Prévia do material em texto
1. Leia o estudo de caso, a seguir: Fábio, procurou o serviço de ortopedia e reumatologia com queixa de dor em articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas há 11 meses, que durou cerca de 3 semanas, passando por um período de recessão sem dor e retornando há 2 meses com piora do quadro. Ambas as vezes o paciente se automedicou com AINEs, principalmente dipirona sódica monohidratada - 500mg. Além das dores, o mesmo relata rigidez matinal nas articulações acometidas com melhora com o decorrer do dia. Relata fadiga, que iniciou conjuntamente com o quadro há 9 meses. O médico informou que o paciente, possivelmente, estaria com artrite e solicitou novos exames. 2. Agora, após a reflexão sobre o caso acima, além de uma provável pesquisa realizada, elabore um dissertativo-argumentativo (até 30 linhas) que aborde: a) O que é uma articulação e os principais tipos; b) As características de uma artrite e doenças associadas; c) As características de uma artrose e doenças associadas Podemos definir as articulações ou junturas como o local de conexão entre dois ou mais ossos. As principais funções destes locais são permitir a movimentação dos segmentos do corpo e manter todos os ossos do esqueleto juntos e estáveis. As articulações podem ser classificadas em três tipos: fibrosas, cartilaginosas e sinoviais. As fibrosas, também chamadas de sinartroses ou imóveis, possuem uma pequena separação com tecido conjuntivo fibroso e não apresentam cavidade articular. A mobilidade dessa articulação é bastante reduzida ou inexistente, porém apresenta uma certa elasticidade. Existem dois principais tipos de articulação fibrosa: as suturas e a sindesmoses. As suturas estão relacionadas com as articulações do crânio. Já as sindesmoses referem-se à articulação entre a tíbia e fíbula e entre o rádio e a ulna. As articulações cartilaginosas, chamadas também de anfiartroses ou levemente móveis, possuem uma separação cartilaginosa e não apresentam cavidade articular. A mobilidade destas articulações é reduzida. Existem dois tipos de articulações cartilaginosas: as sincondroses e as sínfises. Essas possuem entre os ossos cartilagem fibrosa. Como por exemplo, podemos citar as articulações presentes entre as vértebras, que possuem entre elas o disco intervertebral. Já as sincondroses possuem entre os ossos cartilagem hialina. A articulação esterno costal, entre o esterno e a cartilagem costal da primeira costela, é um exemplo desse tipo de articulação. As articulações sinoviais, chamadas também de diartroses ou móveis, possuem uma cavidade articular que apresenta uma cápsula cheia de líquido sinovial, que funciona como um lubrificante. Essas articulações possuem uma maior liberdade de movimento e são as mais encontradas em nosso corpo. De acordo com o movimento, as articulações sinoviais podem ser classificadas em uniaxial, biaxial e poliaxial. Uniaxial: Permite apenas um eixo de rotação. Exemplo: Articulação encontrada entre o úmero e a ulna. Biaxial: Permite dois eixos de rotação. Exemplo: Articulação do punho. Poliaxial: Permite três eixos de rotação. Exemplo: Articulação do ombro. Várias são as doenças que podem atingir as articulações. Entre elas, podemos citar: Bursite: Inflamação da bolsa sinovial, chamada também de bursa. Artrite Reumatoide: Inflamação das articulações e estruturas associadas. Gota: Um tipo de artrite caracterizado pelo depósito de cristais de ácido úrico na articulação. Febre Reumática: Inflamação dos tecidos sinoviais, tendões e demais tecidos conjuntivos presentes em torno das articulações. A Artrite Reumatóide é uma doença inflamatória crônica a qual pode afetar várias articulações. Sua causa é desconhecida e acomete as mulheres duas vezes mais do que os homens. Inicia-se geralmente entre 30 e 40 anos e a sua incidência aumenta ao decorrer da idade. Os sintomas mais comuns são os da artrite (dor, edema, calor e vermelhidão) em qualquer articulação do corpo sobretudo mãos e punhos. O comprometimento da coluna lombar e dorsal é raro mas a coluna cervical é frequentemente envolvida. As articulações inflamadas provocam rigidez matinal, fadiga e com o progresso da doença, há também destruição da cartilagem articular e os pacientes podem desenvolver deformidades e incapacidade de realizar suas atividades tanto de vida diária como profissional. As deformidades mais comuns ocorrem em articulações periféricas como os dedos em pescoço de cisne, dedos em botoeira, desvio ulnar e hálux valgo (joanete). Além das articulações outros podem também ser acometidos, porém menos comumente outros órgãos ou tecidos como a pele, unhas, músculos, rins, coração, pulmão, sistema nervoso, olhos e sangue podem apresentar alterações. A chamada Síndrome de Felty também pode ocorrer. Pacientes que sofrem de artrite reumatoide, que limita ou até cessa a funcionalidade de partes do corpo, correm risco de serem atingidos por outras doenças, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Como a artrite reumatoide é uma doença autoimune, outras doenças desencadeadas pelo mesmo mecanismo autoimune são mais frequentes nestes pacientes quando comparados com quem não tem a doença. Mais frequente que as doenças autoimunes em pacientes com artrite reumatoide, são as que estão relacionadas à deposição de placas de aterosclerose nos vasos sanguíneos. Devemos lembrar que doença coronariana, aterosclerose nas artérias carótidas, doença vascular periférica e acidente vascular cerebral (AVC), em especial o tipo isquêmico, podem ocorrer. Outras condições mais frequentes em quem tem artrite reumatóide, são insuficiência cardíaca congestiva, diabetes melitos tipo 2, osteoporose e distúrbio dos lipídios. Salientando que a presença de comorbidades nos pacientes com artrite reumatoide é importante diante desse risco maior de infarto do miocárdio e mesmo mortalidade de causa cardiovascular, caso estas doenças concomitantes não sejam reconhecidas e tratadas de forma adequada. A artrose é uma doença degenerativa que afeta as cartilagens, que são os tecidos que protegem as articulações. Com o seu desgaste, aumenta o atrito entre os ossos, o que provoca desconforto, dor, inflamações e deformações, dificultando e até impossibilitando os movimentos. Geralmente associado ao envelhecimento, o problema é mais frequente nas articulações de carga, ou seja, naquelas que suportam mais peso, como pés, quadril, coluna e, principalmente, joelhos. A artrose não tem cura. Mas é amplo o leque de recursos que podem beneficiar os pacientes. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para retardar o progresso da doença e garantir melhor qualidade de vida, além de contribuir para evitar ou adiar a colocação de próteses. O tratamento da artrose se baseia no uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para reduzir as dores, inflamação e incômodos articulares em geral, especialmente na fase aguda da doença, quando a dor é muito forte, e na prática de exercícios físicos de intensidade moderada e fisioterapia. Estas atividades devem ser realizadas diariamente para estimular a movimentação e o fortalecimento das articulações. Evidentemente, exercícios mais intensos devem ser evitados para não sobrecarregar os locais já comprometidos. Para o controle da doença, são usados os medicamentos condroprotetores, que ajudam a estabilizar o quadro e desacelerar o desgaste articular. A gama de medicamentos tem sido reforçada também com fitoterápicos de ação anti-inflamatória. Os produtos de origem vegetal provocam menos impacto no estômago e nos rins, órgãos que mais sofrem com os efeitos colaterais das drogas normalmente utilizadas, afetando principalmente os pacientes mais idosos. É importante ainda que o paciente adote algumas práticas rotineiras para evitar piora dos sintomas, colaborando com o tratamento. Essas mesmas práticas devem ser adotadas também por quem não tem a doença, pois ajudam a reduzir as chances de seu desenvolvimento. Controlar o peso, evitando a obesidade, manter sempre uma postura corporal correta, descansar e evitar levantamentoexcessivo de peso e exercícios repetitivos são hábitos recomendados. Fonte de referência: https://m.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/articulacoes.htm https://m.brasilescola.uol.com.br/biologia/articulacoes.htm https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/artrite-reumatoide/ https://www.reumatologia.org.br/orientacoes-ao-paciente/artrite-reumatoide-pode-causar-doencas-paralelas/ https://www.einstein.br/Pages/Doenca.aspx?eid=133 https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/doencas-dos-ossos/artrose-causas-sintomas-tratamento Nome: Rebeca Cardoso de Jesus Soares de Almeida Matrícula: 013668107 Curso: Fisioterapia - EAD