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INTERNET DAS COISAS - 
IOT
Unidade 4
IOT: segurança, 
legislação e mercado
CEO 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Diretora Editorial 
ALESSANDRA FERREIRA
Gerente Editorial 
LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
MARCELO DALSOCHIO DIPP 
JÉSSICA LAISA DIAS DA SILVA
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Marcelo Dalsochio Dipp e Jéssica Laisa Dias da Silva
Olá. Somos Marcelo Dalsochio Dipp e Jéssica Laisa Dias da 
Silva. 
Eu, Marcelo, sou formado em Técnico de Redes de Dados 
e Técnico em Informática pelo CTT Maxwell, Gestão de Tecnologia 
da Informação na UNISUL, onde atualmente estou cursando 
a segunda graduação de Licenciatura em Matemática, assim 
como possuo certificação em ITIL, com uma experiência técnico-
profissional na área de Tecnologia de mais de 25 anos. Passei por 
empresas como a Tim Celular, Spread, Sonda do Brasil, SENAC, 
Instituto Federal do Sul do Brasil, Alcides Maya entre outros. 
Escrevo livros didáticos na área de informática e, atualmente, 
estou escrevendo um segundo livro. Ministro aulas há 7 anos. Sou 
apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha experiência 
de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. 
Eu, Jéssica, possuo graduação em Sistema da Informação e 
Mestrado em Sistema e Computação na UFRN. Tenho experiência 
na área de Informática na educação, com ênfase em Mineração de 
Dados Educacionais como também atual no estímulo dos jovens 
e crianças no estudo de ensino a programação. Realizo trabalhos 
e pesquisas voltados ao universo dos jogos digitais inseridos no 
contexto educacional, como incentivo no ensino dos jovens e 
aos professores. Atualmente, realizo pesquisas no contexto de 
disseminação do pensamento computacional para crianças e 
jovens. As áreas de interesse de estudo são: Educação, Engenharia 
de Software, Mineração de dados, Pensamento Computacional, 
Jogos Digitais Educativos e Gerenciamento de projeto.
Por este motivo, fomos convidados pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. 
Estamos muito felizes em poder ajudar você nesta fase de muito 
estudo e trabalho. Conte conosco!
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OBJETIVO
 
 
 
DEFINIÇÃO
 
 
NOTA
 
 
 
 IMPORTANTE
 
 
 
EXPLICANDO 
MELHOR
 
 
VOCÊ SABIA?
 
 
 
 
SAIBA MAIS
 
 
 
 ACESSE
 
 
 
 
REFLITA
 
 
 
 
 RESUMINDO
 
 
 
ATIVIDADES
 
 
 
TESTANDO
 
 
 
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Nuvens ....................................................................................... 9
Nuvem .................................................................................................................... 9
Nuvem pública ....................................................................................................11
Nuvem Privada ...................................................................................................14
Nuvem híbrida ....................................................................................................16
Segurança na Internet das Coisas ......................................... 18
Internet das Coisas – Atração para criminosos virtuais ............................. 18
Importância da segurança de IoT para empresas desenvolvedoras de 
equipamentos ....................................................................................................21
Como melhorar a segurança de IoT ...............................................................23
Atualizar os equipamentos ................................................................23
Alterar a senha padrão dos dispositivos ........................................ 23
Testes Periódicos ................................................................................25
Criação de uma rede específica para os dispositivos IoT ............ 25
Antivírus, Firewall e Proxy ..................................................................26
Antivírus .................................................................................26
Firewall....................................................................................26
Proxy .......................................................................................27
Legislação de implementação do IoT .................................... 28
Marco Civil da Internet ......................................................................................28
LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados .......................................................30
Plano Nacional de Internet das Coisas ..........................................................33
O mercado de trabalho para IoT ............................................ 37
Indústria 4.0 ........................................................................................................37
Usuários Tecnológicos ......................................................................................39
Profissional Especializado ................................................................................41
Perspectiva do Mercado de IoT ......................................................................43
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Na última unidade desta disciplina, que é encantadora, 
iremos passear pelo universo das Clouds (nuvens), entendendo 
as diferenças entre as nuvens públicas, privadas e híbridas, assim 
como você entenderá um pouco mais sobre a segurança no 
âmbito da Internet das Coisas (IoT – Internet of the Things). Se tudo 
isso não fosse o suficiente, você entenderá sobre a legislação e 
regulamentação sobre Internet das Coisas que está em pauta para 
aprovação e implementação. Para finalizarmos esse nosso estudo, 
apresentaremos a você como está o mercado brasileiro sobre IoT. 
E então? Está pronto para essa etapa final da nossa disciplina? 
Vamos iniciar logo esta unidade. Conte conosco!
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Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo 
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
1. Entender Nuvens Privadas, Públicas e Híbridas.
2. Conhecer sobre segurança no ambiente de IoT.
3. Saber sobre a legislação para IoT que o Brasil está 
pretendendo implementar.
4. Conhecer o mercado brasileiro de IoT.
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Nuvens 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender a diferença das nuvens híbridas, pública 
e privada. Saberá o que as nuvens têm a ver 
com internet das coisas e por que elas são tão 
importantes neste assunto que envolve toda a 
tecnologia. E então? Motivado para desenvolver 
essa competência? Então vamos lá. Avante!
Nuvem
Primeiramente, vamos conhecer o conceito de nuvem e o 
que é que ela tem a ver com a internet.
Imagem 4.1 - Nuvem
Fonte: Pixabay 
A internet passou a ser desenhada como se fosse uma 
nuvem, pelo motivo que as nuvens são “coisas” abstratas, sem 
formas definidas, que podem ser pequenas ou imensas, podem estar 
localizadas somente em um local ou estar em todo o globo terrestre.
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Mas a definição de nuvem para a internet vem sendo 
alterada e deixando o desenho de “nuvem” para os serviços que 
são ofertados na própria World Wide Web (Internet).
Entendendo que serviços são o que os usuários consomem 
na internet (desde um streaming de vídeo pelo YouTube, assinatura 
de filmes e séries na Netflix ou até mesmo um “disco virtual” 
oferecido pelo Google ou Dropbox), podemos definir agora que 
internet é a união de todas as nuvens disponíveis, ou no seu sentido 
literal Intercomunication of Networks (Intercomunicação de redes).
As redes que são utilizadas para as nuvens podem ser 
classificadas de três tipos: Públicas, Privadas ou Híbridas (que 
veremos logo mais adiante).
REFLITA
Mas qual a relação das nuvens com Internet das 
Coisas?
A respostaé simples: Tudo!
Sim, a Internet das Coisas tem tudo a ver com nuvens, pois 
queremos que nossos equipamentos projetados sejam incorporados 
por alguma nuvem, e podemos dizer que hoje em dia já temos uma 
nuvem para cada residência ou empresa conectada à internet.
Veja o seguinte exemplo: a maioria das casas atualmente 
possui internet e também uma impressora WiFi (Wireless Fidelity), 
sem fio, que está ligada a seu roteador Wireless. É possível você 
estando na rua, e tendo internet no seu celular ou usando o seu 
notebook e estando em seu trabalho, mandar imprimir alguma 
coisa na sua própria impressora, tudo isso através da internet. 
Logo, podemos dizer que as impressoras que estão conectadas 
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via redes são mais um equipamento do universo da Internet das 
Coisas e cada uma dessas impressoras está em uma nuvem.
Notem que a impressora é apenas um dos equipamentos 
que podemos citar. Pensem comigo, máquinas de cartões de 
crédito e débito, relógios que controlam toda a sua agenda e ainda 
os seus batimentos cardíacos, podendo enviar diretamente ao 
seu cardiologista como está o seu coração, carros conectados que 
traçam rotas e calculam a melhor forma de economizar combustível, 
casas inteligentes e inúmeros outros “brinquedinhos” que podem 
ser conectados à internet para que façam as coisas por você.
Imagem 4.2 - Raspberry Pi conectado à rede
Fonte: Pixabay 
Na imagem anterior, podemos ver um Raspberry Pi 
conectado em uma rede e com o tom de brincadeira um lego 
operário comandando algo.
Nuvem pública
As nuvens públicas são os modelos mais utilizados tanto 
por empresas como pelas pessoas que se conectam à internet em 
suas casas.
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Normalmente, utilizam software como serviços. E um 
desses serviços que podemos citar é o Microsoft Office 365.
O número 365 faz referência aos 365 dias do ano, pois 
o usuário ao invés de pagar uma licença vitalícia com um valor 
extremamente alto, paga apenas uma anuidade de direito de 
utilização por aquele período.
A Microsoft criou uma nuvem própria para a utilização 
do referido pacote de “escritório”. Onde o seu usuário não utiliza 
apenas o Word, Excel ou PowerPoint instalado em seu computador, 
mas tem esses programas disponíveis na internet para que 
possam ser utilizados em qualquer lugar e tudo via internet, 
sem a necessidade mais de instalação do programa na máquina 
utilizada. Se não fosse o bastante, a empresa disponibiliza ainda 
um “disco” virtual para armazenamento de arquivos.
Imagem 4.3 - Microsoft
Fonte: Pixabay 
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Mas a Microsoft não é a única empresa que oferta esse 
serviço, na verdade, esse tipo de serviço de escritório começou 
com o Google oferecendo de graça a seus usuários, além do G-mail 
(abreviatura de Google Mail), o Google DOCS, uma plataforma 
totalmente virtual que tem um editor de textos, um editor de 
planilhas eletrônica, um apresentador de slides e, claro, um 
“disco” virtual. Tudo isso disponível em qualquer computador e 
equipamento que esteja conectado à internet e em qualquer lugar.
Imagem 4.4 - Google
Fonte: Pixabay 
Então, com isso, podemos dizer que as nuvens públicas não 
querem dizer que são só gratuitas, mas sim que estão à disposição 
de qualquer pessoa ou empresa que deseje utilizar seus serviços.
Este tipo de nuvem conta com os alguns benefícios, 
como escalabilidade ilimitada, disponibilidade em tempo 
integral, recursos gerados sob demanda (isso quer dizer que se 
houver necessidade de mais recursos, a empresa ofertante dos 
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serviços pode aumentar a disponibilidade para o usuário final), 
confiabilidade (pois a maioria das empresas sérias que ofertam 
os serviços de Cloud já estão estáveis no mercado e oferecem 
garantias) e o último benefício, mas não menos importante, é que 
a nuvem já está pronta e configurada, necessitando o usuário 
apenas fazer um cadastro e começar a utilizar seus serviços.
Nuvem Privada
Ao contrário da nuvem pública, a nuvem privada é uma 
rede inteiramente fechada, restrita somente a seus usuários, não 
sendo aberta a qualquer pessoa.
Imagem 4.5 - Propriedade Privada
Fonte: Pixabay 
As nuvens privadas permitem o que os administradores 
das redes possam instalar e disponibilizar a seus usuários.
Nem todas as redes privadas são iguais. Algumas terão 
centenas de servidores, outras terão um ou dois servidores. 
Para que possa acessar às redes, é necessário ter normalmente 
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uma VPN (Virtual Private Network – Rede Privada Virtual), onde o 
usuário, independentemente do local em que está fisicamente, 
realiza uma conexão para sua empresa e através de uma 
criptografia é criada a VPN, onde a rede entenderá que este 
usuário está “fisicamente” na empresa.
Além da diferença que a rede privada é restrita somente 
aos seus usuários (componentes da casa, funcionários, 
empregados) tem a outra característica que a nuvem necessita de 
uma infraestrutura de servidores conectados à internet.
Estes computadores têm que estar em um ambiente 
controlado, onde não pode ser qualquer pessoa com acesso ao 
mesmo, questões de segurança, controle de acesso, controle de banda 
de internet, em suma, um ambiente parecido com a imagem a seguir.
Imagem 4.6 - Servidores
Fonte: Pixabay 
Claro que nem sempre é possível ter este tipo de ambiente, 
onde até mesmo o ar-condicionado é controlado para que se 
tenha uma temperatura correta e controle de umidade.
Mas ter equipamentos destinados a fins de serviços 
específicos é o mais importante, mesmo sendo um desktop 
mais velho, um notebook não mais utilizado ou até mesmo um 
RaspBerry Pi.
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Como benefícios desta nuvem, podemos citar uma maior 
confiabilidade, pois está sendo criada internamente, um controle 
totalmente interno e maior dos servidores e recursos e um suporte 
local mais acessível. 
Nuvem híbrida
As nuvens híbridas mesclam os dois tipos de nuvens citados 
anteriormente. Normalmente, tenta-se implementar o melhor 
da nuvem privada e pública. Possibilitando que se obtenha uma 
maior praticidade de serviços considerados públicos e serviços 
mais personalizados, como as redes privadas.
Podemos criar uma analogia aos carros híbridos, que 
possuem motores a combustão e motores elétricos.
Imagem 4.7 - Carro Híbrido
Fonte: Pixabay 
No exemplo dos carros, os veículos mantêm uma potência 
com o motor à combustão e geram a economia com o motor 
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elétrico, e se juntar os dois motores em sincronia aumentam ainda 
mais a sua potência.
É o que ocorrerá nas nuvens híbridas.
Você poderá manter alguns serviços nas redes públicas, 
como por exemplo o uso do Office 365, da Microsoft, ou então 
o uso do Google Docs, da Google, o uso de um espaço virtual de 
armazenamento, como o Google Drive, ou DropBox e porque não 
pensar até em um serviço de hospedagem do próprio site. 
Mas além do serviço público, pode utilizar serviços 
privados, como um acesso ao setor financeiro, estando restrito 
somente aos funcionários do departamento financeiro, ou então 
um serviço que controle um equipamento que tem que estar 
conectado à internet, por exemplo, um respirador hospitalar, que 
se qualquer pessoa tiver acesso pode desligá-lo, então para não 
correr este risco, é necessário estar em um ambiente altamente 
controlado, um ambiente privado.
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que não existe o melhor 
tipo de nuvem, mas a nuvem que melhor cabe às 
suas necessidades. Pode utilizar de nuvem públicas 
para todos os seus serviços e não ter a necessidade 
de criar uma infraestrutura particular para eles, ou 
utilizar uma nuvem privadae totalmente fechada, 
altamente controlada, mas sendo necessário 
dispor de equipamentos e equipe própria ou ainda 
utilizar dos dois tipos de serviços escolhendo o que 
será público e o que será privado, criando assim 
uma rede híbrida. Bom, agora que revisamos, 
partiremos para o nosso próximo capítulo, 
continue junto e pode contar sempre conosco.
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Segurança na Internet das Coisas
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
sobre segurança embarcada e aplicada na internet 
das Coisas, como elas podem ou não ser vulneráveis 
e como proteger os nossos equipamentos. Veremos 
também o por que o IoT é alvo de criminosos virtuais 
e dicas para melhorar a segurança com IoT. E então? 
Motivado para desenvolver essa competência? Então 
vamos lá. Avante!
Internet das Coisas – Atração 
para criminosos virtuais
Você certamente já viu ou mesmo utiliza um adesivo sobre 
a câmera do seu notebook, mas pergunto para você: por que coloca 
este adesivo sobre sua câmera, como na imagem a seguir?
Imagem 4.8 - Adesivo sobre a câmera
Fonte: Acervo da autoria (2023)
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Muitos dirão que é porque famosos colocam também, 
outros porque não querem que vejam o que é digitado (mesmo a 
câmera não conseguindo pegar o teclado), outros ainda dirão que 
o próprio Mark Zuckerberg apareceu em uma imagem com uma 
fita na frente da câmera em seu notebook, e em outra parcela dirão 
que não querem ser espionados por cyber criminosos, os “hackers”.
De todas as desculpas citadas, a mais aceitável é a de que 
alguém possa estar espionando. Sim, nossas câmeras podem ser 
alvos de Cyber criminosos, mas não as câmeras de notebooks e sim 
as câmeras de segurança, câmeras essas que hoje em dia estão 
conectadas à internet, oferecendo imagens diretamente para o 
mundo inteiro.
O que temos que fazer é implementar sistemas de 
segurança que impeçam esses criminosos virtuais de terem 
acesso a estes dados.
Claro que vamos muito mais além do que as câmeras, 
atualmente utilizamos relógios que controlam os batimentos 
cardíacos, fazem o controle de temperatura do ambiente, portas 
que têm controle de acesso não mais por chave, mas por um 
sistema conectado à internet que possibilita que alguém de 
fora possa habilitar outra pessoa para entrar em determinado 
ambiente ou não e inúmeros outros gadgets (aparelhos eletrônicos) 
conectados à internet.
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Imagem 4.9 - Hacker
Fonte: Freepik
SAIBA MAIS
O termo hacker é utilizado para profissionais que 
criam, modificam e melhoram códigos e sistemas, 
já o termo cracker é o indivíduo que realiza a quebra 
de sistemas de segurança, almejando roubo, 
sequestro ou extermínio de informações digitais. 
Portanto, um criminoso virtual é um Cracker e não 
um Hacker.
De acordo com HSC Brasil (2020)
Um dos maiores inimigos da segurança 
cibernética é o excesso de confiança. Os 
dispositivos de IoT, independentemente 
de seu uso, complexidade ou grau são um 
alvo atraente para os cibercriminosos, já 
que coletam informações privadas sobre o 
comportamento do usuário em certas áreas: 
financeira, saúde e educação.
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Dando continuidade aos nossos estudos, veremos no 
tópico a seguir a importância da segurança de IoT para as empresas 
desenvolvedoras de equipamentos. 
Importância da segurança de IoT 
para empresas desenvolvedoras 
de equipamentos
Claro que os usuários de coisas que possam estar 
conectadas à internet devem estar atentos ao que estas “coisas” 
estão transmitindo de informações, mas o que é que estes 
equipamentos têm que você não presta muita atenção?
Vamos ver, por exemplo, um gadget chamado Google 
Home, na qual através dele podemos interligar toda a nossa casa 
e para abrir a porta é necessário apenas que exista um microfone 
na porta para reconhecimento de voz e permitir a entrada. Até aí 
seria maravilhoso, não sendo necessário mais a chave da porta, e 
sim apenas um comando de voz: “Google, abra a porta!”.
Imagem 4.10 - Mini Google Home Wifi
Fonte: Wikimedia Commons
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Porém, devemos lembrar que para estes equipamentos 
funcionarem é necessário estar com os microfones sempre ativos, 
ou seja, estão captando todas as palavras nossas e somente entrarão 
em operação se dissermos as palavras “mágicas”: “OK GOOGLE”!
As empresas desenvolvedoras têm que sempre verificar 
os equipamentos que criam e testam para que não tenham 
informações expostas na internet ou até mesmo vazadas para 
outras pessoas e/ou concorrentes.
Até agora comentamos para você mais a nível de pessoa 
física, mas vamos ampliar um pouco nossa visão, e entrar no 
mundo da indústria 4.0, ou seja, a indústria que está conectada à 
grande rede, que tem automação como fator diferencial.
Entendendo que estas empresas têm que ter seu foco 
na segurança em primeiro lugar, as que fabricam máquinas e 
equipamentos autônomos têm que apresentar e provar que 
seus “brinquedos” são seguros e que não deixarão os dados 
vazarem na rede.
Vamos analisar um exemplo de empresa 4.0, a Amazon, 
onde o cliente entra no site, clica sobre algo que quer comprar, 
emite a compra, confirma pagando. E agora?
Neste momento, é encaminhando uma “mensagem” 
para um robô do estoque verificar se o produto solicitado tem 
disponível, e se tiver já buscar esse produto, encaixotá-lo, e colocar 
dentro de um caminhão de transporte. Sim, todo este processo é 
automatizado por robôs, não mais por pessoas.
E agora, vamos criar um cenário hipotético: imagine 
que estes robôs têm um software de inteligência artificial (mais 
ou menos como o filme “Eu, Robô”, que foi baseado no livro 
“Eu, o robô” de Isaac Asimov) e que tem algum defeito em sua 
programação, possibilitando que uma pessoa possa controlar 
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este equipamento remotamente, tirando sua autonomia, ou 
ainda que este equipamento decida que um determinado cliente 
deve receber muito mais do que comprou, encaminhando mais 
itens para este cliente do que para outros. Parece uma coisa 
muito absurda de se pensar? Vou lhes informar que não é, e 
que é justamente estas as hipóteses que as empresas que criam 
equipamentos, robôs, gadgets que tem que estar conectados na 
internet, tem que pensar.
Como melhorar a segurança de IoT
Existem muitas formas de melhorar a segurança na nossa 
rede, seja da empresa ou até mesmo de nossa residência, mas vou 
expor para você algumas das principais melhorias que devem ser 
implementadas.
Atualizar os equipamentos
Qualquer equipamento que pode conectar na internet 
pode e deve ser sempre atualizado.
Os fabricantes destes equipamentos podem vir a descobrir 
uma falha de segurança posteriormente a seu lançamento no mercado, 
por isso criam uma atualização para corrigir o devido software.
Alterar a senha padrão dos dispositivos
Praticamente todos têm um roteador em casa. É claro que 
neste roteador tem uma senha para acesso a ele, normalmente 
vem com a senha padrão do fabricante (não, não colocarei as 
senhas padrões neste e-book). O que muitas pessoas desconhecem 
é que estas senhas estão disponíveis e abertas na internet, ou seja, 
qualquer pessoa que tenha acesso à estas senhas, pode acessar 
seu roteador e deixá-lo vulnerável.
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Imagem 4.11 - Senha
Fonte: Pixabay 
Agora, imagine que você colocou uma fechadura eletrônica 
em sua porta, cuidou para configurar senhas de acesso para 
todas as pessoas da casa, conectou o equipamento corretamente 
à sua rede e está funcionando perfeitamente, ou melhor, quase 
perfeitamente, pois você esqueceu de alterar duas senhas padrões, 
a do seu roteador e a da sua fechadura. Um cracker acessa o seu 
roteador, liberando acesso à sua internet e, consequentemente, à 
sua rede interna e à sua fechadura, acessa a central da fechadura 
e libera uma senha para ele acessar a suacasa.
Pronto! O estrago está feito! Houve uma limpa no ambiente. 
E o pior é que não houve arrombamento, houve uma liberação de 
acesso por falta de atenção.
As fechaduras eletrônicas são excelentes, não estou 
dizendo para não as comprar, mas estou apenas alertando para 
sempre alterarem a senha padrão dos seus dispositivos.
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Uma forma de senha ideal é a chamada senha complexa, 
onde tem que ter pelo menos oito caracteres, letras maiúsculas, 
letras minúsculas e também caracteres especiais.
Testes Periódicos
Muitos usuários de IoT acham que, por seu dispositivo 
estar funcionando uma única vez, então não preciso testá-lo ao 
extremo periodicamente.
Engano!
No caso de um Google Home, um dispositivo criado pela 
maior empresa do mundo, o que pode ter de errado? 
Testem fazer perguntas do tipo: “Google, você ouve tudo 
que falamos? Quem está nos ouvindo Google?”.
Claro que haverá respostas para este tipo de pergunta, 
mas se alguma vez estas respostas mudarem muito do padrão já 
conhecido, pode significar que tem algo de errado, principalmente 
se você não atualizou seu dispositivo.
No caso de fechaduras, testem com senhas que não seria 
a de vocês, errem senhas. Isso fará vocês saberem também o que 
fazer em caso de esquecerem a senha de verdade.
Criação de uma rede específica para 
os dispositivos IoT
Ao invés de conectar o seu equipamento na sua rede normal, 
crie uma nova rede (estando WiFi como cabeada) nova, com um 
outro roteador, porém deixando esta rede oculta, não sendo exibida, 
e apenas configurada nos seus dispositivos IoT WiFi, desta forma, 
ainda terão acesso à rede, mas estarão de certa forma isolados.
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Antivírus, Firewall e Proxy
Para alguns, estes programas acima são completamente 
desconhecidos, mas eles são os que evitam que pessoas 
indesejáveis invadam sua rede e tenham acesso, tanto aos seus 
dados como também a seus equipamentos e dispositivos.
Antivírus
O melhor Antivírus é aquele com que você saiba trabalhar. 
Segundo Marcos (2020), o melhor antivírus de 2020 é 
o Kaspersky, pois em seus testes conseguiu bloquear todas as 
ameaças e não indicou nenhum “falso-positivo”, ou seja, identificar 
um vírus em um arquivo seguro.
Só que não adianta ter ou comprar este antivírus se não 
souber utilizá-lo ou configurá-lo, sendo preferível ter um gratuito 
que você sabe manusear.
Firewall
O Firewall é um sistema, como o nome diz (muro de fogo 
em inglês), para bloquear quem quer entrar indesejavelmente.
Serve para bloquear as portas não usadas da sua internet. 
Mas voltamos a mesma questão do antivírus: não adianta comprar 
o melhor dos firewalls e não saber como configurar ou como usar, 
podendo inclusive até bloquear toda a internet para a sua rede 
(sim, é possível configurar para bloquear tudo, como se ninguém 
tivesse internet).
Sempre uma excelente opção é conversar com um 
profissional da área de redes para verificar o que está sendo feito 
e como trabalhar com aquele sistema.
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Proxy
Por último, temos o Proxy, que nada mais é do que o 
personagem que verifica tudo que sai ou entra da internet, se é 
ou não permitido (a nível de conteúdo, já que o firewall é a nível 
de acesso).
É possível comparar um Proxy a um controle de pais, 
dizendo quais são os sites que são permitidos serem acessados 
ou quais são os sites que são estritamente proibidos de serem 
acessados.
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que a segurança para o IoT 
vai muito além do que proteger um equipamento 
de um possível roubo, estamos falando de roubo 
de informações, invasões, espionagem de dados e 
até mesmo das câmeras. Claro que não podemos 
deixar pairar sobre nossas mentes uma “neura” 
de que nada é seguro, pelo contrário, temos que 
fazer com que as coisas sejam seguras para que 
possamos usufruir dessa tecnologia que está vindo 
para ficar e facilitar ainda mais nossa vida. Cuidar 
da segurança é sempre verificar como estão nossas 
senhas, quem está acessando, como estão usando 
e, acima de tudo, se nosso equipamento está 
atualizado. Bom, agora que revisamos partiremos 
para o nosso próximo capítulo, continue junto e 
pode contar sempre conosco, afinal acabamos a 
metade deste e-book.
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Legislação de implementação 
do IoT
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender sobre que até o presente momento não 
existe nenhuma legislação em específico para 
Internet das Coisas, o que existe atualmente é a 
Lei Geral de Proteção dos Dados e o Marco Civil da 
Internet. Especificamente sobre IoT existe o Decreto 
Presidencial que institui o Plano Nacional de Internet 
das Coisas. E então? Motivado para desenvolver essa 
competência? Então vamos lá. Avante!
Marco Civil da Internet
Até a data de 23 de abril de 2014 não existia nenhuma lei 
que regulamentasse os princípios, garantias, direitos e deveres 
para o uso de internet no Brasil.
Nesta data foi aprovada e assinada a Lei nº 12.965, também 
mais conhecida como Marco Civil da Internet.
ACESSE
Para acessar o conteúdo completo desta Lei, leia 
o QR code. 
O Marco Civil é considerado como uma constituição da 
internet no Brasil. Nele está regulamentado, através de uma 
espécie de carta de princípios, os direitos e deveres dos usuários, 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm 
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sites, provedores e Estado. Em suma, diz o que é certo e o que é 
errado no mundo virtual.
Na Lei do Marco Civil, é abordado o direito à Liberdade de 
Expressão, a questão da privacidade do usuário e a neutralidade 
da rede.
Falando um pouco sobre a liberdade de expressão, esta lei 
garante ao usuário a livre liberdade de expressão desde que se respeite 
a Lei de Direitos Autorais, ou de que impliquem ofensa à inviolabilidade 
e ao sigilo das comunicações privadas através da internet.
Outra questão que o Marco Civil aborda é sobre a 
privacidade do usuário e, para falar sobre isso, lanço uma 
pergunta: sabe quando você entra em um site e ele mostra uma 
janelinha (normalmente) dizendo que o site contém “cookies” e 
que estes serão gravados? Normalmente todos aceitamos. Mas 
porque a pergunta e o que é que são efetivamente os “Cookies”?
Imagem 4.12 - Cookies
Fonte: Pixabay 
Os sites são obrigados a informar que estão gravando 
cookies, pois estes cookies são arquivos que armazenam 
informações dos usuários, como por exemplo as preferências 
de pesquisas, onde você está naquele momento (atualmente o 
próprio GPS do celular já comunica com o navegador de internet), 
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endereços eletrônicos, históricos de navegação, sem contar 
algumas senhas que não são criptografadas.
Não é errado os sites solicitares estes arquivos, pois estão 
pedindo ao usuário sua permissão. Mais ou menos é como os 
contratos que os usuários assinam na internet para usufruírem de 
um determinado serviço. Normalmente, ninguém lê os contratos 
e simplesmente assinam, e com isso dizem que estão cientes de 
tudo que o provedor pode ou não fazer com os seus dados.
Após o Marco Civil, e até a data de 13 de agosto de 2018, 
não houve nenhuma outra lei que se relacionasse à internet.
LGPD – Lei Geral de Proteção de 
Dados
Claro que esta Lei não é para uso exclusivo na internet, 
mas abrange também esta gigante rede de computadores.
Em 13 de agosto de 2018, o então Presidente em exercício 
Michel Temer, assina a LGPD, mas que só entrará em vigor a partir 
de agosto de 2020.
Dentre os objetivos da Lei estão:
 • Proteção à Privacidade;
 • Transparência sobre o tratamento de dados pessoais;
 • Fomentar o desenvolvimento tecnológico;
 • Controlar e padronizar o tratamentode coleta de dados 
pessoais;
 • Fortalecer o ambiente jurídico para o titular dos dados;
 • Favorável à concorrência, facilitando a portabilidade 
dos dados; e
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 • Estabelecer as etapas claras quando há vazamento de 
informações.
REFLITA
Mas o que é que a LGPD tem a ver com IoT?
De acordo com Leite e Gasparino (2020), a Lei Geral de 
Proteção dos Dados pode vir a criar alguns obstáculos às empresas 
de IoT.
Por exemplo: se um gadget que necessita dos dados 
do usuário para gerar uma decisão, e necessita que o usuário 
fique autorizando-o, tornará inviável o seu aproveitamento, não 
conseguirá utilizar o seu benefício máximo.
Outro entrave que pode vir a acontecer é que a cada 
atualização que ocorrer por parte dos softwares dos dispositivos, 
será necessária uma nova aprovação, por parte do usuário, dos 
dados para utilização pelo dispositivo.
Leia uma citação de Leite e Gasparino (2020):
Portanto, toda empresa que realize esse tipo 
de atividade deve se organizar de maneira 
que saiba onde e como os dados pessoais 
foram obtidos e manipulados. Além disso, 
devem estar preparadas para disponibilizar, 
de forma imediata, relatórios sobre tais 
ações, quando solicitadas pelos titulares. 
No entanto, em se tratando de Internet das 
Coisas, como o intercâmbio de dados é o 
insumo para a efetivação dos seus objetivos, a 
implementação da referida exigência gera um 
alto custo às empresas, que devem investir em 
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setores de monitoramento e armazenamento 
dos dados de cada consumidor nas mais 
diversas funcionalidades que ocorrem em 
simultaneidade nesse ambiente.
Em suma, as empresas têm que além de administrar o 
seu dispositivo, o software dele, também os dados de todos os 
usuários que os utilizam.
Para concluir sobre a LGPD, relacionando as empresas de 
IoT, existe uma maneira de estas empresas não serem prejudicadas 
quanto às regras impostas por esta Lei tão importante, que é criar 
uma classificação dos dados nas políticas de segurança da empresa.
Nunca se pode esquecer o tipo de informação que será 
coletada do usuário e qual a real necessidade de tais informações.
Pensem nos aplicativos de celulares, onde a maioria dos 
aplicativos informa que vai necessitar do uso de câmera, acesso 
às imagens e contatos, mesmo sendo um aplicativo de joguinho 
simples, mas qual o motivo de tamanha solicitação? Provavelmente, 
é um aplicativo que coletará dados do usuário e os postará em 
alguma rede social sem a sua prévia autorização. A LGPD vem 
de encontro a isso para, e este é o ponto mais importante para 
todos, desde as empresas desenvolvedoras de programas como 
criadoras de dispositivos de IoT, PROTEGER o seu usuário final.
ACESSE
Para acessar o conteúdo completo da lei, leia o QR 
code . 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm 
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Mesmo esta lei tendo sido escrita em 2018 e só entrando 
em vigor a partir de agosto de 2020, surge em 2019 mais um 
instrumento, agora sim voltado para Internet das Coisas.
Plano Nacional de Internet das 
Coisas
Em 25 de junho de 2019, o então Presidente Jair Bolsonaro, 
emite o Decreto nº 9.854, que institui o Plano Nacional de Internet 
das Coisas, com a finalidade de implementar e desenvolver a 
Internet das Coisas no país.
ACESSE
Para acessar o conteúdo na íntegra, leia o QR code 
. 
Os principais objetivos para o decreto do Plano Nacional 
de Internet das Coisas são:
 • Para melhorar a qualidade de vida das pessoas através 
da implementação de soluções em coisas conectadas 
na internet;
 • Criar novas formas de capacitação profissional, com 
foco no IoT, dessa forma gerando novos empregos na 
área de tecnologia e economia digital;
 • Favorecer a competitividade entre as empresas 
brasileiras desenvolvedoras de IoT;
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/d9854.htm 
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 • O governo criar parcerias do setor público e privado 
para colocar a IoT em foco; e
 • Fazer com que o país apareça ainda mais no cenário 
internacional, através da participação em fóruns de 
padronização, cooperação de pesquisa internacional, 
desenvolvimento e inovações de soluções em IoT 
criadas no País.
Com os computadores utilizando de programações de 
Inteligências Artificiais, é possível que eles consigam cada vez 
mais distinguir as emoções dos seres humanos, ou seja, criando 
assim uma computação chamada de afetiva, em que as máquinas 
passam a interagir de acordo com o comportamento das pessoas. 
Além disso, as máquinas também já leem os movimentos dos 
corpos, fazendo com que interpretem o que pode vir a ser feito e 
auxiliar as pessoas também.
Imagem 4.13 - Inteligência Artificial
Fonte: Pixabay 
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A ideia principal do Plano Nacional de Internet das Coisas 
(PNIoT) é regulamentar o funcionamento da tecnologia aplicada 
sobre os dispositivos e não sobre o dispositivo em si.
De acordo com a matéria de Zaramela (2020), no site do 
CanalTech, foi realizada uma entrevista com o Coordenador do 
Comitê de IoT da Associação Brasileira das Empresas de Software, 
Werter Padilha, que expõe um exemplo prático de como funcionará 
tanto o PNIoT como a LGPD em conjunto.
Pensando em câmeras de filmagem colocadas em 
Shopping, filmando qualquer pessoa que passe em frente a sua 
lente, será possível identificar o tamanho da pessoa, o sexo dela 
e passar essas informações para um sistema que apresentará em 
um monitor de propagandas voltadas para aquelas pessoas que 
estão transitando. Isso será o que o PNIoT definirá que é possível 
ser feito.
Porém, se esta câmera além de identificar o sexo e altura, 
também conseguir identificar a pessoa em si, como o nome 
completo, idade, endereço e outros dados e repassar estas 
informações para outros sistemas, sem a prévia autorização das 
pessoas que ali transitam, aí estará sendo infringida a LGPD.
Como podem ver, o Plano Nacional de Internet das Coisas 
vem para definir o que o equipamento pode fazer e não definir o 
que como ele agirá com os dados obtidos.
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que até o ano de 2014 não 
existia nenhuma legislação ou regulamentação 
para o ambiente da internet, porém, a partir 
desta data, surge o Marco Civil da Internet, Lei nº 
12.965/14, que regula e define os direitos e deveres 
de todas as partes da internet, seja o internauta 
ou o provedor de serviços, em 2018 é criada uma 
segunda Lei, que entrará em vigor só a partir de 
agosto de 2020, que é a Lei Geral de Proteção de 
Dados, que diz como é que os dados devem ou 
podem ser manipulados e em 2019 é emitido um 
Decreto Presidencial do Plano Nacional de Internet 
das Coisas para definir como os dispositivos devem 
trabalhar. Bom, agora que revisamos, partiremos 
para o nosso próximo capítulo, continue junto e 
pode contar sempre conosco, afinal, falta pouco 
para acabarmos este e-book, apenas um capítulo. 
Não desista agora.
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O mercado de trabalho para IoT
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender como está o mercado de trabalho para 
o ambiente de Internet das Coisas, como os 
profissionais estão tendo que se qualificar e como 
os usuários estão avançando cada vez mais para 
utilizar equipamentos conectados na internet, sem 
contar a chamada Indústria 4.0. E então? Motivado 
para desenvolver essa competência? Então vamos 
lá. Avante!
Indústria 4.0
Antes de mais nada, vamos entender o que é a tão falada 
“Indústria 4.0”.
Imagem 4.14 - Industria 4.0
Fonte: Pixabay 
Com a ideia de aumentar a produtividade e competitividade 
com relação aosprodutos asiáticos, a Alemanha cria a chamada 
Indústria 4.0, que vem a ser uma transformação na esfera de 
produção industrial pela tecnologia digital e internet.
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O termo 4.0 é com relação à quarta Revolução Industrial, 
e esta Revolução é motivada principalmente por três grandes 
mudanças no cenário mundial.
Segundo Romano (2020), as mudanças são:
 • Avanço exponencial da capacidade dos computadores 
(entendendo por computadores todos os periféricos 
que realizam processamento de dados);
 • Imensa quantidade de informação digitalizada; e
 • Novas estratégias de inovação.
Com isso tudo é possível integrar todo o processo de 
manufatura de qualquer produto, desde o produto, distribuidores, 
fornecedores e até mesmo as unidades de fabricações.
Claro que o mercado de Internet das Coisas vem 
totalmente de encontro à ideia de Indústria 4.0, pois fará com 
que os equipamentos comecem a se integrar, se comunicar, 
independentemente da ação humana, estarão todos conversando 
24 horas por dia 7 dias por semana.
Atualmente, uma empresa não pode simplesmente chegar 
ao final do expediente e desligar todo o seu maquinário, cenário 
que até algum tempo atrás era o que tinha de ser feito, pois isso 
faria economizar energia elétrica, e deixar ligado seria desperdício, 
pois as máquinas necessitavam de humanos para serem operadas.
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Imagem 4.15 - Humanos operários
Fonte: Pixabay 
As máquinas atuais da indústrias, não são puramente 
mecânicas, são eletrônicas, são “inteligentes”, pois verificam o 
estoque, verificam a demanda de pedidos que entra no sistema, 
calculam o mínimo de desperdício, geram relatórios e operam 
praticamente toda a empresa de modo autônomo, deixando a 
cargo dos humanos o gerenciamento de pessoal e capacitação de 
pessoal para conseguir trabalhar com essas máquinas, fazendo 
delas mais como um colega de trabalho do que uma ferramenta 
para sua produtividade.
Usuários Tecnológicos
Claro que como a indústria está passando por mais esta 
quarta Revolução Industrial, a ponta da cadeia de produção, o 
usuário final, não poderia ser diferente. Está se modernizando e 
tornando-se cada vez mais tecnológico.
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Imagem 4.16 - Homem lendo Jornal
Fonte: Pixabay 
Atualmente, as pessoas estão buscando cada vez mais 
estarem conectadas, o que me faz lembrar uma frase do filme 
“Piratas do Vale do Silício”, a cena onde Steve Wozniak tem que 
ofertar à HP a sua ideia de computador pessoal, e como resposta 
tem a marcante frase: “Steve, acha que uma pessoa comum iria 
querer um computador para que?”.
Qualquer pergunta que se faça será que alguém teria 
interesse no equipamento que estou desenvolvendo? Para que 
alguém iria querer este ou aquele produto? E a resposta a todas 
as perguntas é: sempre terá mercado para todos os produtos, e 
quanto mais inovador e novo, mais mercado terá.
Até 2018, pouco se falava sobre as Smartbands (pulseiras 
inteligentes), mas no momento que elas começam a ter 
comunicação com celulares, deixando de ser apenas relógios, 
controlando os batimentos cardíacos e inúmeras outras funções, 
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passam a ser as “queridinhas” de grande parte da população, 
substituindo os relógios antigos.
Outro exemplo, e vivenciado por este professor que vos 
escreve, é em uma época que trabalhava em uma empresa de 
telefonia celular e estavam implementando internet nos aparelhos. 
Praticamente todos que me rodeavam (de fora da empresa, isso 
incluía família e amigos) me questionavam: qual a utilidade de 
internet em um aparelho de telefone? Hoje eu é que pergunto se 
alguém vive sem internet em seu telefone? Qual é a sua resposta?
Logo, nunca subestime o que alguém pode ou não querer.
Steve Jobs sempre criou os equipamentos mais caros e 
melhores do mundo, não para que quisessem naquele momento, 
mas para que desejassem aquele produto a ponto de o desejo se 
tornar um “querer” suficiente para comprá-lo. Imagina se quando 
Wozniak foi oferecer à HP o computador, se eles tivessem gostado 
da ideia, o que é que seria da Apple?
Os consumidores estão sempre em busca de produtos 
cada vez mais tecnológicos, conectados e inteligentes possíveis.
Profissional Especializado
O profissional envolvido com Internet das Coisas não 
pode ser apenas um especialista em Redes, ou um técnico de 
Informática, ou ainda somente um programador. 
Não! Tem que ser um profissional que entenda de todas as 
áreas, incluindo robótica, mecânica, mecatrônica, conhecedor do 
mercado de TI, um eterno curioso.
Os especialistas em Internet das Coisas conseguem vagas 
em pelo menos seis mercados distintos:
 • Segurança para IoT;
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 • Redes LP SP e LP WAN;
 • Processadores e Microcontroladores;
 • Sistemas Operacionais de tempo real e de Cloud;
 • Padronizações; e
 • Ecossistemas.
O especialista em Internet das Coisas também tem 
que estar envolvido com o meio ambiente, pois quando menos 
o equipamento afetar o ambiente, mais será querido pelos 
consumidores e aceito pela população mundial.
Imagem 4.17 - Profissional de TI
Fonte: Freepik 
Ao olhar a imagem anterior, nos remete um pouco ao filme 
“Minority Report”, este filme está totalmente ligado com a Internet 
das Coisas.
Equipamentos que conseguem ler ondas cerebrais, carros 
autônomos, sistemas de localização em tempo real (mesmo para 
a época do filme não era algo tão comum).
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Não acredito que sejamos um país de “terceiro” mundo. 
Temos toda a tecnologia necessária para criarmos uma 
competitividade com qualquer país melhor colocado em ranking 
de tecnologia.
Para os profissionais da área de tecnologia da informação, 
sempre haverá um lugar ao sol, basta que se adeque às 
necessidades do mercado e crie suas próprias oportunidades, 
buscando aperfeiçoamento, qualificação, certificações.
Perspectiva do Mercado de IoT
De acordo com Gartner (2020), há uma possibilidade 
de crescimento do mercado corporativo de Internet das Coisas 
para 2020, em torno de 21% com relação à 2019, traduzindo em 
números, algo em torno de 5,8 bilhões de dispositivos para 2020.
REFLITA
Mas o que esperar do mercado de IoT?
Pensem em um equipamento, algo que realmente 
gostariam muito, que trabalhasse sozinho para você, que fizesse 
essa ou aquela tarefa, seja na sua casa ou até mesmo em seu local 
de trabalho. Pensou?
Deixa informá-lo de que mesmo sem saber o que você 
pensou, posso afirmar que este produto já existe.
Estamos em um momento que o mercado de IoT nos 
oferece tudo, absolutamente tudo, o que os consumidores querem.
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Quem não lembra da Robô Rose, do desenho animado 
Jetsons? Era o sonho de qualquer família, e este robô que limpa a 
casa sozinho já existe, claro que não do tamanho da “Rose”, hoje 
eles são pequenos, discretos e se carregam sozinhos. Estamos 
falando dos aspiradores e limpadores de chão autônomos.
Claro que não podemos deixar de pensar no carro voador. 
Muitos, certamente, falarão que não existe, mas de acordo com 
a Gazeta Brazilian News (2020), já foi apresentado em uma 
exposição em Miami (EUA) o carro voador pessoal, um híbrido 
de carro com helicóptero, com valor estimado em mais de meio 
milhão de dólares. Lógico que não temos como comparar com 
os carros dos Jetsons com capota fechada em forma de bolha e 
transparente (característica de design da década de 1970 e 1980).
Ainda podemos pensar no mercado de IoT para diversas 
áreas: saúde, meio ambiente, varejo, e qualquer outra área.
Vamos analisar agora os supermercados, onde estamos 
acostumados a entrar, pegar o que necessitamos, ou queremos, 
passar no caixa, onde alguém pegará item por item, registrará e 
empacotará para que possamos levar assim que pagarmos. 
Este é um cenário que está mudando, pois em outros 
países (volto a afirmar que oBrasil tem a tecnologia, mas não 
temos a cultura) já existem supermercados que os clientes pegam 
o carrinho (que já conta com sacolas) e conforme vai colocando os 
itens no carrinho já está sendo contabilizado o valor total. Ao sair 
da loja o próprio carrinho faz a cobrança do valor colocado em seu 
interior, através de cartão de crédito ou débito, e o cliente vai para 
casa sem passar por nenhum caixa.
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Imagem 4.18 - Supermercado inteligente
Fonte: Pixabay 
Com a crise da pandemia instaurada em 2020 no mundo, 
do coronavírus, a população do Brasil começou a adotar medidas 
que antes não eram “naturais” à nossa cultura, como home office, 
realizar compras de comidas via internet, entre outras coisas.
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste 
capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que a indústria está sofrendo uma nova 
Revolução Industrial, chamada de indústria 4.0, ou 
seja, a indústria conectada de ponta a ponta, onde 
do pedido do cliente até a entrega deste pedido tudo 
é monitorado e as máquinas trabalham de modo 
autônomo, através do IoT. Além das indústrias, outro 
personagem está modificando o mercado para o IoT, 
os usuários ditos geeks, ou tecnológicos, que buscam 
cada vez mais novidades no universo de automação. 
Claro que para que tudo funcione e exista, é necessário 
que se tenha um profissional altamente qualificado 
para dar o devido suporte a este mercado que está em 
constante evolução e com muita sede de crescimento 
de tecnologias. Bom, agora que revisamos o último 
capítulo, esperamos que tenha gostado de todo o 
e-book e aumentado seu conhecimento. Nos vemos 
em uma próxima unidade. Até logo!
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ÂNGELO, F. Mercado de IoT projeta movimentar US$ 8 bílhoes no 
Brasil em 2018. Convergência Digital, 17 de out. de 2018. Disponpivel 
em: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/
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APORTE de r$ 160 milhões turbina iot em 2020. JORNAL 
DO COMÉRCIO, 19 de jan. de 2020. Disponível em: https://
www.jornaldocomercio.com/_conteudo/colunas/mercado_
digital/2020/01/720853-aporte-de-r-160-milhoes-turbina-iot-
em-2020.html. Acesso em: 25 mai. 2020. 
BRASIL. Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014. Estabelece princípios, 
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Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-
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BRASIL. Decreto nº 9.854, de 25 de junho de 2019. Institui o 
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Presidência da República, [2019]. Disponível em: http://planalto.
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BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de 
Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Brasília, DF: Presidência da 
República, [2020]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/
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2020. 
GARTNER Says 5.8 Billion Enterprise and Automotive IoT Endpoints 
Will Be in Use in 2020. GARTNER, 29 de ago. de 2019. Disponível em: 
https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases/2019-08-
29-gartner-says-5-8-billion-enterprise-and-automotive-io. Acesso 
em: 25 maio. 2020. 
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por US$ 599 mil. GAZETA BRAZILIAN NEWS, 05 de dez. de 2019. 
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Acesso em: 29 mai. 2020. 
SYNNEX WESTCON. 7 dicas para otimizar a segurança com IoT 
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blogbrasil.westcon.com/7-dicas-para-otimizar-a-seguranca-com-
iot-nas-empresas. Acesso em: 29 mai. 2020. 
ZARAMELA, L. Como o Plano Nacional de Internet das Coisas 
mudará nossas vidas? Canaltech, 27 de jun. de 2019. Disponível 
em: https://canaltech.com.br/internet-das-coisas/decreto-
instaura-o-plano-nacional-de-internet-das-coisas-142751/. Acesso 
em: 29 mai. 2020. 
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