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DIFICULDADES E DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM AULA 2 Prof. Eliza Ribas Gracino A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 2 CONVERSA INICIAL Nesta aula discutiremos a influência do processo histórico para o desenvolvimento do indivíduo em sua relação com a natureza e com a cultura — enfatizando a relevância da mediação e da plasticidade cerebral — para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, que distinguem os seres humanos, procurando compreender sua natureza e constituição, bem como a influência da concepção de Vygotsky para o contexto escolar. Perceberemos que a aprendizagem é um processo complexo que precede o processo de desenvolvimento humano, caracterizando-se por múltiplos condicionantes, tanto biológicos quanto culturais, sendo a mediação da natureza, do outro e dos signos linguísticos imprescindíveis para que ela ocorra. Nossos objetivos para este encontro são: Discutir os fatores que interferem no desenvolvimento e aprendizagem a partir das contribuições de Vygotsky; Compreender a importância do processo histórico para a constituição do indivíduo; Estudar o processo de desenvolvimento das funções psicológicas superiores; Discutir a relação natureza-cultura-aprendizagem; entender como a plasticidade cerebral influencia no processo de aprendizagem; Relacionar as contribuições da teoria de Vygotsky para o contexto escolar. Para alcançarmos tais objetivos, estruturamos a aula em cinco partes, que tratarão dos seguintes assuntos: 1. A influência do processo histórico para o desenvolvimento do indivíduo; 2. Natureza e constituição das funções superiores; 3. A relação entre natureza, cultura e aprendizagem; 4. A plasticidade cerebral e o processo de aprendizagem; 5. As implicações da teoria de Vygotsky para a educação. A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 3 TEMA 1 – A INFLUÊNCIA DO PROCESSO HISTÓRICO PARA O DESENVOLVIMENTO DO INDIVÍDUO O principal expoente da psicologia histórico-cultural, o russo Lev Semenovich Vygotsky (1896-1934), iniciou seus estudos e a construção de suas teorias logo após a Revolução em seu país, momento em que intensas mudanças ocorriam na União Soviética, ancorando suas hipóteses a respeito da formação social da mente nos pressupostos do materialismo histórico dialético, de origem marxista, que emergiam em seu país naquela época. De acordo com o materialismo, o homem é um ser social, interligado à natureza, da qual depende para seu desenvolvimento, produzindo sua existência “sobre a base da natureza biofísica” (Saviani, 2003, p. 13), mas tornando-se homem a partir da aprendizagem de complexos comportamentos adquiridos culturalmente e internalizados por ele. 1.1 A importância da linguagem para o desenvolvimento e a aprendizagem humana Para Vygotsky, a linguagem é uma categoria central, uma força motriz, uma vez que torna possível a constituição de outras funções psicológicas. Como principal elemento da atividade humana, típica da consciência, organiza as ações de maneira a permitir que o homem opere sobre a realidade objetiva e aproprie-se da história humana e da cultura, se constituindo como sujeito (Vygotsky, 2007). Diferentemente dos animais, para o homem, a interação com os outros e as relações de comunicação oportunizadas pela linguagem são um instrumento para o processo social, permitindo o planejamento e a execução de ações coletivas, modificando o trabalho, originando e balizando a consciência (Leontiev, 1978). De acordo com Leontiev (1978, p. 86), a linguagem tem “uma função imediatamente produtiva e uma função de ação sobre os outros homens, uma função de comunicação”. Portanto, a linguagem é um instrumento mediador das ideias socialmente elaboradas. Por meio da apropriação da linguagem, é estabelecida a aptidão para prover instrumentos auxiliares, permitindo a resolução de tarefas complexas e A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 4 a definição de estratégias para a solução de problemas diversos, mesmo os que ainda não se materializaram, organizando as experiências (Vygotsky, 2007). 1.2 Instrumentos e signos linguísticos Ao longo da história humana, os instrumentos e os signos linguísticos foram criados para aprimorar a comunicação. Tais elementos mudaram “a forma social e o nível de desenvolvimento cultural”, permitindo a integração social (Cole; Scribner, 2003, p. 9). Os instrumentos e signos são mediadores da linguagem, sendo o instrumento um objeto social, responsável por mediar a relação do sujeito com o mundo que o cerca, ajustando as ações humanas sobre o meio. Ao elaborar o instrumento, o homem o faz com um objetivo específico, atribuindo-lhe uma função, atuando de maneira a facilitar as mudanças externas (Oliveira, 1995; Rego 2014). O instrumento conduz a influência do sujeito sobre o objeto que se deseja modificar (Vygotsky, 2007). Já a função dos signos é similar à dos instrumentos de trabalho na ação sobre a natureza, ou seja, a transformação. Entretanto, no caso do signo linguístico, isso ocorre no plano psicológico, auxiliando na resolução de problemas. Os primeiros signos utilizados pelo homem surgiram como representações exteriores de controle da memória, sendo representados como marcas (Ex.: riscos que os homens primitivos utilizavam para contagem). Sobre a função dos signos, este é "um meio da atividade interna, dirigido para o controle do próprio indivíduo, o signo é orientado internamente” (Vygotsky, 2007, p. 62). TEMA 2 – NATUREZA E CONSTITUIÇÃO DAS FUNÇÕES PSICOLÓGICAS SUPERIORES A abordagem histórico-cultural tem como base a ideologia marxista (materialismo histórico dialético), que atribui importância singular às relações estabelecidas entre sujeito-sociedade-cultura, tendo o momento histórico grande influência sobre tais relações, uma vez que o homem internaliza os conceitos emergentes das bases reais, da realidade concreta. A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 5 De acordo com Vygotsky, o desenvolvimento humano tem duas vertentes, os processos de natureza espontânea, de origem biológica e de estruturas naturais, denominadas por ele funções elementares da psique humana, e as originadas pela estrutura cultural, denominadas por ele de funções psicológicas superiores, devido a sua complexidade (Vygotsky, 2000). As funções elementares evoluem para funções superiores, durante o desenvolvimento, a partir da interiorização dos signos. A intencionalidade com que se dá “a mudança estrutural da consciência” permite o desenvolvimento das funções psicológicas superiores (Vygotsky, 2009, p. 285). 2.1 A importância do outro Para Vygotsky, o outro é parte do desenvolvimento humano. A mediação do outro permite a apropriação pelo indivíduo das conquistas adquiridas pela humanidade. A interação com o outro permite a internalização de experiências da cultura, que se dá por meio da internalização das experiências vivenciadas (Rego, 2014). As relações sociais permitem ao indivíduo o desenvolvimento de funções interpsíquicas, que se transformam em funções intrapsíquicas, ou seja, por meio da mediação do outro, constrói-se o comportamento do indivíduo, transformando sua psique (Vygotsky, 2014). 2.2 A relação pensamento e linguagem A linguagem é uma unidade complexa da psique, elemento imprescindível para que a mediação indivíduo-mundo ocorra. A linguagem é o meio de compreensão e de expressão do pensamento e “juntamente com o pensamento proporciona um salto qualitativo nodesenvolvimento humano e nas formas do homem se relacionar com a realidade” (Borella, 2016, p. 5). Durante o processo de desenvolvimento humano, pensamento e palavra se conectam e transformam a partir "da experiência sociocultural da criança" (Vygotsky, 2009, p. 149), convergindo a partir do momento em que o pensamento se torna mais sofisticado. Uma vez que “[…] a relação entre o pensamento e a palavra é, antes de tudo, não uma coisa mas um processo, é um movimento do pensamento à palavra e da palavra ao pensamento” (Vygostky, 2009, p. 49). Assim sendo, a A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 6 unidade palavra e pensamento permite a atribuição de significados atingindo as principais funções da linguagem, o pensamento generalizante e o intercâmbio social. TEMA 3 – A RELAÇÃO NATUREZA-CULTURA-APRENDIZAGEM Para Vygotsky, a cultura é o eixo primordial para o desenvolvimento humano, que se constitui como produção do trabalho do homem, expressando um processo histórico, objetivando-se nos signos e instrumentos culturais. Como produção humana e social, a cultura desenvolve-se no plano social (Vygotsky, 1995). Sobre a importância da cultura na obra de Vygotsky, Sirgado (2000 p. 9) pondera que “[…] o que faz de um indivíduo da espécie Homo um ser humano é a incorporação dos componentes da cultura do meio social em que está inserido". Assim, a intercomunicação social e a mediação do outro permitem a apropriação de significados socialmente construídos pela cultura nas intercomunicações sociais. 3.1 A relação natureza-cultura-aprendizagem e o desenvolvimento do indivíduo A inserção cultural do indivíduo na sociedade permite a internalização das funções psicológicas superiores. A linguagem, sistema simbólico culturalmente adquirido, auxilia na interação social e na convivência entre os indivíduos, por meio de “sistemas de representação da realidade” (Oliveira, 1997, p. 36). “Estes sistemas, permitem ao indivíduo apropriar-se do ‘código’ utilizado culturalmente pela sociedade para interpretar o mundo” (Oliveira, 1997, p. 37). A atividade humana que permite o trato homem-objeto permite a transformação do homem e a modificação da realidade das relações estabelecidas pelo homem com sua realidade objetiva, mediatizada pela cultura. A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 7 3.2 A relação natureza-cultura-aprendizagem e o ambiente apropriado para a aprendizagem Sobre a relação cultura e natureza, ao mesmo tempo que estes elementos são distintos e autossuficientes, estão interligados, devido ao processo dialético que envolve a condição humana de dependência da natureza para a subsistência da espécie e também dos recursos que a natureza oferece para o desenvolvimento cultural e da importância da cultura para o desenvolvimento da condição humana. Para explicar a relação natureza-cultura em Vygotsky, Delval (2001, p. 97) pondera que “no desenvolvimento de cada criança pode-se distinguir duas linhas: a linha do desenvolvimento natural, o processo de crescimento e maturação e a linha de desenvolvimento cultural, ou o domínio de vários meios culturais, ou instrumento”. O meio ambiente também tem importante papel para a aprendizagem do indivíduo, uma vez que as formas de vida ativas em um ambiente favorável permitem o desenvolvimento dos processos mentais (Luria, 2000). TEMA 4 – A PLASTICIDADE CEREBRAL E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM Um dos principais pilares da teoria histórico-cultural é a possibilidade de reestruturação da estrutura e do funcionamento do cérebro, que se modifica quanto à consciência a partir da influência de elementos externos ao sujeito, sem necessidade de modificações morfológicas, permitindo a evolução da espécie e a transformação do homem de ser biológico a social (Oliveira, 1995). O cérebro é um sistema aberto que pode servir a diferentes funções durante o processo de aprendizagem, modificando-se sempre que estimulado por meio do processo de mediação. Dada a possibilidade de ampliação das estruturas cerebrais, por meio da mediação, as interações assumem maior importância, principalmente a atividade sistematizada com intencionalidade para a aprendizagem (La Taille; Oliveira; Dantas, 1995). A relação plasticidade cerebral-aprendizagem dá-se porque a estrutura cerebral se amplia sempre que estimulada por uma relação mediada. Temos aí outro conceito de Vygotsky que permite pensar nessa possibilidade, o de zona de desenvolvimento proximal. A atuação intencional pode possibilitar o A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 8 desenvolvimento produzindo “avanços que não ocorreriam espontaneamente” (Oliveira, 1995, p. 11). 4.1 Zona de desenvolvimento proximal (ZPD) A ZDP é um domínio psicológico dinâmico ininterrupto, que se transforma à medida que a mediação ocorre. Caracteriza-se pelo desenvolvimento mental que acontece prospectivamente, ou seja, refere-se àquele desenvolvimento que ainda está em processo, que está por se consolidar. Ela corresponde à distância existente entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial. O nível de desenvolvimento real diz respeito a funções mentais já amadurecidas, aos conhecimentos que o indivíduo já domina e aos problemas que é capaz de resolver independente de auxílio. O nível de desenvolvimento proximal refere-se às funções em estágio embrionário, necessitando do auxílio de outros para resolução de problemas. Com a mediação de outro, mais experiente, a capacidade de resolução de problemas, que ainda está em processo de aquisição, podem se consolidar, transformando-se em funções reais. A aprendizagem é “um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas” (Vygotsky, 1977, p. 47), portanto as situações de aprendizado desenvolvem os processos internos do sujeito, e as circunstâncias em que há a oportunidade de operação, interagindo com o ambiente, permitem a internalização dos conceitos, desenvolvendo a mente. 4.2 O papel da imitação para o desenvolvimento da ZDP A imitação tem papel de destaque na teoria histórico-cultural, ela demarca o desenvolvimento da linguagem. Já aos cinco meses, a criança reage a estímulos simples, dando início ao processo de imitação, evoluindo gradativamente até o interesse ativo, no primeiro ano de vida. A imitação não é uma atividade mecânica, mas está diretamente ligada à ZDP, sendo a criança capaz de imitar o que está ao alcance do seu nível atual do desenvolvimento. Para que a imitação ocorra, é preciso passar do conhecido ao desconhecido, ao novo (Vygotsky, 1991). “A instrução é possível A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 9 onde cabe a imitação. […]. O ensino deve orientar-se não ao ontem, mas sim ao amanhã do desenvolvimento infantil. Somente então poderá a instrução provocar os processos de desenvolvimento que se acham agora na zona de desenvolvimento próximo” (Vygotsky, 1991, p. 242). As situações lúdicas de imitação são uma importante maneira de mediação do processo de construção de conhecimento infantil. Assim sendo, a brincadeira é uma ferramenta importante para o desenvolvimento da zona de desenvolvimento proximal, permitindo a internalização dos elementos da cultura de seu grupo social (Rego, 2014). Pode-se perceber, assim, a importância atribuída por Vygotsky à mediação para a aprendizagem, que despertará os processos de desenvolvimento, demonstrando o respeito ao processo de desenvolvimento do indivíduo. TEMA 5 – ASIMPLICAÇÕES DA TEORIA DE VYGOTSKY PARA O CONTEXTO ESCOLAR O processo de humanização é o resultado “da humanidade objetivada e disponibilizada às suas internalizações”, sendo a educação escolar um “processo ao qual compete oportunizar a apropriação do conhecimento historicamente sistematizado” (Martins, 2013, p. 272). A experiência pessoal do indivíduo lhe confere conceitos espontâneos que, a partir da intervenção pedagógica, evoluem para conceitos científicos, ampliando seu desenvolvimento mental (Vygotsky, 1989). 5.1 Escola como disseminadora da cultura Como espaço ímpar para a socialização do conhecimento da cultura sócio-historicamente adquirida, a escola é a responsável pela aprendizagem mecânica, pelo redimensionamento do indivíduo no social, pela difusão de conteúdos escolares, pelo desenvolvimento da sensibilidade da consciência e pelo auxílio na complementação das predisposições genéticas dos indivíduos (La Taille; Oliveira; Dantas, 1992). É por meio da educação que a “influência e inferência planejadas, direcionadas, intencionais e conscientes nos processos naturais de crescimento da criança” (Vygotsky apud Van Der Veer, 1996). A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 10 5.2 O professor e a mediação do conhecimento científico Uma vez que o processo de formação de conhecimento se dá por meio das relações estabelecidas entre sujeito e objeto (concreto), por meio das quais o indivíduo edifica suas representações da realidade, a mediação assume um papel importantíssimo, como intermediária entre o indivíduo e o objeto do conhecimento (Matui, 1995). O professor é o mediador da aprendizagem, seu papel é o de organizar o ambiente para que a aprendizagem ocorra. Sua inferência intencional no processo de ensino-aprendizagem, atuando nas zonas de desenvolvimento proximal, permite que este seja o elo entre o aluno e o conhecimento (Matui, 1995). É importante que o professor nunca perca de vista que a criança não chega à escola sem conhecimento. Sua aprendizagem começa antes que ela adentre a instituição escolar, entretanto, é preciso respeitar seu nível de desenvolvimento e suas potencialidades para a aprendizagem (Vygotsky, 2007). NA PRÁTICA Com base nas observações realizadas na sala de aula, na atividade prática anterior: a. Você conseguiu perceber a função da atividade lúdica e da imitação para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores? b. Escreva um texto sobre a importância da escola para a aquisição dos conhecimentos científicos. FINALIZANDO Nesta aula, tivemos a oportunidade de compreender os fatores que interferem nos processos de aprendizagem a partir da teoria histórico-cultural e do olhar da teoria vygotskyana. Os principais conceitos abordados foram os de interação e mediação, do papel da cultura e da internalização das práticas históricas e sociais. Falamos ainda sobre o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, do papel A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 11 dos instrumentos e da operação com signos e da plasticidade cerebral, assim como das zonas de desenvolvimento. Também aprendemos que o processo de escolarização é extremamente importante para a aquisição dos conceitos científicos, porque possibilita ao sujeito a aquisição de saberes culturais, historicamente adquiridos. A luno: A N T O N IO JO S E D O S S A N T O S IN Á C IO E m ail: antoniojosesantosinacio@ gm ail.com 12 REFERÊNCIAS BORELLA, T. Desenvolvimento da linguagem infantil à luz da teoria histórico-cultural: contribuições de práticas literárias na primeira infância. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2016. COLE, M.; SCRIBNER, S. Introdução. In: VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 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