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112 b) Os principais sintomas são otalgia e prurido. c) O tratamento inicial consiste na cuidadosa limpeza local. d) A utilização de analgésicos e AINH ajuda a aliviar o desconforto do paciente. e) Não se deve ocluir o CAE com gazes ou algodão para prevenir a proliferação de bactérias anaeróbias. 5. M.A.B., masculino, 15 anos, chega ao consultório médico relatando otalgia muito intensa e súbita seguida por uma otorreia sanguinolenta, além de uma infecção de vias aéreas superiores. Na otoscopia, são observadas bolhas hemorrágicas vermelho-azuladas cobrindo a pele do conduto auditivo externo ósseo e na membrana timpânica. Com relação a isso, dentre as alternativas a seguir, qual o diagnóstico mais provável? a) Otite externa crônica. b) Otite média aguda. c) Otite externa bolhosa. d) Celulite auricular. e) Otite externa aguda localizada. 6. (Pref. Rio de Janeiro - RJ - 2017) A doença de evolução lenta, localizada na cartilagem do pavilhão auricular, acompanhada de dor intensa, proveniente de outras infecções, lacerações, contusões ou cirurgias, cuja evolução pode causar deformidades antiestéticas, caracteriza a otite externa denominada de: a) Maligna. b) Granulosa. c) Pericondrite. d) Estenosante. e) Difusa aguda. 7. (Pref. Rio de Janeiro - RJ - 2017) Paciente com queixas de otalgia intensa e aguda, devido à infecção estafilocócica de um folículo piloso do meato acústico externo, podendo o edema causar eventual diminuição da audição, estando a membrana timpânica normal, caracterizam a otite externa: a) Latente. b) Localizada. c) Necrosante. d) Eczematosa. e) Maligna. 8. (Pref. Bocaiúva - MG - UNIMONTES, 2016 - modificada) O exame de imagem de maior sensibilidade no diagnóstico da otite externa necrotizante (maligna) é: a) A cintilografia com Citrate-Ga67. b) A tomografia computadorizada. c) A cintilografia com MDP-Tc99. d) A ressonância magnética com gadolíneo. e) Radiografia de crânio. 9. Em relação às otites externas bacterianas agudas simples, necrotizantes (ou malignas) e localizadas, assinale a alternativa que indica o(s) agente(s) bacteriano(s) mais frequente(s). 113 a) Pseudomonas aeruginosas para as duas primeiras e Staphylococcus aureus para a localizada. b) Pseudomonas aeruginosa para todas. c) Streptococcus epidermidis, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, respectivamente. d) Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, respectivamente. e. Staphylococcus aureus para todas. 10. (Pref. Aguaí - SP - Médico Otorrinolaringologista, 2016 - Modificada) A otite externa é uma afecção inflamatória ou infecciosa do canal auditivo externo. Indique quais são os sintomas de uma otite externa: a) Otalgia, coceira, sensação de plenitude auricular, otorreia e diminuição da audição b) Otalgia, dificuldade de atenção, coceira e vermelhidão. c) Não há sinais e sintomas aparentes, o paciente apenas se queixa de excesso de cerúmen. d) Principalmente otalgia e prurido, mas não causa hipoacusia. e) Nenhuma das alternativas 11. (NUCEPE-FMS, 2019 - modificada) A otite externa necrotizante afeta mais frequentemente diabéticos, com extensão da infecção óssea para a base do crânio através das fissuras de Santorini pela P. aeruginosa. Quais nervos cranianos são mais comumente envolvidos? a) VII, X, XI. b) V, VII, IX. c) X, IV, XI. d) VIII, IX, X. e) VII, XI, XII 12. (Pref. Parnamirim-RN-COMPERVE, 2019 - modificada) O médico otorrinolaringologista está atendendo um paciente octogenário com um quadro de otalgia de forte intensidade, encaminhado por otite externa. O paciente faz uso de prótese auditiva retroauricular bilateral, é diabético controlado com insulina e dieta e está sendo acompanhado pelo médico da Estratégia de Saúde da Família. Fez tratamento há 8 dias com gotas tópicas de polimixina B, lidocaína e paracetamol, sem melhora. Ao avaliar o paciente e seu histórico clínico, o especialista conclui que a hipótese diagnóstica correta é: a) Otite externa aguda, de causa fúngica, pois há dor de forte intensidade em uso de prótese auditiva retroauricular em idoso diabético. b) Otite externa necrotizante, pois o sintoma é uma otalgia de intensidade forte, resistente ao uso de analgésicos em idosos diabéticos. c) Otite média aguda, pois há dor de forte intensidade em idoso diabético, usuário de prótese auditiva retroauricular. d) Otite externa inflamatória reacional à polimixina B, usada na pele da orelha externa do idoso diabético usuário de prótese auditiva. e) Nenhuma das anteriores. 13. (Pref. Parnamirim-RN-COMPERVE, 2019 - modificada) O otorrinolaringologista observa que em uma região onde é comum o banho diário em rios e mar para 114 entretenimentos é prevalente a otite externa aguda. Sobre o conhecimento da fisiologia e dos recursos de proteção do meato acústico externo contra infecções e a entrada de corpos estranhos, é considerado mecanismo protetor: a) A secreção glandular formando uma cobertura de cerume sobre a pele. b) A presença de fâneros na porção óssea do meato acústico externo. c) O PH fisiológico básico em torno de 8 no meato acústico externo. d) O comprimento de cerca de 50 mm do meato acústico externo. e) A limpeza frequente com cotonetes. 14. (SEHAC-RJ-FDC, 2019) O exame para acompanhamento e critério de cura da otite externa necrotizante é: a) Tomografia computadorizada das mastoides. b) Ressonância Nuclear Magnética das mastoides. c) Cintilografia óssea com tecnécio-99. d) Cintilografia óssea com galio-67. e) VHS e níveis glicêmicos. 15. (CEFET-MRN-BA, 2019) Sobre a otite externa necrosante, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas. (_) O patógeno mais comumente encontrado é o Staphylococcus aureus. (_) Acomete pacientes imunocomprometidos, mais comumente idosos e diabéticos, em especial, insulinodependentes. (_) A cintilografia com gálio 67 é bastante útil no diagnóstico, enquanto a cintilografia com tecnécio 99 é um bom parâmetro para acompanhar resposta ao tratamento. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a) V V F. b) V F V. c) F V V. d) F V F. e) F F V. 16. (Pref. Canoinhas-SC-Médico Otorrinolaringologista, 2019) Sobre inflamações que ocorrem no ouvido, É CORRETO afirmar que: a) Na otite externa, quando as glândulas ceruminosas são afetadas, há um aumento na produção do cerume. b) O Agente etiológico mais comum isolado na otite externa é a Pseudomonas aeruginosa. c) A condrodermatite nodular da hélice ocorre com mais frequência em crianças e mulheres. d) Na condrodermatite nodular, há na base da úlcera infiltrado inflamatório com a presença apenas de polimorfonucleares. e) Nenhuma das alternativas 17. (CEFET-BA-Médico Otorrinolaringologista, 2017) Paciente, sexo masculino, 86 anos, insulinodependente, apresentou quadro de otalgia e otorreia em ouvido direito. Foi iniciado tratamento com gota otológica e limpeza do conduto auditivo externo (CAE), porém, o paciente evoluiu com piora da otalgia e da otorreia, que se tornou piossanguinolenta, referindo também cefaleia, e dor importante na articulação 115 temporomandibular. Exame otológico evidenciou edema do CAE e presença de tecido de granulação na parede do CAE. Sobre esse caso, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas. (_) O exame de imagem padrão ouro para se acompanhar a resposta ao tratamento é a cintilografia com tecnécio. (_) O início do tratamento deve ser realizado com antimicrobianos com eficiente cobertura antipseudomonas até que o resultado da cultura seja concluído. (_) O diagnóstico mais provável é otite externa necrosante, e a tomografia computadorizada de ossos temporais e a cintilografia com tecnécio auxiliam nodiagnóstico. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é: a) V V F. b) V F F. c) V F V. d) F V V. e) F V F. 18. Com relação ao tratamento da otite externa aguda, pode-se afirmar, exceto: a) Na maioria dos casos é necessária a realização de cultura bacteriana para a detecção específica do agente. b) A maioria dos pacientes se recupera sem uma terapia específica antipseudomonas. c) Em caso de perfuração da membrana timpânica, deve-se evitar agentes na forma de solução. d) Logo de início, deve ser feita a retirada de crostas, escamas e a descamação epitelial do meato acústico externo. e) Em caso de edema do canal acústico externo, deve ser realizado um tampão para facilitar o uso da medicação. 19. Acerca de otite externa aguda localizada, julgue as assertivas a seguir em verdadeiro (V) ou falso (F): I- Durante o exame físico, a inspeção demonstra tumefação à entrada do conduto auditivo externo, acompanhada de hiperemia, edema de pele e enfartamento de linfonodos regionais. II- No exame otoscópico, geralmente observa-se a membrana timpânica normal. III- Por tratar-se de uma afecção localizada, deve-se evitar utilizar medicamentos sistêmicos. a) VVV. b) VVF. c) VFF. d) FFF. e) FVF. 20. A otite externa aguda difusa é conhecida por “orelha de nadador”, apesar que pode acometer também pessoas que não tenham nadado recentemente. Com relação a essa patologia, marque a alternativa correta: a) A retirada constante do cerume consiste em um fator protetor contra a otite externa aguda difusa. 116 b) Pelo caráter difuso da otite externa aguda difusa, o uso de antibióticos sistêmicos é de rotina. c) Um dos meios utilizados para o tratamento da inflamação gerada pela otite externa aguda difusa é a solução de Burow (acetato de alumínio em água). d) O principal agente da patologia é o Staphylococcus aureus. e) Uma das desvantagens da terapia tópica é a impossibilidade de administrar altas concentrações de antibióticos. 21. A otite externa aguda é uma patologia de caráter multifatorial e que requer cuidados preventivos. Com a isso, assinale a alternativa que não corresponde a um possível fator desencadeante: a) Limpeza regular do cerume do canal auditivo. b) Sudorese excessiva. c) Seborreia. d) Exposição à água. e) Uso de secador de cabelo para secar o conduto auditivo externo. 22. A otite externa aguda possui etiologia multifatorial e, muitas vezes, diversos sintomas em comum com várias outras patologias, possuindo assim diversos diagnósticos diferenciais. Com relação a estes, julgue os itens a seguir em verdadeiro (V) ou falso (F) e assinale a alternativa correspondente: I- Um dos principais diagnósticos diferenciais é otite média aguda, sendo essa distinção de fundamental importância no tratamento, pois a externa necessita de antibióticos tópicos, enquanto a média precisa de antibióticos sistêmicos. II- Afecções dermatológicas do canal auditivo externo, como eczema, seborreia e outras dermatoses inflamatórias são relativamente comuns no canal auditivo e podem imitar a otite externa aguda, apesar de que não são conhecidas relações secundárias entre a patologia das mesmas. III- Infecções virais do conduto ouvido externo, causadas por varicela, sarampo ou herpes vírus, são raros, mas são de importante diferenciação com a otite externa aguda. O herpes vírus, por exemplo, pode provocar vesículas no canal auditivo externo e otalgia importante. a) VVV. b) VVF. c) VFV. d) FFV. e) FVV. 23. A otite externa é uma inflamação do canal auditivo externo, geralmente com infecção. Essa inflamação é geralmente generalizada em todo o canal auditivo externo, por isso é frequentemente chamada de “otite externa difusa”, mas também possui casos de afecção localizada, como furúnculos. Com relação a isso, julgue as assertivas a seguir em verdadeiro (V) ou falso (F) e marque a alternativa correspondente. I- A otite externa tem formas: aguda ( 6 meses) e necrosante. II- Pseudomonas aeruginosas e Staphylococcus aureus são os patógenos bacterianos mais frequentes, mas o crescimento de fungos (como Aspergillus niger e candida) também é comum, especialmente após o tratamento com antibióticos.