente etiologico: Candida albicans;
É um fungo oportunista, ou seja, está presente na cavidade 
oral, porém se manifesta quando há algum desequilíbrio da 
mesma, sistema imune debilitado. EX: uso de antibióticos.
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Tipos:
Candiso Pseudomembranosa (sapinho): placas 
brancas destacáveis;
Candidose no recém-nascido: relativamente comum, pois o bebê tem 
o sistema imune extremamente frágil.
Uma vez observada em região 
de orofaringe deve ser feito a 
solicitação do exame de HIV.
diante de uma lesão branca o primeiro passo que deve ser realizado é a raspagem. 
Candidose eritematose:
Áreas avermelhada, erosões eritematosas.
Quase sempre associada com o uso inadequado de próteses e má higienização da mesma.
Tratamento: orientar sobre o uso inadequado da prótese, orientar de sobre a higienização 
correta e receitar um antifúngico. 
Candidosa beijada: candidosa eritematosa no dorso da língua e no palato, devido ao toque 
da língua no palato.
Queilite angular (perleche): 
fissuras nas comissuras labiais (angula da boca);
Causada pela proliferação fúngica na região;
Encontrado geralmente nos pacientes que perderão os dentes 
posteriores;
Tratamento: antifúngico e reabilitação oral e facial;
Mononucleose infecciosa (doença do beijo):
Características Clínicas: Lesões orais apresentadas como Petéquias no palato duro ou mole;
Dor de garganta intensa, mal estar, dor no corpo;
Tratamento: não existe tratamento específico, logo, diante dessa doença o tratamento é de 
suporte. antipiréticos (que não contem aspirina) no caso de febre e anti-inflamatórios 
(quando a garganta esta muito inflamada);
Diagnóstico: exames laboratoriais (leucograma) e o médico deve 
solicitar anticorpos específicos da mononucleose infecciosa;
Características marcantes: linfoadenopatia (aumento 
dos linfonodos relacionados aquela determinada área). 
outras circunstâncias que se observa petéquias no palato: mononucleose, felação, 
tosse persistente/violenta, coçar a garganta, bulimia, dengue hemorrágica.
HPV (vírus do papiloma humano):
Responsável por diversas lesões orais e faciais:
Papiloma Escamoso:
Características clinicas: nódulo de superfície verrucosa,
branca (leucoplasica), normalmente é lesão única, pedinculada, numerosas 
projeções superficiais que conferem uma aparência de “couve-flor”;
Histologicamente: projeções digitiformes;
Diagnóstico: através de uma biópsia.
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Verruga Vulgar Comum:
 Características Clínicas: pápula ou nódulo indolor exibindo projeções papilares ou uma 
superfície áspera e semelhante a seixos, pode ser pedunculada ou séssil
O Vírus tem afinidade/tropismo maior por áreas cutâneas 
(mãos, pés, pele no geral);
Quando a mucosa oral está envol- vida, as lesões são 
geralmente encontradas na borda do ver- melhão do lábio, 
mucosa labial e região anterior da língua.
Condiloma Acuminado:
Características Clínicas: Nódulo pedunculado, esbranquiçada, comum serem múltiplas e 
associado a outras lesões, além disso a lesão se apresenta com o aspecto de crista de galo;
Subtipos mais relacionados ao surgimento do câncer: 16 e 18;
Diante desse diagnóstico deve ser solicitado: anti-HIV, 
sorologia para hepatite, VDRL;
Tratamento: Orientar o paciente a procurar um urologista 
ou ginecologista;
Diagnóstico: através de uma biópsia.
É preciso considerar a possibilidade de lesões sugestivas de abuso sexual, 
principalmente em crianças e incapazes. Neste caso, é necessário notificar o 
conselho tutelar (serviço privado) e o serviço social (serviço público).
Herpes Simples:
É uma infecção muito comum, principalmente, quando há uma queda da imunidade do 
indivíduo ou em situações como: estresse , exposição aos extremos de temperatura e alimentação
Fase Prodrómica/Pródrumos (sinais invisíveis): ardência, coceira, choques, dor, inchaço na 
área específica. Essa fase é o melhor momento para o tratamento.
Tratamento: aciclovir (200mg dose de ataque 5 comprimidos, depois 1 comprimido de 4 em 
4 hrs de 7 a 10 dias).
Características Clinicas: Fora da boca - inicialmente é observada como vesículas que podem 
se unir e formar uma bolha, com o passar do tempo se rompem e formam ulceras e na fase 
final há formação de crosta. Dentro da boca - comum a forma pseudomembranosa;
(Na fase prodrómica)
Tratamento: aciclovir e análogos, precocemente, soro, clorexidina para bochecho;
Tipo 1: afeta a parte superior do corpo, ex: cavidade oral, face, membros superiores. 
Tipo 2: afeta geralmente os órgãos inferiores (da cintura para baixo) ex: genitais, membros 
inferiores, parte inferior do tronco.
Fase subclínica: sintomas inespecíficos, comomal estar, desconforto, dor no corpo, falta 
de apetite;
Fase primária: desenvolve a gengivo estomatite herpética (desenvolve vesículas dentro da 
cavidade oral que quando estoura tornam-se úlceras e preenchem toda a cavidade oral). 
Sendo bastante dolorido. Comum em crianças (sendo preciso a internação se a criança 
não estiver se alimentando e bebendo água adequadamente, caso contrário, se não houver 
intervenção medicamentosa o quanto antes, pode desenvolver encefalite herpética. 
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Panaricio herpetico: Herpes 
quando acomete o dedo. 
(Doença do dentista).
Se uma gravida estiver com herpes ativa no 
momento do parti normal o neném pode vir a 
desenvolver herpes por todo corpo e até ir a óbito. 
Herpes Zoster:
Agente Etiológico: Infecção pela varicela (família da catapora);
Características Clínicas: Geralmente Acomete pacientes que já 
tiveram catapora. São observadas vesículas, posteriormente ulceras e 
mais tarde formação de crostas. As lesões se manifestam apenas no 
dermatomos (áreas inervadas por determinado ramo)relacionados a 
área do vírus.
O ouvido interno pode ser acometido e se o tratamento adequado não for feito, o paciente 
pode desenvolver surdez. 
Pode surgir no paciente com níveis elevados de estresse, imunocomprometidos, naqueles com 
neoplasias malignas em uso de quimioterapia e nos pacientes HIV positivos.
Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS):
Características Clínicas: inicialmente, costuma ser assintomática ou com manifestações 
clínicas inespecíficas como (resposta aguda): linfadenopatia, cefaleia, febre, erupções 
cutâneas, dor de garganta e mialgia;
Células alvos: linfócitos TCD4 + auxiliar. DNA do HIV é incorporado ao linfócito, logo, ao 
tratar o paciente é destruído o linfócito. Perda da função imunológica;
Principais anormalidades no sistema imune:
 Linfopenia (diminuição de linfócitos);
 Diminuição da função das celulas T;
 Ativação das células B, monócitos e macrófagos.
Processos neoplasicos malignos relacionados ao HIV: sacorma de karpos, linfoma não-
hodgkin (especialmente no SNC) e carcinoma de células escamosas.
Manifestações bucais mais comum: 
 Fúngicas: candidose (extremamente complexa para tratar);
 Bacteriana: gengivite ulcerativa necrosante, periodontite associada ao HIV;
 Virais: HSV (herpes), varicela (VZV) e EBV (vírus epstein-barr);
Saiu da fase primáriao individuo entra na fase de latência (não contamina outra pessoa).
Após isso entra na fase secundário que é a mais comum e aparece só no lábio, só no palato, 
só na gengiva.
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Leucoplasia Pilose: 
Relacionado ao vírus epstein-barr;
Lesão branca em bordas de língua que não são 
removidas pela raspagem;
LocaL de predileção: borda lateral de língua 
bilateralmente;
98% dos pacientes que desenvolvem leucoplasia pilosa 
estão apresentando HIV;
É comum que o paciente com lesões orais já apresente lesões na pele, já que pode acometer 
qualquer área do corpo.
Sarcoma De Kaposi:
Características Clínicas: Inicia-se como uma ou múltiplas lesões na pele ou na mucosa 
bucal, máculas de coloração vermelho-púrpura ou marrom (não desaparecem na diascopia 
pois é uma lesão profunda), posteriormente placas e nódulos, extremamente sangrante.
Locais mais afetados: palato duro, língua e gengiva.
Neoplasias malignas que acometem células do tecido conjuntivo;
Podem disseminar amplamente para os linfonodos e diversos órgãos (neoplasia 
multifocal);
PATOLOGIA GLANDULARES
Sialolito/sialolitíase (cálculo salivar):
Estruturas calcificadas que se desenvolvem dentro do ducto salivar;
Etiologia: incerta;
O ducto da glândula submandibular (ducto de wharton) - mais acometida,
Adultos jovens e de meia idade,
Aumento de volume, consistência endurecida e dor durante as refeições,
Diagnóstico: pode ser feito clinicamente, radiografias oclusais, panorâmicas e 
ultrassonografia.
Pode desenvolver:
Sialodenite: infecção das glândulas devido ao sialolito. Tratamento: Antibióticos e 
analgésicos.
Tratamento: depende do tamanho, se for pequeno pode ser através da ordenhação, massagens, 
alimentos que estimulem o fluxo salivar, ingestão de água, suco de limão e se for maior deve 
ser removido cirurgicamente, inclusive em alguns casos deve-se remover a glândula. 
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Mucocele e Rânula: Ambas estão relacionadas com o extravasamento de muco e se diferem 
pelo local onde se manifestam. 
Mucocele: 
Aumento de volume, nodular, coloração azulada (por causa do muco) ou normocrômica (se 
for mais interno), flutuante ou firme à pálpação (mais interna); 
Etiologia: ruptura de um ducto de glândulas salivares e o extravasamento de mucina para os 
tecidos moles adjacentes;
Causa: trauma;
Epidemiologia: todas as idades. Mais comuns em crianças e adultos jovens;
Caracteristicas clinicas: lábio inferior (81%) e assoalho (rânula), ventre de língua;
Mucocele superficial: palato, mucosa jugal;
Tratamento: remoção da mucocele e da
glândula cirúrgicamente e remoção do hábito de morder. 
Diagnóstico: clinicamenta e histopatologico.
Rânula:
localizada no assoalho bucal;
Extravasamento da glândula sublingual, glândulas submandibulares ou glândulas 
salivares menores do assoalho. 
Acomete principalmente Crianças e adultos jovens,
Coloração azulada, geralmente lateralmente a linha media, elevação bem delimitada, 
flutuante no assoalho de boca; pode se romper liberando muco.
Rânula mergulhante: atravessa o músculo milohióide e produz aumento do volume do pescoço. 
Histologicamente: parecida com a mucocele. mucina extravasada
 e tecido inflamatório em volta. 
Tratamento: marsupialização (descomprimir) ou remoção da
rânula e remoção da glândula para prevenção de recorrências.
Diagnóstico: clinico, histopatologico.
Síndrome de Sjögren:
É uma síndrome rara;
Etiologia: desconhecida, influência genética;
Desordem autoimune que afeta as glândulas excretoras (glândulas salivares) resultando em 
xerostomia no caso de glândulas salivares e no caso de glândulas lacrimais resultando em 
xeroftalmia. 
Características clinicas: xerostomia causada pelo decréscimo de salivação, dificuldade de 
deglutição, alteração no paladar, dificuldade para utilizar prótese removível, língua 
fissurada, mucosa oral vermelha e dolorida, aumento bilateral das parótidas, manifestações 
respiratórias, cutâneas e genito-urinárias. 
Diagnóstico radiográfico: sialografia (radiografia com contraste) ou RM (sialectasia), biópsia 
e histopatologia da glândula salivar. Aspecto de uma árvore com frutos. 
Tratamento: de suporte (lagrima artificial, saliva artificial e antimicóticos).
Primária: não há nenhuma doença associada/preexistente.
Secundária: se desenvolveu após um quadro já estabelecido de outra doença autoimune.
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CISTOS
Cavidade patológica com 
material dentro líquido ou 
semi-solido revestido por 
epitélio envolvido por uma 
capsula de conjuntivo.
Cistos Odontogênicos:
Derivado do órgão do esmalte formado na odontogênese.
Podem ser: Cistos de desenvolvimento (fator iniciador 
desconhecido) ou cistos inflamatórios (resultado de uma 
inflamação da região).
Cisto folicular ou dentígero:
Pode se originar do folículo dentário que envolve a coroa do dente,
Características: 
 É o tipo mais comum dos cistos odontogênicos de desenvolvimento. 
 Associado frequentemente a dentes impactados/inclusos, supranumerários e odontomas.
 Até a junção amelocementária (junção esmalte e cemento);
 Acomete mais individuoS homens.
 São assintomáticos,
Pode causa: Expansão óssea da área envolvida, deslocamento de dentes, assimetria facial. 
Radiograficamente: se não tiver infectado, pode se observar uma imagem radiolúcida, 
unilocular, associada a coroa do dente incluso, 
Pode ser central, lateral ou circunferencial;
Histopatologico: 2 a 4 camadas de células epitelias;
Tratamento: se for pequeno pode ser removido (enucleação) e se for grande deve ser removido 
através de marsupialização (descompressão);
Alguns casos pode dar origem a neoplasias;
Prognóstico excelente (recidiva rara);
Diagnóstico: exame histopatológico;
Não tem como diferencia-lo de mais duas lesões
com exame radiografico ou clínico, apenas com
o histopatologico. 
Cisto de Erupção:
Aumento de volume de consistência mole, translúcida na mucosa que 
recobre um dente não erupcionado (coloração azulada/roxeada devido ao 
acumulo de sangue no interior);
Acomete mais crianças antes dos 10 anos, porém pode ocorrer em qualquer 
idade;
Tratamento: em alguns casos o dente erupciona e não é necessário 
tratamento, porém se o dente não erupcinar espontaneamente, é necessário 
uma excisão cirúrgica que permita a erupção do dente;
Cisto Gengival do Recém-nascido:
Pequenas pápulas esbranquiçadas, geralmente múltiplas, 
localizadas nas mucosas que recobrem o processo alveolar, sendo o 
rebordo alveolar superior mais acometido do que o inferior;
Tratamento: não é indicado nenhum, pois se rompem com 
facilidade e não voltam, sendo muitas vezes rompidas no ato de 
sucção na amamentação.
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Cisto Gengival Do Adulto:
Características clínicas: nódulo indolor em forma de cápsula, 
coloração azulada ou cinza-azulada;
Localizado na gengiva vestibular ou na mucosa alveolar. 
Quando acomete a maxila, geralmente é encontrado na região de 
incisivos, caninos e pré-molares;
Tratamento: excisão cirúrgica;
Cisto Periapical (cisto radicular, cisto periodontal apical):
Pode ser apical, lateral ou residual;
 Cisto Apical: desenvolve-se no apice do dente;
 Cisto lateral: desenvolve-se na lateral do dente, associado com uma 
canal lateral;
 Cisto residual: causado pela remoção do dente e não remoção do 
cisto.
A formação do cisto está relacionada a um dente com necrose pulpar;
Assintomático; 
É raro o acometimento na dentição decídua; 
Dependendo da localização causa o aumento de volume da maxila ou 
mandíbula;
Tratamento: Remoção cirúrgica do cisto e tratamento do dente.
Cisto Periodontal Lateral:
Chamados também de cistos policísticos botrioides;
Localizado ao lado de um dente proveniente de uma inflamação;
Lesão assintomática e incomum;
Tratamento: enucleação conservadora do cisto, mas pode ser 
atingido sem tocar nos dentes adjacentes.
Cisto Nasolabial:
É considerado raro;
Localização: lábio superior lateral a linha média;
Etiologia: incerta;
Aumento de volume