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<p>Texto e discurso</p><p>Prof. Luís Cláudio Dallier Saldanha</p><p>Descrição</p><p>Vamos estudar os conceitos de texto e de discurso e a noção de</p><p>gêneros textuais, abordando suas implicações na produção e leitura de</p><p>textos.</p><p>Propósito</p><p>Ao compreender a distinção entre texto e discurso, além das</p><p>características dos gêneros textuais, você poderá identificar estratégias</p><p>e cuidados necessários à elaboração e à leitura de um texto.</p><p>Objetivos</p><p>Módulo 1</p><p>O conceito de texto e de discurso</p><p>Distinguir os conceitos de texto e de discurso.</p><p>Módulo 2</p><p>A elaboração do texto</p><p>Identificar aspectos da distinção entre texto e discurso na produção</p><p>textual.</p><p>Módulo 3</p><p>Gêneros textuais</p><p>Reconhecer o conceito de gêneros textuais e suas implicações na</p><p>leitura de textos.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>A escrita e a leitura são duas práticas fundamentais na vida</p><p>acadêmica e profissional. Vivemos num mundo letrado, em</p><p>ambientes físicos ou virtuais que são povoados por textos. Cada</p><p>texto desempenha uma determinada função, atende a um objetivo,</p><p>está relacionado com certa prática social ou situação de</p><p>comunicação e interação.</p><p>Escrevemos textos para serem lidos e lemos textos que foram</p><p>escritos com determinadas intenções. Tudo isso nos conduz à</p><p>relação entre texto, discurso e gêneros textuais. Por isso, vamos</p><p>estudar esses conceitos e conhecer algumas recomendações para</p><p>ler e escrever melhor.</p><p>Vamos aos estudos!</p><p>Introdução</p><p>javascript:CriaPDF()</p><p>1 - O conceito de texto e de discurso</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de distinguir os conceitos de</p><p>texto e de discurso.</p><p>Intencionalidade da nossa</p><p>fala ou escrita</p><p>Todas as vezes em que você se comunica ou interage com alguém, há</p><p>sempre uma intenção ao falar ou ao escrever.</p><p>Representação de atos de comunicação.</p><p>Dependendo dessa intenção ou da finalidade do ato de comunicação,</p><p>haverá maneiras diferentes de construir sua fala e sua escrita, ou seja,</p><p>você acabará usando modos específicos para se expressar ou interagir</p><p>por meio da língua.</p><p>As formas características do uso da língua se</p><p>manifestam em determinadas estruturas, isto é, dito de</p><p>outra forma, aparecem em modos peculiares de</p><p>organizar o discurso ou o ato de comunicação.</p><p>Independentemente da finalidade, sua escrita ou sua</p><p>fala se organizam a partir de estruturas definidas, que</p><p>muitas vezes até passam despercebidas.</p><p>Convidamos você a analisar a seguinte situação:</p><p>Imagine que Rodrigo chegou em casa ansioso por contar à sua esposa,</p><p>Cristina, algo que aconteceu no trabalho, uma situação ocorrida que lhe</p><p>deu muita esperança de ser promovido.</p><p>Marido contando uma novidade para a sua esposa.</p><p>Falamos e escrevemos com as mais diferentes intenções, adequando</p><p>nosso ato de comunicação a partir delas, por isso devemos concluir que</p><p>há diversas formas de organizar o discurso. Isso também implica dizer</p><p>que existem diversos gêneros textuais, além daquelas moda lidades que</p><p>você deve ter aprendido na escola, como narração, descrição e</p><p>dissertação.</p><p>Rodrigo - Eu acho que vou ser promovido!</p><p>Cristina - Como assim?</p><p>Rodrigo - Hoje eu estava em minha sala quando o chefe abriu a porta e</p><p>disse que em breve terei uma boa notícia.</p><p>Atividade discursiva</p><p>No diálogo anterior, qual modalidade você acha que Rodrigo utilizou</p><p>para contar o fato ocorrido?</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p></p><p></p><p>Intencionalidade da nossa</p><p>fala ou escrita</p><p>Confira neste vídeo situações de comunicação e interação por meio da</p><p>escrita e da fala que mostram a intencionalidade no uso da língua.</p><p>A distinção e</p><p>interdependência entre</p><p>texto e discurso</p><p>Para compreender tudo isso e identificar possíveis aplicações no uso da</p><p>língua, você aprenderá os conceitos de discurso e de texto para, então,</p><p>verificar como o conhecimento dos diferentes gêneros textuais o</p><p>ajudará a escrever e a ler melhor.</p><p>Para distinguir texto e discurso, primeiramente é preciso conceituá-los,</p><p>além de identificar a utilidade dessa distinção. Mas, em vez de começar</p><p>logo com uma definição, vamos pensar um pouco sobre a prática, ou</p><p>seja, vamos considerar uma situação concreta de uso da língua. Imagine</p><p>que alguém diga a um colega o seguinte:</p><p>Colegas de trabalho conversando.</p><p>A resposta "sei" provavelmente frustrou quem perguntou. A decepção ou</p><p>mesmo o estranhamento diante de tal resposta ocorre porque a</p><p>intenção de quem pergunta não é obter uma informação sobre o</p><p>conhecimento ou não do horário, mas pedir um dado que traga sentido,</p><p>referência e clareza.</p><p>A intenção de quem pergunta é um elemento</p><p>fundamental na enunciação, assim como a forma</p><p>como o texto é recebido pelo enunciatário. A</p><p>enunciação refere-se à atividade social e interacional</p><p>em que a língua é colocada em funcionamento por um</p><p>enunciador, aquele que fala ou escreve, tendo em vista</p><p>um enunciatário, aquele para quem se fala ou se</p><p>escreve.</p><p>O produto da enunciação é chamado enunciado. No campo dos estudos</p><p>da linguagem, o conceito de enunciação, assim como tantos outros,</p><p>apresenta variações na forma como é definido, conforme a abordagem</p><p>teórica em que seja tomado.</p><p>A enunciação está presente na maioria dos textos. No caso da nossa</p><p>hipotética situação de comunicação, pode-se imaginar a presença</p><p>explícita dessa enunciação do seguinte modo:</p><p>Colega de trabalho perguntando a João que horas são.</p><p>É possível que um texto não explicite as intenções do autor, ou seja, a</p><p>enunciação pode estar implícita. Nesse caso, será preciso ouvir ou ler o</p><p>texto, entendê-lo e perceber as intenções do autor. Teremos, então, uma</p><p>decodificação desse texto.</p><p>Além da intenção, que pode estar implícita ou explícita na interação por</p><p>meio da linguagem, temos sujeitos que interagem em determinado</p><p>tempo ou contexto a partir de um texto ou mensagem.</p><p>Os aspectos relacionados com a pessoa (quem</p><p>fala/ouve ou quem escreve/lê) e com o tempo (em que</p><p>momento ou contexto a comunicação se dá) também</p><p>fazem parte da enunciação.</p><p>Mesmo que esses aspectos nem sempre estejam explicitados ou claros</p><p>no texto, a produção textual envolve os seguintes elementos da</p><p>enunciação:</p><p>intenção;</p><p>interlocutores; e</p><p>contexto.</p><p>Sobre a enunciação, Antônio Suárez Abreu diz o seguinte:</p><p>O entendimento do texto implica a</p><p>decodificação da intenção de quem</p><p>o produziu, por isso mesmo, às</p><p>vezes, pode-se perguntar: mas o que</p><p>é que você quis dizer com isso?</p><p>Temos, assim, uma pergunta sobre</p><p>a enunciação.</p><p>(ABREU, 2004, p. 10)</p><p>A partir dessa abordagem inicial sobre enunciação, vamos a uma</p><p>primeira caracterização de texto e de discurso. Segundo Abreu (2004),</p><p>podemos dizer que:</p><p>O texto é um produto da enunciação, estático, definitivo e, muitas</p><p>vezes, com algumas marcas da enunciação que nos ajudarão na</p><p>tarefa de decodificá-lo.</p><p>O discurso, por sua vez, é dinâmico: principia quando o emissor</p><p>realiza o processo de codificação e só termina quando o</p><p>destinatário cumpre sua tarefa de decodificá-lo. Por isso, também</p><p>se afirma que o discurso é histórico.</p><p>Quando um texto é escrito, finalizado pelo seu autor, pode ser</p><p>considerado algo acabado e estático. No entanto, o discurso teve seu</p><p>início juntamente com o texto e vai se completando à medida que o</p><p>texto vai sendo lido por seus leitores. Por isso, Abreu nos afirma que o</p><p>discurso</p><p>[...] é sempre dinâmico e pode ser</p><p>repetido infinitamente, sempre de</p><p>formas diferentes, dependendo dos</p><p>repertórios de seus leitores.</p><p>(ABREU, 2004, p. 12)</p><p>As concepções de texto e de discurso nos permitem, então, mais do que</p><p>fazer uma distinção, perceber que eles são complementares.</p><p>Discurso é o texto em atividade comunicativa; vindo a</p><p>público e se realizando.</p><p>É bom observar que o texto pode ser escrito ou oral, embora</p><p>enfatizemos na maioria das vezes o texto escrito. O discurso também</p><p>pode se realizar tanto a partir de um texto escrito quanto de um texto</p><p>oral.</p><p>Atenção</p><p>Não confunda discurso com a fala de um orador!</p><p>Podemos, então, concluir que todas as vezes que escrevemos ou</p><p>falamos temos um texto que se realiza como discurso.</p><p>Isso acontece</p><p>porque quem fala e escreve tem uma intenção ou objetivo contido na</p><p>mensagem e até na forma de comunicá-la. Quem ouve e lê precisa</p><p>decifrar (compreender) a mensagem e a sua intenção a partir do próprio</p><p>conhecimento de mundo e, claro, do próprio texto.</p><p>Mas, você pode se perguntar:</p><p>Para que serve definir texto e discurso, além de fazer a</p><p>distinção entre eles? Qual a utilidade desses</p><p>conceitos?</p><p>Quando entendemos os conceitos de texto e discurso, podemos</p><p>perceber que o modo como escrevemos ou falamos é tão importante</p><p>quanto aquilo que dizemos, assim como o contexto da nossa interação.</p><p>A situação de comunicação e a maneira como construímos nosso texto</p><p>escrito ou elaboramos a nossa fala têm muita importância.</p><p>A distinção e</p><p>interdependência entre</p><p>texto e discurso</p><p>Neste vídeo, vamos explicar e mostrar exemplos da definição de texto e</p><p>de discurso a partir de alguns conceitos. Assista!</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p></p><p>Questão 1</p><p>A enunciação é um conceito importante para compreender o que é</p><p>um discurso. Ela está relacionada, por exemplo, com a intenção que</p><p>o falante ou escritor tem ao comunicar sua mensagem. Assim,</p><p>quando alguém, antigamente, perguntava a outra pessoa na rua</p><p>“Você tem relógio?”, podemos identificar o seguinte:</p><p>Parabéns! A alternativa A está correta.</p><p>A enunciação está relacionada com a atividade social e interacional</p><p>por meio da qual a língua é colocada em funcionamento por um</p><p>enunciador (aquele que fala ou escreve), tendo em vista um</p><p>enunciatário (aquele para quem se fala ou se escreve). Quando</p><p>alguém pergunta a outra pessoa se ela tem um relógio, a pergunta é</p><p>um enunciado resultado de uma enunciação na qual a intenção é</p><p>saber as horas e não simplesmente certificar-se de que o outro</p><p>possui um relógio.</p><p>Questão 2</p><p>A</p><p>A pergunta “Você tem relógio?” como um texto ou</p><p>enunciado e o desejo de saber as horas como a</p><p>intenção na enunciação.</p><p>B</p><p>A pergunta “Você tem relógio?” como um discurso e</p><p>a intenção de saber as horas como o texto.</p><p>C</p><p>A pergunta “Você tem relógio?” como uma</p><p>enunciação e a necessidade de saber as horas</p><p>como um enunciado.</p><p>D</p><p>A intenção de saber se a pessoa estava com seu</p><p>relógio e a elaboração de uma pergunta como a</p><p>própria enunciação.</p><p>E</p><p>O desejo de alguém de informar-se sobre o relógio</p><p>da outra pessoa e a elaboração de uma pergunta</p><p>para esconder sua intenção.</p><p>Texto e discurso são conceitos que devem ser compreendidos</p><p>como distintos e ao mesmo tempo complementares porque</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O texto é um produto da enunciação, estático, definitivo. O discurso,</p><p>por sua vez, é dinâmico: principia quando o emissor realiza o</p><p>processo de codificação e só termina quando o destinatário cumpre</p><p>sua tarefa de decodificá-lo. O discurso é histórico. Quando um texto</p><p>é escrito, finalizado pelo seu autor, pode ser considerado algo</p><p>acabado e estático. No entanto, o discurso teve seu início</p><p>juntamente com o texto e vai se completando à medida que o texto</p><p>vai sendo lido por seus leitores. Por isso, o discurso “é sempre</p><p>dinâmico e pode ser repetido infinitamente, sempre de formas</p><p>diferentes, dependendo do repertório de seus leitores” (ABREU,</p><p>2004, p. 12).</p><p>A</p><p>o texto é a parte abstrata e o discurso é a parte</p><p>concreta.</p><p>B o texto é escrito e o discurso é oral.</p><p>C</p><p>o discurso é o texto em atividade comunicativa,</p><p>vindo a público e se realizando.</p><p>D</p><p>o texto é dinâmico e indefinido enquanto o discurso</p><p>é estático e definitivo.</p><p>E</p><p>o texto pode ser repetido infinitamente, sempre de</p><p>formas diferentes, dependendo da bagagem cultural</p><p>de seus leitores, já o discurso pode ser considerado</p><p>algo acabado e estático.</p><p>2 - A elaboração do texto</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car aspectos da</p><p>distinção entre texto e discurso na produção textual.</p><p>Cuidados na leitura e na</p><p>elaboração do texto</p><p>A noção de discurso e sua</p><p>implicação na leitura</p><p>Ao compreendermos a relação entre texto e discurso, podemos</p><p>perceber melhor a necessidade de determinados cuidados tanto na</p><p>leitura quanto na produção de um texto.</p><p>Em relação à leitura, você deve lembrar que o discurso é um conceito</p><p>relacionado com as intenções presentes no texto (de forma explícita ou</p><p>implícita) e outros elementos da comunicação. Alguns desses aspectos</p><p>têm a ver com algumas perguntas como:</p><p>Quem escreve?</p><p>Quem lê?</p><p>Em que contexto o texto foi produzido?</p><p>Em que momento o texto é lido?</p><p>O discurso é algo situado, ou seja, ele é produzido por alguém, com</p><p>determinada intenção, em algum contexto e tendo em vista determinado</p><p>interlocutor. Para a compreensão ou interpretação adequada do texto,</p><p>será preciso considerar também esses elementos ou aspectos, muitas</p><p>vezes escondidos nas entrelinhas.</p><p>O professor Sírio Possenti (2014) nos lembra de que na escola, durante</p><p>muito tempo, os textos ou enunciados eram analisados</p><p>desconsiderando o momento em que eles foram proferidos, por quem,</p><p>se eles eram contra ou a favor de outros enunciados etc. Esse tipo de</p><p>análise tinha o foco na forma e no conteúdo do texto, mas deixava de</p><p>fora a situação e o contexto histórico.</p><p>A situação de comunicação e o contexto social e</p><p>histórico que permitem uma melhor compreensão do</p><p>texto, de como ele funciona, se ele contradiz ou apoia</p><p>outros textos e por aí adiante.</p><p>Segundo Possenti (2014), quando consideramos o discurso, não nos</p><p>preocupamos apenas em responder quantos parágrafos o texto tem, a</p><p>qual gênero ele pertence ou a somente perguntar pelos sentidos gerais</p><p>do texto.</p><p>Como consequência de uma leitura que vai além dos aspectos formais</p><p>do texto e de seu conteúdo mais explícito, poderemos descobrir aquilo</p><p>que eventualmente está implícito no texto: se é uma informação, uma</p><p>resposta, a quem se dirige etc.</p><p>Portanto, levar em conta a noção de discurso na leitura do texto permite</p><p>identificar mais elementos na sua interpretação.</p><p>Cuidados que você deve ter</p><p>ao elaborar seu texto</p><p>Ao elaborar um texto, você deve ter em mente que não escreve para si</p><p>mesmo, pois seu texto é produzido para que outros o leiam, ele se</p><p>transformará em discurso. Por isso, deve haver cuidado na elaboração,</p><p>na forma pela qual suas intenções estarão marcadas ou presentes na</p><p>mensagem.</p><p>Se escrevemos e falamos para que outros nos entendam ou mesmo</p><p>atendam aos objetivos de nossa comunicação, precisamos nos esforçar</p><p>para irmos além da simples expressão do que temos em mente. Isso</p><p>tem a ver com um importante mecanismo da comunicação, que foi</p><p>resumido pelo professor Blikstein (1990), em seu livro Técnicas de</p><p>comunicação escrita. Estes seriam os princípios do mecanismo da</p><p>comunicação:</p><p>Veja o exemplo:</p><p>Dois homens conversando em uma videochamada.</p><p>É preciso, então, cuidado em relação a vários aspectos no uso da língua</p><p>nas situações de comunicação.</p><p>Vejamos três deles:</p><p>Vocabulário</p><p> Toda comunicação escrita deve gerar uma resposta</p><p>a uma determinada ideia ou necessidade que</p><p>temos em mente.</p><p> A comunicação escrita será correta e eficaz se</p><p>produzir uma resposta igualmente correta.</p><p> Resposta correta é a que esperamos, isto é, aquela</p><p>que corresponde à ideia ou necessidade que temos</p><p>em mente.</p><p> Para avaliarmos a correção e a eficácia de uma</p><p>comunicação escrita, temos que verificar sempre</p><p>se houve uma resposta e se ela corresponde à ideia</p><p>ou necessidade que queremos passar ao leitor.</p><p>Dona Maria em uma consulta médica.</p><p>Devemos optar por palavras e expressões que, além de expressar o que</p><p>pensamos, ajudem o leitor ou ouvinte a identificar a nossa intenção ou o</p><p>objetivo do texto. Palavras pouco conhecidas ou rebuscadas, termos</p><p>técnicos e vocabulário restrito a uma área diferente da do nosso</p><p>interlocutor podem oferecer alguma dificuldade.</p><p>O vocabulário sempre deve estar adequado ao contexto em que</p><p>comunicamos nossa mensagem e ao nosso interlocutor. Se</p><p>precisarmos usar uma palavra difícil ou pouco conhecida, é</p><p>recomendável que ela venha acompanhada de alguma explicação,</p><p>evitando deixar o texto pedante ou pretensioso. Não é</p><p>um vocabulário</p><p>excessivamente formal ou com preciosismos que vai demonstrar nosso</p><p>domínio da língua.</p><p>Dona Maria em uma consulta médica.</p><p>Adequação da linguagem às</p><p>situações e aos leitores que temos</p><p>em vista</p><p>O estilo e o nível de linguagem que usamos em nossa escrita ou fala</p><p>devem estar adequados ao contexto da comunicação, ao objetivo ou à</p><p>intenção da nossa mensagem e ao interlocutor (o receptor, a pessoa</p><p>com quem nos comunicamos):</p><p>Se o objetivo, por exemplo, for escrever um manual com</p><p>procedimentos e orientações para o uso de um celular, o texto</p><p>deverá ter um estilo que respeite a língua culta, mas que seja</p><p>simples, objetivo e claro, com predomínio de verbos no</p><p>imperativo ou infinitivo, além de descrições e outras</p><p>características desse gênero textual.</p><p>Se escrevermos um bilhete ou enviarmos um recado por um</p><p>aplicativo de mensagens, usaremos uma linguagem mais</p><p>coloquial, um tom pessoal e talvez algumas abreviaturas, entre</p><p>outras características.</p><p>Mais adiante você aprenderá outros aspectos importantes na produção</p><p>e na elaboração do texto em função de seu gênero.</p><p>Construção das fra ses e correção</p><p>gramatical</p><p>Organizar cada parágrafo do texto, os períodos e as frases que o</p><p>compõem é uma forma de deixar o texto claro, coeso e coerente.</p><p>Se queremos elaborar uma mensagem objetiva e que</p><p>demande uma resposta clara do nosso leitor, é melhor</p><p>colocar as orações na ordem direta, sem muita</p><p>inversão, e reservar para cada parágrafo uma ideia ou</p><p>um aspecto do que queremos tratar.</p><p>Escrever e falar sem incorreções gramaticais também contribui para o</p><p>melhor entendimento da mensagem, além de dar credibilidade ao autor</p><p>em virtude do seu domínio da língua padrão.</p><p>Há outros cuidados na elaboração do texto que destacamos para ajudá-</p><p>lo a escrever melhor. São aspectos que o auxiliarão a perceber</p><p>características que devem estar presentes em todos os textos e, além</p><p>disso, a aprender uma outra forma de definir o que é um texto. Vamos,</p><p>então, conhecer quatro importantes recomendações que você precisa</p><p>considerar ao escrever e ao ler um texto:</p><p>Um texto deve ser um todo orgânico com encadeamentos que</p><p>interliguem as suas partes. Isso im plica, na leitura, que não</p><p>devemos tomar as frases ou partes do texto isoladamen te, sem</p><p>considerar o seu contexto.</p><p>Se o texto é um todo orgânico, então sua com preensão não pode</p><p>se basear apenas em um fragmento isolado do contexto.</p><p>Os professores Fiorin e Savioli (2003, p. 17) nos lembram, em</p><p>seu livro Lições de texto: leitura e redação, que o texto deve ser</p><p>“delimitado por dois espaços de não sentido, dois brancos, um</p><p>antes de começar o texto e outro depois”, ou seja, tem início e</p><p>fim, está delimitado num determinado espaço. Isso implica uma</p><p>organização textual. Se o texto é uma unidade, ele deve ter</p><p>começo, meio e fim.</p><p>Não confunda texto com a mera soma ou aglomerado de</p><p>frases </p><p>Delimite o seu texto! </p><p>Faça com que seu texto seja um gerador de sentido </p><p>O que você escreve tem que fazer sentido para quem vai ler.</p><p>Caso isso não aconteça, não se produzirá um discurso, o texto</p><p>não se realizará.</p><p>Os sentidos têm de ser marcados pela coerência; devem ser,</p><p>também, confirmados a partir de seu contexto.</p><p>De acordo com Fiorin e Savioli (2003, p. 17), o texto é o produto</p><p>de um sujeito que pertence “a um grupo social num tempo e num</p><p>espaço”, alguém que expõe em seus textos as ideias, os anseios,</p><p>os temores, as expectativas de seu tempo e de seu grupo social.</p><p>Assim, é necessário entender as concepções existentes na época e na</p><p>sociedade em que o texto foi produzido para não correr o risco de</p><p>compreendê-lo de maneira distorcida.</p><p>Cuidados na leitura e na</p><p>elaboração do texto</p><p>Acompanhe neste vídeo as implicações do conceito de discurso no</p><p>trabalho com os textos, destacando a ergonomia do texto, o vocabulário,</p><p>a adequação da linguagem e construção das frases.</p><p>A de�nição de texto e a</p><p>coesão textual</p><p>Os cuidados na elaboração do texto correspondem a uma forma de</p><p>entender o que é um texto. Por isso, é hora de apresentar a seguinte</p><p>definição: o texto é um todo orgânico gerador de sentido.</p><p>Esteja atento a elementos do contexto durante a produção </p><p></p><p>Essa definição nos ajuda a perceber que um texto tem que fazer sentido</p><p>e possui princípio e fim, mesmo que ele seja um texto muito pequeno.</p><p>Imagine que alguém, diante de um princípio de incêndio, grite:</p><p>“Fogo!”.</p><p>Ou vamos supor que uma professora, diante de uma sala de aula</p><p>muito barulhenta, escreva numa lousa a palavra: “Silêncio”.</p><p>Nos dois casos temos um exemplo de texto, por menor que seja sua</p><p>estrutura. Isso acontece porque nessas situações de comunicação</p><p>existe uma unidade linguística delimitada e que produz sentido a partir</p><p>da intenção de quem fala ou escreve.</p><p>Linguística</p><p>Estudo científico da linguagem e das línguas naturais. A utilização deste</p><p>termo depende das perspectivas metodológicas, das teorias e das</p><p>disciplinas que estudam os diferentes fenômenos.</p><p>(Portal da Língua Portuguesa)</p><p>Todo falante de uma língua tem a</p><p>capacidade de distinguir um texto</p><p>coerente de um aglomerado</p><p>incoerente de enunciados e essa</p><p>competência é linguística [...] O</p><p>texto consiste, então, em qualquer</p><p>passagem falada ou escrita que</p><p>forma um todo significativo</p><p>independentemente de sua</p><p>extensão.</p><p>(FÁVERO, 1998, p. 6-7)</p><p>Compreender que o texto é um todo orgânico que produz sentido</p><p>também traz como desdobramento estabelecer correspondência e</p><p>articulação entre suas partes. As frases não podem ser soltas ou</p><p>simplesmente amontoadas numa sequência sem sentido e sem</p><p>unidade.</p><p>Dica</p><p>A palavra texto está relacionada, em sua origem, com a palavra tecido.</p><p>Daí que podemos falar na "tecitura de um texto", em "tecer um texto". É</p><p>preciso tecer os fios, ou tecer as palavras, de tal forma que o texto se</p><p>apresente coeso e orgânico: uma unidade articulada.</p><p>O processo de articulação do texto, que permite a integração entre suas</p><p>partes, é chamado de encadeamento semântico (semântico = sentido).</p><p>Ele é que produz a textualidade ou a “trama semântica”. A coesão,</p><p>segundo Abreu (2004), é exatamente esse processo de encadeamento</p><p>que produz a textualidade, que cuida da estruturação da sequência</p><p>superficial do texto.</p><p>Conforme nos ensinam Fiorin e Savioli (2003, p. 370), podemos também</p><p>dizer que a coesão textual é a ligação, a relação, a conexão entre as</p><p>palavras, expressões ou frases do texto, por meio de “elementos</p><p>formais que assinalam o vínculo entre os componentes do texto”.</p><p>Quando um conteúdo escrito apresenta repetições desnecessárias,</p><p>retomando uma palavra ou ideia sempre com o mesmo termo, temos</p><p>um caso de falta de coesão. O exemplo a seguir, retirado do livro Curso</p><p>de redação, do professor Antônio Suárez Abreu, é uma boa oportunidade</p><p>para verificar a falta de coesão num texto.</p><p>"As revendedoras de automóveis não estão mais</p><p>equipando os automóveis para vender os automóveis</p><p>mais caro. O cliente vai à revendedora de automóveis</p><p>com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais caro o</p><p>automóvel, desiste de comprar o automóvel e as</p><p>revendedoras de automóveis têm prejuízo." (ABREU,</p><p>2004, p. 24).</p><p>Se você levar em conta que o termo “revendedoras de automóveis” pode</p><p>ser substituído por agência, concessionária ou loja, e “automóveis” pode</p><p>ser substituído por carros, veículos, produto ou mercadoria, é possível</p><p>reescrever o texto estabelecendo a coesão. Veja:</p><p>"As revendedoras de automóveis não estão mais</p><p>equipando os carros para vendê-los mais caro. O</p><p>cliente vai lá com pouco dinheiro e, se tiver que pagar</p><p>mais caro pelo produto, desiste e as agências têm</p><p>prejuízo."</p><p>Perceba que, além de evitar a repetição de “revendedoras de</p><p>automóveis” e da palavra “automóveis”, substituindo esses termos por</p><p>sinônimos, foram utilizados mecanismos de coesão como a elipse, ou</p><p>seja, omissão de um termo.</p><p>Nesse exemplo, na oração desiste de comprar o automóvel, foi omitido</p><p>o complemento da forma verbal “desiste”, sem prejuízo à compreensão</p><p>do texto. Também se substituiu o termo “os automóveis” na frase para</p><p>vender os</p><p>automóveis mais caro pelo pronome oblíquo átono junto ao</p><p>verbo vender: “para vendê-los mais caro”. Outro mecanismo de coesão</p><p>utilizado foi a retomada do termo “revendedora de automóveis” valendo-</p><p>se de um advérbio, no caso, o advérbio de lugar “lá”: “o cliente vai lá...”.</p><p>Há diversas outras formas de articular as partes de um texto, as</p><p>sentenças ou frases que formam cada período ou parágrafo, garantindo</p><p>a coesão textual.</p><p>Se queremos, por exemplo, articular duas sentenças com o sentido de</p><p>oposição, podemos usar conectores ou articuladores como:</p><p>Mas</p><p>Porém</p><p>Contudo</p><p>No entanto</p><p>Todavia</p><p>Se a ideia for articular sentenças diferentes com o sentido de</p><p>causalidade, usaremos articuladores como:</p><p>Porque</p><p>Uma vez que</p><p>Já que</p><p>Visto que</p><p>Devido a</p><p>Por causa de</p><p>Veja o exemplo a seguir:</p><p>A diretora da escola convocou os pais e os</p><p>responsáveis dos alunos para uma reunião ontem à</p><p>tarde, porém poucos compareceram, já que uma forte</p><p>chuva inundou os principais acessos ao colégio.</p><p>Perceba que duas informações iniciais estão articuladas com a ideia de</p><p>oposição: a convocação e o não comparecimento de quem foi</p><p>convocado. Em seguida, apresenta-se a causa para o não</p><p>comparecimento: a forte chuva. A coesão também se manifesta ao se</p><p>evitar a repetição desnecessária da expressão “os pais e os</p><p>responsáveis” na oração: porém poucos compareceram, além de se</p><p>retomar o termo “escola” pelo sinônimo “colégio” na última oração.</p><p>Tudo isso deve deixar claro que, quando escrevemos, precisamos nos</p><p>preocupar com a forma como nosso leitor vai receber o texto.</p><p>Se o texto é mal escrito, cheio de repetições</p><p>desnecessárias, com ideias truncadas e sem uma</p><p>articulação adequada, teremos problemas na sua</p><p>compreensão ou mesmo uma má vontade na leitura do</p><p>texto, já que ele aparenta certo descuido com a língua</p><p>e falta de preocupação com o interlocutor.</p><p></p><p>A de�nição de texto e a</p><p>coesão textual</p><p>Resolva neste vídeo algumas questões sobre a definição de texto e a</p><p>necessidade de garantir a coesão textual.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>Compreender que o texto é um todo organizado que produz sentido</p><p>implica afirmar que, na leitura e na produção textual, é</p><p>recomendável</p><p>A</p><p>basear a leitura em fragmentos e partes isoladas do</p><p>texto, sem levar em conta o contexto.</p><p>B</p><p>não identificar como texto aquelas produções muito</p><p>curtas, de apenas uma única palavra, como no</p><p>exemplo em que alguém grita “Fogo!”, diante de um</p><p>princípio de incêndio.</p><p>C</p><p>estabelecer correspondência e articulação entre as</p><p>partes do texto, pois as frases não podem ser soltas</p><p>ou simplesmente amontoadas numa sequência sem</p><p>sentido e sem unidade</p><p>D</p><p>dar pouca ou mesmo nenhuma importância à forma</p><p>como o leitor vai receber o texto.</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>A opção A está incorreta porque a leitura do texto não deve se</p><p>basear em fragmentos ou partes isoladas, sem levar em conta o</p><p>contexto. As alternativas B e E estão incorretas porque textos não</p><p>se definem por serem grandes ou pequenos, mas por serem</p><p>delimitados em algum espaço e produzirem sentido. A opção D está</p><p>incorreta porque a forma como o leitor recebe o texto tem sua</p><p>importância na produção textual. A resposta correta é a C por</p><p>primar pela coesão textual.</p><p>Questão 2</p><p>O texto bem escrito deve ter suas partes articuladas</p><p>adequadamente, ou seja, deve ter a marca da coesão textual. No</p><p>texto abaixo, há graves problemas de coesão textual.</p><p>A diretora da escola convocou os pais e os responsáveis dos</p><p>alunos da escola para uma reunião de pais e responsáveis dos</p><p>alunos ontem à tarde, por isso poucos compareceram, porém, uma</p><p>forte chuva inundou os principais acessos ao colégio.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta o restabelecimento da coesão</p><p>textual.</p><p>E não delimitar o texto escrito num determinado</p><p>espaço, pois a organização textual pouco importa.</p><p>A</p><p>A diretora convocou para uma reunião ontem à</p><p>tarde, pois uma forte chuva inundou os acessos à</p><p>escola, uma vez que poucos compareceram.</p><p>B</p><p>A diretora da escola convocou os pais e os</p><p>responsáveis dos alunos da escola para uma</p><p>reunião ontem à tarde na escola, mas poucos pais e</p><p>responsáveis dos alunos da escola compareceram,</p><p>porque uma forte chuva inundou os principais</p><p>acessos à escola.</p><p>C</p><p>A diretora da escola convocou os pais e os</p><p>responsáveis dos alunos para uma reunião ontem à</p><p>tarde, porque poucos compareceram, mas uma forte</p><p>chuva inundou os principais acessos ao colégio.</p><p>Parabéns! A alternativa E está correta.</p><p>A alternativa correta é a única que apresenta uma versão do texto</p><p>em que as repetições desnecessárias são evitadas, o sentido de</p><p>oposição entre a primeira e a segunda parte é estabelecido e a</p><p>articulação com sentido de causa e efeito é recuperada entre o</p><p>último e o segundo período.</p><p>3 - Gêneros textuais</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer o conceito de</p><p>gêneros textuais e suas implicações na leitura de textos.</p><p>Conhecendo os gêneros</p><p>textuais</p><p>Você já aprendeu que, ao falar ou escrever, a intenção e outros aspectos</p><p>se fazem presentes no ato comunicativo, correspondendo a um modo</p><p>D</p><p>Uma vez que a diretora da escola convocou os pais</p><p>e os responsáveis dos alunos para uma reunião</p><p>ontem à tarde, poucos compareceram, porém, uma</p><p>forte chuva inundou os principais acessos ao</p><p>colégio.</p><p>E</p><p>A diretora da escola convocou os pais e os</p><p>responsáveis dos alunos para uma reunião ontem à</p><p>tarde, mas poucos compareceram devido a uma</p><p>forte chuva que inundou os principais acessos ao</p><p>colégio.</p><p>característico de construção do discurso. Esse modo específico de</p><p>organizar o discurso se constitui num conjunto de características</p><p>relativamente estáveis, configurando diferentes textos ou gêneros</p><p>textuais.</p><p>A noção de gêneros textuais foi desenvolvida por um pensador russo,</p><p>Bakhtin (1895-1975), no começo do século XX. Ele usou a palavra</p><p>gêneros para se referir aos textos orais ou escritos que elaboramos nas</p><p>diversas situações de comunicação.</p><p>Exemplo</p><p>Um bilhete que alguém deixa para sua mãe, uma piada contada em uma</p><p>mesa de bar, uma ata redigida durante uma reunião ou um artigo de</p><p>opinião publicado nas redes sociais são exemplos de gêneros textuais.</p><p>Eles apresentam um conjunto de características sociocomunicativas</p><p>(inseridas em um contexto social e com função comunicativa</p><p>específica), além de uma estrutura específica.</p><p>Há gêneros textuais que são típicos da vida acadêmica. Se você tiver</p><p>que apresentar os resultados de um trabalho acadêmico ou de uma</p><p>pesquisa realizada ao final do curso, provavelmente terá de escrever</p><p>uma monografia ou um artigo acadêmico, que constituem também</p><p>exemplos de gêneros textuais. Caso queira apresentar os resultados de</p><p>uma visita técnica ou de uma inspeção que tenha rea lizado, poderá</p><p>elaborar um relatório, outro exemplo de gênero textual. O e-mail enviado</p><p>a um colega também faz parte de um gênero textual. A lista de</p><p>exemplos poderia se estender bastante.</p><p>O importante é perceber que cada texto exemplificado possui sua</p><p>estrutura e suas características comuns, que são linguística e</p><p>socialmente reconhecidas.</p><p>Cada texto se relaciona com determinadas intenções</p><p>comunicativas que, por sua vez, correspondem a</p><p>características ou estilos próprios.</p><p>Marcuschi oferece a seguinte conceituação de gêneros textuais:</p><p>[...] textos materializados que</p><p>encontramos em nossa vida diária e</p><p>que apresentam características</p><p>sociocomunicativas definidas por</p><p>conteúdos, propriedades funcionais,</p><p>estilo e composição característica</p><p>(MARCUSCHI, 2002, p. 22)</p><p>Agora que você já sabe o que é um gênero textual, tenha cuidado para</p><p>não cair numa confusão muito comum que alguns estudantes fazem</p><p>entre gêneros e tipos tex tuais. Para ajudá-lo a compreender a diferença</p><p>entre eles, veja o quadro a seguir:</p><p>Tipos textuais Gêneros textuais</p><p>Definem-se por</p><p>propriedades linguís ticas</p><p>que vão caracterizar os</p><p>gêneros: vocabulário,</p><p>relações lógicas, tempos</p><p>verbais, construções</p><p>frasais etc.</p><p>São realizações linguísticas</p><p>concretas definidas por</p><p>propriedades</p><p>sociocomunicativas, ou seja,</p><p>dentro de um contexto cultural</p><p>e com função comunicativa.</p><p>Exemplos: narração,</p><p>argumentação, descrição,</p><p>injunção (ordem) e exposi ‐</p><p>ção (texto informativo).</p><p>Exemplos: telefonema, sermão,</p><p>carta comercial, carta pessoal,</p><p>aula expositiva, romance,</p><p>reunião de condomínio, lista de</p><p>compras, conversa espontânea,</p><p>entrevistas, cardápio, receita</p><p>culinária, inquérito policial, blog,</p><p>e-mail etc.</p><p>Podem variar entre cinco e</p><p>nove tipos.</p><p>Correspondem a um conjunto</p><p>pratica mente ilimitado de</p><p>características deter minadas</p><p>pelo estilo do autor, conteúdo,</p><p>composição e função.</p><p>Marcuschi, 2002.</p><p>De certo modo, nossa experiência de estudo da língua portuguesa na</p><p>escola está mais relacionada com os tipos de textos, também</p><p>denominados tipos textuais. Mas precisamos ter cuidado para não</p><p>achar que escrever ou ler um texto se resume a compreender os</p><p>aspectos gramaticais e linguísticos relacionados com um número</p><p>limitado de tipos textuais. Vamos entender melhor!</p><p>Estes tipos de texto mais conhecidos —</p><p>descrição, narração,</p><p>dissertação/argumentação, exposição e</p><p>injunção — vêm sendo ensinados e</p><p>solicitados pela escola há pelo menos uma</p><p>centena de anos, o que faz deles também</p><p>gêneros escolares, que somente na escola</p><p>circulam, para ensinar o ‘bem escrever’. [...]</p><p>Na escola, escrevemos narrações; na vida,</p><p>lemos notícias, relatamos nosso dia,</p><p>recontamos um filme, lemos romances</p><p>(gêneros textuais). [...] Na escola, redigimos</p><p>uma ‘composição à vista de gravura’</p><p>(descrição); fora dela, contamos como</p><p>decoramos nosso apartamento, instruímos</p><p>uma pessoa sobre como chegar a um lugar</p><p>desconhecido. [...] Na escola, dissertamos</p><p>sobre um tema dado; na vida, lemos artigos</p><p>de opinião, apresentamos nossa pesquisa ou</p><p>relatório, escrevemos uma carta de leitor</p><p>discordando de um articulista. [...] Os gêneros</p><p>de texto, portanto, não são classes</p><p>gramaticais para classificar textos. São</p><p>entidades da vida, dão nome a uma ‘família</p><p>de textos’.</p><p>(Rojo, 2014)</p><p>Os gêneros textuais podem ser tanto escritos quanto orais. Há gêneros</p><p>textuais que são bem tradicionais, como os sermões, as cartas e os</p><p>diários pessoais, como podemos ver nos exemplos a seguir.</p><p>Carta pessoal</p><p>Um remetente escreve a um destinatário sobre assuntos</p><p>variados, em linguagem mais afetiva, estilo menos formal e, às</p><p>vezes, em tom confessional.</p><p>Carta comercial</p><p>Aqui, a finalidade da mensagem impõe linguagem e aspectos</p><p>formais como a disposição da data e do local; a maneira de se</p><p>dirigir ao destinatário (como escrever o vocativo ou que forma</p><p>de tratamento escolher); uso de expressões características da</p><p>área ou até mesmo jargões profissionais; a forma de o</p><p>remetente assinar etc.</p><p>Um gênero relacionado ao mundo acadêmico e científico é o gênero</p><p>textual denominado divulgação científica, caracterizado por tornar o</p><p>conhecimento científico e as suas descobertas mais acessíveis ao</p><p>público em geral.</p><p>Outros gêneros são mais recentes, resultado das tecnologias digitais. O</p><p>e-mail, por exemplo, é um gênero textual digital que nos remete às</p><p>cartas ou aos bilhetes, enquanto o blog se aproxima mais dos diários</p><p>pessoais ou mesmo das crônicas.</p><p>Atente para o fato de que o texto para mídias sociais é um gênero</p><p>textual digital muito próximo de gêneros como o diário pessoal e a</p><p>crônica. A vantagem de estar em um meio digital é a possibilidade de</p><p>usar não somente a escrita, mas se valer também de sons, imagens,</p><p>animações e outras linguagens.</p><p>Conhecendo os gêneros</p><p>textuais</p><p>Explore neste vídeo o conceito de gêneros textuais e sua relação com os</p><p>diferentes tipos de textos.</p><p>Leitura de diferentes</p><p>gêneros textuais</p><p>Gêneros textuais e</p><p>estratégias de leitura</p><p>Todas essas informações e exemplos sobre os gêneros textuais servem</p><p>para deixar muito claro que deveremos ter estratégias de leitura</p><p>adequadas a cada gênero textual, pois eles possuem estrutura,</p><p>intenções e estilos próprios. Confira!</p><p>Vejamos a seguinte situação:</p><p></p><p>Vamos supor que você tenha uma página e poste um texto sobre uma</p><p>viagem que tenha realizado. Provavelmente haverá um trecho com</p><p>relato de algum “perrengue” pelo qual você tenha passado (narração),</p><p>outra parte com detalhes dos brinquedos de um parque sensacional que</p><p>você conheceu (descrição) e, ao final, a defesa da ideia de que viajar é</p><p>uma das melhores coisas da vida (argumentação). Nesse exemplo, a</p><p>postagem contém texto narrativo, descritivo e argumentativo.</p><p>Representação de uma postagem em uma página de uma rede social.</p><p>Vamos praticar?</p><p>Que tal ir a alguma de suas redes sociais e fazer dois posts? Em um</p><p>deles, utilize os seguintes tipos textuais: narração, descrição e</p><p>argumentação. No outro, escolha apenas uma dessas tipologias.</p><p>Em seguida, avalie qual dos dois posts produziu mais interações, como</p><p>likes e comentários.</p><p>Atente para o fato de que o texto para mídias sociais é</p><p>um gênero textual digital muito próximo de gêneros</p><p>como o diário pessoal e a crônica. A vantagem de estar</p><p>num meio digital é a possibilidade de usar não</p><p>somente a escrita, mas se valer também de sons,</p><p>imagens, animações e outras linguagens.</p><p>Todas essas informações e exemplos sobre os gêneros textuais servem</p><p>para deixar muito claro que deveremos ter estratégias de leitura</p><p>adequadas a cada gênero textual, pois eles possuem estrutura,</p><p>intenções e estilos próprios.</p><p>Uma estratégia adequada de leitura passa pela expectativa correta em</p><p>relação ao texto ou seu gênero textual. Um leitor competente deve</p><p>possuir conhecimentos prévios sobre cada gênero textual para</p><p>identificar no texto características próprias de cada gênero. Você não</p><p>deve ler um e-mail como lê um blog. A prática de leitura de um romance</p><p>é distinta da leitura de uma notícia ou de um artigo no jornal. Não se</p><p>deve ouvir um sermão na igreja do mesmo modo que se ouve alguém</p><p>numa conversa ao telefone.</p><p>Quando lemos um texto, precisamos identificar o gênero textual ao qual</p><p>ele pertence. Ninguém deve procurar instruções sobre procedimentos e</p><p>informações precisas num gênero textual como o conto ou o poema,</p><p>assim como não se deve ler uma receita culinária procurando</p><p>expressões poéticas sobre os sentimentos ou mesmo tentando</p><p>entender algum enredo de uma história.</p><p>Vejamos um exemplo de gênero textual: o anúncio publicitário.</p><p>Campanha publicitária para o dia dos namorados do bombom Serenata de amor.</p><p>Um gênero textual como o anúncio publicitário, por exemplo,</p><p>tem como intenção influenciar o leitor, persuadi-lo a consumir</p><p>determinado produto ou levá-lo a aderir ao que está sendo</p><p>anunciado. Para atrair a atenção e a adesão do leitor, além de</p><p>usar verbos no imperativo e trabalhar com efeitos criativos</p><p>como os de humor ou de ironia, as mensagens publicitárias se</p><p>valem de elementos visuais e outros recursos para “fisgar” o</p><p>leitor.</p><p>Campanha publicitária de conscientização do Denatran e do Ministério da</p><p>Infraestrutura sobre os perigos de beber e dirigir.</p><p>O efeito que a peça publicitária provoca está relacionado não</p><p>somente com o risco no trânsito, ao se dirigir sob efeito do</p><p>álcool, mas se vincula ao próprio contexto do carnaval. A</p><p>campanha vai além do mote “Se beber, não dirija!” para mostrar</p><p>que o incentivo a brincar no carnaval não se aplica ao brincar</p><p>no volante.</p><p>Esse tipo de cuidado em relação ao gênero textual pode ajudar a evitar</p><p>interpretações equivocadas na leitura de um texto.</p><p>Atenção!</p><p>Não se deve buscar uma verdade ou fato histórico em um texto</p><p>ficcional, como no caso de um romance. Já em um texto científico ou</p><p>em uma bula de remédio, não é apropriada uma leitura imaginativa e de</p><p>entretenimento.</p><p>Ao ler uma anedota ou piada, nossa expectativa deve ser encontrar</p><p>algum efeito de humor. Ao ler o manual de um celular, devemos esperar</p><p>descrições objetivas das características do aparelho, assim como</p><p>procedimentos sobre sua utilização.</p><p>Fusão de diferentes</p><p>gêneros textuais</p><p>Alguns textos que pertencem a determinado gênero apresentam uma</p><p>configuração típica de outro gênero textual, ou seja, assumem a forma</p><p>de outro gênero buscando maior impacto sobre o leitor ou efeitos que</p><p>não são tão comuns. O nome que se dá a essa fusão de gêneros</p><p>textuais é intergenericidade ou intertextualidade de gêneros.</p><p>Vamos conhecer alguns exemplos de intergenericidade!</p><p>Um poema pode ser escrito como se fosse uma notícia de jornal. Aliás,</p><p>isso é o que encontramos no poema de Manuel Bandeira:</p><p>Poema tirado de uma notícia de jornal</p><p>João Gostoso era carregador de feira livre e morava no Morro da</p><p>Babilônia num barracão sem número</p><p>Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro</p><p>Bebeu</p><p>Cantou</p><p>Dançou</p><p>Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.</p><p>(BANDEIRA, M. Antologia poética. 12. ed. Rio de Janeiro: J.</p><p>Olympio, 1981. p. 73)</p><p>Renato Russo também nos dá um interessante exemplo de fusão de</p><p>dois gêneros distintos: letra de música e receita culinária. Estamos nos</p><p>referindo à canção a seguir:</p><p>Os anjos</p><p>[...] Hoje não dá</p><p>Hoje não dá</p><p>Não sei mais o que dizer</p><p>E nem o que pensar</p><p>Hoje não dá</p><p>Hoje não dá</p><p>A maldade humana agora não tem nome</p><p>Hoje não dá</p><p>Pegue duas medidas de estupidez</p><p>Junte trinta e quatro partes de mentira</p><p>Coloque tudo numa forma</p><p>Untada previamente</p><p>Com promessas não cumpridas</p><p>Adicione a seguir o ódio e a inveja</p><p>As dez colheres cheias de burrice</p><p>Mexa tudo e misture bem</p><p>E não se esqueça: antes de levar ao forno</p><p>Temperar com essência de espírito de porco,</p><p>Duas xícaras de indiferença</p><p>E um tablete e meio de preguiça [...]”.</p><p>(Os anjos, de Renato Russo e Dado Villa Lobos, 1993)</p><p>Todas essas informações e exemplos sobre os gêneros textuais servem</p><p>para deixar muito claro que deveremos ter estratégias de leitura</p><p>adequadas a cada gênero textual, pois eles possuem estrutura,</p><p>intenções e estilos próprios. Veja!</p><p>Postagem do Ministério do Turismo em uma rede social.</p><p>Trata-se de um post, gênero textual digital, que simula um bilhete</p><p>manuscrito, com linguagem característica desse tipo de gênero.</p><p>Além disso, ao final há uma intertextualidade com o conhecido meme</p><p>do “bilete”, nascido de um bilhete escrito de forma muito rudimentar por</p><p>um menino de 5 anos que não queria ir à escola.</p><p>Leitura de diferentes</p><p>gêneros textuais</p><p>Confira neste vídeo exemplos sobre estratégias de leitura de diversos</p><p>gêneros textuais diferentes.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>(Inep Brasil – Prefeitura de Palestina de Goiás – Guarda Civil</p><p>Municipal – 2023 – Adaptada). Leia o texto e as afirmativas na</p><p>sequência.</p><p>“Células ‘reprogramadas’ poderão criar tecidos e órgãos</p><p>Um dos grandes avanços na área da saúde está na ‘reprogramação’</p><p>de células adultas. Com essa conquista, os cientistas conseguiram</p><p>transformar células de pele ou sangue nas chamadas ‘células</p><p>pluripotentes’ — que possuem o potencial de se tornar qualquer tipo</p><p>de célula existente no organismo. Tal descoberta é um grande</p><p>passo para o tratamento de doenças raras, pois os cientistas já</p><p>estão utilizando a técnica na produção de linhas de células voltadas</p><p>a determinados pacientes. Além disso, outros genes são capazes</p><p>de transformar as células da pele em neurônios ou até mesmo em</p><p>células de sangue. Outro grande objetivo desse tipo de técnica está</p><p></p><p>em poder auxiliar transplantes, criando e substituindo tecidos,</p><p>células e órgãos.”(Fonte: GUERRA, R. As 5 descobertas científicas</p><p>mais interessantes dos últimos anos. Tecmundo, 31 jul. 2012.</p><p>Consultado na internet em: 20 dez. 2022)</p><p>I. O texto em análise é uma carta pessoal que narra as descobertas</p><p>da ciência de forma bastante corriqueira.</p><p>II. O texto em análise é do gênero textual divulgação científica, pois</p><p>tem o objetivo de tornar público o conhecimento científico.</p><p>III. O texto em análise é semelhante a um post em rede social,</p><p>divulgando descobertas científicas em linguagem informal.</p><p>IV. O texto em análise é uma narrativa que apresenta o relato de</p><p>uma série de eventos ou experiências de ficção científica.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O texto pode ser identificado com o gênero textual divulgação</p><p>científica porque busca tornar público o conhecimento produzido</p><p>por diferentes segmentos da sociedade que, por meio da pesquisa,</p><p>produzem ciência. Não se trata de uma carta pessoal ou um post,</p><p>também não é uma narrativa sobre ficção científica.</p><p>Questão 2</p><p>6. (ENEM – 2013)</p><p>A diva</p><p>Vamos ao teatro, Maria José?</p><p>Quem me dera,</p><p>desmanchei em rosca quinze kilos de farinha,</p><p>tou podre. Outro dia a gente vamos.</p><p>Falou meio triste, culpada,</p><p>A I e II.</p><p>B I, apenas.</p><p>C II, apenas.</p><p>D III, apenas.</p><p>E I e IV.</p><p>e um pouco alegre por recusar com orgulho.</p><p>TEATRO! Disse no espelho.</p><p>TEATRO! Mais alto, desgrenhada.</p><p>TEATRO! E os cacos voaram</p><p>sem nenhum aplauso.</p><p>Perfeita.</p><p>(PRADO, A. Oráculos de maio. São Paulo: Siciliano, 1999)</p><p>Os diferentes gêneros textuais desempenham funções sociais</p><p>diversas, reconhecidas pelo leitor com base em suas características</p><p>específicas, bem como na situação comunicativa em que ele é</p><p>produzido. Assim, o texto A diva</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>A cena descrita no poema narrativo A diva leva o leitor a imaginar a</p><p>experiência teatral através do diálogo expresso no texto. Ao chegar</p><p>ao final do poema, o leitor é surpreendido pela função poética, que</p><p>transforma a simples Maria José em uma diva pela sua atuação</p><p>dramática espontânea.</p><p>Considerações �nais</p><p>Aprendemos que o conceito de texto se refere a qualquer obra escrita ou</p><p>falada que pode ser lida ou interpretada. No sentido mais amplo, um</p><p>texto não se limita apenas a obras literárias, mas abrange também</p><p>documentos, conversas, mensagens digitais, sinalizações, entre outros.</p><p>A narra um fato vivido por Maria José.</p><p>B surpreende o leitor pelo seu efeito poético.</p><p>C relata uma experiência teatral profissional.</p><p>D</p><p>descreve uma ação típica de uma mulher</p><p>sonhadora.</p><p>E</p><p>defende um ponto de vista relativo ao exercício</p><p>teatral.</p><p>Um texto é, essencialmente, uma sequência de signos (como palavras</p><p>ou símbolos) que formam um todo significativo. Ele é estático, no</p><p>sentido de que sua estrutura e seu conteúdo permanecem inalterados a</p><p>partir do momento de sua criação. A interpretação de um texto, contudo,</p><p>pode variar amplamente dependendo do leitor, do contexto cultural e do</p><p>momento histórico.</p><p>Discurso, por outro lado, é um termo mais dinâmico que se refere à</p><p>prática de produzir textos e à maneira como esses textos são recebidos</p><p>e interpretados dentro de um contexto social específico. O discurso</p><p>envolve a utilização da linguagem para comunicar e influenciar, estando</p><p>intrinsecamente ligado ao poder, à ideologia e às relações sociais.</p><p>Diferentemente do texto, que é um objeto fixo, o discurso é um processo</p><p>ativo que engloba a produção, a distribuição e o consumo de textos em</p><p>contextos sociais específicos. Assim, enquanto o texto é a entidade</p><p>concreta, o discurso é a prática que envolve essa entidade, destacando</p><p>a relação entre linguagem, poder e sociedade.</p><p>Também estudamos o conceito de gêneros textuais. Quando temos</p><p>familiaridade com os diferentes gêneros textuais, as possiblidades de</p><p>leitura se ampliam e se tornam mais aderentes com as características</p><p>formais e sociocomunicativas do texto que estamos lendo. Por isso,</p><p>quanto mais textos diferentes e leituras diversas fizermos, mais</p><p>enriquecido ficará nosso repertório e nossas novas leituras. É o círculo</p><p>virtuoso da leitura!</p><p>Podcast</p><p>Neste podcast, acompanhe uma conversa sobre os principais tópicos</p><p>abordados acerca dos conceitos de texto e discurso.</p><p></p><p>Explore +</p><p>Para se aprofundar na compreensão dos gêneros textuais,</p><p>conhecer mais exemplos e entender como eles se realizam</p><p>inclusive a partir das tecnologias digitais, leia o artigo Gêneros</p><p>textuais: definição e funcionalidade, do professor e linguista Luiz</p><p>Antônio Marcuschi.</p><p>Você pode aprender mais sobre a articulação entre as partes de</p><p>um texto estudando alguns mecanismos de coesão textual.</p><p>Referências</p><p>ABREU, A. S. Curso de redação. 12. ed. São Paulo: Ática, 2004.</p><p>ASSIS,</p><p>J. A. Enunciação, enunciado. In: FRADE, I. C. A. da S.; VAL, M. da</p><p>G. C.; BREGUNCI, M. das G. de C. (org.). Glossário CEALE: termos de</p><p>alfabetização, leitura e escrita para educadores [on-line]. Belo Horizonte:</p><p>CAELE, 2014. Consultado na internet em: 25 mar. 2022.</p><p>BLIKSTEIN, I. Técnicas de comunicação escrita. 8. ed. São Paulo: Ática,</p><p>1990.</p><p>FÁVERO, L. L. Coesão e coerência textuais. 8. ed. São Paulo: Ática: 1998.</p><p>FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Lições de texto: leitura e redação. 4 ed. São</p><p>Paulo: Ática, 2003.</p><p>MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In:</p><p>DIONÍSIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (org.). Gêneros</p><p>textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002. p. 19-36.</p><p>POSSENTI, S. Discurso. In: FRADE, I. C. A. da S.; VAL, M. da G. C.;</p><p>BREGUNCI, M. das G. de C. (org.). Glossário CEALE: termos de</p><p>alfabetização, leitura e escrita para educadores [on-line]. Belo Horizonte:</p><p>CAELE, 2014. Consultado na internet em: 25 mar. 2022.</p><p>ROJO, R. Gêneros e tipos textuais. In: FRADE, I. C. A. da S.; VAL, M. da G.</p><p>C.; BREGUNCI, M. das G. de C. (org.). Glossário CEALE: termos de</p><p>alfabetização, leitura e escrita para educadores [on-line]. Belo Horizonte:</p><p>CAELE, 2014. Consultado na internet em: 25 mar. 2022.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>javascript:CriaPDF()</p><p>O que você achou do conteúdo?</p><p>Relatar problema</p>