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INTERNET DAS COISAS - IOT Unidade 2 Internet e o Cloud Computing CEO DAVID LIRA STEPHEN BARROS Diretora Editorial ALESSANDRA FERREIRA Gerente Editorial LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria MARCELO DALSOCHIO DIPP JÉSSICA LAISA DIAS DA SILVA 4 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 A U TO RI A Marcelo Dalsochio Dipp e Jéssica Laisa Dias da Silva Olá. Somos Marcelo Dalsochio Dipp e Jéssica Laisa Dias da Silva. Eu, Marcelo, sou formado em Técnico de Redes de Dados e Técnico em Informática pelo CTT Maxwell, Gestão de Tecnologia da Informação na UNISUL, onde atualmente estou cursando a segunda graduação de Licenciatura em Matemática, assim como possuo certificação em ITIL, com uma experiência técnico- profissional na área de Tecnologia de mais de 25 anos. Passei por empresas como a Tim Celular, Spread, Sonda do Brasil, SENAC, Instituto Federal do Sul do Brasil, Alcides Maya entre outros. Escrevo livros didáticos na área de informática e, atualmente, estou escrevendo um segundo livro. Ministro aulas há 7 anos. Sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Eu, Jéssica, possuo graduação em Sistema da Informação e Mestrado em Sistema e Computação na UFRN. Tenho experiência na área de Informática na educação, com ênfase em Mineração de Dados Educacionais como também atual no estímulo dos jovens e crianças no estudo de ensino a programação. Realizo trabalhos e pesquisas voltados ao universo dos jogos digitais inseridos no contexto educacional, como incentivo no ensino dos jovens e aos professores. Atualmente, realizo pesquisas no contexto de disseminação do pensamento computacional para crianças e jovens. As áreas de interesse de estudo são: Educação, Engenharia de Software, Mineração de dados, Pensamento Computacional, Jogos Digitais Educativos e Gerenciamento de projeto. Por este motivo, fomos convidados pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estamos muito felizes em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte conosco! 5INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 ÍC O N ES OBJETIVO DEFINIÇÃO NOTA IMPORTANTE EXPLICANDO MELHOR VOCÊ SABIA? SAIBA MAIS ACESSE REFLITA RESUMINDO ATIVIDADES TESTANDO 6 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Entendendo as redes ................................................................. 9 Como tudo começou ........................................................................................... 9 O que são efetivamente as redes? .................................................................11 Como são formadas as redes e o que é que elas interligam .................... 13 Conceito de DNS ...................................................................... 17 Domínio ...............................................................................................................17 Tipos de DNS ......................................................................................................20 Como funcionam os Servidores de Nomes ..................................................22 Como Instalar os Servidores de Nomes ........................................................24 Como os dados trafegam na rede .......................................... 26 Bits ou Bytes.........................................................................................................26 Bits (b) ....................................................................................................26 Bytes (B) .................................................................................................28 Velocidades de navegação ................................................................30 Como os dados navegam .................................................................................32 Formas de conectividade ........................................................ 34 Equipamentos para conectividade .................................................................34 Roteador ...............................................................................................35 Switch ....................................................................................................35 HUB ........................................................................................................36 Ponto de Acesso / Repetidor ............................................................36 Dongle WiFi...........................................................................................37 Links .....................................................................................................................38 Tipos de Redes ...................................................................................................39 PAN – Personal Area Network ............................................................. 40 LAN – Local Area Network ...................................................................40 MAN – Metropolitan Area Network ..................................................... 41 WAN – Wide Area Network ...................................................................41 SU M Á RI O 7INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 A PR ES EN TA ÇÃ O Nessa unidade, iremos abordar o tema de Internet e Nuvem. Entenderemos o propósito da criação da internet, que muitas vezes é esquecido, e não só o lembraremos, mas conheceremos mais a fundo. Está surgindo também uma possível nova internet (uma nova rede paralela à internet que conhecemos), e iremos apresentá-la a vocês. Saberão a diferença entre Internet e Nuvem, que por vezes pode parecer semelhante, mas são conceitos diferentes. Como abordaremos temas de nuvem, ou mais conhecidamente “Cloud Computing”, iremos expor os tipos que existem na nossa internet. Como se não fosse bastante conteúdo, também mostraremos como hospedar um serviço “online”. Espero que gostem dessa aventura virtual na qual estamos embarcando. Contem conosco até o final desta unidade! Bons estudos! 8 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 O BJ ET IV O S Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: 1. Conhecer o propósito de criação da internet. 2. Entender a diferença entre internet e nuvem. 3. Saber diferenciar os tipos de nuvens existentes na nossa internet. 4. Saber como hospedar serviços online. Mãos à obra e vamos ao conhecimento! Contem conosco! 9INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Propósito da criação da internet OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender o propósito de criação da internet, de que forma ela foi criada e como ela se tornou a maior rede de computadores do mundo. Além de tudo isso, também saberá que existem outras redes querendo competir com a internet e como isso pode ou não nos afetar. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Vamos lá. Avante! Criação das redes A Agência de Projetos e Pesquisa Avançada do governo estadunidense (ARPA) entendeu que a descentralização dos dados era de fundamental importância, pois, com a corrida espacial acontecendo e a União Soviética conseguindo mandar foguetes e seres vivos (cadelas e homens) para o espaço, poderiam criar um míssil-foguete que pudesse atingir o Pentágono (maior quartel militar dos Estados Unidos), e assim não haveria possibilidade de um eventual “revide”. Imagem 2.1 - Pentágono Americano Fonte: Pixabay 10 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 A descentralização começou com a ARPA se tornando DARPA, ou seja, deixando de ser apenas uma agência de projetos e pesquisa para se tornar uma agência de defesa de projetos e pesquisa. Essa diferença fez com que deixasse de ser apenasum órgão do governo para se tornar um departamento militar. A DARPA instalou os seus computadores dentro de universidades, pois, segundo Tuner e Munoz (2002), os Estados Unidos haviam encomendado um estudo para avaliar como suas linhas de comunicação poderiam ser estruturadas de forma que permanecessem intactas ou serem recuperadas no caso de um ataque nuclear, e assim, de acordo com Abreu (2020), seria uma proposta de sobrevivência aos elementos (equipamentos) participantes, pois não estariam conectados de um modo hierárquico. [...] a disposição em rede permitia a não ameaça ao cabeça do programa, caso fosse atacada. Era crucial que a arquitetura do sistema fosse diferente daquela apresentada pela rede de telefonia norte-americana. (Abreu, 2020, p. 2) Até o ano de 1969, o conhecimento era registrado através dos livros, como pode ser visto na imagem a seguir. A partir desta data, com a criação das redes, a informação passa a ser difundida por esta malha de cabos e fios que interligam os diversos computadores, inicialmente entre as universidades e, posteriormente, entre os seus alunos e usuários finais, chamados de internautas. 11INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Imagem 2.2 - Biblioteca Fonte: Pixabay Criação da internet A internet que conhecemos atualmente, nem sempre foi assim. Até meados da década de 1990, quando alguém queria conseguir informações pelo computador, diretamente em suas casas, tinham que se conectar a uma BBS (Bulletim Board System – Sistema de Quadro de Notícias). EXPLICANDO MELHOR Não existia a internet ainda, conceito este que só foi criado nos anos 1990 e tornou-se popular no Brasil a partir de 1995 efetivamente, principalmente pela novela “Explode Coração” da Rede Globo de Televisão, onde a personagem “Dara” da novela inicia uma relação virtual com o “Júlio”, outro personagem desta novela. vAs BBS eram sistemas montados tanto por pessoas físicas, empresas de telecomunicações ou órgãos do governo, e funcionava com os usuários fazendo seus computadores ligarem (literalmente através da linha telefônica) para a BBS que queriam acessar informações e, após a conexão feita, não existia uma interface “bonitinha”, pois o ambiente era todo de texto, sem o uso de mouse. 12 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Os “proprietários” das BBS decidiam o que iriam publicar em seus sistemas. Um exemplo de BBS era do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que publicava como estaria a previsão do tempo, não só para o dia seguinte, como mostravam os telejornais da época, mas como para cinco dias para frente. Existiam inúmeras outras BBS e dos mais variados assuntos. Era como se cada BBS fosse um provedor próprio de uma rede particular. Mais ou menos como são os sites hoje em dia, cada um com seu domínio próprio (no caso o endereço de acesso era o telefone do modem). Nesta época, não existia uma BBS que tivesse acesso a todos os conteúdos de todas as BBS (estilo Google de hoje em dia, que acessa todos os sites para pesquisar o que você procura). Internet Segundo Barros (2020), o termo internet data de dezembro de 1974, onde haviam criado um protocolo capaz de intercomunicar diferentes tipos de redes, desta forma, tendo então a INTERNET (INTER significando Interconnection, “interconexão” em inglês, e NET que significa “redes” em inglês). O protocolo criado e desenvolvido foi o TCP (Transmission Control Protocol – Protocolo de Controle de Transmissão) e juntamente com o IP (Internet Protocol – Protocolo de Internet) que é responsável pelo endereçamento das máquinas na internet, criam as regras de como será a comunicação, transmissão e endereçamento de todos os computadores da internet. Em 1992, Tim Bernes-Lee (TBL), um físico e cientista da computação, nascido em Londres, criou a World Wide Web (termo completo para a abreviatura de “www”, que quer dizer “Grande Teia Mundial” em inglês), com a ideia original de criar a 13INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Organização Europeia para investigação Nuclear. Dessa forma, a comunicação seria criando documentos que todos pudessem acessar e trabalhar juntos através dos hipertextos (linguagem HTML utilizada para criação dos sites atuais). Um exemplo desses códigos pode ser visto na imagem a seguir: Imagem 2.3 - Código HTML Fonte: Pixabay EXPLICANDO MELHOR A linguagem HTML, como o próprio nome diz, é uma linguagem, não sendo considerada uma programação, mas uma forma de se escrever um documento. O crescimento exponencial Com a criação de TBL, o HTML tornou-se uma forma fácil de escrever documentos, e o melhor, documentos que pudessem ser acessados de qualquer computador, bastando apenas que um computador estivesse conectado à rede e ligado em tempo integral (sendo um servidor, assunto que falaremos mais adiante). 14 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Assim, nascem os provedores de internet, onde são computadores ligados a outros computadores, que por sua vez estão ligados a inúmeras outras redes mundiais. Ainda assim, achar algo na internet era uma tarefa um tanto quanto complicada, pois você necessitaria saber o endereço do site para abrir determinado conteúdo, mais ou menos como as antigas BBS, porém agora “meu” computador já estava conectado àquela grande rede, a famosa WWW, só restava saber o URL do site que eu queria visitar. Surge, neste momento (por volta de 1995), o site do “CADÊ?”, que funcionava como um site de buscas, só que os sites para serem achados tinham que se cadastrar no “CADÊ?”, diferente do Google que tem um algoritmo de busca que pesquisa pelo conteúdo do código da página. Após o “CADÊ?”, vieram outros sites, mas a partir de 1999, o Google entra com força na internet “brasileira”, já conseguindo localizar os mais variados sites nacionais, e agora sem a necessidade de cadastramento. Além dos sites de buscas, como o “CADÊ?”, “Yahoo!”, “AltaVista” e “Google”, outro fator que fez com que a internet crescesse de forma muito acelerada, foi o barateamento de conexão e conexões mais rápidas, que não eram mais só as tradicionais conexões discadas por modens, mas entrando formas de conexões por ISDN, ADSL, Cable Modem (conexão normalmente realizada por operadoras de TV fechada), conexões por celular (EDGE, GPRS, 3G, 4G e 4,5G), Fibras Ópticas e Rádio comunicação. 15INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 As velocidades das linhas discadas não passavam de 56 quilobit por segundo (kbps), já as conexões atuais estão chegando a 500mbps, ou seja, mais de 1000 vezes mais rápidas do que as de conexões discadas. Serviços online Anteriormente, foi comentado que existem servidores na internet, que nada mais são do que computadores conectados no tradicional 24x7 (24 horas por dia, 7 dias por semana). REFLITA Mas o que esses computadores oferecem de serviços? Até alguns anos atrás (até meados da primeira década do milênio, de 2000 até 2010), a internet basicamente servia como uma imensa biblioteca, tendo um ou outro serviço de venda online, mas sendo sua grande parte apenas sites para divulgação de produtos e serviços das empresas e materiais de conteúdo estáticos. A partir dos anos 2005, com o aumento das vendas de celulares que se conectam à internet, novos serviços foram sendo ofertados virtualmente, como o acesso a músicas, bancos (podendo ver extratos, realizar pagamentos e transferências), mais sites passam a ofertar vendas diretamente pelos sites e não só nas lojas físicas, começam a existir empresas que são totalmente virtuais, não tendo mais lojas físicas e as que eram totalmente tradicionais varejistas passam a entrar neste novo mundo digital. 16 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Imagem 2.4 - Comércio digital Fonte: Pixabay Atualmente, temos serviços de streaming de vídeos, streaming de músicas e também uma moeda que não existe no mundo físico, somente no digital (o BitCoin e seus derivados). Fazendo com que o mercado financeirotambém sofra suas mudanças do ambiente real, cheio de corretores e todos gritando para um modo mais “amigável”, como o sofá de sua própria casa, que servirá além de operar na bolsa, assistir a um filme, ouvir sua música, fazer suas transações bancárias ou, quem sabe, realizar compras com apenas alguns cliques. 17INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido o que é e como a internet foi criada, o que foi fator decisivo para sua criação. Compreendido que o crescimento da internet se deu de fato por inúmeros fatores, como a mudança de tecnologias de conexões, equipamentos que os usuários passaram a adquirir, como os celulares, e outro fator importante são as conexões muito mais rápidas do que era imaginado até o final dos anos 90. Para finalizar o nosso capítulo, vimos o que são servidores e alguns serviços que são disponibilizados na internet para que você possa ficar no conforto de sua casa usufruindo de toda esta comodidade que a rede nos oferece. Esperamos que tenha gostado até aqui, mas não acabou, estamos no início de nosso estudo. Então, agora continue conosco e lhe apresentaremos muito mais coisas interessantes. 18 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Diferença entre internet e nuvem OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender a diferença entre internet e nuvem, o que é produto ou serviço. Saberá também o quanto a Inteligência Artificial está fazendo parte das nuvens e como uma está ajudando a outra a crescer cada vez mais. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Vamos lá. Avante! Definição de internet Já definimos anteriormente que tecnicamente a internet é a interconexão de milhares de redes tornando-as uma só, onde em algumas redes possuem servidores que hospedam alguns serviços. REFLITA Mas para o usuário normal, aquela pessoa que navega na internet, o que é a internet? Para esta pergunta teremos inúmeras respostas, a começar que muitas pessoas se referem à internet como sendo o “Google”, a página do Google. Inclusive, muitas dessas pessoas não sabem entrar nos sites sem ao menos realizar uma pesquisa neste site de busca. Outras pessoas associam a internet ao uso exclusivo do navegador de sites, mas acredito que vocês saibam que a internet vai bem mais além, sendo utilizada em jogos online, software (programas de computadores) que fazem o compartilhamento de arquivos, envio e recebimento de e-mail através de programas específicos de e-mail, chamados de clientes de e-mail, alguns 19INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 programas bancários que não utilizam navegadores e sim uma aplicação própria, programas para aprender novas línguas e outras inúmeras funcionalidades, programas, sistemas que não necessitam especificamente de um navegador de internet. SAIBA MAIS Os navegadores [browsers] mais comuns de internet atualmente [2020] são: Microsoft Edge (Microsoft); Chrome (Google); Opera (Opera); Brave (Brave) e Firefox (Mozilla). O primeiro nome é o nome do produto e o nome entre parênteses é o desenvolvedor do produto. Se todas essas funcionalidades que vimos não fossem o suficiente, temos ainda serviços como de acesso remoto, gerenciamento de banco de dados, plataformas de gerenciamento empresariais que possibilitam o uso do “home office” para seus funcionários, além de inúmeros outros serviços, mas não podemos deixar de mencionar a famosa IoT (Internet of the Things – Internet das coisas), que vem a ser conectar agora não só um software ou um sistema, mas também um equipamento que vai trabalhar com dados recebidos via internet. Um exemplo de IoT, é uma geladeira ligada à internet, onde muitas pessoas diriam que seria uma perda de tempo este tipo de equipamento conectado à rede, mas parem e pensem um pouco. Se quando forem colocar algo dentro da geladeira, antes, ela terá que ler o código de barras do produto (hoje não existe nada sem código de barras), e ela é que indicará onde deve ser armazenado o produto em seu interior. Ao abrir a geladeira novamente, e você consumir um pouco do leite que estava armazenado lá dentro, ao recolocar o leite na geladeira, ela já faz o cálculo (através de uma micro balança) de quanto foi consumido, e se o leite estiver no final, esta mesma geladeira já faz um pedido ao supermercado para entregar mais um litro de leite em sua casa. 20 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Acreditem, esse cenário que citei acima já é real, já existe este tipo de geladeira. Assim como cafeteiras, carros, cortinas, e milhares de outros equipamentos que chamamos de equipamentos inteligentes. Imagem 2.5 - Casa inteligente Fonte: Pixabay Então, para que tudo funcione, é necessário que todos esses programas e equipamentos estejam conectados a uma única rede, a Internet. Definição de nuvem Até meados da primeira década do nosso século, a internet era representada como uma nuvem, ou seja, algo intangível, incapturável, alguma coisa sem uma forma definida. Já vimos que na internet existem inumeráveis tipos de serviços e que a internet é, segundo Indika, 2020: “It is actually a network of networks” (Esta é atualmente a rede das redes). Mas este conceito inicial de nuvem para internet foi sendo modificado para a internet como sendo um “céu” e as nuvens pertencem a este “céu”. 21INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 REFLITA Mas então o que seriam essas nuvens? Imagem 2.6 - Nuvens Fonte: Pixabay Cada nuvem neste céu da internet simboliza um serviço disponibilizado por alguém, é como se cada empresa que disponibilizasse um serviço na internet e tivesse uma chaminé expelindo sua própria nuvem, como na imagem a seguir. 22 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Imagem 2.7 - Chaminés expelindo nuvens Fonte: Pixabay Sendo agora um pouco mais técnico, a Cloud Computing (Computação em Nuvens) é segundo Indika, 2020: “is the emerging technology of delivering many kings of resources as services” (“é uma tecnologia emergente de entrega de muitos tipos de recursos e serviços”). Ou seja, é como se as empresas utilizassem a grande rede mundial de computadores para entregar serviços e até mesmo recursos para seus clientes. Um exemplo de Cloud na internet é a Amazon, uma loja virtual, em que além de venderem produtos, oferecem o serviço de aluguel de computadores virtuais (Virtual Machines) para que as empresas tenham esses computadores 100% conectados e com garantia de que nunca sairão do ar (enquanto estiverem contratando este serviço). Outro exemplo é a nuvem da Netflix, que oferta a seus clientes a possibilidade de ver filmes e séries em diversos tipos de equipamentos (desde celulares, computadores a televisores e projetores) sem sair da comodidade de seus lares para ter que pegar um filme em uma locadora. 23INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Diferenças entre produtos e serviços Nos nos itens anteriores deste capítulo, falamos sobre produtos e serviços, como tudo pertencente às nuvens existentes na internet. REFLITA Mas pense por um instante, você saberia dizer a diferença entre produto e serviço? Muitas pessoas provavelmente, e certamente, dirão que é a mesma coisa. Porém, para o mundo dos negócios, e, sim, temos que entrar neste mundo da administração também, são coisas completamente diferentes. Produtos Produto para o mundo dos negócios é algo que podemos fabricar, ou como o nome nos informa, produzir. Imagem 2.8 - Produtos Fonte: Pixabay 24 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 É algo que podemos entregar fisicamente a nosso cliente e este poder dizer que é dele, sendo esSe produto com um prazo de validade definido ou vitalício. Os produtos demandam manufatura, logística e entrega para os clientes da empresa. Deacordo com Krumheuer (2020), o produto é o resultado de uma atividade humana, ou de algum processo natural, mas que seja produzido por algo, e tem relação com um processo de produção. Um processo de produção natural, é a agricultura, produção de mel, geração de petróleo, entre outros, onde os humanos não têm que fabricar o produto base, a natureza mesmo se encarrega de produzi-los. Cabe então ao ser humano fazer o devido beneficiamento daquele produto para gerar outros subprodutos para sua revenda ou então vendê-los como são recebidos da natureza. Serviços A imagem a seguir faz uma referência ao serviço que um cão está prestando ao militar, que deve estar em algum local de confronto armado, que é dando o carinho que aquele homem certamente está necessitando naquele momento. 25INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Imagem 2.9 - Serviço do cão Fonte : Wikimedia Commons Serviço é a realização de uma tarefa ou atividade para atender demandas sem envolver mercadorias/produtos. A palavra serviço vem do verbo servir, ou seja, entregar uma atividade intangível para alguém que, ou não saiba fazer, ou não esteja com condições de fazer naquele momento. Quando vendemos um produto, um carro, por exemplo, agregamos à aquela compra uma garantia do funcionamento dele e das peças. Estamos, na verdade, falando que o comprador fará duas compras: um produto e um serviço, onde terá a parte tangível, o próprio carro, e a parte intangível, que é a manutenção do carro. Quando temos problemas com telefone, automaticamente ligamos para a operadora de telefonia para que resolvam nosso problema. Mas eles nos entregaram algo além do aparelho de telefone? A resposta é NÃO! Não, eles simplesmente corrigem algo no sistema deles e nossa linha volta a funcionar. 26 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Com isso tudo que estudamos até agora, podemos definir qual a utilidade da nuvem, ou seja, entrega de serviços para os usuários finais, para que eles não necessitam se locomover até uma loja física, damos mais comodidade e garantias do que eles buscam. Nuvem e Inteligência Artificial Muitos têm medo da IA (Inteligência Artificial), inclusive o próprio Stephen Hawking, com sua afirmação feita em entrevista à revista WIRED em novembro de 2017 e publicada em dezembro daquele mesmo ano: Nós precisamos seguir adiante no desenvolvimento de Inteligência Artificial, mas também precisamos ser conscientes dos seus reais perigos. Eu temo que a IA talvez venha a substituir a humanidade. Se as pessoas desenvolvem vírus de computador, alguém vai desenvolver IA que replica a si mesma. Esta será uma nova forma de vida que superará os humanos. REFLITA Mas o que vem a ser a Inteligência Artificial, então? A AI nada mais é do que uma programação de computadores, que faz com que os computadores aprendam novas coisas com o passar do tempo e tomem decisões cada vez mais assertivas para os humanos. Pode parecer algo estranho em um primeiro momento, mas acredite: você está usando AI todos os dias da sua vida. Ao pesquisar algo no Google, como não existe uma lista de todos os sites do mundo, eles (computadores e servidores) 27INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 fazem uma busca e já tentam acertar de um modo mais preciso o que você está buscando. Inclusive, baseado em suas próprias buscas, começam a aparecer propagandas relacionadas às suas buscas. Muitas vezes você pode até achar coincidência, mas não é. É pura PROGRAMAÇÃO e INTELIGÊNCIA ARTICIAL do Google para apresentar os resultados. Imagem 2.10 - Inteligência Artificial Fonte: Pixabay Mas se vai facilitar minha vida, o que eu tenho que temer e onde está instalada essa “temida” IA? Realmente facilitará sua vida, pois teremos médicos e enfermeiros robóticos, altamente esterilizados, em que garantirão uma precisão maior e mais assertiva dos diagnósticos e cirurgias, teremos tarefas que seriam consideradas de altíssimo risco à vida humana agora executadas por máquinas, garantindo a integridade humana, e claro, inúmeras outras formas de inteligência em que as máquinas tomarão as decisões. O nosso temos não será das máquinas tirarem os empregos humanos, mas de elas dominarem a população humana, tornando-as escrava das máquinas. Essa inteligência não estará alocada de forma independente e isolada 28 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 nos chips das máquinas, mas de modo interligado através de nuvens de serviços que vamos criando. Parece ser um cenário apocalíptico, mas se tomarmos os devidos cuidados, sempre teremos espaço para elas e para nós. SAIBA MAIS Ficou interessado em estudar um pouco mais sobre esse assunto? Assista aos filmes “Eu Robo!”, “Transcendence”, “O Homem Bicentenário”, “A.I.” e “Minority Report”. São excelentes filmes para abrir seus horizontes para este assunto! RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que internet é, na verdade, uma grande rede de computadores que interliga o mundo inteiro, que nuvens são, na verdade, serviços prestados aos usuários de internet, podendo haver milhares de nuvens expostas nesta grande teia da internet. Aprendeu também a diferença entre produto e serviço, conhecimento de fundamental importância, uma vez que trabalhará com a internet para ofertar Internet das Coisas para os usuários ou até mesmo para você. Além disso, estudamos o conceito de Inteligência Artificial, que se refere à capacidade das máquinas de aprender automaticamente. Isso tem implicações, pois essas máquinas podem assumir tarefas que, de outra forma, poderiam colocar em risco a vida humana. Esperamos que tenha gostado, mas recém estamos na metade de nossa unidade. Vamos ao trabalho para os próximos capítulos? Conte conosco! 29INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Tipos de nuvens OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender os diferentes tipos de nuvens, assim como suas arquiteturas. Saberá os benefícios de se utilizar uma nuvem, seja ela criada por você ou então contratada de algum lugar e seus desafios. Além disso, aprenderá sobre a questão de segurança dos dados. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Vamos lá. Avante! Arquitetura e Tipos de Nuvens Já entendemos o que as nuvens podem oferecer, mas a pergunta que fica para responder é: “Como posso migrar para a nuvem?”. Antes de realizarmos essa migração, que tem se acelerado em função de pandemias e home offices, fazendo com que mais trabalhadores fiquem em casa e menos necessitem sair, é preciso analisar se os serviços prestados pela rede suporta uma nuvem, seja de acesso remoto, seja de web conferência, ou de que tipo for. Para tanto, é necessário que conheçamos como é uma arquitetura de nuvem. Arquitetura de Nuvens Sempre que pensamos em migração para a nuvem, uma loja colocar seus itens à venda na internet – por exemplo, não podemos fazer isso sem consultar uma equipe de especialistas para ver a viabilidade e forma dessa transação. 30 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Imagem 2.11 - Cloud Fonte: Pixabay Para que possamos arquitetar da melhor forma uma nuvem para a empresa, é necessário que verifiquemos alguns itens: • Software como serviço; • Plataforma como serviço; • Infraestrutura como serviço; • Tempo de migração; e • Usuários que serão afetados. Se tivermos claro o que realmente usaremos da nuvem (um software (como exemplo temos o Microsoft Office 365 que já está disponível totalmente online); uma plataforma (um sistema operacional ou um banco de dados, por exemplo); uma infraestrutura (computadores virtuais, redes privadas virtuais)), ficará muito mais fácil de definir quais e como serão afetados os 31INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 usuários e quanto tempo levará para migrarmos este serviçopara a nuvem, causando o menor impacto possível. Logo, para planejarmos a arquitetura da nossa nuvem, temos que levar em conta muitos fatores, mas não podemos esquecer o tipo de nuvem, que será visto agora na sequência. Tipos de Nuvens Para que possamos entender os tipos de nuvem, antes é necessário entender que existem três tipos de nuvem, que definem como será e quem fará e de que forma será o acesso à esta nuvem e, principalmente, aos dados que esta nuvem disponibilizará para os usuários. Assim como em uma rede de computadores, principalmente redes corporativas, que existem os usuários que são administradores, usuários estes que possuem plenos poderes dentro da rede, e tem os usuários comuns que estão limitados a acessar somente determinado conteúdo, na cloud (nuvem), também temos os tipos de cloud que definem todas as questões expostas no parágrafo anterior. Os três tipos de nuvem que existem são: Pública, Privada e Híbrida. A pública, como o nome já informa, é onde um provedor oferta um serviço e alguém contrata, mas os dados estão guardados fora da empresa, de poder deste provedor. Este tipo de nuvem é utilizado por qualquer pessoa ou empresa. Podemos citar como exemplo desse tipo de nuvem o Google (com todos os seus serviços), a Microsoft (com o OneDrive e o Office), a Amazon, e muitos outros provedores de serviços online. 32 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 A privada é uma nuvem da própria empresa, em que são instalados servidores para que somente seus funcionários tenham acesso e os dados serão armazenados dentro da empresa, garantindo maior sigilo destes dados. Claro que neste tipo de nuvem os custos para implementação passam a ser maiores. A híbrida, como já se espera pelo nome, é uma junção dos dois tipos anteriores, onde a empresa optaria por uma nuvem pública para dados de menor valor e uma nuvem privada para o financeiro, por exemplo. Os tipos privado e híbrido são normalmente utilizados por médias-grandes e grandes empresas. Benefícios das Nuvens A Cloud Computing (Computação em Nuvem) nos traz alguns benefícios, tanto para quem as acessam (usuários da empresa ou até mesmo o cliente) como para a própria empresa. Imagem 2.12 - Benefícios da Cloud Fonte: Pixabay O primeiro dos benefícios, sendo quase unânime entre todas as empresas de TI (Tecnologia da Informação), é a ECONOMIA. Pois gerará uma redução de custos enorme para a empresa, uma 33INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 vez que a empresa não precisará investir em equipamentos (caso dos tipos de nuvem PRIVADA ou HÍBRIDA), infraestrutura e pessoal qualificado para operar e cuidar desta nuvem. Outro benefício é a DISPONIBILIDADE, pois, uma vez que se contrata uma nuvem para a sua empresa, você está informando de que a sua rede vai trabalhar 24x7 (já informado em capítulos anteriores deste e-book o que significa), gerando assim acesso a qualquer hora e qualquer lugar, tanto para os clientes como para os próprios funcionários. Neste quesito do funcionário poder acessar a qualquer hora o sistema, pode ficar a dúvida para os empresários: será que meus funcionários não estão fazendo horas extras para me cobrar depois? Como controlarei isso tudo? Todo e qualquer acesso à nuvem é registrado através de um login e senha, e gravado em um arquivo o momento exato que o usuário entrou no sistema e também quanto tempo ele permaneceu conectado. Dessa forma, os empresários atuais não só podem cobrar uma certa pontualidade (por exemplo: acessar a plataforma somente em horário de expediente) ou então metas a cumprir, sem necessariamente cumprir uma carga horária mensal. Já que estamos falando um pouco de home office, não podemos deixar de mencionar a MOBILIDADE, fator crítico para toda e qualquer nuvem. Existem nuvens que os usuários só podem acessá-las através de um computador com um software específico, ou seja, gerando uma dificuldade para usuários mais leigos e, dessa forma, afastando a ideia de acessar o sistema de qualquer lugar. Mas em contrapartida, existem outras nuvens que possibilitam o acesso tanto por computador, celular ou tablet, de forma simples, 34 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 pelo próprio navegador. Neste caso, gerando a devida mobilidade para acesso a qualquer hora e em qualquer lugar. Um benefício que as empresas cada vez mais buscam e é facilmente alcançado com a nuvem é a SUSTENTABILIDADE e ECO-RESPONSABILIDADE, pois os serviços prestados na nuvem dificilmente necessitarão de impressões desnecessárias, sendo todo e qualquer documento ficando armazenados em servidores virtuais, a economia de energia, espaço físico, infraestrutura e refrigeração de grandes equipamentos também não será mais necessário, causando menor impacto ao meio ambiente e reduzindo drasticamente a emissão de dióxido de carbono na atmosfera. Temos inúmeras outros benefícios, mas citarei mais um, que considero tão crítico como os outros, mas importante também. Em dias onde a economia se faz necessária, ficar contratando profissional de TI para fazer manutenção de mouses, teclados, instalação de sistemas, reinstalação de servidores, parar servidores para uma manutenção preventiva, ou pior ainda, reativa, é muito complicado, por este motivo a cloud traz o benefício de OTIMIZAR UMA EQUIPE DE TI, para que só fiquem na empresa quem realmente é necessário e qualificado. Desafios das Nuvens É maravilhoso se ver os benefícios, isso que vimos apenas alguns deles, mas claro que sabemos que por trás de todos os benefícios também vem junto alguns desafios a serem vencidos pela cloud computing. 35INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Imagem 2.13 - Desafios Fonte: Pixabay Apesar de muitos profissionais dizerem que estamos acessando à internet cada vez com maiores velocidades, o ACESSO À INTERNET, é um dos grandes desafios a serem vencidos para utilizar uma Cloud. Ainda existe uma parcela da população que não possui acesso à internet ou, caso possua internet, está com uma banda de internet muito pequena (de 5 à 15 Mbps) que para um acesso a determinados sistemas (por exemplo um streaming de vídeo, pois neste tipo de banda pode ficar travando o vídeo ou a voz, e com isso não reproduzir corretamente uma aula). Outro fator desafiante para a Cloud, mesmo atualmente as empresas estarem investindo pesado neste item, é a SEGURANÇA DOS DADOS, e é justamente isso que muitos usuários tem receio de utilizar a internet. Sempre fazem perguntas e afirmações recorrentes, como “Será que posso mesmo colocar meus dados aqui?”, “Não estou certo de que não vão dar meus dados para outras empresas!”, “Comprar pela internet, não, pois não é confiável!”, e tantas outras. As empresas têm que mostrar tanto para os usuários internos como para os clientes que os sistemas são seguros e que eles podem utilizar sem nenhum medo. 36 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Assim como as empresas tem que ensinar e orientar os usuários sobre a CONFIABILIDADE, é necessário os empresários também confiarem no sistema para implementarem em suas empresas, pois muitos, mesmo realizando direto transações online (bancárias, compras, entre outras) não querem “arriscar” colocar suas empresas na web ou ainda tentar entrar em um mundo de home office pelos motivos já apresentados anteriormente. Segurança e Proteção dos Dados Falamos anteriormente que a segurança é um dos fatores críticos para a cloud empresarial “abrir” suas portas para o mundo, pois envolve dados de clientes, de mercado, de fornecedores, e milhares de outros dados. Os Bancos de Dados hoje não podem ser colocados em uma simples planilha de Excel, tem que ser em programas protegidos. REFLITA Mas como garantir segurança e proteção dos dados de minha empresa? Imagem 2.14 - Segurança digital Fonte: Pixabay 37INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Segundo a AMAZON (2020), “A segurança na nuvem é muito parecida com a segurança nos seus datacenterslocais, só que sem os custos de manutenção de instalações e do hardware”. Com isso, podemos entender que devemos cobrar dos provedores os mesmos quesitos de segurança que aplicaríamos (ou aplicamos) em datacenter locais, em uma infraestrutura local. Seguindo ainda alguns autores, de acordo com Machado e Araújo (2020), não é pelo motivo que vamos utilizar um provedor que não devemos questionar se este utiliza criptografia, se passa por processo de auditorias regulares e se obedece algum tipo de padronização ou certificação ou se mesmo não tendo certificação ou padronização se utiliza de ferramentas de segurança. Com isso, podemos entender que a segurança aplicada em nosso ambiente virtual tem que ser no mínimo igual à que aplicaríamos em nosso ambiente físico. RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que as nuvens podem ser de vários tipos e de arquiteturas diferentes, uma nuvem pode ser tanto pública, que é o modelo mais conhecido, ou então privada, totalmente restritiva a quem acessa. Vimos também os benefícios que as nuvens trazem para as pessoas, como comodidade, sustentabilidade, economia, mas também vimos que há muito o que vencer ainda para que todos possam realmente confiar na nuvem, começando pelos empresários que temem ainda colocar seus negócios nela, sobre a questão da segurança, tanto por parte da empresa como do usuário que acessa seus serviços e não podemos deixar de falar que a velocidade da internet é também um fator muito forte para a baixa adesão a estes serviços. Então? Gostou de todas estas informações? Falta pouco agora, mais um capítulo apenas. Vamos juntos para obter mais conhecimento! 38 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Hospedando serviços online OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como hospedar um serviço online, o que vocês precisar analisar para hospedar este serviço, de que forma fazer a migração para a nuvem, analisar o seu downtime, o retorno de investimento e claro, como gerenciá-la. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! Migrando serviços para a Cloud Como pode ser observado na imagem a seguir, temos uma pessoa pensando em diversas nuvens. Imagem 2.15 - Pensamento como ir para Cloud Fonte: Pixabay Para uma pessoa física, migrar tudo para a nuvem é muito mais tranquilo do que uma empresa. Isso se dá pelo motivo de que a pessoa física não tem tanta informação a perder e também pelo motivo de que os provedores de storage (armazenamentos virtuais), como Google Drive, DropBox e OneDrive já são consolidados no mercado e não correm mais o risco de “quebrar”, vindo a perder os dados dos clientes que foram armazenados em seus sites. 39INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Mas quando estamos falando de empresas, o tamanho de espaço de armazenamento não deve ser apenas 1 TB (terabyte), como seria para um usuário final, estamos falando de dezenas ou centenas de terabytes, e apesar dos provedores citados já serem empresas consolidadas, as vezes é necessário que se tenham muito mais segurança para os dados, pois estaríamos tratando com dados muito mais sensíveis. Além de espaço de armazenamento, é necessário verificar também a questão de facilidade de migração, o quando essa fase pode ou não afetar os serviços dos usuários da empresa. Se não fosse bastante ter que verificar o armazenamento e a facilidade de migração, é necessário também levar em conta a adesão dos usuários da empresa, pois quando estamos comentando de pessoas físicas, só adere aos serviços de nuvem quem realmente deseja, mas no caso de empresa, nem todos os usuários “gostam” das nuvens, e tentam, em algumas vezes, até boicotar os sistemas online. De acordo com a Redação EVEO (2020), é necessário que as partes (empresa e usuários da empresa) estejam envolvidas nesta migração. Para garantir este envolvimento mais forte é bom que a empresa explique aos seus usuários por que optou por colocar seus dados na nuvem e como isso será positivo para toda a corporação. O que é DownTime Toda a migração tem seu lado bom, mas também tem seu lado ruim, que é a indisponibilidade do serviço, esta indisponibilidade é chamada de DOWNTIME, que significa o quanto o serviço pode ficar fora do ar sem causar grandes impactos para o cliente. 40 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Mas talvez você esteja se perguntando: REFLITA E é permitido deixar o serviço fora do ar? Sim, desde que esteja em um contrato que foi assinado pelo cliente ao contratar determinado serviço. O Downtime é um período de desligamento do sistema para que possa ser realizada as devidas manutenções dos equipamentos e os próprios sistemas do provedor de serviço da nuvem. Imagem 2.16 - Relógio parado Fonte: Adobe Stock Assim como o relógio acima está parado, pois foi o momento em que ele foi registrado, os sistemas também necessitam parar de vez em quando. Para um usuário simples, ter um sistema fora do ar não atrasa em muitos seus prazos, pois pode fazer seu trabalho um pouco mais tarde, mas para uma empresa, ficar sem o sistema de pagamento de cartões por dez minutos significam muitas perdas de vendas. 41INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Dificilmente uma pessoa pensa em frases de relatividade de Albert Einstein como: “O Tempo é relativo e não pode ser medido exatamente do mesmo modo e por toda a parte”, mas é necessário visualizarmos que existe sim esta diferença do tempo de uma pessoa para a outra. O Downtime é necessário, resta saber se está de acordo como que você aceita ou não. Para isso, é necessário que você leia atentamente os contratos que os provedores colocam para você assinar para utilizar o serviço. Retorno de investimento Retorno de investimento, como o próprio nome já informa, trata-se do tempo que levarei para ter o retorno do dinheiro investido para a migração nas nuvens. Esse termo é muito utilizado no mundo da administração e pouco neste meio de informática. Mas é um cenário que está mudando, pois é extremamente necessário conhecermos as duas áreas, pois elas se conversam diretamente. Imagem 2.17 - Retorno de investimento Fonte: Pixabay 42 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Segundo Bona (2020), o retorno de investimento não exige um cálculo muito elaborado, apenas fazer o ganho obtido com a migração, subtraindo do investimento e após isso pegar o valor e dividir pelo valor que foi investido. Se neste cálculo o valor for positivo, significa que você teve o devido retorno. Caso o resultado tenha sido zero, significa que você ficou no empate, ou seja, nem lucro nem prejuízo. Já caso tenha obtido um valor negativo, significa que você teve prejuízo com a sua migração, e que demorará mais tempo ainda até ter o seu devido lucro. Já que falamos no tempo, fica a próxima questão: REFLITA Quanto tempo para que eu tenha o retorno do meu investimento? Ainda de acordo com Bona (2020), a forma para calcular o prazo de retorno é dado pelo investimento total dividido pelo lucro obtido. Se colocar o lucro obtido por mês terá o resultado em meses, se colocar em ano terá o seu prazo em anos. Como pode observar, não é difícil de calcular o retorno de investimento, e nem o seu prazo de retorno, cálculos fundamentais para justificar à empresa o motivo para o qual migrar para a nuvem os seus serviços. Vamos a um exemplo mais prático: Em 2020, o mundo passou por uma pandemia e foi necessário fechar fisicamente muitas lojas, mas isso não impediu que elas continuassem a funcionar normalmente através da internet. A internet que já é um local comum de compras e sempre esteve com as portas abertas para receber mais empresas e 43INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 colocar seus produtos à venda, ainda era alvo de desconfiança,mas também era onde estava o maior público de todas as lojas. Muitas empresas se viram obrigadas a realizar essa migração emergencial, onde sentiam ter que, mesmo estando fechadas, pagar alguém para migrar seus produtos para vender agora na internet, aquele mundo virtual seria sua nova realidade. Quando falamos de retorno de investimento, pensa-se em muitos meses ou até anos para ter esse devido retorno. Mas não é o que está sendo visto. Em prazos de um ou dois meses as lojas já passam a ter seu devido retorno, e o melhor, um lucro ainda maior do que na loja física. Claro que a migração para a nuvem surge um novo desafio: a manutenção e gerenciamento da minha nuvem. Gerenciando a nuvem Verificando o significado da palavra “gerenciamento”, diz que é o ato de administrar, monitorar, verificar e ajustar. O gerenciamento na nuvem trouxe às empresas pequenas uma nova forma de administração do seu próprio negócio. O que antes era só olhar o seu estoque e fazer novos pedidos ao seu fornecedor, agora passam a ter que gerenciar não só o seu estoque e fornecedores, mas também um banco de dados online, um site, atualização dos produtos no site, um sistema de segurança para receber transações via cartões de crédito via internet. Tudo isso parece ser algo muito complicado e de difícil manuseio para pessoas que não estavam acostumadas com toda essa tecnologia, que mesmo já existindo, preferiam manter-se afastados o máximo de tempo possível. 44 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Imagem 2.18 - Análise de dados Fonte: Pixabay A imagem exposta anteriormente é a nova realidade de muitas empresas ditas virtuais, pois tudo na internet é sempre muito grande, inclusive a quantidade de acesso aos sites e a quantidade de vendas. Segundo Saphir (2020, s.p.), “O gerenciamento em cloud consiste na prática centralizada de análise, controle e gestão de dados. Além de garantir a disponibilidade da computação na nuvem, o responsável pela TI consegue usar o próprio sistema para regular seu uso”. Então, mesmo uma empresa pequena tem que fazer uso de profissionais de tecnologia para que se tenha um apoio técnico. Qualquer empresa que opte por utilizar computação em nuvem tem que ter uma administração de sistemas a partir de uma plataforma unificada, onde seja possível agendar manutenções e gerenciar o isso de programas em uma única central. 45INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Ainda de acordo com Saphir (2020, s.p.), “Tudo isso proporciona mais agilidade para a realização das demandas internas, e flexibilidade para acessar todas as informações de qualquer lugar com acesso à internet”. Em resumo do que esse autor fala, o administrador tem que ter acesso às informações a qualquer hora e qualquer lugar. A internet, por si só, é um ambiente caótico e sem nenhuma segurança, porém as nuvens que utilizamos estão em ambientes seguros e com muita criptografia, o que não garante ser à prova de falhas, principalmente por parte das pessoas que as manuseiam. Como já comentado em itens anteriores deste e-book, existem usuários que não gostam de utilizar as tecnologias de nuvem disponíveis e com isso tentam burlar o sistema criando controles paralelos. Essa atitude além de ser um trabalho dobrado, pois terá que em algum momento jogar as informações no sistema principal, é uma desinformação para quem tem que analisar constantemente o sistema para ver como estão os números da empresa. Por este motivo é necessário fazer treinamentos constantes com os usuários internos da empresa, para que exista uma aceitação cada vez maior dos novos sistemas. Obviamente, não é aconselhável ter uma sala de treinamento, como a exposta a seguir, só para dizer que houve o treinamento. 46 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 Imagem 2.19 - Sala de treinamento vazia Fonte: Pixabay Esse tipo de sala de treinamento é comum nas empresas para que possam “dizer” que deram o treinamento, isso mesmo quando aparece um ou outro usuário. Vale lembrar que um treinamento é válido somente quando temos uma quantidade significativa de pessoas para ensinar. Mas o bom gerenciamento não é só trabalho. Ele nos traz alguns retornos interessantes, como o ganho de competitividade, onde a empresa pode destinar os esforços para o que realmente é importante. A equipe de TI especializada em análise fica focada somente neste trabalho. A equipe de vendas passa a traçar metas para abordar novos públicos, pedindo ao marketing para mudar um ícone, banner ou até mesmo uma foto de um determinado produto para fazer com que fique mais atrativo para os “clientes virtuais” que entrem em seu site. A forma de atendimento ao cliente, o famoso SAC, onde antes o cliente tinha que esperar em uma fila para ser atendido, agora basta um recebimento de e-mail, ou melhor, um chat com o cliente para se ter o atendimento em tempo real, sem o cliente 47INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 ficar esperando longo tempo sentado. Dessa forma, conseguirá resolver qualquer problema de forma rápida e mais ágil. Outro benefício do gerenciamento da nuvem é o atendimento rápido às necessidades da empresa. Um exemplo prático do que esse quesito pode fazer é o período de “Black-Friday”, em que as lojas têm que fazer descontos, e o volume de acesso ao site sobe, em algumas vezes, mais de 100% do que o habitual, causando assim um congestionamento e até deixando o site fora do ar. Mas com o gerenciamento de nuvem, esse volume de acesso pode ser remodelado com alguns cliques, e passando o período das liquidações voltar ao estado que estavam antes, também com mais alguns cliques. Tudo sendo muito rápido e garantindo o acesso dos clientes e mantendo seu site no ar o tempo inteiro. RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que migrar os serviços para a nuvem, embora seja uma ação simples, exige uma avaliação cuidadosa das reais necessidades e da adaptação do seu público interno a essa nova estrutura e suas exigências. Além disso, você deve ter adquirido conhecimento sobre o conceito e a importância do Downtime, que representa a paralisação do sistema para manutenção, podendo ser programada e até mesmo antecipada. É claro que o Downtime não pode ser constante a ponto de prejudicar o acesso dos clientes ao seu site, portanto, é fundamental examiná-lo detalhadamente no contrato que será firmado com o provedor de serviços. Para concluir, abordamos o tema do Retorno de Investimento e a importância de gerenciar sua infraestrutura na nuvem de forma mais próxima. 48 INTERNET DAS COISAS - IOT U ni da de 2 RE FE RÊ N CI A S ABREU, K. C. Histórias e usos da internet. [s.l.]: [s.n.], 2009. Disponível em: https://www.bocc.ubi.pt/pag/abreu-karen-historia- e-usos-da-internet.pdf. Acesso em: 23 abr. 2020. ALLAN, A. O surgimento e a evolução das redes de comunicação de dados. Prezi, 21 de out. de 2014. Disponível em: https://prezi. com/dcbbz05wxysh/o-surgimento-e-a-evolucao-das-redes-de- comunicacao-de-dados/. 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Como são formadas as redes e o que é que elas interligam Conceito de DNS Domínio Tipos de DNS Como funcionam os Servidores de Nomes Como Instalar os Servidores de Nomes Como os dados trafegam na rede Bits ou Bytes Bits (b) Bytes (B) Velocidades de navegação Como os dados navegam Formas de conectividade Equipamentos para conectividade Roteador Switch HUB Ponto de Acesso / Repetidor Dongle WiFi Links Tipos de Redes PAN – Personal Area Network LAN – Local Area Network MAN – Metropolitan Area Network WAN – Wide Area Network