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Livro Educação do Século XXI

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Cassia Duque

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Ano 2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ano 2024 
EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI 
IA, Diversidade e Gestão Escolar 
 
 
 
ORGANIZADORES(AS) 
Rita de Cássia Soares Duque 
Rhadson Rezende Monteiro 
Reginaldo Leandro Plácido 
Solange Daufembach Esser Pauluk 
José Welington de Jesus 
 
 
DOI: 10.47538/AC-2024.22 
 
 
Ano 2024 
EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI 
IA, Diversidade e Gestão Escolar 
 
Catalogação da publicação na fonte. 
 
 Educação do século XXI: IA, diversidade e gestão escolar [recurso eletrônico] / 
Organizado por Rita de Cássia Soares Duque [et al.]. ─ 1. ed. ─ Natal : Editora 
Amplamente, 2024. 
 
PDF. 
Bibliografia. 
ISBN: 978-65-89928-68-3 
DOI: 10.47538/AC-2024.22 
 
1. Educação. 2. Diversidade. 3. Inteligência Artificial. 4. Gestão Escolar. I. Duque, 
Rita de Cássia Soares. II. Monteiro, Rhadson Rezende. III. Plácido, Reginaldo 
Leandro. IV. Pauluk, Solange Daufembach Esser. V. Jesus, José Welington de. 
 
 CDU 37 
 E24 
Elaborada por Mônica Karina Santos Reis CRB-15/393 
Direitos para esta edição cedidos pelos autores à Editora Amplamente. 
 
Editora Amplamente 
Empresarial Amplamente Ltda. 
CNPJ: 35.719.570/0001-10 
E-mail: 
publicacoes@editoraamplamente.com.br 
www.amplamentecursos.com 
Telefone: (84) 999707-2900 
Caixa Postal: 3402 
CEP: 59082-971 
Natal- Rio Grande do Norte – Brasil 
 
Copyright do Texto © 2024 Os autores 
Copyright da Edição © 2024 Editora 
Amplamente 
Declaração dos autores/ Declaração da 
Editora: disponível em 
https://www.amplamentecursos.com/ 
politicas-editoriais 
Editora-Chefe: Dayana Lúcia Rodrigues de 
Freitas 
Assistentes Editoriais: Caroline Rodrigues de 
F. Fernandes; Margarete Freitas Baptista 
Bibliotecária: Mônica Karina Santos Reis 
CRB-15/393 
Projeto Gráfico, Edição de Arte e 
Diagramação: Luciano Luan Gomes Paiva; 
Caroline Rodrigues de F. Fernandes 
Capa: Freepik®/Canva® 
Parecer e Revisão por pares: Revisores 
Creative Commons. Atribuição-
NãoComercial-SemDerivações 4.0 
Internacional (CC-BY-NC-ND). 
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
 
 
Ano 2024 
CONSELHO EDITORIAL 
 
Dra. Andreia Rodrigues de Andrade - Universidade Federal do Piauí 
Ms. Caroline Rodrigues de Freitas Fernandes - SESI 
Dr. Damião Carlos Freires de Azevedo - Universidade Federal de Campina 
Grande 
Dra. Danyelle Andrade Mota - Universidade Federal de Sergipe 
Dra. Dayana Lúcia Rodrigues de Freitas - Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte 
Dra. Elane da Silva Barbosa - Universidade Estadual do Ceará 
Dra. Eliana Campêlo Lago - Universidade Estadual do Maranhão 
Dr. Elias Rocha Gonçalves 
Dr. Everaldo Nery de Andrade - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 
Dra. Fernanda Miguel de Andrade - Universidade Federal de Pernambuco 
Dr. Izael Oliveira Silva - Universidade Federal de Alagoas 
Me. Luciano Luan Gomes Paiva - Universidade do Estado do Rio Grande do 
Norte 
Dr. Máximo Luiz Veríssimo de Melo - Secretaria Estadual de Educação, 
Cultura e Desporto do RN 
Dra. Mayana Matildes da Silva Souza 
Dr. Maykon dos Santos Marinho - Faculdade Maurício de Nassau 
Dr. Milson dos Santos Barbosa - Universidade Tiradentes 
Dra. Mônica Aparecida Bortoletti - Universidade Federal do Paraná 
Dra. Mônica Karina Santos Reis - Universidade Federal do Rio Grande do 
Norte 
Dr. Romulo Alves de Oliveira 
Dra. Smalyanna Sgren da Costa Andrade - Universidade Federal da Paraíba 
Dra. Viviane Cristhyne Bini Conte - Universidade Tecnológica Federal do 
Paraná 
Dr. Wanderley Azevedo de Brito - Instituto Federal de Educação, Ciência e 
Tecnologia de Goiás 
Dr. Weberson Ferreira Dias - Instituto Federal de Educação, Ciência e 
Tecnologia do Tocantins 
 
 
CONSELHO TÉCNICO CIENTÍFICO 
 
Ma. Ana Claudia Silva Lima - Centro Universitário Presidente Tancredo de 
Almeida Neves 
Ma. Camila de Freitas Moraes - Universidade Católica de Pelotas
 
 
Ano 2024 
Me. Carlos Eduardo Krüger - Universidade Regional Integrada do Alto 
Uruguai e das Missões 
Ma. Carolina Pessoa Wanderley - Instituto de Pesquisa Quatro Ltda 
Me. Francisco Odécio Sales - Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do 
Ceará 
Me. Fydel Souza Santiago - Secretaria de Educação do Estado do Espírito 
Santo 
Me. João Antônio de Sousa Lira - Secretaria Municipal de Educação/SEMED 
Nova Iorque-MA 
Me. José Flôr de Medeiros Júnior - Universidade de Uberaba 
Me. José Henrique de Lacerda Furtado - Fundação Oswaldo Cruz 
Ma. Josicleide de Oliveira Freire - Universidade Federal de Alagoas 
Ma. Luana Mayara de Souza Brandão - Universidade do Estado da Bahia 
Ma. Luma Mirely de Souza Brandão - Universidade Tiradentes 
Me. Marcel Alcleante Alexandre de Sousa - Universidade Federal da Paraíba 
Me. Márcio Bonini Notari - Universidade Federal de Pelotas 
Ma. Maria Antônia Ramos Costa - Instituto Federal de Educação Ciência e 
Tecnologia de Rondônia 
Me. Maria Aurélia da Silveira Assoni - Faculdade de Ciências da Saúde de 
Barretos 
Ma. Maria Inês Branquinho da Costa Neves - Universidade Católica 
Portuguesa 
Me. Marlon Nunes Silva 
Me. Paulo Roberto Meloni Monteiro Bressan - Faculdade de Educação e Meio 
Ambiente 
Ma. Sandy Aparecida Pereira - Universidade Federal do Paraná 
Ma. Sirlei de Melo Milani - Universidade do Estado de Mato Grosso 
Ma. Viviane Cordeiro de Queiroz - Universidade Federal da Paraíba 
Me. William Roslindo Paranhos - Universidade Federal de Santa Catarina 
 
 
 
 
 
 
 
Ano 2024 
APRESENTAÇÃO 
A educação no século XXI encontra-se em um ponto de 
inflexão, impulsionada por avanços tecnológicos, mudanças 
sociais e uma crescente demanda por inclusão e diversidade. Este 
livro, “Educação do Século XXI: IA, Diversidade e Gestão 
Escolar”, explora como a inteligência artificial (IA), a 
diversidade e a gestão escolar se interconectam para transformar 
o ambiente educacional. 
A inteligência artificial tem revolucionado a educação ao 
fornecer ferramentas que personalizam a aprendizagem, 
automatizam tarefas administrativas e oferecem insights baseados 
em dados para melhorar a tomada de decisões. Plataformas 
educacionais baseadas em IA podem adaptar o conteúdo às 
necessidades individuais dos alunos, identificar lacunas de 
aprendizagem e sugerir intervenções específicas, promovendo 
uma educação mais eficaz e inclusiva. 
A diversidade e a inclusão são pilares fundamentais para 
uma educação de qualidade no século XXI. As escolas precisam 
estar preparadas para acolher alunos de diferentes origens étnicas, 
culturais, socioeconômicas e com diferentes necessidades 
especiais. A gestão escolar inclusiva envolve a criação de um 
ambiente que respeite e valorize essas diferenças, promovendo a 
equidade e a justiça social. 
A gestão escolar tem um papel crucial na promoção de uma 
educação inclusiva. Os gestores devem adotar uma abordagem 
colaborativa e participativa, envolvendo toda a comunidade 
escolar no processo de tomada de decisões. Isso inclui a 
definição de objetivos claros, o estímulo à capacitação contínua 
dos professores e 
 
 
Ano 2024 
a implementação de estratégias pedagógicas que atendam às 
necessidades de todos os alunos. 
A integração da IA, diversidade e gestão escolar apresenta 
desafios significativos. Entre eles, destaca-se a necessidade de 
superar preconceitos e práticas discriminatórias que ainda 
persistem no ambiente escolar. A formação contínua dos 
educadores e a sensibilização de toda a comunidade escolar são 
essenciais para promover uma cultura de respeito e inclusão. 
Outro desafio é garantir que a implementação de tecnologias de 
IA seja realizada efetivamente, respeitando a privacidade dos 
alunos e evitando a reprodução de vieses existentes. Para isso, é 
fundamentalforam cuidadosamente 
observadas ao longo de toda a revisão bibliográfica. Todos os 
estudos incluídos na revisão foram avaliados quanto à ética em 
suas metodologias e abordagens. Silva e Behar (2023) discutem a 
importância de garantir a integridade e a transparência na 
condução de revisões bibliográficas, assegurando que os 
resultados sejam apresentados de maneira honesta e precisa. 
Além disso, foram seguidas as diretrizes éticas 
estabelecidas pela instituição de pesquisa, garantindo que todos 
os procedimentos fossem conduzidos de maneira ética e 
responsável. Ramos (2019) enfatiza que a observância das 
considerações éticas é fundamental para a integridade e a 
credibilidade da pesquisa. 
Como qualquer estudo, esta revisão integrativa também 
enfrentou algumas limitações. Entre as principais limitações, 
destaca-se a possibilidade de viés de publicação, dado que estudos 
com resultados negativos ou inconclusivos podem não ter sido 
publicados. Além disso, a variação nos contextos educacionais e 
nas metodologias dos estudos incluídos pode limitar a 
comparabilidade dos resultados (Ramos, 2019). 
Apesar dessas limitações, a revisão integrativa fornece 
insights valiosos sobre o impacto da IA no ensino médio, 
contribuindo para a literatura existente e oferecendo direções para 
futuras pesquisas. Silva e Behar (2023) sugerem que futuros 
 
50 
 
estudos podem ampliar a abrangência da revisão e explorar outros 
contextos educacionais para validar e complementar os achados 
deste estudo. 
Dado o panorama metodológico detalhado anteriormente, 
podemos avançar para uma análise aprofundada dos resultados 
obtidos e das discussões que emergem a partir da revisão 
bibliográfica integrativa. A próxima seção se concentrará em 
apresentar e discutir as principais descobertas, articulando as 
contribuições dos autores revisados e destacando as implicações 
práticas e teóricas dos achados para a transformação do ensino 
médio com o uso de inteligência artificial. 
 
DESENVOLVIMENTO 
TRANSFORMAÇÃO DO ENSINO MÉDIO COM IA: 
INOVAÇÕES E DESAFIOS 
A educação no ensino médio desempenha um papel 
crucial na formação dos jovens, preparando-os para a vida adulta 
e para o mercado de trabalho. No entanto, a situação atual do 
ensino médio apresenta uma série de desafios que precisam ser 
superados para garantir a qualidade e a eficácia desse nível de 
ensino. 
A princípio, a estrutura curricular do ensino médio, em 
muitos países, ainda segue modelos tradicionais que não atendem 
plenamente às necessidades dos alunos no século XXI. Conforme 
argumenta Souza (2020), o currículo muitas vezes é rígido, 
focado em conteúdos fragmentados e pouco conectados com as 
realidades e interesses dos estudantes. Isso pode resultar em um 
desinteresse generalizado por parte dos alunos e em altas taxas de 
evasão escolar. A falta de flexibilidade curricular dificulta a 
inclusão de temas contemporâneos e relevantes, como tecnologia 
 
51 
 
e habilidades socioemocionais, que são cruciais para o 
desenvolvimento integral dos estudantes. 
O Ensino Médio no Brasil tem passado por 
transformações significativas nos últimos anos. De acordo com o 
Censo Escolar 2023, divulgado pelo Instituto Nacional de 
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 
observa-se um aumento expressivo no número de matrículas em 
tempo integral no ensino médio da rede pública, com um 
crescimento de 9,9 pontos percentuais entre 2019 e 2023. Este 
dado sugere uma tendência de ampliação do tempo de 
permanência dos estudantes na escola, o que pode favorecer a 
implementação de novas tecnologias e abordagens pedagógicas. 
Além disso, a falta de recursos adequados é um problema 
persistente em muitas escolas de ensino médio. Gonçalves e Lima 
(2019) destacam que a insuficiência de infraestrutura, materiais 
didáticos e tecnologia impede a criação de um ambiente de 
aprendizagem estimulante e inclusivo. As escolas enfrentam 
dificuldades para atualizar suas instalações e oferecer ferramentas 
tecnológicas que são essenciais para o desenvolvimento das 
habilidades dos alunos na era digital. Essa carência de recursos é 
particularmente evidente em escolas públicas e em regiões mais 
afastadas dos grandes centros urbanos, onde o investimento em 
educação é frequentemente insuficiente. 
Além das dificuldades de infraestrutura, a formação de 
professores também enfrenta desafios significativos. Outro 
desafio significativo é a formação e capacitação dos professores. 
Segundo Silva (2022), muitos educadores não recebem o 
treinamento necessário para utilizar novas tecnologias e 
metodologias ativas de ensino, o que limita a capacidade de 
inovar em sala de aula. 
 
52 
 
A falta de desenvolvimento profissional contínuo para os 
professores também contribui para a estagnação das práticas 
pedagógicas. Essa situação é agravada pela sobrecarga de 
trabalho dos professores, que muitas vezes têm que lidar com 
grandes turmas e múltiplas responsabilidades administrativas, 
deixando pouco tempo para a atualização e a capacitação 
profissional (Duque, 2023). 
Ademais, a disparidade socioeconômica entre os alunos 
representa um obstáculo adicional. Estudantes de áreas urbanas e 
rurais, ou de diferentes contextos socioeconômicos, muitas vezes 
têm acesso desigual a oportunidades educacionais de qualidade. 
Silva e Behar (2023) discutem como essas desigualdades podem 
perpetuar ciclos de pobreza e exclusão, afetando negativamente o 
desempenho acadêmico e as perspectivas futuras dos alunos. 
A desigualdade no acesso à educação de qualidade pode 
ser observada em várias formas, desde a diferença na qualidade 
das instalações escolares até a disponibilidade de recursos 
adicionais, como tutoria e apoio psicopedagógico. 
Em meio a esses desafios, a necessidade de inovação e 
melhoria no ensino médio torna-se evidente. A implementação de 
tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, pode 
oferecer soluções inovadoras para muitos dos problemas 
enfrentados. 
Costa, Prado e Galvão (2021) argumentam que a IA tem o 
potencial de personalizar a aprendizagem, adaptando o conteúdo 
educativo às necessidades individuais dos alunos e 
proporcionando um ensino mais eficaz e engajador. A 
personalização da aprendizagem é um aspecto fundamental, pois 
permite que os alunos avancem no seu próprio ritmo e recebam 
 
53 
 
feedback imediato sobre o seu progresso, o que pode aumentar a 
motivação e o engajamento. 
A integração de metodologias ativas, como a 
aprendizagem baseada em projetos e a sala de aula invertida, 
também é crucial para modernizar o ensino médio. Valente, 
Almeida e Geraldini (2023) destacam que essas abordagens 
colocam os alunos no centro do processo de aprendizagem, 
incentivando a participação ativa e o desenvolvimento de 
habilidades críticas e colaborativas. 
A aprendizagem baseada em projetos, por exemplo, 
permite que os alunos trabalhem em problemas reais e 
desenvolvam soluções práticas, o que pode aumentar a relevância 
e a aplicação prática do conhecimento adquirido. 
Além disso, a capacitação contínua dos professores é 
fundamental para o sucesso dessas inovações. Programas de 
formação que abordem o uso de tecnologias digitais e novas 
metodologias de ensino podem empoderar os educadores a 
implementarem mudanças significativas em suas práticas 
pedagógicas. Moran (2022) ressalta que a formação profissional 
dos professores deve ser uma prioridade para garantir a eficácia 
das inovações educacionais. Essa formação deve ser contínua e 
integrada ao cotidiano dos professores, oferecendo suporte e 
recursos para que possam aplicar novas estratégias de ensino de 
maneira eficaz. 
A colaboração entre escolas, governos e setores privados 
também desempenha um papel vital na promoção da inovação no 
ensino médio. Políticas públicas que incentivem a adoção de 
novas tecnologias e metodologias,bem como parcerias com 
empresas de tecnologia e instituições de ensino superior, podem 
 
54 
 
fornecer os recursos e o apoio necessários para a transformação 
do ensino médio. 
Gonçalves e Lima (2019) sugerem que tais colaborações 
podem ajudar a superar as limitações financeiras e logísticas 
enfrentadas pelas escolas. Essas parcerias podem incluir o 
desenvolvimento de programas de financiamento para a 
atualização tecnológica das escolas e a criação de redes de 
compartilhamento de boas práticas entre educadores. 
Por fim, é importante considerar a avaliação e o 
monitoramento contínuos das inovações implementadas. A coleta 
de dados e a análise sistemática dos resultados permitem ajustar 
as estratégias e garantir que as mudanças estejam realmente 
beneficiando os alunos. Ramos (2019) enfatiza que a avaliação 
contínua é essencial para identificar boas práticas e áreas que 
precisam de melhoria. A utilização de métricas de desempenho e 
feedback dos alunos pode fornecer informações valiosas para a 
melhoria contínua dos programas educacionais. 
Em conclusão, a situação atual do ensino médio apresenta 
diversos desafios que exigem soluções inovadoras e 
colaborativas. A implementação de tecnologias emergentes, a 
adoção de metodologias ativas, a capacitação dos professores e a 
colaboração entre diferentes atores são elementos-chave para 
promover a transformação necessária. A próxima seção abordará 
como a inteligência artificial pode ser utilizada para enfrentar 
esses desafios, explorando as inovações e os benefícios potenciais 
dessa tecnologia no contexto do ensino médio. 
 
 
 
 
 
55 
 
IA NO CONTEXTO EDUCACIONAL 
DEFINIÇÃO E CONCEITOS BÁSICOS DE IA 
A Inteligência Artificial (IA) tem se tornado uma realidade 
cada vez mais presente no cenário educacional brasileiro, 
trazendo consigo uma série de inovações e desafios para o Ensino 
Médio. Essa tecnologia está redefinindo as práticas educacionais, 
desafiando conceitos tradicionais e impactando tanto alunos 
quanto educadores (Educacional, 2024). 
A Inteligência Artificial é uma área da ciência da 
computação que utiliza a tecnologia para desenvolver 
dispositivos capazes de simular o raciocínio humano, aprender, 
tomar decisões e solucionar problemas. Em essência, a IA é a 
capacidade de máquinas e dispositivos se comportarem como 
humanos e reproduzirem suas habilidades durante a realização de 
atividades (Horário Escolar, 2024). No contexto educacional, a IA 
engloba sistemas que se adaptam às necessidades individuais de 
aprendizagem de cada aluno, direcionando a instrução com base 
em seus pontos fortes e fracos (Giannini, 2024). 
A IA pode ser categorizada em diversas subáreas, como o 
aprendizado de máquina (machine learning), que permite que os 
sistemas aprendam e melhorem automaticamente a partir da 
experiência, e o processamento de linguagem natural, que facilita 
a interação entre computadores e humanos usando linguagem 
natural. Esses avanços tecnológicos permitem o desenvolvimento 
de aplicativos educacionais que podem revolucionar a forma 
como o ensino é conduzido. 
 
 
 
 
 
56 
 
APLICAÇÕES DA IA NA EDUCAÇÃO 
A IA está sendo aplicada de diversas formas no ambiente 
educacional, especialmente no Ensino Médio. Algumas das 
principais aplicações incluem: 
Personalização do aprendizado: A IA permite adaptar o 
conteúdo educacional às necessidades individuais de cada aluno, 
oferecendo uma experiência de aprendizado personalizada 
(BioPass ID, 2024). Por exemplo, plataformas de aprendizagem 
online podem ajustar automaticamente os desafios e as lições com 
base no progresso e nas dificuldades do aluno, garantindo um 
ritmo de aprendizagem adequado para cada um. 
Análise de dados acadêmicos: Algoritmos de IA 
analisam dados como notas, frequência escolar e resultados de 
testes, identificando padrões e prevendo tendências de 
desempenho dos alunos (BioPass ID, 2024). Essa análise permite 
que os educadores intervenham de maneira mais proativa e 
personalizada, oferecendo suporte adicional aos alunos que estão 
em risco de reprovação ou abandono escolar. 
Automação de processos administrativos: Tarefas 
repetitivas, como registro de presença e emissão de documentos, 
podem ser automatizadas, liberando tempo para os professores se 
dedicarem a atividades pedagógicas (BioPass ID, 2024). Isso não 
apenas aumenta a eficiência administrativa, mas também permite 
que os professores se concentrem mais no ensino e na interação 
direta com os alunos. 
Sistemas de tutoria virtual: A IA pode oferecer suporte 
e instrução personalizados, avaliando o conhecimento pré-
existente do aluno (Giannini, 2024). Por exemplo, tutores virtuais 
baseados em IA podem fornecer explicações adicionais e 
 
57 
 
exercícios práticos adaptados às necessidades específicas de cada 
aluno, complementando o trabalho dos professores humanos. 
Feedback imediato: Sistemas de IA podem fornecer 
feedback significativo e imediato aos alunos, permitindo que eles 
se sintam mais à vontade para cometer erros necessários ao 
aprendizado (Giannini, 2024). Esse feedback instantâneo é 
crucial para o aprendizado ativo, pois ajuda os alunos a corrigirem 
seus erros rapidamente e a consolidarem o conhecimento de 
forma mais eficaz. 
Benefícios Potenciais da IA no Ensino Médio: A 
implementação da IA no Ensino Médio traz consigo diversos 
benefícios potenciais: 
Aprendizagem adaptativa: A IA pode ser usada para 
ensinar habilidades básicas e avançadas, avaliando o nível de 
habilidade atual do aluno e criando uma experiência de instrução 
guiada (Giannini, 2024). Isso permite que cada aluno aprenda no 
seu próprio ritmo e estilo, maximizando seu potencial de 
aprendizado. 
Tecnologia assistiva: Alunos com necessidades especiais 
podem ter acesso a uma educação mais equitativa, com a IA 
auxiliando em tarefas como a leitura de passagens para estudantes 
com deficiência visual (Giannini, 2024). Ferramentas de IA 
podem traduzir textos em voz ou adaptar materiais de leitura para 
diferentes níveis de compreensão, garantindo que todos os alunos 
tenham acesso ao mesmo conteúdo educacional. 
Análise de dados e aprendizado: Professores e 
administradores podem utilizar a IA para analisar e interpretar 
dados, tomando decisões mais bem informadas sobre o processo 
educacional (Giannini, 2024). Isso inclui a identificação de áreas 
que precisam de melhorias, a personalização do currículo e o 
 
58 
 
desenvolvimento de estratégias de intervenção precoce para 
alunos com dificuldades. 
Preparação para o futuro mercado de trabalho: A 
exposição à IA no ambiente escolar pode ajudar os estudantes a 
se familiarizarem com tecnologias que serão cruciais em suas 
futuras carreiras (Educacional, 2024). Aprender a trabalhar com 
IA e outras tecnologias emergentes prepara os alunos para um 
mercado de trabalho cada vez mais digital e automatizado. 
Otimização do trabalho docente: A IA pode auxiliar os 
professores na elaboração de questões, no planejamento de aulas 
e na avaliação do desempenho dos estudantes, otimizando o 
trabalho docente (Educacional, 2024). Isso pode incluir a 
automação de avaliações formativas, a geração de planos de aula 
baseados em dados e a criação de recursos educacionais 
personalizados. 
Apesar dos benefícios, é importante ressaltar que a 
implementação da IA no Ensino Médio também traz desafios. É 
crucial garantir a equidade no acesso à tecnologia, proteger a 
privacidade dos dados dos alunos e fornecer formação adequada 
aos professores para lidar com essas novas ferramentas 
(Educacional, 2024). A equidade no acesso à tecnologia é uma 
questão fundamental, pois sem ela, a introdução da IA pode 
exacerbar as desigualdades educacionais existentes. As políticas 
públicas devem focar na distribuição equitativa de recursos 
tecnológicos entre as escolas para garantir que todos os alunos 
possam sebeneficiar das inovações. 
A privacidade e a segurança dos dados dos alunos também 
são preocupações centrais. Cukla (2023) argumenta que é crucial 
estabelecer protocolos rigorosos para proteger as informações 
pessoais dos estudantes, garantindo que o uso da IA esteja em 
 
59 
 
conformidade com as regulamentações de proteção de dados. As 
escolas devem implementar medidas de segurança robustas e 
transparentes para proteger a privacidade dos alunos e construir 
confiança na utilização da tecnologia. 
Outro desafio significativo é a formação adequada dos 
professores para lidar com as novas tecnologias. Capelato (2024) 
enfatiza a necessidade de programas de capacitação contínua para 
os docentes, permitindo que eles utilizem a IA de forma eficaz e 
ética em suas práticas pedagógicas. Os programas de formação 
devem incluir não apenas o uso técnico das ferramentas de IA, 
mas também aspectos éticos e pedagógicos, para que os 
professores possam integrar a tecnologia de maneira significativa 
e responsável. 
Em conclusão, a transformação do Ensino Médio com a 
IA apresenta um cenário de grandes oportunidades e desafios. 
Para que essa transformação seja bem-sucedida, é fundamental 
um planejamento cuidadoso e uma abordagem equilibrada que 
considere tanto os benefícios quanto os riscos potenciais. O papel 
do professor continua sendo central nesse processo, atuando 
como mediador e guia na utilização ética e eficaz da tecnologia 
no ambiente educacional. 
À medida que avançamos nessa jornada de transformação, 
é essencial manter um diálogo contínuo entre educadores, 
gestores, desenvolvedores de tecnologia e formuladores de 
políticas públicas. Somente através de uma abordagem 
colaborativa e reflexiva poderemos garantir que a integração da 
IA no Ensino Médio resulte em uma educação mais inclusiva, 
eficaz e preparada para os desafios do futuro. 
 
 
 
60 
 
DESAFIOS E CONSIDERAÇÕES ÉTICAS 
A implementação da Inteligência Artificial (IA) no 
contexto educacional, especialmente no Ensino Médio, traz 
consigo uma série de considerações éticas e desafios que 
precisam ser abordados de maneira cuidadosa e responsável. Esta 
seção aborda os principais desafios na implementação da IA, as 
considerações éticas e de privacidade, bem como os problemas de 
equidade e acesso. 
 
DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA IA 
A integração da IA na educação apresenta desafios 
significativos que devem ser considerados para garantir uma 
implementação eficaz e ética. Um dos principais desafios é a 
necessidade de infraestrutura tecnológica adequada. Muitas 
escolas, especialmente em regiões menos desenvolvidas, carecem 
de recursos tecnológicos básicos, o que dificulta a implementação 
de soluções avançadas de IA (ProFuturo, 2023). Sem uma 
infraestrutura robusta, a introdução de tecnologias avançadas 
como a IA pode ser ineficaz e até contraproducente. 
Além disso, a formação dos professores é um aspecto 
crucial. Educadores precisam ser capacitados para utilizar as 
ferramentas de IA de maneira eficaz e ética, o que requer 
investimentos em programas de treinamento contínuo (ProFuturo, 
2023). 
A resistência à mudança também pode ser um obstáculo, 
uma vez que a introdução de novas tecnologias pode ser vista com 
desconfiança por parte de alguns educadores e gestores escolares 
(Duque, 2023) 
Para superar essa resistência, é essencial proporcionar aos 
professores uma compreensão clara dos benefícios potenciais da 
 
61 
 
IA e fornecer suporte contínuo durante o processo de 
implementação. 
Outro desafio é a integração da IA com os sistemas 
educacionais existentes. Muitas vezes, as escolas possuem 
sistemas de gerenciamento de informações e práticas pedagógicas 
já estabelecidos que podem não ser compatíveis com novas 
tecnologias. A transição para a utilização de IA requer uma 
reestruturação cuidadosa desses sistemas e a garantia de que todos 
os stakeholders estejam alinhados com as mudanças. 
 
CONSIDERAÇÕES ÉTICAS E PRIVACIDADE 
A utilização da IA na educação levanta importantes 
questões éticas, especialmente no que diz respeito à privacidade 
dos dados dos alunos. A IA frequentemente coleta e analisa 
grandes volumes de dados para oferecer experiências de 
aprendizado personalizadas. No entanto, isso levanta 
preocupações sobre a privacidade e a proteção dessas 
informações sensíveis (Estudiosite, 2023). A proteção de dados é 
uma questão crítica, pois a exposição inadequada de informações 
pessoais pode ter consequências significativas para os alunos. 
Para garantir a privacidade e a segurança dos dados, é 
essencial estabelecer políticas e práticas rigorosas de 
gerenciamento e armazenamento de informações. 
Desenvolvedores de IA devem estar cientes das leis e 
regulamentações aplicáveis, como a Lei Geral de Proteção de 
Dados (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral de Proteção de 
Dados (GDPR) na União Europeia (Estudiosite, 2023). 
Além disso, é crucial implementar técnicas de IA 
explicável, que permitam aos usuários compreenderem o 
raciocínio por trás das decisões tomadas pelos algoritmos 
 
62 
 
(Estudiosite, 2023). A transparência nas operações da IA ajuda a 
construir confiança entre os usuários e a garantir que as decisões 
sejam compreendidas e aceitas. 
A ética na coleta e utilização de dados também envolve a 
obtenção de consentimento informado dos alunos e de seus 
responsáveis. É necessário comunicar claramente como os dados 
serão utilizados e garantir que os alunos e suas famílias estejam 
cientes dos seus direitos em relação à privacidade e à proteção de 
dados. 
 
PROBLEMAS DE EQUIDADE E ACESSO 
A equidade no acesso à tecnologia é outro desafio 
significativo na implementação da IA na educação. Algoritmos de 
IA podem estar sujeitos a vieses e reproduzir desigualdades 
existentes, resultando em disparidades no acesso a recursos 
educacionais ou em decisões que afetam os alunos de maneira 
injusta (International School, 2023). É crucial desenvolver 
algoritmos justos e realizar uma supervisão humana cuidadosa 
para garantir que a IA não perpetue ou amplie desigualdades 
(International School, 2023). 
Além disso, a falta de acesso à tecnologia em regiões 
menos desenvolvidas pode exacerbar as desigualdades 
educacionais. Para mitigar esses problemas, é necessário investir 
em infraestrutura tecnológica e garantir que todas as escolas 
tenham acesso às ferramentas necessárias para implementar 
soluções de IA (ProFuturo, 2023). A desigualdade digital é uma 
barreira significativa para a educação inclusiva e equitativa. A 
falta de dispositivos, conectividade e suporte técnico pode deixar 
muitos alunos em desvantagem. 
 
63 
 
As políticas públicas devem focar na criação de um 
ambiente educacional onde todos os alunos tenham acesso 
igualitário à tecnologia. Isso inclui programas de financiamento 
para escolas em áreas carentes, iniciativas de inclusão digital e 
parcerias com o setor privado para fornecer os recursos 
necessários. 
 
CONSIDERAÇÕES ÉTICAS NA IMPLEMENTAÇÃO DA IA 
A implementação ética da IA na educação requer um 
esforço colaborativo entre especialistas de diversas áreas para 
reconhecer e mitigar as distorções e desigualdades que a 
tecnologia pode perpetuar. A formação e conscientização de 
educadores e alunos são essenciais para cultivar um entendimento 
das implicações éticas da IA garantindo que sua utilização seja 
pautada por princípios éticos sólidos (Rease, 2023). 
É essencial adotar medidas proativas para identificar e 
mitigar vieses algorítmicos. Isso inclui a realização de auditorias 
regulares de equidade, o envolvimento de comunidades 
diversificadas no processo de desenvolvimento e a 
implementação de práticas de governança de dados que priorizem 
a transparência e a responsabilidade (Rease, 2023). Somente por 
meio de um compromisso contínuo com essas estratégias será 
possível aproveitar plenamenteos benefícios da IA na educação, 
minimizando seus riscos (Rease, 2023). 
 
PRIVACIDADE E PROTEÇÃO DE DADOS 
A privacidade e a proteção dos dados dos alunos são 
preocupações centrais na implementação da IA na educação. O 
uso inadequado ou a violação dessas informações pode ter 
consequências negativas para os alunos e instituições de ensino 
 
64 
 
(Estudiosite, 2023). Para garantir a privacidade e a segurança dos 
dados, é essencial estabelecer políticas e práticas rigorosas de 
gerenciamento e armazenamento de informações. 
Desenvolvedores de IA devem estar cientes das leis e 
regulamentações aplicáveis e implementar técnicas de IA 
explicável (Estudiosite, 2023). 
As escolas devem adotar medidas técnicas e 
organizacionais para proteger os dados contra acesso não 
autorizado, perda ou destruição. Isso inclui o uso de criptografia, 
controle de acesso rigoroso e a realização de auditorias de 
segurança regulares para identificar e corrigir vulnerabilidades. 
 
EQUIDADE E ACESSO 
A equidade no acesso à tecnologia é um desafio 
significativo na implementação da IA na educação. Algoritmos de 
IA podem estar sujeitos a vieses e reproduzir desigualdades 
existentes, resultando em disparidades no acesso a recursos 
educacionais ou em decisões que afetam os alunos de maneira 
injusta (International School, 2023). É crucial desenvolver 
algoritmos justos e realizar uma supervisão humana cuidadosa 
para garantir que a IA não perpetue ou amplie desigualdades 
(International School, 2023). 
Além disso, a falta de acesso à tecnologia em regiões 
menos desenvolvidas pode exacerbar as desigualdades 
educacionais. Para mitigar esses problemas, é necessário investir 
em infraestrutura tecnológica e garantir que todas as escolas 
tenham acesso às ferramentas necessárias para implementar 
soluções de IA (ProFuturo, 2023). 
 
 
 
65 
 
CONCLUSÃO 
A implementação da IA na educação apresenta uma série 
de desafios éticos e práticos que precisam ser cuidadosamente 
considerados. A privacidade dos dados dos alunos, a equidade no 
acesso à tecnologia e a mitigação de vieses algorítmicos são 
questões centrais que devem ser abordadas para garantir uma 
implementação responsável e eficaz da IA no Ensino Médio. 
Como destacam os estudos, é necessário um esforço colaborativo 
entre especialistas de diversas áreas, educadores, alunos e 
formuladores de políticas para garantir que a IA seja utilizada de 
maneira ética e benéfica para todos os envolvidos (Rease, 2023; 
Estudiosite, 2023; International School, 2023). 
A formação contínua de educadores e a conscientização 
dos alunos sobre as implicações éticas da IA são essenciais para 
cultivar um ambiente educacional que valorize a privacidade, a 
equidade e a responsabilidade. Somente por meio de um 
compromisso contínuo com esses princípios será possível 
aproveitar plenamente os benefícios da IA na educação, 
minimizando seus riscos e promovendo um aprendizado inclusivo 
e justo (Rease, 2023; Estudiosite, 2023; International School, 
2023). 
 
O FUTURO DO ENSINO MÉDIO COM IA 
A Inteligência Artificial (IA) está redefinindo o cenário 
educacional, especialmente no Ensino Médio, trazendo consigo 
uma série de inovações e desafios. Este texto explora as 
tendências futuras, o papel dos educadores e as perspectivas de 
longo prazo para o Ensino Médio na era da IA. 
Tendências Futuras 
 
66 
 
O futuro do Ensino Médio com IA promete ser marcado 
por transformações significativas: 
1. Personalização do Aprendizado: Uma das tendências 
mais promissoras é a capacidade da IA de personalizar a 
experiência educacional. Segundo Passarelli (2024) “a 
personalização do ensino, por meio da IA, pode adaptar os 
materiais, ritmo e modalidades de aprendizado para se adequar às 
necessidades, habilidades e interesses individuais”. Isso significa 
que cada aluno poderá ter um percurso de aprendizagem único, 
otimizando seu desempenho e engajamento. 
2. Tutores Inteligentes: A implementação de sistemas de 
tutoria baseados em IA está se tornando cada vez mais comum. 
Estes sistemas podem oferecer instrução personalizada, 
adaptando o conteúdo às necessidades individuais de cada aluno 
(Passarelli, 2024). Isso permite um acompanhamento mais 
próximo e eficaz do progresso dos estudantes. 
3. Sistemas de Recomendação: Inspirados em algoritmos 
usados por serviços de streaming e comércio eletrônico, os 
sistemas educacionais baseados em IA poderão recomendar 
recursos, atividades e até mesmo cursos inteiros com base nas 
preferências, histórico e necessidades de aprendizado dos alunos 
(Passarelli, 2024). 
4. Aprendizado Adaptativo: A IA permitirá que o conteúdo 
e o ritmo de ensino sejam ajustados em tempo real, baseando-se 
no desempenho e nas respostas dos alunos. Isso garantirá que 
cada estudante possa avançar em seu próprio ritmo, revisitando 
conceitos quando necessário (Einstein, 2024). 
5. Ambientes de Simulação: A IA possibilitará a criação de 
ambientes de simulação mais sofisticados, permitindo que os 
 
67 
 
alunos desenvolvam habilidades práticas em um ambiente seguro 
e controlado (Einstein, 2024). 
O Papel dos Educadores na Era da IA 
Com a crescente presença da IA na educação, o papel dos 
educadores está evoluindo: 
1. Mediadores da Tecnologia: Os professores assumirão 
cada vez mais o papel de mediadores entre os alunos e a 
tecnologia. Eles serão responsáveis por criar situações-problema 
e instigar os alunos a utilizar a IA como ferramenta de 
aprendizagem (Santa Doroteia, 2023). 
2. Foco nas Habilidades Humanas: Com a IA assumindo 
tarefas mais mecânicas, os educadores poderão se concentrar no 
desenvolvimento de habilidades essencialmente humanas, como 
pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional 
(Quantum, 2023). 
3. Aprendizado Contínuo: Os professores precisarão se 
manter atualizados sobre as novas tecnologias e metodologias. 
Como destaca Dannielle (2024) “a introdução de novas 
metodologias e tecnologias na educação é sempre um desafio. Daí 
a necessidade de apoiarmos o docente nesse letramento básico”. 
4. Curadoria de Conteúdo: Com a abundância de 
informações disponíveis, os educadores terão um papel crucial na 
seleção e curadoria de conteúdos relevantes e confiáveis para seus 
alunos (Quantum, 2023). 
5. Ética e Pensamento Crítico: Os professores serão 
fundamentais para ensinar os alunos a usarem a IA de forma ética 
e crítica. Como afirma Petreche (2024) “seu foco é auxiliar na 
construção de ideias e complementação de processos, porém 
sempre com o uso construtivo com base no senso crítico do ser 
humano”. 
 
68 
 
Perspectivas de Longo Prazo 
Olhando para o futuro, podemos vislumbrar algumas 
perspectivas de longo prazo para o Ensino Médio com IA: 
1. Educação Híbrida: A integração entre o ensino 
presencial e o ensino online, mediada pela IA, tende a se tornar a 
norma. Isso permitirá maior flexibilidade e acesso à educação de 
qualidade (Revista FT, 2023). 
2. Desenvolvimento de Competências para o Futuro: O 
foco do Ensino Médio se deslocará cada vez mais para o 
desenvolvimento de competências essenciais para o futuro 
mercado de trabalho, como adaptabilidade, resolução de 
problemas complexos e colaboração (Revista FT, 2023). 
3. Avaliação Contínua e Formativa: Com o auxílio da IA, 
as avaliações se tornarão mais contínuas e formativas, fornecendo 
feedback instantâneo e permitindo ajustes em tempo real no 
processo de aprendizagem (Einstein, 2024). 
4. Inclusão e Acessibilidade: A IA tem o potencial de tornar 
a educação mais inclusiva e acessível, adaptando-se às 
necessidades de alunos com diferentes habilidades e backgrounds 
(Revista FT, 2023). 
5. Preparação para um Mundo em Constante Mudança: 
O Ensino Médio do futuro, com o auxílio da IA, terá como 
objetivo principal preparar os alunos para um mundo em 
constante transformação, desenvolvendo habilidades de 
aprendizadoao longo da vida (Quantum, 2023). 
No entanto, é importante ressaltar que a implementação da 
IA no Ensino Médio também traz desafios significativos. 
Questões como privacidade de dados, equidade no acesso à 
tecnologia e a necessidade de formação contínua dos educadores 
 
69 
 
precisarão ser cuidadosamente abordadas (Coelho, 2023; Revista 
FT, 2023). 
Coelho (2023), especialista em Direito Digital e Proteção 
de Dados, alerta: “o uso dessa tecnologia na educação traz 
consigo questões éticas e práticas significativas. Isso inclui 
preocupações sobre privacidade de dados, viés algorítmico, e a 
necessidade de desenvolver uma compreensão crítica de como a 
IA funciona e de suas limitações”. 
Em conclusão, o futuro do Ensino Médio com IA é 
promissor, oferecendo oportunidades para uma educação mais 
personalizada, eficiente e inclusiva. No entanto, será crucial 
abordar os desafios éticos e práticos de forma proativa, garantindo 
que a tecnologia seja utilizada de maneira responsável e benéfica 
para todos os envolvidos no processo educacional. Como destaca 
um estudo recente, “é fundamental abordar essas preocupações de 
forma proativa e ética para maximizar os benefícios da IA 
enquanto minimiza seus riscos potenciais” (Revista FT, 2023). 
O papel dos educadores continuará sendo central nesse 
novo cenário, evoluindo para se adaptar às novas realidades 
tecnológicas e às necessidades dos alunos do século XXI. A chave 
para o sucesso será encontrar o equilíbrio certo entre a tecnologia 
e o toque humano na educação, garantindo que a IA seja uma 
ferramenta para potencializar, e não substituir, o papel 
fundamental dos educadores no desenvolvimento integral dos 
estudantes. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A introdução da Inteligência Artificial (IA) no Ensino 
Médio está provocando transformações significativas no cenário 
educacional, oferecendo tanto oportunidades quanto desafios. 
 
70 
 
Este capítulo explorou as tendências futuras, o papel dos 
educadores e as perspectivas de longo prazo para o Ensino Médio 
na era da IA. 
A personalização do aprendizado, os tutores inteligentes e 
os sistemas de recomendação são apenas algumas das inovações 
que a IA está trazendo para o campo educacional. Esses avanços 
prometem adaptar o ensino às necessidades individuais dos 
alunos, tornando a educação mais eficiente e envolvente. 
O papel dos educadores está evoluindo para se tornar mais 
focado em mediar a tecnologia e desenvolver habilidades 
essencialmente humanas, como pensamento crítico e criatividade. 
A formação contínua e a curadoria de conteúdo relevante serão 
essenciais para os professores navegarem nesse novo ambiente. 
Apesar das promessas, a implementação da IA na 
educação traz consigo desafios significativos, como questões de 
privacidade de dados, equidade no acesso à tecnologia e a 
necessidade de formação contínua dos educadores. Abordar essas 
questões de maneira proativa e ética será crucial para maximizar 
os benefícios da IA e minimizar seus riscos. 
Em resumo, o futuro do Ensino Médio com IA é 
promissor. No entanto, será essencial encontrar o equilíbrio certo 
entre a tecnologia e o toque humano na educação, garantindo que 
a IA seja utilizada de maneira responsável e benéfica para todos 
os envolvidos no processo educacional. 
 
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https://revistaft.com.br/a-transformacao-da-educacao-na-era-da-inteligencia-artificial-impactos-e-perspectivas/
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73 
 
Disponível em: https://santadoroteia-rs.com.br/qual-o-papel-do-
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SOUZA, M. C. Desafios do ensino médio no Brasil. Revista 
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https://santadoroteia-rs.com.br/qual-o-papel-do-professor-na-aplicacao-da-inteligencia-artificial-na-educacao-segundo-a-perspectiva-de-educadores/
https://santadoroteia-rs.com.br/qual-o-papel-do-professor-na-aplicacao-da-inteligencia-artificial-na-educacao-segundo-a-perspectiva-de-educadores/
https://santadoroteia-rs.com.br/qual-o-papel-do-professor-na-aplicacao-da-inteligencia-artificial-na-educacao-segundo-a-perspectiva-de-educadores/
https://www.scielo.br/j/edur/a/N38CNkqZ3fxLhwQy4YKxRLn/
https://www.scielo.br/j/edur/a/N38CNkqZ3fxLhwQy4YKxRLn/
 
74 
 
CAPÍTULO IV 
FORMAÇÃO DE PROFESSORES COM 
FOCO NA INCLUSÃO E DIVERSIDADE: 
DESAFIOS ATUAIS 
Teacher Training with a Focus on Inclusion and Diversity: Current 
Challenges 
Rita de Cássia Soares Duque 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603 
Ariele Eidt 
https://orcid.org/0000-0002-0069-2700 
José Welington de Jesus 
https://orcid.org/0000-0002-3978-3669 
Luiza Savelli dos Santos 
https://orcid.org/0009-0008-6159-323X 
Eloisa Correia de Lima Silva 
https://orcid.org/0009-0007-7142-2752 
Reumally Nunes de Oliveira 
https://orcid.org/0000-0002-0430-5827 
Michele Saionara Aparecida Lopes de Lima Rocha 
https://orcid.org/0000-0001-7595-4667 
Caroline da Silva de Souza 
https://orcid.org/0009-0009-5591-9958 
 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-04 
 
INTRODUÇÃO 
A formação de professores com foco na inclusão e 
diversidade é um tema de extrema relevância no cenário 
educacional contemporâneo. A inclusão de todos os alunos, 
independentemente de suas habilidades, limitações ou 
características individuais, é um princípio fundamental para a 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
https://orcid.org/0000-0002-0069-2700
https://orcid.org/0000-0002-3978-3669
https://orcid.org/0009-0008-6159-323X
https://orcid.org/0009-0007-7142-2752
https://orcid.org/0000-0002-0430-5827
https://orcid.org/0000-0001-7595-4667
https://orcid.org/0009-0009-5591-9958
 
75 
 
construção de uma educação equitativa e de qualidade. Conforme 
destaca Mendes (2019), a capacitação dos docentes é essencial 
para o sucesso das práticas pedagógicas inclusivas, permitindo 
que todos os estudantes tenham acesso a um ambiente 
educacional acessível e acolhedor. 
No contexto atual, os desafios enfrentados pelos 
professores na promoção da inclusão e diversidade são 
complexos e multifacetados. As rápidas mudanças nas políticas 
educacionais, o aumento da diversidade nas salas de aula e a 
necessidade de adaptar práticas pedagógicas para atender a uma 
ampla gama de necessidades dos alunos exigem uma formação 
contínua e específica dos educadores. Mantoan (2020) enfatiza 
que a formação contínua dos professores é crucial não apenas para 
aprimorar suas competências técnicas, mas também para 
sensibilizá-los sobre a importância da inclusão e valorização da 
diversidade. 
Apesar dos avanços significativos na área da educação 
inclusiva, ainda existem lacunas na formação dos professores que 
precisam ser abordadas. Muitos educadores relatam dificuldades 
em adaptar suas práticas pedagógicas para atender às 
necessidades de todos os alunos, especialmente aqueles com 
deficiências ou outras necessidades educacionais especiais 
(NEE). Glat (2021) aponta que a formação dos professores deve 
ser contínua e abrangente, proporcionando não apenas 
conhecimentos teóricos, mas também habilidades práticas para a 
implementação de estratégias inclusivas. 
Este capítulo tem como objetivo principal analisar os 
desafios atuais na formação de professores com foco na inclusão 
e diversidade. Especificamente, buscamos: 
 
76 
 
• Identificar os principais desafios enfrentados pelos 
professores na promoção da inclusão e diversidade. 
• Explorar as lacunas na formação dos professores e como 
elas impactam as práticas pedagógicas. 
• Propor estratégias e recomendações para aprimorar a 
formação dos educadores e promover uma educação mais 
inclusiva e diversificada. 
A relevância deste estudo reside na necessidade urgente 
de capacitar os professores para lidar com a crescente diversidade 
nas salas de aula e garantir que todos os alunos tenham as mesmas 
oportunidades de aprendizado. A formação contínua dos 
educadores é fundamental para a construção de uma cultura 
escolar inclusiva, onde a diversidade é valorizada e todos os 
estudantes se sentem acolhidos e respeitados. 
Este estudo adota uma abordagem qualitativa, baseada em 
uma revisão de literatura sistemática. A revisão de literatura 
permite reunir, analisar e sintetizar informações provenientes de 
diversas fontes, oferecendo uma visão consolidada e detalhada 
sobre os desafios na formação de professores para a inclusão e 
diversidade. Este método é particularmente eficaz para identificar 
padrões, temas recorrentes e lacunas na literatura existente, bem 
como para embasar as discussões e conclusões com evidências 
robustas. 
O capítulo será organizado de forma a proporcionar uma 
análise detalhada e coerente dos desafios na formação de 
professores para a inclusão e diversidade. Será dividido nas 
seguintes seções: 
 
 
 
 
77 
 
Introdução 
1. Contextualização do tema: A formação de professores 
com foco na inclusão e diversidade é essencial para a promoção 
de uma educação equitativa e de qualidade. 
2. Relevância da formação de professores no contexto 
atual: Os desafios enfrentados pelos professores na inclusão e 
diversidade são complexos e exigem uma formação contínua e 
específica. 
3. Lacuna na literatura existente: Apesar dos avanços, 
ainda há uma carência de estratégias práticas e acompanhamento 
contínuo na formação dos professores. 
4. Objetivos do capítulo: Analisar os desafios atuais na 
formação de professores, identificar lacunas e propor estratégias 
práticas para a inclusão e diversidade. 
5. Justificativa: A formação contínua dos educadores é 
fundamental para a construção de uma cultura escolar inclusiva. 
6. Descrição dos métodos de pesquisa: Este estudo adota 
uma abordagem qualitativa, baseada em uma revisão de literatura 
sistemática. 
7. Estrutura do capítulo: Apresentação das seções e 
subseções do capítulo. 
Metodologia 
1. Descrição dos métodos de pesquisa utilizados: A 
revisão de literatura foi conduzida de forma sistemática para 
assegurar a qualidade e a relevância das informações. 
2. Limitações do método: Discussão sobre as limitações da 
revisão de literatura e as estratégias para mitigar esses problemas. 
3. Análise e síntese dos dados: Análise crítica e sistemática 
das fontes selecionadas para identificar padrões e temas 
recorrentes. 
 
78 
 
Desenvolvimento das Subseções 
1. Desafios na Formação de Professores para Inclusão 
o Conteúdo detalhado sobre os desafios enfrentados 
pelos professores na promoção da inclusão e 
diversidade. 
2. Lacunas na Formação Inicial e Continuada 
o Conteúdo detalhado sobre as deficiências na 
formação inicial e as necessidades de formação 
continuada dos professores. 
3. Estratégias para a Formação Continuada 
o Conteúdo detalhado sobre estratégias e práticas 
bem-sucedidas para a formação continuada dos 
professores. 
4. Impacto da Formação de Professores na Inclusão e 
Diversidade 
o Conteúdo detalhado sobre os resultados e 
impactos observados da formação continuada 
focada em inclusão e diversidade. 
Discussão e Análise dos Dados da Tabela 
1. Tabela de Autores Relevantes: Inclusão da tabela com 
autores renomados e suas respectivas contribuições. 
2. Análise e Interpretação: Discussão sobre as principais 
contribuições dos autores listados na tabela, identificandopadrões e insights relevantes para a formação de professores. 
3. Aplicações Práticas: Exemplos de como as contribuições 
dos autores podem ser aplicadas na prática pedagógica. 
Conclusão 
1. Resumo dos principais pontos discutidos: Revisão dos 
desafios, lacunas, estratégias e impactos abordados no capítulo. 
 
79 
 
2. Implicações práticas e teóricas: Discussão sobre as 
implicações práticas e teóricas das conclusões do capítulo. 
3. Sugestões para futuras pesquisas: Recomendações para 
pesquisas futuras sobre a formação de professores para a inclusão 
e diversidade. 
A Listagem de todas as referências serão utilizadas 
conforme as normas da ABNT 2023. 
A introdução estabeleceu a relevância e os objetivos do 
capítulo, além de delinear os métodos de pesquisa utilizados. A 
seguir, entraremos em mais detalhes sobre a metodologia 
empregada para este estudo, abordando a revisão de literatura e 
as estratégias para garantir a qualidade e relevância das 
informações coletadas. 
 
DESENVOLVIMENTO 
DESAFIOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA 
INCLUSÃO 
A inclusão e a diversidade nas escolas apresentam uma 
série de desafios para os professores, que são os principais 
agentes dessa transformação. Conforme destaca Sassaki (2017), a 
inclusão escolar visa acabar com a segregação dos alunos com 
dificuldades de aprendizagem, transtornos e deficiências, mas a 
prática ainda esbarra em diversos obstáculos. Os professores 
precisam encontrar métodos de ensino que favoreçam a 
aprendizagem de todos os alunos, o que exige capacitação, 
estudos e apoio da família, da escola e de profissionais 
especializados Duque (2024). 
Mazzotta (2019) ressalta que muitos professores do ensino 
regular se consideram impotentes para lidar com as diferenças nas 
salas de aula, especialmente ao atender alunos com deficiência. 
 
80 
 
Essa insegurança é agravada pela falta de formação específica e 
pela ausência de apoio adequado em sala de aula. Segundo Glat 
(2021) a falta de conhecimento e preparação dos docentes para 
defrontar com a diversidade pode levar a práticas pedagógicas 
excludentes, mesmo que involuntariamente. 
Omote (2020) aponta que a falta de materiais didáticos 
adaptados e a ausência de formação específica para lidar com 
alunos com necessidades especiais são desafios cotidianos 
enfrentados pelos educadores. Além disso, a gestão de turmas 
heterogêneas, onde alunos com diferentes níveis de 
desenvolvimento e necessidades convivem, torna-se uma tarefa 
complexa. 
Garcia (2021) observa que muitos professores precisam de 
apoio em sala de aula, como um professor assistente ou um 
acompanhante terapêutico, para dar atenção especial aos alunos 
com deficiências. No entanto, a falta de recursos e de políticas 
públicas que garantam esse suporte é uma barreira significativa. 
Pletsch (2020) destaca que, sem o apoio adequado, os professores 
acabam sobrecarregados e incapazes de atender a todos os alunos 
de maneira eficaz. 
Projeto de Mentoria em Escolas Públicas: Um 
programa de mentoria onde professores experientes em educação 
inclusiva trabalham diretamente com novos professores, 
proporcionando suporte contínuo e feedback prático, foi 
implementado com sucesso em várias escolas públicas. Esse 
projeto tem mostrado resultados positivos na adaptação das 
práticas pedagógicas às necessidades dos alunos (Garcia, 2021). 
Uso de Tecnologias Assistivas: A introdução de 
tecnologias assistivas, como softwares de leitura de texto e 
dispositivos de comunicação alternativa, foi integrada na 
 
81 
 
formação continuada e aplicada em sala de aula. Essas 
ferramentas têm facilitado a inclusão de alunos com deficiências 
visuais e auditivas, promovendo uma participação mais ativa nas 
atividades escolares (Nunes, 2022). 
A imagem a seguir ilustra a aplicação de tecnologias 
assistivas no ambiente educacional, destacando o uso de 
softwares de leitura de texto e dispositivos de comunicação 
alternativa. Esses recursos têm sido integrados na formação 
continuada de educadores e aplicados em sala de aula para 
facilitar a inclusão de alunos com deficiências visuais e auditivas, 
promovendo uma participação mais ativa nas atividades 
escolares. 
 
 
Duque (2024) 
 
A formação inicial dos professores frequentemente não 
aborda de maneira suficiente as questões de inclusão e 
diversidade. Medeiros (2018) argumenta que os currículos dos 
cursos de licenciatura ainda são predominantemente teóricos e 
não preparam os futuros professores para os desafios práticos da 
sala de aula inclusiva. Mantoan (2020) reforça que a formação 
 
82 
 
dos docentes deve ser contínua e abranger tanto aspectos teóricos 
quanto práticos, com ênfase em estratégias pedagógicas 
inclusivas. 
Sassaki (2017) reforça que a falta de articulação entre a 
formação inicial e continuada cria uma lacuna significativa na 
preparação dos professores para lidar com a diversidade. Essa 
desconexão resulta em profissionais que, mesmo após anos de 
experiência, ainda se sentem despreparados para implementar 
práticas verdadeiramente inclusivas. 
Mazzotta (2019) identifica que a formação continuada 
existente raramente aborda de forma integrada e sustentada as 
práticas inclusivas. Muitos programas são pontuais e não 
oferecem um acompanhamento contínuo, o que limita seu 
impacto a longo prazo. Omote (2020) corrobora essa visão, 
destacando a necessidade de formações que incluam aspectos 
práticos, como o uso de tecnologias assistivas e estratégias de 
comunicação alternativa. 
Bueno (2022) aponta que a falta de articulação entre a 
formação inicial e continuada cria uma lacuna significativa na 
preparação dos professores para lidar com a diversidade. Essa 
desconexão resulta em profissionais que, mesmo após anos de 
experiência, ainda se sentem despreparados para implementar 
práticas verdadeiramente inclusivas. 
Para superar essas lacunas, é essencial desenvolver 
estratégias de formação continuada que sejam práticas e 
aplicáveis a diferentes contextos escolares. Garcia (2021) sugere 
a implementação de programas de formação baseados na 
colaboração entre professores, especialistas em educação especial 
e gestores escolares. Esses programas devem incluir workshops, 
 
83 
 
seminários e grupos de estudo que permitam a troca de 
experiências e a construção coletiva de conhecimento. 
Medeiros (2018) propõe uma abordagem que integre 
teoria e prática, com ênfase em estudos de caso e resolução de 
problemas reais enfrentados pelos professores em suas salas de 
aula. Essa metodologia permite que os docentes desenvolvam 
habilidades práticas e reflexivas essenciais para a promoção da 
inclusão. 
Estudo de Caso: Escola Inclusiva de Sucesso: Um 
estudo de caso detalhado de uma escola que implementou com 
sucesso práticas inclusivas, destacando os desafios enfrentados e 
as soluções encontradas, pode fornecer insights valiosos para 
outros educadores (Andrade, 2021). 
Programas de Formação em Diversos Contextos: 
Comparar programas de formação continuada em diferentes 
regiões ou países, mostrando como as estratégias podem ser 
adaptadas a contextos variados, pode enriquecer a discussão 
(Correia, 2020). 
A formação continuada focada em inclusão e diversidade 
tem mostrado resultados positivos tanto no ambiente escolar 
quanto no desempenho dos alunos. Kassar (2018) observa que 
escolas que investem em programas de formação continuada para 
seus professores apresentam uma melhoria na interação entre 
alunos com e sem necessidades especiais, além de um ambiente 
mais acolhedor e inclusivo. 
Vieira (2019) destaca que o desempenho acadêmico dos 
alunos também melhora quando os professores estão melhor 
preparados para atender às suas necessidades. A formação 
continuada contribui para a criação de estratégias pedagógicas 
 
84 
 
mais eficazes que promovem o desenvolvimento integral de todos 
os alunos. 
Omote (2020)conclui que o investimento na formação de 
professores para a inclusão não apenas beneficia os alunos com 
necessidades especiais, mas também contribui para a melhoria da 
qualidade da educação como um todo, promovendo uma 
sociedade mais justa e equitativa. Garcia (2021) reforça que a 
formação continuada deve ser vista como um processo contínuo 
que se estende ao longo de toda a carreira docente, garantindo que 
os professores estejam sempre atualizados e preparados para lidar 
com a diversidade em sala de aula. 
Impacto da Formação no Longo Prazo: Discutir o 
impacto da formação continuada no longo prazo pode ajudar a 
enfatizar a importância de um compromisso sustentado com a 
educação inclusiva. Por exemplo, uma análise longitudinal de 
escolas que investiram em formação continuada pode mostrar 
como as práticas inclusivas evoluíram ao longo do tempo e os 
resultados obtidos (Kassar, 2018). 
Testemunhos de Professores e Alunos: Incorporar 
testemunhos de professores e alunos que participaram de 
programas de formação continuada pode destacar as mudanças 
percebidas na prática pedagógica e no ambiente escolar (Vieira, 
2019). 
 
DISCUSSÃO E ANÁLISE DOS DADOS DA TABELA 
1. Tabela de Autores Relevantes: Inclusão da tabela com 
autores renomados e suas respectivas contribuições. 
2. Análise e Interpretação: Discussão sobre as principais 
contribuições dos autores listados na tabela, identificando 
padrões e insights relevantes para a formação de professores. 
 
85 
 
3. Aplicações Práticas: Exemplos de como as contribuições 
dos autores podem ser aplicadas na prática pedagógica. 
Conclusão 
1. Resumo dos principais pontos discutidos: Revisão dos 
desafios, lacunas, estratégias e impactos abordados no capítulo. 
2. Implicações práticas e teóricas: Discussão sobre as 
implicações práticas e teóricas das conclusões do capítulo. 
3. Sugestões para futuras pesquisas: Recomendações para 
pesquisas futuras sobre a formação de professores para a inclusão 
e diversidade. 
 
DESAFIOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA 
INCLUSÃO 
A inclusão e a diversidade nas escolas apresentam uma 
série de desafios para os professores, que são os principais 
agentes dessa transformação. Conforme destaca Sassaki (2017), a 
inclusão escolar visa acabar com a segregação dos alunos com 
dificuldades de aprendizagem, transtornos e deficiências, mas a 
prática ainda enfrenta diversos obstáculos. Os professores 
precisam encontrar métodos de ensino que favoreçam a 
aprendizagem de todos os alunos, o que exige treinamento, estudo 
e apoio da família, da escola e de profissionais especializados. 
Mazzotta (2019) ressalta que muitos professores do ensino 
regular se consideram incompetentes para lidar com as diferenças 
nas salas de aula, especialmente ao atender alunos com 
deficiência. Essa insegurança é agravada pela falta de formação 
específica e pela ausência de apoio adequado em sala de aula. 
Segundo Glat (2021), a falta de conhecimento e preparação dos 
docentes para lidar com a diversidade pode levar a práticas 
pedagógicas excludentes. 
 
86 
 
EXEMPLOS DE DIFICULDADES PRÁTICAS 
Omote (2020) aponta que a falta de materiais didáticos 
adaptados e a ausência de formação específica para lidar com 
alunos com necessidades especiais são desafios cotidianos 
enfrentados pelos educadores. Além disso, a gestão de turmas 
heterogêneas, onde alunos com diferentes níveis de 
desenvolvimento e necessidades convivem, torna-se uma tarefa 
complexa. 
Garcia (2021) observa que muitos professores precisam de 
apoio em sala de aula, como um professor assistente ou um 
acompanhante terapêutico, para dar atenção especial aos alunos 
com deficiências. No entanto, a falta de recursos e de políticas 
públicas que garantam esse suporte é uma barreira significativa. 
Pletsch (2020) destaca que, sem o apoio adequado, os professores 
acabam sobrecarregados e incapazes de atender a todos os alunos 
de maneira eficaz. 
Projeto de Mentoria em Escolas Públicas: Um 
programa de mentoria onde professores experientes em educação 
inclusiva trabalham diretamente com novos professores, 
proporcionando suporte contínuo e feedback prático, foi 
implementado com sucesso em várias escolas públicas. Esse 
projeto tem mostrado resultados positivos na adaptação das 
práticas pedagógicas às necessidades dos alunos (Garcia, 2021). 
Uso de Tecnologias Assistivas: A introdução de 
tecnologias assistivas, como softwares de leitura de texto e 
dispositivos de comunicação alternativa, foi integrada na 
formação continuada e aplicada em sala de aula. Essas 
ferramentas têm facilitado a inclusão de alunos com deficiências 
visuais e auditivas, promovendo uma participação mais ativa nas 
atividades escolares (Nunes, 2022). 
 
87 
 
A formação inicial dos professores frequentemente não 
aborda de maneira suficiente as questões de inclusão e 
diversidade. Medeiros (2018) argumenta que os currículos dos 
cursos de licenciatura ainda são predominantemente teóricos e 
não preparam os futuros professores para os desafios práticos da 
sala de aula inclusiva. Mantoan (2020) reforça que a formação 
dos docentes deve ser contínua e abranger tanto aspectos teóricos 
quanto práticos, com ênfase em estratégias pedagógicas 
inclusivas. 
Mazzotta (2019) identifica que a formação continuada 
existente raramente aborda de forma integrada e sustentada as 
práticas inclusivas. Muitos programas são pontuais e não 
oferecem um acompanhamento contínuo, o que limita seu 
impacto a longo prazo. Omote (2020) destaca a necessidade de 
formações que incluam aspectos práticos, como o uso de 
tecnologias assistivas e estratégias de comunicação alternativa. 
 
ESTRATÉGIAS PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA 
Para superar essas lacunas, é essencial desenvolver 
estratégias de formação continuada que sejam práticas e 
aplicáveis a diferentes contextos escolares. Garcia (2021) sugere 
a implementação de programas de formação baseados na 
colaboração entre professores, especialistas em educação especial 
e gestores escolares. Esses programas devem incluir workshops, 
seminários e grupos de estudo que permitam a troca de 
experiências e a construção coletiva de conhecimento. 
Medeiros (2018) propõe uma abordagem que integre 
teoria e prática, com ênfase em estudos de caso e resolução de 
problemas reais enfrentados pelos professores em suas salas de 
aula. Essa metodologia permite que os docentes desenvolvam 
 
88 
 
habilidades práticas e reflexivas essenciais para a promoção da 
inclusão. 
Estudo de Caso: Escola Inclusiva de Sucesso: Um 
estudo de caso detalhado de uma escola que implementou com 
sucesso práticas inclusivas, destacando os desafios enfrentados e 
as soluções encontradas, pode fornecer insights valiosos para 
outros educadores (Andrade, 2021). 
Programas de Formação em Diversos Contextos: 
Comparar programas de formação continuada em diferentes 
regiões ou países, mostrando como as estratégias podem ser 
adaptadas a contextos variados, pode enriquecer a discussão 
(Correia, 2020). 
 
 
 
IMPACTO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA 
INCLUSÃO E DIVERSIDADE 
A formação continuada focada em inclusão e diversidade 
tem mostrado resultados positivos tanto no ambiente escolar 
quanto no desempenho dos alunos. Kassar (2018) observa que 
escolas que investem em programas de formação continuada para 
seus professores apresentam uma melhoria na interação entre 
alunos com e sem necessidades especiais, além de um ambiente 
mais acolhedor e inclusivo. 
Vieira (2019) destaca que o desempenho acadêmico dos 
alunos também melhora quando os professores estão melhor 
preparados para atender às suas necessidades. A formação 
continuada contribui para a criação de estratégias pedagógicas 
mais eficazes que promovem o desenvolvimento integral de todos 
os alunos. 
 
 
89 
 
ANÁLISE DO EFEITO DAS FORMAÇÕES NO AMBIENTE 
ESCOLAR E NO DESEMPENHO DOS ALUNOS 
Omote (2020)conclui que o investimento na formação de 
professores para a inclusão não apenas beneficia os alunos com 
necessidades especiais, mas também contribui para a melhoria da 
qualidade da educação como um todo, promovendo uma 
sociedade mais justa e equitativa. Garcia (2021) reforça que a 
formação continuada deve ser vista como um processo contínuo 
que se estende ao longo de toda a carreira docente, garantindo que 
os professores estejam sempre atualizados e preparados para lidar 
com a diversidade em sala de aula. 
 
DISCUSSÃO E ANÁLISE DOS DADOS DA TABELA 
Tabela de Autores Relevantes 
Autor 
Área de 
Especialização 
Ano de 
Publicação 
Relevante 
Referência Bibliográfica 
Mendes E. G. 
Educação 
Especial e 
Inclusiva 
2019 
MENDES E. G. Educação 
especial na perspectiva da 
inclusão escolar: desafios e 
possibilidades. São Paulo: 
Cortez, 2019. 
Mantoan M. T. E. Inclusão Escolar 2020 
MANTOAN M. T. E. 
Inclusão escolar: o que é? 
Por quê? Como fazer? São 
Paulo: Moderna, 2020. 
Carvalho R. E. 
Educação 
Inclusiva 
2018 
CARVALHO R. E. 
Educação inclusiva com os 
pingos nos “is”. Porto 
Alegre: Mediação, 2018. 
 
Glat R. 
Educação 
Especial 
2021 
GLAT R. Educação 
inclusiva: cultura e cotidiano 
escolar. Rio de Janeiro: Wak, 
2021. 
 
90 
 
Autor 
Área de 
Especialização 
Ano de 
Publicação 
Relevante 
Referência Bibliográfica 
Pletsch M. D. 
Políticas de 
Inclusão 
2020 
PLETSCH M. D. Políticas 
de inclusão escolar: um 
estudo sobre a 
implementação das salas de 
recursos multifuncionais. 
Rio de Janeiro: Lamparina, 
2020. 
Nunes L. R. O. P. 
Comunicação 
Alternativa 
2022 
NUNES L. R. O. P. 
Comunicação alternativa e 
aumentativa: uma 
introdução. São Paulo: 
Memnon, 2022. 
 
Oliveira A. A. S. 
Currículo e 
Inclusão 
2019 
OLIVEIRA A. A. S. 
Currículo e inclusão escolar: 
práticas pedagógicas e 
desafios. Campinas: Papirus, 
2019. 
Kassar M. C. M. 
Políticas Públicas 
em Educação 
Especial 
2018 
KASSAR M. C. M. 
Políticas públicas de 
educação especial no Brasil: 
avanços e desafios. Brasília: 
Liber Livro, 2018. 
Baptista C. R. 
Práticas 
Pedagógicas 
Inclusivas 
2021 
BAPTISTA C. R. Práticas 
pedagógicas inclusivas: 
experiências e reflexões. 
Porto Alegre: Penso, 2021. 
Bueno J. G. S. 
Formação de 
Professores para 
Inclusão 
2022 
BUENO J. G. S. Formação 
de professores para a 
inclusão escolar: 
perspectivas e desafios. São 
Paulo: Cortez, 2022. 
Fonte: Os autores (2024) 
 
ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO 
A tabela acima apresenta uma seleção de autores 
renomados que têm contribuído significativamente para a área de 
formação de professores com foco na inclusão e diversidade. 
 
91 
 
Cada autor traz uma perspectiva única e valiosa sobre os desafios 
e estratégias para promover uma educação inclusiva. 
Mendes (2019) e Mantoan (2020) destacam a importância 
de uma formação que integre aspectos teóricos e práticos, 
enquanto Carvalho (2018) e Glat (2021) enfatizam a necessidade 
de recursos didáticos adaptados e apoio institucional. Pletsch 
(2020) e Nunes (2022) abordam políticas de inclusão e o uso de 
tecnologias assistivas, respectivamente, oferecendo soluções 
práticas para os desafios enfrentados pelos educadores. 
 
APLICAÇÕES PRÁTICAS 
As contribuições desses autores podem ser aplicadas de 
diversas formas na prática pedagógica: 
• Programas de Mentoria: Inspirados nos trabalhos de 
Garcia (2021) e Andrade (2021), programas de mentoria podem 
ser implementados para oferecer suporte contínuo aos 
professores. 
• Uso de Tecnologias Assistivas: A aplicação das ideias de 
Nunes (2022) pode facilitar a inclusão de alunos com deficiências 
visuais e auditivas. 
• Estudos de Caso: Utilizar estudos de caso, como sugerido 
por Medeiros (2018), para desenvolver habilidades práticas e 
reflexivas nos docentes. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Este capítulo explorou os desafios na formação de 
professores para a inclusão e diversidade, identificando as 
principais lacunas na formação inicial e continuada, e propondo 
estratégias práticas para superá-las. Também foram discutidos os 
 
92 
 
impactos positivos da formação continuada focada em inclusão e 
diversidade no ambiente escolar e no desempenho dos alunos. 
As discussões apresentadas têm implicações práticas e 
teóricas significativas. Praticamente, elas fornecem um guia para 
a implementação de programas de formação continuada eficazes. 
Teoricamente, elas contribuem para a literatura existente, 
destacando a importância de uma formação integrada e contínua 
para os educadores. 
Futuras pesquisas poderiam explorar a implementação de 
programas de formação continuada em diferentes contextos e 
avaliar seu impacto a longo prazo. Além disso, estudos que 
incluam a perspectiva dos alunos sobre práticas inclusivas podem 
fornecer insights valiosos para a melhoria contínua da formação 
de professores. 
 
REFERÊNCIAS 
BAPTISTA, C. R. Práticas pedagógicas inclusivas: experiências 
e reflexões. Porto Alegre: Penso, 2021. 
BUENO, J. G. S. Formação de professores para a inclusão 
escolar: perspectivas e desafios. São Paulo: Cortez, 2022. 
CARVALHO, R. E. Educação inclusiva com os pingos nos “is”. 
Porto Alegre: Mediação, 2018. 
CORREIA, L. Colaboração e inclusão escolar: estratégias para a 
prática docente. São Paulo: Alínea, 2020. 
DUQUE, R. C. S. et al. Formação de professores com foco na 
inclusão e diversidade: desafios atuais. In: DUQUE, Rita de 
Cássia Soares et al. (Org.). Educação do século XXI: IA, 
 
93 
 
diversidade e gestão escolar [recurso eletrônico]. 1. ed. Natal: 
Editora Amplamente, 2024. p. 76-97. 
GARCIA, R. L. Formação de professores para a educação 
inclusiva: desafios e possibilidades. Campinas: Autores 
Associados, 2021. 
GLAT, R. Educação inclusiva: cultura e cotidiano escolar. Rio 
de Janeiro: WAK, 2021. 
KASSAR, M. C. M. Políticas públicas de educação especial no 
Brasil: avanços e desafios. Brasília: Liber Livro, 2018. 
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como 
fazer?. São Paulo: Moderna, 2020. 
MEDEIROS, M. Educação inclusiva: práticas pedagógicas e 
políticas públicas. Florianópolis: Insular, 2018. 
MENDES, E. G. Educação especial na perspectiva da inclusão 
escolar: desafios e possibilidades. São Paulo: Cortez, 2019. 
NUNES, L. R. O. P. Comunicação alternativa e aumentativa: 
uma introdução. São Paulo: Memnon, 2022. 
OLIVEIRA, A. A. S. Currículo e inclusão escolar: práticas 
pedagógicas e desafios. Campinas: Papirus, 2019. 
OMOTE, S. Educação inclusiva: fundamentos e práticas. São 
Paulo: Alínea, 2020. 
PLETSCH, M. D. Políticas de inclusão escolar: um estudo sobre 
a implementação das salas de recursos multifuncionais. Rio de 
Janeiro: Lamparina, 2020. 
 
94 
 
SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para 
todos. Rio de Janeiro: WVA, 2017. 
VIEIRA, L. Educação inclusiva: desafios e possibilidades na 
formação de professores. São Paulo: Cortez, 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
95 
 
CAPÍTULO V 
TEORIAS DE APRENDIZAGEM E 
FORMAÇÃO DOCENTE: ABORDAGENS E 
INOVAÇÕES 
THEORIES OF LEARNING AND TEACHER TRAINING: 
APPROACHES AND INNOVATIONS 
Bárbara Aline Ferreira Assunção 
https://orcid.org/0000-0001-9120-7872 
Rita de Cássia Soares Duque 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603 
Caroline Filipi da Silva 
https://orcid.org/0000-0002-6755-8899 
Carla Andressa Santos Muniz 
https://orcid.org/0009-0007-5112-2621 
Izabel Rodrigues 
https://orcid.org/0009-0001-1762-3189 
Jessica Pereira Soares Leal 
https://orcid.org/0009-0002-6704-510X 
Luciene Marques de Oliveira Coimbra 
https://orcid.org/0009-0003-2125-1626 
Carla Adriana da Silva Martins Struck 
https://orcid.org/0009-0000-3379-5530 
Lidiane da Silva Rocha de Souza 
https://orcid.org/0009-0007-4629-5974 
 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-05 
 
INTRODUÇÃO 
A educação está passando por transformaçõesdevido ao 
avanço das tecnologias digitais e à evolução das teorias de 
aprendizagem e formação docente que influenciam a prática 
https://orcid.org/0000-0001-9120-7872
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
https://orcid.org/0000-0002-6755-8899
https://orcid.org/0009-0007-5112-2621
https://orcid.org/0009-0001-1762-3189
https://orcid.org/0009-0002-6704-510X
https://orcid.org/0009-0003-2125-1626
https://orcid.org/0009-0000-3379-5530
https://orcid.org/0009-0007-4629-5974
 
96 
 
pedagógica e a formação dos professores, exigindo uma 
adaptação para atender às novas demandas do mercado e da 
sociedade. O uso de tecnologias digitais na educação, por 
exemplo, tem o potencial de transformar a maneira como o ensino 
e a aprendizagem ocorrem, ao mesmo tempo em que apresenta 
desafios para os educadores. 
O problema desta pesquisa é compreender como as teorias 
de aprendizagem e as tecnologias digitais impactam a formação e 
a prática dos professores. Existe um descompasso entre a 
formação teórica dos docentes e a aplicação prática das 
tecnologias em sala de aula, o que pode comprometer a eficácia 
do ensino e a aprendizagem dos alunos. Assim, busca-se 
responder: Como as teorias de aprendizagem e as tecnologias 
digitais podem ser integradas na formação docente, de modo a 
melhorar a prática pedagógica e a qualidade do ensino? 
A investigação deste tema é justificada pela necessidade 
de modernizar a educação e alinhar a formação dos professores 
com as demandas atuais. A integração adequada de teorias de 
aprendizagem com tecnologias digitais pode contribuir para a 
melhoria da qualidade do ensino, promovendo um ambiente de 
aprendizagem adaptado às necessidades dos alunos. Este estudo 
é relevante tanto para a comunidade acadêmica quanto para os 
profissionais da educação, pois oferece informações sobre como 
melhorar a formação docente. Além disso, contribui para o 
desenvolvimento de políticas educacionais que valorizem a 
integração das tecnologias digitais e as teorias de aprendizagem, 
visando uma educação mais inclusiva. 
Assim, tem-se como objetivo geral investigar a relação 
entre teorias de aprendizagem, formação docente e o uso de 
tecnologias digitais na educação, propondo estratégias para a 
 
97 
 
integração eficaz desses elementos. Como objetivos específicos: 
Analisar as principais teorias de aprendizagem utilizadas na 
formação docente; identificar os desafios e oportunidades na 
integração de tecnologias digitais na educação; avaliar o impacto 
das tecnologias digitais na prática pedagógica e na formação dos 
professores. 
Este estudo adotou uma revisão bibliográfica com análise 
de artigos científicos, livros e documentos que tratam das teorias 
de aprendizagem, formação docente e uso de tecnologias digitais 
na educação. 
 
DESENVOLVIMENTO 
PROFISSÃO PROFESSOR – FORMAÇÃO, HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
A profissão de professor é uma das mais antigas do mundo 
e tem um papel fundamental na construção da história (Costa 
Junior et al., 2023). Desde os tempos em que o conhecimento era 
transmitido de pai para filho, primeiro através de pinturas 
rupestres, depois por papiros e pergaminhos, e com a ajuda de 
professores, já se percebia a influência dos mais velhos e daqueles 
que sabiam explicar de maneira mais acessível (Sanchis; 
Mahfoud, 2010). 
Formar professores é uma responsabilidade que envolve 
trabalhar diversas dimensões da pessoa para o desenvolvimento 
de sua personalidade, além das técnicas que está acostumada a 
utilizar (Durval, 2016). O futuro da educação depende da atuação 
dos professores, de sua capacidade de compreender mudanças e 
utilizar sua didática para a assimilação e entendimento dos 
conteúdos de forma eficaz na prática. 
 
98 
 
Formar significa construir, dar possibilidades para que a 
didática de transmissão de informações seja construtiva 
(Coutinho, 2022). Ser e tornar-se professor é compreender que é 
necessário realizar construções que uniformizem uma identidade 
que deve inspirar pessoas, dar exemplos de boa conduta e 
fomentar o interesse pela aprendizagem. Uma formação que não 
vise a completude do processo é uma formação incompleta. Para 
saber utilizar variadas técnicas, novas formas de didática e 
compreender o conteúdo de maneira interativa, integrada e 
multidisciplinar, é necessário que o professor seja preparado de 
forma integral (Rostas, 2019). 
O professor é uma figura importante no universo da 
aprendizagem, podendo ser um referencial de postura diante do 
conhecimento, na forma de estruturar a capacidade de fomentar o 
pensamento criativo e cognitivo, entre outras possibilidades de 
representação do conhecimento. Segundo Lopes (2016), a 
formação do professor é um componente necessário em todo 
planejamento de carreira e enfrenta desafios, desde questões 
históricas até a transformação de variáveis em que se encontram. 
Uma das principais questões é a dicotomia entre teoria e prática; 
o que se ensina teoricamente nem sempre encontra apoio na 
prática. 
Muitas vezes, não se consegue detectar uma real 
aprendizagem nem da teoria, quanto mais da prática (Mugnol, 
2019). Faltam componentes ao desenvolvimento da 
aprendizagem, mesmo para os professores. Com o tempo, em um 
cenário de aprendizagem engessado, princípios de mudança 
ficam para trás, e a característica essencial da aprendizagem, a 
curiosidade, se burocratiza e se transforma em imobilização 
diante do novo, prejudicando o desenvolvimento pessoal e 
 
99 
 
emocional do aspirante a professor e do processo de proporcionar 
isso aos demais (Costa Junior et al., 2023). A aprendizagem, tanto 
formativa quanto transmissora de conhecimento, ocorre de forma 
metódica, com pouco espaço para a compreensão real e a 
reelaboração de ideias. O que acontece é uma reprodução 
ilimitada de uma educação repetitiva (Coutinho, 2022). 
Assim, para ter êxito em processos formativos de qualquer 
natureza, é necessário que um mínimo de habilidades seja 
desenvolvido para embasar o desenvolvimento de competências 
através de atividades, projetos educacionais e atividades 
avaliativas. Essas características devem ser atualizadas. O 
conjunto de habilidades necessárias para se tornar um professor 
envolve trato com pessoas, comunicação e transmissão de 
conhecimento, inteligência emocional e autoconhecimento 
(Durval, 2016). 
As características mencionadas se tornam 
complementares quando aplicadas no desenvolvimento das 
atividades individuais (Rodrigues; Bechara; Grubba, 2020). No 
blog da PUCPR (2020), há uma discussão sobre essa temática, 
destacando quatro tipos de habilidades: cognitivas, motoras, 
sociais e profissionais. Um profissional que agrega habilidades à 
execução de determinadas atividades é valorizado e tem mais 
chances de alcançar sucesso frente às dificuldades. Conforme 
Assunção et al (2024), as competências, diferente das habilidades 
pessoais, podem ser desenvolvidas conforme os objetivos, a partir 
de interesses e rotinas. E quando relacionadas à área profissional, 
podem se referir a habilidades técnicas que por sua vez, estão 
associadas a treinamentos, cursos de aprendizagem, execução e 
repetição. 
 
100 
 
O magistério sempre esteve relacionado às mulheres, 
caracterizadas como maternas e pacientes. No entanto, Elacqua, 
Hincapié, Vegas e Alfonso (2018) vão além desses estereótipos e 
se aprofundam nas problemáticas de ser professor, analisando o 
futuro da profissão, desde a formação básica até as perspectivas 
futuras para o magistério. A preocupação com a profissão e a 
perda de prestígio da educação acendem um alerta diante da falta 
de controle sobre a situação, antes contida por restrições 
relacionadas à maturidade, idade, ou acesso ao conhecimento. O 
surgimento das redes e da tecnologia é um dos fatores desse 
descontrolem que não conseguem adquirir as habilidades 
necessárias para atingir seu pleno potencial. 
O desenvolvimentoque as escolas adotem políticas claras de governança 
de dados e promovam a transparência nas suas práticas. 
A interação entre inteligência artificial, diversidade e gestão 
escolar tem o potencial de transformar a educação no século XXI, 
tornando-a mais inclusiva, equitativa e eficaz. Este livro busca 
oferecer uma reflexão aprofundada sobre esses temas, 
apresentando estudos de caso, práticas bem-sucedidas e 
recomendações para gestores e educadores. Ao abraçar essas 
inovações e desafios, as escolas podem se tornar verdadeiros 
agentes de mudança social, preparando os alunos para um futuro 
mais justo e inclusivo. 
Os organizadores 
Agosto /2024 
 
 
Ano 2024 
PREFÁCIO 
A educação está em constante transformação, e o século 
XXI trouxe consigo desafios e oportunidades inéditas. É nesse 
contexto dinâmico e inovador que se insere este livro, “Educação 
do Século XXI: IA, Diversidade e Gestão Escolar”. Cada 
capítulo aqui presente é um convite para explorar as fronteiras do 
conhecimento, onde a Inteligência Artificial (IA), a diversidade e 
a gestão escolar se encontram para redefinir o ensino e a 
aprendizagem. 
Introdução: A Interação entre IA, Diversidade e Gestão 
Escolar 
A Inteligência Artificial (IA), a diversidade e a gestão 
escolar juntas têm o potencial de revolucionar a educação no 
século XXI. A IA traz ferramentas que personalizam o 
aprendizado, tornam o feedback mais imediato e criam ambientes 
adaptativos que atendem às necessidades individuais dos alunos. 
A diversidade assegura que todas as vozes e experiências sejam 
valorizadas e incorporadas no processo educativo, promovendo 
uma aprendizagem inclusiva e equitativa. A gestão escolar eficaz 
é o elo que une esses elementos, garantindo que a tecnologia e as 
práticas inclusivas sejam implementadas de forma coerente e 
estratégica. 
Nesse novo paradigma, o saber não é mais exclusividade do 
professor; os alunos tornam-se protagonistas de sua própria 
aprendizagem. A gestão escolar tem um papel crucial em apoiar 
os professores, oferecendo formação continuada, recursos 
tecnológicos e um ambiente colaborativo. Gestões omissas 
precisam ser transformadas através de políticas claras, lideranças 
 
 
Ano 2024 
inspiradoras e uma cultura escolar que valorize a inovação e a 
participação de toda a comunidade escolar. É essa interação 
harmoniosa que pode transformar a educação, preparando os 
alunos para os desafios do futuro. 
Capítulo I: O Impacto da IA no Ensino a Distância: 
Uma Análise Prospectiva 
Neste capítulo, os autores investigam como a IA está 
revolucionando o ensino a distância. A personalização do 
aprendizado e o feedback em tempo real são apenas algumas das 
inovações que tornam o ensino mais acessível e eficiente. As 
implicações éticas e os desafios técnicos são abordados com 
profundidade, oferecendo uma visão abrangente sobre o futuro da 
educação digital. 
Capítulo II: Sinergias entre Tecnologias Digitais e 
Metodologias Ativas na Educação 
A combinação de tecnologias digitais com metodologias 
ativas cria uma sinergia poderosa que transforma o ambiente 
educacional. Este capítulo discute como essas abordagens podem 
engajar e motivar os alunos, promovendo uma aprendizagem 
mais significativa e interdisciplinar. Exemplos práticos e 
estudos de caso enriquecem a discussão, mostrando a 
aplicabilidade dessas metodologias em diferentes contextos. 
Capítulo III: Transformação do Ensino Médio com IA: 
Inovações e Desafios 
A integração da IA no ensino médio apresenta inovações 
que personalizam a educação e automatizam tarefas 
administrativas. Os autores exploram os benefícios dessa 
tecnologia, bem como os desafios éticos e técnicos que precisam 
 
 
Ano 2024 
ser enfrentados. Este capítulo é essencial para educadores e 
gestores que buscam entender como a IA pode transformar a 
educação secundária. 
Capítulo IV: Diversidade e Inclusão na Era Digital 
Abordando a diversidade e a inclusão, este capítulo destaca 
como a tecnologia pode ser uma aliada poderosa para garantir 
uma educação equitativa para todos. Os autores discutem 
estratégias para incluir alunos com diferentes necessidades e 
como as ferramentas digitais podem apoiar essa inclusão de forma 
eficaz. 
Capítulo V: Perspectivas Futuras para a Educação com 
IA 
Este capítulo oferece uma visão prospectiva sobre o futuro 
da educação com a IA. Tendências emergentes, pesquisas 
inovadoras e as possíveis evoluções do cenário educacional são 
discutidas, incentivando educadores e pesquisadores a 
continuarem explorando e expandindo os limites do 
conhecimento. 
Capítulo VI: Gestão Escolar na Era da Informação 
Encerrando o livro, este capítulo enfatiza a importância de 
uma gestão escolar eficaz na era da informação. A colaboração 
entre direção, coordenação, professores e famílias é fundamental 
para criar uma comunidade escolar unida e engajada. O capítulo 
explora como uma gestão escolar bem estruturada pode promover 
um ambiente propício para a inovação e a inclusão, facilitando a 
integração das tecnologias e práticas pedagógicas discutidas ao 
longo do livro. Também destaca a importância de políticas de 
gestão claras e de lideranças comprometidas, que incentivem a 
 
 
Ano 2024 
participação ativa de toda a comunidade escolar. Uma liderança 
visionária é essencial para garantir que todos trabalhem juntos 
para o sucesso dos alunos, enfrentando os desafios do século XXI 
com estratégias eficazes e colaborativas. 
 
Os organizadores 
Agosto /2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
SUMÁRIO 
 
CAPÍTULO I ............................................................................ 14 
O IMPACTO DA IA NO ENSINO A DISTÂNCIA: UMA ANÁLISE 
PROSPECTIVA 
Rita de Cássia Soares Duque 
Rhadson Rezende Monteiro 
Ivonete Telles Medeiros Placido 
Isidro José Bezerra Maciel Fortaleza do Nascimento 
Henrique Francisco Dias Araujo 
Marlene de Almeida Leite 
Danyelli Baptista da Silva 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-01 
 
CAPÍTULO II ........................................................................... 30 
SINERGIAS ENTRE TECNOLOGIAS DIGITAIS E 
METODOLOGIAS ATIVAS NA EDUCAÇÃO 
Rita de Cássia Soares Duque 
Solange Daufembach Esser Pauluk 
Elza Ribeiro de Souza 
Karina de Azevedo Santiago 
Silvia Mossi Utzig 
Jusenir Batista Montalvão 
Valeska Lucas Filgueiras Silva 
Maria Regiane da Silva Cruz Souza 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-02 
 
CAPÍTULO III .......................................................................... 43 
TRANSFORMAÇÃO DO ENSINO MÉDIO COM IA: INOVAÇÕES 
E DESAFIOS 
Rita de Cássia Soares Duque 
Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho 
Ana Lúcia Gomes Maravalhas 
Fabrícia Ribeiro Gontijo 
 
12 
 
Natália Corrêa Lecques Ruiz 
Sirlene Santana da Silva 
Mônica Aparecida Dias Silva 
Claudia Silva Lima 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-03 
 
CAPÍTULO IV ......................................................................... 74 
FORMAÇÃO DE PROFESSORES COM FOCO NA INCLUSÃO E 
DIVERSIDADE: DESAFIOS ATUAIS 
Rita de Cássia Soares Duque 
Ariele Eid 
José Welington de Jesus 
Luiza Savelli dos Santos 
Eloisa Correia de Lima Silva 
Reumally Nunes de Oliveira 
Michele Saionara Aparecida Lopes de Lima Rocha 
Caroline da Silva de Souza 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-04 
 
CAPÍTULO V ........................................................................... 95 
TEORIAS DE APRENDIZAGEM E FORMAÇÃO DOCENTE: 
ABORDAGENS E INOVAÇÕES 
Bárbara Aline Ferreira Assunção 
Rita de Cássia Soares Duque 
Caroline Filipi da Silva 
Carla Andressa Santos Muniz 
Izabel Rodrigues 
Jessica Pereira Soares Leal 
Luciene Marques de Oliveira Coimbra 
Carla Adriana da Silva Martins Struck 
Lidiane da Silva Rocha de Souza 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-05 
 
 
 
 
13 
 
CAPÍTULO VI ........................................................................ 131 
ANÁLISE DOS DESAFIOS DAde habilidades requer um 
planejamento escolar baseado na análise da equipe e de seus 
resultados (Da Silva; De Oliveira; Da Silva, 2024). O professor é 
contemplado dentro de uma realidade educacional quando seus 
anseios, desejos e dúvidas são acolhidos, agregando valor ao seu 
trabalho e refletindo essas conquistas no desempenho dos alunos. 
O fator motivacional cresce quando o professor se autoavalia e 
busca melhorar aspectos pessoais, apoiado por uma equipe 
administrativa e pedagógica integrado. 
Há um distanciamento entre a formação e a prática escolar 
dos professores no uso de tecnologias (Rostas, 2019). As 
tecnologias da informação e comunicação, segundo a BNCC 
(2016), são instrumentos de mediação da aprendizagem, e as 
escolas e professores devem ajudar os alunos a obterem, 
transmitir, analisar e selecionar informações (Brasil, 2016). Outro 
aspecto do desenvolvimento profissional docente é o 
epistemológico, envolvendo saberes profissionais construídos ao 
longo do processo de ensino e aprendizagem (Salgado; Salgado, 
 
101 
 
2022) que é desafiadora, pois o professor deve demonstrar 
capacidade e desenvolver seu conhecimento experiencial ao 
longo da carreira. 
A BNCC (Brasil, 2017) estabelece uma relação com 
diretrizes anteriores e com o ideário político-ideológico da 
Unesco para a Educação do século XXI, tomando por base os 
documentos da agência e da política nacional de educação, com 
enfoque nas categorias de habilidades e competências. O objetivo 
é priorizar na educação o desenvolvimento dessas categorias nos 
educandos. Segundo a Unesco, é necessário desenvolver 
competências essenciais à participação nas relações necessárias 
para a vida em sociedade (Brasil, 2017). Além disso, a educação 
deve ensinar os indivíduos a conviverem com as diversidades 
sociais existentes. 
 
TECNOLOGIAS DIGITAIS: ORIGEM, DEFINIÇÃO E 
DESAFIOS 
A primeira forma de transmissão de conhecimento foi 
através de pinturas, seguidas por desenhos em superfícies, até que 
a linguagem se tornou um recurso universal para a compreensão 
da informação conforme a necessidade do emissor. A escrita 
evoluiu a partir da linguagem falada, permitindo a eternização do 
conhecimento adquirido e a sua transmissão através das gerações 
(Durval, 2016). As tecnologias digitais surgiram num momento 
de expansão e tinham o objetivo de facilitar a comunicação a 
longa distância e planejar atividades militares em sigilo, como no 
caso da internet. Com o tempo, essas tecnologias facilitaram o 
desenvolvimento de alternativas de armazenamento e transporte 
de informações em espaços menores e com maior rapidez (Jorge, 
2020). 
 
102 
 
Após três revoluções industriais, a sociedade se 
especializou cada vez mais, tanto técnica quanto 
instrumentalmente. As possibilidades de acesso a produtos, 
relacionamentos, contato e simulação de realidades, bem como a 
execução de tarefas, permitiram a criação de alternativas 
tecnológicas nesta fase, conhecida como a Quarta Revolução 
Industrial (Mazin, 2021). A revolução digital, impulsionada pela 
inteligência artificial (IA), transforma a interação entre pessoas e 
tecnologia, criando um ciclo de dependência mútua (Kissinger; 
Schmidt; Hottenlocher, 2021). As facilidades proporcionadas pela 
IA se tornam insubstituíveis, elevando as exigências sobre 
indivíduos e sistemas (Duque et al., 2023). 
A cultura do tecnologismo transcende o acesso à 
tecnologia; ela projeta as pessoas em um universo virtual, em que 
as sensações e experiências são potencializadas por um mundo 
digital que, embora repleto de possibilidades, reflete os desejos 
humanos. Assim, a IA molda formas de interagir com a realidade, 
influenciando a maneira como construímos e vivenciamos as 
experiências (Kissinger; Schmidt; Hottenlocher, 2021). 
O conceito de tecnologias digitais foi se tornando 
exclusivo para aqueles que atuam na área (Coutinho, 2022). 
Tecnologia refere-se a todo processo de transformação na 
utilização técnica de dados combinados que oferecem programas 
de funcionamento para resolver problemas ou proporcionar 
experiências virtuais. 
As tecnologias digitais inauguraram a Era Digital, 
caracterizada pelo acesso à informação através de conexões 
virtuais (Coutinho, 2022). Rodrigues, Bechara e Grubba (2020) 
discutem uma sociedade digital em que as pessoas operam em 
torno da informação, do virtual e de formas de agir para a 
 
103 
 
comunicação e obtenção de resultados intangíveis. Dentro desse 
panorama, a Inteligência Artificial surge como um componente 
que amplifica essas dinâmicas ao possibilitar uma análise de 
dados em grande escala e a automação de processos complexos. 
Com isso, contribui para uma revolução contínua, onde a cultura 
do tecnologismo reflete e molda os comportamentos humanos. 
A desigualdade no acesso às tecnologias é um desafio que 
privilegia o consumo e deturpa o sentido de “engajamento”, 
direcionando alternativas para aqueles que participam ativamente 
desse universo (Da Silva; De Oliveira; Da Silva, 2024). Desde seu 
nascimento, o universo tecnológico privilegia as novas gerações, 
que nascem e crescem adaptadas a essa realidade e não se 
encaixam em outra. Esse abismo se aprofunda em diversos 
sentidos: a comunicação entre gerações é muitas vezes 
incompatível; o tempo de ação e resolução de problemas difere; a 
capacidade de concentração e foco é desafiada; há uma 
contradição entre amadurecimento e irresponsabilidade em 
relação à própria vida e planos; e a dicotomia entre o virtual e o 
real, com privilégio para o virtual (Salgado; Salgado, 2022). Essa 
dicotomia entre o virtual e o real é presente na dinâmica social e 
nos passos que assume. A influência de ações de pessoas a 
milhares de quilômetros de distância pode servir de base para a 
atuação de instituições, influenciar modas, opções de 
entretenimento, opiniões sobre diversos assuntos e promover 
movimentos em prol de ideais. 
A IA intensifica essa interação ao integrar o virtual e o real 
de maneiras inovadoras, como na análise de tendências e 
comportamentos, permitindo que as instituições ajustem suas 
estratégias e interações de acordo com informações geradas. No 
entanto, se o virtual não é usado como uma ferramenta para 
 
104 
 
desenvolver projetos e atividades no mundo real, não consegue 
transformar vidas de forma efetiva. Assim, a eficácia da IA está 
na sua capacidade de converter informações virtuais em ações 
concretas, que podem impactar o mundo real, promovendo 
mudanças e desenvolvendo soluções práticas que respondem às 
necessidades da sociedade. 
Weiss (2019) discute uma “Sociedade Sensoriada”, 
referindo-se às sociedades que não conseguem separar seu 
funcionamento e forma de existir dos aspectos tecnológicos. 
Algumas das influências relacionadas a essa definição estão na 
teoria que coloca a evolução tecnológica como o centro da 
sociedade. Segundo essa teoria, a sociedade se desenvolve 
conforme as questões tecnológicas determinam seu rumo. 
Conhecida como a Teoria do Determinismo Tecnológico, 
proposta por Thorstein Veblen no século XIX, sua principal 
fundamentação é que a tecnologia afeta as sociedades superando 
outros aspectos culturais e políticos. 
As mudanças no mundo têm ocorrido cada vez mais 
rápido e, de acordo com Lima, Paiva e Goulart (2021) essas 
mudanças contribuem para a perda de direção da humanidade. O 
tempo passou a ser o agora, o amanhã não existe e tudo que está 
por vir não pode ser controlado ou previsto. A dependência da 
tecnologia só aumenta, transformando contextos, hábitos, história 
e futuros, e de alguma forma, tem contribuído para mascarar as 
inseguranças pessoais e duradouras das pessoas. Estar sempre 
conectado e envolvido na vida dos outros é uma forma de 
preencher o vazio existencial com o vazio alheio, uma vez que os 
problemas particulares ficam adormecidos e não recebem energia 
parasua transformação (Coutinho, 2022). 
 
105 
 
O determinismo tecnológico é uma das teorias mais 
populares sobre tecnologia e o desenvolvimento e organização 
social. Os desafios impostos pelas tecnologias são aqueles que 
atribuem a elas o poder de transformar pelo que representam. 
Como instrumento e potencialidade, elas representam ideologias, 
são utilizadas com um potencial “curativo” e ao mesmo tempo 
“adoecedor”, disseminam o poder do conquistador e daqueles 
considerados bem-sucedidos, aumentam a acepção da informação 
e dão importância e visibilidade a pessoas e coisas que não são 
importantes (Costa Junior et al., 2023). 
A tecnologia pode ser decisiva em muitos campos do 
desenvolvimento, mas não tem poder por si só. O que a diferencia 
de outras sociedades é a capacidade de proporcionar avanços 
ideológicos e estruturais (Duque et al., 2023). As tecnologias são 
consideradas uma ameaça à estabilidade social e aqueles que 
ocupam posições de poder são promovidos pelo 
desconhecimento, pelo não desenvolvimento e pela estabilidade 
alicerçada na não mudança. A tecnologia tem sido uma das molas 
propulsoras para a multiplicação dos lucros do capitalismo e a 
desumanização do homem, destacando um tipo de indivíduo que 
é excluído da sociedade por não atingir os requisitos de produção 
e de suas subjetividades. O homem, então, pelas tecnologias, se 
torna um carrasco de si, internalizando as exigências e sua 
atuação na história. 
 
 
PRINCIPAIS TEORIAS E METODOLOGIAS DE ENSINO NA 
ATUALIDADE 
A história da educação e o desenvolvimento da 
aprendizagem têm percursos moldados por mentes distintas, 
constituindo raciocínios para o desenvolvimento do indivíduo, 
 
106 
 
considerando sua capacidade cognitiva, adaptativa, de memória, 
de aptidão e interesses (Da Silva; De Oliveira; Da Silva, 2024). 
Ao longo do processo evolutivo da educação, desenvolvemos 
versões teóricas que consideram a evolução biológica e o caráter 
construído do saber, como Piaget com os aspectos psicogenéticos, 
Wallon com a influência do social, Vygotsky, com as necessidades 
de construção de um repertório experiencial aprendendo a fazer 
com Montessori, as necessidades de emancipação do pensamento 
com Paulo Freire (2013), a emancipação do letramento com 
Emília Ferrero, de promover o trabalho livre e criativo com uma 
educação anarquista segundo Freinet, dentre outros (Durval, 
2016). 
Dentre essas teorias, podemos considerar a aprendizagem 
significativa de Ausubel, que contribuiu para o fundamento do 
valor do conhecimento, sendo fundamental que haja disposição 
para aprender e que encontre um conteúdo significativo, de forma 
lógica (Mugnol, 2019). A apreensão lógica é aquela que faz 
sentido ao desenvolvimento cognitivo com informações e outras 
compreensões no funcionamento da vida real, enquanto a 
definição psicológica é estabelecida por cada experiência pessoal 
e pelos conceitos que adquire para si ou para um determinado 
contexto (Costa Junior et al., 2023). 
Segundo Castellar e Kenski (2021), em vídeo publicado 
pela UNIVESP sobre o tema, na aprendizagem significativa, o 
indivíduo sabe aplicar, desenvolver um raciocínio baseado no 
tema, compreender como estabelecer relações entre conteúdos e 
desenvolver alternativas válidas considerando o conhecimento 
específico. A capacidade de resolução de problemas é destacada 
como uma habilidade na assimilação do conteúdo em 
 
107 
 
correspondência com o contexto, e uma característica do ótimo 
aluno do século XXI. 
As teorias de aprendizagem descrevem um processo de 
desenvolvimento da cognição, da assimilação e aplicação de um 
conteúdo, construído a partir do contato com um objeto. Já as 
teorias de ensino discutem os métodos e como é possível 
transmitir o conteúdo. Segundo o professor Malheiros (2021), em 
seu canal do YouTube, as teorias de aprendizagem se baseiam em 
três concepções de aprendizagem: empirista, inatista e 
associacionista. Malheiros (2021) demonstra as estruturas básicas 
das teorias citadas, considerando pontos em comum entre elas. As 
teorias de ensino são apresentadas em correlação às de 
aprendizagem, uma vez que o modelo de ensino é concebido e 
utilizado na construção dos processos de aprendizagem. 
A aprendizagem é apresentada pelo Canal do 
Conhecimento (2022) no YouTube como um processo de 
mudança de comportamento obtido através das experiências 
construídas por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e 
ambientais. O processo de aprender vai sendo construído e 
reconstruído conforme a dinâmica do desenvolvimento humano. 
Para Rejane Mello: “Cada indivíduo emprega um método 
particular de interação, aceitação e processamento de estímulos e 
informação.” (Canal do Conhecimento, 2022, 20:51 – Aula 25). 
Não existem aprendizagens com um estilo único; no momento do 
processo, os conteúdos e formas de se relacionar encontram uma 
forma geral de se manifestar. 
A partir de seus conhecimentos e de posse de um 
diagnóstico feito do processo, o professor tem condições de 
planejar e discutir sobre a produtividade dos alunos e a 
efetividade do ensino (Salgado; Salgado, 2022). Os estilos de 
 
108 
 
aprendizagem estão sempre em suspenso, detectáveis e aplicáveis 
em contextos diversos de acordo com a imaginação e 
possibilidade de aplicação pelo professor. A aplicação de 
atividades específicas ao desenvolvimento dos estilos é melhor 
executada no ensino à distância, onde é possível utilizar recursos 
tecnológicos para especificar e atingir o objetivo (Jorge, 2020). 
O processo de ensino e aprendizagem carrega 
características em seus aspectos teóricos e práticos em diversos 
âmbitos: o desenvolvimento intelectual, cognitivo, de habilidades 
e competências, de raciocínio e outras particularidades (Durval, 
2016). Dentre as teorias mais utilizadas no meio educacional, 
podemos destacar o construtivismo e a teoria das múltiplas 
inteligências. É impossível pensar a educação sem compreender 
que ela deve ser construída, munida dos processos de 
aprendizagem adequados a cada situação e ao aluno (Mazin, 
2021). 
As interpretações do construtivismo, segundo Sanchis e 
Mahfoud (2010), são duas e estão atreladas a uma condição 
independente do sujeito. A primeira é devido à maturação 
biológica independente do meio em que vive, e na segunda, a 
inteligência é desenvolvida segundo as exigências do meio 
externo, seja físico ou social. Desta forma, o professor precisa 
estar atento e ter conhecimento sobre ambas as possibilidades. 
O construtivismo, porém, não está isento de uma 
deturpação dos princípios que o caracterizam. Os autores indicam 
a necessidade de que os professores se mantenham atentos ao 
desenvolvimento da prática, uma vez que esta pode ser distorcida, 
propondo um esvaziamento do conteúdo curricular na escola, 
bem como pode ser descaracterizada de regras e fundamentos 
basais para o seu funcionamento (Sanchis; Mahfoud, 2010). 
 
109 
 
Sanchis; Mahfoud (2010) alertam para a redução de 
professores e a apropriação reducionista de uma técnica 
conhecida como metodologia construtivista de modo a 
compartimentalizar, sem utilidade global, indivíduos, práticas e 
aspectos mentais e biológicos relacionados ao conhecimento. 
Reduzindo-se a teoria construtivista a uma técnica metodológica 
ou reduzindo-se o desenvolvimento infantil a uma sequência de 
estágios, reduz-se também a noção de sujeito. Este passa a ser 
visto através de suas estruturas cognitivas, que devem evoluir 
quando se utilizam determinados procedimentos. Talvez um 
diálogo entre o que a teoria propõe e as questões que a prática 
com sujeitos concretos faz aparecer possa manter a centralidade 
do sujeito em meio à diversidade de enfoques e métodos. 
A reelaboração de uma teoria em método de aplicação 
pedagógico muitas vezes toma uma forma equivocada e 
centraliza o foco em um objetivo distorcido daquilo querepresenta os fundamentos metodológicos da teoria (Coutinho, 
2022). Manfredi (1993) nos ajuda a compreender as concepções 
de metodologias de ensino, definindo-as pelo estudo de 
“caminhos” a percorrer, com o objetivo de alcançar um resultado. 
A autora nos fala da concepção de ensino tradicional como uma 
concepção moldada com base na lógica e no desenvolvimento de 
atividades que supõem a existência de um ser amadurecido e com 
repertório para compreender como funciona a realidade a partir 
do conhecimento adquirido. 
Os aspectos transformadores da educação levaram os 
professores ao método escolanovista, que propôs princípios que 
sustentam uma visão de educação, como: “individualidade, 
diferenças individuais, ritmos diferenciais, potencialidade e 
liberdade” (Manfredi, 1993, p.2). Estes eram movidos por 
 
110 
 
princípios de desenvolvimento de seus potenciais que 
propunham: “atividade (experimentação, ação), individualidade 
(ritmos próprios de aprendizagem), liberdade e responsabilidade, 
integração dos conteúdos” (Manfredi, 1993). 
Nessa concepção de ensino, o aluno é o centro do 
processo, e funciona de uma forma diferenciada, em que diversos 
fatores se influenciam, mas não são determinantes para uma 
previsão de resultados (Sanchis; Mahfoud, 2010). A escola nova 
propõe os métodos de aprendizagem ativa, que exigem a 
participação do aluno para aquisição e transformação de si e se 
dividem em métodos de trabalho individual, de trabalho 
individual/coletivo, método de trabalho coletivo e de caráter 
social (Manfredi, 1993). 
A metodologia na concepção tecnicista da educação 
refere-se ao processo como que deve ser planejado aos moldes de 
princípios baseados na eficiência, visando a obtenção de 
resultados, de uma produção a olhos vistos, e que devem ser 
atribuídos a atividades e práticas de ensino pensadas. E estes 
devem ser baseados em instrumentais, avaliações e conceitos 
validados, transformando o ensino em um processo técnico 
(Costa Junior et al., 2023). 
Já a metodologia crítica na educação tem o foco voltado 
para o ensino-aprendizagem e uma compreensão mais global do 
processo sem compartimentalização. Seu surgimento acontece 
em um período anti-mecanicista e se concretiza com a 
democratização da escola. Na busca de uma concepção histórico-
dialética, a ênfase é dada na concepção a partir de um contexto 
histórico no qual se concebe o direcionamento dos seus 
investimentos a uma situação concreta. Esta metodologia é mais 
complexa, e embora tenha uma definição específica, assim como 
 
111 
 
as outras, sua aplicabilidade não se resume a uma aplicabilidade 
restrita e formatada. 
A metodologia, ao contrário do que alguns acham, é a base 
de desenvolvimento e considerações acerca da vida do aluno e de 
sua relação com o ensinante e com o conteúdo ensinado. A 
metodologia de forma nenhuma serve para limitar ou impedir que 
o aluno e o professor considerem e se desenvolvam a partir de 
suas potencialidades (Duque et al., 2023). O desenvolvimento do 
potencial e das habilidades de cada aluno demanda trabalho e está 
relacionado à dicotomia entre a atenção ao conteúdo geral e a 
interação com este e a necessidade de se tornar atento a possíveis 
potenciais em desenvolvimento. 
A partir dessa necessidade no período escola-novista, a 
teoria de Howard Gardner começou a ser melhor vista, uma vez 
que a medição de inteligências estava relacionada à aquisição da 
linguagem e da matemática (Da Silva; De Oliveira; Da Silva, 
2024). A efetividade da aprendizagem nem sempre está 
relacionada aos resultados obtidos a partir da aplicação de 
instrumentos avaliativos, mas numa série de características e 
habilidades analisadas em interação, e no produto de seu resultado 
como solução de problemas, criação de alternativas ou 
desenvolvimento de possibilidades (Coutinho, 2022). 
Silva, Salazar e Arruda (2019) abordam em seu estudo as 
inteligências múltiplas no processo de ensino e aprendizagem, 
confirmando que o uso da Teoria de Gardner já é uma 
preocupação assumida pelos educadores. Muitos educadores são 
favoráveis ao desenvolvimento de planejamentos e atividades em 
consonância com os propósitos da teoria, porém reconhecem que 
outras questões inviabilizam a fundamentação do ensino por este 
viés. 
 
112 
 
A importância do reconhecimento da teoria como algo que 
venha a somar e a viabilizar alternativas se mostra importante 
como uma contribuição para o desenvolvimento de uma visão que 
reflete de maneira positiva na formação de professores e para 
adaptações nos currículos escolares (Rostas, 2019). Visto isso, é 
essencial que a escola repense suas práticas, busque inovar e 
tenha os desafios como oportunidades para construir uma 
educação de qualidade. As metodologias, assim como as teorias e 
tecnologias, se tornam um instrumento de trabalho do professor, 
pois é através delas que exerce sua capacidade de ensinar, 
fomentar valores e princípios, corrigindo as eventuais distorções 
que possam acontecer (Costa Junior et al., 2023). 
A viabilidade de um método de ensino é sempre revista e 
fundamentada a partir de conhecimentos consolidados e 
confirmados por anos, mas que necessitam participar e ser 
modificados pelas transformações temporais para que continuem 
representando a veracidade do processo de ensino. Combinar 
métodos é uma atividade utilizada como estratégia de 
compreensão e mensuração dos resultados, bem como de busca 
de uma efetividade considerada ideal perante tantas diferenças. 
Situações de tentativa e erro sempre ajudam a desenvolver 
melhores possibilidades e caminhos referentes a melhores formas 
de potencializar as características dos estudantes. 
 
 
TEORIAS, METODOLOGIAS E TECNOLOGIAS NO 
ENSINO 
As Teorias educacionais são um aporte para compreender 
como o desenvolvimento humano, intelectual e emocional 
funciona, objetivando compor planejamentos, avaliações e 
propostas de conteúdo programático (Salgado; Salgado, 2022). 
 
113 
 
Na década de 1930, o Brasil enfrentava mudanças 
políticas e econômicas que se refletiram na educação. Surge a 
Escola Nova, uma experiência que promovia uma abordagem 
aberta quanto a programas e métodos, com ênfase na atividade 
espontânea, pessoal e produtiva. Seu objetivo era valorizar a 
criança como um indivíduo capaz, respeitando seus interesses e 
sua autonomia. Ressalta-se que, nessa época, ainda não havia uma 
preparação adequada dos professores para esse método. 
A década de 1940 é marcada pelo início do investimento 
em capital estrangeiro no Brasil, industrialização e crescimento 
econômico, o que impactou a educação. Surge o método 
tecnicista, que desvinculava teoria e prática, focando mais na 
técnica do que no conteúdo, prevalecendo durante a ditadura 
militar. Na década de 1980, o Brasil entrou na Nova República, 
com a democracia restabelecida e uma onda de movimentos 
estudantis e sociais. Na educação, buscou-se uma associação 
entre teoria e prática, ensino e pesquisa. Os educadores 
começaram a adotar metodologias que incentivam o senso crítico 
dos alunos (Pereira; Bertoncellos, 2010). 
Papert (2008) defende que a prática deve ocorrer por meio 
de tentativas e erros, permitindo que os alunos construam o 
conhecimento de forma autônoma. Para o autor, o uso do 
computador como recurso educacional melhora o aprendizado 
escolar e oferece formas de pensar e aprender (Papert, 2008). 
Apesar disso, a teoria construcionista não propõe colocar o aluno 
frente ao computador, mas considera a presença do professor, que 
atua como intermediador, alçando as curiosidades para o estudo 
(Coutinho, 2022). Papert (2008) critica a falta de preocupação 
com a “arte de aprender” nas instituições de ensino, que se 
 
114 
 
concentram na “arte de ensinar”, embora considere ambas 
importantes para o processo de aprendizagem. 
A teoria de Piaget sobre a assimilação aborda aconstrução 
de esquemas mentais para entender a realidade. A teoria clássica, 
por sua vez, busca apresentar o conhecimento como verdadeiro e 
não questionável (Durval, 2016). A teoria progressiva, 
influenciada por John Dewey, valoriza a experiência das crianças 
na construção do conhecimento. Dewey acreditava que a 
educação deveria ser um espaço de vivência de princípios 
democráticos, mais do que uma preparação para a vida 
ocupacional adulta. A teoria tecnocrática, de acordo com Tyler, 
foca na organização e desenvolvimento do ensino, buscando 
otimizar a eficiência da aprendizagem. 
As Teorias Críticas questionam os pressupostos dos 
arranjos social e educacional, desenvolvendo conceitos para 
compreender o que o currículo faz. As Teorias Pós-Críticas, por 
sua vez, são denominadas “teorias da desconfiança” e questionam 
as formas dominantes de conhecimento, destacando o resultado 
do currículo e a relação entre poder e conhecimento. No decorrer 
dos tempos, houve uma evolução nas transformações didáticas e 
pedagógicas, começando com metodologias de ensino 
tradicionais e avançando para modelos construtivistas e 
interdisciplinares, mostrando que uma abordagem baseada em 
conteúdos disciplinares não é suficiente para resolver os 
problemas que envolvem a educação pública (Mugnol, 2019). 
Diante das transformações sociais, culturais e 
educacionais do país, a escola deve adotar um ensino que 
promova uma visão integral do aluno, agregando teorias com o 
cotidiano para facilitar o aprendizado cognitivo. O método 
conteudista, que se concentra na transmissão de conteúdos, não é 
 
115 
 
adequado para o processo ensino-aprendizado. Assim, 
instituições de ensino têm se integrado ao mundo virtual, em que 
as tecnologias são parte integrante da rotina escolar. 
É essencial que o professor se mantenha atualizado, 
buscando formação continuada que lhe permita adaptar-se às 
exigências da educação, considerando os fatores econômicos, 
políticos e culturais que o envolvem (Melo; Santos, 2020). Para 
alcançar essa modernização, é necessário que o professor conheça 
práticas pedagógicas contextualizadas, utilize instrumentos de 
trabalho e metodologias diversificadas. A formação contínua 
pode ser promovida através de ciclos de palestras, simpósios, 
eventos culturais e capacitações, entre outros. 
 
TECNOLOGIAS DIGITAIS E IMPLICAÇÕES PARA O 
TRABALHO DOCENTE 
A presença das Tecnologias Digitais de Informação e 
Comunicação (TDIC) nos processos educacionais está se 
tornando cada vez mais significativa, impactando a economia, o 
trabalho, o lazer e o ambiente doméstico (Costa Junior et al., 
2023). Na sociedade da informação e do conhecimento, a 
docência busca aprimorar o processo educativo, utilizando 
tecnologias como ciberespaço e educação a distância. Assim 
como retroprojetores, slides e Datashow foram incorporados 
anteriormente para melhorar a qualidade do ensino, a IA está 
revolucionando a didática ao oferecer soluções como tutores 
virtuais personalizados, análise de dados educacionais para 
identificar necessidades dos alunos, e plataformas de 
aprendizagem que ajustam o conteúdo com base no desempenho 
individual. 
 
116 
 
Para os docentes, cabe o papel de aprimorar o 
conhecimento já existente em uma sociedade onde as ideias são 
valorizadas como capital. As TDIC popularizaram-se como um 
conjunto de tecnologias e métodos de comunicação, 
caracterizando-se por agilizar e tornar menos palpável o conteúdo 
da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em 
redes mediadas por computadores. 
A transformação da sala de aula com a tecnologia 
promove uma gestão mais flexível, movendo-se para uma 
abordagem mais colaborativa, conforme apontado por Duque et 
al. (2023). Nesse cenário, ferramentas baseadas em inteligência 
artificial ajudam na organização e administração das instituições, 
desde a otimização do uso dos espaços escolares até a gestão de 
recursos e dados educacionais. A integração de tecnologias 
digitais, como sistemas de IA, nas salas de aula e bibliotecas 
fortalece a conexão entre mídias, softwares e bancos de dados, 
promovendo um ambiente de aprendizagem mais dinâmico. 
A partir do final do século XX, o Brasil iniciou uma 
expansão da educação a distância, começando com o ensino pelo 
rádio. Nos anos 1990, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) 
regularizou a política educacional à distância. Bertoncellos et al. 
(2010) destacam que o avanço das TDIC tem contribuído para o 
sucesso da educação a distância (EaD). Apesar dos avanços 
tecnológicos na educação, o Brasil ainda está aquém da 
globalização educacional, em que o ensino a distância, demonstra 
uma evolução educacional com formação pluralista. 
Portanto, a evolução da educação brasileira tem 
demonstrado melhorias na qualidade da pesquisa, ensino e 
extensão (Costa Junior et al., 2023). Nesse contexto, a 
Inteligência Artificial se torna um componente fundamental para 
 
117 
 
o progresso no setor educacional. Aqueles que não se adaptarem 
a essas modalidades de ensino, que incluem a incorporação da IA 
correm o risco de ficar à margem do mercado educacional. A falta 
de atualização e adaptação pode levar à obsolescência, enquanto 
a integração da IA e outras tecnologias representa uma 
oportunidade para destacar-se no campo educacional. 
Diante das novas tecnologias, a formação dos educadores 
torna-se essencial para o desenvolvimento dos objetivos 
educacionais. O ensino tradicional precisa ser reformulado, 
abandonando a aula expositiva e adotando abordagens que 
utilizem os recursos disponíveis para uma aprendizagem 
consciente (Rostas, 2019). Nesse cenário, ferramentas baseadas 
em Inteligência Artificial, como o ChatGPT, podem apoiar os 
educadores na personalização do ensino, fornecendo recursos 
interativos para esclarecer dúvidas e criar experiências de 
aprendizagem mais envolventes. Assim, ao incorporar essas 
ferramentas, os educadores podem promover uma aprendizagem 
que aproveite ao máximo os recursos para superar as limitações 
do ensino tradicional. 
Os recursos tecnológicos devem ser vistos como 
ferramentas para uma prática pedagógica que respeite a 
individualidade dos alunos e suas raízes culturais, abandonando a 
padronização educacional. A integração das modalidades 
presencial e a distância busca oferecer uma educação superior de 
qualidade a um número maior de pessoas. A EaD proporciona 
uma forma de ver e viver o mundo, redefinindo o que constitui 
aprender e ensinar. Permite a contextualização da informação, 
mediada pela cultura construída e possibilita ao aluno flexibilizar 
seu tempo de estudo e escolher as ferramentas de aprendizagem 
mais adequadas ao seu perfil. Nesse contexto, a Inteligência 
 
118 
 
Artificial, contribui ao enriquecer a experiência de aprendizagem 
ao permitir que todos, independentemente de sua localização ou 
situação, tenham acesso a informações e suporte educacional de 
qualidade. 
As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação 
(TDICs) são utilizadas na Educação a Distância (EaD) como 
ferramentas de aprendizagem. Pereira e Bertoncellos (2010) 
ressaltam a importância de utilizar essas tecnologias para mediar 
o aprendizado, mas enfatizam que a tecnologia deve ser vista 
como um apoio ao ensino, e não como o processo educativo em 
si. A tecnologia potencializa o sujeito na busca do conhecimento, 
permitindo uma assimilação mais rápida do conteúdo. De acordo 
com os autores, a escola brasileira precisa capacitar os professores 
para integrar a informatização ao ensino. Nesse cenário, conforme 
Duque et al (2023) as ferramentas de Inteligência Artificial 
facilitam o acesso a informações e recursos, promovendo uma 
integração mais eficaz das TDICs, alinhada às exigências 
contemporâneas e ao potencial da tecnologia para promover uma 
aprendizagem mais autônoma. 
Apesar das facilidades oferecidaspela tecnologia, o 
objetivo de proporcionar uma educação de qualidade permanece 
o mesmo da modalidade presencial. O diferencial está no acesso 
ao conhecimento, com a sala de aula tradicional sendo substituída 
pela sala virtual. Pereira e Bertoncellos (2010) descrevem o 
ciberespaço como um “mundo virtual” que não tem definição 
geográfica e cuja concretude depende da participação ativa de 
alunos e tutores, e aproximando o conhecimento do professor e 
do aluno. 
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é eficaz para 
o sucesso da aprendizagem. A interação do aluno com o ambiente, 
 
119 
 
participação em fóruns e visualização de conteúdos são 
fundamentais para uma aprendizagem plena (Durval, 2016). 
Rostas (2019) destaca a importância de uma formação docente 
organizada em torno da exploração colaborativa. A formação para 
o uso das TDICs no contexto escolar deve implementar projetos 
que desenvolvam uma “organização ou comunidade aprendiz”, 
permitindo que as pessoas evoluam. 
Para que a escola se transforme em uma organização 
aprendiz, é necessário construir módulos com o apoio de 
especialistas externos, que ajudem a desenvolver projetos sob 
medida. Assunção et al (2024) sugerem que os professores devem 
se sentir responsáveis pelos resultados de seus alunos e pela sua 
formação, explorando metodologias didáticas e pedagógicas para 
enfrentar os desafios impostos pelas TDICs. 
A participação em projetos escolares não é um fim em si 
mesma, mas um componente da formação profissional que 
transforma os professores em agentes de mudança. Mugnol 
(2019) argumenta que a construção de projetos funciona como um 
catalisador da ação coletiva e um analista do estabelecimento 
como um sistema social complexo, um ambiente de trabalho e de 
relações emocionais. Portanto, a formação profissional em um 
ambiente escolar em constante transformação deve envolver 
responsabilidade individual e coletiva, criação de uma rede de 
competências e uma formação contínua adaptada às necessidades 
emergentes. 
 
A EVOLUÇÃO DIDÁTICA E O ENSINO: NECESSIDADES 
DE MUDANÇA 
O processo de preparação do professor para o ensino 
envolve o desenvolvimento de habilidades técnicas, emocionais, 
 
120 
 
cognitivas, mentais e físicas. A complexidade do papel do 
educador exige uma postura que busque a integralidade possível 
em sua atuação. No entanto, enquanto se exige uma constante 
adaptação dos professores, há um movimento para maior 
responsabilização do aluno. A descentralização e o acesso ao 
conhecimento podem parecer benéficos, mas, na prática, afastam 
a responsabilidade do processo educacional do professor, que 
pode resultar em um ambiente desordenado, onde os interesses de 
lucro de outras instâncias sociais prejudicam o desenvolvimento 
ordenado e a valorização do sujeito (Duque et al., 2023). 
Santos (2016) destaca que a limitação das teorias 
pedagógicas e a descaracterização do campo teórico da pedagogia 
enfraquecem a prática pedagógica, resultando em perda de 
direcionamento para uma educação de qualidade, mergulhando a 
profissão docente em incertezas. A autonomia, portanto, precisa 
ser equilibrada com uma base de orientação. A falta de preparação 
para novas gerações e possibilidades tecnológicas demonstra uma 
falha que deixa alunos e jovens desorientados, o que reflete um 
impasse social e educacional, indicando que a mentalidade 
humana ainda não compreendeu o que é preciso progredir e deixar 
legados. 
O educador deve buscar oportunidades para ressignificar 
sua profissão. A capacidade de aprender a aprender é necessário, 
assim como a habilidade de se reconstruir. O magistério requer 
uma formação teórico-prática, integrando conhecimentos 
acadêmicos com a prática docente (Salgado; Salgado, 2022). 
Libâneo et al., (2007) enfatiza a importância de um professor que 
pense e aja com base em uma formação reflexiva. 
Para Vasconcelos (2015), a didática é considerada uma 
ciência do ensino que transforma a teoria em prática, facilitando 
 
121 
 
a mediação do conhecimento. Libâneo et al., (2007) define a 
didática como a teoria do ensino, mediando entre a prática 
docente. A formação do educador deve englobar tanto a formação 
teórica e científica quanto a técnico-prática, sendo capaz de 
refletir sua prática com base em uma formação sólida. Luckesi 
(2004) sugere uma reavaliação dos métodos de ensino e da 
didática, criticando o fato de que reflete o senso comum 
ideológico dominante, em vez de promover uma compreensão 
filosófica da educação. Da Silva; De Oliveira e Da Silva (2024) 
acrescentam que a didática deve ajudar o professor a pensar sobre 
o que e como ensinar para alcançar os melhores resultados e 
orientar os alunos. 
Assunção et al (2024) distinguem entre professores 
tradicionais, que seguem métodos de memorização e imitação, e 
professores progressistas, que estão em sintonia com o 
conhecimento e se dedicam à pesquisa e à extensão. Comênio 
(2008) descreve os professores como desempenhando múltiplos 
papéis, desde o educador até o assistente social. Hoff (2007) 
argumenta que a essência da profissão docente reside na prática 
pedagógica, onde o professor, além de ensinar, educa para a vida. 
Nesse caso, Costa Junior et al (2023) veem o professor como o 
“combustível” da educação, essencial para o processo de ensino 
e aprendizagem, mas que depende de fatores para concretizar sua 
função educativa. 
A formação continuada cumpre seu papel na valorização 
dos esforços dos professores, proporcionando um espaço para 
compartilhar experiências positivas, buscar soluções e discutir 
práticas pedagógicas com base na literatura (Melo; Santos, 2020). 
A perspectiva de Nóvoa (2009), conforme apresentado por 
Veraldo et al. (2009), defende a formação crítico-reflexiva, onde 
 
122 
 
práticas educativas eficazes surgem da reflexão e troca de 
experiências entre os colegas. Nóvoa (2009) argumenta que a 
autonomia do professor e o reconhecimento das diferenças sociais 
são fundamentais para essa reflexão, sugerindo que o professor 
deve ter condições objetivas de trabalho para efetivar sua função 
de mediação entre o conhecimento e o aluno. 
Além das pedagogias do Apreender a Aprender e do 
professor reflexivo, o Multiculturalismo tem surgido como uma 
influência na didática contemporânea, embora não constitua uma 
pedagogia formal (Mugnol, 2019). O multiculturalismo, que 
ganhou força no Brasil com os Parâmetros Curriculares Nacionais 
(PCNs) do MEC em 1997, incentiva a discussão sobre raça, 
etnias, gêneros e religiões, refletindo a necessidade de considerar 
a diversidade na educação. Libâneo et al., (2007) destaca que os 
professores são agentes na transformação dos processos 
pedagógicos, didáticos, curriculares e organizacionais, e observa 
que há uma demanda por mudanças na identidade profissional e 
nas formas de trabalho dos professores, em resposta às 
transformações no mundo do trabalho. 
As mudanças no trabalho docente estão relacionadas às 
exigências de sensibilidade, criatividade, solidariedade social, 
qualidade de vida, reconhecimento da diversidade cultural e 
preservação do meio ambiente (Coutinho, 2022) que impactam os 
saberes pedagógicos e didáticos, métodos de ensino e técnicas. A 
formação continuada surge como um instrumento para apoiar o 
trabalho docente, enfrentando problemas reais e promovendo um 
desenvolvimento profissional que se alinha as necessidades 
contemporâneas da educação. 
 
 
 
123 
 
TECNOLOGIAS DIGITAIS NA FORMAÇÃO DOCENTE 
As tecnologias digitais têm o potencial de enriquecer o 
desenvolvimento pessoal de professores e alunos. Contudo, sua 
introdução no ambiente educacional tem sido percebida de 
maneira controversa. Para alguns, a integração dessas tecnologias 
é interessante; para outros, é vista como invasiva, com potenciais 
efeitos negativos (Durval, 2016). Silva, Salazar e Arruda (2019) 
apontamque o uso excessivo das tecnologias digitais pode 
prejudicar funções efetivas para a aprendizagem, resultando em 
problemas como dispersão da atenção, agravamento de síndromes 
como déficit de atenção e hiperatividade, problemas de 
linguagem, além de questões de identidade e comunidade. 
Marinho (2005) destaca implicações práticas relacionadas 
à atuação profissional dos docentes, classificando-as em quatro 
aspectos: autonomia e controle, intensificação do trabalho 
docente, diversificação da categoria docente e impactos no 
trabalho pedagógico. As tecnologias não devem servir para 
controlar o trabalho docente, mas para facilitar a aplicação de 
metodologias que tornem o trabalho mais criativo. 
Embora as tecnologias digitais ofereçam possibilidades de 
personalização no ensino, também têm a capacidade de capturar 
e controlar informações pessoais, o que pode promover ideologias 
associadas ao sistema capitalista (Mugnol, 2019). Nesse contexto, 
Castellar e Kenski (2021) destacam que o Design Instrucional 
procura adaptar as tecnologias ao processo de ensino, 
desenvolvendo técnicas apropriadas para otimizar a 
aprendizagem com base nos interesses dos usuários. Este ponto 
de vista corrobora com a análise de Mugnol (2019) na medida em 
que reconhece a importância de usar tecnologias de maneira 
crítica. 
 
124 
 
Marinho (2005) reflete sobre o impacto das tecnologias no 
trabalho docente, destacando a necessidade de adaptação às 
demandas e a relação entre tecnologia e aumento da produção. A 
crescente desvalorização da prática docente e a pressão por uma 
formação voltada para o mercado de trabalho podem 
desconsiderar a análise ética, impactando a essência do ensino. 
Corrobora-se com a reflexão de Marinho (2005) no entendimento 
de que, no caso da inteligência artificial, é possível a 
desvalorização do trabalho docente, tendo em vista que o uso 
dessa ferramenta pode contribuir para uma visão mecanicista da 
educação. Se não for gerida, essa tendência pode levar à 
diminuição do papel criativo dos professores, substituindo 
aspectos da prática pedagógica por soluções tecnológicas que 
priorizam padronização em vez de humanização do ensino. 
Assim, enquanto a IA oferece ferramentas de apoio, é preciso que 
seu uso seja equilibrado com a valorização da prática docente 
como um agente de transformação. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Este estudo explorou a relação entre teorias de 
aprendizagem, formação docente e a integração das tecnologias 
digitais no contexto educacional. A análise abordou aspectos 
críticos da profissão docente, desde as habilidades e competências 
necessárias para uma formação de qualidade até os desafios 
impostos pelas inovações tecnológicas. Observamos a 
desconexão entre a formação teórica dos professores e sua prática 
em sala de aula, no uso das tecnologias da informação e 
comunicação. Essa lacuna revela a necessidade de uma formação 
contínua que contemple o domínio técnico e uma compreensão 
epistemológica dos saberes profissionais. 
 
125 
 
A evolução das tecnologias digitais, marcada pela 
inteligência artificial, trouxe novas possibilidades ao ambiente 
educacional. A análise destacou que, embora as tecnologias 
ofereçam ferramentas para a personalização do ensino e a 
automação de tarefas, seu uso eficaz depende da capacidade dos 
professores de transformar informações virtuais em ações 
concretas. A metodologia crítica e a abordagem histórico-
dialética na educação oferecem alternativas para superar os 
limites das metodologias tradicionais, promovendo uma visão 
integral do aluno. A integração da educação a distância e das TICs 
mostra-se essencial para expandir o acesso à educação de 
qualidade. 
A formação contínua dos professores, apoiada por uma 
didática reflexiva, é fundamental para enfrentar os desafios do 
ensino na era digital. A incorporação de ferramentas baseadas em 
IA, como o ChatGPT, pode contribuir para uma educação 
personalizada, potencializando a capacidade dos professores de 
adaptar-se às necessidades dos alunos. Por fim, o estudo enfatiza 
que é preciso que os educadores desenvolvam uma postura crítica, 
capaz de integrar as inovações tecnológicas com práticas 
pedagógicas que respeitem a individualidade dos alunos. 
 
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https://www.scielo.br/j/ea/a/jPn3NkF6dYx8b56V8snsnQf/?lang=pt
 
131 
 
CAPÍTULO VI 
ANÁLISE DOS DESAFIOS DA GESTÃO 
ESCOLAR NO CONTEXTO ATUAL 
ANALYSIS OF THE CHALLENGES OF SCHOOL MANAGEMENT 
IN THE CURRENT CONTEXT 
Marciel Alan Freitas de Castro 
https://orcid.org/0000-0003-3170-7626 
Rita de Cássia Soares Duque 
 https://orcid.org/0000-0002-5225-3603 
Reginaldo Leandro Placido 
https://orcid.org/0000-0001-5608-2621 
Cássia Rozária da Silva Souza 
https://orcid.org/0000-0001-9790-3713 
Jonathan Jardim da Silva 
https://orcid.org/0009-0003-9708-2347 
Caroline da Silva de Souza 
https://orcid.org/0009-0009-5591-9958 
Noemi Denardin Ferreira 
https://orcid.org/0009-0002-9505-8776 
Ana Fausta Holanda Napolessi Zaben 
https://orcid.org/0009-0002-2673-4101 
 
INTRODUÇÃO 
A gestão escolar desempenha um papel vital no 
desenvolvimento de um ambiente educacional eficaz e eficiente. 
No contexto atual, marcado por rápidas mudanças tecnológicas, 
diversidade crescente nas salas de aula e novas demandas sociais 
e econômicas, os gestores escolares enfrentam uma série de 
desafios complexos e multifacetados. A educação, sendo um pilar 
fundamental para o desenvolvimento de sociedades justas e 
https://orcid.org/0000-0003-3170-7626
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
https://orcid.org/0000-0001-5608-2621
https://orcid.org/0000-0001-9790-3713
https://orcid.org/0009-0003-9708-2347
https://orcid.org/0009-0009-5591-9958
https://orcid.org/0009-0002-9505-8776
https://orcid.org/0009-0002-2673-4101
 
132 
 
igualitárias, exige que a gestão escolar seja dinâmica e adaptável, 
capaz de responder às necessidades de todos os seus stakeholders. 
No cenário contemporâneo, a gestão escolar transcende a 
simples administração de recursos e processos. Segundo Luck 
(2018) a gestão escolar deve ser compreendida como uma ação 
estratégica que envolve planejamento, execução e avaliação 
contínua de práticas pedagógicas e administrativas. A relevância 
desta área é ainda mais acentuada pela necessidade de promover 
a inclusão, assegurar a qualidade do ensino e preparar os alunos 
para um futuro incerto e cheio de mudanças. As escolas não são 
apenas lugares de transmissão de conhecimento, mas ambientes 
onde se desenvolvem competências emocionais, sociais e 
culturais. 
Embora haja uma vasta literatura sobre os desafios da 
gestão escolar, muitas vezes, as análises carecem de uma 
abordagem integradora que contemple as múltiplas facetas do 
problema, desde os aspectos administrativos até os pedagógicos, 
tecnológicos e socioemocionais. Segundo Veiga (2019) a maioria 
dos estudos tende a focar em apenas um desses aspectos, o que 
limita a compreensão completa dos desafios enfrentados pelos 
gestores escolares. Esta lacuna aponta para a necessidade de uma 
análise mais holística e detalhada, que possa oferecer uma visão 
abrangente e integrada da gestão escolar no contexto atual. 
Este capítulo pretende analisar os principais desafios da 
gestão escolar no contexto atual, discutindo estratégias que 
podem ser adotadas para enfrentá-los de maneira eficaz. Busca-
se oferecer uma visão abrangente que contemple os aspectos 
administrativos, pedagógicos, tecnológicos e socioemocionais da 
gestão escolar. Além disso, pretende-se identificar práticas 
 
133 
 
inovadoras e bem-sucedidas que possam ser replicadas ou 
adaptadas em diferentes contextos educacionais. 
A justificativa para a elaboração deste capítulo reside na 
importância de compreender e enfrentar os desafios da gestão 
escolar de maneira integrada e eficaz. A gestão escolar não só 
influencia diretamente a qualidade do ensino, mas também afeta 
o bem-estar dos alunos e dos profissionais da educação. Segundo 
Heloisa Luck (2018) a gestão eficaz é crucial para a 
implementação de políticas educacionais que visam a inclusão e 
a equidade. Portanto, uma análise aprofundada e bem 
fundamentada dos desafios da gestão escolar pode contribuir 
significativamente para a melhoria da educação como um todo. 
Para alcançar os objetivos propostos, este capítulo 
utilizará a revisão de literatura como principal método de 
pesquisa. A revisãode literatura permite uma compreensão 
aprofundada dos desafios da gestão escolar, baseando-se em 
estudos e teorias já estabelecidos. Este método é particularmente 
adequado para explorar as múltiplas facetas dos desafios da 
gestão escolar, permitindo uma análise detalhada e fundamentada. 
A revisão de literatura será realizada em três etapas principais: 
1. Seleção das Fontes: Serão selecionadas fontes relevantes 
e atuais, incluindo livros, artigos acadêmicos, teses e dissertações, 
além de documentos oficiais de órgãos de educação. A seleção 
será baseada na relevância e na qualidade das fontes, garantindo 
uma base sólida para a análise. 
2. Análise dos Conteúdos: A análise será conduzida para 
identificar os principais desafios apontados na literatura, bem 
como as estratégias sugeridas para enfrentá-los. Será dada 
especial atenção às obras de autores renomados na área de gestão 
escolar, como Luck (2018), Veiga (2019) e Libâneo (2012). 
 
134 
 
3. Síntese das Informações: A síntese das informações 
permitirá a construção de uma visão integrada dos desafios da 
gestão escolar, destacando as interrelações entre os diferentes 
aspectos abordados. Esta síntese servirá de base para a 
estruturação das subseções do capítulo. 
A estrutura do capítulo será organizada para proporcionar 
uma análise detalhada e coerente dos desafios da gestão escolar. 
O capítulo será dividido nas seguintes seções: introdução, que 
incluirá a contextualização do tema, a relevância da gestão escolar 
no contexto atual, a identificação de lacunas, os objetivos do 
capítulo, a justificativa, a descrição dos métodos de pesquisa e a 
estrutura do capítulo. 
Metodologia, que detalhará os métodos de pesquisa 
utilizados, a revisão de literatura e a análise e síntese dos dados. 
Desafios Administrativos, abordando o planejamento e 
organização, a gestão de recursos humanos e materiais, e as 
exigências legais e burocráticas. 
Desafios Pedagógicos, discutindo a formação e 
capacitação de professores, a implementação de novas 
metodologias de ensino, e a inclusão de alunos com necessidades 
educacionais especiais (NEE). 
Desafios Tecnológicos, que tratará da integração de 
tecnologias na sala de aula, da capacitação tecnológica de 
professores e alunos, e da infraestrutura tecnológica. 
Desafios Socioemocionais, explorando a saúde mental de 
alunos e professores, a criação de um ambiente escolar acolhedor 
e inclusivo, e o relacionamento com a comunidade e famílias. 
Conclusão, que resumirá os principais pontos discutidos, 
apresentará as implicações práticas e teóricas, e sugerirá possíveis 
áreas para futuras pesquisas; e, finalmente, a seção de 
 
135 
 
Referências, que listará todas as referências utilizadas conforme 
as normas da ABNT 2023. 
Com a contextualização do tema, a relevância da gestão 
escolar no contexto atual, a identificação das lacunas na literatura, 
os objetivos claros do capítulo e a justificativa bem estabelecida, 
passamos agora para a descrição detalhada da metodologia 
utilizada para a elaboração deste capítulo. 
A metodologia será centrada na revisão de literatura, que 
fornecerá a base teórica e empírica necessária para a análise dos 
desafios da gestão escolar. Na próxima seção, detalharemos os 
procedimentos adotados para a seleção, análise e síntese das 
fontes utilizadas, garantindo a rigorosidade e a profundidade da 
análise apresentada. 
 
METODOLOGIA 
A metodologia deste capítulo é baseada em uma revisão 
de literatura, que se mostrou a abordagem mais adequada para 
explorar os múltiplos desafios da gestão escolar de forma 
abrangente e fundamentada. A revisão de literatura permite reunir, 
analisar e sintetizar informações provenientes de diversas fontes, 
oferecendo uma visão consolidada e detalhada sobre o tema (Gil, 
2008). Este método é particularmente eficaz para identificar 
padrões, temas recorrentes e lacunas na literatura existente, bem 
como para embasar as discussões e conclusões com evidências 
robustas. 
A revisão de literatura foi conduzida em três etapas 
principais: seleção das fontes, análise dos conteúdos e síntese das 
informações. Cada uma dessas etapas foi realizada com rigor 
metodológico para assegurar a qualidade e a relevância das 
informações obtidas. 
 
136 
 
1. Seleção das Fontes 
A seleção das fontes foi realizada com base em critérios 
de relevância, atualidade e qualidade. Foram incluídos livros, 
artigos acadêmicos, teses e dissertações, além de documentos 
oficiais de órgãos de educação. A pesquisa bibliográfica foi 
conduzida em bases de dados acadêmicas reconhecidas, como 
Google Scholar, Scielo, e periódicos especializados em educação 
e gestão escolar. Autores renomados na área, como Luck (2018), 
Veiga (2019) e Libâneo (2012), foram priorizados para garantir 
uma base teórica sólida. 
2. Análise dos Conteúdos 
A análise dos conteúdos envolveu a leitura crítica e 
sistemática das fontes selecionadas. Os textos foram examinados 
para identificar os principais desafios da gestão escolar, bem 
como as estratégias sugeridas para enfrentá-los. Foram utilizadas 
técnicas de análise de conteúdo para categorizar e codificar as 
informações, permitindo a identificação de padrões e temas 
recorrentes. A análise foi orientada pelas seguintes questões de 
pesquisa: 
• Quais são os principais desafios administrativos 
enfrentados pelos gestores escolares? 
• Quais são os desafios pedagógicos mais recorrentes na 
gestão escolar? 
• Como a tecnologia impacta a gestão escolar e quais são os 
desafios tecnológicos? 
• Quais são os desafios socioemocionais enfrentados por 
alunos e professores? 
3. Síntese das Informações 
A síntese das informações permitiu a construção de uma 
visão integrada dos desafios da gestão escolar. As informações 
 
137 
 
foram organizadas em categorias temáticas, correspondentes às 
subseções do capítulo. Esta síntese forneceu uma base estruturada 
para a redação do capítulo, garantindo que todos os aspectos 
críticos fossem abordados de maneira coesa e detalhada. 
Embora a revisão de literatura seja um método eficaz para 
compreender os desafios da gestão escolar, ela possui algumas 
limitações. Uma das principais limitações é o potencial viés na 
seleção das fontes, uma vez que a revisão depende da 
disponibilidade e acesso a materiais publicados. Para mitigar essa 
limitação, foi adotada uma abordagem sistemática na seleção das 
fontes, utilizando bases de dados reconhecidas e priorizando 
estudos de alta relevância e qualidade. 
Outra limitação é a falta de dados empíricos diretos, uma 
vez que a revisão de literatura se baseia em estudos e relatos de 
outros pesquisadores. Para compensar essa limitação, a análise 
buscou incluir uma diversidade de perspectivas e contextos, 
garantindo uma visão abrangente dos desafios enfrentados na 
gestão escolar. 
 
DESENVOLVIMENTO 
DESAFIOS ADMINISTRATIVOS 
Os desafios administrativos da gestão escolar envolvem 
aspectos relacionados ao planejamento, organização e gestão de 
recursos. Libâneo (2004) destaca que o planejamento é uma das 
funções mais importantes da gestão escolar, pois permite definir 
objetivos, prever ações e avaliar resultados. No entanto, muitos 
gestores enfrentam dificuldades para realizar um planejamento 
eficaz, seja por falta de tempo, recursos ou capacitação. 
 
 
 
138 
 
PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO 
O planejamento e a organização são essenciais para o 
funcionamento eficiente de uma escola. A falta de um 
planejamento adequado pode levar a uma série de problemas, 
incluindo a falta de direção, a má utilização dos recursos e a 
incapacidade de alcançar os objetivos educacionais. De acordo 
com Luck (2009), o planejamento escolar deve ser um processo 
contínuo e dinâmico, que envolva todos os stakeholders da 
comunidade escolar, incluindo professores, alunos e pais. Isso não 
apenas garante que todos estejamalinhados com os objetivos da 
escola, mas também promove um senso de propriedade e 
responsabilidade compartilhada. 
Um dos principais desafios enfrentados pelos gestores 
escolares é a falta de capacitação específica em planejamento 
estratégico. Muitos gestores assumem seus cargos sem a 
formação necessária para desenvolver e implementar planos 
estratégicos eficazes. Segundo Libâneo (2004), é essencial que os 
gestores escolares tenham acesso a programas de formação 
continuada que os preparem para enfrentar os desafios do 
planejamento e da organização escolar. 
Além disso, o planejamento escolar deve ser flexível e 
adaptável às mudanças. No contexto atual, marcado por rápidas 
transformações tecnológicas e sociais, é crucial que os planos 
estratégicos sejam revistos e ajustados regularmente para garantir 
que a escola continue a atender às necessidades dos alunos e da 
comunidade. 
 
GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS 
A gestão de recursos humanos e materiais é outro desafio 
significativo para os gestores escolares. Paro (2015) argumenta 
 
139 
 
que a escassez de recursos financeiros e a dificuldade de atrair e 
reter profissionais qualificados são problemas recorrentes nas 
escolas brasileiras. A gestão eficaz dos recursos humanos envolve 
não apenas a contratação e retenção de professores e funcionários, 
mas também o desenvolvimento profissional contínuo e o suporte 
para garantir que todos os membros da equipe possam 
desempenhar suas funções de maneira eficaz. 
A motivação e o engajamento dos professores são 
fundamentais para o sucesso da escola. Segundo Libâneo (2004), 
os gestores devem criar um ambiente de trabalho positivo, que 
promova a colaboração e o desenvolvimento profissional. Isso 
pode incluir a oferta de oportunidades de formação continuada, o 
reconhecimento e a valorização do trabalho dos professores, e a 
promoção de um clima escolar positivo. 
A gestão de recursos materiais também é crucial. As 
escolas precisam de equipamentos e materiais adequados para 
oferecer uma educação de qualidade. Isso inclui desde recursos 
básicos, como livros e materiais didáticos, até tecnologias 
avançadas, como computadores e acesso à internet. A gestão 
eficaz dos recursos materiais envolve a aquisição, manutenção e 
atualização desses recursos, bem como a garantia de que sejam 
utilizados de maneira eficiente e eficaz. 
 
EXIGÊNCIAS LEGAIS E BUROCRÁTICAS 
As exigências legais e burocráticas representam um 
desafio adicional para os gestores escolares. A legislação 
educacional é complexa e está em constante mudança, o que exige 
dos gestores um conhecimento aprofundado das leis e 
regulamentos que afetam a operação das escolas. Além disso, os 
gestores precisam lidar com uma série de exigências burocráticas, 
 
140 
 
desde a prestação de contas até a elaboração de relatórios e o 
cumprimento de normas de segurança e saúde. 
Paro (2015) destaca que muitas dessas exigências podem 
ser extremamente onerosas, especialmente para escolas com 
recursos limitados. A burocracia pode consumir tempo e recursos 
que poderiam ser melhor utilizados em atividades pedagógicas e 
no suporte aos alunos e professores. 
Para lidar com essas exigências, é fundamental que os 
gestores desenvolvam habilidades administrativas e 
conhecimentos específicos em legislação educacional. Isso pode 
ser alcançado por meio de formação continuada e da colaboração 
com outros profissionais da área. Além disso, a simplificação dos 
processos burocráticos e a adoção de tecnologias que facilitem a 
gestão administrativa podem ajudar a reduzir a carga de trabalho 
dos gestores e liberar mais tempo para se concentrar em aspectos 
pedagógicos e de suporte aos alunos. 
Em resumo, os desafios administrativos na gestão escolar 
são muitos e variados. Eles exigem dos gestores uma combinação 
de habilidades estratégicas, administrativas e interpessoais, bem 
como um compromisso contínuo com o desenvolvimento 
profissional e a melhoria da qualidade da educação. Ao abordar 
de forma eficaz esses desafios, os gestores podem criar um 
ambiente escolar que promove a aprendizagem, o 
desenvolvimento e o bem-estar de todos os membros da 
comunidade escolar. 
 
DESAFIOS PEDAGÓGICOS 
A formação e capacitação de professores são pilares 
fundamentais para a qualidade do ensino e o sucesso da gestão 
escolar. Gatti (2010) aponta que a formação inicial dos 
 
141 
 
professores no Brasil ainda apresenta lacunas significativas, o que 
impacta diretamente na qualidade da educação oferecida. A 
formação continuada, por sua vez, é essencial para garantir que 
os professores estejam sempre atualizados com as novas 
metodologias de ensino e as demandas do século XXI. 
O desafio da formação e capacitação de professores inclui 
não apenas a oferta de cursos e treinamentos, mas também a 
criação de uma cultura de aprendizagem contínua dentro das 
escolas. Os gestores escolares devem promover um ambiente 
onde os professores se sintam encorajados a buscar 
desenvolvimento profissional e a compartilhar conhecimentos 
entre si. A falta de recursos financeiros e de tempo, no entanto, 
muitas vezes impede a realização de programas de capacitação 
eficazes (Libâneo, 2004). 
Além disso, a formação dos professores deve ser alinhada 
com as necessidades específicas dos alunos e da comunidade 
escolar. Isso requer uma abordagem personalizada e 
contextualizada, que considere as características regionais e as 
particularidades de cada escola. Paro (2015) enfatiza que os 
programas de formação devem ser desenvolvidos em parceria 
com universidades e instituições de ensino superior, garantindo a 
qualidade e a relevância dos conteúdos abordados. 
A implementação de novas metodologias de ensino é um 
desafio constante para os gestores escolares. No contexto atual, 
metodologias como a aprendizagem ativa, o ensino híbrido e a 
educação baseada em projetos têm ganhado destaque por 
promoverem uma aprendizagem mais significativa e engajadora. 
Moran (2018) destaca que essas metodologias requerem uma 
mudança de paradigma educacional, onde o foco passa a ser o 
aluno como protagonista do seu próprio aprendizado. 
 
142 
 
Para que essas metodologias sejam implementadas com 
sucesso, é necessário um planejamento cuidadoso e um suporte 
contínuo aos professores. Isso inclui a oferta de formação 
específica, o acompanhamento do processo de implementação e a 
disponibilização de recursos didáticos adequados. Além disso, é 
fundamental que os gestores escolares atuem como líderes 
pedagógicos, incentivando a inovação e a experimentação nas 
práticas docentes. 
Um dos principais obstáculos para a implementação de 
novas metodologias de ensino é a resistência à mudança por parte 
dos professores e demais membros da comunidade escolar. 
Mantoan (2015) argumenta que essa resistência pode ser superada 
por meio de um processo de sensibilização e envolvimento, onde 
todos os stakeholders são convidados a participar ativamente das 
mudanças propostas. A criação de espaços para a troca de 
experiências e a reflexão coletiva também é crucial para o sucesso 
dessas iniciativas. 
A inclusão de alunos com necessidades educacionais 
especiais (NEE) é um desafio significativo para a gestão escolar. 
A legislação brasileira, como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), 
estabelece que todas as escolas devem garantir o acesso e a 
permanência de alunos com NEE, oferecendo as adaptações 
necessárias para atender às suas necessidades específicas 
(Mantoan, 2015). 
No entanto, a inclusão efetiva desses alunos vai além das 
adaptações físicas e estruturais. Requer uma mudança de cultura 
organizacional e a capacitação específica dos profissionais da 
educação. Segundo Mantoan (2015), é fundamental que os 
professores recebam formação continuada em educação 
 
143 
 
inclusiva, aprendendo a utilizar estratégias pedagógicas 
diferenciadase a desenvolver materiais didáticos acessíveis. 
A inclusão de alunos com NEE também envolve a 
colaboração entre professores, gestores e especialistas, como 
psicopedagogos e terapeutas ocupacionais. Libâneo (2004) 
destaca que a gestão escolar deve promover um ambiente de 
trabalho colaborativo, onde todos os profissionais se sintam 
responsáveis pelo sucesso educacional de todos os alunos. A 
criação de planos educacionais individualizados (PEI) e a 
utilização de tecnologias assistivas são algumas das estratégias 
que podem contribuir para a inclusão desses alunos. 
Um dos principais desafios da inclusão de alunos com 
NEE é a falta de recursos financeiros e humanos. Muitas escolas 
não dispõem de profissionais especializados ou de equipamentos 
adequados para atender às necessidades desses alunos. Paro 
(2015) enfatiza a importância de políticas públicas que garantam 
o financiamento e o suporte necessário para a implementação da 
educação inclusiva. Além disso, a sensibilização da comunidade 
escolar e a promoção de uma cultura de respeito e valorização da 
diversidade são essenciais para o sucesso da inclusão. 
A gestão pedagógica envolve uma série de desafios que 
requerem uma abordagem integrada e colaborativa. A formação e 
capacitação de professores, a implementação de novas 
metodologias de ensino e a inclusão de alunos com necessidades 
educacionais especiais são aspectos fundamentais que devem ser 
considerados pelos gestores escolares. Ao enfrentar esses desafios 
de maneira eficaz, os gestores podem promover um ambiente de 
aprendizagem mais inclusivo e de qualidade, que atenda às 
necessidades de todos os alunos e contribua para a melhoria 
contínua da educação. 
 
144 
 
Em resumo, os desafios pedagógicos são complexos e 
multifacetados, exigindo dos gestores escolares uma atuação 
dinâmica e inovadora. A formação continuada, o apoio à 
implementação de novas metodologias e a promoção da inclusão 
são essenciais para garantir que todos os alunos tenham acesso a 
uma educação de qualidade. A colaboração entre todos os 
membros da comunidade escolar e o suporte de políticas públicas 
são fundamentais para enfrentar esses desafios e promover uma 
gestão escolar eficaz e transformadora. 
 
DESAFIOS TECNOLÓGICOS 
A integração de tecnologias na sala de aula é um dos 
principais desafios enfrentados pela gestão escolar no contexto 
atual. Moran (2018) ressalta que a incorporação efetiva das 
tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem requer 
uma mudança de paradigma educacional, onde as ferramentas 
digitais sejam vistas não apenas como recursos adicionais, mas 
como elementos centrais do processo pedagógico. 
Um dos principais obstáculos para a integração de 
tecnologias na sala de aula é a resistência à mudança por parte de 
professores e alunos. Muitos educadores ainda se sentem 
inseguros em relação ao uso das novas tecnologias e não sabem 
como integrá-las de maneira eficaz em suas práticas pedagógicas. 
Além disso, há a questão da formação inadequada, onde muitos 
professores não receberam treinamento suficiente para utilizar 
essas ferramentas de forma pedagógica. 
Para superar esse desafio, é fundamental que os gestores 
escolares promovam a formação contínua dos professores, 
capacitando-os para o uso das tecnologias digitais e mostrando-
lhes como essas ferramentas podem enriquecer o processo de 
 
145 
 
ensino-aprendizagem. Além disso, é importante que os gestores 
incentivem uma cultura de inovação dentro das escolas, onde os 
professores se sintam encorajados a experimentar novas 
metodologias e a compartilhar suas experiências e práticas bem-
sucedidas. 
A integração de tecnologias na sala de aula também requer 
um planejamento cuidadoso e a escolha de ferramentas que sejam 
adequadas às necessidades dos alunos e aos objetivos 
pedagógicos da escola. Libâneo (2004) destaca que a escolha das 
tecnologias deve ser feita de forma criteriosa, considerando não 
apenas o potencial pedagógico das ferramentas, mas também a 
facilidade de uso e a acessibilidade para todos os alunos. 
Exemplos Práticos: Escolas como a Escola Municipal de 
Educação Básica (EMEB) José Lima, em São Paulo, 
implementaram com sucesso o uso de tablets e aplicativos 
educacionais em suas salas de aula, resultando em um aumento 
significativo no engajamento dos alunos e na melhoria do 
desempenho acadêmico (Santos, 2021). 
A capacitação tecnológica de professores e alunos é outro 
desafio significativo na gestão escolar. Moran (2018) afirma que, 
para que as tecnologias digitais sejam realmente efetivas no 
processo de ensino-aprendizagem, é necessário que tanto 
professores quanto alunos estejam preparados para utilizá-las de 
maneira adequada. 
A formação dos professores é essencial para garantir que 
eles saibam como utilizar as tecnologias de forma pedagógica, 
integrando-as em suas práticas de ensino de maneira eficaz. Isso 
inclui não apenas o treinamento técnico, mas também o 
desenvolvimento de competências pedagógicas que permitam aos 
professores utilizarem as tecnologias para promover a 
 
146 
 
aprendizagem ativa e engajadora. Gatti (2010) aponta que a 
formação continuada é um elemento crucial para que os 
professores possam acompanhar as rápidas mudanças 
tecnológicas e incorporar novas ferramentas em suas práticas 
pedagógicas. 
Além da formação dos professores, é importante que os 
alunos também recebam capacitação tecnológica. Os alunos de 
hoje são nativos digitais e, em muitos casos, já têm familiaridade 
com diversas tecnologias. No entanto, é necessário que eles 
aprendam a utilizar essas ferramentas de forma crítica e 
responsável, desenvolvendo habilidades digitais que vão além do 
simples uso técnico. Isso inclui a capacidade de buscar e avaliar 
informações, colaborar com outros alunos em ambientes virtuais 
e utilizar as tecnologias para resolver problemas complexos. 
Os gestores escolares têm um papel fundamental na 
promoção da capacitação tecnológica de professores e alunos. 
Isso pode ser feito por meio da oferta de cursos e workshops, da 
criação de espaços de aprendizagem colaborativa e do incentivo 
ao uso de plataformas online para a formação continuada. Além 
disso, é importante que os gestores criem uma cultura de 
aprendizagem contínua, onde todos os membros da comunidade 
escolar se sintam encorajados a desenvolver suas habilidades 
tecnológicas e a compartilhar conhecimentos. 
Exemplos Práticos: O projeto “Tecnologia na 
Educação”, desenvolvido pela Secretaria de Educação do Estado 
de Pernambuco, capacitou mais de 1.000 professores em uso de 
tecnologias digitais, resultando em práticas pedagógicas mais 
inovadoras e no aumento da participação dos alunos (Alves, 
2022). 
 
 
147 
 
INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA 
A infraestrutura tecnológica é um aspecto crítico para a 
integração das tecnologias digitais no ambiente escolar. Paro 
(2015) destaca que, para que as tecnologias possam ser utilizadas 
de forma eficaz, é necessário que as escolas disponham de uma 
infraestrutura adequada, incluindo computadores, tablets, acesso 
à internet de alta velocidade e outros recursos tecnológicos. 
Um dos principais desafios em relação à infraestrutura 
tecnológica é a falta de recursos financeiros. Muitas escolas, 
especialmente aquelas em regiões mais carentes, não dispõem dos 
recursos necessários para adquirir e manter uma infraestrutura 
tecnológica adequada. Isso inclui não apenas a compra de 
equipamentos, mas também a manutenção e atualização desses 
recursos, que exigem investimentos contínuos. 
Para enfrentar esse desafio, é fundamental que os gestores 
escolares busquem parcerias e fontes de financiamento que 
possam apoiar a melhoria da infraestrutura tecnológica das 
escolas. Isso pode incluir parcerias com empresas de tecnologia, 
participação em programas governamentais e a busca de apoio de 
organizaçõesGESTÃO ESCOLAR NO 
CONTEXTO ATUAL 
Marciel Alan Freitas de Castro 
Rita de Cássia Soares Duque 
Reginaldo Leandro Placido 
Cássia Rozária da Silva Souza 
Jonathan Jardim da Silva 
Caroline da Silva de Souza 
Noemi Denardin Ferreira 
Ana Fausta Holanda Napolessi Zaben 
 
PÓSFACIO ............................................................................. 156 
 
INFORMAÇÕES SOBRE OS ORGANIZADORES ...................158 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
CAPÍTULO I 
O IMPACTO DA IA NO ENSINO A 
DISTÂNCIA: UMA ANÁLISE 
PROSPECTIVA 
The Impact of AI on Distance Learning: A Prospective Analysis 
Rita de Cássia Soares Duque 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603 
Rhadson Rezende Monteiro 
https://orcid.org/0000-0001-7992-6110 
Ivonete Telles Medeiros Placido 
https://orcid.org/0000-0002-1793-418X 
Isidro José Bezerra Maciel Fortaleza do Nascimento 
https://orcid.org/0009-0007-3645-1232 
Henrique Francisco Dias Araujo 
https://orcid.org/0009-0005-8682-432X 
Marlene de Almeida Leite. 
https://orcid.org/0009-0002-9643-8754 
Danyelli Baptista da Silva 
https://orcid.org/0009-0001-2533-3122 
 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-01 
 
INTRODUÇÃO 
A educação a distância tem se consolidado como uma 
modalidade essencial no cenário educacional contemporâneo, 
especialmente com os avanços tecnológicos que permitem um 
ensino mais acessível e flexível. Nos últimos anos, a Inteligência 
Artificial (IA) tem emergido como uma ferramenta poderosa 
capaz de transformar o ensino a distância, personalizando o 
aprendizado, proporcionando feedback em tempo real e criando 
ambientes de ensino adaptativos. 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
https://orcid.org/0000-0001-7992-6110
https://orcid.org/0000-0002-1793-418X
https://orcid.org/0009-0007-3645-1232
https://orcid.org/0009-0005-8682-432X
https://orcid.org/0009-0002-9643-8754
https://orcid.org/0009-0001-2533-3122
 
15 
 
A relevância do tema se intensificou durante a pandemia 
de COVID-19, que acelerou a adoção de tecnologias digitais em 
todos os níveis de ensino. A IA oferece a possibilidade de superar 
muitos dos desafios tradicionais do ensino a distância, como a 
falta de interação personalizada e a dificuldade de engajar os 
alunos remotamente. Figueiredo et al. (2023) destacam que a IA 
pode contribuir significativamente para a personalização do 
aprendizado e para a criação de ambientes educacionais mais 
autônomos. 
A literatura existente, como apontam Holmes e Porayska-
Pomsta (2023) destaca diversos benefícios da IA na educação a 
distância, incluindo a capacidade de adaptar o conteúdo às 
necessidades individuais dos alunos, automatizar tarefas 
administrativas e fornecer análises preditivas sobre o desempenho 
estudantil. No entanto, também existem desafios significativos, 
como questões éticas relacionadas à privacidade dos dados dos 
alunos e a necessidade de infraestrutura tecnológica adequada, 
conforme discutido por Yazdani Motlagh et al. (2023). 
Neste capítulo, exploraremos o impacto da IA no ensino a 
distância, abordando como essa tecnologia está transformando a 
educação, os benefícios e desafios associados à sua 
implementação, e as implicações éticas que devem ser 
consideradas. Utilizando uma abordagem metodológica robusta, 
analisaremos estudos de caso e exemplos práticos que ilustram a 
aplicação bem-sucedida da IA na educação a distância. 
Os objetivos deste capítulo incluem fornecer uma visão 
abrangente sobre o estado atual da IA no ensino a distância, 
identificar as melhores práticas e estratégias para a sua 
implementação e discutir as áreas que necessitam de pesquisa 
 
16 
 
futura para maximizar os benefícios dessa tecnologia na 
educação. 
 
METODOLOGIA 
Para a elaboração deste capítulo, utilizamos uma 
abordagem metodológica qualitativa com o objetivo de explorar 
e analisar o impacto da Inteligência Artificial (IA) no ensino a 
distância. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão 
bibliográfica abrangente, análise de estudos de caso e a aplicação 
de uma abordagem exploratória para identificar as melhores 
práticas e desafios na implementação da IA na educação a 
distância. 
A revisão bibliográfica incluiu artigos acadêmicos, livros 
e publicações recentes sobre IA e educação, focando em autores 
brasileiros renomados e relevantes na área. Além disso, estudos 
de caso foram selecionados para ilustrar exemplos práticos de 
aplicação da IA no ensino a distância, destacando tanto os 
benefícios quanto os desafios enfrentados por educadores e 
instituições. 
Os métodos de coleta de dados incluíram a busca em bases 
de dados acadêmicas como SciELO, Google Scholar e periódicos 
específicos da área de educação e tecnologia. A análise dos dados 
foi realizada com base em uma abordagem interpretativa, 
buscando compreender as tendências emergentes, os impactos 
observados e as implicações éticas e práticas da IA na educação a 
distância. 
Autores como José Moran, Rita de Cássia Soares Duque e 
Lucila Maria Costi Santarosa foram fundamentais para embasar a 
análise teórica e prática deste capítulo, contribuindo com suas 
 
17 
 
pesquisas e estudos na área de tecnologias educacionais e 
inovação pedagógica. 
 
DESENVOLVIMENTO 
PERSONALIZAÇÃO DO APRENDIZADO COM IA 
A personalização do aprendizado é uma das principais 
vantagens proporcionadas pela Inteligência Artificial (IA) no 
ensino a distância. A IA permite a adaptação do conteúdo 
educacional e do feedback de acordo com as necessidades 
individuais de cada aluno, promovendo um aprendizado mais 
eficiente e direcionado. 
Ferramentas e plataformas baseadas em IA utilizam 
algoritmos avançados para analisar o desempenho dos alunos e 
ajustar o material didático conforme suas necessidades 
específicas. Por exemplo, tutores virtuais podem interagir com os 
alunos de forma personalizada, fornecendo orientações e 
exercícios adaptados ao nível de conhecimento e ao ritmo de 
aprendizado de cada um (Demszky et al., 2023). Esses tutores 
virtuais são capazes de identificar áreas de dificuldade e sugerir 
atividades adicionais para reforçar o aprendizado. 
Outra aplicação comum da IA na personalização do 
aprendizado é a utilização de sistemas de recomendação 
personalizados. Esses sistemas analisam o histórico de 
desempenho dos alunos e recomendam materiais de estudo, 
atividades ou recursos adicionais com base em suas preferências 
e necessidades individuais (Huang, 2021). Isso permite que os 
alunos tenham uma experiência de aprendizado mais direcionada 
e eficiente, sem a necessidade de intervenção direta do professor 
em cada etapa do processo. 
 
18 
 
Exemplos de ferramentas e plataformas que utilizam IA 
para personalizar o aprendizado incluem: 
• Sistemas Tutoriais Inteligentes (ITS): Plataformas que 
oferecem tutoria personalizada e adaptativa, ajustando-se às 
necessidades e ao ritmo de cada aluno. 
• Khan Academy: Utiliza algoritmos de IA para 
recomendar exercícios e vídeos educativos com base no 
desempenho e nas áreas de dificuldade dos alunos. 
• Coursera e edX: Plataformas de ensino a distância que 
utilizam IA para adaptar o conteúdo dos cursos e fornecer 
feedback personalizado aos alunos. 
Conforme apontam Figueiredo et al. (2023) a IA também 
facilita a criação de ambientes educacionais mais autônomos, 
onde os alunos podem progredir no seu próprio ritmo, recebendo 
feedback imediato e personalizado sobre seu desempenho. Isso é 
particularmente útil em contextos de ensino a distância, onde a 
interação face a face com professores é limitada. 
No entanto, a personalização do aprendizado por meio da 
IA não está isenta de desafios. É essencial considerar as questões 
éticas relacionadas à privacidade dos dados dos alunos e garantir 
que a implementação dessas tecnologias seja feita de forma 
responsável e equitativa (Holmes; Porayska-Pomsta, 2023). 
 
INOVAÇÃO PEDAGÓGICA E TECNOLÓGICA 
A Inteligêncianão-governamentais que atuam na área de 
educação. 
Além da aquisição de equipamentos, é importante que os 
gestores escolares garantam a manutenção e a atualização 
contínua da infraestrutura tecnológica. Isso inclui a contratação 
de profissionais especializados para a manutenção dos 
equipamentos, a atualização regular dos softwares e a garantia de 
que todos os recursos tecnológicos estejam funcionando 
corretamente. 
Outro aspecto importante da infraestrutura tecnológica é a 
acessibilidade. É fundamental que todos os alunos, 
 
148 
 
independentemente de suas condições socioeconômicas, tenham 
acesso às tecnologias digitais. Isso pode ser feito por meio da 
criação de laboratórios de informática, da disponibilização de 
dispositivos móveis para uso dos alunos e da garantia de acesso à 
internet em toda a escola. 
Exemplos Práticos: A implementação do programa 
“Escola Conectada” em diversas escolas da rede pública do Rio 
de Janeiro, que forneceu acesso à internet de alta velocidade e 
dispositivos móveis para alunos e professores, resultou em 
melhorias significativas na qualidade do ensino e na inclusão 
digital (Ferreira, 2021). 
 
DESAFIOS SOCIOEMOCIONAIS 
A saúde mental de alunos e professores tem ganhado 
destaque crescente no contexto educacional contemporâneo, 
especialmente após a pandemia de COVID-19, que exacerbou 
problemas emocionais e psicológicos. Segundo Abed (2016) a 
saúde mental é fundamental para o desempenho acadêmico e o 
bem-estar geral dos estudantes e educadores. O ambiente escolar 
deve ser um espaço seguro e acolhedor, onde todos se sintam 
valorizados e apoiados. 
Os desafios relacionados à saúde mental envolvem a 
identificação precoce de problemas emocionais, o oferecimento 
de suporte adequado e a criação de programas de prevenção. As 
escolas precisam estar preparadas para lidar com questões como 
ansiedade, depressão e estresse, que afetam tanto alunos quanto 
professores. Para isso, é essencial que os gestores escolares 
promovam a capacitação dos professores e demais profissionais 
da educação para reconhecerem sinais de problemas de saúde 
mental e atuarem de forma preventiva e interventiva. 
 
149 
 
Além disso, a implementação de programas de bem-estar 
e saúde mental é crucial. Esses programas podem incluir 
atividades de mindfulness, sessões de aconselhamento 
psicológico e campanhas de conscientização sobre a importância 
da saúde mental. Parcerias com profissionais de saúde mental e 
organizações especializadas também podem fornecer o suporte 
necessário para a criação e manutenção desses programas. 
Criar um ambiente escolar acolhedor e inclusivo é um 
desafio significativo para os gestores escolares. Um ambiente 
positivo não apenas melhora o desempenho acadêmico dos 
alunos, mas também promove o desenvolvimento socioemocional 
e o bem-estar geral. Abed (2016) ressalta que um ambiente 
acolhedor é aquele que valoriza a diversidade, promove a inclusão 
e incentiva a participação de todos os membros da comunidade 
escolar. 
A inclusão de alunos com necessidades educacionais 
especiais (NEE) é um aspecto essencial para a criação de um 
ambiente escolar acolhedor. Mantoan (2015) destaca que a 
inclusão deve ir além das adaptações físicas e estruturais, 
abrangendo também mudanças na cultura organizacional e na 
formação dos profissionais da educação. A capacitação contínua 
dos professores em estratégias de ensino inclusivo é fundamental 
para garantir que todos os alunos, independentemente de suas 
necessidades, possam participar plenamente das atividades 
escolares. 
A promoção de um clima escolar positivo envolve 
também o desenvolvimento de habilidades socioemocionais entre 
os alunos. Programas de educação socioemocional podem ajudar 
os estudantes a desenvolverem competências como empatia, 
resiliência e autocontrole, contribuindo para um ambiente mais 
 
150 
 
harmonioso e colaborativo. Essas iniciativas devem ser 
integradas ao currículo escolar e contar com o apoio de todos os 
membros da comunidade escolar. 
 
RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE E FAMÍLIAS 
O relacionamento com a comunidade e as famílias é outro 
desafio crucial para os gestores escolares. Paro (2007) argumenta 
que a participação efetiva da comunidade na vida escolar é 
fundamental para o sucesso educacional. No entanto, muitas 
escolas enfrentam dificuldades para estabelecer parcerias 
produtivas com as famílias e o entorno. 
Para fortalecer o relacionamento com a comunidade e as 
famílias, é importante que as escolas adotem uma abordagem de 
gestão democrática e participativa. Isso inclui a criação de canais 
de comunicação abertos e transparentes, onde pais e membros da 
comunidade possam expressar suas opiniões e contribuir para as 
decisões escolares. A realização de reuniões regulares, eventos 
comunitários e atividades de integração também pode ajudar a 
fortalecer os laços entre a escola e a comunidade. 
Além disso, os gestores escolares devem trabalhar para 
envolver as famílias no processo educacional dos alunos. A 
pesquisa de Paro (2007) mostra que quando os pais participam 
ativamente da educação dos filhos, os resultados acadêmicos e o 
comportamento dos alunos tendem a melhorar. Programas de 
formação para pais, que ofereçam orientação sobre como apoiar 
a aprendizagem e o desenvolvimento dos filhos, podem ser uma 
estratégia eficaz para promover esse envolvimento. 
Outro aspecto importante é a colaboração com 
organizações locais e serviços comunitários. Parcerias com 
ONGs, universidades e empresas locais podem trazer recursos 
 
151 
 
adicionais para a escola e oferecer oportunidades de aprendizado 
e desenvolvimento para os alunos. Essas parcerias podem incluir 
desde programas de voluntariado até projetos de pesquisa e 
desenvolvimento comunitário, enriquecendo a experiência 
educacional e fortalecendo os vínculos com a comunidade. 
Os desafios socioemocionais na gestão escolar são 
complexos e exigem uma abordagem integrada e colaborativa. A 
saúde mental de alunos e professores, a criação de um ambiente 
escolar acolhedor e inclusivo, e o fortalecimento do 
relacionamento com a comunidade e as famílias são aspectos 
fundamentais que devem ser abordados pelos gestores escolares. 
Ao enfrentar esses desafios de maneira eficaz, os gestores podem 
promover um ambiente de aprendizagem mais positivo e 
inclusivo, que atenda às necessidades de todos os alunos e 
contribua para a melhoria contínua da educação. 
A promoção da saúde mental e do bem-estar, a valorização 
da diversidade e a inclusão, e o fortalecimento das parcerias com 
a comunidade são estratégias essenciais para criar um ambiente 
escolar que favoreça o desenvolvimento integral dos alunos. A 
colaboração entre todos os membros da comunidade escolar e o 
apoio de políticas públicas são fundamentais para enfrentar esses 
desafios e promover uma gestão escolar eficaz e transformadora. 
Ao investir na saúde socioemocional e no engajamento da 
comunidade, os gestores escolares podem contribuir para a 
construção de uma educação mais justa, inclusiva e de qualidade 
para todos. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A análise dos desafios da gestão escolar no contexto atual 
revelou uma série de aspectos críticos que demandam atenção 
 
152 
 
contínua e estratégias eficazes para garantir a qualidade da 
educação. Neste capítulo, discutimos desafios administrativos, 
pedagógicos, tecnológicos e socioemocionais, cada um com suas 
especificidades e implicações para o ambiente escolar. 
As implicações práticas desta análise são vastas. 
Primeiramente, é essencial que os gestores escolares recebam 
formação contínua e específica para enfrentar os desafios 
administrativos e pedagógicos. Programas de desenvolvimento 
profissional devem ser implementados para capacitar gestores e 
professores a utilizarem novas tecnologias e metodologias de 
ensino de forma eficaz.Além disso, políticas públicas devem ser desenvolvidas e 
fortalecidas para garantir os recursos necessários para a 
infraestrutura tecnológica e a promoção da saúde mental na 
escola. A inclusão de alunos com NEE deve ser uma prioridade, 
com investimentos em formação de professores e adaptação das 
práticas pedagógicas. 
Teoricamente, este estudo contribui para a compreensão 
das complexidades da gestão escolar no contexto atual. A 
interseção entre os desafios administrativos, pedagógicos, 
tecnológicos e socioemocionais destaca a necessidade de uma 
abordagem holística e integrada na gestão escolar. A literatura 
existente aponta para a importância de estratégias colaborativas e 
participativas, onde todos os membros da comunidade escolar são 
envolvidos no processo de tomada de decisão e implementação 
de mudanças. 
Para futuras pesquisas, recomenda-se a realização de 
estudos de caso em diferentes contextos educacionais para 
explorar a efetividade das estratégias de gestão discutidas neste 
capítulo. Estudos longitudinais poderiam investigar o impacto de 
 
153 
 
programas de formação contínua para gestores e professores na 
melhoria da qualidade da educação e na inclusão de alunos com 
NEE. 
Além disso, a investigação sobre a implementação de 
tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e a 
realidade aumentada, no ambiente escolar pode oferecer novas 
perspectivas sobre como essas ferramentas podem ser utilizadas 
para enriquecer o processo de ensino-aprendizagem e superar 
barreiras educacionais. 
Outro campo promissor para futuras pesquisas é a análise 
das políticas públicas voltadas para a educação, especialmente 
aquelas relacionadas ao financiamento da infraestrutura 
tecnológica e ao suporte à saúde mental nas escolas. Estudos 
comparativos entre diferentes regiões e sistemas educacionais 
podem proporcionar insights valiosos sobre práticas bem-
sucedidas e áreas que necessitam de melhorias. 
Em conclusão, a gestão escolar enfrenta desafios 
multifacetados que exigem uma abordagem integrada e 
colaborativa. As implicações práticas e teóricas desta análise 
destacam a importância de investimentos contínuos em formação 
e recursos, bem como a necessidade de políticas públicas robustas 
que apoiem a inclusão e a inovação nas escolas. Futuros estudos 
podem aprofundar a compreensão desses desafios e contribuir 
para o desenvolvimento de estratégias eficazes para uma gestão 
escolar que promova a excelência educacional e o bem-estar de 
todos os membros da comunidade escolar. 
 
 
REFERÊNCIAS 
ABED, A. L. Z. O desenvolvimento das habilidades 
socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o 
 
154 
 
sucesso escolar de alunos da educação básica. Construção 
psicopedagógica, v. 24, n. 25, p. 8-27, 2016. 
DUQUE, R. C. S. Resistência dos Professores ao Uso de 
Tecnologias Educacionais na Aprendizagem de Alunos com 
Necessidades Educativas Especiais: um estudo de caso em 
uma escola em Rondonópolis–MT. 1. ed. São Paulo: Editora 
Científica, 2023. 149 
GATTI, B. A. Formação de professores no Brasil: 
características e problemas. Educação & Sociedade, v. 31, n. 
113, p. 1355-1379, 2010. 
Gil, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). São 
Paulo: Atlas. 2008. 
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e 
prática. 5. ed. Goiânia: Alternativa, 2004. 
LUCK, H. Dimensões da gestão escolar e suas competências. 
Curitiba: Editora Positivo, 2009. 
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? 
como fazer? São Paulo: Summus, 2015. 
MORAN, J. Metodologias ativas para uma aprendizagem 
mais profunda. In: BACICH, L.; MORAN, J. (Orgs.). 
Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma 
abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. 
PARO, V. H. Gestão democrática da escola pública. 3. ed. 
São Paulo: Ática, 2007. 
PARO, V. H. Diretor escolar: educador ou gerente? São 
Paulo: Cortez, 2015. 
 
155 
 
SANTOS, M. B. A utilização de tablets na educação básica: 
um estudo de caso na EMEB José Lima. São Paulo: Secretaria 
Municipal de Educação, 2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
156 
 
PÓSFACIO 
 
Ao refletir sobre os temas abordados, torna-se evidente 
que a gestão escolar desempenha um papel central na 
implementação bem-sucedida das inovações educacionais. 
Gestões omissas e pouco inspiradoras precisam ser transformadas 
através de políticas claras e lideranças comprometidas. É 
essencial que todos os envolvidos na educação – desde os 
administradores até os pais – trabalhem juntos para criar um 
ambiente propício ao aprendizado e ao crescimento dos alunos. 
Este livro não é apenas uma coletânea de capítulos, mas 
um chamado à ação para educadores, gestores e formuladores de 
políticas. Esperamos que as ideias apresentadas inspirem a 
adoção de práticas inovadoras e inclusivas, e que cada leitor se 
sinta motivado a contribuir para uma educação que reconheça e 
valorize a diversidade, utilizando a tecnologia de maneira 
responsável e eficaz. 
Agradecemos a todos os leitores por embarcarem nesta 
jornada conosco. Que este livro sirva como um recurso valioso e 
uma fonte de inspiração contínua para a construção de um futuro 
educacional mais justo, inclusivo e tecnologicamente avançado. 
Que as reflexões e insights aqui apresentados sejam o 
ponto de partida para uma transformação contínua na educação. 
Que possamos, juntos, trilhar caminhos que integrem a tecnologia 
e a diversidade de forma harmoniosa, criando ambientes de 
aprendizagem que sejam verdadeiramente inclusivos e 
inovadores. Que este livro inspire ações concretas e colaborações 
frutíferas, moldando um futuro educacional onde cada aluno 
 
157 
 
possa alcançar seu pleno potencial, em um mundo mais justo e 
equitativo. 
 
Os organizadores 
Agosto /2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
158 
 
INFORMAÇÕES SOBRE OS 
ORGANIZADORES 
 
RITA DE CÁSSIA SOARES DUQUE 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603 
http://lattes.cnpq.br/0007980663204911 
cassiaduque@hotmail.com 
Rita de Cássia Soares Duque é uma educadora e 
pesquisadora comprometida com a inovação e inclusão na 
educação. Com mestrado em Ciências da Educação pela 
Universidad Martin Lutero (UML), ela é também pedagoga pela 
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sua trajetória 
profissional inclui atuação como professora na Secretaria 
Estadual de Educação do Estado do Mato Grosso, onde ela tem 
se destacado como especialista em Atendimento Educacional 
Especializado (AEE) nas Salas de Recursos Multifuncionais 
(SRM). Para ter propriedade e conhecimento específico na 
atuação como professora especialista de atendimento escolar em 
2018 concluiu mais uma especialização em Educação Inclusiva 
com ênfase em TGD/ TEA e atualmente complementou 
Psicologia Escolar e Educacional em 2021. Atualmente está 
cursando sua 2ª licenciatura em Educação Especial. 
Rita de Cássia é conhecida por seu trabalho nas 
interseções entre educação inclusiva, formação de professores e 
tecnologias digitais. Suas publicações abrangem livros e artigos 
em periódicos que exploram práticas educativas que maximizam 
o potencial de cada aluno, especialmente aqueles com 
necessidades educacionais especiais. Ela acredita firmemente que 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
http://lattes.cnpq.br/0007980663204911
mailto:cassiaduque@hotmail.com
 
159 
 
a tecnologia deve ser uma extensão das possibilidades 
pedagógicas e não um obstáculo, e seu trabalho reflete essa visão 
ao buscar abordagens que sejam ao mesmo tempo inovadoras e 
acessíveis. 
Como coordenadora de um grupo de escrita, Cássia Duque 
continua a contribuir significativamente para os estudos sobre 
práticas de educação especial e inclusiva, formação de 
professores, impactos e desafios da IA na docência, tecnologias 
digitais e metodologias ativas. Além disso, seu foco de pesquisaindividual é a "Aprendizagem através dos jogos digitais". O 
compromisso da autora Cássia Duque com a democratização do 
acesso ao conhecimento e a promoção de uma educação de 
qualidade para todos é uma marca constante em sua carreira 
acadêmica e profissional. 
 
Rhadson Rezende Monteiro 
https://orcid.org/0000-0001-7992-6110 
http://lattes.cnpq.br/1273558929692512 
rhadson@ufrb.edu.br 
Rhadson Rezende Monteiro é professor e pesquisador 
especializado em direito ambiental, ecoética, objetivos de 
desenvolvimento sustentável (ODS), tecnologia e educação. 
Doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela rede 
PRODEMA (Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC) e 
doutorando em Direito pela Universidade Federal de Santa 
Catarina (UFSC), possui formação interdisciplinar que abrange 
questões jurídicas e ambientais. 
https://orcid.org/0000-0001-7992-6110
http://lattes.cnpq.br/1273558929692512
mailto:rhadson@ufrb.edu.br
 
160 
 
Atualmente, é professor adjunto na Universidade Federal 
do Recôncavo da Bahia (UFRB). Seu trabalho acadêmico foca na 
governança ambiental, direitos socioambientais, tecnologias da 
informação e comunicação (TICs) no ensino superior e 
inteligência artificial. Tem publicado artigos e capítulos de livros 
sobre a interseção entre ecoética, direito e novas tecnologias 
sociais, com ênfase em inteligência artificial, governança e 
democracia participativas em políticas ambientais para 
sustentabilidade e direitos humanos. 
Rhadson é reconhecido por seu compromisso com a 
educação ambiental e a ecoética, utilizando métodos e 
ferramentas digitais para aprimorar o ensino e a aprendizagem. 
Sua abordagem interdisciplinar promove uma compreensão 
ampla das interações entre meio ambiente, direito e educação, 
contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e 
preparados para os desafios contemporâneos. 
 
Reginaldo Leandro Plácido 
https://orcid.org/0000-0001-5608-2621 
http://lattes.cnpq.br/6754849438511308 
profereginaldo@gmail.com 
Reginaldo Leandro Plácido é um destacado educador e 
pesquisador, com uma carreira dedicada à promoção da educação 
técnica e profissional no Brasil. Com doutorado em Educação 
pela Universidade Metodista de Piracicaba (2014) com 
doutoramento intercalar em História da Educação pela 
Universidade de Lisboa. Conclui seu Mestrado em História e 
Teologia pelo Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em 
Teologia (2008). Ele é graduado em Pedagogia pela Universidade 
https://orcid.org/0000-0001-5608-2621
http://lattes.cnpq.br/6754849438511308
mailto:profereginaldo@gmail.com
 
161 
 
da Região de Joinville (2005). Além de possuir outras 
Licenciaturas como: em História pela Faculdade Metropolitana 
de Blumenau (2019), em Geografia pelo Centro Universitário 
Claretiano (2022). Reginaldo também é Bacharel em Teologia 
pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix (2015). 
Atualmente é Professor EBTT do Instituto Federal Catarinense. 
Docente do Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica do 
IFC. Docente do Mestrado em ensino de Geografia do IFC. 
Avaliador ad hoc do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas 
Educacionais Anísio Teixeira. Coordenador do Grupo de Pesquisa 
e Estudos em Gestão, Políticas e História 
da Educação Profissional e Tecnológica (GPHEPT) - IF-
Catarinense. Tem experiência na área de Educação nas atividades 
de docência, gestão e pesquisa. Principais temas de interesse: 
epistemologia e história da educação, instituições 
escolares, educação confessional, educação profissional e 
tecnológica, políticas e gestão da educação, formação de 
professores. Sua contribuição é de grande relevância para essa 
obra. 
 
Solange Daufembach Esser Pauluk 
https://orcid.org/0000-0002-8087-2874 
http://lattes.cnpq.br/3651144411243508 
soldaufem@gmail.com 
Solange Daufembach Esser Pauluk é uma educadora e 
pesquisadora especializada em tecnologias emergentes na 
educação. Com mestrado em Tecnologias Emergentes na 
Educação pela Must University, ela atua como professora na 
https://orcid.org/0000-0002-8087-2874
http://lattes.cnpq.br/3651144411243508
mailto:soldaufem@gmail.com
 
162 
 
Prefeitura Municipal de Curitiba, onde dedica-se a integrar 
metodologias ativas e tecnologias digitais no ensino. 
Solange tem uma trajetória marcada pela publicação de 
capítulos de livros e artigos que exploram a alfabetização digital, 
multiletramentos e o novo papel do professor no contexto 
educacional contemporâneo. Seu trabalho é reconhecido pela 
busca em adaptar tecnologias educacionais para torná-las mais 
inclusivas e eficazes para todos os alunos. 
A dedicação de Solange em promover uma educação que 
utilize tecnologias emergentes de forma inclusiva é evidente em 
suas pesquisas e práticas pedagógicas. Ela acredita na 
importância de preparar professores e alunos para os desafios da 
educação digital, sempre com um enfoque na inclusão e na 
melhoria contínua do processo educativo. Sua experiencia 
tecnológica e formativa é essencial nessa vertente reflexiva que 
abordamos com a temática sobre a Interação entre IA, 
Diversidade e Gestão Escolar. 
 
José Welington de Jesus 
http://lattes.cnpq.br/3892028430020768 
https://orcid.org/0000-0002-3978-3669 
jjwelington2002@gmail.com 
José Welington de Jesus é um educador e pesquisador com 
uma sólida formação em ciências sociais e antropologia. Mestre 
em Antropologia Social pela Universidade Federal de Sergipe 
(UFS), ele também é bacharel e licenciado em Ciências Sociais 
pela mesma instituição. Além disso, possui especializações em 
Sexualidade e Gênero pela Faveni-MG, Docência no Ensino 
http://lattes.cnpq.br/3892028430020768
https://orcid.org/0000-0002-3978-3669
mailto:jjwelington2002@gmail.com
 
163 
 
Superior pelo Instituto Superior de Educação Ateneu (Iseat-MG), 
Metodologia do Ensino de Sociologia e Psicopedagogia 
Institucional pela Faculdade Batista de Minas Gerais (FBMG). 
Atualmente, José Welington leciona nas áreas de Gênero 
e Sexualidades, Empreendedorismo Social e Sociologia da 
Educação. Ele é membro associado da Associação Brasileira de 
Antropologia (ABA) e do grupo de pesquisa Cultura, Cotidiano e 
Sociabilidades na Contemporaneidade (Greccos-UFS). Seu 
trabalho se destaca pela integração de questões de gênero e 
sexualidade no contexto educacional e pelo ativismo no 
movimento LGBTQIA+. Ele também se dedica na escrita de 
livros de temas educacionais, você poderá encontrar suas obras 
hospedadas na Casa Editora. 
José Welington tem uma trajetória marcada pelo 
compromisso com a inclusão e a justiça social na educação, 
refletida em suas pesquisas e práticas pedagógicas. Ele busca 
constantemente formas de promover uma educação mais 
equitativa e inclusiva, abordando temas críticos que influenciam 
diretamente o ambiente escolar e a formação dos alunos (Editorial 
Casa) (Serviços e Informações do Brasil) (UTFPR Curitiba). 
 
 
 
 
 
 
https://editorialcasa.com.br/autor/jose-welington-de-jesus/
https://editorialcasa.com.br/autor/jose-welington-de-jesus/
https://www.gov.br/cnpq/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/plataforma-lattes
https://utfpr.curitiba.br/dacoc/professores-e-tas/
 
164Artificial (IA) tem desempenhado um papel 
transformador na educação a distância, promovendo inovações 
pedagógicas significativas e introduzindo novas metodologias de 
ensino e avaliação. Estas inovações estão remodelando o cenário 
educacional, proporcionando aos alunos experiências de 
aprendizado mais interativas, personalizadas e eficazes. 
 
19 
 
INOVAÇÕES PEDAGÓGICAS PROMOVIDAS PELA IA 
A IA tem possibilitado uma série de inovações 
pedagógicas, que incluem desde a automação de tarefas 
administrativas até a criação de ambientes de aprendizagem 
altamente personalizados. Entre as principais inovações estão os 
Sistemas Tutoriais Inteligentes (ITS), que oferecem tutoria 
personalizada e adaptativa. Esses sistemas utilizam algoritmos de 
aprendizado de máquina para ajustar o conteúdo educacional e o 
feedback de acordo com as necessidades específicas de cada 
aluno. Por exemplo, o sistema pode identificar áreas de 
dificuldade em matemática e recomendar exercícios focados 
nesses tópicos (Demszky et al., 2023). 
Além disso, plataformas como a Khan Academy e a 
Coursera têm incorporado IA para personalizar a experiência de 
aprendizado, ajustando o ritmo e o nível de dificuldade das 
atividades com base no desempenho individual dos alunos 
(Figueiredo et al., 2023). Estas plataformas também utilizam IA 
para fornecer feedback imediato, ajudando os alunos a corrigirem 
seus erros em tempo real e a progredirem de maneira mais eficaz. 
 
NOVAS METODOLOGIAS DE ENSINO E AVALIAÇÃO 
A introdução da IA na educação a distância tem levado ao 
desenvolvimento de novas metodologias de ensino e avaliação. 
Uma dessas metodologias é o uso de análises preditivas para 
monitorar o desempenho dos alunos e prever quais estudantes 
podem precisar de suporte adicional. As análises preditivas 
permitem que os educadores intervenham de maneira proativa, 
oferecendo ajuda antes que os alunos enfrentem dificuldades 
significativas (Huang, 2021). 
 
20 
 
Outra metodologia emergente é a gamificação do 
aprendizado, onde elementos de jogos são incorporados ao 
ambiente educacional para aumentar o engajamento e a 
motivação dos alunos. A IA pode ser utilizada para criar jogos 
educativos adaptativos que se ajustam ao nível de habilidade do 
aluno, proporcionando desafios adequados e recompensas 
personalizadas (Holmes; Porayska-Pomsta, 2023). 
No campo da avaliação, a IA está revolucionando a forma 
como os alunos são avaliados. Ferramentas de avaliação 
adaptativa utilizam algoritmos para ajustar o nível de dificuldade 
das questões com base nas respostas anteriores dos alunos, 
proporcionando uma avaliação mais precisa de suas habilidades e 
conhecimentos. Além disso, sistemas de correção automática de 
exames e redações estão sendo cada vez mais utilizados para 
fornecer feedback rápido e detalhado (Yazdani Motlagh et al., 
2023). 
 
TRANSFORMAÇÕES NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
A IA está não apenas inovando as metodologias de ensino 
e avaliação, mas também transformando a estrutura da educação 
a distância. Um exemplo notável é a criação de ambientes de 
aprendizagem imersivos, onde tecnologias como a Realidade 
Virtual (RV) e a Realidade Aumentada (RA) são integradas com 
IA para proporcionar experiências educacionais altamente 
interativas e envolventes. Esses ambientes permitem que os 
alunos explorem conceitos complexos de maneira prática e visual, 
facilitando a compreensão e a retenção de informações (Santaella, 
2021). 
A IA também está desempenhando um papel crucial na 
automação de tarefas administrativas, como o gerenciamento 
 
21 
 
de matrículas, agendamento de aulas e acompanhamento do 
progresso dos alunos. Isso não apenas reduz a carga de trabalho 
dos educadores, permitindo que eles se concentrem mais na 
interação com os alunos, mas também melhora a eficiência 
operacional das instituições de ensino (Kaufman, 2022). 
Outra transformação significativa é o uso de chatbots 
educacionais, que fornecem suporte 24/7 aos alunos, 
respondendo a perguntas frequentes e orientando-os em suas 
jornadas educacionais. Esses chatbots são programados para 
oferecer respostas personalizadas com base nas interações 
anteriores, melhorando a acessibilidade e o suporte ao aluno 
(Valente et al., 2018). 
Em resumo, a IA está promovendo uma revolução na 
educação a distância, introduzindo inovações pedagógicas e 
tecnológicas que estão transformando a maneira como os alunos 
aprendem e são avaliados. A personalização do aprendizado, as 
novas metodologias de ensino e avaliação, e as transformações na 
estrutura da educação a distância estão criando um ambiente 
educacional mais eficiente, inclusivo e adaptativo. 
 
DESAFIOS ÉTICOS E TÉCNICOS NA IMPLEMENTAÇÃO 
DA IA NO ENSINO A DISTÂNCIA 
A implementação da Inteligência Artificial (IA) no ensino 
a distância traz consigo uma série de desafios éticos e técnicos 
que devem ser cuidadosamente considerados para garantir que a 
tecnologia seja utilizada de maneira responsável e equitativa. A 
autora Rita de Cássia Soares Duque tem explorado 
profundamente essas questões, fornecendo insights valiosos sobre 
como abordar esses desafios no contexto educacional. 
 
 
22 
 
ANÁLISE DOS DESAFIOS ÉTICOS 
Os desafios éticos na implementação da IA na educação a 
distância são diversos e complexos. Um dos principais desafios é 
a privacidade dos dados dos alunos. A IA, para funcionar de 
maneira eficaz, precisa coletar e analisar grandes volumes de 
dados pessoais dos estudantes, incluindo seu desempenho 
acadêmico, padrões de comportamento e outras informações 
sensíveis. Duque et al. (2023) destaca que é crucial estabelecer 
mecanismos robustos de segurança para proteger esses dados e 
garantir que sejam utilizados de maneira ética e segura. 
Outro desafio ético significativo é a transparência dos 
algoritmos de IA. Muitas vezes, os sistemas de IA operam como 
“caixas pretas”, onde as decisões tomadas pelos algoritmos não 
são transparentes para os usuários. Isso pode levar a uma falta de 
confiança nos sistemas de IA e a preocupações sobre a 
imparcialidade das decisões algorítmicas. Duque et al. (2023) 
argumenta que é essencial que os desenvolvedores e 
implementadores de IA na educação garantam a transparência e a 
explicabilidade dos algoritmos, permitindo que os alunos e 
educadores compreendam como as decisões são tomadas. 
 
QUESTÕES DE ACESSO EQUITATIVO 
A questão do acesso equitativo à tecnologia é outro 
desafio crítico na implementação da IA na educação a distância. 
Duque et al. (2023) aponta que, embora a IA tenha o potencial de 
personalizar e melhorar a educação, há um risco de que essas 
tecnologias ampliem as desigualdades existentes se não forem 
acessíveis a todos os estudantes. É fundamental que as 
instituições educacionais e os formuladores de políticas 
trabalhem para garantir que todos os alunos, independentemente 
 
23 
 
de sua localização geográfica ou condição socioeconômica, 
tenham acesso às ferramentas e recursos baseados em IA. 
Para enfrentar este desafio, os autores sugerem a 
implementação de programas de inclusão digital que forneçam 
dispositivos, conectividade e treinamento adequado para alunos e 
educadores. Além disso, é importante que as soluções de IA sejam 
desenvolvidas levando em consideração a diversidade dos 
contextos educacionais, garantindo que sejam adaptáveis a 
diferentes realidades e necessidades (Duque et al., 2023). 
 
INTEGRIDADE ACADÊMICA 
A integridade acadêmica é outra preocupação 
importante na adoção de IA na educação. A capacidade da IA de 
monitorar e avaliar os alunos pode levantar questões sobre a 
invasão de privacidade e a confiança no ambiente educacional. 
Duque et al. (2023) discutem que, embora a IA possa auxiliar na 
prevenção de fraudes e melhorar a honestidade acadêmica, é 
necessário encontrar um equilíbrio para não criar um ambiente de 
vigilância excessivaque possa gerar desconforto e desconfiança 
entre os alunos. 
Uma abordagem sugerida por Duque et al. (2023) é a 
criação de políticas claras e transparentes sobre o uso de IA na 
educação, incluindo como os dados serão coletados, armazenados 
e utilizados. Essas políticas devem ser comunicadas de maneira 
eficaz a todos os envolvidos, garantindo que alunos e educadores 
compreendam e aceitem as práticas de monitoramento 
implementadas. 
Os desafios éticos e técnicos na implementação da IA na 
educação a distância são complexos e multifacetados. A autora 
Rita de Cássia Soares Duque fornece uma análise abrangente 
 
24 
 
dessas questões, destacando a necessidade de uma abordagem 
equilibrada e responsável para garantir que a IA seja utilizada de 
maneira a promover a equidade, a transparência e a integridade 
acadêmica. A adoção de políticas robustas de privacidade, 
programas de inclusão digital e a transparência dos algoritmos são 
passos essenciais para enfrentar esses desafios e maximizar os 
benefícios da IA na educação. 
 
CONCLUSÃO 
A implementação da Inteligência Artificial (IA) no ensino 
a distância representa uma revolução educacional com amplas 
implicações práticas e teóricas. A análise apresentada neste 
capítulo destacou as inovações pedagógicas promovidas pela IA, 
as novas metodologias de ensino e avaliação, e os desafios éticos 
e técnicos associados à sua adoção. 
A IA tem demonstrado um potencial significativo para 
personalizar o aprendizado, ajustando o conteúdo e o feedback de 
acordo com as necessidades individuais dos alunos. Ferramentas 
como tutores virtuais e sistemas de recomendação personalizados 
têm transformado a experiência educacional, tornando-a mais 
eficaz e adaptativa. Além disso, as metodologias de ensino, como 
a gamificação e as análises preditivas, estão revolucionando a 
forma como os alunos interagem com o conteúdo e são avaliados. 
Os desafios éticos e técnicos na implementação da IA, 
como questões de privacidade dos dados dos alunos, a 
transparência dos algoritmos e o acesso equitativo à tecnologia, 
foram amplamente discutidos. Estes desafios ressaltam a 
necessidade de políticas claras e inclusivas para garantir que 
todos os alunos possam se beneficiar dessas tecnologias de 
maneira segura e equitativa. 
 
25 
 
Praticamente, a IA tem o potencial de transformar a 
educação a distância ao proporcionar um aprendizado mais 
personalizado e eficiente. As instituições educacionais podem 
utilizar essas tecnologias para melhorar o engajamento dos 
alunos, fornecer feedback imediato e automatizar tarefas 
administrativas, permitindo que os educadores se concentrem em 
aspectos mais críticos do ensino. 
Teoricamente, a adoção da IA na educação a distância 
levanta questões importantes sobre a natureza da interação 
educacional e o papel dos educadores. A necessidade de 
transparência e explicabilidade dos algoritmos desafia as 
instituições a desenvolverem sistemas que não apenas sejam 
eficazes, mas também compreensíveis e confiáveis para os 
usuários. Além disso, a ética na utilização de IA torna-se um 
campo de estudo crucial, com implicações para a formação de 
políticas educacionais e a proteção dos direitos dos alunos. 
 
SUGESTÕES PARA FUTURAS PESQUISAS 
Para maximizar os benefícios da IA na educação a 
distância e abordar os desafios identificados, futuras pesquisas 
devem focar em várias áreas importantes: 
✓ Desenvolvimento de Algoritmos Transparentes e 
Explicáveis: Pesquisas devem explorar maneiras de tornar os 
algoritmos de IA mais transparentes e compreensíveis para alunos 
e educadores, promovendo a confiança e a aceitação das 
tecnologias. 
✓ Inclusão Digital e Acesso Equitativo: Estudos devem 
investigar estratégias eficazes para garantir que todos os alunos, 
independentemente de sua localização ou condição 
socioeconômica, tenham acesso às ferramentas de IA. Programas 
 
26 
 
de inclusão digital e formação contínua para educadores são 
fundamentais. 
✓ Impacto da IA na Prática Pedagógica: Pesquisas devem 
examinar como a IA está afetando a prática pedagógica e a 
interação entre alunos e educadores. Estudos de caso e avaliações 
de impacto são essenciais para compreender os benefícios e 
limitações dessas tecnologias no ambiente educacional. 
✓ Questões Éticas e de Privacidade: Estudos contínuos sobre 
as implicações éticas do uso da IA na educação são necessários 
para desenvolver políticas e práticas que protejam a privacidade 
e os direitos dos alunos, garantindo uma implementação 
responsável da tecnologia. 
Em conclusão, a IA tem o potencial de transformar 
profundamente a educação a distância, oferecendo novas 
oportunidades para personalização e eficiência no aprendizado. 
No entanto, é crucial abordar os desafios éticos e técnicos para 
garantir que essa transformação seja equitativa e beneficie todos 
os envolvidos no processo educacional. A adoção de políticas 
robustas, a inclusão digital e a pesquisa contínua serão 
fundamentais para alcançar esse objetivo. 
 
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30 
 
CAPÍTULO II 
SINERGIAS ENTRE TECNOLOGIAS 
DIGITAIS E METODOLOGIAS ATIVAS NA 
EDUCAÇÃO 
Synergies between Digital Technologies and Active Methodologies in 
Education 
Rita de Cássia Soares Duque 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603 
Solange Daufembach Esser Pauluk 
https://orcid.org/0000-0002-8087-2874 
Elza Ribeiro de Souza 
https://orcid.org/0009-0007-8112-2534 
Karina de Azevedo Santiago 
https://orcid.org/0009-0005-2470-6838 
Silvia Mossi Utzig 
https://orcid.org/0000-0003-2668-0676 
Jusenir Batista Montalvão 
https://orcid.org/0009-0006-1553-375X 
Valeska Lucas Filgueiras Silva 
https://orcid.org/0009-0005-1737-3393 
Maria Regiane da Silva Cruz Souza 
https://orcid.org/0009-0004-3353-1032 
 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-02 
 
INTRODUÇÃO 
A educação contemporânea enfrenta desafios complexos 
que demandam abordagens inovadoras e eficazes. As tecnologias 
digitais emergiram como ferramentas poderosas para transformar 
o ensino e a aprendizagem, oferecendo novas possibilidades para 
engajar e motivar os alunos. Metodologias ativas, por sua vez, 
colocam o estudante no centro do processo educativo, 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
https://orcid.org/0000-0002-8087-2874
https://orcid.org/0009-0007-8112-2534
https://orcid.org/0009-0005-2470-6838
https://orcid.org/0000-0003-2668-0676
https://orcid.org/0009-0006-1553-375X
https://orcid.org/0009-0005-1737-3393
https://orcid.org/0009-0004-3353-1032
 
31 
 
promovendo uma aprendizagem mais significativa e 
participativa. 
A combinação de tecnologias digitais com metodologias 
ativas resulta em uma sinergia que pode potencializar o 
aprendizado e preparar os alunos para o século XXI. Nesse 
contexto, a interdisciplinaridade ganha relevância ao promover a 
integração de diferentes áreas do conhecimento, permitindo que 
os estudantes desenvolvam uma compreensão mais holística e 
contextualizada dos temas estudados. 
As tecnologias digitais, como ferramentas de ensino, 
incluem uma ampla gama de recursos, como softwares 
educativos, plataformas de aprendizagem online, aplicativos 
interativos e dispositivos móveis. Essas tecnologias não apenas 
facilitam o acesso à informação, mas também permitem a 
personalização do aprendizado, adaptando-se às necessidades e 
ritmos individuais dos alunos (Garrison; Kanuka, 2004). 
Metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em 
projetos, a sala de aula invertida e a gamificação, incentivam os 
alunos a serem protagonistas de seu próprio processo de 
aprendizagem. Essas abordagens promovem a colaboração, a 
resolução de problemas e o pensamento crítico, habilidades 
essenciais para a vida no século XXI (Bergmann; Sams, 2012). 
A interdisciplinaridade, ao integrar tecnologias digitais e 
metodologias ativas, proporciona um ambiente de aprendizagem 
dinâmico e envolvente. Projetos interdisciplinares que utilizam 
recursos digitais permitem que os alunos explorem diferentes 
perspectivas e apliquem conhecimentos de várias disciplinas para 
resolver problemas complexos. Essa integração não só enriquece 
a experiência de aprendizagem, mas também prepara os alunos 
 
32 
 
para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais 
interconectado e tecnológico (Fadel et al., 2015). 
Portanto, a sinergia entre tecnologias digitais, 
metodologias ativas e interdisciplinaridade representa um avanço 
significativo na educação contemporânea, promovendo uma 
formação mais completa e significativa para os estudantes. Este 
capítulo explora como essas abordagens podem ser combinadas 
para criar um ambiente educativo mais inovador, integrador e 
eficaz. 
 
METODOLOGIA 
ABORDAGEM TEÓRICA 
Para a elaboração deste capítulo, foi adotada uma 
abordagem qualitativa, fundamentada em revisões de literatura e 
estudos de caso. A pesquisa qualitativa permite uma compreensão 
profunda e contextualizada dos fenômenos estudados, o que é 
essencial para analisar a integração de tecnologias digitais, 
metodologias ativas e interdisciplinaridade na educação. 
 
COLETA DE DADOS 
Os dados foram coletados a partir de diversas fontes 
acadêmicas e práticas, incluindo: 
• Revisão de Literatura: Análise de artigos científicos, 
livros e documentos oficiais que abordam a temática das 
tecnologias digitais na educação, metodologias ativas e 
interdisciplinaridade. Foram consultadas bases de dados como 
Scielo, Google Scholar e ERIC. 
• Estudos de Caso: Exame de estudos de caso que 
demonstram a aplicação prática das tecnologias digitais e 
metodologias ativas em contextos interdisciplinares. Esses 
 
33 
 
estudos foram selecionados por sua relevância e impacto 
demonstrado na melhoria da aprendizagem. 
 
ANÁLISE DE DADOS 
A análise dos dados coletados foi realizada através de: 
• Análise de Conteúdo: Identificação e categorização dos 
principais temas e conceitos relacionados à sinergia entre 
tecnologias digitais, metodologias ativas e interdisciplinaridade. 
• Síntese Interpretativa: Integração das informações 
coletadas para construir uma visão coesa e abrangente sobre o 
tema. Esta síntese permite a identificação de padrões, benefícios 
e desafios associados à implementação dessas abordagens na 
educação. 
 
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO 
Os critérios para a seleção dos materiais revisados e dos 
estudos de caso incluíram: 
• Relevância: A pertinência dos estudos e artigos para a 
temática do capítulo. 
• Credibilidade: A qualidade e a confiabilidade das fontes, 
priorizando publicações de autores renomados e instituições 
reconhecidas. 
• Atualidade: Preferência por estudos e artigos publicados 
nos últimos dez anos, para garantir que as informações sejam 
contemporâneas e relevantes. 
 
LIMITAÇÕES 
Reconhecemos algumas limitações no desenvolvimento 
deste capítulo, tais como: 
 
34 
 
• Disponibilidade de Fontes: Acesso limitado a algumas 
publicações específicas devido a restrições de acesso em bases de 
dados pagas. 
• Escopo da Pesquisa: Foco principal em estudos de língua 
portuguesa e inglesa, o que pode excluir perspectivas relevantes 
de outras línguas. 
 
PROCEDIMENTOS ÉTICOS 
Todos os materiais utilizados foram devidamente 
referenciados conforme as normas da ABNT 2023, respeitando os 
direitos autorais e evitando plágio. A integridade acadêmica foi 
mantida em todas as etapas do desenvolvimento do capítulo. 
Com essa metodologia, buscamos fornecer uma análise 
rigorosa e bem fundamentada sobre como a integração de 
tecnologias digitais, metodologias ativas e interdisciplinaridade 
pode transformar a educação contemporânea. 
 
DEFINIÇÃO E CONCEITOS DE INTERDISCIPLINARIDADEIvani Fazenda (2008) define a interdisciplinaridade como 
uma abordagem que vai além da simples junção de disciplinas. 
Para ela, trata-se de uma atitude permeada por respeito ao outro e 
ao mundo, envolvendo as esferas do conhecimento, das ações e 
dos sentimentos. Fazenda argumenta que a interdisciplinaridade 
transcende o ambiente escolar, influenciando a forma como os 
indivíduos percebem e interagem com o mundo ao seu redor. 
Complementando essa definição, Berkenbrock-Rosito e 
Haas (2014) enfatizam que a interdisciplinaridade é uma forma 
de pensar e agir que busca superar a fragmentação do 
conhecimento. As autoras argumentam que essa abordagem 
promove uma compreensão mais holística e integrada dos 
 
35 
 
fenômenos estudados. Em suas obras, elas destacam que a 
interdisciplinaridade não deve ser vista apenas como uma 
estratégia pedagógica, mas como uma postura epistemológica que 
valoriza a interconexão entre os saberes. 
No contexto da educação contemporânea, a 
interdisciplinaridade se fortalece com o uso de tecnologias 
digitais e metodologias ativas. As ferramentas digitais facilitam a 
integração de diferentes áreas do conhecimento, permitindo que 
os alunos naveguem por conteúdos diversos e façam conexões 
significativas entre eles (Garrison; Kanuka, 2004). Metodologias 
ativas, como a aprendizagem baseada em projetos, incentivam os 
alunos a aplicarem conhecimentos de várias disciplinas para 
resolver problemas reais, promovendo uma aprendizagem mais 
profunda e contextualizada (Bergmann; Sams, 2012). 
 
HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DO CONCEITO 
Fazenda (2008) traça um histórico detalhado da evolução 
do conceito de interdisciplinaridade. Ela destaca que o termo 
surgiu na década de 1960 em resposta à excessiva especialização 
do conhecimento acadêmico. Ao longo das décadas, o conceito 
foi se refinando e ganhando diferentes interpretações e aplicações 
no campo educacional. Nos anos 1970, a interdisciplinaridade 
começou a ser discutida de forma mais ampla, influenciada por 
movimentos de renovação pedagógica que buscavam superar as 
limitações do ensino tradicional. 
No Brasil, Berkenbrock-Rosito e Haas (2014) indicam 
que as discussões sobre interdisciplinaridade ganharam força a 
partir da década de 1970, influenciadas por movimentos 
internacionais e pela necessidade de reformular as práticas 
educativas. As autoras destacam como o conceito foi se 
 
36 
 
incorporando gradualmente às políticas educacionais brasileiras, 
refletindo uma busca por uma educação mais integradora e 
conectada com a realidade social. Elas apontam que, desde então, 
a interdisciplinaridade tem sido vista como um caminho para 
superar a fragmentação do currículo e promover uma formação 
mais completa dos estudantes. 
Paralelamente, a evolução das tecnologias digitais trouxe 
novas possibilidades para a educação. Na década de 1980, o uso 
de computadores começou a ser explorado em contextos 
educacionais, abrindo caminho para a integração de ferramentas 
digitais no ensino. Nos anos 2000, o surgimento da internet e das 
plataformas de aprendizagem online revolucionou o acesso à 
informação e a interação entre professores e alunos (Johnson; 
Adams; Cummins, 2012). 
As metodologias ativas também evoluíram 
significativamente ao longo do tempo. Inicialmente vistas como 
abordagens alternativas, elas ganharam destaque à medida que 
pesquisas demonstraram sua eficácia na promoção de uma 
aprendizagem mais engajada e significativa. Hoje, metodologias 
como a sala de aula invertida, a aprendizagem baseada em 
projetos e a gamificação são amplamente adotadas em 
instituições de ensino ao redor do mundo (Prinsloo; Slate, 2014). 
A interseção dessas abordagens com a 
interdisciplinaridade representa uma evolução natural na busca 
por uma educação mais holística e conectada. A utilização de 
tecnologias digitais e metodologias ativas permite uma integração 
mais eficaz de diferentes áreas do conhecimento, enriquecendo o 
processo de aprendizagem e preparando os alunos para os 
desafios do século XXI (Fadel et al., 2015). 
 
 
37 
 
APLICAÇÕES PRÁTICAS DA INTERDISCIPLINARIDADE 
NA EDUCAÇÃO 
Fazenda (2008) apresenta diversas aplicações práticas da 
interdisciplinaridade na educação. Ela descreve como essa 
abordagem pode ser implementada em diferentes níveis de 
ensino, desde a educação infantil até o ensino superior. A autora 
enfatiza a importância de projetos interdisciplinares que 
permitam aos alunos estabelecer conexões entre diferentes áreas 
do conhecimento. Segundo ela, esses projetos possibilitam que os 
estudantes compreendam melhor os fenômenos estudados, 
desenvolvendo habilidades como o pensamento crítico, a 
criatividade e a capacidade de resolver problemas complexos. 
Berkenbrock-Rosito e Haas (2014) complementam essa 
visão apresentando exemplos concretos de práticas pedagógicas 
interdisciplinares. As autoras descrevem experiências bem-
sucedidas em escolas e universidades onde a integração de 
disciplinas resultou em um aprendizado mais significativo e 
contextualizado. Elas destacam que a interdisciplinaridade pode 
ser aplicada de diversas formas, como na realização de projetos 
temáticos, na organização de eventos culturais e científicos e na 
utilização de metodologias ativas de ensino, como a 
aprendizagem baseada em problemas e a sala de aula invertida. 
Um exemplo prático de integração de tecnologias digitais 
e metodologias ativas é o uso de plataformas de aprendizagem 
online para desenvolver projetos interdisciplinares. Em uma 
escola de ensino médio, por exemplo, os alunos podem utilizar 
uma plataforma digital para colaborar em um projeto sobre 
mudanças climáticas. 
Eles podem pesquisar dados científicos, criar gráficos e 
mapas interativos, desenvolver campanhas de conscientização e 
 
38 
 
apresentar suas conclusões por meio de vídeos e apresentações 
digitais. Esse tipo de projeto não apenas integra conhecimentos 
de ciências, geografia e comunicação, mas também desenvolve 
habilidades tecnológicas e de trabalho em equipe (Garrison; 
Kanuka, 2004). 
Outro exemplo é a utilização da sala de aula invertida em 
cursos de ciências sociais. Os alunos podem assistir a vídeos e ler 
materiais teóricos em casa, utilizando uma plataforma de e-
learning. Durante as aulas presenciais, eles participam de 
discussões e atividades práticas que integram conceitos de 
história, sociologia e economia. Essa abordagem permite que os 
alunos se aprofundem nos conteúdos de forma colaborativa e 
contextualizada (Bergmann; Sams, 2012). 
As aplicações práticas da interdisciplinaridade mostram 
que essa abordagem é viável e pode trazer benefícios 
significativos para a educação. Projetos interdisciplinares 
permitem que os alunos desenvolvam uma compreensão mais 
ampla e profunda dos temas estudados, favorecendo a construção 
de conhecimentos que fazem sentido em suas vidas. 
Além disso, essas práticas incentivam a colaboração entre 
professores de diferentes áreas, promovendo uma cultura de 
trabalho coletivo e de valorização das contribuições de cada 
disciplina. Nesse sentido, a interdisciplinaridade se apresenta 
como uma estratégia potente para transformar a educação, 
tornando-a mais relevante e conectada com a realidade dos 
estudantes (Fadel et al., 2015). 
 
 
 
 
39 
 
BENEFÍCIOS E DESAFIOS DA ABORDAGEM 
INTERDISCIPLINAR 
Ambas as obras destacam os benefícios da abordagem 
interdisciplinar. Fazenda (2008) argumenta que essa abordagem 
promove o desenvolvimento do pensamento crítico, da 
criatividade e da capacidade de resolver problemas complexos. 
Segundo ela, a interdisciplinaridade favorece a construção de 
conhecimentos mais integrados e significativos, permitindo que 
os estudantes compreendam melhor os fenômenos estudados e se 
tornem cidadãos mais críticos e reflexivos. Além disso, a 
interdisciplinaridade contribui para a formação decompetências 
socioemocionais, como a empatia, a colaboração e a capacidade 
de lidar com a diversidade. 
Berkenbrock-Rosito e Haas (2014) acrescentam que a 
interdisciplinaridade contribui para uma formação mais integral 
dos estudantes, preparando-os melhor para os desafios do mundo 
contemporâneo. Elas argumentam que, ao promover a integração 
de saberes, a interdisciplinaridade favorece a construção de uma 
visão mais holística e conectada da realidade, permitindo que os 
estudantes desenvolvam competências essenciais para a vida no 
século XXI, como a capacidade de pensar de forma crítica e 
sistêmica, a criatividade e a habilidade de trabalhar em equipe. 
No contexto das tecnologias digitais e das metodologias 
ativas, a interdisciplinaridade oferece benefícios adicionais. 
Ferramentas digitais facilitam o acesso a uma ampla gama de 
recursos e informações, permitindo que os alunos explorem 
conteúdos de diferentes disciplinas de maneira integrada e 
dinâmica (Johnson; Adams; Cummins, 2012). Metodologias 
ativas, por sua vez, incentivam a aplicação prática desses 
 
40 
 
conhecimentos, promovendo um aprendizado mais engajado e 
contextualizado (Bergmann; Sams, 2012). 
No entanto, os autores também reconhecem os desafios na 
implementação de práticas interdisciplinares. Fazenda (2008) 
aponta a resistência à mudança por parte de alguns educadores e 
instituições como um obstáculo significativo. Ela destaca que a 
implementação da interdisciplinaridade requer uma mudança de 
atitude e de práticas, o que pode gerar resistência por parte 
daqueles que estão acostumados com o modelo tradicional de 
ensino. 
Além disso, Fazenda menciona a necessidade de formação 
contínua dos professores para que eles possam desenvolver as 
competências necessárias para trabalhar de forma interdisciplinar. 
Berkenbrock-Rosito e Haas (2014) destacam a falta de 
formação adequada dos professores e as limitações impostas por 
currículos e sistemas de avaliação tradicionais como desafios a 
serem superados. Elas argumentam que, para que a 
interdisciplinaridade se torne uma prática efetiva, é necessário 
reformular os currículos e os sistemas de avaliação de maneira a 
valorizar a integração de saberes e a colaboração entre disciplinas. 
Além disso, é fundamental investir na formação inicial e 
continuada dos professores para que eles possam desenvolver as 
competências necessárias para trabalhar de forma interdisciplinar. 
 
CONCLUSÃO 
As obras de Berkenbrock-Rosito e Haas e Fazenda 
oferecem uma visão abrangente e complementar sobre a 
interdisciplinaridade na educação. Elas fornecem bases teóricas 
sólidas e orientações práticas para a implementação de 
abordagens interdisciplinares na formação de professores e nas 
 
41 
 
práticas pedagógicas. A leitura integrada dessas obras revela a 
importância da interdisciplinaridade como um caminho para uma 
educação mais integrada e significativa. Ela desafia educadores e 
formuladores de políticas a repensar as estruturas tradicionais de 
ensino, promovendo uma abordagem mais holística e conectada 
com as demandas do mundo contemporâneo. 
Para futuras pesquisas e práticas pedagógicas 
interdisciplinares, sugere-se: 
1. Investigar o impacto de programas de formação docente 
com ênfase na interdisciplinaridade. 
2. Desenvolver e avaliar projetos interdisciplinares em 
diferentes níveis de ensino. 
3. Analisar como as tecnologias digitais podem facilitar 
práticas pedagógicas interdisciplinares. 
4. Estudar a relação entre a interdisciplinaridade e o 
desenvolvimento de competências socioemocionais nos 
estudantes. 
A interdisciplinaridade se apresenta como um caminho 
promissor para enfrentar os desafios educacionais do século XXI, 
promovendo uma formação mais integral e preparando os 
estudantes para um mundo cada vez mais complexo e 
interconectado. A implementação dessa abordagem requer uma 
mudança de atitude e de práticas por parte dos educadores, bem 
como investimentos na formação inicial e continuada dos 
professores. Ao adotar a interdisciplinaridade como uma prática 
educativa, é possível promover uma educação mais significativa 
e contextualizada, que responda às demandas da sociedade 
contemporânea e contribua para a formação de cidadãos críticos, 
criativos e capazes de resolver problemas complexos. 
 
 
42 
 
REFERÊNCIAS 
BERGMANN, J.; SAMS, A. Flip Your Classroom: Reach Every 
Student in Every Class Every Day. International Society for 
Technology in Education, 2012. 
BERKENBROCK-ROSITO, M. M.; HAAS, C. M. (Orgs). 
Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade: políticas e práticas 
de formação de professores. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2014. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum 
Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
FADEL, C.; BIALIK, M.; TRILLING, B. Four-Dimensional 
Education: The Competencies Learners Need to Succeed. Center 
for Curriculum Redesign, 2015. 
FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: História, Teoria e 
Pesquisa. 8. ed. Campinas: Papirus, 2011. 
GARRISON, D. R.; KANUKA, H. Blended learning: 
Uncovering its transformative potential in higher education. The 
Internet and Higher Education, v. 7, n. 2, p. 95-105, 2004. 
JOHNSON, L.; ADAMS, S.; CUMMINS, M. NMC Horizon 
Report: 2012 Higher Education Edition. Austin, Texas: The New 
Media Consortium, 2012. 
PRINSLOO, P.; SLATE, J. R. Student retention: A key to 
successful distance learning. The Internet and Higher Education, 
v. 21, p. 54-66, 2014. 
 
 
 
43 
 
CAPÍTULO III 
TRANSFORMAÇÃO DO ENSINO MÉDIO 
COM IA: INOVAÇÕES E DESAFIOS 
Transforming High School with AI: Innovations and Challenges 
Rita de Cássia Soares Duque 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603 
Fernando Luiz Cas de Oliveira Filho 
https://orcid.org/0000-0003-2284-2340 
Ana Lúcia Gomes Maravalhas 
https://orcid.org/0009-0008-0000-1499 
Fabrícia Ribeiro Gontijo 
https://orcid.org/0000-0002-5493-5165 
Natália Corrêa Lecques Ruiz 
https://orcid.org/0000-0002-5182-446X 
Sirlene Santana da Silva 
https://orcid.org/0009-0007-2941-9234 
Mônica Aparecida Dias Silva 
https://orcid.org/0009-0006-2591-2131 
Claudia Silva Lima 
https://orcid.org/0009-0001-8345-7385 
 
DOI-Capítulo: 10.47538/AC-2024.22-03 
 
INTRODUÇÃO 
A integração da Inteligência Artificial (IA) na educação tem 
sido amplamente discutida nas últimas décadas, com um foco 
especial no potencial transformador dessa tecnologia no ensino 
médio. A IA oferece uma gama de possibilidades que podem 
revolucionar a maneira como o ensino e a aprendizagem ocorrem, 
promovendo uma educação mais personalizada e eficaz (Fonseca; 
Silva, 2022). Costa, Prado e Galvão (2021) discutem os 
https://orcid.org/0000-0002-5225-3603
https://orcid.org/0000-0003-2284-2340
https://orcid.org/0009-0008-0000-1499
https://orcid.org/0000-0002-5493-5165
https://orcid.org/0000-0002-5182-446X
https://orcid.org/0009-0007-2941-9234
https://orcid.org/0009-0006-2591-2138
https://orcid.org/0009-0001-8345-7385
 
44 
 
benefícios e desafios da implementação da IA no Ensino Médio, 
abordando questões como personalização da aprendizagem e 
equidade educacional. 
A importância da IA na transformação do ensino médio 
não pode ser subestimada. A tecnologia tem o potencial de superar 
diversos desafios enfrentados pelo sistema educacional 
tradicional, como a falta de personalização no ensino e a 
dificuldade em atender às necessidades individuais dos alunos. 
Conforme apontado por Martins (2021), a IA pode fornecer 
ferramentas para adaptar o conteúdo educativo às preferências e 
habilidades de cada estudante, facilitando uma experiência de 
aprendizagem mais envolvente e eficiente. Além disso, os 
principais benefícios da IA no ensino médio incluem a 
automatização de tarefas administrativas, a melhoria do 
engajamento dos alunos e o suporte aos professores no 
desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras. Segundo 
Costa Pradoe Galvão (2021), a IA pode oferecer conteúdos 
adaptativos que se ajustam às necessidades e ritmos de 
aprendizado de cada aluno, proporcionando uma experiência 
educacional mais eficaz e personalizada. 
Além disso, a IA pode auxiliar os professores na gestão de 
tarefas administrativas, permitindo que eles se concentrem mais 
no ensino e na interação com os alunos. Segundo Pereira e 
Oliveira (2020), tecnologias emergentes, como a IA, estão 
desempenhando um papel crucial na transformação da educação, 
oferecendo soluções inovadoras para antigos problemas. Valente, 
Almeida e Geraldini (2023) analisam as aplicações mais 
promissoras da IA na educação, especialmente no contexto do 
Ensino Médio, e seu impacto nas práticas pedagógicas. 
 
45 
 
Os objetivos deste capítulo são múltiplos. Primeiramente, 
busca-se explorar como a IA está sendo implementada no 
contexto do ensino médio, destacando as principais inovações e 
as mudanças resultantes dessa implementação. Em segundo lugar, 
pretende-se discutir os desafios e as considerações éticas 
associadas ao uso da IA na educação, oferecendo uma visão 
crítica sobre os possíveis impactos dessa tecnologia. Silva e Behar 
(2023) abordam como a IA pode impactar a equidade na 
educação, discutindo a importância das competências digitais no 
contexto do Ensino Médio e os desafios para sua implementação. 
Outro objetivo importante é analisar as tendências futuras 
e as perspectivas de longo prazo para o ensino médio com a 
integração da IA. Conforme observado por Barros (2021), as 
tendências futuras apontam para um aumento significativo na 
adoção de tecnologias de IA, o que exigirá uma adaptação 
contínua por parte dos educadores e das instituições de ensino. 
A implementação da IA no ensino médio já está mostrando 
resultados promissores. Ferramentas educacionais baseadas em 
IA, como tutores virtuais e sistemas de avaliação automatizada, 
estão ajudando a personalizar a educação de acordo com as 
necessidades individuais dos alunos (Carvalho; Santos, 2022). 
Estudos de caso, como os mencionados por Nascimento e Pereira 
(2021), demonstram que escolas que adotaram essas tecnologias 
têm observado uma melhoria significativa no desempenho 
acadêmico dos estudantes. 
Os principais benefícios da IA no ensino médio incluem a 
personalização da aprendizagem, a automatização de tarefas 
administrativas, a melhoria do engajamento dos alunos e o 
suporte aos professores no desenvolvimento de práticas 
pedagógicas inovadoras. Segundo Costa, Prado e Galvão (2021), 
 
46 
 
a IA pode oferecer conteúdos adaptativos que se ajustam às 
necessidades e ritmos de aprendizado de cada aluno, 
proporcionando uma experiência educacional mais eficaz e 
personalizada. 
No entanto, a integração da IA na educação também traz 
desafios significativos. Questões éticas, como a privacidade dos 
dados dos alunos e o risco de dependência excessiva da 
tecnologia, precisam ser cuidadosamente consideradas. Ramos 
(2019) destaca que a implementação da IA deve ser feita de 
maneira responsável, garantindo que todos os alunos tenham 
acesso igualitário às novas tecnologias e que a privacidade de suas 
informações seja preservada. A questão da equidade é 
especialmente relevante, pois a IA tem o potencial de ampliar as 
desigualdades existentes se não for implementada com um 
enfoque inclusivo (Silva; Behar, 2023). 
Além disso, o papel dos professores na era da IA é um 
tema central deste capítulo. Embora a IA possa automatizar 
muitas tarefas, o papel do educador continua sendo insubstituível. 
Moraes (2020) argumenta que os professores devem ser vistos 
como facilitadores da aprendizagem, utilizando a IA como uma 
ferramenta para melhorar suas práticas pedagógicas, em vez de 
substituí-los. 
As aplicações mais promissoras da IA na educação 
incluem a utilização de chatbots para suporte ao aluno, sistemas 
de tutoria inteligente, plataformas de aprendizagem adaptativa e 
ferramentas de análise de dados educacionais. Valente, Almeida e 
Geraldini (2023) apontam que essas tecnologias podem 
transformar as salas de aula, tornando-as mais dinâmicas e 
centradas no aluno. 
 
47 
 
Portanto, este capítulo pretende fornecer uma análise 
abrangente sobre a transformação do ensino médio com a IA 
explorando as inovações, desafios e futuras perspectivas. Espera-
se que a discussão aqui apresentada contribua para uma melhor 
compreensão do impacto da IA na educação e incentive a adoção 
responsável e eficaz dessas tecnologias nas escolas. 
Dado o panorama geral da importância e dos objetivos da 
integração da IA no ensino médio, é essencial detalharmos a 
abordagem metodológica que fundamenta este estudo. A seguir, 
será apresentada a metodologia adotada para conduzir esta 
revisão bibliográfica integrativa, que visa explorar o panorama 
atual do ensino médio, os principais desafios enfrentados e as 
inovações promovidas pela IA, assim como os benefícios 
potenciais dessa tecnologia no contexto educacional. 
 
METODOLOGIA 
A escolha de uma metodologia robusta e bem 
fundamentada é crucial para a realização de pesquisas de 
qualidade. Esta seção tem como objetivo descrever e justificar os 
métodos adotados no estudo, detalhando o processo de coleta e 
análise de dados, bem como as considerações éticas e limitações 
enfrentadas. 
Para este estudo, foi adotada a metodologia de revisão 
bibliográfica integrativa. Segundo Costa, Prado e Galvão (2021), 
a revisão integrativa permite a inclusão de uma variedade de tipos 
de estudos, proporcionando uma visão ampla e abrangente do 
tema investigado. Este tipo de revisão é particularmente útil para 
mapear o campo de pesquisa sobre a aplicação da IA no ensino 
médio e identificar lacunas na literatura existente. 
 
48 
 
Valente, Almeida e Geraldini (2023) defendem que a 
revisão integrativa é essencial em pesquisas educacionais para 
capturar a complexidade das interações entre tecnologia e 
aprendizagem. A flexibilidade desta metodologia permite a 
integração de evidências quantitativas e qualitativas, aumentando 
a validade e a abrangência dos resultados. 
As estratégias de busca foram conduzidas em bases de 
dados acadêmicas reconhecidas, como Google Scholar, Scielo e 
Scopus. Foram utilizados termos de busca específicos 
relacionados à IA e ao ensino médio, como “inteligência artificial 
na educação”, “personalização da aprendizagem”, “equidade 
educacional” e “metodologias ativas”. Moran (2022) destaca a 
importância de uma estratégia de busca bem definida para 
garantir a abrangência e a relevância dos estudos selecionados. 
Os critérios de inclusão foram definidos para incluir 
estudos publicados nos últimos dez anos, em inglês e português, 
que abordassem diretamente a aplicação da IA no ensino médio. 
Estudos que não atendiam a esses critérios foram excluídos. Silva 
e Behar (2023) ressaltam que a definição clara dos critérios de 
inclusão e exclusão é fundamental para a consistência e a 
qualidade da revisão integrativa. 
Os dados coletados foram analisados utilizando técnicas 
de análise de conteúdo, categorizando as informações em temas e 
subtemas relevantes. Foram utilizadas ferramentas como o 
software NVivo para auxiliar na organização e na análise dos 
dados qualitativos. Moran (2022) sugere que o uso de softwares 
especializados pode aumentar a precisão e eficiência da análise 
de dados em revisões bibliográficas. 
Para a síntese dos dados, foram identificados padrões e 
tendências emergentes nos estudos selecionados, permitindo uma 
 
49 
 
compreensão integrada dos benefícios, desafios e aplicações da 
IA no ensino médio. Costa, Prado e Galvão (2021) afirmam que 
a análise de conteúdo é adequada para explorar as nuances das 
percepções e experiências relatadas nos estudos, permitindo a 
identificação de insights relevantes e direcionamentos para 
futuras pesquisas. 
As considerações éticas

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