Prévia do material em texto
02/08/2024 1 CÓLICA RENAL ❖ Paciente agitado; ❖ Dor em região lombar, flanco ou fossa ilíaca; ❖ Dor súbita, forte, geralmente unilateral, em cólica; ❖ Irradiação para trajeto ureteral, região da bexiga e genitália externa; ❖ Não há posição que diminua a dor; ❖ Não encontra alívio com qualquer posicionamento; ❖ Náuseas e vômitos são comuns. IRRADIAÇÃO DA DOR DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS ❖ Doenças gastrointestinais: Apendicite aguda; Diverticulite; Colecistite; ❖ Doenças ginecológicas: Cisto ovariano; Anexite; Gravidez ectópica; ❖ Doenças urológicas: Orquite; Epididimite; Prostatite; ❖ Afecções vasculares: Infarto intestinal (isquemia mesentérica); Aneurisma de aorta abdominal. EXAME FÍSICO ❖ Taquicardia, palidez, sudorese, dor à palpação em região de ângulo costovertebral e distensão abdominal leve. DIAGNÓSTICO ANAMNESE ❖ História patológica pregressa: Episódios prévios; Número de crises; Já necessitou de remoção cirúrgica de cálculos; ITU de repetição; Medicações de uso contínuo; História familiar. EXAMES LABORATORIAIS ❖ URINA 1 / EAS: Hematúria; sinais de ITU (piúria + nitrito!). ❖ AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL. IMAGEM ULTRASSOM DE RINS E VIAS URINÁRIAS (ECO- DOPPLER) ❖ Sinais indiretos de obstrução; pode identificar cálculos. ❖ Limitações: baixa sensibilidade para cálculos ureterais. TOMOGRAFIA HELICOIDAL (DE ABDÔMEN E PELVE SEM CONTRASTE, COM CORTES FINOS DE 5MM) ❖ Padrão ouro; ❖ Alta sensibilidade e especificidade (96 e 100%); ❖ Rápida execução; ❖ Não requer contraste; ❖ Detecta quase todos os tipos de cálculo. TRATAMENTO AINH – ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO HORMONAIS ❖ Ação direta na dor ao inibirem a síntese de prostaglandinas; ❖ Cetoprofeno é um dos mais utilizados - via EV; ❖ Cetorolaco (Toragesic®); Diclofenaco; Tenoxican; Ibuprofeno; ❖ Contraindicados na insuficiência renal, doença péptica grave e gestação. OPIÓIDES ❖ Morfina possui analgesia rápida, potente e titulável; ❖ Tramadol causa menos sedação, porém tem menor efeito analgésico. Malu Baldim – CI II 2 HIDRATAÇÃO ❖ Para tratamento da dor é controversa: deve ser realizada em pacientes desidratados. ❖ Poderia acelerar a passagem do cálculo pelo trato Urinário. ❖ O aumento da pressão hidrostática poderia exacerbar a dor. TERAPIA MÉDICA EXPULSIVA ❖ Bloqueador alfa (Tansulosina) 27 podem facilitar passagem de cálculos ureterais; se > 5 e 2 cm ou impactados, associado com ureteroscópia; Vantagens: Definitiva; ambulatorial - Eficiência ~ 90% Limitações: Invasiva; requer stent ureteral pós- tratamento; Complicações: Estenose ou perfuração de ureter. ❖ NLPC - NEFROLITOTRIPSIA PERCUTÂNEA Indicações: Cálculos renais > 2cm; cálculo ureteral proximal > 1cm. Punção renal com agulha (percutânea) na região lombar. Vantagens: Definitiva; Limitações: Invasiva. Complicações: Sangramento; lesão de sistema coletor; lesão de estruturas adjacentes. ❖ CIRURGIA CONVENCIONAL Indicações: Cálculos grandes, coraliformes; Vantagens: Definitiva; Limitações: Invasiva; Complicações: Recuperação prolongada, maior morbidade. FORMAÇÃO DE CÁLCULOS NO TRATO URINÁRIO ❖ O aumento de promotores da cristalização ou redução dos inibidores é o 1º passo para a calculogênese. Malu Baldim – CI II 3 MECANISMOS ❖ CÁLCIO Efeito paradoxal: ↓ Ingesta de Ca2+ > ↓ Quelação do oxalato > ↑ Maior absorção de oxalato no lúmen Intestinal = Litíase de oxalato de Ca. ❖ SÓDIO Ingesta Na ↑ > Aumenta volemia > ↓Reabsorção de Na no túbulo proximal > ↓ Reabsorção de Ca = HIPERCALCIÚRIA. ❖ PROTEÍNA ANIMAL Alta ingesta proteica > ↑ Geração de ácidos e ácido úrico > ↑ Tamponamento ósseo > ↑ Retirada de Ca do osso. ❖ AVAILIAÇÃO DO PACIENTE; ❖ INVESTIGAÇÃO E DIAGNÓSTICO; ❖ Quando possível a recuperação do cálculo, esse deve ser submetido à análise - avaliar composição. ❖ TÉCNICAS: Espectroscopia infravermelha (EIV); Defração por raio x. ESTUDO METABÓLICO ❖ SANGUE: Cálcio; Ácido úrico; Fósforo; Creatinina; Gasometria venosa ❖ URINA DE 24H: Duas amostras coletadas em intervalo de 15 - 30 dias: Cálcio; Sódio; Ácido úrico; Oxalato; Citrato; Cistina (pesquisa qualitativa); ❖ Critérios diagnósticos - urina 24 horas: TERAPÊUTICA NÃO FARMACOLÓGICA ❖ AUMENTO DA INGESTA LÍQUIDA 30 mL/Kg de peso corpóreo. Suficiente para produzir pelo menos 2.000mL de urina diariamente. Reduz a concentração dos sais excretados e diminui a supersaturação urinária. ❖ INGESTÃO DE CÁLCIO, SAL E PROTEÍNA Cálcio: Evitar restrição importante; 1.000 mg/dia; Sódio: ingestão limitada a 100-150 mEq/dia. Proteína: ingestão 0,8 a 1g/kg/dia ❖ HIPEROXALÚRIA Evitar espinafre, amendoim, chocolate e beterraba. Não ultrapassar 1g/dia ingestão de ácido ascórbico (Vit. C). PR é metabolizado em oxalato. ❖ HIPERURICOSÚRIA Restrição de alimentos com alto teor de purinas, como vísceras, peixes e bebidas alcoólicas, principalmente cerveja. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO ❖ HIPERCALCIÚRIA: Tiazídicos; associados a restrição de Na+; Evitar hipocalemia (reduz excreção de citrato). Citrato de potássio - diminui saturação urinária. ❖ HIPOCITRATÚRIA // LITÍASE ÚRICA: Citrato de Potássio. Reduz saturação urinária; efeito alcalinizante, aumentando pH urinário e a fração dissociada de ácido úrico. Malu Baldim – CI II 4 ❖ NEFROLITÍASE POR OXALATO DE CÁLCIO ASSOCIADA À HIPERURICOSÚRIA // LITÍASE ÚRICA: Alopurinol; Alcalinização da urina para obter maior solubilidade do ácido úrico. ❖ CISTINÚRIA: Se [cistina uri] > 500mg/dia ou cálculos recidivantes penicilamina 250 mg (1 - 4g/dia); * muitos efeitos colaterais (agranulocitose, trombocitopenia, Sd nefrótica e pênfigo). ❖ CÁLCULOS DE ESTRUVITA: Devem ser removidos totalmente; antibioticoterapia pós-remoção por 3 a 4 meses, acompanhada de uroculturas de vigilância.