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D A I N S T R U Ç Ã O E J U L G A M E N T O D A P R O V A E S T Á G I O S U P E R V I S I O N A D O I I D I R E I T O E P R O C E S S O C I V I L P O R Q U E E S T U D A R I N S T R U Ç Ã O E J U L G A M E N T O ? • É o momento do processo no qual é possível produzir provas para sustentar as teses dos requerentes e dos requeridos. 28/01/ 2025 2 A fase instrutória como a sua própria denominação já indica, destinada especialmente à produção de provas, logo, é neste momento do processo que as partes devem demonstrar que os fatos ocorreram de acordo com o alegado por elas na petição inicial e na contestação. 28/01/ 2025 3 A fase instrutória começa a partir da estabilização do saneamento processual (após a decisão de saneamento e organização e as eventuais manifestações das partes) e pode terminar com uma audiência de instrução e julgamento, a apresentação de memoriais pelas partes ou a manifestação de autor e réu sobre a última prova produzida. 28/01/ 2025 4 Portanto, não se trata de uma fase obrigatória no processo. Haverá fase instrutória apenas quando não for possível o julgamento antecipado do mérito. Aliás, trata-se da única etapa não obrigatória do procedimento comum. As fases de postulação, saneamento e decisão sempre existirão (ainda que a decisão seja proferida no saneamento), enquanto a instrução só ocorrerá quando for necessária a dilação probatória, com a produção de outras provas, além daquelas já apresentadas na fase postulatória (e, eventualmente, na saneatória). 28/01/ 2025 5 “Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz”. 28/01/ 2025 6 A controvérsia de direito não precisa ser comprovada, exceto na hipótese do juiz exigir a comprovação da vigência e do teor do direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário (art. 376 do CPC). A controvérsia de fato, em contrapartida, precisa ser comprovada. Neste caso, o autor deverá comprovar o fato constitutivo do direito e o réu eventual fato impeditivo, modificativo ou extintivo. 28/01/ 2025 7 D A A U D I Ê N C I A D E I N S T R U Ç Ã O E J U L G A M E N T O 28/01/ 2025 8 A U D I Ê N C I A D E I N S T R U Ç Ã O E J U L G A M E N T O A audiência de instrução ocorrerá apenas quando necessária a colheita de prova oral (partes e testemunha). 28/01/ 2025 9 São motivos que podem adiar a audiência: 1.A vontade das partes (adiamento consensual); 2.Partes ou testemunhas não podem, por motivo justificado, comparecer em audiência. O impedimento deve ser comprovado até a abertura da audiência; 3.Atraso injustificado do juiz por tempo superior a 30 minutos. Na hipótese de não comparecimento do advogado ou do Ministério Público, poderá o juiz dispensar a produção de provas da parte faltante. 28/01/ 2025 10 Há uma ordem preferencial (não obrigatória) na condução da audiência: • 1° lugar: ouve o perito e assistentes técnicos; • 2° lugar: ouve autor e réu; • 3° lugar: ouve testemunhas do autor e do réu. As testemunhas não devem se comunicar entre si. 28/01/ 2025 11 As alegações finais orais serão de 20 minutos prorrogáveis por mais 10 minutos. É possível requerer prazo para apresentar alegações finais escritas. 28/01/ 2025 12 V A M O S D A R U M A O L H A D A N A L E G I S L A Ç Ã O ? art. 367 (…) § 5º A audiência poderá ser integralmente gravada em imagem e em áudio, em meio digital ou analógico, desde que assegure o rápido acesso das partes e dos órgãos julgadores, observada a legislação específica. § 6º A gravação a que se refere o § 5º também pode ser realizada diretamente por qualquer das partes, independentemente de autorização judicial. 28/01/ 2025 13 Art. 358. No dia e na hora designados, o juiz declarará aberta a audiência de instrução e julgamento e mandará apregoar as partes e os respectivos advogados, bem como outras pessoas que dela devam participar. Art. 359. Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do emprego anterior de outros métodos de solução consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem. 28/01/ 2025 14 Art. 360. O juiz exerce o poder de polícia, incumbindo-lhe: I – manter a ordem e o decoro na audiência; II – ordenar que se retirem da sala de audiência os que se comportarem inconvenientemente; III – requisitar, quando necessário, força policial; IV – tratar com urbanidade as partes, os advogados, os membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e qualquer pessoa que participe do processo; V – registrar em ata, com exatidão, todos os requerimentos apresentados em audiência 28/01/ 2025 15 Art. 361. As provas orais serão produzidas em audiência, ouvindo-se nesta ordem, preferencialmente: I – o perito e os assistentes técnicos, que responderão aos quesitos de esclarecimentos requeridos no prazo e na forma do art. 477, caso não respondidos anteriormente por escrito; II – o autor e, em seguida, o réu, que prestarão depoimentos pessoais; III – as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu, que serão inquiridas. Parágrafo único. Enquanto depuserem o perito, os assistentes técnicos, as partes e as testemunhas, não poderão os advogados e o Ministério Público intervir ou apartear, sem licença do juiz. 28/01/ 2025 16 Art. 362. A audiência poderá ser adiada: I – por convenção das partes; II – se não puder comparecer, por motivo justificado, qualquer pessoa que dela deva necessariamente participar; III – por atraso injustificado de seu início em tempo superior a 30 (trinta) minutos do horário marcado. §1oO impedimento deverá ser comprovado até a abertura da audiência, e, não o sendo, o juiz procederá à instrução. §2oO juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado ou defensor público não tenha comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público. §3oQuem der causa ao adiamento responderá pelas despesas acrescidas 28/01/ 2025 17 Art. 364. Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao advogado do autor e do réu, bem como ao membro do Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, sucessivamente, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por 10 (dez) minutos, a critério do juiz. §1 Havendo litisconsorte ou terceiro interveniente, o prazo, que formará com o da prorrogação um só todo, dividir-se-á entre os do mesmo grupo, se não convencionarem de modo diverso. §2 Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral poderá ser substituído por razões finais escritas, que serão apresentadas pelo autor e pelo réu, bem como pelo Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, em prazos sucessivos de 15 (quinze) dias, assegurada vista dos autos. 28/01/ 2025 18 Art. 365. A audiência é una e contínua, podendo ser excepcional e justificadamente cindida na ausência de perito ou de testemunha, desde que haja concordância das partes. Parágrafo único. Diante da impossibilidade de realização da instrução, do debate e do julgamento no mesmo dia, o juiz marcará seu prosseguimento para a data mais próxima possível, em pauta preferencial. 28/01/ 2025 19 D A S P R O V A S N O P R O C E S S O C I V I L 28/01/ 2025 20 Prova é todo e qualquer instrumento ou meio hábil, previsto ou não em lei, que se preste a dar conhecimento ao juiz acerca da existência ou a inexistência do(s) fato(s) que interesse(m) à solução de um litígio. 28/01/ 2025 21 Para que possa ser admitido como tal, esse instrumento deve ser útil à formação do conhecimento/convencimento do julgador. Do contrário, não será “prova” no sentido processual e deverá ser dispensado pelo juiz, já que inútil ou de mero fim protelatório. 28/01/ 2025 22 C L A S S I F I C A Ç Õ E S D A S P R O V A S a)Quanto aos fatos a que dizem respeito, as provas podem ser: a.1) diretas – são as que buscam dar ao juiz o mais exato conhecimento a acerca dos próprios fatos tratados nos autos; a.2) indiciárias ou indiretas – são as provas que se prestam a dar ao juiz o conhecimento de um outro fato, não tratado diretamente nos autos, mas por meio do qual poderá chegar a uma conclusão a respeito daqueles fatos tratados nos autos. 28/01/ 2025 23 b) Quanto à preparação, as provas podem ser: b.1) causais, aquelas constituídas durante o trâmite do processo (v.g. a ouvida de uma testemunha em audiência); b.2) pré-constituídas, aquelas que já se encontram preparadas/formadas antes da propositura da demanda processual. 28/01/ 2025 24 O B J E T O D A S P R O VA S Em regra, a atividade probatória tem como objeto os fatos alegados pelas partes. Para que o Juiz declare o direito, não basta que as partes narrem a ele a ação ou omissão em que fundamentados o pedido e a defesa. É preciso que elas lhe forneçam elementos por meio dos quais possa ele se certificar do alegado. 28/01/ 2025 25 No entanto, não são todos os fatos que precisam ser demonstrados. Segundo indica a lei (art. 334), não dependem de prova: a) os fatos notórios; b) os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária; c) os fatos admitidos no processo como incontroversos - Cabe ao réu impugnar especificadamente os fatos narrados na petição inicial. Se um fato não é impugnado pelo réu, não é por ele controvertido, será presumido como verdadeiro, exceto nos casos indicados nos incisos do art. 302 do CPC. 28/01/ 2025 26 d) os fatos em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade - São aqueles casos em que o legislador, de pronto, presume um fato como verdadeiro, seja de maneira relativa (admitindo prova em contrário – presunção iuris tantum), seja de maneira absoluta (não admitindo prova em contrário – presunção iuris et de iure). Vale citar dois exemplos da incidência dessa presunção legal, ambos esteados no comportamento processual da parte. O primeiro exemplo é o da revelia: são presumidos verdadeiros os fatos alegados pelo autor quando o réu, citado, não contesta a demanda tempestivamente (art. 319). O segundo exemplo é o da presunção de paternidade no caso de recusa do suposto pai em submeter-se ao exame de DNA (parágrafo único do art. 2º-A da Lei n. 8.650/92, na redação conferida pela Lei n. 12.004/09) 28/01/ 2025 27 o juiz como destinatário das provas produzidas, aprecia-as livremente, atendendo apenas e tão somente aos fatos e às circunstâncias constantes dos autos, mesmo que não alegados pelas partes, mas deve, como requisito de validade de seu pronunciamento, indicar objetivamente, segundo uma operação lógica, os motivos que lhe formaram o convencimento. 28/01/ 2025 28 Ô N U S D A P R O V A Dever é uma obrigação cujo desatendimento importa em sanção. Ônus é uma faculdade cujo exercício se faz necessário à consecução de um interesse. É uma faculdade que, se não desempenhada positivamente, acarretará não uma sanção, mas uma consequência negativa, um encargo. No que aqui interessa, ao autor a lei impõe o ônus de provar o fato constitutivo de seu alegado direito; ao réu, o ônus de demonstrar o fato extintivo, modificativo ou impeditivo do direito do autor. 28/01/ 2025 29 Como se vê, então, via de regra, a parte que alega tem de provar o que alegou, ressalvadas, é claro, aquelas hipóteses de fatos que não dependem de prova. Mas essa regra comporta outra exceção não indicada na lei processual, mas que é fruto da lógica. É o que acontece diante da alegação de um fato negativo. A parte que alega um fato negativo (p. ex., a inexistência de relação jurídica), não precisa demonstrá-lo. 28/01/ 2025 30 [...] o juiz deixou de ser mero espectador inerte da batalha judicial, passando a assumir uma posição ativa, que lhe permite, dentre outras prerrogativas, determinar a produção de provas, desde que o faça com imparcialidade e resguardando o princípio do contraditório” (REsp 222445/PR, Rel. Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, QUARTA TURMA, julgado em 07/03/2002, DJ 29/04/2002, p. 246) 28/01/ 2025 31 D A S P R O V A S E M E S P É C I E 28/01/ 2025 32 Apresentados esses aspectos atinentes à teoria geral da prova, passemos à análise daqueles meios de prova tipificados no Código de Processo Civil: - depoimento pessoal; - prova documental; - prova testemunhal; - prova pericial; e - inspeção judicial. 28/01/ 2025 33 Mas, antes, quero apenas reiterar que, no processo civil brasileiro, são admitidos como prova meios não tipificados em lei (atípicos). Quanto a isso, o CPC é expresso, como se pode ver do disposto em seu art. 332. 28/01/ 2025 34 D E P O I M E N T O P E S S O A L ( E I N T E R R O G A T Ó R I O L I V R E ) O interrogatório livre está previsto no art. 342 do Código de Processo Civil[1] e é o ato processual consistente, como o próprio nome sugere, no interrogatório da(s) parte(s) sobre os fatos da causa. É ato determinado de ofício pelo juiz, que tem a faculdade de, a qualquer tempo, intimar a parte para interrogá-la, com o fim de obter melhor esclarecimento a respeito dos fatos da causa. Esses “esclarecimentos” prestados pela parte em interrogatório livre são, sim, provas no sentido processual, das quais poderá valer-se o juiz ao decidir a causa. 28/01/ 2025 35 Por sua vez, o depoimento pessoal vem regulado no art. 343 do CPC e tem como fim a obtenção da confissão. Não pode o juiz, por isso, determiná-lo de ofício (sob pena de quebra de sua imparcialidade), estando sempre sujeito a requerimento formulado pela parte no momento oportuno. E mais: uma parte somente pode requerer a tomada de depoimento pessoal da parte contrária, não a tomada de seu próprio, pois, como dito, o que se deseja é obter a confissão, ou seja, que a parte contrária reconheça como verdadeiro um fato contrário ao seu interesse e favorável ao adversário (art. 348, CPC) 28/01/ 2025 36 O depoimento pessoal deve ser tomado em audiência de instrução e julgamento, disso diferindo, também, do interrogatório livre, que, por expressa disposição, pode ser realizado em “qualquer estado do processo” (art. 342, CPC). 28/01/ 2025 37 P R O VA D O C U M E N TA L Documento é todo e qualquer objeto que possa cristalizar, que possa tornar duradouro o registro de um fato efêmero, passageiro. Ao contrário do que comumente se pensa, documento não é só o objeto formado pela palavra escrita, já que diversas são as formas de se registrar um fato. Assim, no direito processual, o conceito do que seja documento abrange objetos diversificados. 28/01/ 2025 38 autor material e autor intelectual de um documento. O autor material é aquele que elabora o objeto, o suporte, e sobre ele lança ideias que não são suas, de sorte que não é responsável pelo teor dessas ideias. Já o autor intelectual é, digamos, o dono dessas ideias, é quem transmite o pensamento que formará o conteúdo do documento, ainda que tal conteúdo seja lançado no documento por outra pessoa (autor material). O documento fará prova contra o autor intelectual quanto contiver a sua assinatura. 28/01/ 2025 39 Outro conceito importante é o de autenticidade. Autentico é o documento de autoria certa, por conta da incolumidade de seu suporte. Autenticidade nada diz com o conteúdo do documento. Um documento pode ser autentico e dele constar declarada uma inverdade. A autenticidade diz respeito à veracidade da declaração de ciência nele lançada pelo autor material. A prova que o documento faz é da declaração, não da veracidade do fato declarado. 28/01/ 2025 40 É possível conceituar, ainda, o que seja um documento público e um documento particular: i) público é o documento quando o seu autor material for uma autoridade pública no desempenho de sua função; ii) particular é o documento cujo autor material não é autoridade pública no desempenho defunção 28/01/ 2025 41 O C P C C O N T E M P L A T R Ê S E S P É C I E S D E P E D I D O D E E X I B I Ç Ã O D E D O C U M E N T O O U C O I S A : i) por meio de uma demanda cautelar preparatória voltada exclusivamente à exibição de documento ou coisa de que se valerá o requerente para estear futura demanda de conhecimento (arts. 844 e 845 do CPC); ii) incidentalmente no processo em curso, por uma de suas partes contra a outra, caso em que a consequência da não exibição será a admissão dos fatos como verdadeiros, exceto se a parte demonstrar ser legítima sua recusa em exibir o documento; 28/01/ 2025 42 iii) contra terceiros, tratando-se, neste caso, de uma ação em que o terceiro será citado para responder em 10 dias, e no âmbito da qual, reconhecido o dever de exibir e não sendo depositado voluntariamente o documento ou a coisa, deverá o juiz expedir mandado de apreensão, requisitando, se necessário, força policiar, tudo sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência (art. 362). 28/01/ 2025 43 P R O V A T E S T E M U N H A L Prova testemunhal é a narração, por pessoa capaz, imparcial e estranha ao processo, de fatos importantes à solução do litígio, por ela conhecidos sensorialmente (por meio da visão, audição etc.). 28/01/ 2025 44 A regra é a de que a prova testemunhal é admitida como prova de todo e qualquer fato. Excetuam-se dessa regra aqueles casos em que, por disposição legal expressa, (i) um documento seja da substância do ato (como se dá com a propriedade e o casamento) ou quando, também por disposição expressa, (ii) inadmitir-se a prova testemunhal. Exemplo dessa última hipótese é a vedação ao uso da prova exclusivamente testemunhal com o fito de demonstrar-se a existência ou os termos de um negócio jurídico cujo valor ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que celebrado (art. 227 do Código Civil, e arts. 401 e 402 do CPC). 28/01/ 2025 45 Outra regra é a que prevê deva a prova testemunhal ser colhida pelo juiz da causa, por ocasião da audiência de instrução e julgamento. Tal como toda a regra, há também aqui exceções, e são as seguintes: - se uma testemunha tiver de ausentar-se ou se, por motivo de saúde ou por conta de sua idade, receie o juiz que ela não mais exista ou encontre- se impossibilitada de comparecer em juízo, ao tempo em que for realizada a audiência de instrução e julgamento, poderá o juiz colher seu testemunho antecipadamente, em audiência especialmente designada para esse fim; 28/01/ 2025 46 - se a testemunha residir fora da comarca ou sessão judiciária em que processada a causa, o juiz da causa deverá expedir carta precatória para sua ouvida. Nesse caso, portanto, a coleta da prova testemunhal além de não se dar em audiência de instrução e julgamento, não será feita pelo juiz da causa; - se a testemunha estiver em condições de depor, mas não em condições de comparecer ao fórum, designará o juiz dia, hora e lugar para ouvi-la; 28/01/ 2025 47 - se a testemunha for uma das autoridades indicadas no art. 411 do CPC, ela será ouvida em sua residência ou no local em que exercer suas funções, no dia, hora e local que ela mesma definirá, por solicitação do juiz. 28/01/ 2025 48 P R O V A P E R I C I A L a prova pericial é um meio de prova que se destina a proporcionar ao julgador, por intermédio da utilização de conhecimento técnico especializado de outrem, o mais preciso conhecimento a respeito de um determinado fato. Pode ela consistir em exame (perícia sobre coisas móveis), vistoria (perícia sobre bens imóveis) ou avaliação (perícia que se presta a aferir o valor de determinado bem ou direito). 28/01/ 2025 49 Q U E M P O D E S E R V I R C O M O P E R I T O ? O perito dever ser escolhido pelo juiz entre profissionais de nível universitário, devidamente inscritos no órgão de classe competente, e que deverão comprovar sua especialidade na matéria sobre a qual opinarão, caso assim tenha requisitado o juiz. 28/01/ 2025 50 I N S P E Ç Ã O J U D I C I A L A inspeção judicial é meio de prova que consiste no contato direto do juiz com pessoa, coisa ou lugar relacionado com o litígio. Como todo o meio de prova, serve a promover o conhecimento do julgador a respeito de fatos relevantes para o julgamento da causa. Como diz o CPC, o juiz inspeciona pessoalmente pessoa ou coisa “a fim de se esclarecer sobre fato, que interesse à decisão da causa” (art. 440). 28/01/ 2025 51 Diz o CPC, que o juiz irá ao local onde se encontre a pessoa ou coisa quando julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos fatos; quando a coisa não puder ser apresentada em juízo, sem consideráveis despesas ou graves dificuldades; e quando se fizer necessária a reconstituição dos fatos. 28/01/ 2025 52 A inspeção efetiva-se por meio de ato privativo do juiz, indelegável a quem quer que seja. Pode ser realizada de ofício ou a requerimento da parte, conforme expressamente diz o CPC – mais uma vez, veja-se, a lei processual civil refere ao poder instrutório do juiz (art. 440) –, e pode ser efetivada em qualquer fase do processo. 28/01/ 2025 53 P R Ó X I M A A U L A F A R E M O S U M A A Ç Ã O D E D I V Ó R C I O C O N S E N S U A L ( P E Ç A 0 3 ) 28/01/ 2025 54 Slide 1: Da instrução e julgamento da prova Slide 2: Porque estudar instrução e julgamento? Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8: Da audiência de instrução e julgamento Slide 9: AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13: Vamos dar uma olhada na legislação? Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20: Das provas no processo civil Slide 21 Slide 22 Slide 23: Classificações das provas Slide 24 Slide 25: Objeto das provas Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29: Ônus da prova Slide 30 Slide 31 Slide 32: Das provas em espécie Slide 33 Slide 34 Slide 35: Depoimento pessoal (e interrogatório livre) Slide 36 Slide 37 Slide 38: Prova documental Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42: O CPC contempla três espécies de pedido de exibição de documento ou coisa: Slide 43 Slide 44: Prova testemunhal Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49: Prova pericial Slide 50: Quem pode servir como perito? Slide 51: Inspeção judicial Slide 52 Slide 53 Slide 54: Próxima aula faremos uma ação de divórcio consensual( peça 03)