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POMPAGENS
Prof. Renan Rechetelo
Pompagem
 A pompagem é uma técnica da terapia 
manual direcionada ao tecido conjuntivo 
(fáscia).
 As manobras consistem na realização de 
uma distensão terapêutica na fáscia 
muscular associada a movimentos 
respiratórios. 
Pompagem
 A técnica da pompagem deve ser realizada em três 
tempos, sendo eles: 
 1) O tensionamento do segmento – executado 
através do movimento lento, regular e progressivo; 
 Realizado na fase expiratória
 2) a manutenção do tensionamento – entre 10 a 20 
segundos de acordo com o objetivo;
 3) Retorno à posição inicial – executado de forma 
lenta. 
Pompagem
 Os principais objetivos da pompagem são: 
 Reestabelecimento da elasticidade e 
comprimento das fáscias, 
 Relaxamento muscular, 
 Estimulação da circulação, 
 Aumento do espaço articular 
 Nutrição das cartilagens. 
Pompagem
 Efeito circulatório
 Interfere diretamente na “circulação dos fluidos”. 
 As Pompages agem, com seus movimentos de deslizamento 
tecidual, acelerando a circulação lacunar, liberando os bloqueios 
e as estases.
 Circulação lacunar: É a circulação vital, responsável pela 
nutrição dos tecidos e função de eliminação. 
 É um “embebimento do tecido”: desloca-se e propaga-se por 
meio de movimentos ( deslizamentos dos tecidos uns em 
relação aos outros) 
 Tecido conjuntivo: é o tecido mais importante da circulação 
lacunar, participa de praticamente todas as trocas osmóticas. 
 Sua linfa intersticial está na origem de todos os capilares 
linfáticos.
Pompagem
 Efeito Muscular
 Age principalmente nas patologias da musculatura tônica –
relaxamento muscular. 
 Musculatura fásica: atrofia, fadiga, paralisia ou contratura 
(temporária) 
 Musculatura tônica: retração e encurtamento. 
 Retração muscular, retração fibrosa (densificação do tecido 
conjuntivo) 
 Pompages = tensionamento passivo do músculo = 
deslizamento dos miofilamentos de actina = melhora da 
viscoelasticidade = diminuição da retração 
 Encurtamento muscular: número insuficiente de 
sarcômeros em série = encurtamento da fibra muscular. 
 O crescimento do comprimento da fibra vai se dar pelo 
aumento do número de sarcômeros. 
Pompagem
 Efeito articular 
 Facilitam as mobilizações articulares na 
recuperação funcional e prevenção de 
processos degenerativos 
 Ação na cartilagem articular
 Tecido hidrófilo que se embebe de água 
durante a descompressão articular, e a expulsa 
durante o impacto. 
 Artrose (inicial): as pompages restabelecem o 
equilíbrio hídrico da cartilagem ou ao menos 
limitam a desidratação.
Pompagem
 Indicação: 
 Casos de contraturas musculares não agudas, 
 Estase líquida (ausência de movimento do líquido 
intersticial),
 Encurtamentos e tensões musculares, 
 Dores musculares não agudas 
 Disfunções miofasciais em geral. 
 Contraindicação:
 Em casos de estiramento muscular ou ligamentar, 
contraturas musculares agudas e rupturas 
ligamentares e fasciais. 
A Respiração do Paciente 
 Para uma boa eficácia da técnica da pompagem, é 
necessário que o paciente saiba realizar o movimento 
respiratório de uma maneira correta. 
 Respiração diafragmática: 
 O terapeuta deve orientar o paciente que o paciente 
posicione uma mão sobre tórax e a outra na região 
abdominal. 
 Durante a inspiração, a mão posicionada sobre o 
abdômen deve se movimentar antes da mão 
posicionada sobre o tórax. 
 Durante a expiração, a mão posicionada sobre o tórax 
deve se movimentar antes da mão que está sobre o 
abdômen. 
Orientações para execução 
 1º TEMPO -TENSÃO: 
 Tensão é diferente de tração 
 O terapeuta tem que sentir quando a fáscia cede, se ela for exagerada provocará 
reações de defesa. Evitar!! 
 2º TEMPO - MANUTENSÃO:
 CIRCULATÓRIO- retém a fáscia durante alguns segundos (para pompage fascial) 
 MUSCULAR- manutenção lenta da tensão ( importante efeito fisiológico) 
 ARTICULAR- descompressão mantida de 15 a 20 segundos (tempo necessário 
para que a cartilagem se embeba em seu líquido nutridor) - é o mais importante
 3º TEMPO - RETORNO:
 CIRCULATÓRIO- é o tempo principal. Deve ser o mais lento possível. A fáscia 
puxa a mão do terapeuta e este controla esta tração para obrigá-la a trabalhar. 
Neste período se rompem as barreiras, bloqueios de movimento e estases 
líquidas. 
 MUSCULAR- cuidado para não provocar reflexo contrátil – ( o retorno deve 
ser lento). 
Esternocleidomastóideo
 Paciente posicionado em decúbito dorsal. 
 O fisioterapeuta posiciona a cabeça do 
paciente em inclinação lateral com rotação, 
evidenciando o músculo 
esternocleidomastóide. 
 Uma das mãos do terapeuta é posicionada 
fixando o osso esterno e a outra no ventre 
muscular do Esternocleidomastóide do 
paciente. 
 Durante as expirações o terapeuta realiza 
o movimento de tensionamento do 
segmento até seu limite. 
 No final da manobra, é realizada a 
manutenção (entre 10 e 20 segundos) e 
após, o retorno à posição inicial de forma 
lenta. 
Intercostais
 Paciente posicionado em decúbito 
dorsal. O fisioterapeuta realiza a 
palpação das costelas até encontrar os 
espaços intercostais, onde o músculo 
está situado. 
 Nesse espaço, o fisioterapeuta posiciona 
seus dedos polegares e realiza o 
movimento de tensionamento (os dedos 
se movem em sentidos opostos) durante 
as expirações do paciente, até o limite 
do músculo. 
 Em seguida, é realizada a manutenção do 
segmento (entre 10 e 15 segundos) e 
por fim, o retorno à posição inicial. 
Peitoral Maior 
 Paciente posicionado em decúbito 
dorsal, com abdução dos braços a 
90° bilateralmente. 
 O fisioterapeuta posiciona suas 
mãos um pouco abaixo do oco 
axilar do paciente e realiza o 
movimento de tensionamento do 
segmento no sentido caudal, em 
direção ao músculo, durante as 
expirações do paciente, até o limite 
da estrutura. 
 Após, é realizada a manutenção do 
segmento (entre 10 e 15 segundos) 
e por fim, o retorno à posição 
inicial. 
Peitoral Menor 
 Paciente posicionado em decúbito dorsal, 
com o braço abduzido entre 100° e 120°. 
 Uma das mãos do fisioterapeuta é 
posicionada no oco axilar e a outra 
próxima ao mamilo (as mãos do 
fisioterapeuta cruzadas). 
 Assim, realiza-se o movimento de 
tensionamento do segmento (as mãos 
deslizarão em sentidos opostos) durante 
as expirações do paciente. 
 Em seguida, é realizada a manutenção do 
segmento (entre 10 e 15 segundos) e por 
fim, o retorno à posição inicial. 
 Esta manobra é realizada de forma 
unilateral
Diafragma
 Paciente posicionado em decúbito 
dorsal. 
 O fisioterapeuta realiza a palpação do 
músculo. 
 Os polegares do fisioterapeuta são 
posicionados na porção média 
unilateral do músculo e realiza-se o 
movimento de tensionamento do 
segmento no sentido oposto dos 
dedos durante as expirações do 
paciente. 
 Em seguida, realiza- -se a manutenção 
do segmento (entre 10 e 15 segundos) 
e após, o retorno à posição inicial. 
Quadríceps
 Paciente posicionado em 
decúbito lateral, com flexão 
de joelho e o quadril neutro. 
 Durante as expirações do 
paciente, o fisioterapeuta 
realiza a extensão do quadril 
e a flexão do joelho. 
 Após, é realizada a 
manutenção do segmento 
(entre 10 e 20 segundos) e o 
retorno à posição inicial
Cadeia Posterior (Membros Inferiores) 
 Paciente posicionado em 
decúbito dorsal, com flexão 
de quadril e extensão de 
joelho. 
 Durante as expirações do 
paciente, o fisioterapeuta 
realiza o movimento de 
flexão do quadril, mantendo 
a extensão de joelho e 
realizando dorsiflexão de 
tornozelo. 
 Em seguida, é realizado a 
manutenção do segmento 
(entre 10 e 20 segundos) e 
após, o retorno à posição 
inicial.
Coluna Cervical 
 Paciente posicionado em decúbito 
dorsal e é orientado a relaxar a 
coluna cervical. 
 O fisioterapeuta posiciona as duas 
mãos próximas ao processo 
espinhoso da primeira vértebra 
torácica (T1). 
 Durante as expirações, o 
fisioterapeuta realiza o movimento 
detensionamento do segmento no 
sentido cefálico. 
 Em seguida, é realizado o período 
de manutenção do segmento 
(entre 10 e 20 segundos) e por fim, 
o retorno à posição inicial. 
Coluna Lombar
 Paciente em decúbito dorsal (posição 
de rã).
 O fisioterapeuta posiciona uma das 
mãos na região lombar do paciente e 
durante as expirações, a mão será 
retirada no sentido caudal. 
Articulação Temporomandibular 
(ATM) 
 O fisioterapeuta posiciona os dedos 
indicadores na região da mandíbula do 
paciente e os polegares nas ATMs. 
 Após, realiza movimento deslizando os 
indicadores em direção às ATMs e 
polegares deslizando inferiormente em 
direção às mandíbulas, como se 
estivesse realizando movimento de 
‘contar dinheiro’. 
Fáscia Anterior do pescoço
 Fisioterapeuta posiciona uma 
mão fixa a base do mento do 
paciente.
 Outra mão espalmada sobre 
face anterior - inferior do 
pescoço, realiza um leve 
deslizamento para caudal. 
 E mantém a tensão. 
Elevador da escápula
• Fisioterapeuta posiciona e fixa a mão no 
occipital.
• Outra mão desliza pelo ombro 
posteriormente, e fixa-se na espinha da 
escapula.
• Pede ao paciente uma inspiração, e 
durante a expiração realiza uma leve 
tensão caudal com a mão da escapula. 
• Então, se fixa e mantém em tensão.
Liberação de músculos suboccpitais
• Fisioterapeuta com os dedos 
fletidos 90º, aplica pressão 
com a polpas polpas digitais 
na base da cabeça, ao 
pressionar de posterior para 
anterior e mantém. 
REFERÊNCIAS
 Bienfait, Marcel. Bases elementares técnicas de terapia 
manual e de osteopatia. São Paulo: Summus, 1997. 
 Bienfait Marcel. Fisiologia da terapia manual. São Paulo: 
Summus, 2000. 
 Bienfait, Marcel. Fáscias e Pompages. Estudo do 
esqueleto fibroso. São Paulo: Summus, 1999.
 https://www.youtube.com/playlist?list=PLIUqgZyItWU4
Bqt24FUC9jwBva8lAYsBY

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