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1 MANUAL DO PROFESSOR Autoria: Carlos Eduardo Godoy Adriano Dias de Oliveira Renato Chimaso Revisão Técnica: Maria Ligia C. Carvalhal Revisão Científi ca: Regina Célia Mingroni Netto Diagramação: Regina de Siqueira Bueno BARALHO CELULAR 2 1. Resumo e função pedagógica: A partir da análise dos currículos de Biologia Celular, percebe-se uma enorme atenção dos professores no enfoque sobre a composição química e a descrição estrutural da célula. Para Rodríguez (2002), tais enfoques não favorecem uma melhor compreensão do conceito de célula. Assim, cabe ao educador uma reflexão sobre os conteúdos celular que são transmitidos e oferecidos aos alunos quando se trata de células. Levando-se em conta que a célula representa a unidade morfo-fisiológica da Vida, os conceitos e os fenômenos relacionados a essa temática são fundamentais para o entendimento dos conceitos que envolvem a Biologia. Visando-se o desenvolvimento de uma aprendizagem significativa, inúmeros trabalhos na área educacional têm buscado responder à seguinte questão: o que é conhecer? Batista (2005) afirma que uma das respostas a essa indagação relaciona o processo de conhecer à aquisição de conceitos. Para Vygotsky (1934/ 1996), somente quando passamos a conhecer o objeto em todos os seus nexos e relações, sintetizando essa diversidade de forma verbal em uma imagem total, configura-se o conceito. Lewontin (2002), por outro lado, afirma que “não se pode fazer ciência sem usar uma linguagem cheia de metáforas”. Inspirando- se nesse pressuposto, o processo de aprendizagem relacionado à temática celular exige a utilização de uma linguagem apropriada, dotada de analogias que permitam ao aluno construir um significado efetivo. 2. Objetivos do Jogo: Que o aluno: • conheça e reconheça elementos de Biologia Celular Humana em um contexto de aprendizagem significativa. • receba informações relacionadas à morfologia e localização de diferentes tipos de células e suas respectivas funções para o organismo. • relacione a descrição da morfologia celular com imagem das células • desenvolva um pensamento estratégico de seleção de informações próprias de um tipo celular, reunindo os dados relevantes e descartando aqueles não- relacionados. BARALHO CELULAR 3 3. Justifi cativas: Entre os temas apontados como os de menor compreensão por parte dos alunos de Ensino Médio, destaca-se a Citologia. Esse jogo foi proposto frente à necessidade de contribuir com uma aprendizagem signifi cativa sobre a Célula. O presente material instrucional pretende possibilitar, ao estudante, a reunião de diversas informações sobre a Célula de acordo com a defi nição de conceito proposta por Vygotsky (1934/1996). Uma outra característica valiosa desse jogo é a busca de analogias para caracterizar as células, num esforço para aproximar elementos da vida dos alunos às informações científi cas. 4. Materiais: Um baralho formado por 30 cartas, divididas em 6 conjuntos de cinco cartas: cada conjunto diz respeito a um tipo de célula: (Anexo 1) Descrição dos conjuntos de cartas: • Célula Epitelial • Célula Adiposa • Célula Sangüínea (hemácia) • Célula Óssea • Célula Nervosa • Célula Muscular Estriada Esquelética Em cada conjunto, há os seguintes tipos de cartas numeradas de 1 a 5: 1. morfologia; 2. localização; 3. função; 4. curiosidade; 5. imagem. 4 Não é tímida, mas está sempre vermelha por causa da hemoglobina. 2 Esse tipo de célula é encontrado apenas dentro dos vasos sangüíneos. 3 O transporte de oxigênio (O2) e gás carbônico (CO2) no organismo é feito por esse tipo de célula. vermelha hemoglobina. Células Sangüíneas 5 encontrado apenas dentro sang 1 Esse tipo de célula apresenta uma forma discóide e é desprovida de núcleo. Célula Adiposa 5 Célula Muscular Estriada Esquelética Célula Epitelial 5 Célula Nervosa 5 Células Musculares Estriadas Esqueléticas 5 Células Sangüíneas 5 Células Ósseas 5 4 5. Número de jogadores: Mínimo de 3 e máximo de 6. 6. Modo de jogar: 1. Separar o número de conjuntos de cartas correspondente ao numero de jogadores. 2. Embaralhar as cartas que serão utilizadas para o jogo. 3. Distribuir para cada jogador cinco cartas. Cada jogador deve manter as cartas na sua mão de forma a ocultá–las dos adversários. 4. Cada jogador opta por tentar reunir o tipo celular de sua escolha. 5. Em cada rodada, cada jogador deverá passar uma de suas cartas para o jogador à sua esquerda. Todos os jogadores deverão passar suas cartas simultaneamente. Dessa forma, a carta recebida só pode ser passada adiante na rodada seguinte; Quem ganha o jogo: Ganha o jogo o jogador que conseguir reunir primeiro as cinco cartas referentes ao seu tipo celular. 7. Desafi o e Enigma do Jogo: O desafi o colocado ao jogador é o de conseguir reunir, antes dos demais jogadores, o conjunto de 5 cartas relacionadas a um determinado tipo celular de sua própria escolha. O enigma está no fato dos jogadores não terem conhecimento da escolha do tipo celular feita pelo adversário. 1 Esse tipo de célula está localizada nas cavidades de uma estrutura rígida e tem um formato esférico com projeções. rmato esférico s. 2 Esse tipo de célula é encontrado no tecido ósseo. 4 Com a idade, os ossos se tornam porosos e frágeis. Esse fenômeno é conhecido como osteoporose. Com a idade, os os frágeifenôconh oste 3 Esse tipo de célula é importante na manutenção da estrutura óssea que dá sustentação ao organismo. manutenção daestrutura óssea sust Células Ósseas 5 5 8. Sugestões para o trabalho do professor em sala de aula: Ressaltamos que, embora o jogo permita que o aluno entre em contato com os diferentes tipos celulares, faz-se necessária uma abordagem temática prévia em sala de aula. Com a aplicação do jogo, o aluno pode reconhecer várias informações fornecidas anteriormente. A partir do jogo novas questões poderão surgir propiciando, para o grupo, um ambiente favorável para discussão de outros assuntos pertinentes ao tema. Exemplos de desdobramentos para discussão: • Efeitos do uso de drogas no organismo; • Mecanismos ligados à osteoporose ou ao câncer de pele; • Processo de sinalização celular em neurônios; • Desenvolvimento muscular; • Integração dos tipos celulares em estudos de caso; • Outros temas de interesse dos alunos. Referências: BATISTA, C. G. 2005. Formação de Conceitos em Crianças Cegas: Questões Teóricas e Implicações Educacionais. Psicologia: Teoria e Pesquisa vol. 21 n. 1, p. 7-15. LEWONTIN, R. A tripla hélice: gene, organismo e ambiente. Trad. de José Viegas Filho. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. RODRÍGUEZ, M. L. (2002). La concepción científi ca de célula para la enseñanza de la biología. Una refl exión aplicable a la escuela secundaria. Revista de Educación en Biología, 5(1): 41-50. VYGOTSKY, L. S. (1996). Obras escogidas, IV. Psicología infantil.(L. Kuper, Trad.). Madrid: Visor. (Originalmente publicado em 1934). Célula Adiposa 5 5 5 Célula Epitelial 5 Célula Nervosa 5 Células Musculares Estriadas Esqueléticas 5 lulas Musculares Estriadas Esqueléticas Células Sangüíneas 5 neas 5 Células Ósseas 5 6 E sse tip o d e célu la é g era lm en te ach atad o co m o n ú cleo n o cen tro. O C ascão n ã o tom a b an h o h á u m tem p ão . S a b ia q u e ele tem essas célu las m ortas d e m o n tão ? E sse tip o d e célu la form a tecid os q u e se org an izam em cam a d as, revestin d o in tern a e extern a m en te tod o org an ism o . E sse tip o d e célu la d esem p en h a fu n çãod e p roteçã o e isola m en to d o org an ism o em relação ao m eio extern o . E sse tip o d e célu la ap resen ta u m a fo rm a esférica. E sse tip o d e célu la está p resen te n o corp o tod o, p rin cip a lm en te ab aixo d a p ele “form an d o os p n eu zin h os”. E sse tip o d e célu la arm azen a g ord u ra co m o reserva p ara ob ter en erg ia e p roteção co n tra o frio. Para se livrarem d esse tip o d e célu las a s p essoas fazem lip o asp iraçã o. 1 2 3 4 1 2 3 4 ANEXO 1 - Cartas do Baralho Celular 1/4 7 1 2 3 4 1 2 3 4 E sse tip o d e célu la ap resen ta u m a fo rm a d iscóid e e é d esp ro vid a d e n ú cleo . N ão é tím id a, m as está sem p re verm elh a p or cau sa d a h em o g lo b in a. O tran sp o rte d e oxig ên io (O 2 ) e g ás carb ôn ico (C O 2 ) n o org an ism o é feito p or esse tip o d e célu la . E sse tip o d e célu la é en co n trad o ap en as d en tro d os vasos san g ü ín eo s . C o m a id ad e, o s ossos se torn am p oro so s e frá g eis. E sse fen ôm en o é con h ecid o co m o osteop oro se. E sse tip o d e célu la é im p o rtan te n a m an u ten ção d a estru tu ra ó ssea q u e d á su sten tação ao org an ism o. E sse tip o d e célu la é en co n trad o n o tecid o ósseo . E sse tip o d e célu la está localizad a n as cavid a d es d e u m a estru tu ra ríg id a e tem u m form ato esférico com p ro jeçõ e s. ANEXO 1 - Cartas do Baralho Celular 2/4 8 1 2 3 4 1 2 3 4 E sse tip o d e célu la p ossu i u m a reg ião cen tral d e o n d e p a rtem ram ificaçõe s: o s d en d ritos e o axô n io. A s su b stân cias con h ecid as co m o “d ro g as q u e d ão b a ra to” afetam a com u n ica ção en tre as célu las d esse tip o. A fu n ção d esse tip o d e célu la é tra n sm itir, p o r m eio d e sin ais q u ím ico s e elétrico s, sen sações d e d or, calo r, p ra zer, etc. E sse tip o d e célu la é en co n trad o em tod o o org an ism o, em m aio r con cen tração n o s ó rg ã o s p roteg id o s p elo crân io e p ela colu n a verteb ral. A q u ele q u e se ach a o tal, o sara d ão, valo riza m u ito esse tip o d e célu la . E sse tip o d e célu la form a u m tecid o q u e, p or con traçã o e relaxam en to realiza o s m o vim en to s d o co rp o. E sse tip o d e célu la form a u m tecid o q u e, p elo s ten d ões, fica p reso aos ossos d o co rp o. E sse tip o d e célu la, g era lm en te alo n g ad o , cilín d rico e fin o ; é a u n id ad e form ad o ra d as fib ra s con tráteis. ANEXO 1 - Cartas do Baralho Celular 3/4 9 2 C é lu la A d ip o sa C é lu la E p ite lia l C é lu la N e rv o sa C é lu la s M u scu la re s E stria d a s E sq u e lé tica s C é lu la s Ó sse a s C é lu la s S a n g ü ín e a s 5 5 5 5 5 5 ANEXO 1 - Cartas do Baralho Celular 4/4