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DIFICULDADES E DISTÚRBIOS 
DE APRENDIZAGEM 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Eliza Ribas Gracino 
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CONVERSA INICIAL 
Nesta aula discutiremos a influência do processo histórico para o 
desenvolvimento do indivíduo em sua relação com a natureza e com a cultura 
— enfatizando a relevância da mediação e da plasticidade cerebral — para o 
desenvolvimento das funções psicológicas superiores, que distinguem os seres 
humanos, procurando compreender sua natureza e constituição, bem como a 
influência da concepção de Vygotsky para o contexto escolar. 
Perceberemos que a aprendizagem é um processo complexo que 
precede o processo de desenvolvimento humano, caracterizando-se por 
múltiplos condicionantes, tanto biológicos quanto culturais, sendo a mediação 
da natureza, do outro e dos signos linguísticos imprescindíveis para que ela 
ocorra. 
Nossos objetivos para este encontro são: 
 Discutir os fatores que interferem no desenvolvimento e aprendizagem a 
partir das contribuições de Vygotsky; 
 Compreender a importância do processo histórico para a constituição do 
indivíduo; 
 Estudar o processo de desenvolvimento das funções psicológicas 
superiores; 
 Discutir a relação natureza-cultura-aprendizagem; entender como a 
plasticidade cerebral influencia no processo de aprendizagem; 
 Relacionar as contribuições da teoria de Vygotsky para o contexto 
escolar. 
Para alcançarmos tais objetivos, estruturamos a aula em cinco partes, 
que tratarão dos seguintes assuntos: 
1. A influência do processo histórico para o desenvolvimento do indivíduo; 
2. Natureza e constituição das funções superiores; 
3. A relação entre natureza, cultura e aprendizagem; 
4. A plasticidade cerebral e o processo de aprendizagem; 
5. As implicações da teoria de Vygotsky para a educação. 
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TEMA 1 – A INFLUÊNCIA DO PROCESSO HISTÓRICO PARA O 
DESENVOLVIMENTO DO INDIVÍDUO 
O principal expoente da psicologia histórico-cultural, o russo Lev 
Semenovich Vygotsky (1896-1934), iniciou seus estudos e a construção de 
suas teorias logo após a Revolução em seu país, momento em que intensas 
mudanças ocorriam na União Soviética, ancorando suas hipóteses a respeito 
da formação social da mente nos pressupostos do materialismo histórico 
dialético, de origem marxista, que emergiam em seu país naquela época. 
De acordo com o materialismo, o homem é um ser social, interligado à 
natureza, da qual depende para seu desenvolvimento, produzindo sua 
existência “sobre a base da natureza biofísica” (Saviani, 2003, p. 13), mas 
tornando-se homem a partir da aprendizagem de complexos comportamentos 
adquiridos culturalmente e internalizados por ele. 
1.1 A importância da linguagem para o desenvolvimento e a 
aprendizagem humana 
Para Vygotsky, a linguagem é uma categoria central, uma força motriz, 
uma vez que torna possível a constituição de outras funções psicológicas. 
Como principal elemento da atividade humana, típica da consciência, organiza 
as ações de maneira a permitir que o homem opere sobre a realidade objetiva 
e aproprie-se da história humana e da cultura, se constituindo como sujeito 
(Vygotsky, 2007). 
Diferentemente dos animais, para o homem, a interação com os outros e 
as relações de comunicação oportunizadas pela linguagem são um instrumento 
para o processo social, permitindo o planejamento e a execução de ações 
coletivas, modificando o trabalho, originando e balizando a consciência 
(Leontiev, 1978). 
De acordo com Leontiev (1978, p. 86), a linguagem tem “uma função 
imediatamente produtiva e uma função de ação sobre os outros homens, uma 
função de comunicação”. Portanto, a linguagem é um instrumento mediador 
das ideias socialmente elaboradas. 
Por meio da apropriação da linguagem, é estabelecida a aptidão para 
prover instrumentos auxiliares, permitindo a resolução de tarefas complexas e 
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a definição de estratégias para a solução de problemas diversos, mesmo os 
que ainda não se materializaram, organizando as experiências (Vygotsky, 
2007). 
1.2 Instrumentos e signos linguísticos 
Ao longo da história humana, os instrumentos e os signos linguísticos 
foram criados para aprimorar a comunicação. Tais elementos mudaram “a 
forma social e o nível de desenvolvimento cultural”, permitindo a integração 
social (Cole; Scribner, 2003, p. 9). 
Os instrumentos e signos são mediadores da linguagem, sendo o 
instrumento um objeto social, responsável por mediar a relação do sujeito com 
o mundo que o cerca, ajustando as ações humanas sobre o meio. Ao elaborar 
o instrumento, o homem o faz com um objetivo específico, atribuindo-lhe uma 
função, atuando de maneira a facilitar as mudanças externas (Oliveira, 1995; 
Rego 2014). O instrumento conduz a influência do sujeito sobre o objeto que se 
deseja modificar (Vygotsky, 2007). 
Já a função dos signos é similar à dos instrumentos de trabalho na ação 
sobre a natureza, ou seja, a transformação. Entretanto, no caso do signo 
linguístico, isso ocorre no plano psicológico, auxiliando na resolução de 
problemas. 
Os primeiros signos utilizados pelo homem surgiram como 
representações exteriores de controle da memória, sendo representados como 
marcas (Ex.: riscos que os homens primitivos utilizavam para contagem). Sobre 
a função dos signos, este é "um meio da atividade interna, dirigido para o 
controle do próprio indivíduo, o signo é orientado internamente” (Vygotsky, 
2007, p. 62). 
TEMA 2 – NATUREZA E CONSTITUIÇÃO DAS FUNÇÕES PSICOLÓGICAS 
SUPERIORES 
A abordagem histórico-cultural tem como base a ideologia marxista 
(materialismo histórico dialético), que atribui importância singular às relações 
estabelecidas entre sujeito-sociedade-cultura, tendo o momento histórico 
grande influência sobre tais relações, uma vez que o homem internaliza os 
conceitos emergentes das bases reais, da realidade concreta. 
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De acordo com Vygotsky, o desenvolvimento humano tem duas 
vertentes, os processos de natureza espontânea, de origem biológica e de 
estruturas naturais, denominadas por ele funções elementares da psique 
humana, e as originadas pela estrutura cultural, denominadas por ele de 
funções psicológicas superiores, devido a sua complexidade (Vygotsky, 2000). 
As funções elementares evoluem para funções superiores, durante o 
desenvolvimento, a partir da interiorização dos signos. A intencionalidade com 
que se dá “a mudança estrutural da consciência” permite o desenvolvimento 
das funções psicológicas superiores (Vygotsky, 2009, p. 285). 
2.1 A importância do outro 
Para Vygotsky, o outro é parte do desenvolvimento humano. A mediação 
do outro permite a apropriação pelo indivíduo das conquistas adquiridas pela 
humanidade. A interação com o outro permite a internalização de experiências 
da cultura, que se dá por meio da internalização das experiências vivenciadas 
(Rego, 2014). 
As relações sociais permitem ao indivíduo o desenvolvimento de 
funções interpsíquicas, que se transformam em funções intrapsíquicas, ou seja, 
por meio da mediação do outro, constrói-se o comportamento do indivíduo, 
transformando sua psique (Vygotsky, 2014). 
2.2 A relação pensamento e linguagem 
A linguagem é uma unidade complexa da psique, elemento 
imprescindível para que a mediação indivíduo-mundo ocorra. A linguagem é o 
meio de compreensão e de expressão do pensamento e “juntamente com o 
pensamento proporciona um salto qualitativo nodesenvolvimento humano e 
nas formas do homem se relacionar com a realidade” (Borella, 2016, p. 5). 
Durante o processo de desenvolvimento humano, pensamento e palavra 
se conectam e transformam a partir "da experiência sociocultural da criança" 
(Vygotsky, 2009, p. 149), convergindo a partir do momento em que o 
pensamento se torna mais sofisticado. 
Uma vez que “[…] a relação entre o pensamento e a palavra é, antes de 
tudo, não uma coisa mas um processo, é um movimento do pensamento à 
palavra e da palavra ao pensamento” (Vygostky, 2009, p. 49). Assim sendo, a 
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unidade palavra e pensamento permite a atribuição de significados atingindo as 
principais funções da linguagem, o pensamento generalizante e o intercâmbio 
social. 
TEMA 3 – A RELAÇÃO NATUREZA-CULTURA-APRENDIZAGEM 
Para Vygotsky, a cultura é o eixo primordial para o desenvolvimento 
humano, que se constitui como produção do trabalho do homem, expressando 
um processo histórico, objetivando-se nos signos e instrumentos culturais. 
Como produção humana e social, a cultura desenvolve-se no plano social 
(Vygotsky, 1995). 
Sobre a importância da cultura na obra de Vygotsky, Sirgado (2000 p. 9) 
pondera que “[…] o que faz de um indivíduo da espécie Homo um ser humano 
é a incorporação dos componentes da cultura do meio social em que está 
inserido". Assim, a intercomunicação social e a mediação do outro permitem a 
apropriação de significados socialmente construídos pela cultura nas 
intercomunicações sociais. 
3.1 A relação natureza-cultura-aprendizagem e o desenvolvimento do 
indivíduo 
A inserção cultural do indivíduo na sociedade permite a internalização 
das funções psicológicas superiores. A linguagem, sistema simbólico 
culturalmente adquirido, auxilia na interação social e na convivência entre os 
indivíduos, por meio de “sistemas de representação da realidade” (Oliveira, 
1997, p. 36). “Estes sistemas, permitem ao indivíduo apropriar-se do ‘código’ 
utilizado culturalmente pela sociedade para interpretar o mundo” (Oliveira, 
1997, p. 37). 
A atividade humana que permite o trato homem-objeto permite a 
transformação do homem e a modificação da realidade das relações 
estabelecidas pelo homem com sua realidade objetiva, mediatizada pela 
cultura. 
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3.2 A relação natureza-cultura-aprendizagem e o ambiente apropriado 
para a aprendizagem 
Sobre a relação cultura e natureza, ao mesmo tempo que estes 
elementos são distintos e autossuficientes, estão interligados, devido ao 
processo dialético que envolve a condição humana de dependência da 
natureza para a subsistência da espécie e também dos recursos que a 
natureza oferece para o desenvolvimento cultural e da importância da cultura 
para o desenvolvimento da condição humana. 
Para explicar a relação natureza-cultura em Vygotsky, Delval (2001, 
p. 97) pondera que “no desenvolvimento de cada criança pode-se distinguir 
duas linhas: a linha do desenvolvimento natural, o processo de crescimento e 
maturação e a linha de desenvolvimento cultural, ou o domínio de vários meios 
culturais, ou instrumento”. 
O meio ambiente também tem importante papel para a aprendizagem do 
indivíduo, uma vez que as formas de vida ativas em um ambiente favorável 
permitem o desenvolvimento dos processos mentais (Luria, 2000). 
TEMA 4 – A PLASTICIDADE CEREBRAL E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM 
Um dos principais pilares da teoria histórico-cultural é a possibilidade de 
reestruturação da estrutura e do funcionamento do cérebro, que se modifica 
quanto à consciência a partir da influência de elementos externos ao sujeito, 
sem necessidade de modificações morfológicas, permitindo a evolução da 
espécie e a transformação do homem de ser biológico a social (Oliveira, 1995). 
O cérebro é um sistema aberto que pode servir a diferentes funções 
durante o processo de aprendizagem, modificando-se sempre que estimulado 
por meio do processo de mediação. Dada a possibilidade de ampliação das 
estruturas cerebrais, por meio da mediação, as interações assumem maior 
importância, principalmente a atividade sistematizada com intencionalidade 
para a aprendizagem (La Taille; Oliveira; Dantas, 1995). 
A relação plasticidade cerebral-aprendizagem dá-se porque a estrutura 
cerebral se amplia sempre que estimulada por uma relação mediada. Temos aí 
outro conceito de Vygotsky que permite pensar nessa possibilidade, o de zona 
de desenvolvimento proximal. A atuação intencional pode possibilitar o 
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desenvolvimento produzindo “avanços que não ocorreriam espontaneamente” 
(Oliveira, 1995, p. 11). 
4.1 Zona de desenvolvimento proximal (ZPD) 
A ZDP é um domínio psicológico dinâmico ininterrupto, que se 
transforma à medida que a mediação ocorre. Caracteriza-se pelo 
desenvolvimento mental que acontece prospectivamente, ou seja, refere-se 
àquele desenvolvimento que ainda está em processo, que está por se 
consolidar. Ela corresponde à distância existente entre o nível de 
desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial. 
O nível de desenvolvimento real diz respeito a funções mentais já 
amadurecidas, aos conhecimentos que o indivíduo já domina e aos problemas 
que é capaz de resolver independente de auxílio. 
O nível de desenvolvimento proximal refere-se às funções em estágio 
embrionário, necessitando do auxílio de outros para resolução de problemas. 
Com a mediação de outro, mais experiente, a capacidade de resolução de 
problemas, que ainda está em processo de aquisição, podem se consolidar, 
transformando-se em funções reais. 
A aprendizagem é “um aspecto necessário e universal do processo de 
desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e 
especificamente humanas” (Vygotsky, 1977, p. 47), portanto as situações de 
aprendizado desenvolvem os processos internos do sujeito, e as circunstâncias 
em que há a oportunidade de operação, interagindo com o ambiente, permitem 
a internalização dos conceitos, desenvolvendo a mente. 
4.2 O papel da imitação para o desenvolvimento da ZDP 
A imitação tem papel de destaque na teoria histórico-cultural, ela 
demarca o desenvolvimento da linguagem. Já aos cinco meses, a criança 
reage a estímulos simples, dando início ao processo de imitação, evoluindo 
gradativamente até o interesse ativo, no primeiro ano de vida. 
A imitação não é uma atividade mecânica, mas está diretamente ligada 
à ZDP, sendo a criança capaz de imitar o que está ao alcance do seu nível 
atual do desenvolvimento. Para que a imitação ocorra, é preciso passar do 
conhecido ao desconhecido, ao novo (Vygotsky, 1991). “A instrução é possível 
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onde cabe a imitação. […]. O ensino deve orientar-se não ao ontem, mas sim 
ao amanhã do desenvolvimento infantil. Somente então poderá a instrução 
provocar os processos de desenvolvimento que se acham agora na zona de 
desenvolvimento próximo” (Vygotsky, 1991, p. 242). 
As situações lúdicas de imitação são uma importante maneira de 
mediação do processo de construção de conhecimento infantil. Assim sendo, a 
brincadeira é uma ferramenta importante para o desenvolvimento da zona de 
desenvolvimento proximal, permitindo a internalização dos elementos da 
cultura de seu grupo social (Rego, 2014). 
Pode-se perceber, assim, a importância atribuída por Vygotsky à 
mediação para a aprendizagem, que despertará os processos de 
desenvolvimento, demonstrando o respeito ao processo de desenvolvimento 
do indivíduo. 
TEMA 5 – ASIMPLICAÇÕES DA TEORIA DE VYGOTSKY PARA O CONTEXTO 
ESCOLAR 
O processo de humanização é o resultado “da humanidade objetivada e 
disponibilizada às suas internalizações”, sendo a educação escolar um 
“processo ao qual compete oportunizar a apropriação do conhecimento 
historicamente sistematizado” (Martins, 2013, p. 272). 
A experiência pessoal do indivíduo lhe confere conceitos espontâneos 
que, a partir da intervenção pedagógica, evoluem para conceitos científicos, 
ampliando seu desenvolvimento mental (Vygotsky, 1989). 
5.1 Escola como disseminadora da cultura 
Como espaço ímpar para a socialização do conhecimento da cultura 
sócio-historicamente adquirida, a escola é a responsável pela aprendizagem 
mecânica, pelo redimensionamento do indivíduo no social, pela difusão de 
conteúdos escolares, pelo desenvolvimento da sensibilidade da consciência e 
pelo auxílio na complementação das predisposições genéticas dos indivíduos 
(La Taille; Oliveira; Dantas, 1992). 
É por meio da educação que a “influência e inferência planejadas, 
direcionadas, intencionais e conscientes nos processos naturais de 
crescimento da criança” (Vygotsky apud Van Der Veer, 1996). 
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5.2 O professor e a mediação do conhecimento científico 
Uma vez que o processo de formação de conhecimento se dá por meio 
das relações estabelecidas entre sujeito e objeto (concreto), por meio das 
quais o indivíduo edifica suas representações da realidade, a mediação 
assume um papel importantíssimo, como intermediária entre o indivíduo e o 
objeto do conhecimento (Matui, 1995). 
O professor é o mediador da aprendizagem, seu papel é o de organizar 
o ambiente para que a aprendizagem ocorra. Sua inferência intencional no 
processo de ensino-aprendizagem, atuando nas zonas de desenvolvimento 
proximal, permite que este seja o elo entre o aluno e o conhecimento (Matui, 
1995). 
É importante que o professor nunca perca de vista que a criança não 
chega à escola sem conhecimento. Sua aprendizagem começa antes que ela 
adentre a instituição escolar, entretanto, é preciso respeitar seu nível de 
desenvolvimento e suas potencialidades para a aprendizagem (Vygotsky, 
2007). 
NA PRÁTICA 
Com base nas observações realizadas na sala de aula, na atividade 
prática anterior: 
a. Você conseguiu perceber a função da atividade lúdica e da imitação 
para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores? 
b. Escreva um texto sobre a importância da escola para a aquisição dos 
conhecimentos científicos. 
FINALIZANDO 
Nesta aula, tivemos a oportunidade de compreender os fatores que 
interferem nos processos de aprendizagem a partir da teoria histórico-cultural e 
do olhar da teoria vygotskyana. 
Os principais conceitos abordados foram os de interação e mediação, do 
papel da cultura e da internalização das práticas históricas e sociais. Falamos 
ainda sobre o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, do papel 
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dos instrumentos e da operação com signos e da plasticidade cerebral, assim 
como das zonas de desenvolvimento. 
Também aprendemos que o processo de escolarização é extremamente 
importante para a aquisição dos conceitos científicos, porque possibilita ao 
sujeito a aquisição de saberes culturais, historicamente adquiridos. 
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REFERÊNCIAS 
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histórico-cultural: contribuições de práticas literárias na primeira infância. 
Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual Paulista, São 
Paulo, 2016. 
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Tradução José Cipolla Neto, Luís Silveira Menna Barreto, Solange Castro 
Afeche. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p.1-19. 
DELVAL. J. Vygotski, Piaget: a formação do conhecimento e a cultura. 
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Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992. 
LEONTIEV, A. N. Desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Livros Horizonte, 
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LURIA, A. R. The problem. Marxists Internet Archive. 2000. Disponível em 
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Petrópolis: Vozes, 2014. 
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