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Questões resolvidas

O internetês — expressão grafolinguística criada na internet pelos adolescentes na última década — foi, durante algum tempo, um bicho de sete cabeças para gramáticos e estudiosos da língua. Eles temiam que as abreviações fonéticas (onde “casa” vira ksa; e “aqui” vira aki) comprometessem o uso da norma culta do português para além das fronteiras cibernéticas. Mas, ao que tudo indica, o temido internetês não passa de um simpático bichinho de uma cabecinha só. Ainda que a maioria dos professores e educadores se preocupe com ele, a ocorrência do internetês nas provas escolares, vestibulares e em concursos públicos é insignificante. Essa forma de expressão parece ainda estar restrita a seu hábitat natural. Aliás, aí está a questão: saber separar bem a hora em que podemos escrever de qq jto, da hora em que não podemos escrever de “qualquer jeito”. Mas, e para um adolescente que fica várias horas “teclando” que nem louco nos instant messengers e chats da vida, é fácil virar a “chavinha” no cérebro do internetês para o português culto? “Essa dificuldade será proporcional ao contato que o adolescente tenha com textos na forma culta, como jornais ou obras literárias. Dependendo deste contato, ele terá mais facilidade para abrir mão do internetês” —explica Eduardo de Almeida Navarro, professor livre-docente de língua tupi e literatura colonial da USP.
Segundo o texto, a interação virtual favoreceu o surgimento da modalidade linguística conhecida como internetês. Quanto à influência do internetês no uso da forma culta da língua, infere-se que
A carência de vocabulário culto na fala de jovens tem sido um alerta quanto ao uso massivo da internet, principalmente no que concerne a mensagens instantâneas.
A dificuldade dos adolescentes para produzirem textos mais complexos é evidente, sendo consequência da expansão do uso indiscriminado da internet por esse público.
A ocorrência de termos do internetês em situações formais de escrita aponta a necessidade de a língua ser vista como herança cultural que merece ser bem cuidada.
A alternância de variante linguística é uma habilidade dos usuários da língua e é acionada pelos jovens de acordo com suas necessidades discursivas.
A criação de neologismos no campo cibernético é inevitável e restringe a capacidade de compreensão dos internautas quando precisam lidar com leitura de textos formais.

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Questões resolvidas

O internetês — expressão grafolinguística criada na internet pelos adolescentes na última década — foi, durante algum tempo, um bicho de sete cabeças para gramáticos e estudiosos da língua. Eles temiam que as abreviações fonéticas (onde “casa” vira ksa; e “aqui” vira aki) comprometessem o uso da norma culta do português para além das fronteiras cibernéticas. Mas, ao que tudo indica, o temido internetês não passa de um simpático bichinho de uma cabecinha só. Ainda que a maioria dos professores e educadores se preocupe com ele, a ocorrência do internetês nas provas escolares, vestibulares e em concursos públicos é insignificante. Essa forma de expressão parece ainda estar restrita a seu hábitat natural. Aliás, aí está a questão: saber separar bem a hora em que podemos escrever de qq jto, da hora em que não podemos escrever de “qualquer jeito”. Mas, e para um adolescente que fica várias horas “teclando” que nem louco nos instant messengers e chats da vida, é fácil virar a “chavinha” no cérebro do internetês para o português culto? “Essa dificuldade será proporcional ao contato que o adolescente tenha com textos na forma culta, como jornais ou obras literárias. Dependendo deste contato, ele terá mais facilidade para abrir mão do internetês” —explica Eduardo de Almeida Navarro, professor livre-docente de língua tupi e literatura colonial da USP.
Segundo o texto, a interação virtual favoreceu o surgimento da modalidade linguística conhecida como internetês. Quanto à influência do internetês no uso da forma culta da língua, infere-se que
A carência de vocabulário culto na fala de jovens tem sido um alerta quanto ao uso massivo da internet, principalmente no que concerne a mensagens instantâneas.
A dificuldade dos adolescentes para produzirem textos mais complexos é evidente, sendo consequência da expansão do uso indiscriminado da internet por esse público.
A ocorrência de termos do internetês em situações formais de escrita aponta a necessidade de a língua ser vista como herança cultural que merece ser bem cuidada.
A alternância de variante linguística é uma habilidade dos usuários da língua e é acionada pelos jovens de acordo com suas necessidades discursivas.
A criação de neologismos no campo cibernético é inevitável e restringe a capacidade de compreensão dos internautas quando precisam lidar com leitura de textos formais.

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Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 1/9
KELY AZEVEDO
MONTEIRO
Avaliação Online (Curso Online - Automático)
Atividade finalizada em 29/01/2025 16:03:52 (3146660 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
LINGUÍSTICA GERAL [1426592] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - Todos]
Turma:
Segunda Graduação: Licenciatura em Letras - Português e Inglês p/ Licenciados - Grupo: DEZEMBRO/2024 - SGice0A021224 [152478]
Aluno(a):
91708016 - KELY AZEVEDO MONTEIRO - Respondeu 18 questões corretas, obtendo um total de 45,00 pontos como nota
[370937_34]
Questão
001
(UNIFACVEST – adaptada) Seja a seguinte situação de comunicação:
A mãe se dirige para a criança de, aproximadamente, 4 anos de idade:
- Meu bebê, você já tomou teu mingau?
E a criança assim lhe responde:
- Eu já tomou, mamãe.
Na resposta da criança, está evidenciada uma concepção de gramática denominada
Gramática normativa.
Gramática reflexiva.
X Gramática internalizada.
Gramática descritiva.
Gramática teórica.
?
[370937_51]
Questão
002
(UFV) Leia as passagens abaixo, extraídas de São Bernardo, de Graciliano Ramos:
I. Resolvi estabelecer-me aqui na minha terra, município de Viçosa, Alagoas, e logo
planejei adquirir a propriedade S. Bernardo, onde trabalhei, no eito, com salário de
cinco tostões.
II. Uma semana depois, à tardinha, eu, que ali estava aboletado desde meio-dia,
tomava café e conversava, bastante satisfeito.
III. João Nogueira queria o romance em língua de Camões, com períodos formados de
trás para diante.
IV. Já viram como perdemos tempo em padecimentos inúteis? Não era melhor que
fôssemos como os bois? Bois com inteligência. Haverá estupidez maior que
atormentar-se um vivente por gosto? Será? Não será? Para que isso? Procurar
dissabores! Será? Não será?
V. Foi assim que sempre se fez. [respondeu Azevedo Gondim] A literatura é a
literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas
arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me
lia.
Assinale a alternativa em que ambas as passagens demonstram o exercício de
metalinguagem em São Bernardo:
III e IV.
I e IV.
X III e V.
II e V.
I e II.
[370937_60]
Questão
003
(CETAP) O signo linguístico une não uma coisa e uma palavra, mas um conceito e
uma imagem acústica. Apresenta significante e significado. Entre as características
listadas, não pertencem às do significante:
Tradução fônica de um conceito.
Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 2/9
X Presença mental.
Matéria.
Imagem acústica.
Impressão psíquica do som.
[370937_6]
Questão
004
UESPI- Prefeitura de Teresina - PI - 2019 – Professor)
Leia o texto.
Para que serve a linguagem?
A linguagem é uma atividade tão trivial, que se torna compatível ao andar, por
exemplo. A maioria das pessoas pertencentes a culturas bem diferentes sabe da real
importância da linguagem para a vida de todos nós. Pelo menos, da necessidade de
sua prática para conversarmos, para lermos e escrevermos; mesmo aqueles que não
têm acesso à escrita, longe de serem poucos, espalhados pelo nosso universo
humano, têm, no entanto, esta noção. Mas a maior parte dos indivíduos de qualquer
comunidade, que fala uma dada língua, ainda que dotados de certo nível cultural, não
têm um alcance maior da transcendência da linguagem verbal para a vida de todos
nós.
Prevalece, em geral, a noção limitada, embora essencial, da linguagem verbal como o
principal modo de comunicação. “Quem não se comunica, se trumbica”, um refrão
utilizado pelo famoso homem de rádio e de TV, o Chacrinha, significava precisamente
isto e apenas isto: aquele que não se faz entender, por se valer de expressão verbal a
que falte clareza ou adequação a uma situação concreta, fica prejudicado em seu
intento de transmitir algo a alguém.
A Linguística, porém, com sua fundamentação científica, nos ensina que a linguagem
verbal, atividade livre, por isso mesmo criativa, não é meramente um modo de
realização, o principal de os indivíduos se comunicarem. Ela é também – e a
compreensão desta verdade é essencial para se alcançar a plena importância da
linguagem articulada – forma de conhecer, ou seja, de o sujeito pensante apreender os
objetos (no seu sentido filosófico de tudo o que é passível de conhecimento), que a
rigor, só ganham existência para os homens quando recebem um nome.
A função para que as palavras foram inventadas é de uma transbordante beleza: nada
menos que nomear o mundo. Uma criança entra no mundo por elas. Quando uma
pergunta “que é isso?” (é a pergunta da filosofia), respondemos com o nome da coisa.
Depois ela irá saber que coisa é esse nome. Nomes são as coisas que sabemos.
Logo, a linguagem tem duas funções essenciais, sendo, pois, reiterando, uma
atividade livre finalística: uma forma de conhecer (função interna e cognoscitiva) e um
modo de realização (função externa ou manifestativa, ou comunicativa).
[...]
UCHÔA, Carlos Eduardo Falcão. Iniciação à Linguística: fundamentos essenciais. 1.
ed. Rio de Janeiro, Lexikon, 2019. p. 42-43.
No primeiro parágrafo do texto, defende-se a ideia de que a linguagem é
limitada àqueles que não têm acesso à escrita.
excepcional, dada a sua elevada complexidade.
necessária para se chegar a certo nível cultural.
X imprescindível para realizarmos atos comunicativos.
específica para as atividades de leitura e de escrita.
[370937_66]
Questão
005
(IFPB) Uma das áreas da linguística mais estudadas atualmente é o gerativismo
linguístico, que cria o conceito de Gramática Gerativa. Um dos linguistas mais
respeitados nesse campo de pesquisa e conhecido também como o “pai” dessa
gramática é
 
Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 3/9
Ferdinand Saussure.
William Labov.
X Noam Chomsky.
Jacques Derrida.
Carlos Alberto Faraco.
[370937_65]
Questão
006
(GRANCURSOS) Segundo o gerativismo de Noam Chomsky, o dispositivo de
aquisição da linguagem necessita da seguinte condição para ser detonado:
 
Grupo interacional de outros países.
Interação da criança através do maternalês.
X Exposição aos dados da língua da criança.
Experiência da criança em interação com seu ambiente.
Interação linguística de qualidade com outros indivíduos.
[370937_19]
Questão
007
A ciência que estuda as línguas é a Linguística. A partir desse conhecimento, marque
V para as proposições verdadeiras e F para as proposições falsas.
( ) A Linguística está voltada às explicações dos fatos que acontecem com a língua e
dos fatos linguísticos.
( ) A Linguística é a área que se preocupa com a natureza da linguagem e da
comunicação.
( ) A Linguística apresenta relação com outras áreas voltadas para o estudo das
línguas áreas como a: educação, antropologia, sociologia, psicologia cognitiva, por
exemplo.
( ) A Linguística se ocupa de estudar questões relativas à língua e não à linguagem
humana.
Assinale a alternativa correta.
 
F – V –F – F.
F – V – V – V.
V – V – V – V.
X V – V – V – F.
F – F – V – V.
[370937_3021
17]
Questão
008
Leia atentamente as definições dadas pela linguista Margarida Petter:
1. “Capacidade que os seres humanos têm para produzir, desenvolver e compreender
a língua e outras manifestações, como a pintura, a música e a dança”.
2. “Conjunto organizado de elementos que possibilitam a comunicação”.
As definições acima conceituam, respectivamente:
X Linguagem e língua.
Língua e interação.
Linguagem e sinais.
Língua e linguagem.
Linguagem não-verbal e linguagem verbal.
Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 4/9
[370937_4]
Questão
009
(CEFET MINAS-2018)
Na teoria da comunicação, linguagem é a expressão individual e social do ser humano
e, ao mesmo tempo, o elemento comum que possibilita o processo comunicativo entre
as pessoas que vivem em sociedade. Essa expressão pode acontecer de forma verbal
(uso de palavras), não verbal (sem palavras) ou mista.
A esse respeito, leia a tirinha.
 
(Disponível em:>
Acesso em: 22 jan. 2019.)
Segundo os tipos de linguagem presentes na tirinha, informe se é verdadeiro (V) ou
falso (F) o que se afirma.
( ) Em todos os quadrinhos, há a linguagem não verbal.
( ) A personagem utiliza a linguagem oral para se expressar.
( ) Na hierarquia das linguagens, a verbal predomina na tirinha.
( ) Na tirinha, a construção de sentido se estabelece pela linguagem mista.
( ) A repetição da onomatopeia “CHOMP” refere-se à linguagem não verbal.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
 
V, V, F, F, V.
X V, V, F, V, F.
F, F, V, F, V.
F, V, F, V, V.
V, F, V, F, F.
[370937_59]
Questão
010
(IFRJ - adaptada) O signo linguístico é constituído por duas partes distintas –
significante e significado. Em...uma rosa teria o mesmo cheiro se tivesse outro nome, é
possível compreender que o
 
significante depende do significado.
significante é parte inteligível do signo.
significante é a parte perceptível do signo.
X significado é parte perceptível do signo.
significante não tem significado.
Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 5/9
[370938_3021
27]
Questão
011
Leia o texto abaixo sobre anomalistas e anomalistas, retirado de um manual de
Linguística:
“Os anomalistas, pensadores da Escola de Pérgamo, destacavam que o
caráter irregular da língua sobressaia-se ao seu caráter coerente. Assim, para eles, a
língua teria mais exceções que regularidades. Você lembra de algum ponto gramatical
em que esse posicionamento dos anomalistas é coerente? Por exemplo, às vezes,
brincamos com o fato de que com relação ao uso de crase em nossa língua, nós
encontramos mais regras ou orientações de quando não usá-las do que as regras para
utilizá-las.
Os analogistas, na figura de Aristaco e seus discípulos de Alexandria, preocupavam-se
em demonstrar o aspecto de regularidade da língua, destacando os paradigmas de
flexão, nos quais as palavras da mesma categoria gramatical apresentavam idênticas
terminações morfológicas e a mesma estrutura prosódica. Os analogistas buscavam
também verificar as regularidades entre forma e significado, isto é, palavras que se
assemelham na sua morfologia deveriam apresentar significados comparáveis.
Exemplo: porta, portão, porteiro, portaria – o aspecto morfológico aproxima essas
palavras, logo seus significados também são próximos.
Historicamente a importância das controvérsias (naturalistas-
convencionalistas/anomalistas-analogistas) está no desenvolvimento inicial da teoria
linguística e no impulso dado à verificação mais detalhada da língua grega”.
Assinale a alternativa correta sobre os analogistas e anomalistas.
Os anomalistas pensam a linguagem como regular, justamente por refletir a própria
regularidade da natureza, sua origem está em princípios mutáveis que existem fora do
próprio homem. Analogistas (natureza): consideram a irregularidade básica da
linguagem como resultado de um tipo de “contrato” entre os membros da comunidade.
Os anomalistas buscam sua origem em princípios imutáveis dentro do próprio homem,
já os analogistas pensam que a origem da linguagem é resultado da mistura dos
membros de uma mesma comunidade.
X
Os anomalistas eram movidos pela natureza e os analogistas, pela convenção. Isso
significa que a linguagem é considerada irregular e sua origem está em princípios
eternos e imutáveis fora do próprio homem, para os primeiros. Já para os segundos,
havia uma regularidade básica da linguagem como resultado de um acordo entre os
falantes.
Os anomalistas pensam a linguagem como reflexo dos princípios eternos e mutáveis
do homem, semelhante aos analogistas, que viam a regularidade básica da linguagem
como resultado de um tipo de contrato social entre os membros da comunidade e a
natureza.
Anomalistas eram movidos pela convenção e os analogistas, pela natureza. Isso
significa que a linguagem é considerada irregular e sua origem está em princípios
eternos e imutáveis fora do próprio homem, para os primeiros. Já para os segundos,
havia uma regularidade básica da linguagem como resultado de um acordo entre os
falantes.
[370938_3021
52]
Questão
012
Ao contrário dos gramáticos histórico-comparatistas, o objetivo principal dos
neogramáticos era:
Estudar as línguas do passado para compreender as línguas atuais, com ênfase na
língua escrita.
Verificar as mudanças ocorridas entre uma língua e outra, entendendo a natureza
dessas mudanças.
X Observar e analisar os fenômenos que levaram à transformação de uma língua.
Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 6/9
Chegar à língua-mãe, à reconstituição da língua indo-europeia para, então,
compreender as leis fonéticas presentes em todas as línguas.
Estudar a língua atual por meio do estudo de outras línguas atuais.
[370938_3021
92]
Questão
013
Uma abordagem funcionalista do nível sintático das línguas implica:
I. realizar as análises nos limites da sentença.
II. considerar que a função comunicativa da linguagem determina o modo como a
língua está estruturada.
III. compreender os processos sintáticos pelas relações que mantêm com os
processos semântico e discursivo.
IV. determinar uma ordem básica para os constituintes da sentença, da qual derivam
todas as demais variações.
Estão corretas as afirmativas
III e IV.
I e II.
X II e III.
I, III e IV.
I, II e III.
[370938_4]
Questão
014
(AOCP - Auditor Fiscal de Tributos Municipais 2019- Adaptada)
Leia a tirinha.
O termo “num”, empregado na tira acima, é exemplo de qual tipo de variação
linguística?
 
Diatópica, relacionada às diferenças linguísticas distribuídas no espaço físico.
Deôntica, relacionada às transformações fonológicas por que passou a língua.
Diastrática, relacionada ao sexo masculino.
Diastrática, relacionada à faixa etária.
X Diafásica, relacionada às circunstâncias das interações verbais.
Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 7/9
[370938_7]
Questão
015
(ENEM-2012)
O internetês na escola
O internetês — expressão grafolinguística criada na internet pelos adolescentes na
última década — foi, durante algum tempo, um bicho de sete cabeças para gramáticos
e estudiosos da língua. Eles temiam que as abreviações fonéticas (onde “casa” vira
ksa; e “aqui” vira aki) comprometessem o uso da norma culta do português para além
das fronteiras cibernéticas. Mas, ao que tudo indica, o temido internetês não passa de
um simpático bichinho de uma cabecinha só. Ainda que a maioria dos professores e
educadores se preocupe com ele, a ocorrência do internetês nas provas escolares,
vestibulares e em concursos públicos é insignificante. Essa forma de expressão parece
ainda estar restrita a seu hábitat natural. Aliás, aí está a questão: saber separar bem a
hora em que podemos escrever de qq jto, da hora em que não podemos escrever de
“qualquer jeito”. Mas, e para um adolescente que fica várias horas “teclando” que nem
louco nos instant messengers e chats da vida, é fácil virar a “chavinha” no cérebro do
internetês para o português culto? “Essa dificuldade será proporcional ao contato que
o adolescente tenha com textos na forma culta, como jornais ou obras literárias.
Dependendo deste contato, ele terá mais facilidade para abrir mão do internetês”
—explica Eduardo de Almeida Navarro, professor livre-docente de língua tupi e
literatura colonial da USP.
RAMPAZZO, F. Disponível em: www.revistalingua.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012
(adaptado).
Segundo o texto, a interação virtual favoreceu o surgimento da modalidade linguística
conhecida como internetês. Quanto à influência do internetês no uso da forma culta da
língua, infere-se que
A carência de vocabulário culto na fala de jovens tem sido um alerta quanto ao uso
massivo da internet, principalmente no que concerne a mensagens instantâneas.
A dificuldade dos adolescentes para produzirem textos mais complexos é evidente,
sendo consequência da expansão do uso indiscriminado da internet por esse público.
X
A ocorrência de termos do internetês em situações formais de escrita aponta a
necessidade de a língua ser vista como herança cultural que merece ser bem cuidada.
A alternância de variante linguísticaé uma habilidade dos usuários da língua e é
acionada pelos jovens de acordo com suas necessidades discursivas.
A criação de neologismos no campo cibernético é inevitável e restringe a capacidade
de compreensão dos internautas quando precisam lidar com leitura de textos formais.
[370939_3021
93]
Questão
016
I e II.Considere as afirmações sobre a linguística descritiva norte-americana
(distribucionalismo):
I. O objetivo da teoria formulada por Bloomfield é a elaboração de um sistema de
conceitos aplicáveis à descrição sincrônica de qualquer língua.
II. A estruturação é evidenciada a partir de três níveis – o fonológico, o morfológico e o
sintático – que constituem uma hierarquia. Cada unidade é definida em função de sua
posição estrutural – de acordo com os elementos que a precedem e que a seguem na
construção.
III. A linguística descritiva tem como método a observação de um corpus para
descrever seus elementos constituintes de acordo com a possibilidade de eles se
associarem entre si de maneira linear.
(MARTELOTTA, M. E. Manual de Linguística, 2015)
Está correto o que se afirma em:
I e III.
X I, II e III.
II.
Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 8/9
I e II.
I.
[370939_5]
Questão
017
(Enem 2014)
Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem sucedida: aceitar a
mudança da língua como um fato. Isso deve significar que a escola deve aceitar
qualquer forma da língua em suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não!
Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe
apenas um português correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos
contratos não é o mesmo do dos manuais de instrução; o dos juízes do Supremo não é
o mesmo do dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais não é o mesmo do dos
cadernos de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus colunistas.
POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa, ano 5, n. 67, maio 2011
(adaptado).
Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único "português correto". Assim
sendo, o domínio da língua portuguesa implica, entre outras coisas, saber
X Adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto.
Moldar a norma padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico.
Desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela
escola.
Descartar as marcas de informalidade do texto.
Reservar o emprego da norma padrão aos textos de circulação ampla.
[370939_8]
Questão
018
(Enem 2015)
Exmº Sr. Governador:
Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos
Índios em 1928.
[…]
ADMINISTRAÇÃO Relativamente à quantia orçada, os telegramas custaram pouco.
De ordinário vai para eles dinheiro considerável. Não há vereda aberta pelos matutos
que prefeitura do interior não ponha no arame, proclamando que a coisa foi feita por
ela; comunicam-se as datas históricas ao Governo do Estado, que não precisa disso;
todos os acontecimentos políticos são badalados. Porque se derrubou a Bastilha – um
telegrama; porque se deitou pedra na rua – um telegrama; porque o deputado F.
esticou a canela – um telegrama.
Palmeira dos Índios, 10 de janeiro de 1929. GRACILIANO RAMOS RAMOS, G.
Viventes das Alagoas. São Paulo: Martins Fontes, 1962.
O relatório traz a assinatura de Graciliano Ramos, na época, prefeito de Palmeira dos
Índios, e é destinado ao governador do estado de Alagoas. De natureza oficial, o texto
chama a atenção por contrariar a norma prevista para esse gênero, pois o autor
apresenta-se na primeira pessoa do singular, para conotar intimidade com o
destinatário.
recorre a termos e expressões em desuso no português.
X expressa-se em linguagem mais subjetiva, com forte carga emocional.
emprega sinais de pontuação em excesso.
privilegia o uso de termos técnicos, para demonstrar conhecimento especializado.
Pincel Atômico - 30/01/2025 11:06:22 9/9
[370939_3021
61]
Questão
019
1. “A ideia de “mar” não está ligada por relação alguma interior à sequência de sons m-
a-r que lhe serve de significante; poderia ser representada igualmente bem por outra
sequência, não importa qual”.
2. O significante, sendo de natureza auditiva, desenvolve-se no tempo, unicamente, e
tem as características que toma do tempo: representa uma extensão e essa extensão
é mensurável em uma só dimensão”.
(Ferdinand de Saussure. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 2006 (com
adaptações))
Os parágrafos precedentes tratam, respectivamente, dos seguintes princípios básicos
do signo linguístico:
Significante e significado.
X Arbitrariedade do signo e linearidade do significante.
Imutabilidade do signo e significante.
Conceito e imagem acústica.
Mutabilidade do signo e linearidade do significante.
[370939_3021
24]
Questão
020
As características abaixo dizem respeito a concepções de linguagem:
1. Linguagem é atividade, é forma de ação, ação individualizada finalisticamente
orientada.
2. Está ligada à gramática internalizada e não vê a existência de erro linguístico.
3. Linguagem é lugar de interação que estabelece vínculos e compromissos
anteriormente inexistentes.
Avalie-as e assinale a alternativa correta sobre elas:
Referem-se à Linguagem como forma de interação, contudo a afirmação 1 está
equivocada.
Referem-se à Linguagem como Instrumento de Comunicação e todas as afirmações
ratificam os princípios dessa concepção.
Referem-se à Linguagem como Instrumento de Comunicação e a afirmação 2 está
equivocada quanto à aceitação do erro linguístico.
X
Referem-se à Linguagem como forma de interação e todas as afirmações são
pertinentes.
Cada afirmação apresenta uma Concepção de linguagem: Expressão do Pensamento,
Instrumento de Comunicação e Forma de interação, respectivamente.

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