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SUMÁRIO 
 
 1. A TÉCNICA DE ENERGIA MUSCULAR.......................................................4 
 2. INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES........................................................4 
 3. ENERGIA MUSCULAR APLICADA A MSS E COLUNA VERTEBRAL....5 
 3.1.HIPOMOBILIDADE DE COSTELAS ANTERIOR E POSTERIOR.............5 
 3.2. DISFUNÇÕES CRÂNIO-CERVICAIS..........................................................6 
 3.3 TRAPÉZIO SUPERIOR E INFERIOR............................................................7 
 3.4.COLUNA LOMBAR........................................................................................7 
 3.5. COMPLEXO DO OMBRO.............................................................................8 
 3.6. COTOVELO.....................................................................................................9 
 3.7. PUNHOS E DEDOS.........................................................................................9 
 4. ENERGIA MUSCULAR APLICADA A MEMBROS INFERIORES.............10 
 4.1. ISQUIOTIBIAIS..............................................................................................10 
 4.2. GANHO DE EXTENSÃO DE JOELHO..........................................................10 
 4.3. CORREÇÃO A ROTAÇÃO LATERAL DO OSSO ÍLIACO.........................11 
 4.4. CORREÇÃO A ROTAÇÃO ANTERIOR DA PELVE.....................................11 
 4.5. CORREÇÃO A ROTAÇÃO POSTERIOR DA PELVE....................................12 
 4.6. TRATO ILIOTIBIAL.........................................................................................12 
 4.7. PSOAS.................................................................................................................13 
 5. REFERÊNCIAS.....................................................................................................14 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.A TÉCNICA DE ENERGIA MUSCULAR 
 
 Descrita em 1948, pelo osteopata Fred Mitchell, a energia muscular trata-se de um recurso 
terapêutico manual que utiliza de contrações ativas e voluntárias realizadas pelo paciente com 
o intuito de relaxar, alongar. Fortalecer, promover analgesia e normalizar o movimento. 
 A técnica de energia muscular a parte da ideia de que se uma articulação não for utilizada 
em toda sua amplitude de movimento sua função diminuirá, propiciando o risco de tensões e 
lesões naquela região. 
 Sendo assim, essa técnica se trata de uma abordagem direta e ativa, ou seja, necessita 
de uma barreira restritiva (resistência) e participação do paciente para um efeito máximo. 
 Associada a inibição autogênica, a energia muscular acontece com a ativação muscular 
por meio de contrações isométricas, proporcionando melhor na flexibilidade e tolerância ao 
alongamento 
 A execução da técnica segue os seguintes passos: 
 1. Posicionar o segmento ou articulação, e então o grupo muscular; 
 2. Orientar o paciente ao movimento que deve ser realizado, a intensidade e a duração da 
contração, lembrando-se sempre da utilização de um comando verbal adequado; 
 3. Realizar a força dentro do objetivo proposto pelo fisioterapeuta, respeitando a ADM 
proposta; 
 4. Realizar a resistência contra a contração do paciente, respeitando a ADM proposta; 
 5. Cessar as contrações e resistências; 
 6. Realizar o passo 1 e 5 várias vezes, com aumento progressivo da ADM, pausa de 6 seg. 
 
2. INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES 
 
 Entre as indicações para a aplicação das técnicas de energia muscular, estão inclusas, 
encurtamento muscular, lombalgia, desequilíbrio pélvico, edema, limitação na amplitude de 
movimento, disfunção somática, disfunção respiratória, cefaleia cervicogênica,escoliose, 
ciatalgia e rigidez crônica 
 É aplicável em quase todas as articulações do corpo, sendo um método de prevenção a lesões 
 No entanto, passa a ser contraindicada a pacientes portadores de osteoporose grave, fraturas 
recentes, infecções agudas, feridas abertas, cânceres ou lesão por avulsão. 
 
 
 3. ENERGIA MUSCULAR APLICADA A MMSS E COLUNA VERTEBRAL 
 
Recomendada para áreas de hipomobilidade a técnica de energia muscular pode ser aplicada a 
coluna e membros superiores para reduzir a rigidez e aumentar a mobilidade, aliviando 
possíveis respostas inflamatórias, além de atuar nos espasmos musculares e tratamento de dores. 
 Antes da aplicação da técnica há condutas que o fisioterapeuta deve realizar são elas: 
 - Avaliar o problema; 
 - Colocar a articulação em uma posição específica; 
 - Solicitar ao paciente contração ativa e precisa; 
 - Exercer resistência adequada. 
 Condutas que vão auxiliar o fisioterapeuta a evitar erros que possam interferir no resultado 
do tratamento. 
 
3.1. HIPOMOBILIDADE DE COSTELAS ANTERIOR OU SUPERIOR 
 
 
 
 Para o tratamento de costelas que tenham se fixado em posterior, o paciente é posicionado 
em sedestação, enquanto o fisioterapeuta posiciona uma mão lateralmente ao ângulo da costela, 
fazendo resistência em adução horizontal. 
 A correção de uma costela que se fixou em anterior, o paciente será novamente colocado 
em sedestação e o fisioterapeuta irá se posicionar em pé ao lado não envolvido, estabilizando o 
ângulo da costela irá realizar resistência em abdução horizontal. 
 Manter a contração e força entre 3 a5 segundos, repetindo entre 3 a 5 vezes 
 
 
 
 
3.2 DISFUNÇÕES CRÂNIO-CERVICAIS 
 
 A energia muscular na coluna cervical é indicada para o tratamento de dor, compressões 
isquêmicas e redução da amplitude de movimento 
 Nas disfunções crânio-cervicais a técnica pode ser usada com o intuito de aumentar 
flexão e rotação da articulação. 
 Deve-se atentar à execução para que não ocorra a oclusão da artéria vertebral, podendo 
levar o paciente a sensação ou até mesmo um desmaio. 
 Para estimular a flexão, o paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, o 
fisioterapeuta estabiliza o osso occipital e a testa, solicita-se ao paciente que olhe suavemente 
para cima enquanto é exercida uma resistência no occipital. 
 
 
 Para aumentar a rotação crânio-cervical, o paciente será colocado em decúbito dorsal e o 
fisioterapeuta posicionará as mãos sobre as faces laterais da cabeça, levando-a em direção a 
rotação com uma leve flexão, ao fim da ADM, solicita-se que o paciente olhe para o lado oposto, 
então o fisioterapeuta aplicará resistência. 
 
 
 
 
 
3.3 TRAPÉZIO SUPERIOR E INFERIOR 
 
 O trapézio por ser um músculo que gera grandes tensões, como a sustentação do ombro 
contra a gravidade, e ser estabilizador da escápula, geralmente encontra-se tensionado e repleto 
de pontos gatilhos, o seu relaxamento pode ser realizado com a técnica de energia muscular. 
Onde o paciente será posicionado em decúbito dorsal o fisioterapeuta irá realizar o estiramento 
do músculo, aplicando uma flexão lateral a cervical e pressão caudal no ombro, chegando a 
máxima ADM, solicita-se que o paciente resista ao movimento. 
 
 
3.4. COLUNA LOMBAR 
 
 Indicada para o alívio de lombalgias crônicas e desvios posturais. O exercício de energia 
muscular para coluna lombar é realizado com o paciente em decúbito lateral com quadris e 
joelhos fletidos a 90°, fisioterapeuta estabiliza a lombar e eleva os membros inferiores, 
realizando uma flexão lateral da coluna, solicita-se ao paciente que resista ao movimento 
levando as pernas para baixo. 
 Esse exercício é indicado para estimular o músculo quadrado lombar (flexor lateral da 
coluna lombar). 
 
 
 
 
 
3.5. COMPLEXO DO OMBRO 
 
 Os exercícios de energia muscular para o complexo do ombro são empregados para o 
tratamento de disfunções somáticas e de falhas posicionais. Sendo assim, seu objetivoé 
melhorar a função muscular e controle articular. Os principais músculos a serem trabalhados 
são os escapulotorácicos, romboides, trapézio e serrátil anterior. Sendo assim, os exercícios irão 
auxiliar nos casos de capsulite adesiva e diminuição da ADM. 
 A execução acontece com o paciente em decúbito dorsal, o fisioterapeuta posiciona as mãos 
sobre o ombro e o occipital, aplicando uma pressão caudal no ombro e flexão com rotação 
contralateral da cervical o paciente deve resistir em sentindo contrário ao movimento. 
 
 
 Outra manobra utilizada no complexo do ombro é da musculatura abdutora, onde o 
paciente em decúbito dorsal realiza uma abdução horizontal enquanto o fisioterapeuta estabiliza 
a escápula e aplica resistência em adução horizontal. Método muito utilizado na área da 
fisioterapia desportiva. 
 
 Para o fortalecimento e aumento da amplitude de movimento dos rotadores externos do 
ombro, o paciente deve estar em decúbito dorsal com o ombro abduzido e cotovelo fletido a 
90°, o fisioterapeuta realiza rotação interna, enquanto o paciente deve resistir ao movimento. 
 
 
3.6 COTOVELO 
 
 No cotovelo pode-se aplicar o mesmo procedimento para os flexores, extensores, supinadores 
e pronadores. Para isso, o paciente deve estar em posição de relaxamento, solicita-se que realize 
uma contração seguida de relaxamento, e com isso a amplitude de movimento é aumentada. 
 
 
3.7. PUNHOS E DEDOS 
 
 Para punhos e dedos utilizamos exercícios que irão trabalhar tanto os músculos flexores quanto 
os extensores, grupos importantíssimos para a atividade de vida diária do paciente. 
 
 
 
 
 
4. ENERGIA MUSCULAR APLICADA A MEMBROS INFERIORES 
 
 Com o intuito de promover relaxamento, e tratamento a musculaturas encurtadas a técnica 
de energia muscular vem para auxiliar no melhoramento da função dos membros inferiores, 
proporcionando assim, boa amplitude de movimento, analgesia, flexibilidade e prevenção de 
lesões. 
4.1. ISQUIOTIBIAIS 
 
 É comum a aplicação de energia muscular nos isquitiotibais com a finalidade de aumentar 
sua flexibilidade. A execução do exercício consiste em posicionar o paciente em decúbito 
dorsal. O fisioterapeuta executa uma elevação do membro inferior com o joelho estendido e 
solicita ao paciente resistir ao movimento. 
 Outro posicionamento que pode ser empregado é com o paciente também em decúbito dorsal 
segurando a perna de modo que os isquiotibiais tenham sua tensão reduzida. 
 
 
4.2. GANHO DA EXTENSÃO DE JOELHO 
 
 A rotação da tíbia sob o fêmur é um dos motivos de redução da amplitude de movimento da 
extensão do joelho. A manobra de energia muscular que pode auxiliar nesta situação é 
posicionar o paciente sentado com as tíbias suspensas, o fisioterapeuta posiciona a perna do 
paciente em rotação lateral até o limite e solicita-se a resistência do paciente ao movimento de 
rotação medial. 
 
 
4.3. CORREAÇÃO A ROTAÇÃO LATERAL DO OSSO ÍLIACO 
 
 Com o paciente em decúbito dorsal, o paciente realiza abdução máximo com flexão do 
joelho de maneira que a face externa do tornozelo seja colocada sobre a coxa. O fisioterapeuta 
estabiliza a pelve e ao chegar ao limite de movimento, solicita resistência ao movimento de 
abdução, alongando assim os adutores. 
 
 Esse exercício pode ser executado em decúbito ventral, com os membros estendidos o 
fisioterapeuta realiza o alongamento levando a perna para abdução e solicita resistência ao 
movimento, gerando contração isométrica 
 
 
4.4 CORREÇÃO DE ROTAÇÃO ANTERIOR DA PELVE (GLÚTEO MÁXIMO) 
 Utilizada para corrigir uma pelve rodada anteriormente, o paciente deve estar em decúbito 
dorsal enquanto o fisioterapeuta flexiona o quadril até o ponto restrição ou queixa de dor, em 
seguida o paciente deve resistir realizando uma força de contração isométrica para extensão do 
quadril. 
 
 
4.5. CORREÇÃO DE ROTAÇÃO POSTERIOR DA PELVE (RETO FEMORAL) 
 Para a correção da rotação posterior da pelve realizamos técnica de energia muscular no 
reto femoral. Paciente em decúbito ventral, fisioterapeuta realiza uma extensão de quadril até a 
amplitude máxima do paciente, orientando que aplique somente força necessária para impedir 
que o movimento aconteça 
 
 
4.6. TRATO ILIOTIBIAL 
 Utilizada para procedimentos de flexibilidade a técnica do trato tibial é executada da 
seguinte maneira. 
 Será necessária uma contração isométrica do tensor da fáscia lata e do trato iliotibial de 
forma que mova a perna para o lado oposto contra resistência no movimento de adução. 
 
 
4.7. PSOAS 
 
 A energia muscular dos psoas envolve o esforço do paciente em flexionar o quadril contra 
resistência, podendo ser executada de duas formas, sendo com ou sem o auxílio do paciente 
 
 Essa modalidade é indicada para dores miofasciais, pontos gatilhos e pós-cirúrgico de 
quadril e joelho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. REFERÊNCIAS 
 
1. Curso de energia muscular. Disponível em: 
<https://www.institutoterapiamanual.com.br/produto/curso-de-energia-muscular/>. 
Acesso em: 5 out. 2023. 
 
2. PRO THERAPIE. TÉCNICAS DE ENERGIA MUSCULAR. Disponível em: 
<https://www.institutoprotherapie.com.br/post/t%C3%A9cnicas-de-energia-
muscular>. Acesso em: 5 out. 2023. 
 
3. Técnica de Energia Muscular (MET): Definição, Usos e Tratamento. Disponível 
em: <https://advancedsofttissuerelease.com/pt/musculo-energia-tecnica-met-definicao-
usa-tratamento-2/>. Acesso em: 5 out. 2023. 
 
4. Cinesioterapia Aplicada. [s.l: s.n.]. Disponível em: <http://cm-kls-
content.s3.amazonaws.com/201801/INTERATIVAS_2_0/CINESIOTERAPIA_APLI
CADA/U1/LIVRO_UNICO.pdf>. Acesso em: 5 out. 2023. 
 
 
 
 
 
 
	1.A TÉCNICA DE ENERGIA MUSCULAR
	2. INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES
	3. ENERGIA MUSCULAR APLICADA A MMSS E COLUNA VERTEBRAL
	Recomendada para áreas de hipomobilidade a técnica de energia muscular pode ser aplicada a coluna e membros superiores para reduzir a rigidez e aumentar a mobilidade, aliviando possíveis respostas inflamatórias, além de atuar nos espasmos musculares e...
	Antes da aplicação da técnica há condutas que o fisioterapeuta deve realizar são elas:
	3.1. HIPOMOBILIDADE DE COSTELAS ANTERIOR OU SUPERIOR
	3.2 DISFUNÇÕES CRÂNIO-CERVICAIS
	3.3 TRAPÉZIO SUPERIOR E INFERIOR
	3.4. COLUNA LOMBAR
	3.5. COMPLEXO DO OMBRO
	3.6 COTOVELO
	3.7. PUNHOS E DEDOS
	4. ENERGIA MUSCULAR APLICADA A MEMBROS INFERIORES
	4.1. ISQUIOTIBIAIS
	4.2. GANHO DA EXTENSÃO DE JOELHO
	4.7. PSOAS
	5. REFERÊNCIAS

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