Prévia do material em texto
AULA 4 – LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS • Compreender o que é texto. • Ler e interpretar textos. • Reconhecer e diferenciar os vários Tipos e Gêneros Textuais. CONTEXTUALIZANDO A APRENDIZAGEM Esta Aula será o momento de você estudar um pouco mais sobre Leitura e Interpretação de Textos. Ler e interpretar textos são atividades que vão além de correr os olhos sobre um texto ou decodificar letras e palavras. Ler e interpretar fazem parte do processo de dar sentido a tudo o que nos cerca. Mas para desenvolver uma prática de leitura e de interpretação que seja produtiva, é necessário trabalhar conceitos como Leitura, Texto, além de reconhecer Tipos e Gêneros Textuais. Esse é o conteúdo que você encontrará nesta Aula. Você, também, encontrará algumas dicas para que consiga desenvolver estratégias para a interpretação de textos. Aproveite o material que preparamos para seus estudos e bom trabalho! Mapa mental panorâmico Para contextualizar e ajudá-lo(a) a obter uma visão panorâmica dos conteúdos que você estudará na Aula 4, bem como entender a inter-relação entre eles, é importante que se atente para o Mapa Mental, apresentado a seguir: LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 1 LEITURA E TEXTO 2 TIPO E GÊNERO TEXTUAIS 2.1 TIPO TEXTUAL 2.2 GÊNERO TEXTUAL 3 INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 1 LEITURA E TEXTO Para começar os estudos desta Aula, que tal uma rápida leitura de uma historinha em quadrinhos? Veja: Figura 1 - Compreendendo o texto. Fonte: Livro de receitas Acesso em 09/05/18 http://1.bp.blogspot.com/_byDm1io31gM/TPzz9RQtqeI/AAAAAAAADLM/BjBzb5bERjY/s1600/tira56.gif Uma prática de leitura de qualidade depende de uma boa compreensão do que é um Texto e do conhecimento sobre as estratégias que todo Leitor pode trazer consigo para o momento de Leitura. Quando você, Leitor(a), leu a tirinha acima, ativou conhecimentos prévios e utilizou estratégias para que a sua compreensão desse texto humorístico acontecesse da melhor maneira possível. Isso ocorreu a partir do momento que você percebeu o tom de humor que o Autor (um cartunista ) escolheu imprimir ao texto. Um exemplo de conhecimento que foi, por você, ativado ao se deparar com o texto acima, foi a identificação dele como uma tirinha (uma tira cômica), ou seja, um texto composto por uma sequência de história em quadrinhos. Também, é de identificação rápida a personagem principal da historinha, não é mesmo? A garotinha Magali faz parte da Turma da Mônica, criada pelo cartunista Maurício de Souza. Além dessas informações, cada Leitor(a) pode fazer uso de diferentes estratégias para a leitura e a compreensão do texto, como, por exemplo, a leitura da parte não verbal da tirinha, antes mesmo da parte verbal que compõe o texto. Vejamos alguns pontos que podem ser identificados ao se observar a Linguagem Não Verbal da tirinha: • O local onde se passa a história é um quarto, pois existe ali uma cama e outros objetos típicos desse cômodo. • Magali está recostada na cama, sugerindo estar pronta para dormir. • A outra pessoa que aparece sentada em uma cadeira ao lado dela está com um livro em suas mãos prestes a abri-lo. • A expressão facial de Magali, no primeiro quadrinho, indica a expectativa positiva dela por ouvir a leitura. Com tudo isso em mente, pode-se partir para a leitura da palavra na capa do livro e das falas das duas personagens (Linguagem Verbal) com informações suficientes para que, ao chegar ao final da leitura, você identifique o humor presente na tirinha. A cena retratada é típica: uma mãe trazendo um livro para contar (ler) uma história para a filha, que vai dormir. Mas, a identificação do texto como uma tirinha faz com que nós, Leitores, busquemos encontrar um lado humorístico desse Gênero de texto. Assim, a palavra “Contos”, que aparece na capa do livro, contribui para o humor presente na tirinha; quando, após a leitura da fala da mãe de Magali, no primeiro quadrinho (“Então, Magali? O que você quer que eu leia pra você?”), a Garotinha responde "O livro de receitas!". A expectativa inicial de que seria uma simples história (um conto do livro) para dormir é quebrada com a escolha de Magali pelo livro de receitas. É essa quebra de expectativa que garante o humor da tirinha. Entretanto, essa escolha só faz sentido se outra informação sobre Magali tiver sido ativada na leitura: ela é comilona e tem um apetite voraz. Como ela só pensa em comida, pedir a leitura de um livro cheio de receitas é aceitável, para ela, pelo menos! Você percebeu que o que foi feito até aqui foi um exercício de leitura e interpretação. É claro que não é esperado que todas as vezes que aparecer um texto a ser lido, o processo de leitura seja detalhado assim. Até porque essas ativações de conhecimento(s) e estratégias ocorrem natural e automaticamente, quando você vai ler algo. Estamos em um momento de aprendizado e o detalhamento acima, além de exemplificar, pode servir como uma estratégia de leitura interpretativa de um texto. O objetivo dessa atividade de leitura e análise do próprio ato de leitura é importante para que você possa compreender a necessidade de se pensar sobre estratégias que todo Leitor deve possuir e disponibilizar no momento da leitura. A leitura de um texto exige muito mais do que o puro conhecimento da Língua que o texto foi escrito. Para uma boa prática de leitura, você, Leitor(a), vai mobilizar mais que elementos llinguísticos (vocabulário, regras gramáticas, sinais gráficos de pontuação, etc.), pois ler é colocar em funcionamento diversas estratégias como, por exemplo, o levantamento de hipóteses, que, confirmadas ou não, vão participar da construção de sentido de um texto. Para Kock e Elias (2010), a leitura é uma ação interativa de produção de sentidos. E, um dos principais papéis, nessa construção de sentidos, é o seu, Leitor(a); pois, você tanto atribuirá sentidos ao texto em leitura quanto “investigará” os sentidos deixados pelo próprio Autor. Assim, Leitores e Produtores são sujeitos, verdadeiros atores sociais, que se constrõem e são construídos, durante a interação em um texto. Um processo de leitura é uma atividade, uma ação que leva em conta toda e qualquer experiência significativa com outros textos e o conhecimento que um(a) Leitor(a) traz consigo. Considerando, portanto, que a Leitura é esse processo de busca por sentidos de um texto, a partir da interação dos sujeitos - Autor(a) e Leitor(a) – com o próprio texto, é possível afirmar que existe uma gama de sentidos, inclusive implícitos, que vão além do texto em si; que só serão detectáveis se for considerado o contexto no qual estão inseridos o Produtor (Autor), o Receptor (Leitor) e o Referente (Assunto) desse texto. Mas, e texto, o que pode ser considerado como Texto? A compreensão do que é - ou pode ser considerado um Texto, também, é válido para a sua compreensão. Uma definição bem clara do que é Texto é o que Koch e Travaglia (2012, p. 8-9) afirmam: Texto é uma unidade linguística concreta (perceptível pela visão ou audição), que é tomada pelos usuários da língua (falante, escritor/ouvinte, leitor), em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão. Assim, Texto deverá ser compreendido, a partir de nossos estudos, como toda e qualquer unidade de sentido que ofereça interpretação a alguém. Uma matéria publicada em um jornal impresso é um texto; assim como uma notícia lida/falada em uma estação de rádio. A piada contada entre amigos, uma frase pichada em um muro, uma pintura artística, uma fotografia, uma videoaula a que você assiste em nosso Curso são exemplos de Textos. Tudo o que foi produzido por alguém, com a intenção de transmitir uma mensagem, pode ser chamado de Texto. Nosso próximo passo é estudar algumas diferenças entre os diversos Textos que são produzidos com diferentes intenções comunicativas. Ao buscar melhorarnossa compreensão sobre essas diferenças e a variedade de Textos que estão à nossa disposição, estaremos, também, ampliando nossas possibilidades de leitura interpretativa desses textos. Vamos, no próximo tópico, diferenciar Tipos e Gêneros Textuais. No entanto, já que estamos falando sobre Leitura e sua importância, observe a charge abaixo. Nela, você pode notar a defesa de que a Leitura pode transformar as pessoas, pois ela é capaz de ampliar a visão que se tem do mundo; e, consequentemente, possibilitar uma atuação mais crítica na sociedade. Figura 2 - Importância da Leitura Fonte: Viver em ler Acesso em 09/05/18 2 TIPO E GÊNERO TEXTUAIS É fácil encontrar situações em que há certa confusão quanto a esses dois conceitos. Vamos, a partir de agora, diferenciá-los; lembrando que o primeiro considera as estruturas específicas e formais de cada Texto. Já o segundo leva em conta a finalidade do Texto. “A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita etc.” Fonte: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues. pdf - Acesso em 09/05/18 https://3.bp.blogspot.com/-026PV35ZOlk/WX_aGPO8MAI/AAAAAAAAGIk/vmuTpAaspOkgukNH21SMXcL0VIYhElt_QCLcBGAs/s1600/FB_IMG_1484372879391.jpg http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.%20pdf%20-%20Acesso%20em%2009/05/18 http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.%20pdf%20-%20Acesso%20em%2009/05/18 http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.%20pdf%20-%20Acesso%20em%2009/05/18 2.1 TIPO TEXTUAL O Tipo de um Texto está relacionado ao conjunto de enunciados que são organizados em um estrutura específica e claramente definida, devido às suas características predominantes. Cada Tipo Textual possui uma forma de apresentação, relacionada às escolhas linguísticas de sua composição. Tipo Textual designa uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). (MARCUSCHI, 2005, p. 22) Apesar de alguns Autores acrescentarem outras categorias de Textos, os cinco principais Tipos Textuais são: Narrativo, Argumentativo (Dissertativo), Descritivo, Expositivo e Injuntivo. Vamos caracterizar cada Tipo de Texto; e, logo a seguir, proporemos um Exemplificando para que você possa interagir com alguns Textos e suas classificações. Narrativo É o Texto que conta, que relata algo ocorrido com alguém, apresentando ações e personagens. Esse Tipo de Texto traz respostas para perguntas como: “O que aconteceu?”, “Com quem?”, “Quando?”, “Onde?” e “Como?”. Argumentativo É o Texto, também, conhecido como Dissertativo. Esse tipo de Texto expõe um assunto ou um tema, a partir de argumentos. Além de defender um ponto de vista, o Texto procura persuadir, convencer, o Leitor. A estrutura básica de um Texto Dissertativo não é diferente de basicamente todo e qualquer texto: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. O importante é que essas partes devem estar bem delimitadas para que o encadeamento dos argumentos faça com que o ponto de vista defendido desenvolva-se coerentemente. Descritivo É aquele Texto que relata, que expõe, sobre uma pessoa, um objeto, um lugar. O Autor do texto pretende criar na mente de quem lê uma imagem do que é descrito; e, para isso, normalmente, há um grande número de adjetivos no Texto. Expositivo É o Texto cuja função é expor, explicar uma ideia, um assunto. Esse Tipo Textual informa, esclarece, mas não emite opinião. Não há interferência do Autor; e, por isso, o texto apresenta informações de forma clara, impessoal e objetiva. Injuntivo É o Texto, também, chamado de Instrucional. Esse tipo de Texto apresenta uma ordem, uma norma, uma instrução, objetivando orientar e/ou persuadir quem recebe o Texto. O Autor faz uso, normalmente, de verbos no imperativo. Depois que você tomou conhecimento e compreendeu as características que compõem os diversos Tipos de Textos, agora, é hora de definir o que é entendido como Gênero Textual. 2.2 GÊNERO TEXTUAL Se um tipo de Texto está ligado às suas estruturas formais, um Gênero Textual relaciona-se às funções sociais que o Texto vai exercer, pois ele se encontra inserido em um contexto cultural e possui uma intenção comunicativa. São incontáveis os Gêneros Textuais, pois um gênero de texto vai depender de sua função específica. Uma carta, um e-mail, um bilhete na porta da geladeira são exemplos de Textos que possuem funções diferentes; apesar de apresentarem algumas características em comum. Dependendo da situação comunicativa em que você estiver inserido, você selecionará um Gênero de Texto que melhor se adeque ao que deseja transmitir. Assim, tanto na fala quanto na escrita, é possível encontrar certas estruturas padronizadas de Textos que recebem, portanto, o nome de Gêneros Textuais. Segundo Marcurshi (2005, p. 22), os Gêneros Textuais representam os “textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.” Se os Tipos Textuais possuem um pequeno número de categorias (variando de cinco até nove, dependendo do Autor), os Gêneros Textuais são praticamente incontáveis; dada a ilimitada necessidade linguística de comunicação. Se, por exemplo, antigamente a carta era a única forma de comunicação entre pessoas que moravam distantes umas das outras, hoje, com o avanço tecnológico, esse contato, também, pode ser via e-mail ou mensagens de texto (ou voz), por meio de diversas redes sociais. Para facilitar o seu estudo, veja a tabela abaixo. Nela, você pode encontrar os cinco Tipos de Texto estudados acima e alguns exemplos de diversos Gêneros Textuais. Tabela 1: Exemplos de diversos Gêneros Textuais Fonte: Nead Saber as diferenças entre Tipos e Gêneros Textuais pode ajudá-lo(a) não só na Produção do Texto, mas também, nas buscas pelas relações de sentido(s) que cada um dos distintos Gêneros apresenta, ou, deve apresentar. Uma interpretação de Texto bem realizada, com certeza, leva em consideração fatores relativos às diversas estruturas textuais e às construções de sentidos que permeiam todos os Textos. Agora, é hora de você entrar em contato com alguns Textos e identificar algumas de suas características, já indicadas anteriormente. Vamos lá? Você vai encontrar abaixo alguns Textos. Durante a Leitura e uma rápida análise de cada um, busque identificar em qual Tipo Textual estudado ele está inserido. Logo após os Textos, você poderá conferir suas respostas, ok? Texto 1 MASSA Bata na batedeira as claras em neve. Junte as gemas, uma a uma, acrescente o açúcar. Despeje o leite aos poucos, sem parar de bater. Incorpore, por fim, a farinha peneirada com o chocolate em pó e o fermento. Despeje em uma forma redonda e leve parar assar em forno quente por 40 minutos. Deixe esfriar e corte-o ao meio. Texto 2 XEROX O xerox tem uma história longa e curiosa. Demorou muito tempo para que o homem inventasse uma máquina eficiente para tirar cópias, dessas que existem nos escritórios ou em papelarias. Os cientistas procuravam soluções na fotografia e na química, usando os mesmos processos das revelações de filmes. Mas foi de uma outra área da Ciência, a eletrostática, que veio a saída. De um lado, o papel. De outro, um pozinho negro. Nos anos trinta, um físico descobriu que o pó iria se agrupar nos mesmos pontos das marcas existentes no papel. Ele batizou esse processo de xerografia, que significa escrita seca, em grego. Mais tarde, uma empresa comprou esse aparelho, o xerox, e passou a se chamar assim. Deu certo, né? Fonte: Grandes Invenções Texto 3 “De um e outro lado da escada seguiam dois renques de árvores, que, alargando gradualmente, iam fechar como dois braçoso seio do rio; entre o tronco dessas árvores, uma alta cerca de espinheiros tornava aquele pequeno vale impenetrável. A casa era edificada com a arquitetura simples e grosseira, que ainda apresentam as nossas primitivas habitações; tinha cinco janelas de frente, baixas, largas, quase quadradas. Do lado direito estava a porta principal do edifício, que dava sobre um pátio cercado por uma estacada, coberta de melões agrestes. Do lado esquerdo estendia-se até à borda da esplanada uma asa do edifício, que abria duas janelas sobre o desfiladeiro da rocha.” Fonte: Fragmento de "O Guarani" (Romance de José de Alencar) Texto 4 “Uma das ocasiões, em que os cavaleiros se aproximaram da tropa que seguia a alguns passos, um moço de vinte e oito anos, bem parecido, e que marchava à frente do troço, governando o seu cavalo com muito garbo e gentileza, quebrou o silêncio geral. — Vamos, rapazes! disse ele alegremente aos caminheiros; um pouco de diligência, e chegaremos com cedo. Restam-nos apenas umas quatro léguas! Um dos bandeiristas, ao ouvir estas palavras, chegou as esporas à cavalgadura, e avançando algumas braças, colocou-se ao lado do moço. — Ao que parece, tendes pressa de chegar, Sr. Álvaro de Sá? disse ele com um ligeiro acento italiano, e um meio sorriso cuja expressão de ironia era disfarçada por uma benevolência suspeita.” Fonte: Fragmento de "O Guarani" (Romance de José de Alencar). Texto 5 A partir dos anos 2000, a internet se popularizou. Essa popularização acrescida de novos avanços cibernéticos propiciou o nascimento das redes sociais, tornando-se um meio de comunicação muito usual na sociedade. Velloso (2014) conceitua rede social ou site de relacionamento como “uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns”. As redes sociais facilitaram muito a forma de comunicação e interação entre as pessoas. Porém nem tudo é um mar de rosas, quando falamos de redes sociais, ou melhor, dos usuários das redes sociais, que por muitas vezes não a utilizam de forma adequada. Assim várias pessoas acabam utilizando as redes sociais de forma desmoderada, com uma certa falsa sensação de anonimato, sem pensar ou até mesmo de forma proposital, despejam opiniões e comentários, e acabam cometendo atos ilícitos. Portanto quando a liberdade de expressão é ultrapassada e fere outro cidadão se vê a necessidade de reparação deste dano criado através do ambiente virtual, sendo necessária a ingerência do ordenamento jurídico para mediação dos conflitos gerados. http://www.canalkids.com.br/tecnologia/invencoes/curiosidades.htm http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/o_guarani.pdf http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/o_guarani.pdf Fonte: Fragmento de Revista Jurídica É interessante lembrar que os Gêneros Textuais não são totalmente puros, ou seja, um Texto pode apresentar passagens, fragmentos, comuns a diferentes Tipos de Texto. Uma bula de remédio, por exemplo, é um Gênero Textual típico do Texto Injuntivo, pois nela encontramos instruções sobre o que devemos ou não fazer com o remédio. Entretanto, nela, também, é possível localizarmos a descrição da composição do medicamento e a narração das reações colaterais ao fazermos uso dele. Agora que você terminou de analisar os Textos acima, vamos conferir a que Tipo Textual cada um pertence? Texto 1 – Ele é um típico Texto Injuntivo, pois ele instrui sobre a utilização de uma ferramenta eletrônica. Note a presença de verbos no imperativo: leia, ouça, faça, etc. Texto 2 – Eis aí um Texto Expositivo. Há uma apresentação de informações sobre a máquina de xerox. Texto 3 - O fragmento apresentado é uma Descrição. Nele, você encontrou a caracterização, com detalhes, da natureza e de uma casa. Texto 4 – Nesse outro fragmento, você encontrou uma Narração. Aparece alguém contando um acontecimento. O uso de formas verbais como “disse” são comuns nesse Tipo Textual. Texto 5 – Texto Dissertativo (Argumentativo). O Texto, principalmente nos dois parágrafos finais do recorte acima, apresenta argumentos em defesa do ponto de vista de que as redes sociais são utilizadas sem moderação. Encerramos nossos estudos sobre os Tipos e Gêneros Textuais. É hora de trabalharmos algumas dicas de como interpretar textos. 3 INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS A interpretação de Textos é algo que depende muito mais da capacidade de ler e entender de cada pessoa do que de receitas prontas. Você possui uma maneira particular de realizar uma interpretação de diversos Textos que não pode ser desconsiderada. A diferença é que quanto mais se trabalha com Textos, quanto mais se conhece sobre eles (suas características, seus objetivos, por exemplo), melhor será a capacidade de se fazer relações com outros Textos e a identificação de sentidos que circulam em um Texto. É assim que são desenvolvidas verdadeiras estratégias de Leitura e de Interpretação de Textos ALGUMAS DICAS PARA INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Foi pensando nessas possíveis estratégias que elaboramos algumas dicas para ajudá-lo(a) em sua formação como Leitor(a) e em sua maneira de abordar um Texto para interpretá-lo. Vamos a essas dicas! 1) Faça uma Leitura de todo o Texto para você ter uma visão global do assunto que é tratado nesse Texto. Não pare quando não reconhecer o sentido de alguma palavra. 2) Leia o Texto pelo menos duas vezes, pois quanto mais se lê, mais detalhes podem ser percebidos. Uma nova Leitura pode mostrar que algumas primeiras impressões podem ser falsas. 3) Tenha paciência nas releituras. Ler muitas vezes pode fazer a diferença. https://www.uniaraxa.edu.br/ojs/index.php/juridica/article/view/516/495 4) Após as primeiras Leituras, é hora de buscar as palavras-chaves do Texto. Se uma palavra não foi compreendida ou gerou dúvida e estiver atrapalhando sua compreensão, é hora de recorrer a um bom Dicionário. Ter à mão um bom Dicionário é algo que pode ajudar na Interpretação de Textos. Há excelentes Dicionários on-line que facilitam a procura de palavras, pois digitar uma palavra pode ser bem mais rápido que folhear os bons Dicionários de papel. Acessando o Aulete, que é um excelente Dicionário, você terá contato com uma boa Gramática. Clique aqui para acessá-lo. 5) Sublinhe palavras que lhe parecem importantes. A utilização de marcas como setas indicativas, grifos e destaque com marca textos coloridos, se possível, pode ajudar na localização e retomada de informações no Texto. 6) Faça anotações. Se possível, anote nas margens da página frases ou palavras que podem ajudá-lo(a) a fixar as ideias do Texto. Subdivida o Texto, indicando as partes que o compõem. 7) Respeite as ideias do Autor. Mesmo não concordando com elas, você é o Leitor(a) e não pode desviar a sua atenção, atacando ou criticando, desnecessariamente, o Autor. Se seu papel é o de ler e entender o Texto, faça- o e guarde seus questionamentos para um momento adequado. 8) Lembre-se de que o Autor defende ideias no Texto e você deve percebê-las. 9) Amplie seu vocabulário. Busque aprender novas palavras. Quanto mais palavras conhecemos, mais relações de sentido dentro de um Texto e com outros Textos podemos realizar. 10) Leia mais. Interprete mais. Não se torne alguém limitado pelo conhecimento superficial sobre as coisas. Quanto mais lemos, mais sabemos. Leitura é um hábito que deve ser cultivado. Acesse o link abaixo para você ler outras dicas de Interpretação. Lembre-se de que as suas estratégias de Interpretação serão desenvolvidas por você. E, para isso, é preciso conhecer o máximo possível de dicas e sugestões. Dicas de Interpretação - Acesso em 09/05/18 https://www.aulete.com.br/ https://brasilescola.uol.com.br/redacao/cinco-dicas-para-melhorar-sua-interpretacao-texto.htm Após o estudo da Aula 4, entendeu o que é um texto? Sente-se mais preparado para realizar leituras, compreender e interpretar os textos? É capaz de distinguir os diversos tipose gêneros textuais? Caso você consiga responder essas questões, parabéns! Você atingiu os objetivos específicos desta Aula! Caso tenha dificuldade para respondê-las, aproveite para reler o conteúdo da Aula, acessar o seu AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem e interagir com seus colegas, tutor(a) e professor(a). Você não está sozinho nessa caminhada! Conte conosco! Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente Virtual de Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula RECAPITULANDO Inicialmente, entendemos o que é um texto; além disso, para uma boa interpretação, aprendemos boas estratégias de leitura e interpretação de texto. Ou seja, não basta leitura, é preciso compreensão. Você aprendeu, também, os 5 tipos textuais assim como os diversos gêneros textuais. Na próxima Aula, serão abordados conteúdos de coesão e coerência textuais. CRÉDITOS Capa: Interpretação de texto - REFERÊNCIAS COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de Gêneros Textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. KOCH, Ingedore V. e ELIAS, Vanda M. Ler e Compreender os Sentidos do Texto. São Paulo: Contexto, 2006. KOCH, Ingedore; TRAVAGLIA, Luiz C. Texto e coerência. 13. Ed. São Paulo: Cortez, 2012. MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In DIONÍSIO, Â. et al. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. P. 19-36. PEREZ, Luana Castro Alves. "Cinco dicas para melhorar sua interpretação de texto"; Brasil Escola. Disponível em . Acesso em 09/05/18. https://static.todamateria.com.br/upload/di/ca/dicas-de-interpretacao-de-texto-og.jpg https://static.todamateria.com.br/upload/di/ca/dicas-de-interpretacao-de-texto-og.jpg http://brasilescola.uol.com.br/redacao/cinco-dicas-para-melhorar-suainterpretacao-texto.htm Cartunista Diz-se de ou a pessoa que cria ou desenha cartuns, tiras cômicas, histórias em quadrinhos de humor, desenhos ou ilustrações humorísticas. Fonte: http://michaelis.uol.com.br/ moderno-portugues/busca/portuguesbrasileiro/cartunista/ Acesso em 09/05/18 http://michaelis.uol.com.br/%20moderno-portugues/busca/portuguesbrasileiro/cartunista/%20Acesso%20em%2009/05/18