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Questão 55 Segundo Iamamoto (2007), nas duas últimas décadas, o debate sobre os fundamentos do Serviço Social podem ser situados em três grandes eixos temáticos: A) a questão social, as transformações no mundo do trabalho e o terceiro setor. B) o Projeto Ético-Político, a mundialização capitalista e as formas de vulnerabilidade social. C) as especificidades étnicas e de gênero, proteção social e neoliberalismo. D) a economia política, pós-modernidade e instrumentalidade profissional. E) o resgate da historicidade da profissão, a crítica teórico-metodológica e a política social pública. Comentário Questão 56 O conceito de seguridade social que fundamenta o Projeto Ético-Político do Serviço Social 334 Para autora o conteúdo da formação está sustentado em três núcleos temáticos, o que representa uma inovação na maneira de pensar a formação acadêmica. São eles: Núcleo dos fundamentos teórico-metodológicos e ético-políticos da vida social; Núcleo dos fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade brasileira e do significado do Serviço Social no seu âmbito; Núcleo dos fundamentos do trabalho profissional, abrangendo elementos constitutivos do Serviço Social enquanto especialização do trabalho: trajetória histórica, teórica, metodológica e técnica, os componentes éticos que envolvem o exercício profissional, a pesquisa, o planejamento e a administração em Serviço Social e o estágio supervisionado. brasileiro, consubstanciado nas suas entidades representativas, compreende A) a lógica do seguro social para a implementação de suas políticas. B) todos os direitos sociais previstos no Art. 6º da Constituição de 1988. C) a proteção social como norteadora das diretrizes da formação do assistente social. D) o Art. 194 da Constituição de 1988 e suas atualizações. E) a primazia da assistência como eixo das políticas sociais. Questão 57 O Governo Lula da Silva traz, para o Serviço Social, desafios de grande monta para a continuidade do seu projeto profissional hegemônico. Dentre as principais, Netto (2004) elenca A) a preservação da autonomia política da profissão na condução do Projeto Ético-Político. B) a necessidade de adaptação do Projeto Ético-Político às novas políticas sociais. C) a revisão do Código de Ética e das Diretrizes Curriculares do Serviço Social. D) a viabilização de cursos de aperfeiçoamento profissional. E) a reconfiguração do militantismo entre os assistentes sociais. 335 Comentário O conceito de Seguridade Social que fundamenta o Código de Ética corresponde aos direitos sociais que são afirmados no art. 6° da Constituição Federal de 1988, que trata dos direitos sociais. Em uma breve reflexão sobre a identidade do Serviço Social percebe-se que essa profissão esteve, por muitas décadas, sintonizada com o pragmatismo, ranço do conservadorismo e com marcas do viés alienante e acrítico. É importante salientar que a categoria profissional muito se esforçou para defesa da substancialidade do projeto profissional que, sinteticamente, caminha na defesa de políticas sociais de caráter estatal e pública, ampliadoras de direitos e da cidadania. É nesse contexto de conquistas que o Serviço social teve, que José Paulo Netto explana acerca da atual conjuntura política brasileira neste século XXI, marcada pelo governo do PT – Partido dos Trabalhadores – e seus impactos para o Serviço Social, enfatizando que esse governo as mudanças que ele traz a profissão merecem uma analise. Segundo José Paulo Netto “a conjuntura própria do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ocasiona para as vanguardas profissionais do Serviço Social dilemas inéditos, assim como possibilidades de desenvolvimentos igualmente novos” (NETTO, 2004a, p. 21). Dessa forma o autor está defende que o que está em jogo é a autonomia política para conduzir o projeto ético-político- profissional que construíram para a profissão nos anos 1980 e 1990, sendo imprescindível retomar os componentes histórico-políticos da gênese de tal projeto profissional. O autor apresenta vários argumentos, corroborando que importantes lideranças profissionais do Serviço Social que conduziram o III CBAS em 1979, nos anos seguintes, convergiram partidariamente com a liderança de Lula, pois viam-no como um aliado fundamental. Ou seja, o governo atraiu para sí muitos aliados, que acreditavam em seu discurso. Netto (2004) demonstra que “a atmosfera política de que resultou o nascimento do PT foi a mesma de que se embeberam segmentos profissionais sem cujo protagonismo o ulterior projeto ético-político seria impossível” (2004, p. 22). Vale ressaltar que aquele projeto constitui-se autonomamente, uma vez que “se a relação com o PT (e não só com ele: conta também a sintonia com os movimentos sociais) contribuiu e influenciou na sua elaboração, sua constituição não se subordinou a nenhuma ingerência extraprofissional” (NETTO, 2004, p.22). 336