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Aula 1 - Para conhecer mais a África
Tema 1 –Relevo e vegetação
Obra “o mediterrâneo”: descreve o mar mediterrâneo e seu entorno.
Olhar a realidade de ponto de vista natural
Cadeias de montanha ao norte e outra ao sul.
O restante do continente é marcado por planaltos de tamanho médio ou baixo e pelos rios.
Vegetação:
Norte: deserto do Saara.
Norte: vegetação mediterrânea (espécie de pradaria).
Central: grandes florestas. 
´Área entre as pradarias e florestas, local com grandes animais e animais selvagens: Savana.
Clima e hidrografia:
Norte: clima mediterrâneo;
Deserto do Saara: seco;
Centro: área tropical e equatorial.
Sul: subtropical. 
Rios
Civilização hidráulica: estabelecem com os rios uma relação de dependência econômica e agrícola.
São vários que se dirigirem para os oceanos atlântico, indico e mediterrâneo e foram a base para o desenvolvimento das civilizações africanas.
Tema 3 
Etnocentrismo, eurocentrismo, racismo;
Etnocentrismo “Visão do mundo onde nosso grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através de nossos valores, nossos modelos [...]” (Rocha, 1988, p. 5) – Visão de que o meu povo é o centro de tudo. Uma incapacidade de se colocar no lugar do outro e enxergar o outro de acordo com suas próprias culturas.
Eurocentrismo “[...] crença generalizada de que o modelo de desenvolvimento europeu-ocidental seja uma fatalidade (desejável) para todas as sociedades e nações” (Barbosa, 2008, p. 47
Etnocentrismo particular de enxergar o povo africano partindo da visão da Europa. De achar que a história da Europa é uma linha modelar que todos os outros povos devem seguir.
Racismo Visão negativa de um grupo não dominante com base em suas características físicas (cor de pele, etc.), das quais se deduzem inferiores outras características (comportamentais, cognitivas etc.)
Com base nas diferenças físicas criar uma escala de valores. Associar os traços distintivos físicos com traços comportamentais ou morais.
Tema 4 – Evolução e cultura
Sobre a evolução, a ideia de que vamos do mais simples para o mais complexo deve ser relativizada, pois não necessariamente os povos mais antigos eram menos evoluídos. 
Cultura
 “O modo de ver o mundo, as apreciações de ordem moral e valorativa, os diferentes (...)
(...) comportamentos sociais [...] são assim produtos de uma herança cultural, ou seja, resultado da operação de uma determinada cultura” (Laraia, 2003, p. 68)
Tema 5 –Discutindo periodizações
Periodizações: Escolha das referências e processos a serem considerados
Existem duas principais formas de periodização:
1ª Forma: 
Pré-história: 5,5 milhões de anos antes do presente a 3500 a.C.
 Antiga: 3500 a.C. ao séc. VI 
Séc. VII ao XI 
Séc. XII ao XVI 
Séc. XVI ao XVIII 
Séc. XIX a 1880 
Colonial: 1880 a 1935 
Atual: 1935 em diante
2ª Forma: 
Pré-história: + ou - 5,5 milhões de anos antes do presente a 3500 a.C.
História antiga: 3500 a.C. ao séc. II a.C.
Período pré-colonial: séc. II a.C. ao séc. XIX
Período colonial: + ou 1880 a + ou -1960
Período pós-colonial: + ou –1960 até os dias atuais
Aula 2 - A Pré-História Africana
Pré-história 
Aproximadamente 5,5 milhões de anos antes do presente a 3500 a.C. 
Pré-história ou história dos povos ágrafos.
Momento de surgimento do homem, da agricultura e da sociedade hierárquica. 
Tema 1 – Fontes arqueológicas
Artefatos orgânicos ou inorgânicos capazes de nos dar informações sobre o passado;
Método arqueológico: 
Localização do sítio
 Escavação - reconstituição dos objetos, como um vaso. 
Tratamento 
Laboratório
Tema 2 – Fontes orais e escritas
Fontes orais são produzidas a partir de contos, músicas, tradições etc., que são expressos oralmente e informam sobre o passado,
Fontes escritas são documentos que também revelam parte do passado.
Higrógrafo antigo
Tema 3 – Surgimento do homem
Dispersão do homem
Berços agrícolas da África
Os berços agrícolas são regiões onde ocorreram os primeiros desenvolvimentos agrícolas independentes, onde grupos humanos domesticaram plantas e iniciaram a agricultura. Na África, destacam-se dois principais berços agrícolas:
1. Vale do Nilo (Nordeste da África)
· Localização: Abrange o Egito e o Sudão.
· Cultivos iniciais: Trigo, cevada e lentilha.
· Características: A fertilidade do solo nas margens do rio Nilo foi crucial para o desenvolvimento da agricultura. Essa região é uma das mais antigas a registrar práticas agrícolas, devido à sua rica inundação anual.
2. África Subsaariana (África Ocidental e Centro-Oeste)
· Localização: Abrange regiões como o atual Mali, Gana e Nigéria.
· Cultivos iniciais: Milhete, sorgo, inhame e óleo de palma.
· Características: O clima tropical úmido favoreceu a domesticação de espécies adaptadas às altas temperaturas e sazonalidade das chuvas.
Esses berços foram influentes para a propagação da agricultura no continente e para a evolução das sociedades africanas.
Agricultura: O desenvolvimento da agricultura gerou excedentes, propiciando a divisão social e o surgimento das cidades.
Tema 5 – Arte pré-histórica
A arte é uma questão exclusivamente humana.
Aula 3 História e Historiografia da África
Período: 3500 a.C. ao século II 
Eixos político/ estatal e étnico Povos do Egito, de Cartago, sob o domínio romano, da Núbia e da Etiópia 
Tema 1 Povos da África
Figura 1 – Grupos étnicos atualmente existentes na África
Essa diversidade expressa-se também em um dos marcadores mais significativos da identidade étnica, a linguagem. Figura 2 – Línguas faladas atualmente na África
Países atuais da Africa
Tema 2 – Egito Antigo
Características: ±3000 a.C. a 332 a.C. Governo centralizado Religião politeísta Agricultura como grande atividade econômica Local de trocas entre Ásia e África.
A origem da ocupação humana no vale do Nilo remonta ao ano de 7000 a.C., vinda da região dos grandes lagos africanos – onde surgiu – e que é também o nascedouro do próprio rio Nilo. Assim, hoje não paira qualquer dúvida de que as populações que deram origem ao povo egípcio eram negras. O termo pelo qual os próprios egípcios se referiam a si era Kmt (Silvério, 2013), que significa negro
Formação do estado centralizado no Egito tem como base três fatores: Revolução agrícola; divisão social e desenvolvimento da escrita.
O Estado era centralizado, no Faraó. O Clero também era de grande importância e tinha muita influência política.
Religião Politeísta.
É verdade que o Egito é uma dádiva do Nilo, também é verdade que é uma criação humana, pois foi a engenhosidade do homem que conseguiu adaptar o regime de águas do vale por meio de um sistema de irrigação por bacias (hods), permitindo grande desenvolvimento da agricultura e produção de excedentes capazes de sustentar uma grande população. O trigo e a cevada eram os principais produtos, com os quais se faziam os principais alimentos, o pão e a cerveja. Mel, vinho, produtos de hortas e pomares, assim como bovinos, caprinos e suínos, também compunham a economia agrícola e a alimentação popular. 
O crescimento populacional e a complexificação societal também são as bases do surgimento da escrita, necessária para organizar a contabilidade e a distribuição dos excedentes pelas mãos do Estado. E mesmo o Estado faraônico, criado a partir da unificação política promovida por Menés em torno do ano 3000 a.C., é também fruto da necessidade de manejar os excedentes e organizar a hierarquia social dele decorrente.
Mesmo antes da unificação política egípcia, os primeiros habitantes da região adotaram um modo de vida pastoril e agrícola. Passaram dos instrumentos de pedra para o uso do metal, aprendendo sobretudo a manipular o ouro e o cobre. O rio Nilo, além de essencial para a agricultura, era também a grande “estrada” que permitia a comunicação entre todos os povoados ribeirinhos, forjando uma unidade cultural e linguística entre os habitantes das suas margens.
Tema 3 –Cartago
Na região norte-ocidental da África, às margens do Mediterrâneo, foi fundada por colonos fenícios, no ano de 814 a.C., a cidade de Cartago, na região conhecida como Magreb. A partirdo séc. VI a.C., Cartago passou a ter autonomia, exercendo supremacia sobre outras povoações fenícias vizinhas, constituindo um império.
Cartago e seu império:
 Antiga colônia fenícia
 Cidade comercial (metais, têxteis, escravos e produtos agrícolas)
 Governo: monarquia hereditária 
Derrotada por Roma em 146 a.C. (Guerras Púnicas)
Cartago tinha grande dominância territorial na região do mar mediterrâneo. Tinha grande desenvolvimento militar, utilizavam armas modernas, elefantes, etc.
Cartago era uma cidade essencialmente comercial, e essa atividade econômica era controlada pelo Estado. Metais, têxteis, escravos e outros produtos compunham uma variada pauta comercial. Por volta do século V a.C., Cartago era a cidade mais rica da bacia do Mediterrâneo, e este mar era também sua grande via comercial.
Organização política: A organização política cartaginesa estava baseada em uma monarquia hereditária relativamente estável, que atingiu seu apogeu nos séculos VI e V a.C., quando começa a declinar seu poder diante da aristocracia comercial. Segundo Garraffoni (2006), também compunham a organização política o Senado, que controlava a justiça e o funcionamento da máquina administrativa, e uma assembleia de cidadãos, encarregada de eleger o Senado e os Sufetes, espécie de magistratura que convocava e dirigia as reuniões da assembleia popular e do Senado.
A religião acabou reproduzindo as crenças fenícias, com a predominância do deus Baal-hamon, que posteriormente passou a dividir o cume do panteão cartaginês com a deusa Tanit, de origem nitidamente africana. Existe um vivo debate na historiografia sobre a prática de rituais de sacrifício humano infantil na religião cartaginesa (Moura, 2014).
Usualmente, as guerras entre Cartago e Roma são chamadas de Guerras Púnicas. “A palavra púnico é derivada da expressão latina punicus, que significa “os habitantes de Cartago’” (Garraffoni, 2006, p. 56) em latim, sendo, portanto, o nome romano para essa guerra, e não o africano. De toda forma, foram três os conflitos entre as duas cidades, que acabaram resultando na destruição de Cartago: • primeira guerra – 264 até 241 a.C.; • segunda guerra – 218 até 201 a.C.; e • terceira guerra – 149 a 146 a.C.
Fim de Cartago: Guerras Púnicas.
A segunda guerra teve início pela disputa do controle da Península Ibérica. Foi nesta guerra que os exércitos cartagineses de Aníbal derrotaram um exército romano muito mais numeroso na própria Península Itálica. No entanto, ao final da guerra, Cartago perdeu o controle da Península Ibérica e teve que firmar um tratado de paz muito oneroso com os romanos. A terceira guerra teve início pelo socorro romano aos númidas, que guerreavam contra a cidade de Cartago. Esta permaneceu cercada por dois anos, defendida por suas muralhas até o aniquilamento final.
Tema 4 – IMPÉRIO ROMANO
Domínio Romano
Implantou-se após a queda de Cartago (146 a.C.) Da África, 
Roma importava ouro, escravos, plumas e esmeraldas 
Roma exportava vinho, objetos de metal, têxteis etc.
Grande celeiro romano – grãos de todos os tipos eram exportados para roma e cultivados. 
 Decuriões: elite dona de terras 
Primates: negociantes 
Sincretismo religioso: mistura de religiões.
Dominação até 440 d.C.
Abatida a cidade de Cartago (146 a.C.), os romanos estabeleceram um domínio mais ou menos duradouro sobre o litoral norte do continente. Se é verdade que já estavam presentes antes disso, é também verdade que só o fim da concorrência cartaginesa possibilitou o real domínio sobre a região. Esse domínio durou até a invasão vândala, entre 429 e 474.
A romanização das populações locais significou a influência de cultura, língua e religião latina junto aos povos da região. No entanto, o que se percebe é mistura, junção e adaptação entre a cultura local e romana. Na religião, por exemplo, passou a prosperar o culto de Saturno, na verdade uma continuação do culto ao deus Ball-Hamon cartaginês, assim como o culto a Cereres romana, a deusa da agricultura, era a continuação do culto a Tinit.
A reforma e a construção de cidades no norte da África atestavam o lugar cada vez mais importante das províncias locais para Roma. Leptis Magna, por exemplo, foi se constituindo numa pequena Roma no norte da África, adaptando ao seu terreno e à destreza de seus artífices os cânones que chegavam da capital imperial, na busca de se fazer notar aos olhos dos poderosos (Gonçalves, 2010).
A estrutura social viu-se modificada na região. Os decuriões, a classe média urbana que governava as cidades, passou a ser suplantada pelos 13 principales ou primates, donos de terras (Silvério, 2013). Com o enfraquecimento do poder estatal a partir do século IV, os dominus, cada vez mais independentes em suas terras, passaram a administrar a justiça em suas possessões. Com a dominação romana, veio também para o norte da África o cristianismo.
TEMA 5 – NÚBIA E ETIÓPIA 
Tomamos como Núbia um território que se estende da atual Etiópia até o sul do atual Egito, majoritariamente no que hoje é o Sudão, cujo rasgo central é o curso do alto rio Nilo. Trata-se, portanto, de uma população nilótica, mas que por volta de 3000 a.C. apresentava características claramente diferentes das dos egípcios (Silvério, 2013).
Império Kush 
Recebeu influência cultural egípcia e depois desenvolveu a própria cultura Monarquia não hereditária Pastoreio, agricultura e comércio;
Séc. VIII a.C. até 330 d.C. Dominou toda a extensão do Rio Nilo
De pastores seminômades por volta de 3000 a.C., os núbios desenvolveram a cerâmica e a criação de gado, formando, a partir de 2300 a.C., reinos próprios, mas que mantinham entre si uma identidade cultural. A Núbia caracterizou-se também como elo entre o Egito e o centro africano, sendo o corredor por onde passavam incenso, madeira, marfim e outros produtos desejados pelo Norte. 
Desses reinos, merece destaque o de Kush, que chegou a dominar todo o curso do Nilo por volta de 713 a.C. Adotando a religião e os hábitos egípcios, seus governantes designavam-se sucessores dos faraós. Tendo tido início na cidade de Kerma, após ser expulso do Egito, o império Kush teve como capital a cidade de Napata e posteriormente Meroé, ainda mais ao sul.
Eram grandes as relações da cidade de Kerma com os governantes do Egito, em especial durante a ocupação dos hicsos sobre este. Com a expulsão dos hicsos do Egito, este reino voltou-se para o domínio da Núbia, o que foi completado por Amosis (XVIII dinastia) e posteriormente ampliado por Tutmósis I (1530 a.C. a 1520 a.C.), que conquistou o sul do atual Sudão, dando fim à independência de Kush naquele momento (Silvério, 2013).
A estrutura social do império Kush, em especial em sua fase meroítica, comportava o rei e sua família no topo e uma larga franja de escravos na base, fruto de apreensões guerreiras. Do ponto de vista religioso, era muito clara a influência da religião egípcia, mesmo que houvesse alguns deuses locais no panteão das divindades. 
Após o colapso do império Kush, outros reinos se formaram na Núbia: Nobadia, ao norte, Makuria, no centro, e Alodia, ao sul. Buscando relações com o Egito, trouxeram deste reino a religião cristã, já instalada por lá, que converteu primeiro os governantes, que com isso esperavam melhores relações com o próprio Egito, mas também com Bizâncio, a potência mediterrânea da época. Com o passar dos anos, o cristianismo tornou-se a religião predominante na Núbia.
Aula 4 - História e Historiografia da África
Período pré-colonial 
Século II ao XIX
 Impérios e Estados independentes 
Penetração do Islã 
Escravidão
Período pré-colonial 
Configuração de características essenciais da história africana
 Período apagado dos currículos escolares
TEMA 1 – AXUM
Reino no norte da atual 
Etiópia Praticava o comércio (ouro, marfim, mármore e escravos), 
agricultura e pastoreio 
Cristãos a partir do século IV - inclusive afirmam estarem com a arca da aliança. A Arca estaria guardada numa capela da Igreja de Santa Maria de Sião da cidade de Aksum, no norte da Etiópia, onde um único sacerdote pode vê-la. A narrativadessa tradição etíope encontra-se no Kebra Negast, o Livro da Glória dos Reis da Etiópia.
Século X dominado pelos árabes
Tema 2 - Islamismo na África
Maomé – implantou a religião junto com as conquistas militares, expandindo os domínios árabes e convertendo os povos dominados.
Expansão a partir do século VII 
Com ele, veio a cultura árabe e o comércio com a Península Arábica 
Clero tornou-se socialmente importante
Expansão da língua, cultura, arquitetura árabe. 
A expansão do Islã na África e todas as mudanças políticas, culturais e religiosas que causou tiveram início, como já vimos, ainda no século VII, e continua ocorrendo, com avanços e recuos, até os dias de hoje. Os séculos XVI e XVII marcaram um ressurgimento de religiões tradicionais em alguns lugares em oposição ao Islã, em especial por este ter se identificado com a expansão da escravidão ocorrida nesse período. Mas os séculos seguintes marcaram a consolidação dessa religião, em especial no norte da África, que se viu, além de islamizado, também aderente à cultura árabe, enquanto mais ao sul do continente a religião expandiu-se com menos penetração dessa cultura do Oriente Médio.
Grosso modo, temos dois caminhos de penetração do Islã: no norte, pela espada, e no sul, de forma pacífica. No sul, podemos ainda dividir a expansão em três momentos, identificados por seus atores (Silva, 2012): (a) pelos comerciantes, (b) pelas elites políticas e (c) pela população em geral. Não é possível apontar marcos temporais claros separando esses períodos para todo o sul da África, mas em geral é essa ordem de conversões que se observa na região.
TEMA 3 – MALI E SONGAI
O Império Songai (ou Songhai, ou ainda Reino de Gao), localizava-se no médio Rio Niger, na África Ocidental. Centralizado como Estado por volta do século VII, ocupava uma zona fronteiriça entre o Sudão e o Sahel, o que fez com que sua capital, Gao, se transformasse em um centro comercial cosmopolita. Logo no início (entre 1285 e 1300) de sua história, foi invadido pelos mandem, que permaneceram dominando a região intermitentemente até o século XIV e acabaram deixando um legado administrativo no império. 
Com a nova independência, o próprio império Songai passa a pilhar os povos vizinhos, até abandonar essa política na segunda metade do século XV, quando passaram a efetivamente dominar os territórios conquistados, expandindo seus domínios.]
 Tendo se expandido por todo o rio Niger, o império era dividido em províncias governadas por koy (ou mondzo), formando um grande império patriarcal e consuetudinário (Silvério, 2013a, p. 455) com capital em Gao.
Dois impérios que ocorreram na mesma região, em épocas diferentes, entorno do rio Niger.
Império do Mali (1235-1600): 
Economia baseada na agricultura, criação de animais e comércio;
Realizam trocas comerciais de outo, alimentos, tecidos, com os portugueses, que em suas navegações, paravam na costa do Mali.
Havia uma grande quantidade de ouro produzida.
Império Songai: Império islamizado 
Apogeu e queda no século XVI
Tinha um governo absolutista;
Surgiu da decadência do império do Mali.
Cidade de Gal (antes pertencente ao Mali) se torna independente e começa a dominar a região que antes pertencia ao império.
Tema 4 - Tráfico de escravos
Comércio triangular – os europeus começaram a mandar pessoas para o continente americano e tinham dificuldade de escravizar os indígenas. Portanto, começaram a trazer escravos africanos para trabalharem, principalmente na lavoura. 
Essa produção de açúcar, algodão etc era mandada para a Europa e havia troca na África desses bens por escravos.
Diáspora Africana – foi uma diáspora forçada. Nunca tantas pessoas foram mandadas para fora do continente contra sua vontade quanto neste período. Maior momento da escravidão na história humana.
Grande migração forçada de africanos escravizados
 Apoiava-se na milenar existência da escravidão
 Números divergem entre 12 e 20 milhões de escravizados 
Tema 5 - Panorama entre 1500 e 1800
Maior contato (comercial inclusive) com os europeus no contexto das Grandes Navegações
 Continuam existindo Estados independentes na África
 Estabelecimento da colônia holandesa/ inglesa no sul da África
Dominaram parte da Europa, Oriente Médio e chegaram à Africa
Africa do Sul – domínio pelos Holandeses
Chamados de Boer
Na prática – aspectos centrais
Centralidade e dramaticidade da diáspora africana – influencia do processo de escravidão em que os povos africanos foram submetidos.
Persistência dos Estados nacionais Islamização do norte
Aula 5 – 
Período Colonial
- Fins do século XIX até metade do século XX 
- Com o fim do escravismo, o crescimento do capitalismo europeu propiciou a busca por novas relações com a África
- Ingleses, franceses, belgas, italianos, portugueses, espanhóis e outros vão dividir entre si o continente;
Prenúncio do Colonialismo
- O fim da escravidão impôs novas relações calcadas na apropriação das matérias-primas africanas 
– África é vista como um fornecedor de matérias primas
- Papel dos missionários e comerciantes - Igreja católica manda seus missionários para conversão ao catolicismo. Há o crescimento do cristianismo. 
- O racismo continua sendo um elemento central da ideologia europeia em relação à África
Colonização
Processo de guerras de conquista – a dominação colonial africana terminou com o processo de guerra de conquistas. 
-As conferências de Bruxelas (1876) e Berlim (1884-1885) selaram o acordo de divisão do continente; tiveram como papel principal estabelecer acordo entre os países europeus em relação a dominação do território africano. 
Nessa negociação os mais poderosos conseguiram se impor em relação aos menos poderosos.
Conferência de Berlim governantes brancos europeus definindo o futuro da África
O Domínio Colonial
- A Libéria e a Etiópia permaneceram independentes 
- O domínio colonial desenhou as atuais fronteiras nacionais 
- Trouxe algum desenvolvimento da infraestrutura
- Criou uma elite colonial
Independência
- Processo longo em que cada país africano vai conquistar sua independência 
- Envolve conflitos, por vezes armados, mas também negociação
- Inaugura-se com o Egito em 1922 e segue até seu ápice, nas décadas de 1950, 1960 e 1970 
– O islamismo, em especial no norte do continente, desempenha papel importante na oposição aos colonizadores. 
- O nacionalismo e o pan-africanismo pregam a necessidade da independência e do desenvolvimento nacional e continental 
- O socialismo também influencia o processo, como perspectiva de criação de nações mais justas e desenvolvidas
William Du Bois (1868-1963) socialista pan-africanista, autor de “As almas da gente negra”
Sua obra influenciou os revolucionários do processo de independência Africana.
Angola e Moçambique
- Angola (1975) e Moçambique libertam se de Portugal guiados por dois movimentos de esquerda: 
- Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) : 
Processo se iniciou a partir de uma guerrilha, por filhos da elite angolana, formaram o movimento guerrilheiro, apoiados pela União Soviética. Começam a guerra que levaria 10 anos, e começa a gerar desgaste português, por conta da locomoção dos exércitos e ações violentas. A situação chega a um limite que Portugal não vê mais sentido e, neste momento, Portugal é comandado por uma ditadura que não quer renunciar à colônia. Tudo isso levou a revolução dos cravos , em Portugal, ocasionando a queda da ditadura. A partir daí o novo governo democrático português começa a negociar com os guerrilheiros angolanos e chegam a um consenso sobre a independência da Angola. 
- Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo)
- O pós-independência é marcado por guerrilhas que contestam o poder desses grupos, com envolvimento dos Estados Unidos e da África do Sul
- Isso influenciado pela Guerra Fria. Neste período a União Soviética apoia a independência desses países. 
Na Prática
Caráter não pacífico do domínio colonial e da independência 
Racismo como justificativa do colonialismo 
Nacionalismo, islamismo e socialismo como ideias da independênciaFinalizando
O longo e complexo processo de colonização e de independência deve ser compreendido por seus fatores internos e externos: Guerra Fria, nacionalismo e racismo desenham uma dinâmica interna e externa que se mistura.
Aula 6
 História e Historiografia da África
Período pós-colonial
 Do final dos processos de independência (mais ou menos 1960/1970) aos dias atuais Período de recolocação da África no mercado mundial;
Tema 1 – O pós independência
- Economias dependentes exportadoras de matérias-primas; África surgindo pela primeira vez como mercado consumidor.
- Estados multiétnicos;
- Muitos países com IDH baixo;
- Relativa instabilidade política
Tema 2 – África do Sul
- Sua independência foi liderada pelos colonos brancos 
- Construiu um sistema político e social que alijava mais de 90% da população (os negros) do acesso à terra e aos direitos políticos;
Tema 3 – O fim do apartheid
- A resistência ao apartheid sempre foi ativa, com greves e manifestações 
- Muitos países do mundo passaram, também, a boicotar a África do Sul
- O regime passou a afrouxar as leis segregacionistas e, em 1992, um plebiscito decidiu pelo fim do apartheid 
- Em 1994, as primeiras eleições livres foram vencidas pelo Congresso Nacional Africano (CNA)
Tema 4 – Conflitos étnicos
- Os Estados pós independência obedeceram às fronteiras das antigas colônias, integrando povos diferentes em seu interior;
- Eventualmente essas diferenças étnicas representam fatores de instabilidade;
Genocídio de Ruanda em 1994
Tema 5 – Primavera árabe
- Série de rebeliões que derrubaram diversos governos ditatoriais no norte da África de 2010 a 2012;
- Iniciou-se na Tunísia, estendendo-se para Líbia, Egito e restante do mundo árabe;
- Importância das redes sociais;
- Descontentamento sobretudo dos jovens com a falta de perspectivas;
Primavera árabe: explosão de revoltas contra governos autoritários.
Na prática: Deve-se fugir dos estereótipos: a África é um lugar de pobreza e conflitos, mas também de grandes escritores, grandes líderes e desenvolvimento econômico.
Sobre o drama dos migrantes e refugiados africanos, veja o filme 14 quilômetros, que mostra três jovens africanos em uma viagem pelo Saara rumo à Europa.
Finalizando: A África atual é resultado de sua história e dos conflitos que envolvem seus povos, seus governantes, suas belezas e misérias, bem como os interesses estrangeiro.
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