Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

www.legale.com.br 
 
 
DIREITO DIGITAL 
 
TEMA: 
 A QUARTA REVOLUÇÃO INDISTRIA DE KLAUS 
SCHWAB 
 
 
 
 
 
 
Resumo da Aula 
 
O professor apresentou o estudo da Quarta Revolução Industrial de Klaus 
Schwab a seguir apresentaremos o resumo da aula dada, e logo após o 
estudo complementar. 
• O professor Klaus Schwab nasceu em Ravensburg, Alemanha, 
em 1938. 
• Ele é fundador e presidente executivo do Fórum Econômico 
Mundial, Organização Internacional para Cooperação Público-
Privada. 
• Principal Think Tank do pensamento econômico liberal 
contemporâneo promove anualmente Fórum de Davos, na 
Suíça 
• Ele fundou o Fórum em 1971, mesmo ano em que publicou 
Moderne Unternehmensführung im Maschinenbau (Modern 
Enterprise Management in Mechanical Engineering). 
• Ao longo de sua ampla carreira, Schwab recebeu inúmeras 
homenagens. Ele possui 17 doutorados honorários e medalhas 
nacionais de honra, incluindo o Grande Cordão da Ordem do 
Sol Nascente do Japão, a Grã-Cruz com Estrela da Ordem 
Nacional da Alemanha e o Cavaleiro da Légion d'Honneur da 
França 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
• Como fundador e presidente executivo do Fórum Econômico 
Mundial, Klaus Schwab esteve no centro dos assuntos globais 
por mais de 40 anos 
• Em A Quarta Revolução Industrial Schwab defende que novas 
tecnologias estão fundindo os mundos físico, digital e biológico 
de forma a criar grandes promessas e possíveis perigos 
• A velocidade, a amplitude e a profundidade desta revolução 
estão nos forçando a repensar como os países se 
desenvolvem, como as organizações criam valor e o que 
significa ser humano 
• Diálogo com Castells e com a noção de Sociedade em Rede 
• Esta obra descreve as principais características da nova 
revolução tecnológica e destaca as oportunidades e os dilemas 
que ela representa. 
• E o mais importante, o autor explica por que a Quarta 
Revolução Industrial é algo fabricado por nós mesmos (ideia de 
colaboração) e está sob nosso controle (ideia de governança), 
e como as novas formas de colaboração e governança, 
acompanhadas por uma narrativa positiva e compartilhada, 
podem – na visão do autor - dar forma à nova Revolução 
Industrial para o benefício de todos 
• Conceito ESG 
• Reflexões: 
• A atualidade dos conceitos de Klaus Schwab 
• Como Klaus Schwab nos ajuda a entender os tempos 
presentes 
• Como Klaus Schwab nos ajuda a fazer prognósticos futuros; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
Leitura Complementar 
REVOLUÇÃO INDISTRIAL 
 
 
 
Revolução Industrial 
A Revolução Industrial consistiu nas transformações intensas e profundas 
do processo de produção que ficaram explicitadas pela substituição da energia 
humana pela energia motriz não humana (como hidráulica, eólica, e, 
principalmente, a vapor), pela superação da oficina artesanal (doméstica, 
manufatura) pela fábrica (maquinofatura) e pela consolidação da existência de 
duas classes sociais: a burguesia (proprietária e exploradora dos meios de 
produção) e os trabalhadores juridicamente livres (vendedores de sua força de 
trabalho). 
Pela primeira vez na história da humanidade, foram retirados os grilhões 
do poder produtivo das sociedades humanas, que daí em diante se tornaram 
capazes da multiplicação rápida e constante, e até o presente ilimitado, de 
homens, mercadorias e serviços. Este fato é hoje tecnicamente conhecido pelos 
economistas como a “partida para o crescimento auto-sustentável” (...) 
(HOBSBAWM, 1977, p. 44). 
Maurício Dobb, refletindo sobre a revolução industrial, chama a atenção 
para as periodizações construídas sobre a industrialização, pois, geralmente, 
elas trazem em si o risco de centralizar a Revolução Industrial nas 
transformações mecânicas realizados na estrutura de produção, deixando de 
relacioná-la com as transformações sociais, políticas e ideológicas que estão 
umbilicalmente ligadas a ela (Revolução Industrial) (DOBB, 1981). 
Além de ser expropriado do produto final de seu trabalho, o trabalhador 
se torna sujeito às normas de produção impostas pelo capital. A entrada dos 
operários, a refeição deles e a saída ocorrem ao som do sino. No interior da 
fábrica, cada um tem seu lugar marcado, a tarefa estreitamente delimitada e 
sempre a mesma; todos devem trabalhar regularmente e sem parar, sob o olhar 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
do contra-mestre que o força à obediência mediante a ameaça da multa ou da 
demissão, por vezes até mesmo mediante uma coação mais brutal (Paul 
Mantaux citado por BEAUD, 1981, p. 108). 
A exploração da força de trabalho era chocante. Homens, mulheres e 
crianças (de até 6 anos de idade) realizavam, em condições desumanas, uma 
jornada de trabalho de até 18 horas. Essa situação permitia aos proprietários 
capitalistas impor ao trabalhador a execução e a extração do sobre trabalho 
(horas trabalhadas além das necessidades de reprodução da força de trabalho), 
o que permitia a acumulação do lucro, que em parte era reinvestido no setor 
produtivo, com o único e principal objetivo de valorizar o capital. Essa situação 
social demonstrava que “tudo corria para o rico” (HOBSBAWM, 1977). 
À medida que a Revolução Industrial se ampliava e estabelecia as 
relações de produção capitalista, as contradições entre o capital e o trabalho 
acirravam-se empurrando os trabalhadores para organização que resultou na 
criação de associações. No início elas tinham o caráter de “ajuda mútua”, de 
prática assistencialista. Depois criaram associações mais politizadas e 
centralizadas: os sindicatos e partidos políticos. 
Em resumo a primeira revolução baseou-se na invenção da máquina a 
vapor e sua aplicação na produção têxtil, no combustível, carvão, e nos 
telégrafos como comunicação. 
A segunda revolução industrial teve o aparecimento simultâneo do 
fornecimento centralizado de energia elétrica, da era do petróleo, o automóvel 
abriu caminho para uma sociedade de consumo de massa, além do telefone, 
televisão, rádio e início da internet nos anos 90. 
 
 A Primeira Revolução Industrial 
 
A Primeira Revolução Industrial, que ocorreu a partir do século XVIII (1760 
– 1850), foi o primeiro processo de evolução tecnológica na área de produção 
em grande escala, em que os modelos de produção majoritariamente agrícola e 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
artesanal, deram lugar a um modelo industrial e um novo modo de consumir. A 
principal particularidade desta época foi a substituição do trabalho artesanal pelo 
assalariado, com o uso de máquinas, possibilitando a existência de novas formas 
de produção que transformaram o setor industrial, dando início a um novo padrão 
de consumo. 
Ocorrida na Europa, inicialmente na Inglaterra e depois no restante da 
Europa Ocidental e Estados Unidos, o período foi marcado pela introdução das 
máquinas nos processos produtivos, bem como a fabricação de produtos 
químicos e expansão do transporte de pessoas e produtos, sobretudo, por 
ferrovias e navios a vapor. 
Nas fábricas, as máquinas a vapor são alimentadas por combustíveis 
fósseis. O primeiro deles foi o carvão mineral, que é formado na natureza pela 
fossilização da madeira, dióxido de carbono e metano. 
O uso de carvão impulsionou a produção de aço e proporcionou o 
crescimento da indústria de construção civil, com o aumento das populações dos 
centros industriais. 
 
A Segunda Revolução Industrial 
A segunda revolução industrial foi marcada pelo aço, o petróleo e, 
principalmente, pela eletricidade. A energia elétrica trouxe muitos 
aprimoramentos para a indústria, além de taxas de lucratividade elevadas, 
permitindo um maior crescimento industrial. 
Com a adoção de novas fontes de energia com custos mais baixos, como 
a eletricidade, permitiu-se uma implementação cada vez mais gradual de 
máquinase, portanto, dando o estopim para a automação da produção fabril, 
levando à reorganização do processo produtivo em larga escala. Importante 
ressaltar, entretanto, que a substituição do trabalho braçal por uso intensivo das 
máquinas ocorreu no período subsequente, na Terceira Revolução Industrial. 
Neste período, o aço começou a ser utilizado como matéria-prima, dando 
origem, as grandes metalúrgicas e siderúrgicas. A logística dos transportes foi a 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
área mais beneficiada com essa inovação, sobretudo a partir da construção de 
estradas de ferro, navios e do surgimento da indústria de automóveis, além das 
duas principais teorias a respeito da otimização da produção industrial, como 
o fordismo e o taylorismo 
 Nesse sentido de otimizar a produtividade do trabalho, surge a teoria de 
administração do científica de Frederick W. Taylor, o supracitado: taylorismo. 
Para ele, a eficiência operacional das tarefas, deveriam buscar extrair o melhor 
rendimento de cada funcionário, gerando assim, um sistema de racionalização 
do trabalho concebido em modelo científico. 
Assim, com a análise dos processos produtivos, foi possível aperfeiçoar a 
capacidade de trabalho dos operários, dando foco para economizar o esforço 
produtivo. 
Por fim, com a expansão das escalas e dos ritmos de produção, o avanço 
da mecanização em sistemas dedicados se intensificará também nas unidades 
fornecedoras de peças, assim como nos fabricantes de matérias-primas e 
insumos. 
 
 
A Terceira Revolução Industrial 
 A Terceira Revolução Industrial ocorreu a partir de 1950. Naquele tempo, 
diversos segmentos do conhecimento começaram a sofrer mudanças em consequência 
do avanço tecnológico jamais visto anteriormente. 
As indústrias que passaram pela evolução tecnológica começaram a se 
sobressair em relação às indústrias mais tradicionais, como a metalurgia, siderurgia e a 
indústria de automóveis. As indústrias que obtiveram posição de destaque nesse 
período foram: robótica, genética, informática, telecomunicações, eletrônica, entre 
outras. 
Os estudos desenvolvidos nessas áreas acabaram transformando todo o sistema 
de produção, uma vez que o objetivo era produzir mais em menos tempo, empregando 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
tecnologias avançadas e qualificando a mão de obra que assumiria a liderança nas 
etapas de produção, comercialização e gestão das empresas. 
Tudo isso, associado ao processo produtivo de máquinas mais eficientes, 
instrumentos mais precisos e a introdução de robôs alteraram o modo de organização 
da indústria, possibilitando o aumento da produção e dos lucros, diminuindo os gastos 
com a mão de obra, bem como diminuindo o tempo para a produção industrial. 
O desenvolvimento alcançado no setor industrial, aliado ao desenvolvimento 
científico, mudou também as relações em sociedade. As novas tecnologias 
desenvolvidas, nessa fase, possibilitaram que as informações fossem transmitidas cada 
vez mais rápido e estimularam a interação entre as pessoas do mundo todo. 
O tempo e distância foram reduzidos ao passo que o conhecimento desenvolveu-
se. As pessoas passaram a estar conectadas de maneira remota e instantânea. Esse 
rompimento de barreiras físicas e temporais conectou culturas, tradições, povos e 
línguas é conhecida como globalização. 
A alta tecnologia possibilitou a criação de novos computadores e softwares 
associados ao desenvolvimento da internet. Surgiram computadores pessoais cada vez 
menores e mais eficientes; surgiram também os micro-chips e diversos outros produtos 
eletrônicos. Houve aprimoramento nos meios de telecomunicações, a exemplo do 
telefone móvel. O campo da medicina também se modificou com novas tecnologias, 
como a biotecnologia, a genética, novas formas de prevenção de doenças e novos 
tratamentos. 
Essas criações desenvolveram novas relações sociais conforme a vida da 
população ficou mais conectada. A internet e os eletrônicos diminuíram a distância e o 
tempo, com milhões de mensagens, imagens e informações que são enviadas a todo 
momento, independentemente da localização geográfica. 
A Terceira Revolução Industrial também foi responsável pelo aumento das 
multinacionais, pelo crescimento das economias e pelo aumento de investimentos no 
mercado de financeiro. As indústrias dispersaram-se pelo mundo, instalando-se em 
países periféricos em virtude das vantagens econômicas oferecidas. 
 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
Apesar dos avanços tecnológicos, a terceira revolução também trouxe 
consequências, como a transformação do processo produtivo, buscando por uma 
produção maior em menor tempo, demandando cada vez mais o uso intenso dos 
recursos naturais. 
 Os recursos naturais são finitos e o gasto inconsequente de suas fontes, 
podem gerar para as gerações futuras severas consequências. Além das questões 
ambientais, existe também uma desvalorização da mão de obra, com a substituição do 
trabalho humano pelo trabalho maquinário, produzindo exploração e precarização do 
trabalho, e consequentemente, o aumentando o desemprego, assim como os trabalhos 
informais. 
 
 
• QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
 
A Quarta Revolução Industrial, também conhecida como Revolução 4.0, é uma 
alteração drástica nos meios de produção por meio da utilização de tecnologias 
aprimoradas, tais como a Internet das coisas, a biologia sintética, as impressoras 
3D, o algoritmo, o 5G, a big data e a I.A. (Inteligência Artificial) consolidam uma 
nova etapa industrial. Com isso, as telecomunicações e equipamentos estão 
cada vez mais interligados unindo cada vez mais estas inovações, gerando 
características de fusão entre o mundo físico e o virtual. 
Assim que ocorre uma revolução industrial, a sociedade passa por 
alterações radicais, que ocorrem com mais velocidade do que a sua capacidade 
de assimilação. Essas mudanças radicais na sociedade podem ser benéficas, 
como o uso da tecnologia para a produção de alimentos, mas também podem 
trazer malefícios, como a utilização destas mesmas ferramentas para destruir o 
meio ambiente. 
Desse modo, é correto afirmar que a nova etapa com a I.A, aplicada 
intensamente à robótica, pode gerar os algoritmos que fazem as máquinas 
aprenderem conforme a atuação junto às pessoas, ou seja, utilizando os dados 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
reais, os robôs e agentes podem repetir e aprimorar processos e até mesmo 
solucionar problemas para os seres humanos ou até mesmo, os próprios 
humanos. 
 
As revoluções industriais foram marcas principalmente: 
 
 
 Primeira Revolução Industrial 
 
Mecanização; 
Força hidráulica; 
Máquina a vapor. 
 
 
 Segunda Revolução Industrial 
 
Produção em massa; 
Linha montagem; 
Eletricidade. 
 
 
 Terceira Revolução Industrial 
 
Computação; 
Automação. 
 
 
 Quarta Revolução Industrial 
 
Sistemas Digitais; 
Revolução da Informatização; 
Inteligência Artificial. 
 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773
 
 www.legale.com.br 
 
 
 
 Bibliografia 
 
 
WORLD ECONOMIC FORUM. Professor Klaus Schwab Biograph. 
Disponível em: https://www.weforum.org/about/klaus-schwab. Acesso em 24 
abr. 2022. 
SCHWAB, Klaus. A Quarta Revolução Industrial. São Paulo: Fórum 
Econômico Mundial; Edipro, 2018. 
SOUSA, Rafaela. "Terceira Revolução Industrial"; Brasil Escola. Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/terceira-revolucao-industrial.htm. 
 
Rhaiane Oliveira da Silva - 14881529773

Mais conteúdos dessa disciplina