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Cristóvão R. M. Rincoski p. 32 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Uma mola ou um pêndulo, quando largados oscilando, acabam por parar, porque a energia mecânica é dissipada por foças de atrito → movimento amortecido. 10) Se o amortecimento é muito grande (ex.: como um pêndulo mergulhado em melado) o oscilador não chega a completar sequer um ciclo de oscilação, voltando ao equilíbrio com uma rapidez aproximadamente zero → movimento superamortecido. 20) Se o amortecimento é suficientemente pequeno para que o sistema oscile com uma amplitude que diminui lentamente com o tempo (ex.: quando uma mãe deixa de empurrar a criança em um balanço a cada ciclo) → movimento subamortecido. 4.5 Movimento Harmônico Amortecido (MHA) 30) O movimento com o mínimo de amortecimento que ainda não resulta em oscilação → criticamente amortecido. (Com qualquer amortecimento menor, o movimento será subamortecido). Cristóvão R. M. Rincoski p. 33 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Movimento Subamortecido A força de amortecimento exercida sobre um oscilado pode ser visto na Figura 14-21 (TIPLER, 2009, p. 483) pode ser representada pela expressão empírica Onde: b → é uma constate e Fa → força de amortecimento. Um sistema como este é dito linearmente amortecido. 10) Como a força de amortecimento é oposta ao sentido do movimento, ela realiza trabalho negativo e faz com que a energia mecânica do sistema diminua. 20) Esta energia é proporcional ao quadrado da amplitude e o quadrado da amplitude diminui exponencialmente com o aumento do tempo. Cristóvão R. M. Rincoski p. 34 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Constante de Tempo (4.32) Onde: A → é a amplitude, A0 → é a amplitude em t = 0 s e → é o tempo de decaimento ou constante de tempo. A CONSTANTE DE TEMPO: tempo para a energia variar de um fator e–1. O movimento de um sistema amortecido pode ser obtido da 2ª Lei de Newton: Para um corpo de massa m e uma constante da mola, k. A força resultante é – kx – b(dx/dt) a força resultante é Equação Diferencial de um Oscilador Amortecido (4.33) Cristóvão R. M. Rincoski p. 35 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações A solução desta equação (caso subamortecido) (4.34) Onde: A0 → amplitude inicial, ’ → está relacionada com a frequência, 0 (frequência de amortecimento), 0 → frequência natural ou frequência sem amortecimento. (4.35) Para uma massa em uma mola, . Para amortecimento fraco, e ’ é quase igual a . As curvas tracejadas na Figura 14-21b (TIPLER, 2009, p. 484), correspondem a x = A e x = –A. Cristóvão R. M. Rincoski p. 36 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Onde A é dado como (4.36) Elevando ao quadrado e comparando com a Equação 4.32 (slide p. 33) (4.37) À medida que a constante de amortecimento b aumenta, a frequência angular ’ diminui até tornar zero o valor crítico (4.38) SISTEMA SUPERAMORTECIDO: b bc. O sistema não oscila. Quanto menor b, mais rápido o corpo retornará à posição de equilíbrio. SISTEMA CRITICAMENTE AMORTECIDO: b = bc. O corpo retorna ao equilíbrio (sem oscilação) muito rapidamente. Ver Figura 14-22 (TIPLER, 2009, p. 484) Cristóvão R. M. Rincoski p. 37 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Energia no MHA Como a energia de um oscilador é proporcional ao quadrado da amplitude (Equação 4.36, slide p.35), a energia de um oscilador subamortecido (média sobre um ciclo) também diminui exponencialmente com o tempo. Onde e . (4.39) Exemplo 14.13 – A Massa Sustentada pelas Molas de um Automóvel Página 484 → Minha Biblioteca → (ver Referência no último slide, Tipler) Fator Q Costuma-se caracterizar um oscilador amortecido pelo seu fator Q (fator de qualidade). Cristóvão R. M. Rincoski p. 38 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Definição – Fator Q (4.40) O fator Q é adimensional e . Podemos relacionar Q com a perda relativa de energia por ciclo. (Derivando em relação ao tempo a Equação 4.39, slide p. 36) Se o amortecimento é fraco: 1. a perda de energia por ciclo será uma fração da energia E, dE → E, e dt → T (período). 2. Então |E|/E, em um ciclo Interpretação Física de Q para o Amortecimento Fraco (4.41) Cristóvão R. M. Rincoski p. 39 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Exemplo 14.14 – Fazendo Música Página 485 → Minha Biblioteca → (ver Referência no último slide, Tipler) 4.6 Oscilações Forçadas e Ressonância Para manter um sistema amortecido oscilando indefinidamente, energia mecânica deve ser injetada no sistema. Quando isto é feito, o oscilador é dito excitado ou forçado. Ver Figura 14-24, (TIPLER, 2009, p. 487) Ex.: quem mantém uma criança oscilando, no balanço, empurrando-a pelo menos uma vez a cada ciclo, está forçando um oscilador. 1. Se o mecanismo de excitação injeta mais energia do que é dissipada, a energia mecânica do sistema aumenta com o tempo e a amplitude aumenta. 2. Se o mecanismo de excitação injeta a mesma taxa de energia que é dissipada, a amplitude permanece constante no tempo → o movimento do oscilador é estacionário. Cristóvão R. M. Rincoski p. 40 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Na Figura 14-24, (TIPLER, 2009, p. 487), 1. O sistema (que consiste em um corpo preso a uma mola) está sendo excitado movendo-se o ponto de apoio para cima e para baixo, em movimento harmônico simples de frequência . 2. No início o movimento é complexo (desorganizado), mas ele acaba por entrar em regime estacionário → o sistema oscila com a mesma frequência de excitação, com amplitude e energia constantes. No regime estacionário, a energia injetada no sistema pela força de excitação, a cada ciclo, é igual à energia dissipada pelo amortecimento em cada ciclo. A amplitude, e portanto a energia, de um sistema em regime estacionário não depende apenas da amplitude da força de excitação, mas também depende da sua frequência. A frequência natural de um oscilador, 0, é a frequência quando não há nem forças de excitação, nem forças de amortecimento presentes. Ex.: no caso da mola Cristóvão R. M. Rincoski p. 41 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Se a frequência de excitação é suficientemente próxima da frequência natural do sistema → o sistema oscilará com uma amplitude relativamente grande. Ex.: se o suporte da Figura 14-24, (TIPLER, 2009, p. 487), oscila próxima à frequência natural do sistema massa-mola, a massa oscilará com uma amplitude muito maior do que teria se oscilasse com frequências significativamente maiores ou menores → fenômeno chamado de ressonância. Quando a frequência de oscilação é igual à frequência natural do oscilado, a energia por ciclo transferida ao oscilador é máxima. A frequência natural do sistema → é, então, chamada de frequência de ressonância. Obs.: matematicamente é mais conveniente usar (frequência angular) do que f (frequência), mas como são proporcionais ( = 2 f), muitas conclusões sobre uma frequência pode ser usada para a outra. Cristóvão R. M. Rincoski p. 42 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações A Figura 14-25 (TIPLER, 2009, p. 487), mostra gráficos da potência média injetada em um oscilador como função da frequência de excitação, para dois valores diferentes de amortecimento → curvas de ressonância. AMORTECIMENTO PEQUENO 1. Q grande; 2. o oscilador absorve muito mais energia da força excitadora na frequência de ressonância; e 3. a curva tem largura estreita e a ressonância é nítida (aguda). AMORTECIMENTO GRANDE 1. Q pequeno; 2. o oscilador continua a absorver mais energia na vizinhança da frequência de ressonância; 3. mas a diferença de absorção não é grande e a curva de ressonância é larga. Onde: → largura da curva de ressonância ou intervalo de frequência da meia → altura da potência máxima. Cristóvão R. M. Rincoski p. 43 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Largura de Ressonância para Amortecimento Fraco (4.42) Fator Q→ medida direta da estreiteza (nitidez) da ressonância. Tratamento Matemático da Ressonância Vamos supor que além da força restauradora e da força de amortecimento, ooscilador esteja sujeito a uma força externa de excitação que varia harmonicamente com o temp. (4.43) Onde: F0 → amplitude da força de excitação e → frequência angular da força de excitação (NÃO ESTÁ, geralmente, relacionada a 0) Cristóvão R. M. Rincoski p. 44 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações Aplicando o resultado da segunda lei de Newton, para sistemas de massa constante → aplicada em um corpo de massa m preso a uma mola de constante de força k e sujeito a uma força de amortecimento –b vx e a uma força externa dada pela Equação 4.43 (slide p. 43) Usando k = m 0 2 (baseado na Equação 4.8, slide p. 08 e na do slide p. 40) Equação Diferencial de um Oscilador Forçado (4.44) Sem resolver diretamente a Equação 4.44, discutindo somente a solução geral: 1. É constituída de duas partes: a. Solução transiente e b. Solução estacionária (ou de estado permanente). Cristóvão R. M. Rincoski p. 45 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações 2. A solução transiente é idêntica a de um oscilador amortecido (as constantes dependem das condições iniciais) → com o passar do tempo, esta solução se torna desprezível (decaimento exponencial da amplitude). 3. A solução estacionária (de estado permanente) → não depende das condições iniciais. Solução estacionária (permanente): Posição para um Oscilador Forçado (4.45) Onde: Amplitude para um Oscilador Forçado (4.45a) Constante de Fase para um Oscilador Forçado (4.45b) Cristóvão R. M. Rincoski p. 46 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações 10) Comparando a Equação 4.43 (slide p. 43) com a Equação 4.45 (slide p .45), vemos que oscilam com uma diferença de fase → Obs.: o sinal negativo em , na Equação 4.45 (slide p. 45) é para tornar positiva a constante de fase. 20) Quando: > 0 → → negativo e muito pequeno → = 0 → 30) Esta Equação 4.45 (slide p. 45) é idêntica à Equação 4.4 (slide p. 04) exceto pelo sinal da constante de fase. Isto acontece porque a fase de uma oscilação forçada é sempre atrasada em relação à fase da força de excitação. Cristóvão R. M. Rincoski p. 47 FÍSICA II Capítulo 04 − Oscilações A velocidade do corpo em regime estacionário (estado permanente) 1) Na ressonância a velocidade está em fase com a força excitadora A velocidade está em fase com a força excitadora. 2) Na ressonância ( 0) o corpo está em movimento na direção da força excitadora → absorção máxima de energia (a amplitude da velocidade A é máxima). Exemplo 14.15 – Um Corpo em Uma Mola Página 489 → Minha Biblioteca → (ver Referência no último slide, Tipler) Cristóvão R. M. Rincoski p. nn 3. Ondulatória Capítulo 03 − Movimento Harmônico Simples REFERÊNCIAS HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; KRANE, K.S. Física - Vol. 2, 5ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2003. 978-85-216-1946-8. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-216-1946-8/. Acesso em: 16 Jun 2021. SERWAY, R.A.; JR., J.W.J. Física para Cientistas e Engenheiros – Vol. 1 - Mecânica - Tradução da 9ª edição norte-americana. São Paulo: Cengage Learning Brasil, 2013. 9788522127078. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522127078/. Acesso em: 10 Jul 2021. TIPLER, P. Física para Cientistas e Engenheiros - Vol. 1 - Mecânica, Oscilações e Ondas, Termodinâmica, 6ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2009. 978-85-216-2618-3. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-216-2618-3/. Acesso em: 07 Jun 2021.