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Conceito de Tributo Prof. Dr. Roberto Rabbani Sumário • Direito Tributário: • Conceito • Receitas públicas • Finalidade • Natureza jurídica • Posição e autonomia • Relação com outros ramos do Direito • Fontes • Tributo • Conceito • Função dos Tributos (fiscal, extrafiscal, parafiscal) • Elementos do Tributo • Tributos no Brasil Conceito de Direito tributário • ramo do Direito Público interno que regula as relações entre o poder tributante e o sujeito passivo da obrigação tributária. • ramo autônomo da ciência jurídica que regula a INSTITUIÇÃO, ARRECADAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E COBRANÇA DE TRIBUTOS. • Direito Tributário é o ramo do direito público que rege as relações jurídicas entre o Estado e os particulares, decorrentes da atividade financeira do Estado, no que se refere à obtenção de receitas que correspondem ao conceito de Tributo.” (Gomes de Sousa, 1975, p. 40); • “Direito Tributário é o sistema formado pelas regras jurídicas que disciplinam o nascimento, a vida e a extinção daquele dever.” (Becker, 1998, p. 257); • “É o direito que disciplina o processo de retirada compulsória, pelo Estado, da parcela de riqueza de seus súditos, mediante a observância dos princípios reveladores do Estado de Direito. É a disciplina jurídica que estuda as relações entre o Fisco e o Contribuinte” (Kiyoshi Harada) • “É o ramo didaticamente autônomo do direito, integrado pelo conjunto das proposições jurídico normativas que correspondam, direta ou indiretamente, à instituição, arrecadação e fiscalização de tributos.” (Paulo de Barros Carvalho). • “O Direito tributário é um conjunto de normas e princípios enucleados pelo conceito de Tributo.” (BASTOS, 1998:95). • “o capítulo do direito público, ou o seu ramo, que estuda as relações entre particulares e o Estado para a obtenção de tributos, ou seja, aquele que expõe os princípios e as normas relativas à imposição e arrecadação de tributos e analisa as relações jurídicas consequentes, entre os entes públicos e os cidadãos...” (NOVELLI, 1993). Receita pública (STUDART; OLIVEIRA, 2019) • Receitas Públicas Originárias (patrimoniais ou de economia privada): O Estado aufere de suas próprias fontes de riqueza, em decorrência de seu patrimônio rendoso. Têm origem da administração do patrimônio do Estado. Por exemplo: foros, laudêmios, aluguéis, dividendos, ações, juros, etc. São, também, classificadas como originárias, as receitas auferidas pelo Estado quando este exerce atividades típicas do setor privado, tais como: venda e comercialização de produtos agropecuários, industriais e de serviços. • As receitas derivadas (não-patrimoniais ou de economia pública): São as receitas que o Estado aufere, tendo como procedência, coercitiva ou não, as pessoas físicas e jurídicas com personalidade jurídica de direito privado, usando a prerrogativa do Estado de tributar suas rendas, patrimônio, operações e transações financeiras. Elas provêm das transferências monetárias que o setor privado da economia repassa para o setor público, coercitivamente ou não. Finalidade do Direito Tributário • consiste na regulamentação das relações de natureza tributária entre o sujeito ativo (poder tributante) e o sujeito passivo (contribuinte; responsável tributário; etc.). • sua regulamentação ocorre por meio de princípios e normas que tem por objetivo estabelecer direitos e obrigações mútuas. • delimita a atividade tributária por parte do Estado através do estabelecimento de meios de proteção do sujeito passivo tributário em face dos abusos do poder tributante. Natureza jurídica • O Direito tributário possui natureza jurídica de Direito Público. • consiste posição de império exercida pelo Estado na relação tributária. • o Estado aparece como ente supremo, dotado de soberania e poder de império em contraposição a parte privada dessa mesma relação. • “o direito público é aquele que regula as relações em que o Estado é parte e age dotado de poder de império, em razão de sua soberania, exercida nos limites das lei em função do interesse coletivo. O direito privado, por sua vez, disciplina as relações em que o Estado não se faz presente – relações entre particulares – ou, em que se fazendo presente, não o faz na condição de ente político soberano, mas em situação de igualdade jurídica com os particulares”. • Ex. Dir. Público – constitucional, administrativo, penal, processual, tributário • Dir. Privado – civil, empresarial • Será que esta bipartição ainda atende às exigências sociais atuais? • Interesses Transindividuais – consumidor, ambiental, cibernético, genético, idosos, criança e adolescente etc. Posição e autonomia • O Direito tributário possui um objeto específico: • RELAÇÃO JURÍDICO-TRIBUTÁRIA • É autônomo? • É Relativamente independente – não é uma autonomia absoluta: • DEVE SE INTER-RELACIONAR COM OUTROS RAMOS DO DIREITO. Autonomia • Possui normas próprias • (CF, leis complementares e ordinárias, decretos, portarias instruções normativas etc.) • Possui princípios próprios • Legalidade • Anterioridade • Capacidade contributiva • Irretroatividade • Não-cumulatividade etc. • Possui institutos específicos: • Obrigação tributária • Lançamento • Crédito tributário etc. O Direito tributário e sua relação com outros ramos do Direito 1 • Constitucional • A CRFB de 1988 estabelece as competências tributárias • Da União – arts. 145 a 162 • Dos Estados e Municípios arts. 21 a 32 • Administrativo • atuação da administração pública quanto à fiscalização e arrecadação dos tributos. É o que se convencionou chamar de Direito Administrativo Tributário. • estudo das chamadas obrigações acessórias, que nada mais são do que deveres administrativos e do lançamento tributário, que por definição, é ato típico administrativo. • Civil • Utilização de termos como: obrigação, credor, devedor, crédito, débito, capacidade, domicílio, propriedade, posse, domínio útil, bem comum etc. E com o Direito Ambiental? Pode haver alguma relação? O Direito tributário e sua relação com outros ramos do Direito 2 • Direito Internacional • tratados internacionais, para evitar dupla tributação e diminuir encargos • Direito Financeiro • regula despesas e receitas do Estado • Direito Processual Civil • procedimentos para elaboração de petições inicias e recursos, assim como prazos para sua proposição no que se refere às leis civis. • Direito Penal • fatos típicos, antijurídicos e culpáveis • Prevê os crimes contra o sistema tributário – Lei 8.137/1990 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8137.htm NORMAS TRIBUTÁRIAS • O Código Tributário Nacional (CTN) surgiu através da Lei 5.172 de 1966, sob a égide da CF de 1946. • Nesta época a CF estabeleceu a necessidade de uma lei nacional para regular o Sistema Tributário Nacional. A referida lei era uma lei ordinária. • Com o advento da CF de 1967, houve manutenção da necessidade da lei nacional que regulasse o Sistema Tributário Nacional, no entanto esta CF de 1967 estabeleceu que esta lei fosse uma Lei Complementar. • O CTN passou a ostentar a força de uma lei complementar, mesmo tendo sido aprovada através de uma lei ordinária, através do fenômeno “recepção”. • O CTN, por ter força de lei complementar, somente pode ser alterado por lei complementar. CONCEITO DE TRIBUTO Tributum (lat.)– “parte que se entrega ao grupo.” (BIRNFELD; BIRNFELD, 2008, p. 16) “Tributu.1. Riquezas que um Estado paga a outro em sinal de dependência; 2. Imposto, contribuição; aquilo que se concede por hábito ou necessidade; aquilo que se é obrigado a sofrer. [...] 5. Homenagem. Preito.” Art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN) “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.” CONCEITO DE TRIBUTO R e ce it a Pú b li ca O ri gi ná ria D e ri va d a Tributo: Art. 3º CTN Prestação Pecuniária Compulsória Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir Que não constitua sanção por ato ilícito Prevista em lei. cobrado mediante atividade administrativa vinculada. (ENDRILLO, 2010) Conceito de Tributo 1. PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA, EM MOEDA OU CUJO VALOR NELA SE POSSA EXPRIMIR •PRESTAÇÃO = uma obrigação de dar, de fazer ou de não fazer algo. Numa relação jurídica, uma parte deve cumprir uma prestação, enquanto a outra parte tem o direito ao cumprimento dessa obrigação/prestação. •O tributo é uma obrigação em que o contribuinte tem que dar dinheiro ao Estado. •O tributo é pago em moeda (em dinheiro). •Não se admite a prestação “in natura” ou “in labore”. • É pagamento pecuniário para facilitar a sua reversão ao atendimento das necessidades coletivas (Schoueri, 2024) Conceito de Tributo •A expressão “cujo valor nela se possa exprimir” admite a utilização de indexadores econômicos (UFIR, OTN etc.) para prestação pecuniária, dada a sua conversibilidade em moeda. • Ex. Sergipe - Unidade Fiscal Padrão (UFP) do Estado de Sergipe (SE) para o mês de outubro de 2024 é de R$ 67,38. • Pelo CTN→ pode fazer pagamento em dinheiro ou bens imóveis. •A LC 104/2001 adicionou o inciso XI ao art. 156 do CTN, de modo a admitir a dação em pagamento de bens imóveis, na forma da lei, como forma de quitação da prestação tributária. Trata-se, para a maior parte da doutrina, como uma exceção ao pagamento em moeda. •O STF considerou inconstitucional, na ADI 1917/DF (2007), a lei Distrital que permitia o pagamento de débitos da microempresas, empresas de pequeno porte e das médias empresas, mediante dação em pagamento de materiais destinados a atender a programas do Governo do DF. [... CONTUDO...] • pelo CTN não é permitido o pagamento através de BENS MÓVEIS, porque poderia ser considerada como uma “aquisição indireta” sem licitação. • CONTUDO, o STF passou a entender que os Estados e DF podem estabelecer outros meios não previstos expressamente no CTN de extinção de créditos tributários, “máxime porque podem concede remissão, e quem pode mais pode menos” • É melhor que pague com bens móveis, do que não pague. Se pode fazer um “PERDÃO” da dívida por “REMISSÃO”, então poderia receber bens móveis. (STF, ADI 2405 / RS, 2019) https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=751044400 Professor Ricardo Alexandre “Em provas de concurso público, é essencial ter em mente que a regra continua a ser considerar como formas de extinção do crédito tributário apenas as hipóteses previstas no CTN, dentre as quais não figura a dação em pagamento em bens móveis. A título de exemplo, no concurso para provimento de cargos de Auditor Fiscal de Tributos da Prefeitura de Nova Hamburgo/RS, realizado em 2020 (portanto, após o julgamento da ADI 2.405/ DF), a banca examinadora (Instituto AOCP) considerou correta a seguinte assertiva: “De acordo com o Código Tributário Nacional (CTN), não é causa de extinção do crédito tributário a dação em pagamento em bens móveis, na forma e nas condições estabelecidas em lei”. (p. 45) Conceito de Tributo 2. PRESTAÇÃO COMPULSÓRIA •O dever de pagar tributo denota uma imposição estatal (potestade). •Um direito do Estado; um dever do cidadão. •A obrigação de natureza tributária diferencia-se das obrigações civis ou privadas em face do caráter compulsório daquela e contratual destas. •Não se consideram de natureza tributária as prestações pecuniárias pagas ao Estado que sejam objetos de contratualidade: Tarifas (cobrados por concessionárias) e Preços Públicos (cobrado pelo próprio Estado) = Receitas originárias •Também não se consideram as prestações voluntárias – ex. doações Conceito de Tributo 3. QUE NÃO CONSTITUA SANÇÃO POR ATO ILÍCITO • Tributo não possui caráter de punição • Não tem natureza sancionatória • As exações tributárias possuem em seus verbos nucleares condutas lícitas ou permissivas: “ser proprietário” (IPVA, IPTU e ITR); “prestar serviços ou circular mercadorias” (ISS ou ICMS); “auferir rendimento” (IR) • Teoria da “pecunia non olet” (dinheiro não tem cheiro) – Vespasiano (69 d.C.) • A prestação tributária não pode ser considerada como uma penalidade. Porém, as circunstâncias que ocasionam a ocorrência do fato gerador são irrelevantes no que se refere aos seus efeitos, validades ou licitudes (art. 118, I e II) • Por isso, aquele que aufere renda, ainda que sob atividade ilícita, v.g., tráfico de entorpecentes, deverá recolher o IR. • Multas não podem ser consideradas como tributos. (Schoueri, 2024) CTN, art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se: I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; STF (Schoueri, 2024) Conceito de Tributo 4. PRESTAÇÃO INSTITUÍDA EM LEI • Princípio da legalidade • Somente lei pode instituir tributo CF/88 DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; Conceito de Tributo 4. PRESTAÇÃO INSTITUÍDA EM LEI • A rigor, lei ordinária. • Alguns tributos necessitam de lei complementar: • Imposto sobre as Grandes Fortunas • Imposto Residual • Contribuição Social Residual • Empréstimos Compulsórios • Admite-se o uso de medidas provisórias em matéria tributária (relevância e urgência). (Schoueri, 2024) Conceito de Tributo 5. COBRADA MEDIANTE ATIVIDADE ADMINISTRATIVA PLENAMENTE VINCULADA • No Poder Vinculado a execução da atividade administrativa é totalmente definida em lei que determina sobre todos os elementos do ato que deve ser praticado pelo agente público. • A lei deve descrever o fato gerador da obrigação tributária, a base de cálculo, a alíquota, o prazo para pagamento e os sujeitos da relação tributária. • Não há qualquer liberdade sobre como desempenhar a atividade, ou seja, caso o agente público verifique a ocorrência do fato que dá origem ao ato administrativo, ele deve executar o ato como está previsto na lei. • Nada fica a critério da autoridade administrativa competente. Função dos tributos (STUDART; OLIVEIRA, 2019) FUNÇÕES DOS TRIBUTOS • Fiscal, quando seu principal objetivo é a arrecadação de recursos financeiros para o Estado; Extrafiscal, quando seu objetivo principal é a interferência do domínio econômico, buscando um efeito diverso da simples arrecadação de recursos financeiros; Parafiscal, quando seu objetivo é a arrecadação de recursos para o custeio de atividades que, em princípio, não integram funções próprias do Estado, mas este as desenvolve através de entidades específicas. – FISCAL: IR • Instrumento de arrecadação – Estado Fiscalista • Tributação realizada para a manutenção do Estado em sua estrutura. – ELEMENTOS EXTRAFISCAIS: II, IE, IPI, IOF, ITR, IPTU, CIDE. • Intervencionista: Estado interventor. Propulsor do Bem-Estar comum (Welfare state). – Estímulo – Desestímulo – PARAFISCAL: Contribuições de Interesse profissional: CRM/CRC/CRO/ OAB ou interesse econômico: CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS – entidades paraestatais. Delegação. Interesse de grupos específicos. CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS • Impostos • Reais → Patrimônio ou coisa (IPTU, IPVA) • Pessoais → Capacidade tributária subjetiva (IRPF) • Art.145 § 1º CF: “Sempre que possível os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte(...)” • Proporcionalidade da Alíquota • Proporcional → percentual único sobre a base de cálculo (a alíquota não varia). Ex. ICMS, ISS, ITCMD, IPVA. • Progressiva → IR (quanto mais se ganha, maior será alíquota); IPTU (alíquotas mais onerosas emrazão da não utilização ou sub utilização do solo urbano ou em razão do valor do imóvel), ITR (alíquota mais onerosa em razão da propriedade rural improdutiva) • Regressiva – a alíquota é inversamente proporcional a base de cálculo (IOF e IR → a alíquota é reduzida à medida que o tempo de aplicação financeira aumenta. • Tributo Fixo – dispensa-se cálculos (ex. taxa por serviços no Detran) • Quanto ao contribuinte • Diretos: não repassado ao terceiro – IRPF, IRPJ • Indiretos: custo do tributo repassado para próxima etapa – STJ: IPI e ICMS (Lei 3.796/1996) https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=172277#:~:text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20Tribut%C3%A1rio%20Municipal,fiscal%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias. https://aleselegis.al.se.leg.br/Arquivo/Documents/legislacao/html/L37961996.html O Imposto de Renda pode ser classificado como um imposto Pessoal, Progressivo, Direto. IPEA: Pobres pagam 44,5% mais impostos do que ricos “Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgou pesquisa durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, revela que, no Brasil, os 10% mais pobres pagam 44,5% a mais de impostos do que os 10% mais ricos. O décimo mais pobre sofre uma carga total equivalente a 32,8% da sua renda, enquanto o décimo mais rico, apenas 22,7. Isto é absolutamente inaceitável, principalmente em um país de enorme desigualdade de renda como o Brasil. Quanto mais justo o sistema tributário, menor tende a ser o grau de concentração de riqueza e renda nacional. [...] 10% da parcela mais rica do país detém 75,4% da riqueza nacional.” (Uol) https://congressoemfoco.uol.com.br/UserFiles/Image/IPEA.ppt https://congressoemfoco.uol.com.br/projeto-bula/reportagem/ipea-pobres-pagam-44-5-mais-impostos-do-que-ricos/ Exemplo da Regressividade (ROCHA, R. 2024, p. 52) Elementos do Tributo 1) FATO GERADOR – por que pagar? • escolha de fato da vida que tenha relevância monetária • indicador de riqueza do contribuinte --> ex. casa, carro, rendimentos • Prestação de serviço pelo Estado, que este queira ser ressarcido 2) BASE DE CÁLCULO – quanto pagar? • forma de mensurar monetariamente esse fato da vida (grandeza econômica) • Ex. IR – venda de imóvel – a base de cálculo é a diferença entre o valor declarado e da efetiva venda. 3) ALÍQUOTA – quanto pagar? • escolha da parte do valor monetário pelo qual foi mensurado o fato da vida 4) SUJEITO PASSIVO - CONTRIBUINTE ou RESPONSÁVEL – quem pagará? • Quem será obrigado ao pagamento 5) VENCIMENTO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA – quando deverá pagar? • Momento em que o pagamento em dinheiro deve ser feito ao Estado 6) SUJEITO ATIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA – para quem pagará? • Quem dos entes administrativos do Estado, deverá receber o pagamento Adaptado de BIRNFELD, BIRNFELD, 2008. Questões (ESAF/SEFAZ-CE) Tributo é prestação pecuniária compulsória, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa discricionária. (F) (ESAF/SEFAZ-CE) A expressão prestação pecuniária exprime a obrigação de que o tributo tem de ser pago em unidades de moeda em curso, não se admitindo, como regra, seu pagamento em bens (in natura) ou em trabalho (in labore). (V) (ESAF/SEFAZ-CE) Tributos não se confundem com penalidades, estas se aplicam pela ocorrência de atos ilícitos, assim, somente atos lícitos podem ser tributados. (V) Questões Assinale a alternativa errada: a) A Constituição Federal tem um capítulo próprio para regular o Sistema Tributário Nacional. b) A primeira estrutura legal do Direito Tributário é a Constituição Federal. c) As competências tributárias, a definição das espécies de tributos, os limites ao poder de tributar; os direitos e deveres do contribuinte e outros estão disciplinados na Constituição Federal. d) A Constituição Federal disciplina as normas essenciais do direito tributário. e) O Código Tributário Nacional foi recepcionado pela nova ordem constitucional com eficácia de Lei Ordinária. Questões Assinale a alternativa CORRETA: a) O tributo, que é imposição do Estado, não é fundamentado numa determinação legal e não deve ser pago obrigatoriamente. b) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade plenamente vinculada. c) Em face do princípio da legalidade, prevalente no Estado de Direito, somente a lei pode instituir o tributo. d) O tributo é uma prestação, uma satisfação obrigacional, que não precisa ser paga em dinheiro. e) O direito tributário brasileiro conhece e regula o pagamento de tributos in natura e in labore. Questões (Cespe/FunprespExe/Analista/2022) O tributo há de ser cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada, portanto a autoridade administrativa não pode preencher com seu juízo pessoal, subjetivo, o campo de indeterminação normativa para realizar, em cada caso, a finalidade da lei; esta deve ser minudente, prefigurando, com rigor e objetividade, os pressupostos para a prática dos atos e o conteúdo que estes devem ter; caso a lei contenha indeterminações, devem estas ser preenchidas normativamente, ou seja, pela edição de ato normativo, aplicável a todos que se encontrem na situação nele hipoteticamente prevista; assim, a atividade de determinação e de cobrança do tributo deverá sempre estar vinculada a uma norma. Resposta: Certa. Questões (Cespe/Sefaz/Auditor/2011) O efeito extrafiscal de um tributo pode tanto ser uma decorrência secundária da tributação como ser deliberadamente planejado para dissuadir ou estimular certas condutas econômicas. Resposta: Certa Referências ALEXANDRE, Ricardo. Direito Tributário Esquematizado. Ed. Método. BIRNFELD, Liane Francisca Hüning; BRINFELD, Carlos André Hüning. Noções de Direito Tributário. Ed. Delfos. BORBA, Cláudio Borba. Direito Tributário para Concursos. Ed. Impetus. BRASIL. Senado. Competências tributárias estão na Constituição. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/emdiscussao/edicoes/pacto- federativo/partilha-dos-tributos/competencias-tributarias-estao-na-constituicao . Acesso em: 02 de junho de 2021. ENDRILLO, Erich. Direito Tributário. Disponível em: https://www.grancursospresencial.com.br/novo/upload/DIREITO_TRIBUTARIO_01_12_2010_20101201153833.pdf . Acesso em: 02 de junho de 2021. SCHOUERI, Luís Eduardo. Direito Tributário. São Paulo: USP, 2024. NOVELLI, Flávio Bauer. Introdução ao Direito Tributário, 4. ed., Rio de Janeiro: FORENSE, 1993. PAULA, Luiz Antonio de. Direito Tributário I. PUC/GO, 2021. ROCHA, João Marcelo. Direito Tributário. Ed. Ferreira. ROCHA, Roberval. Direito Tributário. Salvador: JusJodium. SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário para Concursos Públicos. Ed. Saraiva. STUDART, Danusa; OLIVEIRA, Renato. Sistema Tributário Nacional. Direção Concursos, 2019. Slide 1: Conceito de Tributo Slide 2: Sumário Slide 3: Conceito de Direito tributário Slide 4 Slide 5 Slide 6: Receita pública Slide 7 Slide 8: Finalidade do Direito Tributário Slide 9: Natureza jurídica Slide 10: Posição e autonomia Slide 11: Autonomia Slide 12: O Direito tributário e sua relação com outros ramos do Direito 1 Slide 13: O Direito tributário e sua relação com outros ramos do Direito 2 Slide 14: NORMAS TRIBUTÁRIAS Slide 15 Slide 16: Art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN) Slide 17 Slide 18: Conceito de Tributo Slide 19 Slide 20: Conceito de Tributo Slide 21 Slide 22: Professor Ricardo Alexandre Slide 23: Conceito de Tributo Slide 24: Conceito de Tributo Slide 25 Slide 26: STF Slide 27 Slide 28: Conceito de Tributo Slide 29: Conceito de Tributo Slide 30 Slide 31: Conceito de Tributo Slide 32: Função dos tributos Slide 33: FUNÇÕES DOS TRIBUTOS Slide 34: CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS Slide 35 Slide 36: IPEA: Pobres pagam 44,5% mais impostos do que ricos Slide 37: Exemplo da Regressividade Slide 38: Elementos do Tributo Slide 39: Questões Slide 40: QuestõesSlide 41: Questões Slide 42: Questões Slide 43: Questões Slide 44: Referências