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PROCEDIMENTOS BÁSICOS NA ROTINA DA SALA DE VACINAÇÃO 
Arrumar as vacinas nas prateleiras centrais em bandejas perfuradas ou em porta-talheres, e nunca em caixas térmicas ou saco plásticos; 
Não deve guardar vacinas na porta e na parte de baixo do refrigerador; 
Retirar a gaveta plástica, caso exista e, em seu lugar, colocar garrafas plásticas com água, que ajudam a manter a temperatura no interior do refrigerador;
**(Água colocada nas garrafas deve conter um corante (azul demetileno, anil violeta de genciana) para evitar que seja bebida); 
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PROCEDIMENTOS BÁSICOS NA ROTINA DA SALA DE VACINAÇÃO 
O congelador deve conter gelo em sacos ou frascos de plásticos. Esse gelo deverá ser utilizado na caixa térmica da sala de vacinação e pelas equipes móveis de vacinações, ainda em situações de emergências; 
Colocar o termômetro de máximo e mínimo, ou linear, na prateleira central, na posição correta. Verificar temperatura duas vezes ao dia, registrando-a no mapa de controle diário de temperatura;
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PROCEDIMENTOS BÁSICOS NA ROTINA DA SALA DE VACINAÇÃO 
As prateleiras devem estar limpas e organizadas, devendo ser registrados os vidros e caixas vazias. As vacinas, na embalagem original devem ser arrumadas de forma a manter uma distância entre si de aproximadamente dois dedos, situando-as idênticas distâncias das paredes do refrigerador, visando permitir a livre circulação de ar frio; 
As vacinas mais antigas, com prazo de validade mais próximo, devem ser colocadas na frente, para que sejam utilizadas primeiramente; 
"É necessário, portanto, fazer uma precisão do número de pessoas que irão procurar serviço de saúde na aquele dia, retirar os números correspondentes de doses de vacinas acompanhados de diluentes, quando for o caso, e acondiciona-los na caixa térmica com gelo. 
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PROCEDIMENTOS BÁSICOS NA ROTINA DA SALA DE VACINAÇÃO 
Evitar abrir refrigerador toda vez que for aplicar uma vacina. Ele só deve ser aberto duas vezes, no início e no final da cada dia de trabalho."
Os diluentes devem estar na mesma temperatura das vacinas no momento da aplicação. Por isso, devem ser conservados no refrigerador, e não congelador. Quando o estaque de diluentes for muito grande, o excesso pode ser deixado em temperatura ambiente até que se aproxime de seu uso.
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PROCEDIMENTOS BÁSICOS NA ROTINA DA SALA DE VACINAÇÃO 
Lavar o refrigerador quinzenalmente, de preferência, ou quando o estoque de vacinas for pequeno. Para isso, é necessário tomar os seguintes cuidados: 
Transferir as vacinas para outro refrigerador, se houver, ou para uma caixa térmica, mantendo a temperatura recomendada (+2°C a +8°C); 
Desligar a tomada e abrir as portas do refrigerador e do congelador, até que todo o gelo aderido desprenda por se. Não usar faca ou outro objeto pontiagudo para a remoção mais rápida do gelo, pois tal método pode danificar os tubos de refrigeração; 
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PROCEDIMENTOS BÁSICOS NA ROTINA DA SALA DE VACINAÇÃO 
Limpar o refrigerador com um pano umedecido em solução de água com sabão neutro, ou sabão de coco, por exemplo. Não jogar água no interior do refrigerador com um pano limpo e seco; 
Após a limpeza, ligar o refrigerador e manter as partes fechadas por mais ou menos três horas, verificando, nesse período, a temperatura interna, quando a mesma estiver entre +2°C e +8°C deve-se recolocar as vacinas, os diluentes, as garrafas refrigeradoras e os sacos plástico para gelo. 
Em caso de falta de energia elétrica, o refrigerador deverá permanecer fechado até que solucione o problema existente, se o mesmo perdurar por mais de 12 horas, proceder conforme orientação do Ministério da Saúde. 
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PROCEDIMENTOS BÁSICOS NO REGISTRO DA ATIVIDADE DE VACINAÇÃO
Anotar todas as vacinas aplicadas em mapa ou boletim diário de produção da seguinte forma: 
 Cada vacina aplicada deve ser representada por um tracinho, que será registrado na coluna “vacinas aplicadas durante 1 mês,” de acordo com um tipo de vacina aplicada, a idade da criança (menor 1 ano 1,2,3,4,5, anos e mais) e a dose aplicada (única, primeira, segunda, terceira e reforço); 
Somar, no final da cada mês, os tracinhos de cada linha, anotando o resultado na coluna “total” e transportando-o para a parte descartável do boletim;  
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PROCEDIMENTOS BÁSICOS NO REGISTRO DA ATIVIDADE DE VACINAÇÃO
Registrar no final de cada mês, também na parte descartável, o movimento de cada vacina utilizada no serviço de saúde anotando a quantidade de vacina em estoque no primeiro dia útil do mês, a quantidade recebida, a quantidade devolvida, a quantidade em estoque no último dia do mês e o número de doses aplicadas no mês. 
Destacar a parte do formulário que contém as informações mensais da atividade de vacinação e enviar ao nível imediatamente superior. 
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REDE DE FRIO
Cadeia ou rede de frio é o processo de conservação, manipulação, transporte e distribuição dos imunobiológicos do Programa Nacional de Imunizações, visando à manutenção da temperatura adequada desses produtos, desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina e/ou soro são administrados.¹
Na instância central (Ministério da Saúde ou Secretarias de Estado da Saúde), os imunobiológicos são armazenados em câmaras frias, com temperatura negativa ou positiva, de acordo com a sua composição e também de acordo com as orientações do laboratório produtor. 
1- A maioria das vacinas é distribuída aos estados pelo Ministério da Saúde, os quais as repassam aos municípios. 
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REDE DE FRIO
Na instância regional (pode ser representada pelas secretarias municipais de saúde), os imunobiológicos são armazenados em geladeiras ou câmaras frias (quando necessitam de temperatura positiva) ou em freezer (quando podem ser armazenados em temperatura negativa). 
A instância regional distribui as vacinas em condições de administração no usuário (descongeladas). O descongelamento das vacinas é realizado na temperatura entre +2 a +8°C. 
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REDE DE FRIO
As vacinas e soros, na instância local (Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios, hospitais e pronto-socorro), devem permanecer em temperatura entre +2 a +8 graus centígrados. 
O Ministério da Saúde recomenda que as geladeiras sejam reguladas para manterem a temperatura a +2°C, variando numa faixa de +2 a +4°C, embora permitindo que “esporadicamente” a temperatura possa estar na faixa de +2 a +8°C. 
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REDE DE FRIO
Na prática, os termostatos das geladeiras da instância local têm sido programados para manterem a temperatura entre +4 e +5°C.
Os diluentes podem ser armazenados fora da geladeira, se necessário, mas deverão ser refrigerados por pelo menos 6 horas em temperatura entre +2 a +8 °C antes da sua utilização (na prática do nível local eles são mantidos no refrigerador continuamente). 
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REDE DE FRIO
O controle da temperatura deve ser realizado através da utilização de um termômetro de máxima e mínima, que deverá ser lido pelo menos duas vezes ao dia, sendo uma no início e outra ao final do dia de trabalho. 
As temperaturas devem ser registradas em impresso próprio ou gráfico, sendo um registro relativo à temperatura do momento da leitura, outro da temperatura máxima atingida no período e outro da temperatura mínima atingida no período. 
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EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE)
Devem ser utilizados equipamentos que possibilitem a manutenção da temperatura adequada. 
Podem ser divididos em 2 tipos: 
Câmaras para conservação de vacinas (equipamento comercialmente criado com a finalidade de conservar vacinas) 
Geladeira/refrigerador de uso doméstico.
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EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE)
Câmaras para conservação de vacinas: essas câmaras podem ser de dois modelos.
Um modelo horizontal, sem congelador interno, utilizado, normalmente, apenas para a guarda das vacinas que estão sendo utilizadas no dia (modelo para uso diário) 
Um outro modelo, vertical, é destinado para o armazenamento e o uso diário (modelo para estoque e uso diário). Ambos osmodelos devem ter registro no Ministério da Saúde. 
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EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE)
Modelo apenas para “uso diário”: 
São consideradas de uso diário as câmaras refrigeradoras de abertura horizontal , permitindo que sejam abertas com frequência.
 Nelas são colocadas vacinas na quantidade suficiente para um dia de trabalho, pois não devem ser utilizadas para armazenamento (“esquentam” rapidamente na falta de energia elétrica). 
Devem estar equipadas com termômetro de máxima e mínima. 
(evita a perda de ar frio), permitindo que sejam abertas com frequência (são abertas todas as vezes que há usuário para ser vacinado)
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EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE)
Modelos para “estoque e uso diário”: 
São equipamentos de abertura vertical, temperatura positiva, destinados tanto para o armazenamento de imunobiológicos como para o uso diário.¹
 Esses equipamentos distribuem a temperatura de maneira mais uniforme, contam com dispositivo que aciona uma campainha quando a porta está aberta e/ou quando a temperatura interna está abaixo ou acima do valor programado.
 Também possuem um visor com a temperatura interna.
1- M(a abertura pode ser frequente a cada vez que houver um usuário para ser vacinado)
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EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE)
O termostato é regulado para a faixa de temperatura desejada.²
Possui uma divisão horizontal que destina, em geral, a parte superior para abertura frequente e a parte inferior para o estoque, ambas com portas internas.
2- Embora os fabricantes destes modelos recomendem que o termômetro de máxima e mínima pode ser dispensado, a prática cotidiana tem mostrado que é importante manter um termômetro de máxima e mínima na parte interna para a leitura e controle diário da temperatura. 
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EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE)
Refrigerador/geladeira de uso doméstico: 
Deve ser destinado apenas para o estoque de imunobiológicos, em razão de sua abertura vertical, ausência de porta interna e ausência de um sistema de distribuição uniforme da temperatura entre as prateleiras.¹
No congelador deve ser armazenado gelo na forma de bobinas recicláveis ou pacotes com gelo em cubos e no lugar da gaveta inferior, armazenar garrafas com água.² 
Não acondicionar vacinas na porta (altera a temperatura das vacinas e desnivela a altura da porta). 
1- O refrigerador doméstico deve possuir congelador (evaporador) interno (não podem ser utilizados os modelos “Duplex”) para garantir a manutenção da temperatura interna em caso de falta não prolongada de energia elétrica. 
2-(de preferência com algum corante para evitar que sejam retiradas para beber)
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EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE)
Na prateleira superior (próxima ao congelador) devem ser colocadas as vacinas “vivas”. 
É obrigatório o uso de um termômetro de máxima e mínima, devendo este permanecer no centro da segunda prateleira, em posição vertical. 
Na falta de energia elétrica, se a geladeira não apresentava variação de temperatura (mantinha temperatura na faixa de +2 a + 4 ºC) e estando com bobinas de gelo no congelador e garrafas de água, pode permanecer fechada e com as vacinas sem alteração por um período em torno de oito horas. 
1-
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EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE)
Em qualquer dos modelos de equipamentos para imunobiológicos, os lotes mais antigos devem ser colocados na frente dos lotes mais recentes para que sejam utilizados primeiro. 
Excepcionalmente, as caixas térmicas de poliuretano ou de poliestireno expandido (isopor) podem ser utilizadas como “equipamento para uso diário”, sendo aí instalado um termômetro de transporte (cabo extensor).
1- 
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CUIDADOS GERAIS COM EQUIPAMENTOS DESTINADOS À CONSERVAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS 
Todos os equipamentos utilizados para a conservação de vacinas devem ter apenas essa finalidade, ou seja, não devem ser guardados alimentos ou água ou mesmo outros medicamentos que requeiram abertura constante do equipamento ou que possam ser “confundidos” com vacinas; 
Certificar-se de que o equipamento, quando em uso, esteja conectado à tomada elétrica, devendo haver uma tomada para cada equipamento (não devem ser utilizadas conexões); 
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CUIDADOS GERAIS COM EQUIPAMENTOS DESTINADOS À CONSERVAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS 
O equipamento deve estar afastado da parede (pelo menos 20 cm) e do teto (20 a 30 cm) para permitir a circulação de ar do motor;
Descongelar e limpar periodicamente todos os refrigeradores (independente do modelo), evitando a formação de camadas de gelo no interior dos mesmos (devem ser descongelados quando a camada de gelo ultrapassar 0,5cm de espessura). 
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CUIDADOS GERAIS COM EQUIPAMENTOS DESTINADOS À CONSERVAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS 
Ao descongelar o equipamento, desligar a tomada e não alterar o termostato. 
A limpeza deverá ser feita com sabão neutro e é de responsabilidade da equipe de enfermagem. 
Após o descongelamento e limpeza recolocar as vacinas somente após a temperatura interna atingir a faixa de temperatura adequada. 
Na arrumação interna, as vacinas com datas de vencimento próximas deverão ser colocadas na frente, conforme o lote. 
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CUIDADOS GERAIS COM EQUIPAMENTOS DESTINADOS À CONSERVAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS 
As vacinas podem ser guardadas em suas caixas originais ou em bandejas ou em sacos plásticos perfurados (para que circule facilmente o ar frio), empilhados de forma a manterem espaço entre eles e nunca justaposto às paredes do refrigerador.  
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TRANSPORTE DE IMUNOBIOLÓGICOS NA INSTÂNCIA LOCAL
O transporte deve ser realizado em caixa térmica (de poliuretano ou de poliestireno expandido) com termômetro de transporte (cabo extensor) e bobinas degelo reciclável.¹ 
A quantidade de gelo a ser utilizada variará de acordo com a temperatura ambiente, o tipo e qualidade da caixa térmica e o tipo de vacina transportada, pois a temperatura no interior da caixa deverá ser mantida na faixa de +2a+8°C. 
1-(em geral o líquido destas bobinas é composto de hidroxietil celulose e tem prazo de validade porque, com o passar do tempo, pode propiciar o crescimento de microrganismos). 
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TRANSPORTE DE IMUNOBIOLÓGICOS NA INSTÂNCIA LOCAL
Em geral é utilizado um terço do volume da caixa térmica com bobinas de gelo reciclável, dispondo-os em volta das paredes, no fundo da caixa e sobre as vacinas (as vacinas devem ficar “ilhadas” no gelo). 
O termômetro deve ser fixado com fita crepe à caixa, o cabo extensor deve permanecer externamente e o sensor (bulbo) não deve tocar o gelo, nem ficar apenas na parte superior da caixa e sim, tocando as vacinas. 
A tampa da caixa deve ser completamente vedada com fita crepe larga (5 cm).¹
Deve ser ressaltado que as vacinas somente poderão ser transferidas para a caixa térmica quando o termômetro indicar a temperatura ideal (+2 a +8°C). 
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TRANSPORTE DE IMUNOBIOLÓGICOS NA INSTÂNCIA LOCAL
As caixas devem ser vistoriadas periodicamente para que sejam retiradas de uso as que tenham furos ou aquelas em que as tampas não vedem adequadamente. 
O gelo reciclável deve ser mantido em freezer por pelo menos 24 horas ou em congelador do refrigerador por 48 horas a fim de que o mesmo seja congelado adequadamente. 
Deve-se registrar a temperatura da caixa de transporte na saída, durante o trajeto e na chegada dos imunobiológicos.
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ALTERAÇÕES DA TEMPERATURA DE CONSERVAÇÃO DOS IMUNOBIOLÓGICOS 
Toda alteração de temperatura deverá ser comunicada à instância imediatamente superior, que decidirá sobre a utilização ou não do imunobiológico.
 Enquanto a unidade de saúde aguarda a conduta, as vacinas deverão ser colocadas “sob suspeita”, separadas das demais vacinas, mas sempre mantidas na geladeira de vacinas na temperatura entre +2 a + 8°C. 
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OPERACIONALIZAÇÃO DO PNI NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE) 
Registro das doses aplicadas: 
O registro das doses de vacinas aplicadas deve ser feito para o usuário(Caderneta de vacinação/Cartão da criança), para a Unidade de Saúde (Ficha registro de vacinação) e para os setores de informação do sistema de saúde (Mapas de registro das doses aplicadas de uso diário e mensal e programa informatizado). 
O Ministério da Saúde padronizou os impressos. 
Os programas para informatização dos dados também são padronizados. 
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OPERACIONALIZAÇÃO DO PNI NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE) 
Caderneta de vacinação/ Cartão da Criança: devem ser anotados os dados de identificação da criança (ou adulto) e todas as doses de vacinas aplicadas. 
Para cada dose de vacina aplicada deve ser anotado: 
o número do lote
a data de aplicação
a identificação da unidade vacinadora 
a identificação do vacinador. 
Além disso, após cada vacina aplicada deverá ser anotada, a lápis, a data do retorno para a próxima vacina (procedimento denominado agendamento). A caderneta de vacina deve ser tratada como um documento pessoal.
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OPERACIONALIZAÇÃO DO PNI NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE) 
Ficha de registro de vacinas: 
Devem ser feitas as mesmas anotações da Caderneta de vacinação, com destaque para o endereço (este deve possibilitar a convocação quando necessária). 
Esta ficha deve ser arquivada na sala de vacinas, de forma que seja possível identificar as pessoas que comparecerão para vacinação a cada dia (ou pelo menos a cada mês), possibilitando a identificação dos faltosos. 
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OPERACIONALIZAÇÃO DO PNI NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE) 
É fundamental a convocação dos faltosos através de visita domiciliária ou telefone ou por correspondência. 
Devem ser registradas todas as doses aplicadas, inclusive aquelas aplicadas em outras unidades de saúde. 
Essa ficha, além de ser utilizada para avaliação do programa de imunizações, também se constitui um documento que possibilita o fornecimento da segunda via da caderneta de vacinação quando necessário. 
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OPERACIONALIZAÇÃO DO PNI NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE) 
Mapa de registro de vacinas: 
Diariamente devem ser registradas (no Mapa diário de vacinação) todas as vacinas aplicadas, por tipo, dose do esquema, faixa etária e lote utilizado. Mensalmente esses dados são consolidados no Mapa mensal de vacinas. 
Programa informatizado – Avaliação do Programa de Imunizações – API: o mapa mensal é digitado no programa API (nos níveis regional/municipal), tendo como destino final o Ministério da Saúde.
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OPERACIONALIZAÇÃO DO PNI NA INSTÂNCIA LOCAL (UNIDADE DE SAÚDE) 
 Além desses registros, a unidade de saúde também registra as doses utilizadas de vacinas.
Para isso faz uso dos impressos do programa AIU – Apuração dos imunobiológicos utilizados, onde é registrado o volume de imunobiológicos usados, para posteriormente, ser digitado em um programa informatizado que mostra o cálculo das perdas técnicas¹ e físicas², auxiliando o processo de supervisão. 
1- (é a perda que independe de falhas de conservação ou aplicação como, por exemplo, o restante das doses já diluídas de vacina SCR que sobrou no final do dia)
2- (é a perda ocasionada por falhas na conservação ou aplicação de vacinas como, por exemplo a quebra de um frasco de vacinas)
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ESTRATÉGIAS
A vacinação pode ser disponibilizada à população através das seguintes estratégias:
Vacinação de rotina:
Oferecida diariamente nas unidades básicas de saúde. 
Os serviços de urgência, emergência oferecem vacinas para situações específicas como as de proteção contra o tétano ou anti-rábica. 
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ESTRATÉGIAS
Hospitais podem oferecer aos pacientes internados, além das vacinas para situações de emergência, qualquer outra do esquema básico. 
Especial atenção deve ser dada à vacinação de recém-nascidos, pois a maternidade oferece uma ótima oportunidade de iniciar o esquema de vacinação, além da necessidade de vacinar contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida. 
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ESTRATÉGIAS
Campanhas: 
Objetivam a vacinação em massa. 
São utilizadas em situações específicas como baixa cobertura ou necessidade de manter altas taxas de cobertura para atender determinados programas¹, permitindo concentrar todos os recursos num curto período de tempo, otimizando os custos e os recursos humanos.
1- (como a campanha nacional contra poliomielite, erradicação do sarampo)
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ESTRATÉGIAS
Bloqueio de casos de doenças imunopreveníveis: 
Ocorrência de casos suspeitos ou confirmados de determinadas doenças exige a vacinação dos comunicantes, sendo essa uma oportunidade para a atualização do esquema de vacinas. 
A necessidade de bloqueios é normatizada pelo sistema de vigilância epidemiológica. 
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ESTRATÉGIAS
Vacinação extra muro: 
É a vacinação realizada fora da unidade de saúde, mas não por situações de campanha ou bloqueio. 
É realizada para facilitar o acesso à vacinação, como, por exemplo, a vacinação de escolares ao ingressarem em determinada série ou a vacinação de trabalhadores de um determinado segmento.
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ESTRATÉGIAS
Capacitação de recursos humanos: 
Os vacinadores devem receber treinamento específico em vacinas, não bastando apenas conhecer as técnicas de administração de medicação. 
As vacinas do calendário básico não necessitam de prescrição médica para aplicação. 
Já os soros e imunoglobulinas humanas são administrados, na rotina dos serviços de saúde, sob prescrição e acompanhamento médico. 
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ESTRATÉGIAS
Supervisão: 
A supervisão deve fazer parte da rotina da unidade de saúde, sendo realizada, em geral, por enfermeiros. 
Pode ser diária ou eventual. 
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ESTRATÉGIAS
Devem ser supervisionados os seguintes aspectos: 
técnica de aplicação; 
adequação da vacina à faixa etária; 
registro de dados; 
registro da temperatura; 
condições do refrigerador (incluindo cuidados com o estoque de vacinas); 
atendimento à clientela; 
convocação dos faltosos; 
arquivamento das fichas de registro; 
higiene do ambiente; conduta frente às situações não rotineiras (como a falta de energia elétrica, eventos adversos). 
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ESTRATÉGIAS
Pode ser elaborado um roteiro para supervisão diária e um para supervisão eventual.
 É importante ressaltar que deverá haver, no serviço de saúde, manuais de normas e de rotinas, incluindo aí a rotina da sala de vacinas. 
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AGRADECIMENTOS
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