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Prof(a). Juliana Elir 1 de 78 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Das provas 
Direito Processual Civil 
Professora: Juliana Elir 
Direito Processual Civil 
Teoria e Questões Comentadas 
Prof(a). Juliana Elir 
 
Prof(a). Juliana Elir 2 de 78 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
Sumário 
1. Da teoria geral do direito probatório ............................................... 3 
1.1. Dos destinatários das provas ........................................................... 3 
1.1.1. O Juiz como destinatário direto da prova .........................................4 
1.2. Da prova emprestada ..................................................................... 7 
1.3. Do ônus da prova .......................................................................... 8 
1.4 Do objeto da prova ....................................................................... 11 
1.5 Dever de colaborar com o Poder Judiciário ........................................ 14 
1.6. Demandas probatórias autônomas .................................................. 16 
1.7. Meios de Prova ............................................................................ 19 
2. Das provas em espécie .................................................................. 22 
2.1 Da ata notarial ............................................................................. 23 
2.2. Do depoimento pessoal ................................................................. 24 
2.3. Da confissão ............................................................................... 27 
2.4. Da exibição de documento ou coisa ................................................ 29 
2.4.1. Da exibição de documento ou coisa contra a parte contrária ............ 30 
2.4.2. Da exibição de documento ou coisa contra terceiro ......................... 31 
2.5. Da prova documental ................................................................... 33 
2.5.1. Da arguição de falsidade ............................................................ 38 
2.5.2. Da produção da prova documental ............................................... 39 
2.5.3. Dos documentos eletrônicos ....................................................... 40 
2.6. Da prova testemunhal .................................................................. 42 
2.6.1. Quem pode figurar como testemunha? ......................................... 43 
2.6.2. Da produção da prova testemunhal .............................................. 46 
2.7. Da prova pericial ......................................................................... 51 
2.8. Da inspeção judicial ..................................................................... 56 
3. Questões Comentadas ................................................................... 58 
4. Lista de questões ........................................................................... 68 
Das Provas 
Direito Processual Civil 
Teoria e Questões Comentadas 
Prof(a). Juliana Elir 
 
Prof(a). Juliana Elir 3 de 78 
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5. Gabarito ......................................................................................... 77 
6. Referencial Bibliográfico .............................................................. 738 
 
 
 
Olá, querido (a) aluno (a)! Tudo bem contigo? Esperamos que você esteja 
bastante animado com a aula de hoje. Nosso é tema é muito interessante: DAS 
PROVAS (arts 369-484) . 
Vamos começar nossa aula com o conceito de prova. ☺ 
Segundo Câmara1 prova é todo elemento trazido ao processo para 
contribuir com a formação do convencimento do juiz a respeito da 
veracidade das alegações concernentes aos fatos da causa. 
Veja que interessante! O conceito de prova reúne duas acepções: a prova 
é elemento trazido ao processo (dado objetivo), que tem capacidade de 
contribuir para a formação do convencimento (dado subjetivo) do juiz. 
Assim, podemos afirmar que há uma ligação profunda entre a prova e o 
princípio constitucional do contraditório. É através da prova que as 
partes conseguem influenciar eficazmente o juiz. 
Nesse sentido, as partes têm direito de empregar todos os meios legais, 
bem como, os moralmente legítimos, ainda que não especificados no 
Código de Processo Civil, para provar a verdade dos fatos em que se funda 
o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz (art. 369 do 
CPC). 
Seria o juiz o destinatário das provas? 
 
 
Em realidade a prova não se destina exclusivamente ao juiz. A prova 
tem como destinatários todos os sujeitos do processo. Nessa direção, é o 
enunciado nº 50 do FPPC – Fórum Permanente dos Processualistas Civis 
En. 50 do FPPC - Os destinatários da prova são aquelas que dela podem 
fazer uso, sejam juízes, partes ou demais interessados, não sendo a única 
função influir eficazmente na convicção do juiz. 
 
1 CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo Processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 2016,p.223. 
1. Da teoria geral do direito probatório 
1.1. Dos destinatários das provas 
Direito Processual Civil 
Teoria e Questões Comentadas 
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Assim, pode-se afirmar que o juiz é o destinatário direto da prova, 
enquanto as partes e demais interessados são os destinatários indiretos. 
Não há maiores dúvidas quanto a posição do juiz como destinatário direto 
da prova, afinal a prova é produzida para ajudar ao juiz a formar o seu 
convencimento. 
A prova, porém, também é produzida para partes e eventuais 
interessados, seus destinatários indiretos. 
Para Câmara2, como destinatários indiretos, as partes e eventuais 
interessados também têm de se convencer, pela prova produzida, de que uma 
determinada decisão que tenha sido proferida deve ser considerada correta. 
Esse convencimento evita o manejo de recursos por mero inconformismo. 
 
 
Como destinatário direto da prova incumbe ao juiz, de ofício ou a 
requerimento da parte, determinar as provas necessárias ao julgamento do 
mérito (art. 370), bem como indeferir, em decisão fundamentada, as 
diligências requeridas pelas partes que forem consideradas inúteis ou 
protelatórias (parágrafo único). 
Caberá ao juiz apreciar a prova constante nos autos, independente do 
sujeito que a tiver promovido, e indicar na sua decisão, as razões da formação 
de seu convencimento (art. 371). Em outras palavras, caberá ao juiz, valorar a 
prova produzida nos autos. 
Os critérios ou sistemas de valoração da prova têm se modificado ao longo 
do desenvolvimento do Direito. A título de conhecimento, historicamente, temos 
o sistema ordálico, conhecido como juízo de Deus, determinando-se a culpa ou 
a inocência do acusado por meio da participação de elementos da natureza e 
cujo resultado é interpretado como um juízo divino. 
Tradicionalmente, tem se afirmado que o direito processual brasileiro 
conheceu três critérios para a valoração da prova: o da prova legal ou tarifada; 
o da íntima convicção do juízo e o do livre convencimento motivado ou 
persuasão racional. 
 
2 CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo Processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 2016. p.228. 
1.1.1. O Juiz como destinatário direto da prova 
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O critério mais antigo utilizado pelo ordenamento jurídico brasileiro é o 
da prova legal, também conhecido como o critério da prova tarifada. Por esse 
critério, o juiz não tem qualquer liberdade na apreciação da prova, incumbindo 
à lei estabelecer o valor de cada prova a partir de um tabelamento. 
Esse critério, embora ultrapassado, deixou suas marcas no direito 
brasileiro. Excepcionalmente, ainda temos o critério da prova legal na 
legislação. É o caso, por exemplo, do contrato de depósito voluntário, que só 
admite prova por escrito (art. 646 do CC)3 e a prova testemunhal somente 
poderá ser produzida se houver começo de prova escrita, emanada da parte 
contra quem se pretende produzir a prova (art.444 do CPC/2015)4. 
O critério da prova legal foi substituído pelo da íntima convicção, por força 
da qual a apreciação da prova é uma atividade absolutamente livre 
realizada pelo juiz. Por meio desse critério, o juiz sequer precisaria 
fundamentar sua decisão em relação aos fatos. Felizmente, esse critério caiu 
em total desuso sem deixar qualquer vestígio na seara do direito brasileiro. 
Posteriormente, passou-se a adotar o critériodo livre convencimento ou 
da persuasão racional. Por esse critério de valoração da prova afirma-se 
que o juiz é livre para dar a cada prova o valor que entender adequado, 
desde que fundamente sua decisão. 
 
3 Art.646. “O depósito voluntário provar-se-á por escrito”. 
4Art.444. “Nos casos em que a lei exigir prova escrita da obrigação, é admissível a prova testemunhal quando 
houver começo de prova por escrito, emanado da parte contra a qual se pretende produzir a prova”. 
Dos critérios 
de valoração 
da prova
Prova Legal
Incumbe à lei estabelecer o valor 
de cada prova a parir de um 
tabelamento
Íntima 
convicção 
A apreciação da prova é uma 
atividade absolutamente livre
realizada pelo juiz.
Livre 
convencimento 
motivado
O juiz é livre para dar a cada 
prova o valor que entender 
adequado, desde que fundamente 
sua decisão.
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O livre convencimento é o critério adotado pelo Código de Processo 
Civil de 1973. De acordo com esse critério, o juiz é livre para dar a cada prova 
o valor que entender adequado, devendo fundamentar sua decisão5. 
Assim, o juiz teria o poder discricionário de, conforme os seus critérios 
pessoais, dizer quais provas são ou não capazes de formar o seu convencimento, 
fundamentando sua decisão. 
Na visão de CÂMARA6, esse critério, é a rigor, incompatível com o Estado 
Democrático de Direito, pois não se pode reconhecer ao juiz a possibilidade de, 
indiferentemente, escolher esta ou aquela prova como sendo capaz de formar o 
seu convencimento, ainda que isto depois seja fundamentado. 
Novidade! 
Por conta de tais motivos, afirma-se que o novo CPC superou o 
critério do livre convencimento motivado e institui o critério do 
convencimento motivado7. 
Com esse dado, nosso esquema ficará da seguinte maneira: 
 
 
Nessa direção, conjugando o estabelecido nos arts. 371 e 489, §1º, II e 
IV, pode-se afirmar que o CPC de 2015 impõe ao juiz um cuidado redobrado 
para apresentar efetivamente os elementos dos autos que levaram a um 
determinado posicionamento. Não há liberdade no ato do julgamento, há 
um dever de fundamentar a posição tomada, que deve ter como pauta de 
 
5Art.371/CPC 1973. “O juiz apreciará livremente a prova, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes 
dos autos, ainda que não alegados pelas partes; mas deverá indicar, na sentença, os motivos que lhe 
formaram o convencimento”. 
6 CÂMARA. Alexandre Freitas. O novo Processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 2016. p.230. 
7 WAMBIER. Teresa Arruda Alvim (et al). Coord. Breves Comentários ao Novo Código de Processo Civil. São 
Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2015. p.1001 
Dos critérios 
de valoração 
da prova
Prova Legal
Incumbe à lei estabelecer o valor 
de cada prova a parir de um 
tabelamento
Íntima 
convicção 
A apreciação da prova é uma 
atividade absolutamente livre
realizada pelo juiz.
Livre 
convencimento 
motivado
O juiz é livre para dar a cada 
prova o valor que entender 
adequado, desde que 
fundamente sua decisão.
Convencimento 
motivado
Há um dever de fundamentar a 
posição tomada, que deve ter como 
pauta a persuasão racional das 
partes.
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conduta a preocupação em buscar convencer as partes acerca da correção do 
posicionamento judicial (persuasão racional das partes). 
Essa mudança na normatização do ato de julgar pode ser considerada 
revolucionária porque a decisão não é propriamente imposta, mas 
disposta a convencer. 
Vejamos, por fim, o teor dos referidos artigos: 
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente 
do sujeito que a tiver promovido, e indicará na decisão as razões da 
formação de seu convencimento. 
 
Art.489. §1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, 
seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que: 
II-empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo 
concreto de sua incidência no caso; 
IV-não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, 
em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; 
 
 
Como destinatário direto da prova, o juiz poderá ainda admitir a utilização 
de prova produzida em outro processo, atribuindo-lhe o valor que considerar 
adequado, observado o contraditório. Esse tipo de prova é a chamada “prova 
emprestada”, cuja admissão era alvo de bastante polêmica antes da entrada 
em vigor no novo CPC. 
Fundamentada no princípio da economia processual, pelo qual se 
pretende buscar a máxima efetividade do direito material com o mínimo de 
emprego das atividades processuais, a prova emprestada pode ser definida 
como aquela produzida em um processo, para nele gerar efeitos, e 
depois transportada documentalmente a outro processo, em que 
também visa a gerar efeitos, desde que observado o contraditório. 
Novidade! 
A possibilidade de utilização da prova emprestada encontra previsão no 
art. 372 do CPC. Confira-se: 
Art.372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro 
processo, atribuindo-lhe o valor que considerar adequado, observado o 
contraditório. 
 
1.2. Da prova emprestada 
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Na visão de CÂMARA8, além de ter sido garantido no processo originário, 
o contraditório, com maior razão, também deve ser oportunizado no processo 
em que a prova será reutilizada. 
Nessa direção, o contraditório assegura às partes não só o direito de se 
manifestar sobre a prova produzida, mas também – e principalmente – o direito 
de participar da própria produção de prova. 
Assim, somente é possível admitir-se prova emprestada contra 
aqueles que tenha participado do processo no qual ela tenha sido 
originariamente produzida9. 
Destaca-se, porém, que a necessidade de que as exatas mesmas partes 
tenham participado do processo do qual se tenha retirado as provas, algumas 
vezes, cede lugar à exigência de que apenas uma delas tenha participado de tal 
processo. Ou seja, faz-se necessária apenas a participação da parte que 
será prejudicada com a prova emprestada10. 
 
 
 Questão muito importante acerca do direito probatório refere-se ao 
estudo do ônus da prova. Vamos lá: 
Art.373. O ônus da prova incumbe: 
I- ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; 
II- ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou 
extintivo do direito do autor. 
§1º. Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa 
relacionada à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o 
encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova 
do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo 
diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que 
deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi 
atribuído. 
 
8 CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo Processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 2016. p.238. 
9 Nessa direção, cita-se o enunciado nº52 do FPPC: “Para a utilização da prova emprestada, faz-se necessária 
a observância do contraditório no processo de origem, assim como no processo de destino, considerando-se 
que, neste último, a prova mantenha a sua natureza originária”. 
10Nesse mesmo sentido confira-se STJ, Corte Especial, EREsp 617.428/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, 
j.04.06.2014. DJe 17.06.2014. 
1.3. Do ônus da prova 
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§2º A decisão prevista no §1º deste artigo não pode gerar situação em 
que a desincumbência do encargo pela parteseja impossível ou 
excessivamente difícil. 
§3ºA distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por 
convenção das partes, salvo quando: 
I- recair sobre direito indisponível da parte; 
II- tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
§4º A convenção de que trata o §3º pode ser celebrada antes ou 
durante o processo. 
 
Analisemos mais detidamente o estabelecido no referido artigo. Em 
primeiro lugar, o que seria ônus da prova? 
Ônus, para fins do direito processual civil, revela-se uma conduta 
imperativa, imposta a uma das partes, para que se realize um interesse próprio. 
É, dessa maneira, um “imperativo do próprio interesse”11. 
Na seara do direito probatório, pode-se dizer que cada uma das partes 
tem o ônus de alegar os fatos que lhes são favoráveis. Esse seria um 
aspecto subjetivo do ônus em direito probatório. 
O ônus da prova incumbe a quem tenha feito a alegação (caput, incisos I 
e II). Assim, se no momento de proferir a decisão de mérito o juiz verifica que 
alguma alegação não está suficientemente provada, deve proferir decisão 
contrária a quem a tenha feito. 
Essa é a regra, que institui a distribuição ope legis (legal) do ônus da 
prova. Como regra (norma jurídica), tem que ser prévia e estática. Em outras 
palavras: não pode ser modificada diante das peculiaridades da causa. 
Há, porém, casos excepcionais em que a lei não atribui o ônus da 
prova a quem faz a alegação, mas à parte adversária (art.12,§3º, do CDC 
e art. 1597, II do CC, por exemplo). Nesses casos, teremos a inversão do 
ônus da prova determinada pela própria lei. 
 Há ainda hipóteses em que se admite que a inversão do ônus da prova 
se realize por decisão judicial (inversão ope iudicis do ônus probatório). 
Essa possibilidade já era regulada pelo art.6º, VIII, do Código de Defesa do 
 
11Expressão consagrada pela doutrina de GOLDSCHIMDT, James. Derecho Procesal Civil. Leonardo Prieto 
Castro (trad). Barcelona: Labor, 1936, p.203, apud CASTRO MENDES e LOURENÇO. Aluisio Gonçalves de; 
Haroldo. A teoria geral da prova no Código de Processo Civil de 2015. Revista de Processo. Vol.263. ano 42, 
p.55-75. São Paulo: Ed.RT, jan.2017. 
 
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Consumidor. E, atualmente, foi melhor desenvolvida, pelo novo Código de 
Processo Civil. 
Dessa forma, os §§ 1º e 2º do art. 373, do CPC, que trazem para o 
ordenamento brasileiro a teoria argentina da distribuição dinâmica do ônus 
da prova (carga dinamica de la prueba), vieram complementar o que já 
tinha previsão no Código de Defesa do Consumidor. 
Assim, com o advento do novo Código, que adotou o modelo cooperativo 
de processo, nosso ordenamento jurídico abraçou explicitamente a 
possibilidade da redistribuição do ônus da prova por decisão judicial 
(ope iudicis), a ser feita sempre que o encargo recai sobre parte que não teria 
condições de produzir a prova (por ser impossível ou excessivamente difícil 
obtê-la). 
É preciso ressaltar que só se poderá admitir a redistribuição do ônus da 
prova se o encargo for, pela decisão judicial, atribuído a quem tenha condições 
de dele desincumbir-se, não se podendo, com a redistribuição do ônus da prova, 
gerar uma situação em que a desincumbência de tal encargo seja impossível ou 
excessivamente difícil (art. 373, §2º). 
É possível ainda que as partes celebrem negócio jurídico processual 
destinado a modificar a distribuição do ônus da prova (art. 373,§§ 3º e 4º). 
Esse negócio pode ser celebrado antes ou durante o curso do processo. 
Nessa direção, é lícito que as partes convencionem amplamente o 
modo de distribuição dos encargos probatórios. Haverá limitação, no 
entanto, se o negócio recair sobre o direito indisponível da parte (art. 373, 
§3º, I) ou quando tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício 
de seu direito (art.373,§3º, II). 
 
Atenção!!! Para encerrar esse tópico, seguem duas observações finais 
de extrema importância. A primeira refere-se ao momento adequado para 
a redistribuição do ônus da prova. 
Alvo de enorme celeuma, essa questão atualmente encontra-se 
pacificada pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça12. Assim, decidiu-
se que momento adequado para redistribuição do ônus da prova é anterior ao 
de prolação da sentença, devendo ser realizado na fase de saneamento do 
processo, a fim de permitir à parte, a quem não incumbia inicialmente o 
encargo, a reabertura da oportunidade para apresentação de provas. 
 
12 STJ, 2ª Turma, AgRg no REsp 1.450.473/SC, rel. Min. Mauro Campbell Marques, j.23.09.2014. 
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Esse posicionamento foi consagrado pelo CPC, que estabelece no art. 357, 
III, que a redistribuição do ônus da prova deverá ser realizada na fase de 
saneamento do processo. 
Vale lembrar que proferida a decisão, as partes têm cinco dias para 
requerer esclarecimentos e ajustes, e uma vez decorrido esse prazo a decisão 
se torna estável (art. 357,§1º, do CPC), só podendo ser revisada por meio de 
agravo de instrumento (art. 1.015,XI, do CPC). 
Chegamos a nossa segunda observação, que versa exatamente sobre a 
possibilidade de recurso da decisão que redistribui o ônus da prova. 
Como adiantamos, essa decisão é recorrível por agravo de instrumento 
(art.1015, XI, do CPC). 
 
Por outro lado, a decisão que não modifica a distribuição, ou seja, 
que mantem a regra, é irrecorrível. Logo, se for o caso de impugná-la, a 
parte poderá fazê-lo na ocasião da apelação ou das contrarrazões (art.1009, 
§1º do CPC). 
 
O tema já foi abordado em concurso: 
 
1. (Analista Judiciário – Judiciária – CESPE – STJ – 
2018) Acerca do procedimento comum, julgue o item que se segue. Por ser 
matéria de ordem pública, a distribuição diversa do ônus da prova não é possível 
por convenção das partes. 
Resolução: 
O item é FALSO, de acordo com o art. 373, §3º do CPC. 
 F 
 
Tudo certo? Vamos prosseguir! 
 
 
A prova tem por objeto demostrar a veracidade de alegações sobre fatos 
que sejam controvertidas e relevantes. Dessa forma, o objeto da prova não é 
o fato, mas a alegação. Demonstra-se que uma alegação feita no processo é 
verdadeira. 
1.4 Do objeto da prova 
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A alegação que constitui objeto da prova deve ser alegação de um fato. 
Em regra, alegações sobre direito não são objeto de atividade probatória. Há, 
porém, uma exceção, que se encontra no art. 376 do CPC. Vejamos: 
Art. 376. A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro 
ou consuetudinário provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz 
determinar. 
 
Assim, a parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou 
consuetudinário terá que fazer prova de sua vigência, caso o juiz assim 
determine. 
Direito consuetudinário é o direito fundado em costumes. A prova dos 
costumes pode ser feita por qualquer meio admissível. Pode-se pensar, por 
exemplo, de documentos que tenham sido registrados tais costumes, ou o 
depoimento de testemunhas que os descrevam. 
Também se admite a produção de provas sobre teor e vigência do 
direito estrangeiro. Essa prova pode ser feita com a juntada aos autos de 
uma publicação (traduzida, se necessário) do texto legal, através de certidão 
obtida junto à embaixada do país no Brasil, ou por meio da juntada de obras de 
doutrina ou de pareceres de advogados do Estado cujo direito se pretenda 
demonstrar. 
Pode-se determinar também a produção de prova do teor e da vigência 
da lei de outro Estado ou outro Município (nunca do próprio Estado ou 
do próprio Município em que o juizexerce suas funções). Essa prova 
também se faz pela juntada de publicação do texto normativo ou por certidão 
do órgão legislativo (Assembleia Legislativa ou Câmara Municipal) local. 
Pois bem. Feitas essas ressalvas, o objeto da prova é limitado às 
alegações sobre fatos. Tais alegações devem ser relevantes e controvertidas. 
Por fim, há fatos que não dependem de prova. Vejamos, nessa 
direção, o teor do art. 374: 
Art. 374. Não dependem de prova os fatos: 
I - notórios; 
II - afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária; 
III - admitidos no processo como incontroversos; 
IV - em cujo favor milita presunção legal de existência ou de 
veracidade. 
 
Assim, se os fatos forem notórios, ou seja, de conhecimento geral, eles 
não serão objeto de prova. Também não serão objeto de prova os fatos 
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incontroversos (incisos II e III, do art. 374). Por fim, não serão objeto do prova 
as alegações feitas a respeito de fato sobre os quais incida presunção legal de 
existência ou de veracidade, como é o caso das alegações feitas pelo autor em 
processo cujo réu tenha permanecido revel (art. 344). 
 
Vamos a uma questão sobre o que foi estudado até aqui: 
 
2. (Analista Legislativo - Processo Legislativo – FCC – 
ALESE – 2018) Quanto às provas, a legislação competente sobre a matéria 
estabelece: 
a) Se não forem notórios, dependem de prova os fatos afirmados por uma parte 
e confessados pela parte contrária. 
b) As únicas provas que se admitem nos processos judiciais são as previstas 
expressamente em lei. 
c) Não pode ser admitida a prova produzida em outro processo por ferir o 
contraditório e a ampla defesa. 
d) O ônus da prova é sempre o estabelecido na lei processual, não se podendo 
convencioná-lo de outro modo por acordo das partes. 
e) Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito, indeferindo em decisão fundamentada as 
diligências inúteis ou meramente protelatórias. 
Resolução: 
 Nos termos do CPC/15: 
a) INCORRETA 
Art. 374. Não dependem de prova os fatos: 
I - notórios; 
II - afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária (...) 
Não dependem de prova
Fatos 
notórios
Afirmados por 
uma parte e 
confessados 
pela contrária
Admitidos no 
processo como 
incontroversos
Em cujo 
favor milita 
presunção 
legal de 
existência 
ou de 
veracidade
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b) INCORRETA 
Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem 
como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste 
Código, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a 
defesa e influir eficazmente na convicção do juiz. 
c) INCORRETA 
Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro 
processo, atribuindo-lhe o valor que considerar adequado, observado o 
contraditório. 
d) INCORRETA 
Art. 373. § 3º. A distribuição diversa do ônus da prova também pode 
ocorrer por convenção das partes, salvo quando: 
I - recair sobre direito indisponível da parte; 
II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
e) CORRETA 
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar 
as provas necessárias ao julgamento do mérito. 
 E 
 
 
De acordo com o art. 378, “ninguém se exime do dever de colaborar com 
o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade”. 
Esse dever é de incumbência das partes e também do terceiro. Nessa 
direção, vamos ver o disposto nos arts. 379 e 380, através dos esquemas 
abaixo: 
1.5 Dever de colaborar com o Poder Judiciário 
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Dispõe o art. 380 que o terceiro tem a obrigação de colaborar com o juízo, 
prestando informações sobre os fatos de que tenha conhecimento e exibindo 
itens que estejam em seu poder. Essa regra já existia no art. 341, do CPC de 
1973. 
Novidade!!! A regra inédita encontra-se no parágrafo único do art. 380, 
que prevê a cominação de sanção ao terceiro que não cumprir esse dever, como 
multa, sem prejuízo da condução coercitiva. 
 
Incumbe à parte
comparecer em juízo, 
respondendo ao que 
lhe for interrogado;
colaborar com o juízo 
na realização de 
inspeção judicial que for 
considerada necessária;
praticar o ato que lhe 
for determinado.
preservado o direito de não 
produzir prova contra si própria
Incumbe ao terceiro
informar ao juiz os 
fatos e as 
circunstâncias de que 
tenha conhecimento;
exibir coisa ou 
documento que esteja 
em seu poder.
em relação a 
qualquer causa
Poderá o juiz, em caso de descumprimento, 
determinar, além da imposição de 
multa, outras medidas indutivas, 
coercitivas, mandamentais ou sub-
rogatórias.
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Antes de passarmos à análise das provas em espécie, precisamos tratar 
de uma novidade trazida pelo novo CPC. 
Novidade!!! 
Nos arts. 381 a 383, a legislação processual prevê quatro demandas que 
tem por objetivo a colheita antecipada de provas. São as chamadas 
demandas probatórias autônomas, quais sejam: 
1) a cautelar de asseguração de prova; 
2) a de descoberta (discovery ou disclosure) da prova; 
3) a de arrolamento de bens; 
4) a de justificação. 
 
A primeira modalidade de demanda probatória autônoma é a demanda 
cautelar de asseguração de prova (art.381, I), cabível quando haja 
fundando receio de que venha a se tornar impossível ou muito difícil a 
constatação de certos fatos na pendência do processo. 
Em tal hipótese se verifica a existência de risco de que, em razão da 
demora necessária para que se chegue ao momento em que normalmente se 
daria, no processo de conhecimento, a produção de uma prova, não seja mais 
possível a sua colheita. Exemplo clássico é o caso da testemunha gravemente 
doente que pode vir a falecer antes do momento da audiência de instrução e 
julgamento. 
A segunda modalidade refere-se às demandas de descoberta de 
provas (art. 381, II e III). Inspiradas no instituto inglês conhecido por 
discovery ou disclosure, tais demandas tem os seguintes objetivos: 1) produzir 
provas para viabilizar a autocomposição ou outro meio mais adequado de 
Demandas probatórias 
autônomas
de asseguração 
de prova 
de descoberta 
de prova
de arrolamento 
de bens
de justificação
Cautelar...
1.6. Demandas probatórias autônomas 
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solução do conflito; 2) viabilizar o prévio conhecimento dos fatos para justifica 
ou evitar o ajuizamento da ação. Assim, as demandas de descobertas de provas 
podem evitar a instauração de processos que, com bom senso, poderiam ser 
evitados. 
O arrolamento de bens é a terceira modalidade de demanda probatória 
autônoma. Segundo CÂMARA13, essa medida pode se apresentar de duas 
maneiras diferentes: pode haver interesse tão somente em se listar bens que 
não são conhecidos, por exemplo, na hipótese de expectativa de divórcio e 
na qual um dos consortes desconheça a integralidade do patrimônio comum do 
casal. No entanto, pode haver também o risco de que os bens a serem 
arrolados sejam dissipados ou extraviados. Nesse caso, a medida de 
arrolamento de bens não se limitará a elaboração de uma lista de bens, 
mas também acarretará sua apreensão. Nessa hipótese, o arrolamento tem 
natureza cautelar. Apenas no caso de simples arrolamento,sem apreensão, é o 
que o procedimento tem natureza de demanda probatória autônoma (art. 381, 
§1º). 
Finalmente, a última demanda probatória é a de justificação. Tal 
demanda é a via processual adequada para aquele que pretende, em juízo, 
demonstrar, através da prova testemunhal, a existência de um fato ou de uma 
relação jurídica (como a união estável, por exemplo), para simples documento 
e sem caráter contencioso (art. 381, §5º). 
As demandas probatórias autônomas são de competência do foro onde a 
prova deve ser colhida ou do foro do domicílio do réu (art. 381, §2º), ambos 
concorrentemente competentes. 
 
Atenção!!! É importante ressaltar que o juízo perante o qual se processa 
uma demanda probatória autônoma não fica vinculado a eventual demanda 
proposta no futuro (art. 381, §3º). 
Conforme se depreende do teor do art. 382, o requerente apresentará na 
petição inicial as razões que justificam a necessidade de colheita imediata da 
prova e mencionará com precisão os fatos sobre os quais a prova há de recair. 
Se a medida tiver caráter contencioso, o juiz determinará a citação de 
interessados na colheita da prova ou no fato a ser provado. Uma vez citados, 
os interessados poderão requerer a colheita, no mesmo processo, de qualquer 
outra prova, desde que relacionada ao mesmo fato, salvo se sua colheita 
conjunta acarretar demora excessiva. 
Vale lembrar ainda que o procedimento de demandas probatórias 
autônomas, em regra, não admite defesa ou recurso. Excepcionalmente, 
 
13 CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo Processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 2016. p.240. 
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poderá haver recurso (apelação) contra a decisão que indefere totalmente a 
colheita de provas que o demandante pretendia produzir. 
Colhida a prova, o juiz proferira uma sentença meramente formal, 
declarando que a prova fora colhida. Uma vez prolatada a sentença, os autos 
permanecerão em cartório durante um mês, para que todos interessados 
possam obter cópias e certidões. Ao final desse prazo, os autos serão entregues 
ao demandante. 
Para finalizar esse tópico, vamos conferir o disposto nos arts. 382 e 383: 
Art. 382. Na petição, o requerente apresentará as razões que justificam 
a necessidade de antecipação da prova e mencionará com precisão os 
fatos sobre os quais a prova há de recair. 
§ 1o. O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a citação 
de interessados na produção da prova ou no fato a ser provado, salvo se 
inexistente caráter contencioso. 
§ 2o. O juiz não se pronunciará sobre a ocorrência ou a inocorrência do 
fato, nem sobre as respectivas consequências jurídicas. 
§ 3o. Os interessados poderão requerer a produção de qualquer prova no 
mesmo procedimento, desde que relacionada ao mesmo fato, salvo 
se a sua produção conjunta acarretar excessiva demora. 
§ 4o. Neste procedimento, não se admitirá defesa ou recurso, salvo contra 
decisão que indeferir totalmente a produção da prova pleiteada pelo 
requerente originário. 
 
Art. 383. Os autos permanecerão em cartório durante 1 (um) mês para 
extração de cópias e certidões pelos interessados. 
Parágrafo único. Findo o prazo, os autos serão entregues ao promovente 
da medida. 
 
 Que tal uma questão sobre o tema? 
 
3. (Titular de Serviços de Notas e de Registros – 
Provimento – CONSULPLAN – TJ/MG – 2016) No que tange à produção 
antecipada de prova, julgue as seguintes afirmações: 
I. Na petição, o requerente apresentará as razões que justifiquem a necessidade 
de antecipação da prova e mencionará, com precisão, os fatos sobre os quais a 
prova haverá de recair. 
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II. O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a citação de 
interessados na produção da prova ou no fato a ser provado, salvo se inexistente 
caráter contencioso; todavia, o juiz não se pronunciará sobre a ocorrência ou a 
inocorrência do fato, nem sobre as respectivas consequências jurídicas. 
III. Os interessados poderão requerer a produção de qualquer prova no mesmo 
procedimento, desde que relacionada ao mesmo fato, salvo se a sua produção 
conjunta acarretar excessiva demora. 
IV. Neste procedimento, será admitida defesa ou recurso contra decisão que 
indeferir total ou parcialmente a produção da prova pleiteada pelo requerente 
originário. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, II e III, apenas. 
b) II, III e IV, apenas. 
c) II e IV, apenas. 
d) I, II, III e IV. 
Resolução: 
 Vamos analisar as assertivas conforme disposições do CPC/15: 
I – CORRETA – art. 382. 
II – CORRETA – art. 382, §§ 1º e 2º. 
III - CORRETA – art. 382, § 3º. 
IV – INCORRETA – art. 382, § 4º. 
Art. 382. § 4º. Neste procedimento, não se admitirá defesa ou recurso, 
salvo contra decisão que indeferir totalmente a produção da prova 
pleiteada pelo requerente originário. 
 A 
 
 
 Meios de prova são os mecanismos através dos quais a prova é levada 
para o processo. Alguns deles são expressamente previstos em lei (como a 
prova testemunhal ou a documental, por exemplo) e, por isso, são chamados 
de provas típicas (ou meios típicos de prova). Além desses, porém, admite-se 
a produção de meios de prova que não estão previstos expressamente, são 
as chamadas provas atípicas. 
 Como vimos no início de nossa aula, o art. 369 do CPC estabelece que as 
partes têm o direito de empresar todos os meios legais, bem como os 
moralmente legítimos, ainda que não especificados no CPC, para provar a 
1.7. Meios de Prova 
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verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente 
na convicção do juiz. 
 Assim, desde que sejam moralmente legítimas, podem ser admitidas no 
processo civil tanto as provas típicas como as atípicas. 
 A expressão prova atípica pode designar dois diferentes fenômenos: a) o 
meio atípico de prova; b) a forma atípica de produzir um meio típico de prova. 
 Meio atípico de prova é o meio de prova que não está previsto 
expressamente em lei. Também é admissível que se produza uma prova de 
forma atípica um meio de prova que é típico, ou seja, que encontra previsão 
legal. 
Por exemplo, segundo a legislação brasileira, a prova testemunhal é 
colhida através do depoimento oral da testemunha em juízo (art.453). Pois nada 
impede que em algum processo as partes tragam aos autos declarações escritas 
firmadas por testemunhas, em que estas expõem o que sabem sobre os fatos 
da causa. 
Enfim, típica ou atípica, a prova somente será admitida se for lícita. 
É que, em razão do disposto no art.5º, LVI, da Constituição da República, “são 
inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos”. 
Assim, por exemplo, confissões obtidas mediante tortura, 
correspondência obtida mediante invasão de caixas de correio eletrônico, 
gravações clandestinas de conversas, entre outras, são inadmissíveis no 
processo em razão da ilicitude de sua obtenção. 
Para finalizarmos essa parte, antes de passarmos ao estudo das provas 
em espécie, vamos ver uma questão para revisarmos o conteúdo estudado: 
 
4. (Defensor Público – FCC – DPE/AM – 2018) 
Considere as assertivas abaixo: 
I. A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a 
ação que venha a ser proposta. 
II. A inversão judicial do ônus da prova é prevista no CPC/2015 como critério 
de julgamento e, portanto, deve ser aplicada quando da sentença, desde que 
cientificadas anteriormente as partes. 
III. Às partes é vedada a prévia convenção de regras de ônus da prova por meio 
de negócios jurídicosprocessuais celebrados anteriormente à formação do 
processo. 
IV. Os princípios da persuasão racional e da comunhão da prova estão previstos 
expressamente no atual Código de Processo Civil. 
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V. É mantida como regra geral o ônus da prova do autor aos fatos constitutivos 
de seu direito, ao passo que ao réu incumbe a prova dos fatos extintivos, 
modificativos ou impeditivos do direito do autor. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, IV e V. 
b) IV e V. 
c) II, III e IV. 
d) I e II. 
e) III e V. 
Resolução: 
 De acordo com o CPC/15, estão corretas as alternativas I, IV e V, que 
reproduzem os artigos do código. Vejamos os artigos correspondentes e 
também os erros das demais alternativas: 
I – CORRETA – Art. 381, § 3º. 
II – INCORRETA – Considero este o item que devemos ter mais atenção. 
Vamos lá: 
Art. 373. § 1º. Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da 
causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de 
cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção 
da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo 
diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá 
dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi 
atribuído. 
 Pelo teor do artigo acima, podemos perceber que caso a inversão do ônus 
da prova seja determinada apenas na sentença, não haverá possibilidade de 
manifestação das partes. 
 Para aprofundar o conhecimento: 
Informativo 492, STJ: “INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. REGRA DE 
INSTRUÇÃO. A Seção, por maioria, decidiu que a inversão do ônus da prova de 
que trata o art. 6º, VIII, do CDC é regra de instrução, devendo a decisão judicial 
que determiná-la ser proferida preferencialmente na fase de saneamento do 
processo ou, pelo menos, assegurar à parte a quem não incumbia 
inicialmente o encargo a reabertura de oportunidade para manifestar-
se nos autos. EREsp 422.778-SP, Rel. originário Min. João Otávio de Noronha, 
Rel. para o acórdão Min. Maria Isabel Gallotti (art. 52, IV, b, do RISTJ), julgados 
em 29/2/2012”. 
III - INCORRETA – 
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Art. 373. § 3º. A distribuição diversa do ônus da prova também pode 
ocorrer por convenção das partes, salvo quando: 
I - recair sobre direito indisponível da parte; 
II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
§ 4º. A convenção de que trata o § 3o pode ser celebrada antes ou 
durante o processo. 
IV – CORRETA – Art. 371. 
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, 
independentemente do sujeito que a tiver promovido (princípio da 
comunhão da prova), e indicará na decisão as razões da formação de seu 
convencimento (princípio da persuasão racional). 
V - CORRETA – Art. 373. 
 A 
 
 
Chegamos à segunda parte de nossa aula. Veremos a seguir os meios 
típicos de provas regulados pelo CPC/15. 
É importante destacar que tais meios são subdivididos em diversas 
espécies de provas, quais sejam, documentais, orais e técnicas. 
Segundo CÂMARA14, provas documentais são os registros gravados de 
fatos. Nessa categoria se encontram a prova documental stricto sensu (aqui 
incluída a prova produzida através de documento eletrônico) e a ata notarial. 
Prova oral é a que se produz através de um depoimento falado. 
Pertencem a essa categoria o depoimento pessoal e a prova testemunhal. 
Provas técnicas são os meios de prova que são produzidos através da 
análise que alguém faz de um objeto ou pessoa, valendo-se de seu 
conhecimento especializado. Nessa categoria se encontram a prova pericial e 
a inspeção judicial. 
A confissão é meio de prova que pode manifestar-se como prova oral ou 
como prova documental, conforme o modo como tenha sido produzida. 
 
 
 
14 CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo Processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 2016, p.237. 
2. Das provas em espécie 
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Prevista no art. 384 do CPC, a ata notarial é um instrumento público 
lavrado por tabelião de notas, que atesta ou documenta a existência e o modo 
de existir de algum fato, mediante requerimento do interessado, podendo ser 
utilizado com prova documental. Confira-se: 
Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser 
atestados ou documentados, a requerimento do interessado, mediante 
ata lavrada por tabelião. 
Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados 
em arquivos eletrônicos poderão constar da ata notarial. 
 
São exemplos de fatos que podem ser comprovados através da ata 
notarial: 1) documentação de conteúdo de e-mail, com informações de quem 
envia e recebe; IP do computador, data e horário do envio; 2) documentação 
de discussões e situações ocorridas no âmbito de reuniões societárias ou 
assembleias de condomínio; 3) documentação do fato de um pai ou de uma 
mãe não comparecer para visitar seu filho ou filha nos dias de visita 
regulamentada; 4) documentação do barulho feito por um vizinho que sempre 
promove festas; 5) documentação da entrega de chaves de um imóvel locado; 
6) documentação de uma marca que esteja sendo indevidamente utilizada pro 
determinada empresa em seu site oficial. 
A ata notarial pode consistir na mera descrição, pelo notário, do que 
afirma ter presenciado, descrevendo a existência e o modo de ser do fato. Mas 
é também possível que dela constem dados representados por imagem ou som 
gravados em arquivos eletrônicos. (art.384, parágrafo único). 
Do ponto de vista processual, a ata notarial deve ser tratada como um 
documento público, a ela se aplicando todo o regime da prova documental 
que incide sobre os documentos públicos em geral, especialmente os arts. 405, 
427 e 434 a 437 do CPC. 
 
Vamos treinar? 
 
5. (Defensor Público – CESPE – DPE/PE – 2018) Não 
havendo processo anterior que trate da situação, a demonstração de que 
determinado fato ocorreu em rede social acessível pela Internet poderá ser 
realizada com a juntada aos autos 
a) de declaração pessoal do autor. 
2.1 Da ata notarial 
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b) de prova emprestada. 
c) do computador. 
d) da prova pericial. 
e) de ata notarial. 
Resolução: 
 Preste atenção ao enunciado da questão. Mesmo que você não saiba a 
princípio a resposta, vá eliminando as alternativas. A questão fala que não há 
processo anterior. Ou seja, não cabe prova emprestada. Não há que se falar em 
perícia de fato acessível, a não ser que a questão falasse em algo que indicasse 
essa necessidade. Não se esqueça de se ater ao enunciado. Uma declaração 
pessoal não faria prova necessária. 
Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser 
atestados ou documentados, a requerimento do interessado, mediante 
ata lavrada por tabelião. 
Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados em 
arquivos eletrônicos poderão constar da ata notarial. 
 E 
 
 
O depoimento pessoal consiste no testemunho da própria parte em juízo. 
Trata-se de meio de prova que tem dupla finalidade: esclarecer o juiz sobre os 
fatos da causa e provocar a confissão. 
 
Cuidado!!! O depoimento pessoal de uma parte pode ser requerido pela 
parte contrária ou determinado de ofício pelo juiz (art. 385). Não pode, pois, 
a parte requerer ao juiz a tomada de seu próprio depoimento. Tudo que 
a parte queira declarar ao juiz deverá fazê-lo através de suas petições, 
subscritas por seu advogado.Nessa direção, confira-se o disposto no art. 385 do CPC: 
Art. 385. Cabe à parte requerer o depoimento pessoal da outra parte, 
a fim de que esta seja interrogada na audiência de instrução e 
julgamento, sem prejuízo do poder do juiz de ordená-lo de ofício. 
§ 1o Se a parte, pessoalmente intimada para prestar depoimento pessoal 
e advertida da pena de confesso, não comparecer ou, comparecendo, 
se recusar a depor, o juiz aplicar-lhe-á a pena. 
2.2. Do depoimento pessoal 
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§ 2o É vedado a quem ainda não depôs assistir ao interrogatório da outra 
parte. 
§ 3o O depoimento pessoal da parte que residir em comarca, seção ou 
subseção judiciária diversa daquela onde tramita o processo poderá ser 
colhido por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico 
de transmissão de sons e imagens em tempo real, o que poderá 
ocorrer, inclusive, durante a realização da audiência de instrução e 
julgamento. 
 
O depoimento pessoal da parte é tomado na audiência de instrução e 
julgamento. Caso o depoente resida em local diverso daquele em que tramita o 
processo, seu depoimento será tomado por carta (precatória ou rogatória), 
salvo se houver equipamentos que permitam ao próprio juiz da causa, por meio 
de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e 
imagens em tempo real, colher o depoimento, o que poderá ocorrer, inclusive, 
durante a realização da audiência de instrução e julgamento (art. 385,§3º). 
É importante destacar que a parte cujo depoimento será colhido deverá 
ser intimada pessoalmente para comparecer a audiência de instrução e 
julgamento, devendo ser expressamente advertida de que sua ausência 
implicará a incidência da chamada “pena de confesso”. 
Assim, caso a parte, regularmente intimada, injustificadamente não 
comparece (ou compareça mas se recuse a depor), o juiz, ao valorar a prova, 
considerará que o silêncio da parte equivale à confissão dos fatos sobre aos 
quais ela iria depor, devendo valorar este comportamento ensejador da 
confissão ficta no conjunto geral da prova e, ao decidir o mérito, manifestar-se 
expressamente sobre a avaliação que faça dessa sanção imposta ao ausente. 
 
Atenção!!! O depoimento pessoal, como já foi dito, é prestado na 
audiência de instrução e julgamento, devendo-se, em regra, colher primeiro o 
depoimento do autor e depois do réu (art. 361,II). No momento de colher os 
depoimentos pessoais, deverá o juiz cuidar para que aquele que ainda não tenha 
prestado o seu depoimento não assista aos depoimentos anteriores (art.385, 
§2º) 
Incumbe à parte que presta depoimento pessoal responder pessoalmente 
às perguntas que lhes sejam feitas, não podendo servir-se de escritos 
anteriormente preparados (art.387). É admitida, porém, a consulta a notas 
breves, apenas para complementar esclarecimentos (art.387, in fine). 
Se a parte deixar de responder ao que lhe foi perguntado, sem motivo 
justificado, ou se apresentar evasivas, caberá ao juiz, apreciando as demais 
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circunstâncias e os outros elementos de prova existentes, declarar, na sentença, 
se houve recusa de depor (art.386), caso em que incidirá a “pena de confesso”. 
A lei processual é expressa, porém, em estabelecer, no art. 388, que a 
parte não é obrigada a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe 
tenham sido imputados; a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar 
sigilo; acerca dos quais não possa responder sem desonra própria, de seu 
cônjuge, de seu companheiro ou de parente em grau sucessível; ou que 
coloquem em perigo a vido do depoente ou das pessoas de sua família há pouco 
referidas (art.388). 
 
Cuidado!!! Essa regra não se aplica nos processos que versem sobre 
Direito de Família e nas assim chamadas “ações de estado” (art.388, parágrafo 
único). 
 
 Agora que você já estudou esse assunto, facilmente acertará a questão 
abaixo: 
6. (Defensor Público – Reaplicação – FCC – DPE/AM – 
2018) Considere as assertivas abaixo. 
I. O depoimento pessoal da parte não pode ser determinado de ofício pelo juiz. 
II. Em ações de estado e de família, a parte não é obrigada a prestar 
depoimento sobre fatos, ainda que venham a resultar em desonra própria. 
III. Haverá confissão ficta quando a parte, pessoalmente intimada para prestar 
depoimento pessoal e advertida da pena de confesso, não comparece em juízo. 
IV. É vedado a quem ainda não depôs assistir ao interrogatório da outra parte. 
A parte não é 
obrigada a 
depor sobre
Fatos CRIMINOSOS ou TORPES que lhe tenham sido
imputados;
A cujo respeito, por estado ou profissão, deva
GUARDAR SIGILO;
Acerca dos quais não possa responder sem DESONRA
própria, de seu conjuge, de seu companheiro ou de
parente em grau sucessível;
Que coloquem em PERIGO a vida do depoente ou
das pessoas de sua família há pouco referidas
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V. A parte não tem legitimidade para requerer o seu próprio depoimento 
pessoal. 
Em consonância com as disposições do Código de Processo Civil, está correto 
o que se afirma APENAS em 
a) II e IV. 
b) II, III e V. 
c) I, II e V. 
d) III, IV e V. 
e) I, III e IV. 
Resolução: 
 Vamos às alternativas de acordo com o CPC/15. 
I – INCORRETA – pode ser determinado de ofício o depoimento pessoal da 
parte. Art. 385 e 139, VIII. 
II - INCORRETA – Art. 388, p. único. Não se aplica às ações de estado e de 
família. 
III – CORRETA – Art. 386, § 1º. 
IV - CORRETA – Art. 385, § 2º. 
V - CORRETA – Art. 385. A parte pode requerer o depoimento pessoal da outra 
parte. 
 D 
 
 
Confissão é a admissão, por uma das partes, da veracidade de fato 
contrário ao seu interesse e favorável ao do adversário. Vejamos o teor 
do art. 389: 
Art. 389. Há confissão, judicial ou extrajudicial, quando a parte 
admite a verdade de fato contrário ao seu interesse e favorável ao do 
adversário. 
 
A confissão pode ser judicial ou extrajudicial, e só pode versar sobre fatos 
relativos a direitos disponíveis (art. 392), sendo expressamente reputada 
ineficaz a confissão feita por quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referiam os fatos admitidos como verdadeiros. 
A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada (art. 390). 
2.3. Da confissão 
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A confissão espontânea pode ser feita pessoalmente ou pela parte ou 
por seu representante com poderes especiais (art.390, §1º). A confissão feita 
por representante, porém, só é eficaz nos limites em que este possa vincular 
seu representado (art.390, §2º). 
Já a confissão provocada é aquela que se obtém no depoimento pessoal 
da parte, devendo constar do termo do depoimento (art.390, §2º). 
A confissão extrajudicial pode ser escrita ou oral. Só é eficaz, no 
entanto, a confissão extrajudicial feita oralmente nos casos em que a lei não 
exija prova literal do fato (art. 394). 
Estabelece o art. 391 que a confissão “faz prova contra o confidente”. 
Não se pode, apesar disso, considerar que a confissão seja uma prova plena, 
incontestável, a que o juiz se vincule de maneira absoluta. 
O art. 391 dispõe ainda que a confissão feita por uma parte não 
prejudica os litisconsortes. 
Versando a causa sobre bens imóveis ou algum direito real sobre imóvel 
alheio, a confissão feita por um dos cônjuges ou companheiro não valerá 
sem a do outro, salvo se o regime de bens do casamento for o da separação 
absoluta de bens (art.391, parágrafo único).A confissão é irrevogável (art.393). Isso significa que aquele que 
confessa não pode depois simplesmente arrepender-se de ter confessado. É 
admissível, porém, sua anulação por vício de consentimento (erro de fato ou 
coação), nos termos do art. 393, parte final. 
 
Atenção!!! A anulação da confissão depende do ajuizamento de 
demanda autônoma, a qual só pode ser proposta pelo próprio confitente, só 
transmitindo a seus sucessores se ele falecer após o ajuizamento da demanda 
(art.393, parágrafo único). 
A confissão também é indivisível. Isso significa que a parte que 
desejar invoca-la a seu favor não pode aceita-la no tópico em que a beneficia e 
rejeitá-la no que lhe é desfavorável (art.395). A confissão será cindida, porém, 
“quando o confitente a ela aduzir fatos novos, capazes de constituir fundamento 
de defesa de direito material ou de reconvenção” (art. 395, in fine). Trata-se, 
aqui, da hipótese em que uma das partes confessa um fato e à sua confissão 
acrescenta a expressa afirmação de algum outro fato que pode servir de 
fundamento em seu favor. 
 
Vamos ver como o tema já foi abordado em concurso? 
 
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7. (Procurador do Estado – FCC – PGE/AP – 2018) A 
confissão 
a) judicial faz prova contra o confitente, podendo beneficiar ou prejudicar o 
litisconsorte. 
b) se espontânea, só pode ser feita pela própria parte. 
c) é, em regra, indivisível, não podendo a parte que a quiser invocar como prova 
aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que lhe for desfavorável, 
porém cindir-se-á quando o confitente a ela aduzir fatos novos, capazes de 
constituir fundamento de defesa de direito material ou de reconvenção. 
d) de um cônjuge ou companheiro, nas ações que versarem sobre bens imóveis 
ou direitos reais sobre imóveis alheios, não valerá sem a do outro. 
e) a confissão é irrevogável, mas pode ser tornada ineficaz se decorreu de erro, 
de fato ou de direito, dolo ou coação. 
Resolução: 
 Vamos às alternativas, de acordo com o CPC/15: 
a) INCORRETA 
Art. 391. A confissão judicial faz prova contra o confitente, não 
prejudicando, todavia, os litisconsortes. 
b) INCORRETA 
Art. 390. A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada. 
§ 1º. A confissão espontânea pode ser feita pela própria parte ou por 
representante com poder especial. 
c) CORRETA – Art. 395. 
d) INCORRETA 
Art. 391. Parágrafo único. Nas ações que versarem sobre bens imóveis 
ou direitos reais sobre imóveis alheios, a confissão de um cônjuge ou 
companheiro não valerá sem a do outro, salvo se o regime de 
casamento for o de separação absoluta de bens. 
e) INCORRETA 
Art. 393. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu 
de erro de fato ou de coação. 
 C 
 
 
2.4. Da exibição de documento ou coisa 
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Pode acontecer de uma das partes precisar, no curso do processo, que 
seja exibido um documento ou uma coisa que se pretende usar como fonte de 
prova. 
Assim, de acordo com o disposto no art. 396 do CPC, o juiz poderá 
ordenar a parte que exiba documento ou coisa que se encontre em seu poder. 
Essa ordem é emitida no bojo de um incidente processual destinado a promover 
a almejada exibição. 
Esse incidente pode ser provocado por qualquer das partes, que pode 
dirigir o pedido de exibição em face da parte adversária ou do terceiro que tenha 
consigo a coisa ou o documento a ser exibido. 
O procedimento assume diferentes contornos conforme o pedido seja 
dirigido contra a outra parte ou contra o terceiro. Vejamos. 
 
 
Se a exibição for postulada contra a parte contrária, o requerimento 
deverá conter a inviduação, tão completa quanto possível, do documento ou da 
coisa; a finalidade da prova, com indicação dos fatos que se relacionam com o 
documento ou coisa cuja exibição se pretende; e as circunstâncias em que se 
funda o requerente para afirmar que o documento ou a coisa existe e se 
encontra em poder da parte contrária (art.397). 
O requerido será, então, intimado (e não citado, já que não se trata de 
um processo autônomo, mas de mero incidente processual) para oferecer 
resposta no prazo de cinco dias (art.398). 
Caso o requerido afirme, em sua resposta, que não tem consigo o 
documento ou a coisa, o juiz permitirá que o requerente produza prova de que 
a declaração não corresponde à verdade. Qualquer meio legítimo de prova será 
admitido (art.398, parágrafo único). 
2.4.1. Da exibição de documento ou coisa contra a parte contrária 
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Não pode o requerido eximir-se de apresentar o documento ou a coisa 
que tenha consigo se existir obrigação legal de exibir; se o requerido tiver, no 
processo, feito alusão ao documento ou à coisa com o intuito de constituir 
prova; ou se o documento, por seu conteúdo, for comum às partes (art.399). 
Ao decidir o incidente, o juiz deverá admitir como verdadeiros os fatos 
que através do documento ou da coisa o requerente pretendia provar, sempre 
que o requerido não efetuar a exibição nem fizer qualquer declaração no prazo 
do art. 398; ou se a recusa em exibir for legítima (art.400). Sendo necessário, 
o juiz pode adotar medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-
rogatórias para que o documento seja exibido (art. 400, parágrafo único). 
 
 
Caso o documento ou a coisa esteja em poder de terceiro estranho 
ao processo, deverá a parte interessada na exibição formular seu requerimento 
nos termos do art. 397. 
O terceiro será, então, citado. Nessa direção, o requerimento de exibição 
de documento ou coisa dirigido a terceiro provoca, então, uma intervenção 
forçada de terceiro. 
Citado o requerido, terá ele o prazo de quinze dias para oferecer 
resposta (art.401). Caso o requerido negue a obrigação de exibir ou a posse do 
documento ou da coisa, o juiz designará uma audiência especial, tomando-
lhe o depoimento, bem como as demais partes do processo e, se necessário, 
ouvirá testemunhas. Em seguida, será proferida a decisão (art.402). 
 
Exibição contra 
parte contrária
Intimação do 
requerido
Resposta no prazo 
de 5 dias
"O documento ou a 
coisa não está 
comigo"
O requerente poderá 
produzir prova de que a 
declação não corresponde à 
verdade
2.4.2. Da exibição de documento ou coisa contra terceiro 
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Se o requerido, sem justo motivo, se recusar a exibir a coisa ou o 
documento, o juiz determinará a expedição de mandado de apreensão, que será 
cumprido por oficial de justiça, se necessário com auxílio da força policial. 
Além disso, o requerido responderá por crime de desobediência, devendo 
ainda o juiz valer-se de outras medidas que se revelem adequadas, como a 
imposição de multa, para a efetivação da decisão (art.403, parágrafo único). 
Seja a parte, seja terceiro, somente é legítima a escusa de exibir, em 
juízo, o documento ou a coisa, nas hipóteses do art. 404 do CPC. 
Vejamos: 
Art. 404. A parte e o terceiro se escusam de exibir, em juízo, o 
documento ou a coisa se: 
I - concernente a negócios da própria vida da família; 
II - sua apresentação puder violar dever de honra; 
III - sua publicidade redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem 
como a seus parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau, ou lhes 
representar perigo de ação penal; 
IV - sua exibição acarretar a divulgação de fatos a cujo respeito, por 
estado ou profissão, devam guardar segredo; 
V - subsistiremoutros motivos graves que, segundo o prudente arbítrio 
do juiz, justifiquem a recusa da exibição; 
VI - houver disposição legal que justifique a recusa da exibição. 
Documento ou 
coisa em poder 
de terceiro
1. Requerimento 
nos termos do 
art. 397
2. Citação do 
terceiro
3. Citado, o 
terceiro terá 15 
dias para 
responder
4. Audiência 
especial, em 
caso de negativa 
da orbrigação.
5. Na audiência, 
poderá ocorrer a 
tomada 
depoimentos e
6 ... a oitiva de 
testemunhas 
7.Por fim, o juiz 
proferirá decisão
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Parágrafo único. Se os motivos de que tratam os incisos I a VI do caput 
disserem respeito a apenas uma parcela do documento, a parte ou o 
terceiro exibirá a outra em cartório, para dela ser extraída cópia 
reprográfica, de tudo sendo lavrado auto circunstanciado. 
 
8. (Procurador – FAU - Prefeitura de Piraquara/PR – 
2016) Sobre a Exibição de Documento ou Coisa, considere as seguintes 
afirmativas: 
I - A parte e o terceiro se escusam de exibir, em juízo, o documento ou a coisa 
se sua publicidade redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem como a 
seus parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau, ou lhes representar 
perigo de ação penal. 
II - Se o terceiro negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da 
coisa, o juiz designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem 
como o das partes e, se necessário, o de testemunhas, e em seguida proferirá 
decisão. 
III - Se o terceiro negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da 
coisa, o juiz designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem 
como o das partes e, se necessário, o de testemunhas, e em seguida proferirá 
decisão. 
a) Nenhuma das afirmativas está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Estão corretas as afirmativas I e II. 
d) Estão corretas as afirmativas I e III. 
e) Estão corretas as afirmativas II e III. 
Resolução: 
 Pelo que estudamos até aqui, você já deve saber que todas as alternativas 
estão CORRETAS. Vamos aos artigos correspondentes do CPC/15: 
I – Art. 404. 
II e III – Art. 402. 
 B 
 
 
 
2.5. Da prova documental 
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Entende-se por documento toda atestação, escrita ou por qualquer 
outro modo gravada, de um fato. Assim, são os documentos os escritos, 
as fotografias, os vídeos, os fonogramas, entre outros suportes capazes de 
conter a atestação de um fato qualquer. 
Documentos podem ser públicos e privados. São públicos aqueles 
produzidos por um agente público, como um escrivão, chefe de secretaria ou 
outro servidor público, ou, ainda, por um tabelião. 
Por outro lado, são considerados documentos privados todos os demais 
documentos. 
 
Uma observação importante: o documento público feito por oficial 
público incompetente ou que não observe as formalidades legais, tendo sido 
subscrito pelas partes, equivale, para efeitos probatórios, a um documento 
particular (art.407). 
O documento público faz prova do modo como foi formado 
(art.405). CÂMARA15 nos fornece um exemplo bem corriqueiro: pense na 
hipótese de um tabelião declarar, em uma escritura pública, que determinada 
pessoa estava presente no momento de sua lavratura. Isso fica provado pelo 
documento. 
Em um documento particular, as declarações que dele constem, desde 
que o instrumento esteja assinado, se presumem verdadeiras em relação ao 
signatário (art.408). Trata-se, evidentemente, de presunção relativa, iuris 
tantum, que pode ser afastada por prova em contrário. 
Caso o documento particular contenha apenas a declaração de ciência de 
um determinado fato, considera-se provada a ciência, mas não o fato em 
si, cabendo ao interessado o ônus da prova de que o fato realmente ocorreu 
(art.408, parágrafo único). 
Havendo dúvida sobre a data do documento particular, ou sendo tal data 
impugnada por algum interessado, poderá ela ser demonstrada por qualquer 
meio de prova (art.409). 
Em relação a terceiro, considera-se datado o documento no dia em que 
foi registrado, desde a morte de algum dos signatários, a partir da 
impossibilidade física que tenha sobrevindo a qualquer dos signatários de 
assiná-lo, da sua apresentação em repartição pública ou em juízo, ou de 
qualquer ato ou fato que estabeleça, de modo certo, a anterioridade de sua 
formação (art.409, parágrafo único). 
 
15 CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo Processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 2016. 
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Atenção!!! Reputa-se autor do documento particular aquele que o 
assinou, tendo sido o instrumento feito por ele ou por outrem à sua conta, ou 
aquele que, tendo mandado fazê-lo, não o assinou por tratar-se de 
documento que não se costuma assinar, como é o caso de livros 
empresariais ou assentos domésticos. 
O documento particular se considera autêntico quando a assinatura do 
seu autor tiver sido reconhecida por tabelião (reconhecimento de firma), nos 
termos do art. 411, I. 
Mesmo sem ter havido o reconhecimento de firma, porém, é 
possível reputar autêntico o documento particular. Basta que a autoria 
esteja identificada por qualquer outro meio legal de certificação, inclusive 
eletrônico (art.411, II) ou se não houver impugnação de sua autoria pela parte 
contra quem o documento tenha sido produzido no processo (art.411, III). 
Demonstrada a autenticidade do documento particular, faz ele prova de 
que seu autor fez a declaração que lhe é atribuída (art.412). 
O documento particular trazido ao processo e admitido (expresso ou 
tacitamente) pela parte é indivisível. Não se admite, portanto, que a parte que 
dele pretende se valer aceite os atos que lhe são favoráveis e recuse os que 
lhes são contrários, salvo se produzir a prova de que tais fatos desfavoráveis 
não ocorreram (art.412, parágrafo único). 
Segundo o teor do art. 413, os meios de transmissão de informação têm 
a mesma força probante que os documentos particulares. Confira-se: 
Art. 413. O telegrama, o radiograma ou qualquer outro meio de 
transmissão tem a mesma força probatória do documento particular se o 
original constante da estação expedidora tiver sido assinado pelo 
remetente. 
Parágrafo único. A firma do remetente poderá ser reconhecida pelo 
tabelião, declarando-se essa circunstância no original depositado na 
estação expedidora. 
 
O Código também estabelece que o telegrama ou o radiograma presume-
se conforme com o original, provando as datas de sua expedição e de seu 
recebimento pelo destinatário. 
Cartas e registros domésticos (como bilhetes deixados por uma 
pessoa a outra que com ela resida) provam contra quem os escreveu quando 
enunciam o recebimento de um crédito, contém a anotação que visa suprir a 
falta de título em favor de quem é apontado como credor ou expressam 
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conhecimento de fatos para os quais não se exija meio determinado de prova 
(art.415). 
Segue-se ainda que a anotação escrita pelo credor em qualquer parte 
de documento representativo de obrigação, ainda que não assinada, faz prova 
em benefício do devedor (art.416). Esta regra se aplica tanto para o 
documento que o credor conserve consigo quanto para aquele que se acha em 
poder do devedor ou de terceiro (art. 416, parágrafo único). 
Quanto a força probatória dos livros empresárias, o CPC destaca o 
seguinte: 
Art. 417. Os livros empresariais provam contra seu autor, sendo lícito ao 
empresário, todavia,demonstrar, por todos os meios permitidos em 
direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. 
 
Art. 418. Os livros empresariais que preencham os requisitos exigidos 
por lei provam a favor de seu autor no litígio entre empresários. 
 
Por fim, estabelece o art. 419 do CPC que a escrituração contábil é 
indivisível, e, se dos fatos que resultam dos lançamentos, uns são favoráveis 
ao interesse de seu autor e outros lhe são contrários, ambos serão 
considerados em conjunto, como unidade. 
Pode o juiz, a requerimento da parte (nunca de ofício!) determinar a 
exibição integral dos livros empresariais e dos documentos do arquivo na 
liquidação de sociedade na sucessão mortis causa de um dos sócios e em outros 
determinados por lei. Confira-se, nessa direção o teor do art. 420: 
Art. 420. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a exibição 
integral dos livros empresariais e dos documentos do arquivo: 
I - na liquidação de sociedade; 
II - na sucessão por morte de sócio; 
III - quando e como determinar a lei. 
 
Por outro lado, o juiz pode, de ofício, determinar à parte a exibição parcial 
de livros e documentos, deles se extraindo um resumo do que interessa à causa, 
assim como as reproduções autenticadas (art.421). 
As reproduções mecânicas, como a fotográfica ou a reprográfica, têm 
aptidão para fazer prova dos fatos e coisas representadas, se sua conformidade 
com o documento original não for impugnada por aquele contra quem tenha 
sido produzida (art.422). 
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Fotografias digitais ou extraídas da internet fazem prova das imagens 
que reproduzem, devendo – se houver impugnação – ser apresentada a 
respectiva autenticação eletrônica. Não sendo isto possível, será realizada 
perícia (art.422,§1º). Igual raciocinou se aplica à forma impressa de mensagem 
eletrônica (art. 422, §3º). 
Se se tratar de fotografia publicada em jornal ou revista, será exigido um 
exemplar original do periódico, caso impugnada a veracidade pela outra parte 
(art.422,§2º). 
 
Atenção!!! A cópia do documento particular tem o mesmo valor 
probante que o original, cabendo ao escrivão, após intimadas as partes, 
proceder à conferência e certificar a conformidade entre a cópia e o original (art. 
424). 
O art. 425 elenca seis espécies de documentos cujas cópias tem o mesmo 
valor probante que o original. Confira-se o seguinte esquema acerca do 
conteúdo do referido artigo: 
 
É importante ressaltar que as reproduções digitalizadas de qualquer 
documento público ou particular, quando juntadas aos autos pelos órgãos da 
justiça e seus auxiliares, pelo Ministério Público e seus auxiliares, pela 
Defensoria Pública e seus auxiliares, pelas procuradorias, pelas repartições 
Fazem a 
mesma 
prova 
que os 
originais
As certidões textuais de qualquer peça dos autos, do protocolo
das audiências ou de outro livro a cargo do escrivão ou de outro livro a
cargo do escrivão ou do chefe de secretaria, se extraída por ele ou sob
sua vigilância e por ele subscritas.
Os translados e as certidões extraídas por oficial público de
instrumento ou documentos lançados em suas notas.
As reproduções de documentos públicos, desde que
autenticadas por oficial público ou conferidas em cartório com os
respectivos originais.
As cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial
declaradas autênticas pelo advogado, sob sua responsabilidade
pessoal, se nao lhes for impugnada a autenticidade.
Os extratos digitais de bancos de dados públicos e privados, desde
que atestado pelo seu emitente, sob as penas da lei, que as
informações conferem com o que consta na origem.
As reproduções digitalizadas de qualquer documento público ou
particular, quando juntadas aos autos pelos órgaos da justiça e
seus auxiliares, pelo Ministério Público e seus auxiliares, pela
Defensoria Pública e seus auxiliares, pelas procuradorias, pelas
repartições públicas em geral e por advogados, ressalvada a
alegação motivada e fundamentada de adulteraçao.
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públicas em geral e por advogados, ressalvada a alegação motivada e 
fundamental de adulteração, deverão ser preservados pelo seu detentor até o 
final do prazo para a propositura da ação rescisória (art.425,§1º). 
Tratando-se de cópia digital de título executivo extrajudicial ou de 
documento relevante à instrução do processo, o juiz poderá determinar seu 
depósito em cartório ou secretaria (art.425,§2º). 
O juiz deverá se manifestar, de maneira fundamentada, sobre a fé que 
deve merecer documento que, em ponto substancial e sem qualquer ressalva, 
contenha entrelinha, emenda, borrão ou cancelamento (art. 426). 
Cessa a força probante do documento, seja ele público ou 
particular se for judicialmente declarada a falsidade (art. 427). Essa pode 
consistir em formar documento que não é verdadeiro ou em alterar documento 
verdadeiro (art. 427, parágrafo único). 
Por sua vez, a força probante de documento particular também cessa 
quando for impugnada sua autenticidade e enquanto não se comprovar sua 
veracidade, ou quando, tendo sido assinado em branco, seu conteúdo tenha 
sido impugnado sob a alegação de que houve preenchimento abusivo (art. 428). 
É considerado abusivo o preenchimento quando aquele que recebeu 
documento assinado com texto não escrito no todo ou em parte o formar, ou 
completa-lo, por si ou por meio de outrem, violando o pacto feito com o 
signatário (art. 428, parágrafo único). 
 
Cuidado!!! Quando se alegar a falsidade de documento ou seu 
preenchimento abusivo, o ônus da prova da falsidade é daquele que arguir o 
vício (art. 429, I). No caso de se impugnar a autenticidade do documento, o 
ônus da prova é daquele que produziu o documento (art. 429,II). 
 
 
A falsidade de determinado documento pode ser tanto objeto de 
demanda autônoma (art. 19,II), como suscitada na contestação, na réplica 
ou no prazo de 15 (quinze) dias, contado a partir da intimação da juntada do 
documento nos autos (art. 430) 
Nesse segundo caso, uma vez arguida, a falsidade será resolvida como 
questão incidental, salvo se a parte requerer que o juiz a decida como questão 
principal, nos termos do inciso II do art. 19. 
2.5.1. Da arguição de falsidade 
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Ao arguir a falsidade, incumbirá à parte expor os motivos em que se funda 
sua alegação, indicando os meios com que pretende provar que as suas 
assertivas são verdadeiras (art.431). 
Depois de ouvir a parte contrária (no prazo de quinze dias), o juiz 
determinará a realização de exame pericial, salvo se a parte que produziu o 
documento como prova concordar com a sua retirada dos autos (art. 432, caput 
e parágrafo único). 
 
 
Como regra geral, os documentos que as partes pretendam trazer ao 
processo devem ser juntados com a petição inicial ou com a contestação 
(art. 434). 
Atenção!!! Consistindo o documento em reprodução cinematográfica ou 
fonográfica, a parte deverá apresentar o documento com a inicial ou com a 
contestação, mas sua exposição se fará em audiência, para a qual as partes 
serão previamente intimadas (art.434, parágrafo único). 
A juntada posterior de documentos, no curso do processo, é admitida 
quando se trate de documento novo, se destinados a produzir prova de fatos 
supervenientes ou para que sejam contrapostos aos documentos produzidos 
pela parte contrária nos autos (art. 435). 
Também se admite a juntada posterior de documentos formados após 
a petição inicial ou a contestação, bem como dos que se tornaram conhecidos, 
acessíveis ou disponíveis após essesatos, cabendo à parte que os produzir 
comprovar o motivo que a impediu de junta-los anteriormente, e 
incumbindo ao juiz, em qualquer caso, avaliar a conduta da parte de acordo 
com a boa-fé objetiva (art.435, parágrafo único). 
Juntados aos autos um documento, poderá a parte contrária, ao ser 
intimada para falar sobre ele, assumir as seguintes condutas, segundo o art. 
436: 
1) impugnar a admissibilidade da prova documental; 
2) impugnar a autenticidade; 
3) suscitar sua falsidade, com ou sem deflagração do incidente de 
arguição de falsidade; 
4) manifestar sobre o seu conteúdo. 
Nas hipóteses elencadas nos números 2 e 3, a impugnação deverá 
basear-se em argumentação específica, não se admitindo alegação genérica de 
falsidade. 
2.5.2. Da produção da prova documental 
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Sobre os documentos acostados pelo autor a sua petição inicial deverá 
o réu manifestar-se na contestação. Acerca dos documentos que acompanhem 
a contestação, deverá o autor pronunciar-se na réplica (art. 437). 
 
Atenção!!! Sobre documentos juntados supervenientemente, a outra 
parte será ouvida no prazo de quinze dias (art. 437, parágrafo único). Esse 
prazo para manifestação sobre documentos, porém, poderá ser dilatado pelo 
juiz, a requerimento da parte interessada, devendo o magistrado levar em 
consideração a quantidade e a complexidade da documentação (art. 437,§2º). 
Por fim, é preciso ressaltar que incumbe ao juiz, de ofício ou a 
requerimento, requisitar às repartições públicas, em qualquer tempo e grau de 
jurisdição, as certidões necessárias à prova da veracidade das alegações das 
partes, e os procedimentos administrativos nas causas em que for interessada 
a União, Estado, Distrito Federal, Município ou alguma entidade da 
administração direta (art. 458), 
Recebidos os autos do procedimento administrativo, o juiz mandará 
extrair, no prazo máximo e improrrogável de um mês, certidões ou reproduções 
fotográficas das peças que indicar e das que forem indicadas pelas partes, 
devolvendo-se, em seguida, os autos à repartição de origem (art. 438, §1º). 
Podem as repartições públicas fornecer toda a documentação requisitada 
em meio eletrônico, certificando, pelo mesmo meio, que se trata de extrato fiel 
do que consta em seu banco de dados ou no documento que tenha sido 
digitalizado (art. 438,§2º). 
 
 
Segundo o art. 439 do CPC, os documentos eletrônicos somente 
serão admitidos no processo físico (chamado pelo legislador de 
“convencional”), se for convertido a forma impressa, devendo ser 
verificada sua autenticidade. 
Caso o documento eletrônico não seja convertido à forma impressa, 
porém, o juiz apreciará o seu valor probante, assegurado às partes o acesso ao 
seu teor (art.440). 
Serão admitidos como fontes de prova os documentos eletrônicos que 
tenham sido produzidos e conservados nos termos da legislação específica 
(art.441). É o caso, por exemplo, dos títulos de crédito eletrônicos. 
Atualmente, como regra geral, os documentos eletrônicos deverão ser 
produzidos observando-se o disposto na Medida Provisória nº 2.220-2/2001, 
que instituiu a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, a qual 
2.5.3. Dos documentos eletrônicos 
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se destina a assegurar a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de 
documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações 
habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de 
transações eletrônicas seguras. 
 
 Temos certeza de que você irá acertar a questão a seguir sobre prova 
documental: 
 
9. (Juiz do Trabalho Substituto – FCC – TST – 2017) 
Com relação à prova documental, a legislação processual civil sobre a matéria 
estabelece: 
a) Quando intimada para se manifestar sobre documento constante dos autos, 
poderá a parte impugná-lo como meio de prova, o que significa alegar sua 
falsidade. 
b) Nos casos em que a lei exigir documento público como da substância do ato, 
se a prova legal existir validamente, o juiz poderá admitir outros meios de 
prova, em atenção ao princípio do livre convencimento motivado. 
c) Quando o documento particular contiver declaração de ciência de 
determinado fato, incumbirá ao signatário o ônus de provar a veracidade ou não 
do fato contido no documento. 
d) Caso haja arguição de falsidade de documento juntado com a inicial, 
independentemente de pedido de declaração de falsidade incidental, será feito 
o exame pericial pertinente, ainda que o autor concorde em retirar o documento 
dos autos, no prazo de réplica. 
e) Incumbe ao réu instruir a contestação com os documentos destinados a 
provar suas alegações e, a critério do juiz, após expressa justificativa do motivo 
de impedimento de apresentação anterior, avaliar a possibilidade de juntada de 
documentos em momento posterior. 
Resolução: 
 Vamos a cada uma das alternativas, conforme disposições do CPC/15. 
Não se esqueça de ler atentamente e ir eliminando uma a uma até encontrar a 
resposta correta. 
a) INCORRETA - nem sempre será alegada a falsidade. 
Art. 436. A parte, intimada a falar sobre documento constante dos autos, 
poderá: 
I - impugnar a admissibilidade da prova documental; 
II - impugnar sua autenticidade; 
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III - suscitar sua falsidade, com ou sem deflagração do incidente de 
arguição de falsidade; 
IV - manifestar-se sobre seu conteúdo. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, a impugnação deverá 
basear-se em argumentação específica, não se admitindo alegação 
genérica de falsidade. 
b) INCORRETA 
Art. 406. Quando a lei exigir instrumento público como da substância do 
ato, nenhuma outra prova, por mais especial que seja, pode suprir-lhe 
a falta. 
c) INCORRETA 
Art. 408. As declarações constantes do documento particular escrito e 
assinado ou somente assinado presumem-se verdadeiras em relação 
ao signatário. 
Parágrafo único. Quando, todavia, contiver declaração de ciência de 
determinado fato, o documento particular prova a ciência, mas não o 
fato em si, incumbindo o ônus de prová-lo ao interessado em sua 
veracidade. 
d) INCORRETA 
Art. 432. Parágrafo único. Não se procederá ao exame pericial se a parte 
que produziu o documento concordar em retirá-lo. 
e) CORRETA – Art. 435. 
 E 
 
 
Segundo Câmara16, testemunha é o terceiro, estranho ao processo, que 
depõe em juízo narrando o que sabe sobre os fatos da causa. 
Em regra, a testemunha depõe em juízo sobre o que presenciou. Contudo, 
a testemunha pode presenciar o que não vê, mas apenas ouve, como, por 
exemplo, os gritos provenientes da casa do vizinho. 
A prova testemunhal é cabível em qualquer procedimento, salvo se a lei 
dispor de maneira diversa (art.442). 
No entanto, a inquirição de testemunhas deverá ser indeferida se versar 
sobre os fatos que já estejam provados por documentos ou por confissão 
 
16 CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo Processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 2016, p.253. 
2.6. Da prova testemunhal 
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(art.443,I), ou que só por documento ou por perícia puderem ser comprovados 
(art.443,II). Nessa direção, a prova testemunhal não pode substituir a prova 
pericial. 
 
 
Atenção!!! Nos casos em que a lei exigir prova escrita da obrigação, é 
admissível a prova testemunhal quando houver começo de prova por escrito, 
emanado da parte contra a qualse pretende produzir a prova (art.444). 
Também se admite a prova testemunhal quando o credor não pode ou 
não podia, moral ou materialmente, obter a prova escrita da obrigação, em 
casos como o de parentesco, de depósito necessário ou de hospedagem em 
hotel ou em razão das práticas comerciais do local onde contraída a obrigação 
(art.445). 
Finalmente, de acordo com o teor do art. 446, é sempre possível 
demonstrar por meio de prova testemunhal, nos contratos simulados, a 
divergência entre a vontade real e a vontade aparentemente declarada, e, nos, 
contratos em geral, os vícios de consentimento. 
 
 
Quem pode figurar como testemunha no processo? Nem todas as pessoas 
podem. Em primeiro lugar, somente a pessoa natural é que pode ostentar essa 
condição. A pessoa jurídica, por razões obvias, não se presta a ser testemunha. 
Para que a pessoa natural figure como testemunha no processo, é 
necessário ainda que ela tenha perfeita condição de presenciar fatos e de expô-
los claramente, além de apresenta-los em juízo de forma imparcial e 
desinteressada. 
Para assegurar essas condições, a lei cria hipóteses de incapacidade, de 
impedimento e de suspeição da testemunha, quando então não será 
admissível seu depoimento em juízo. 
O juiz indefirirá a 
inquirição de 
testemunha sobre 
fatos
Já provados por documento ou confissão da 
parte
Que só por documento ou por exame pericial
puderem ser provados
2.6.1. Quem pode figurar como testemunha? 
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A incapacidade da testemunha deriva de um vício objetivo, que a 
impede de presenciar adequadamente fatos ou de retratá-los de maneira 
compreensível ou correta. 
De acordo com o estabelecido no art. 447, §1º, são pessoas incapazes e, 
portanto, proibidas de prestar testemunho: I-o interdito por enfermidade ou 
deficiência mental; II-o que, acometido por enfermidade ou retardamento 
mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, não podia discerni-los, ou, ao 
tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir as percepcções; III-
o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos; IV-o cego e o surdo, quando a ciência 
do fato depender dos sentidos que lhe faltam. 
 
 
 
O impedimento e a suspeição da testemunha, ao contrário da 
incapacidade, derivam de causas que comprometem a fidelidade do 
depoimento, por se considerar que a testemunha não tem condições de 
ser imparcial na declaração que presta em juízo. 
Nos termos do art. 447,§2º, são impedidos de depor: 
 
“I-o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em 
qualquer grau e o colateral, até o terceiro grau, de alguma das partes, 
por consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir o interesse público 
ou, tratando-se de causa relativa ao estado de pessoa, não se puder 
obter de outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento 
do mérito; 
II-o que é parte na causa; 
São pessoas 
proibidas de 
prestar 
testemunho
O interdito por efermidade ou deficiência mental
O acometido por enfermidade ou retardamento
mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, não 
podia discerni-los, ou ao tempo em que devia depor, 
nao estava habilitado a transmitir as percepções 
O que tiver menos que 16 anos
O cego e o surdo, quando a ciência do fato depender
dos sentidos que lhes faltam
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III-o que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o 
representante legal da pessoa jurídica, o juiz, o advogado e outros que 
assistam ou tenham assistido as partes”. 
 
Por outro lado, são qualificados como suspeitos, de acordo com o §3º 
do art.447: 
I-o inimigo ou amigo íntimo da parte; 
II-o que tiver interesse no litígio. 
 
Atenção!!! As pessoas incapazes, com exceção dos menores, não 
poderão depor em hipótese alguma. 
Já os menores, impedidos e os suspeitos, podem prestar 
depoimento, quando ele for estritamente necessário, na condição de 
informantes, sem, todavia, prestar compromisso em dizer a verdade 
(art.447,§4º). 
A testemunha, a semelhança do que acontece em relação ao depoimento 
da parte ou à exibição de coisa ou documento, não é obrigada a depor sobre 
fatos: a) que lhe acarretem, ou ao seu cônjuge, companheiro e parentes 
consanguíneos ou afins, em linha reta ou na colateral até terceiro grau, grave 
dano; b) resguardados por sigilo (art.448). 
Por fim, ainda quanto a pessoa da testemunha, é preciso registrar que 
algumas pessoas se sujeitam a regras próprias. 
 
É o que ocorre, por exemplo, com os servidores públicos e militares, 
que quando for necessário colher o seu depoimento, devem ser requisitados 
junto a seus superiores, e não intimados a comparecer em juízo (art.455, 
§4º,III). 
Da mesma forma, as pessoas enumeradas no art.454 têm o direito de 
indicar o local e a data em que pretendem prestar o depoimento, não se 
sujeitando, em regra, a comparecer à audiência para colheita de prova 
testemunhal. Vejamos o teor do referido artigo: 
Art. 454. São inquiridos em sua residência ou onde exercem sua função: 
I - o presidente e o vice-presidente da República; 
II - os ministros de Estado; 
III - os ministros do Supremo Tribunal Federal, os conselheiros do 
Conselho Nacional de Justiça e os ministros do Superior Tribunal de 
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Justiça, do Superior Tribunal Militar, do Tribunal Superior Eleitoral, do 
Tribunal Superior do Trabalho e do Tribunal de Contas da União; 
IV - o procurador-geral da República e os conselheiros do Conselho 
Nacional do Ministério Público; 
V - o advogado-geral da União, o procurador-geral do Estado, o 
procurador-geral do Município, o defensor público-geral federal e o 
defensor público-geral do Estado; 
VI - os senadores e os deputados federais; 
VII - os governadores dos Estados e do Distrito Federal; 
VIII - o prefeito; 
IX - os deputados estaduais e distritais; 
X - os desembargadores dos Tribunais de Justiça, dos Tribunais Regionais 
Federais, dos Tribunais Regionais do Trabalho e dos Tribunais Regionais 
Eleitorais e os conselheiros dos Tribunais de Contas dos Estados e do 
Distrito Federal; 
XI - o procurador-geral de justiça; 
XII - o embaixador de país que, por lei ou tratado, concede idêntica 
prerrogativa a agente diplomático do Brasil. 
§ 1o O juiz solicitará à autoridade que indique dia, hora e local a fim de 
ser inquirida, remetendo-lhe cópia da petição inicial ou da defesa 
oferecida pela parte que a arrolou como testemunha. 
§ 2o Passado 1 (um) mês sem manifestação da autoridade, o juiz 
designará dia, hora e local para o depoimento, preferencialmente na sede 
do juízo. 
§ 3o O juiz também designará dia, hora e local para o depoimento, quando 
a autoridade não comparecer, injustificadamente, à sessão agendada 
para a colheita de seu testemunho no dia, hora e local por ela mesma 
indicados. 
 
O juiz da causa, se for arrolado como testemunha, pode também se 
recusar a depor, se concluir a incumbência, declarando-se impedido para 
prosseguir no feito – que passará a seu substituto legal, sendo que, nesse caso, 
a parte não poderá desistir da colheita desse depoimento (art.452). 
 
 
Os arts. 450 a 463 do CPC dispõem sobre o modo como é produzida a 
prova testemunhal no processo. Vamos estudá-los? ☺ 
2.6.2. Da produção da prova testemunhal 
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Inicialmente, incumbe a cada parte arrolar as testemunhas que pretende 
ouvir, indicando, sempre que possível, seus nomes, profissões, estado civil, 
idades, númerosde inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), número de 
registros de identidade e endereços completos (residencial e profissional), nos 
termos do art. 450. 
Vale lembrar que, ao dispor o art. 357, que dispõe sobre a decisão de 
saneamento e de organização do processo, estabelece diversas regras quanto a 
produção de prova testemunhal, sobretudo, sobre a apresentação do rol de 
testemunhas. Confira-se, nesse sentido, o teor dos §§ 3º a 7º: 
§ 4o Caso tenha sido determinada a produção de prova testemunhal, o 
juiz fixará prazo comum não superior a 15 (quinze) dias para que as 
partes apresentem rol de testemunhas. 
§ 5o Na hipótese do § 3o, as partes devem levar, para a audiência prevista, 
o respectivo rol de testemunhas. 
§ 6o O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 
(dez), sendo 3 (três), no máximo, para a prova de cada fato. 
§ 7o O juiz poderá limitar o número de testemunhas levando em conta a 
complexidade da causa e dos fatos individualmente considerados 
 
Apresentando o rol, a parte somente poderá requerer a substituição das 
testemunhas que tenha arrolado se tiver falecido, se por motivo de doença não 
estiver em condições de depor ou se, tendo mudado de endereço, não for 
encontrada. Vejamos o teor do art. 451: 
Art. 451. Depois de apresentado o rol de que tratam os §§ 4o e 5o do 
art. 357, a parte só pode substituir a testemunha: 
I - que falecer; 
II - que, por enfermidade, não estiver em condições de depor; 
III - que, tendo mudado de residência ou de local de trabalho, não for 
encontrada. 
 
Atenção!!! Novidade! A testemunha arrolada pela parte deverá ser 
informada ou intimada pelo advogado de quem a tenha indicado do dia, 
hora e lugar da audiência designada, dispensando-se a intimação judicial (art. 
455). 
A intimação realizada por advogado será realizada por via postal, 
através de remessa de carta com aviso de recebimento, cabendo ao advogado 
juntar aos autos, com antecedência de pelo menos três dias em relação à 
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data da audiência, cópia da correspondência enviada e do comprovante de 
recebimento (art. 455,§3º). 
Só haverá intimação da testemunha por via judicial quando se frustrar 
a intimação feita pelo advogado, se sua necessidade for devidamente 
demonstrada ao juiz, se figurar no rol de testemunhas servidor público civil ou 
militar, se a testemunha tiver sido arrolado pelo Ministério Público ou por 
Defensor Público, ou ainda quando se tratar de alguma autoridade que tenha 
prerrogativa de prestar depoimento em suas residências ou no lugar onde suas 
funções são exercidas (art.455,§ 4º). 
 
 
Uma vez intimada, a testemunha tem obrigação de comparecer à 
audiência de instrução e julgamento, e, caso não compareça, sem motivo 
justificado, será conduzida à força, respondendo pelas despesas do 
adiamento da audiência (art. 455,§5º). 
De maneira geral, a testemunha presta depoimento na audiência de 
instrução e julgamento, perante o juiz da causa (art. 453). Ficam excluídas 
desta regra as que tenham prestado depoimento antecipadamente e as que são 
inquiridas por carta (art. 453, I e II). 
Caso a testemunha resida em comarca, seção ou subseção judiciária 
diversa daquela onde tramita o processo, sua oitiva poderá ser realizada por 
meio de videoconferência, o que poderá ocorrer, inclusive, durante a 
audiência de instrução e julgamento (art.453,§1º). 
As testemunhas serão inquiridas pelo juiz separada e sucessivamente, 
iniciando-se a colheita da prova pelas testemunhas arroladas pelo 
demandante. 
Intimação por 
via judicial
Frustada intimação por AR
Houver necessidade 
demonstrada ao juizo 
A testemunha for servidor 
público ou militar
A testemunha tiver sido 
arrolada pelo MP ou DP
A testemunha for uma das 
pessoas prevista no rol do 
art.454
Excepcionalmente 
se...
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Atenção!!! Deve-se, sempre, providenciar para que as testemunhas 
que ainda não depuseram não ouçam os depoimentos anteriores (art. 
456). 
Havendo concordância das partes, a ordem das oitivas poderá ser 
alterada (art. 456, parágrafo único). 
Antes de prestar o depoimento, a testemunha será qualificada, devendo 
declarar ou confirmar seus dados e informar se tem relações de parentesco com 
alguma das partes ou se tem interesse no processo (art.457). 
Admite-se que a parte ofereça contradita à testemunha, arguindo-
lhe a incapacidade, o impedimento ou a suspeição. 
Caso a testemunha negue os fatos que lhes são imputados, deve-se 
permitir à parte que prove a contradita com documentos ou testemunhas 
(até o máximo de três), as quais deverão ser apresentadas no ato e inquiridas 
em separado (art. 457,§1º). 
Provados ou confessados os fatos apresentados na contradita, o 
juiz dispensará a testemunha ou decidirá ouvi-la sem que preste 
compromisso de dizer a verdade (como informante), nos termos do art. 
457,§2º. 
Por outro lado, a testemunha também pode pedir ao juízo que a 
dispense de prestar depoimento, alegando os motivos de escusa previstos no 
art. 448, devendo o juiz ouvir imediatamente as partes e em seguida decidir 
(art. 457,§3º). 
Antes de iniciar a inquirição, a testemunha deverá prestar compromisso 
de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado (art.458). Incumbe ao 
juiz advertir a testemunha compromissada que comete crime quem faz 
afirmação falsa, cala ou oculta a verdade (art.458, parágrafo único e art. 342 
do CPC). 
 
Novidade! As perguntas são feitas à testemunha diretamente pelas 
partes, começando pela que a arrolou. 
Não pode o juiz admitir pergunta que possa induzir a resposta que não 
tenha relação com as questões de fato objeto da atividade probatória ou que 
importem repetição de outra já respondida (art.459), assim como perguntar 
consideradas impertinentes, capciosas ou vexatórias (art.459,§2º). 
Todas as perguntas que sejam indeferidas pelo juiz serão transcritas no 
termo de audiência, se assim a parte o requerer (art.459,§3º). 
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Também o juiz pode formular perguntas as testemunhas, tanto antes 
quanto depois da inquirição feita diretamente pelas partes (art.459,§1º). Caso 
o juiz formule suas perguntas depois das partes, é essencial assegurar-se às 
partes o direito de formular novas perguntas, destinadas a esclarecer ou 
complementar o que resultar da inquirição feita pelo juiz. 
A testemunha tem o direito de ser tratada com urbanidade 
(art.459,§2º). 
O depoimento da testemunha poderá ser gravado. Nessa direção, 
confira-se o teor do art. 460: 
Art. 460. O depoimento poderá ser documentado por meio de gravação. 
§ 1o Quando digitado ou registrado por taquigrafia, estenotipia ou outro 
método idôneo de documentação, o depoimento será assinado pelo juiz, 
pelo depoente e pelos procuradores. 
§ 2o Se houver recurso em processo em autos não eletrônicos, o 
depoimento somente será digitado quando for impossível o envio de sua 
documentação eletrônica. 
§ 3o Tratando-se de autos eletrônicos, observar-se-á o disposto neste 
Código e na legislação específica sobre a prática eletrônica de atos 
processuais. 
 
Poderá o juiz determinar, de ofício ou a requerimento da parte, o 
depoimento de testemunha referida em declaração de alguma das partes ou de 
outra testemunha (art.461, II). 
Pode-se, ainda, determinar (também de ofício ou a requerimento) a 
acareação de duas ou mais testemunhas ou de alguma delas com a parte 
quando, sobre fato determinado que possa influir na decisão da causa, suas 
declarações forem divergentes (art.461, II). A acareaçãopode ser realizada 
por videoconferência ou por outro recurso tecnológico de transmissão de sons 
e imagens em tempo real (art. 461,§2º). 
Os acareados serão reperguntados, para que expliquem os pontos de 
divergência, devendo-se lavrar um termo de acareação (art. 461,§1º). 
O depoimento da testemunha é considerado serviço público (art. 463). 
Por isso, a testemunha que se sujeita ao regime trabalhista não sofre, por 
comparecer à audiência, perda de salário ou desconto no tempo de serviço (art. 
463, parágrafo único). 
Além disso, a testemunha tem o direito de ter pagas as despesas que 
tenha efetuado para comparecer à audiência, devendo a parte pagar desde logo 
ou depositar o valor em cartório no prazo de três dias (art. 462). 
 
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A produção de prova pericial envolve determinadas demandas cuja apuração 
do fato depende de um conhecimento técnico ou cientifico especializado. 
Nessas demandas, deverá o juiz ser auxiliado por um ou mais peritos. 
A perícia não será realizada, porém, em quatro hipóteses: 
1) quando a prova do fato não depender de conhecimento técnico especial 
(art.464, §1º, I); 
2) for desnecessária em vista de outras provas produzidas (art. 464,§1º, 
II); 
3) a verificação for impraticável (art.464,§1º,III); 
4) quando as partes, na petição inicial e na contestação, apresentarem, 
sobre as questões de fato, pareceres técnicos ou documentos elucidativos 
suficientes (art.472). 
 
Por outro lado, a perícia poderá ser substituída, de ofício ou a 
requerimento das partes, pela prova técnica simplificada, quando o ponto 
controvertido for de menor complexidade. 
A prova técnica simplificada consiste na inquirição de especialista, que 
deverá ter formação acadêmica específica na área objeto de seu depoimento. 
Durante a sua arguição, o especialista poderá valer-se de qualquer recurso 
tecnológico de transmissão de sons e imagens com o fim de esclarecer os pontos 
controvertidos da causa. 
Não sendo, porém, caso de prova técnica simplificada, o juiz sempre se 
valerá da perícia quando houver a necessidade de conhecimento técnico ou 
científico especializado para apuração dos fatos da causa. 
Vamos conferir o teor do art. 464? 
 
Art. 464. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação. 
§ 1o O juiz indeferirá a perícia quando: 
I - a prova do fato não depender de conhecimento especial de técnico; 
II - for desnecessária em vista de outras provas produzidas; 
III - a verificação for impraticável. 
§ 2o De ofício ou a requerimento das partes, o juiz poderá, em 
substituição à perícia, determinar a produção de prova técnica 
simplificada, quando o ponto controvertido for de menor complexidade. 
2.7. Da prova pericial 
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§ 3o A prova técnica simplificada consistirá apenas na inquirição de 
especialista, pelo juiz, sobre ponto controvertido da causa que demande 
especial conhecimento científico ou técnico. 
§ 4o Durante a arguição, o especialista, que deverá ter formação 
acadêmica específica na área objeto de seu depoimento, poderá valer-se 
de qualquer recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens com 
o fim de esclarecer os pontos controvertidos da causa. 
 
A prova pericial pode ser de três espécies: exame, vistoria e avaliação. 
No exame, a perícia tem como objeto pessoas ou bens móveis. Na vistoria, a 
perícia tem como objeto um bem imóvel. Por fim, na avaliação, a perícia tem 
como único objeto a determinação do valor de mercado de um bem móvel ou 
imóvel. 
 
 
Tratando-se de perícia complexa, que exija conhecimento especializado 
em mais de uma área do conhecimento, o juiz nomeará mais de um perito, e as 
partes indicarão tantos assistentes técnicos quantos reputem necessários 
(art.475). 
Novidade! 
Em regra, o perito deverá ser nomeado pelo juiz. Admite-se, porém, que 
as partes, através de um negócio processual, escolham um perito da 
confiança de ambas. Trata-se da hipótese de perícia consensual que substitui 
para todos os efeitos, a perícia realizada por especialista nomeado pelo juiz 
(art.471, §3º). 
No requerimento conjunto de nomeação de perito consensualmente 
indicado, as partes deverão indicar seus assistentes técnicos para acompanhar 
a realização da perícia, a qual deverá realizar em data e local previamente 
anunciados (art.471, §1º). 
Espécies de 
perícia
Exame
A perícia tem por objeto pessoas
ou bens imóveis
Vistoria
A perícia tem por objeto um bem 
imóvel
Avaliação
A perícia tem como único objeto a 
determinação do valor de mercado
de um bem móvel ou imóvel
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Tantos os peritos como os assistentes técnicos apresentarão laudo e os 
pareceres em prazo fixado pelo juiz (art.471,§2º), se já não tiver havido a 
fixação de prazo por convenção das partes. 
Nomeado o perito pelo juiz, as partes terão o prazo de quinze dias 
contados da intimação do despacho de nomeação de especialista, para arguir 
seu impedimento ou suspeição, se for o caso, indicar assistente técnico e 
apresentar quesitos que queiram ver respondidos pelo perito (art. 465, §1º). 
Podem as partes, posteriormente, apresentar quesitos suplementares 
durante a diligência, os quais serão respondidos pelo perito desde logo ou na 
audiência de instrução e julgamento (art. 469). 
Se uma parte apresentar quesito suplementar, deverá a outra parte ser 
desde logo intimada de seu conteúdo (art.469, parágrafo único). Por seu turno, 
o juiz pode indeferir quesitos impertinentes e formular quesitos que ele próprio 
considere necessários (art.470). 
Intimado de sua nomeação, o perito terá cinco dias para apresentar 
sua proposta de honorários, junto com seu currículo (com a comprovação da 
especialização acadêmica) e a indicação de seus contatos profissionais, 
especialmente seu endereço eletrônico para onde serão dirigidas as intimações 
pessoais (tudo nos termos do art. 465, §2º). Caso o perito não comprove 
sua especialização, deverá ser substituído (art. 468, I). 
As partes serão intimadas da proposta de honorários, e disporão do prazo 
de cinco dias para se manifestarem. Findo esse prazo, o juiz fixará o valor dos 
honorários periciais, intimando-se as partes (art. 465, § 3º). 
 
Atenção!!! Novidade! O valor dos honorários do perito deverá ser 
depositado previamente pela parte que tenha requerido a prova ou, tendo 
sido ela determinada de ofício ou requerida por ambas as partes, o depósito 
deverá ser rateado (art. 95). 
Como regra, o perito somente receberá honorários após a apresentação 
do laudo e de todos os esclarecimentos necessários. Pode o juiz, porém, 
autorizar que o perito receba previamente até a metade do valor (art. 465, §4º). 
Sendo a perícia inconclusiva ou deficiente, os honorários serão 
reduzidos (art. 465, § 5º). Novidade! 
Como auxiliar da justiça, o perito, como vimos na nossa primeira aula, 
se sujeita às causas de impedimento e de suspeição (art. 467). Já os 
assistentes técnicos são de confiança da parte, não se sujeitando, dessa 
forma, às causas de impedimento e de suspeição. 
É de incumbência do perito assegurar que os assistentes técnicos das 
partes tenham livre acesso e possam acompanhar as diligências e exames que 
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realizar, com prévia comunicação, comprovada nos autos, com antecedência 
mínima de cinco dias (art. 466, § 2º). 
É causa de substituição do perito o descumprimento do encargo no prazo 
que lhe tenhasido assinalado pelo juiz, sem motivo legítimo (art. 468, II). Nessa 
hipótese, o juiz comunicará a ocorrência à corporação profissional respectiva, 
podendo ainda multar o perito. A multa será fixada tendo em vista o valor da 
causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo (art. 468, §1º). 
 
Atenção!!! O perito que por qualquer motivo tenha sido substituído 
restituirá, no prazo de 15 dias, os valores já recebidos pelo trabalho que não 
realizou, sob pena de ficar impedido de atuar como perito judicial pelo 
prazo de cinco anos (art. 468, §2º). 
Na ausência da restituição voluntária, a parte que tiver adiantado os 
honorários poderá promover execução contra o perito, observando-se o 
regime do cumprimento de sentença, valendo a decisão que tenha determinado 
a devolução do valor como título executivo (art.468, §3º). 
As partes terão ciência da data e do local designados pelo juiz ou 
indicados pelo perito para início da produção da prova (art. 474). O perito 
deverá apresentar o laudo pericial no prazo que lhe tenha sido assinado, 
admitindo-se, porém, que por motivo justificado o prazo seja prorrogado pela 
metade do prazo originariamente fixado (art. 476). 
Novidade! Elementos do laudo pericial! 
Concluídas as diligências, o perito elaborará um documento chamado 
laudo pericial, o qual deverá conter (art. 473) 1) a exposição do objeto da 
prova, 2) a análise técnica ou científica realizada pelo especialista, 3) a indicação 
do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser predominantemente 
aceito pelos especialistas da área de conhecimento da qual se originou a 
resposta conclusiva de todos os quesitos. 
 
 
 
LAUDO PERICIAL
Exposição do 
objeto da 
prova
Análise técnica 
ou científica
Indicação do 
método 
utilizado
O método 
deve ser 
aceito por 
especialistas 
da área 
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A fundamentação deverá ser apresentada em linguagem simples e 
acessível, com coerência lógica, indicando como alcançou suas conclusões 
(art.473, §1º). 
Não poderá o perito, de outra parte, ultrapassar os limites de sua 
designação, sendo-lhe vedado emitir opiniões pessoais que excedam o exame 
técnico ou científico do objeto da perícia (art. 473, §2º). 
Segundo o art. 477, o laudo pericial será protocolado em juízo no prazo 
assinado pelo juiz, pelo menos vinte dias antes da audiência de instrução 
e julgamento. 
As partes serão, então, intimadas para manifestar-se sobre o laudo no 
prazo comum de quinze dias, podendo o assistente técnico de cada uma 
delas, neste mesmo prazo, apresentar seu parecer (art. 477, § 1º). 
Solicitado algum esclarecimento, este deverá ser prestado pelo 
perito em quinze dias. No mesmo prazo o perito deverá esclarecer ponto 
divergente entre o seu lado e o parecer apresentado por assistente técnico da 
parte (art. 477, § 2º). 
Caso ainda haja necessidade de mais esclarecimentos, a parte 
requererá ao juiz que mande intimar o perito ou o assistente técnico a 
comparecer à audiência de instrução e julgamento, formulando, desde 
logo, as perguntas que queira ver respondidas, sob a forma de quesitos (art. 
477, § 3º). 
Perito e assistente técnico, então, deverão ser intimados, por meio 
eletrônico, com pelo menos dez dias de antecedência em relação à audiência 
(art. 477, § 4º). 
 
A valoração da prova pericial pelo juiz se dá pelo mesmo critério através 
do qual as provas em geral são valoradas, devendo ser indicados na sentença 
os motivos que levaram a considerar ou a deixar de considerar as conclusões 
do laudo, conforme o método utilizado pelo perito (art. 479). 
Prazos ref. 
Ao laudo 
Juntada 20 dias antes da AIJ
Manifestação 15 dias (prazo comum)
Esclarecimentos
pelo perito
15 dias
Intimação para 
AIJ
10 dias de antecedência
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Por fim, caso a perícia não tenha sido capaz de esclarecer suficientemente 
as partes e o juiz, este determinará, de ofício ou a requerimento, a realização 
de nova perícia. 
A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre que recaiu a 
primeira e se destina a corrigir eventual omissão ou inexatidão dos resultados 
a que a primeira perícia tenha conduzido. Rege-se a segunda perícia pelas 
mesmas disposições estabelecidas para a primeira. A segunda perícia não 
substitui a primeira, cabendo ao juiz valorar ambas. 
Sobre a realização da segunda perícia, vejamos o disposto no art. 480 do 
CPC: 
Art. 480. O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, 
a realização de nova perícia quando a matéria não estiver 
suficientemente esclarecida. 
§ 1o A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre os quais 
recaiu a primeira e destina-se a corrigir eventual omissão ou inexatidão 
dos resultados a que esta conduziu. 
§ 2o A segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a 
primeira. 
§ 3o A segunda perícia não substitui a primeira, cabendo ao juiz 
apreciar o valor de uma e de outra. 
 
 
Pois bem, chegamos ao nosso último meio de prova: a inspeção judicial! 
De acordo com o estabelecido no art. 481, o juiz pode, de ofício ou a 
requerimento da parte, realizar uma inspeção de pessoas e coisas, a fim 
de esclarecer-se, mediante o emprego de seus próprios sentidos, acerca de fato 
que interesse à decisão da causa. 
Ao realizar a inspeção, o juiz pode ser auxiliado por um ou mais peritos 
(art.482). 
A inspeção judicial poderá ser realizada na própria sede do juízo. 
Incumbe ao juiz, porém, ir ao local onde esteja a pessoa ou a coisa a ser 
inspecionada quando isto for necessário para melhor verificação ou 
interpretação dos fatos que deva observar, se a coisa não puder ser apresentada 
em juízo sem consideráveis despesas ou graves dificuldades, ou sempre que se 
determine a reconstituição de fatos (art.483). 
 
2.8. Da inspeção judicial 
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Atenção!!! É direito das partes assistir à inspeção judicial, prestando 
esclarecimentos e fazendo as observações que reputem necessárias (art.483, 
parágrafo único). 
Concluída a diligência, o juiz mandará lavrar auto circunstanciado, nele 
devendo mencionar tudo quanto se repute útil ao julgamento da causa (art. 
484). Este auto pode ser instruído com desenhos, gráficos ou fotografias 
(art.484, parágrafo único). 
 
 
Chegamos ao final de mais uma aula. Estamos caminhando bem até aqui. 
Esteja focado nos estudos que tudo dará certo. 
Não deixe de ler os artigos do CPC/15 e fazer as questões. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
Conclusão 
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10. (Delegado da Polícia Civil de 1ª Classe – VUNESP – PC/CE - 2015) 
Assinale a alternativa correta sobre a prova testemunhal e sua produção. 
a) A contradita à testemunha deve ser realizada imediatamente após o final do 
depoimento, sob pena de preclusão. 
b) Em regra, primeiro são ouvidas as testemunhas do réu e, após, as 
testemunhas do autor. 
c) Quando houver divergência de declarações, pode o juiz ordenar, de ofício, a 
acareação das testemunhas. 
d) A testemunha será intimada por meio de oficial de justiça, sendo vedada a 
intimação pelos correios. 
e) Os relativamente capazes não podem depor na qualidade de testemunha. 
Resolução: 
A letra “a” está INCORRETA. A contradita, que tem como finalidade 
questionar a parcialidade da testemunha, deve ser realizada antes do início do 
depoimento. Nesse sentido, confira-se do teor do art. 457, §1º, do CPC: 
Art. 457. Antes de depor, atestemunha será qualificada, declarará ou 
confirmará seus dados e informará se tem relações de parentesco com a 
parte ou interesse no objeto do processo. 
§ 1°. É lícito à parte contraditar a testemunha, arguindo-lhe a 
incapacidade, o impedimento ou a suspeição, bem como, caso a 
testemunha negue os fatos que lhe são imputados, provar a contradita 
com documentos ou com testemunhas, até 3 (três), apresentadas no ato 
e inquiridas em separado. 
A letra “b” está INCORRETA. Em regra, primeiro são ouvidas as 
testemunhas do autor e, após, as do réu. Nesse sentido, confira-se o teor do 
art. 456 do CPC: 
Art. 456. O juiz inquirirá as testemunhas separada e sucessivamente, 
primeiro as do autor e depois as do réu, e providenciará para que uma 
não ouça o depoimento das outras. 
Parágrafo único. O juiz poderá alterar a ordem estabelecida no caput se 
as partes concordarem. 
A letra “c”, por sua vez, está CORRETA. Segundo o art. 461, inciso II, do 
CPC, “o juiz pode ordenar, de ofício ou a requerimento da parte, a acareação de 
2 (duas) ou mais testemunhas ou de alguma delas com a parte, quando, sobre 
fato determinado que possa influir na decisão da causa, divergirem as suas 
declarações. 
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A letra “d” está INCORRETA, pois a testemunha deve, 
preferencialmente, ser intimada pelos correios (art. 455, §1º). 
Por fim, a letra “e” está igualmente INCORRETA. Os relativamente 
incapazes podem depor como testemunhas (art. 447 do CPC). 
 C 
 
11. (Juiz de Direito Substituto - VUNESP – TJM/SP - 2016) A escritura 
pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, 
fazendo prova plena. Diante desta afirmação, assinale a alternativa correta. 
a) No sentido jurídico, a prova demonstrada por instrumento público é direta e 
recai sobre o fato nela estipulado, permitindo uma conclusão direta e objetiva, 
que não admite ser contrariada. 
b) As informações contidas em escritura pública, por se tratar de direito 
disponível, geram presunção absoluta quanto à declaração de vontade 
estipulada no instrumento. 
c) Independentemente dos negócios jurídicos representados por escritura 
pública, por ser instrumento dotado de fé pública, as consequências dela extraí- 
das geram presunção absoluta de veracidade. 
d) A quitação dada em escritura pública gera presunção relativa do pagamento, 
admitindo prova em contrário que evidencie a invalidade do instrumento eivado 
de vício que o torne falso. 
e) Não há presunção relativa sobre os elementos constitutivos de uma escritura 
pública, exceto os que forem eivados de nulidade absoluta, tais como os 
elementos essenciais de sua formação válida. 
Resolução: 
A letra “a’’ está INCORRETA. É possível contestar a fé pública, 
autenticidade e a veracidade da prova demonstrada por instrumento público. 
Nessa direção, o art. 427 do CPC estabelece que “cessa a fé do documento 
público ou particular sendo-lhe declarada judicialmente a falsidade”. 
A letra “b” também está INCORRETA, a presunção é relativa. 
A letra “c” também está INCORRETA, as consequências extraídas da 
escritura pública geram presunção relativa de veracidade. 
A letra “d”, finalmente, está CORRETA. De fato, a quitação dada em 
escritura pública gera presunção relativa do pagamento, admitindo prova em 
contrário que evidencie a invalidade do instrumento eivado de vício que o torne 
falso. 
Por fim, a letra “e” está completamente INCORRETA, pois há presunção 
relativa sobre os elementos constitutivos de uma escritura pública. 
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 D 
 
12. (Advogado – VUNESP – SAEG - 2015) João é autor de uma ação 
contra José. Designada a audiência de instrução e julgamento, são arroladas 
várias testemunhas, sendo que o advogado de José coloca no rol do seu cliente, 
Manoel, que por sua vez é autor de uma ação em trâmite contra João. Manoel 
já declarou a João que faria de tudo para prejudicá-lo, sendo que ajudaria José 
a ganhar a causa, porque sairia em vantagem na sua ação se isso acontecesse, 
tendo inclusive lhe enviado e-mail com esses termos. Diante dessa situação 
hipotética, assinale a alternativa correta. 
a) O advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, alegando que 
este é impedido de depor em razão de inimizade e interesse na causa. 
b) Não há qualquer impedimento para que Manoel seja considerado testemunha 
legítima a favor de José, uma vez que o fato de estar em trâmite um processo 
seu contra João não maculará seu depoimento. 
c) O advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, dizendo que é 
incapaz de depor, tendo em vista que tem interesse no litígio. 
d) O advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, alegando sua 
suspeição, por inimizade e interesse na causa, sendo que mesmo se aceita a 
contradita, o juiz poderá ouvi-lo como informante, desde que o juiz fundamente 
sua decisão. 
e) O advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, alegando sua 
suspeição, por inimizade e interesse na causa, sendo que se aceita a contradita 
o juiz estará obrigado a dispensar seu depoimento. 
Resolução: 
A solução da questão requer conhecimentos acerca do disposto no art. 
447 do CPC. Confira-se o teor do artigo: 
Art. 447. Podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as 
incapazes, impedidas ou suspeitas. 
§ 1o. São incapazes: 
I - o interdito por enfermidade ou deficiência mental; 
II - o que, acometido por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo 
em que ocorreram os fatos, não podia discerni-los, ou, ao tempo em que 
deve depor, não está habilitado a transmitir as percepções; 
III - o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos; 
IV - o cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos 
que lhes faltam. 
§ 2o São impedidos: 
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I - o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer 
grau e o colateral, até o terceiro grau, de alguma das partes, por 
consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir o interesse público ou, 
tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter de 
outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento do 
mérito; 
II - o que é parte na causa; 
III - o que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o 
representante legal da pessoa jurídica, o juiz, o advogado e outros que 
assistam ou tenham assistido as partes. 
§ 3o São suspeitos: 
I - o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo; 
II - o que tiver interesse no litígio. 
§ 4o Sendo necessário, pode o juiz admitir o depoimento das testemunhas 
menores, impedidas ou suspeitas. 
§ 5o Os depoimentos referidos no § 4o serão prestados 
independentemente de compromisso, e o juiz lhes atribuirá o valor que 
possam merecer. 
Depreende-se do teor do referido artigo que na hipótese narrada o 
advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, alegando sua 
suspeição, por inimizade e interesse na causa, sendo que mesmo se aceita a 
contradita, o juiz poderá ouvi-lo como informante, desde que o juiz fundamente 
sua decisão. Logo, a resposta CORRETA é a letra “d” 
 D 
 
13. (Procurador do Estado – FCC – PGE/AP – 2018) Em relação às 
provas, 
a) as provas no sistema processual civil pátrio obedecem a uma hierarquia de 
valores, tendo a confissão como a de maior valor e a prova testemunhal como 
a de menor valor. 
b) caberá ao juiz, desde que requerido pelas partes, determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito, indeferindo por despacho as diligências 
inúteis ou procrastinatórias. 
c) a distribuiçãodiversa do ônus da prova é possível, por acordo das partes, 
desde que tenha ocorrido durante o processo e não torne excessivamente difícil 
a uma parte o exercício do direito. 
d) preservado o direito de não propor prova contra si própria, incumbe à parte 
comparecer em juízo, respondendo ao que lhe for perguntado; colaborar com o 
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juízo na realização de inspeção judicial que for considerada necessária; e 
praticar o ato que lhe for determinado. 
e) a produção antecipada da prova, na qual não se julga o mérito da causa, 
previne a competência do juízo para a ação que venha a ser proposta. 
Resolução: 
 A questão praticamente refere-se à literalidade de artigos do CPC/15. 
Vejamos cada alternativa: 
a) INCORRETA – Não há hierarquia entre as provas. 
b) INCORRETA 
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, 
determinar as provas necessárias ao julgamento do mérito. 
Parágrafo único. O juiz indeferirá, em decisão fundamentada, as 
diligências inúteis ou meramente protelatórias. 
c) INCORRETA 
Art. 373. § 3º. A distribuição diversa do ônus da prova também pode 
ocorrer por convenção das partes, salvo quando: 
I - recair sobre direito indisponível da parte; 
II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
§ 4º. A convenção de que trata o § 3o pode ser celebrada antes ou 
durante o processo. 
d) CORRETA – Art. 379. 
e) INCORRETA 
Art. 381. § 3º. A produção antecipada da prova não previne a 
competência do juízo para a ação que venha a ser proposta. 
 D 
 
14. (Analista Judiciário - Área Judiciária – FCC – TRT/6ª Região – 
2018) Considere as afirmações a seguir, que concernem à produção das provas 
processuais. 
I. Os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária, bem 
como os notórios, necessitam ser provados nos autos. 
II. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, 
atribuindo-lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório. 
III. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito, indeferindo, em decisão fundamentada, 
as diligências inúteis ou meramente protelatórias. 
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IV. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os 
moralmente legítimos, desde que especificados na norma processual civil, para 
provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido e influir eficazmente na 
convicção do juiz. 
V. A distribuição do ônus da prova pode ocorrer de forma diversa pela vontade 
das partes, desde que a convenção respectiva seja celebrada durante o curso 
do processo, necessariamente. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) III, IV e V. 
b) I, II e V. 
c) II, III e V. 
d) II e III. 
e) I e IV. 
Resolução: 
 A questão cobra a literalidade de disposições do CPC/15: 
I – INCORRETA – Art. 374, I e II. 
II - CORRETA – Art. 372. 
III - CORRETA – Art. 370 e p. único. 
IV - INCORRETA – Art. 369. 
V - INCORRETA – Art. 373, § 4º. 
 D 
 
15. (Analista Judiciário Área Judiciária – FCC – TRF/5ª REGIÃO – 
2017) Acerca da prova documental, considere: 
I. O documento feito por oficial público incompetente ou sem a observância das 
formalidades legais, mesmo que subscrito pelas partes, não tem eficácia 
probatória alguma. 
II. Considera-se autor do documento particular aquele que, mandando compô-
lo, não o firmou porque, conforme a experiência comum, não se costuma 
assinar, como livros empresariais e assentos domésticos. 
III. Quando se tratar de impugnação da autenticidade do documento, incumbe 
o ônus da prova à parte contra a qual ele foi produzido, independentemente de 
quem o apresentou. 
IV. A nota escrita pelo credor em qualquer parte de documento representativo 
de obrigação, ainda que não assinada, faz prova em benefício do devedor. 
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V. A escrituração contábil é divisível, de modo que, se dos fatos que resultam 
dos lançamentos, uns forem favoráveis ao interesse de seu autor e outros 
contrários, caberá ao juiz lhe atribuir a força probatória que merecer, segundo 
o seu livre convencimento. 
De acordo com o novo Código de Processo Civil, está correto o que se afirma 
APENAS em 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e V. 
e) IV e V. 
Resolução: 
Vejamos cada assertiva de acordo com o CPC/15: 
I – INCORRETA – Art. 407. 
II – CORRETA - Art. 410, III. 
III - INCORRETA – Art. 429, II. 
IV - CORRETA - Art. 416. 
V - INCORRETA – Art. 419. 
 C 
 
16. (Defensor Público – FCC – DPE/ES – 2016) O novo Código de 
Processo Civil 
a) não prevê expressamente o princípio da identidade física do juiz. 
b) impõe ao advogado e ao defensor público o ônus de intimar a testemunha 
por ele arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-
se a intimação do juízo. 
c) abandonou completamente o sistema de distribuição do ônus da prova diante 
do polo ocupado pela parte na demanda. 
d) exige para a produção antecipada de provas prova de fundado receio de que 
venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos na 
pendência da ação. 
e) mantém o sistema de reperguntas para a produção da prova testemunhal. 
Resolução: 
a) CORRETA – No CPC/15 não há previsão expressa do princípio da identidade 
física do juiz ao contrário da previsão do art. 132 do CPC/73. 
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b) INCORRETA – Art. 455, § 4º, IV - Essa disposição não se aplica à Defensoria 
Pública e nem ao Ministério Público. 
c) INCORRETA – A regra geral é a distribuição estática do ônus da prova (art. 
373, caput), havendo a previsão de distribuição dinâmica do ônus da prova (art. 
373, § 1º). 
d) INCORRETA – Existem outras hipóteses (art. 381). 
e) INCORRETA – Art.459 – O CPC/15 não trouxe o sistema de reperguntas. 
 A 
 
17. (Juiz Federal Substituto – TRF/3ª REGIÃO – 2018) Em tema de 
prova pericial afigura-se CORRETO afirmar: 
a) O critério para que o juiz determine a produção de prova técnica simplificada 
é a prevalência da oralidade no processo. 
b) Se o laudo for inconclusivo o juiz poderá reduzir a remuneração do perito. 
c) No caso em que as partes, de comum acordo, escolham o perito, compete 
exclusivamente àquelas a formulação de quesitos. 
d) Sendo vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, ele deve 
se abster de emitir opiniões pessoais que excedam o exame técnico ou científico 
do objeto da perícia, de ouvir testemunhas ou de obter documentos que estejam 
em poder da parte. 
Resolução: 
 Vamos às alternativas, conforme disposições do CPC/15: 
a) INCORRETA 
Art. 464. § 2º. De ofício ou a requerimento das partes, o juiz poderá, em 
substituição à perícia, determinar a produção de prova técnica 
simplificada, quando o ponto controvertido for de menor 
complexidade. 
§ 3º. A prova técnica simplificada consistirá apenas na inquirição de 
especialista, pelo juiz, sobre ponto controvertido da causa que demande 
especial conhecimento científico ou técnico. 
b) CORRETA 
Art. 465. § 5º. Quando a perícia for inconclusiva ou deficiente, o juiz 
poderá reduzir a remuneração inicialmente arbitrada para o trabalho. 
c) INCORRETA 
Art. 470. Incumbe ao juiz: 
I - indeferir quesitos impertinentes; 
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www.exponencialconcursos.com.brII - formular os quesitos que entender necessários ao esclarecimento da 
causa. 
d) INCORRETA 
Art. 473. § 2º. É vedado ao perito ultrapassar os limites de sua 
designação, bem como emitir opiniões pessoais que excedam o exame 
técnico ou científico do objeto da perícia. 
§ 3º. Para o desempenho de sua função, o perito e os assistentes técnicos 
podem valer-se de todos os meios necessários, ouvindo 
testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam 
em poder da parte, de terceiros ou em repartições públicas, bem como 
instruir o laudo com planilhas, mapas, plantas, desenhos, fotografias ou 
outros elementos necessários ao esclarecimento do objeto da perícia. 
 B 
 
18. (Analista Judiciário - Área Judiciária – FGV – TJ/AL – 2018) João 
promoveu, em março de 2015, quando ainda vigente o CPC de 1973, ação de 
cobrança em face de Antônio. Em outubro de 2015, foi requerida pelas partes a 
produção de prova oral no processo, o que foi deferido pelo juiz no mesmo mês. 
Para que se colha o depoimento dessas testemunhas, por ocasião da audiência 
de instrução e julgamento, designada para junho de 2018: 
a) o juiz interrogará as testemunhas sobre os fatos articulados, na forma do 
sistema presidencialista, colhendo o julgador de forma pessoal e diretamente a 
prova; 
b) as perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, 
começando pela que a arrolou, não admitindo o juiz aquelas que puderem 
induzir a resposta; 
c) as perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não 
podendo o julgador intervir na pergunta ou inadmitir qualquer delas; 
d) a prova oral será inadmitida no processo, uma vez que com a entrada em 
vigor da nova legislação processual, essa fase de instrução já estava superada; 
e) as perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, só 
podendo o juiz inquirir a testemunha depois da inquirição feita pelas partes. 
Resolução: 
 Questão proposta pela banca para confundir o candidato. Para respondê-
la, precisamos nos atentar para as Disposições finais e transitórias do CPC/15: 
Art. 1.047. As disposições de direito probatório adotadas neste Código 
aplicam-se apenas às provas requeridas ou determinadas de ofício 
a partir da data de início de sua vigência. 
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 Na questão, a prova foi requerida antes da entrada em vigor do CPC/15 
(18 de março de 2016). Portanto, aplicável o CPC/73, que não permitia 
perguntas feitas diretamente à parte (sistema presidencialista). 
 A 
 
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1. (Analista Judiciário – Judiciária – CESPE – STJ – 2018) Acerca do 
procedimento comum, julgue o item que se segue. Por ser matéria de ordem 
pública, a distribuição diversa do ônus da prova não é possível por convenção 
das partes. 
 
2. (Analista Legislativo - Processo Legislativo – FCC – ALESE – 2018) 
Quanto às provas, a legislação competente sobre a matéria estabelece: 
a) Se não forem notórios, dependem de prova os fatos afirmados por uma parte 
e confessados pela parte contrária. 
b) As únicas provas que se admitem nos processos judiciais são as previstas 
expressamente em lei. 
c) Não pode ser admitida a prova produzida em outro processo por ferir o 
contraditório e a ampla defesa. 
d) O ônus da prova é sempre o estabelecido na lei processual, não se podendo 
convencioná-lo de outro modo por acordo das partes. 
e) Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito, indeferindo em decisão fundamentada as 
diligências inúteis ou meramente protelatórias. 
 
3. (Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento – 
CONSULPLAN – TJ/MG – 2016) No que tange à produção antecipada de 
prova, julgue as seguintes afirmações: 
I. Na petição, o requerente apresentará as razões que justifiquem a necessidade 
de antecipação da prova e mencionará, com precisão, os fatos sobre os quais a 
prova haverá de recair. 
II. O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a citação de 
interessados na produção da prova ou no fato a ser provado, salvo se inexistente 
caráter contencioso; todavia, o juiz não se pronunciará sobre a ocorrência ou a 
inocorrência do fato, nem sobre as respectivas consequências jurídicas. 
III. Os interessados poderão requerer a produção de qualquer prova no mesmo 
procedimento, desde que relacionada ao mesmo fato, salvo se a sua produção 
conjunta acarretar excessiva demora. 
IV. Neste procedimento, será admitida defesa ou recurso contra decisão que 
indeferir total ou parcialmente a produção da prova pleiteada pelo requerente 
originário. 
 
4. Lista de questões 
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Está correto o que se afirma em: 
 
a) I, II e III, apenas. 
b) II, III e IV, apenas. 
c) II e IV, apenas. 
d) I, II, III e IV. 
 
4. (Defensor Público – FCC – DPE/AM – 2018) Considere as assertivas 
abaixo: 
 
I. A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a 
ação que venha a ser proposta. 
II. A inversão judicial do ônus da prova é prevista no CPC/2015 como critério 
de julgamento e, portanto, deve ser aplicada quando da sentença, desde que 
cientificadas anteriormente as partes. 
III. Às partes é vedada a prévia convenção de regras de ônus da prova por meio 
de negócios jurídicos processuais celebrados anteriormente à formação do 
processo. 
IV. Os princípios da persuasão racional e da comunhão da prova estão previstos 
expressamente no atual Código de Processo Civil. 
V. É mantida como regra geral o ônus da prova do autor aos fatos constitutivos 
de seu direito, ao passo que ao réu incumbe a prova dos fatos extintivos, 
modificativos ou impeditivos do direito do autor. 
 
Está correto o que se afirma APENAS em 
 
a) I, IV e V. 
b) IV e V. 
c) II, III e IV. 
d) I e II. 
e) III e V. 
 
5. (Defensor Público – CESPE – DPE/PE – 2018) Não havendo processo 
anterior que trate da situação, a demonstração de que determinado fato ocorreu 
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em rede social acessível pela Internet poderá ser realizada com a juntada aos 
autos 
a) de declaração pessoal do autor. 
b) de prova emprestada. 
c) do computador. 
d) da prova pericial. 
e) de ata notarial. 
 
6. (Defensor Público – Reaplicação – FCC – DPE/AM – 2018) 
Considere as assertivas abaixo. 
I. O depoimento pessoal da parte não pode ser determinado de ofício pelo juiz. 
II. Em ações de estado e de família, a parte não é obrigada a prestar depoimento 
sobre fatos, ainda que venham a resultar em desonra própria. 
III. Haverá confissão ficta quando a parte, pessoalmente intimada para prestar 
depoimento pessoal e advertida da pena de confesso, não comparece em juízo. 
IV. É vedado a quem ainda não depôs assistir ao interrogatório da outra parte. 
V. A parte não tem legitimidade para requerer o seu próprio depoimento 
pessoal. 
Em consonância com as disposições do Código de Processo Civil, está correto o 
que se afirma APENAS em 
a) II e IV. 
b) II, III e V. 
c) I, II e V. 
d) III, IV e V. 
e) I, III e IV. 
 
7. (Procurador do Estado – FCC – PGE/AP – 2018) A confissão 
a) judicial faz prova contra o confitente, podendo beneficiar ou prejudicar o 
litisconsorte. 
b) se espontânea, só pode ser feita pela própria parte. 
c) é, em regra, indivisível, não podendo a parte que a quiser invocar como prova 
aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que lhefor desfavorável, 
porém cindir-se-á quando o confitente a ela aduzir fatos novos, capazes de 
constituir fundamento de defesa de direito material ou de reconvenção. 
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d) de um cônjuge ou companheiro, nas ações que versarem sobre bens imóveis 
ou direitos reais sobre imóveis alheios, não valerá sem a do outro. 
e) a confissão é irrevogável, mas pode ser tornada ineficaz se decorreu de erro, 
de fato ou de direito, dolo ou coação. 
 
8. (Procurador – FAU - Prefeitura de Piraquara/PR – 2016) Sobre a 
Exibição de Documento ou Coisa, considere as seguintes afirmativas: 
I - A parte e o terceiro se escusam de exibir, em juízo, o documento ou a coisa 
se sua publicidade redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem como a 
seus parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau, ou lhes representar 
perigo de ação penal. 
II - Se o terceiro negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da 
coisa, o juiz designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem 
como o das partes e, se necessário, o de testemunhas, e em seguida proferirá 
decisão. 
III - Se o terceiro negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da 
coisa, o juiz designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem 
como o das partes e, se necessário, o de testemunhas, e em seguida proferirá 
decisão. 
a) Nenhuma das afirmativas está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Estão corretas as afirmativas I e II. 
d) Estão corretas as afirmativas I e III. 
e) Estão corretas as afirmativas II e III. 
 
9. (Juiz do Trabalho Substituto – FCC – TST – 2017) Com relação à 
prova documental, a legislação processual civil sobre a matéria estabelece: 
a) Quando intimada para se manifestar sobre documento constante dos autos, 
poderá a parte impugná-lo como meio de prova, o que significa alegar sua 
falsidade. 
b) Nos casos em que a lei exigir documento público como da substância do ato, 
se a prova legal existir validamente, o juiz poderá admitir outros meios de 
prova, em atenção ao princípio do livre convencimento motivado. 
c) Quando o documento particular contiver declaração de ciência de 
determinado fato, incumbirá ao signatário o ônus de provar a veracidade ou não 
do fato contido no documento. 
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d) Caso haja arguição de falsidade de documento juntado com a inicial, 
independentemente de pedido de declaração de falsidade incidental, será feito 
o exame pericial pertinente, ainda que o autor concorde em retirar o documento 
dos autos, no prazo de réplica. 
e) Incumbe ao réu instruir a contestação com os documentos destinados a 
provar suas alegações e, a critério do juiz, após expressa justificativa do motivo 
de impedimento de apresentação anterior, avaliar a possibilidade de juntada de 
documentos em momento posterior. 
 
10. (Delegado da Polícia Civil de 1ª Classe – VUNESP – PC/CE - 2015) 
Assinale a alternativa correta sobre a prova testemunhal e sua produção. 
a) A contradita à testemunha deve ser realizada imediatamente após o final do 
depoimento, sob pena de preclusão. 
b) Em regra, primeiro são ouvidas as testemunhas do réu e, após, as 
testemunhas do autor. 
c) Quando houver divergência de declarações, pode o juiz ordenar, de ofício, a 
acareação das testemunhas. 
d) A testemunha será intimada por meio de oficial de justiça, sendo vedada a 
intimação pelos correios. 
e) Os relativamente capazes não podem depor na qualidade de testemunha. 
 
11. (Juiz de Direito Substituto - VUNESP – TJM/SP - 2016) A escritura 
pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, 
fazendo prova plena. Diante desta afirmação, assinale a alternativa correta. 
a) No sentido jurídico, a prova demonstrada por instrumento público é direta e 
recai sobre o fato nela estipulado, permitindo uma conclusão direta e objetiva, 
que não admite ser contrariada. 
b) As informações contidas em escritura pública, por se tratar de direito 
disponível, geram presunção absoluta quanto à declaração de vontade 
estipulada no instrumento. 
c) Independentemente dos negócios jurídicos representados por escritura 
pública, por ser instrumento dotado de fé pública, as consequências dela extraí- 
das geram presunção absoluta de veracidade. 
d) A quitação dada em escritura pública gera presunção relativa do pagamento, 
admitindo prova em contrário que evidencie a invalidade do instrumento eivado 
de vício que o torne falso. 
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e) Não há presunção relativa sobre os elementos constitutivos de uma escritura 
pública, exceto os que forem eivados de nulidade absoluta, tais como os 
elementos essenciais de sua formação válida. 
 
12. (Advogado – VUNESP – SAEG - 2015) João é autor de uma ação 
contra José. Designada a audiência de instrução e julgamento, são arroladas 
várias testemunhas, sendo que o advogado de José coloca no rol do seu cliente, 
Manoel, que por sua vez é autor de uma ação em trâmite contra João. Manoel 
já declarou a João que faria de tudo para prejudicá-lo, sendo que ajudaria José 
a ganhar a causa, porque sairia em vantagem na sua ação se isso acontecesse, 
tendo inclusive lhe enviado e-mail com esses termos. Diante dessa situação 
hipotética, assinale a alternativa correta. 
a) O advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, alegando que 
este é impedido de depor em razão de inimizade e interesse na causa. 
b) Não há qualquer impedimento para que Manoel seja considerado testemunha 
legítima a favor de José, uma vez que o fato de estar em trâmite um processo 
seu contra João não maculará seu depoimento. 
c) O advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, dizendo que é 
incapaz de depor, tendo em vista que tem interesse no litígio. 
d) O advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, alegando sua 
suspeição, por inimizade e interesse na causa, sendo que mesmo se aceita a 
contradita, o juiz poderá ouvi-lo como informante, desde que o juiz fundamente 
sua decisão. 
e) O advogado de João poderá contraditar a testemunha Manoel, alegando sua 
suspeição, por inimizade e interesse na causa, sendo que se aceita a contradita 
o juiz estará obrigado a dispensar seu depoimento. 
 
13. (Procurador do Estado – FCC – PGE/AP – 2018) Em relação às 
provas, 
a) as provas no sistema processual civil pátrio obedecem a uma hierarquia de 
valores, tendo a confissão como a de maior valor e a prova testemunhal como 
a de menor valor. 
b) caberá ao juiz, desde que requerido pelas partes, determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito, indeferindo por despacho as diligências 
inúteis ou procrastinatórias. 
c) a distribuição diversa do ônus da prova é possível, por acordo das partes, 
desde que tenha ocorrido durante o processo e não torne excessivamente difícil 
a uma parte o exercício do direito. 
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d) preservado o direito de não propor prova contra si própria, incumbe à parte 
comparecer em juízo, respondendo ao que lhe for perguntado; colaborar com o 
juízo na realização de inspeção judicial que for considerada necessária; e 
praticar o ato que lhe for determinado. 
e) a produção antecipada da prova, na qual não se julga o mérito da causa, 
previne a competência do juízo para a ação que venha a ser proposta. 
 
14. (Analista Judiciário - Área Judiciária – FCC – TRT/6ª Região – 
2018) Considere as afirmações a seguir, queconcernem à produção das provas 
processuais. 
I. Os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária, bem 
como os notórios, necessitam ser provados nos autos. 
II. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, 
atribuindo-lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório. 
III. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito, indeferindo, em decisão fundamentada, 
as diligências inúteis ou meramente protelatórias. 
IV. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os 
moralmente legítimos, desde que especificados na norma processual civil, para 
provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido e influir eficazmente na 
convicção do juiz. 
V. A distribuição do ônus da prova pode ocorrer de forma diversa pela vontade 
das partes, desde que a convenção respectiva seja celebrada durante o curso 
do processo, necessariamente. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) III, IV e V. 
b) I, II e V. 
c) II, III e V. 
d) II e III. 
e) I e IV. 
 
15. (Analista Judiciário Área Judiciária – FCC – TRF/5ª REGIÃO – 
2017) Acerca da prova documental, considere: 
I. O documento feito por oficial público incompetente ou sem a observância das 
formalidades legais, mesmo que subscrito pelas partes, não tem eficácia 
probatória alguma. 
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II. Considera-se autor do documento particular aquele que, mandando compô-
lo, não o firmou porque, conforme a experiência comum, não se costuma 
assinar, como livros empresariais e assentos domésticos. 
III. Quando se tratar de impugnação da autenticidade do documento, incumbe 
o ônus da prova à parte contra a qual ele foi produzido, independentemente de 
quem o apresentou. 
IV. A nota escrita pelo credor em qualquer parte de documento representativo 
de obrigação, ainda que não assinada, faz prova em benefício do devedor. 
V. A escrituração contábil é divisível, de modo que, se dos fatos que resultam 
dos lançamentos, uns forem favoráveis ao interesse de seu autor e outros 
contrários, caberá ao juiz lhe atribuir a força probatória que merecer, segundo 
o seu livre convencimento. 
De acordo com o novo Código de Processo Civil, está correto o que se afirma 
APENAS em 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e V. 
e) IV e V. 
 
16. (Defensor Público – FCC – DPE/ES – 2016) O novo Código de 
Processo Civil 
a) não prevê expressamente o princípio da identidade física do juiz. 
b) impõe ao advogado e ao defensor público o ônus de intimar a testemunha 
por ele arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-
se a intimação do juízo. 
c) abandonou completamente o sistema de distribuição do ônus da prova diante 
do polo ocupado pela parte na demanda. 
d) exige para a produção antecipada de provas prova de fundado receio de que 
venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos na 
pendência da ação. 
e) mantém o sistema de reperguntas para a produção da prova testemunhal. 
 
17. (Juiz Federal Substituto – TRF/3ª REGIÃO – 2018) Em tema de 
prova pericial afigura-se CORRETO afirmar: 
a) O critério para que o juiz determine a produção de prova técnica simplificada 
é a prevalência da oralidade no processo. 
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b) Se o laudo for inconclusivo o juiz poderá reduzir a remuneração do perito. 
c) No caso em que as partes, de comum acordo, escolham o perito, compete 
exclusivamente àquelas a formulação de quesitos. 
d) Sendo vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, ele deve 
se abster de emitir opiniões pessoais que excedam o exame técnico ou científico 
do objeto da perícia, de ouvir testemunhas ou de obter documentos que estejam 
em poder da parte. 
 
18. (Analista Judiciário - Área Judiciária – FGV – TJ/AL – 2018) João 
promoveu, em março de 2015, quando ainda vigente o CPC de 1973, ação de 
cobrança em face de Antônio. Em outubro de 2015, foi requerida pelas partes a 
produção de prova oral no processo, o que foi deferido pelo juiz no mesmo mês. 
Para que se colha o depoimento dessas testemunhas, por ocasião da audiência 
de instrução e julgamento, designada para junho de 2018: 
a) o juiz interrogará as testemunhas sobre os fatos articulados, na forma do 
sistema presidencialista, colhendo o julgador de forma pessoal e diretamente a 
prova; 
b) as perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, 
começando pela que a arrolou, não admitindo o juiz aquelas que puderem 
induzir a resposta; 
c) as perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não 
podendo o julgador intervir na pergunta ou inadmitir qualquer delas; 
d) a prova oral será inadmitida no processo, uma vez que com a entrada em 
vigor da nova legislação processual, essa fase de instrução já estava superada; 
e) as perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, só 
podendo o juiz inquirir a testemunha depois da inquirição feita pelas partes. 
 
 
 
 
 
 
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 F 
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 A 
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 B 
 E 
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 D 
 D 
 D 
 C 
 A 
 B 
 A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Gabarito 
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ALVIM, Arruda. Manual de Direito Processual Civil, v.1: parte geral. São Paulo: 
Editora Revista dos Tribunais, 2013. 
BUENO, Cassio Scarpinella. Manual de Direito Processual Civil. São Paulo: 
Saraiva, 2015. 
CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo processo civil brasileiro. São Paulo: Atlas, 
2016. 
______________________. Lições de Direito Processual Civil: volume 1. 
São Paulo: Atlas, 2013. 
DIDIER JR, Fredie. Curso de direito processual civil: introdução ao direito 
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6. Referencial Bibliográfico

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