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Gerenciando Equipes de Trabalho Sumário CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO Formação de Equipes Definição Equipes e grupos Trabalho em equipe Fases de formação de equipes Efetividade das equipes Tipos de Equipes Introdução Autogeridas Multifuncionais Alta gerência Grupos De Afinidade Virtuais Competências necessárias para uma equipe Avaliação de desempenho Introdução Por que avaliar o desempenho? Quem avalia o desempenho? Autoavaliação O Líder O Líder/gestor e o colaborador 6 14 22 Sumário CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO A equipe de trabalho Avaliação de 360º Avaliação vertical Comissão de avaliação Métodos de avaliação Escalas gráficas Escolha forçada Pesquisa de campo Incidentes críticos Lista de verificação Comunicação e relações interpessoais Introdução Processo de comunicação Feedback Como melhorar a comunicação Relações interpessoais Referências 32 40 Objetivos Definição Explicando Melhor Você Sabia? Acesse Resumindo Nota Importante Saiba Mais Reflita Atividades Testando Para o início do desenvolvimento de uma nova competência; Se houver necessidade de se apresentar um novo conceito; Algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; Curiosidades indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se form necessarias; Se for preciso acesar um ou mais sites para fazer dowload, assistir videos, ler textos, ouvir podcast; Quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens; quando forem necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento; As observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; Textos, referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento; Se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre; Quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada; Quando o desenvolvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas. @faculdadelibano_ 1 Formação de Equipes Gerenciando Equipes de Trabalho Capítulo 1 Formação de Equipes Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de entender como as equipes de trabalho são formadas e sua importância no atingimento de metas e objetivos. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Definição Podemos definir trabalho em equipe como uma atividade executada através de uma ação coordenada de dois ou mais indivíduos, onde cada um propõe ideias e participa ativamente da elaboração de uma lógica comum. FIGURA 1 Formação de equipe FONTE Freepik É usar a capacidade de integração dos seus membros para gerar resultados. Hoje em dia, a partilha de ideias tem estado cada vez mais alinhada com as estratégias das empresas, fazendo do compartilhamento do conhecimento uma forma de mudança Gerenciando Equipes de Trabalho Formação de Equipes Capítulo 1 cultural, focando no sucesso e na eficiência de seus times. As equipes possuem a diversidade de conhecimentos, de atitudes, de habilidades e competências, de maneira a permitir que esta integração ofereça respostas rápidas, inovadoras e flexíveis aos problemas, melhorando o rendimento e a satisfação dos seus integrantes. Equipes e grupos Você deve estar pensando que trabalhar em grupo e em equipe é a mesma coisa, mas está enganado, há uma diferenciação entre ambos, embora existam mais semelhanças do que diferenças. Um grupo é composto por duas ou mais pessoas que interagem umas com as outras para realizar metas ou atender necessidades. Enquanto uma equipe não é qualquer agregado de pessoas dentro das organizações, é composta por membros que trabalham juntos e de maneira intensa para atingir metas e objetivos específicos comuns. A natureza do esforço despendido em uma atividade diferencia grupos de equipes, pois nos grupos o esforço tende a ser individual, enquanto nas equipes é coletivo. Assim como a responsabilidade sobre o êxito, mesmo com esforços em conjunto para atingir objetivos, nos grupos a responsabilidade pelos resultados é individualizada. Enquanto em equipes, os resultados negativos e positivos são compartilhados. Podemos tomar como exemplo um campeonato esportivo, onde mesmo que cada membro tenha contribuições diferentes, a vitória ou a derrota é responsabilidade da equipe como um todo. Segundo alguns autores o que diferencia equipe e grupo é a intensidade com que os membros trabalham em prol de um objetivo. Na escolha dos membros de uma equipe, as pessoas são escolhidas de acordo com as competências exigidas para a meta proposta, mostrando que a presença de cada membro é justificada pela contribuição que pode oferecer ao plano de trabalho. Podemos afirmar, portanto, que todos os membros de uma equipe sabem quais são as Gerenciando Equipes de Trabalho Formação de Equipes Capítulo 1 metas a serem alcançadas, do contrário, não se trata de uma equipe ou possui uma estrutura errada. De uma forma resumida, podemos então diferenciar grupos e equipes quanto aos seguintes critérios: • Esforço: Em equipes, o esforço é coletivo, em grupos é mais individual. • Responsabilidade: Uma equipe tem como característica principal o compartilhamento de responsabilidades pelo trabalho realizado. • Relação com a empresa: O trabalho em equipe é organizado baseado na autonomia. Trabalho em equipe Um trabalho em equipe demanda que pessoas diferentes entre sim compartilhem habilidades e conhecimentos, por isso, tem sido tão importante que as empresas se esforcem para desenvolver programas ou modelos de gestão de diversidade. As organizações precisam prezar e valorizar as diferenças individuais em torno de um significado que as mova, dando sentido às equipes e fazendo com que os talentos humanos fluam. Para formar uma equipe, é preciso um constante autoconhecimento e autodesenvolvimento individual, enfatizando como cada um pode contribuir para o desenvolvimento do outro. Se cada pessoa da equipe, não se sentir membro, esse conjunto jamais poderá ser chamado de equipe. E quem seria o responsável por criar e nutrir as condições e os processos que determinam que uma equipe será bem-sucedida? Seus líderes e gestores. O trabalho que está sendo executado determina os conhecimentos e as habilidades para o seu desenvolvimento, por isso, vemos diferenças significativas no funcionamento das equipes, que dependendo do momento precisam de mais ou menos flexibilidade na sua coordenação e no seu plano de trabalho. Muitos fatores podem interferir no funcionamento das equipes, como: • Formalismo • Quantidade e qualificação das pessoas Gerenciando Equipes de Trabalho Formação de Equipes Capítulo 1 • Capacidade técnica do coordenador em relação ao funcionamento de equipes. • Tipo de trabalho executado • Componentes com ou sem experiência • Cultura organizacional para o trabalho em equipe • Comportamento das pessoas • Fluxo das atividades Para o desenvolvimento de uma equipe eficiente, o gerente/ coordenador precisa trabalhar as seguintes características: Objetivos claros: a missão e os objetivos da equipe devem ser definidos de maneira clara e aceitos por todos os membros que compõem o grupo. É preciso que um membro ajude o outro, fazendo com que os objetivos individuais sejam apoiados por toda a equipe. Participação conjunta: os participantes da equipe devem possuir uma percepção integrada e coerente da situação em que se encontram. A percepção integrada ajuda na visualização de problemas, na definição dos propósitos e na integração das atividades da equipe. Divisão do trabalho: É fundamental que a distribuição de papéis e de posições de trabalho seja feita de acordo com a personalidade, as competências, as habilidades e as propensões de cada membro. As divisões precisam ser bem esclarecidas para que as competências individuais sejam maximamente desempenhadas.• Decisões em conjunto: Burocracias e formalidades devem ser evitadas, o foco precisa ser, alcançar decisões colaborativas a partir de discussões e consenso espontâneo entre os membros. • Liderança compartilhada: as funções de liderança da equipe devem passar de pessoa para pessoa, dependendo da situação, necessidades da equipe e dos membros. • Ideias novas para a solução de problemas: O “descordo” é encarado como uma maneira de discutir novas ideias e desenvolver maneiras criativas e inovadoras de resolver os assuntos. • Avaliação da eficácia: O desempenho precisa ser continuamente avaliado pela equipe, de modo a haver o questionamento sobre a realização de tarefas e a construção e manutenção de relacionamentos entre os membros. Gerenciando Equipes de Trabalho Formação de Equipes Capítulo 1 Fases de formação de equipes Podemos dizer que depois de formar uma equipe, ela precisa passar por diferentes etapas até que alcance o desempenho pleno na realização de tarefas. A passagem de fases não obedece à uma sequência lógica, e o processo de amadurecimento ainda pode sofrer interferências internas e externas que podem atrapalhar seu avanço. As etapas podem ser divididas da seguinte maneira: 1. Formação: momento inicial da estruturação de uma equipe, onde os componentes entram em contato entre si e conhecem a meta de trabalho. Neste momento é importante que as regras de funcionamento coletivo precisam ser propostas e a meta de trabalho é mais bem delimitada. É uma etapa de incertezas, tanto sobre regras, normas e procedimentos, como sobre comportamentos, responsabilidades e papéis de cada membro, que se encerra quando os indivíduos se reconhecem como membros da equipe, com metas de trabalho compartilhadas e sabendo a contribuição esperada para cada membro. 2. Conflito: é uma fase onde ocorrem: Ajustes: estabelecimento da forma com que o trabalho será organizado e a divisão de tarefas; Negociação: alguns membros podem não concordas com as decisões, e as regras precisam ser redefinidas. É esperada uma certa discordância entre os membros, por isso é importante que o líder saiba lidar com o conflito ao invés de eliminá- lo, deixando claro sua importância para o processo de formação e estruturação da equipe. O encerramento da fase se dá quando acordos começam a ser estabelecidos. 3. Normatização: é uma fase caracterizada pela coesão e identificação dos membros da equipe. Surgem aproximações, sentimentos e percepções compartilhadas. As trocas de informações passam a ser mais espontâneas e abertas, com maior tolerância perante as divergências e maior concordância para com as metas e objetivos. Os líderes e os membros chegam a um acordo entre os papéis, as tarefas, as estratégias e as responsabilidades de cada um. A fase termina com a aceitação das normas de comportamento e dos procedimentos que irão pautar as tarefas a serem cumpridas. Gerenciando Equipes de Trabalho Formação de Equipes Capítulo 1 4. Desempenho: é a etapa da produtividade, onde toda a energia está voltada para a execução das atividades. Dependendo da equipe haverá aprimoramento de desempenho e aumento dos níveis de produtividade. Neste momento é possível medir o nível ótimo de desempenho da equipe, sendo finalizada com a meta de trabalho atingida. 5. Desintegração: é quando se conclui o processo de desenvolvimento. Ocorre quando se atinge os objetivos e não há mais razão para que a equipe continue a existir. Não havendo continuidade na tarefa, a equipe é desfeita e seus membros voltam aos seus departamentos de origem. Para o caso de equipes permanentes, é só a conclusão de um ciclo de tarefas, para que outro se inicie. Apesar de as fases de desenvolvimento serem identificáveis, elas não ocorrem de maneira sequencial; trata-se de um ciclo, porque, por exemplo: ações de interferência podem fazer a equipe que está na fase de desempenho voltar à fase de conflito. Efetividade das equipes A efetividade das equipes de trabalho pode ser resultado da presença de três indicadores que avaliados em conjunto, podem favorecer a compreensão global dos resultados de desempenho: • Resultados produtivos do desempenho: Devem atingir ou exceder os padrões organizacionais, em relação à quantidade e à qualidade. Para afirmar que a equipe foi bem sucedida na realização da sua tarefa, é preciso que critérios como tempo e o produto do trabalho sejam levados em consideração. • Satisfação dos membros: Mesmo com a atividade tendo sido realizada em conjunto, é preciso que os membros tenham suas necessidades individuais satisfeitas. Na ocorrência de padrões de comportamentos destrutivos que tenham impactos negativos no bem-estar dos componentes das equipes, não se considera a equipe como uma unidade efetiva, mesmo com metas atingidas. • Sobrevivência da equipe: os processos sociais envolvidos na execução do trabalho precisam favorecer o incremento ou a manutenção do funcionamento da equipe. Em caso de elevadas taxas de rotatividade e absenteísmo, considera-se que a equipe não é efetiva. Gerenciando Equipes de Trabalho Formação de Equipes Capítulo 1 Uma equipe pode ser considerada muito produtiva, mas se houver alto grau de insatisfação dos seus componentes, ela não poderá ser avaliada como eletiva, apenas como produtiva. Os critérios acima apresentados definem a efetividade de uma equipe e destacam quais os mecanismos favorecem essa efetividade. Resumindo E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que trabalho em equipe é uma atividade executada através de uma ação coordenada de dois ou mais indivíduos, onde cada um propõe ideias e participa ativamente da elaboração de uma lógica comum, com o objetivo de gerar resultados. A natureza do esforço despendido em uma atividade diferencia grupos de equipes, pois nos grupos o esforço tende a ser individual, enquanto nas equipes é coletivo. Líderes e gestores são os responsáveis por criar e nutrir as condições e os processos que determinam que uma equipe será bem-sucedida. O desenvolvimento de uma equipe eficiente necessita que as seguintes características sejam trabalhadas: objetivos claros, participação conjunta, divisão do trabalho, decisões em conjunto, liderança compartilhada, ideias novas para a solução de problemas, avaliação da eficácia. As fases da formação de uma equipe são: formação, conflito, normatização, desempenho e desintegração. @faculdadelibano_ 2 Tipos de Equipes Gerenciando Equipes de Trabalho Capítulo 2 Tipos de Equipes Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de entender os diferentes tipos de equipes e quais as características mais importantes para uma equipe de sucesso. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Introdução Percebemos que o novo modelo de gestão busca processos mais flexíveis, com foco nos objetivos e nos valores da empresa, que seja aberto à mudanças e se adapte facilmente ao mercado globalizado. E ao mesmo tempo crie uma cultura organizacional que atraia novos talentos e motive a equipe de trabalho. Porém, cada equipe é composta por características ímpares, como veremos a seguir. Segundo Chiavenato, as equipes podem ser: Autogeridas São aquelas onde os membros têm autonomia e poder para desempenhar funções que anteriormente só eram atribuídas ao líder. A autogestão inclui: • planejamento e cronograma de trabalho; • treinamento dos membros; • compartilhamento de tarefas; • cumprimento de metas de desempenho; • garantia de alta qualidade; • resolução de problemas no dia a dia. Muitas vezes um membro da equipe é escolhido como líder e faz a ligação entre a equipe Gerenciando Equipes de Trabalho Tipos de Equipes Capítulo 2 e o nívelmais alto da gerência. Abaixo listaremos algumas características das equipes autogeridas: • Ênfase na participação; • Líder e membros trabalham juntos; • Tomada de decisão em grupo; • Tarefas compartilhadas; • Responsabilidade Coletiva. Diferentes autores descrevem vantagens e desvantagens para as equipes autogeridas, veremos algumas: Melhor desempenho: comparação entre empresas de mesmo seguimento autogeridas com aquelas com gestão tradicional mostrou um desempenho melhor em 40%, e ainda com custo menor. Mais engajamento: uma empresa autogerida faz com que seus colaboradores se sintam donos do negócio, assim como diretores e sócios da empresa. Maior capacidade de adaptação: as decisões precisam ser tomadas com mais velocidade de modo a acompanhar as necessidades de um ambiente que muda constantemente. EXEMPLO: Em uma pesquisa realizada no departamento de tecnologia do estado de Washington, o tempo para resolver um problema durante uma reunião e tomar uma decisão, caiu 93% depois da adoção de práticas de autogestão. A transição não é um processo simples: esta pode ser considerada a maior desvantagem da autogestão, o tempo e a energia gastos para promover a transição. O hábito geral é operar usando uma cadeia de comando, dar autonomia requer treinamento, e quanto maior a organização, mais difícil é a transição. Gerenciando Equipes de Trabalho Tipos de Equipes Capítulo 2 Multifuncionais É formada por colaboradores de diferentes especialidades, que se reúnem para realizar uma tarefa e possuem o mesmo nível organizacional. O objetivo deste tipo de equipe é juntar o talento de especialidades diferentes para desempenhar uma tarefa que precise desta combinação. É comum encontrarmos equipes multifuncionais no desenvolvimento de novos produtos, redução de custos ou melhoria da qualidade da organização. De forma semelhante às equipes multifuncionais podemos citar: • Equipes de projetos: formadas especialmente para desenhar um novo produto ou serviço, onde os participantes são designados com base nas suas habilidades e o grupo se desfaz após a tarefa concluída. • Equipes de força-tarefa: é criada com o objetivo de resolver um problema imediato. O grupo fica responsável por um plano de longo prazo para a resolução do problema. • Equipes de melhorias de processos e solucionadora de problemas: as pessoas se tornam membro por designação da gerência, geralmente são pessoas experientes advindas de diferentes departamentos e funções. Esta equipe passa a ficar encarregada de melhorar a qualidade, reduzir custos, incrementar a produtividade em processos internos que afetem todos os departamentos e resolver problemas. Alta gerência É formada pelos altos executivos das organizações e são consideradas equipes porque as principais decisões são tomadas em colaboração. FIGURA 2 Equipes auto gerenciáveis. FONTE Freepik Gerenciando Equipes de Trabalho Tipos de Equipes Capítulo 2 Grupos De Afinidade É o tipo de equipe composto por colaboradores que se reúnem fora de seus grupos funcionais. O objetivo é aplicar seus conhecimentos e sua atenção a questões como círculos de qualidade ou grupos de soluções de problema. Não é um arranjo permanente, mas sim uma estrutura de conveniência unida enquanto durar o projeto. A equipe pode ser fechada (por questão de segurança) e ter os assuntos mantidos em segredo mesmo após o término das atividades. Um colaborador pode participar de vários grupos de afinidade, como por exemplo: grupos literários, políticos, entre outros. Virtuais São equipes que trabalham juntas por intermédio da internet e não com a interação física. As reuniões são eletrônicas, onde os membros utilizam ferramentas como videoconferências, e-mails, e redes sociais. FIGURA 3 Equipes virtuais FONTE Freepik Existe maior flexibilidade por parte dos participantes agilizando as tomadas de decisão, porém as vantagens só são possíveis se a comunicação for bem gerida. A equipe virtual precisa trabalhar de forma colaborativa e manter o sentimento de união e motivação, e ainda compartilhar as informações de maneira que, mesmo sem estar no mesmo local, todos tenham acesso ao compartilhamento de arquivos através de plataformas como Dropbox, OneDrive, entre outros. Gerenciando Equipes de Trabalho Tipos de Equipes Capítulo 2 Competências necessárias para uma equipe. Estamos na Era da Informação, e neste momento o velho modelo burocrático composta por cargos e departamentos não se encaixa mais. O velho conceito de separar as pessoas em cargos individuais está sendo substituído por juntar as pessoas de especialidade diferentes em equipes ou células de produção, resultando em aumento de produção e maior motivação. Uma equipe para ser considerada de alto desempenho precisa possuir algumas competências, de maneira a alcançar autonomia e alcançar seus objetivos: • Assessoria: relaciona-se com dar e receber informações, de modo que cada membro deve verificar as atividades dos outros e fazer uso das melhores práticas. As informações são passadas através de relatórios, reuniões, artigos, livros ou conversas. Existe a presença de um assessor responsável por manter a equipe informada para que possa analisar as situações e tomar as melhores decisões. • Inovação: é um aspecto-chave do trabalho em equipe e relaciona- se com criação e experimentação de novas tecnologias e ideias. É considerada essencial para a melhoria contínua, porque o inovador introduz criatividade, novos conceitos e novas ideias. A falta de atualização acarreta aumento de custos e prejudica a competitividade. • Promoção: significa que a equipe precisa promover (vender) o que está fazendo com o objetivo de conseguir recursos (dinheiro, equipamento, etc). Para a implantação de novas ideias, a equipe precisa influenciar os níveis mais elevados da organização. O promotor (explorador) pega as ideias e os novos conceitos do inovador e as “vende” dentro e fora da organização. • Desenvolvimento: está relacionado com a aplicabilidade das novas abordagens, pois nem todas as novas ideias tem utilizada ou são práticas para a organização. O desenvolvimento assegura a configuração adequada das novidades para que atenda às necessidades dos clientes ou usuários. O desenvolvedor precisa saber quais são as necessidades e incorporá-las ao plano organizacional da melhor maneira possível. • Organização: é a maneira de se trabalhar. Através de objetivos claros e bem definidos, a ação deve ser implementada de modo a assegurar melhores resultados em menor tempo e com menor custo. O organizador faz com que as coisas aconteçam de maneira com que todos os componentes da equipe saibam o que fazer, como e Gerenciando Equipes de Trabalho Tipos de Equipes Capítulo 2 quando. • Produção: está relacionado com a conclusão e a entrega dos resultados. A equipe pode se concentrar na produção a partir da definição dos planos e da sua execução, focando na entrega do produto (serviço) de acordo com os padrões organizacionais de eficiência e eficácia. O produtor tem a força para executar os planos e alcançar as metas e resultados de maneira controlada e ordenada, sendo prático e conduzindo as coisas até o fim. • Inspeção: controla e auditora os sistemas de trabalho. Para evitar erros é essencial que se verifique as atividades regularmente, com auditorias de qualidade dos produtos, serviços, processos, entre outros. O inspetor (controlador) é reflexivo e analítico, com foco em detalhes do trabalho. • Manutenção: é quem salvaguarda dos padrões e processos, pois todas as equipes precisam seguir padrões e manter processos que sejam eficazes de trabalho, do contrário pode haver falhas e erros. O mantenedor assegura que os processos de qualidade sejam submetidos a revisões regulares para aumentar a eficiência da equipe. • Ligação: relaciona-se com a coordenaçãoe a integração do trabalho dos componentes da equipe. A pessoa da ligação (relacionador) precisa assegurar que os membros trabalhem em conjunto, não como um grupo de pessoas, mas como uma equipe eficiente e eficaz. As equipes eficazes precisam ter foco em todos os nove fatores e são compostas por assessores, inovadores, promotores, desenvolvedores, organizadores, integradores, entre outros. Podemos concluir que oito fatores são arranjados ao redor do centro da roda, que é o nono fator (ligação), O interligador tem como função integrar os outros oito fatores, de maneira a juntar as competências e extrair os resultados multiplicados. Cada equipe deve compor uma combinação de funções e na roda do trabalho em equipe, as funções adjacentes são mais próximas entre si. O trabalho do promotor, por exemplo, requer habilidades, capacidades e competências diferentes daquelas encontradas em um inspetor. A roda do trabalho é uma ferramenta muito útil no desenvolvimento de equipes, permitindo um modo de mudar e melhorar as maneiras pelas quais a equipe trabalha. Gerenciando Equipes de Trabalho Tipos de Equipes Capítulo 2 FIGURA 4 Roda do trabalho em equipe FONTE Adaptado de Chiavenato, 2010 Resumindo E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter percebido que o novo modelo de gestão busca processos mais flexíveis, com foco nos objetivos e nos valores da empresa, que seja aberto à mudanças e se adapte facilmente ao mercado globalizado, ao mesmo tempo em que cria uma cultura organizacional que atraia novos talentos e motive a equipe de trabalho. A equipes podem sem: autogeridas (onde os membros têm autonomia para desempenhar funções que anteriormente só eram atribuídas ao líder); multifuncionais (formada por colaboradores de diferentes especialidades, com o objetivo de realizar uma tarefa); alta gerência (formada pelos altos executivos das organizações); grupos de afinidade (equipe composta por colaboradores que se reúnem fora de seus grupos funcionais); equipes virtuais (equipes que trabalham juntas por intermédio da internet). Competências necessárias para uma equipe: assessoria, inovação, promoção, desenvolvimento, organização, produção, inspeção, manutenção e ligação. @faculdadelibano_ 3 Avaliação de desempenho Gerenciando Equipes de Trabalho Capítulo 3 Avaliação de desempenho Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de entender a importância das avaliações de desempenho e quais são os métodos mais usados pelas empresas. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Introdução Você já parou para pensar que somos avaliados desde o momento em que nascemos? Avaliam nossa saúde, nossa altura, peso, e a até se somos os mais bonitos do berçário. Enquanto crescemos, continuamos sendo avaliados e passamos também avaliar tudo ao nosso redor, provando que avaliação é um tema constante em nossas vidas particulares. Ao desenvolvermos nossas vidas profissionais nos deparamos com avaliações constantes de desempenho, pois o que move as empresas são as avaliações dos diferentes desempenhos, como operacional, financeiro, técnico, vendas, e muitos outros. É preciso avaliar a qualidade de produtos, dos serviços, atendimento ao cliente e, claro, o desempenho humano, porque é considerado a mola mestra das organizações. E em tempos de alta concorrência, o desempenho humano precisa ser excelente para manter a competitividade da organização, não sendo possível a permanência de indivíduos com desempenho fraco ou abaixo da média. Podemos começar dizendo que, em se tratando de avaliação e monitoramento de desempenho, as empresas estão preocupadas com os seguintes aspectos: • Resultados concretos e finais alcançados dentro um prazo determinado; • Desempenho ou instrumentos usados para pôr o objetivo em prática; • Competências que são oferecidas ou agregadas à organização; • Fatores críticos de sucesso como aspectos fundamentais para o bom desempenho Gerenciando Equipes de Trabalho Avaliação de desempenho Capítulo 3 da organização. Avaliar individualmente o desempenho de alguém significa apreciar de maneira sistemática seu desempenho em função das atividades exercidas, das metas e resultados que ela pretende alcançar, e ainda, as competências e o potencial que ela oferece, de forma a medir qual é a sua real contribuição para o crescimento da organização. A avaliação de desempenho é uma poderosa ferramenta para melhorar a qualidade de vida e de trabalho dentro das organizações. Por que avaliar o desempenho? Para saber se estamos fazendo um bom trabalho ou se precisamos corrigir algum ponto importante, é preciso receber retroação a respeito do nosso desempenho, não acham? Sem esse direcionamento, caminhamos às cegas, sem saber nosso desempenho e onde melhorar, assim como as empresas precisam avaliar para desenvolver o potencial de cada indivíduo. As empresas têm motivos especiais para se preocupar em avaliar o desempenho de seus colaboradores, abaixo listaremos algumas razões para tal: • Recompensas: é a avaliação por mérito, o desempenho do indivíduo justifica aumentos salariais, promoções, transferências e até mesmo demissões. • Retroação: é uma maneira dos colegas avaliarem o desempenho, • as atitudes e as competências uns dos outros. • Desenvolvimento: avaliam-se os pontos fortes, para que sejam aplicados no trabalho e os pontos fracos, para que sejam melhorados através de treinamentos e desenvolvimento pessoal. • Relacionamento: permite uma melhora nos relacionamentos de cada colaborador com seus superiores, pares ou subordinados. • Percepção: é uma maneira de melhorar a autopercepção e do entorno social, assim, o colaborador sabe o que as pessoas ao redor pensam sobre ele. • Potencial de desenvolvimento: é uma avaliação que fornece meios para conhecer o potencial de cada colaborador, de modo a desenvolver programas de treinamento e desenvolvimento, planos de carreira, promoções, entre outros. • Aconselhamento: é a avaliação que oferece informações ao especialista em recursos Gerenciando Equipes de Trabalho Avaliação de desempenho Capítulo 3 humanos ou ao gerente sobre como aconselhar e orientar os colaboradores. Porém, nem sempre o processo de avaliação de desempenho é feito de maneira correta ou é visto com bons olhos pelos colaboradores, alguns pontos fracos das avaliações podem ser analisados quando: • As pessoas envolvidas percebem a avaliação como uma punição pelo desempenho anterior ou como apenas uma situação de recompensa; • A ênfase passa a ser mais o preenchimento de papéis do que uma • avaliação criteriosa e objetiva; • As pessoas percebem que o processo é injusto ou tendencioso, prejudicando a avaliação; • O avaliador faz comentários desfavoráveis fazendo com que o avaliado se sinta não- aceito; • A avaliação não conduz a nada e não agrega valor a ninguém, levando a uma avaliação inócua. • Inócuo é algo que não provoca prejuízo ou danos, inofensivo. Quem avalia o desempenho? A maior parte das organizações faz uso de diferentes métodos de avaliação, geralmente, as mais participativas e democráticas permitem que o próprio colaborador seja responsável por autoavaliar seu desempenho. Porém, os sistemas de avaliação podem variar, sempre levando em consideração a política de pessoal e as características dos cargos envolvidos, como veremos a partir de agora: Autoavaliação Este tipo de avaliação é feito obedecendo a critérios específicos a fim de evitar a subjetividade já implícita no processo, contudo é um importante exercício de autoconhecimento, que realmente vai ajudar no crescimento pessoal e profissional do funcionário. Durante a autoavaliação, o funcionário pode refletirsobre suas habilidades, sentimentos, atitudes, performance, eficiência e eficácia, obedecendo parâmetros fornecidos pela organização, com o objetivo de alcançar metas e superar expectativas. Gerenciando Equipes de Trabalho Avaliação de desempenho Capítulo 3 Com o mapeamento de pontos fortes e fracos permite a definição de ações que aprimorem os aspectos e se possível, defina prazos. Algumas perguntas que podem ser usadas pela empresa em um processo de autoavaliação de desempenho: • Sua conduta está alinhada com os valores da empresa? • Você é pontual? • Qual é a sua contribuição para a interação da equipe? • Você tem atitudes positivas em relação a mudanças? • Você se responsabiliza por suas atividades? • Você observa as normas legais e regulamentares estabelecidas pela Instituição? Você é capaz de encontrar soluções que se adequem ao problema de maneira que atenda, supere as necessidades ou as expectativas do setor? Entre muitas outras, que avaliem assiduidade, disciplina, capacidade de iniciativa, produtividade e responsabilidade. O Líder A maior parte das empresas tem o gestor como responsável pela avaliação de desempenho de seus colaboradores, associado com o setor de recursos humanos estabelecendo critérios e meios para que aconteça. O RH participa com a função de montar, acompanhar e controlar o sistema, e o gestor ou líder avalia o trabalho, pois não tem conhecimento especializado para desenvolver um sistema de avaliação de pessoas. É uma maneira de dar mais liberdade e flexibilidade ao líder, que passa a ser realmente o gestor da sua equipe. O Líder/gestor e o colaborador Este sistema passa a ser atrativo se pensarmos que o maior interessado no desempenho é o próprio colaborador, certo? Gerenciando Equipes de Trabalho Avaliação de desempenho Capítulo 3 É uma forte tendência das empresas usarem este sistema, por se tratar de uma maneira de aproximar o colaborador do seu gestor, que funciona como um orientador enquanto o colaborador avalia o seu desempenho em função do feedback fornecido pelo gestor. O gestor fica responsável por fornecer orientação, treinamento, aconselhamento, informação, equipamentos, metas e objetivos a serem alcançados. Em contrapartida, o colaborador mostra seus resultados e cobra recursos para alcançá-los. É um intercâmbio onde cada um contribui para a melhoria do desempenho e dos resultados. A equipe de trabalho Neste sistema, a própria equipe de trabalho avalia cada membro individualmente, assim como, seu desempenho como um todo. A equipe se torna responsável pela avaliação do desempenho de seus participantes e define seus objetivos e metas a alcançar. Avaliação de 360º É feita de modo circular por todos os componentes ao redor do avaliado (gestores, colegas, pares, subordinados, clientes e fornecedores), abrangendo 360º. Através deste sistema é possível produzir informações ricas advindas de todos os lados do ambiente de trabalho ou de seus parceiros. Porém, é preciso estar mentalmente preparado para o “tiroteio” de avaliações. Avaliação vertical É o sistema onde o subordinado avalia seu gestor, sobre os meios e recursos oferecidos por ele para que a equipe alcance os objetivos, e como o gestor pode melhorar os resultados, incrementando a eficácia da equipe. Permite que a equipe promova negociações e intercâmbios com o gestor exigindo novas abordagens em termos de liderança, motivação e comunicação, tornando as relações de trabalho mais livres e eficazes. Gerenciando Equipes de Trabalho Avaliação de desempenho Capítulo 3 É uma forma de atuação democrática, sugestiva, consultiva e participativa. Algumas organizações propõem também uma avaliação da empresa pelos colaboradores para obtenção de feedback dos resultados alcançados e medidas corretivas necessárias para que o ambiente de trabalho seja ajustado de acordo com a expectativa dos colaboradores. Comissão de avaliação É feita através da atribuição de uma comissão especial, que pode ter interesse direto ou indireto no desempenho dos colaboradores. A comissão pode ser constituída por componentes permanentes (presidente ou representante, executivo de RH e especialista em avaliação de desempenho) ou transitórios (gestor de cada colaborador avaliado e seu respectivo superior). É um sistema muito criticado por ser centralizador e pelo espírito de julgamento do passado do avaliado, além de ser uma alternativa onerosa, trabalhosa e demorada, já que todos os colaboradores serão avaliados pela comissão. Métodos de avaliação Não é uma tarefa fácil, avaliar o desempenho de uma grande quantidade de pessoas de modo justo e neutro e ao mesmo tempo estimular o colaborador para alcançar melhores resultados. Por isso, muitas empresas desenvolvem seu próprio método de avaliação, ajustado para suas necessidades e características. Podemos citar alguns métodos tradicionais de avaliação como: escalas gráficas, escolha forçada, pesquisa de campo, incidentes críticos e listas de verificação. Veremos de forma mais detalhada logo abaixo: Escalas gráficas É um método baseado em uma tabela constando os fatores de avaliação Gerenciando Equipes de Trabalho Avaliação de desempenho Capítulo 3 (comportamentos e atitudes selecionados e valorizados pela organização) e os graus de avaliação do desempenho (ótimo, bom, regular, sofrível e fraco). O número de fatores de avaliação varia conforme os interesses de cada organização, em geral entre 5 e 10 fatores. Escolha forçada É um método de avaliação de desempenho composto por frases descritivas que focalizam determinados aspectos do comportamento. O avaliador é “forçado” a escolher apenas uma ou duas frases que mais se assemelham ou se distanciam do comportamento do colaborador avaliado. Pesquisa de campo É considerado um dos métodos mais tradicionais e completos de avaliação de desempenho. São entrevistas entre especialistas em avaliação e o gestor, para em conjunto, avaliarem o desempenho dos colaboradores. O método se desenvolve em quatro etapas: entrevista de avaliação inicial, entrevista de análise complementar, planejamento das providências e acompanhamento posterior dos resultados. Incidentes críticos É um método baseado nas características extremas que representam desempenhos de sucesso (positivo) ou de fracasso (negativo), sem se preocupar com o desempenho mediano. Cada fator é transformado em incidentes críticos ou excepcionais, de modo a avaliar os pontos fortes e fracos de cada colaborador. Lista de verificação Relaciona fatores de avaliação a serem considerados a respeito de cada funcionário, Gerenciando Equipes de Trabalho Avaliação de desempenho Capítulo 3 sendo que cada fator recebe uma avaliação quantitativa. É um tipo de “lembrete” para que o gestor não se esqueça de avaliar todas as características principais de um colaborador. Podemos dizer que é uma simplificação das escalas gráficas. Outros métodos têm sido desenvolvidos e aplicados com o intuito de melhorar a avaliação de desempenho de equipes, como a Avaliação Participativa por Objetivos (APPO) que é democrática, proativa, participativa e envolvente. Este método é dividido em 6 etapas: 1. Formulação de objetivos consensuais; 2. Comprometimento pessoal quanto ao alcance dos objetivos conjuntamente formulados; 3. Negociação com o gerente sobre a alocação dos recursos e meios necessários para o alcance dos objetivos; 4. Desempenho; 5. Constante monitoração dos resultados e comparação com os objetivos formulados; FIGURA 5 Avaliação participativa por objetivos FONTE Adaptado de Chiavenato, 2010 Gerenciando Equipes de Trabalho Avaliação de desempenho Capítulo 3 Resumindo E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que ao desenvolvermos nossas vidas profissionais nos deparamos comavaliações constantes de desempenho, pois o que move as empresas são as avaliações dos diferentes desempenhos, como operacional, financeiro, técnico, vendas, e muitos outros. As empresas têm motivos especiais para se preocupar em avaliar o desempenho de seus colaboradores como: recompensas, retroação, desenvolvimento, relacionamento, percepção, potencial de desenvolvimento e aconselhamento. Entre os sistemas de avaliação podemos citar: autoavaliação, avaliação realizada pelo líder ou pelo líder em conjunto com o colaborador e com a equipe, avaliação de 360º, vertical e comissão de avaliação. Entre os métodos de avaliação vimos: escalas gráficas, escolha forçada, pesquisa de campo, incidentes críticos e lista de verificação. @faculdadelibano_ 4 Comunicação e relações interpessoais Gerenciando Equipes de Trabalho Capítulo 4 Comunicação e relações interpessoais Objetivos Ao término deste capítulo você será capaz de entender o processo de comunicação e das relações interpessoais para o sucesso de uma equipe. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Introdução Dentro de uma empresa, a comunicação pode ocorrer em dois níveis: formal e informal. A comunicação formal obedece às normas da organização e tem o objetivo de fazer com que todos trabalhem para alcançar as metas estabelecidas. Já a comunicação informal acontece de forma espontânea, entre pessoas do mesmo nível e não tem nenhum objetivo específico. O gestor faz uso da comunicação formal com o seguinte intuito: • Transmitir ordens (verbais ou escritas); • Apresentar sugestões (verbais ou escritas); • Fazer entrevistas; • Fazer reuniões de trabalho; • Treinar os subordinados; • Dar informações aos superiores Podemos observar que todas as ações acima possuem o objetivo de atingir, de alguma forma, os objetivos propostos pela organização. O gestor precisa mostrar, através da comunicação, a importância do trabalho dos colaboradores, para que em conjunto consigam atingir as metas. Somente um gestor Gerenciando Equipes de Trabalho Comunicação e relações interpessoais Capítulo 4 que sabe liderar consegue reconhecer que a comunicação poder conduzir sua equipe a cumprir o que se espera dela de maneira eficiente. Processo de comunicação Podemos definir comunicação como o ato de transmitir uma mensagem e receber outra de volta. Toda ideia, informação ou sentimento que influencia o comportamento de quem recebe pode ser chamada de mensagem. A comunicação é composta pelos seguintes elementos: emissor, receptor, mensagem, meio e retroalimentação (feedback). O emissor e o receptor são aqueles que comunicam e recebem a mensagem, respectivamente, através de um meio de comunicação ou um canal e sem ruído. EXEMPLO: Meio de comunicação: rádio, jornal, televisão, quadro de avisos, sistemas de alto-falantes, ordens orais ou escritas, ... Chamamos de retroalimentação ou feedback como sendo a resposta do receptor, que mostra ao emissor se a comunicação teve o efeito esperado por ele. FIGURA 6 Processos de comunicação FONTE Pixabay Gerenciando Equipes de Trabalho Comunicação e relações interpessoais Capítulo 4 Você já deve ter percebido que emissor e receptor trocam constantemente de lugar dependendo da situação. A comunicação nem sempre tem êxito, muitas vezes os ruídos dificultam o entendimento da mensagem entre as pessoas, isto pode acontecer quando: • são usados termos inadequados ou imprecisos; • o número de informações é insuficiente ou excessivo; • o meio é inadequado ou tem erros gráficos ou defeitos de aparelhagem; • a mensagem é interpretada de maneira incorreta; • o receptor está distraído e não presta atenção à mensagem. Feedback O processo de feedback tem sido bastante utilizado pelas organizações, por se tratar de uma comunicação onde ambos são correspondidos. Precisamos deixar claro, mais uma vez, que feedback não significa criticar ou elogiar, mas sim uma maneira de regular os desempenhos. É muito utilizado quando há desequilíbrio entre o processo e a obtenção de resultados, e tem o objetivo trazer de volta o equilíbrio, corrigindo e melhorando tanto os processos quanto os resultados. O feedback possui duas maneiras de regular o desempenho dos indivíduos: 1. mantendo e somente aperfeiçoando os bons aspectos do comportamento: maneira mais vantajosa, pois evita ressentimentos e reações defensivas, o receptor dá mais atenção as observações feitas pelo emissor, o receptor fica motivado a aperfeiçoar os aspectos mais valorizados e aumenta a probabilidade do bom desempenho ser repetido. 2. modificando e corrigindo os aspectos indesejáveis do comporta- mento: não é tão eficaz, pois foca em mudar os aspectos inde- sejáveis do comportamento, sem valorizar os aspectos positivos. A habilidade de prover feedback tem como pré-requisito ouvir e prestar atenção ao Gerenciando Equipes de Trabalho Comunicação e relações interpessoais Capítulo 4 comportamento do outro. Alguns componentes formais e funcionais caracterizam a emissão eficaz de um feedback, dentre eles podemos citar: • Chamar a pessoa que receberá o feedback diretamente pelo nome; • Manter o contato visual com o receptor, de modo a encorajá-lo a uma aproximação, demonstrando cumplicidade e confiança; • Utilizar tom de voz calmo; • Um gesto somado à comunicação verbal pode traduzir, contradizer, confirmar ou negar o que o emissor está dizendo; • Manter a postura corporal de modo que os sinais captados pelo observador sejam de interesse e amizade e não de aversão ou repulsa; • As expressões faciais são um grande instrumento de comunicação, pois as emoções são facilmente interpretadas nas interações sociais; • A emissão do feedback deve ser feita de forma específica, oportuna e esclarecida, de maneira compatível com as necessidades do emissor e do receptor; O cuidado ao se emitir um feedback recai na nossa incapacidade de compreender as necessidades dos outros, muitas vezes usando o feedback, erradamente, como exercício de poder e mostrando que tem dificuldade em solicitar, de modo eficaz, a mudança de comportamento do receptor. Uma maneira de se obter sucesso ao solicitar uma mudança de comportamento está em descrever o que se deseja substituir, evidenciando as possíveis consequências positivas da mudança. A dificuldade também está em quem recebe o feedback, quando estamos nesta posição tendemos a ser defensivos, achando que uma crítica poderá acarretar na perda da autoestima e do “status” adquirido. Como melhorar a comunicação Todos os dias precisamos nos comunicar, seja por e-mail, telefone ou frente a frente, na vida pessoal ou profissional. É preciso que a emissão seja clara, objetiva, sem ruídos, para que o receptor posse entender a mensagem e dar o feedback. Gerenciando Equipes de Trabalho Comunicação e relações interpessoais Capítulo 4 Gestores enfrentam o desafio da comunicação eficiente todos os dias, onde uma falha no processo pode significar a falha de metas e objetivos. A comunicação, assim como a liderança, pode ser melhorada e desenvolvida através do trabalho da organização das informações de acordo com os seguintes critérios: Determine o que precisa ser comunicado: • Apoie-se em fatos • Defina exatamente o que vai ser transmitido Prepare a forma de comunicação: • Verbal ou escrita • Seja claro, conciso e preciso • Leve em consideração o receptor da comunicação • Esteja de acordo com as normas e regulamentos da empresa • Faça de tudo para ser compreendido Faça a comunicação: • O meio e o momento precisam ser adequados • Não faça comentários que antecipem a transmissão • Não se esqueça de nenhum detalhe Verifique os resultados: • A comunicação foi bem recebida e entendida? • O efeito foi o esperado? Relações interpessoais Como o próprio nome sugere é a conexão entre pessoas em um mesmo círculo, que pode ser profissional, familiar, entre amigos ... É a maneira como os indivíduos serelacionam e se tratam. Podemos dizer que no ambiente corporativo, as relações interpessoais contribuem para que as equipes sejam harmônicas e tenham uma boa relação de parceria. Segundo Chiavenato, a cooperação é o elemento essencial da organização. As pessoas Gerenciando Equipes de Trabalho Comunicação e relações interpessoais Capítulo 4 cooperam desde que o seu esforço proporcione satisfações e vantagens pessoais que justifiquem tal esforço. A cooperação é fruto da decisão de cada pessoa em função dessas situações e vantagens pessoais (CHIAVENATO, 2010, p. 116). EXEMPLO: Estudos mostram que ter empatia pelos colaboradores facilita o desenvolvimento dos grupos, aumenta a produtividade e reduz os conflitos internos, além disso, as divergências são trabalhadas de maneira agregadora. O desenvolvimento das relações interpessoais corporativas é de responsabilidade do líder. É ele quem coordena as discussões e abre espaço para o diálogo, mostrando que as ideias podem ser desenvolvidas e complementadas com outras propostas até que possam ser implementadas. Uma maneira de criar este espaço com os colaboradores é fazer com que eles sintam que suas atribuições e ideias são valorizadas, assim podem sugerir novas estratégias, pois sabem que não serão menosprezados pela forma diferente de pensar. O respeito e a cordialidade entre colegas de trabalho mostram que a equipe alcançou boas relações interpessoais e estão alinhados com a missão e os valores da empresa. As relações interpessoais de uma equipe são consideradas tão importantes para o sucesso de uma empresa quanto às qualificações individuais, porque através da cooperação os resultados são mais consistentes. Os líderes e o setor de recursos humanos se deparam com alguns desafios quando falamos em desenvolvimento e manutenção das relações interpessoais, dentre eles, podemos citar: • Alinhamento do perfil profissional com os valores institucionais da organização: quando se faz um processo de seleção e recrutamento, avaliam-se quais os profissionais estão em sintonia com os valores institucionais. Empresas que não carregam seus valores têm mais dificuldades para desenvolver boas relações interpessoais. • Falta de clareza no processo de comunicação: a dificuldade de se expressar tem como resultado o alcance deficiente das mensagens por parte dos interlocutores. Para o desenvolvimento de uma empresa, problemas na comunicação são muito graves. • Respeito à diversidade: este é um grande desafio para as relações interpessoais em Gerenciando Equipes de Trabalho Comunicação e relações interpessoais Capítulo 4 uma empresa e deve ser uma batalha contínua por parte dos gestores. Medidas devem ser adotadas para a manutenção da boa convivência, assim como a segurança e o bem-estar de todos os colaboradores. • Empatia: é quando nos colocamos no lugar do outro, é tratar o outro como ele gostaria de ser tratado. Este tipo de atitude facilita o relacionamento interpessoal e ajuda no direcionamento de estratégias como direcionar atividades e estimular habilidades. É um diferencial na gestão de negócios, porque identifica perfis de liderança, retém talentos e antecipa conflitos. É muito importante que o líder saiba identificar os comportamentos e esteja preparado para harmonizar sua equipe e interferir no momento certo. Resumindo E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que dentro de uma empresa, a comunicação pode ocorrer em dois níveis: formal (obedece às normas da organização e tem o objetivo de fazer com que todos trabalhem para alcançar as metas estabelecidas) e informal (acontece de forma espontânea, entre pessoas do mesmo nível e não tem nenhum objetivo específico). O gestor faz uso da comunicação formal para: transmitir ordens (verbais ou escritas); apresentar sugestões (verbais ou escritas); fazer entrevistas; fazer reuniões de trabalho e treinar os subordinados. Podemos definir comunicação como sendo o ato de transmitir uma mensagem e receber outra de volta e é composta pelos seguintes elementos: emissor, receptor, mensagem, meio e retroalimentação (feedback), sendo que o processo de feedback tem sido bastante utilizado pelas organizações, por se tratar de uma comunicação onde ambos são correspondidos. O desenvolvimento das relações interpessoais corporativas é de responsabilidade do líder, pois é ele quem coordena as discussões e abre espaço para o diálogo. Gerenciando Equipes de Trabalho Referências CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas; o novo papel dos recursos humanos nas organizações / Idalberto Chiavenato. - 3.ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. ISBN 978-85-352-3754-2 GOMES, A.F. Curso de Gestão de Equipes. Disponível em http:// javali.fcav.unesp.br/Home/ gidrh/20110412_105710.PDF. Acesso em 04 de janeiro de 2020. SENGE, P. et al. A quinta disciplina: Caderno de Campo: estratégias e ferramentas para construir uma organização que aprende. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2000. WOLFF, L., CABRAL, P.M.F. e LOURENÇO, P.R.M.R.S. O papel da Liderança na Eficácia de Equipes de Trabalho. Revista Gestão & Tecnologia, 13 (1), 177-204, 2013. e-ISSN: 2177-6652. ZANELLI, J.C., BORGES-ANDRADE, J.E. e BASTOS, A.V. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. 2ª ed. Artmed, 2014. ISBN 978-85- 8271-085-2