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1. HIV/AIDS 
O HIV, ou vírus da imunodeficiência humana, é um retrovírus 
que ataca o sistema imunológico, especificamente as 
células CD4, que são essenciais para a defesa do corpo 
contra infecções. Quando uma pessoa é infectada, pode 
experimentar sintomas semelhantes aos da gripe dentro de 
duas a quatro semanas, como febre, dor de garganta, fadiga, 
e inchaço dos gânglios linfáticos. Com o tempo, se não 
tratada, a infecção pelo HIV pode progredir para AIDS, o 
estágio mais avançado, onde o sistema imunológico é gravemente comprometido, 
aumentando o risco de infecções oportunistas e certos tipos de câncer. O HIV é 
transmitido principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas, 
compartilhamento de agulhas contaminadas, transfusões de sangue, e de mãe para 
filho durante o parto ou amamentação. O diagnóstico é feito através de testes de sangue 
que detectam anticorpos contra o HIV ou o próprio vírus. O tratamento consiste em 
terapia antirretroviral (TARV), que suprime a replicação do vírus e impede a progressão 
para AIDS, permitindo que a pessoa viva uma vida longa e saudável. A prevenção inclui 
o uso de preservativos, programas de troca de seringas, tratamento de mulheres 
grávidas infectadas, e profilaxia pré-exposição (PrEPPrEP) para pessoas de alto risco. 
2. Herpes Genital Herpes genital é uma infecção viral 
causada principalmente pelo vírus Herpes Simplex tipo 2 
(HSV-2), embora o tipo 1 (HSV-1) também possa causar a 
doença. Os sintomas incluem lesões dolorosas na região 
genital, sensação de queimação, prurido, e, em alguns 
casos, febre e mal-estar. As lesões começam como bolhas 
que, ao romperem, formam úlceras. Após a infecção inicial, 
o vírus permanece dormente nos gânglios nervosos e pode ser reativado por fatores 
como estresse ou sistema imunológico enfraquecido, levando a surtos recorrentes. A 
transmissão ocorre principalmente por contato sexual direto com a pele ou mucosas de 
uma pessoa infectada, mesmo quando não há sintomas visíveis. O diagnóstico é 
geralmente clínico, mas pode ser confirmado por testes laboratoriais, como a cultura do 
vírus ou PCR (reação em cadeia da polimerase). O tratamento não cura a infecção, mas 
antivirais como aciclovir podem reduzir a gravidade e a frequência dos surtos. A 
prevenção envolve o uso de preservativos e o tratamento contínuo com antivirais para 
diminuir o risco de transmissão. 
3. HPV (Papilomavírus Humano) O HPV é um vírus muito comum 
que pode infectar a pele e as mucosas, sendo transmitido 
principalmente por contato sexual. Existem mais de 200 tipos de 
HPV, dos quais cerca de 40 podem afetar a área genital. Alguns 
tipos de HPV são considerados de alto risco porque estão 
associados ao desenvolvimento de cânceres, como o do colo do 
útero, pênis, ânus e garganta, enquanto outros tipos causam 
verrugas genitais. A maioria das infecções por HPV é 
assintomática e é eliminada pelo sistema imunológico dentro de dois anos. No entanto, em 
casos em que o vírus persiste, pode levar ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas ou 
câncer. O diagnóstico pode ser feito através de exames clínicos, testes de DNA para detectar 
tipos de HPV de alto risco e exames citológicos, como o Papanicolau. O tratamento envolve a 
remoção de verrugas genitais e monitoramento de lesões pré-cancerosas, mas não existe 
tratamento específico para eliminar o vírus. A prevenção inclui a vacinação contra os tipos mais 
perigosos de HPV, que é altamente recomendada para adolescentes e jovens adultos antes do 
início da vida sexual, além do uso de preservativos durante as relações sexuais. 
4. Hepatite B 
A hepatite B é uma infecção do fígado causada 
pelo vírus da hepatite B (HBV). A doença pode ser aguda, 
durando alguns meses, ou crônica, quando o vírus 
permanece no corpo por mais de seis meses, podendo 
levar a complicações graves como cirrose e câncer de 
fígado. Os sintomas de hepatite B podem incluir febre, 
fadiga, náusea, vômito, dor abdominal, icterícia 
(amarelamento da pele e dos olhos), urina escura e 
fezes claras. A transmissão do HBV ocorre através do 
contato com sangue ou fluidos corporais contaminados, o que pode acontecer por meio 
de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas, transfusões de 
sangue contaminado, e de mãe para filho durante o parto. O diagnóstico é feito através 
de exames de sangue que detectam antígenos e anticorpos específicos do vírus. O 
tratamento da hepatite B crônica pode incluir medicamentos antivirais que ajudam a 
reduzir a replicação viral e prevenir complicações hepáticas, mas não há cura para a 
infecção crônica. A prevenção inclui a vacinação, que é altamente eficaz e geralmente 
administrada em três doses ao longo de seis meses, além de práticas seguras de sexo e 
manuseio de materiais perfurocortantes. 
 
5. Hepatite C 
A hepatite C é uma infecção viral do 
fígado causada pelo vírus da hepatite C 
(HCV). A doença pode ser tanto aguda 
quanto crônica, sendo que a forma 
crônica pode levar a cirrose, 
insuficiência hepática e câncer de 
fígado. A maioria das pessoas com 
hepatite C não apresenta sintomas durante as fases iniciais da infecção, mas quando 
presentes, os sintomas podem incluir fadiga, náusea, febre, dor abdominal, icterícia, 
urina escura e perda de apetite. A hepatite C é transmitida principalmente através do 
contato com sangue contaminado, o que é comum entre usuários de drogas injetáveis 
que compartilham seringas. A transmissão por via sexual é menos comum, mas pode 
ocorrer, especialmente em pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou que tenham 
outras infecções sexualmente transmissíveis. O diagnóstico é feito por exames de 
sangue que detectam anticorpos contra o HCV e a presença do RNA viral. Não há 
vacina para a hepatite C, mas o tratamento com antivirais de ação direta pode curar a 
infecção na maioria dos casos, geralmente após um período de tratamento de 8 a 12 
semanas. 
6. Hepatite D 
A hepatite D, ou hepatite Delta, é uma infecção do 
fígado causada pelo vírus da hepatite D (HDV), que é 
incomum porque só pode infectar pessoas que já 
estão infectadas pelo vírus da hepatite B. A coinfecção 
com o HBV agrava a doença hepática, aumentando o 
risco de complicações como cirrose e câncer de 
fígado. Os sintomas da hepatite D são semelhantes 
aos da hepatite B e podem incluir fadiga, febre, 
icterícia, dor abdominal e inchaço no abdômen. A 
transmissão ocorre através de contato com sangue ou 
fluidos corporais contaminados, similar ao HBV. A prevenção contra a hepatite D é 
eficaz através da vacinação contra a hepatite B, uma vez que o HDV depende do HBV 
para replicar-se. Não há tratamento específico para a hepatite D, e o manejo envolve 
tratar a infecção por hepatite B e monitorar complicações hepáticas. 
 
 
 
7. HTLV (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas) 
O HTLV é um retrovírus que infecta os linfócitos 
T, um tipo de célula do sistema imunológico. 
Existem dois tipos principais de HTLV, HTLV-1 e 
HTLV-2, sendo que o HTLV-1 está associado a 
doenças graves como a leucemia/linfoma de 
células T do adulto e a mielopatia associada ao 
HTLV, uma doença neurológica. A maioria das 
pessoas infectadas pelo HTLV permanece assintomática, mas uma pequena 
porcentagem pode desenvolver doenças graves muitos anos após a infecção. A 
transmissão do HTLV ocorre por meio de relações sexuais desprotegidas, transfusões 
de sangue contaminado, compartilhamento de seringas e de mãe para filho durante a 
amamentação. O diagnóstico é feito por testes de sangue que detectam anticorpos 
contra o vírus. Não há cura ou vacina para o HTLV, e o tratamento se concentra no 
manejo das complicações associadas à infecção. 
8. Citomegalovírus (CMV) 
O citomegalovírus (CMV) é um vírus da família dos 
herpesvírus, que pode infectar qualquer pessoa, mas é 
mais perigoso para pessoas com sistema imunológico 
enfraquecido e para bebês nascidos de mães infectadas 
durante a gravidez. A maioria das pessoas saudáveis 
infectadaspelo CMV é assintomática ou apresenta 
sintomas leves, semelhantes aos da gripe. No entanto, em 
pessoas imunocomprometidas, como pacientes 
transplantados ou portadores de HIV, o CMV pode causar 
doenças graves, incluindo pneumonia, retinite (infecção 
nos olhos) e complicações gastrointestinais. Além disso, o CMV é uma das principais 
causas de infecção congênita, podendo levar a deficiências graves em recém-
nascidos, como perda auditiva e atraso no desenvolvimento. O CMV é transmitido 
através de fluidos corporais como saliva, urina, sangue e leite materno. O diagnóstico é 
feito através de testes de sangue que detectam anticorpos ou o DNA viral. O 
tratamento envolve antivirais, especialmente para pacientes imunocomprometidos. A 
prevenção inclui práticas de higiene, como lavar as mãos regularmente, e o 
rastreamento de mulheres grávidas para identificar infecções ativas. 
 
 
 
9. Zika Vírus 
O Zika vírus é um flavivírus transmitido 
principalmente por mosquitos do gênero Aedes, 
como o Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue 
e da chikungunya. A infecção por Zika 
geralmente é leve, com sintomas como febre 
baixa, erupção cutânea, dor nas articulações, 
conjuntivite, dor muscular, e dor de cabeça. No 
entanto, durante surtos na América Latina, foi 
descoberto que a infecção pelo Zika vírus 
durante a gravidez pode causar microcefalia e outras malformações congênitas graves 
no feto, uma condição conhecida como Síndrome Congênita do Zika. Além disso, o 
Zika tem sido associado à Síndrome de Guillain-Barré, uma condição neurológica rara 
e grave. A transmissão do Zika vírus pode ocorrer também por via sexual, transfusões 
de sangue, e de mãe para filho durante a gravidez. O diagnóstico é feito através de 
testes de PCR para detectar o RNA viral no sangue ou outros fluidos corporais. Não 
existe um tratamento específico ou vacina para o Zika, e a prevenção se concentra em 
evitar picadas de mosquito, usando repelentes, roupas de manga longa, e eliminando 
criadouros de mosquitos. 
10. Molluscum Contagiosum 
O Molluscum Contagiosum é uma infecção viral 
causada por um poxvírus que provoca lesões 
cutâneas, geralmente pequenas, redondas e 
indolores, com uma depressão central. Essas 
lesões podem aparecer em qualquer parte do 
corpo, mas são mais comuns em áreas expostas 
da pele como face, braços, pernas e genitais. A infecção é mais comum em crianças, 
mas também pode afetar adultos, especialmente aqueles com sistema imunológico 
comprometido. A transmissão ocorre por contato direto com a pele infectada ou 
através de objetos contaminados, como toalhas ou roupas. Embora as lesões sejam 
geralmente inofensivas e tendam a desaparecer sozinhas em alguns meses, elas 
podem persistir por até dois anos. O diagnóstico é clínico, baseado na aparência das 
lesões. O tratamento não é sempre necessário, mas pode incluir a remoção das lesões 
através de curetagem, crioterapia ou tratamentos tópicos. A prevenção envolve evitar o 
contato direto com as lesões e não compartilhar objetos pessoais. 
 
11. Herpes Simples Bucal 
A herpes simples bucal é causada pelo 
vírus Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1) e se 
manifesta principalmente como lesões 
dolorosas, conhecidas como aftas ou 
vesículas, ao redor da boca e nos lábios. 
Essas lesões são frequentemente 
precedidas por sintomas como prurido, 
ardência ou formigamento na área afetada. 
O HSV-1 é altamente contagioso e pode ser transmitido através do contato direto com 
as lesões ou pela saliva de uma pessoa infectada, mesmo quando as lesões não estão 
presentes. Após a infecção inicial, o vírus permanece dormente nos gânglios nervosos 
e pode ser reativado por fatores como estresse, exposição ao sol, febre ou 
menstruação, resultando em surtos recorrentes. O diagnóstico é geralmente clínico, 
mas pode ser confirmado por testes laboratoriais. O tratamento inclui antivirais 
tópicos ou orais, como aciclovir, para reduzir a duração dos surtos e a dor associada. A 
prevenção envolve evitar o contato com as lesões de herpes e não compartilhar 
objetos pessoais como talheres, copos ou batons. 
12. Sífilis A sífilis é uma infecção 
bacteriana causada pelo Treponema 
pallidum, que progride em estágios se 
não tratada. O estágio inicial, ou sífilis 
primária, se manifesta como uma 
úlcera indolor (cancro) no local de 
infecção, geralmente nos genitais, reto 
ou boca. A sífilis secundária ocorre 
semanas a meses após a infecção inicial e é caracterizada por erupções cutâneas, 
especialmente nas palmas das mãos e solas dos pés, além de febre, dor de garganta, 
linfadenopatia e outros sintomas inespecíficos. Se não tratada, a sífilis pode progredir 
para uma fase latente, sem sintomas, e eventualmente para a sífilis terciária, que pode 
causar sérios danos ao coração, cérebro, nervos, olhos e outros órgãos, décadas após 
a infecção inicial. A transmissão ocorre através do contato sexual direto com uma 
lesão sifilítica ou de mãe para filho durante a gravidez (sífilis congênita). O diagnóstico 
é feito através de testes sorológicos para detectar anticorpos contra o T. pallidum. A 
sífilis é tratada com penicilina, um antibiótico altamente eficaz, especialmente nas 
fases iniciais da doença. A prevenção inclui o uso de preservativos e o rastreamento 
regular de populações em risco. 
13. Gonorreia 
A gonorreia é uma infecção bacteriana causada pelo Neisseria gonorrhoeae, que afeta 
principalmente as mucosas do trato genital, mas também pode infectar o reto, 
garganta e olhos. Os sintomas incluem dor ao urinar, 
secreção purulenta dos órgãos genitais, dor abdominal em 
mulheres e, em casos avançados, inflamação das 
articulações ou da pele. Em mulheres, a gonorreia pode 
causar doença inflamatória pélvica, o que pode levar à 
infertilidade ou gravidez ectópica. A transmissão ocorre 
principalmente através do contato sexual desprotegido. 
Muitas pessoas com gonorreia, especialmente mulheres, podem ser assintomáticas, o 
que facilita a disseminação da infecção. O diagnóstico é feito por meio de exames 
laboratoriais de amostras de secreções infectadas. O tratamento geralmente envolve o 
uso de antibióticos, como a ceftriaxona em combinação com azitromicina, mas a 
resistência antibiótica tem se tornado um problema crescente. A prevenção inclui o 
uso de preservativos e a realização de testes regulares para detectar infecções, 
especialmente em pessoas com múltiplos parceiros sexuais. 
 
 
14. Clamídia A clamídia é uma infecção bacteriana 
causada pela Chlamydia trachomatis, que é uma das 
infecções sexualmente transmissíveis mais comuns. Ela 
afeta principalmente o trato genital, mas também pode 
infectar a garganta, o reto e os olhos. Muitas vezes, a 
clamídia é assintomática, especialmente em mulheres, o 
que pode levar à disseminação silenciosa da infecção. 
Quando os sintomas estão presentes, incluem dor ao 
urinar, secreção vaginal ou peniana anormal, dor abdominal e, em mulheres, 
sangramento entre os períodos menstruais. Se não tratada, a clamídia pode levar à 
doença inflamatória pélvica em mulheres, aumentando o risco de infertilidade e 
gravidez ectópica. Nos homens, pode causar epididimite, uma inflamação dolorosa 
dos ductos que transportam esperma. A transmissão ocorre através do contato sexual 
desprotegido. O diagnóstico é feito por testes laboratoriais de amostras de urina ou 
secreção. O tratamento é simples e eficaz, geralmente com antibióticos como 
azitromicina ou doxiciclina. A prevenção inclui o uso de preservativos e a realização de 
exames regulares, especialmente para pessoas sexualmente ativas com múltiplos 
parceiros. 
 
15. Donovanose 
A donovanose, também conhecida como granuloma inguinal, é 
uma infecção bacteriana causada pela Klebsiella granulomatis. É 
uma doença crônica e progressiva que se caracteriza por úlceras 
indolores, mas destrutivas, nos genitais e na região perianal. 
Essas lesões podem aumentar de tamanho e, sem tratamento, 
podem levar à destruição dos tecidos genitais. A transmissão 
ocorre por contatosexual com uma pessoa infectada ou, menos 
frequentemente, por contato não sexual em áreas endêmicas. A donovanose é mais 
comum em regiões tropicais e subtropicais, como partes da Índia, Papua Nova Guiné, 
Caribe, e América do Sul. O diagnóstico é geralmente feito por exame microscópico de 
amostras de tecido, onde se observam os corpos de Donovan, que são inclusões 
bacterianas nas células infectadas. O tratamento envolve o uso prolongado de 
antibióticos, como azitromicina ou doxiciclina, até que as lesões estejam 
completamente curadas. A prevenção é semelhante a outras ISTs, incluindo o uso de 
preservativos e a limitação do número de parceiros sexuais. 
 
 
16. Cancro Mole (Cancroide) 
O cancro mole, ou cancroide, é uma infecção bacteriana 
causada pela Haemophilus ducreyi, caracterizada por 
úlceras dolorosas nos órgãos genitais e linfadenopatia 
inguinal. As úlceras do cancroide são diferentes das da 
sífilis, pois são dolorosas, irregulares e frequentemente 
múltiplas. Além das úlceras, os gânglios linfáticos na região 
da virilha podem aumentar e formar abscessos, conhecidos 
como bubões. A transmissão ocorre por contato sexual 
desprotegido com uma pessoa infectada. O diagnóstico é baseado na aparência 
clínica das lesões, mas pode ser confirmado por cultura bacteriana ou PCR em 
laboratórios especializados. O tratamento envolve o uso de antibióticos, como 
azitromicina ou ceftriaxona. O cancroide é mais comum em regiões tropicais e 
subtropicais, onde o acesso ao tratamento pode ser limitado. A prevenção inclui o uso 
de preservativos e a promoção da saúde sexual para reduzir o risco de infecção. 
 
 
17. Linfogranuloma Venéreo O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção 
sexualmente transmissível causada por sorotipos específicos da bactéria Chlamydia 
trachomatis. A infecção se 
caracteriza por uma lesão genital 
inicial que pode passar 
despercebida, seguida por uma 
inflamação dolorosa e inchaço 
dos gânglios linfáticos inguinais 
(bubões), que podem formar abscessos e fístulas. Em estágios mais avançados, o LGV 
pode causar inflamação do reto e dos tecidos circundantes, levando a dor retal, 
sangramento e, eventualmente, estreitamento do reto. A transmissão ocorre por 
contato sexual desprotegido, e é mais comum entre homens que fazem sexo com 
homens, especialmente em áreas endêmicas ou entre pessoas com múltiplos 
parceiros sexuais. O diagnóstico é feito por meio de testes laboratoriais, como a PCR, 
que detectam a presença da bactéria nas secreções ou tecidos infectados. O 
tratamento é realizado com antibióticos, como a doxiciclina, por um período 
prolongado para garantir a cura completa. A prevenção inclui práticas sexuais seguras, 
como o uso de preservativos, e o rastreamento regular de populações em risco. 
18. Mycoplasma Genitalium 
O Mycoplasma genitalium é uma bactéria que 
pode causar infecções no trato genital, similar 
à clamídia e à gonorreia, mas é menos 
conhecida. Esta bactéria pode causar uretrite 
nos homens e cervicite nas mulheres, levando 
a sintomas como dor ao urinar, secreção 
anormal, dor durante a relação sexual e 
sangramento vaginal após o sexo. Assim 
como outras ISTs, muitas infecções por 
Mycoplasma genitalium podem ser assintomáticas, especialmente em mulheres, o 
que facilita a disseminação da infecção. A transmissão ocorre por meio do contato 
sexual desprotegido. O diagnóstico é feito por meio de testes moleculares que 
detectam o DNA da bactéria em amostras de urina ou secreções genitais. O 
tratamento pode ser complicado devido à crescente resistência da bactéria aos 
antibióticos comuns, como a azitromicina, e pode exigir o uso de moxifloxacina ou 
outros antibióticos de segunda linha. A prevenção inclui o uso de preservativos e a 
realização de testes regulares em pessoas com múltiplos parceiros sexuais. 
 
19. Ureaplasma Urealyticum 
O Ureaplasma urealyticum é uma bactéria que 
pode colonizar o trato genital sem causar 
sintomas, mas em alguns casos, pode estar 
associada a uretrite, prostatite, e complicações 
durante a gravidez, como parto prematuro. A 
infecção pode causar sintomas como dor ao 
urinar, secreção uretral ou vaginal, e, em casos 
raros, dor pélvica. A transmissão ocorre por 
contato sexual desprotegido e pode ser transmitida de mãe para filho durante o parto. O 
diagnóstico é feito através de cultura bacteriana ou testes de PCR em amostras de urina 
ou secreções genitais. O tratamento envolve o uso de antibióticos, como a doxiciclina 
ou azitromicina, mas a escolha do antibiótico pode depender da sensibilidade da 
bactéria ao tratamento. A prevenção inclui o uso de preservativos e a realização de 
exames regulares para detectar e tratar a infecção precocemente. 
20. Balanite 
A balanite é uma inflamação da glande 
(cabeça do pênis) que pode ser causada por 
infecções, alergias, irritações ou falta de 
higiene adequada. Os sintomas incluem 
vermelhidão, inchaço, dor, prurido e secreção 
na glande. Em casos graves, pode haver 
dificuldade em retrair o prepúcio (fimose) e dor 
ao urinar. A balanite é mais comum em homens 
não circuncidados e pode ser causada por 
infecções bacterianas, fúngicas (como a 
candidíase), ou por irritação devido a produtos químicos, como sabonetes ou 
espermicidas. O diagnóstico é feito através de um exame clínico e, em alguns casos, 
pode ser necessário realizar testes laboratoriais para identificar a causa da inflamação. 
O tratamento depende da causa subjacente e pode incluir antibióticos, antifúngicos, ou 
corticosteróides tópicos. A prevenção inclui uma higiene adequada da região genital e o 
uso de produtos suaves que não causem irritação. 
 
 
21. Tricomoníase 
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário 
Trichomonas vaginalis. Nas mulheres, os sintomas podem incluir secreção vaginal 
abundante de cor amarelada ou esverdeada, com 
odor desagradável, prurido, dor ao urinar e dor 
durante as relações sexuais. Nos homens, a infecção 
geralmente é assintomática, mas pode causar 
uretrite com secreção e desconforto ao urinar. A 
transmissão ocorre principalmente por meio de 
relações sexuais desprotegidas. O diagnóstico é feito 
através do exame microscópico da secreção vaginal 
ou uretral, onde o protozoário pode ser identificado. 
O tratamento é eficaz e geralmente envolve o uso de 
metronidazol ou tinidazol, que são medicamentos antiparasitários. A prevenção inclui 
o uso de preservativos e a prática de sexo seguro. 
 
22. Amebíase 
A amebíase é uma infecção intestinal 
causada pelo protozoário Entamoeba 
histolytica, que é transmitida pela ingestão de 
alimentos ou água contaminados com cistos 
do parasita. A maioria das infecções é 
assintomática, mas quando os sintomas 
ocorrem, incluem diarreia, cólicas 
abdominais, perda de peso, e, em casos graves, disenteria com presença de sangue e 
muco nas fezes. Em casos raros, a amebíase pode causar abscessos no fígado ou 
outros órgãos. O diagnóstico é feito através da análise de amostras de fezes ou exames 
de imagem, como ultrassom ou tomografia, para detectar abscessos. O tratamento 
envolve o uso de medicamentos antiparasitários, como metronidazol, seguido por um 
agente luminal para eliminar o parasita restante no intestino. A prevenção inclui boas 
práticas de higiene, como lavar as mãos e consumir alimentos e água potável. 
 
 
 
23. Giardíase A giardíase é uma infecção intestinal causada pelo protozoário Giardia 
lamblia, que é transmitido pela ingestão de água ou alimentos contaminados com 
cistos do parasita, ou pelo contato direto com uma pessoa infectada. Os sintomas 
incluem diarreia aquosa, cólicas abdominais, inchaço, náusea e perda de peso. Em 
alguns casos, a infecção pode ser assintomática, mas 
ainda assim pode ser transmitida para outras pessoas. 
A giardíase é comum em áreas com saneamento básico 
inadequado e entre crianças que frequentam creches. 
O diagnóstico é feito através da análise de amostras de 
fezes para detectar cistos ou trofozoítosdo parasita. O 
tratamento envolve o uso de medicamentos 
antiparasitários, como metronidazol ou tinidazol. A prevenção inclui o consumo de 
água potável, práticas adequadas de higiene e evitar o consumo de alimentos crus em 
áreas com saneamento inadequado. 
 
24. Candidíase Genital A candidíase genital é uma 
infecção fúngica causada pelo fungo Candida, 
geralmente Candida albicans. Nas mulheres, a 
candidíase pode causar prurido vaginal intenso, 
secreção vaginal espessa e branca (semelhante a 
queijo cottage), vermelhidão, e dor ao urinar ou 
durante a relação sexual. Nos homens, a infecção 
pode causar balanite, com sintomas de 
vermelhidão, prurido e secreção no pênis. A 
candidíase não é considerada uma IST, pois pode ocorrer em pessoas que não são 
sexualmente ativas, mas a transmissão sexual pode ocorrer. Fatores de risco incluem 
uso de antibióticos, diabetes, gravidez e sistema imunológico enfraquecido. O 
diagnóstico é geralmente clínico, mas pode ser confirmado por exames de laboratório. 
O tratamento envolve antifúngicos tópicos ou orais, como fluconazol. A prevenção 
inclui o uso de roupas íntimas de algodão, evitar roupas apertadas e manter a área 
genital seca e limpa. 
 
 
25. Histoplasmose 
A histoplasmose é uma infecção fúngica causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, 
encontrado em solos contaminados com fezes de aves e morcegos. A infecção ocorre 
principalmente por inalação de esporos do fungo, e afeta principalmente os pulmões. 
Na maioria dos casos, a infecção é assintomática ou causa sintomas respiratórios 
leves, como tosse e febre. No entanto, em pessoas com sistema imunológico 
comprometido, como pacientes com HIV/AIDS, a histoplasmose pode se tornar 
disseminada e afetar outros órgãos, como fígado, baço 
e sistema nervoso central, sendo potencialmente fatal. 
O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, 
incluindo culturas, testes de antígenos e sorologia. O 
tratamento depende da gravidade da infecção e pode 
incluir antifúngicos como itraconazol ou anfotericina B. 
A prevenção inclui evitar áreas onde o fungo é 
conhecido por existir, especialmente para pessoas com sistema imunológico 
enfraquecido. 
26. Pediculose Pubiana (Chato)A pediculose 
pubiana, popularmente conhecida como "chato", é 
uma infestação pelos piolhos da espécie Pthirus 
pubis, que habitam principalmente os pelos 
pubianos, mas também podem infestar outras áreas 
com pelos corporais, como axilas e barba. A principal 
manifestação é o prurido intenso na área infestada, 
causado pela picada dos piolhos. A transmissão 
ocorre principalmente através do contato sexual, mas também pode ocorrer através do 
compartilhamento de roupas, toalhas ou roupas de cama. O diagnóstico é feito pela 
visualização dos piolhos ou lêndeas (ovos) nos pelos afetados. O tratamento envolve o 
uso de loções ou shampoos pediculicidas, como permetrina ou piretrinas, e a lavagem 
de roupas e roupas de cama em água quente para eliminar os piolhos. A prevenção 
inclui evitar o compartilhamento de objetos pessoais e o tratamento simultâneo de 
todos os parceiros sexuais. 
 
 
27. Escabiose (Sarna) 
A escabiose, também conhecida como sarna, é 
uma infestação cutânea causada pelo ácaro Sarcoptes 
scabiei, que provoca intensa coceira e erupções 
cutâneas. A transmissão ocorre principalmente através 
do contato prolongado e direto com a pele de uma 
pessoa infectada, ou através do compartilhamento de 
roupas de cama e toalhas. Os sintomas incluem prurido intenso, especialmente à noite, 
e erupções cutâneas em áreas como entre os dedos, pulsos, cotovelos, e áreas genitais. 
Em casos mais graves, pode ocorrer infecção secundária devido ao ato de coçar. O 
diagnóstico é geralmente clínico, mas pode ser confirmado por raspagem da pele para 
identificação dos ácaros. O tratamento envolve o uso de escabicidas tópicos, como 
permetrina, e lavar roupas e roupas de cama em água quente. A prevenção inclui evitar 
contato próximo com pessoas infectadas e tratar todos os contatos próximos ao mesmo 
tempo. 
28. Bartonelose 
A bartonelose é uma infecção bacteriana 
causada por espécies do gênero 
Bartonella, sendo a mais comum a 
Bartonella henselae, que causa a "doença 
da arranhadura do gato". A infecção ocorre 
geralmente após o arranhão ou mordida de 
um gato infectado, especialmente filhotes. 
Os sintomas incluem febre, inchaço dos 
linfonodos próximos ao local da lesão, e em 
alguns casos, complicações mais graves como infecções oculares, neurológicas ou 
hepáticas. Em pessoas imunocomprometidas, como aquelas com HIV, a infecção 
pode ser mais grave, levando a angiomatose bacilar ou peliose hepática. O diagnóstico 
é baseado nos sintomas, história de exposição a gatos, e pode ser confirmado por 
testes sorológicos ou PCR. O tratamento geralmente inclui antibióticos como 
azitromicina ou doxiciclina, dependendo da gravidade da infecção. A prevenção 
envolve evitar arranhões ou mordidas de gatos, especialmente filhotes, e lavar bem as 
feridas em caso de lesões. 
 
 
29. Shigelose 
A shigelose é uma infecção bacteriana causada por espécies do gênero Shigella, que 
provoca diarreia, frequentemente com sangue e muco, cólicas abdominais, e febre. A 
infecção é transmitida por via fecal-oral, geralmente através de alimentos ou água 
contaminados, ou por contato direto com uma pessoa infectada. A shigelose é 
altamente contagiosa e pode se espalhar facilmente em ambientes como creches, 
escolas, e lares de idosos. Em casos graves, a infecção pode levar à desidratação ou 
complicações como síndrome hemolítico-urêmica. O diagnóstico é feito através da 
cultura de fezes para isolar a bactéria Shigella. O tratamento inclui a reidratação para 
prevenir a desidratação e, em alguns casos, o uso de antibióticos para reduzir a 
duração dos sintomas e a transmissão. A 
prevenção inclui boas práticas de higiene, 
como lavar as mãos regularmente, e o 
consumo de alimentos e água potável. 
 
 
30. Infecções Estreptocócicas 
As infecções estreptocócicas são 
causadas por bactérias do gênero 
Streptococcus, sendo as mais comuns o 
Streptococcus pyogenes (estreptococo do 
grupo A), que pode causar faringite, 
impetigo, febre escarlate, e infecções 
mais graves como fasciite necrosante e 
síndrome do choque tóxico 
estreptocócico. Os sintomas variam dependendo da localização da infecção, mas 
podem incluir dor de garganta, febre, erupções cutâneas, dores musculares, e inchaço 
dos linfonodos. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias 
de uma pessoa infectada ou através de feridas infectadas. O diagnóstico é feito por 
cultura de amostras do local infectado ou testes rápidos para estreptococos. O 
tratamento envolve o uso de antibióticos, geralmente penicilina ou amoxicilina, para 
erradicar a infecção e prevenir complicações. A prevenção inclui práticas de higiene, 
como lavar as mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, e evitar o compartilhamento de 
objetos pessoais. 
 
	20. Balanite

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