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OPTOMAPAS Optometria ilustrada e simplificada Por Cecília Medeiros OPTOMAPAS Optometria ilustrada e simplificada ANATOMIA DO OLHO ESCLERA RETINA PONTO CEGO CORÓIDE FÓVEA NERVO ÓPTICO HUMOR VÍTRIOLIGAMENTOS CRISTALINO PUPILA CÓRNEA CORPO CILIAR Componente branco do olho Localizado na parte externa do globo ocular Tecido fibroso que reveste o globo Ajuda a manter a forma, tônus e o volume ocular Envolve internamente o globo O. Composta por células sensíveis a luz (fotorreceptores) Tecido localizado entre a esclera e a retina Principal estrutura que compõem a úvea; Toda entrecortada por vasos sanguíneo Envolve internamente o globo Ocular. Localizada no centro da mácula Possui células sensíveis a luz, que permite visão central detalhada. Transmite impulsos ao cérebro, onde as informações são interpretadas. Revestimento interno sensível à luz na parte de trás do olho Conhecido como escotoma não contém receptores de luz Substância gelatinosa(amorfa semilíquida) Responsável por manter o formato esférico do olho Incolor e preenche um terço do olho Volume médio de 4ml em cada olho Responsável por suspender o cristalino do corpo ciliar Gelatinosa e elastica Principal função regular o foco dos objetos Permite que a luz entre no olho. Contrai e dilata de acordo com a luz Transparente Composta por 5 camadas: epitélio, camada de Bowman, estroma, membrana de Descemet e o endotélio. Refrata ou curva a luz Formado por músculo ciliares resposável pela contração do cristalino. Função: produção do humor aquoso e secreta ácido hialurônico. Miopia A imagem se forma antes da retina Hipermetropia Astigmatismo Presbiopia Ambliopia Ametropias Defeitos da Visão Dificuldade de enxergar para longe Achatamento do globo ocular (alongamento no eixo óptico) Dificuldade de enxergar objetos próximos Correção com lentes divergentes Defeito no globo ocular (encurtamento). A imagem se forma depois da retina Corrigida com lentes convergentes Defeito na córnea, raios de curvatura irregulares Imagem borrada Correção: lentes cilíndricas Envelhecimento do cristalino, perde a elasticidade Perda da capacidade de acomodação visual. "Vista cansada" Correção feita com lentes convergentes "Olho preguiçoso" Quando a acuidade visual é menor relativamente à de um olho normal Quando o olho e o cérebro não estão a “funcionar” de uma forma correta ou em “sintonia”. Anisometropia Antimetropia"Desigualdade de refracção nos dois olhos. "Alterações anatômicas ou funcionais dos olhos Forma de anisometropia. Um olho é míope e o outro hipermetrope NERVOS CRANIANOS É um nervo aferente - sensitivo e transmite impulsos relacionados ao olfato. Nervo motor relacionado aos movimentos dos olhos. Músculos reto superior, medial e inferior, oblíquo inferior e levantador das pálpebras. Esse nervo é o menor dos nervos cranianos, inerva o músculo oblíquo superior dos olhos. Nervo do tipo motor responsável por informações relacionadas com os movimentos laterais do olho, como também ajustamento do foco e de luz. Nervo sensitivo e está relacionado com o equilíbrio corporal e audição. Nervo motor responsável pelos movimentos dos músculos da língua, faringe e laringe. Nervo motor que envia mensagens aos músculos acessórios. Nervo sensitivo. Suas fibras estão relacionadas com os impulsos nervosos visual. Nervo misto, fibras motoras estão relacionadas com os músculos da mastigação, sensitivo enviam sinais para a face. Nervo misto. fibras motoras está relacionadas com impulsos para expressão facial, e liberação de lágrimas e saliva. Sensitivo relacionado com a gustação. Nervo misto. sensitivo: responsável pelos impulsos da faringe, tonsilas, língua e gustação. Motor, responsável por levar impulsos ás glândulas salivares. nervo misto Excesso de ACC Inflexibilidade de ACC Insuficiência de ACC Acomodação Dificuldade para estimular o foco na visão de perto. Reservas fusionais positivas se encontram baixas e o ponto próximo tende-se a afastar Paciente apresenta astenopia, dores de cabeça, dificuldade para manter a leitura em visão próxima e lacrimejamento. Relacionado aos maus hábitos de trabalho com visão de perto Visão borrada, cefaleia posterior, fotofobia, diplopia e falta de concentração Sinais: hipermetropia, lacrimejamento, miose, acomodação elevada e pode apresentar endoforia Dificuldade de realizar modificações em focar para perto e longe com rapidez e de forma alternante Amplitude normal, porem a velocidade para fazer os enfoques seja de longe para perto ou vice e versa se encontra diminuído Sintomas: cefaleias, visão borrada, cansaço, e problemas no enfoque. Sinais: hipermetropia, lacrimejamento e falta de concentração HABILIDADES VISUAIS MEMÓRIA VISUAL CONTROLE DOS MOVIMENTOS OCULARES MOVIMENTOS SACÁDICOS COORDENAÇÃO BINOCULAR Capacidade de lembrar informações como palavras ou imagens que foram vistas no passado. Capacidade de movimentação de ambos os olhos de forma simultânea, focar em uma imagem ou um percuso. São movimentos rápidos e simultâneos dos dois olhos entre dois ou mais pontos de foco. Esssencial para ler. Capacidade dos dois olhos de trabalharem juntos com precisão, ao mesmo tempo, como uma equipe. FLEXIBILIDADE ACOMODATIVA Capacidade do olho de mudar continuamente seu foco entre objetos próximos e distantes. CONVERGÊNCIA Capacidade dos dois olhos trabalharem juntos como uma equipe, de se voltarem para o nariz e se concentrarem em um livro ou tela de computador. Essencial para o processo acadêmico. RESISTÊNCIA ACOMODATIVA Capacidade dos olhos de manter o foco para leitura e outras tarefas de visão de perto por longos períodos de tempo. SEGMENTOS São movimentos suaves dos dois olhos entre dois pontos de foco. Necessários para mover-se entre parágrafos em uma página ou até olhar para o professor e depois voltar a anotar. HABILIDADES VISUAIS PERCEPÇÃO VISUAL PENSAMENTO VISUAL PERCEPÇÃO DE CORES PERCEPÇÃO DE PROFUNDIDADE É a consciência do ambiente e do que está acontecendo ao seu redor no seu campo visual. Esta habilidade mede sua largura total da visão. Conhecido como aprendizagem visual/espacial ou pensamento de imagem, é a capacidade de pensar e analisar o que você viu. Capacidade de discriminar entre as cores. Essa habilidade é importante para a interpretação precisa de materiais codificados por cores (como tabelas e gráficos). Capacidade de discernir se os objetos estão mais próximos ou mais distantes, um em relação ao outro. VISÃO PERIFÉRICA (visão lateral) Capacidade de ver objetos ao nosso redor sem ter que virar a cabeça. VISUAL-MOTOR BRUTO Capacidade de se mover pelo espaço usando suas informações visuais para guia-lo evitando que você esbarre nas coisas. Esta habilidade é essencial para pratica de esportes. INTEGRAÇÃO VISUAL Capacidade de combinar a visão com os outros sentidos, para realizar tarefas complexas, tais como: copiar, ler enquanto caminha em uma trave de equilíbrio e enfiar uma agulha... VISUAL-MOTOR FINO Capacidade de se envolver em atividades de perto com precisão usando suas informações visuais (ler, escrever, costurar, enviar mensagens de texto). ACUIDADE VISUAL CENTRAL Capacidade de ver com clareza e precisão. Essa habilidade é medida com o termo visão 20/20. As informações visuais podem ser verbalmente codificadas ou o input verbal pode ser recodificado para a imagem visual. Memória visual a curto prazo (MVCP) Habilidade para reter uma pequena quantidade de informação visual (letras, formatos, cores, etc), durante um período curto de tempo. Memória visual As informações serão processadas primeiro na memória de curto prazo ou memória de trabalho, sendo esta de duração e capacidade limitada. Para que ela seja processada, é necessário que seja repetida (ensaio de menutenção) para ser então repassada para armazenagem na memória de longo prazo. Cada individuo codifica de maneira diferente as informações captadas e armazenadas por meio da memória visual ou verbal de curto prazo. É a parte de uma grande áreaconhecida como habilidade perceptivas visuais. Capacidade de recordar a informação visual que foi vista, sendo um fator crítico para leitura e escrita. Exerce uma função ativa em nossas vidas cotidianas. Dificuldades apresentadas: copiar letras, retirar palavras e frases de um quadro, escrita lenta, dificuldade para formar e misturar letras ou palavras dentro de frases. CONTROLE DOS MOVIMENTOS OCULARES Extrínsecos ou extraoculares: controlam o movimento e a posição dos olhos (voluntários). Intrínsecos: controla o foco próximo e a quantidade de luz que entra no olho (involuntários). Extraoculares controla movimento da palpebras superior e o alinhamento dos olhos. 4 músculos retos e 2 músculos oblíquos. Todos os 6 músculos são controlados por: nervo oculomotor nervo troclear nervo abducente Os músculos extrínsecos dos olhos garantem o posicionamento da imagem na região de maior precisão sensorial (fóvea). O campo ocular frontal (COF) e o culículo superior (CS) estão envolvidos na produção de sacadas, enquanto se admite que o campo ocular posterior (COP) seja importante na produção de movimentos de perseguição. Músculos: Obliquo supeiror Reto superior reto lateral Reto medial Reto inferior Obliquo inferior São controlados pelo nosso córtex cerebral e pelo colículo superior do nosso cérebro. Esses movimentos ocorrem a partir da sua associação com o controle. MOVIMENTOS sacádicos Tipos de movimento sacádicos: Antissacádicos - quando movemos o olho para o lugar oposto ao de onde está o estímulo. Preditivos - nos ajudam a seguir trajetória e predizer o comportamento daquilo que observamos. Visualmente guiados - quando precisamos captar o que está sendo visto após o aparecimento de um estímulo em nosso campo visual. Relacionados á memória - quando movemos nossos olhos em direção a algum ponto que temos em nossa memória. Movimentos dos olhos e o deslocamento super rápido, brusco e preciso que todo o conjunto ocular realiza para que o cérebro possa absorver as informações durante a leitura (leitura eficiente, concentração, compreensão e retenção). Podem ser: voluntários, involuntários e induzidos. São eles que favorecem o rápido deslocamento da fixação de um ponto a outro em nosso campo visual São capazes de mapear os ambientes em que estamos, pois facilitam a captura das imagens que vemos movendo rapidamente o nosso olhar. Movimentos voluntários: prossacádios - ajuda-nos a dirigir o nosso olhar para um novo estímulo. antissacádicos - certifica que possamos afastar o olhar. Movimento involutários: reflexo de orientação; ocorre quando surge repentinamente um estímulo que está fora da periferia do campo visual ou quando há um estímulo novo. COORDENAÇÃO BINOCULAR Binocularidade: capacidade de aprender estímulos visuais com os dois olhos. Capacidade dos dois olhos trabalharem juntos com precisão, ao mesmo tempo, como uma equipe. Se um olho for mais fraco que o outro a criança pode desenvolver um olho preguiçoso. Os movimentos de ambos os olhos pode ser conjugados (movimentos dos dois olhos na mesma direção e velocidade) ou disjuntivo ou vergência (convergência e divergência). Funções binoculares: Relação AC/A Reservas de fusão Acomodação Convergências relativas Ponto próximo de acomodação Estereopsia Percepção simultânea Importante para a leitura produtiva e prazerosa. É um processo complexo que envolve a coordenação precisa dos músculos oculares e o processamento de informações visuais pelo cérebro. Cada olho está posicionado ligeiramente à frente e em um ângulo ligeiramente diferente, o que permite que cada olho capture uma imagem ligeiramente diferente do mesmo objeto. Ponto próximo de convergência é o ponto mais próximo onde o paciente pode manter a fixação de um objeto fundido sem ver o dobro. PPC CONVERGÊNCIA convergência relativa Capacidade de mover os eixos visuais em adução para manter a fixação bifoveal e é medida em dioptria prísmatica. Único movimento ocular que os humanos fazem sob controle consciente. É estimulado por acomodação, fixação e estimulação díspar. A rotação necessária para a convergência não é feita a partir do ápice da córnea, mas sim, a partir do centro de rotação do olho. Vários autores propoem que a distância ao objeto seja utilizada para medir a convergência, somando a distância ao centro de rotação do olho, que pode estar localizado cerca de 14m� atrás do ápice da córnea. 27m� podem ser adicionado á distância do estímulo para obter a medida de convergência mais relativa É chamada de quantidade de convergência que pode ser acionada sem alterar a acomodação. Convergência relativa positiva Quantidade de convergência relativa que pode ser acionada enquanto se mantém o plano de acomodação, avaliada estimulando a convergência com prismas baseados no tempo. Convergência relativa negativa Quantidade de convergência que um sujeito consegue relaxar (divergência) sem variar o plano de acomodação. É avaliado através da colocação de prismas de base nasal. Levar em consideração a DIP do sujeito COMPONENTES DA CONVERGÊNCIA Convergência tônica Devido ao tónus muscular responsável pela movimentação dos eixos visuais da posição anatômica de repouso, divergente para posição do olhar quando não há estímulo de fusão (posição de repouso fisiológico ou posição de foria). Convergência fusional ou reflexa Conpensa qualquer excesso ou defeito na convergência tónica, disparidade retiniana como estímulo. Evita que o sujeito tenha visão dupla, colocando-se em ação para conseguir a fixação tanto com fóveas quanto com fusão. Convergência proximal ou voluntária É devido ao conhecimento do sujeito de que um objeto está localizado a uma distância próxima. Também tem sido chamada de convergência de proximidade voluntária, psiquica ou consciente. Convergência acomodativa Acomodação “arrastada” pela associação de movimentos ou sincesia. Acomodativa-convergente, seu valor determina o valor da foria na visão de perto, de modo que uma pessoa que é ortofórica na visão de longe com adequada convergência acomodativa também será ortofórica na visão de perto. Do ponto de vista clínico, apenas a convergência acomodativa e fusional pode ser medida. Vergência fusional positiva (convergência) Vergência fusional negativa (divergência) Pode ser medida mono ou binocular.Capacidade do olho de mudar continuamente seu foco entre objetos próximos e distantes. Refere-se ao poder de estrutura ocular de fazer mudanças rápidas, repetidas e normais durante a acomodação. (FA) Flexibilidade acomodativa O teste FA avalia a habilidade do olho em alterar com rapidez e precisão a acomodação e, para além de ser útil para o diagnostico de problemas acomodativos e binoculares permite avaliar o desconforto visual, uma vez que uma melhoria na FA e sintomatologia. Monocular: mede a capacidade do sistema ocular de mudar alternamente o foco de uma distância longe para próxima. Binocular: mede a flexibilidade da acomodação, mantendo uma vergência equilibrada. Consiste em colocar lentes +2,ooD/-2,00D (se estiver a avaliar a flexibilidade VP) ou -2,00D/0D (se estiver a avaliar flexibilidade em VL), á frente do olho e contabilizar os ciclos que o paciente consegue fazer em um mimuto. Habilidade do olho de relaxar e acomodar Disfunção acomodativa: Probelmas de focagem ocular. Resistência Acomodativa Capacidade dos olhos de manter o foco para leitura e outras tarefas de visão de perto por longos períodos de tempo. Fadiga acomodativa - cansaço visual na leitura por pouco tempo. Essa habilidade é necessária para realizar as tarefas escolares e para usar um computador, tablet ou celular durante muitas horas seguidas. Os sintomas da DA são: desconforto visual, olhos vermelhos ou doloridos, visão momentanea desfocada ao longe ou perto; dificuldade na transição longe-perto; dores de cabeça. Diculdade em manter a tenção visual ao realizar tarefas próximas, o que pode resultar na evasão a essas tarefas que produzem stress visual; sensibilidade á luz ou tonturas; fadiga rápidaao realizar tarefas próximas como leitura ou escrita. Fatores ambientais: A percepção começa quando um estímulo é gerado pelo ambiente. PERCEPÇAÕ VISUAL Habilidade que serve para identificar, classificar, organizar, armazenar e lembrar a informação apresentada visualmente. Fatores que influenciam a percepção visual: Dispositivos de exibição da imagem Fatores individuais: Iluminação do fundo Idade Adaptação à intensidade de luz Percepção de cor Visão esterioscópica Interação com outros sentidos Formação da lente Estado emocional Experiência Habilidade de detectar e interpretar a luz que atinge os objetos. Compreende: Percepção de formas Percepção espaciais Percepção de cores Percepção de intensidade luminiosa Percepção de movimentos É atraves da percepção visual que damos significado ao que vemos É no córtex visual que é a parte do cérebro que gera a percepção É o produto final da visão consistindo na habilidade de detectar a luz e interpretar as consequências do estímulos luminoso, do ponto de vista estético e lógico. INTEGRAÇÃO VISUAL A maioria dos estudos fala sobre a integração visomotora: Habilidade harmoniosa entre olhos e as mãos. Envolve a percepção visual e a coordenação olho- mão. Tradução da percepção visual em função motora. É a integração visual com todo sistema do corpo. União da visão com outras atividades que o corpo executa. Capacidade de combinar a visão com outros sentidos, para realizar tarefas complexas (copiar, ler enquanto caminha em uma trave de equilíbrio, enfiar uma agulha, amarrar cardaçõs, etc. PENSAMENTO VISUAL Nosso cérebro: Lado esquerdo é lógico e o direito emoção. Quando usamos imagens o cérebro absorve 6x mais. Possibilita a aprendizagem emocional. 80% dos nossos neurônios estão envolvidos com o sentido visão 65% das pessoas aprendem com imagens É a capacidade de pensar e analisar o que ver. Conhecida como aprendizagem visual/espacial ou pensamento de imagem Pensar visualmente, exercitar esse tipo de pensamento apresenta- se como um recurso cognitivo para sermos mais criativos de modo produtivo na visa profissional. Pensar com os olhos. Uma ferramenta para comunicar e organizar ideias. Objetivo> fazer com que o complexo se torne compreensível. Ajuda a desenvolver habilidade como escuta ativa, poder de síntese e associar metáforas. Um bom pensamento visual usa a relação espacial entre os objetos para armazenar informações. Acuidade visual POR DEFINIÇÃO: (V) é a medida do inverso do ângulo visual (A) com que a pessoa discrimina partes de um objeto. Grau de aptidão do olho para identificar detalhes espaciais. Capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos. Medida com optotipos. Visão normal: distância 5 metros ler as menores letras 20/20. É a medida do menor ângulo formado pelo detalhe de um objeto a uma determinada distância. COMO É REALIZADO: Ex> acuidade visual 20/100 Significa que vê 20 metros aquilo que um objeto normal pode ver a 100 metros. Sentado á distância de 5 a 6 metros da projeção da tabela de Snellen; Cobrir um dos olhos (monocular); Ler em voz alta as letras que enxerga com o olho; Repetir o processo no outro olho. VISÃO PERIFÉRICAEssencial para percepção de profundidade. É aquela que ocorre no canto do olho, permitindo a visualização de objetos que estão fora do campo visual central sem que seja necessário virar a cabeça ou mover os olhos. Auxilia em movimentos básicos do dia a dia, por exemplo, quando estamos dirigindo. A visualização de objetos pelo canto do olho garante a percepção visual de movimentos, o que nos ajuda a ter uma melhor noção espacial.Chama-se também (campo) de campemetria visão lateral Capta imagens gerais e detecta movimentos É importante para garantir a atenção e a segurança no trânsito ou durante a prática de atividades esportivas. A visão periférica se mostra mais efetiva em ambientes pouco iluminados. A visão se forma na periferia da retina fora da mácula. Percebe movimentos, objetos, sobretudo a noite, porém sem tanta nitidez ou foco. Pouco rica em detalhes. Pode ser treinada e aprimorada. Cones mais central, bastonetes mais laterais. PPeerrcceeppççããoo ddee ccoorreess Saturação: especifica a pureza em termos de mistura de branco. Modelos: Teoria Tricomática Teoria de processos dual Teoria de processos oponentes Médio: 78% Curtos: 2% Capacidade de discriminar entre as cores. Essa habilidade é importante para a interpretação precisa de materiais codificados por cores, como tabelas e gráficos. Propriedade que permite distinguir objetos com base na cor é a frequência (ou comprimento de onda) da onda eletromagnética. A cor de um objeto é determinado pela composição da luz por ele refletida. Os cones são responsáveis pela visão de cores. Os cones são capazes de diferenciar as ondas eletromagnéticas com base na sua frequência. As propriedades das cores que são distinguíveis pelo olho humano são: Matiz (HUE): a cor que vemos (vermelho, azul, etc) Brilho: especifico a componente acromático que é a quantidade de luz emitada ou refletida. Espectro magnético visível está no intervalo entre 400nm até 700nm. Três tipos de Cones: Longos: 20% mais sensíveis a luz de menor frequência (cones vermelhos) Verde e azul: ondas frequencias maiores PISTAS PARA PERCEPÇÃO DE PROFUNDIDADE Tamanho reativo Tamanho família Perceptivo linear Textura Interpretação Claridade PERCEPÇÃO DE PROFUNDIDADE Capacidade de discernir se os objetos estão mais próximos ou mais distantes, um em relação ao outro. Visão tridimensional, percepção em quatro dimensões. Estereopsia: percepção de profundidade produzida pela disparidade retiniana. A estereopsia nos auxilia em habilidades como pegar objetos e se locomover. Essa habilidade é importante para o desempenho acadêmico e atlético. A habilidade de perceber objetos tridimensionalmente se deve principalmente á disparidade binocular, ou seja, á diferença entre as imagens recebidas por cada olho. A retina registra imagens em duas dimensões (esquerda- direita e em cima-em-baixo), mas são percepcionadas a três dimensões. A visão 3D se forma a partir da fusão das imagens captadas separadamente por cada um dos olhos. Se um dos olhos estiver desalinhados, a percepção da profundidade não é tão precisa. Monocular Binocular Mecanismo de distorção da percepção: Componentes ópticos da retina e componentes cognitivos. Disparidade retiniana ConvergênciaDeclínio angular PictoriasAcomodaçãoParalaxe de movimentos Sombra e luz VISUAL MOTOR BRUTO Capacidade de coordenar a visão com os movimentos do corpo. Capacidade de se mover pelo espaço usando suas informações visuais para guiá-las evitando que esbarre nas coisas. Realizar funções cotidianas: Ficar de pé Andar Correr Sentar-se direito Jogar, pegar e chutar bola. Essa habilidade é essencial para praticar esportes. Habilidades motora brutas são aquelas que requerem movimentos corporais completo e que envolvem os músculos grandes (estabilizadores do núcleo). Envolve a percepção visual e coordenação olho-movimento. VISUAL MOTOR FINO Exemplo de atividade que usa essa habilidade Costurar Escrever Enviar mensagens de texto Manipular tesoura, lápis, talheres. Capacidade de usar a mão e os dedos de forma precisa, visualizado o que está fazendo. Realizar movimentos intencionais com músculos menores do corpo do qual a visão precisa acompanhar. Envolve a percepção visual e a coordenação olho-mão. Capacidade de se envolver em atividades de perto com precisão usando suas informações visuais. Na terapia visual com criança essa habilidade é bastante utilizada. Para realização dos movimentos finos, o sistema nervoso e motores precisam de muitas funções para organizar seus movimento. ANAMNESE OPTOMÉTRICA Entrevista realizada para obter informações sobre o histórico do paciente. sintomatologia Dados pessoais Nome completo Data de nascimento Endereço Profissão Motivo da consulta Anotar tudoque paciente relatar de acordo com vocabulário do mesmo. Oculares Sistémicos Farmacológicos cirúrgicos Traumáticos Doença atual: nome científico dos sintomas Antiguidade da doença: tempo que sente o sintoma Antecedentes familiares Se algum parente próximo sofre de alguma patologia, diabetes, hipertensão. Antecedentes pessoais Sinais, manifestação objetiva da doença, física ou química. Sintomas, o que o paciente reporta (narra) que está sentindo. Adicionais: Como está o sono? Como é a alimentação? Quantidade de água que ingere no dia? Hobbies/rotina Tempo e frequência LENSOMETRIA Lensometro Arte de medir o poder dióptrico de uma lente utilizando o lensometro. Aparelho que serve para medir o poder dióptrico de uma lente Partes do lensometro: Ocular: parte onde se colocar o olho para enxergar o interno. Tambor mostrador de eixo: botão giratório que deixa a imagens mais nítida. Tambor dioptrias: botão giratório a ser girado durante a leitura das dioptrias esféricas e cilíndricas. Tambor eixo: botão giratório, para leitura do eixo da dioptria cilíndrica Garfo de sustentação: suporte que segura a lente. Ajuste do garfo: Alavanca que permite subir e descer o garfo de sustentação. Suporte de mira: suporte que possui uma abertura que será a mira. Mira: Abertura que permite visualizar a leitura das dioptrias. Marcador de centro: suporte com três ponteiras para marcar o centro óptico. Em leituras de lentes multifocais progressivas a mira dever ter as seguintes posições Dioptria de longe Prisma de equilíbrio Dioptria de perto Remarcação de lentes multifocais Olho Preferencial Olho dominante de uma pessoa é aquele que fornece um grau ligeiramente maior(na maioria dos casos). É usado para descrever a condição visual normal em que os dois olhos funcionam bem como uma equipe e têm uma acuidade visual relativamente igual. Olho principal ou olho preferido. O teste do olhar preferencial é um método utilizado para quantificar a acuidade visual independente da informação verbal do paciente. OD x OE VERSÕES ( ) movimentos normais (+) musculo segurado (-) musculo menor força MOTILIDADE OCULAR HISHERBERG Centrado ou Descentrado Nasal ou Temporal Superior ou Inferior KAPPA DUÇÕES (0) centrado (-) temporal (+) nasal Movimentos suaves e contínuos Paralisia parcial Paralisia total O exame de motilidade ocular serve para avaliar o alinhamento ocular bem como fazer a avaliação da movimentação dos olhos e da musculatura extra-ocular. Lei de Sherrington Monocular, quandoo o músculo agonista contrai, o antagonista relaxa Lei de Hering Binocular, o estímulo nervoso é enviado em intensidade igual aos músculos dos dois olhos. Centrado . . . . . . 7° 15° 30°45° 7° ou 14 15° ou 30 30° ou 60 45° ou 90 TESTE DE HIRSCHEBERG Determinar o paralelismo dos eixos visuais, bem como a presença ou nõa de estrabismo. Sempre o reflexo vai está ao contrario do desvio. Através dos reflexos corneanos, verifica- se um olho em relação ao outro. Binocular . Técnica: 40 cm, na altura dos olhos, iluminar o arco interciliar do paciente com uma lanterna, observar a posição do reflexo corneal em AO e compará-los, observar o grau deslocamente se houver. H. centrado: dois reflexos estão central na pupila, não há desvio manifesto. H. descentrado: temporal ou nasal, superior ou inferior. Anotação clínica Hirscheberg centrado AO. Hirscheberg descentrado nasal ou temporal OD ou OE e o grau de deslocamento. Hirscheberg descentrado superior ou inferior OD ou OE e o grau de deslocamento KAPPA Avalia o ângulo formado pelo eixo visual mais o eixo pupilar O eixo visual é a linha que une o ponto de fixação (objeto) com o ponto imagem (fóvea) Observar o posicionamento do bulbo ocular em relação á órbita Através desse teste se detecta micro estrabismo Pode-se observar se é uma fixação central ou excêntrica Eixo pupilar é a linha perpendicular a linha corneal que passa no centro da pupila e chega até o ponto nodal Técnica: Colocar uma luz a 40cm do paciente, numa posição fixa, dirigida para a ponte nasal. Ocluir OE, descolar a luz para que fique na frente do OD, observar a posição do reflexo corneal em relação ao centro da pupilar. Repetir no olho esquerdo. Eixo visual Eixo pupilar ângulo Kappa ( - ) Endo (E), posicionado temporalmente ( 0 ) ambos alinhados ( + ) Exo (X), posicionado nasalmente TESTE DETESTE DE KRIMSKYKRIMSKY Com um prisma sobre o olho para centralizar o reflexo de luz desviado até que os reflexos sejam simétricos. A quantidade do prisma necessário para centralizar o reflexo de luz desviada estima o tamanho do desalinhamento do olho. Teste reflexo corneano + prismas Usado em grandes ambliopias Prisma usado no olho sem desvio, aumento do poder prismático, acontece o movimento lento do olho ambliope Analisa desvio latente e manifesto. Colocar o prisma sobre o olho fixador. Base do prisma ao contrário do desvio PPC OBJETIVOSOBJETIVOS FORMA DE ANOTAÇAOFORMA DE ANOTAÇAO REALIZADO COM:REALIZADO COM: Ponto próximo de convergência Avaliar a capacidade máxima de convergir com nitidez mantendo a fusão. Observa-se a miose, convergência e acomodação. Motora: Objeto real, Sensitiva: luz Neurológica: filtro vermelho no olho dominante. Régua de PPC/PPA Anotar o primeiro valor quando rompe fusão ou quando vê duplo. Em seguida anotar o valor quando recupera PRÉ REQUISITOPRÉ REQUISITO Paciente ter binocularidade, não ter estrabismo manifesto, não possuir nistagmo, afácia. Criança: objeto real entre 5 e 6 cm Adulto: objeto real entre 6 a 10 cm Présbita: objeto real acima de 10 cm Acima de 15 cm: insuficiência de convergência. Ponto de recuperação: 10 e 15 cm PPC E PPA devem ser realizados com e sem correção. Nos casos de presbiopia, os teste devem ser realizados com correção para ponto próximo. PPA É a menor distância dos olhos a um objeto para a qual ocorre a acomodação, imagem que pode ser vista com nitidez. Ponto próximo de amocodação Varia com a idade O objetivo é determinar a habilidade de acomodação de acordo com a idade. Forma de avaliar subjetiva quando o paciente reportar ver desfocado. Deve ser realizado primeiro sem correção e depois usando a correção para longe Testa-se inicialmente cada olho em separado e depois os dois olhos simultaneamente. Usa-se a régua de ppc/ppa, apoia no nariz do paciente e com o cartão pedir para que o paciente escolha a menor letra que consiga ver com nitidez. Lentamente aproxime o cartão até que ele reporte ter perdido a nitidez. A resposta deve ser interpretada em função da idade. DUCÇÕES Estudo dos movimento para detectar presença de limitações como paresia total, paresia parcial e a amplitude máxima de ação dos músculos. Monocular. Paciente posicionado de forma reta e cabeça imóvel. Ocluir o OE e avaliar o OD. Colocar um objeto a 40cm na frente do olho direito do paciente. Explicar que ele deverá seguir o objeto unicamente com o olho, sem mover a cabeça. Mova a luz nas diferentes posições de mirada, voltando a cada movimento a PPO (posição primária do olhar). Movimento para fora: ABDUÇÃO Movimento para dentro: ADUÇÃO Movimento para cima: SUPRADUÇÃO Movimento para baixo: INFRADUÇÃO O paciente deve seguir a luz sem mexer a cabeça nas 8 posições de mirada e retornando a posição primária. Observar se o reflexo corneal está centrado em todas as posições. Forma de anotação SPEC (Suave, Preciso, Extenso, Completos) - quando normais e sem limitações. Com limitação: Paresia ou paralisia. Anota-se: exemplo: paresia do RMO (reto medial direito). Versões São os movimentos binoculares conjugados em igual direção e distância e em diferentes posições do olhar Base fisiológica Técnica Exame realizado para avaliar a limitação ou aumento de excursão ocular devido a hiper ou hipofunção muscular. Avaliado de forma binocular Está baseada na lei de Hering, em todo movimento binocular a quantidade de influxo nervoso é enviadopor igual aos músculos sinergistas de ambos os olhos. Paciente com a cabeça na vertical e totalmente imóvel Aproximar a luz a 40cm, na altura dos olhos, iluminar o arco interciliar e observar se os reflexos corneais estão presentes em ambos os olhos. Mover o objeto nas 8 posições de mirada em H, voltando sempre entre cada uma delas à posição primária do olhar. Observar o reflexo corneal se permanece centrado em ambos os olhos. Verificar se alguma posição do reflexo estar descentrado, e analisar qual o músculo que está falhando. Dextrosupraversão Supraversão Levosupraversão Dextroversão Posição primária Levoversão Dextroinfraversão Infraversão Levoinfraversão Anotação Clínica: Sem limitações - normais Hiper leve + Hipo leve - Hiper moderada ++ Hipo moderada -- Hiper severa +++ Hipo severa --- Desvio latente: foria não perceptível, bilaterais. Desvio manifesto: tropias é perceptível, uni ou bilaterais Tropia intermitente: ás vezes o olho desvia, ás vezes não. Tropia alternante: o olho sempre desvia. Técnica Paciente olhando para optotipo a 6 metros. oculir o OD por 2 segundos, em seguida passe o oclusor para OE por 2 segundos e observe se o OD realiza algum movimento quando for desocluído. Realizar novamente ocluindo o OD e observe o OE, verificar se tem algum movimento ao ser desocluído. TEST cover Avalia a presença de desvios, tipo e magnitude (foria ou tropia) Cover alternante Determina o sentido do desvio, End, Exo, Hiper, Hipo. Ocluir alternadamente os olhos e observar se há movimento do olho que é desocluído. Deve ser realizado com correção e sem, em VL e VP. Cover uncover Determinar o tipo de desvio (foria ou tropia). Diagnosticar a presença de heterotropias ou heteroforias em posição primária do olhar. Observar o olho contralateral. Paciente olhando para ponto de fixação. Ocluir OE, e observar OD, deixar o oclusor na frente do OE por uns 3 segundos e retire. Verificar se há movimento do OD no momento que ocluir o OE. Repetir o processo no ocluindo OD e observar o OE. Repetir o processo para cada olho pelo menos 3 vezes. Técnica Sem movimento - ORTOFORIA Movimento de dentro para PPO - endoforia ou esoforia. Movimento de fora para PPO - exoforia. Movimento de baixo para PPO - hipoforia. Movimento de cima para PPO - hiperforia. Prisma cover test avalia quantos prismas o desvio precisa para parar. Abreviações Resposta Cover test O Ortoforia (normal) X Exoforia E Endorforia XT Exotropia Exotropia direita XTD XTE Exotropia esquerda ET EndotropiaETD Endotropia direita ETE Endotropia esquerda X(T) Exotropia iintermitente E(T) Endotropia iintermitente XTA Exotropia alternante ETAEndotropia alternante D/E Hiperforia do OD sobre OE ET/D Hipertropia do OE sobre OD REFLEXOS PUPILARES REFLEXO FOTOMOTOR Avaliar a reação da pupila diante a um estimulo luminoso. Avalia a VIA AFERENTE. Temos: estimulo na retina - via eferente - núcleos do III - nervo motor ocular - sinapse nos gânglios ciliares - nervos ciliares curtos - miose. REFLEXO CONSENSUAL Avaliar a reação pupilar através do estímulo luminoso colocado no outro olho. Verifica-se as vias aferentes e eferentes. REFLEXO ACOMODATIVO Verifica a reação das pupilas com a aproximação de um objeto. Normais temos: convergência, acomodação e miose. Realizado monocular, paciente olhando para o infinito, incidir a luz no OD do paciente (avalia o olho que está incidindo a luz). Repetir 3x. Observar o reflexo, o diâmetro pupilar, velocidade de contração (miose/midríase). Repetir no OE. ANOTAÇÃO CLÍNICA: presente reagente, presente reagente lento, ausente. Realizado paciente olhando para o infinito. incidir a luz no OD do paciente, avaliar o olho oposto. Repetir 3x. Incidir luz no OE, avaliar o OD. Observar o reflexo, o diâmetro pupilar, velocidade de contração (miose/midríase). ANOTAÇÂO CLÌNICA: presente reagente, presente reagente lento, ausente. Realizado com um objeto na frente do paciente (entre 40 e 20cm), ambos os olhos abertos, olha para o infinito e depois para o onjeto próximo. Avaliar a contrção pupilar. Repetir 3x. ANOTAÇÂO CLÌNICA: presente reagente, presente reagente lento, ausente. O objetivo é avaliar as vias aferentes (visual de ida da informações) e eferentes (visual de volta da informação) das funções neurovisuais, determinando a capacidade de reação ao estímulo. Teste de Maddox Avalia somente desvio latentes (forias). A vareta de maddox é posicionada inicialmente na frente do olho direito do paciente assim ocorrendo uma dissociação dos dois olhos e não fundindo a luz branca percebida pelo olho esquerdo. O ângulo da foria encontrada é medida através de prismas em que a base será colocada em posição contrária do desvio achado. O resultado esperado normal no teste é dado quando o paciente relatar ver um foco de luz no centro e uma faixa sobre este foco, não pussui nenhum desvio (ortoforia). Este teste medirá a foria lateral e vertical, ambos os desvios podem ser medidos da mesma forma com prismas de Risley, barra de prismas ou prismas soltos, porém este teste não irá diferenciar foria de tropia É um teste subjetivo, depende da resposta do paciente. A lente de maddox é uma lente que possui estrias, essas estrias são cilíndricos positivos. Teste de Thorrington É um teste subjetivo utilizado para confirmar forias, tento horizontais como verticais. É necessário para realização do teste uma tabela com uma escala em vertical e uma escala em horizontal, e com um marco zero. Teste de thorrington modificado, trata-se de trocar as varetas de maddox por uma lente de prisma de 6Dp de Base inferior. Técnica: Uma laterna é posicionada no marco zero da escala e é utilizada a vareta de maddox no olho direito. Se for para confirmar desvio horizontal colocar a vareta de maddox na vertical. Se o examinado não apresentar nenhuma foria a luz permanecerá no marco zero, se tiver uma foria a luz deslocará para o lado decorrente ao lado do desvio Realizado tanto a 33cm como a 3m. ESTEREOPSIA Visão 3D. Exame utilizado para avaliar a visão esteoscópica ou percepção de profundidade. As imagens são captadas pelos olhos, esquerdo e direito, fazem a fusão no cérebro, gerando a percepção de distância e profundidade. Testes: TITMUS RANDOM DOT FRISBY Na realização do teste o paciente utiliza um óculos, onde observa algumas imagem para identificar quais são mais evidentes. Fusão normal: 2 luzes na laterais, 1 luz superior e 1 luz inferior pode variar de acordo com a dominância ocular do paciente. Supressão do olho esquerdo: irá reportar 2 imagens pois suprime o olho com o filtro verde, ou seja, o esquerdo. Supressão do olho direito: irá reportar 3 imagens pois suprime o olho com filtro vermelho, no caso o olho direito. Supressão alternada: relatará que as vezes vê 4 ou 3 luzes. Exotropia: o paciente ai relatar vê 3 luzes no lado direito e 2 no lado esquerdo. Esotropia: vê 2 luzes no lado direito e 3 no lado esquerdo. Na realizaçã o do teste utiliza- se óculos e uma lanterna com 4 luzes. 1 vermelha, 2 verdes, 1 branca . Luzes de worth Teste para determinar a presença de visão binocular. Permite identificar a presença de fusão, supressão ou diplopia causada por forias.Teste subjetivo. POSSÍVEIS RESPOSTAS: TESTE DE AMSLER Procu ra de tectar altera ções na re gião centr al da retina É através desse teste que podemos observar se há alterações na retina , como degeneração macular relacionado a idade (DMRI), edema macular (EM) e miopia patológica (MP). Realizado monocular, pede para o paciente observe o ponto central sem mover o olho nem a cabeça e responder algumas perguntas: Pode ver o ponto central? Consegue vê os quatros cantos? As linhas estão bem definidas ou falta algum pedaço? onde? Os quadrados tem o mesmo tamanho ou há algum maior? Respostas: se o paciente responder ver quadros perfeitamente, não tem escotoma. Se ver borrado alguma parte do quadro e consegui ver linhas distorcidas, encontra-s ante a um escotomarelativo. Não ver alguma parte do quadro e consegue ver linhas distorcidas, encontra-se ante um escotoma relativo. Não ver algum dos quatros cantos, encontra-se diante de um escotoma periférico. Normal BIO- MICROSCOPIA Cílios Sobracelhas Pálpebras Conjuntiva Esclerótica Tem o objetivo de avaliar as estruturas dos segmento anterior. Realizado com a lâmpada de fenda. Observar: direção, cor, crosta, secreção, blefarite, mandaroses, triqupiase, distriquiases. Sem alterações: Completas e uniformes Observar: direção, cicatrizes, forpunculo, alopsia, vitilígio, tumores, coloboma. Sem alterações: Completas e uniformes Observar: crostas, ulceras, edema, trauma, hiperemia, tumores, ressecadas, ptoses, dobras. Sem alterações: lisas e sem rugas Observar: inflamações, tumores, depósitos, transparência, rigidez, plerígios, pinguela. Sem alterações: transparente Observar: vasos, transparência, tumores , esclerites, cor: branca, amarela, azul... Sem alterações: branca e avascular BIO- MICROSCOPIA Córnea/limbo Irís Pupila Cristalino Câmara anterior Observar: transparência, panos leucomas, cicatrizes, avascular, curvatura, camadas. Sem alterações: transparente e avascular Observar: redondas, pigmentação igual, arquitetura, inflamação, nervos,iridectomia, heterocromia, fincter. Sem alterações: redondas e isocronicas Observar: miose, midriáse, reação e estímulos, tamanho, redonda ou ovalada, integridade. Sem alterações: redondas, isocoricas e reação ao estímulo Observar: opacidade, sinérquia, localização, capsula. Sem alterações: transparente Observar: transparência, células, membranas, detalhes/profunda ou rasa. Sem alterações: transparente, rasa ou profunda. OFTALMOSCOPIA DIRETA Avalia principalmente, formato e definição das bordas do disco óptico, tamanho e simetria da escavação dos discos ópticos entre os olhos, relação artérias/veias, presença de cruzamento patológicos. Avalia a pre sença de microau nerism as, hemorragi as, dru sas, ex sudato s duro s e algodo nosos, isque mia, fio s de c obre e fios d e part a, ede mas macular es, edemas pap ilares, entre outro s. Realização do exame: Paciente sentado, instrui-lo que olhe fixamente para um ponto na parede a frente; Coloque o foco e selecione a abertura de maior diâmetro do foco luminoso; Comece o exame pelo olho direito, a uma distância de aproximadamente 30cm do paciente, com uma leve inclinação com relação a linha do olhar do paciente possibilitará a visualização do reflexo vermelho do fundo do olho. A ausência deste pode sugerir opacidades de meio ópticos, por exemplo, catarata ou outras doenças oculares. Coloque a sua mão esquerda sobre a testa ou ombro do paciente para no seu ajudar no equilíbrio. Vagarosamente aproxime-se do paciente com um ângulo de 15° com relação à linha de fixação (paralelo ao horizonte. Mantenha a visualização da pupila e lentamente ajuste o grau das lentes do aparelho para focar a imagem da retina. Quando um vaso de retina for visualizado em foco, siga-o conforme o mesmo aumenta de calibre em direção ao nervo óptico. Examine o disco óptico, vasos, cor e plano de fundo da retina e, por último, a mácula. Deixe o exame da mácula por último por causar maior incômodo ao paciente. Repita os mesmos passos anteriores para o olho esquerdo. CERATOMETRIA Exame clínica objetivo que se utiliza para medir a curvatura da superfície anterior da córnea, e conhecer o valor do astigmatismo corneal já que a córnea é um elemento importante na refração ocular. Medida da córnea em dois meridianos principais (horizontal e vertical) numa área de 2 a 3m� apical (central). Realizado para adaptação de lentes de contato, saber a curva base e o tipo de lente a se adaptar. Tipos de ceratômetro: Helmholtz - 1855 Javal - 1881 Princípio em que se baseia tal medida é a utilização da córnea como um espelho convexo e a análise das imagens por ela refletidas, virtuais, diretas e menores. Astigmatismo corneal é a diferença entre as ceratometrias (meridianos). Acima de 4, suspeita de ceratocone. Amplitude de acomodação Diferença entre o ponto mais próximo e o mais distante o qual se consegue focar um texto de maneira adequada, tendo como base as posições do ponto remoto (ponto mais distante para visão nítida na retina) e o ponto próximo (ponto mais próximo em que se forma uma imagem nítida na retina). O objetivo é quantificar a máxima capacidade acomodativa, sendo quando em repouso (cristalino), com refração mínima e quando acomodado (cristalino), com refração máxima. É a dioptria até qual o olho pode alterar sua refração acima da sua melhor acuidade visual de perto. A distância mínima a que um objeto pode estar para ser visto nitidamente, sem ficar fora de foco, é de 25 cm, para um olho humano adulto normal. Essa distância mínima em que um objeto é visto nitidamente denomina-se ponto próximo. Técnicas para medir: DONDERS - determinar a máxima capacidade acomodativa do olho, com a aproximação da cartela de VP. Monocular, paciente usando sua correção para longe, tabela de perto a 50cm, solicitar ao paciente que leia uma linha acima da melhor acuidade visual, aproximar a tabela atré que ele reporte enxergar borrado, após isso, medir a distância do olho até a tabela e converter esse valor em dioptrias. DF = 1/D SHEARD - determinar a máxima capacidade acomodativa do olho, diante a um estímulo da acomodação com lentes negativas. Monocular, paciente usando a correção para longe, tabela de perto a 33cm, solicitar ao paciente que leia uma linha acima da sua melhor acuidade visual, adicionar lentes negativas de -0,25D até paciente relatar visão borrada, não aproximar a tabela, mantê-la a 33cm. No final acrescentar -3,00D. FLEXIBILIDADE ACOMODATIVA Com lentes de +2,00D e -2,00D em visão de perto (50cm), pede-se que o paciente leia no optotipo uma linha abaixo da melhor acuidade visual enquanto faz a troca de lentes. Deve-se começar colocando as lentes de +2,00D e depois trocando pela de -2,00D. Conta-se o número de vezes que ouve troca de lentes em 1 min. Utilizar um flipper facilita a aplicação do teste. O objetivo é avaliar a qualidade e resistência da velocidade e dinamismo da resposta acomodativa. Fisiologicamente acontece nesse processo de avaliação a capacidade do olho de focar, miose, vergência, profundidade de foco e lag acomodativo. Avalia a capacidade de focar e relaxar a acomodação mantendo a imagem nítida, também analisa a velocidade que o paciente foca ao trocar de lente. O resultado esperado muda de acordo com a idade do paciente. Crianças e pacientes próximos a presbiopia são encontrados valores mais baixos. Entre as idades de 13 e 30 anos o valor esperado é de 11 cpm, podendo variar 0,50 cpm para mais ou para menos Poder ser realizado monocular ou binocular + - Facilidade de acomodação É a latência ou tempo de reação, velocidade e tempo de manutenção da habilidade acomodativsa. Tem a finalidade de fazer com que o paciente realize mudanças rápidas e amplas na resposta acomodativa. Um sintoma típico desse problema é a queixa freqüente de não conseguir trabalhar em visão de perto Ao realizar a teste obervar e levar em conta a lente que dificultou clarear a imagem, visto que isto indicará a anomalia acomodativa existente. CICLOS X MINUTOS Muito alto > 8 >10 Alto 14 a 18 8 a 10 Normal 10 a 13 6 a 7 Baixo 6 a 10 4 a 5 Muito baixonuma fonte de luz secundária. O feixe oriundo da retina refrata-se através do olho não acomodado e, forma o seu conjugado óptico no ponto remoto do paciente São observados o movimento da faixa luminosa (a favor ou contra) e a aparência do reflexo (lento ou rápido, estreito ou largo) para determinar se há erro esférico, cilíndrico ou ambos. Contém um espelho que varia os focos. O espelho plano (faixa mais larga) reflete os raios paralelos como se viessem do infinito, já o espelho côncavo (faixa mais estreita) possui um ponto focal que inverte o efeito dos raios refletidos, por isso o movimento das sombras se observa contrário ao espelho plano, e se utiliza para confirmar o ponto de neutralização. Ao movimentar o aparelho lateralmente ou cima para baixo, observamos faixa direta (favor) ou inversa (contra). Retinoscopia Estática O optometrista deverá estar a uma determinada distância do paciente, (distância de trabalho), e deverá ser de acordo com a dioptria da lente de trabalho. Binocular, paciente com os dois olhos abertos olhando para o infinito (acomodação em repouso), lentes de trabalho de acordo com a distância -> 50 cm= +2,00 em ambos os olhos, luz normal e banda para baixo com faixa mais larga, neutralizar as sombras (sombras a favor, neutralizar com lentes positivas, sombras contras, neutralizar com lentes negativas. Técnica: Esse exame é realizado com o olho do paciente totalmente relaxado com o foco de observação no infinito, assim a retina fica conjugada com seu ponto remoto. A lente de traballho tem o objetivo de neutralizar a distância e o efeito negativo que o feixe do retino produz. A lente de trabalho será de acordo com a distância focal (D=1/f) Neutralizar o primeiro meridiano, de acordo com a posição de eixo encontrado e o movimento do reflexo retiniano. Adicionar lentes positivas ou negativas, de acordo com a direção das sombras, que deverão ser colocadas sobre a lente de trabalho. Tabela de Merchan RetinoscopiaRetinoscopia DINÂMICADINÂMICA Nessa retinoscopia trabalharemos com a acomodação e a convergência. Existem 6 tipos de retinoscopia dinâmica (a mais utilizada é a de Merchan), em todas serão necessárias compensar ao resultado encontrado um valor referente ao esforço acomodativo. Determina o defeito refrativo com a acomodação ativa Realizado monocular, fixando (olhando) para o retinoscópio ou para o cartão do retino, acomodação totalmente ativada, sem utilização de lente de trabalho, distância de trabalho de 40cm, luz normal e banda para baixo com faixa mais larga, neutralizar sombras, e ao valor encontrado devemos descontar do esférico algebricamente um valor de acordo com a idade do paciente. Netralize o primeiro meridiano, de acordo com a posição de eixe encontrado e o movimento do reflexo retiniano. Adicione lentes positivas ou negativas, de acordo com a direção das sombras. 0 a 40 anos 40 a 44 anos 44 a 48 anos 48 a 52 anos 52 a 56 anos 56 a 60 anos 60 a 64 anos acima 64 anos 1,25 D 1,50 D 1,75 D 2,00 D 2,25 D 2,50 D 2,75 D 3,00 D SOBRE A AUTORA Me chamo Cecília Medeiros, sou formada em Psicologia e atualmente estou no 6° semestre de Optometria e pós graduanda em Ortóptica e Reabilitação visual. Sou apaixonada por mapas mentais, como também em criar arquivos que ajudem as pessoas a estudarem de maneira simples e ilustrada, assim como é esse Mapa. @opto.ceceilia (85)98871.6371 ceciliaoptometria@gmail.com Maravilhoptos, só peço a vocês um favorzinho, quando você estiver lendo ou relendo esse arquivo não esquece de compartilhar nas redes sociais para que mais maravilhoptos possam conhecer esse OPTOMAPA também! Ah, e não esquece de me marcar