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3 DIREITO ADMINISTRATIVO ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SUMÁRIO 1 - FORMAS DE PRESTAÇÃO DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA 3 1.1. Desconcentração x Descentralização 4 2. TEORIAS - RELAÇÃO ENTRE O ESTADO E SEUS AGENTES 7 3. ÓRGÃOS PÚBLICOS 7 3.1. Características 7 3.2 Classificação 9 4. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 10 4.1. Características comuns 11 4.2 Fundações 13 4.3 Autarquias 15 4.3.1. Conselhos de classe 18 4.3.2. OAB 19 4.3.3. Território. 20 4.3.4. Agências reguladoras. 20 4.3.5. Agência executiva. 22 4.4. Empresas estatais 24 4.4.1. Empresa Pública 25 4.4.2. Sociedade de Economia Mista 25 4.4.3. Diferenças 26 4.4.4. Regime Jurídico das Empresas Estatais 27 4.4.5. Alguns exemplos de empresas estatais 30 4.4.6. REGIME CRIADO – REGRAS GERAIS - LEI 13.303/2016 – Estatuto das Estatais 31 5. CONSÓRCIOS PÚBLICOS 39 DISPOSITIVOS PARA CICLOS DE LEGISLAÇÃO 43 BIBLIOGRAFIA UTILIZADA 43 ATUALIZADO EM 25/11/2022[footnoteRef:1] [1: ] ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1 - FORMAS DE PRESTAÇÃO DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA Decreto 200/1967 Art. 1º O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República auxiliado pelos Ministros de Estado. Art. 2º O Presidente da República e os Ministros de Estado exercem as atribuições de sua competência constitucional, legal e regulamentar com o auxílio dos órgãos que compõem a Administração Federal. Art. 3º Respeitada a competência constitucional do Poder Legislativo estabelecida no artigo 46, inciso II e IV, da Constituição, o Poder Executivo regulará a estruturação, as atribuições e funcionamento do órgãos da Administração Federal. Art. 4° A Administração Federal compreende: I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: a) Autarquias; b) Empresas Públicas; c) Sociedades de Economia Mista. d) fundações públicas. Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade. O exercício das atividades administrativas pode se dar tanto de forma centralizada quanto de forma descentralizada. · Centralizada - prestada pela Administração direta, composta pelos entes políticos e seus respectivos órgãos. É o núcleo da Administração. · Descentralizada – transfere para uma nova pessoa, rompe-se o vínculo hierárquico. Diferente da desconcentração, que significa o deslocamento dentro da mesma pessoa, criando órgãos. 1.1. Desconcentração x Descentralização A diferença preponderante entre os institutos da descentralização e da desconcentração é que, no primeiro, há a ruptura do vínculo hierárquico e, no segundo, esse vínculo permanece. A descentralização é uma forma de transferir a execução de um serviço público para terceiros, que se encontrem dentro ou fora da administração. A desconcentração é uma forma de se transferir a execução de um serviço público de um órgão para outro dentro da administração direta. Nesse sentido, a diferença entre descentralização e desconcentração está na amplitude da transferência. A desconcentração mantém os poderes e as atribuições na titularidade de um mesmo sujeito de direito, ao passo que a descentralização os transfere para outro sujeito de direito distinto e autônomo, elevando o número de sujeitos titulares de poderes públicos. ATENÇÃO #JÁFOIQUESTÃODEPROVA Desconcentrar/Descentralizar é transferir competências do ente central para outros órgãos ou entidades, periféricos; Centralizar/Concentrar equivale a fazer o movimento inverso, ou seja, deixar as competências no ente central. A centralização consiste na execução de tarefas administrativas pelo próprio Estado, por meio de órgãos internos e integrantes da administração pública direta. Parte superior do formulário a) Desconcentração: é a diluição de competência no âmbito de uma mesma pessoa jurídica que decorre da criação de órgãos públicos. · A desconcentração pressupõe, OBRIGATORIAMENTE, a existência de uma só pessoa jurídica. · É uma forma de distribuição interna de atribuições, dentro da própria estrutura de uma pessoa jurídica da administração pública: “distribuição interna de plexos de competências, agrupadas em unidades individualizadas” Parte superior do formulário . · A desconcentração origina uma espécie de controle, denominado hierárquico; · Ocorre tanto na administração direta como na indireta, equivale à técnica administrativa conhecida como departamentalização, cujo objetivo central é tornar mais ágil, especializada e eficiente a prestação de serviços. · A desconcentração pode ocorrer em razão da matéria, da hierarquia ou por critério territorial. Parte superior do formulário · O controle hierárquico ou por subordinação ou autotutela abrange todos os atos praticados pelo órgão subordinado. A autoridade que ocupa o órgão controlador tem legitimidade para controlar sob a ótica da legalidade e do mérito administrativo todos os atos praticados pelo órgão subordinado. Trata-se de um controle permanente, automático e independe de autorização legal específica. · Ex.: a divisão interna de órgão público em superintendências, departamentos ou seções, cada qual com atribuições próprias e distintas; uma universidade pública que criar um departamento de graduação e outro de pós-graduação; criação de secretaria municipal de defesa do meio ambiente por prefeito municipal #QUESTÃODEPROVA[footnoteRef:2] CESPE, 2014- Se, em razão do grande número de contratações realizadas pela União, for criado um Ministério de Aquisições, ter-se-á, nessa situação, exemplo do fenômeno denominado desconcentração administrativa. [2: Todos os itens de #QUESTÃODEPROVA dessa FUC são assertivas CORRETAS.] b) Descentralização: Ocorre o fenômeno da descentralização quando o Estado desempenha algumas de suas funções por meio de outras pessoas jurídicas. A transferência de competências, portanto, se dá para outra entidade. · O controle dos resultados de forma descentralizada, na administração pública, depende de um grau de confiança limitado nos agentes públicos, que, mesmo com estrito monitoramento permanente, devem ter delegação de competência suficiente para escolher os meios mais apropriados ao cumprimento das metas prefixadas. · A descentralização pode ser feita por qualquer um dos níveis de Estado: União, DF, estados e municípios.Parte superior do formulário Parte superior do formulárioParte superior do formulário Pode ser: · A) Política: é aquela que existe numa Federação, onde há uma repartição originária de competências. · B) Administrativa ou derivada: se divide em três espécies: · Territorial: é a transferência de competência a um território. (Território federal tem natureza autárquica). · Por serviços ou outorga (ou funcional ou técnica): é a transferência da titularidade e da execução de um serviço público que se concretiza por meio de uma lei. Maioria da doutrina aponta que somente se dá às entidades da própria Administração Pública. A descentralização por serviços caracteriza-se pelo reconhecimento de personalidade jurídica ao ente descentralizado, que deve ter capacidade de autoadministração, patrimônio próprio, capacidade específica ou de especialização e submissão ao controle ou à tutela por parte de ente descentralizado nos termos da lei. · Por colaboração ou delegação: é a transferência somente da execução de um serviço público a uma outra pessoa que se concretiza por meio de um negócio jurídico (contrato de concessão ou permissão) ou também por lei. Pode ser dada para AP (via lei) ou para particulares (via NJ). Decreto 200/1967 Art. 10. A execução das atividades da Administração Federal deverá ser amplamente descentralizada. § 1º A descentralização será posta em prática em três planos principais: a) dentro dos quadros da Administração Federal, distinguindo-se claramente o nível de direção do de execução; b) da Administração Federal para aqualquer modalidade Constituição: sociedade anônima Competência: federal (Justiça Federal), estadual ou municipal (Justiça Estadual). Competência: federal (Justiça Estadual), estadual ou municipal (Justiça Estadual). Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. #SELIGANASÚMULA: Súmula 517, STF: As sociedades de economia mista só têm foro na justiça federal, quando a união intervém como assistente ou opoente. Súmula 556, STF: É competente a justiça comum para julgar as causas em que é parte sociedade de economia mista. Súmula 270 STJ O protesto pela preferência de crédito, apresentado por ente federal em execução que tramita na Justiça Estadual, não desloca a competência para a Justiça Federal. Súmula 365, STF A intervenção da União como sucessora da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) desloca a competência para a Justiça Federal ainda que a sentença tenha sido proferida por Juízo estadual. Obs.: Finalidade das SEM e EP: O regime varia e acordo com a finalidade da empresa estatal. Se for prestador de serviço público, o regime se aproxima mais daqueles das pessoas jurídicas de direito público. Se for exploradora de atividade econômica se aproxima das empresas privadas que estão fora da Administração. *#DEOLHONAJURIS#DIZERODIREITO#STF #IMPORTANTE: A alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação. Por outro lado, não se exige autorização legislativa para a alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no art. 37 da CF/88, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade. STF 4.4.4. Regime Jurídico das Empresas Estatais a) Contratos · Após a Lei das Estatais (art. 68) os contratos firmados pelas estatais com seus fornecedores e prestadores de obras e serviços são contratos de direito privado. Regem-se, portanto, pelos preceitos do direito privado, ao contrário dos contratos administrativos, regidos pelos preceitos de direito público. · Licitação: · (1) Se prestadoras de serviço público, estão submetidas às regras gerais de licitação. Art. 37, XXI, CF - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. · (2) Se exploradoras de atividade econômica, poderão ter estatuto próprio, criado por lei específica. Art. 173, §1º, III. A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre. III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da administração pública. No entanto essa situação mudou em face do advento da LEI 13.303/2016, denominado ESTATUTO DAS ESTATAIS. Ao final do tópico sobre empresas estatais, você poderá conferir apontamentos sobre o Estatuto das Estatais. b) Bens. Em regra, são privados e, por isso, penhoráveis e alienáveis. Seguem, no entanto, o regime de bens públicos, quando os bens estiverem diretamente ligados à prestação do serviço, em razão do princípio da continuidade dos serviços públicos. #CUIDADO! Os bens das empresas estatais prestadoras de serviço público são penhoráveis? Sim! Só não penhora se estiver ligação direta com a prestação do serviço público. JOSÉ DOS SANTOS discorda e diz que são todos privados. Obs.: ECT tem um tratamento diferenciado. Apesar de ser empresa pública, o STF reconheceu a sua exclusividade na prestação do serviço, o que lhe conferiu o tratamento de Fazenda Pública, sendo, portanto, os seus bens, impenhoráveis, ligados ou não ao serviço público. c) Responsabilidade civil. · Prestadoras de serviço púbico. Art. 37, §6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa - fala em pessoa de direito privado prestadora de serviço público. Se, portanto, a empresa estatal é prestadora de serviço público, a responsabilidade é objetiva. O ente instituidor (Estado) responde subsidiariamente pelos danos causados pela SEM e EP prestadoras de serviço público, pois o serviço é um dever do Estado. A responsabilidade é objetiva e subsidiária. A responsabilidade do Estado por ato de empresa pública prestadora de serviço público é objetiva? Verdadeiro. São dois parâmetros diferentes, elemento culpa – objetiva – e elemento ordem – subsidiária. #DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: Obs.: o STF chegou a dizer que quanto ao não usuário do serviço a responsabilidade seria subjetiva. Esse entendimento não prevaleceu. Hoje se entende que a responsabilidade é objetiva em ambos os casos. STF RE 591874. EMENTA: CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO. CONCESSIONÁRIO OU PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA EM RELAÇÃO A TERCEIROS NÃO-USUÁRIOS DO SERVIÇO. RECURSO DESPROVIDO. · Exploradoras de atividade econômica. Não estão no art. 37, §6º, devendo aplicar as regras do Direito Civil. Dessa forma, em regra, é subjetiva. A posição doutrinária que prevalece é que sendo atividade econômica o Estado não responde. José dos Santos discorda, afirmando que o Estado sempre tem responsabilidade subsidiária. d) Regime falimentar. Alguns doutrinadores dizem que deve se observar a finalidade das empresas. Lei 11.101/05 art. 2º, I - Esta Lei não se aplica a: I – empresa pública e sociedade de economia mista; II – instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores; De acordo com a redação do art. acima, a Lei de Falências não faz diferença com relação à finalidade das empresas, aduzindo que as EP e SEM não estão sujeitas à falência. A exemplo Celso Antônio, que diz que só não se submetem se forem prestadoras de serviço público. O que prevalece é a regra legal, isto é, que independentemente da finalidade, elas não se submetem à falência. Princípio da continuidade dos serviços justificaria no caso das prestadoras de serviço público. Penhora e execução normais. e) Regime Tributário. · Serviços públicos. Segundo jurisprudência do STF se for prestadora de serviço com exclusividade, terá imunidade recíproca para impostos (somente). RE 580.264. Se o encargo tributário for repassado ao usuário, as sociedades não terão privilégios. · Exploradora da atividade econômica. Vejamos o art. 173, §2º e o art. 150, §3, todos da CF. Art. 173 §3º - § 2º - As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado – só podem ter privilégios que a iniciativa privada também tenha. Art. 150, §3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados,ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA As empresas públicas e sociedades de economia mista não têm direito à prerrogativa de execução via precatório. STF. 1ª Turma. RE 851711 AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 12/12/2017 (Info 888). Em regra, as empresas estatais estão submetidas ao regime das pessoas jurídicas de direito privado (execução comum). No entanto, é possível sim aplicar o regime de precatórios para empresas públicas e sociedades de economia mista que prestem serviços públicos e que não concorram com a iniciativa privada. Assim, é aplicável o regime dos precatórios às empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviço público próprio do Estado e de natureza não concorrencial. STF. 1ª Turma. RE 627242 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ Acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 02/05/2017. STF. Plenário. ADPF 387/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 23/3/2017 (Info 858). f) Regime de pessoal. Obrigatoriamente celetista. Regime trabalhista. Há empregado (não falar em empregado público). São chamados de servidores de entes governamentais de direito privado. Não estão incluídos como servidores públicos. No entanto, em algumas situações eles são equiparados aos servidores públicos: (1) exigência de concurso público (2) regime de não acumulação de cargos (3) sujeição ao teto quando receber repasse da Adm. Direta para o seu custeio (despesas correntes) (4) sujeitos à lei 8429/92 - improbidade administrativa (5) para a lei penal. Entram no conceito de funcionário público (art. 327 CP) (6) Remédios constitucionais. Estão sujeitos ao MS, Ação Popular, etc. *#OUSESABER: Empresas semiestatais são aquelas cuja MINORIA do capital votante pertencente ao Poder Público. Não chegam a ser empresas públicas (o capital pertence totalmente ao Poder Público) nem sociedades de economia mista (a maioria do capital votante pertence ao Poder Público), nos termos da Lei 13.303/16. Nesse sentido, não integram a Administração Pública, mas o seu controle (necessidade ou não de licitação, fiscalização pelos Tribunais de Contas etc.) é discutido na doutrina. *(Atualizado em 26/01/2020) #DEOLHONAJURIS O art. 5º, parágrafo único da Lei 10.101/2000 afirma que o direito dos trabalhadores das empresas estatais à participação nos lucros e resultados observará as diretrizes específicas fixadas pelo Poder Executivo É constitucional a determinação de que a participação de trabalhadores nos lucros ou resultados de empresas estatais deve observar diretrizes específicas fixadas pelo Poder Executivo ao qual as entidades estejam sujeitas. STF. Plenário. ADI 5417/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 4/12/2020 (Info 1001). *(Atualizado em 25/11/2022): É inconstitucional lei estadual que veda ao Poder Executivo e às empresas públicas e de economia mista, cujo controle acionário pertença ao estado, de assinarem contratos ou outros instrumentos legais congêneres que viabilizem a transferência do controle técnico, administrativo ou de gestão compartilhada. ADI 1846/SC, relator Min. Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 21.10.2022 (sexta-feira), às 23:59. (Info 1073 - STF) 4.4.5. Alguns exemplos de empresas estatais a) ECT - Correios · Tem natureza de empresa pública. · Na ADPF 46, teve reconhecida no STF a exclusividade do serviço postal. É diferente de monopólio, que é ligado à atividade econômica. Exclusividade deve ser utilizado para serviço público. · Tratamento de fazenda pública. (1) bens impenhoráveis, independentemente de sua finalidade. (2) regime de precatório (3) imunidade tributária recíproca, somente para impostos (4) dispensa motivada. * #OLHAOGANCHO #CONCURSOSFEDERAIS: Os contratos das Agências de Correios Franqueadas em vigor em 27 de novembro de 2007 que não sejam precedidos de licitação possuem eficácia até que as novas avenças sejam firmadas, ainda que descumprido o prazo estabelecido pelo art. 7º, parágrafo único, da Lei nº 11.668/2008. STJ. 1ª Turma. AREsp 613.239-RS, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 07/11/2017 (Info 616). b) Petrobrás A lei 9478/97 criou a ANP e no seu artigo 67 - Os contratos celebrados pela PETROBRÁS, para aquisição de bens e serviços, serão precedidos de procedimento licitatório simplificado, a ser definido em decreto do Presidente da República- trouxe um procedimento simplificado de licitação para a Petrobrás, definido pelo Presidente através de decreto. Hoje esse procedimento está no Decreto 2745/98. O TCU diz que isso não é possível, pela sua natureza de empresa estatal. Diz que até seria possível se fosse realizado por lei específica que atingisse todas as empresas privadas. Decidiu, portanto, no Acórdão 39 que seria inconstitucional, suspendendo o procedimento. A Petrobrás, por sua vez, levou a discussão ao STF e no MS 25888 (liminar – até agora não julgou o mérito) o Tribunal decidiu que, segundo a súmula 347, o TCU pode até dizer que uma norma é inconstitucional, mas não pode substituir o STF realizando controle concentrado de constitucionalidade, fazendo com que a Petrobrás continue realizando o procedimento simplificado. *#ATENÇÃO #MUDANÇA: No caso específico da Petrobras, o Decreto 2.745/1998, que estabelecia o regime simplificado de licitação, não poderá mais ser utilizado após a revogação da norma legal que lhe dava fundamento. Com efeito, o art. 67 da Lei 9.478/1997, que remetia ao decreto presidencial a definição do procedimento licitatório simplificado na Petrobras, foi revogado pelo art. 96, II, da Lei 13.303/2016. 4.4.6. REGIME CRIADO – REGRAS GERAIS - LEI 13.303/2016 – Estatuto das Estatais a) Conceitos Básicos. · Empresas estatais: criadas com capital 100% do Estado, admitindo-se a participação societária de qualquer entidade da Administração Pública direta ou indireta, mas VEDANDO a participação de particulares. · Sociedades de economia mista: permite-se a participação societária de particulares desde que o controle acionário se mantenha nas mãos das entidades integrantes do Estado. b) Requisitos de transparência: a) Carta anual subscrita pelo Conselho de Administração; b) Adequação de seu estatuto à autorização legislativa; c) Divulgação tempestiva e atualizada de suas informações (estrutura de controle/fatores de risco/dados econômico-financeiros/etc.) d) Elaboração de política de distribuição de dividendos, respeitado o interesse público; e) Divulgação, em nota explicativa, de dados operacionais e financeiros das atividades; f) Elaboração e divulgação da política de transações com partes relacionadas a partir de critérios de requisitos de competitividade/conformidade/transparência/equidade/comutatividade; g) Divulgação anual de relatório integrado ou de sustentabilidade. c) Estrutura de controle interno · Comitê de Auditoria Estatutário (mín. de 3 máx. de 5). Ao menos 1 deve ter experiência em contabilidade societária. Esse comitê vai OPINAR/SUPERVISIONAR/MONITORAR a EP/SEM. d) Arbitragem De acordo com o art. 12 da Lei 13.303/16 – Existindo controvérsias entre acionistas, é possível solucionar a questão por meio da arbitragem. e) Conselho de Administração Tem no mínimo 7 e no máximo 11 pessoas, sendo que 3 serão designados como Diretores da estatal. Os conselheiros deverão ter experiência profissional, formação acadêmica compatível e não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade. - Hipóteses de inelegibilidade para o cargo: a) Ser representante de órgão regulador da EP/SEM; b) Ministro de Estado; c) Secretário municipal; d) Titular de cargo em comissão (direção/ chefia/assessoramento); e) Dirigente de partido político f) Titular de mandato do Poder Legislativo (todos os cargos ainda que licenciados); g) Pessoa que atuou nos últimos 36 meses em estrutura partidária ou em trabalho de campanha eleitoral; h) Exerça cargo em organização sindical; i) Tenha firmado contrato de parceria (...) em período inferior a 3 anos antes da data de nomeação; j) Tenhaqualquer conflito. O Conselho de Administração é responsável pela gestão/organização/tomada de decisões/monitoramento da empresa. No mais, poderá estabelecer política de porta-vozes visando eliminar risco de contradição entre informações. O Conselho deve ser composto por no mínimo 25% de membros independentes (mín. 1 membro). Esse conselheiro não terá qualquer vínculo com a empresa estatal, ressalvada a participação societária e não poderá exercer função de direção nas entidades da Adm. Direta, vedada a atuação dele como fornecedor ou comprador de bens e serviços da empresa. f) Conselho Fiscal Composto por pessoas naturais, residentes no país, com formação acadêmica compatível, e que tenham exercido, por prazo mínimo de 3 anos, cargo de direção ou assessoramento na Administração Pública ou cargo de conselheiro fiscal ou administrador da empresa. g) Licitações DISPENSA: - art. 29, da Lei 13.303/16 1. Obras e serviços de engenharia de até R$ 100.000,00; 2. Para outros serviços e compras até R$ 50.000,00; 3. Licitação deserta 4. Propostas com preços manifestamente superiores aos praticados no mercado; 5. Compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento de suas finalidades, com preço compatível com o mercado e segundo avaliação prévia; 6. Remanescente de obra/serviço ou fornecimento, em consequência de anterior rescisão contratual, desde que aceitas as mesmas condições do contrato anterior; 7. Contratação de instituição brasileira com fins de pesquisa/ensino/desenvolvimento institucional ou de instituição dedicada à recuperação social do preso sem fins lucrativos; 8. Aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira necessários à manutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica; 9. Contratação de associação de pessoas com deficiência; 10. Contratação de concessionário, permissionário ou autorizado para fornecimento ou suprimento de energia elétrica ou gás natural; 11. Contratações entre empresas públicas ou sociedades de economia mista e suas respectivas subsidiárias; 12. Contratação de coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas de sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas; 13. Fornecimento de bens e serviços produzidos ou prestados no país que envolva alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão; 14. Nas contratações que tratam dos contratos firmados com Institutos de Ciência e Tecnologia; 15. Situações de emergência para o atendimento de urgência que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial e que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias, vedada prorrogação; 16. Transferência de bens a órgãos e entidades da Adm. Pub., inclusive por meio de permuta; 17. Doação de bens móveis para fins e usos de interesse social, após avaliação de sua oportunidade e conveniência. 18. Compra e venda de ações, títulos de crédito, de dívida e de bens que produzam ou comercializam. Hipóteses de Inexigibilidade: - art. 30 da Lei. 1. Aquisição de bens que só possam ser fornecidos por produtor, empresa, ou representante comercial. 2. Contratação de serviços técnicos especializados, com profissionais de notória especialização, VEDADA PARA SERVIÇOS DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA, salvo: a) Estudos técnicos (...) b) Pareceres, perícias, avaliações c) Assessorias ou consultorias d) Fiscalização/supervisão/ gerenciamento e) Patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas f) Treinamento e aperfeiçoamento de pessoal g) Restauração de obras de arte e bens de valor histórico - O processo de inexigibilidade será instruído com a caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa. Não obstante a desnecessidade do processo de licitação será instaurado um processo simplificado justificador da situação excepcional. MODALIDADES: Regra geral: Pregão (bens e serviços comuns) – art. 32, IV, da Lei – ele é preferencial e NÃO EXCLUSIVO. · Ex.: não se pode utilizar o pregão para a execução ou alienação de bens pelas empresas estatais. · Atentar-se para a sustentabilidade e acessibilidade para pessoas com deficiência. TIPOS DE LICITAÇÃO E INTERVALO MÍNIMO (8) - Menor preço - Maior desconto - Melhor combinação de técnica e preço - Melhor técnica - Melhor conteúdo artístico - Maior oferta de preço - Maior retorno econômico - Melhor destinação de bens alienados Obs.: Intervalo mínimo entre a publicação de edital e o início da licitação varia: Aquisição de bens: 5 dias úteis (menor preço ou o maior desconto) Demais hipóteses: 10 dias úteis Obras e serviços: 15 dias úteis (menor preço ou o maior desconto) Demais hipóteses: 30 dias úteis Melhor técnica ou a melhor combinação de técnica e preço e CONTRATAÇÃO SEMI-INTEGRADA: mín. 45 dias úteis. PROCEDIMENTO (10 fases) 1. Preparação – fase interna – elaboração do edital e minuta de contrato. 2. Divulgação – publicação do Diário Oficial e em jornal de grande circulação local. 3. Apresentação de lances ou propostas – disputa aberta ou fechada. **Fechada: as propostas serão sigilosas até a data e hora designadas para que sejam divulgadas. - Poderá ser admitida a apresentação de lances sucessivos, crescentes ou decrescentes. Também é admitida a apresentação de lances intermediários. Também é possível o reinício da disputa aberta, após a definição do melhor lance, para definição das demais colocações, quando existir diferença de pelo menos 10% entre o melhor lance e o subsequente. 4. Julgamento – Existem critérios: a) disputa final (apresentação de novas propostas fechadas, logo após o encerramento dessa etapa); b) Avaliação do desempenho contratual prévio dos licitantes; c) Bens produzidos no país; d) Bens ou serviços produzidos ou prestados por empresa brasileira; e) Bens ou serviços produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país; f) Produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos para pessoas com deficiência ou para reabilitação da Previdência; g) Sorteio. 5. Verificação da efetividade dos lances ou propostas 6. Negociação - Sempre que a proposta vencedora for desclassificada, serão negociados licitantes que ofertaram as propostas subsequentes. 7. Habilitação - Habilitação jurídica - Qualificação técnica - Capacidade econômica e financeira - Recolhimento de quantia a título de adiantamento OBS: Se for licitação do tipo MAIOR OFERTA DE PREÇO, os requisitos de qualificação técnica e de capacidade econômica e financeira poderão ser DISPENSADOS. 8. Recurso - O prazo é único. - 5 dias úteis a contar da habilitação 9. Adjudicação do objeto 10. Homologação ou Revogação - art. 75, §2º, II, da lei OBS: Revogação fundada em razões de interesse público supervenientes ao início do certame e anulação em casos de vícios devidamente comprovados. PRÉ-QUALIFICAÇÃO PERMANENTE (art. 64, da Lei) - Cumprimento de requisitos genéricos - Procedimento público, permanente e aberto. *Reunir as condições de habilitação exigidas para o fornecimento do bem; **Bens que atendam às exigências técnicas e de qualidade - Pode ser parcial ou total, assegurada, em qualquer caso, a igualdade de condições. - Validade de 1 ano. CADASTRAMENTO (art. 65, §1º, da Lei) - Registros que serão mantidos para efeito de habilitação dos inscritos em licitações - Validade de 1 ano, sendo admitida atualização a qualquer tempo OBS: não se confunde com a pré-qualificação, pois o cadastro consiste em apenas um conjunto de informações armazenadas no órgão. Não há qualquer provimento de caráter decisório sobre o atendimento dos requisitos exigidos. - Na pré-qualificação é indispensável essa decisão, com o intuito de informar se a empresa tem condições de participar de futuras licitações. No cadastro, os documentos são recebidos e arquivados no órgão. REGISTRO DE PREÇOS- É necessária a observância de algumas condições: a) pesquisa de mercado b) seleção de acordo com os procedimentos previstos c) rotina de controle e atualização periódica dos preços d) validade do registro e) inclusão do registro dos licitantes que aceitaram cotar os bens ou serviços com preços iguais ao do licitante vencedor CONTRATOS FIRMADOS COM AS EMPRESAS ESTATAIS - Não são contratos administrativos. A lei não prevê as cláusulas exorbitantes. - Elas se sujeitarão ao regime jurídico das empresas privadas quanto aos direitos, obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários. GARANTIA - Até 5% (= 8666) do valor do contrato (pode chegar até 10% para as contratações de grande vulto – alta complexidade técnica e riscos financeiros). - O particular definirá a forma de prestação da garantia (em dinheiro, seguro garantia ou fiança bancária). DURAÇÃO DOS CONTRATOS: prazo de 5 anos, pois não se admite contratos por prazo indeterminado. Exceção: poderá exceder em 2 situações a) Plano de negócios e investimentos b) Prática rotineira de mercado OBS: Não se admite a alteração unilateral. Deve se proceder mediante acordo entre as partes. É possível a alteração bilateral nos seguintes casos de modificação: a) do projeto; b) do valor contratual; c) substituição da garantia de execução; d) do regime de execução da obra ou serviço; e) da forma de pagamento, VEDADA A ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO sem a correspondente contraprestação de fornecimento; f) reestabelecer a relação contratual para a manutenção do equilíbrio econômico financeiro, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe. Obs.: - art. 81, §2º, da Lei – O contratado poderá aceitar os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras até 25. No caso particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinquenta por cento) para os seus acréscimos. - essas alterações dependem sempre do consentimento do particular contratado. - É possível a revisão contratual nos casos de fato do príncipe – art. 81, §5º da Lei. O §6º contempla as hipóteses de fato da Administração, quando o desiquilíbrio do contrato decorrer de atuação do ente estatal dentro da relação contratual. SANÇÕES I – Advertência por escrito II – Multa se houver previsão no instrumento convocatório ou no contrato. Não se confunde com o dever de ressarcir e pode ser aplicada isolada ou cumulativamente. - A multa será descontada da garantia do respectivo contratado. Sendo o valor superior ao valor da garantia prestada, responderá o contratado pela diferença, que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Adm. pode também ser cobrada judicialmente. III – Suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Adm. – prazo máximo de 2 anos. - Aqui é preciso a instauração de processo administrativo regular, facultada a defesa prévia do interessado, no prazo de 10 dias úteis. - A suspensão também poderá ser aplicada nos casos em que as empresas ou profissionais: a) tenham sofrido condenação definitiva por terem praticado fraude fiscal no recolhimento de quaisquer tributos; b) tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação c) demonstrem não possuir idoneidade SUBCONTRATAÇÃO Art. 78 da Lei - O contratado poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, pela empresa pública ou pela sociedade de economia mista, conforme previsto no edital do certame. - Desde que seja parcial e mediante autorização da empresa estatal. - Tem que atender a todas as exigências de qualificação #SELIGA: OBS: Veda-se a subcontratação de empresa ou consórcio que tenha participado: a) da licitação da qual se originou a contratação b) direta ou indiretamente, da elaboração de projeto básico ou executivo. CONTRATAÇÃO INTEGRADA E SEMI-INTEGRADA (contratação de empresa para a elaboração dos projetos) Integrada (previsão na Lei do RDC – lei 12.462/11): elaboração e desenvolvimento dos projetos básico e executivo. Todas as etapas ficam englobadas em única contratação, exigindo-se somente a elaboração de um anteprojeto. Semi-integrada (vide art. 7º, 8666/93): elaboração e o desenvolvimento do projeto executivo. É necessário observar algumas regras: a) No instrumento convocatório deverá conter: 1. O anteprojeto de engenharia, no caso de contratação integrada, com elementos técnicos que permitam a caracterização da obra ou serviço; 2. Projeto básico, nos casos de empreitada por preço unitário, de empreitada por preço global, de empreitada integral e de contratação semi-integrada; 3. Documento técnico, com definição das frações do empreendimento em que haverá liberdade de as contratadas inovarem em soluções metodológicas ou tecnológicas (...); 4. Matriz de riscos b) o valor estimado do objeto a ser licitado será calculado com base em valores de mercado, aferido mediante orçamento sintético ou metodologia expedida ou paramétrica; c) tipo menor preço ou de melhor combinação de técnica e preço d) na semi-integrada, o projeto básico poderá ser alterado, demonstrada a superioridade das inovações em termos de redução de custos, aumento da qualidade, de redução do prazo de execução e de facilidade de manutenção ou operação. * Os riscos supervenientes à contratação associados à escolha da solução de projeto básico serão de responsabilidade da empresa estatal. 5. CONSÓRCIOS PÚBLICOS A própria leitura da Lei nº 11.107/2005 já te fará acertar quase todas as questões da prova! Veja os principais artigos: DISPOSIÇÕES GERAIS · União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios contratarem consórcios públicos para a realização de objetivos de interesse comum · consórcio público constituirá associação pública ou pessoa jurídica de direito privado. · A União somente participará de consórcios públicos em que também façam parte todos os Estados em cujos territórios estejam situados os Municípios consorciados · Os consórcios públicos, na área de saúde, deverão obedecer aos princípios, diretrizes e normas que regulam o Sistema Único de Saúde – SUS. · Os objetivos dos consórcios públicos serão determinados pelos entes da Federação que se consorciarem. · Para o cumprimento de seus objetivos, o consórcio público poderá: · I – firmar convênios, contratos, acordos de QUALQUER NATUREZA, receber auxílios, contribuições e subvenções sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do governo; · II – nos termos do contrato de consórcio de direito público, PROMOVER DESAPROPRIAÇÕES E INSTITUIR SERVIDÕES nos termos de declaração de utilidade ou necessidade pública, ou interesse social, realizada pelo Poder Público; e · III – ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados, dispensada a licitação. · Os consórcios públicos poderão emitir documentos de cobrança e exercer atividades de arrecadação de tarifas e outros preços públicos pela prestação de serviços ou pelo uso ou outorga de uso de bens públicos por eles administrados ou, mediante autorização específica, pelo ente da Federação consorciado [PEDÁGIOS]. · Os consórcios públicos poderão outorgar concessão, permissão ou autorização de obras ou serviços públicos mediante autorização prevista no contrato de consórcio público, que deverá indicar de forma específica o objeto da concessão, permissão ou autorização e as condições a que deverá atender, observada a legislação de normas gerais em vigor. · É nula a cláusula do contrato de consórcio que preveja determinadas contribuições financeiras ou econômicas de ente da Federação ao consórcio público, salvo a doação, destinação ou cessão do uso de bens móveis ou imóveis e as transferências ou cessões de direitos operadas por força de gestão associada de serviços públicos. · Os entes da Federação consorciados, ou os com eles conveniados, poderão ceder-lhe servidores. · Os estatutos disporão sobre a organização e o funcionamento de cada um dos órgãos constitutivos do consórcio público. · A União poderá celebrar convênios com os consórciospúblicos, com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de políticas públicas em escalas adequadas. · No que não contrariar esta Lei, a organização e funcionamento dos consórcios públicos serão disciplinados pela legislação que rege as associações civis. PROTOCOLO DE INTENÇÕES · O consórcio público será CONSTITUÍDO POR CONTRATO cuja celebração dependerá da prévia subscrição de protocolo de intenções. · O protocolo de intenções deverá ser publicado na imprensa oficial. · O protocolo de intenções deve definir o número de votos que cada ente da Federação consorciado possui na assembleia geral, sendo assegurado 1 (um) voto a cada ente consorciado. · São cláusulas necessárias do protocolo de intenções as que estabeleçam: I – a denominação, a finalidade, o prazo de duração e a sede do consórcio; II – a identificação dos entes da Federação consorciados; III – a indicação da área de atuação do consórcio; IV – a previsão de que o consórcio público é associação pública ou pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos; V – os critérios para, em assuntos de interesse comum, autorizar o consórcio público a representar os entes da Federação consorciados perante outras esferas de governo; VI – as normas de convocação e funcionamento da assembleia geral, inclusive para a elaboração, aprovação e modificação dos estatutos do consórcio público; VII – a previsão de que a ASSEMBLÉIA GERAL É A INSTÂNCIA MÁXIMA DO CONSÓRCIO PÚBLICO e o número de votos para as suas deliberações; VIII – a forma de eleição e a duração do mandato do representante legal do consórcio público que, OBRIGATORIAMENTE, DEVERÁ SER CHEFE DO PODER EXECUTIVO DE ENTE DA FEDERAÇÃO CONSORCIADO; IX – o número, as formas de provimento e a remuneração dos empregados públicos, bem como os casos de contratação por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público; X – as condições para que o consórcio público celebre contrato de gestão ou termo de parceria. · O contrato de consórcio público será celebrado com a ratificação, mediante lei, do protocolo de intenções. · O contrato de consórcio público, caso assim preveja cláusula, pode ser celebrado por apenas 1 (uma) parcela dos entes da Federação que subscreveram o protocolo de intenções. · A ratificação pode ser realizada com reserva que, aceita pelos demais entes subscritores, implicará consorciamento parcial ou condicional. · A ratificação realizada após 2 (dois) anos da subscrição do protocolo de intenções dependerá de homologação da assembleia geral do consórcio público. · É dispensado da ratificação prevista no caput deste artigo o ente da Federação que, antes de subscrever o protocolo de intenções, disciplinar por lei a sua participação no consórcio público. ÁREA DE ATUAÇÃO · considera-se como área de atuação do consórcio público, independentemente de figurar a União como consorciada, a que corresponde à soma dos territórios: I – dos Municípios, quando o consórcio público for constituído somente por Municípios ou por um Estado e Municípios com territórios nele contidos; II – dos Estados ou dos Estados e do Distrito Federal, quando o consórcio público for, respectivamente, constituído por mais de 1 (um) Estado ou por 1 (um) ou mais Estados e o Distrito Federal; IV – dos Municípios e do Distrito Federal, quando o consórcio for constituído pelo Distrito Federal e os Municípios. PERSONALIDADE JURÍDICA DO CONSÓRCIO · O consórcio público adquirirá personalidade jurídica: I – de direito público, no caso de constituir associação pública, mediante a vigência das leis de ratificação do protocolo de intenções; II – de direito privado, mediante o atendimento dos requisitos da legislação civil. · Consórcio público com personalidade jurídica de direito público integra a administração indireta de todos os entes da Federação consorciados. · No caso de se revestir de personalidade jurídica de direito privado, o consórcio público observará as normas de direito público no que concerne à realização DE LICITAÇÃO, CELEBRAÇÃO DE CONTRATOS, PRESTAÇÃO DE CONTAS E ADMISSÃO DE PESSOAL, que será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. *#NOVIDADELEGISLATIVA: Lei nº 13.822, de 3.5.2019 - Altera o § 2º do art. 6º da Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, para estabelecer que, no consórcio público com personalidade jurídica de direito público, o pessoal será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)[footnoteRef:7]. [7: Para mais informações, vide: https://www.dizerodireito.com.br/2019/05/lei-138222019-os-agentes-publicos-que.html] Art. 1º O § 2º do art. 6º da Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 6º ........................................................................................................................... ....................................................................................................................................... § 2º O consórcio público, com personalidade jurídica de direito público ou privado, observará as normas de direito público no que concerne à realização de licitação, à celebração de contratos, à prestação de contas e à admissão de pessoal, que será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.” (NR) *#NOVIDADELEGISLATIVA: Lei nº 13.821, de 3.5.2019[footnoteRef:8] - Acrescenta parágrafo único ao art. 14 da Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, para limitar as exigências legais de regularidade, por ocasião da celebração de convênios com a União, ao próprio consórcio público envolvido, sem estendê-las aos entes federativos nele consorciados. [8: Para mais informações, vide: https://www.dizerodireito.com.br/2019/05/lei-n-138212019-para-que-um-consorcio.html] Art. 1o O art. 14 da Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: “Art. 14. .......................................................................................................................... Parágrafo único. Para a celebração dos convênios de que trata o caput deste artigo, as exigências legais de regularidade aplicar-se-ão ao próprio consórcio público envolvido, e não aos entes federativos nele consorciados.” (NR) CONTRATO DE RATEIO · Os entes consorciados somente entregarão recursos ao consórcio público mediante contrato de rateio. · O contrato de rateio será formalizado em cada exercício financeiro e seu prazo de vigência não será superior ao das dotações que o suportam, com exceção dos contratos que tenham por objeto exclusivamente projetos consistentes em programas e ações contemplados em plano plurianual ou a gestão associada de serviços públicos custeados por tarifas ou outros preços públicos. · É vedada a aplicação dos recursos entregues por meio de contrato de rateio para o atendimento de despesas genéricas, inclusive transferências ou operações de crédito; · Poderá ser excluído do consórcio público, após prévia suspensão, o ente consorciado que não consignar, em sua lei orçamentária ou em créditos adicionais, as dotações suficientes para suportar as despesas assumidas por meio de contrato de rateio. · A execução das receitas e despesas do consórcio público deverá obedecer às normas de direito financeiro aplicáveis às entidades públicas. · O consórcio público está sujeito à FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, OPERACIONAL E PATRIMONIAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS competente para apreciar as contas do Chefe do Poder Executivo representante legal do consórcio, inclusive quanto à legalidade, legitimidade e economicidade das despesas, atos, contratos e renúncia de receitas, sem prejuízo do controle externo a ser exercido em razão de cada um dos contratos de rateio. RESPONSABILIDADE · Os agentes públicos incumbidos da gestão de consórcio NÃO RESPONDERÃO PESSOALMENTE pelas obrigações contraídas pelo consórcio público, mas responderão pelos atos praticados em desconformidade com a lei ou com as disposições dos respectivos estatutos. RETIRADA/ALTERAÇÃO DO CONSÓRCIO · A retirada do enteda Federação do consórcio público dependerá de ato formal de seu representante na assembleia geral, na forma previamente disciplinada por lei. · Os bens destinados ao consórcio público pelo consorciado que se retira somente serão revertidos ou retrocedidos no caso de expressa previsão no contrato de consórcio público ou no instrumento de transferência ou de alienação. · A retirada ou a extinção do consórcio público não prejudicará as obrigações já constituídas, inclusive os contratos de programa, cuja extinção dependerá do prévio pagamento das indenizações eventualmente devidas. · A alteração ou a extinção de contrato de consórcio público dependerá de instrumento aprovado pela assembleia geral, ratificado mediante lei por todos os entes consorciados. · Os bens, direitos, encargos e obrigações decorrentes da gestão associada de serviços públicos custeados por tarifas ou outra espécie de preço público serão atribuídos aos titulares dos respectivos serviços. · Até que haja decisão que indique os responsáveis por cada obrigação, OS ENTES CONSORCIADOS RESPONDERÃO SOLIDARIAMENTE PELAS OBRIGAÇÕES REMANESCENTES, garantindo o direito de regresso em face dos entes beneficiados ou dos que deram causa à obrigação. CONTRATO DE PROGRAMA · Deverão ser constituídas e reguladas por contrato de programa, como condição de sua validade, as obrigações que um ente da Federação constituir para com outro ente da Federação ou para com consórcio público no âmbito de gestão associada em que haja a prestação de serviços públicos ou a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal ou de bens necessários à continuidade dos serviços transferidos. Excluem-se as obrigações cujo descumprimento não acarrete qualquer ônus, inclusive financeiro, a ente da Federação ou a consórcio público. · É NULA a cláusula de contrato de programa que atribuir ao contratado o exercício dos poderes de planejamento, regulação e fiscalização dos serviços por ele próprio prestados. · O contrato de programa continuará vigente mesmo quando extinto o consórcio público ou o convênio de cooperação que autorizou a gestão associada de serviços públicos. · Mediante previsão do contrato de consórcio público, ou de convênio de cooperação, o contrato de programa poderá ser celebrado por entidades de direito público ou privado que integrem a administração indireta de qualquer dos entes da Federação consorciados ou conveniados. O contrato celebrado será automaticamente extinto no caso de o contratado não mais integrar a administração indireta do ente da Federação que autorizou a gestão associada de serviços públicos por meio de consórcio público ou de convênio de cooperação. DISPOSITIVOS PARA CICLOS DE LEGISLAÇÃO DIPLOMA DISPOSITIVOS CF Art. 37 *Dec. Lei nº 200/67 Todos os dispositivos (cuidado com os que eventualmente não foram recepcionados). Lei nº 13.303/16 Integralmente Lei nº 9.637/99 (OS) Integralmente Lei nº 9.790/99 (OSCIP) Integralmente Lei nº 13.019/14 Integralmente Descentralização Por serviços ou outorga Transfere a titularidade Transfere Execução Por meio de lei Por colaboração ou delegação Transfere só execução Por meio de Negócio Jurídico ou lei Ex.: contrato de concessão de serviços públicos Territorial Só a entidades da AP À particulares (NJ) e a própria AP (lei). Lei ordinária específica (art. 37, XIX, CF). Cria (basta a lei e a pessoa jurídica já está pronta para o mundo jurídico. Autarquias Segundo maioria, devem ser incluídas nessa hipótese as fundações públicas de direito público (autarquias fundacionais). Autoriza a criação (além da lei autorizadora, é preciso o registro dos atos constitutivos no órgão competente, conforme a natureza da pessoa) Empresas públicas Sociedades de Economia mista Fundações Lei complementar irá definir suas possíveis finalidades; Segundo maioria, essa é uma fundação pública de direito privado, denominada fundação governamental Fundação Pública De direito público Criada por lei NJ de Autarquia. Autarquia fundacional De direito privado Autorizada por lei. Fundação Governamental image1.jpeg image2.jpegdas unidades federadas, quando estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio; c) da Administração Federal para a órbita privada, mediante contratos ou concessões. § 2° Em cada órgão da Administração Federal, os serviços que compõem a estrutura central de direção devem permanecer liberados das rotinas de execução e das tarefas de mera formalização de atos administrativos, para que possam concentrar-se nas atividades de planejamento, supervisão, coordenação e controle. § 3º A Administração casuística, assim entendida a decisão de casos individuais, compete, em princípio, ao nível de execução, especialmente aos serviços de natureza local, que estão em contato com os fatos e com o público. § 4º Compete à estrutura central de direção o estabelecimento das normas, critérios, programas e princípios, que os serviços responsáveis pela execução são obrigados a respeitar na solução dos casos individuais e no desempenho de suas atribuições. § 5º Ressalvados os casos de manifesta impraticabilidade ou inconveniência, a execução de programas federais de caráter nitidamente local deverá ser delegada, no todo ou em parte, mediante convênio, aos órgãos estaduais ou municipais incumbidos de serviços correspondentes. § 6º Os órgãos federais responsáveis pelos programas conservarão a autoridade normativa e exercerão controle e fiscalização indispensáveis sobre a execução local, condicionando-se a liberação dos recursos ao fiel cumprimento dos programas e convênios. § 7º Para melhor desincumbir-se das tarefas de planejamento, coordenação, supervisão e controle e com o objetivo de impedir o crescimento desmesurado da máquina administrativa, a Administração procurará desobrigar-se da realização material de tarefas executivas, recorrendo, sempre que possível, à execução indireta, mediante contrato, desde que exista, na área, iniciativa privada suficientemente desenvolvida e capacitada a desempenhar os encargos de execução. § 8º A aplicação desse critério está condicionada, em qualquer caso, aos ditames do interesse público e às conveniências da segurança nacional. 2. TEORIAS - RELAÇÃO ENTRE O ESTADO E SEUS AGENTES Para justificar essa relação, várias teorias foram idealizadas: · Teoria do mandato: o agente seria o mandatário. Estado e agente celebram um contrato de mandato. Crítica: o Estado, por si só, não pode manifestar vontade, inclusive a vontade para assinar esse contrato. · Teoria da representação: é uma cópia da tutela e da curatela. Crítica: o Estado seria incapaz. O Estado é sujeito capaz, responde pelos seus atos. · Teoria do órgão ou Teoria da imputação (extraída da doutrina de Otto Gierke): Na atuação do agente o poder que ele tem de manifestar é a vontade do Estado e decorre de imputação legal. É a lei que confere ao agente a possibilidade de agir em nome no Estado. Toda a atuação do agente deve decorrer de autorização legal. Se quero saber se a autoridade é ou não competente, devo me socorrer da lei. Imputação volitiva: As vontades do agente e do Estado se confundem, de maneira que a vontade do agente é identificada como a própria vontade do Estado, formando uma única vontade. 3. ÓRGÃOS PÚBLICOS É centro especializado de competência. Cada órgão representa uma especialidade, a partir da ideia de que a desconcentração de competência está em consonância com o princípio da eficiência. 3.1. CaracterísticasParte superior do formulário · Está presente na Adm. direta e indireta. Existem órgãos da administração direta atuando na administração federal, estadual e municipal. · Não tem personalidade jurídica. Não pode ser sujeito de direito ou de obrigação. Ex.: morte ocorrida dentro de escola pública municipal – responsabilidade do Município. A escola e a prefeitura são órgãos públicos e, portanto, não são sujeitos de obrigação. · Embora, em regra, os órgãos públicos não tenham personalidade jurídica, a alguns órgãos é conferida a denominada capacidade processual, estando eles autorizados por lei a defender em juízo, em nome próprio, determinados interesses ou prerrogativas. · Não celebra contrato. O órgão, no entanto, realiza licitação, gestão e exercício do contrato, mas quem celebra é o ente personalizado. Obs.: o art. 37, §8º trata da possibilidade de celebração de contrato de gestão entre órgãos públicos e administradores, o que é muito criticado pela doutrina que afirma a sua inconstitucionalidade. · Os órgãos não dotados de personalidade jurídica própria que exercem funções administrativas e integram a União por desconcentração, componentes de uma hierarquia, fazem parte da administração direta. · Tanto a criação quanto a extinção de órgãos públicos dependem da edição de lei específica; contudo, a estruturação e o estabelecimento das atribuições desses órgãos, desde que não impliquem aumento de despesa, podem ser processados por decreto do chefe do Poder Executivo. · Os órgãos públicos não podem ser acionados judicialmente para responder por danos causados por seus agentes públicos a particulares. Parte superior do formulário · No entanto, a jurisprudência entende que o órgão pode ir a juízo (como sujeito ativo) em busca de prerrogativas funcionais, ou seja, aquilo que estiver diretamente ligado à sua competência funcional. Ex.: Câmara quando não recebe duodécimo. · Tem CNPJ- o CNPJ foi criado pela Receita Federal para aprimorar a fiscalização da circulação de valores para fins tributários. Determinou-se a sua aplicação para os órgãos públicos que acompanham uma unidade gestora de orçamento, isto é, que movimento recurso público. · Súmula 525-STJ: A Câmara de vereadores não possui personalidade jurídica, apenas personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais. · Ex.: As secretarias de estado são órgãos públicos que integram a administração direta.Parte superior do formulário · Parte superior do formulário Art. 1º, §2º, I - Lei 9.784/99 Para os fins desta Lei, consideram-se: I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta. Art. 37, §8º, CF A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: I - o prazo de duração do contrato; II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; III - a remuneração do pessoal. #DEOLHONAJURIS Município tem legitimidade ad causam para ajuizar ação civil pública em defesa de direitos consumeristas questionando a cobrança de tarifas bancárias. Em relação ao Ministério Público e aos entes políticos, que têm como finalidades institucionais a proteção de valores fundamentais, como a defesa coletiva dos consumidores, não se exige pertinência temática e representatividade adequada. STJ. 3ª Turma. REsp 1.509.586-SC, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 15/05/2018 (Info 626). #IMPORTANTE 3.2 Classificação a) Quanto à posição estatal · Independentes ou Primários: não sofrem qualquer relação de subordinação. As competências decorrem diretamente da Constituição Federal. Existe um controle entre os órgãos dos três poderes, e não subordinação. Ex.: Presidência da República, Governadorias, Prefeituras, Congresso Nacional, Assembleias, Câmaras, todos os Tribunais. #JÁCAIUEMPROVA[footnoteRef:3] [3: 2018 – AOCP – TRT 1 – Analista Judiciário – Oficial de Justiça. De acordo com a classificação dos órgãos públicos, analise o trecho a seguir e assinale a alternativa que aponta a classificação correspondente. “São os originários da Constituição e representativos dos três Poderes do Estado, sem qualquer subordinação hierárquica ou funcional, e sujeitos apenas aos controles constitucionais de um sobre o outro; suas atribuições são exercidas por agentes políticos.”(Di Pietro, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 30.ed. Rev.,atual. eampl. – Rio de Janeiro: Forense, 2017.) : B) Órgãos independentes.] · Autônomos: não gozam de independência. Autonomia é uma ampla liberdade, mas está subordinado ao órgão independente. Ex.: Secretarias e Ministérios. · Superiores: têm poder de decisão, mas não tem independência nem autonomia. Estão subordinados aos órgãos independentes e autônomos. Ex.: Gabinetes e procuradorias. · Subalternos: são os meros órgãos de execução. Ex.: Zeladoria (cuida dos bens públicos), almoxarifado, sessão de recursos humanos. b) Quanto à estrutura · Simples ou unitários não tem outros órgãos agregados a sua estrutura. Não há ramificações, desdobramentos. Ex.: Gabinetes. · Compostos: possuem ramificações. Ex.: delegacia e seus postos; escolas. c) Quanto à atuação funcional · Singular ou unipessoal – só há um agente. Ex.: Prefeitura, juízo de 1º grau, presidência. · Colegiado – vários agentes. A tomada de decisão é feita de forma coletiva. Ex.: casas legislativas, STF. *#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STF: É proibida a extinção, por ato unilateralmente editado pelo chefe do Poder Executivo, de colegiado cuja existência encontre menção em lei em sentido formal, ainda que ausente a expressa referência “sobre a competência ou a composição”. Caso concreto: o Presidente da República editou o Decreto nº 9.759/2019 extinguindo uma série de colegiados existentes na Administração Pública federal. O art. 1º, § 2º deste Decreto previu que ficariam extintos os colegiados que sejam mencionados em lei, mas sem que esta tenha definido a competência ou a composição. O STF, em medida cautelar, declarou a inconstitucionalidade dessa previsão, considerando que a extinção desses colegiados mencionados em lei somente poderia ocorrer também mediante lei (e não por decreto). d) Quanto à função que exercem · Órgãos Ativos – São órgãos que promovem a execução de decisões administrativas · Órgãos Consultivos – São aqueles que desempenham atividade de assessoria e aconselhamento a autoridades administrativas, e uma das suas principais funções é emitir pareceres e responder a consultas. · Órgãos de Controle – exercem a fiscalização das atividades de outros órgãos 4. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Decreto 200/1967 Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. II - Empresa Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. III - Sociedade de Economia Mista - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta. § 1º No caso do inciso III, quando a atividade for submetida a regime de monopólio estatal, a maioria acionária caberá apenas à União, em caráter permanente. IV - Fundação Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. § 3º As entidades de que trata o inciso IV deste artigo adquirem personalidade jurídica com a inscrição da escritura pública de sua constituição no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, não se lhes aplicando as demais disposições do Código Civil concernentes às fundações. § 2º O Poder Executivo enquadrará as entidades da Administração Indireta existentes nas categorias constantes deste artigo. A Administração direta remete à ideia de administração centralizada, ao passo que administração indireta se relaciona à noção de administração descentralizada. A administração indireta compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: autarquias; empresas públicas; sociedades de economia mista; e fundações públicas. Além disso, são criadas ou autorizadas por lei específica e possuem patrimônio e personalidade próprios. ATENÇÃO – É possível a existência, no plano federal, de entidades da administração indireta vinculadas aos Poderes Legislativo e Judiciário. Parte superior do formulário 4.1. Características comuns · Personalidade jurídica própria · (1) respondem pelos seus atos. · (2) Têm receita própria (pode vir do orçamento. Não importa a origem) e patrimônio próprio. · (3) Autonomia técnica, administrativa e financeira. Não tem capacidade nem autonomia política, não podendo legislar. Mesmo a agência reguladora? SIM. Ela não legisla. Apenas define normas técnicas complementares à lei. · Não tem fins lucrativos. O lucro é possível, mas elas não são criadas com esse objetivo. As EP e SEM podem prestar serviço público ou explorar atividade econômica. E, ainda nesse último caso, o objetivo não é o lucro, e sim a segurança nacional ou o interesse coletivo. Se houver valores eles serão tidos como superávit e não como lucro. Art. 173, CF Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. #QUESTÃODEPROVA CESPE, 2018 - No âmbito da administração pública, entidade criada para atuar na assistência médica poderá consistir em empresa pública, se envolver a geração de lucro, ou fundação pública, se se tratar de entidade sem fins lucrativos. CESPE, 2015 - Às organizações sociais é vedada a finalidade de lucro, devendo ser suas atividades estatutárias dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. Parte superior do formulário · Finalidade específica. E essa finalidade só pode ser modificada também por lei. As pessoas estão amarradas a sua finalidade específica. É o princípio da especialidade. #QUESTÃODEPROVA CESPE, 2009 - Como pessoas jurídicas de direito público, as autarquias têm personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios e são criadas com a finalidade de desempenhar atividades próprias e típicas da administração pública. Parte superior do formulário · Controle ou tutela administrativa – entre a Adm. direta e indireta não há subordinação, mas há controle. Ex.: Tribunal de Contas (controla todas as pessoas jurídicas da indireta. Até 2005 as SEM ficavam de fora), que é longa manus do Legislativo, e CPI; Supervisão ministerial no poder Executivo, que realiza o controle finalístico (receita, despesas) das pessoas da Adm. indireta, além de escolher os dirigentes. Banco Central e Agência Reguladora - depende do Senado. Controle político (escolha do dirigente); controle institucional (obedecer às finalidades da lei instituidora); controle administrativo (fiscalização dos agentes); controle financeiro. · Criação e extinção da pessoa jurídica. Decorrem do princípio da reserva legal a exigência de que as entidades da administração indireta sejam criadas ou autorizadas por leis específicas e a de que, no caso das fundações, leis complementares definam suas áreas de atuação. Vejamos o art. 37, XIX, CF: Art. 37, XIX - Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. Obs.: Lei ordinária específica:cada pessoa jurídica terá a sua própria lei. A lei tem de tratar somente desse assunto. · A lei cria autarquia e autoriza a criação de SEM, EP e fundação. · Na criação basta essa lei para a autarquia existir. Na autorização ainda será necessário o registro dos atos constitutivos no órgão competente. · Se tem natureza civil no cartório e se natureza comercial na junta comercial. · Se lei cria, lei extingue. Se lei autoriza a criação, autoriza a extinção. Isso é denominado de paralelismo de formas. · Lei complementar definirá as áreas de atuação da fundação, não é a lei que autoriza a criação. · De que fundação o artigo trata? Pela leitura da observação abaixo, tem-se que o artigo se refere, em consonância com a classificação do STF, à fundação pública de direito privado, pois a de direito público seria subespécie de autarquia. Iniciativa da lei cabe ao Chefe do Executivo. · Obs.: criação de subsidiárias – exigência de lei. Não precisa ser específica. A própria lei que institui a entidade pode autorizar. Princípio da especialidade – a lei deve ser minuciosa, trazendo todas as áreas de atuação da entidade de forma específica. Já a organização pode ser feita através de ato administrativo. #JÁCAIUEMPROVA[footnoteRef:4] [4: 2018 – AOCP – TRT 1 – Analista Judiciário – Área Judiciária. Assinale a alternativa correta no tocante à organização da Administração Pública: b) É dispensável a autorização legislativa para a criação de empresas subsidiárias, desde que haja previsão para esse fim na própria lei que instituiu a sociedade de economia mista matriz.] 4.2 Fundações Decreto 200/1967 Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: IV - Fundação Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. A fundação é um conjunto de patrimônios destacado do fundador para alguma finalidade, ou seja, é um patrimônio personalizado. · Não se admite a criação de fundações públicas para a exploração de atividade econômica. · As áreas em que poderão atuar as fundações públicas são definidas e estabelecidas por lei complementar. Parte superior do formulário · · Se a fundação tem por um instituidor pessoa privada, ela terá natureza privada, e da mesma forma se for o poder público, ela será fundação pública. · Organizações governamentais como ministérios, secretarias, autarquias, fundações e empresas estatais prestam serviços aos cidadãos e auxiliam na administração do Estado. · As fundações instituídas e mantidas pelo poder público gozam de imunidade tributária em relação aos impostos sobre seu patrimônio. · As fundações instituídas pelo poder público federal são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União. Parte superior do formulário · Ocorre que o poder público, ao instituir a fundação pública, pode determinar que ela seja uma fundação pública de direito público ou de direito privado, a depender do regime escolhido pelo poder público instituidor. O que as diferenciaria seria a origem dos recursos e o tipo da atividade realizada, exclusiva ou não. · As fundações públicas com personalidade pública e privada têm imunidade tributária. Ambas se sujeitam a lei 8666. Nesses dois casos a lei não faz distinção, restringindo-se a falar em fundações públicas instituídas pelo Poder Público. A responsabilidade das duas é objetiva e o ente instituidor responde subsidiariamente. Isso porque toda fundação pública, independentemente da sua personalidade jurídica presta serviço público, em razão da sua finalidade social. · Para a maioria e para o STF, a fundação pública de direito público nada mais é que uma categoria de autarquia chamada de autarquia fundacional, e dessa maneira terá também que ser criada por lei. Se, no entanto, a fundação pública for de direito privado, também chamada de governamental, terá o mesmo regime das EP e SEC, de forma a ser autorizada por lei. Para Hely e José dos Santos toda fundação, mesmo que instituída pelo poder público, teria personalidade jurídica privada. Não há sentido chamar de fundação ente que tem tudo igual à autarquia. Seria tudo autarquia mesmo. · ATENÇÃO: ASSIM, UMA QUESTÃO QUE FALE “As fundações, públicas e privadas, são entidades pertencentes à administração indireta” ESTARÁ ERRADA!!!.Parte superior do formulário #QUESTÃODEPROVA CESPE, 2013 - As fundações públicas destinam-se à realização de atividades não lucrativas e atípicas do poder público, porém de interesse coletivo. CESPE, 2012 - Denominam-se fundações públicas as entidades integrantes da administração indireta que não são criadas para a exploração de atividade econômica em sentido estrito. CESPE, 2013 - As fundações públicas podem exercer atividades típicas da administração, inclusive aquelas relacionadas ao exercício do poder de polícia.Parte superior do formulário Parte superior do formulário *#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STF: *(Atualizado em 27/02/2021): #DEOLHONAJURIS: As fundações públicas de direito privado não fazem jus à isenção das custas processuais. A isenção das custas processuais somente se aplica para as entidades com personalidade de direito público. Dessa forma, para as Fundações Públicas receberem tratamento semelhante ao conferido aos entes da Administração Direta é necessário que tenham natureza jurídica de direito público, que se adquire no momento de sua criação, decorrente da própria lei. STJ. 4ª Turma. REsp 1.409.199-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 10/03/2020 (Info 676). *(Atualizado em 02/01/2020) #SELIGANAJURIS É constitucional a legislação estadual que determina que o regime jurídico celetista incide sobre as relações de trabalho estabelecidas no âmbito de fundações públicas, com personalidade jurídica de direito privado, destinadas à prestação de serviços de saúde. STF. Plenário. ADI 4247/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 3/11/2020 (Info 997). A qualificação de uma fundação instituída pelo Estado como sujeita ao regime público ou privado depende: i) do estatuto de sua criação ou autorização e ii) das atividades por ela prestadas. As atividades de conteúdo econômico e as passíveis de delegação, quando definidas como objetos de dada fundação, ainda que essa seja instituída ou mantida pelo poder público, podem se submeter ao regime jurídico de direito privado. STF. Plenário. RE 716378/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 1º e 7/8/2019 (repercussão geral) (Info 946). A estabilidade especial do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) não se estende aos empregados das fundações públicas de direito privado, aplicando-se tão somente aos servidores das pessoas jurídicas de direito público. O termo “fundações públicas”, utilizado pelo art. 19 do ADCT, deve ser compreendido como fundações autárquicas, sujeitas ao regime jurídico de direito público. Ex: empregados da Fundação Padre Anchieta não gozam dessa estabilidade do art. 19 do ADCT em razão de se tratar de uma fundação pública de direito privado. STF. Plenário. RE 716378/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 1º e 7/8/2019 (repercussão geral) 4.3 Autarquias Decreto 200/1967 Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. As autarquias são entidades destinadas a executar atividades típicas da administração, próprias do Estado e, por serem pessoas jurídicas de direito público, as autarquias possuem prerrogativas e sujeições muito parecidas com as da administração direta. Para isso, são dotadas de autonomia orçamentária e patrimonial. · São características das autarquiasa descentralização, a criação por lei, a especialização dos fins ou atividades, a personalidade jurídica pública, a capacidade de autoadministração e a sujeição a controle ou tutela. · As autarquias são pessoas jurídicas de direito público de capacidade exclusivamente administrativa. · As autarquias só podem ser criadas por lei. · Os atos praticados são atos administrativos. · Os contratos são contratos administrativos, de forma que as autarquias precisam licitar e pode haver cláusulas exorbitantes. · Se submete à Lei de Responsabilidade Fiscal. · Autarquias podem ser criadas para exercerem atividades de ensino, em que se incluem as universidades. · As autarquias estão sujeitas ao duplo grau de jurisdição obrigatório, contra elas somente produzindo efeito eventual sentença condenatória após a confirmação por tribunal. · É de competência da justiça federal processar e julgar, nos litígios comuns, as causas em que as autarquias federais sejam autoras, rés, assistentes ou opoentes. · Possuem responsabilidade civil objetiva. · São exemplos de prerrogativas estatais estendidas às autarquias a imunidade tributária recíproca e os privilégios processuais da Fazenda Pública. · Entre as prerrogativas processuais impostas em favor das autarquias públicas federais está a intimação pessoal de seus procuradores federais de todos os atos do processo. · Os bens das autarquias são impenhoráveis e insuscetíveis ao usucapião. · As autarquias territoriais não detêm autonomia políticaParte superior do formulário. · Hoje a posição que prevalece (STJ e STF) é que o prazo prescricional 5 anos.do Decreto 20910/32 · Como exemplos de autarquia, podemos enumerar: INSS, INCRA, conselhos de classe, UF, IBAMA, BANCO CENTRAL, autarquias territoriais, agências reguladoras, associações públicas de regime público (lei 11.107/05). Bens autárquicos: · Os bens autárquicos são bens públicos. · Em regra, inalienáveis de forma relativa ou alienáveis de forma condicionada – preenchidas algumas condições é possível alienar · São bens Impenhoráveis – não podem ser objeto de arresto (cautelar típica para bens indeterminados), sequestro (cautelar típica para bens determinados) e penhora (garantia judicial que ocorre na execução); Impossibilidade de oneração – direito real de garantia. Não podem ser objeto de penhor (bens móveis), hipoteca (bens imóveis, avião, navio). · Imprescritíveis – não pode ser objeto de prescrição aquisitiva- usucapião. Débitos autárquicos: · Débitos judiciais – via regime de precatório. Cada autarquia terá sua ordem cronológica de precatórios. #QUESTÃODEPROVA Compete à justiça federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. As autarquias e as fundações instituídas e mantidas pelo poder público gozam de imunidade tributária em relação aos impostos sobre seu patrimônio. Questão prática · Motorista da autarquia, dirigindo o carro da autarquia atropela uma pessoa. Quem será o responsável? Se a autarquia não tem dinheiro? A vítima pode cobrar do Estado? Se é serviço público há o dever do Estado. Ele continua responsável. Ele decidiu transferir a titularidade. O dever do Estado, no entanto, é subsidiário quanto ao serviço, e objetivo quanto ao elemento culpa. Como a autarquia goza de personalidade jurídica própria, é sujeito de direito responsável pelos seus atos, ou seja, sujeita-se à regra geral da responsabilidade objetiva do Estado, nos termos da CF, art. 37, §6º. Apenas em caso de exaustão de seus recursos é que será trazida a responsabilidade do Estado. Portanto, as autarquias possuem responsabilidade direta pelo dano causado pelos seus agentes restando ao Estado uma responsabilidade subsidiária. #SELIGNASÚMULA Sumula 340 STF - Desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como os demais bens públicos, não podem ser adquiridos por usucapião. (Obs.: em que pese a súmula se referir ao CC anterior, ainda assim permanece válido o seu conteúdo). Súmula Vinculante 27, STF - Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço público de telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária, assistente nem opoente. Súmula 270, STJ - O protesto pela preferência de crédito, apresentado por ente federal em execução que tramita na Justiça Estadual, não desloca a competência para a Justiça Federal. Súmula 97, STJ - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar reclamação de servidor público relativamente a vantagens trabalhistas anteriores à instituição do regime jurídico único. Parte superior do formulário Art. 37, XXI, CF - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. Art. 100 CF - Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.) Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: [...] VI - instituir impostos sobre: a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros.; § 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. 4.3.1. Conselhos de classe · No que tange aos Conselhos de Classe (chamados de autarquias profissionais), é possível afirmar que eles nasceram como autarquias. A Lei 9.649/1998 modificou a pessoa jurídica para natureza privada (art. 58). Na ADI 1717, o STF afirma que os Conselhos possuem poder de polícia, motivo pelo qual não podem ter natureza privada, já que comprometeria a segurança jurídica (particular cassando carteira de particular iria acarretar excessos e abusos). Logo, como forma de prevenção, atribuiu-se novamente a natureza pública. · Cobra anuidade, que tem natureza tributária, o que possibilita a (1) execução fiscal. (2) Tribunal de Contas controla, pois há arrecadação de tributo (dinheiro público). (3) Contabilidade pública · Concurso público #SELIGANAJURISPRUDÊNCIA: *(Atualizado em 28/12/2020) Técnico em contabilidade podia se inscrever no Conselho até 01/06/2010 sem fazer o Exame de Suficiência; depois dessa data, não pode mais se inscrever em hipótese alguma. Mudança de entendimento! Ao técnico em contabilidade que tenha concluído o curso após a edição da Lei nº 12.249/2010 é assegurado o direito de se registrar no Conselho de Classe até 1º de junho de 2015, sem que lhe seja exigido o Exame de Suficiência, sendo-lhe, dessa data em diante, vedado o registro. STJ. 1ª Turma. REsp 1.659.767-RS, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 18/08/2020 (Info 677). Obs: a 2ª Turma entende de forma diversa e decide que o exame de suficiência, criado pela Lei nº 12.249/2010, será exigido dos técnicos em contabilidade que completarem o curso após sua vigência. Tais profissionais não estão sujeitos à regra de transição prevista no art. 12, § 2º do referido diploma (STJ. 2ª Turma. AgInt no AREsp 1631350/RS, Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 19/10/2020). O exercício da atividade de treinador ou de instrutor de tênis não exige o registro no Conselho Regional de Educação Física. STJ. 2ª Turma. AgInt no REsp 1.767.702-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 29/06/2020 (Info 677) Na equipe que compõe as Ambulâncias de Suporte Básico - Tipo B e as Unidades deSuporte Básico de Vida Terrestre (USB) do SAMU não é necessária a presença de enfermeiro, bastando um técnico ou auxiliar de enfermagem. A composição da tripulação das Ambulâncias de Suporte Básico - Tipo B e das Unidades de Suporte Básico de Vida Terrestre (USB) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU sem a presença de enfermeiro não ofende, mas sim concretiza, o que dispõem os artigos 11, 12, 13 e 15 da Lei n.º 7.498/86, que regulamenta o exercício da enfermagem. STJ. 1ª Seção. REsp 1.828.993-RS, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 12/08/2020 (Recurso Repetitivo – Tema 1024) (Info 677). *(Atualizado em 06.07.2020): O Estatuto da OAB (Lei nº 8.906/94) prevê que o advogado que deixar de pagar as contribuições devidas à OAB (anuidades) pratica infração disciplinar (art. 34, XXIII, da Lei nº 8.906/94) e pode ser suspenso do exercício, ficando proibido de exercer a advocacia enquanto não pagar integralmente a dívida, com correção monetária (art. 37, § 2º). O STF entendeu que esses dispositivos são inconstitucionais porque representam medida desproporcional que caracteriza sanção política, além de ofender a livre iniciativa e a liberdade profissional. É inconstitucional a suspensão realizada por conselho de fiscalização profissional do exercício laboral de seus inscritos por inadimplência de anuidades, pois a medida consiste em sanção política em matéria tributária. STF. Plenário. RE 647885, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 27/04/2020 (Repercussão Geral – Tema 732) (Info 978). A Lei nº 12.514/2011, que trata sobre as contribuições (anuidades) devidas aos Conselhos Profissionais, é constitucional. Sob o ponto de vista formal, esta Lei, apesar de ser fruto de uma MP que originalmente dispunha sobre outro assunto, não pode ser declarada inconstitucional porque foi editada antes de o STF declarar ilegítima a prática do “contrabando legislativo” (ADI 5127/DF). Ainda quanto ao aspecto formal, esta Lei não trata sobre normas gerais de Direito Tributário, motivo pelo qual não precisava ser veiculada por lei complementar. Sob o ponto de vista material, a Lei respeitou os princípios da capacidade contributiva, da vedação ao confisco e da legalidade. STF. Plenário. ADI 4697/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 06/10/2016 (Info 842). #IMPORTANTE: Os pagamentos devidos, em razão de pronunciamento judicial, pelos Conselhos de Fiscalização (exs.: CREA, CRM, COREN, CRO) não se submetem ao regime de precatórios. STF. Plenário. RE 938837/SP, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, julgado em 19/4/2017 (repercussão geral) (Info 861). Apesar de os Conselhos de Fiscalização Profissional serem considerados autarquias especiais, eles não participam do orçamento público, não recebem aporte do Poder Central nem se confundem com a Fazenda Pública. Por essa razão, não se submetem ao regime de precatórios. Os conselhos de fiscalização profissional têm autonomia financeira e orçamentária. Portanto, sua dívida é autônoma em relação ao Poder Público. Desse modo, inserir esse pagamento no sistema de precatório transferiria para a União a condição de devedora do Conselho de Fiscalização. *#LEMBRAR: Quem tem o privilégio de pagar por meio de precatório? A quem se aplica o regime dos precatórios? As Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais. Essa expressão abrange: União, Estados, DF e Municípios (administração direta); autarquias (com exceção dos Conselhos Profissionais); fundações; empresas públicas prestadoras de serviço público (ex.: Correios); sociedades de economia mista prestadoras de serviço público de atuação própria do Estado e de natureza não concorrencial. Não estão sujeitas a registro perante o respectivo Conselho Regional de Medicina Veterinária, nem à contratação de profissionais nele inscritos como responsáveis técnicos, as pessoas jurídicas que explorem as atividades de comercialização de animais vivos e a venda de medicamentos veterinários, pois não são atividades reservadas à atuação privativa do médico veterinário. STJ. 1ª Seção. REsp 1.338.942-SP, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 26/4/2017 (recurso repetitivo) (Info 602). Segundo o art. 8º da Lei nº 12.514/2011, para que os Conselhos Profissionais ajuízem execução fiscal cobrando anuidades em atraso, é necessário que o total da quantia executada seja de, no mínimo, quatro vezes o valor da anuidade. Mesmo sem poder executar a dívida, o Conselho Profissional poderá adotar uma outra sanção contra o inadimplente: poderá suspender ou cancelar seu registro profissional. Assim, o fato de os conselhos não poderem executar dívidas inferiores a quatro vezes o valor cobrado anualmente da pessoa física ou jurídica inadimplente, não impede que seja feita a suspensão ou o cancelamento do registro do profissional que deixar de efetuar o pagamento das anuidades. Isso está previsto no art. 8º, parágrafo único, da Lei nº 12.514/2011. No caso específico dos Engenheiros e Arquitetos, o cancelamento do registro somente pode acontecer desde que o atraso seja de, no mínimo, duas anuidades consecutivas (art. 64 da Lei nº 5.194/66). STJ. 2ª Turma. REsp 1.659.989-MG, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 25/4/2017 (Info 603) O exercício da profissão de técnico ou treinador profissional de futebol não se restringe aos profissionais graduados em Educação Física, não havendo obrigatoriedade legal de registro junto ao respectivo Conselho Regional. STJ. 2ª Turma. REsp 1.650.759-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 6/4/2017 (Info 607). * O ato do Conselho de Contabilidade que requisita dos contadores e dos técnicos os livros e fichas contábeis de seus clientes, a fim de promover a fiscalização da atividade contábil dos profissionais nele inscritos, não importa em ofensa aos princípios da privacidade e do sigilo profissional. STJ. 1ª Turma. REsp 1.420.396-PR, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 19/09/2017 (Info 612). * Os conselhos de fiscalização profissional não possuem autorização para registrar os veículos de sua propriedade como oficiais. STJ. 1ª Turma. AREsp 1.029.385-SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 05/12/2017 (Info 619). *(Atualizado em 10/08/2020) #DEOLHONAJURIS É dispensável a submissão ao exame de suficiência pelos técnicos em contabilidade formados anteriormente à promulgação da Lei nº 12.249/2010 ou dentro do prazo por ela previsto 4.3.2. OAB · Lei 8906. Estatuto da OAB. *(Atualizado em 23/03/2022) A anuidade cobrada pela OAB possui natureza tributária? Os Tribunais Superiores divergem sobre o tema: STJ: NÃO Os créditos decorrentes da relação jurídica travada entre a OAB e os advogados não compõem o erário e, consequentemente, não têm natureza tributária. STJ. 1ª Turma. REsp 1574642/SC, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 16/02/2016. STF: SIM As anuidades cobradas pelos conselhos profissionais caracterizam-se como tributos da espécie contribuições de interesse das categorias profissionais, nos termos do art. 149 da Constituição da República. STF. Plenário. RE 647885, Rel. Edson Fachin, julgado em 27/04/2020. *(Atualizado em 23/03/2022) O TCU entendeu que: • A OAB possui natureza jurídica de autarquia. • Os recursos que a OAB administra são recursos públicos considerando que as anuidades são contribuições enquadradas no art. 149 da CF/88 sendo, portanto, consideradas como tributos. • Sendo uma autarquia que gerencia recursos públicos, a OAB se submete à jurisdição do Tribunal de Contas do TCU e, portanto, deve ser incluída como unidade prestadora de contas. • Em outras palavras, a OAB tem o dever de prestar contas ao TCU. Processo TC 015.720/2018-7 Obs: esse acórdão do TCU foi suspenso, liminarmente, por uma decisão monocrática da Min. Rosa Weber em mandado de segurança impetrado pela OAB. (...) Diante do exposto, defiro a liminar pleiteada para suspender a eficácia do Acórdão nº 2573/2018, proferido no âmbito do Processo Administrativo 015.720/2018-7, de modo a desobrigar a OAB a prestar contas e a se submeter à fiscalização do TCU até julgamento final do presente writ, ou deliberação posterior em sentidocontrário. STF. Decisão monocrática. MS 36376 MC, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 07/06/2019. · O artigo 79 do Estatuto da OAB diz que o seu quadro era celetista. O PGR ajuizou ADI3026 no intuito de que a OAB fosse obrigada a realizar a concurso. O STF decidiu que a OAB não compõe a administração direta, nem indireta. É um serviço público independente. Categoria ímpar. Não está, portanto, sujeita ao controle da Administração. Não é congênere dos demais conselhos de classe. Não precisa fazer concurso público. CLT sem concurso. Não se submete ao controle do TCU. A anuidade é compulsória, sendo considerada dinheiro público. · Causas processadas na JF. #SELIGANAJURISPRUDÊNCIA. A inscrição como advogado, nos quadros da OAB, de quem apresente diploma ou certidão de graduação em Direito "obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada" (art. 8º, II, do Estatuto da Advocacia) não pode ser impedida pelo fato de o curso de Direito não ter sido reconhecido pelo MEC. STJ. 1ª Turma. REsp 1.288.991-PR, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 14/6/2016 (Info 586). *#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STF: É possível que o chefe do Poder Executivo estadual convide, em consenso com a OAB, um representante da Ordem para integrar órgão da Administração. Isso é válido. No entanto, a lei não pode impor a presença de representante da OAB (“autarquia federal”) em órgão da Administração Pública local. STF. Plenário. ADI 4579/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 13/2/2020 (Info 966). 4.3.3. Território. São autarquias territoriais. Desmembramento geográfico. Entes despidos de autonomia que desempenham, por delegação, funções políticas estatais. 4.3.4. Agências reguladoras. São autarquias em regime especial (possuem regime jurídico distinto daquele dispensado às demais autarquias). · A expressão “autarquia de regime especial” surge com as universidades federais; · No Brasil, as Agências Reguladoras surgem num contexto de transformar o Estado de patrimonialista para gerencial. Além das agências reguladoras federais, podem existir agências reguladoras estaduais e municipais. · A função regulatória não surge com as agências reguladoras e nem é exclusiva delas. · Não se confundem com agências executivas, pois estas são autarquias ou fundações que se qualificam como agência executiva por ter celebrado um contrato de gestão com a Administração e por ter um plano de reestruturação, de acordo com ato discricionário privativo do Presidente da República (art. 51, Lei 9.649/98). · O mandato dos conselheiros e dos diretores das agências reguladoras terá o prazo fixado na lei de criação de cada agênciaParte superior do formulário. · Nomeação ou investidura especial do dirigente da agência: Depende de sabatina do Senado. O Presidente aqui não nomeia e exonera de forma livre. Trata-se de ato complexo (comunhão de vontades em órgãos diferentes). *(Atualizado em 30/07/2020) #DEOLHONAJURIS: É inconstitucional norma de Constituição Estadual que exija prévia arguição e aprovação da Assembleia Legislativa para que o Governador do Estado nomeie os dirigentes das autarquias e fundações públicas, os presidentes das empresas de economia mista e assemelhados, os interventores de Municípios, bem como os titulares da Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral do Estado. STF. Plenário. · Licitação: A lei 9472/97 afirmou que as agências reguladoras não se submeteriam à lei 8666, seguiriam procedimento próprio definido pela própria agência e que seguiriam as modalidades de pregão e a consulta. A lei foi objeto da ADI 1668 e o STF disse que as agências reguladoras se submetem sim a 8666, seguindo o seu procedimento, mas deixou passar o pregão e a consulta. Pregão foi estendido para os demais entes, de forma que o procedimento próprio das agências é a consulta, que ainda não foi regulamentada. ????????????????????????????????????w · Regime de pessoal: atualmente, os servidores do quadro efetivo das agências reguladoras são ocupantes de cargos públicos e estão submetidos ao regime estatutário. Contudo, nem sempre foi assim. Antigamente, a Lei 9986/00 previa a existência de emprego público (CLT) + cargos em comissão (estatutário). A ADI 2.310-1/DF suspendeu a eficácia de tal dispositivo legal por meio de decisão cautelar, argumentando que as agências reguladoras, por desempenharem função exclusiva de Estado, não poderiam prescindir da ocupação de cargos públicos, com direitos e garantias a eles inerentes. Em razão disso, foi editada a MP 155/2003, que revogou expressamente o dispositivo legal, passando a adotar o regime estatutário, próprio dos cargos públicos. Essa MP foi convertida na Lei 10.871/2004 e, com isso, a ADI 2310 foi extinta. #SELIGA #CUIDADO: Poder regulatório ≠ Poder regulamentar. O poder regulamentar é um dos poderes administrativos, que tem como propósito detalhar previsões legais genéricas. Para a maioria dos autores, o poder regulamentar é de competência privativa do Chefe do Poder Executivo. O fundamento constitucional do poder regulamentar é o art. 84, IV, da CF/88. O fundamento do poder regulatório não é o art. 84, mas o art. 174 da CRF: Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. Há um certo ponto de contato entre poder regulamentar e poder regulatório, pois ambos têm a aptidão de detalhar previsões legais genéricas. Isso porque o poder regulatório abrange a competência de uma Agência Reguladora esmiuçar previsões legais genéricas. Mas, mesmo nesse ponto de contato não há uma identidade absoluta entre os dois poderes, pois o poder regulamentar acarreta um detalhamento de previsões legais genéricas que leva em consideração uma avaliação política (que precisa se ater à lei, mas há certa discricionariedade política), enquanto que o exercício do poder regulatório pressupõe uma discricionariedade técnica. O poder regulatório não é apenas regular determinada matéria. Compreende também, por exemplo, a função adjudicatória, que é a função de dirimir conflitos entre particulares, o poder de polícia, expedir atos de consentimento, licenças e autorizações, dentre outras situações. · Questão discursiva: No que consiste a teoria da captura? Segundo a doutrina, a Teoria da Captura trata da hipótese de quebra de independência e autonomia das agências reguladoras, quando estas passam a favorecer os entes regulados, que são economicamente mais fortes. Em outras palavras, os entes regulados capturam as agências reguladoras no intuito de proteger seus interesses. José dos Santos Carvalho Filho afirma que a Teoria da Captura tem o objetivo de evitar uma “vinculação promíscua entre a agência, de um lado, e o governo instituidor ou os entes regulados, de outro, com flagrante comprometimento da independência pública” (Manual de direito administrativo. Atlas, 2012, p. 485.) Essa captura pode ocorrer de duas formas: pelo próprio setor público (ativa), quando há influência política de agentes públicos na atividade reguladora, retirando sua independência; ou pelo setor privado (passiva), quando as empresas que prestam os serviços regulados interferem direta ou indiretamente na atividade regulatória. #SELIGANAJURIS Não há violação do princípio da legalidade na aplicação de multa previstas em resoluções criadas por agências reguladoras, haja vista que elas foram criadas no intuito de regular, em sentido amplo, os serviços públicos, havendo previsão na legislação ordinária delegando à agência reguladora competência para a edição de normas e regulamentos no seu âmbito de atuação. STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp 825776/SC, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 05/04/2016. *#NOVIDADELEGISLATIVA: Vejamos as principais alterações[footnoteRef:5]: [5: ] c) *Mandato (investidura a termo. Não é inteiramente adequado mencionar mandato pois pressupõe processo eletivo) de prazo determinado – o prazo depende de cada lei da agência. Com a lei n. 13.848/2019,o mandato dos Diretores de todas as agências reguladoras federais passou a ser de 5 anos (algumas leis previam mandato de 3 e outras de 4 anos). Além disso, passou a ser proibida a recondução dos diretores ao final dos mandatos. Outra novidade trazida pela aludida lei foi com relação ao período de quarentena, que passa a ser de 6 meses (antes era de 4 meses). Valer destacar que o que a lei veda é que diretor atue na iniciativa privada naquele ramo, pois já tem informações privilegiadas. Pode mudar de ramo ou continuar no ramo na iniciativa pública. Independência administrativa. A lei também estabelece novos requisitos para o Presidente, Diretor-Presidente ou Diretor-Geral e os demais membros do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada das agências reguladoras: Art. 5º O Presidente, Diretor-Presidente ou Diretor-Geral (CD I) e os demais membros do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada (CD II) serão brasileiros, indicados pelo Presidente da República e por ele nomeados, após aprovação pelo Senado Federal, nos termos da alínea “f” do inciso III do art. 52 da Constituição Federal, entre cidadãos de reputação ilibada e de notório conhecimento no campo de sua especialidade, devendo ser atendidos 1 (um) dos requisitos das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso I e, cumulativamente, o inciso II: I - ter experiência profissional de, no mínimo: a) 10 (dez) anos, no setor público ou privado, no campo de atividade da agência reguladora ou em área a ela conexa, em função de direção superior; ou b) 4 (quatro) anos ocupando pelo menos um dos seguintes cargos: 1. cargo de direção ou de chefia superior em empresa no campo de atividade da agência reguladora, entendendo-se como cargo de chefia superior aquele situado nos 2 (dois) níveis hierárquicos não estatutários mais altos da empresa; 2. cargo em comissão ou função de confiança equivalente a DAS-4 ou superior, no setor público; 3. cargo de docente ou de pesquisador no campo de atividade da agência reguladora ou em área conexa; ou c) 10 (dez) anos de experiência como profissional liberal no campo de atividade da agência reguladora ou em área conexa; e II - ter formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi indicado. Estabelece, também, vedações para a indicação de pessoas ao Conselho Diretor ou a Diretoria Colegiada: Art. 8º-A. É vedada a indicação para o Conselho Diretor ou a Diretoria Colegiada: I - de Ministro de Estado, Secretário de Estado, Secretário Municipal, dirigente estatutário de partido político e titular de mandato no Poder Legislativo de qualquer ente da federação, ainda que licenciados dos cargos; II - de pessoa que tenha atuado, nos últimos 36 (trinta e seis) meses, como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral; III - de pessoa que exerça cargo em organização sindical; IV - de pessoa que tenha participação, direta ou indireta, em empresa ou entidade que atue no setor sujeito à regulação exercida pela agência reguladora em que atuaria, ou que tenha matéria ou ato submetido à apreciação dessa agência reguladora; V - de pessoa que se enquadre nas hipóteses de inelegibilidade previstas no inciso I do caput do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990; VI - (VETADO); VII - de membro de conselho ou de diretoria de associação, regional ou nacional, representativa de interesses patronais ou trabalhistas ligados às atividades reguladas pela respectiva agência. Parágrafo único. A vedação prevista no inciso I do caput estende-se também aos parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau das pessoas nele mencionadas. Estabelece vedações os membros do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada: Art. 8º-B. Ao membro do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada é vedado: I - receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas; II - exercer qualquer outra atividade profissional, ressalvado o exercício do magistério, havendo compatibilidade de horários; III - participar de sociedade simples ou empresária ou de empresa de qualquer espécie, na forma de controlador, diretor, administrador, gerente, membro de conselho de administração ou conselho fiscal, preposto ou mandatário; IV - emitir parecer sobre matéria de sua especialização, ainda que em tese, ou atuar como consultor de qualquer tipo de empresa; V - exercer atividade sindical; VI - exercer atividade político-partidária; VII - estar em situação de conflito de interesse, nos termos da Lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013. Por fim, estabelece uma nova hipótese de perda do mandato para os diretores: Lei nº 9.986/2000 Antes da Lei nº 13.848/2019 Depois da Lei nº 13.848/2019 Art. 9º Os Conselheiros e os Diretores somente perderão o mandato em caso de renúncia, de condenação judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar. Art. 9º O membro do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada somente perderá o mandato: I - em caso de renúncia; II - em caso de condenação judicial transitada em julgado ou de condenação em processo administrativo disciplinar; III - por infringência de quaisquer das vedações previstas no art. 8º-B desta Lei. Parágrafo único. A lei de criação da Agência poderá prever outras condições para a perda do mandato. Esse parágrafo único foi revogado. 4.3.5. Agência executiva. Agência executiva é uma autarquia ou fundação que recebeu esta qualificação por ter celebrado um contrato de gestão com a Administração Pública e por possuir um plano de reestruturação (art. 51 da Lei nº 9.649/98). São exemplos de agências executivas: INMETRO e SUDENE. As suas características são elencadas abaixo: · Pode ter natureza de autarquia ou de fundação pública. · Foram criadas pela Lei 9649/98. · Há muitas autarquias e fundações ineficientes, por isso as agências executivas são uma tentativa de modernização. Não constituem uma nova entidade, pois, na verdade, elas não passam de autarquias e(ou) fundações públicas que foram qualificadas como tal. · Uma autarquia ou fundação temporariamente será agência executiva enquanto durar o contrato de gestão. É apenas um status temporário. Não se pode falar em conversão, mas mera qualificação · Para se transformar em agência executiva, uma fundação deve ter, em andamento, planos estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional. · Mais eficiência e redução de custos. · A desqualificação de fundação como agência executiva é realizada mediante decreto, por iniciativa do ministério supervisor. Parte superior do formulário Criação. Requisitos: · Plano estratégico de reestruturação · Celebra com a Administração Direta (com um Ministério) um contrato de gestão. · Decreto do Presidente da República. Art. 37, § 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores (isso não poderia ser contrato administrativo. Seria inconstitucional) e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão (não tem personalidade jurídica. Não poderia celebrar contrato. Também seria inconstitucional) ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) I - o prazo de duração do contrato; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) III - a remuneração do pessoal. Objetivos: · Reestruturação da gestão (mais eficiência). Melhoria dos serviços, redução dos custos e otimização dos recursos. · Disponibilidade de recursos para cumprimento de suas metas. · Conferir maior autonomia de gestão, através de prerrogativas e privilégios. Ex.: #QUESTÃODEPROVA CESPE, 2009 - Uma autarquia pode ser qualificada como agência executiva desde que estabeleça contrato de gestão com o ministério supervisor e tenha tambémplano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento. Parte superior do formulário · Questão discursiva - No direito brasileiro, admite-se a ação conhecida por "golden share"? Sim! Golden share são ações de classe especial presentes em empresas estatais ou de capital misto, as quais garantem ao Estado direitos especiais de caráter estratégico, como o poder de veto de algumas decisões. O instrumento teve origem no Reno Unido, no contexto do processo de privatização das empresas estatais. No ordenamento pátrio, as golden shares estão previstas no § 7º, do art. 17, da Lei n. 6.404/1976, segundo o qual: “Nas companhias objeto de desestatização poderá ser criada ação preferencial de classe especial, de propriedade exclusiva do ente desestatizante, à qual o estatuto social poderá conferir os poderes que especificar, inclusive o poder de veto às deliberações da assembleia-geral nas matérias que especificar”. #ADENDO: Consórcios públicos. A lei 11.107/05 cria uma nova pessoa jurídica da administração indireta, são os chamados consórcios públicos. Os entes políticos (U/E/M/DF) em razão de interesse comum (competência também comum) celebram um contrato de consórcio. Na ideia de gestão associada. Desse contrato nasce uma nova pessoa jurídica, que compõe a adm. indireta. Essa associação pode ser pública de regime público ou pública de regime privado. Quando seguir o regime público ela será uma espécie de autarquia. Quando tiver o regime privado, irá se aproximar do regime misto, híbrido ao das EP e SEM. Esse regime está previsto na própria lei 11.107/05. 4.4. Empresas estatais As Empresas Públicas (EP) e Sociedades de Economia Mista (SEM) são pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública Indireta. · São regidas por um regime predominantemente privado, chamado por alguns de regime híbrido, sui generis. Isso porque, por mais que sejam influenciadas pelo regime privado, possuem características do regime de direito público. *(Atualizado em 12/11/2022) #DEOLHONAJURIS - Aplica-se a prescrição quinquenal do Decreto n. 20.910/1932 às empresas estatais prestadoras de serviços públicos essenciais, não dedicadas à exploração de atividade econômica com finalidade lucrativa e natureza concorrencial. STJ, REsp 1.635.716-DF, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 04/10/2022, DJe 11/10/2022 (Info. 753). 4.4.1. Empresa Pública Pode ter duas finalidades: · Prestadora de serviço público · Exploradora de atividade econômica Principais características · Pessoa Jurídica de Direito Privado. · ATENÇÃO: O nome empresa pública está ligado ao capital público e não a sua natureza jurídica. · O regime jurídico a que se sujeitam as empresas públicas e as sociedades de economia mista é de natureza híbrida. Parte superior do formulário · Não há a possibilidade de pessoa física participar com recursos próprios na formação do capital das empresas públicasParte superior do formulário · CAPITAL EXCLUSIVAMENTE PÚBLICO. Esse capital pode ser de mais de um ente. Qualquer pessoa administrativa pública ou privada. Tem que fazer parte da administração. · A sua constituição pode ocorrer através de QUALQUER MODALIDADE EMPRESARIAL. Só as federais podem mudar a natureza. As do plano inferior devem obedecer à lei federal, pois compete privativamente a União legislar sobre direito civil e comercial. · Embora as empresas públicas possam assumir qualquer forma jurídica (sociedade limitada, sociedade em comandita etc.), devem submeter-se obrigatoriamente às normas da Lei 6.404/76, a Lei das Sociedades Anônimas. Trata-se de inovadora previsão do art. 7º da Lei 13.303/16, a chamada Lei das Estatais. Vale lembrar que as sociedades de economia mista continuam devendo adotar a forma de sociedades anônimas, conforme art. 5º daquela Lei. #QUESTÃODEPROVA CESPE, 2013 - A empresa pública tem personalidade de direito privado e suas atividades são regidas pelos preceitos comerciais, podendo ela revestir-se da forma societária econômica convencional ou especial. *(Atualizado em 14/09/2020) #DEOLHONAJURIS: O Metrô-DF é empresa pública, regida pelo direito privado. Embora preste serviço de utilidade pública, a empresa não desempenha serviço público essencial em sentido típico ou de caráter monopolístico. O Metrô-DF desenvolve atividade econômica com a exploração comercial de marcas, patentes, tecnologia e serviços técnicos especializados, com a distribuição de dividendos, o que permite a penhora de seus bens. Vale ressaltar ainda que há distribuição de lucros entre os acionistas da empresa. Diante desse contexto, não há como se aplicar o regime de precatório para o Metrô-DF. STF. 1ª Turma. Rcl 29637 AgR/DF, rel. orig. Min. Luiz Fux, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 30/6/2020 (Info 984). 4.4.2. Sociedade de Economia Mista Pode ter duas finalidades: · Prestadora de serviço público · Exploradora de atividade econômica Principais características · Pessoa Jurídica de Direito Privado. · Tem regime híbrido, misto. Não é plenamente privado. · CAPITAL MISTO. O CAPITAL É APENAS PARCIALMENTE PÚBLICO. O comando da SEM tem que está nas mãos do poder público, apesar do capital privado. A maioria do capital que dá direito a voto precisa estar nas mãos do poder público. obs.: sociedades de mera participação do Estado – Estado detém capital minoritário. Não integra a Administração Indireta. · Será SEMPRE SOCIEDADE ANÔNIMA. · Sociedades de economia mista e empresas públicas não estão sujeitas a falênciaParte superior do formulário; · As empresas públicas e as sociedades de economia mista federais submetem-se à fiscalização do TCU, não obstante os seus servidores estarem sujeitos ao regime celetista. #JÁCAIUEMPROVA[footnoteRef:6] [6: 2018 – FCC – TRT 2 – Analista Judiciário – Área Judiciária. O diretor executivo de uma sociedade de economia mista exploradora de atividade econômica: b) tem sua atuação sujeita a controle externo exercido pelo Tribunal de Contas, que não detém poderes para sustar os contratos administrativos que aquele subscrever em nome da empresa.] · Ex.: BB, Petrobrás, Bancos estaduais. *(Atualizado em 28/12/2020) Petrobrás pode criar subsidiárias e, em seguida, alienar o controle acionário delas sem licitação e sem autorização legislativa específica. Caso concreto: a Petrobrás elaborou um plano de desinvestimento por meio do qual ela decidiu vender 8 refinarias. Para isso, a Petrobrás criou subsidiárias que passaram a ser as proprietárias dessas refinarias e, em seguida, o controle acionário dessas subsidiárias será alienado, sem licitação e sem prévia autorização legislativa. Desse modo, na prática, é como se a Petrobrás estivesse alienando as refinarias. O STF afirmou que essa prática é legítima. A específica autorização legislativa somente é obrigatória na hipótese de alienação do controle acionário de sociedade de economia mista (empresa-mãe). Não há necessidade dessa prévia e específica anuência para a criação e posterior alienação de ativos da empresa subsidiária, dentro de um elaborado plano de gestão de desinvestimento, voltado para garantir maiores investimentos e, consequentemente, maior eficiência e eficácia da empresa-mãe Isso porque a inexistência de expressa proibição ou limitação de alienação societária em relação à autorização legislativa genérica para a criação de subsidiárias corresponde à concessão, pelo Congresso Nacional ao Poder Executivo, de um importante instrumento de gestão empresarial, para garantir a eficiência e a eficácia da sociedade de economia mista no cumprimento de suas finalidades societárias. Portanto, na criação ou extinção de subsidiárias, o preceito maior de gestão empresarial que deve ser seguido é garantir a melhor atuação, eficiência e eficácia da empresa-mãe. STF. Plenário. Rcl 42576 MC/DF, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 30/9 e 1º/10/2020 (Info 993). 4.4.3. Diferenças EMPRESA PÚBLICA SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA Capital: público Capital: misto Constituição: