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DESENVOLVIMENTO DAS 
HABILIDADES MOTORAS 
FUNDAMENTAIS E 
ESPECIALIZADAS COMO BASE 
PARA PRÁTICA ESPORTIVA
Francisco Cristiano Sousa 
Paulo Souza 2
Expediente
Copyright @ 2024 by Fundação Demócrito Rocha
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA
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DO NORDESTE – UANE
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PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DOS 
PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA
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Coordenador de Conteúdo
Ricardo Catunda
Analista de Projetos
Daniele Andrade
Editora
Lia Leite
Ilustrador
Rafael Limaverde
Revisora
Daniele Andrade
Este fascículo é parte integrante do projeto Programa de capacitação dos Princípios da Prática Esportiva 
em decorrência do Contrato de Patrocínio celebrado entre a Fundação Demócrito Rocha (FDR) e a 
Secretaria do Esporte do Estado do Ceará, sob o nº 000114038-15201900.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE2
Sumário
Introdução .........................................................................4
1. Definição de conceitos ...................................................5
2. Habilidades motoras fundamentais como 
base para o esporte ............................................................7
3. Habilidades motoras especializadas ............................ 10
Conclusão ........................................................................ 13
Referências ...................................................................... 14
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 3
O esporte se apresenta como um im-
portante elemento para a formação 
humana na medida em que agrega 
numa mesma atividade as dimensões físi-
cas, motoras, lúdicas, corporais, culturais, 
técnicas e táticas, espirituais, psicológicas, 
sociais e afetivas (Tani; Bento & Petersen, 
2006). Todo este potencial formativo con-
tribui para que o esporte esteja presente 
como um dos elementos da cultura de di-
versos países do mundo. As evidências cien-
tíficas apontam para o papel que o espor-
te desempenha na saúde e bem-estar dos 
adolescentes (Mckay et al., 2019).
A prática de esportes contribui para o 
pleno desenvolvimento humano (Gaya, 
Marques & Tani, 2004) e a prática esportiva 
se materializa por meio da execução das 
diversas técnicas esportivas específicas 
de cada modalidade, que por sua vez são 
precedidas pela correta execução das ha-
bilidades motoras fundamentais (HMF) e 
habilidades motoras especializadas (HME), 
ou seja, a habilidade motora vem primeiro, 
depois vem a técnica esportiva (Tani; Bento 
& Petersen, 2006).
Para além de servir de base para o de-
sempenho nas técnicas esportivas, a pro-
ficiência nas HMF contribui com melho-
res níveis atividade física (AF) e saúde das 
crianças (Duncan, Bryant, & Stodden, 2017; 
Jones et al., 2020) e a proficiência nas HMF 
e HME favorece a obtenção de melhores ní-
veis de saúde dos indivíduos ao longo da 
vida (Barnett, Van Beurden, Morgan, Brooks, 
& Beard, 2008; Cattuzzo et al., 2016; Barnett 
et al., 2019; Sackett & Edwards, 2019; Dun-
can, Hall, Eyre, Barnett, & James, 2021), o 
que leva ao entendimento de que propor-
cionar esta educação motora de base con-
tribui para a formação esportiva, para a saú-
de e cidadania das crianças e adolescentes. 
Ao final deste módulo, você deverá ser 
capaz de:
Introdução
• Diferenciar os conceitos de HMF, HME, 
competência motora e proficiência 
motora, compreendendo a transição 
das HMF para as HME e habilidades es-
portivas.
• Estabelecer relação da proficiência 
motora com os níveis de AF, saúde e 
prática esportiva ao longo da vida.
• Compreender as HMF e HME como ele-
mentos preditores para a prática espor-
tiva no contexto da educação, partici-
pação e do rendimento.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE4
Definição de 
conceitos
1
A compreensão dos conceitos é funda-
mental para que os profissionais de 
educação física possam desenvolver 
práticas que levem ao cumprimento dos 
objetivos de ensino. Diante do exposto, você 
deve se familiarizar os seguintes conceitos:
Habilidades motoras 
fundamentais
São padrões básicos de movimento consi-
derados como “blocos de construção” de 
habilidades mais complexas e específicas 
do contexto, como os esportes, as danças, 
as lutas e as ginásticas (Malina et al., 2009; 
Logan et al., 2018).
Habilidade motora 
especializada
São padrões de movimentos formados pela 
combinação de duas ou mais HMF que atin-
giram sua fase madura, podendo ser utiliza-
das nas atividades cotidianas e na prática 
dos esportes, danças, lutas, jogos e ginásti-
cas (Gallahue & Ozmun, 2005).
Competência motora
É a capacidade do indivíduo de realizar uma 
ampla gama de movimentos coordenados 
e controlados que permitam alcançar um 
resultado satisfatório em tarefas da vida 
diária, ou dos esportes (Estevan & Barnet, 
2018).
Proficiência motora
É a performance e/ou resultado obtido em 
testes motores, sendo também utilizado 
como sinônimo de competência motora 
(Venetsanou & Kambas, 2016).
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 5
Habilidades motoras 
fundamentais
As HMF estão dividas em habilidades de 
equilíbrio, de controle de objetos e locomo-
toras e seu desenvolvimento é influenciado 
por fatores genéticos, da tarefa e ambien-
tais, sendo o ambiente e a tarefa modifi-
cáveis, tornando possível a intervenção do 
profissional de educação física na estrutu-
ração destes dois fatores com vistas ao ple-
no desenvolvimento das HMF por parte dos 
alunos.
 As crianças podem apresentar diferen-
tes níveis de desenvolvimento das HMF, 
podendo ser classificado em elementar, in-
termediário e maduro (proficiente), sendo 
que todas elas têm potencial para alcançar 
níveis maduros da maior parte das HMF por 
volta dos 6/7 anos (Malina et al., 2009), po-
dendo alcançar a proficiência até por volta 
dos 10 anos quando submetidas a interven-
ções de boa qualidade metodológica (Ban-
deira, De Souza, Zanella, & Valentini, 2017). 
A figura abaixo mostra um exemplo dos três 
estágios de desenvolvimento de uma habi-
lidade motora.
Conhecendo as 
habilidades motoras 
fundamentais
Habilidade de locomoção: Cami-
nhada, corrida, salto de uma deter-
minada altura, salto vertical, salto em 
distância, saltito, galope e deslizamen-
to, pulo, salto misto.
Habilidades de manipulação: Rola-
mento de bola, arremesso por cima, 
recepção, chute, ato de aparar, rebati-
da, quicar bola, voleio. 
Habilidades de equilíbrio: Movi-
mentos axiais, giro corporal, desvio, 
equilíbrio em um só pé, rolamento do 
corpo, caminhada direcionada, apoios 
invertidos.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE6
2
Habilidades motoras 
fundamentais como 
base para o esporte
A literatura indica que a participação em 
esportes organizados contribui para 
a proficiência nas HMF de crianças 
(Da Silva Sousa et al., 2016; Ribeiro-Silva et 
al., 2018; Schembri et al., 2019), contudo, o 
objetivo nesta seção é analisar se o inverso 
também é verdadeiro, ou seja, se a profici-
ência nas HMF contribui para o desenvolvi-mento das habilidades esportivas.
Ser proficiente nas HMF, HME e ter boa 
percepção de competência motora contri-
buiu mais que a aptidão física para o apren-
dizado das habilidades técnicas do futebol 
por parte de crianças de 7 a 12 anos (Dun-
can et al., 2022a) e adolescentes (Duncan 
et al., 2022b). Estimular o desenvolvimento 
das HMF juntamente com o treino das capa-
cidades físicas pode ser relevante para a for-
mação de jogadores. Crianças praticantes 
de futebol da categoria sub-10 proficientes 
nas HMF apresentaram melhores qualida-
des técnicas e táticas quando comparadas 
com crianças não proficientes.
Ainda sobre o futebol, ser proficiente nas 
HMF já na primeira infância pode favorecer 
um melhor nível técnico de controle da 
bola, precisão de passe, chute mais eficien-
te e desempenho técnico geral por parte 
de adolescentes (Subhan & Suripto, 2024), 
resultado que evidencia que estimular o 
desenvolvimento das HMF na fase correta 
pode gerar melhorias de longo prazo na 
performance atlética dos futebolistas.
Ao que parece, crianças e adolescentes 
proficientes nas HMF apresentam melhores 
níveis de autoconfiança física (McGrane et 
al., 2017), o que pode estimular a adesão 
à prática de esportes organizados como o 
futebol portanto, o profissional de educa-
ção física deve entender que ser proficiente 
nas HMF é tão importante quanto ter boa 
aptidão física para desempenhar bem no 
futebol (Kokstejn & Musalek, 2019), já que é 
necessário um certo nível de domínio des-
tas habilidades motoras para desenvolver 
as habilidades específicas do jogo.
Deve-se partir do entendimento de que 
a proficiência nas HMF se apresenta como 
uma barreira potencial para o aprendizado 
das habilidades esportivas, é o que Costa 
et al., 2021 indica ao identificar que a pro-
ficiência nas HMF influenciou no desenvol-
vimento das habilidades relacionadas ao 
saque do vôlei de crianças e no padrão de 
movimento e precisão na execução do sa-
que e ataque (Costa et al., 2018).
Outro exemplo de associação positiva 
entre proficiência e aprendizado de habi-
lidades esportivas é o da ginástica rítmica, 
onde crianças proficientes nas HMF apre-
sentaram melhor aprendizado das habilida-
des para todos os aparelhos (Kezić, Miletić 
& Lujan, 2018). Estimular a proficiência nas 
HMF é possibilitar a inclusão das crianças 
nas práticas físicas e esportivas, assim sen-
do deve-se atentar para não ensinar as ha-
bilidades esportivas antes das HMF. 
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 7
Ensinando as habilidades 
motoras fundamentais
As HMF não “emergem naturalmente” du-
rante a infância e são desenvolvidas como 
resultado da interação entre vários fatores 
(Haywood & Getchell, 2016), dentre os quais, 
o ensino desempenha um papel importante 
ao possibilitar o acesso a experiências que 
estimulem as crianças a desenvolver níveis 
proficientes nas HMF. 
A evidência científica aponta que a in-
tervenção docente de qualidade orientada 
para o ensino das HMF pode contribuir para 
que os alunos alcancem a proficiência nes-
sas habilidades (McDonough, Liu, & Gao, 
2020) para tanto, a estruturação das ativida-
des de ensino deve seguir alguns princípios 
para garantir que todas as crianças se tor-
nem proficientes nas HMF. Segundo Valen-
tini & Toigo, 2006 os princípios são:
1. Criação de um ambiente favorável à 
prática que promova a inclusão de 
todos os alunos por meio de ativida-
des adequadas às crianças de dife-
rentes níveis de habilidade.
2. Implementação de um protocolo a 
ser combinado com os alunos, dei-
xando claro o tempo necessário para 
a prática, como se organizar para as 
atividades, a atenção nos momentos 
de instrução e de mudança de uma 
atividade para a outra.
3. Estimulação da socialização e coo-
peração entre os pares para induzir 
o desenvolvimento das habilidades 
socioemocionais e a troca de feed-
backs entre os alunos sobre as habi-
lidades praticadas.
4. Organização do ambiente e dos 
materiais antes do início das aulas 
como forma de aumentar o tempo 
efetivo de aula, garantir a seguran-
ça dos alunos durante as práticas e 
evitar a dispersão da turma durante 
a troca de atividades.
5. Demonstração como facilitadora da 
aprendizagem por meio da execu-
ção de uma habilidade por parte do 
professor, de um aluno, bem como, 
da apresentação de uma figura ou 
de um vídeo, já que o desempenho 
motor do aluno tende a ser influen-
ciado pela exibição de um modelo. 
6. Utilização de dicas verbais como 
facilitadoras da aprendizagem para 
direcionar a atenção dos alunos 
para aspectos relevantes das habi-
lidades.
7. Feedback contínuo para motivar 
o aluno e facilitar a aprendizagem, 
guiando-o na execução correta da 
tarefa e reforçando o desempenho 
correto da HMF.
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE8
Existe alguma proposta interventiva que 
nos ajude a estruturar as aulas e treinos 
de esportes de forma a estimular o desen-
volvimento das HMF? A resposta é sim! No 
Brasil, temos o modelo do “Clima motiva-
cional para a maestria” que é uma proposta 
interventiva estruturada a partir de evidên-
cias científicas com foco na proficiência das 
HMF. Neste modelo, as aulas estão estrutu-
radas com a prática de atividades analíticas 
e jogos orientados para as HMF (Valentini & 
Toigo, 2006). 
As premissas pedagógicas deste mo-
delo são:
1. Tarefa: oferta de uma variedade de 
tarefas dirigidas e jogos orientados.
2. Autonomia: o professor estimula 
que as crianças executem as tarefas 
e resolvam as situações problemas 
de forma independente, a partir das 
suas capacidades.
3. Reconhecimento: as crianças rece-
bem estímulos positivos para todos 
os avanços na proficiência motora 
e o erro de execução é valorizado 
como meio para a aquisição da pro-
ficiência nas HMF.
4. Grupo: todas as atividades são de-
senvolvidas sempre em grupos para 
estimular a socialização e a percep-
ção de avanços e dificuldades entre 
as crianças.
5. Evaluation (avaliação): as crian-
ças são estimuladas a autoavaliar 
seu desempenho em todas as ta-
refas e jogos como forma de bus-
car um progresso contínuo, tendo 
como referência o processo (evolu-
ção no nível de proficiência) e o pro-
duto (nível de proficiência).
6. Tempo: o professor estimula a prá-
tica contínua das tarefas e jogos 
para que as crianças percebam que 
a persistência temporal na execu-
ção das atividades levará à profici-
ência motora. 
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 9
As HME são formadas a partir da combi-
nação entre duas ou mais HMF madu-
ras. A proficiência no maior o número 
de HMF possibilitará um maior repertório de 
HME e dificulta o desenvolvimento de auto-
matismos motores (Güllich, Macnamara & 
Hambrick., 2022), mostrando que a varieda-
de das práticas é um importante elemento 
para o desempenho esportivo de excelência 
sustentado a longo prazo, seja no esporte 
educacional, participação ou rendimento.
Habilidades motoras 
especializadas
3
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE10
O desenvolvimento das HME é influen-
ciado positivamente por diversos fatores 
como o peso saudável, sexo (masculino), 
bom estatuto socioeconômico, níveis ade-
quados de AF e a participação esportiva 
(Barnet et al., 2016), sendo negativamente 
influenciado por um número limitado de 
oportunidades para a prática, ausência ou 
deficiência de ensino, falta de encoraja-
mento e por não ser proficiente nas HMF 
(Gallahue & Ozmun, 2005). 
Observa-se que os profissionais de edu-
cação física podem intervir em muitos dos 
fatores que influenciam o desenvolvimen-
to das HME já que são modificáveis. Assim 
sendo, as intervenções devem estimular o 
desenvolvimento e manutenção da coorde-
nação das HME, já que esta capacidade co-
ordenativa pode diminuir com o avanço da 
idade, especialmente em crianças com so-
brepeso ou obesidade (Giuriato et al., 2019).
Habilidades motoras 
especializadas relacionadas 
à prática esportiva
É comum escutar que a proficiência nas 
HME é a base para osucesso na prática es-
portiva. Nesta seção serão listadas evidên-
cias que respondam à questão: a profici-
ência nas HME de fato contribui para uma 
melhor performance esportiva?
Atletas de elite de badminton que se 
mostraram proficientes nas HME apresen-
taram melhor nível de habilidades especí-
ficas da modalidade (Jaworski et al., 2021), 
de forma que essas habilidades devem ser 
levadas em consideração no treinamento 
técnico desses atletas, especialmente nas 
categorias de base. 
Estimular a proficiência nas HME vai 
além da performance esportiva, visto que 
possibilita a inclusão social do indivíduo 
que se sente apto a se inserir na prática es-
portiva, é o que mostra Chagas, Ozmun & 
Batista, 2017 ao identificar que mesmo em 
contexto de esporte participação a profici-
ências nas HME favoreceu a correta execu-
ção das habilidades do vôlei.
Mesmo quando os adolescentes não 
apresentam força e velocidade desenvolvi-
das nos níveis desejados para a prática com-
petitiva deve-se considerar a proficiência nas 
HME e habilidades específicas do futebol 
como um critério para detecção de talentos 
esportivos (Romers et al., 2019). Em outras 
palavras, a aptidão física não deve ser o úni-
co critério para decidir se um indivíduo reúne 
as condições para se tornar um competidor, 
visto que há a possibilidade de um indivíduo 
habilidoso desenvolver suas capacidades fí-
sicas no decorrer dos treinamentos.
É consenso que a criatividade é um dife-
rencial para a vida e para o desempenho es-
portivo, seja na competição ou no lazer. As-
sim sendo, o estímulo ao desenvolvimento 
da criatividade passa a ser um dos objetivos 
a serem alcançados por meio das aulas e/ou 
treinos esportivos. Contudo, até que ponto a 
proficiência nas HME pode contribuir para a 
formação de jogadores criativos?
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 11
Zahno & Hossner (2023) demonstraram 
que jogadores de futebol com melhor re-
pertório de HME e habilidades específicas 
da modalidade apresentaram melhores ní-
veis de criatividade nas situações reais de 
jogo quando comparados com jogadores 
submetidos a treinos direcionados ao de-
senvolvimento do pensamento divergente, 
portanto há indícios de que a criatividade 
no futebol tem suas bases na proficiência 
nas HME.
A proficiência motora nas HME também 
pode ser utilizada como um dos critérios 
para subsidiar os profissionais de educação 
física na definição do nível de competição 
para o qual os atletas estão aptos a partici-
par, seja competitivo ou recreativo (O’Brien-
-Smith et al., 2019). Fica claro que a profici-
ência nas HME é fundamental para garantir 
melhores níveis de prática esportiva, seja 
para a saúde, para a educação ou para a 
competição.
Ensinando as habilidades motoras 
especializadas
A fase motora na qual são desenvolvidas 
as HME é composta por três estágios que 
devem ser conhecidos pelo profissional de 
educação física que deverá dinamizar ati-
vidades apropriadas para cada um destes 
estágios (Gallahue & Ozmun, 2005).
Estágio de transição – É caracterizado 
pelas primeiras tentativas de refino e com-
binação de habilidades motoras maduras 
por parte do indivíduo, que se esforça para 
entender como fará para desempenhar 
determinada habilidade. Neste estágio a 
competência motora é limitada. O indiví-
duo tende a buscar vários tipos de esportes 
como forma de experimentar um maior nú-
mero de habilidades motoras.
Estágio de aplicação – É marcado pela 
ênfase do indivíduo na melhoria da profi-
ciência motora. Neste estágio, o treino é a 
peça principal para proporcionar maior do-
mínio das habilidades motoras.
Estágio de utilização permanente – 
Os indivíduos escolhem algumas atividades 
para participar, seja na dimensão recreativa 
ou competitiva como forma de buscar uma 
maior refinamento das HME.
Não proporcionar os estímulos adequa-
dos para cada um destes estágios pode 
acarretar sérios prejuízos ao alcance da pro-
ficiência nas HME. Como forma de orientar 
o ensino das HME, sugere-se:
1. Estruturar o ambiente de prática de 
acordo com a natureza da habilida-
de a ser desenvolvida. Aqui cabe ao 
professor conhecer a classificação 
das habilidades motoras como sen-
do fechadas ou abertas.
2. Iniciar com atividades que possam 
ser controladas pelo praticante. Um 
exemplo seria iniciar o ensino de 
uma habilidade priorizando inicial-
mente as tarefas motoras fechadas.
3. Introduzir situações que exijam rea-
ções a fatos inesperados, na medida 
em que a habilidade se desenvolve. 
Exemplo: A cada silvo do apito o alu-
no deverá executar uma habilidade 
diferente dentre um leque de habili-
dades previamente definidas.
4. Reduzir progressivamente o grau 
de liberdade de execução da HME 
para níveis de execução com maior 
estabilidade, consistência e preci-
são. Não se trata de mecanizar os 
movimentos dos alunos e sim de 
estimular que os alunos executem 
as habilidades motoras de forma 
proficiente. 
5. Estimular o aprendiz a pensar na 
execução da HME, principalmente 
nos primeiros estágios de aprendi-
zado. Ao executar o passe de futsal 
a bola está chegando ao colega de 
forma adequada? Por que o resulta-
do obtido com o passe não foi satis-
fatório? Questionamentos como es-
tes levam os alunos a refletir sobre a 
execução das habilidades motoras. 
6. Conhecer e respeitar o estado cogni-
tivo e os objetivos do aprendiz, pois, 
propor atividades de baixa ou alta 
complexidade, ou propor atividades 
inadequadas para os objetivos dos 
alunos (Competição ou lazer) pode-
rá desestimulá-los para a prática. 
CURIOSIDADE
Você sabia que é possível prever o 
desempenho de jovens atletas nas 
habilidades específicas do vôlei 
ao identificar seus níveis de pro-
ficiência nas HME? Esse achado 
científico pode auxiliar os profis-
sionais de educação física e técni-
cos esportivos na tomada de deci-
são sobre a formação das equipes 
(Marinho & Vargas, 2022).
FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA | UNIVERSIDADE ABERTA DO NORDESTE12
Conclusão PARA
SABER MAIS
Conheça outras 
classificações das 
habilidades motoras 
importantes para nosso 
módulo:
Habilidades motoras 
abertas – São realizadas 
em ambientes onde a 
execução da habilidade 
por parte do indivíduo é 
influenciada pelas condições 
externas que mudam 
constantemente. Exemplo: 
Jogos e esportes coletivos 
onde o indivíduo executa a 
habilidade de acordo com o 
posicionamento de colegas 
de equipe e dos adversários.
Habilidades motoras 
fechadas – São realizadas 
em ambiente estável ou 
previsível, permitindo ao 
indivíduo definir quando 
a ação deve iniciar. O 
ambiente influencia 
muito pouco na execução 
deste tipo de habilidade. 
Exemplo: Atividades onde 
os alunos executam dribles 
de basquete, ou condução e 
chute de futsal deslocando-
se entre pontos pré-
definidos.
Após compreender que a proficiência 
nas HMF e HME está diretamente re-
lacionada com a saúde, com a par-
ticipação e com a performance esportiva 
algumas reflexões se fazem necessárias: 
Devemos continuar ensinando os esportes 
focando apenas nas habilidades específi-
cas das modalidades, desconsiderando o 
desenvolvimento das HMF e HME? Seria cor-
reto ensinar os esportes somente com base 
nas experiências esportivas que tivemos em 
nossas vidas, ignorando a evidência cien-
tífica que disponibiliza métodos de ensino 
validados?
Ao que parece, o conhecimento acessa-
do neste módulo abre um leque de opor-
tunidades de melhoria das aulas e treinos 
esportivos, permitindo a dinamização de 
práticas de ensino que conduzam o aluno/
atleta ao pleno desenvolvimento através do 
esporte. Mãos à obra!
CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 13
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CURSO PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA 15
ILUSTRADOR
Rafael Limaverde
Nascido em Belém/PA, naturalizado cearense, formado em Artes 
Visuais pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), é xilogravurista, 
grafiteiro, curador, pesquisador e ilustrador. Possui mais de 
40 livros ilustrado em diversas editoras do país. É um dos 
organizadores do “Festival de Ilustração de Fortaleza”, evento 
realizado dentro da Bienal do Livro do Ceará. É curador das 
seguintes exposições: “Eco Barroco” no Centro Cultural Banco 
do Nordeste – Fortaleza/CE (2011) e “Bestiário Nordestino” com 
8 edições.
Lei de Incentivo 
ao Esporte do Ceará
Patrocínio Apoio Realização
AUTORES
Francisco Cristiano Sousa
Graduado em Educação Física pela Universidade Federal do Ceará 
(UFC), mestre em Ciências do Desporto pela UTAD - Portugal, doutor 
em Ciências da Educação pela Faculdade de Motricidade Humana 
- Portugal e membro da Comissão de Educação Física Escolar do 
Conselho Federal de Educação Física. Também é professor do IFCE 
Campus Quixadá, ministrando aulas de Educação Física Escolar e 
treinamento de equipes esportivas. Possui 17 anos de experiência 
como coordenador de cursos superiores de licenciatura e 
bacharelado em educação física, além de 30 anos de experiência 
no ensino em Educação Física Escolar e treinamento de equipes 
esportivas. 
Paulo Souza
Licenciado e bacharel em Educação Física pela Unicatólica e 
especialista em Fisiologia do Exercício também pela mesma 
universidade. É mestre em Ensino na Saúde pela Universidade 
Estadual do Ceará - UECE e professor efetivo da Rede Pública do 
Estado do Ceará desde 2012. 
	Referências
	Conclusão
	Habilidades motoras especializadas
	Habilidades motoras fundamentais como
base para o esporte
	Definição de conceitos
	Introdução

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