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SOI II
APG 20
5)OBJETIVOS
I-ENTENDER COMO OCORRE A HOMEOSTASIA DO CÁLCIO E QUAIS TECIDOS INFLUENCIAM ESSA REGULAÇÃO(METABOLISMO);
II-DESCREVER A MORFOFISIOLOGIA DA PARATIREÓIDE;
III-COMPREENDER O EIXO HIPOTÁLAMO-HIPOFISÁRIO DA PARATIREÓIDE;
IV-DISCUTIR A HISTOLOGIA DA PARATIREÓIDE;
V-ENTENDER COMO A REMOÇÃO ACIDENTAL DA PARATIREÓIDE SE ENQUADRA NO ERRO MÉDICO;
OBJETIVO I-
A homeostasia do cálcio é um processo vital no organismo, pois o cálcio desempenha funções essenciais, como a contração muscular, a transmissão nervosa, a coagulação sanguínea e a mineralização óssea. O equilíbrio das concentrações de cálcio no plasma é regulado primariamente pelo sistema endócrino, sendo a paratireoide e o hormônio paratireoideano (PTH) os principais protagonistas nesse controle. Além do PTH, a vitamina D e a calcitonina também estão envolvidas na regulação do metabolismo do cálcio, ainda que em níveis e importâncias distintas. Vamos explorar de forma aprofundada como esses mecanismos interagem e como os tecidos-alvo influenciam essa regulação.
1. O Papel do Cálcio no Sistema Endócrino
No contexto do sistema endócrino, o cálcio não é apenas um substrato mineral para funções celulares, mas um sinalizador crítico que precisa ser rigorosamente controlado. Suas concentrações extracelulares são mantidas em níveis estreitos, variando de 8,5 a 10,5 mg/dL. Qualquer desvio significativo dessas concentrações pode resultar em sérios problemas fisiológicos, como tetania hipocalcêmica ou toxicidade por hipercalcemia. A regulação é, portanto, complexa e coordenada por hormônios que ajustam o equilíbrio entre absorção intestinal, armazenamento ósseo e excreção renal.
1.1. Hormônio Paratireoideano (PTH)
O PTH, produzido pelas glândulas paratireoides, é o principal regulador da homeostasia do cálcio. A liberação do PTH é fortemente influenciada pelos níveis de cálcio iônico no sangue. Quando os níveis de cálcio caem (hipocalcemia), os receptores sensíveis ao cálcio (CaSR) presentes nas células principais da paratireoide detectam essa queda, promovendo a secreção de PTH. O PTH então age em três tecidos-alvo principais: ossos, rins e intestino.
· Ossos: O PTH estimula a atividade dos osteoclastos, células responsáveis pela reabsorção óssea, liberando cálcio armazenado na matriz óssea para o plasma. A reabsorção óssea é um mecanismo rápido e eficaz para elevar os níveis de cálcio no sangue, especialmente durante momentos de hipocalcemia aguda.
· Rins: Nos rins, o PTH aumenta a reabsorção de cálcio nos túbulos renais, reduzindo sua excreção urinária. Além disso, o PTH estimula a produção de 1,25-(OH)2-vitamina D (a forma ativa da vitamina D), que é crucial para aumentar a absorção de cálcio no intestino.
· Intestino: A forma ativa da vitamina D, estimulada pelo PTH, aumenta a eficiência da absorção de cálcio no intestino delgado. Este mecanismo é particularmente importante para o equilíbrio a longo prazo do cálcio, garantindo que o cálcio ingerido na dieta seja absorvido eficientemente.
1.2. Vitamina D
A vitamina D, na sua forma ativa 1,25-dihidroxivitamina D (calcitriol), complementa o PTH no controle do cálcio. Ela atua principalmente para aumentar a absorção intestinal de cálcio e fosfato, componentes necessários para a mineralização óssea e a manutenção do equilíbrio mineral. Embora a vitamina D seja essencial para o equilíbrio do cálcio, suas ações são mais lentas em comparação ao PTH, e suas principais contribuições ocorrem em fases de ajuste prolongado da homeostasia, como em períodos de ingestão insuficiente de cálcio.
· Absorção Intestinal: O calcitriol aumenta a expressão de proteínas transportadoras de cálcio, como a calbindina, que facilita o transporte do cálcio do lúmen intestinal para a corrente sanguínea.
· Regulação Óssea: Embora o PTH induza a reabsorção óssea, a vitamina D desempenha um papel duplo: pode promover tanto a mineralização óssea, aumentando o suprimento de cálcio e fosfato, quanto a reabsorção óssea, dependendo do estado do cálcio no plasma.
1.3. Calcitonina
A calcitonina, um hormônio produzido pelas células C da glândula tireoide, tem uma função relativamente menor no controle do cálcio em humanos, mas é liberada em resposta à hipercalcemia. Sua principal ação é inibir a atividade dos osteoclastos, diminuindo a reabsorção óssea e promovendo a deposição de cálcio nos ossos. A calcitonina é especialmente relevante em fases como a lactação e gestação, quando o corpo da mulher exige um controle mais rigoroso dos níveis de cálcio para proteger a integridade óssea.
2. Homeostasia do Cálcio
A homeostasia do cálcio envolve a regulação contínua e precisa das concentrações de cálcio no plasma, e o PTH é o principal hormônio responsável por esse controle. O processo é altamente dinâmico, pois variações nas concentrações de cálcio livre no sangue podem ocorrer rapidamente, especialmente após mudanças na ingestão alimentar ou no metabolismo ósseo.
Quando os níveis de cálcio caem, o PTH é secretado pelas glândulas paratireoides, e suas ações sobre os ossos e rins corrigem rapidamente as concentrações plasmáticas de cálcio. Os mecanismos mais rápidos de resposta envolvem o aumento da reabsorção óssea e renal. Já o papel da vitamina D se torna mais proeminente em uma fase posterior, facilitando a absorção intestinal de cálcio para garantir que o corpo mantenha reservas adequadas.
3. Equilíbrio do Cálcio
O equilíbrio do cálcio é o processo de longo prazo que assegura que a quantidade de cálcio ingerida através da dieta seja igual à excretada. Esse equilíbrio depende fortemente das interações entre o PTH, a vitamina D e os órgãos que regulam o metabolismo do cálcio (intestinos, rins e ossos).
· Rins: O PTH reduz a excreção renal de cálcio ao aumentar a sua reabsorção nos túbulos distais dos rins. A vitamina D também contribui para a redução da excreção ao aumentar os níveis plasmáticos de cálcio.
· Intestinos: O calcitriol (1,25-(OH)2-vitamina D) promove a absorção ativa de cálcio nos intestinos, essencial para compensar a baixa ingestão dietética. Esse mecanismo é especialmente importante para o equilíbrio a longo prazo.
· Ossos: Embora o osso não seja diretamente responsável pela regulação do equilíbrio do cálcio, ele é o principal reservatório. Quando há deficiência de cálcio, o osso é mobilizado, o que, a longo prazo, pode levar a alterações patológicas como osteopenia ou osteoporose.
4. Influência dos Tecidos na Regulação do Cálcio
1. Osso: Como maior reservatório de cálcio, o tecido ósseo é profundamente influenciado pelas variações na homeostasia e no equilíbrio do cálcio. O PTH estimula a reabsorção óssea, liberando cálcio para o sangue, enquanto a vitamina D facilita a mineralização óssea, promovendo a incorporação de cálcio à matriz óssea.
2. Rins: Os rins ajustam a excreção de cálcio conforme a necessidade do organismo. O PTH aumenta a reabsorção renal de cálcio, enquanto a calcitonina, embora menos relevante, pode promover a excreção de cálcio em condições de hipercalcemia.
3. Intestino: O intestino, através da ação da vitamina D, ajusta a absorção de cálcio da dieta, aumentando a eficiência dessa absorção em períodos de necessidade, como em estados de deficiência de cálcio ou baixa ingestão dietética.
ESQUEMA!
1. Introdução: Por que o cálcio é importante?
· O cálcio tem funções essenciais no corpo:
· Contração muscular
· Transmissão nervosa
· Coagulação sanguínea
· Mineralização óssea
· Homeostasia do cálcio: É o equilíbrio que o corpo mantém para que o nível de cálcio no sangue seja estável.
2. Principais Reguladores do Cálcio
· Hormônio Paratireoideano (PTH) – produzido pelas glândulas paratireoides.
· Vitamina D (na sua forma ativa, calcitriol) – obtida pela dieta e ativada nos rins.
· Calcitonina – produzida pela glândula tireoide (atua menos no ser humano).
3. Como o Cálcio é Controlado?
· 3.1 PTH (Hormônio Paratireoideano)
· Quando o cálcio está baixo no sangue, as glândulas paratireoides secretam PTH.
· PTH atua em três locais principais:
· Ossos: PTH ativa os osteoclastos (células que quebramos ossos), liberando cálcio no sangue.
· Rins: PTH aumenta a reabsorção de cálcio, diminuindo a quantidade de cálcio excretado na urina.
· Intestino: PTH estimula a produção da forma ativa da vitamina D, que ajuda o intestino a absorver mais cálcio da dieta.
· 3.2 Vitamina D (Calcitriol)
· Vitamina D é ativada pelos rins sob estímulo do PTH.
· Função principal: aumentar a absorção de cálcio no intestino.
· Também ajuda na mineralização dos ossos.
· 3.3 Calcitonina
· Secretada quando os níveis de cálcio estão altos.
· Atua para diminuir os níveis de cálcio:
· Inibindo os osteoclastos (células que reabsorvem os ossos).
· Seu papel é menos significativo em humanos adultos.
4. Homeostasia do Cálcio: O Equilíbrio
· PTH é o principal regulador imediato.
· Vitamina D atua de forma mais prolongada para manter o equilíbrio.
· Rins e Intestino ajustam a excreção e absorção de cálcio, conforme necessário.
5. O Papel dos Tecidos-Alvo
· Ossos: Principal reservatório de cálcio. Quando há déficit, o cálcio é liberado para o sangue.
· Rins: Filtram o cálcio e ajustam o quanto será reabsorvido ou excretado.
· Intestino: A absorção do cálcio da dieta depende da vitamina D.
6. Resumo Simplificado para Socializar
1. PTH é como o "termômetro" do cálcio no sangue. Se o nível estiver baixo, ele entra em ação!
2. Vitamina D é chamada pelo PTH para ajudar a aumentar a absorção de cálcio pelo intestino.
3. Calcitonina aparece quando o cálcio está alto demais, dizendo para os ossos "guardarem" o cálcio.
4. O corpo usa ossos, rins e intestino para equilibrar tudo, como uma equipe de manutenção!
Objetivo II-
Anatomia da Paratireoide
1. Localização
· Composta por quatro glândulas paratireoides.
· Localizadas na face posterior dos lobos da glândula tireoide.
· A disposição é geralmente em dois nódulos superiores e dois inferiores em cada lobo.
· Variações anatômicas são comuns, podendo ser encontradas próximas à laringe ou até no mediastino, junto ao timo.
2. Peso e Dimensões
· Cada glândula pesa cerca de 0,45 g a 0,5 g, com uma média de 0,4 g.
· O maior eixo das glândulas mede aproximadamente 5 mm.
3. Vascularização
· A vascularização é rica, com suprimento sanguíneo proveniente das artérias tireoideas superiores e inferiores.
· A drenagem venosa é realizada pelas veias tireoideas, que se conectam ao sistema venoso do pescoço.
4. Estrutura
· Composta por uma cápsula de tecido conjuntivo que divide a glândula em lóbulos.
· Contém células principais, células oxífilas e células claras em arranjo cordonal, intercaladas com lóbulos de tecido adiposo.
Fisiologia da Paratireoide
1. Regulação do Cálcio Sérico
· O cálcio é essencial para diversas funções biológicas, incluindo a transmissão neural, estabilidade das membranas, coagulação sanguínea e manutenção da estrutura óssea.
· O controle dos níveis de cálcio envolve a interação entre:
· Paratormônio (PTH) das glândulas paratireoides.
· Vitamina D, que é obtida da dieta e ativada nos rins.
· Calcitonina, produzida pelas células C da tireoide.
2. Efeitos do PTH
· Nos Ossos: O PTH estimula a atividade dos osteoclastos, promovendo a reabsorção óssea, o que libera cálcio e fosfatos na circulação sanguínea.
· Nos Rins: O PTH aumenta a reabsorção de cálcio, enquanto diminui a reabsorção de fosfato, levando a uma excreção maior deste último na urina.
· Na Intestino: O PTH ativa a vitamina D (calcitriol), aumentando a absorção intestinal de cálcio.
3. Regulação da Secreção do PTH
· A secreção de PTH é controlada por um sistema de retroalimentação negativa.
· Uma diminuição aguda nos níveis de cálcio no sangue estimula a liberação de PTH.
· A elevação dos níveis de cálcio e vitamina D inibe a liberação de PTH.
4. Interação com a Calcitonina
· A calcitonina, produzida pela tireoide, inibe a atividade dos osteoclastos, reduzindo os níveis de cálcio no sangue.
· Assim, a calcitonina e o PTH atuam como reguladores opostos no controle do cálcio sérico.
Paratormônio (PTH)
1. Estrutura e Função
· O PTH é uma proteína com um peso molecular de aproximadamente 8500 Da, composta por uma cadeia de polipeptídeos de 84 aminoácidos.
· Atua como o principal regulador dos níveis de cálcio, magnésio e fosfato no sangue.
2. Mecanismo de Ação
· Nos Ossos: Aumenta a quantidade e a atividade dos osteoclastos, levando à reabsorção óssea e à liberação de cálcio e fosfatos no sangue.
· Nos Rins: Retarda a perda de cálcio e magnésio na urina, mas acentua a excreção de fosfatos, resultando em uma diminuição dos níveis sanguíneos de fosfato e um aumento dos níveis de cálcio e magnésio.
· Ativação da Vitamina D: Estimula a formação do calcitriol, que aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo.
3. Doenças Associadas
· Hiperparatireoidismo: Excesso de PTH, levando à hipocalcemia e osteoporose.
· Hipoparatireoidismo: Deficiência de PTH, resultando em hipocalcemia e sintomas neuromusculares.
· Desordens Metabólicas Ósseas: Alterações nos níveis de PTH podem levar a doenças como osteoporose, raquitismo na infância e osteomalacia em adultos.
Objetivo III-
O eixo hipotálamo-hipófise-paratireoide é fundamental para a regulação do metabolismo do cálcio e fósforo no corpo humano, além de desempenhar um papel crucial na homeostase endócrina geral. 
1. Hipotálamo
O hipotálamo é uma região do cérebro que conecta o sistema nervoso ao sistema endócrino. Ele desempenha um papel central na regulação hormonal, recebendo informações do corpo e emitindo respostas hormonais apropriadas.
Funções do Hipotálamo em Relação ao Eixo HHP:
· Produção de Hormônios: O hipotálamo secreta hormônios que regulam a atividade da hipófise. Embora não haja um hormônio específico que atue diretamente nas paratireoides, os hormônios do hipotálamo influenciam a secreção de hormônios pela hipófise, que, por sua vez, afeta as glândulas endócrinas, incluindo a paratireoide.
· Sinalização Neuronal: O hipotálamo também pode enviar sinais neurais que afetam as funções das glândulas endócrinas. Essa interação entre sistema nervoso e endócrino é vital para respostas rápidas a alterações nos níveis de cálcio no sangue.
2. Hipófise
A hipófise é uma glândula endócrina situada na base do cérebro, composta por duas partes principais: a adeno-hipófise (hipófise anterior) e a neuro-hipófise (hipófise posterior).
Adeno-hipófise
Embora a adeno-hipófise não se comunique diretamente com a paratireoide, ela secreta hormônios que podem indiretamente influenciar o metabolismo mineral e a homeostase.
· Secreção de Hormônios:
· Hormônio do Crescimento (GH): O GH, embora não tenha um efeito direto nas paratireoides, pode influenciar o metabolismo ósseo e, consequentemente, afetar os níveis de cálcio ao promover o crescimento e a mineralização do osso.
· Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH): Estimula as glândulas suprarrenais a liberar corticosteroides, que podem afetar o metabolismo do cálcio.
Neuro-hipófise
Na neuro-hipófise, hormônios como o hormônio antidiurético (ADH) e a ocitocina são armazenados e secretados, mas não têm um papel direto na regulação da paratireoide.
3. Paratireoide
As glândulas paratireoides são pequenas glândulas localizadas atrás da tireoide e são responsáveis pela secreção do hormônio paratireoideano (PTH). O PTH é crucial para a regulação do cálcio e fósforo no sangue.
Funções do PTH
· Aumento dos Níveis de Cálcio:
· Reabsorção Renal: O PTH atua nos rins para aumentar a reabsorção de cálcio, reduzindo a excreção urinária de cálcio.
· Liberação de Cálcio dos Ossos: Estimula a liberação de cálcio dos ossos, aumentando a concentração de cálcio no sangue.
· Ativação da Vitamina D: O PTH promove a conversão de vitamina D em sua forma ativa (calcitriol) nos rins, o que aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo.
· Redução dos Níveis de Fósforo:
· O PTH também promove a excreção renal de fósforo, ajudando a manter o equilíbrio entre cálcio e fósforo.
4. Mecanismos de Feedback
O eixo HHP opera em um sistema de feedback complexo, crucial para a homeostase:
· Feedback Negativo:
· Quando os níveis de cálcio no sangue estão elevados, as glândulasparatireoides reduzem a secreção de PTH. Isso, por sua vez, leva a uma diminuição na reabsorção de cálcio pelos rins e na liberação de cálcio dos ossos, ajudando a normalizar os níveis de cálcio no sangue.
· Se os níveis de cálcio estiverem baixos, a secreção de PTH aumenta, promovendo a liberação de cálcio para a corrente sanguínea.
5. Interações com Outros Hormônios
Além do feedback negativo do PTH, outras interações hormonais importantes ocorrem no eixo HHP:
· Calcitonina: Produzida pelas células C da tireoide, a calcitonina atua antagonicamente ao PTH. Quando os níveis de cálcio estão elevados, a calcitonina é liberada para inibir a liberação de cálcio dos ossos e aumentar a excreção de cálcio pelos rins, ajudando a reduzir os níveis de cálcio no sangue.
· Vitamina D: A vitamina D, embora não seja produzida diretamente pelo eixo HHP, é ativada pela ação do PTH e é essencial para a absorção intestinal de cálcio, aumentando assim os níveis de cálcio disponíveis no corpo.
ESQUEMA
Eixo Hipotálamo-Hipófise-Paratireoide (HHP)
1. Introdução ao Eixo HHP
· Definição: O eixo hipotálamo-hipófise-paratireoide é um sistema endócrino que regula o metabolismo do cálcio e fósforo.
· Importância: Essencial para a homeostase mineral, influenciando o crescimento ósseo e a função hormonal.
2. Componentes do Eixo HHP
A. Hipotálamo
· Localização: Parte inferior do cérebro, conectado à hipófise.
· Função:
· Regulação da Secreção Hipofisária:
· Produz hormônios que controlam a liberação hormonal da hipófise (liberadores e inibidores).
· Hormônios Importantes:
· TRH (Hormônio liberador de tireotropina)
· CRH (Hormônio liberador de corticotropina)
· GHRH (Hormônio liberador do crescimento)
· GnRH (Hormônio liberador da gonadotropina)
· PIH (Hormônio inibidor da prolactina)
B. Hipófise
· Localização: Na sela túrcica do osso esfenoide.
· Divisões:
· Adeno-hipófise (Hipófise Anterior):
· Produz e secreta hormônios que influenciam outras glândulas endócrinas.
· Hormônios Importantes:
· TSH (Hormônio tireoestimulante)
· ACTH (Hormônio adrenocorticotrófico)
· GH (Hormônio do crescimento)
· FSH e LH (Gonadotrofinas)
· Prolactina
· Neuro-hipófise (Hipófise Posterior):
· Armazena e secreta ADH (Hormônio antidiurético) e ocitocina, mas não produz hormônios endócrinos.
C. Paratireoide
· Localização: Pequenas glândulas localizadas atrás da tireoide.
· Função:
· Produção de PTH (Hormônio Paratireoideano):
· Regula os níveis de cálcio no sangue.
· Ações do PTH:
· Aumento da Reabsorção Renal de Cálcio: Reduz a excreção urinária.
· Liberação de Cálcio dos Ossos: Estimula a osteoclastogênese.
· Ativação da Vitamina D: Aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo.
3. Mecanismos de Feedback
· Feedback Negativo:
· Quando os níveis de cálcio aumentam:
· Diminuição da secreção de PTH pelas paratireoides.
· Inibição da secreção de TRH e TSH (reguladores do PTH).
· Quando os níveis de cálcio diminuem:
· Aumento da secreção de PTH para restaurar os níveis normais de cálcio.
4. Interações com Outros Hormônios
· Calcitonina:
· Produzida pela tireoide, atua antagonicamente ao PTH.
· Reduz a liberação de cálcio dos ossos e aumenta a excreção renal de cálcio.
· Vitamina D:
· Estimulada pelo PTH, promove a absorção intestinal de cálcio.
· A vitamina D é essencial para a função do PTH, criando um ciclo de feedback positivo.
5. Resumo e Importância do Eixo HHP
· O eixo HHP é vital para:
· Manutenção dos níveis de cálcio e fósforo.
· Regulação da homeostase mineral.
· Crescimento e desenvolvimento do esqueleto.
· Resposta a alterações nas necessidades metabólicas do corpo.
Objetivo IV-
A histologia da paratireoide é um tema importante para entender a função e a estrutura desta glândula, que tem um papel crucial na regulação do metabolismo do cálcio e do fósforo no organismo. 
Estrutura Geral
As glândulas paratireoides são geralmente quatro glândulas pequenas, localizadas na superfície posterior da glândula tireoide. Elas estão dispostas em pares, sendo duas de cada lado da tireoide. Cada glândula paratireoide é composta por dois componentes principais: parênquima e estroma.
· Estroma: É a parte de suporte da glândula, composta por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e células adiposas. O estroma separa os grupos de células do parênquima e contribui para a vascularização das glândulas, o que é fundamental para a secreção hormonal.
· Parênquima: É a parte funcional da glândula e é constituída principalmente por dois tipos de células: células principais (ou principais) e células oxifílicas.
Células Principais
As células principais são as mais abundantes na paratireoide e desempenham um papel fundamental na secreção do hormônio paratireóideo (PTH). Características dessas células incluem:
· Tamanho e Disposição: As células principais são pequenas e geralmente se agrupam em conglomerados. Elas se dispõem de maneira a permitir a interação eficiente entre as células e os capilares sanguíneos.
· Função: As células principais são responsáveis pela produção e secreção de PTH, que regula os níveis de cálcio e fósforo no sangue. O PTH atua aumentando a reabsorção de cálcio pelos rins, promovendo a liberação de cálcio dos ossos e aumentando a absorção intestinal de cálcio (mediada pela vitamina D).
· Aspecto Citoplasmático: O citoplasma dessas células é geralmente basofílico devido à presença de retículo endoplasmático rugoso e ribossomos, que estão envolvidos na síntese de proteínas, como o PTH.
Células Oxifílicas
As células oxifílicas são menos comuns e possuem características distintas:
· Características Histológicas: Estas células são maiores que as células principais, com citoplasma acidófilo, que é devido à presença de mitocôndrias em alta quantidade. O citoplasma dessas células é mais denso e pode aparecer mais claro na coloração, devido à alta concentração de organelas.
· Função: Embora a função exata das células oxifílicas não seja completamente compreendida, elas não produzem PTH em condições normais. No entanto, sua presença é utilizada como um marcador histológico, e em condições patológicas, como câncer de paratireoide, essas células podem secretar PTH em excesso.
Células Adiposas
Na paratireoide, também é possível observar:
· Células Adiposas: O tecido adiposo é um componente normal do estroma das glândulas paratireoides. As células adiposas aparecem como "buracos" nas seções histológicas e não são coradas em hematoxilina e eosina (HE). O núcleo das células adiposas é geralmente encontrado na periferia, e o espaço branco observado nos cortes é preenchido por gordura.
Objetivo V-
A remoção acidental das glândulas paratireoides durante uma tireoidectomia pode ser considerada um erro médico quando ocorre devido à negligência ou falta de habilidade do cirurgião. Essa situação pode resultar em complicações sérias, como hipocalcemia, que podem impactar negativamente a saúde do paciente e levar a um quadro de hipoparatireoidismo permanente.
Contexto da Paratireoidectomia Acidental:
A paratireoidectomia acidental é um evento não raro durante cirurgias de tireoide, com taxas de incidência variando entre 6,4% e 31%. A anatomia das glândulas paratireoides, que pode variar significativamente, e sua localização próxima à tireoide tornam a identificação e preservação dessas estruturas um desafio. Mesmo cirurgiões experientes podem enfrentar dificuldades, especialmente em casos de cirurgia extensiva ou quando a anatomia é alterada por condições patológicas, como o carcinoma papilífero da tireoide.
Erro Médico e Paratireoidectomia Acidental:
1. Definição de Erro Médico: O erro médico é tipicamente caracterizado como a falha em fornecer o padrão adequado de cuidado, resultando em danos ao paciente. No contexto de uma paratireoidectomia acidental, esse erro pode ser classificado como uma falha de competência técnica ou julgamento clínico.
2. Fatores de Risco e Identificação: A presença de carcinoma papilífero, esvaziamento cervical radical e condições de reoperação aumentam o risco de remoção acidental. A falta de uma identificação sistemática das glândulas paratireoidesdurante o procedimento, conforme sugerido por algumas práticas cirúrgicas, pode ser considerada um sinal de inadequação no manejo cirúrgico.
3. Consequências: As consequências da remoção acidental incluem hipocalcemia e outros distúrbios metabólicos, exigindo acompanhamento e, potencialmente, intervenções adicionais, como o autotransplante das glândulas. O impacto sobre a qualidade de vida do paciente pode ser significativo, incluindo limitações físicas e necessidade de tratamento contínuo.
4. Responsabilidade Profissional: Surge a questão da responsabilidade legal do cirurgião, que deve ser capaz de demonstrar a adoção de medidas adequadas para prevenir complicações, como a identificação cuidadosa das glândulas. A falta de documentação adequada sobre as medidas tomadas durante a cirurgia pode ser um fator complicador em casos de alegação de erro médico.
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