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Relatório Cordas Vibrantes
Física Experimental II, 2024.2, Turma 21
Thayane Silva da Cruz; Quéren Conceição da Encarnação
Entregue a Rubicely Francisco do Nascimento, professora da disciplina Física Experimental II
Resumo: Uma onda pode ser entendida como uma
perturbação que se propaga em um meio. Existem vários
tipos de ondas na natureza, como por exemplo, ondas
mecânicas eletromagnéticas. Uma das principais
propriedades das ondas é transportar energia sem
arrastar o material onde ele se propaga. Neste
experimento, estudaremos as ondas estacionárias. Estas
são ondas transversais que se propagam numa corda
vibrante. Possuem grande amplitude de vibração e é
uma manifestação de ressonância da corda em relação a
uma força externa. O objetivo deste experimento é
comprovar a equação de Lagrange para cordas vibrantes
(dada por fn = (n/2L)(T/μ)1/2 ) por meio de testes
experimentais. Para isto, devemos modificar as variáveis
que afetam a formação de ondas estacionárias nas
cordas, obtendo assim, a relação destas com a frequência
de vibração da onda. As variáveis e parâmetros são:
frequência de vibração das ondas estacionárias, o número
de ventres (n), o comprimento da corda (L), a tensão na
corda (T) e sua densidade linear (μ).
Palavras-chave: Frequência, estacionária, cordas, vibração.
I. INTRODUÇÃO
A ondulatória é a parte da Física responsável por estudar as
características e propriedades em comum do movimento das
ondas, estes sendo causados por uma perturbação,
propagando-se através de um meio de um ponto a outro [1].
Toda e qualquer tipo de onda é capaz de transportar energia,
mas não matéria [2].
As ondas são classificadas levando-se em consideração sua
natureza de vibração, podendo ser mecânicas e
eletromagnéticas. As ondas mecânicas, em um todo,
necessitam de um meio para se propagarem, este sendo
elástico e deformado para o surgimento das ondas. Já as
ondas eletromagnéticas surgem em consequência de cargas
elétricas oscilantes, e podem se propagar tanto no vácuo
quanto em alguns meios [2].
Ondas estacionárias é o nome dado a oscilações periódicas
produzidas pela interferência entre ondas de mesma
frequência, que se propagam ao longo da mesma direção e
em sentidos opostos [3].
Esse tipo de onda ocorre quando há uma interferência do tipo
construtiva, ou seja, quando duas ondas, de mesma fase, se
superpõem e uma reforça a outra, tendo como resultado uma
onda maior que as originais [4].
O fenômeno que dá origem às ondas estacionárias é a
ressonância, que se caracteriza pelo recebimento de energia
por um sistema físico através de excitações com frequência
igual a uma de suas frequências naturais. Dessa forma, o
sistema passa a vibrar com amplitudes cada mais maiores [5].
As ondas estacionárias são caracterizadas, por sua vez, pelo
número de ventres 𝑛 que aparecem. O número de ventre 𝑛
tem ligação com o comprimento de onda 𝜆, como mostra a
equação abaixo: 𝝀𝒏= 𝟐𝒍𝒏 onde 𝜆𝑛 é o comprimento de onda
para ondas estacionárias, 𝑛 é o número de ventres e 𝑙 é o
comprimento da corda. As frequências 𝑓 em ondas
estacionárias, ou seja, frequências de ressonância, são obtidas
a partir da seguinte equação: 𝒇𝒏= 𝒗𝝀𝒏, onde 𝑣 é a velocidade
da onda. Substituindo 𝜆𝑛, obtêm-se: 𝒇𝒏= 𝒏𝟐𝒍𝒗.
Figura 1: Representação dos movimentos das ondas estacionárias.
(Fonte: Física Vestibular, Ondas Estacionárias. 2020).
A velocidade 𝑣 de uma onda estacionária, por sua vez, é
obtida através da equação: 𝒗= √𝑻𝒄𝝁, onde 𝑇𝑐 é a tensão da
corda e 𝜇, a densidade linear (massa por unidade de
comprimento) da corda. Dessa forma, substituindo 𝑣, pode
escrever-se: 𝒇𝒏= 𝒏𝟐𝒍√𝑻𝒄𝝁.
II. EXPERIMENTO
Para a realização do experimento, usaremos os seguintes
materiais:
1. Gerador de áudio frequência
2. Alto falante usado como vibrador
3. Porta-peso
4. Massas
5. Cinco fios de nylon com diâmetros diferentes
Figura 2: Representação do experimento
(Fonte: Roteiro de Física Experimental II, UFRJ. 2007).
Tabela 1: Densidade dos fios
Fio Densidade (µ)(Kg/m)
1 0,00034000
2 0,00050723
3 0,00062047
4 0,00078690
5 0,00100090
O experimento foi realizado em 4 etapas:
A primeira relação estudada foi entre a frequência de vibração
(f) e o número de harmônicos (n): utilizamos o fio 1 com
comprimento L=1,500 ± 0,001m, tensão τ = 1,1309 N. A
partir daí, alteramos a frequência no gerador até identificar o
primeiro harmônico e assim sucessivamente até o quinto
harmônico e suas respectivas frequências.
A segunda relação foi entre a frequência e o comprimento do
fio (L): com 𝜏 e 𝜇 constantes, fixamos o valor da frequência
que utilizamos para a obtenção do segundo harmônico e
variamos o tamanho do fio para encontrar a frequência a qual
o segundo harmônico aparecia em cada um dos comprimentos
medidos. No total, foram feitas anotações com 5
comprimentos diferentes.
A terceira relação foi entre a frequência (f) e a tensão (τ)
aplicada no fio: Voltamos ao tamanho inicial do fio e
anotamos a frequência correspondente a aparição do segundo
harmônico e a tensão utilizada. A partir daí, variamos a
frequência até encontrar o segundo harmônico em cada uma
das tensões utilizadas. No total, foram feitas anotações com 5
tensões diferentes.
A quarta e última etapa foi a relação entre a frequência e a
densidade linear do fio (μ): Voltamos a configuração original
de tensão, variamos a densidade linear e anotamos a
frequência equivalente a aparição do segundo harmônico
relativa a cada uma das densidades. No total, foram feitas
anotações com 5 densidades diferentes.
III. RESULTADOS
As tabelas a seguir, descrevem os resultados obtidos e o
tratamento dos dados para cada etapa do experimento.
Tabela 2: Etapa 1
L = 1,285
±0,001m
τ = 1,5916941 N µ = 3,4×10-4 Kg/m
f
(Hz)
28,130 56,130 83,130 109,390 136,200
n 1 2 3 4 5
A partir da obtenção dos dados da tabela 1, fizemos o que se
pedia no roteiro: para a etapa 1, traçamos o gráfico f × n em
papel milimetrado, e encontramos a equação da reta através
do MMQ:
Tabela 3: dados do MMQ
xi yi xiyi xi²
1 28,130 28,130 1
2 56,130 112,260 4
3 83,130 249,390 9
4 109,390 437,560 16
5 136,200 681,000 25
∑ 15 412,980 1508,340 55
Com os dados acima, aplicamos o MMQ e obtivemos a
equação da reta
a =
𝑛 ∑ 𝑋𝑖 𝑌𝑖 – ∑ 𝑋𝑖 ∑ 𝑌𝑖
n ∑ 𝑋𝑖2−(∑ 𝑋𝑖)2
a =
5× 1508,34–15× 412,980
5×55−152
a = 26,94
b =
∑ 𝑋𝑖2 ∑ 𝑌𝑖 − ∑ 𝑋𝑖 ∑ 𝑋𝑖𝑌𝑖
𝑛 ∑ 𝑋𝑖2 − (∑ 𝑋𝑖)2
b =
55×412,980−15×1508,340
5×55−15²
b =1,776
Tabela 4: coeficientes etapa 1
a
(coef. angular)
b
(coef. linear)
26,94 1,78
Temos a equação:
𝑦 = 26,94𝑥 + 1,78 (eq. 1)
1
2
3
4
5
0
2
4
6
0 50 100 150
n
f(Hz)
Gráfico f x n
Como esperado, o valor de a é muito maior que o valor de b.
A relação entre f e n já é linear, mas utilizamos o MMQ para
encontrarmos a equação mais precisa para sua representação
algébrica.
A partir da segunda etapa, precisamos encontrar os valores
experimentais para algumas constantes a seguir e compará-los
com seus valores teóricos. A partir da expressão de Lagrange
e a expressão geral para a relação destas grandezas, temos:
𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑎:
𝑓 =
𝑛
2𝐿
√
𝜏
µ
;
𝑓 =
𝑛
2𝐿
√
𝜏
µ
= 0,5. 𝑛. 𝐿−1,00𝜏0,5µ−0,5
𝐸𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙:
𝑓 = 𝑚. 𝑛. 𝐿𝑑𝜏ℎµ𝑘
Temos:
𝑓 =
𝑛
2𝐿
√
𝜏
µ
= 𝑓 = 𝑚. 𝑛. 𝐿𝑑𝜏ℎµ𝑘
𝑓(𝑛, 𝐿, , τ , µ ) = 𝑛𝑎 = 𝑚. 𝑛. 𝐿𝑑𝜏ℎµ𝑘 =
=
m1=
𝑎
𝐿𝑑𝜏ℎµ𝑘
, m2=
𝑐
𝑛𝜏ℎµ𝑘
m3=
𝑔
𝑛𝐿𝑑µ𝑘
e m4=
𝑗
𝑛𝐿𝑑𝜏ℎ
Comparandoas duas expressões, encontramos que:
{
𝑚 = 0,5
𝑑 = −1
ℎ = 0,5
𝑘 = −0,5
A partir dos cálculos a seguir, vamos encontrar os valores
experimentais para estas constantes e, no fim, calcular o valor
de m.
Na segunda etapa, fixamos a tensão e o fio da primeira e
variamos o comprimento L do fio, observando a ocorrência de
dois harmônicos. Utilizamos os dados obtidos para
calcularmos as relações entre f e L. A relação é dada pela
equação 𝑓 = 𝑐𝐿𝑑 (eq. 2). Com isso, encontrar o valor de c e
d.
Tabela 5: Etapa 2
n = 2 τ = 1,5916941 N µ = 3,4×10-4 Kg/m
f
(Hz
)
61,710 71,610 78,710 93,910 101,010
L ±
0,001
(m)
1,154 0,985 0,850 0,715 0,665
A linearização se dá fazendo a seguinte manipulação:
log (𝑓) = log (𝑐) + 𝑑𝑙𝑜𝑔(𝐿) (eq. 3), onde encontramos os
seguintes dados para o MMQ: xi ≡ log(L)i e yi ≡ log(f)i.
Tabela 6: Dados MMQ etapa 2
xi yi xiyi xi
2
0,06220 1,79035 0,11135 0,00386
-0,00656 1,85497 -0,01216 0,00004
-0,07058 1,89602 -0,13382 0,00498
-0,14569 1,97271 -0,29201 0,02122
-0,17717 2,00436 -0,35511 0,03138
∑ -0,3378 9,51841 -0,68175 0,06148
Com os dados acima e aplicando o MMQ através da
calculadora científica, encontramos os seguintes
coeficientes a e b:
a =
𝑛 ∑ 𝑋𝑖 𝑌𝑖 – ∑ 𝑋𝑖 ∑ 𝑌𝑖
n ∑ 𝑋𝑖2−(∑ 𝑋𝑖)2
a =
5×(−0,68175)–(−0,33780)× 9,51841
5×0,06148−(−0,33780)
2
a = -1,00072
b =
∑ 𝑋𝑖2 ∑ 𝑌𝑖−∑ 𝑋𝑖 ∑ 𝑋𝑖𝑌𝑖
𝑛 ∑ 𝑋𝑖2−(∑ 𝑋𝑖)2
b =
0,06148 × 9,51841 − (−0,3378) × (−0,68175)
5 × 0,06148 − (0,3378)²
b =1,83607
Tabela 7: coeficientes etapa 2
a
(coef. angular)
b
(coef. linear)
-1,00072 1,83607
Equação linearizada:
𝒚 = 1,00072𝒙 + 1,83607 (eq. 4)
Comparando a eq. 3 com a eq. 4, percebemos que
𝑦 = 𝑙𝑜𝑔(𝑓); 𝑥 = 𝑙𝑜𝑔(𝐿); 𝑑 = 𝑎 𝑒; 𝑙𝑜𝑔(𝑐) = 𝑏. Portanto,
para encontrarmos a eq. 2: 𝑓 = 𝑐𝐿𝑑 e seus respectivos valores,
desenvolvemos de acordo com as equivalências encontradas.
De cara, percebe-se que 𝑑 = −1,00072 e 𝑐 = 10𝑏, onde
achamos que 𝑐 = 68,55987.
Portanto, a relação entre f e L é:
𝑓 = 68,55987 × 𝐿−1,00072
O valor esperado para d é -1. Já o valor esperado para c será
encontrado isolando-se L na equação de Lagrange:
𝑐 =
𝑛
2
√
𝜏
µ
=
2
2
√
1,59169
0,00034
= 68,42106
Discrepâncias relativas:
∆𝑑= |
−1,00072 −(−1)
−1
| × 100 = 0,07%
∆𝑐= |
68,55987 − 68,42106
68,42106
| × 100 = 0,20%
Como as discrepâncias relativas ficaram abaixo de 5%,
consideramos os valores satisfatórios.
Na etapa 3, o tratamento de dados será semelhante ao anterior.
Porém, desta vez, fixamos o comprimento e a densidade do
fio, observando a ocorrência de dois harmônicos. Variamos a
tensão. Encontraremos os valores que satisfaçam a relação
entre f e τ.
Tabela 8: Etapa 3
L = 1,285
±0,001m
n = 2 µ = 3,4×10-4 Kg/m
f
(Hz)
48,200 57,200 59,200 61,200 63,900
τ (N)
1,2727
683
1,5916
941
1,7951
805
1,8802
926
2,0779
092
Para esta etapa, a relação estudada é 𝑓 = 𝑔𝜏ℎ (eq. 5). A
linearização por MMQ dos seus dados é feita por log igual
à anterior: log (𝑓) = log (𝑔) + ℎ𝑙𝑜𝑔(𝜏).
Tabela 9: Dados MMQ etapa 3
xi yi xiyi xi
2
0,10474 1,68305 0,17628 0,01097
0,20185 1,75739
0,35472
0,04074
0,25411 1,77232 0,45036 0,06457
0,27423 1,78675
0,48999
0,07520
0,31763 1,80550 0,57349 0,10088
∑ 1,15252 8,80501 2,04484 0,29236
a =
𝑛 ∑ 𝑋𝑖 𝑌𝑖 – ∑ 𝑋𝑖 ∑ 𝑌𝑖
n ∑ 𝑋𝑖2 − (∑ 𝑋𝑖)2
a =
5 × 2,04484– 1,15252 × 8,80501
5 × 0,29236 − (1,15252)2
a = 0,57117
b =
∑ 𝑋𝑖2 ∑ 𝑌𝑖 − ∑ 𝑋𝑖 ∑ 𝑋𝑖𝑌𝑖
𝑛 ∑ 𝑋𝑖2 − (∑ 𝑋𝑖)2
b =
0,29236×8,80501−1,15252×2,04484
5×0,29236−(1,15252)²
b =1,62934
Tabela 10: coeficientes etapa 3
a
(coef. angular)
b
(coef. linear)
0,57117 1,62934
1.154
0.985
0.85
0.715
0.665
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
50 70 90 110
f(
H
z)
L(m)
Gráfico de f(Hz) x L (m)
Equação linearizada:
𝒚 = 0,57117𝒙 + 1,62934 (eq. 6)
Semelhante ao tratamento dos dados das medidas anteriores,
temos que ℎ = 0,57117e 𝑔 = 10𝑏 = 42,59317. Relação
entre f e τ:
𝑓 = 42,593 × 𝜏0,57117
O valor teórico esperado de h é 0,5, já o valor teórico esperado
de g será encontrado isolando-se τ na equação de Lagrange:
𝑔 =
𝑛
2𝐿
√
1
µ
=
2
2 × 1,285
√
1
0,00034
= 42,20437
Discrepâncias relativas:
𝛥ℎ = |
0,57117−0,5
0,5
| × 100 = 2,34%
𝛥𝑔 = |
42,59317 − 42,20437
42,20437
| × 100 = 0,92%
A discrepância relativa de g foi muito baixa, ao passo que a
de h foi alta, pouco acima dos 5%, apesar de sua discrepância
absoluta ser pequena. Isto pode ter sido por conta de alguma
propagação de erros nas medidas, já que observamos que os
pesos do laboratório não tinham a massa que estava cunhada
e o peso deles juntos era diferente da soma individual.
Na quarta e última etapa, observaremos a relação entre f e µ
dada por 𝑓 = 𝑗µ𝑘 (eq. 7) e encontraremos os valores
experimentais para j e k. No experimento, fixamos
comprimento e tensão para observarmos a ocorrência de dois
harmônicos ao variarmos os fios com diferentes densidades.
Tabela 11: Etapa 4
L = 1,285
±0,001m
n = 2 τ = 1,5916941 N
f (Hz) 56,130 49,100 44,090 37,990 32,490
µ
(Kg/m
)
0,00034 0,00051 0,00062 0,00079
0,00100
Como a relação é de potência, como nas duas últimas etapas,
sua linearização pelo MMQ será por log novamente e a
relação linearizada será log (𝑓) = log (𝑗) + 𝑘𝑙𝑜𝑔(µ) (eq. 8).
Tabela 12: Dados MMQ etapa 4
xi yi xiyi xi
2
-3,46852 1,74919 -6,06710 12,03063
-3,29242 1,69108 -5,56774 10,84003
-3,20760 1,64434 -5,27438 10,28869
-3,10237 1,57967 -4,90072 9,62469
-3,00000 1,51175 -4,53525 9,00000
∑ -16,0709 8,17603 -26,34519 51,78404
a =
𝑛 ∑ 𝑋𝑖 𝑌𝑖 – ∑ 𝑋𝑖 ∑ 𝑌𝑖
n ∑ 𝑋𝑖2 − (∑ 𝑋𝑖)2
a =
5×(−26,34519)–(−16,0709× 8,17603)
5×51,78404−(−16,0709)2
a = −0,51021
b =
∑ 𝑋𝑖2 ∑ 𝑌𝑖 − ∑ 𝑋𝑖 ∑ 𝑋𝑖𝑌𝑖
𝑛 ∑ 𝑋𝑖2 − (∑ 𝑋𝑖)2
𝑏 =
51,78404 × 8,17603 − (−16,0709) × (−26,34519)
5 × 51,78404 − (−16,0709)²
b = -0,00472
Tabela 13: coeficientes etapa 4
a
(coef. angular)
b
(coef. linear)
-0,51021 -0,00472
Equação linearizada:
𝒚 = −0,51021𝒙 − 0,00472 (eq. 9)
1.2727683
1.5916941
1.7951805
1.8802926
2.0779092
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2
2.2
40 50 60 70
τ
(
N
)
f(Hz)
Gráfico de f(Hz) x τ (N)
Comparando a eq. 8 com a eq. 9, percebemos que
𝑦 = 𝑙𝑜𝑔(𝑓); 𝑥 = 𝑙𝑜𝑔(µ); 𝑘 = 𝑎 𝑒; 𝑙𝑜𝑔(𝑗) = 𝑏. Portanto,
para encontrarmos a eq. 7: 𝑓 = 𝑗µ𝑘 e seus respectivos
valores, novamente fizemos semelhantemente às etapas
anteriores. Portanto, 𝑘 = −0,51021 e 𝑗 = 10𝑏 = 0,98919.
Relação entre f e µ:
𝑓 = 0,98919 × µ−0,51021
O valor esperado para k é -0,5, já o valor experado de j será
calculado isolando a densidade na equação de Lagrange:
𝑗 =
𝑛
2𝐿
√𝜏 =
2
2 × 1,285
√1,5916941 = 0,98180
Discrepâncias relativas:
𝛥𝑗 = |
0,98919 − 0,98180
0,98180
| × 100 = 0,75%
𝛥𝑘 = |
−0,51021 − (0,5)
−0,5
| × 100 = 2,04%
Os valores de j e k ficaram bastante dentro do esperado com
discrepâncias relativas abaixo de 5%.
Valor experimental de m:
Agora que já calculamos os valores experimentais de a, b,
c, d, g, h, j e k, precisamos calcular o valor de m. Para isto,
precisamos calcular os respectivos valores para cada etapa
do experimento e fazer a média aritmética.
Valores experimentais:
{
𝑎 = 26,940
𝑑 = −1,00072
ℎ = 0,57117
𝑘 = −0,51021
; {
𝑏 = 1,776
𝑐 = 68,55987
𝑔 = 42,59317
𝑗 = 0,98919
Valores experimentais de m:
𝑚1 =
𝑎
𝐿𝑑𝜏ℎµ𝑘
=
26,94
1,285−1,00072 × 1,591690,57117 × 0,00034−0,51021
𝒎𝟏 = 𝟎, 𝟒𝟓𝟏𝟐𝟒
𝑚2 =
𝑐
𝑛𝜏ℎµ𝑘
=
68,55987
2 × 1,591690,57117 × 0,00034−0,51021
𝒎𝟐 = 𝟎, 𝟒𝟒𝟔𝟕𝟓
𝑚3 =
𝑔
𝑛𝐿𝑑µ𝑘=
42,59317
2 × 1,285−1,00072 × 0,00034−0,51021
𝒎𝟑 = 𝟎, 𝟒𝟔𝟓𝟏𝟕
𝑚4 =
𝑗
𝑛𝐿𝑑𝜏ℎ
=
0,98919
2 × 1,285−1,00072 × 1,591690,57117
𝒎𝟒 = 𝟎, 𝟒𝟖𝟕𝟒𝟓
Esperamos m=0,5, como calculado no início do relatório.
Portanto, iremos fazer a média aritmética dos valores
individuais mi encontrados acima.
𝑚 =
0,45124 + 0,44675 + 0,46517 + 0,48745
4
𝒎 = 𝟎, 𝟒𝟔𝟐𝟔𝟓
Discrepância relativa de m:
𝛥𝑚 = |
0,46265 − 0,5
0,5
| × 100 = 7,47%
O valor de m foi satisfatório, visto que sua discrepância
ficou abaixo dos 8% mesmo com a grande propagação de
erros por conta os arredondamentos feitos nos cálculos.
0.00034
0.00051
0.00062
0.00079
0.001
0
0.0002
0.0004
0.0006
0.0008
0.001
0.0012
30 40 50 60
µ
(
K
g
/
m
)
f(Hz)
Gráfico de f(Hz) x µ (Kg/m)
IV. CONCLUSÃO
Com o experimento, pudemos constatar a dependência entre
a frequência de ressonância com as grandezas estudadas, visto
que os valores ficaram próximos ao esperado.
Foram realizados os cálculos experimentais, e comparados
com os valores teóricos em cada etapa. Também foram feitos
os gráficos, sendo a etapa 1 feita em papel milimetrado, e as
demais etapas em papel log-log. Foi realizado o cálculo de m
para cada etapa, e feito a média para descobrirmos o valor
experimental. A maior discrepância foi do valor h e pode ter
ocorrido por conta da propagação de erros causado pela
medida das massas e conversão da unidade de medida da
tensão. Mas, no final, os resultados foram satisfatórios.
Comparando a equação de Lagrange com a encontrada
experimentalmente, com o auxílio do método dos mínimos
quadrados presente neste experimento, percebe-se que os
valores dos coeficientes encontrados situam-se com erros
toleráveis, sempre menores que 5% de discrepância relativa,
em comparação aos estabelecidos pela equação de Laplace.
Deste modo, podemos concluir que, baseado nos dados
experimentais, a equação de Laplace, descreve com excelente
precisão o fenômeno de ondas estacionárias em cordas que
são aproximadamente unidimensionais.
V. REFERÊNCIAS
[1] Autor não mencionado. Ondas. Só Física. Disponível
em:
. Acessado em: 24 Novembro. 2024
[2] Autor não mencionado. Ressonância. Só Física.
Disponível em:
. Acessado em: 12 Novembro. 2024.
[3] H. Moysés Nussenzveig, Curso de Física Básica, volume
2.
[4] Autor não mencionado. Cordas Vibrantes. Disponível
em: . Acessado em: 24 Novembro. 2024
Entregue a Rubicely Francisco do Nascimento, professora da disciplina Física Experimental II
I. INTRODUÇÃO
II. EXPERIMENTO
III. RESULTADOS
IV. CONCLUSÃO
Com o experimento, pudemos constatar a dependência entre a frequência de ressonância com as grandezas estudadas, visto que os valores ficaram próximos ao esperado.
Foram realizados os cálculos experimentais, e comparados com os valores teóricos em cada etapa. Também foram feitos os gráficos, sendo a etapa 1 feita em papel milimetrado, e as demais etapas em papel log-log. Foi realizado o cálculo de m para cada et...
V. REFERÊNCIAS