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IX - assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente;
X - representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos previstos no art. 220, § 3º, inciso II, da Constituição Federal;
XI - representar ao Ministério Público, para efeito das ações de perda ou suspensão do pátrio poder.
XI - representar ao Ministério Público para efeito das ações de perda ou suspensão do poder familiar, após esgotadas as possibilidades de manutenção da criança ou do adolescente junto à família natural. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência
XII - promover e incentivar, na comunidade e nos grupos profissionais, ações de divulgação e treinamento para o reconhecimento de sintomas de maus-tratos em crianças e adolescentes. (Incluído pela Lei nº 13.046, de 2014)
Parágrafo único. Se, no exercício de suas atribuições, o Conselho Tutelar entender necessário o afastamento do convívio familiar, comunicará incontinente o fato ao Ministério Público, prestando-lhe informações sobre os motivos de tal entendimento e as providências tomadas para a orientação, o apoio e a promoção social da família.”
Texto: Atendimento psicológico de crianças e adolescentes solicitado pelo poder judiciário.
13º)A Doutrina Jurídica da Situação Irregular foi a corrente jurídico doutrinária em relação à proteção da infância que vigorou no Brasil, em 1979, com o advento do Código de Menores. O período supramencionado foi marcado por uma política assistencialista e paternalista, fundada na proteção do menor abandonado ou infrator. Dessa maneira, a criança e o adolescente eram vistos como objetos de medidas de proteção e, portanto, seus direitos à convivência familiar e comunitária, à opinião, ao respeito e à dignidade não eram considerados.
Nessa perspectiva, as decisões dos juízes, norteadas por esta doutrina, interferiam nas hipóteses de prática de atos infracionais e demais problemas sociais que envolviam crianças e adolescentes, que estavam associadas ao abandono material ou moral decorrentes da situação irregular da família e os conduziam à criminalidade.
14º) O Código do Menor de 1979 objetivava a proteção do menor abandonado ou infrator, em uma perspectiva tutelar e assistencialista. Ademais, objetivava a intervenção do Estado sobre a família, quando esta estivesse em situação irregular e, por conseguinte, poderia conduzir a criança e o adolescente à praticas criminalizadas.
15º) O Código de Menores de 1979 firmou o entendimento do termo menor como objeto de tutela do Estado, legitimando a intervenção sobre os jovens que estivessem em uma circunstância que a lei estabelecia como situação irregular, de forma que estes saíam da tutela da família para a do juiz de menores, o qual tinha o poder de decidir como e onde ela ficaria, sem qualquer garantia legal. Assim, restou-se claro o desinteresse do legislador na reinserção social da criança e adolescente, objetivando apenas o controle da ordem pública e da paz social, desvinculado à proteção dos direitos infantojuvenis.
Logo, com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente o termo retro mencionado é inapropriado para designar crianças e adolescentes, vez que possui sentido pejorativo e reproduz e endossa, de maneira subjetiva, discriminações e uma postura de exclusão social que remete ao revogado Código de Menores.
21º) O atendimento psicoterapêutico mostra uma interferência na dinâmica familiar, assim existem alguns princípios que regem e norteiam as relações dos pais, crianças e Estado, são eles: princípio da integridade social, em que lembre deve ser levado em consideração a autonomia dos pais e a privacidade familiar. Principio do parens patriae, marcado pela autorização do Estado de assumir a responsabilidade da criança, quando os pais estão ausentes. E por fim, o princípio do melhor interesse da criança, visando sempre o bem-estar da criança ou adolescente.
22º) O atendimento psicoterapêutico possui peculiaridades e especificidades, sendo uma delas a presença de dinâmicas altamente conflitivas e perturbadas. Além disso, o atendimento psicoterapêutico deve implicar na participação e no envolvimento dos pais e responsáveis, já que apenas a motivação e a aliança do trabalho com a criança ou adolescente não é suficiente.
Texto- Acolhimento institucional de crianças e suas consequências.
23º) Pelo Estatuto, as crianças abrigadas são consideradas cidadãos com direitos a serem garantidos pelo Estado, pela sociedade e pela família. Direito de serem educados e amados, direito aos cuidados de saúde e ao lazer e direito de serem acolhidos quando lhes faltarem condições fundamentais para sobreviver.

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