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Conteudista
Prof.ª Dra. Vilma Lima
Revisão Textual
Nilmara Tomazi
Textos Científicos
2
Sumário
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
Trabalhos Científicos ........................................................................................................... 4
Determinação e Delimitação do Tema .............................................................................................4
Levantamento Bibliográfico e de Fontes Primárias .......................................................................5
Leitura e Análise da Documentação ..................................................................................................6
A Construção Lógica do Trabalho ......................................................................................................6
Redação do Texto ..................................................................................................................................6
Tipos de Trabalhos Científicos ............................................................................................7
Fichamento .............................................................................................................................................. 7
Resumo .....................................................................................................................................................9
Resenha ...................................................................................................................................................11
Paper ...................................................................................................................................................... 13
Artigo Científico ................................................................................................................................... 13
Projeto de Pesquisa ............................................................................................................................. 15
Trabalhos de Encerramento de Cursos ...........................................................................17
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ......................................................................................... 17
Interdisciplinar (TGI) ............................................................................................................................ 17
Material Complementar ....................................................................................................20
Referências ............................................................................................................................21 
3
Objetivos da Unidade
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Conhecer os principais tipos de trabalhos científicos;
• Compreender as etapas necessárias à realização de trabalhos científicos;
• Assimilar os tipos e as estruturas dos trabalhos de encerramento de cursos.
4
Trabalhos Científicos 
A preparação planejada e metódica de um trabalho científico, tal como o que é exi-
gido nos cursos de graduação e pós-graduação, supõe uma sequência de etapas.
As principais etapas para elaboração dos trabalhos são: determinação e de-
limitação do tema, levantamento bibliográfico e de fontes primárias de 
pesquisa acerca do tema, leitura e análise da documentação, construção 
lógica do trabalho e, finalmente, redação do texto. 
Determinação e Delimitação do Tema
A determinação do assunto a ser tratado envolve a escolha e a delimitação do tema. 
A definição do tema deve estar vinculada a dois aspectos fundamentais: formação do 
pesquisador e sua prática cotidiana. “As vivências dos problemas no desempenho pro-
fissional diário ajudam a alcançar a clareza necessária ao investigador na delimitação e 
resolução do problema.” (TRIVINÕS, 1987, p. 93). O tema delimitado facilita a pesquisa.
A partir de uma visão clara do tema, sob determinada perspectiva, é feita a proble-
matização. A formulação do problema, da hipótese ou das questões de pesquisa a 
serem investigadas deve ser redigida com precisão e objetividade. 
Importante
Devemos ter maiores cuidados em relação a temas que já foram 
objeto de outros estudos. Isso, no entanto, não deve impedir que 
um mesmo tema seja abordado por vários estudiosos, desde que 
façam uso de diferentes enfoques, o que permitirá, ao invés de 
redundância, alcançar conclusões inovadoras e complementares. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
Você acredita que a estrutura e a linguagem de um trabalho científico afetam a sua 
compreensão? Ou o que importa é apenas a informação/conteúdo?
5
Levantamento Bibliográfico e de 
Fontes Primárias
As fontes documentais (ou primárias) referem-se a documentos, escritos ou não, 
que podem ser: arquivos públicos (jornais, documentos oficiais, dados estatísticos, 
dados históricos e material cartográfico, entre outros) ou arquivos privados (diários, 
memoriais, cartas, autobiografias e outros). Essas fontes são criadas no tempo em 
que se estuda, por uma autoridade, geralmente com conhecimento pessoal direto 
dos eventos descritos. São fontes entendidas como mais próximas à origem da in-
formação ou da ideia em estudo. 
As fontes bibliográficas (ou secundárias) abrangem todo material publicado por um 
profissional ou pesquisador que tenha analisado as fontes primárias de pesquisa. 
Portanto, são informações originalmente apresentadas em outros lugares.
O levantamento de fontes é feito mediante consultas a catálogos e fichá-
rios de bibliotecas, sumários de publicações, bancos de teses e disserta-
ções, materiais de divulgação, divulgações de editoras, listas bibliográficas 
constantes de livros e artigos ligados ao tema, programas de busca da 
internet etc.
Após o levantamento, é necessário fazer uma triagem, pois nem tudo será lido e 
estudado. Nesse ponto, as resenhas são importantes, porque indicam se o material 
será útil para o desenvolvimento da pesquisa. Quando não há resenhas disponíveis, 
deve-se procurar informações diretamente na obra: prefácios, orelhas, sumários, 
passagens do texto etc.
É no momento da triagem que 
se identifica aquele material não 
apenas relevante, e sim o mais 
adequado ao desenvolvimento do 
trabalho. A partir disso, pode-se 
descartar obras genéricas, como 
enciclopédias, revistas não espe-
cializadas, livros didáticos, enfim, 
todo material que não apresente 
um grau de complexidade compa-
tível com o nível pretendido.
6
Ao contrário do que diz o senso comum, não se deve pesquisar apenas em docu-
mentos recentes e atualizados. Uma pesquisa científica deve ser iniciada a partir de 
referências antigas, quando o assunto assim requerer. Os livros, as revistas, os jor-
nais e mesmo a internet podem ser fontes valiosas de informações relevantes para 
a pesquisa que se deseja realizar. São necessários dados quantitativos e qualitativos 
que validem os fundamentos do estudo. 
Leitura e Análise da Documentação
Em posse das informações obtidas mediante a busca, o levantamento e a leitura 
preliminar das fontes de pesquisa, é necessário elaborar um plano prévio do trabalho 
a ser desenvolvido. Trata-se de um esboço traçado a partir das grandes linhas que 
estruturarão o estudo. Por ser provisório, esse plano inicial poderá sofrer reformula-
ções mais ou menos profundas, conforme a incorporação de leituras, sugestões de 
especialistas e dados de observação da realidade.
Estabelecido o plano prévio, é iniciada a leitura propriamente dita do material se-
lecionado, sempre seguida de anotações: fichamentos, resumos, resenhas e co-
mentários pessoais,que devem ser classificados e arquivados, tendo em vista a 
redação do texto final.
A Construção Lógica do Trabalho
A construção lógica do trabalho é expressa mediante o encadeamento das ideias 
com o objetivo de comunicar ao leitor todo o percurso do estudo e suas conclusões. 
Independentemente de sua natureza (resenha, artigo, monografia etc.), o trabalho 
científico deve ser constituído em uma totalidade inteligível e organicamente estru-
turado. Para tanto, é preciso que as seções do trabalho, os capítulos e os parágrafos 
sejam organizados de modo coeso, com uma sequência lógica. O leitor deve ser 
capaz de seguir o fio condutor do raciocínio.
Redação do Texto
A redação de um trabalho acadêmico deve ser realizada com atenção para evitar 
problemas de digitação, pontuação, ortografia, concordância, incoerência dos da-
dos apresentados, entre outros.
7
Nunca uma primeira redação pode ser dada como definitiva: é indispen-
sável a redação prévia das partes e outra redação global do trabalho. Esta 
redação deverá ser revista, criticada, uma ou duas vezes, para que se pos-
sa considerá-la como definitiva.
ANDRADE, 2003, p. 89
Durante a redação final do trabalho, é muito importante que o estudante/pesquisa-
dor consulte dicionários (inclusive de sinônimos), manuais de redação, entre outros 
materiais, para evitar problemas de ortografia e a repetição constante de palavras. 
A formatação do trabalho científico deverá seguir o padrão de Normas Técnicas da 
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
Tipos de Trabalhos Científicos
Fichamento
O fichamento consiste em registrar os estudos de um livro (ou texto) visando a assi-
milação do conhecimento e a escrita de trabalhos acadêmicos. A ficha, que pode ser 
produzida manualmente ou no computador, deve conter a seguinte estrutura: cabe-
çalho indicando o assunto e a referência da obra (autoria, título, local de publicação, 
editora e ano). Essa estratégia de estudo é bastante interessante, principalmente, 
quando estamos elaborando trabalhos mais extensos – monografia, dissertações etc.
Existem diversos modelos de ficha de estudo. Cada estudante, no entanto, 
deve produzir a sua. Salientamos que é essencial constar nas fichas as infor-
mações-base do texto fichado, visando auxiliar a utilização desses conteú-
dos. Para facilitar, já formate conforme as normas da ABNT.
Anote sempre: nome completo do autor, título, editora, local, ano e quantidade de 
páginas. Não esqueça de anotar o número da página quando extrair citações diretas 
do material. Essa ação facilitará muito o seu trabalho.
8
Glossário
Fichamento: método de armazenamento, organização e con-
sulta de informações, sobre livros ou documentos, a partir da 
elaboração de fichas. Seu conteúdo facilita o estudo e a apren-
dizagem, pois pode ser apresentado na forma de resumos e 
resenhas. 
Fichamento – Exemplo
Assunto (TEMA): Vida e cotidiano Ficha no. 01 
Referência Bibliográfica Completa: 
HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 4.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1992. 
Texto da Ficha: 
“O homem nasce já inserido em sua cotidianidade. O amadurecimento do homem 
significa, em qualquer sociedade, que o indivíduo adquire todas as habilidades im-
prescindíveis para a vida cotidiana da sociedade (camada social) em questão. É adul-
to capaz de viver por si mesmo na sua cotidianidade” (p. 18). 
“O adulto deve dominar, antes de mais nada, a manipulação das coisas [...] Mas em-
bora a manipulação das coisas seja idêntica à assimilação das relações sociais, conti-
nua também contendo inevitavelmente, de modo imanente, o domínio espontâneo 
das leis da natureza” (p. 19). 
Tipo de fichamento: Citação 
Biblioteca que se encontra a obra: Biblioteca da UNIT (UNIVERSIDADE TIRADENTES 
– Campus II – FAROLANDIA).
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Resumo
É uma apresentação sucinta das principais ideias de um texto, ressaltando os tre-
chos mais relevantes, sem adicionar comentários e/ou opiniões pessoais. Sua reda-
ção será obtida a partir da capacidade analítica e compreensiva do leitor. Portanto, 
quanto maior o domínio e a compreensão dos assuntos tratados no texto a ser resu-
mido, maior será a capacidade de síntese e de interpretação. No mundo acadêmico, 
o desenvolvimento desse tipo de trabalho é importante, porque permite, “[...] em 
rápida leitura, recordar o essencial do que se estudou e [apresentar] a conclusão a 
que se chegou.” (GALLIANO, 1986, p. 89).
Lembre-se: nesse tipo de trabalho, a opinião de quem está lendo e resu-
mindo o texto é dispensável. Trata-se de um monólogo em que somente o 
autor tem voz, cabendo, portanto, a quem está resumindo somente a apre-
sentação sucinta do que foi escrito. 
Além disso, é importante ressaltar que um resumo não é um simples “recorte-cole” 
das partes que você julgou como as mais importantes do texto lido. O que deve ser 
feito é um trabalho de leitura, releituras e identificação das ideias mais relevantes 
que, posteriormente, deverão ser retransmitidas de forma breve e organizadas.
Figura 1 – Leituras e releituras
Fonte: Freepik
10
Existem várias formas de fazer um bom resumo. A título de informação, sugerimos 
a seguinte:
1. Leia e releia o texto; 
2. Anote, circule e identifique tudo o que você desconhece; 
3. Busque informações sobre essas questões desconhecidas; 
4. Selecione as informações mais importantes/essenciais do texto; 
5. Organize essas ideias de modo que fique fácil de entendê-las. Sugerimos que 
você tente responder a duas questões: “o que está sendo dito no texto?” e “como 
eu explicaria este assunto para alguém?”;
6. Escreva o resumo com suas palavras.
Resumo – Exemplo
Texto – Lendas da Via Láctea
A Via Láctea era imaginada como o caminho para casa de Zeus/Júpiter. Era 
também considerada o percurso desordenado da corrida de Faetonte pelo 
Céu, enquanto conduzia o carro do Sol. Os povos nórdicos acreditavam que 
a Via Láctea era o caminho seguido pelas almas para o céu. 
Na Escócia antiga, ela era a estrada prateada que conduzia ao castelo do rei 
do fogo. Os índios primitivos acreditavam que a Via Láctea era o caminho 
que os espíritos percorriam até às suas aldeias, no Sol. O seu caminho é mar-
cado pelas estrelas, que são fogueiras que os guiam ao longo do caminho. 
Resumo: existem diversas lendas acerca da Via Láctea. São vários os povos, 
desde os gregos, os nórdicos e os indígenas primitivos, que interpretavam a 
Via Láctea como um caminho, um rio celestial ou como um guia das almas 
até ao céu.
11
Resenha
A resenha, assim como o resumo, tem como principal característica a apresentação 
de um texto conciso, mas com uma avaliação positiva ou negativa sobre o texto re-
senhado. O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural, como livros, 
filmes, peças de teatro etc. Enquanto no resumo não há espaço para o diálogo, na 
resenha esse espaço é indispensável. A ideia é ler o texto e dialogar com o autor e 
suas considerações.
Importante
É importante esclarecer que a resenha representa mais do que 
uma simples opinião. Você deve compreender os assuntos tra-
tados para criar sinergia entre as suas ideias e as do autor da 
obra. Sua opinião, portanto, deverá ser baseada em argumentos 
e evidências reunidos e em um raciocínio próprio 
Existem várias formas de fazer uma boa resenha. A título de informação, sugerimos 
a seguinte:
1. Resuma a obra a ser resenhada;
2. Discuta os aspectos positivos da obra;
3. Identifique as contradições, os furos e as inconsistências da obra;
4. Verifique se os dados ou pesquisas apresentados pelo autor são suficientes 
para apoiar suas afirmações; 
5. Verifique se há perguntas sem respostas;
6. Identifique/pesquise termos e conceitos com os quais não esteja familiarizado, 
para que possa compreender e dialogar com o texto. 
Importante
Resumo X Resenha
No resumo, o objetivo é sintetizar um texto-fonte, ressaltando, 
para isso, seus trechos mais relevantes sem adicionar comentá-
rios e/ou opiniões pessoais. Já na resenha, a característica prin-
cipal é a elaboraçãode um texto optativo, com a presença de 
uma avaliação crítica do fragmento analisado. 
12
Não esqueça:
A finalidade de uma resenha é informar o leitor, de maneira objetiva e cor-
tês, sobre o assunto tratado no livro, evidenciando a contribuição do autor: 
novas abordagens, novos conhecimentos, novas teorias. [...] O resenhista 
deve resumir o assunto e apontar as falhas e os erros de informação en-
contrados, sem entrar em muitos pormenores, e, ao mesmo tempo, tecer 
elogios aos méritos da obra, desde que sinceros e ponderados.
LAKATOS, 1995, p. 234-243
Resenha – Exemplo
Um gramático contra a gramática 
Gilberto Scarton 
Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu 
ensino (L&PM, 1995, 112 páginas) do gramático Celso Pedro Luft traz um 
conjunto de ideias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua 
materna, por combater, veemente, o ensino da gramática em sala de aula. 
Nos seis pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, inten-
cionalmente, sempre na mesma tecla – uma variação sobre o mesmo tema: 
a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas 
da língua e gramática, a obsessão gramaticalista, inutilidade do ensino da 
teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a 
escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática linguística, a postu-
ra prescritiva, purista e alienada – tão comum nas “aulas de português”. 
O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua, teórico de espíri-
to lúcido e de larga formação linguística e professor de longa experiência leva 
o leitor a discernir com rigor a gramática e comunicação: gramática natural e 
gramática artificial; gramática tradicional e linguística; o relativismo e o abso-
lutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber gramáticos, dos linguistas, 
dos professores; e o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante.
Essa fundamentação linguística de que lança mão – traduzida de forma 
simples com fim de difundir assunto tão especializado para o público ge-
ral – sustenta a tese do Mestre, e o leitor facilmente se convence de que 
aprender uma língua não é tão complicado como faz ver o ensino gramati-
calista tradicional. É, antes de tudo, um fato natural imanente ao ser huma-
no; um processo espontâneo, automático, natural, inevitável, como crescer. 
13
Consciente desse poder intrínseco, dessa propensão inata pela linguagem, 
liberto de preconceitos e do artificialismo do ensino definitório, nomencla-
turista e alienante, o aluno poderá ter a palavra, para desenvolver seu espírito 
crítico e para falar por si.
Embora Língua e Liberdade do professor Celso Pedro Luft não seja tão ori-
ginal quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções 
aparecem em muitos teóricos ao longo da história), tem o mérito de reunir, 
numa mesma obra, convincente fundamentação que lhe sustenta a tese 
e atenua o choque que os leitores – vítimas do ensino tradicional – e os 
professores de português – teóricos, gramatiqueiros, puristas – têm ao se 
depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a 
gramática na sala de aula.
Paper 
Normalmente, o paper é confundido com o artigo científico. Contudo, segundo a 
ABNT (1989), um paper consiste em um pequeno artigo científico, ou seja, podemos 
dizer que é um artigo científico mais resumido. Normalmente, esse tipo de trabalho 
traz, em poucas palavras, a ideia de um projeto ou de um caso em andamento ou 
já analisado e suas argumentações e defesas, de modo claro e objetivo. Esse tipo 
de trabalho é bastante comum de ser solicitado em seminários e congressos, prin-
cipalmente nas áreas de saúde. A estrutura de um paper é idêntica à de um artigo 
científico.
Artigo Científico
O próprio nome já revela o que é esse tipo de trabalho. No meio acadêmico, é en-
tendido como um texto científico cuja função é relatar os resultados de uma deter-
minada pesquisa, e se materializa sob a forma de um relato acerca dos resultados 
originais de um estudo.
Artigo Científico: segundo a ABNT (NBR 6022, 2003, p.2), o artigo cientí-
fico pode ser definido como a “[...] publicação com autoria declarada, que 
apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas 
diversas áreas do conhecimento”.
14
Para Santos (2007, p. 43):
[...] são geralmente utilizados como publicações em revistas especia-
lizadas, a fim de divulgar conhecimentos, de comunicar resultados ou 
novidades a respeito de um assunto, ou ainda de contestar, refutar ou 
apresentar outras soluções de uma situação convertida.
Cada instituição, revista, editora (e afins) define as regras específicas para o autor 
seguir. A formatação de praxe é a descrita a seguir.
Apresentação do artigo, em que se esclarece ao leitor a natureza do pro-
blema cuja resolução será descrita no artigo; o estado da arte do tema; o 
objetivo do artigo e sua relevância.
Introdução
Descrição, ao longo de vários parágrafos, de todos os pontos relevantes da 
pesquisa realizada.
Desenvolvimento do artigo
Apresentação clara do que se concluiu com o estudo.
Conclusões
Trata-se de uma listagem dos livros, artigos ou endereços eletrônicos que 
foram referenciados ao longo do artigo.
Referências
15
Projeto de Pesquisa
Esse tipo de trabalho consiste em um importante passo da produção científica. É 
nele que o aluno apresenta, delimita e expõe seu objeto de estudo, especificando o 
tipo de abordagem que pretende utilizar durante a realização do estudo/pesquisa. 
Pode-se dizer que o projeto de pesquisa abre as portas para a realização da mono-
grafia, do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC – ou de qualquer outro tipo de 
trabalho acadêmico. 
O referido projeto deve expressar a síntese do conteúdo a ser exposto no futuro 
trabalho acadêmico que se pretende realizar. Alguns itens são essenciais para a ela-
boração de um bom projeto de pesquisa. Veja a seguir.
Apresentação do assunto que se pretende trabalhar.
Escolha do tema
Apresentação dos problemas que esse assunto sugere.
Formulação do problema
Resposta provisória para o problema de pesquisa.
Hipóteses
Apresentar os motivos que o levaram a escolher o assunto.
Justificativa 
16
Apresentar onde você pretende chegar com a pesquisa.
Objetivos 
Apresentação dos estados da arte do tema escolhido – identificar outras 
obras que já trabalharam com o mesmo assunto.
Referencial teórico 
Apresentar como a pesquisa será efetivada; caminhos para se chegar aos ob-
jetivos propostos; qual o tipo de pesquisa será realizada; qual o universo/amos-
tragem da pesquisa; quais os instrumentos de coleta de dados; como foram 
construídos os instrumentos de pesquisa; qual a forma que será usada para a 
tabulação de dados; como interpretará e analisará os dados e informações.
Metodologia da pesquisa 
Quais atividades serão desenvolvidas para a execução do projeto e em que 
prazo.
Cronograma 
Lista dos autores que serão citados no projeto.
Referências 
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Trabalhos de Encerramento de 
Cursos
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Os trabalhos de conclusão de cursos de graduação, conhecidos como TCC, consti-
tuem uma modalidade de iniciação científica. O estudante apresenta um texto abor-
dando algum tema que foi tratado durante o curso, demonstrando que domina tanto 
o assunto quanto as técnicas formais para a produção de monografia. 
Esse tipo de trabalho implica uma orientação de conteúdo e técnica, tendo por fi-
nalidade a conclusão de um curso. A institucionalização de tais monografias de final 
de curso visa calibrar a qualidade e aproveitamento do ensino que esta ou aquela 
faculdade oferece (BASTOS; KELLER, 2000, p. 66). É necessária, também, para os 
que frequentam cursos de especialização a elaboração de um TCC (monografia) 
relacionado à área em questão.
Interdisciplinar (TGI)
O TGI é um documento exigido em cursos de graduação sobre estudos realizados 
pelos estudantes, com o objetivo de induzir e fixar o aprendizado. Deve serfeito sob 
a coordenação do professor.
Figura 2 – Elaboração de TGI
Fonte: Freepik
18
As instituições de ensino estabelecem regras parecidas quanto à elaboração de um 
TGI. Veja algumas a seguir.
a. O Trabalho de Graduação Interdisciplinar deve estar de acordo com as normas 
e regulamentos da instituição e a legislação brasileira vigente;
b. A área de conhecimento a ser estudada deverá ter sido aprovada por uma Co-
missão, Coordenação de Trabalho de Graduação Interdisciplinar;
c. As atividades efetivamente realizadas devem ser condizentes com o plano de 
trabalho;
d. A carga horária mínima deve ser alcançada;
e. Os objetivos propostos para o Trabalho de Graduação Interdisciplinar devem 
ser atingidos;
f. O aluno deve comprovar conhecimento do Código de Ética relativo ao Traba-
lho de Graduação Interdisciplinar;
g. O discente deverá apresentar, dentro dos prazos, os relatórios exigidos pela 
supervisão do Trabalho de Graduação Interdisciplinar;
h. O aluno deverá apresentar, na data estabelecida, a defesa oral do Trabalho de 
Graduação Interdisciplinar perante a banca examinadora.
Apesar de muitas instituições de ensino superior requererem a elaboração de um 
TCC como requisito para a obtenção de uma graduação, nem sempre é exigido o 
TGI, que é opcional.
Monografia
A monografia é um trabalho científico que 
se destina a estudar um assunto especí-
fico. Normalmente, é apresentada como 
um trabalho de conclusão de curso de gra-
duação ou pós-graduação lato sensu. Tra-
ta-se de um trabalho escrito, geralmente, 
apenas por uma pessoa. Atualmente, é o 
mais disseminado tipo de trabalho cien-
tífico. Caracteriza-se por ser um trabalho 
que apresenta resultado de uma investi-
gação pouco complexa e sobre um tema 
único e bastante bem delimitado.
19
Dissertação de Mestrado
A dissertação de mestrado é um trabalho 
científico de pesquisa, desenvolvido em 
cursos de pós-graduação stricto sensu, 
como requisito para obtenção do grau 
acadêmico de Mestre. O trabalho deve 
revelar domínio de conhecimentos espe-
cíficos da área, capacidade de análise das 
fontes primárias e secundárias de pesqui-
sa, capacidade de síntese e argumenta-
ção, pois pressupõe a defesa pública do 
trabalho para uma banca de professores 
pesquisadores doutores.
Tese de Doutorado
A tese de doutorado é um trabalho cientí-
fico de pesquisa, desenvolvido em cursos 
de pós-graduação stricto sensu, como re-
quisito para obtenção do grau acadêmico 
de Doutor. Possui como principal caracte-
rística a originalidade e deve revelar domí-
nio de conhecimentos específicos da área, 
capacidade de análise das fontes primárias 
e secundárias de pesquisa, capacidade de 
síntese, de elaboração de novos conceitos 
ou teorias que contribuam para o desen-
volvimento do conhecimento científico e, 
ainda, capacidade de argumentação, pois 
pressupõe a defesa do trabalho para uma 
banca de professores pesquisadores dou-
tores e livre-docentes.
Material Complementar
20
Resenha Acadêmica Descritiva
https://bit.ly/43Uhn9v
Tipos de Trabalhos Acadêmicos 
https://bit.ly/3DDiqix
A Escrita Acadêmica e a Produção de Conhecimentos
https://bit.ly/45eIBZk
Leituras
Apresentação e Tipos de Trabalhos Acadêmicos 
https://bit.ly/3qi0IPo
Site
https://bit.ly/43Uhn9v
https://bit.ly/3DDiqix
https://bit.ly/45eIBZk
https://bit.ly/3qi0IPo
Referências
21
ALVES, R. A filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Loyola, 
2000.
ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 
2003.
DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000. 
DIONE, J.; LAVILLE, C. A construção do saber. Porto Alegre: UFMG, 2004.
FREIRE-MAIA, N. A ciência por dentro. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2000. 
GALLIANO, A. C. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harbra, 1986. 
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1989. 
HAGUETTE, T. M. F. Metodologias qualitativas na sociologia. Petrópolis: Vozes, 2003. 
JAPIASSÚ, H. Nascimento e morte das ciências humanas. Rio de Janeiro: F. Alves, 
1978. 
KÖCHE, J. C. Fundamentos de metodologia científica. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 1997. 
KUHM, T. S. A. Estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1991.
MÁTTAR NETO, J. A. Metodologia científica na era da informática. São Paulo: 
Saraiva, 2002. 
MOREIRA, D. A. O método fenomenológico na pesquisa. São Paulo: Pioneira Thomson 
Learning, 2004.
SALONON, D. V. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

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