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mais benigna prevalecerá sempre em favor do agente, 
quer seja a anterior (ultra atividade) quer seja posterior 
(retroatividade). Nessas circunstâncias, ou seja, quando 
a lei regula situações fora de seu período de vigência, 
ocorre a chamada extra atividade, que é a exceção. Ao 
regular situações passadas, isto é, ocorridas antes do 
início de sua vigência, a extra atividade denomina-se 
retroatividade; quando se aplica mesmo após a cessa-
ção de sua vigência, a extra atividade será chamada 
de ultra atividade. O artigo 3º do Código Penal dispõe 
que “a lei excepcional ou temporária, embora decorrido 
o período de sua duração ou cessadas as circunstân-
cias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado 
durante a sua vigência.” O caráter excepcional da lei, 
editada em períodos anormais, de convulsão social ou 
de calamidade pública, justifica a solução adotada, en-
tretanto, como tal lei é promulgada para vigorar por 
tempo predeterminado, seria totalmente ineficaz se 
não fosse ultra-ativa. Trata-se, portanto, de situação 
de extra atividade e, ainda quando mais severa, a lei 
temporária, por sua natureza, será sempre aplicável aos 
fatos cometidos durante a sua vigência, sem que isso se 
traduza em ofensa ao princípio da retroatividade da lei 
posterior mais benigna. Não há razão, pois, para pensar 
que a lei temporária ou excepcional, não esteja incluída 
na exceção denominada de extra atividade, porquanto, 
frise-se, tem natureza ultra-ativa. (http://www.cespe.
unb.br/concursos/DPF_12_ESCRIVAO/arquivos/DPF_
ESCRIV__O_JUSTIFICATIVAS_DE_ALTERA____ES_DE_GA-
BARITO.PDF). 
31. Resposta: Certo - Súmula 17, STJ - Quando o falso 
se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesi-
va, é por este absorvido.
32. Resposta: Errado - A Lei Excepcional e Temporá-
ria é Irretroativa, ou seja, não pode ser considerada a 
fatos ocorridos antes de sua vigência. Ressalta-se que 
também são Ultra-ativa, ou seja, deve ser aplicado a 
fatos ocorridos durante sua vigência, mesmo depois de 
passado o caráter de excepcionalidade e mesmo que 
esta Lei seja mais grave. 
33. Resposta: Certo - Conforme previsto na Lei n.º 
9.455/1997: Artigo 1º, § 5º - A condenação acarretará 
a perda do cargo, função ou emprego público e a inter-
dição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena 
aplicada.
Por outro lado, consoante a jurisprudência do STJ, “a 
pena acessória de perda do cargo não é efeito automá-
tico da condenação – exceção feita ao crime de tortura. 
(HC 89.752/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEXTA 
TURMA, julgado em 09/11/2010, DJe 17/12/2010)”
34. Resposta: Certo - Conforme previsto no artigo 13, 
parágrafo único, da Lei 10.826/2003:
Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor 
responsável de empresa de segurança e transporte de 
valores que deixarem de registrar ocorrência policial e 
de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou 
outras formas de extravio de arma de fogo, assessório 
ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 
24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato.
35. Resposta: Certo - O Princípio da Alternatividade 
é aplicado nos cognominados tipos alternativos mistos 
(aquele que a norma penal incriminadora descreve vá-
rios verbos, várias formas de execução do delito), sendo 
que se praticado mais de um verbo, contra mesma víti-
ma, configura-se crime único. 
36. Resposta: Errado - O primeiro erro na assertiva 
consiste na afirmação acerca da participação culposa, 
vez que o estelionato somente poderá ser praticado na 
forma dolosa, portanto não poderá ocorrer participa-
ção culposas, em crime doloso. Na doutrina conferir: 
“O crime de estelionato, pela sua própria natureza, só 
comporta a forma dolosa. PIERANGELI, José Henrique. 
Manual de Direito Penal Brasileiro. V.2. Parte especial, 
2.ª. Ed. rev., ampl. e compl. São Paulo: RT. 2007.p 305. 
Por outro giro, igualmente errada encontra-se a afir-
mação da possibilidade da reparação dos danos como 
causa extintiva da punibilidade, vez que há previsão 
legal expressa apenas em relação ao delito de pecu-
lato cujo dispositivo tem o seguinte preceito: Peculato. 
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de di-
nheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou 
particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou 
desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: [...] Peculato 
culposo§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente 
para o crime de outrem:[...] § 3º - No caso do parágrafo 
anterior, a reparação do dano, se precede à sentença 
irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, 
reduz de metade a pena imposta.”. Em conclusão, sob 
todos os ângulos que se examine o presente recurso, 
não há amparo para anulação do gabarito preliminar 
(http://www.cespe.unb.br/concursos/DPF_12_AGEN-
TE/arquivos/DPF_2012_AGENTE_JUSTIFICATIVAS_DE_
MANUTEN____O_E_ANULA____O_DE_ITENS.PDF).
37. Resposta: Errado - O artigo 4º, da Lei nº 
10.826/2003, dispõe que, para adquirir arma de fogo 
de uso permitido, o interessado deve atender diversos 
requisitos, entre eles a comprovação de capacidade téc-
nica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma 
de fogo, atestadas na forma disposta no regulamento 
desta Lei. Todavia, o § 4º do artigo 6º desta Lei estabele-
ce que os integrantes das Forças Armadas, das polícias 
federais e estaduais e do Distrito Federal, bem como os 
militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exerce-
rem o direito descrito no art. 4º, ficam dispensados do 
cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo 
artigo, na forma do regulamento desta Lei. Portanto, o 
agente da polícia federal está dispensado de apresen-
tar a referida comprovação. (JUSTIFICATIVA DA CESPE 
- https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/
questao/e12f13ce-c6)
38. Resposta: Errado - Joaquim, ao disparar arma de 
fogo com intenção de matar Gilmar, responderá por 
tentativa de homicídio. 
39. Resposta: Certo - Conforme artigo 4º, § 5º do Es-
tatuto do Desarmamento: A comercialização de armas 
de fogo, acessórios e munições entre pessoas físicas so-
mente será efetivada mediante autorização do Sinarm.
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40. Resposta: Errado - A questão se refere à ultrati-
vidade e não retroatividade, ou seja, o juiz deveria fun-
damentar no instituto da ultratividade. A lei anterior 
mais benéfica continua em vigor para fatos ocorridos 
durante sua vigência.
41. Resposta: Certo - Para o crime de apropriação in-
débita de contribuição previdenciária, previsto no arti-
go 168-A do Código Penal, não se faz necessária a com-
provação do dolo específico de se apropriar dos valores 
destinados à previdência social, conforme entendimen-
to do Superior Tribunal de Justiça. (STJ, 6ª Turma. AgRg 
no Ag 1.083.417-SP, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 
25/6/2013). 
42. Resposta: Certo - Conforme previsto no artigo 337 
– A, § 1º do Código Penal, é extinta a punibilidade se o 
agente, espontaneamente, declara e confessa as contri-
buições, importâncias ou valores e presta as informa-
ções devidas à previdência social, na forma definida em 
lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
43. Resposta: Certo - Lembre-se: Homicídio qualifica-
do § 2° Se o homicídio é cometido:
Subjetivo (motivo) I - mediante paga ou promessa de 
recompensa, ou por outro motivo torpe;
Subjetivo (motivo) II - por motivo futil;
Objetivo (meio) III - com emprego de veneno, fogo, ex-
plosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, 
ou de que possa resultar perigo comum;
Objetivo (modo) IV - à traição, de emboscada, ou me-
diante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou 
torne impossivel a defesa do ofendido;
Subjetivo (fins) V - para assegurar a execução, a ocul-
tação, a impunidade ou vantagem de outro crime:
44. Resposta: Certo - Conforme o artigo 32 da Lei 
11.343/06: “As plantações ilícitas serão imediatamente 
destruídas pelo delegado de polícia na forma do art. 
50-A, que recolherá quantidade suficientepara exame 
pericial, de tudo lavrando auto de levantamento das 
condições encontradas, com a delimitação do local, as-
seguradas as medidas necessárias para a preservação 
da prova”.
45. Resposta: Errado - Com base na legislação de re-
gência, doutrina de referência nacional e/ou na juris-
prudência consolidada, a assertiva apresentada como 
errada deve ser mantida, pelos seguintes fundamentos: 
Cuida da aplicação de dispositivo legal expresso previs-
to no art. 157 do Código Penal.
Conforme lições da doutrina de referência nacional, 
tem-se o seguinte: “A consumação do crime de roubo 
se perfaz no momento em que o agente se torna pos-
suidor da res furtiva, subtraída mediante violência ou 
grave ameaça, independentemente de sua posse mansa 
e pacífica. Ademais, para a configuração do roubo, é ir-
relevante que a vítima não porte qualquer valor no mo-
mento da violência ou grave ameaça, visto tratar-se de 
impropriedade relativa e, não, absoluta do objeto, o que 
basta para caracterizar o delito em sua modalidade. 
No caso tem-se caracterizado roubo próprio qualifica-
do, na forma tentada (art. 14, inciso II do CPP).
“A inexistência de objeto de valor em poder da vítima 
não descaracteriza a figura típica prevista no art. 157do 
Código Penal, porquanto o roubo é modalidade de cri-
me complexo, cuja primeira ação – a violência ou grave 
ameaça – constitui início de execução. Na dosimetria 
da pena, no caso de tentativa de roubo (parágrafo único 
do art. 14 do CP) [...]”
(http://www.cespe.unb.br/concursos/DPF_12_DELEGA-
DO/arquivos/DPF_DELEGADO_JUSTIFICATIVAS_DE_AL-
TERA____ES_DE_GABARITO.PDF)
46. Resposta: Errado - A comunicação do flagrante 
deve ser de modo imediato, nos termos do artigo 50 da 
Lei 11.343/06. 
47. Resposta: Errado - De acordo com o artigo 44 da 
Lei de Drogas, o crime de tráfico de drogas é inafian-
çável e insuscetível de sursis, graça, indulto e anistia, 
vedada a conversão de suas penas em restritivas de di-
reitos. No entanto, de acordo com a jurisprudência do 
STF é possível a substituição da pena por restritiva de 
direitos (HC 97256, Informativo STF 598). Assim, a as-
sertiva está incorreta. A análise do texto de qualquer lei 
perpassa pelo exame da jurisprudência sobre o tema, 
sobretudo quando há declaração de inconstitucionali-
dade por parte do STF.
48. Resposta: Certo - Para sua configuração, a lava-
gem de dinheiro exige, ainda, a presença de um cri-
me antecedente. É imprescindível para a configuração 
da lavagem de capitais que existam indícios do delito 
prévio, sendo desnecessária condenação prévia por seu 
cometimento.” Assim, a simples existência de indícios da 
prática de algum dos crimes antecedentes já autoriza 
a instauração de ação penal para apurar a ocorrência 
do delito de lavagem de dinheiro, não sendo necessária 
a prévia punição dos autores do ilícito antecedente. A 
alteração legislativa é irrelevante, pois a lavagem de di-
nheiro pressupõe a existência de um delito antecedente 
(http://www.cespe.unb.br/concursos/DPF_12_DELEGA-
DO/arquivos/DPF_DELEGADO_JUSTIFICATIVAS_DE_AL-
TERA____ES_DE_GABARITO.PDF).
49. Resposta: Certo - No presente caso, subsistirá o 
crime de lavagem ainda que ocorra causa de extinção 
da punibilidade pela prescrição ou perdão judicial no 
delito antecedente. Recorda-se que não subsiste em 
caso de anistia ou abolitio criminis, já que o fato ante-
cedente deixa de ser considerado crime.
50. Resposta: Certo - É dispensável a participação do 
acusado da lavagem de dinheiro nos crimes a ela ante-
cedentes, sendo suficiente que ele tenha conhecimento 
da ilicitude dos valores, bens ou direitos cuja origem, 
localização, disposição, movimentação ou propriedade 
tenha sido ocultada ou dissimulada.
(HC 207.936/MG, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA 
TURMA, julgado em 27/03/2012, DJe 12/04/2012)
51. Resposta: Certo - De acordo com o artigo 5º da 
Lei 9.296/1996, o prazo máximo de 15 (quinze) dias 
para a interceptação telefônica, é renovável por mais

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