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TEMAS E RESPECTIVAS PÁGINAS
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS DE SAÚDE NO
BRASIL -------------------------------- 05
CONTROLE SOCIAL NO SUS ----------- 15
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL
#01 No Brasil, as políticas públicas se transformaram em políticas de
Governo, focadas nos interesses do grupo no poder, e não em
políticas de Estado, que buscam concretizar o que está previsto na
Constituição Federal/88.
#02 Segundo o art. 196 da CF/88, a política pública é um dever do
Estado, garantindo que as ações e serviços de saúde sejam direitos
de todos e dever do Estado.
#03 A definição de política pública é complexa e não há uma teoria
completa sobre o tema, mas sim vários conceitos que formam o que
pode ser traduzido como política pública, de acordo com Gianezini et
al. (2016).
#04 No contexto da saúde, é essencial adotar o conceito ampliado de
saúde ao desenvolver políticas públicas.
#05 Uma política de saúde deve organizar as funções públicas
governamentais para promover, proteger e recuperar a saúde dos
indivíduos e da coletividade, contribuindo para a realização do art.
196 da CF/88.
#06 Para Roncalli (2003), o Estado proporciona qualidade de vida aos
cidadãos por meio das Políticas Públicas, sendo as Políticas de Saúde
uma parte essencial das políticas de proteção social.
#07 Além das Políticas de Saúde, outras políticas de proteção social
estão relacionadas ao tripé da Seguridade Social, incluindo ações da
Previdência Social e da Assistência Social.
#08 É fundamental que as políticas públicas estejam alinhadas com
as necessidades da população, refletindo suas demandas e
prioridades.
#09 O entendimento da história das Políticas de Saúde no Brasil é
crucial para compreender por que o Sistema Único de Saúde
representa uma vitória do povo brasileiro, conforme destacado por
Souza (2018).
anotações
LEGISLAÇÃO sus
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#10 A análise histórica das Políticas de Saúde é dividida em períodos,
considerando o contexto político, social e sanitário de cada época, o
que facilita a compreensão ao relacionar os serviços de saúde a
esses fatores.
#11 De acordo com Roncalli (2003), a saúde de uma população
reflete suas condições de existência, sendo influenciada pela relação
entre o Estado (provedor) e a sociedade.
#12 Polignano (2001) estabelece premissas essenciais para analisar a
história das políticas de saúde no Brasil, incluindo a ligação direta
com a evolução político-social e econômica do país.
#13 A evolução das políticas de saúde está intrinsecamente ligada ao
avanço do capitalismo no Brasil e internacionalmente, influenciando
a forma como o poder público organiza essas políticas.
#14 Até 1988, a saúde foi deixada à margem das políticas estatais,
sendo sempre tratada como uma questão periférica. Somente após
1988, a política de saúde foi incluída na agenda pública, embora o
financiamento adequado ainda fosse um desafio.
#15 As ações de saúde propostas pelo governo historicamente
visavam atender grupos sociais e regiões socioeconômicas
importantes, mas sempre refletiam as lutas e reivindicações dos
trabalhadores brasileiros, em vez de serem uma concessão do
Estado.
#16 A história da saúde se confunde em certos períodos com a
história da previdência social no Brasil, devido à falta de clareza e
definição em relação à política de saúde.
#17 A dualidade entre medicina preventiva e curativa foi uma
constante nas políticas de saúde, com as ações preventivas sob
responsabilidade do Ministério da Saúde e as ações curativas sob a
Previdência Social, limitando o acesso àqueles com emprego formal.
#18 Antes do SUS, o Brasil tinha um sistema público de saúde, mas
não era universalmente organizado.
#19 Durante o período Brasil Colônia, as ações de saúde eram
caracterizadas pelo curandeirismo, presença de físicos e cirurgiões-
barbeiros, bem como pela atuação dos padres jesuítas e da Santa
Casa de Misericórdia. O cenário era marcado por doenças de
transmissão e falta de saneamento básico, com o país colonizado
para a exportação.
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#20 A falta de médicos era evidente no Brasil Colônia e Brasil
Império, com apenas quatro médicos em exercício no Rio de Janeiro
em 1789. A escassez levou ao aumento dos boticários, que não só
manipulavam fórmulas prescritas pelos médicos, mas também
indicavam tratamentos.
#21 A chegada da Família Real ao Brasil em 1808 resultou em
mudanças na administração pública, incluindo a higienização da
capital, o Rio de Janeiro, e a implementação de políticas médicas para
controlar epidemias.
#22 Até 1850, as atividades de saúde pública estavam limitadas ao
controle sanitário mínimo da capital do império e estavam
diretamente relacionadas ao interesse econômico.
#23 Surgiu o modelo assistencial sanitarista/campanhista, o primeiro
modelo de atenção no Brasil, caracterizado por ações voltadas para
grupos específicos e campanhas pontuais de controle de epidemias,
como vacinações e outras campanhas de saúde. Este modelo, embora
eficaz, tinha desvantagens, incluindo alto custo, uso extensivo de
recursos humanos e financeiros, e uma abordagem pontual e
intermitente, diferente do modelo de vigilância à saúde, que requer
uma observação contínua.
#24 Na República Velha (1889-1930), houve avanços na bacteriologia
e na medicina higienista, com ênfase na prevenção. O período foi
marcado por doenças como cólera, peste bubônica, febre amarela,
varíola, tuberculose, hanseníase e febre tifoide, relacionadas às
péssimas condições de vida da população brasileira.
#25 A Proclamação da República em 1889 trouxe a necessidade de
modernização, destacando a saúde como um fator crucial. Medidas
jurídicas impositivas foram implementadas, incluindo notificação de
doenças, vacinação obrigatória e vigilância sanitária.
#26 A Constituição de 1891 atribuiu aos Estados a responsabilidade
pelas ações de saúde, saneamento e educação. A política de saúde
efetiva começou a surgir no final da década de 1910, integrada aos
problemas da integração nacional e à conscientização sobre as
doenças transmissíveis.
#27 Oswaldo Cruz foi nomeado Diretor do Departamento Federal de
Saúde Pública em 1903, sendo responsável por erradicar a febre
amarela no Rio de Janeiro. O modelo campanhista, caracterizado
pelo uso de medidas jurídicas impositivas, foi adotado para controlar
epidemias.
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#28 Apesar de algumas arbitrariedades, o modelo campanhista
obteve sucesso no controle de doenças epidêmicas, levando à
erradicação da febre amarela no Rio de Janeiro. Atualmente, o
modelo adotado é o médico privatista, mas o Ministério da Saúde
deseja implementar o modelo de vigilância e saúde.
#29 Oswaldo Cruz organizou a Diretoria Geral de Saúde Pública,
criando seções demográficas,laboratórios bacteriológicos, serviços
de engenharia sanitária e institutos especializados para combater
doenças como tuberculose, lepra e doenças venéreas. As atividades
de saneamento foram expandidas para outros estados, e a Escola de
Enfermagem Anna Nery foi criada em 1920.
#30 Crises econômicas e políticas entre 1922 e 1930 levaram a uma
transição do modelo agrário-exportador para a indústria, impactando
as condições econômicas e epidemiológicas.
#31 Crise do café e a mudança para a indústria redefiniram a
organização do estado e o padrão de uso do poder no Brasil.
#32 A população rural migrou para áreas urbanas, criando bolsões
de pobreza nas periferias das grandes cidades, resultando em
doenças infecciosas e parasitárias devido à falta de acesso à
alimentação.
#33 Surgimento das morbidades modernas, como cardiopatias,
neoplasias, acidentes e violência, em adição às doenças da pobreza.
#34 Crises econômicas e políticas entre 1922 e 1930 levaram a uma
transição do modelo agrário-exportador para a indústria, impactando
as condições econômicas e epidemiológicas.
#35 Crise do café e a mudança para a indústria redefiniram a
organização do estado e o padrão de uso do poder no Brasil.
#36 A população rural migrou para áreas urbanas, criando bolsões
de pobreza nas periferias das grandes cidades, resultando em
doenças infecciosas e parasitárias devido à falta de acesso à
alimentação.
#37 Surgimento das morbidades modernas, como cardiopatias,
neoplasias, acidentes e violência, em adição às doenças da pobreza.
#38 Houve fracionamento da assistência com dicotomia entre o
Ministério da Saúde e as ações assistenciais da Previdência Social.
#39 A medicina liberal atendia aqueles que podiam pagar pela
assistência médica individual.
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#52 Na ditadura, a saúde pública foi negligenciada, tornando-se
ineficiente e conservadora, limitada a campanhas pouco eficazes.
#40 Hospitais filantrópicos atendiam indigentes, enquanto empresas
médicas ofereciam planos de saúde.
#41 Os IAPs proporcionavam assistência médica aos trabalhadores e
reforçavam a dicotomia entre prevenção e assistência médica.
#42 Golpe militar de 1964 resultou em duas décadas de governos
ditatoriais no Brasil, caracterizados por cerceamento de direitos e
centralização das decisões, incluindo na área da saúde.
#43 Criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) em
1966, marcando uma centralização crescente das políticas de saúde.
#44 Pressões das massas urbanas por melhores condições de vida e
repressão aos opositores ao regime.
#45 Condições de saúde continuaram críticas durante o período
autoritário, com aumento da mortalidade infantil, tuberculose,
malária, doença de Chagas, acidentes de trabalho, entre outros.
#46 Predomínio das doenças da modernidade e persistência das
doenças infecciosas e parasitárias devido a migração rural para áreas
urbanas e industrialização crescente.
#47 Criação do Instituto Nacional de Assistência Médica da
Previdência Social em 1977, marcando uma transição e privatização
das ações curativas, levando a um sistema de pagamento por
quantidade de atos médicos.
#48 Inexistência de controle ou regulação adequados, resultando em
altos custos para a previdência devido à contratação de espaços
para atendimento dos trabalhadores.
#49 1974: Reorganização administrativa do Ministério da Saúde,
criando a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam)
para unificar Saúde Pública e Assistência Médica.
#50 1978: Conferência de Alma-Ata impulsionou o debate sobre
atenção primária à saúde no Brasil, levando à criação das Ações
Integradas de Saúde (AIS) em 1983.
#51 1981 (ou 1982): Instituição do Plano CONASP (Conselho
Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária) marcando o
início da atenção primária no Brasil, focado nas Ações Integradas de
Saúde.
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#53 Na década de 1970, a assistência médica financiada pela
Previdência Social expandiu-se, mas os serviços prestados por
empresas privadas aos previdenciários resultaram em corrupção
devido ao sistema de pagamento por Unidade de Serviço (US).
#54 A precariedade do sistema, não apenas na saúde, mas em toda a
área social, levou a uma insatisfação crescente, comprometendo a
legitimidade do regime.
#55 O movimento sanitário e a reforma sanitária surgiram como
resposta às lutas por políticas mais universalistas e durante o
processo de abertura política no final dos anos 1970.
#56 O movimento começou com profissionais de saúde e
intelectuais da área de saúde coletiva, que posteriormente
envolveram a população.
#57 Pressões populares e do movimento sanitário, ignoradas
inicialmente pelo governo, resultaram em mudanças significativas,
especialmente na extensão de cobertura e na atenção primária,
influenciadas pela Conferência Internacional de Saúde de Alma-Ata
em 1978.
#58 Em 1981, o Plano CONASP incorporou propostas da Reforma
Sanitária, incluindo as Ações Integradas de Saúde (AIS), um sistema
integrado e articulado que incorporou ações curativas, preventivas e
educativas.
#59 As AIS foram criadas em 1983 como um projeto interministerial
para um novo modelo assistencial, integrando ações de saúde
pública, comprando serviços prestados por diferentes entidades.
#60 As AIS representaram uma tentativa incipiente de
descentralização do poder e ampliaram as ações de assistência para
a população não contribuinte, influenciadas pela Conferência
Internacional de Cuidados Primários em Saúde - ALMA-ATA (1978).
#61 Organização da classe operária do ABC foi fundamental para o
movimento.
#62 O Movimento Sanitário e a sociedade organizada
desempenharam papéis-chave.
#63 "A mobilização pelo movimento ""DIRETAS JÁ"" também
contribuiu para o contexto político."
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#77 Reconhecimento da saúde como direito de todos e dever do
Estado, levando à criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e à
participação popular no controle social.
#64 Na V Conferência Nacional de Saúde, foi proposta a criação do
Sistema Nacional de Saúde através da lei 6229/75, definindo
atribuições de diversos ministérios.
#65 Foi criado o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social),
responsável tanto pelas aposentadorias e pensões quanto pela
assistência médica dos segurados e familiares.
#66 No início dos anos 1980, houve uma crise na Previdência, com a
hegemonia assistencial privatista e o envolvimento de empresas
multinacionais.
#67 A organização da classe operária do ABC paulista foi um marco
importante.
#68 "O movimento ""DIRETAS JÁ"" resultou na derrota do regime
autoritário, levando à primeira eleição direta em 1990."
#69 A proposta da Reforma Sanitária Brasileira começou a ser
construída com as AIS (Ações Integradas de Saúde), influenciada pela
Conferência de Alma Ata.
#70 A redemocratização iniciada em 1985 superou o período
autoritário e antidemocrático da ditadura militar no Brasil.
#71 "O movimento ""DIRETAS JÁ"" (1985) e a eleição de Tancredo
Neves marcaram o fim do regime militar, levando à criação de
movimentos sociais, incluindo na área de saúde."
#72 Mortalidade infantil e doenças imunopreveníveis diminuíram.
#73 Doenças da modernidade persistiram, com aumento das causas
externas, especialmente violência no trânsito e por armas de fogo ou
brancas.
#74 Crescimento da epidemia de AIDS e surtos de dengue em vários
municípios e capitais.
#75 Início das discussões sobre as necessidades da população em
saúde.
#76 Introdução do conceito ampliado de saúde, levando em
consideração a forma de viver das pessoas.
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#78 "Em 1986, a 8ª Conferência Nacional de Saúde permitiu a
participação da sociedade civil organizada, norteada pelo princípio da
""saúde como direito de todos e dever do Estado"". Suas deliberações
foram fundamentais para a institucionalização do SUS pela
Constituição Federal de 1988."
#79 Em 1987, foi criado o Sistema Unificado e Descentralizadode
Saúde (SUDS).
#80 Em 1988, o SUS foi institucionalizado pela Constituição Federal,
sendo totalmente inclusivo.
#81 Antes do SUS, o sistema de saúde era centralizado no Governo
Federal.
#82 O movimento da Reforma Sanitária solicitou a descentralização,
transferindo o planejamento e a identificação dos problemas para os
Estados e Municípios (municipalização).
#83 O SUS não tem antecessor, sendo um sistema inovador com
uma organização totalmente diferente.
#84 Realizada durante a Nova República, foi um marco da reforma
sanitária.
#85 Discutiu temas essenciais, incluindo a saúde como dever do
Estado e direito do cidadão, a reformulação do Sistema Nacional de
Saúde e o financiamento setorial.
#86 O relatório final da conferência ampliou o conceito de saúde,
incluindo fatores como alimentação, habitação, educação, renda,
meio ambiente, trabalho, transporte e acesso a serviços de saúde.
#87 O relatório serviu de base para as discussões na Assembleia
Nacional Constituinte.
#88 O SUDS foi uma estratégia de transição para o SUS
descentralizado.
#89 Princípios básicos do SUDS incluíam universalização, equidade,
descentralização, regionalização, hierarquização e participação
comunitária.
#90 Foi criado em 1987, superando a compra de serviços ao setor
privado e introduzindo repasses baseados na Programação
Orçamentária Integrada (POI).
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#106 1904: Oswaldo Cruz controla a epidemia de febre amarela e
inicia a vacinação obrigatória contra a varíola.
#91 Introduziu a criação dos Conselhos Estaduais e Municipais de
Saúde, transferindo poder político aos estados e municipios.
#92 Redirecionou investimentos do setor privado para o setor
público, aumentando a participação do público nos serviços de saúde.
#93 Início marcado pela epidemia de cólera e aumento da
mortalidade por causas externas, incluindo homicídios.
#94 "Hiperinflação e crise fiscal levaram à redução significativa dos
recursos para a saúde durante o governo Collor, resultando no ""caos
do SUS""."
#95 Reforma Sanitária enfrentou problemas de implementação,
causando descrédito no SUS.
#96 Após o impeachment de Collor (1992), houve uma retomada dos
ideais da Reforma durante o governo de Itamar Franco.
#97 "Constituição de 1988 (""Constituição cidadã"") foi fundamental."
#98 Aprovação das Leis Orgânicas da Saúde (LOS) em 1990 (Lei
8.080/90 e Lei 8.142/90) estabeleceu as bases para o SUS.
#99 Norma Operacional Básica (NOB) 91 foi retroativa.
#100 NOB 93 foi introduzida após o impeachment de Collor,
classificando municípios em semiplenos, imparciais e insipientes.
#101 NOB 96 (Norma Operacional Básica de 1996) regulamentou o
SUS, introduzindo gestão plena e gestão básica.
#102 Permitiu a transição dos municípios de prestador para executor
do sistema de saúde.
#103 SUS enfrentou descontinuidade administrativa, mas a sociedade
civil exerceu influência através dos Conselhos de Saúde.
#104 Municipalização da saúde reconheceu a diversidade, permitindo
planejamento adaptado a cada município.
#105 Experimentação de modelos assistenciais alternativos por
governos estaduais e municipais.
anotações
HISTÓRIA DAS POLÍTICAS
DE SAÚDE NO BRASIL
#123 2020: Lei n. 14.021/2020 trata do subsistema de atenção à
saúde indígena e a pandemia de COVID-19 afeta as constituições dos
Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF).
#107 1933: Era Vargas - Criação do embrião da previdência e
intervenção estatal na saúde.
#108 1953: Criação do Ministério da Saúde sem vinculação.
#109 1978: Conferência Internacional de Cuidados Primários em
Saúde.
#110 1986: Primeira Conferência com participação popular,
estabelecendo fundamentos do SUS.
#111 1988: Criação do SUS com promulgação da Constituição
Federal.
#112 1990: Edição das Leis Orgânicas da Saúde e introdução da NOB
91.
#113 1993: NOB 93 estratifica municípios em categorias para
repasse de acordo com a Lei n. 8.142/90.
#114 1994: Surge o Programa de Saúde da Família (PSF).
#115 2003: Criação do SAMU.
#116 2006: Portaria 399/2006 impulsiona a regionalização do Brasil.
#117 2011: Introdução de outras portas de entrada além da atenção
primária.
#118 2012: LC 141 estabelece percentuais mínimos de contrapartida
para Municípios e Estados.
#119 2015: EC/86 altera o art. 198 da CF/88 fixando percentual de
contrapartida mínimo do Governo Federal.
#120 2017: Lei 13.097 altera a Lei Orgânica permitindo participação
de capital estrangeiro.
#121 2017: Portaria 2436 é revogada, havendo alterações nos textos
anexos na Portaria de Consolidação n. 2/2017.
#122 2019: Modificação na forma de repasse de recursos do
Governo Federal para a atenção básica.
Controle Social do SUS
#012 A participação comunitária nos Conselhos e Conferências de
Saúde é essencial para proteger a saúde como direito de todos e
dever do Estado, conforme o artigo 196 da Constituição Federal.
#001 O Controle Social e a Participação Comunitária surgiram do
Movimento Sanitário e foram fundamentais para a criação do SUS.
#002 A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi o marco inicial da
participação efetiva da comunidade.
#003 A participação da comunidade nas ações do governo
democratiza as políticas de saúde.
#004 "O ""olhar"" da comunidade funciona como instrumento de
fiscalização das ações do poder público."
#005 O Controle Social envolve a capacidade da sociedade civil de
orientar as ações do Estado e os gastos estatais para beneficiar a
coletividade.
#006 A participação comunitária é uma diretriz e princípio
organizacional do SUS, conforme o artigo 198 da Constituição
Federal.
#007 A Lei n. 8.142/1990 estabelece instâncias colegiadas de
controle social, incluindo conselhos permanentes e conferências de
saúde.
#008 O Controle Social no setor saúde passou por mudanças
complexas, resultando em um sistema mais qualificado, deliberativo,
independente e representativo.
#009 Atualmente, todas as esferas de governo no Brasil possuem
conselhos de saúde devido à Lei n. 8.142/1990.
#010 Os Conselhos de Saúde são permanentes e deliberativos,
essenciais para o repasse de recursos financeiros ao setor Saúde.
#011 Eles asseguram a participação da população na execução das
políticas de saúde, especialmente nas áreas econômicas e financeiras.
anotações
LEGISLAÇÃO sus
anotações
controle social 
no sus
Foi idealizada a proposta do Programa Nacional de Serviços Básicos
de Saúde (Prev-Saúde) para unificação, descentralização e ampliação
da participação social. Apesar de não ser implementado devido a
resistências políticas, o programa propunha resposta à crise
financeira e institucional da saúde."
CONFERÊNCIAS DE SAÚDE
#013 As Conferências de Saúde avaliam a situação da saúde e
propõem diretrizes para reformulação da política do setor.
#014 São convocadas pelo Poder Executivo, podendo ocorrer a cada
quatro anos, com representação de diversos segmentos sociais.
#015 São organizadas em etapas, começando nos municípios,
avançando para as estaduais e culminando na etapa nacional.
#016 Os debates nas etapas municipais e estaduais subsidiam a etapa
nacional, resultando em um Relatório Final com deliberações,
diretrizes e propostas.
#017 Primeira Conferência Nacional de Saúde (1941) focou em um
programa nacional de saúde, administração sanitária, campanhas
contra doenças e serviços de saneamento.
#018 Segunda Conferência Nacional de Saúde (1950) não possui
muitos registros, mas coincidiu com a criação do Ministério da Saúde
em 1953.
#019 Terceira Conferência Nacional de Saúde (1963) foi pioneira ao
propor a descentralização da saúde e definiu atribuições das esferas
do governo.
#020 Quarta Conferência Nacional de Saúde (1967) enfocou
recursos humanos para atividades de saúde.
#021 Quinta Conferência Nacional de Saúde (1975) abordou a
constituição do Sistema Nacional de Saúde e programas de saúde
materno-infantil e vigilância epidemiológica.
#022 Sexta Conferência Nacional de Saúde (1977) discutiu o controle
de grandes endemias, interiorização dos serviços de saúde e políticas
nacionaisde saúde.
#023 """De os educadores se tornarem mais sanitaristas e de os
sanitaristas se tornarem mais educadores"", refletindo a interligação
entre saúde e educação."
#024 "7ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 1980:
anotações
controle social 
no sus
Resgatou e atualizou os princípios da 8ª Conferência Nacional de
Saúde, focando em saúde como direito, consolidação do SUS e
financiamento adequado.Teve eixos temáticos como saúde como
direito, consolidação dos princípios do SUS e financiamento
adequado."
#025 "8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 1986:
Definiu diretrizes para a reorganização do Sistema Único de Saúde
(SUS) e garantiu a participação da sociedade em todas as etapas da
saúde. Estabeleceu a criação de um novo Conselho Nacional de
Saúde e conselhos de saúde em níveis municipal, regional e estadual.
Unificou o sistema de saúde, antes segmentado em Previdenciário
(INAMPS) e Saúde Pública."
#026 "9ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 1992:
Indicou a descentralização via municipalização e participação social.
Propôs a criação de comissões intergestores em nível estadual e
federal, realização de conferências preparatórias e mobilização
nacional para discutir financiamento."
#027 "10ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 1996:
Propôs a construção do modelo de atenção à saúde e ampliação do
poder dos Conselhos de Saúde. Deliberou sobre origem, utilização,
controle e fiscalização dos recursos financeiros do SUS e
estabeleceu diretrizes para atenção integral à saúde."
#028 "11ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 2000:
Discutiu financiamento da saúde, modelo assistencial, criação da
política nacional de recursos humanos para o SUS e política de
informação e comunicação."
#029 "12ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 2003:
Deliberou sobre direito à saúde, intersetorialidade, organização da
atenção à saúde, ações aos trabalhadores da saúde e ciência e
tecnologia na saúde."
#030 "13ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 2007:
Avaliou saúde como direito fundamental, definiu diretrizes para
garantia da saúde e fortalecimento da participação social no SUS."
#031 "14ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 2011:
Focou em acesso, acolhimento, valorização do trabalho em saúde,
financiamento do SUS, gestão do SUS e informação no sistema."
#032 "15ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 2015:
Defendeu direito à saúde, participação e controle social, valorização
do trabalho e educação em saúde, financiamento do SUS e gestão e
modelos de atenção à saúde."
#033 "16ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – 2019:
anotações
controle social 
no sus
#045 O CNS possui autonomia administrativa, financeira e dotação
orçamentária.
#034 O primeiro Conselho Nacional de Saúde (CNS) no Brasil foi
criado em 1937 durante o Estado Novo para debater questões
internas do Departamento Nacional de Saúde.
#035 O Ministério da Saúde surgiu como uma entidade independente
em 1953, e a partir daí, o CNS evoluiu, passando de um conselho
consultivo para um órgão deliberativo e participativo.
#036 O CNS inicialmente consistia de 17 conselheiros, todos
especialistas em saúde pública. Posteriormente, em 1959, o número
aumentou para 24 membros.
#037 A partir de 1962, o CNS começou a incluir temas como
saneamento básico, lazer, infraestrutura e educação de qualidade em
sua agenda, refletindo uma ampliação da concepção de saúde.
#038 Durante o governo militar, o CNS teve sua função consultiva
confirmada pela legislação, e o número de conselheiros foi reduzido
para 14. Houve uma presença majoritária de médicos no conselho
nesse período.
#039 Na década de 1970, houve uma diminuição na representação
de médicos no CNS, com a inclusão de representantes dos setores de
farmácia e administração hospitalar.
#040 Em 1975, foi criado o Sistema Nacional de Saúde, levando a
mudanças na composição e no funcionamento do CNS. O número
total de membros chegou a 23 nessa época.
#041 O CNS é considerado a instância máxima de controle social
dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), com caráter deliberativo e
participativo. Atualmente, possui quatro segmentos: usuários,
trabalhadores da saúde, prestadores de serviço e governo.
#042 "Em 1987, o CNS foi reformulado para ter uma função
administrativa de ""deliberação coletiva de segundo grau"" no âmbito
do Ministério da Saúde. No entanto, seu papel ativo na mudança do
sistema de saúde brasileiro foi limitado até então."
#043 A partir das Leis Orgânicas 8.080 e 8.142, em setembro de
1990, os Conselhos de Saúde foram instituídos em todas as esferas
de gestão, tornando-se canais de interação do Estado com a
sociedade e ganhando natureza deliberativa.
#044 Em 2003, o Conselho Nacional de Saúde publicou a Resolução
n. 333, que estabeleceu diretrizes para a criação, reformulação,
estruturação e funcionamento dos Conselhos de Saúde.
Posteriormente, em 2012, a Resolução n. 453 foi publicada,
revogando a anterior e definindo as diretrizes para instituição,
reformulação, reestruturação e funcionamento dos Conselhos de
Saúde.

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