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D A I N S T R U Ç Ã O E 
J U L G A M E N T O
D A P R O V A
E S T Á G I O S U P E R V I S I O N A D O I I
D I R E I T O E P R O C E S S O C I V I L
P O R Q U E E S T U D A R I N S T R U Ç Ã O E 
J U L G A M E N T O ?
• É o momento do processo no qual é possível produzir
provas para sustentar as teses dos requerentes e dos
requeridos.
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A fase instrutória como a sua própria denominação
já indica, destinada especialmente à produção de
provas, logo, é neste momento do processo que as
partes devem demonstrar que os fatos ocorreram de
acordo com o alegado por elas na petição inicial e na
contestação.
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A fase instrutória começa a partir da estabilização do saneamento processual
(após a decisão de saneamento e organização e as eventuais manifestações das
partes) e pode terminar com uma audiência de instrução e julgamento, a
apresentação de memoriais pelas partes ou a manifestação de autor e réu sobre a
última prova produzida.
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Portanto, não se trata de uma fase obrigatória no processo. Haverá fase
instrutória apenas quando não for possível o julgamento antecipado do mérito.
Aliás, trata-se da única etapa não obrigatória do procedimento comum. As fases
de postulação, saneamento e decisão sempre existirão (ainda que a decisão seja
proferida no saneamento), enquanto a instrução só ocorrerá quando for
necessária a dilação probatória, com a produção de outras provas, além daquelas
já apresentadas na fase postulatória (e, eventualmente, na saneatória).
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“Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os 
meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não 
especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em 
que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na 
convicção do juiz”.
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A controvérsia de direito não precisa ser comprovada, exceto na
hipótese do juiz exigir a comprovação da vigência e do teor do direito
municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário (art. 376 do CPC).
A controvérsia de fato, em contrapartida, precisa ser comprovada.
Neste caso, o autor deverá comprovar o fato constitutivo do direito e o réu
eventual fato impeditivo, modificativo ou extintivo.
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A audiência de instrução ocorrerá apenas quando
necessária a colheita de prova oral (partes e
testemunha).
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São motivos que podem adiar a audiência:
1.A vontade das partes (adiamento consensual);
2.Partes ou testemunhas não podem, por motivo justificado, 
comparecer em audiência. O impedimento deve ser comprovado 
até a abertura da audiência;
3.Atraso injustificado do juiz por tempo superior a 30 minutos.
Na hipótese de não comparecimento do advogado ou do 
Ministério Público, poderá o juiz dispensar a produção de provas 
da parte faltante.
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Há uma ordem preferencial (não obrigatória) na
condução da audiência:
• 1° lugar: ouve o perito e assistentes técnicos;
• 2° lugar: ouve autor e réu;
• 3° lugar: ouve testemunhas do autor e do réu.
As testemunhas não devem se comunicar entre si.
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As alegações finais orais serão de 20 minutos
prorrogáveis por mais 10 minutos.
É possível requerer prazo para apresentar
alegações finais escritas.
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art. 367 (…)
§ 5º A audiência poderá ser integralmente gravada em imagem e em áudio, em meio
digital ou analógico, desde que assegure o rápido acesso das partes e dos órgãos
julgadores, observada a legislação específica.
§ 6º A gravação a que se refere o § 5º também pode ser realizada diretamente por
qualquer das partes, independentemente de autorização judicial.
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Art. 358. No dia e na hora designados, o juiz declarará aberta a audiência
de instrução e julgamento e mandará apregoar as partes e os respectivos
advogados, bem como outras pessoas que dela devam participar.
Art. 359. Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes,
independentemente do emprego anterior de outros métodos de solução
consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem.
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Art. 360. O juiz exerce o poder de polícia, incumbindo-lhe:
I – manter a ordem e o decoro na audiência;
II – ordenar que se retirem da sala de audiência os que se comportarem
inconvenientemente;
III – requisitar, quando necessário, força policial;
IV – tratar com urbanidade as partes, os advogados, os membros do
Ministério Público e da Defensoria Pública e qualquer pessoa que participe
do processo;
V – registrar em ata, com exatidão, todos os requerimentos apresentados
em audiência
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Art. 361. As provas orais serão produzidas em audiência, ouvindo-se
nesta ordem, preferencialmente:
I – o perito e os assistentes técnicos, que responderão aos quesitos de
esclarecimentos requeridos no prazo e na forma do art. 477, caso não
respondidos anteriormente por escrito;
II – o autor e, em seguida, o réu, que prestarão depoimentos pessoais;
III – as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu, que serão inquiridas.
Parágrafo único. Enquanto depuserem o perito, os assistentes técnicos,
as partes e as testemunhas, não poderão os advogados e o Ministério
Público intervir ou apartear, sem licença do juiz.
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Art. 362. A audiência poderá ser adiada:
I – por convenção das partes;
II – se não puder comparecer, por motivo justificado, qualquer pessoa que dela deva
necessariamente participar;
III – por atraso injustificado de seu início em tempo superior a 30 (trinta) minutos do
horário marcado.
§1oO impedimento deverá ser comprovado até a abertura da audiência, e, não o sendo, o
juiz procederá à instrução.
§2oO juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado
ou defensor público não tenha comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao
Ministério Público.
§3oQuem der causa ao adiamento responderá pelas despesas acrescidas
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Art. 364. Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao advogado do autor e do réu, bem
como ao membro do Ministério Público, se for o caso de sua intervenção,
sucessivamente, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por 10 (dez)
minutos, a critério do juiz.
§1 Havendo litisconsorte ou terceiro interveniente, o prazo, que formará com o da
prorrogação um só todo, dividir-se-á entre os do mesmo grupo, se não convencionarem
de modo diverso.
§2 Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral
poderá ser substituído por razões finais escritas, que serão apresentadas pelo autor e
pelo réu, bem como pelo Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, em prazos
sucessivos de 15 (quinze) dias, assegurada vista dos autos.
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Art. 365. A audiência é una e contínua, podendo ser excepcional e justificadamente
cindida na ausência de perito ou de testemunha, desde que haja concordância das
partes.
Parágrafo único. Diante da impossibilidade de realização da instrução, do debate e do
julgamento no mesmo dia, o juiz marcará seu prosseguimento para a data mais próxima
possível, em pauta preferencial.
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Prova é todo e qualquer instrumento ou meio hábil, previsto ou não em
lei, que se preste a dar conhecimento ao juiz acerca da existência ou a inexistência
do(s) fato(s) que interesse(m) à solução de um litígio.
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Para que possa ser admitido como tal, esse instrumento deve ser
útil à formação do conhecimento/convencimento do julgador. Do
contrário, não será “prova” no sentido processual e deverá ser
dispensado pelo juiz, já que inútil ou de mero fim protelatório.
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C L A S S I F I C A Ç Õ E S D A S P R O V A S
a)Quanto aos fatos a que dizem respeito, as provas podem ser:
a.1) diretas – são as que buscam dar ao juiz o mais exato conhecimento a
acerca dos próprios fatos tratados nos autos;
a.2) indiciárias ou indiretas – são as provas que se prestam a dar ao juiz o
conhecimento de um outro fato, não tratado diretamente nos autos, mas
por meio do qual poderá chegar a uma conclusão a respeito daqueles
fatos tratados nos autos.
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b) Quanto à preparação, as provas podem ser:
b.1) causais, aquelas constituídas durante o trâmite do
processo (v.g. a ouvida de uma testemunha em audiência);
b.2) pré-constituídas, aquelas que já se encontram
preparadas/formadas antes da propositura da demanda
processual.
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O B J E T O D A S P R O VA S
Em regra, a atividade probatória tem como objeto os fatos alegados
pelas partes.
Para que o Juiz declare o direito, não basta que as partes narrem a
ele a ação ou omissão em que fundamentados o pedido e a defesa. É
preciso que elas lhe forneçam elementos por meio dos quais possa ele se
certificar do alegado.
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No entanto, não são todos os fatos que precisam ser demonstrados.
Segundo indica a lei (art. 334), não dependem de prova:
a) os fatos notórios;
b) os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária;
c) os fatos admitidos no processo como incontroversos - Cabe ao réu
impugnar especificadamente os fatos narrados na petição inicial. Se um
fato não é impugnado pelo réu, não é por ele controvertido, será
presumido como verdadeiro, exceto nos casos indicados nos incisos do
art. 302 do CPC.
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d) os fatos em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade - São
aqueles casos em que o legislador, de pronto, presume um fato como verdadeiro, seja de
maneira relativa (admitindo prova em contrário – presunção iuris tantum), seja de maneira
absoluta (não admitindo prova em contrário – presunção iuris et de iure).
Vale citar dois exemplos da incidência dessa presunção legal, ambos esteados no
comportamento processual da parte.
O primeiro exemplo é o da revelia: são presumidos verdadeiros os fatos alegados
pelo autor quando o réu, citado, não contesta a demanda tempestivamente (art. 319).
O segundo exemplo é o da presunção de paternidade no caso de recusa do suposto
pai em submeter-se ao exame de DNA (parágrafo único do art. 2º-A da Lei n. 8.650/92, na
redação conferida pela Lei n. 12.004/09)
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o juiz como destinatário das provas produzidas, aprecia-as livremente,
atendendo apenas e tão somente aos fatos e às circunstâncias constantes
dos autos, mesmo que não alegados pelas partes, mas deve, como
requisito de validade de seu pronunciamento, indicar objetivamente,
segundo uma operação lógica, os motivos que lhe formaram o
convencimento.
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Ô N U S D A P R O V A
Dever é uma obrigação cujo desatendimento importa em sanção.
Ônus é uma faculdade cujo exercício se faz necessário à consecução de um interesse. É
uma faculdade que, se não desempenhada positivamente, acarretará não uma sanção,
mas uma consequência negativa, um encargo.
No que aqui interessa, ao autor a lei impõe o ônus de provar o fato constitutivo de
seu alegado direito; ao réu, o ônus de demonstrar o fato extintivo, modificativo ou
impeditivo do direito do autor.
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Como se vê, então, via de regra, a parte que alega tem de provar o que alegou,
ressalvadas, é claro, aquelas hipóteses de fatos que não dependem de prova. Mas essa
regra comporta outra exceção não indicada na lei processual, mas que é fruto da lógica. É
o que acontece diante da alegação de um fato negativo.
A parte que alega um fato negativo (p. ex., a inexistência de relação jurídica), não
precisa demonstrá-lo.
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[...] o juiz deixou de ser mero espectador inerte da batalha judicial, passando a assumir
uma posição ativa, que lhe permite, dentre outras prerrogativas, determinar a produção de
provas, desde que o faça com imparcialidade e resguardando o princípio do contraditório”
(REsp 222445/PR, Rel. Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, QUARTA TURMA,
julgado em 07/03/2002, DJ 29/04/2002, p. 246)
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Apresentados esses aspectos atinentes à teoria geral da prova,
passemos à análise daqueles meios de prova tipificados no Código
de Processo Civil:
- depoimento pessoal;
- prova documental;
- prova testemunhal;
- prova pericial; e
- inspeção judicial.
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Mas, antes, quero apenas reiterar que, no processo civil brasileiro, são
admitidos como prova meios não tipificados em lei (atípicos). Quanto a
isso, o CPC é expresso, como se pode ver do disposto em seu art. 332.
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O interrogatório livre está previsto no art. 342 do Código de Processo Civil[1] e é o
ato processual consistente, como o próprio nome sugere, no interrogatório da(s) parte(s)
sobre os fatos da causa. É ato determinado de ofício pelo juiz, que tem a faculdade de, a
qualquer tempo, intimar a parte para interrogá-la, com o fim de obter melhor
esclarecimento a respeito dos fatos da causa. Esses “esclarecimentos” prestados pela
parte em interrogatório livre são, sim, provas no sentido processual, das quais poderá
valer-se o juiz ao decidir a causa.
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Por sua vez, o depoimento pessoal vem regulado no art. 343 do CPC e tem como fim
a obtenção da confissão. Não pode o juiz, por isso, determiná-lo de ofício (sob pena de
quebra de sua imparcialidade), estando sempre sujeito a requerimento formulado pela
parte no momento oportuno. E mais: uma parte somente pode requerer a tomada de
depoimento pessoal da parte contrária, não a tomada de seu próprio, pois, como dito, o
que se deseja é obter a confissão, ou seja, que a parte contrária reconheça como
verdadeiro um fato contrário ao seu interesse e favorável ao adversário (art. 348, CPC)
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O depoimento pessoal deve ser tomado em audiência de instrução e
julgamento, disso diferindo, também, do interrogatório livre, que, por
expressa disposição, pode ser realizado em “qualquer estado do
processo” (art. 342, CPC).
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P R O VA D O C U M E N TA L
Documento é todo e qualquer objeto que possa cristalizar, que possa
tornar duradouro o registro de um fato efêmero, passageiro.
Ao contrário do que comumente se pensa, documento não é só o objeto
formado pela palavra escrita, já que diversas são as formas de se registrar
um fato. Assim, no direito processual, o conceito do que seja documento
abrange objetos diversificados.
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autor material e autor intelectual de um documento. 
O autor material é aquele que elabora o objeto, o suporte, e sobre ele lança ideias que 
não são suas, de sorte que não é responsável pelo teor dessas ideias. 
Já o autor intelectual é, digamos, o dono dessas ideias, é quem transmite o 
pensamento que formará o conteúdo do documento, ainda que tal conteúdo seja lançado 
no documento por outra pessoa (autor material).
O documento fará prova contra o autor intelectual quanto contiver a sua assinatura.
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Outro conceito importante é o de autenticidade.
Autentico é o documento de autoria certa, por conta da incolumidade de seu suporte.
Autenticidade nada diz com o conteúdo do documento. Um documento pode ser
autentico e dele constar declarada uma inverdade. A autenticidade diz respeito à
veracidade da declaração de ciência nele lançada pelo autor material. A prova que o
documento faz é da declaração, não da veracidade do fato declarado.
28/01/ 2025 40
É possível conceituar, ainda, o que seja um documento público e
um documento particular:
i) público é o documento quando o seu autor material for uma autoridade
pública no desempenho de sua função;
ii) particular é o documento cujo autor material não é autoridade pública
no desempenho defunção
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O C P C C O N T E M P L A T R Ê S E S P É C I E S D E P E D I D O D E
E X I B I Ç Ã O D E D O C U M E N T O O U C O I S A :
i) por meio de uma demanda cautelar preparatória voltada exclusivamente à exibição de
documento ou coisa de que se valerá o requerente para estear futura demanda de
conhecimento (arts. 844 e 845 do CPC);
ii) incidentalmente no processo em curso, por uma de suas partes contra a outra, caso
em que a consequência da não exibição será a admissão dos fatos como verdadeiros,
exceto se a parte demonstrar ser legítima sua recusa em exibir o documento;
28/01/ 2025 42
iii) contra terceiros, tratando-se, neste caso, de uma ação em que o
terceiro será citado para responder em 10 dias, e no âmbito da qual,
reconhecido o dever de exibir e não sendo depositado voluntariamente o
documento ou a coisa, deverá o juiz expedir mandado de apreensão,
requisitando, se necessário, força policiar, tudo sem prejuízo da
responsabilidade por crime de desobediência (art. 362).
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P R O V A T E S T E M U N H A L
Prova testemunhal é a narração, por pessoa capaz, imparcial e
estranha ao processo, de fatos importantes à solução do litígio, por ela
conhecidos sensorialmente (por meio da visão, audição etc.).
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A regra é a de que a prova testemunhal é admitida como prova de
todo e qualquer fato. Excetuam-se dessa regra aqueles casos em
que, por disposição legal expressa,
(i) um documento seja da substância do ato (como se dá com a
propriedade e o casamento) ou quando, também por disposição expressa,
(ii) inadmitir-se a prova testemunhal. Exemplo dessa última hipótese é a
vedação ao uso da prova exclusivamente testemunhal com o fito de
demonstrar-se a existência ou os termos de um negócio jurídico cujo valor
ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo
em que celebrado (art. 227 do Código Civil, e arts. 401 e 402 do CPC).
28/01/ 2025 45
Outra regra é a que prevê deva a prova testemunhal ser colhida
pelo juiz da causa, por ocasião da audiência de instrução e julgamento. Tal
como toda a regra, há também aqui exceções, e são as seguintes:
- se uma testemunha tiver de ausentar-se ou se, por motivo de saúde ou
por conta de sua idade, receie o juiz que ela não mais exista ou encontre-
se impossibilitada de comparecer em juízo, ao tempo em que for realizada
a audiência de instrução e julgamento, poderá o juiz colher seu
testemunho antecipadamente, em audiência especialmente designada
para esse fim;
28/01/ 2025 46
- se a testemunha residir fora da comarca ou sessão judiciária
em que processada a causa, o juiz da causa deverá expedir
carta precatória para sua ouvida. Nesse caso, portanto, a coleta
da prova testemunhal além de não se dar em audiência de
instrução e julgamento, não será feita pelo juiz da causa;
- se a testemunha estiver em condições de depor, mas não em
condições de comparecer ao fórum, designará o juiz dia, hora e
lugar para ouvi-la;
28/01/ 2025 47
- se a testemunha for uma das autoridades indicadas no art.
411 do CPC, ela será ouvida em sua residência ou no local em
que exercer suas funções, no dia, hora e local que ela mesma
definirá, por solicitação do juiz.
28/01/ 2025 48
P R O V A P E R I C I A L
a prova pericial é um meio de prova que se destina a proporcionar ao
julgador, por intermédio da utilização de conhecimento técnico
especializado de outrem, o mais preciso conhecimento a respeito de um
determinado fato. Pode ela consistir em exame (perícia sobre coisas
móveis), vistoria (perícia sobre bens imóveis) ou avaliação (perícia que se
presta a aferir o valor de determinado bem ou direito).
28/01/ 2025 49
Q U E M P O D E S E R V I R C O M O P E R I T O ?
O perito dever ser escolhido pelo juiz entre profissionais de nível
universitário, devidamente inscritos no órgão de classe competente, e que
deverão comprovar sua especialidade na matéria sobre a qual opinarão,
caso assim tenha requisitado o juiz.
28/01/ 2025 50
I N S P E Ç Ã O J U D I C I A L
A inspeção judicial é meio de prova que consiste no contato direto do
juiz com pessoa, coisa ou lugar relacionado com o litígio. Como todo o
meio de prova, serve a promover o conhecimento do julgador a respeito de
fatos relevantes para o julgamento da causa. Como diz o CPC, o juiz
inspeciona pessoalmente pessoa ou coisa “a fim de se esclarecer sobre
fato, que interesse à decisão da causa” (art. 440).
28/01/ 2025 51
Diz o CPC, que o juiz irá ao local onde se encontre a pessoa ou coisa
quando julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos
fatos; quando a coisa não puder ser apresentada em juízo, sem
consideráveis despesas ou graves dificuldades; e quando se fizer
necessária a reconstituição dos fatos.
28/01/ 2025 52
A inspeção efetiva-se por meio de ato privativo do juiz, indelegável a
quem quer que seja. Pode ser realizada de ofício ou a requerimento da
parte, conforme expressamente diz o CPC – mais uma vez, veja-se, a lei
processual civil refere ao poder instrutório do juiz (art. 440) –, e pode ser
efetivada em qualquer fase do processo.
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P R Ó X I M A A U L A F A R E M O S 
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C O N S E N S U A L ( P E Ç A 0 3 )
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	Slide 1: Da instrução e julgamento da prova 
	Slide 2: Porque estudar instrução e julgamento?
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8: Da audiência de instrução e julgamento
	Slide 9: AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13: Vamos dar uma olhada na legislação?
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20: Das provas no processo civil
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23: Classificações das provas
	Slide 24
	Slide 25: Objeto das provas
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29: Ônus da prova
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32: Das provas em espécie
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35: Depoimento pessoal (e interrogatório livre)
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38: Prova documental
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42: O CPC contempla três espécies de pedido de exibição de documento ou coisa:
	Slide 43
	Slide 44: Prova testemunhal
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49: Prova pericial
	Slide 50: Quem pode servir como perito?
	Slide 51:  Inspeção judicial
	Slide 52
	Slide 53
	Slide 54: Próxima aula faremos uma ação de divórcio consensual( peça 03)

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