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DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
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Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250430595910
 
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Assessora no MP-RJ. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Provas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Princípios Relacionados ao Direito Probatório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Ônus da Prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Distribuição do Ônus da Prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Distribuição Legal do Ônus da Prova – Estática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Distribuição Dinâmica do Ônus da Prova – Realizada pelo Juiz . . . . . . . . . . . . . . 10
Distribuição Dinâmica do Ônus da Prova – Por Negócio Jurídico Processual . . . 10
Prova Emprestada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Provas Ilícitas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Produção Antecipada de Prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Provas em Espécie . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Ata Notarial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Depoimento Pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
 
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Aline Oliveira
aPreseNtaÇÃoaPreseNtaÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline de 
Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, mas já fui Assessora no MPRJ. Sou pós-graduada 
em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário pela UCAM e em Direito 
Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE RJ quanto da PGM RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex.: Procurador da UNICAMP, advogado da IMBEL, Procurador 
de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE RJ e MPSP). Também já 
fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE RJ, cuja prova 
oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado (a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você 
atingir o sucesso na aprovação na OAB. Galera, não deixe de fazer muitas questões. Não 
tem como você conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, 
da jurisprudência e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira
@prof_alineoliveira
 
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Aline Oliveira
PROVASPROVAS
Nesta aula de hoje, vamos analisar os seguintes tópicos do Edital da OAB: 28. Provas. 
28.1. Teoria geral do direito probatório. 28.2. Provas em espécie.
A aula de hoje se insere na fase instrutória do processo. Jaylton Lopes alerta:
Não há mais espaço, assim, na atualidade, para o discurso de que somente a verdade real (material 
ou absoluta) pode legitimar a decisão de mérito. A verdade que legitima o julgamento é relativa, 
fruto de uma investigação racional, contextualizada e dialética dos fatos narrados pelas partes, 
obtida mediante emprego de meios lícitos.
Alerta ainda o referido autor sobre a pluralidade de sentidos da palavra prova:
Vê-se, assim, que o vocábulo prova possui um sentido objetivo e outro subjetivo. Em sentido 
objetivo, significa: a) ato de provar; b) meios de obtenção do conhecimento sobre determinado 
fato; ou c) procedimento utilizado para a formação dos meios de obtenção da prova. Em sentido 
subjetivo, significa o resultado dos atos e dos meios de prova.
Classificação das provas
Quanto ao objeto
Prova Direta Prova Indireta
Está relacionada ao fato principal.
Está relacionada a um fato secundário, mas 
que possibilita chegar à comprovação da 
alegação do fato principal.
Quanto à fonte
Prova pessoal Prova real
Decorre de uma afirmação de uma pessoa. Decorre do exame realizado em uma coisa.
Quanto à forma
Prova oral Prova material Prova documental
A que é produzida 
verbalmente (linguagem 
falada).exibição nem fizer nenhuma declaração e quando 
a recusa for havida por ilegítima.
Documento ou coisa em poder de terceiro: o juiz ordenará sua citação para responder 
no prazo de 15 (quinze) dias.
Nesse caso, temos três possibilidades:
1) Se o terceiro negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da coisa, o juiz 
designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem como o das partes e, se 
necessário, o de testemunhas, e em seguida proferirá decisão.
2) Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz ordenar-lhe-á 
que proceda ao respectivo depósito em cartório ou em outro lugar designado, no prazo de 
5 (cinco) dias, impondo ao requerente que o ressarça pelas despesas que tiver.
3) Se o terceiro descumprir a ordem, o juiz expedirá mandado de apreensão, requisitando, 
se necessário, força policial, sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência, 
pagamento de multa e outras medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-
rogatórias necessárias para assegurar a efetivação da decisão.
Escusas legais para não exibir o documento ou coisa – pela parte ou por terceiro-:
I – concernente a negócios da própria vida da família;
II – sua apresentação puder violar dever de honra;
III – sua publicidade redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem como a seus 
parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau, ou lhes representar perigo de ação penal;
IV – sua exibição acarretar a divulgação de fatos a cujo respeito, por estado ou profissão, 
devam guardar segredo;
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V – subsistirem outros motivos graves que, segundo o prudente arbítrio do juiz, justifiquem 
a recusa da exibição;
VI – houver disposição legal que justifique a recusa da exibição.
Se os motivos de que tratam os incisos I a VI do caput disserem respeito a apenas uma 
parcela do documento, a parte ou o terceiro exibirá a outra em cartório, para dela ser 
extraída cópia reprográfica, de tudo sendo lavrado auto circunstanciado.
Prova DocuMeNtal
Documento público: O documento público faz prova não só da sua formação, mas 
também dos fatos que o escrivão, o chefe de secretaria, o tabelião ou o servidor declarar 
que ocorreram em sua presença. A presunção de veracidade é RELATIVA. Essa presunção 
é sobre o que ocorreu na presença do funcionário público e não sobre o conteúdo do que 
foi alegado.
Exigência de instrumento público: Quando a lei exigir instrumento público como da 
substância do ato, nenhuma outra prova, por mais especial que seja, pode suprir-lhe a falta.
Incompetência ou desrespeito a formalidade: O documento feito por oficial público 
incompetente ou sem a observância das formalidades legais, sendo subscrito pelas partes, 
tem a mesma eficácia probatória do documento particular.
Autenticidade do documento: I – o tabelião reconhecer a firma do signatário; II – a autoria 
estiver identificada por qualquer outro meio legal de certificação, inclusive eletrônico, nos 
termos da lei; III – não houver impugnação da parte contra quem foi produzido o documento.
Arguição de falsidade documental: A falsidade deve ser suscitada na contestação, 
na réplica ou no prazo de 15 (quinze) dias, contado a partir da intimação da juntada do 
documento aos autos. Uma vez arguida, a falsidade será resolvida como questão incidental, 
salvo se a parte requerer que o juiz a decida como questão principal.
Falsidade documental arguida de ofício: Apesar de inexistência de previsão legal sobre a 
possibilidade de a falsidade documental ser reconhecida de ofício, a doutrina defende que 
é possível, uma vez que essa iniciativa tem fundamento nos poderes instrutórios do juiz.
Momento de produção: via de regra, na inicial e na contestação. Exceção: documentos 
novos, na forma do art. 435 do CPC.
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Prova testeMuNHal
Admissibilidade: A prova testemunhal é sempre admissível, não dispondo a lei de modo 
diverso. Exceções: o magistrado pode indeferir a prova testemunhal quando já provados 
por documento ou confissão da parte; quando só por documento ou por exame pericial 
puderem ser provados.
Quem pode e quem não pode testemunhar: Podem depor como testemunhas todas as 
pessoas, exceto as incapazes, impedidas ou suspeitas.
São incapazes: I – o interdito por enfermidade ou deficiência mental; II – o que, acometido 
por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, não 
podia discerni-los, ou, ao tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir as 
percepções; III – o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos; IV – o cego e o surdo, quando a 
ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam.
São impedidos: I – o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer 
grau e o colateral, até o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, 
salvo se o exigir o interesse público ou, tratando se de causa relativa ao estado da pessoa, 
não se puder obter de outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento do 
mérito; II – o que é parte na causa; III – o que intervém em nome de uma parte, como o 
tutor, o representante legal da pessoa jurídica, o juiz, o advogado e outros que assistam 
ou tenham assistido as partes.
São suspeitos: I – o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo; II – o que tiver interesse 
no litígio.
Deveres da testemunha: prestar o depoimento em juízo; depor e dizer a verdade.
Escusas: A testemunha não é obrigada a depor sobre fatos: I – que lhe acarretem 
grave dano, bem como ao seu cônjuge ou companheiro e aos seus parentes consanguíneos 
ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau; II – a cujo respeito, por estado ou 
profissão, deva guardar sigilo.
Prazo para apresentação do rol de testemunhas: Caso tenha sido determinada a produção 
de prova testemunhal, o juiz fixará prazo comum não superior a 15 (quinze) dias para que 
as partes apresentem rol de testemunhas.
Número de testemunhas: O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 
10 (dez), sendo 3 (três), no máximo, para a prova de cada fato. O juiz poderá limitar o número 
de testemunhas levando em conta a complexidade da causa e dos fatos individualmente 
considerados.
Videoconferência: A oitiva de testemunha que residir em comarca, seção ou subseção 
judiciária diversa daquela onde tramita o processo poderá ser realizada por meio de 
videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão e recepção de sons e imagens 
em tempo real, o que poderá ocorrer, inclusive, durante a audiência de instrução e julgamento.
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Prova Pericial
Indeferimento da perícia: I – a prova do fato não depender de conhecimento especial 
de técnico; II – for desnecessária em vista de outras provas produzidas; III – a verificação 
for impraticável.
Dispensa de perícia: O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes, na iniciale 
na contestação, apresentarem, sobre as questões de fato, pareceres técnicos ou documentos 
elucidativos que considerar suficientes.
Escusa: O perito pode escusar-se (prazo de 15 dias – art. 157, §1) ou ser recusado por 
impedimento ou suspeição. O juiz, ao aceitar a escusa ou ao julgar procedente a impugnação, 
nomeará novo perito.
Substituição da perícia: De ofício ou a requerimento das partes, o juiz poderá, em 
substituição à perícia, determinar a produção de prova técnica simplificada, quando o 
ponto controvertido for de menor complexidade.
Hipóteses de substituição do perito: I – faltar-lhe conhecimento técnico ou científico; 
II – sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado.
Restituição dos valores pelo perito substituído: O perito substituído restituirá, no prazo 
de 15 (quinze) dias, os valores recebidos pelo trabalho não realizado, sob pena de ficar 
impedido de atuar como perito judicial pelo prazo de 5 (cinco) anos.
Prorrogação do prazo: Se o perito, por motivo justificado, não puder apresentar o laudo 
dentro do prazo, o juiz poderá conceder-lhe, por uma vez, prorrogação pela metade do 
prazo originalmente fixado.
Realização de nova perícia: O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a 
realização de nova perícia quando a matéria não estiver suficientemente esclarecida.
A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre os quais recaiu a primeira e 
destina-se a corrigir eventual omissão ou inexatidão dos resultados a que esta conduziu. A 
segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a primeira. A segunda perícia 
não substitui a primeira, cabendo ao juiz apreciar o valor de uma e de outra.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (CEBRASPE/CESPE/PC-PE/DELEGADO DE POLÍCIA/ADAPTADA/2024) O Código de Processo 
Civil estabelece que o ônus da prova compete ao autor em qualquer hipótese, mas se admite 
que as partes convencionem a distribuição do ônus probatório para o fim de atribuí-lo ao réu.
002. 002. (CEBRASPE/CESPE/PC-PE/DELEGADO DE POLÍCIA/ADAPTADA/2024) O Código de Processo 
Civil estabelece que o ônus da prova compete ao réu, quando se tratar da existência de fato 
modificativo do direito do autor, sendo admitida a distribuição diversa do ônus da prova 
por convenção entre as partes, não podendo esse ajuste recair sobre direito indisponível 
de alguma delas.
003. 003. (FGV/ENAM/REAPLICAÇÃO MANAUS/MAGISTRATURA/2024) Em ação voltada à anulação 
de contrato por coação, e assim do débito nele constante, após contestação e réplica, 
recusada a conciliação e saneado o feito, o juiz abre a fase de prova, destinada a demonstrar 
se ocorreu a coação, fundamento único da petição inicial para a alegada invalidade. Como 
o juiz deferiu prova documental suplementar, o autor solicitou que o réu fosse compelido 
a exibir uma série de documentos. Segundo o autor, esses documentos seriam aptos a 
demonstrar, por si, que, ainda se afastada a coação, o valor do contrato já estava quitado, 
de modo que o débito deveria ser declarado extinto, mesma consequência material do 
pedido formulado.
O magistrado deve indeferir a prova por ser impertinente e desnecessária.
004. 004. (FGV/TJ-RN/OFICIAL DE JUSTIÇA JUDICIÁRIA/DIREITO/2023) Um paciente propôs uma 
demanda indenizatória em face do hospital que o atendera em uma cirurgia. Sustentou que 
a prova do fato constitutivo de seu direito podia ser obtida com a juntada do prontuário 
médico, que se encontrava no poder do réu, que revelava o erro médico ocorrido durante 
o procedimento cirúrgico a que foi submetido. Em decisão de organização e saneamento 
do processo, o juiz não definiu a quem cabia o referido ônus probatório. Após a regular 
instrução do feito, sem a juntada do prontuário médico, foi prolatada a sentença, quando 
o juiz, em decisão motivada, aplicou a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova e 
condenou o réu na forma do pedido, por entender que cabia a este a prova de que tudo 
correra na normalidade durante o procedimento médico alegado.
Nesse cenário, a sentença é válida, pois cabe ao réu a prova do fato constitutivo de seu 
direito.
005. 005. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/ADAPTADA/2023) A prova no sistema processual civil vigente 
só será aceita no processo se houver expressa previsão legal.
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006. 006. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/ADAPTADA/2023) A prova no sistema processual civil vigente 
será apreciada pelo juiz independentemente da parte que requereu sua produção, desde 
que de forma fundamentada.
007. 007. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/ADAPTADA/2023) A prova no sistema processual civil vigente 
é valorada a partir do sistema da íntima convicção, como regra.
008. 008. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/2023/ADAPTADA) A prova no sistema processual civil vigente 
precisa ser produzida no próprio processo em análise, não se admitindo a prova emprestada.
009. 009. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/ADAPTADA/2023) A prova no sistema processual civil vigente é 
essencial para o julgamento da causa, não sendo possível proferir sentença sem a instauração 
de fase probatória.
010. 010. (CEBRASPE/CESPE/DATAPREV/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
ADVOCACIA/2023) Ao juiz da ação é possível agir de ofício para determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito.
011. 011. (FGV/TJ-AP/JUIZ ESTADUAL/2022) Em uma demanda entre particulares na qual se 
discute a metragem de um imóvel para fins de acertamento de um direito, as partes somente 
protestaram por provas orais. O juiz, de ofício, determinou a produção de prova pericial e 
documental, para exercer seu juízo de mérito sobre a causa.
Nesse cenário, pode-se afirmar que o julgador agiu de forma correta, uma vez que cabe ao 
juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias ao julgamento 
do mérito.
012. 012. (FGV/TJ-TO/TÉCNICO JUDICIÁRIO APOIO JUDICIÁRIO E ADMINISTRATIVO/2022) José 
propôs uma ação em face de João, afirmando ser credor deste na quantia de cem mil reais, 
por força de um contrato de mútuo celebrado entre ambos. O réu confessou a existência 
do contrato, mas afirmou já ter quitado toda a obrigação estipulada. Analisando a hipótese 
fática apresentada, é correto afirmar que incumbe ao réu a prova da quitação da obrigação 
afirmada pelo autor no contrato de mútuo.
013. 013. (FGV/SEN/ADVOGADO/ 2022) Em uma demanda judicial referente a um litígio existente 
em um contrato de compra e venda internacional de mercadorias, uma sociedade empresária 
japonesa alegou, perante a autoridade judiciária brasileira, direito estrangeiro para 
fundamentar a sua pretensão condenatória deduzida perante a sociedade empresária nacional.
A parte que alegar direito estrangeiro provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz 
determinar.
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014. 014. (CEBRASPE/CESPE/PREF MARINGÁ/ANALISTA MUNICIPAL DIREITO/2022)Olívia celebrou 
contrato de adesão com a empresa Escuro S.A., cujo objeto do negócio jurídico era o fornecimento 
de serviço de televisão a cabo. Em determinada cláusula do contrato de prestação de serviços, 
consta convenção das partes, a qual atribui a Olívia o ônus de provar, em caso de litígio judicial, 
que o local de sua residência oferece todas as condições técnicas adequadas para o fornecimento 
do sinal de televisão a cabo com a qualidade contratada. Diante dessa situação hipotética, 
acerca da cláusula que convencionou sobre o ônus da prova e a possível produção de efeitos 
em um processo judicial envolvendo as partes descritas, assinale a opção correta.
a) A distribuição do ônus da prova, no caso, não será admitida porquanto torna excessivamente 
difícil à parte aderente o exercício do direito.
b) Caso o juiz venha a aplicar critério diverso de distribuição do ônus da prova, deve fazê-lo 
no momento da sentença.
c) O CPC não admite convenção sobre ônus da prova.
d) Da decisão do juiz que venha a aplicar critério diferenciado do ônus da prova não cabe recurso.
e) O CPC não permite que, a critério do juiz, seja redistribuído o encargo probatório.
015. 015. (CEBRASPE/CESPE/TCE-RJ/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO CONTROLE EXTERNO/
DIREITO/2021) O Código de Processo Civil estabelece previsão de negócio processual 
típico sobre o ônus da prova, o qual poderá ser realizado pelas partes antes ou durante o 
processo judicial.
016. 016. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE ALAGOAS/2021) De acordo com o 
CPC, não será exigida a prova
a) quando ela for fundada naquilo que costuma ocorrer.
b) excessivamente onerosa à parte que precise produzir.
c) que recaia sobre direito indisponível.
d) que represente extrema dificuldade, reconhecida pelo juiz, do ônus atribuído à parte 
que precise produzir.
e) em cujo favor milita presunção legal de veracidade.
017. 017. (FGV/NACIONAL UNIFICADO OAB/XXXI EXAME/2020) Julieta ajuizou demanda em face 
de Rafaela e, a fim de provar os fatos constitutivos de seu direito, arrolou como testemunhas 
Fernanda e Vicente. A demandada, por sua vez, arrolou as testemunhas Pedro e Mônica.
Durante a instrução, Fernanda e Vicente em nada contribuíram para o esclarecimento dos 
fatos, enquanto Pedro e Mônica confirmaram o alegado na petição inicial. Em razões finais, 
o advogado da autora requereu a procedência dos pedidos, ao que se contrapôs o patrono 
da ré, sob o argumento de que as provas produzidas pela autora não confirmaram suas 
alegações e, ademais, as provas produzidas pela ré não podem prejudicá-la.
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Consideradas as normas processuais em vigor, assinale a afirmativa correta.
a) O advogado da demandada está correto, pois competia à demandante a prova dos fatos 
constitutivos do seu direito.
b) O advogado da demandante está correto, porque a prova, uma vez produzida, pode 
beneficiar parte distinta da que a requereu.
c) O advogado da demandante está incorreto, pois o princípio da aquisição da prova não é 
aplicável à hipótese.
d) O advogado da demandada está incorreto, porque as provas só podem beneficiar a parte 
que as produziu, segundo o princípio da aquisição da prova.
018. 018. (CEBRASPE/CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) 
Por ser matéria de ordem pública, a distribuição diversa do ônus da prova não é possível 
por convenção das partes.
019. 019. (CEBRASPE/CESPE/ STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL/2018) No que se refere à formação do conjunto de provas no processo, 
a possibilidade de o magistrado atuar de ofício está expressamente prevista em lei e é 
compatível com a adoção, pelo CPC, de um modelo de processo cooperativo.
020. 020. (FGV/ALERO/ANALISTA LEGISLATIVO/PROCESSO LEGISLATIVO/ADAPTADA/2018) O ônus 
da prova incumbe ao réu quanto aos fatos constitutivos do direito.
021. 021. (FGV/ALERO/ANALISTA LEGISLATIVO/PROCESSO LEGISLATIVO/ADAPTADA/2018) Não 
dependem de prova os fatos notórios, mas precisam ser provados os afirmados por uma 
parte e confessados pela parte contrária.
022. 022. (FGV/ALERO/ANALISTA LEGISLATIVO/PROCESSO LEGISLATIVO/ADAPTADA/2018) Não 
cabe a prova de direito, mas apenas das alegações fáticas.
023. 023. (FGV/ALERO/ANALISTA LEGISLATIVO/PROCESSO LEGISLATIVO/ADAPTADA/2018) O juiz 
poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-lhe o valor 
que considerar adequado, observado o contraditório.
024. 024. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) A parte que alegar direito municipal, 
estadual, estrangeiro ou consuetudinário deverá provar o teor e a vigência, se assim o juiz 
determinar.
025. 025. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) Preservado o direito de não produzir 
prova contra si própria, incumbe à parte comparecer em juízo, respondendo ao que lhe for 
interrogado, colaborar com o juízo na realização de inspeção judicial que for considerada 
necessária e praticar o ato que lhe for determinado.
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026. 026. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) A distribuição do ônus da prova pode 
ocorrer por convenção das partes, salvo quando recair sobre direito indisponível da parte 
ou tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
027. 027. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) É possível utilizar a teoria da carga 
dinâmica do ônus da prova nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa 
relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de produzir a prova ou à maior 
facilidade de obtenção da prova do fato contrário, de modo a permitir que haja a inversão 
por decisão devidamente motivada.
028. 028. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) Não será admitida prova produzida 
em outro processo.
029. 029. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO/2015) Não é 
permitido às partes estabelecer convenção que distribua de maneira diversa o ônus da 
prova. Trata-se de regra legal que não se encontra à disposição das partes.
030. 030. (CEBRASPE/CESPE/TER-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA/2015) No direito 
processual civil, expressa disposição legal admite que o juiz aja de ofício e determine a 
produção de prova, o que constitui exceção ao princípio conhecido como dispositivo.
031. 031. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO/PERÍCIA/ENGENHARIA 
QUÍMICA/2015) Em uma ação judicial na área cível, os meios de prova admissíveis restringem-
se àqueles que estão expressamente previstos em lei, ou seja, a confissão, o depoimento 
pessoal, o interrogatório, as testemunhas, os documentos, a perícia e a inspeção judicial.
032. 032. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova tem cabimento se a prova 
a ser produzida for suscetível de viabilizar a autocomposição.
033. 033. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova tem cabimento quando 
há alguma dificuldade na verificação de determinados fatos na pendência da ação.
034. 034. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova previne a competência do 
juízo para a ação que venhaa ser proposta.
035. 035. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova pode ser concedida se o 
juiz se pronunciar sobre as consequências jurídicas do fato.
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036. 036. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova dispensa, pela natureza, 
a precisão dos fatos sobre os quais a prova recairá.
037. 037. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) O Código de Processo Civil não 
admite a produção antecipada de provas enquanto procedimento autônomo, mas apenas 
como incidental.
038. 038. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) A produção antecipada da prova 
previne a competência do juízo para a ação que venha a ser proposta.
039. 039. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) A decisão que defere o pedido de 
produção antecipada de prova é impugnável por meio de recurso.
040. 040. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) A produção antecipada de prova é 
admissível, dentre outras hipóteses, se a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar 
a autocomposição.
041. 041. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) Os autos da produção antecipada 
de prova permanecerão em cartório durante três meses para extração de cópias e certidões 
pelos interessados.
042. 042. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) A produção antecipada 
de prova é cabível, dentre outras hipóteses, quando haja fundado receio de que venha a 
tornar-se possível a verificação de certos fatos na pendência da ação.
043. 043. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) A produção antecipada de 
prova é cabível, dentre outras hipóteses, quando a prova a ser produzida seja suscetível de 
viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado de solução de conflito.
044. 044. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) Proposta a produção 
antecipada da prova, esta previne a competência do juízo para a ação que venha a ser 
proposta, em que tal prova venha a ser utilizada.
045. 045. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) O arrolamento de bens 
observará o procedimento da produção antecipada de provas quando tiver por finalidade 
a realização de documentação ou a prática de atos de apreensão.
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046. 046. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) A produção antecipada 
da prova é da competência do juízo do foro onde ela deva ser produzida ou do foro de 
domicílio do autor.
047. 047. (CEBRASPE/CESPE/TJ-PR/JUIZ ESTADUAL/2019/ADAPTADA) De acordo com o Código 
de Processo Civil, a produção antecipada da prova requerida antes do ajuizamento da 
demanda principal pode ser utilizada somente na hipótese de o autor provar que o prévio 
conhecimento dos fatos é imprescindível para o ajuizamento de ação.
048. 048. (CEBRASPE/CESPE/TJ-PR/JUIZ ESTADUAL/2019/ADAPTADA) De acordo com o Código 
de Processo Civil, a produção antecipada da prova requerida antes do ajuizamento da 
demanda principal segue procedimento no qual é admitida a interposição de apelação 
contra a decisão que indeferir totalmente a produção da prova pleiteada.
049. 049. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO/2018/ADAPTADA) 
Não havendo processo anterior que trate da situação, a demonstração de que determinado 
fato ocorreu em rede social acessível pela Internet poderá ser realizada com a juntada aos autos
de ata notarial.
050. 050. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TC DF/2021) 
A oitiva de testemunha que não resida na comarca em que tramita o processo judicial 
durante audiência de instrução e julgamento pode ser realizada por videoconferência, 
sendo permitido que o depoimento seja documentado apenas por gravação.
051. 051. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/41º EXAME/2024) Silene ajuizou ação de divórcio, 
cumulada com pedido de fixação de alimentos, em face de Jonas. O juiz, em sede de decisão 
de saneamento e organização do processo, entendeu que o pedido de divórcio estava apto 
para julgamento e, no que se refere à pretensão de alimentos, determinou a produção de 
prova oral, consistente em depoimento pessoal e prova testemunhal, bem como de prova 
documental suplementar. Ato contínuo, por meio de decisão interlocutória, o juiz julgou 
procedente o pedido de divórcio, e determinou o prosseguimento do processo para a fase 
instrutória em relação ao pedido de fixação de alimentos. Tomando o caso concreto como 
premissa, assinale a afirmativa correta.
a) A decisão de julgamento do pedido de divórcio poderá ser impugnada por agravo de 
instrumento.
b) O número de testemunhas arroladas não poderá ser superior a cinco, sendo duas, no 
máximo, para cada fato.
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c) Depois do saneamento, Silene e Jonas podem pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes 
no prazo comum de dez dias, findo o qual a decisão se torna estável.
d) Em razão da impossibilidade de fracionamento de julgamento do mérito, o juiz não 
poderia ter julgado, desde logo, o pedido de divórcio, o qual somente poderia ser feito 
conjuntamente com o pedido de fixação de alimentos.
052. 052. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/42º EXAME/2024) Neusa ajuizou ação condenatória 
em face de Marcelo. Em sua causa de pedir, a autora sustentou que o réu, conduzindo seu 
veículo de forma imprudente, avançou um sinal vermelho e colidiu contra o carro de Neusa, 
causando-lhe danos morais e materiais.
Diante da necessidade de produção de prova oral, consistente em depoimento pessoal e 
prova testemunhal, o Juiz designou audiência de instrução e julgamento.
As partes tempestivamente apresentaram suas testemunhas, que estavam nos respectivos 
veículos no momento da colisão. Neusa indicou Gabriel, seu filho de 17 anos. Por sua vez, 
Marcelo indicou João, seu amigo íntimo, e Regina, sua prima.
Sobre o caso acima, segundo o ordenamento jurídico brasileiro, assinale a afirmativa correta.
a) Gabriel é incapaz de depor, por ser menor de 18 anos.
b) João e Regina são testemunhas suspeitas, diante da amizade íntima e da relação de 
parentesco com Marcelo, respectivamente.
c) Regina poderá depor como testemunha, não havendo impedimento referente à relação 
de parentesco que possui com Marcelo.
d) O juiz poderá admitir o depoimento de João, ainda que amigo íntimo de Marcelo, caso 
em que será indispensável a prestação do compromisso de dizer a verdade.
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GABARITOGABARITO
1. E
2. C
3. C
4. E
5. E
6. C
7. E
8. E
9. E10. C
11. C
12. C
13. C
14. a
15. C
16. e
17. b
18. E
19. C
20. E
21. E
22. E
23. C
24. C
25. C
26. C
27. C
28. E
29. E
30. C
31. E
32. C
33. E
34. E
35. E
36. E
37. E
38. E
39. E
40. C
41. E
42. E
43. C
44. E
45. E
46. E
47. E
48. C
49. C
50. C
51. a
52. c
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (CEBRASPE/CESPE/PC-PE/DELEGADO DE POLÍCIA/ADAPTADA/2024) O Código de Processo 
Civil estabelece que o ônus da prova compete ao autor em qualquer hipótese, mas se admite 
que as partes convencionem a distribuição do ônus probatório para o fim de atribuí-lo ao réu.
O CPC, no art. 373, dispõe que o ônus da prova caberá ao réu quanto à existência de fato 
impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Dessa forma, a questão está 
errada ao dizer que sempre caberá ao autor. No tocante à convenção das partes, temos 
que é cabível, na forma do art. 373, §4, do CPC.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
§ 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo.
Errado.
002. 002. (CEBRASPE/CESPE/PC-PE/DELEGADO DE POLÍCIA/ADAPTADA/2024) O Código de Processo 
Civil estabelece que o ônus da prova compete ao réu, quando se tratar da existência de fato 
modificativo do direito do autor, sendo admitida a distribuição diversa do ônus da prova 
por convenção entre as partes, não podendo esse ajuste recair sobre direito indisponível 
de alguma delas.
Trata-se do conteúdo disposto no art. 373 do CPC. Vejamos:
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
§ 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo.
Certo.
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003. 003. (FGV/ENAM/REAPLICAÇÃO MANAUS/MAGISTRATURA/2024) Em ação voltada à anulação 
de contrato por coação, e assim do débito nele constante, após contestação e réplica, 
recusada a conciliação e saneado o feito, o juiz abre a fase de prova, destinada a demonstrar 
se ocorreu a coação, fundamento único da petição inicial para a alegada invalidade. Como 
o juiz deferiu prova documental suplementar, o autor solicitou que o réu fosse compelido 
a exibir uma série de documentos. Segundo o autor, esses documentos seriam aptos a 
demonstrar, por si, que, ainda se afastada a coação, o valor do contrato já estava quitado, 
de modo que o débito deveria ser declarado extinto, mesma consequência material do 
pedido formulado.
O magistrado deve indeferir a prova por ser impertinente e desnecessária.
No caso concreto já houve o saneamento do feito, sendo vedado ao autor alterar a causa 
de pedir.
Art. 329. O autor poderá:
I – até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu;
II – até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consentimento 
do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo 
mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar.
Trata-se, portanto, de prova impertinente ao único fundamento da petição inicial.
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias 
ao julgamento do mérito.
Parágrafo único. O juiz indeferirá, em decisão fundamentada, as diligências inúteis ou meramente 
protelatórias.
Certo.
004. 004. (FGV/TJ-RN/OFICIAL DE JUSTIÇA JUDICIÁRIA/DIREITO/2023) Um paciente propôs uma 
demanda indenizatória em face do hospital que o atendera em uma cirurgia. Sustentou que 
a prova do fato constitutivo de seu direito podia ser obtida com a juntada do prontuário 
médico, que se encontrava no poder do réu, que revelava o erro médico ocorrido durante 
o procedimento cirúrgico a que foi submetido. Em decisão de organização e saneamento 
do processo, o juiz não definiu a quem cabia o referido ônus probatório. Após a regular 
instrução do feito, sem a juntada do prontuário médico, foi prolatada a sentença, quando 
o juiz, em decisão motivada, aplicou a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova e 
condenou o réu na forma do pedido, por entender que cabia a este a prova de que tudo 
correra na normalidade durante o procedimento médico alegado.
Nesse cenário, a sentença é válida, pois cabe ao réu a prova do fato constitutivo de seu 
direito.
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A sentença foi nula, pois não respeitou o princípio do contraditório. O magistrado deveria, 
por decisão fundamentada, dar a parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe 
foi atribuído.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à 
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à 
maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da 
prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá 
dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
§ 2º A decisão prevista no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência 
do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
§ 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo.
Errado.
005. 005. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/ADAPTADA/2023) A prova no sistema processual civil vigente 
só será aceita no processo se houver expressa previsão legal.
O próprio CPC esclarece que são aceitas provas não especificadas no código.
Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os moralmente 
legítimos, ainda que não especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em que 
se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz.
Errado.
006. 006. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/ADAPTADA/2023) A prova no sistema processual civil vigente 
será apreciadapelo juiz independentemente da parte que requereu sua produção, desde 
que de forma fundamentada.
As decisões judiciais devem ser fundamentadas, na forma do art. 93, IX, da Constituição 
Federal.
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Aline Oliveira
Art. 93, IX – todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas 
todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, 
às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do 
direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004)
Além disso, o CPC no art. 371 dispõe que o magistrado vai apreciar a prova constante dos 
autos INDEPENDENTEMENTE do sujeito que a tiver promovido.
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver 
promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu convencimento.
Certo.
007. 007. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/ADAPTADA/2023) A prova no sistema processual civil vigente 
é valorada a partir do sistema da íntima convicção, como regra.
Como vimos, temos o sistema do convencimento motivado, com fundamento no art. 93, 
IX, da Constituição Federal e o art. 371 do CPC.
Errado.
008. 008. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/2023/ADAPTADA) A prova no sistema processual civil vigente 
precisa ser produzida no próprio processo em análise, não se admitindo a prova emprestada.
Admite-se a prova emprestada, de modo que não necessariamente a prova precisa ser 
produzida no próprio processo em análise.
Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-
lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório.
Errado.
009. 009. (FGV/TJ-BA/JUIZ LEIGO/ADAPTADA/2023) A prova no sistema processual civil vigente é 
essencial para o julgamento da causa, não sendo possível proferir sentença sem a instauração 
de fase probatória.
É possível proferir sentença sem a instauração da fase probatória. Como exemplo, citamos:
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação 
do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
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I – enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;
II – acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
III – entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
IV – enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
§ 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, 
a ocorrência de decadência ou de prescrição.
Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as 
alegações de fato formuladas pelo autor.
Trouxe essa questão para que você veja como os conhecimentos adquiridos em cada aula 
podem ser misturados pelo examinador numa questão mais completa” e nem por isso tão 
complexa.
Errado.
010. 010. (CEBRASPE/CESPE/DATAPREV/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
ADVOCACIA/2023) Ao juiz da ação é possível agir de ofício para determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito.
É exatamente o que dispõe o art. 370 do CPC.
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias 
ao julgamento do mérito.
Certo.
011. 011. (FGV/TJ-AP/JUIZ ESTADUAL/2022) Em uma demanda entre particulares na qual se 
discute a metragem de um imóvel para fins de acertamento de um direito, as partes somente 
protestaram por provas orais. O juiz, de ofício, determinou a produção de prova pericial e 
documental, para exercer seu juízo de mérito sobre a causa.
Nesse cenário, pode-se afirmar que o julgador agiu de forma correta, uma vez que cabe ao 
juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias ao julgamento 
do mérito.
Está vendo como os examinadores, mesmo que de bancas diferentes, cobram os mesmos 
temas? É por isso que, diversas vezes, eu menciono questões de outras bancas. A intenção 
é facilitar a sua fixação do conteúdo, bem como antecipar questões da sua prova.
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Dito isso, vamos ao que estabelece o art. 370 do CPC.
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias 
ao julgamento do mérito.
Certo.
012. 012. (FGV/TJ-TO/TÉCNICO JUDICIÁRIO APOIO JUDICIÁRIO E ADMINISTRATIVO/2022) José 
propôs uma ação em face de João, afirmando ser credor deste na quantia de cem mil reais, 
por força de um contrato de mútuo celebrado entre ambos. O réu confessou a existência 
do contrato, mas afirmou já ter quitado toda a obrigação estipulada. Analisando a hipótese 
fática apresentada, é correto afirmar que incumbe ao réu a prova da quitação da obrigação 
afirmada pelo autor no contrato de mútuo.
Como o réu trouxe alegação de que já teria quitado a dívida, atraiu para ele o ônus de provar 
tal fato extintivo do direito do autor.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
Certo.
013. 013. (FGV/SEN/ADVOGADO/ 2022) Em uma demanda judicial referente a um litígio existente 
em um contrato de compra e venda internacional de mercadorias, uma sociedade empresária 
japonesa alegou, perante a autoridade judiciária brasileira, direito estrangeiro para 
fundamentar a sua pretensão condenatória deduzida perante a sociedade empresária nacional.
A parte que alegar direito estrangeiro provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz 
determinar.
Trata-se da literalidade do art. 376 do CPC.
Art. 376. A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário provar-
lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.
Certo.
014. 014. (CEBRASPE/CESPE/PREF MARINGÁ/ANALISTA MUNICIPAL DIREITO/2022) Olívia celebrou 
contrato de adesão com a empresa Escuro S.A., cujo objeto do negócio jurídico era o 
fornecimento de serviço de televisão a cabo. Em determinada cláusula do contrato de 
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prestação de serviços, consta convenção das partes, a qual atribui a Olívia o ônus de provar, 
em caso de litígio judicial, que o local de sua residência oferece todas as condições técnicas 
adequadas para o fornecimento do sinal de televisão a cabo com a qualidadecontratada. 
Diante dessa situação hipotética, acerca da cláusula que convencionou sobre o ônus da prova 
e a possível produção de efeitos em um processo judicial envolvendo as partes descritas, 
assinale a opção correta.
a) A distribuição do ônus da prova, no caso, não será admitida porquanto torna excessivamente 
difícil à parte aderente o exercício do direito.
b) Caso o juiz venha a aplicar critério diverso de distribuição do ônus da prova, deve fazê-lo 
no momento da sentença.
c) O CPC não admite convenção sobre ônus da prova.
d) Da decisão do juiz que venha a aplicar critério diferenciado do ônus da prova não cabe 
recurso.
e) O CPC não permite que, a critério do juiz, seja redistribuído o encargo probatório.
a) Certa. Está de acordo com art. 373, §3, II, do CPC.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade 
ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de 
obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade 
de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
§ 2º A decisão prevista no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência 
do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
§ 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo.
b) Errada. Distribuição do ônus da prova deve ser na decisão de saneamento e organização 
do processo ou em momento posterior, mas dando oportunidade de contraditório e ampla 
defesa. Não pode ser, portanto, na sentença.
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo:
I – resolver as questões processuais pendentes, se houver;
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II – delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando 
os meios de prova admitidos;
III – definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373;
IV – delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;
V – designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento.
c) Errada. É permitida convenção ao ônus da prova.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
d) Errada. Na verdade, cabe agravo de instrumento.
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
XI – redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º.
e) Errada. É permitido a redistribuição do ônus de prova.
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade 
ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de 
obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade 
de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
Letra a.
015. 015. (CEBRASPE/CESPE/TCE-RJ/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO CONTROLE EXTERNO/
DIREITO/2021) O Código de Processo Civil estabelece previsão de negócio processual 
típico sobre o ônus da prova, o qual poderá ser realizado pelas partes antes ou durante o 
processo judicial.
De fato, a convenção pode ser celebrada antes ou durante o processo.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
§ 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo.
Certo.
016. 016. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE ALAGOAS/2021) De acordo com o 
CPC, não será exigida a prova
a) quando ela for fundada naquilo que costuma ocorrer.
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b) excessivamente onerosa à parte que precise produzir.
c) que recaia sobre direito indisponível.
d) que represente extrema dificuldade, reconhecida pelo juiz, do ônus atribuído à parte 
que precise produzir.
e) em cujo favor milita presunção legal de veracidade.
A questão cobrou a literalidade do art. 374 do CPC. Vejamos:
Art. 374. Não dependem de prova os fatos:
I – notórios;
II – afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária;
III – admitidos no processo como incontroversos;
IV – em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade.
A única alternativa que está de acordo com o previsto nesse dispositivo é a letra E, o nosso 
gabarito.
a) Errada. O examinador quis confundir com a avaliação do juiz sobre as provas previsto 
no art. 375 do CPC.
Art. 375. O juiz aplicará as regras de experiência comum subministradas pela observação do 
que ordinariamente acontece e, ainda, as regras de experiência técnica, ressalvado, quanto a 
estas, o exame pericial.
b) Errada. Nesse caso, o examinador quis confundir com a redistribuição do ônus de prova.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade 
ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de 
obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade 
de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
§ 2º A decisão prevista no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência 
do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando: II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
c) Errada. Novamente, é uma hipótese que impede a distribuição diversa.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte.
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d) Errada. Novamente, impede a distribuição diversa.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova tambémpode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
Letra e.
017. 017. (FGV/NACIONAL UNIFICADO OAB/XXXI EXAME/2020) Julieta ajuizou demanda em face 
de Rafaela e, a fim de provar os fatos constitutivos de seu direito, arrolou como testemunhas 
Fernanda e Vicente. A demandada, por sua vez, arrolou as testemunhas Pedro e Mônica.
Durante a instrução, Fernanda e Vicente em nada contribuíram para o esclarecimento dos 
fatos, enquanto Pedro e Mônica confirmaram o alegado na petição inicial. Em razões finais, 
o advogado da autora requereu a procedência dos pedidos, ao que se contrapôs o patrono 
da ré, sob o argumento de que as provas produzidas pela autora não confirmaram suas 
alegações e, ademais, as provas produzidas pela ré não podem prejudicá-la.
Consideradas as normas processuais em vigor, assinale a afirmativa correta.
a) O advogado da demandada está correto, pois competia à demandante a prova dos fatos 
constitutivos do seu direito.
b) O advogado da demandante está correto, porque a prova, uma vez produzida, pode 
beneficiar parte distinta da que a requereu.
c) O advogado da demandante está incorreto, pois o princípio da aquisição da prova não é 
aplicável à hipótese.
d) O advogado da demandada está incorreto, porque as provas só podem beneficiar a parte 
que as produziu, segundo o princípio da aquisição da prova.
b) Certa. É o nosso gabarito, pois está de acordo com o art. 371 do CPC.
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver 
promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu convencimento.
a) Errada. Cabe ao demandante a prova dos fatos constitutivos do seu direito, mas segundo 
o art. 371 do CPC, o juiz apreciará a prova constante dos autos, INDEPENDENTEMENTE do 
sujeito que a promoveu. No caso concreto, as testemunhas do réu.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
c) Errada. Esse princípio é aplicável a qualquer espécie de prova, na forma do art.371 do CPC.
d) Errada. O item está em desacordo com o art. 371 do CPC. Vejamos:
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver 
promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu convencimento.
Letra b.
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018. 018. (CEBRASPE/CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) 
Por ser matéria de ordem pública, a distribuição diversa do ônus da prova não é possível 
por convenção das partes.
Admite-se a convenção das partes sim, na forma do art. 373, §4, do CPC.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
§ 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo.
Errado.
019. 019. (CEBRASPE/CESPE/ STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL/2018) No que se refere à formação do conjunto de provas no processo, 
a possibilidade de o magistrado atuar de ofício está expressamente prevista em lei e é 
compatível com a adoção, pelo CPC, de um modelo de processo cooperativo.
De fato, é possível produção de provas de ofício, na forma do art. 370 do CPC.
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias 
ao julgamento do mérito.
Parágrafo único. O juiz indeferirá, em decisão fundamentada, as diligências inúteis ou meramente 
protelatórias.
Nesse sentido, a doutrina leciona:
No modelo de processo cooperativo há um redimensionamento do princípio do contraditório, 
com a inclusão do órgão jurisdicional no diálogo processual, a condução do processo deixa de 
ser determinada exclusivamente pela vontade das partes, o juiz conduz o processo de forma 
cooperativa com as partes (Fredie Didier Jr., Curso de Direito Processual civil, vol. 1, 19ª ed., 
Juspodivm, 2017, p. 141).
Certo.
020. 020. (FGV/ALERO/ANALISTA LEGISLATIVO/PROCESSO LEGISLATIVO/ADAPTADA/2018) O ônus 
da prova incumbe ao réu quanto aos fatos constitutivos do direito.
Nesse caso, incumbe ao autor, na forma do art. 373, I, do CPC.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
Errado.
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021. 021. (FGV/ALERO/ANALISTA LEGISLATIVO/PROCESSO LEGISLATIVO/ADAPTADA/2018) Não 
dependem de prova os fatos notórios, mas precisam ser provados os afirmados por uma 
parte e confessados pela parte contrária.
O erro está na parte final. Não precisam ser provados os fatos afirmados por uma parte e 
confessados pela parte contrária.
Art. 374. Não dependem de prova os fatos:
I – notórios;
II – afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária.
Errado.
022. 022. (FGV/ALERO/ANALISTA LEGISLATIVO/PROCESSO LEGISLATIVO/ADAPTADA/2018) Não 
cabe a prova de direito, mas apenas das alegações fáticas.
Exige-se a prova do direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário se o juiz 
determinar.
Art. 376. A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário provar-
lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.
Errado.
023. 023. (FGV/ALERO/ANALISTA LEGISLATIVO/PROCESSO LEGISLATIVO/ADAPTADA/2018) O juiz 
poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-lhe o valor 
que considerar adequado, observado o contraditório.
Trata-se da prova emprestada que encontra previsão no art. 372 do CPC.
Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-
lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório.
Certo.
024. 024. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) A parte que alegar direito municipal, 
estadual, estrangeiro ou consuetudinário deverá provar o teor e a vigência, se assim o juiz 
determinar.
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É a literalidade do art. 376 do CPC. Vejamos:
Art. 376. A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário provar-
lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.
Certo.
025. 025. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) Preservado o direito de não produzir 
prova contra si própria, incumbe à parte comparecer em juízo, respondendo ao que lhe for 
interrogado, colaborar com o juízo na realização de inspeção judicial que for considerada 
necessária e praticar o ato que lhe for determinado.
Trata-se do disposto no art. 379 do CPC. Vejamos:
Art. 379. Preservado o direito de não produzir prova contra si própria, incumbe à parte:
I – comparecer em juízo, respondendo ao que lhe for interrogado;
II – colaborar com o juízo na realização de inspeção judicial que forconsiderada necessária;
III – praticar o ato que lhe for determinado.
Certo.
026. 026. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) A distribuição do ônus da prova pode 
ocorrer por convenção das partes, salvo quando recair sobre direito indisponível da parte 
ou tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
A questão trouxe a literalidade do art. 373 do CPC.
Art. 373, § 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das 
partes, salvo quando:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
Certo.
027. 027. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) É possível utilizar a teoria da carga 
dinâmica do ônus da prova nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa 
relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de produzir a prova ou à maior 
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facilidade de obtenção da prova do fato contrário, de modo a permitir que haja a inversão 
por decisão devidamente motivada.
Mais uma questão que cobrou o teor do art. 373 do CPC.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade 
ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de 
obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade 
de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
Certo.
028. 028. (FGV/PAULÍNIA/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) Não será admitida prova produzida 
em outro processo.
Já vimos que a prova emprestada (aquela produzida em outro processo) é admitida.
Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-
lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório.
Errado.
029. 029. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO/2015) Não é 
permitido às partes estabelecer convenção que distribua de maneira diversa o ônus da 
prova. Trata-se de regra legal que não se encontra à disposição das partes.
O próprio CPC autoriza essa disposição pelas partes, exceto quando: recair sobre direito 
indisponível da parte; tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
salvo quando:
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030. 030. (CEBRASPE/CESPE/TER-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA/2015) No direito 
processual civil, expressa disposição legal admite que o juiz aja de ofício e determine a 
produção de prova, o que constitui exceção ao princípio conhecido como dispositivo.
Segundo o princípio dispositivo exige-se a iniciativa das partes. Entretanto, é possível o juiz, 
de ofício, determinar provas, na forma do art. 370 do CPC. Dessa forma, é uma exceção ao 
princípio dispositivo.
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias 
ao julgamento do mérito.
Certo.
031. 031. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO/PERÍCIA/ENGENHARIA 
QUÍMICA/2015) Em uma ação judicial na área cível, os meios de prova admissíveis restringem-
se àqueles que estão expressamente previstos em lei, ou seja, a confissão, o depoimento 
pessoal, o interrogatório, as testemunhas, os documentos, a perícia e a inspeção judicial.
Admite-se provas, mesmo que não especificadas no CPC.
Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os moralmente 
legítimos, ainda que não especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em que 
se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz.
Errado.
032. 032. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova tem cabimento se a prova 
a ser produzida for suscetível de viabilizar a autocomposição.
Está de acordo com o art. 381, II, do CPC.
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
II – a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado 
de solução de conflito.
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033. 033. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova tem cabimento quando 
há alguma dificuldade na verificação de determinados fatos na pendência da ação.
O erro está em falar “alguma dificuldade”. Na verdade, exige-se fundado receio de que 
venha a tornar-se impossível ou muito difícil.
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
I – haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de 
certos fatos na pendência da ação.
Errado.
034. 034. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova previne a competência do 
juízo para a ação que venha a ser proposta.
Não há essa prevenção.
§ 3º A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a ação que venha 
a ser proposta.
Errado.
035. 035. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova pode ser concedida se o 
juiz se pronunciar sobre as consequências jurídicas do fato.
É vedado ao magistrado se pronunciar sobre essas questões.
§ 2º O juiz não se pronunciará sobre a ocorrência ou a inocorrência do fato, nem sobre as 
respectivas consequências jurídicas.
Errado.
036. 036. (CEBRASPE/CESPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021/ADAPTADA) De acordo 
com o Código de Processo Civil, a produção antecipada da prova dispensa, pela natureza, 
a precisão dos fatos sobre os quais a prova recairá.
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Na verdade, é uma exigência do art. 382 do CPC.
Art. 382. Na petição, o requerente apresentará as razões que justificam a necessidade de 
antecipação da prova e mencionarácom precisão os fatos sobre os quais a prova há de recair.
Errado.
037. 037. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) O Código de Processo Civil não 
admite a produção antecipada de provas enquanto procedimento autônomo, mas apenas 
como incidental.
Trata-se de um procedimento autônomo e que encontra previsão no art. 381 do CPC.
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
I – haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de 
certos fatos na pendência da ação;
II – a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado 
de solução de conflito;
III – o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação.
§ 1º O arrolamento de bens observará o disposto nesta Seção quando tiver por finalidade apenas 
a realização de documentação e não a prática de atos de apreensão.
§ 2º A produção antecipada da prova é da competência do juízo do foro onde esta deva ser 
produzida ou do foro de domicílio do réu.
§ 3º A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a ação que venha 
a ser proposta.
§ 4º O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova requerida em face 
da União, de entidade autárquica ou de empresa pública federal se, na localidade, não houver 
vara federal.
§ 5º Aplica-se o disposto nesta Seção àquele que pretender justificar a existência de algum fato 
ou relação jurídica para simples documento e sem caráter contencioso, que exporá, em petição 
circunstanciada, a sua intenção.
Errado.
038. 038. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) A produção antecipada da prova 
previne a competência do juízo para a ação que venha a ser proposta.
Já vimos que não há prevenção.
Art. 381, § 2º A produção antecipada da prova é da competência do juízo do foro onde esta deva 
ser produzida ou do foro de domicílio do réu.
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§ 3º A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a ação que venha 
a ser proposta.
Errado.
039. 039. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) A decisão que defere o pedido de 
produção antecipada de prova é impugnável por meio de recurso.
Via de regra, a decisão não é recorrível.
Art. 382, m§ 4º Neste procedimento, não se admitirá defesa ou recurso, salvo contra decisão 
que indeferir totalmente a produção da prova pleiteada pelo requerente originário.
Errado.
040. 040. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) A produção antecipada de prova é 
admissível, dentre outras hipóteses, se a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar 
a autocomposição.
A questão cobrou a literalidade do art. 381, II, do CPC.
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
I – haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de 
certos fatos na pendência da ação;
II – a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado 
de solução de conflito;
III – o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação.
Certo.
041. 041. (FGV/FUNSAÚDE-CE/ADVOGADO/2021/ADAPTADA) Os autos da produção antecipada 
de prova permanecerão em cartório durante três meses para extração de cópias e certidões 
pelos interessados.
O prazo está errado. A essa altura dos nossos estudos você já sabe que os examinadores 
amam cobrar prazos, não é? Memorize!
Art. 383. Os autos permanecerão em cartório durante 1 (um) mês para extração de cópias e 
certidões pelos interessados.
Parágrafo único. Findo o prazo, os autos serão entregues ao promovente da medida.
Errado.
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042. 042. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) A produção antecipada 
de prova é cabível, dentre outras hipóteses, quando haja fundado receio de que venha a 
tornar-se possível a verificação de certos fatos na pendência da ação.
O erro foi trocar “possível” por “impossível”.
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
I – haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de 
certos fatos na pendência da ação.
Errado.
043. 043. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) A produção antecipada de 
prova é cabível, dentre outras hipóteses, quando a prova a ser produzida seja suscetível de 
viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado de solução de conflito.
Viu que esse dispositivo despenca nas provas, não é?
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
II – a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado 
de solução de conflito.
Certo.
044. 044. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) Proposta a produção 
antecipada da prova, esta previne a competência do juízo para a ação que venha a ser 
proposta, em que tal prova venha a ser utilizada.
Não há prevenção.
§ 3º A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a ação que venha 
a ser proposta.
Errado.
045. 045. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) O arrolamento de bens 
observará o procedimento da produção antecipada de provas quando tiver por finalidade 
a realização de documentação ou a prática de atos de apreensão.
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O erro da alternativa é o “ou”. Vejamos o dispositivo legal:
§ 1º O arrolamento de bens observará o disposto nesta Seção quando tiver por finalidade apenas 
a realização de documentação e não a prática de atos de apreensão.
Errado.
046. 046. (FGV/PREF PAULÍNIA/ADVOGADO CREAS/2021/ADAPTADA) A produção antecipada 
da prova é da competência do juízo do foro onde ela deva ser produzida ou do foro de 
domicílio do autor.
Domicílio do réu e não do autor como constou na alternativa.
Art. 381, § 2º A produção antecipada da prova é da competência do juízo do foro onde esta deva 
ser produzida ou do foro de domicílio do réu.
Errado.
047. 047. (CEBRASPE/CESPE/TJ-PR/JUIZ ESTADUAL/2019/ADAPTADA) De acordo com o Código 
de Processo Civil, a produção antecipada da prova requerida antes do ajuizamento da 
demanda principal pode ser utilizada somente na hipótese de o autor provar que o prévio 
conhecimento dos fatos é imprescindível para o ajuizamento de ação.
Cuidado! São 3 as hipóteses.
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
I – haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de 
certos fatos na pendência da ação;
II – a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado 
de solução de conflito;
III – o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação.
Errado.
048. 048. (CEBRASPE/CESPE/TJ-PR/JUIZ ESTADUAL/2019/ADAPTADA) De acordo com o Código 
de Processo Civil, a produção antecipada da prova requerida antes do ajuizamento da 
demandaQuando um objeto material 
serve de prova.
Quando é produzida por 
linguagem escrita ou 
gravada.
Está certo, professora, já entendi as classificações de prova. Só estou com uma dúvida: Está certo, professora, já entendi as classificações de prova. Só estou com uma dúvida: 
a prova deve recair sobre o que? Qual é o objeto da prova?a prova deve recair sobre o que? Qual é o objeto da prova?
O objeto da prova é a alegação fática apresentada pelas partes. Para constituir objeto 
de prova, exige-se que essa alegação fática seja RELEVANTE para a formação da convicção 
do magistrado.
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Entretanto, você deve saber que há alguns fatos que mesmo que sejam relevantes não 
dependem de prova. São aqueles listados no art. 374 do CPC. Vejamos:
Art. 374. Não dependem de prova os fatos:
I – notórios;
II – afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária;
III – admitidos no processo como incontroversos;
IV – em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade.
Outro ponto que você deve ter em mente é que, via de regra, o direito não deve ser 
provado. Iura novit curia, já ouviu falar? Traz a ideia de que o magistrado/tribunal conhece 
o Direito.
Se essa é a regra, quais seriam as hipóteses em que o direito deve ser comprovado? 
Perfeito! O art. 376 do CPC lista essas situações. Fique atento (a), pois cai bastante em 
prova esse detalhe!
Art. 376. A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário provar-
lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.
PriNcÍPios relacioNaDos ao Direito ProBatÓrioPriNcÍPios relacioNaDos ao Direito ProBatÓrio
Atipicidade dos meios de prova: o CPC permite as provas típicas (meios legais) e as provas 
atípicas (meios não previstos na lei – “meios moralmente legítimos”). Trata-se do disposto 
no art. 369 do CPC. Esses meios moralmente legítimos devem respeitar o ordenamento 
jurídico, já que não são admitidas provas obtidas por meios ILÍCITOS, conforme dispõe a 
Constituição Federal.
Princípio da comunhão da prova: a prova pertence ao processo. É comum o examinador 
afirmar que a prova pertence àquele que a produziu ou a quem requereu aquela produção 
probatória. Isso é pegadinha. Vimos que a prova pertence ao processo. É por isso que 
todos são os destinatários das provas produzidas no processo. Entretanto, não se discute 
que, de fato, o principal destinatário da prova é o magistrado, uma vez que a finalidade da 
prova é convencer o juiz.
Princípio do convencimento motivado: as provas devem ser analisadas de forma racional, 
contextualizada e motivadamente.
Princípio da não autoincriminação: é direito de qualquer pessoa que não produza prova 
que seja capaz de se autoincriminar.
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Outro ponto importante diz respeito às regras de experiência comum ou técnica:
CPC Lei n. 9.099/1995
Art. 375. O juiz aplicará as regras de 
experiência comum subministradas pela 
observação do que ordinariamente acontece 
e, ainda, as regras de experiência técnica, 
ressalvado, quanto a estas, o exame pericial.
Art. 5º O Juiz dirigirá o processo com 
liberdade para determinar as provas a 
serem produzidas, para apreciá-las e para 
dar especial valor às regras de experiência 
comum ou técnica.
Para o STJ, o conhecimento do juiz sobre o mercado imobiliário não dispensa a realização 
de perícia.
JURISPRUDÊNCIA
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. PENHORA 
DE IMÓVEL PARA PAGAMENTO DA DÍVIDA. DISCUSSÃO ACERCA DO VALOR DA AVALIAÇÃO. 
APLICAÇÃO DAS REGRAS OU MÁXIMAS DE EXPERIÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE 
DE PERÍCIA. RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
1. Discute-se nos autos se o imóvel penhorado para pagamento da dívida deve ser 
avaliado necessariamente por perícia ou se, ao contrário, pode seu valor ser fixado pelo 
próprio julgador com base nas máximas da experiência de que trata o art. 375 do CPC.
2. As regras (ou máximas) da experiência designam um conjunto de juízos que podem ser 
formulados pelo homem médio a partir da observação do que normalmente acontece. 
Reúnem proposições muito variadas, que vão desde conhecimentos científicos consolidados 
como o de que corpos metálicos dilatam no calor até convenções mais ou menos generalizadas, 
como a de que as praias são mais frequentadas aos finais de semana.
3. Muito embora constituam um conhecimento próprio do juiz, não se confundem com o 
conhecimento pessoal que ele tem a respeito de algum fato concreto, em relação ao qual, 
exige-se, de qualquer forma, a produção de prova específica, sob o crivo do contraditório.
4. Conquanto se possa admitir que o Desembargador Relator do acórdão recorrido, 
por conhecer o mercado imobiliário do Rio de Janeiro e também o imóvel penhorado, 
pudesse saber o seu real valor, não há como afirmar que essa seja uma informação 
de conhecimento público.
5. Impossível sustentar, nesses termos, que o bem penhorado podia ser avaliado 
sem produção de prova pericial, pelo próprio julgador, com base no art. 375 do CPC.
6. Recuso especial provido. (REsp n. 1.786.046/RJ, relator Ministro Moura Ribeiro, 
Terceira Turma, julgado em 9/5/2023, DJe de 11/5/2023.)
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Sistemas de valoração da prova
Prova tarifada Íntima convicção Convencimento motivado
Há hierarquia estabelecida 
pelo legislador em relação ao 
valor de cada prova.
Não é adotado no Brasil, mas 
há alguns resquícios desse 
sistema nos artigos 406 e 
443, II, do CPC. Faça a leitura 
dos dispositivos legais 
mencionados. 1
O magistrado valora de 
FORMA SUBJETIVA as provas 
e não expõe as suas razões.
Não é adotado no Brasil. Há 
resquício nos julgamentos 
pelo Tribunal do Júri.
É o sistema adotado no 
Brasil no art. 371 do CPC2.
- Juiz deve observar os 
limites impostos pela 
legislação.
- Um critério racional e 
coerente deve ser seguido.
- Necessidade de 
fundamentar a sua 
decisão (art. 93, IX, da 
Constituição Federal e art. 
371 do CPC).
- Decisão deve levar em 
consideração as provas 
produzidas no processo.
ÔNus Da ProvaÔNus Da Prova
Ônus é um encargo atribuído a quem alega fato constitutivo, impeditivo, modificativo 
ou extintivo de um direito. O ônus da prova pode ser imposto por lei (art. 373, I e II, do 
CPC); pelo magistrado (art. 373, §1, do CPC) ou por negócio jurídico processual (art. 373, 
§3, do CPC).
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I – ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade 
ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de 
obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
DESDE QUE o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade 
de seprincipal segue procedimento no qual é admitida a interposição de apelação 
contra a decisão que indeferir totalmente a produção da prova pleiteada.
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Trata-se do disposto no art. 382, §4, do CPC.
§ 4º Neste procedimento, não se admitirá defesa ou recurso, salvo contra decisão que indeferir 
totalmente a produção da prova pleiteada pelo requerente originário.
Certo.
049. 049. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO/2018/ADAPTADA) 
Não havendo processo anterior que trate da situação, a demonstração de que determinado 
fato ocorreu em rede social acessível pela Internet poderá ser realizada com a juntada aos autos
de ata notarial.
É o que consta do art. 318 do CPC.
Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou documentados, 
a requerimento do interessado, mediante ata lavrada por tabelião.
Certo.
050. 050. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TC DF/2021) 
A oitiva de testemunha que não resida na comarca em que tramita o processo judicial 
durante audiência de instrução e julgamento pode ser realizada por videoconferência, 
sendo permitido que o depoimento seja documentado apenas por gravação.
O item está de acordo com o art. 460 do CPC. Não há obrigatoriedade de degravação.
Art. 385, § 1º A oitiva de testemunha que residir em comarca, seção ou subseção judiciária 
diversa daquela onde tramita o processo poderá ser realizada por meio de videoconferência ou 
outro recurso tecnológico de transmissão e recepção de sons e imagens em tempo real, o que 
poderá ocorrer, inclusive, durante a audiência de instrução e julgamento.
Art. 460. O depoimento poderá ser documentado por meio de gravação.
§ 1º Quando digitado ou registrado por taquigrafia, estenotipia ou outro método idôneo de 
documentação, o depoimento será assinado pelo juiz, pelo depoente e pelos procuradores.
§ 2º Se houver recurso em processo em autos não eletrônicos, o depoimento somente será 
digitado quando for impossível o envio de sua documentação eletrônica.
§ 3º Tratando-se de autos eletrônicos, observar-se-á o disposto neste Código e na legislação 
específica sobre a prática eletrônica de atos processuais.
Certo.
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051. 051. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/41º EXAME/2024) Silene ajuizou ação de divórcio, 
cumulada com pedido de fixação de alimentos, em face de Jonas. O juiz, em sede de decisão 
de saneamento e organização do processo, entendeu que o pedido de divórcio estava apto 
para julgamento e, no que se refere à pretensão de alimentos, determinou a produção de 
prova oral, consistente em depoimento pessoal e prova testemunhal, bem como de prova 
documental suplementar. Ato contínuo, por meio de decisão interlocutória, o juiz julgou 
procedente o pedido de divórcio, e determinou o prosseguimento do processo para a fase 
instrutória em relação ao pedido de fixação de alimentos. Tomando o caso concreto como 
premissa, assinale a afirmativa correta.
a) A decisão de julgamento do pedido de divórcio poderá ser impugnada por agravo de 
instrumento.
b) O número de testemunhas arroladas não poderá ser superior a cinco, sendo duas, no 
máximo, para cada fato.
c) Depois do saneamento, Silene e Jonas podem pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes 
no prazo comum de dez dias, findo o qual a decisão se torna estável.
d) Em razão da impossibilidade de fracionamento de julgamento do mérito, o juiz não 
poderia ter julgado, desde logo, o pedido de divórcio, o qual somente poderia ser feito 
conjuntamente com o pedido de fixação de alimentos.
a) Certa. Trata-se de uma hipótese de julgamento parcial antecipado de mérito e o recurso 
cabível é agravo de instrumento. Fundamentação legal:
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando:
I – não houver necessidade de produção de outras provas
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles:
I – mostrar-se incontroverso;
II – estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento
Vamos analisar os erros das demais alternativas:
b) Errada. O máximo de testemunhas arroladas é 10 e não pode ser superior a 3 para cada 
fato.
Art. 357, § 6º O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 3 
(três), no máximo, para a prova de cada fato.
c) Errada. O prazo comum é de 5 dias e não de 10 como mencionado na questão.
Art. 357 § 1º Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar 
ajustes, no prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
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d) Errada. Admite-se o fracionamento do julgamento do mérito, como foi alertado nos 
comentários anteriores. Fundamentação legal:
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles:
I – mostrar-se incontroverso;
II – estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355
Letra a.
052. 052. (FGV/NACIONAL UNIFICADO/OAB/42º EXAME/2024) Neusa ajuizou ação condenatória 
em face de Marcelo. Em sua causa de pedir, a autora sustentou que o réu, conduzindo seu 
veículo de forma imprudente, avançou um sinal vermelho e colidiu contra o carro de Neusa, 
causando-lhe danos morais e materiais.
Diante da necessidade de produção de prova oral, consistente em depoimento pessoal e 
prova testemunhal, o Juiz designou audiência de instrução e julgamento.
As partes tempestivamente apresentaram suas testemunhas, que estavam nos respectivos 
veículos no momento da colisão. Neusa indicou Gabriel, seu filho de 17 anos. Por sua vez, 
Marcelo indicou João, seu amigo íntimo, e Regina, sua prima.
Sobre o caso acima, segundo o ordenamento jurídico brasileiro, assinale a afirmativa correta.
a) Gabriel é incapaz de depor, por ser menor de 18 anos.
b) João e Regina são testemunhas suspeitas, diante da amizade íntima e da relação de 
parentesco com Marcelo, respectivamente.
c) Regina poderá depor como testemunha, não havendo impedimento referente à relação 
de parentesco que possui com Marcelo.
d) O juiz poderá admitir o depoimento de João, ainda que amigo íntimo de Marcelo, caso 
em que será indispensável a prestação do compromisso de dizer a verdade.
a) Errada. Não é incapaz, pois tem mais de 16 anos.
Art. 447 § 1º São incapazes:
I – o interdito por enfermidade ou deficiência mental;
II – o que, acometido por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo em que ocorreram os 
fatos, não podia discerni-los, ou, ao tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir 
as percepções;
III – o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos;
IV – o cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam.
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b) Errada. Apenas o João é suspeito. As hipóteses de suspeição são:
§ 3º São suspeitos:
I – o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo;
II – o que tiver interesse no litígio.
Regina, por sua vez, não é suspeita nem impedida.
Art. 447 § 2º São impedidos:
I – o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer grau e o colateral, 
até o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir o 
interesse público ou, tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter de 
outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento do mérito;
II – o que é parte na causa;
III – o que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o representante legal da pessoa jurídica, 
o juiz, o advogado e outros que assistam ou tenham assistido as partes.
c) Certa. Você precisa saber que primo é parente colateral de 4º grau. Dessa forma, não há 
impedimento para que primo testemunhe. O impedimento é restrito até o 3º grau.
Art. 447. Podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as incapazes, impedidas 
ou suspeitas.
§ 2º São impedidos:
I – o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer grau e o colateral, 
até o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir 
o interesse público ou, tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter 
de outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento do mérito;
II – o que é parte na causa;
III – o que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o representante legal da pessoa jurídica, 
o juiz, o advogado e outros que assistam ou tenham assistido as partes.
d) Errada. É possível admitir o depoimento, mas não se exige o compromisso de dizer a 
verdade.
Art. 447 § 3º São suspeitos:
I – o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo;
II – o que tiver interesse no litígio.
§ 4º Sendo necessário, pode o juiz admitir o depoimento das testemunhas menores, impedidas 
ou suspeitas.
§ 5º Os depoimentos referidos no § 4º serão prestados independentemente de compromisso, e 
o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer.
Letra c.
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	Sumário
	Apresentação
	Provas
	Princípios Relacionados ao Direito Probatório
	Ônus da Prova
	Distribuição do Ônus da Prova
	Distribuição Legal do Ônus da Prova – Estática
	Distribuição Dinâmica do Ônus da Prova – Realizada pelo Juiz
	Distribuição Dinâmica do Ônus da Prova – Por Negócio Jurídico Processual
	Prova Emprestada
	Provas Ilícitas
	Produção Antecipada de Prova
	Provas em Espécie
	Ata Notarial
	Depoimento Pessoal
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadodesincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
§ 2º A decisão prevista no § 1º deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência 
do encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
1 Art. 406. Quando a lei exigir instrumento público como da substância do ato, nenhuma outra prova, por mais especial 
que seja, pode suprir-lhe a falta.
 Art. 443. O juiz indeferirá a inquirição de testemunhas sobre fatos:
 I – já provados por documento ou confissão da parte;
 II – que só por documento ou por exame pericial puderem ser provados.
2 Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver promovido, e indicará 
na decisão as razões da formação de seu convencimento.
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§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, 
SALVO QUANDO:
I – recair sobre direito indisponível da parte;
II – tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
§ 4º A convenção de que trata o § 3º pode ser celebrada antes ou durante o processo.
Ônus da prova possui aspecto objetivo e aspecto subjetivo. O aspecto objetivo é voltado 
para o magistrado e diz respeito à regra de julgamento. O aspecto subjetivo, por sua vez, é 
relacionado às partes e funciona como uma norma de procedimento. Sobre o tema, Jaylton 
Lopes nos ensina:
O ônus da prova subjetivo funciona como regra de julgamento. Se a lei, de forma prévia e abstrata, 
estabeleceu a quem recairá o ônus probatório de determinado fato, cabe ao juiz, ao proferir a 
decisão de mérito, aferir quem se desincumbiu ou não do seu ônus. Nesse sentido, o aspecto 
objetivo do ônus da prova se dirige ao juiz, o qual tem o dever de julgar.
O ônus da prova subjetivo, por sua vez, funciona como “norma de procedimento” a ser observado 
pelas partes. Se a lei, de forma prévia e abstrata, estabeleceu a quem recairá o ônus probatório 
de determinado fato, cada uma das partes saberá exatamente como proceder na fase instrutória. 
O aspecto subjetivo, portanto, se dirige às partes (autor e réu), sujeitos parciais do processo.
Esquematizando esse raciocínio:
DistriBuiÇÃo Do ÔNus Da ProvaDistriBuiÇÃo Do ÔNus Da Prova
Já vimos que se divide em três formas: legal; fixada pelo juiz; convencional.
DISTRIBUIÇÃO LEGAL DO ÔNUS DA PROVA – ESTÁTICADISTRIBUIÇÃO LEGAL DO ÔNUS DA PROVA – ESTÁTICA
É a regra geral. Encontra previsão no art. 373, I e II, do CPC.
Fato constitutivo
Fato impeditivo, modificativo ou extintivo 
do direito do autor
Ao autor Ao réu
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DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA – REALIZADA PELO JUIZDISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA – REALIZADA PELO JUIZ
Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à 
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo ou à maior facilidade de 
obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, 
desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade 
de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. É o teor do art. 373, §1, do CPC.
O ideal é que o juiz fixe o ônus na decisão de saneamento e organização do processo, mas 
ele pode fazer isso após essa decisão. De todo modo, deve ser dada à parte a oportunidade 
de se desincumbir desse ônus.
São pressupostos para a distribuição dinâmica do ônus da prova: a distribuição deve 
ocorrer antes do julgamento, sob pena de violação ao contraditório, ampla defesa e boa-fé 
processual; decisão deve ser fundamentada (art. 93, IX, da Constituição Federal e art. 373, 
§1, do CPC); a fixação do ônus da prova não pode caracterizar produção de prova diabólica 
(prova impossível ou extremamente difícil).
DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA – POR NEGÓCIO JURÍDICO DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA – POR NEGÓCIO JURÍDICO 
ProcessualProcessual
Você já viu que é possível que as partes façam, por meio de um negócio jurídico processual, 
a distribuição diversa do ônus da parte. Chamo a atenção que temos duas hipóteses em que 
não é possível essa distribuição diversa: recair sobre direito indisponível da parte; tornar 
excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito (prova diabólica, lembra?).
Essa convenção entre as partes pode ser celebrada antes ou durante o processo, nos 
termos do art. 373, §4, do CPC. Independe de homologação judicial, mas não afasta os 
poderes instrutórios do magistrado. Entretanto, o juiz fica vinculado à essa forma de 
distribuição pactuada. Nesse sentido, Jaylton Lopes esclarece:
A convenção sobre distribuição do ônus da prova pode ser celebrada antes ou durante o processo 
(art. 373, §4, do CPC) e não depende de homologação judicial. A convenção também não afasta 
os poderes instrutórios do juiz (atuação de ofício no campo probatório), mas o vincula quanto à 
forma de distribuição pactuada. Em outras palavras, o juiz não pode ignorar o negócio jurídico 
processual celebrado livremente pelas partes e promover a distribuição do ônus da prova de 
forma diversa da pactuada, salvo se reconhecida a nulidade da convenção. Nesse sentido, prevê 
o enunciado 128 da II Jornada de Direito Processual Civil -CJF que “exceto quando reconhecida 
a sua nulidade, a convenção das partes sobre o ônus da prova afasta a redistribuição por parte 
do juiz”.
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Prova eMPrestaDaProva eMPrestaDa
O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-
lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório. Repare que não se exige 
que a prova tenha sido produzida em um processo cível. Não há esse tipo de restrição no 
CPC. Outro ponto que merece destaque diz respeito ao fato de que a prova emprestada 
ingressa no outro processo como uma prova documentada. Nesse sentido, Arruda Alvim:
Não se trata, propriamente, de prova documental, mas de prova (testemunhal, depoimento 
pessoal, pericial ou qualquer que seja sua natureza originária) documentada.
Exige-se o contraditório tanto no processo originário quanto no processo para o qual a 
prova será transportada. Jaylton Lopes, entretanto, traz uma hipótese em que mesmo sem 
a realização do contraditório no processo de origem se admite a prova emprestada. Vejamos:
Há casos, contudo, em que uma prova ainda não submetida ao crivo do contraditório no processo 
de origem poderá ser admitida como prova emprestada em outro. É o que ocorre, por exemplo, 
na interceptação telefônica obtida licitamente durante investigação criminal. Tal medida ostenta 
natureza cautelar e depende de decisão judicial fundamentada (arts. 3º e 5º da Lei n. 9.296/1996). 
Essa cautelaridade da medida posterga para momento futuro o exercício do contraditório.
Nesse sentido, se a pessoa contra quem a referida prova está sendo produzida no âmbito criminal 
é a mesma contra quem será utilizada no processo cível, basta que aela seja dada a oportunidade 
para o exercício do contraditório no processo de destino (cível). Em outras palavras, não é 
necessário aguardar o exercício do contraditório no processo de origem (penal) para, somente 
após, admitir a sua utilização no processo de destino.
Ressalta-se que o art. 372 do CPC não exige a identidade de partes nem entre os objetos 
da prova. Vejamos:
Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-
lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório.
Provas ilÍcitasProvas ilÍcitas
Já vimos que no direito probatório há o princípio da atipicidade das provas. Dessa 
forma, são permitidas as provas típicas (previstas em lei) e as atípicas (meios moralmente 
legítimos, mas não previstos em lei). Também já alertei que provas ilícitas são vedadas pela 
Constituição Federal no art. 5º, LV.
A ilicitude da prova pode decorrer tanto do plano do direito material quanto do processual. 
A primeira é uma prova ilícita em sentido estrito e pode ter a ilicitude em virtude da sua 
produção ou da sua obtenção. Na primeira hipótese temos a prova produzida ilicitamente. 
Na última, a prova pode ser lícita, mas a forma de obtenção é ilícita.
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Agora que já vimos sobre o plano do direito material, passamos a análise do plano do 
direito processual. Nesse caso, a prova também será considerada ilícita se a sua produção 
ou obtenção ocorrer com violação a alguma regra de direito processual.
Beleza, professora . Mas e a Beleza, professora . Mas e a teoria do fruto da árvore envenenada??
Lembro de ter ouvido falar disso, mas não me recordo o que é exatamente. Bom tema! 
Vamos falar disso agora mesmo... Trata-se de uma teoria desenvolvida na jurisprudência 
norte-americana. Segundo essa teoria, caso uma prova lícita (sem violação a regras de direito 
material e processual) seja derivada de outra anterior ilícita haverá a sua contaminação.
A intercepção eletrônica pode ser utilizada no processo civil?A intercepção eletrônica pode ser utilizada no processo civil?
Temos duas correntes, sintetizadas por Jaylton Lopes:
(...) Nesse sentido, é possível defender que a restrição da interceptação das comunicações 
telefônicas ao campo penal decorre da própria essência deste ramo do direito, que é a de tutelar 
os bens jurídicos mais caros à sociedade (caráter fragmentário do direito penal).
(...)
Com efeito, se no caso concreto, de natureza cível, os meios probatórios convencionais mostrarem-
se inidôneos para o atingimento da finalidade buscada e, além disso, houver lesão ou risco de 
lesão a direito fundamental da parte, a interceptação telefônica deverá ser admitida, cabendo 
ao juiz fundamentar sua decisão à luz das máximas da proporcionalidade e razoabilidade.
Especificamente no tocante à observância do princípio da proporcionalidade, deverá o juiz considerar os 
seguintes aspectos: (a) inidoneidade dos meios convencionais de produção de provas para o atendimento 
dos fins perseguidos (necessidade); (b) a interceptação das comunicações telefônicas deve ser apta ao 
atingimento da finalidade buscada (necessidade); (c) o direito fundamental que se busca proteger deve 
justificar a restrição ao direito fundamental à intimidade (proporcionalidade em sentido estrito).
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ProDuProDuÇÃo aNteciPaDa De ProvaÇÃo aNteciPaDa De Prova
O art. 381 do CPC lista cinco hipóteses para a produção antecipada de prova. São elas 
os casos em que: haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil 
a verificação de certos fatos na pendência da ação (art. 381, I); a prova a ser produzida seja 
suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado de solução de conflito 
(art. 381, II); o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de 
ação (art. 381, III); arrolamento de bens (art.381, §1) e justificação da existência de fato 
ou da relação jurídica (art. 381, §5).
A primeira hipótese tem natureza cautelar, visto que almeja assegurar a eficácia de um 
processo futuro. A segunda hipótese decorre do sistema multiportas previsto no CPC/2015, 
em que se estimula a autocomposição ou outro meio adequado de resolução de conflitos.
Além disso, vimos que a prova pertence ao processo e não a parte que a requereu ou que 
produziu. Dessa forma, é possível que o autor produza antecipadamente uma prova que 
favoreça o réu, permitindo que o réu se torne autor da futura ação. Por outro lado, também 
é possível que a prova produzida antecipadamente evite o ajuizamento da futura ação.
Tenha em mente que o arrolamento de bens observará o disposto na Seção de “produção 
antecipada de provas” quando tiver por finalidade apenas a realização de documentação 
e não a prática de atos de apreensão. Caso seja necessária a apreensão de bens, deve ser 
feito requerimento de tutela cautelar em caráter antecedente e o pedido principal ser 
formulado em 30 dias, na forma do art. 305 do CPC.
Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter antecedente 
indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar e o 
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza antecipada, 
o juiz observará o disposto no art. 303.
E quem é competente para analisar a ação de produção antecipada de provas?E quem é competente para analisar a ação de produção antecipada de provas?
Vamos para a literalidade do CPC?
Art. 381, § 2º A produção antecipada da prova é da competência do juízo do foro onde esta deva 
ser produzida ou do foro de domicílio do réu.
§ 4º O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova requerida em face 
da União, de entidade autárquica ou de empresa pública federal se, na localidade, não houver 
vara federal.
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Beleza, professora . Percebi que tenho que memorizar o art . 381, §2, do cPc, especial-Beleza, professora . Percebi que tenho que memorizar o art . 381, §2, do cPc, especial-
mente para as provas objetivas que focam na cobrança da literalidade da legislação. mente para as provas objetivas que focam na cobrança da literalidade da legislação. 
Mas como que fica a interpretação desse dispositivo? Estou pensando numa questão Mas como que fica a interpretação desse dispositivo? Estou pensando numa questão 
objetiva mais complexa ou na prova discursiva . . .objetiva mais complexa ou na prova discursiva . . .
Muito bem! Você realmente está pegando o jeito e já antecipando as controvérsias. 
Parabéns. Agora para responder a sua dúvida, vamos a leitura dos ensinamentos de 
Jaylton Lopes:
(...) Tal dispositivo permite duas interpretações: 1ª) há entre os foros uma relação de subsidiariedade, 
ou seja, somente será da competência do foro do domicílio do réu, senão houver lugar específico 
onde a prova deva ser produzida; 2ª) há entre os foros uma relação de alternatividade, ou seja, 
cabe ao autor optar por ajuizar a ação no foro onde a prova deva ser produzida ou no foro de 
domicílio do réu.
Vem prevalecendo a segunda interpretação. Em verdade, o dispositivo prevê foros concorrentes 
(forum shopping), cabendo ao autor, portanto, a escolha.
A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a ação que venha 
a ser proposta (art. 381, §3).
Vamos a leitura dos dispositivos legais e breves apontamentos, alertando que nas 
provas objetivas, normalmente, o examinador se limita a reproduzir a literalidade dos 
dispositivos legais:
Art. 382. Na petição, o requerente apresentará as razões que justificam a necessidade de 
antecipação da prova e mencionará com precisão os fatos sobre os quais a prova há de recair.
§ 1º O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a citação de interessados na 
produção da prova ou no fato a ser provado, salvo se inexistente caráter contencioso.
§ 2º O juiz não se pronunciará sobre a ocorrência ou a inocorrência do fato, nem sobre as 
respectivas consequências jurídicas. – Não há formação de coisa julgada material. A natureza 
da sentença é constitutiva.
§ 3º Os interessados poderão requerer a produção de qualquer prova no mesmo procedimento, 
desde que relacionada ao mesmo fato, salvo se a sua produção conjunta acarretar excessiva 
demora.
§ 4º Neste procedimento, não se admitirá defesa ou recurso, salvo contra decisão que indeferir 
totalmente a produção da prova pleiteada pelo requerente originário.3
3 Enunciado 32 da I Jornada de Direito Processual Civil – CJF – “A vedação à apresentação de defesa prevista no art. 382, 
§4, do CPC, não impede a alegação pelo réu de matérias defensivas conhecíveis de ofício”.
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Art. 383. Os autos permanecerão em cartório durante 1 (um) mês para extração de cópias e 
certidões pelos interessados.
Parágrafo único. Findo o prazo, os autos serão entregues ao promovente da medida.
Ainda sobre o art. 382, §4, é oportuno mencionar o entendimento do STJ. Jaylton 
Lopes destaca:
Ademais, conforme entendeu a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça, a regra prevista no 
§4º do art. 382 do CPC não pode ser interpretada literalmente. Isso porque a vedação legal quanto 
ao exercício do direito de defesa somente pode ser interpretada como a proibição de veiculação 
de determinadas matérias que se afigurem impertinentes ao procedimento nela regulado. No 
caso, foi ajuizada ação de produção antecipada de prova objetivando a exibição de documento. 
Muito embora o autor não tenha requerido tutela provisória de urgência, o juiz determinou ao réu 
a exibição imediata do documento e o advertiu sobre o não cabimento de nenhuma defesa. Para 
o Superior Tribunal de Justiça, todavia, o procedimento adotado foi equivocado. Em seu voto, o 
Ministro Relator ponderou que “não se pode olvidar, por outro lado, de que as ações probatórias 
autônomas não consubstanciam um procedimento simplificado e meramente administrativo 
presidido pelo Poder Judiciário, em jurisdição voluntária, como se poderia cogitar. Em verdade, 
guardam, em si, efetivos conflitos de interesses em torno da própria prova, cujo direito à produção 
constitui a própria causa de pedir deduzida e, naturalmente, passível de ser resistida pela parte 
adversa, na medida em que sua efetivação importa, indiscutivelmente, na restrição de direitos.
Provas eM esPÉcieProvas eM esPÉcie
Aluno(a), segundo análise no site TEC Concursos, a parte provas em espécie não é muito 
cobrada pela banca FGV, especialmente se fizermos a delimitação no tocante apenas a 
prova da OAB4. Por conta disso, nossa análise será já no estilo de “resumo” com os pontos 
mais importantes do tema, beleza? Essa estratégia é para direcionar o seu esforço, mas 
não impede que você faça a leitura integral dos dispositivos legais (art. 384 ao 484, ok?).
Esse corte é preciso ser feito para que o conteúdo não fique extenso demais em pontos 
poucos cobrados pela banca examinadora. Agora vamos ao direcionamento para cada tipo 
de aluno nesse tópico:
1) Se você tem pouco tempo disponível para estudo, leia essa aula e faça muitas questões 
para ver o que vem sendo cobrado.
2) Se você tem mais tempo de estudo disponível, nesse caso, você pode optar por realizar 
a leitura integral dos dispositivos que estão relacionados ao que estudamos após a leitura 
da aula e a realização de muitos exercícios.
4 Apenas 5 questões
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Provas 
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Indiquei também os dispositivos que já foram objeto de cobrança em algumas provas 
da OAB para que você fique atento. Queremos com esse estudo direcionado deixar você 
mais perto da sua aprovação. Feitas essas orientações iniciais vamos ao que interessa rs.
ata Notarialata Notarial
É atribuição do tabelião de notas em que ele atesta a existência ou modo de existir de 
algum fato. Trata-se de documento público e, portanto, dotado de fé pública. Há, por isso, 
a presunção RELATIVA de veracidade.
Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou documentados, 
a requerimento do interessado, mediante ata lavrada por tabelião.
Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados em arquivos eletrônicos 
poderão constar da ata notarial.
Repare que o tabelião não vai adentrar na veracidade ou não do fato, mas apenas vai 
declarar a existência ou modo de existir de algum fato que lhe foi apresentado.
DePoiMeNto PessoalDePoiMeNto Pessoal
Conceito: interrogatório de uma das partes do processo.
Legitimidade: a pedido de uma das partes para que a outra preste o depoimento pessoal 
ou de ofício pelo magistrado.
Finalidade: almeja obter a confissão do depoente sobre um fato.
Não comparecimento ou recusa em prestar o depoimento: mesmo efeito da confissão. 
Exige-se para aplicação da pena de confesso que o depoente seja intimado PESSOALMENTE 
e devidamente advertido no mandado de intimação sobre essa penalidade.
Impossibilidade de depoimento pessoal de pessoa física ser realizado por procurador: 
é ato personalíssimo.
Assistir o interrogatório: É vedado a quem ainda não depôs assistir ao interrogatório 
da outra parte.
Dispensa para depor: O CPC enumera situações em que a parte não é obrigada a 
depor. Vejamos:
Art. 388. A parte não é obrigada a depor sobre fatos:
I – criminosos ou torpes que lhe forem imputados;
II – a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo;
III – acerca dos quais não possa responder sem desonra própria, de seu cônjuge, de seu companheiro 
ou de parente em grau sucessível;
IV – que coloquem em perigo a vida do depoente ou das pessoas referidas no inciso III.
Parágrafo único. Esta disposição não se aplica às ações de estado e de família.
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 Obs.: Já caiu na OAB 2015.Recusa de depor deve constar da sentença: Quando a parte, sem motivo justificado, deixar 
de responder ao que lhe for perguntado ou empregar evasivas, o juiz, apreciando as demais 
circunstâncias e os elementos de prova, declarará, na sentença, se houve recusa de depor.
Penalidade de confesso: Se a parte, pessoalmente intimada para prestar depoimento 
pessoal e advertida da pena de confesso, não comparecer ou, comparecendo, se recusar a 
depor, o juiz aplicar-lhe-á a pena.
 Obs.: Já caiu na OAB 2023.
001. 001. (FGV/NACIONAL UNIFICADO OAB/XXXVIII EXAME/2023) Arthur e Felipe trabalham juntos 
na Transportadora Esporte S/A, que realiza campeonatos mensais de futebol entre suas 
diversas equipes. No último torneio, houve um grande desentendimento, durante o qual 
Felipe dirigiu numerosas ofensas contra Arthur. Indignado, Arthur ajuizou ação indenizatória 
em face de Felipe, por meio da qual busca a compensação pelos danos morais decorrentes 
das ofensas proferidas na presença dos demais colegas de trabalho.
Para comprovar a sua versão dos fatos, Arthur requereu o depoimento pessoal de Felipe, 
que foi deferido pelo juízo de primeiro grau, que o intimou pessoalmente, advertindo-o das 
consequências legais. Comparecendo à audiência de instrução e julgamento, o réu se recusou 
a depor, embora intimado pessoalmente e advertido das eventuais consequências legais.
Nesse contexto, considerando as normas processuais em vigor, o advogado de Arthur deve 
requerer a aplicação da pena de confesso ao réu, diante de sua recusa a depor.
Consulta breve: A parte responderá pessoalmente sobre os fatos articulados, não podendo 
servir-se de escritos anteriormente preparados, permitindo-lhe o juiz, todavia, a consulta 
a notas breves, desde que objetivem completar esclarecimentos. Também já foi cobrado 
na OAB em 2015.
Cessa a fé de documento particular:
Art. 428. Cessa a fé do documento particular quando:
I – for impugnada sua autenticidade e enquanto não se comprovar sua veracidade;
II – assinado em branco, for impugnado seu conteúdo, por preenchimento abusivo. Caiu na OAB 
2017
Parágrafo único. Dar-se-á abuso quando aquele que recebeu documento assinado com texto não 
escrito no todo ou em parte formá-lo ou completá-lo por si ou por meio de outrem, violando o 
pacto feito com o signatário.
Certo.
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coNFissÃo
Pode ser judicial ou extrajudicial.
Conceito: meio de prova por meio do qual a parte admite a verdade de fato contrário 
ao seu interesse e favorável ao do adversário.
CONFISSÃO JUDICIAL
A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada. A confissão espontânea pode ser 
feita pela própria parte ou por representante com poder especial. A confissão provocada 
constará do termo de depoimento pessoal. A confissão judicial faz prova contra o confitente, 
não prejudicando, todavia, os litisconsortes. Nas ações que versarem sobre bens imóveis ou 
direitos reais sobre imóveis alheios, a confissão de um cônjuge ou companheiro não valerá 
sem a do outro, SALVO se o regime de casamento for o de separação absoluta de bens.
Impossibilidade de confissão: Não vale como confissão a admissão, em juízo, de fatos 
relativos a direitos indisponíveis.
Eficácia da confissão:
Se a pessoa não for capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados 
-> a confissão será INEFICAZ.
A confissão feita por um representante somente é eficaz nos limites em que este pode 
vincular o representado.
Irrevogabilidade da confissão: A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu 
de erro de fato ou de coação. A legitimidade para essa ação é exclusiva do confitente e pode 
ser transferida a seus herdeiros se ele falecer após a propositura.
Confissão extrajudicial: A confissão extrajudicial, quando feita oralmente, só terá eficácia 
nos casos em que a lei não exija prova literal.
Indivisibilidade da confissão: A confissão é, em regra, indivisível, não podendo a parte 
que a quiser invocar como prova aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que lhe 
for desfavorável, porém cindir-se-á quando o confitente a ela aduzir fatos novos, capazes 
de constituir fundamento de defesa de direito material ou de reconvenção.
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eXiBiÇÃo De DocuMeNto ou coisa
Requisitos: O pedido formulado pela parte conterá a descrição, tão completa quanto 
possível, do documento ou da coisa, ou das categorias de documentos ou de coisas buscados; 
a finalidade da prova, com indicação dos fatos que se relacionam com o documento ou com a 
coisa, ou com suas categorias; as circunstâncias em que se funda o requerente para afirmar 
que o documento ou a coisa existe, ainda que a referência seja a categoria de documentos 
ou de coisas, e se acha em poder da parte contrária.
Prazo para resposta: 5 dias. Se o requerido afirmar que não possui o documento ou a 
coisa, o juiz permitirá que o requerente prove, por qualquer meio, que a declaração não 
corresponde à verdade (art. 398).
Impossibilidade de recusa: O juiz não admitirá a recusa se o requerido tiver obrigação 
legal de exibir; o requerido tiver aludido ao documento ou à coisa, no processo, com o intuito 
de constituir prova; o documento, por seu conteúdo, for comum às partes.
Presunção de veracidade dos fatos que a parte pretendia provar com o documento ou 
coisa: quando o requerido não efetuar a exibição nem fizer nenhuma declaração e quando 
a recusa for havida por ilegítima.
Documento ou coisa em poder de terceiro: o juiz ordenará sua citação para responder 
no prazo de 15 (quinze) dias.
Nesse caso, temos três possibilidades:
1) Se o terceiro negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da coisa, o juiz 
designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem como o das partes e, se 
necessário, o de testemunhas, e em seguida proferirá decisão.
2) Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz ordenar-lhe-á 
que proceda ao respectivo depósito em cartório ou em outro lugar designado, no prazo de 
5 (cinco) dias, impondo ao requerente que o ressarça pelas despesas que tiver.
3) Se o terceiro descumprir a ordem, o juiz expedirá mandado de apreensão, requisitando, 
se necessário, força policial, sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência, 
pagamento de multa e outras medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-
rogatórias necessárias para assegurar a efetivação da decisão.
Escusas legais para não exibir o documento ou coisa – pela parte ou por terceiro-:
I – concernente a negócios da própria vida da família;
II – sua apresentação puder violar dever de honra;
III – sua publicidade redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem como a seus 
parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau, ou lhes representar perigo de ação penal;
IV – sua exibição acarretar a divulgação de fatos a cujo respeito, por estado ou profissão, 
devam guardar segredo;
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V – subsistirem outros motivos graves que, segundo o prudente arbítrio do juiz, justifiquem 
a recusa da exibição;
VI – houver disposição legal que justifique a recusa da exibição.
Se os motivos de que tratam os incisos I a VI do caput disserem respeito a apenas uma 
parcela do documento, a parte ou o terceiro exibirá a outra em cartório, para dela ser 
extraída cópia reprográfica, de tudo sendo lavrado auto circunstanciado.
Prova DocuMeNtal
Documento público: O documento público faz prova não só da sua formação, mas 
também dos fatos que o escrivão, o chefe de secretaria, o tabelião ou o servidor declarar 
que ocorreram em sua presença. A presunção de veracidade é RELATIVA. Essa presunção 
é sobre o que ocorreu na presença do funcionário público e não sobre o conteúdo do que 
foi alegado.
Exigência de instrumento público: Quando a lei exigir instrumento público como da 
substância do ato, nenhuma outra prova, por mais especial que seja, pode suprir-lhe a falta.
Incompetência ou desrespeito a formalidade: O documento feito por oficial público 
incompetente ou sem a observância das formalidades legais, sendo subscrito pelas partes, 
tem a mesma eficácia probatória do documento particular.
Autenticidade do documento: I – o tabelião reconhecer a firma do signatário; II – a autoria 
estiver identificada por qualquer outro meio legal de certificação, inclusive eletrônico, nos 
termos da lei; III – não houver impugnação da parte contra quem foi produzido o documento.
Arguição de falsidade documental: A falsidade deve ser suscitada na contestação, 
na réplica ou no prazo de 15 (quinze) dias, contado a partir da intimação da juntada do 
documento aos autos. Uma vez arguida, a falsidade será resolvida como questão incidental, 
salvo se a parte requerer que o juiz a decida como questão principal.
Falsidade documental arguida de ofício: Apesar de inexistência de previsão legal sobre a 
possibilidade de a falsidade documental ser reconhecida de ofício, a doutrina defende que 
é possível, uma vez que essa iniciativa tem fundamento nos poderes instrutórios do juiz.
Momento de produção: via de regra, na inicial e na contestação. Exceção: documentos 
novos, na forma do art. 435 do CPC.
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Prova testeMuNHal
Admissibilidade: A prova testemunhal é sempre admissível, não dispondo a lei de modo 
diverso. Exceções: o magistrado pode indeferir a prova testemunhal quando já provados 
por documento ou confissão da parte; quando só por documento ou por exame pericial 
puderem ser provados.
Quem pode e quem não pode testemunhar: Podem depor como testemunhas todas as 
pessoas, exceto as incapazes, impedidas ou suspeitas.
São incapazes: I – o interdito por enfermidade ou deficiência mental; II – o que, acometido 
por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, não 
podia discerni-los, ou, ao tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir as 
percepções; III – o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos; IV – o cego e o surdo, quando a 
ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam.
São impedidos: I – o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer 
grau e o colateral, até o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, 
salvo se o exigir o interesse público ou, tratando se de causa relativa ao estado da pessoa, 
não se puder obter de outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento do 
mérito; II – o que é parte na causa; III – o que intervém em nome de uma parte, como o 
tutor, o representante legal da pessoa jurídica, o juiz, o advogado e outros que assistam 
ou tenham assistido as partes.
São suspeitos: I – o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo; II – o que tiver interesse 
no litígio.
Deveres da testemunha: prestar o depoimento em juízo; depor e dizer a verdade.
Escusas: A testemunha não é obrigada a depor sobre fatos: I – que lhe acarretem grave 
dano, bem como ao seu cônjuge ou companheiro e aos seus parentes consanguíneos ou 
afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau; II – a cujo respeito, por estado ou 
profissão, deva guardar sigilo.
Prazo para apresentação do rol de testemunhas: Caso tenha sido determinada a produção 
de prova testemunhal, o juiz fixará prazo comum não superior a 15 (quinze) dias para que 
as partes apresentem rol de testemunhas.
Número de testemunhas: O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 
10 (dez), sendo 3 (três), no máximo, para a prova de cada fato. O juiz poderá limitar o número 
de testemunhas levando em conta a complexidade da causa e dos fatos individualmente 
considerados.
Videoconferência: A oitiva de testemunha que residir em comarca, seção ou subseção 
judiciária diversa daquela onde tramita o processo poderá ser realizada por meio de 
videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão e recepção de sons e imagens 
em tempo real, o que poderá ocorrer, inclusive, durante a audiência de instrução e julgamento.
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Prova Pericial
Indeferimento da perícia: I – a prova do fato não depender de conhecimento especial 
de técnico; II – for desnecessária em vista de outras provas produzidas; III – a verificação 
for impraticável.
Dispensa de perícia: O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes, na inicial e 
na contestação, apresentarem, sobre as questões de fato, pareceres técnicos ou documentos 
elucidativos que considerar suficientes.
Escusa: O perito pode escusar-se (prazo de 15 dias – art. 157,§1) ou ser recusado por 
impedimento ou suspeição. O juiz, ao aceitar a escusa ou ao julgar procedente a impugnação, 
nomeará novo perito.
Substituição da perícia: De ofício ou a requerimento das partes, o juiz poderá, em 
substituição à perícia, determinar a produção de prova técnica simplificada, quando o 
ponto controvertido for de menor complexidade.
Hipóteses de substituição do perito: I – faltar-lhe conhecimento técnico ou científico; 
II – sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado.
Restituição dos valores pelo perito substituído: O perito substituído restituirá, no prazo 
de 15 (quinze) dias, os valores recebidos pelo trabalho não realizado, sob pena de ficar 
impedido de atuar como perito judicial pelo prazo de 5 (cinco) anos.
Prorrogação do prazo: Se o perito, por motivo justificado, não puder apresentar o laudo 
dentro do prazo, o juiz poderá conceder-lhe, por uma vez, prorrogação pela metade do 
prazo originalmente fixado.
Realização de nova perícia: O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a 
realização de nova perícia quando a matéria não estiver suficientemente esclarecida.
A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre os quais recaiu a primeira e 
destina-se a corrigir eventual omissão ou inexatidão dos resultados a que esta conduziu. A 
segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a primeira. A segunda perícia 
não substitui a primeira, cabendo ao juiz apreciar o valor de uma e de outra.
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RESUMORESUMO
Os principais pontos que você deve lembrar dessa aula são os seguintes:
Classificação das provas
Quanto ao objeto
Prova Direta Prova Indireta
Está relacionada ao fato principal.
Está relacionada a um fato secundário, mas 
que possibilita chegar à comprovação da 
alegação do fato principal.
Quanto à fonte
Prova pessoal Prova real
Decorre de uma afirmação de uma pessoa. Decorre do exame realizado em uma coisa.
Quanto à forma
Prova oral Prova material Prova documental
A que é produzida verbalmente 
(linguagem falada).
Quando um objeto material 
serve de prova.
Quando é produzida por 
linguagem escrita ou gravada.
• O objeto da prova é a alegação fática RELEVANTE apresentada pelas partes.
• Art. 374. Não dependem de prova os fatos:
I – notórios;
II – afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária;
III – admitidos no processo como incontroversos;
IV – em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade.
• Via de regra, o direito não deve ser provado – Iura novit cúria – o magistrado/tribunal 
conhece o Direito.
Exceção: A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário 
provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.
PriNcÍPios relacioNaDos ao Direito ProBatÓrio
• Atipicidade dos meios de prova: o CPC permite as provas típicas (meios legais) e as 
provas atípicas (meios não previstos na lei – “meios moralmente legítimos”). Trata-se 
do disposto no art. 369 do CPC. Esses meios moralmente legítimos devem respeitar 
o ordenamento jurídico, já que não são admitidas provas obtidas por meios ILÍCITOS, 
conforme dispõe a Constituição Federal.
• Princípio da comunhão da prova: a prova pertence ao processo. É comum o examinador 
afirmar que a prova pertence àquele que a produziu ou a quem requereu aquela 
produção probatória. Isso é pegadinha. Vimos que a prova pertence ao processo. É 
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por isso que todos são os destinatários das provas produzidas no processo. Entretanto, 
não se discute que, de fato, o principal destinatário da prova é o magistrado, uma 
vez que a finalidade da prova é convencer o juiz.
• Princípio do convencimento motivado: as provas devem ser analisadas de forma 
racional, contextualizada e motivadamente.
• Princípio da não autoincriminação: é direito de qualquer pessoa que não produza 
prova que seja capaz de se autoincriminar.
• Para o STJ, o conhecimento do juiz sobre o mercado imobiliário não dispensa a 
realização de perícia.
Sistemas de valoração da prova
Prova tarifada Íntima convicção Convencimento motivado
Há hierarquia estabelecida 
pelo legislador em relação 
ao valor de cada prova.
Não é adotado no Brasil, 
mas há alguns resquícios 
desse sistema nos artigos 
406 e 443, II, do CPC. Faça 
a leitura dos dispositivos 
legais mencionados. 5
O magistrado valora 
de FORMA SUBJETIVA 
as provas e não expõe 
as suas razões.
Não é adotado no 
Brasil. Há resquício 
nos julgamentos pelo 
Tribunal do Júri.
É o sistema adotado no Brasil no art. 371 do 
CPC6.
- Juiz deve observar os limites impostos pela 
legislação.
- Um critério racional e coerente deve ser seguido.
- Necessidade de fundamentar a sua decisão 
(art. 93, IX, da Constituição Federal e art. 371 
do CPC).
- Decisão deve levar em consideração as provas 
produzidas no processo.
• Ônus da prova é um encargo atribuído a quem alega fato constitutivo, impeditivo, 
modificativo ou extintivo de um direito. O ônus da prova pode ser imposto por lei 
(art. 373, I e II, do CPC); pelo magistrado (art. 373, §1, do CPC) ou por negócio jurídico 
processual (art. 373, §3, do CPC).
DISTRIBUIÇÃO LEGAL DO ÔNUS DA PROVA – ESTÁTICA
É a regra geral. Encontra previsão no art. 373, I e II, do CPC.
5 Art. 406. Quando a lei exigir instrumento público como da substância do ato, nenhuma outra prova, por mais especial 
que seja, pode suprir-lhe a falta.
 Art. 443. O juiz indeferirá a inquirição de testemunhas sobre fatos:
 I – já provados por documento ou confissão da parte;
 II – que só por documento ou por exame pericial puderem ser provados.
6 Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver promovido, e indicará 
na decisão as razões da formação de seu convencimento.
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Provas 
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Fato constitutivo
Fato impeditivo, modificativo ou extintivo 
do direito do autor
Ao autor Ao réu
DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA – REALIZADA PELO JUIZ
Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à 
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo ou à maior facilidade 
de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo 
diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a 
oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
Pressupostos para a distribuição dinâmica do ônus da prova: a distribuição deve ocorrer 
antes do julgamento, sob pena de violação ao contraditório, ampla defesa e boa-fé processual; 
decisão deve ser fundamentada; a fixação do ônus da prova não pode caracterizar produção 
de prova diabólica (prova impossível ou extremamente difícil).
DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA – POR NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL
É possível que as partes façam, por meio de um negócio jurídico processual, a distribuição 
diversa do ônus da parte. Entretanto, há duas hipóteses em que não é possível essa distribuição 
diversa: recair sobre direito indisponível da parte; tornar excessivamente difícil a uma parte 
o exercício do direito (prova diabólica, lembra?).
A convenção entre as partes pode ser celebrada antes ou durante o processo.
Independe de homologação judicial, mas não afasta os poderes instrutórios do 
magistrado.
Prova eMPrestaDa
• O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-
lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório. Repare que não se 
exige que a prova tenha sido produzida em um processo cível. A prova emprestada 
ingressa no outro processo como uma prova documentada.
• Via de regra, exige-se o contraditório tanto no processo originário quanto no processo 
para o qual a prova será transportada.
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Provas ilÍcitas
Provas ilícitas são vedadas pela Constituição Federal no art. 5º, LV.
A ilicitude da prova pode decorrer tanto do plano do direito material quanto do processual. 
A primeira é uma prova ilícita em sentido estrito e pode ter a ilicitude em virtude da sua 
produção ou da sua obtenção. Na primeira hipótese temos a prova produzida ilicitamente. 
Na última, a prova pode ser lícita, mas a forma de obtenção é ilícita.
Teoria do fruto daárvore envenenada -> uma teoria desenvolvida na jurisprudência 
norte-americana. Segundo essa teoria, caso uma prova lícita (sem violação a regras de direito 
material e processual) seja derivada de outra anterior ilícita haverá a sua contaminação.
ProDuÇÃo aNteciPaDa De Prova
O art. 381 do CPC lista cinco hipóteses para a produção antecipada de prova. São elas os casos 
em que: haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação 
de certos fatos na pendência da ação (art. 381, I); a prova a ser produzida seja suscetível de 
viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado de solução de conflito (art. 381, II); o prévio 
conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação (art. 381, III); arrolamento 
de bens (art.381, §1) e justificação da existência de fato ou da relação jurídica (art. 381, §5).
• A produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a ação que 
venha a ser proposta (art. 381, §3).
• Provas em espécie.
ata Notarial
É atribuição do tabelião de notas em que ele atesta a existência ou modo de existir de 
algum fato. Trata-se de documento público e, portanto, dotado de fé pública. Há, por isso, 
a presunção RELATIVA de veracidade.
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DePoiMeNto Pessoal
Conceito: interrogatório de uma das partes do processo.
Legitimidade: a pedido de uma das partes para que a outra preste o depoimento pessoal 
ou de ofício pelo magistrado.
Finalidade: almeja obter a confissão do depoente sobre um fato.
Não comparecimento ou recusa em prestar o depoimento: mesmo efeito da confissão. 
Exige-se para aplicação da pena de confesso que o depoente seja intimado PESSOALMENTE 
e devidamente advertido no mandado de intimação sobre essa penalidade.
Impossibilidade de depoimento pessoal de pessoa física ser realizado por procurador: 
é ato personalíssimo.
Assistir o interrogatório: É vedado a quem ainda não depôs assistir ao interrogatório 
da outra parte.
Dispensa para depor: O CPC enumera situações em que a parte não é obrigada a 
depor. Vejamos:
Art. 388. A parte não é obrigada a depor sobre fatos:
I – criminosos ou torpes que lhe forem imputados;
II – a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo;
III – acerca dos quais não possa responder sem desonra própria, de seu cônjuge, de seu companheiro 
ou de parente em grau sucessível;
IV – que coloquem em perigo a vida do depoente ou das pessoas referidas no inciso III.
Parágrafo único. Esta disposição não se aplica às ações de estado e de família.
 Obs.: Já caiu na OAB 2015.
Recusa de depor deve constar da sentença: Quando a parte, sem motivo justificado, deixar 
de responder ao que lhe for perguntado ou empregar evasivas, o juiz, apreciando as demais 
circunstâncias e os elementos de prova, declarará, na sentença, se houve recusa de depor.
Penalidade de confesso: Se a parte, pessoalmente intimada para prestar depoimento 
pessoal e advertida da pena de confesso, não comparecer ou, comparecendo, se recusar a 
depor, o juiz aplicar-lhe-á a pena.
 Obs.: Já caiu na OAB 2023.
Consulta breve: A parte responderá pessoalmente sobre os fatos articulados, não 
podendo servir-se de escritos anteriormente preparados, permitindo-lhe o juiz, todavia, 
a consulta a notas breves, desde que objetivem completar esclarecimentos. Também já 
foi cobrado na OAB em 2015.
Cessa a fé de documento particular:
Art. 428. Cessa a fé do documento particular quando:
I – for impugnada sua autenticidade e enquanto não se comprovar sua veracidade;
II – assinado em branco, for impugnado seu conteúdo, por preenchimento abusivo.
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 Obs.: Caiu na OAB 2017.
Parágrafo único. Dar-se-á abuso quando aquele que recebeu documento assinado com texto não 
escrito no todo ou em parte formá-lo ou completá-lo por si ou por meio de outrem, violando o 
pacto feito com o signatário.
coNFissÃo
• Pode ser judicial ou extrajudicial.
• Conceito: meio de prova por meio do qual a parte admite a verdade de fato contrário 
ao seu interesse e favorável ao do adversário.
CONFISSÃO JUDICIAL
A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada. A confissão espontânea 
pode ser feita pela própria parte ou por representante com poder especial. A confissão 
provocada constará do termo de depoimento pessoal. A confissão judicial faz prova 
contra o confitente, não prejudicando, todavia, os litisconsortes. Nas ações que versarem 
sobre bens imóveis ou direitos reais sobre imóveis alheios, a confissão de um cônjuge 
ou companheiro não valerá sem a do outro, SALVO se o regime de casamento for o de 
separação absoluta de bens.
Impossibilidade de confissão: Não vale como confissão a admissão, em juízo, de fatos 
relativos a direitos indisponíveis.
Eficácia da confissão:
Se a pessoa não for capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados -> a 
confissão será INEFICAZ.
A confissão feita por um representante somente é eficaz nos limites em que este pode 
vincular o representado.
Irrevogabilidade da confissão: A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu 
de erro de fato ou de coação. A legitimidade para essa ação é exclusiva do confitente e pode 
ser transferida a seus herdeiros se ele falecer após a propositura.
Confissão extrajudicial: A confissão extrajudicial, quando feita oralmente, só terá eficácia 
nos casos em que a lei não exija prova literal.
Indivisibilidade da confissão: A confissão é, em regra, indivisível, não podendo a parte 
que a quiser invocar como prova aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que lhe 
for desfavorável, porém cindir-se-á quando o confitente a ela aduzir fatos novos, capazes 
de constituir fundamento de defesa de direito material ou de reconvenção.
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Direito Processual civil 
Provas 
Aline Oliveira
eXiBiÇÃo De DocuMeNto ou coisa
Requisitos: O pedido formulado pela parte conterá a descrição, tão completa quanto 
possível, do documento ou da coisa, ou das categorias de documentos ou de coisas buscados; 
a finalidade da prova, com indicação dos fatos que se relacionam com o documento ou com a 
coisa, ou com suas categorias; as circunstâncias em que se funda o requerente para afirmar 
que o documento ou a coisa existe, ainda que a referência seja a categoria de documentos 
ou de coisas, e se acha em poder da parte contrária.
Prazo para resposta: 5 dias. Se o requerido afirmar que não possui o documento ou a 
coisa, o juiz permitirá que o requerente prove, por qualquer meio, que a declaração não 
corresponde à verdade (art. 398).
Impossibilidade de recusa: O juiz não admitirá a recusa se o requerido tiver obrigação 
legal de exibir; o requerido tiver aludido ao documento ou à coisa, no processo, com o intuito 
de constituir prova; o documento, por seu conteúdo, for comum às partes.
Presunção de veracidade dos fatos que a parte pretendia provar com o documento ou 
coisa: quando o requerido não efetuar a

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