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MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL INSTITUTO DE AVIAÇÃO CIVIL AVIAÇÃO CIVIL MANUAL DO CURSO PILOTO COMERCIAL - AVIÃO 15 Dez 90 SUMÁRIO 1. DISPOSIÇÕES GERAIS ................................................................................. 2. OBJETIVO GERAL DO CURSO .................................................................... 3. INSTALAÇÕES .............................................................................................. 4. RECURSOS MATERIAIS ............................................................................... 5. RECURSOS HUMANOS ................................................................................ 5.1. COORDENADOR DE CURSOS ............................................................ 5.2. CORPO TÉCNICO-PEDAGÓGICO ...................................................... 6. RECRUTAMENTO E INSCRIÇÃO ................................................................. 7. SELEÇÃO ....................................................................................................... 8. MATRÍCULA ................................................................................................... 9. PLANO CURRICULAR ................................................................................... 9.1. INSTRUÇÃO TEÓRICA ........................................................................ 9.1.1. PLANOS DE MATÉRIA ............................................................ O Piloto Comercial-Avião: preparação e atividade ........... Matemática ....................................................................... Física ................................................................................ Segurança de vôo ............................................................ Inglês técnico ................................................................... Conhecimento técnico das aeronaves ............................. Meteorologia ..................................................................... Teoria de vôo ................................................................... Regulamento de tráfego aéreo ......................................... Navegação aérea ............................................................. A Aviação Civil .................................................................. Segurança da Aviação contra Atos de Interferência Ilícita Regulamentação da Aviação civil ..................................... Regulamentação da profissão do aeronauta ................... Instrução aeromédica ....................................................... 9.2. INSTRUÇÃO DE VÔO .......................................................................... 9.2.1. Instrução no solo ...................................................................... 15 Dez 90 9.2.2. Instrução no treinador/simulador ............................................... 9.2.3. Prática de vôo............................................................................ 1ª etapa ..................................................................................... 2ª etapa ..................................................................................... 10. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA GERAL ................................................................. 10.1. À COORDENAÇÃO ............................................................................... 10.2. AO PROFESSOR/INSTRUTOR............................................................. 11. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ALUNO ............................................... 11.1. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA .............................................. 11.1.1. Aspectos da avaliação ............................................................ 11.1.2. Resultados da avaliação ......................................................... 11.1.3. Limites mínimos de aprovação ................................................ 11.2. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO DE VÔO 11.2.1. Avaliação da instrução no solo ................................................ 11.2.2. Avaliação da instrução no treinador/simulador ........................ 11.2.3. Avaliação da prática de vôo .................................................... 12. AVALIAÇÃO DO CURSO .............................................................................. 13. DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................................. ANEXOS ANEXO 1 - REGULAMENTO DO CURSO ................................................ ANEXO 2 - FICHA DE INSCRIÇÃO/MATRÍCULA ..................................... ANEXO 3 - CARTÃO DE IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO .................. ANEXO 4 - PASTA INDIVIDUAL DO ALUNO ............................................ ANEXO 5 - ARA I - AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/RENDI- MENTO DO ALUNO ................................................................ ANEXO 6 - ARA II - AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/RENDI- MENTO DO ALUNO ................................................................ ANEXO 7 - APA I – AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/REN- DIMENTO DO ALUNO ............................................................ ANEXO 8 - APA II – AFIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/PARTI- CIPAÇÃO DO ALUNO ............................................................. ANEXO 9 - AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/RESULTADOS FINAIS ..................................................................................... ANEXO 10 - FICHA 1 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/1ª E 2ª ETAPAS – FASE ADAPTAÇÃO .............................................. ANEXO 11 - FICHA 2 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/ 1ª ETAPA – FASE II – APROXIMAÇÃO ...................................... 15 Dez 90 ANEXO 12 - FICHA 3 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/1ª ETAPA – FASE III – MANOBRAS .......................................... ANEXO 13 - FICHA 4 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/1ª E 2ª ETAPAS – FASE NAVEGAÇÃO ..................................... ANEXO 14 - FICHA 5 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/2ª ETAPA – FASE III – INSTRUÇÃO LOCAL ............................. ANEXO 15 - CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DA PARTE TEÓRICA DO CURSO ................................................................................... ANEXO 16 - HISTÓRICO ESCOLAR .......................................................... ANEXO 17 - FICHA DE AVALIAÇÃO DE PILOTO AV/PPL ........................ ANEXO 18 - FICHA CADASTRAL DO CORPO TÉCNICO-PEDAGÓGICO ANEXO 19 - GLOSSÁRIO ........................................................................... 15 Dez 90 9 1 DISPOSIÇÕES GERAIS O curso de piloto comercial – Avião – PC-A, no âmbito do sistema de Aviação Civil orienta-se, por este MANUAL DE CURSO, sem prejuízo de outras disposições constantes de atos pertinentes, e visa à obtenção da licença de PC – Avião, com habilitação em vôo por instrumentos, segundo as exigências da obtenção de licença de PC – Avião, com habilitação em vôo por instrumentos, segundo as exigências da NMSA 58-61 (Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica – RBHA). Este MANUAL DE CURSO, destinado às unidades de instrução profissional interessadas em desenvolver cursos de PC-Avião, visa a: a) estabelecer os mínimos obrigatórios de conteúdo programático e carga horária de cada matéria da parte teórica, procedimentos e manobras para a instrução de vôo, bem como a duração do curso; b) apresentar as normas para a realização do curso, no que se refere a: instalações; recursos materiais e humanos; recrutamento, inscrição e seleção de candidatos; matrícula dos aprovados; desenvolvimento do currículo; avaliação do desempenho do aluno e do curso; c) fornecer à coordenação do curso e ao corpo docente orientaçãoe da supervisão. Valor das informações meteorológicas para a segurança de vôo 4.3. Controle estatístico e avaliação dos acidentes 4.4. Postura do piloto 5 Inspeções de segurança 5.1. Valor do check-list 5.2. Inspeção visual geral 6 Prevenção contra incêndio 6.1. Fumo a bordo 6.2. Utilização de spray 6.3. Bebidas alcoólicas 6.4. Medidas de segurança relativas a combustíveis e lubrificantes 1 5 D e z 9 0 5 4 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 6 6.4.1. A gasolina de aviação, outros combustíveis e lubrificantes como fatores contribuintes de acidentes reais – Características. Medidas preventivas na estocagem, no manuseio, no transporte e no reabastecimento. Controle de qualidade 6.4.2. Utilização operacional. Medidas de segurança contra o perigo de fogo. Prevenção contra a formação de vapores e fontes de ignição 6.4.3. Reabastecimento do avião com passageiros a bordo – Precauções. Normas 7 Manutenção como prevenção 7.1. Princípios básicos de manutenção – Conservação das especificações iniciais das peças e componentes das aeronaves. Luta contra a deterioração: desgaste, fadiga, corrosão. Tempo de atividade e de inatividade. Manutenção preventiva. Limites de tolerância e coeficiente de segurança. Redundância dos sistemas. Correção da tolerância ultrapassada e manutenção corretiva 7.2. Sistema de manutenção – Programação de manutenção em organizações complexas e em oficinas simples. A inspeção. As substituições. Grandes e pequenas revisões 7.3. Vulnerabilidade dos sistemas de manutenção: na programação, na execução e no controle. Análise do acidente e do quase acidente. Atualização da manutenção. Comunicação de resultados de investigação e reprogramação. Influência das condições ambientais 7.4. O piloto e a manutenção – Clareza na comunicação. Controle no pré e no pós-vôo 8 Ameaças de bomba a bordo e sequestro aéreo 8.1. Posicionamento do piloto 8.2. Prevenção do pânico 8.3. Anexos 6 e 17 – Breve referência 6 1 5 D e z 9 0 5 5 15 Dez 90 56 MÓDULO/MATÉRIA: INGLÊS TÉCNICO Área curricular: Básica Carga horária: 30 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Interpretar e traduzir o vocabulário específico à operação de aeronaves, em nível de PC-Avião; – Interpretar o significado de textos de publicações técnicas; – Empregar o vocabulário específico, conforme as situações, orais ou escritas. Ementa a) Verbs – Review b) Prepositions c) Specific vocabulary Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso Esta matéria pretende tomar o aluno familiarizado com o inglês básico utilizado na operação de aeronaves, em condições de traduzi-lo ou empregá-lo em circunstâncias diversas, seja oralmente ou na compreensão de textos. Técnicas de Instrução O conteúdo indicado requer um bom nível de conhecimento de inglês. Para evitar problemas decorrentes da grande heterogeneidade de nível de desempenho entre os alunos, convém aplicar um pré-teste, abordando, de preferência, os conteúdos das unidades destinadas à revisão dos verbos e ao uso das preposições depois de certos verbos (sobretudo os mais empregados nas situações mais comuns à operação de aeronaves). Após a apuração do pré-teste, detectando os pontos de maior dificuldade dos alunos, o professor/instrutor poderá programar suas aulas, de modo a abordar mais intensamente esses pontos, por meio de uma distribuição mais adequada da carga horária, sem prejuízo do conteúdo da unidade seguinte, não considerando o resultado do pré-teste como nota para avaliação do aluno. Os alunos deverão ser estimulados tanto à leitura compreensiva quanto à conservação. O instrutor deve promover conversação utilizando o novo vocabulário de várias maneiras, levando os alunos a construir as sentenças nas formas afirmativa, negativa e interrogativa. Cada aula deve começar com uma revisão de aula anterior, complementada, sempre que possível, com recursos audiovisuais. A pronúncia e a entonação, importantes para compreensão da comunicação do piloto, devem merecer especial atenção do professor/instrutor. Se o 15 Dez 90 57 aluno cometer erros, o professor/instrutor nunca deverá repeti-los procurando dizer a frase na forma correta, dando ênfase à pronuncia e à entonação. Os alunos podem organizar um vocabulário técnico básico, para consulta. Recursos Auxiliares da Instrução Imprescindível o uso de fitas reproduzindo situações reais, com aproveitamento didático diversificado: para tradução, análise, familiarização com entonação e pronúncia. Os alunos também podem ser estimulados à simulação de diálogos, com utilização da fraseologia-padrão. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: INGLÊS TÉCNICO ÁREA CURRICULAR: INGLÊS TÉCNICO CARGA HORÁRIA: 30 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Verbs - Review 1.1. Regular verbs – Simple and compound tenses: affirmative, negative and interrogative forms. Summary of simple and compound tenses and forms of regular verbs 1.2. Irregular verbs – simple and compound tenses: affirmative, negative and interrogative forms. Summary of simple and compound tense and forms of irregular verbs. List of irregular verbs 2 Prepositions 2.1. Prepositions after certain verbs 3 Specific vocabulary 3.1. Communication between: the pilot and the passengers, the pilot and the controller; the dispatcher and the pilot, the pilot and the flight attendant; the meteorologist and the air traffic controller, two controllers Standard phraseology 3.2. Aeronautical Information Service (AIS) – AIP and NOTAM 3.3. Meteorology – The effects of the weather on aviation 3.4. The control tower 3.5. Approach control 3.6. Area control service 3.7. Radio navigation aids 3.7.1. VOR/DME 3.7.2. Aids to find approach and landing – ILS 3.8. Approach and landing 3.9. Visual aids for navigation – Marking and lights 3.10. Radar – Short history. Problems associated with radar 3.11. Other navigation aids 30 1 5 D e z 9 0 5 8 15 Dez 90 59 MÓDULO/MATÉRIA: CONHECIMENTOS TÉCNICOS DAS AERONAVES Área curricular: Técnica Carga horária: 40 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Reconhecer os tipos de aeronave com base nos princípios de funcionamento; – Reconhecer os componentes da célula do avião; – Descrever, em linhas gerais, o funcionamento dos componentes da célula do avião; – Reconhecer os controles de vôo; – Descrever, em linhas gerais, o funcionamento dos controles de vôo; – Reconhecer os diferentes tipos de trem de pouso, descrevendo as funções dos componentes; – Descrever, em linhas gerais, o funcionamento dos diferentes tipos de motor de avião; – Reconhecer as diferentes partes dos sistemas de alimentação, combustível, ignição, hidráulico, degelo/antigelo, de pressurização/refrigeração, pneumático, de oxigênio e contra incêndio; – Descrever, em linhas gerais, o funcionamento dos diferentes sistemas da aeronave e os defeitos mais comuns; – Reconhecer as práticas e procedimentos de proteção contra superaquecimento e contra fogo; – Descrever os princípios de combate ao fogo; – Caracterizar piloto automático e hélices; – Descrevendo os meios de acionamento das hélices; – Reconhecer os diferentes instrumentos da aeronave; – Descrever, em linhas gerais, os princípios de funcionamento dos instrumentos da aeronave; – Caracterizar os diferentes tipos de manutenção de aeronave; – Reconhecer a manutenção e as inspeções (pré-vôo e periódicas) como meios de prevenção de acidentes. Ementa – Noções gerais sobre aeronaves – Estruturas – Controles de vôo – Trem de pouso 15 Dez 90 60 – Grupo Motopropulsor – Sistemas de alimentação, combustível e ignição – Visão geral – Sistemas hidráulico, de degelo/antigelo, de pressurização, pneumático, de oxigênio e de proteçãocontra incêndio – Visão geral – Piloto automático – Hélices – Instrumentos de bordo – Manutenção de aeronaves – Visão geral Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso Muito relacionada à Física, esta matéria pretende levar o aluno ao conhecimento da aeronave, colocando-o em condições de reconhecer os seus diferentes componentes e descrever, em linhas gerais, o respectivo funcionamento. Assim ela se caracteriza fundamentalmente: – pelo caráter descritivo das diferentes partes e peças que o Piloto Comercial-Avião deverá reconhecer visualmente; – pelo aspecto dinâmico pertinente às funções, aos modos de acionamento e parada dos equipamentos, às interinfluências derivadas do funcionamento das diferentes partes da estrutura, aspectos estes cuja compreensão o aluno deve manifestar através da descrição (oral ou escrita) ou da interpretação (oral ou escrita) de gráficos e ilustrações. Técnicas de Instrução A matéria presta-se ao uso da demonstração – técnica pela qual o instrutor oferece aos alunos a possibilidade de assistir às peças funcionando, o que, por um lado, substitui muita verbalização, simplificando as explicações e, por outro, economiza tempo. Considerados os dois aspectos básicos de que se reveste a matéria, o instrutor deve desenvolver aulas expositivas, inevitavelmente, porém não exclusivamente. Com a utilização necessária dos recursos auxiliares da instrução, citados no tópico a seguir, e dividindo a turma em pequenos grupos, de tamanho variável conforme o objeto a ser observado e a própria complexidade do assunto, o instrutor pode mobilizar a participação ativa dos alunos, invertendo, na medida do possível, os papéis em aula, solicitando-lhes uma descrição do material em observação e apresentando-lhes situações-problema referentes ao funcionamento das diferentes partes e às conseqüências de possíveis defeitos no funcionamento. O contato direto com o material a ser assimilado permite também que os próprios alunos vejam, ouçam, discriminem cores, sons, texturas e, pelo toque, manipulem, liguem e desliguem, vivenciando experiências de aprendizagem integral, que acionam várias capacidades, os sentidos, a intuição e permitem, inclusive, que os alunos antecipem efeitos, fatos e princípios (redescoberta).Cabe acrescentar que, em 15 Dez 90 61 síntese, como resultados do processo ensino-aprendizagem, esta matéria conduzirá os alunos: – Ao reconhecimento das partes da aeronave, através da observação, da descrição e da interpretação de ilustrações; – À compreensão dos princípios gerais de funcionamento através das explicações, da visualização e da interpretação de ilustrações. Recursos Auxiliares da Instrução São indispensáveis: – O contrato direto com a aeronave, bem como peças inteiras ou em corte, para familiarização do aluno e agilização do processo ensino-aprendizagem; – Ilustrações de todo tipo, improvisadas ou não pelo instrutor e pelos alunos, de modo que, na ausência do material real, o mesmo possa ver visualizado através de representações gráficas, cuja compreensão vai completar e enriquecer as percepções, aprendizagens e registros realizados no contato direto. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: CONHECIMENTOS TÉCNICOS DAS AERONAVES ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 40 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Noções gerais sobre aeronaves 1.1. Aeronaves – Conceituação. Classificação: aeróstatos e aeródinos. Princípios físicos em que estão baseados. Distinção entre avião, planador, autogiro e helicóptero. Classificação dos aviões 1.2. Componentes: estrutura, grupo motopropulsor e sistemas 2 Estruturas 2.1. Princípios componentes estruturais: asa, empenagem, fuselagem e superfícies de comando 2.1.1. Materiais utilizados na construção das estruturas 2.1.2. Asas – função. Elementos estruturais. Classificação dos aviões quanto à localização, tipo de fixação, quantidade e forma das asas. Tanques de combustível 2.1.3. Fuselagem – Função. Tipos de construção 2.1.4. Empenagem – Superfície horizontal ou estabilizador. Superfície vertical ou deriva 2.1.5. Superfícies de comando – Superfícies primárias (ailerons, leme de direção e profundor) e secundárias (compensadores). 2.2. Dispositivos hipersustentadores e freios aerodinâmicos – Flapes, fendas (slots) e spoilers – Mecanismos de acionamento 2.3. Outros componentes da célula: portas, carenagens e janelas de inspeção 3 Controles de vôo 3.1. Manche e pedais: funções. Principais componentes do sistema de controle de vôo: cabos, polias, alavancas, hastes e batentes 3.2. Tensão dos cabos de comando – Efeitos de uma tensão incorreta. Balanceamento e alinhamento das superfícies de comando 4 Trem de pouso 4.1. Tipos: fixos, retrátil, escamoteável, convencional e triciclo – Construção, comandos e sistema de aviso 4.2. Componentes: molas, discos de borracha sandows, amortecedores hidráulicos e hidropneumáticos – tipos. Funcionamento 4.3. Rodas e pneumáticos – Tipos. Avarias. Calibragem. Marca de pneu corrido. Balanceamento. Pressão dos pneus 4.4. Direção da roda do nariz - Shimmy 1 5 D e z 9 0 6 2 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 4 4.5. Freios – função. Tipos: tambor e disco. Acionamento: pedais e freios de estacionamento e de emergência 4.6. Sistema antiderrapante – Funcionamento. Cuidados 5 Grupo Motopropulsor 5.1. Motores em geral – Motores térmicos: a combustão interna e a combustão externa. Propulsão a hélice e a reação. Características dos motores aéreos: leveza, pequena área frontal, excesso de potência no solo, equilíbrio, regularidade do conjugado motor. Potência: influência da temperatura e da umidade. Sistemas de resfriamento. 5.2. Motores convencionais 5.2.1. Principais componentes do motor: cilindro, pistão, biela, eixo de manivelas, mancais. Características gerais. 5.2.2. Funcionamento. Performance. Classificação quanto à disposição dos cilindros, ciclos e fases. Regulagem. Motores a dois e a quatro tempos 5.3. Motor a reação 5.3.1. Tipos. Princípios de funcionamento. Componentes. Acessórios – Características e limitações 5.4. Lubrificação do motor 5.4.1. Necessidade da lubrificação. Efeitos da falta de lubrificação 5.4.2. Tipos: por pressão e misto 5.4.3. Principais componentes do sistema de lubrificação: reservatório, radiador, bombas, filtro, decantador, válvulas 5.4.4. Instrumentos referentes ao sistema de lubrificação: manômetros e termômetros – tipos. Funcionamento 5.4.5. Óleos lubrificantes – Principais propriedades: viscosidades, fluidez, estabilidade e neutralidade. Classificação SAE para os óleos lubrificantes de motor. Viscosidade saybolt. Viscosímetros. Aditivos. Refrigeração do óleo: refrigeração a ar, efeitos e controle de temperatura 6 Sistemas de alimentação, combus- tível e ignição – Visão geral 6.1. Sistema de alimentação 6.1.1. Tomada de ar, filtro de ar e coletor de admissão – Caracterização. Emprego do ar quente 6.1.2. Superalimentação – Funcionamento. Efeitos secundários. Compressores usados. Manômetro de admissão 1 5 D e z 9 0 6 3 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 6 6.1.3. Carburador de pressão diferencial – Componentes. Funcionamento 6.1.4. Corretor altimétrico – Funções 6.1.5. Aquecimento da mistura. Índice da formação de gelo no carburador. Relação ar- gasolina. Variação da relação com as fases do vôo: decolagem, marcha lenta, aceleração 6.1.6. Alimentação por gravidade e por pressão – Seleção dos tanques. Água no combustível e sua eliminação. Abastecimetno da aeronave. Componentes do sistema de alimentação. Emprego da bomba de escova. Alimentação cruzada (cross feed) 6.1.7. Injeção de combustível – Princípios gerais 6.2. Sistema de combustível 6.2.1. Combustíveis de aviação – Obtenção. Propriedades gerais 6.2.2. Gasolina de aviação – Composição. Qualidades. Detonaçãoe pré-inflamação. Classificação da gasolina pelo índice octânico. Cor. Estabelecimento do índice octânio: o motor CFR. Conseqüências do uso de gasolina de octanagem incorreta 6.2.3. Proteção contra incêndio do sistema de combustível 6.3. Sistema de ignição 6.3.1. Eletricidade – Tensão e corrente. Circuito. Corrente elétrica. Lei de Ohm. Variação da resistência de um condutor. Pilhas e corrente contínua. Fontes e cargas. fontes e cargas em série, em paralelo e em série – paralelo. Cargas em relação às fontes. Circuito de retorno pela massa. Interruptores, fusíveis e disjuntores. Voltímetros e amperímetros: intercalação nos circuitos 6.3.2. Magnestismo – Campo magnético. Lei dos pólos. Sentido do fluxo magnético. Campo magnético em torno de um condutor. Indução eletromagnética: experiência de Faraday. Alternador elementar. Correntes alteranadas. Eletroímãs. Relés. Salenóides. Transformadores. Transformação de correntes contínuas. Freqüência 6.3.3. Sistemas elétricos das aeronaves – Componentes. Baterias de chumbo e alcalinas. Dínamos e alternadores: partes contitutivas. Diodos. Reguladores de voltagem e intensidade. RCCB. Inversores. Atuadores. Starters. Unidades de acionamento elétrico: equipamentos servomecânicos e atuadores 6.3.4. Componentes básicos do sistema de ignição: magnetos, distribuidores, chaves de ignição, velas – Descrição. Funcionamento 6.3.4.1. Magnetos – Definição. Partes constitutivas. Funcionamento. Cheque dos magnetos. Duplicação do sistema de ignição. Cabos e blindagem 1 5 D e z 9 0 6 4 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 6 6.3.4.2. Velas – Tipos: quente, normal e fria 7 Sistemas hidráulico, de degelo/anti- gelo, de pressurização/refrigeração, pneumático, de oxigênio e de proteção contra incêndio – Visão geral 7.1. Sistema hidráulico – Princípios básicos de funcionamento. Unidades acionadas pelo sistema. Descrição dos componentes de um sistema típico. Sistema de emergência 7.2. Sistemas de degelo/antigelo 7.2.1. Formação de gelo nas aeronaves – Problemas que acarretam 7.2.2. Classificação dos sistemas 7.2.3. Remoção do gelo. Prevenção contra sua formação 7.2.4. Inspeção de pré-vôo 7.2.5. Procedimentos em vôo 7.3. Sistema de pressurização/refrigeração 7.3.1. Finalidade e necessidade da refrigeração. Refrigeração direta e indireta 7.3.2. Arrefecimento indireto – Vantagens e desvantagens. Componentes do sistema 7.3.3. Arrefecimento direto – Vantagens e desvantagens. Componentes e ação dos componentes. Fatores que influem no arrefecimento 7.3.4. Unidade de refrigeração e de calefação. Pressão diferencial. Controle da pressão diferencial. Setores de razão 7.3.5. Sistema pneumático –Principais componentes. Funções. Pressões utilizadas. Separadores de água. Sistemas de pressão 7.3.6. Sistema de oxigênio – Sistemas de baixa e de alta pressão. Unidades portáteis 7.4. Sistema de proteção contra incêndio 7.4.1. Combustão – Tipos de incêndios. Agentes extintores 7.4.2. Sistema de detecção e de advertência de superaquecimento ou fogo. Sistemas de extinção de incêndio. Sistemas combinados de advertência, corte do motor e extinção de incêndio. Combate ao fogo no solo 8 Piloto automático 8.1. Finalidade e princípios de operação. Conjuntos giroscópicos. Comandos e indicações. proteção contra o mau funcionamento dos instrumentos 9 Hélices 9.1. Hélice como propulsor da aeronave. Nomeclatura geral. Material de construção. Passo geométrico e passo efetivo. Recuo. Influência do passo da hélice na performance da aeronave. Hélice de madeira, hélice de passo fixo, de duas posições e de passo variável: noções sobre os governadores. Hélices aeromáticas, hidromáticas e elétricas: noções básicas de funcionamento. Passo bandeira e passo reverso. Passo chato ou neutro 1 5 D e z 9 0 6 5 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 9 9.2. Hélices de acionamento direto e por meio de redutor 9.3. Hélice geométrica – Passo. Ângulo. Inclinação. Desenvolvimento da hélice 10 Instrumentos de bordo 10.1. Classificação genérica dos instrumentos – Características. Funcionamento. Tipos. Utilização. Erros e ajustes. Princípios físicos em que se baseiam 10.1.1. Instrumentos de vôo – Sistema Pitot estático: linhas de pressão estática e dinâmica. Radioaltímetros. Variômetros. Machímetro: limites, CADC, noções de número Mach 10.1.2. Instrumentos baseados em propriedades giroscópicas – Giroscópio. Indicador de curva (tum & bank). Horizonte artificial. Indicadores de posição. Giro direcional. Contagiros centrífugos e elétricos 10.1.3. Instrumentos básicos de navegação. Bússolas. Velocímetro. Altímetro. Climb. Termômetro. Cronômetro 10.2. Instrumentos dos motores – Tipos. Características. Descrição e uso de tacômetros, termômetros, manômetros, indicadores de quantidade, indicadores de consumo. Torquímetros 10.3. Sistema diretor de vôo – Finalidade. Princípios básicos. Indicador de atitude (ADI). Indicador de situação horizontal (HSI) 10.4. Instrumentos indicadores do sistema de iluminação: luzes de navegação, de táxi e de pouso 11 Manutenção de aeronaves – Visão geral 11.1. Importância da manutenção para a segurança e o desempenho operacional da aeronave 11.2. Instruções dos manuais dos fabricantes para a manutenção da aeronave e de seus componentes – Obrigatoriedade de cumprimento pelos proprietários 11.3. Inspeção pré-vôo – Procedimentos do piloto 11.4. Inspeções e revisões periódicas de acordo om o número de horas voadas – Legislação incidente 40 1 5 D e z 9 0 1 5 D e z 9 0 6 6 15 Dez 90 67 MATÉRIA: METEOROLOGIA Área curricular: Técnica Carga horária: 40 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Descrever, de forma sucinta, a organização dos serviços meteorológicos no Brasil; – Valorizar o respeito às normas estabelecidas e aos padrões adotados pelos órgãos dos serviços de meteorologia; – Descrever os fenômenos atmosféricos que podem incidir sobre a aeronave em vôo, bem como seus efeitos; – Descrever as práticas e procedimentos indicados para evitar ou minimizar os efeitos dos fenômenos atmosféricos sobre a aeronave; – Reconhecer os diferentes tipos de mensagens meteorológicas; – Interpretar informações meteorológicas. Ementa – Organização dos serviços meteorológicos no Brasil – Introdução à meteorologia – Atmosfera – Calor e temperatura – Pressão e sistemas de pressão – Altimetria – Água atmosfera e densidade atmosférica – Nevoeiro, névoa úmida e névoa seca – Visibilidade aeronáutica – Nuvens – Estabilidade atmosférica – Turbulência – Ventos – Massas de ar – Frentes – Trovoadas – Formação de gelo nas aeronaves – Precipitação – Informações meteorológicas CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: METEOROLOGIA ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Organização dos serviços meteo- rológicas no Brasil 1.1. Órgãos operacionais da Meteorologia Aeronáutica: rede de centros meteorológicos e de estações meteorológicas – Localização. Áreas de responsabilidade, de serviço e de cobertura 1.2. Centros meteorológicos de aeródromo. Centro meteorológico de vigência. Estações meteorológicas de superfície 1.3. Serviços de Meteorologia do Maer. INEMET, CHN, DEPV e TASA Serviços particulares: entidades científicas e de ensino 2 Introdução à Meteorologia 2.1. Conceituação. Finalidade. Meteorologia: pura e aplicada 2.2. Importância da meteorologia para a aviação 3 Atmosfera 3.1. Composição, extensão e divisões verticais da atmosfera 3.2. Atmosfera-padrão OACI – Conceituação. Valores 4 Calor e temperatura 4.1. Conceituação. Calor específico 4.2. Transferência de calor: radiação solar e terrestre. Convenção, condução e radiação 4.3. Medidas de calor. Temperatura. Instrumentos de medição. Escalas. Unidades.Conversão 4.4. Distribuição da temperatura na atmosfera: gradiente térmico vertical. Camadas isotérmicas. Inversões: causas e efeitos 4.5. Variação da temperatura na superfície terrestre – Influência do ângulo de incidência solar, da natureza da superfície, da cobertura de nuvens e do vento 4.6. Variação térmica diurna e sazonal 5 Pressão e sistemas de pressão 5.1. Pressão atmosférica – Conceituação. Variação diária. Efeitos sazonais. Movimento horizontal das massas de ar 5.2. Medição de pressão – Barômetros de mercúrio e aneróide 5.3. Pressão ao nível médio do mar – isóbaras e sistemas báricos. Altas e baixas: propriedades 5.4. Relação temperatura-pressão e temperatura-densidade 6 8 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 5 5.5. Condições atmosféricas gerais associadas ao sistemas 5.6. Plotagem da pressão nas cartas sinóticas 6 Altimetria 6.1. Altímetro – Funcionamento elementar e ajustagens 6.2. Altura. Altitude. Altitude pressão. Altitude verdadeira. Altitude indicada. Nível de vôo. Altitude densidade 6.3. Ajustes altimétricos: CNE, QNH,QFE. Erros altimétricos 6.4. Nível de transição e altitude de transição 7 Água na atmosfera e densidade atmosférica 7.1. Vapor-d’água na atmosfera – Umidade relativa. Umidade absoluta. Ponto de orvalho. Relação temperatura-ponto de orvalho. Pressão do vapor-d’água: efeito na densidade do ar 7.2. Formas visíveis de água na atmosfera: condensação, precipatação, sublimação e congelamento na atmosfera – Núcleo de condensação. Teoria da coalescência. Tipos de precipitação: chuva, granizo e neve 8 Nevoeiro, névoa e névoa seca 8.1. Conceituação. Classificação. Processos de formação. Efeitos sobre o vôo 8.2. Nevoeiros de radiação e advecção: formação e dissipação 9 Visibilidade aeronáutica 9.1. Conceito. Tipos de visibilidade: estimada, medida, predominante. Visibilidades vertical, horizontal e oblíqua. Alcance visual da pista (FVR) 9.2. Elementos redutores de visibilidade – Hidrometeoros e Litometeoros. Reconhecimento dos principais elementos redutores de visibilidade. Condições atmosféricas correlatas 10 Nuvens 10.1. Concietuação. Efeitos dos diferentes tipos de nuvens sobre o vôo 10.2. Processos de formação – Influência da umidade e da temperatura 10.3. Nuvens de água, de composição mista, de cristais de gelo 10.4. Nuvens cumuliformes 10.5. Nuves orográficas 10.6. Nuves estratiformes 10.7. Tipos e classificação de nuvens – Classificação internacional 10.7.1. Nuvens altas: cirrus, cirrus-cumulus, cirrus-stratus 6 9 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 10 10.7.2. Nuvens médias: alto-stratus, alto cumulus, nimbus-stratus 10.7.3. Nuves baixas: stratus, stratus-cumulus 10.7.4. Nuvens de desenvolvimento vertical: cumulus, cumulus-nimbus 10.7.5. Subtipos de nuvens: lenticulares, mamatus, trilha de condensação 11 Estabilidade atmósferica 11.1. Gradiente térmico vertical – Para o ar seco e para o ar saturado. Inversão. Camadas isotérmicas. Processo adiabático 11.2. Ar estável e instável – Definição. Causas e características da instabilidade. Efeitos da umidade e fenômenos resultantes. Nível de condensação por convecção (NNC). Processo de obtenção do NNC 12 Turbulência 12.1. Conceito. Tipos principais. Fatores que determinam a existência da turbulância. Efeitos térmicos, mecânicos e dinâmicos sobre o vôo 12.2. Turbulência de baixa altura e efeito em operações de pouso e decolagem. Situações meteorológicas associadas às turbulências e métodos práticos de reconhecimento 13 Ventos 13.1. Circulação geral – Relação entre isóbaras e ventos. Causa dos ventos. Gradiente bárico. Força de gradiente. Força de Ceriolis. Ventos de superfície, barostróficos e geostróficos. Lei de Buys Bailot 13.2. Vento real, gradiente e ventos ciclostróficos. Alísios. Circulação secundária: ventos locais. Ventos Fchen, brisas da terra e do mar, ventos catabáticos e anabáticos – Efeitos sobre o vôo 13.3. Variação do vento com altitude. Efeito de fricção sobre a superfície terrestre. Ventos de superfície e em altitude. Corrente de jato 13.4. Influência do vento na transferência de calor. Climatologia. Ventos sazonais e condições meteorológicas associadas. Monções 14 Massa do ar 14.1. Definição. Descrição. Fatores que afetam as propriedades das massas de ar. Classificação. Modificação das massas de ar 14.2. Movimentos das principais massas que afetam o Brasil - Reconhecimento 15 Frentes 15.1. Superfície de descontinuidade entre massas de ar – Conceito 15.2. Frente fria – Conceituação. Nuvens e condições meteorológicas associadas 7 0 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 15.3. Frente quente – Conceituação. Nuvens e condições meteorológicas associadas 15.4. Frente estacionária – Conceituação. Nuvens e condições meteorológicas associadas 15.5. Oclusão – Conceituação. Tipos. Nuvens e condições meteorológicas associadas 15.6. Alterações meteorológicas provocadas por frentes – Efeitos sobre o vôo 15.7. Condições de vôo em regiões frontais 15.8. Depressões associadas à aproximação de uma frente – Formação. Condições meteorológicas associadas. Zonas de alta e de baixa pressão: condições de vôo 15.9. Depressões não associadas à passagem de uma frente – Causas. Depressões térmicas, orográficas e secundárias. Ciclones tropicais: tornados, trombas-d’água e zonas de baixa pressão. Anticiclones 15.10. Técnica de reconhecimento de frentes. Movimentos das frentes. Formação e desenvolvimento das frentes. Movimento e desenvolvimento dos sistemas de depressão 15.11. Influência das cadeias de montanha e dos maciços montanhosos sobre o movimento dos sistemas de pressão e frentes conexas 15.12. Influência da topografia sobre a evolução das condições meteorológicas 16 Tovoadas 16.1. Estrutura. Características básicas. Condições atmosféricas necessárias à formação de trovoadas. Evolução. Célula e nuvem de trovoada 16.2. Eletricidade atmosférica. Tempestades – Tipos mais comuns. Condições meteorológi- cas associadas. Reconhecimento. Efeitos sobre o vôo 17 Formação de gelo nas aeronaves 17.1. Processo de formação de gelo na estrutura, nas hélices e no carburador – Condições meteorológicas necessárias à formação de gelo. Efeitos. Perigos. Fatores que afetam a intensidade da formação de gelo na aeronave 17.2. Classificação, causas e características dos tipos de gelo 17.3. Aeronaves, super-resfriadas. Geadas. Influências da topografia 18 Precipitação 18.1. Classificação, causas e características dos tipos de gelo 18.2. Associação com os tipos de nuvens 18.3. Efeitos na visibilidade 7 1 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 18 18.4. Medição 19 Informações Meteorológicas 19.1. Observações meteorológicas em aeródromo – Vento de superfície. Visibilidade. Condições de tempo significativo. Nebulosidade. Temperaturas do ar e do ponto de orvalho. Pressão atmósferica 19.2. Informes meteorológicos aeronáuticos codificados e em linguagem clara – METAR/SPECI (Informe MET/ESPECIAL). Informes SIGMET 19.3. Cartas de tempo significativo (SIGMX) – Utilização. Reconhecimento do tempo significativo representado 19.4. Cartas de vento – Utilização dos diferentes níveis 40 7 2 1 5 D e z 9 0 15 Dez 90 73 MÓDULO/MATÉRIA: TEORIA DE VÔO Área curricular: Técnica Carga horária: 40 h-a Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Identificar os princípios básicos da aerodinâmica – Identificar as forças que atuam sobre uma aeronave em vôo, bem como os fatores que nelas influem: – Identificar as funções das hélices, comandos de vôo e dispositivos hiper-sustentadores nas manobras das aeronaves; – Explicar os efeitos dos esforços estruturais realizadospelas aeronaves e as manobras correspondentes aos problemas deles derivados; – Explicar as peculiaridades do vôo horizontal, do vôo em descida, do vôo ascendente e do vôo em curva; – Explicar as peculiaridades da decolagem e do pouso; – Explicar os efeitos causados pelo fator carga, bem como as manobras correspondentes aos problemas dele derivados; – Explicar as peculiaridades dos parafusos e das situações de perda; – Explicar os efeitos da alta velocidade sobre o desempenho da aeronave; – Reconhecer os efeitos da alta velocidade sobre o desempenho da aeronave; – Reconhecer os efeitos dos diferentes tipos de equilíbrio e dinâmico; – Caracterizar peso, balanceamento e performance de aeronaves de baixa velocidade; – Reconhecer os elementos necessários ao planejamento de vôo. Ementa – Aerodinâmica – Hélices – Comandos de vôo – Dispositivos hiper-sustentadores – Esforços estruturais – Mecânica de vôo e performance de subida – Mecânica de vôo e performance em cruzeiro – Mecânica de vôo e performance de descida – Performance de pouso e decolagem – Manobras – Vôo em curva – Fator carga – Parafusos – Teoria de vôo de alta velocidade 15 Dez 90 74 – Estabilidade e controle – Peso, balanceamento e performance – Noções aplicáveis ao planejamento de vôo Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso Também indicada na bibliografia especializada pela denominação de Aerodinâmica, tendo como pré-requisitos o domínio de assuntos abordados em Matemática, Física, Conhecimentos Técnicos das Aeronaves e Meteorologia, esta matéria põe o aluno em contato com a explicação dos fenômenos que exercem influência sobre uma aeronave em vôo e suas conseqüências sobre ela. Se, em Conhecimentos Técnicos das Aeronaves,. o aluno aprendeu a conhecer uma aeronave estacionada, obtendo uma visão descritiva de suas diferentes partes e o respectivo funcionamento, em Teoria de Vôo, será a ocasião de receber uma visão dinâmica, supondo a aeronave em vôo, sob a atuação das forças que influem em seu deslocamento no ar, bem como dos esforços que ela desenvolve, sob o comando do piloto, para executar o vôo. Em suma, o aluno vai aprender com uma aeronave voa. As aprendizagens realizadas nas matérias anteriormente indicadas devem estar bem sedimentadas, para assegurar ao aluno a assimilação dos inúmeros conceitos e princípios da teoria de vôo. Ao longo da matéria, podem ser observados dois momentos principais: – Até a unidade 5 (esforços estruturais), predomina a teoria, com um acúmulo grande de informações a serem fixadas e princípios que exigirão real compreensão dos alunos; – Após essa unidade, inicia-se a aplicação dos conteúdos das unidades anteriores, com menor número de conceitos novos, e que se articularão, mais tarde, com as habilidades psicomotoras a serem desenvolvidas na instrução de vôo. Técnicas de instrução A matéria envolve, basicamente: – Fixação de conceitos, siglas, símbolos; – Interpretação de figuras, gráficos, esquemas; – Cálculos e conversões; – Uso do raciocínio, como mobilização do pensamento hipotético-dedutivo A assimilação dos conceitos, siglas e demais símbolos deve ocorrer pela associação o mais visualizado possível. A repetição freqüente, através de exercícios práticos, deve acarretar a necessária fixação. Assim, mais tarde, nas aplicações da segunda parte da matéria, a partir da unidade 6, e na instrução de vôo, poderão ser evocadas com facilidade. 15 Dez 90 75 Da mesma forma, a interpretação de figuras, desenhos, esquemas, gráficos e tabelas deverá passar por um processo de familiarização gradual, em que os cuidados com a introdução de novos conceitos ou sinais são muito importantes, requerendo um estudo mais detido. Nos cálculos e conversões, é preciso que o instrutor se certifique de que o aluno está de fato compreendendo o significado das unidades da medida, avaliando os valores comparados e captando as respectivas relações. A compreensão dos princípios aerodinâmicos está em nível de abstração, mas a esse nível os alunos devem ser conduzidos pelo caminho: – Da concretização – cabendo ao instrutor valer-se de analogias e comparações simples, exemplos fáceis, situações concretas improvisadas, que o aluno possa captar através de sua sensopercepção; – Da representação simbólica, através de toda sorte de ilustração (desenhos, esquemas, fotos, filmes), pela qual o aluno adquire uma nova de linguagem para expressar idéias, movimentos, objetos, fenômenos; – Da abstração, em nível de elaboração mental. Desde a fase concretização, o instrutor deve evitar apresentar a formulação dos fenômenos de forma pronta, como receita; ao contrário, deve munir seus alunos com os subsídios necessários (domínio dos conceitos envolvidos, discriminação suficiente de seus significados, efeitos) e formular questões, incentivar hipóteses, solicitar perguntas, valendo-se, inclusive, de respostas erradas dos alunos para maiores esclarecimentos, Toda técnica que estimule a atividade do aluno é preferível à pura exposição do instrutor. A verdadeira apropriação do saber se caracteriza pela redescoberta: o aluno chega por si a conclusões que o instrutor consolida, esclarece, amplia. Recurso Auxiliares da Instrução Do exposto, torna-se óbvio que o aluno ter contato com formas de ilustração e demonstrações. Vale lembrar que, ao expressar seu pensamento de forma gráfica, o aluno comprova que aprendeu, pois é capaz de sintetizar as idéias (todo desenho é uma síntese). É aconselhável a exposição de murais e cartazes, mesmo simples e rudimentares, elaborados pelo instrutor ou pelos alunos, durante o período em que estiverem sendo estudadas as noções neles contidas; destinam-se a ajudar a fixação, não tendo finalidade decorativa. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: TEORIA DE VÔO ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 40 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Aerodinâmica 1.1. Conceituação. Caracterização como ciência. Noções básicas 1.1.1. Propriedades do ar que afetam o vôo: temperatura, densidade e pressão. Lei dos gases – Variação de pressão, temperatura e densidade por influência das condições meteorológicas 1.1.2. O altímetro – função. Atitude verdadeira. Altitude-pressão. Altitude-densidade 1.1.3. Forças que agem sobre um corpo em deslocamento no ar – Resistência ao avanço. Coeficientes de resistência ao avanço. Superfícies aerodinâmicas. Aerofólios: conceituação e tipos. Perfil e elementos do aerofólio e de uma asa. Eixo longitudinal do avião e ângulo de incidência 1.2. Forças que atuam sobre a aeronave em vôo: sustentação, arrasto, tração, arrasto e gravidade 1.2.1. Sustentação 1.2.1.1. Definição. Caracterização 1.2.1.2. Fatores que influem na sustentação: ângulo de ataque, tipo de aerofólio, coeficiente de sustentação, velocidade aerodinâmica, área da asa, densidade do ar 1.2.1.3. Expressão matemática da sustentação – Interpretação 1.2.1.4. Variação do coeficiente de sustentação e de arrasto com o ângulo de ataque 1.2.1.5. Aerofólios simétricos e assimétricos 1.2.1.6. Movimento do centro de pressão 1.2.1.7. Estol e velocidade de estol 1.2.1.8. Spoilers – Funções 1.2.2. Arrasto 1.2.2.1. Conceito. Caracterização 1.2.2.2. Fatores que o influenciam: ângulo de ataque, tipo de aerofólio, coeficiente de arrasto, velocidade do escoamento e densidade do ar 1.2.2.3. Expressão matemática do arrasto - Interpretação 7 6 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 1.2.2.4. Variação do arrasto em vôo horizontal. Condição L/D Máx. 1.2.2.5. Potência necessária para deslocar a asa – Variação com a altitude, a área da asa e o peso da aeronave 1.2.2.6. Resistência induzida – Alongamento da asa. Trubilhonamento de ponta de asa e seus efeitos sobre o avião e sobre terceiros 1.2.2.7. Resistência parasita – Conceito. Área plana equivalente. Potêncianecessária para deslocar a resistência parasita. Variação com altitude, a área da asa e o ângulo de ataque 1.2.2.8. Arrasto total da aeronave – Potência total necessária 1.2.3. Tração 1.2.3.1. Conceito. Caracterização 1.2.3.2. Motor convencional – Potência efetiva e sua variação com a RPM. Potência nominal. Potencia efetiva: variação com a altitude 1.2.4. Gravidade – Conceituação. Ação sobre a aeronave 2 Hélices 2.1. Efeitos da hélice sobre a aeronave: esteira, torque, carga assimétrica, efeito giroscópico. Correção dos efeitos. Potência útil ou disponível. Rendimento da hélice 3 Comandos de vôo 3.1. Caracerísticas. Diferentes tipos. Princípio de funcionamento 3.2. Eixos do avião. Centro de gravidade. Movimentos em torno dos eixos: arfagem, rolamento e guinada 3.3. Controle dos efeitos da guinada adversa – Utilização do leme de direção, ailerons, diferenciais e do tipo “frise” 3.4. Dispositivos de curvatura variável: flapes e ranhuras 3.5. Superfícies de comando: profundor, ailerons e leme de direção. Caracterização. Princípios de funcionamento. 3.6. Compensadores – Caracterização. Finalidades. Princípios de funcionamento. Tipos mais utilizados: fixos, comandáveis e automáticos 7 7 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 3 3.7. Comandos: manche e pedais – Caracterização. Efeitos 4 Dispositivos hiper sustentadores 4.1. Flapes – Tipos básicos. Características. Influência do ângulo crítico, no planeio e na subida 4.2. Slats – tipos. Influência no ângulo crítico 5 Esforços estruturais 5.1. Caracterização. Importância dos esforços no sentido do eixo vertical 5.2. Fator de carga em manobras – Conceituação. Classificação: horizontais e verticais. O acelerômetro: finalidade 5.3. Categorias de aviões e suas limitações – Carga-limite e carga-última 5.4. Fator de segurança. Fatores de carga em conseqüência de recuperação de perdas, manobras e rajadas de vento. Amenização dos efeitos das rajadas 5.5. Velocidade de estol nas manobras. Estol de velocidades 6 Mecânica de vôo e performance de subida 6.1. Mecânica do vôo em subida 6.2. Ângulo de subida. Razão de subida. Excesso de tração e de potência 6.3. Velocidade de máxima razão de subida. Velocidade de máximo ângulo de subida 6.4. Efeitos do peso, potência, densidade do ar e do vento sobre o vôo em subida. Relação potência-peso 7 Mecânica de vôo e performance em cruzeiro 7.1. Vôo de planeio 7.1.1. Mecânica do vôo planado. Ângulo de planeio 7.1.2. Razão de descida. Variômetro 7.1.3. Velocidade de melhor planeio. Velocidade de mínima razão de descida. Velocidade final 7.1.4. Efeito do peso, densidade do ar e vento 7.1.5. Planeio na aproximação para pouso: velocidade e trajetória, meios de controle. Flapes e compensadores 7 8 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 7 7.2. Vôo em cruzeiro 7.2.1. Relação velocidade-ângulo de ataque 7.2.2. Relação velocidade-potência necessária para deslocar a aeronave 7.2.3. Relação velocidade-potência disponível 7.2.4. Curva de potência. Velocidades: máxima, mínima de estol, de maior razão de subida, de máxima autonomia, de maior alcance e normal de cruzeiro 7.2.5. Máximo alcance – Variação da potência disponível e da potência necessária com a altitude. Influência da altitude nas velocidades máxima e de estol na razão e no ângulo de subida 7.2.6. Variação da potência necessária com o peso. Influência do peso nas velocidades máxima e de estol na razão e no ângulo de subida. Influência do peso nos tetos 7.2.7. Variação da potência disponível por troca do motor ou de hélice – Influência na performance 7.2.8. Máximo alcance do vôo em cruzeiro 7.2.9. Variação da potência disponível e potência necessária em relação à altitude 7.2.10. Influência da altitude nas velocidades máxima e de estol na razão e no ângulo de subida 7.2.11. Teto prático e teto absoluto 8 Mecânica de vôo e performance de descida 8.1. Mecânica do Vôo em descida – Ângulo de descida e de planeio. Fatores que influem no ângulo de planeio 8.2. Razão de descida. Indicador de velocidade vertical. Fatores que influem na razão de descida 8.3. Descida com ângulo constante. Trajetória de planeio de descida com razão constante 8.4. Influência dos flapes e do trem de pouso na trajetória de descida 8.5. Velocidade final 9 Performance de pouso e decolagem 9.1. Decolagem 9.1.1. Forças que atuam sobre o avião 7 9 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 9 9.1.2. Fatores que influenciam a decolagem: vento, altitude, temperatura, umidade e características da pista 9.1.3. Variação da aceleração 9.1.4. Técnicas de decolagem 9.1.5. Corrida no solo. Comprimento mínimo de pista requerido. Influência das condições atmosféricas, posição do flape, tipo de piso 9.2. Pouso 9.2.1. Forças 9.2.2. Técnicas de pouso. Pouso de pista e pouso em três pontos 9.2.3. Fatores que influem no pouso: vento, altitude, temperatura, umidade e características da pista 9.2.4. Trem de pouso – Características. Pilonagem. “Cavalo de pau 9.2.5. “Corrida no solo. Comprimento mínimo de pista requerido. Influência das condicões atmosféricas e posição do flape 9.2.6. Perdas – Controle em baixas velocidades 10 Manobras – Vôo em curva 10.1. Mecânica do vôo em curva – Forças que atuam sobre um avião em curva. Força centrípeta 10.2. Efeitos da velocidade, do peso, da altitude e da potência disponível – Raio limite 10.3. Curvas coordenadas derrapadas e glissadas – Uso dos controles. Aumento da potência 11 Fator carga 11.1. Conceito. Unidade de medida. Limites de deformação e ruptura da asa 11.2. Classificação das aeronaves. Fatores de carga horizontal, vertical e de segurança. Fatores carga devidos a manobras e à turbulência. Velocidade máxima em turbulência 11.3. Estol normal e de velocidade 12 Parafusos 12.1. Características. Fatores que conduzem aos parufos. Riscos. Critério de segurança 12.2. Tipos de parafuso: normal e acidental – Fatores que acarretam o parafuso acidental. Saída dos parafusos 8 0 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 12 12.3. Parafuso chato – Visão geral 13 Teoria de vôo de alta velocidade 13.1. Velocidade do som. Compressibilidade e incompressibilidade 13.2. Ondas de choques, estol de choque, resistência ao avanço 13.3. Número Mach, Mach crítico 13.4. Aumento do número Mach crítico. Perfil fino. Enflechamento longitudinal 13.5. Comportamento da aeronave em estol por onda de choque, altura e alcance de velocidade 13.6. Ondas de choque e distribuição da pressão. Estrondo sônico 13.7. Problemas de controle da aeronave. Regra de áreas. Geradores de vórtices 13.8. Limites operacionais 14 Estabilidade e controle 14.1. Equilíbrio – Tipos. Equilíbrio estático e equilíbrio dinâmico 14.2. Estabilidade estática – conceito. Tipos:logitudinal, lazteral e direcional 14.2.1. Estabilidade longitudinal – conceito. Efeito do estabilizador horizontal. Ponto de aplicação das forças. Posição do CG e condição de estabilidade em vôo 14.2.2. Estabilidade lateral – conceito. Efeito de diedro, enflechamento de quilha, de fuselagem e de distribuição de pesos. Requisitos para abastecimento de combustível 14.2.3. Estabilidade direcional – conceito. Efeito de quilha e enflechamento 14.3. Estabilidade dinâmica nos três eixos – conceito 14.4. Comportamento do avião devido à estabilidade: efeitos da variação de potência e atitude de vôo. Forças nos controles. Massas de equilíbrio 15 Peso, balanceamento e perfor- mance 15.1. Pesos mínimos de uma aeronave. Pesos atuais de decolagem e pouso zero combustível. Disponível para carga paga em função de combustível abastecido 15.2. Sistema de pesagem de um avião. Posição do CG. Itens operacionais.Peso básico operacional e posição do CG 8 1 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 15 15.3. Limites do CG de um avião. Efeitos adversos. Cálculo de balanceamento. Importância do CG na estabilidade da aeronave. Limites 15.4. Ângulo, razão, tempo, distância e consumo de subida e de descida 15.5. Performance de aeronave 15.5.1. Caracterização 15.5.2. Regulamentação – Legislação incidente 15.5.3. Instrumentos de vôo – Deficiências e erros de indicação 15.6. Carregamento e balanceamento do avião para diferentes pesos e passageiros transportados – Cálculo do peso e do CG da aeronave. Procedimentos durante o carregamento. Efeitos da sobrecarga. Amarração da carga 16 Noções aplicáveis ao planejamento de vôo 16.1. Uso de gráficos e tabelas para o planejamento de vôo – Determinação do tempo de vôo, consumo, autonomia mínima, combustível requerido, comprimento de pista necessário para pouso e decolagem. Peso máximo de decolagem 16.2. Espera máxima de autonomia 40 8 2 1 5 D e z 9 0 15 Dez 90 83 MÓDULO/MATÉRIA: REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO Área curricular: Técnica Carga horária: 50 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Identificar a autoridade aeronáuticas nacionais e internacionais; – Conceituar o vocabulário básico aplicável ao tráfego aéreo – Identificar as regras do ar e as regras gerais do tráfego aéreo; – Identificar as regras de vôo visual e de vôo por instrumentos; – Descrever a estrutura do espaço aéreo; – Indicar as dimensões das aerovias; – Identificar uma rota de navegação aérea; – Caracterizar os serviços de tráfego aéreo e os respectivos órgãos executores; – Indicar os procedimentos previstos em casos de falha nas comunicações aeroterrestres; – Indicar os procedimentos previstos para subida e descida por instrumentos em locais desprovidos de órgãos de controle de tráfego aéreo; – Esboçar uma mensagem de posição; – Indicar os efeitos básicos das esteiras de turbulências; – Identificar as categorias das aeronaves segundo a esteira de turbulência; – Reconhecer as condições para mudança de vôo IFR para VFR; – Indicar a finalidade, a área de jurisdição e as atribuições de um Centro de Controle de Área (ACC) e de um Controle de Aproximação (APP); – Apontar a separação vertical mínima entre aeronaves sob o controle de um APP; – Calcular os níveis mínimos IFR para os vôos fora de aerovia; – Reconhecer os procedimentos previstos para separação de aeronaves nos cruzamentos de aerovias ou de rotas de assessoramento; – Indicar a separação vertical mínima entre aeronaves sob o controle de uma APP; – Indicar as condições mínimas para aproximações visuais, em vôos IFR; – Indicar os procedimentos de espera; – Indicar os procedimentos para o ajuste do altímetro; – Indicar as velocidades das aeronaves dentro de uma TMA e de uma CTR; – Indicar as condições para autorização de vôos VFR especiais; – Indicar as funções e a área de jurisdição de uma torre de controle (TWR); 15 Dez 90 84 – Indicar as condições meteorológicas mínimas prescritas para as operações VFR; – Identificar situações em que ocorre suspensão das operações de decolagem e os procedimentos previstos para aproximação IFR em condições meteorológicas adversas; – Indicar as responsabilidades do piloto quando em vôo VFR nas proximidades de um aeródromo e durante o táxi; – Reconhecer as posições críticas nos circuitos de tráfego e no táxi; – Descrever um circuito de tráfego padrão; – Identificar os fatores que determinam a seleção da pista a ser utilizada; – Identificar os parâmetros considerados para decolagem com ventos desfavoráveis; – Indicar a ordem de propriedade para pouso e decolagem; – Indicar procedimentos previstos para obtenção de autorização de plano de vôo e acionamento dos motores; – Identificar as instruções emitidas por uma TWR às aeronaves, durante o táxi; – Indicar os procedimentos a serem executados pelas aeronaves sem o equipamento rádio ou com ele inoperante no circuito de tráfego padrão; – Indicar os procedimentos para utilização das luzes aeronáuticas de superfície; – Indicar a finalidade dos sinais para o tráfego de aeródromo; – Indicar os procedimentos a serem executados pelas aeronaves para notificar o recebimento dos sinais luminosos emitidos pela TWR; – Indicar a finalidade e as atribuições do Serviço de Informação de Vôo (FIS); – Caracterizar o Serviço Automático de Informação de Terminal (ATIS) e o Serviço de Assessoramento de Tráfego Aéreo; – Identificar os meios de transmissão da radiodifusão ATIS; – Indicar quando e para quem a aeronave deve acusar o recebimento de uma informação AIS; – Identificar a finalidade, a jurisdição e o órgão responsável pelo Serviço de Informação de Vôo de Aeródromo (AFIS); – Indicar os procedimentos a serem executados pelas aeronaves sem o equipamento rádio em aeródromo provido de AFIS; – Indicar as responsabilidades do piloto em comando durante as operações de pouso e decolagem em aeródromos providos de AFIS; – Reconhecer a aplicação do serviço de alerta; – Identificar o órgão responsável pela coordenação e pelo salvamento, em caso de acidente; – Caracterizar as fases de incerteza, alerta e perigo; 15 Dez 90 85 – Reconhecer as limitações do RADAR nos serviços de tráfego aéreo; – Reconhecer a diferença entre RADAR primário e RADAR secundário; – Indicar os procedimentos a serem adotados pelo piloto de aeronave que disponha de equipamento transponder; – Identificar os tipos de serviços RADAR prestados pelos órgãos de tráfego aéreo; – Indicar os ajustes de velocidade previstos quando se utiliza o RADAR; – Reconhecer as situações em que a aeronave, sob vetoração ou vigilância RADAR, é dispensada de informação de posição; – Identificar a finalidade da fraseologia em aviação; – Apontar os tipos de mensagem emanados por órgãos ATC a serem cotejados pelos pilotos; – Reconhecer o alfabeto fonético; – Indicar os procedimentos previstos para as comunicações radiotelefônicas, bem como os procedimentos, para testar o equipamento; – Reconhecer os sinais de socorro, de urgência e visuais no solo; – Identificar as normas vigentes para a elaboração de um plano de vôo; – Indicar a finalidade, a localização e as atribuições da sala AIS de aeródromo; – Reconhecer os tipos de NOTAM e os órgãos do serviço de NOTAM; – Identificar a divisão e o conteúdo da AIP-Brasil e do ROTAER; – Interpretar as cartas de aproximação visual e de pouso, de subida e de aproximação por instrumentos. Ementa a) Autoridade aeronáuticas b) Regras do ar c) Serviços de tráfego aéreo d) Plano de vôo e) Serviço de informação aeronáutica Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso Ao primeiro contato com o conteúdo programático, observa-se que esta matéria se reveste basicamente de duas funções: – Informativa – pela qual o aluno fica sabendo qual é a regra, sendo esta a função que salta à vista, à simples leitura dos tópicos; 15 Dez 90 86 – Doutrinária – pela qual o aluno se convence de que a deve ser cumprida, função não explicitada, porém inerente ao conteúdo, a que lhe confere valor e sentido. Captar esses dois aspectos é essencial ao aluno. Fazer passar a doutrina requer credibilidade do instrutor junto aos discentes; sua atitude no trato da regra, no respeito à norma, mostra-se fundamental para a formação de uma postura séria e responsável do aluno na prática da pilotagem, sendo essa atitude do instrutor o primeiro fator de eficácia a ser considerado na relação instrutor-aluno, com vista ao endoutrinamento desejável, tão proclamado entre os que lidam na área de Instrução para a Aviação Civil. A convicção de que a regra precisa ser cumprida surge, primeiro, da convicção que o próprio instrutor revela e se solidifica à medida que o aluno vaicompreendendo os princípios e motivos (proteção de pessoas e propriedades, prevenção de acidentes, em suma, segurança) pelos quais a regra se impõem. Saber a norma é, pois, indispensável, mas não suficiente; é preciso inscrevê-lo num círculo mais amplo, de implicações objetivas diversas e de conseqüências subjetivas mais profundas, em termos de comportamento e personalidade. Técnicas de Instrução As informações que a matéria abarca são de natureza diferente, o que requer uma abordagem metodológica diversificada. Algumas unidades são conceituais, teóricas, aceitando um trabalho expositivo, acompanhado de ilustrações. A unidade 4 não pode dispensar o conhecimento e o preenchimento de um plano de vôo, ainda que em situação simulada. Fundindo os interesses de várias unidades, seriam desejáveis várias visitas à sala AIS, aos órgãos de controle e, quando possível, ao órgão que opere com radar, nos aeroportos. Nas visitas, sobretudo se planejadas, com orientação prévia aos alunos, há ocasião para que estes sintam de perto o impacto das situações reais, que sempre dão força e caráter de veracidade às informações já colhidas, constituindo elemento expressivo para fixação das aprendizagens. Recursos Auxiliares da Instrução Deduzíeis do texto sobre técnicas de instrução: ilustrações, cópias dos documentos normativos, visitas orientadas, manuseio de equipamentos, cartas aeronáuticas, publicações para consulta, formulários de preenchimento obrigatório. Observações: – O instrutor deve atualizar freqüentemente a documentação citada, face às modificações a que está sujeito o assunto. – O conteúdo das unidades 2 e 3 foi extraído da IMA 100.12; a unidade 4 baseia-se na IMA 100.11 e a unidade 5, nas IMA 63.5, 63.1 e nos IMA 63.1 63.2, 63.3 e 63.5. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 50 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Autoridades aeronáuticas 1.1. Autoridade aeronáutica internacional – Visão geral 1.2. Autoridade aeronáutica brasileira – Órgãos normativos (DAC e DEPV) e órgãos regionais (SERAC, CINDACTA, SRPV, DPV, e SAC) – Visão geral 2 Regras do ar 2.1. Terminologia básica: abreviaturas 2.2. Aplicabilidade das regras do ar – Obediência e responsabilidade quanto: ao cumprimento das regras, ao planejamento de vôo, à autoridade do piloto em comando e à classificação de emergência para fins de acionamento dos recursos de salvamento e de socorro disponíveis no aeródromo. Classificação dos estados de alerta: branco, amarelo e vermelho. Uso de intoxicantes, narcóticos, drogas e bebidas 2.3. Regras gerais de tráfego aéreo – Proteção de pessoas e propriedades. Prevenção de colisão (proximidade e direito de passagem). Procedimentos de operação em aeródromos ou em suas imediações. Procedimento a ser executado pela aeronave em vôo VFR em caso de deterioração das condições meteorológicas. Procedimento a ser cumprido pela aeronave que esteja sendo objeto de ato de interferência ilícita. 2.4. Regras do vôo visual – Limitações. Restrições. Vôo VFR controlado. Separação de aeronaves pelo uso da visão. Condições para realização de vôo VFR. Níveis de cruzeiro 2.5. Regras de vôo por instrumentos (IFR) – Equipamentos das aeronaves. Níveis mínimos. Regras aplicáveis aos vôos IFR efetuados dentro e fora do espaço aéreo controlado. Condições para a realização de vôos IFR 3 Serviços de tráfego aéreo 3.1. Generalidades 3.1.1. Estrutura do espaço aéreo – divisão, classificação e configuração do espaço 3.1.2. Dimensões das aerovias 3.1.3. Rotas de navegação de área (RNAV) 3.1.4. Serviços de tráfego aéreo – Tipos e órgãos de prestação dos serviços A hora nos serviços de tráfego aéreo 3.1.5. Falha de comunicações aeroterrestres – Procedimentos a serem executados pelas aeronaves (VMC e IMC) 3.1.6. Descida e subida por instrumentos em locais desprovidos de órgãos de controle de tráfego aéreo 8 7 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 3 3.1.7. Mensagem de posição – Finalidade. Responsabilidade pela confecção e transmissão. Aplicabilidade. Aeronotificação (AIREP) 3.1.8. Esteira de turbulência – Efeitos básicos. Categorias das aeronaves segundo a esteira de turbulência 3.1.9. Condições previstas para mudança de vôo IFR para VFR 3.2. Serviço de controle de área – Finalidade e área de jurisdição de um centro de controle de área (ACC) 3.2.1. Separação vertical mínima. Cálculo dos níveis mínimos IFR para vôos fora das aerovias. Separação de aeronaves nos cruzamentos de aerovias ou em rotas de assessoramento 3.3. Serviço de controle de aproximação 3.3.1. Atribuições e jurisdição de um controle de aproximação (APP) 3.3.2. Obrigações do piloto, quando estiver voando com plano IFR dentro de um CTR ou TMA 3.3.3. Separação vertical mínima entre as aeronaves sob controle de uma APP 3.3.4. Condições estabelecidas para as aeronaves, em vôo IFR, fazerem aproximações visuais 3.3.5. Procedimentos de espera – Forma e terminologia. Velocidades previstas. Setores de entrada. Zona de flexibilidade admitida para cada lado dos limites de setor. Procedimentos estabelecidos para os três setores. Tempos na perna de afastamento e começo da cronometragem. Efeito do vento. Mudança de nível de vôo ou de altitude 3.3.6. Procedimentos para ajuste de altímetro – Altitude e nível de transição. Determinação do nível de transição: parâmetros utilizados. Procedimetnos para decolagem (subida) e aproximação (pouso) 3.3.7. Velocidade máxima das aeronaves em vôo dentro de área de controle terminal (TMA) e de zona de controle (CTR) – Obrigações do piloto, quando estiver voando com plano IFR 3.3.8. Condições e jurisdição da torre de controle de aeródromo 3.4. Serviço de controle de aeródromo 3.4.1. Funções e jurisdição da torre de controle de aeródromo 3.4.2. Suspensão das operações VFR em função dos mínimos meteorológicos do aeródromo. Responsabilidade dos pilotos quando em vôo VFR nas proximidades de um aeródromo e durante o táxi. Suspensão das operações de decolagem IFR 8 8 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 3.4.3. Aproximação IFR em condições meteorológicas adversas 3.4.4. Posições críticas nos circuitos de tráfego e no táxi. Circuito de tráfego padrão 3.4.5. Seleção da pista em uso. Ordem de prioridade para pouso e decolagem. Controle das aeronaves durante o táxi. Procedimentos de aeronave sem rádio ou com equipamento inoperante no circuito de tráfego. Decolagem com vento desfavorável 3.4.6. Procedimentos para obtenção de autorização de plano de vôo e acionamento dos motores 3.4.7. Luzes aeronáuticas de superfície: pista de táxi, zona de parada, obstáculos, de aproximação (ALS, VASIS e PAPI) e farol rotativo 3.4.8. Sinais para o tráfego de aeródromo – Finalidade e alcance normal da pistola de sinais luminosos. Notificação de recebimento dos sinais por parte da aeronave 3.5. Serviço de informações de vôo (FIS) 3.5.1. Finalidade e atribuições 3.5.2. Serviço automático de informação de terminal (ATIS) – Finalidade. Meios de transmissão. Identificação de mensagem ATIS. Informação de recebimento da mensagem ATIS pela aeronave. 3.5.3. Serviço de Assessoramento do tráfego aéreo. Objetivo. Princípios básicos 3.5.4. Serviço de informação de vôo de aeródromo (AFIS) – Finalidade. Órgão responsável e jurisdição. Operação de aeronaves sem rádio em aeródromos providos de AFIS. Circuito de tráfego em aeródromos providos de AFIS. Responsabilidade do piloto em comando durante as operações de pouso e decolagem em aeródromo provido de AFIS 3.6. Serviço de alerta – Aplicação. Notificação aos centros de coordenação e salvamentop (RCC). Fase de incerteza, alerta e perigo 3.7. Emprego do radar nos serviços de tráfego aéreo 3.7.1. Limitações: radar primário e radar secundário – Visão geral 3.7.2. Equipamentotransponder – Utilização.. Códigos previstos. Verificação do funcionamento. Acionamento da característica IDENT. Desligamento do equipamento 3.7.3. Serviços RADAR prestados (vetoração e vigilância). Ajustes de velocidade. Informação de posição da aeronave sob vetoração ou vigilância RADAR 8 9 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 3.8. Fraseologia – Finalidade. Tipos de mensagem emanadas dos órgãos ATC que devem ser cotejados pelo piloto. Alfabeto fonético. Teste de equipamentos radiotelefônicos. Procedimentos para a comunicação radiotelefônica 3.9. Sinais de socorro, de urgência e visuais no solo 4 Plano de vôo 4.1. Abreviaturas aplicáveis ao preenchimento do formulário de plano de vôo 4.2. Instruções para preenchimento do plano de vôo 4.3. Local para preenchimento e entrega. Pessoas autorizadas a preencher e assinar o formulário. Dispensa ou apresentação compulsória 4.4. Prazos de apresentação e validade 5 Serviço de informação aeronáutica 5.1. Sala AIS de aeródromo – Finalidade. Localização. Atribuições 5.2. Serviços de NOTAM (classes I e II) – Responsabilidade. Órgãos de execução. Classi- ficação de NOTAM 5.3. AIP-BRASIL Divisão. Conteúdo. Autonomia para vôos VFR e IFR 5.4. ROTAER – Divisão. Conteúdo. Unidades de medidas usadas em aviação 5.5. Cartas de aproximação: visual e de pouso 5.6. Cartas de subida e de aproximação por instrumentos – Visão geral 50 9 0 1 5 D e z 9 0 15 Dez 90 91 MÓDULO/MATÉRIA: NAVEGAÇÃO AÉREA Área curricular: Técnica Carga horária: 60 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Distinguir os diferentes métodos de navegação; – Reconhecer a forma, os movimentos e os principais círculos da terra; – Determinar a posição e a direção da aeronave em relação à superfície da terra; – Realizar cálculos e conversões com as unidades de medida aplicáveis à navegação aérea; – Interpretar mapas e cartas aeronáuticas; – Reconhecer a aplicação da ortodromia e da loxodromia à navegação; – Identificar os diferentes tipos de projeção aplicáveis à navegação aérea; – Determinar direções e distâncias nas cartas aeronáuticas; – Interpretar as indicações dos instrumentos básicos de navegação; – Estabelecer os diferentes procedimentos, de acordo com as indicações dos instrumentos básicos; – Caracterizar magnetismo terrestre; – Aplicar os conhecimentos sobre o magnetismo terrestre na manutenção da rota pretendida; – Caracterizar os diferentes tipos de computadores e calculadoras de vôo; – Utilizar os computadores de vôo nas diferentes fases da navegação; – Interpretar as informações a respeito dos efeitos do vento sobre o deslocamento da aeronave para a manutenção da rota pretendida; – Caracterizar o triângulo de velocidades; – Aplicar os conhecimentos sobre tempo e fusos horários no planejamento de vôo; – Aplicar os procedimentos adequados à navegação estimada; – Planejar voos VFR e IFR; – Caracterizar radio navegação; – utilizar informações fornecidas pelos auxílios à radio navegação durante o voo em rota. 15 Dez 90 92 Ementa a) Métodos de navegação b) A Terra e a navegação c) Orientação sobre a superfície da Terra d) Unidades de medida e) Mapas e cartas f) Instrumentos básicos para a navegação g) Magnetismo terrestre h) Proas e rumos i) Computador ou calculador de vôo j) Tempo e fusos estimados k) Navegação estimada l) Planejamento de vôo m) Radionavegação Orientação Metodológica Papel de Matéria no Curso Esta matéria reúne informações provenientes de diversos campos do saber, como, por exemplo, da Geografia, da Matemática, da Física, da Meteorologia, de Teoria de Vôo, motivo pelo qual pode ser considerada como um ponto de encontro, em que tais informações deverão ser conjugadas para um correto planejamento de vôo e posteriormente, para a execução segura do vôo. Assim, nas diferentes unidades didáticas, distribuem-se os conhecimentos que se confluirão no sentido de permitir ao piloto prever e estabelecer como deverá ocorrer o deslocamento orientado da aeronave, de um ponto a outro da Terra. Ao longo da matéria, a da maior carga horária do curso, o aluno articulará as informações sobre: – O meio (espaço físico ambiente) em que navegará; – Como situar-se e orientar-se em vôo; – Os detalhes da rota; – A quantidade de combustível; – A relação velocidade/tempo/altitude. No cheque para obtenção da licença, estará em foco sua capacidade de organizar metodicamente o vôo central desta matéria – aliada, evidentemente, à capacidade de operar com segurança a aeronave, o que será aprendido na instrução de vôo. Técnicas de Instrução Como o objetivo final desta matéria é a capacitação do aluno para o planejamento do vôo, faz-se necessário que ele se familiarize gradativamente, através 15 Dez 90 93 de exercícios freqüentes, específicos para cada bloco de assuntos, com os diferentes conceitos, instrumentos, materiais e cálculos que utilizará para aquele fim. Os conceitos e símbolos serão fixados à medida que forem sendo aplicados. O que importa não é a habilidade verbal para definir os conceitos, mas, precipuamente, a capacidade de empregá-los adequadamente e de reconhecer seus símbolos de forma correta, o que exclui a hipótese de treinamento para memorização. A capacidade de conjugar os diversos dados adquiridos em cada unidade didática será desenvolvida paulatinamente, cabendo ao instrutor canalizar a atenção do aluno através de exemplificações constantes com situações reais, procurando, sempre que possível, relacionar teoria e prática. Em síntese, a técnica altamente recomendável é de estudo de caso, porque permite não só a análise da situação, com o desdobramento em seus diferentes elementos, como também porque estimula a atividade mental do aluno, exercitando-o no inter-relacionamento dos dados e na busca das soluções. Recursos Auxiliares da Instrução A ilustração, sob diferentes formas (figuras, projeções, esquemas etc), e, sobretudo, o contato direto com os instrumentos e demais materiais são indispensáveis; desses contatos vai resultando naturalmente a fixação dos conceitos e respectivos símbolos, bem como um desembaraço gradual no manuseio de transferidor, mapas, computadores, etc. São também válidos quadros comparativos, gráficos e desenhos, tanto os já impressos, com os elaborados pelos instrutores. Os alunos devem ser estimulados a fazer representações gráficas acompanhando suas exposições; esse tipo de expressão apresenta, inclusive, vantagens para o aluno, no sentido de poder passar, sob nova forma de linguagem, seus pensamentos e idéias, revelando ao instrutor se realmente aprendeu. Grande parte das aprendizagens necessárias nesta matéria repousa na representação, no símbolo e se o aluno for capaz de produzir, informalmente, desenhos e esquemas, além de decodificar os padronizados (como, por exemplo, as projeções), poderá evidenciar a assimilação do assunto tratado. Por outro lado, permitirá ao instrutor detectar, se for o caso, alguma dúvida, distorção, incorreção. É importante o instrutor compreender que desenhos e símbolos, sendo síntese, favorecem o diagnóstico da situação do aluno quanto às aprendizagens desejadas. Material para Uso do Aluno – Compasso, de preferência de ponta-seca; – Computador e calculadora de vôo; – Folha de plotagem; – Plotador ou transferidor pequeno; – Régua de 30cm. Obs.: Calculadoras eletrônicas só devem ser usadas depois de o aluno dominar com segurança os procedimentos básicos para o planejamento de vôo. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 60 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Métodos de navegação 1.1. Conceituação 1.2. Métodos: navegação por contato, navegação estimada, radionavegação e navegaçãoeletrônica – Caracterização de cada método 2 A Terra e a navegação aérea 2.1. Terra – Forma. Diâmetro. Eixo. Pólos geográficos 2.2. Movimentos: rotação, revolução e mutação – Precessão: causas 2.3. Meridianos – Meridiano de origem. Medianos de longitude. Arco e grau. Sentidos. Lados. Contagem e quantidade em graus. Antimedianos 2.4. Paralelos – Paralelo de origem. Paralelos de latitude. Equador. Afastamento em graus. Sentido. Hemisférios. Co-latitude 2.5. Círculos máximos e menores 2.6. Sistema de coordenadas geográficas – Localização sobre a superfície terrestre. Determinação e plotagem da coordenada. Posição geográfica do Brasil 2.7. Diferença de latitude. Diferença de longitude. Latitude média e longitude média 3 Orientação sobre a superfície da Terra 3.1. Orientação – nascer e pôr-do-sol. Pontos cardeais, colaterais e subcolaterais Quadrantes 3.2. Graus direcionais. Leitura no sentido horizontal tendo o norte como referência 3.3. Direção – Rosa-dos-ventos. Posicionamento angular de um ponto para outro, Leitura na carta 3.4. Convergência e ângulo de convergência 4 Unidades de medida 4.1. Quilômetro, milha náutica e milha terrestre – Valores respectivos. Conversores 4.2. Relação entre grau, arco e distância 4.3. Conversões 4.4. Sistema de unidades da OACI (Anexo 5) 9 4 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 5 Mapas e cartas 5.1. Teoria das projeções – Visão geral. Tipos de projeções comumente usadas nas cartas aeronaúticas 5.2. Mapas e cartas aeronáuticas – Carcterização. Origem. Símbolos. Interpretação 5.2.1. Ortodromia – Navegação pelo círculo máximo 5.2.2. Loxodromia – Navegação por ângulos iguais 5.2.3. Aplicação de ortodromia e loxodromia – Condições 5.3. Projeções quanto à tangência: polar, oblíqua e equatorial 5.4. Projeção gnomônica e projeção policônica – Representação gráfica. Aplicação 5.5. Projeção Lambert – Caracterização. Representação num plano. Tipos de construção. Aplicações. Escala. Leitura de direções. Gradeado 5.6. Projeção Mercator – Caracterização. Representação num plano – Tipos de construção. Aplicações . Escala. Leitura de direções. Gradeado 5.7. Rotas ortodrômicas e loxodrômicas nas projeções Lambert, Mercator, gnomônica, policônica – Traçados e segmentos 5.8. Vantagens e desvantagens das projeções Lambert e Mercator 5.9. Cartas de rota de subida, de descida e de área terminal – Aplicações. Símbolos 5.10. Medição de direção e distância nas cartas 6 Instrumentos básicos para a navegação 6.1. Bússola – Precauções e limitações das indicações. Linhas iscolínicas. Calibragem manual. Cartão de desvio. emprego do desvio de bússola na proa. Bússolas da leitura remota 6.2. Velocímetro – Ligação com as linhas de pressão estática e dinâmica fornecidas pelo tubo de Pitot Unidades usadas para a leitura de velocidades 6.2.1. Velocidades: indicada, calibrada, aerodinâmica e no solo. Obtenção dos diferentes tipos da velocidade 9 5 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 6 6.3. Altímetro – Linha de pressão estática. Indicações das várias altitudes. Influência das variações da pressão atmosférica. Aplicação da pressão-padrão. Vôos em zonas de alta e de baixa pressão atmosférica 6.3.1. Tipos de altitude: indicada, calibrada, pressão, verdadeira, densidade, absoluta. Diferentes maneiras de obtenção. Definição dos diferentes tipos de altitude 6.4. Climb ou indicador de subidas e descidas – Unidade-padrão da medida 6.5. Termômetro. Variação da temperatura com a altitude. Temperatura externa. Vôos em zonas de alta e baixa temperatura do campo ao nível e acima do nível médio do mar 6.6. Cronômetro (relógio) – Utilização nas diferentes manobras 7 Magnetismo terrestre 7.1. A Terra como uma ímã – Efeitos do magnetismo. Campo magnético. Pólos magnéticos N e S. Movimentos de precessão e mutação e as variações do campo magnético 7.2. Razão da numeração do campo magnético da Terra. Declinação magnética. Linhas representativas da Dmg agônica e isogônica numa carta. Linha isoclínica 8 Proas e rumos 8.1. Método gráfico demonstrativo da Dmg E e W 8.2. Aplicabilidade da Dmg nas proas e rumos 8.3. Método gráfico demonstrativo do desvio de bússolas E e W – Aplicabilidade 8.4. Aplicabilidade do desvio de bússola na determinação de proas 8.5. A aeronave e demonstração gráfica dos ângulos de Dmg e desvio em relação ao norte verdadeiro. Demonstração das diversas leituras de proas no gráfico 9 Computador ou calculador de vôo 9.1. Tipos: de régua e circular: Funcionamento. Modelos em uso 9.2. Divisões da escala de tempo. Aplicação da regra de três simples 9.3. Tempo – Unidade de medida: a hora. Conversões 9.4. Velocidade – Unidades de medida de velocidade: nó (knot), milha por hora (mph) e quilômetro por hora (km/h) 9.5. Direções – Diferenciação entre rumo verdadeiro (RV), rota (RO), proa verdadeira (PV) e direção do vento (Dv) 9.6. Efeitos dos ventos sobre o deslocamento das aeronaves – Deriva. Correção da deriva. Representação dos ventos nos computadores de vôo. Importância dos ventos para o planejamento de vôo. 9 6 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 9 9.7. Face A do computador – Observação. Utilização 9.7.1. Conversões de distância: pré-metros, quilômetros-milhas náuticas-milhas terrestres. Conversões de medidas de capacidade: galões-litros-US galões. Conversões quilogramas-libras. Transformações horas-minutos-segundos 9.7.2. Determinação de velocidade aerodinâmica – Cálculo da relação velocidade-tempo- distância. Cálculo de combustível-tempo-consumo 9.7.3. Determinação da altitude verdadeira e da altitude densidade. Posição da vírgula no número decimal. Determinação do número Mach-temperatura 9.8. Triângulo de velocidades 9.8.1. Vetores - Aplicação prática 9.8.2. Face B do computador – Deteminação de dados através do uso dos triângulos de velocidades: 1º, 2º e 3º casos 10 Tempos e fusos horários 10.1. Relação tempo-longitude 10.2. Terra – Movimento real 10.3. Sol – Movimento aparente. Trânsito. Dia solar. Sol médio 10.4. Hora verdadeira. Hora média 10.5. Fuso horário – Valor em graus de longitude e composição. Número em cada lado da Terra. Longitude central de cada fuso. Fuso oº. fuso 12º 10.6. Linha internacional de mudança da data (meridiano 180º) 10.7. Meridiano de Greenwich. Tempo universal coordenado (UTC). Hora local (HCL) e hora legal (HLE) 10.8. Representação simbólica dos fusos: letras e números 11 Navegação estimada 11.1. Ponto estimado. Problemas básicos sobre a determinação de posição, rumo fixado e hora prevista de chegada 11.2. Linhas de posição determinadas pelos seguintes procedimentos: leitura de mapa, observação de objetos em trânsito, marcação, bússola, rádio, observação astronômica e radar. Determinação da posição mediante duas ou mais linhas de posiçòes simultâneas. Plotagem. Triângulo de erro. Escolha de posição 11.3. Plotagem de um vôo simples do ponto de partida ao de destino. Determinação da rota, da velocidade em relação ao solo e da hora prevista de chegada 9 7 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 14 11.4. Determinação da posição – Linhas de posição. Métodos para obtenção das linhas de posição. Técnicas de transferência. Intervalo de tempo entre linhas de posição. Utilização de uma linha de posição para controlar a rota ou a velocidade relativa ao solo 11.5. Métodos para definir: posição, latitude, longitude, marcação e distância. Plotagem e indicação de posição pelos dois métodos. Símbolos de plotagem para as posiçòes 11.6. Uso do ponto de posição 11.7. Revisão de rota e da velocidade ao solo. Determinação da velocidade do vento (método do rumo e da velocidade relativa ao solo) 11.8. Modificação de rumodidática geral para a instrução específica por matéria; d) apresentar o glossário dos termos básicos usados no âmbito do sistema de instrução. O curso de Piloto Comercial – Avião deve ser homologado pelo Departamento de Aviação Civil – DAC, só podendo ser ministrado por entidades autorizadas por este órgão. Para se submeter aos exames teóricos e práticos do DAC, com vista à obtenção da licença de PC-Avião, o candidato deve comprovar ter concluído um curso homologado. 15 Dez 90 10 Os critérios de recrutamento, inscrição, seleção e matrícula para os cursos da PC-A realizados através de convênio ou contrato entre órgãos do Ministério da Aeronáutica e entidades públicas ou privadas são objeto de normas específicas, sem prejuízo das disposições deste manual. Para fins de regularização do serviço militar, os alunos matriculados em entidades de instrução para a Aviação Civil devem observar as disposições da Portaria Ministerial nº 1.054-GM-3, de 03 Set 79. Este manual foi elaborado com base nos seguintes documentos: Lei nº7.565, de Dez 86 – institui o Código Brasileiro de Aeronáutica. Decreto nº 65.144, de 12 Set 69 – Institui o Sistema de Aviação Civil do Ministério da Aeronáutica. Decreto nº92.857, de 27 de jun 86 – Cria, no Ministério da Aeronáutica, o Instituto de Aviação Civil. (Alterado pelo Decreto nº98.496, de 11 Dez 89). NSMA 58-61 (RBHA) – Requisitos para concessão de licenças de piloto e de instrutores de vôo. Descrição e perfil ocupacional da atividade de Piloto Comercial – Avião, realizados pelo IAC, em 1987. Este manual consta de 189 páginas e 19 anexos. 15 Dez 90 11 2 OBJETIVO GERAL DO CURSO O curso de Piloto Comercial – Avião, em atendimento às exigências da NSMA 58-61 (RBHA), propõe-se a fornecer os subsídios teóricos e práticos para a operação de aeronaves com segurança e eficiência. 15 Dez 90 13 3 INSTALAÇÕES Para a instrução teórica, a entidade deve dispor de instalações destinadas ao ensino em condições condizentes com a natureza do curso e o número de alunos, proporcionando ambiente de luminosidade (sobretudo porque os pilotos devem ter excelente acuidade visual), conservação, limpeza, arejamento, circulação, segurança e conforto em níveis apropriados ao uso das diferentes dependências e dos diversos equipamentos. É indispensável a instalação de extintores de incêndio recarregáveis apropriados a diferentes tipos de material. Além das salas de aula comuns – equipadas com carteiras, mesas, estantes e quadro-de-giz – e das instalações sanitárias, o curso requer sala da coordenação, sala dos professores/instrutores e secretaria – dotada de mobiliário adequado à guarda de arquivos e registros referentes ao curso. Como grande parte das atividades em sala de aula engloba plotagem de pontos e traçado de rumos em cartas aeronáuticas, recomenda-se que o tamanho das mesas dos alunos permita esse tipo de trabalho – aproximadamente 75 X 125cm, de superfície resistente, plana e horizontal. As cadeiras devem ter um dispositivo para o aluno colocar o material, de modo a evitar que ele seja posto sobre a mesa. Contando a entidade de instrução com um psicólogo, deve haver uma sala para o atendimento individual dos alunos, bem como armários próprios para guardar material específico. Se o curso for realizado em regime de internato, a entidade deve dispor de refeitório ou cantina e alojamento com acomodações para todos os alunos. Para instrução prática, a entidade deve contar com: a) salas de operações, preparada especificamente para esse fim; b) sala para o planejamento de vôo, com cartas, mapas e demais recursos e documentos exigidos; c) sala de brifim/debrifim, com mesas grandes, em torno das quais possam se sentar alunos e instrutores, inclusive durante a 15 Dez 90 14 espera que antecede o vôo; a sala deve ter quadro-de-giz e estantes para a guarda de material; d) sala para o treinador/simulador, que atenda aos requisitos de boa ambientação (temperatura, umidade), à prova de som, com espaço de 20 a 25cm2 para cada equipamento; e) sala dos instrutores de vôo, com mobiliário adequado ao arquivamento usado para fins de acompanhamento da evolução de cada aluno durante a instrução de vôo; f) biblioteca; Para propiciar aos alunos oportunidade de se familiarizar com o avião a ser usado na instrução de vôo, as salas devem dispor de cartazes e diagramas que ilustrem, por exemplo, a posição dos comandos instalados na cabine, a disposição do painel de instrumentos, os dados da performance da aeronave, a fraseologia empregada nas comunicações e todo o material operacional que o aluno deve conhecer. A visualização antecipada permitirá ao aluno um desembaraço mais rápido na identificação desses componentes, quando observados no avião. O aeródromo a ser utilizado na instrução de vôo deve ser homologado pelo DAC, atendendo às especificações das aeronaves usadas para a instrução. Como estão previstos vôos noturnos na instrução prática, a entidade deve providenciar para que os exercícios sejam realizados em aeródromo devidamente equipado para esse fim. Por se tratar de unidade de instrução, devem-se dispensar cuidados especiais: a) adotar medidas concretas contra riscos de incêndio, explosão e inalação de vapor de substâncias tóxicas; b) manter equipamentos de primeiros socorros, com material adequado a atender aos incidentes mais comuns, em quantidade proporcional ao número de alunos; quando este for elevado, deve haver uma enfermaria, para atendimentos mais complexos. Tendo em vista a sedimentação de uma doutrina pautada na segurança, a entidade deve, além dos cuidados citados: a) afixar avisos, sinais de advertência, cartazes educativos; b) realizar palestras, cine-debates, análise crítica de ocorrências relatadas pela imprensa especializada ou não; c) estimular o desenvolvimento de hábitos e atitudes de zelo pelo patrimônio e, sobretudo, de respeito pelas vidas em jogo; d) envolver harmonicamente a administração do ensino, o corpo docente, o corpo discente e demais membros num trabalho de conscientização preventivo, muito mais do que corretivo, objetivando a boa preparação dos alunos. 15 Dez 90 15 4 RECURSOS MATERIAIS Para o desenvolvimento do Curso de Piloto Comercial – Avião, a unidade de instrução profissional deve manter um serviço permanentemente atualizado de recursos auxiliares da instrução e material instrucional, constituído de: a) recursos audiovisuais de uso genérico, como quadro-de-giz, quadro de avisos, projetores de slides e de filmes, telas de projeção, gravadores, retroprojetores, televisão, videocassete, fotocopiadora; b) instrumentos e equipamentos específicos de uso individual, como réguas paralelas e comuns, esquadros, transferidores, plotadores, compassos, computadores e calculadoras de vôo, cadernetas de vôo; c) recursos específicos de uso coletivo, como fotos; murais; mapas; cartas de navegação, sinóticas, de prognósticos de rotas; livros de bordo; formulários para os planos de vôo; d) equipamento para demonstração práticas, como bússolas, altímetros, anemômetros, instrumentos e equipamentos de rádio e o maior número possível dos equipamentos indicados nos planos de matéria; alguns instrumentos devem ser seccionados, para que os alunos possam observar o mecanismo interno; e) modelos em miniatura(maquetes), onde os alunos possam praticar, por exemplo, a regulagem da bússola; f) biblioteca, cujo funcionamento deve facilitar consulta do corpo docente e do corpo discente, dotada de: fontes de consulta indicadas para as diferentes matérias; regulamentos do ar e instruções correlatas nacionais e internacionais, exemplares de AIP; periódicos especializados, manuais e demais publicações da OACI, manuais dos fabricantes, catálogos, normas técnicas, apostilas e publicações estrangeiras; 15 Dez 90 16 15 Dez 90 17 obras de cultura geral que, de algumapara posicionar a aeronave paralelamente a determinadas rotas ou para retomar a ela. Revisão da hora prevista de chegada 11.9. Representação gráfica – Princípios. Comparação com a plotagem da rota. Aplicação dos dois métodos. Determinação do ponto estimado a partir do diagrama de posição no ar. Determinação do vento a partir de um ponto de posição 11.10.Navegação durante a subida e a descida. Determinação da velocidade relativa média. Métodos para determinação a velocidade relativa média. Métodos para determinar a velocidade verdadeira (TAS). Velocidade do vento. Métodos para determinar sua velocidade média 11.11.Pontos críticos. Ponto de não-retorno 11.12.Determinação do raio de ação e do ponto crítico por aproximação 12 Planejamento de vôo 12.1. Orientação geral – Estudo da carta e de mapas da rota a ser feita e da declinação a ser aplicada. Elementos a considerar: pontos visuais de referência, condições meteorológicas, ventos reinantes na área. Documentação do piloto e da aeronave. Exatidão das informações 12.2. O planejamento do vôo – Indicações obrigatórias: hora de saída, hora nos pontos de sobrevôo e hora de chegada; cálculo do combustível necessário e controle do consumo durante a viagem e para eventual alternativa; determinação de posições definidas na rota e para eventual alternativa; determinação de posições definidas na rota ou por coordenada; observação dos símbolos, correção do vento e determinação para eventualidade; deriva e correção da deriva 9 8 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 12 12.3. Localização dos pontos com auxílio das coordenadas. Como encontrar a rota. Como determinar a declinação magnética a ser usada 12.4. Obtenção dos dados para a navegação a partir de gráficos 12.5. Auxílios disponíveis – Natureza. Utilização. Freqüência das observações. Procedimentos gerais. Guias de vôo. Publicações de Informações Aeronáuticas (AIP) 12.6. Determinação de PV e VS, sendo dados RV, VA e vento. Demonstração gráfica. Demonstração nos diferentes tipos de computador 12.7. Determinação do vento, sendo dados RV, VA, PV e VS. Modificações que poderão ocorrer no planejamento de vôo se ocorrer uma mudança de vento 12.8. Montagem de um planejamento de vôo sem vento – Cálculo de tempo de vôo, rumo, proas e combustível mínimo 12.9. Montagem do plano com as informações meteorológicas – Cálculo da subida com vento. Preenchimento correto do plano de vôo 12.10. Alterações ocorridas na execução do vôo – Determinação do novo vento. Alterações no planejamento 13 Radionavegação 13.1. Propagação de ondas de rádio – Ondas eletromagnéticas. Terminologia. Ciclos. Freqüência. Comprimento de onda. Espectro de freqüência. Polarização das ondas. Reflexão e absorção de ondas 13.2. Características e modulação das ondas de rádio. Princípios dos transmissores e dos receptores 13.3. Radiogoniometria – Características dos radiogoniômetnos de VHF. Resolução da ambiguidade de 180º. Erros do goniômetro. Alcance e precisão 13.4. Radiocompasso (ADF) – Princípios básicos. Linhas e pontos de posição 13.5. Radiobalizas – Princípios gerais. Cobertura. Importância de determinação do cone de silêncio 13.6. VOR/DME – Alcance e precisão. Equipamentos de bordo e equipamento terrestre – Noções gerais 9 9 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 13 13.1. VASIS – Princípios gerais 13.2. Radar transponder – Princípios gerais 13.3. Descrição e sintonia dos sistemas de navegação (radiogoniômetro VHF, ADF, VOR/DME) e dos sistemas de aproximação – Visão geral 1 0 0 15 Dez 90 101 MÓDULO/MATÉRIA: A AVIAÇÃO CIVIL Área curricular: Complementar Carga horária: 04 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Apresentar, em linhas gerais, a história da Aviação Civil; – Reconhecer a OACI como a organização encarregada de padronizar as atividades da Aviação Civil Internacional através de normas e recomendações; – Identificar as obrigações e os direitos do Brasil como Estado membro da OACI; – Caracterizar o Sistema de Aviação Civil quanto às suas finalidades e abrangência; – Identificar os principais órgãos cujas atribuições incidem sobre as atividades do PC-Avião. Ementa a) Breve histórico b) A Organização de Aviação Civil Internacional – OACI c) A Aviação Civil no Brasil d) A proteção ao vôo Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso A matéria procura desenvolver nos alunos uma visão sistematizada da Aviação Civil Internacional, indispensável à compreensão da finalidade da OACI: segurança, economia e eficiência do transporte aéreo, e pretende situar o aluno no contexto em que vai atuar, caracterizando-o quanto a finalidade, estrutura e funcionamento, abrangência e interação. Esta matéria deve ser desenvolvida antes das matérias da área técnica, de modo a permitir ao aluno compreender o contexto da Aviação Civil. Técnicas de Instrução Os assuntos podem ser apresentados através de aulas expositivas; como, porém, há um grande número de informações, convém apresentar descrições de situações reais que ocorrem no contexto da Aviação Civil e de cuja análise possam ser extraídos pontos relevantes. Essa conjugação de técnicas permite que as aulas não mobilizem apenas a memorização. Recursos Auxiliares da Instrução Os instrutores poderão valer-se de: transparências; filmes; slides; organogramas, fluxogramas, quadros sinóticos; exemplares de publicações da OACI, do DAC e da DEPV. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 60 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Breve histórico 1.1. A Aviação Civil – Caracterização. Abrangência 1.2. A idéia de voar. Inventos precursores do avião. Surgimento das aeronaves: pioneiros. O avião como meio de transporte 1.3. Expansão da Aviação Civil – Necessidade de regulamentação e padronização dos procedimentos 2 A Organização de Aviação Civil Internacional OACI 2.1. Antecedentes 2.2. A Convenção de Chicago de 1944 – Criação da OACI. Finalidades: segurança, economia e eficiência do transporte aéreo 2.3. Responsabilidades do Brasil como Estado membro da OACI 2.4. Publicações da OACI – Os anexos técnicos 3 A Aviação Civil no Brasil 3.1. O Sistema de Aviação Civil (SAC) – Abrangências. A Aviação Civil como fonte e sede da reserva mobilizável do Maer 3.2. O Departamento de Aviação Civil (DAC) – Situação no Maer. Funções como órgão central do sistema. Estrutura e funcionamento. Subdepartamentos do DAC: Subdepartamento de Planejamento (SPL), Subdepartamento de Operações (SOP) e Subdepartamento Técnico (STE): estrutura e atuação de cada um. Os Serviços Regionais de Aviação Civil (SERAC) como elos executivos do SAC: atribuições e áreas de jurisdição. Publicações do DAC 3.3. SICONFAC – Atribuições 3.4. O Instituto de Aviação Civil (IAC) – Finalidade. Atribuições 3.5. A inspeção da Aviação Civil – Papel do INSPAC – Piloto e dos INSPAC – Especialistas. Responsabilidades. Deveres dos profissionais que atuam no SAC face às atividades dos INSPAC 4 A proteção ao vôo 4.1. A Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Vôo (DEPV) – Situação no Maer. Funções como órgão normatizador e executor da proteção ao vôo. Principais atribuições. Publicações: tipos e finalidades. Interação com a TASA. Os Serviços Regionais de Proteção ao Vôo (SRPV): atribuições e área de jurisdição 1 0 2 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 4 4.2. O Sistema de Defesa Aérea e Controle de Tráfego (SISDACTA) e os Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) – Breve referência 04 1 0 3 15 Dez 90 104 MÓDULO/ MATÉRIA: SEGURANÇA DA AVIAÇÃO CIVIL CONTRA ATOS DE INTERFERÊNCIA ILÍCITA Área curricular: Complementar Carga horária: 04 h-aObjetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Definir segurança da Aviação Civil; – Identificar os diferentes tipos de interferência ilícita na Aviação Civil; – Identificar a regulamentação básica referente à segurança da Aviação Civil; – Identificar o papel da tripulação nos atos de interferência ilícita; – Indicar a finalidade dos planos de segurança desenvolvidos pelos aeroportos e pelas empresas aéreas; – Citar a responsabilidade do comandante no plano de emergência da empresa; – Indicar os temas básicos do programa de instrução de segurança para tripulantes e pessoal de terra; – De segurança para tripulantes e pessoal de terra; – Indicar as normas e recomendações básicas de segurança; – Indicar as medidas preventivas contra atos de interferência ilícita; – Definir bomba, ameaça de bomba e identificação positiva do alvo; – Reconhecer os procedimentos usualmente adotados em caso de denúncia anônima de bomba sem identificação positiva do alvo; – Caracterizar as diferentes categorias de ameaça de bomba; – Caracterizar assessoria de risco; – Apontar os aspectos que devem ser considerados na avaliação de ameaça de bomba; – Identificar os cuidados iniciais em caso de alarme de bomba; – Identificar os órgãos, entidades e elementos envolvidos no processo de busca; – Identificar o órgão responsável pelas investigações pertinentes a ameaças de bomba e o procedimento inicial adotado; – Indicar os elementos que devem receber treinamento a respeito do como proceder em caso de ameaça de bomba; 15 Dez 90 105 – Indicar as responsabilidades do comandante em caso de ameaça de bomba em aeronave em vôo; – Reconhecer a importância do credenciamento de tripulantes; – Relacionar as disposições normativas básicas pertinentes ao transporte de armas e outros artigos perigosos ou controlados, passageiros armados em aviões nacionais e estrangeiros, agentes de segurança e passageiros que viajam sob condições especiais; – Explicar as responsabilidades da empresa e do comandante em relação ao transporte de passageiros armados, aos vôos com agentes de segurança a bordo, ao transporte de passageiros que viajam sob condições jurídicas e ao transporte de passageiros mentalmente insanos. Ementa a) Segurança da Aviação Civil b) Atos de interferência ilícita na aviação c) Planos de segurança d) Medidas de segurança contra atos de interferência ilícita e) Ameaça de bomba f) Credenciamento de tripulantes para trânsito em aeroportos g) Transporte de armas, artigos perigosos ou controlados, passageiros armados e que viajam sob condições especiais Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso A matéria pretende dar aos alunos os conhecimentos preliminares no tocante à segurança, particularmente no que se refere à atuação do comandante, além de levá-los a identificar os diferentes órgãos que se articulam quando da ocorrência de tais fatos. Técnicas de Instrução Além das aulas expositivas, acompanhadas do estudo de casos, os instrutores devem promover a análise de filmes e notícias vinculadas pela empresa. Recursos Auxiliares da Instrução Poderão ser usados o retroprojetor, os projetores de filmes e de slides e notícias da imprensa. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: SEGURANÇA DA AVIAÇÃO CIVIL CONTRA ATOS DE INTERFERÊNICA ILÍCITA ÁREA CURRICULAR: COMPLEMENTAR CARGA HORÁRIA: 04 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Segurança da Aviação Civil 1.1. Definição 2 Atos de interferênica ilícita 2.1. Tipos de ação 2.1.1. Apoderamento ou controle ilícito – Caracterização 2.1.2. Violência contra pessoa a bordo que coloque em risco a segurancá da aeronave 2.1.3. Dano à aeronave que coloque em risco sua segurança 2.1.4. Colocação de dispositivos ou substâncias com a finalidade de causar dano ou provocar risco à segurança da aeronave 2.1.5. Destruição ou danos às facilidades de navegação aérea ou interferência em sua operação que coloque em risco a segurança da aeronave em vôo 2.1.6. Ataques às instalações aeroportuárias ou qualquer ato de terrorismo em aeroporto 2.1.7. Veiculação de informação falsa, que coloque em risco a segurança do avião 2.2. Regulamentação: nacional – Plano de Segurança da Aviação Civil (PNAVSEC), do Maer, e internacional – Anexo 17 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional – Objetivos. Importância 2.3. Papel da tripulação – Principais cuidados. Atuação do comandante 3 Planos de segurança 3.1. Dos aeroportos 3.1.1. Finalidade 3.1.2. Plano de emergência dos aeroportos – Caracterização 3.2. Das empresas aéreas 3.2.1. Responsabilidades da empresa e do comandante 3.2.2. Plano de emergência da empresa – Caracterização 3.2.3. Programa de instrução de segurança de tripulantes e de pessoal de terra – Mínimo de instrução para o comandante 3.3. Inter-relação dos diferentes planos de segurança dos aeroportos e das empresas 1 0 6 CONCLUSÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 4 Medidas de segurança contra atos de interferência ilícita 4.1. Normas e recomendações básicas de segurança 4.2. Órgãos pertinentes e autoridades envolvidas – Competências 4.3. Medidas preventivas – Distinção entre as ações do comandante e a participação da Polícia Federal e da Polícia Civil. Resposta a atos de interferência ilícita 5 Ameaça de bomba 5.1. Bomba, ameaça de bomba e identificação positiva do alvo (PTI) – Definições 5.2. Denúncia anônima sem identificação positiva do alvo – Procedimentos comumente adotados. Justificativa 5.3. Categorias de ameaças: ameaça verde (VD), ameaça âmbar (AB) e ameaça vermelha (VM) – Caracterização 5.4. Processamento da ameaça 5.5. Aspectos a serem considerados na avaliação da ameaça 5.6. Cuidados iniciais em caso de alarme de bomba – Controle de segurança para proteção de passageiros, público e aeronaves. Evacuação e remoção da aeronave.Evacuação ou isolamento da área ou do edifício. Transporte de especialistas 5.7. Processo de busca – Órgãos entidades e elmentos envolvidos: responsabilidade 5.8. Investigações – Órgão responsável. Procedimentos iniciais 5.9. Treinamento de pessoal – Elementos a serem treinados 5.10. Responsabilidade do comandante 6 Credenciamento de tripulantes para o trânsito em aeroportos 6.1. Justificativa da necessidade 6.2. Procedimentos adotados pela INFRAERO 7 Transporte de armas, artigos perigosos ou controlados, passa- geiros e que viajam sob condições especiais 7.1. Transporte de armas e artigos perigosos ou controlados – Legislação incidente 7.2. Transporte de passageiros armados – Disposições normativas básicas. Responsabilidade da empresa de transporte aéreo e do comandante 7.3. Agentes de segurança – Disposições normativas básicas. Responsabilidades da empresa aérea 1 0 7 CONCLUSÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 7 7.4. Passageiros que viajam sob condições jurídicas: prisioneiros escoltados, pessoas com saída compulsória do país e pessoas mentalmente insanas – Disposições normativas básicas. Responsabilidade da empresa e do comandante 04 1 0 8 15 Dez 90 109 MÓDULO/MATÉRIA: REGULAMENTAÇÃO DA AVIAÇÃO CIVIL Área curricular: Complementar Carga horária: 04 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Reconhecer os aspectos do Direito Aeronáutico aplicáveis às atividades do PC-Avião. Ementa a) Introdução b) Espaço aéreo c) Aeródromos d) Aeronaves e) Infrações f) Transporte aéreo Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso Complementando a visão globalizada do Sistema de Aviação Civil, com a descrição dos órgãos com responsabilidades normativas e executivas que incidem sobre a operação de aeronaves, esta matéria fornece as bases legais que delimitam essa prática, com ênfase em disposições do Código Brasileiro de Aeronáutica e na NSMA 58-61 (RBHA). Pretende, sobretudo,situar os direitos e deveres do Piloto Comercial-Avião e informar quanto às implicações jurídicas que envolvem a operação de aeronaves. Técnicas de Instrução Os assuntos ficarão mais interessantes se o instrutor levantar questões que se baseiam em situações reais. A leitura dos documentos citados deve ser acompanhada de análise e discussão, evitando-se a simples memorização das informações. Recursos Auxiliares da Instrução Exemplares dos documentos citados. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: REGULAMENTAÇÃO DA AVIAÇÃO CIVIL ÁREA CURRICULAR: COMPLEMENTAR CARGA HORÁRIA: 04 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Introdução 1.1. Direito Aeronáutico – Antecedentes. Conceito. Fontes. Princípios 1.2. Convenção sobre Aviação Civil Internacional – Chicago/1944 – Anexos adotados pelo Brasil. Organização Internacional de Aviação Civil: responsabilidades do Brasil como Estado membro 1.3. Principais documentos normativos brasileiros 1.3.1. Código Brasileiro de Aeronáutica – Lei nº 7.565 de 19 Dez 86 – Disposições referentes à operação de aeronaves 1.3.2. NSMA 58-61 (RBHA) – Exigências para as atividades do PC – Avião 2 Espaço aéreo 2.1. Conceituação 2.2. Uso para fins aeronáuticos 2.3. Situação da aeronave quando fora do território brasileiro 2.4. Tráfego aéreo – Autorizações para sobrevôo e pouso em território brasileiro. Vôos de acrobacia ou evolução que possam constituir perigo. Porte de aparelhos fotográficos, cinematográficos, eletrônicos ou nucleares a bordo de aeronaves 2.5. Espaço aéreo brasileiro – Entrada e saída. Obrigatoriedade de uso de aeroporto internacional 3 Aeródromos 3.1. Definições. Classificação. Utilização 3.2. Normas de utilização 4 Aeronaves 4.1. Conceituação. Classificação 4.2. Regime jurídico – Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB): procedimentos para o registro de aeronaves. Certificados de matrícula e de aeronavegabilidade 4.3. Propriedade e exploração – Responsabilidade civil do operador e do proprietário de aeronave. Responsabilidade e obrigações do comandante 5 Infrações 5.1. Infrações ao CBAer referentes ao uso de aeronaves imputáveis aos operadores – Providências administrativas 6 Transporte aéreo 6.1. Caracterização. Segmentos: transporte aéreo regular (internacional e doméstico e não regular 1 1 0 15 Dez 90 111 MÓDULO/MATÉRIA: REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE AERONAUTA Área curricular: Complementar Carga horária: 06 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Identificar a legislação pertinente à profissão de aeronauta; – Utilizar adequadamente os tempos constantes da regulamentação da profissão aeronauta; – Pautar o exercício das atividades profissionais como PC-Avião pelas disposições legais pertinentes. Ementa a) Direito do trabalho – Noções básicas b) A profissão de aeronauta c) Responsabilidade do aeronauta Orientação Metodológica A matéria fornece aos alunos as bases legais para o exercício da profissão de aeronauta, notadamente a de piloto. Técnicas de Instrução A análise dos documentos legais acompanhada de discussão em grupos sob a orientação geral do instrutor é uma boa estratégia. Pode também ser usado o estudo de casos. À luz da legislação pertinente, apresentados tanto pelo instrutor como pelos alunos. Recursos Auxiliares da Instrução Exemplares dos documentos citados . CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE AERONAUTA ÁREA CURRICULAR: COMPLEMENTAR CARGA HORÁRIA: 06 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Direito do trabalho – Noções básicas 1.1. Conceituação 1.2. Regulamentação básica: Consolidação das leis do trabalho (CLT) e legislação complementar 1.3. Contrato de trabalho – Sujeitos: empregado e empregador 1.4. Identificação profissional – Carteira de trabalho e previdência social 2 A profissão de aeronauta 2.1. Aeronauta – Conceituação 2.2. Regulamentação da profissão: Lei nº 7.183, de 05 Abr 84 e Portaria Interministerial nº 3.016, de 05 Fev 88 2.2.1. Classificação dos aeronautas 2.2.2. Tripulação – Conceituação. Composição de cada tipo. Modificações. Determinações específicas para o emprego das tripulações composta e de revezamento 2.2.3. Escala de serviço 2.2.4. Jornada de trabalho 2.2.5. Sobreaviso e reserva 2.2.6. Viagens 2.2.7. Limites de vôo e de pouso 2.2.8. Períodos de repouso 2.2.9. Folga periódica 2.2.10. Remuneração 2.2.11. Alimentação 2.2.12. Assistência médica 2.2.13. Uniforme 2.2.14. Férias 2.2.15. Transferências 3 Responsabilidades do aeronauta 3.1. Responsabilidades definidas na legislação do Maer, do Ministério do Trabalho e decorrente de acordos e convenções internacionais 06 1 1 2 15 Dez 90 113 MÓDULO/MATÉRIA: INSTRUÇÃO AEROMÉDICA Área curricular: Complementar Carga horária: 04 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Identificar os fatores potenciais de risco nas condições de vôo e os respectivos efeitos sobre as condições psicofísicas do homem; – Reconhecer os sintomas de alterações psicofísicas decorrentes das condições de vôo; – Reconhecer a importância da manutenção dos hábitos de higiene, alimentação, repouso e lazer como fontes de conservação de saúde e da aptidão psicofísica; – Avaliar as conseqüências nocivas de natureza psicofísicas decorrentes de riscos auto-impostos; – Prestar os primeiros socorros face aos efeitos causados pelo vôo ou resultantes de acidentes; – Reconhecer as condições psicofísicas que restringem a aptidão para pilotar; – Reconhecer os efeitos do treinamento fisiológico; – Identificar as providências a serem tomadas nos atendimentos de urgência, bem como no transporte de feridos e cadáveres. Ementa a) O ambiente aeronáutico b) O homem e os efeitos das condições de vôo c) A saúde e as condições psicofísicas para o vôo d) Atendimentos de urgência Orientação Metodológica As noções aqui inseridas fornecem ao aluno uma visão simplificada: – Das condições inerentes ao vôo e seus efeitos nocivos sobre as condições psicofísicas das pessoas em voo; – Das medidas de proteção contra os riscos potenciais das condições específica de vôo; – Dos hábitos salutares de vida para conservação da saúde e da aptidão psicofísica indispensável à prática da pilotagem; – Das técnicas de prestação de primeiros socorros e do uso correto de equipamentos e demais recursos de atendimento em casos de reação às condições de vôo, de perturbações 15 Dez 90 114 psicofísicas durante o vôo, de acidente aeronáutico e de transporte aéreo de feridos e cadáveres. Em síntese, a matéria deve levar o aluno à compreensão de que as condições inerentes ao vôo provocam efeitos nocivos à saúde e que há necessidade de adotar medidas de proteção contra os mesmos. Técnicas de Instrução Para que o piloto saiba agir diante dos diferentes efeitos das condições de vôo, faz-se necessário que ele identifique com segurança os sintomas e os associe às ações e procedimentos corretos, do que se deduz que as aprendizagens devem ocorrer de forma predominantemente prática. Deve ser usada a técnica da demonstração, sobretudo quando estiver em jogo a utilização de algum equipamento ou outro recurso que exija manipulação. Cada fase deve ser bem detalhada e explicada e, após uma ou duas demonstrações do professor/instrutor, deverá ser bem dada oportunidade a cada aluno para realizá-la tantas vezes quantas sejam necessárias, para que a seqüência das ações e a manipulação dos recursos eventualmente utilizados sejam suficientemente dominadas. É bom lembrar que ver fazer e dizer como se faz não é o mesmo que saber fazer. À demonstração se aplica um importante princípio de aprendizagem: aprender fazendo; depois de observar, praticar. Com relação à adoção de hábitos de vida recomendáveis à preservação da saúde e da aptidão psicofísica necessáriaà operação de aeronaves, há que se fazer um breve comentário. Hábitos não se formam de uma hora para outra, dependendo, inclusive, da decisão pessoal de desenvolvê-los; por outro lado, alguns alunos já terão instalados alguns hábitos inadequados e a extinção de hábitos não se processa facilmente, exigindo também esforço e autodeterminação. Outro elemento a ser considerado é que a maioria dos hábitos (alimentares, de repouso, de lazer, de atividade físicas, de higiene) serão praticados, adquiridos ou extintos fora da entidade de instrução, em ocasiões que escapam à orientação do professor/instrutor, o que acrescenta uma dificuldade particular ao alcance desse objetivo específico. Resta ao responsável pela matéria proporcionar periodicamente aos alunos uma auto-avaliação, baseada numa lista de hábitos desejáveis e suas respectivas vantagens, para que os alunos acompanhem o próprio progresso. Como fator estimulante, pode ser destacada a influência da força de vontade, vinculada à capacidade de autodomínio e autodisciplina, traços de caráter indispensáveis ao piloto. A tática a ser adotada pode ser a da persuasão, porém, se o aluno encontra bons motivos e argumentos, apresentados pelo professor/instrutor, seu esforço de auto-superação terá uma base interior mais sólida, caracterizada pela convicção. Recursos Auxiliares da Instrução São indispensáveis: ilustrações e os equipamentos e demais recursos (por exemplo, a caixa de primeiros socorros) para contato e familiarização. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: INSTRUÇÃO AEROMÉDICA ÁREA CURRICULAR: COMPLEMENTAR CARGA HORÁRIA: 06 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 O Ambiente aeronáutico 1.1. Influência da pressão atmosférica sobre o organismo humano 1.2. O vôo – Fatores potenciais de risco: altitude, velocidade, aceleração, mudanças de temperatura e de pressão, defasagens de tempo. Turbulência; efeitos sobre as condições psicofísicas do homem 1.3. Sistema de adaptação: orgânicos e auxiliares – Noções gerais. Equipamentos aeronáuticos específicos. Condições orgânicas: exigências permanentes. Necessidade de avaliação médica inicial e periódica 2 O homem e os efeitos das condições de vôo 2.1. A visão – Noções anatômicas e fisiológica do olho. Importância da visão para o pessoal de vôo. Necessidade de exame oftalmológico constante. Medidas de conservação da aptidão visual. Perturbações visuais: prevenção 2.2. Aparelho respiratório e aparelho cardiovascular – Noções de anatomia e fisiologia. Volume e capacidade pulmonar. Circulação. Intercâmbio gasoso 2.2.1. Hipoxia e anoxia – Conceituação. Classificação. Fatores predisponentes. Etapas sintomáticas. Tempo útil de consciência. Prevenção e atendimento 2.2.2. Hiperventilação – Conceituação. Classificação. Fatores predisponentes. Etapas sintomáticas. Tempo útil de consciência. Prevenção e atendimento 2.2.3. Sistema de oxigênio para respiração em aeronaves – Características do oxigênio no interior da aeronave. Componentes básicos dos sistemas de oxigênio. Reguladores de fluxo contínuo, de diluição-demanda e de pressão-demanda. Proteção contra os efeitos da falta de oxigênio a grandes altitudes 2.2.4. Aceleração – Conceituação. Classificação. Forças G. Efeitos da aceleração. Limites de tolerância humana. Sistemas de proteção 2.2.5. Despressurização e descompressão rápida – Conceituação. Efeitos. Medidas preventivas e protetoras 2.3. Cavidades orgânicas – O aparelho digestivo, o ouvido médio, os seios paranasais e as cavidades dentárias – noções de anatomia e fisiologia 2.3.1. Disbarismo – Gases no organismo. Tipos: encerrados e dissolvidos. Efeitos indesejáveis. Prevenção e atendimento 2.4. O aparelho auditivo – noções fisiológicas e anatômicas 1 1 5 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 2 2.4.1. Ruído e vibração – Principais fontes geradoras em aviação. Efeitos auditivos e não auditivos do ruído. Trauma acústico. Vibração – Efeitos provocados pela exposição prolongada ou repetida. Sistemas de proteção 2.4.2. Despressurização e descompressão rápidas. Efeitos sobre o ouvido 2.5. Sistemas orgânicos reguladores da orientação e do equilíbrio humano – visão, labirinto, propriocepção 2.5.1. Desorientação espacial – Definição. Orientação e equilíbrio aéreo. Sensações ilusórias em vôo. Enjôo. Medidas preventivas para pessoal em vôo 3 A saúde e as condições psico- físicas para o vôo 3.1. Saúde. Conceituação 3.2. Higiene pessoal – Conceituação. Doenças transmissíveis e respectivos meios de transmissão. Imunização. Medidas preventivas 3.3. A conservação da aptidão psicofísica – Cuidados com alimentação, o repouso, o lazer. Necessidade de atividades físicas e desportivas. Atividades sócio-culturais 3.4. Os riscos auto-impostos: bebidas alcoólicas, tabaco, tóxicos, automedição. Medicamentos contra-indicados em vôo. Efeitos tóxicos e colaterais 3.5. Doenças comuns – Prevenção e tratamento. Manifestação de sintomas em vôo. Contra-indicações ao vôo 3.6. Treinamento fisiológico – Características. Benefícios para o piloto 4 Atendimentos de urgência 4.1. Primeiros socorros – Cortes e contusões; hemorragias; suspeita de fraturas ou fraturas evidentes; queimaduras; dores de cabeça, ouvidos, estômago, dentes; desmaios; efeitos de medicamentos; corpos estranhos nos olhos, ouvidos e garganta 4.1.1. Caixa de primeiros socorros – Dotação. Emprego. Inspeção do conteúdo antes do vôo 4.1.2. Atendimento aos passageiros – Aspecto legal 4.2. Transporte de feridos e cadáveres – Procedimentos. Ambulâncias aéreas. Legislação incidente 1 1 6 1 5 D e z 9 0 15 Dez 90 117 9.2 INSTRUÇÃO DE VÔO A parte prática do Curso de Piloto Comercial-Avião desenvolve-se em: instrução no solo, no treinador/simulador e prática de vôo. Devem ser previstas para práticas e cheques durante o curso e, obrigatoriamente, o exame prático de vôo. É indispensável a análise dos itens deste manual que orientam o desenvolvimento da parte teórica do curso, mesmo pelos membros das entidades que só ministrem a parte prática. 9.2.1. INSTRUÇÃO NO SOLO A parte da instrução prática a ser desenvolvida no solo (ground school) visa a familiarizar o aluno com a aeronave usada na instrução. Fundamentada nos conhecimentos teóricos e práticos da aeronave, de acordo com o tipo, deve permitir ao aluno desenvolver o condicionamento da manipulação dos equipamentos, através da repetição de exercícios, que o levará a operá-la nos limites de segurança. As cinco horas-aulas previstas para esta fase da instrução podem ser ampliadas, em função do desempenho de cada aluno. 9.2.2. INSTRUÇÃO NO TREINADOR/SIMULADOR A instrução no treinador sintético ou no simulador é um recurso de grande utilidade para a instrução prática, contribuindo de maneira significativa para reduzir os custos do treinamento, uma vez que possibilita a repetição das manobras tantas vezes quantas forem necessárias, sem colocar em risco a vida humana ou os aviões. O treinador/simulador útil para a prática de situações de emergência, particularmente quando a demonstração da emergência em vôo pode constituir perigo para os tripulantes e para o avião. O treinador/simulador deve ser equipado com a instrumentação adequada, reproduzindo a cabine de um avião, para permitir ao aluno familiarizar-se ao máximo com o inter-relacionamento de todos os instrumentos, antes de começar a prática de vôo. O treinador sintético e o simulador devem ser homologados do DAC. Quando a unidade de instrução não puder dispor de um treinador ou de um simulador, deve formalizar contrato ou convênio com outra entidade que o possua, de modo a capacitar melhor seus alunos. As manobras no treinador/simulador podem ser desenvolvidas simultaneamente à prática de vôo; a capacitação necessária para realizar determinada manobra deve ser adquirida no treinador/ simulador; só depois é que o aluno deveaprender a executá-la em vôo. No treinamento/simulador, o aluno pode desenvolver as seguintes atividades e manobras, num total de 20 (vinte) horas: 1- Introdução ao treinador: a) Controles b) Instrumentos c) Comunicação instrutor-aluno 15 Dez 90 118 2- Uso básico dos comandos – Efeitos indicados pelos instrumentos 3- Vôo com referência única aos instrumentos a) Controle de atitude: (1) Instrumentos de controle e desempenho (2) Subida e descida – Nivelamento. (3) Curvas no regime normal – Efeito da velocidade; estimativa do ângulo de inclinação (4) Curvas em subida e em descida (5) Recuperação de vôo em linha reta nivelado a alturas e rumos específicos. b) Circuitos em vôo nivelado: (1) Circuitos predeterminados de vôo em linha reta e nivelado (2) Uso do relógio em manobras por instrumentos c) Curvas de 45º por instrumentos: (1) Manutenção de altura constante (2) Recuperação em rumo específico (3) Curvas em descida d) Circuitos (1) Com mudança de altura (2) De espera em configuração de órbita (3) Procedimento de descida a 1.000 pés e) Circuitos complexos (1) Segmentos retos; curvas, curvas inversas; mudanças de altura (2) Curvas a 45 e a 30º f) Manobras com painel de instrumentos limitado g) Procedimento VOR: (1) Vôo radial VOR; estabelecimento radial; vento de través (2) Procedimento de interpretação de radial (3) Curvas regulamentares no VOR h) Procedimentos ADF (1) Uso de RMI (2) Exercício simples de recalada (3) Alinhamento da aeronave 15 Dez 90 119 4- Vôo por instrumento aplicado: a) Saída por instrumentos b) Estabelecimento de rumo e cruzeiro c) Trajetória de rumo e cruzeiro d) Trajetória VOR e) Espera VOR f) Espera ADF g) Procedimento de aproximação (aproximação frustada) As vinte horas previstas para a instrução no treinador/simulador podem ser insuficientes, dependendo do tipo de equipamento e do desempenho de cada aluno. Cabe à unidade de instrução ampliar a carga horária, adequando-a às necessidades. Para efeito de concessão de licença, podem ser incluídas até dez (10) horas desse treinamento na contagem do número total de horas de vôo exigido. Neste caso, as dez horas devem ser abatidas da carga horária prevista para a fase III da 2ª etapa da prática de vôo. As dez horas são registradas na Caderneta Individual de Vôo (CIV). 9.2.3. PRÁTICA DE VÔO O objetivo da prática de vôo é desenvolver no aluno a perícia necessária para operar aviões em segurança, dentro dos limites estabelecidos pelas prerrogativas da licença de PC-Avião, com habilitação IFR. A instrução prática é subdividida em duas etapas, com, respectivamente, 65 (sessenta e cinco) e 50 (cinqüenta) horas de vôo. Os alunos que já tiveram 150 (cento e cinqüenta) horas de vôo em avião são dispensados da 1ª etapa da instrução. A 2ª etapa é obrigatória para todos os alunos. O número de horas de vôo pode ser reduzido, caso o aluno possua licença de Piloto de Planador, de Motoplanador ou de Piloto de Helicóptero, conforme normas da NSMA 58-61 (RBHA). Para esses alunos, a unidade de instrução deve elaborar um programa especial de instrução, com carga horária a seu critério, para adaptá-los à operação em aviões. O controle das horas de vôo deve ser feito pela secretaria, em ficha própria, para que possam ser registradas na Caderneta individual de vôo. A ficha deve ser arquivada na pasta individual do aluno. O tempo necessário para que se complete a prática de vôo varia de acordo com muitos fatores, como desempenho individual, disponibilidade do instrutor e da aeronave, condições locais – dentre as quais as meteorológicas – e volume de tráfego. Recomenda-se, porém, que o intervalo entre as missões não seja superior a quinze dias. O glossário, apresentado ao final deste manual, inclui a definição dos termos usados na instrução de vôo. 15 Dez 90 120 Antes de cada missão, o instrutor deve fazer um brifim com o aluno, quando serão discutidas todas as etapas de vôo, os exercícios e procedimentos; serão tiradas as dúvidas do aluno e esclarecidos os novos exercícios a serem executados. Ao final da missão, o instrutor deve proceder ao debrifim, quando comentará com o aluno os exercícios realizados na missão, indicando os erros e acertos, e fará a recomendação dos procedimentos a serem adotados para prevenir erros futuros. Em todos os vôos, o aluno deve seguir os procedimentos de controle de tráfego aéreo, os procedimentos básicos de radiofonia, demonstrando conhecer as freqüências a serem utilizadas, atentar para a configuração e a elevação do aeródromo, a sinalização da área, os indicadores de vento, os dispositivos de segurança, além de verificar se os documentos de bordo estão atualizados. Em todos os exercícios previstos para cada missão, nas duas fases da instrução de vôo, figuram os respectivos códigos –M, C, A ou E – indicando o nível de aprendizagem a ser atingido pelo aluno. Os níveis correspondem à aquisição gradual, em complexidade crescente, das aprendizagens que o aluno deve realizar ao longo do curso e indicam ao instrutor o que ele deve esperar, passo-a-passo, do progresso do aluno. Quando um mesmo nível é indicado para o mesmo exercício em missões seguidas, pretende-se consolidação de aprendizagem. No quadro a seguir, são apresentados os níveis de aprendizagem e a respectiva descrição. NÍVEIS DE APRENDIZAGEM CÓDIGOS DESCRIÇÃO Memorização M O aluno tem informação suficiente sobre o exercício e memoriza os procedimentos para iniciar o treinamento duplo comando. Compreensão C O aluno demonstra perfeita compreensão do exercício e pratica-o com auxílio do instrutor Aplicação A O aluno demonstra compreender o exercício, mas comete erros normais durante a prática. Dependendo da fase prática de vôo, poderá treinar solo, intercaladamente com vôos duplo comando Execução E O aluno executa os exercícios segundo padrões aceitáveis, levando-se em conta a maior ou menor dificuldade oferecida pelo equipamento utilizado. X Prevê a execução atingida na missão anterior. A seguir, são indicadas as missões que compõem cada uma das quatro fases em que se subdivide a instrução de vôo, com os exercícios de cada fase. 1ª ETAPA A 1ª etapa da instrução de vôo tem quatro fases, num total de 65 horas de vôo, assim distribuídas: FASE I Adaptação 8 horas FASE II Aproximação 8 horas 15 Dez 90 121 FASE III Manobras 6 horas FASE IV Navegação 43 horas FASE I – Adaptação (AD) Objetivos – Ao final da fase, o aluno deve ser capaz de voar solo e resolver uma possível emergência em vôo. Nesta fase, básica para todos os vôos, o aluno deve atingir a proficiência necessária para realizar as demais missões previstas para as duas etapas da instrução de vôo. A fase Adaptação, com 08 horas de vôo, compõe-se das missões apresentadas no quadro a seguir. EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR AD 01 AD 02 AD 03 AD 04 AD 05 AD X1 AD N1* AD N2* AD R1** AD X2*** Relatório e equipamento de vôo M A E X X X X X Inspeções M A E X X X X X Partida M A E X X X X X Cheques M A E X X X X X Fraseologia M A E X X X X X Rolagem M A E X X X X X Decolagem normal M E X X X X Decolagem curta M E X Subida para área de instrução M A E X X X Nivelamento M A E X X X X X Apresentação da área de instrução M A E X X X Uso dos comandos M A E X X X X X Uso do motor M A E X X X X X Uso dos compensadores M A E X X X X X Rotas e curvas subindo M A E X X X X X Rotas e curvas descendo M A E X X X X X Vôo nivelado M A E X X X X X Curvas de pequena e média inclinações M A E X X X X X Curva de grande inclinação M C E X Estol com motor (1º e 2º tipos) M C E X Estol sem motor (1º e 2º tipos) M C E X Vôo em retângulo M A E X Pane simulada M Pane simulada a baixa altura M Descida para o tráfegoM A E X Entrada no tráfego M A E X X X 15 Dez 90 122 EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR AD 01 AD 02 AD 03 AD 04 AD 05 AD X1 AD N1* AD N2* AD R1** AD X2*** Pouso normal M A E Pouso curto M A E X EMERGÊNCIAS Após a decolagem M Durante o vôo M Tipo de vôo DC DC DC DC DC DC DC DC DC DC Duração 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 Número de pousos 01 01 01 01 01 01 05 05 ** ** (*) Vôo noturno (**) A critério do instrutor ou do examinador Observações: a) Durante as missões AD-04 e AD-05, o instrutor comentará as situações que levam uma aeronave a entrar em parafuso. b) Na missão AD-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação prática, por um examinador credenciado, dos exercícios realizados. Caso o aluno não seja bem-sucedido no cheque, deve realizar a missão de repetição AD-R1, repetindo os exercícios deficiente. c) Na missão AD-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação prática, por um examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão AD-X1. Caso não consiga sanar as deficiências, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa de instrução ou, em razão da segurança de vôo, desligar o aluno do curso. d) As duas horas de vôo das missões AD-R1 e AD-X2 não podem ser abatidas das 65 horas previstas para a 1ª etapa da instrução de vôo. FASE II – Aproximação (AP) Objetivos – Ao final da fase, o aluno deve estar familiarizado com as diversas formas de enquadramento de pista e ser capaz de julgar corretamente a inter-relação altura-vento-flap. Estar inter-relação é muito usada no treinamento simulado de pane de motor. Na prática, é um instrumento valioso para que, numa pane real, o piloto possa escolher com convicção o local onde possa efetuar com segurança uma aterrissagem forçada. Para a fase aproximação da 1ª etapa da instrução de vôo, são previstas as seguintes missões, num total de 8 horas de vôo. 15 Dez 90 123 EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR AP 01 AP 02 AP 03 AP 04 AP 05 AP 06 AP 07 AP X1 AP R1* AP X2* Relatório e equipamento de vôo X X X X X X X X Inspeções X X X X X X X X Partida X X X X X X X X Cheques X X X X X X X X Fraseologia X X X X X X X X Rolagem X X X X X X X X Decolagem X X X X X X X X Tráfego X X X X X X X X Aproximação de 90º A E X X X Aproximação de 180º A E X X Aproximação de 360º A E X X Arremetida na final X X X X X X X X Pouso de precisão X X X X X X X X Arremetida no solo X X X X X X X X Procedimentos após o pouso X X X X X X X X Estacionamento X X X X X X X X Corte do motor X X X X X X X X Tipo de vôo DC SOLO DC SOLO DC SOLO SOLO DC DC DC Duração 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 Número de pousos 15 15 12 12 12 12 12 10 12 10 (*) A critério do instrutor ou do examinador. Observações: a) Na missão AP-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação prática, por examinador credenciado. Caso não seja bem-sucedido, deve realizar a missão de repetição AP-R1, quando repetirá os exercícios deficientes. b) Na missão AP-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, por examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão AP-X1. Caso não consiga sanar as deficiências, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa de instrução ou em razão da segurança de vôo, desligar o aluno do curso. 15 Dez 90 124 c) As duas de vôo das missões AP-R1 e AP-X2 não integram as 65 horas previstas para a 1ª etapa da instrução de vôo. FASE III – Manobras (MB) Objetivo – Ao final da fase, o aluno deve desenvolver manobras que impliquem a utilização do equipamento em seu desempenho máximo. Nesta fase, o aluno deve aprimorar os conhecimentos adquiridos na fase Adaptação, culminando com sua perfeita integração ao equipamento. Para a fase Manobras da 1ª etapa da instrução de vôo, são previstas as missões indicadas na página seguinte, num total de 6 horas de vôo. 15 Dez 90 125 EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR MB 01 MB 02 MB 03 MB 04 MB 05 MB X1 MB R1* MB X2* Inspeções X X X X X X Partida X X X X X X Cheques X X X X X X Fraseologia X X X X X X Rolagem X X X X X X Decolagem normal X X X X Decolagem com obstáculos A E X Saída do tráfego X X X X X X Subida para a área de instrução X X X X X X Nivelamento X X X X X X Curvas de grande inclinação A X X X Chandelle A E E X X Reversement A E E X X Vôo em retângulo X X X X X X S sobre estrada A E E X X X Pane simulada A Pane após decolagem A Glissagem A E E X X Derrapagem A E E X X Oito preguiçoso X X X X Oito sobre marcos X X X X Arremetida no ar A E X Descida para o tráfego X X X X X X Entrada no tráfego X X X X X X Tráfego X X X X X X Pouso normal X X X X X X Pouso curto A X Pousos em flap A Procedimento após o pouso X X X X X X Estacionamento X X X X X X Corte do motor X X X X X X Tipo de vôo DC SOLO DC DC SOLO DC DC DC Duração 01 01 01 01 01 01 01 01 Número de pousos 04 04 04 04 04 04 (*) (*) (*) A critério do instrutor ou do examinador. 15 Dez 90 126 Observações: a) Na missão MB-05, o aluno será submetido a uma revisão de todos os exercícios realizados, devendo atingir o nível X. b) Na missão MB-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação prática, por um examinador credenciado, dos exercícios. Se o aluno não for bem-sucedido na missão, deverá realizar as missões MB-R1 (repetição) e MB-X2 (cheque). c) Na missão MB-R1, o aluno deverá repetir os exercícios deficientes previstos para a fase. d) Na missão MB-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, por um examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão MB-X1. Se não obtiver aprovação, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que discutirá suas deficiências e proporá um programa de instrução que leve o aluno a saná-las. Caso o aluno não consiga sanar as deficiências, deverá ser submetido a um novo conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa ou, em razão da segurança de vôo, desligá-lo do curso. e) As duas horas de missões MB-R1 e MB-X2 não integram as 65 previstas para a 1ª etapa da instrução de vôo. FASE IV – Navegação (NV) Objetivo – Ao final da fase, o aluno, deve conduzir em segurança o avião através de uma rota preestabelecida, como noção real de direção, utilização dos meios de orientação e comparação dos pontos de referência no solo e suas representações em cartas e mapas. Para a fase navegação da 1ª etapa da instrução de vôo, são previstas missões apresentadas a seguir, num total de 43 horas de vôo. 15 Dez 90 127 EXERCÍCIOS MISSÕES/ NÍVEIS A ATINGIR NV 01 NV 02 NV 03 NV 04 NV 05 NV X1 NV 06 NV 07 NV 08 NV 09 NV 10 NV X2 Planejamento A E E X X X X X X X X X Preparo do avião A A E X X X X X X X X X Consulta à meteorologia A E E X X X X X X X X X Regras de tráfego aéreo A E E X X X X X X X X X Plano de vôo/Notificação A E E X X X X X X X X X Relatórios e equipamento de vôo A E E X X X X X X X X X Inspeções X X X X X X X X X X X X Partida X X X X X X X X X X X X Cheques X X X X X X X X X X X X Fraseologia A E E X X X X X X X X X Rolagem X X X X X X X X X X X X Decolagem X X X X X X X X X X X X Saída de tráfego A E E X X X X X X X X X Subida (de acordo c/ órgão de contr.) A E E X X X X X X X X X Nivelamento X X X X X X X X X X X X Regime de cruzeiro A E E X X X X X X X X X Vôo de cruzeiro A E E X X X X X X X X X Manutenção de proa A E E X X X X X X X X X Vôo em rota A E E X X X X X X X X X Navegação estimada A E E X X X X X X X X X Navegação por contato AE E X X X X X X X X X Início da descida X X X X X X X X X X X X Descida em rota A E E X X X X X X X X X Entrada no tráfego A E E X X X X X X X X X Tráfego X X X X X X X X X X X X Pouso X X X X X X X X X X X X Procedimento após o pouso X X X X X X X X X X X X Estacionamento X X X X X X X X X X X X Corte do motor X X X X X X X X X X X X Procedimento para pernoite A F E X X X X X X X X X Tipo de vôo DC SO DC SO DC DC SO SO DC SO DC DC Duração 02 04 03 04 03 04 03 04 04 03 04 05 Número de pousos 02 02 02 02 02 02 02 02 03 02 02 03 Observações: 1- Na missão NV-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação prática, por um examinador credenciado, dos exercícios propostos 15 Dez 90 128 para as cinco primeiras missões. Caso não seja bem-sucedido, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que discutirá suas deficiências e proporá um programa que o leve a saná-las. 2- Na missão NV-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, por examinador credenciado, dos exercícios propostos para as cinco missões (NV-06 a NV-10). Caso não seja bem-sucedido, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa ou, em razão da segurança de vôo, desligar o aluno do curso. 2ª ETAPA A 2ª etapa da instrução de vôo, obrigatória para todos os alunos, tem quatro fases, num total de 50 horas de vôo, assim distribuídas: Fase I Navegação Estimada 13 horas Fase II Adaptação 7 horas Fase III Instrução Local 22 horas Fase IV `Navegação Rádio 8 horas As missões previstas para as quatro fases da 2ª etapa da instrução de vôo são apresentadas, respectivamente, nas Págs. 129 (Fase I), 131 (Fase II), 133 (Fase III) e 136 (Fase IV). Fase I – NAVEGAÇÃO ESTIMADA (NE) Objetivo – Ao final da fase, o aluno deve ser capaz de conduzir em segurança, sem auxílio rádio, o avião através de uma rota preestabelecida, como noção real de direção, utilização dos meios de orientação e comparação dos pontos de referência no solo e de suas representações em cartas e mapas. Fase II – ADAPTAÇÃO (AD) Objetivos – Ao final da fase, o aluno deve ser capaz de voar e resolver uma possível emergência em vôo. Fase III – INSTRUÇÃO LOCAL (IL) Objetivos – Ao final da fase, o aluno deve ser capaz de interpretar os instrumentos de vôo e realizar procedimentos de vôo por instrumentos em cumprimento às cartas de subida e descida A fase Instrução Local prevê 22 horas de vôo. Da prática de vôo são deduzidas 10 horas, substituídas pelo treinamento completo no simulador (item 9.2.2 deste manual), conforme determinação da NSMA 58-61. 15 Dez 90 129 Fase IV – NAVEGAÇÃO RÁDIO (NR) Objetivo – Ao final da fase, o aluno, utilizando os rádio auxílios, deve conduzir em segurança o avião através de uma rota preestabelecida. FASE I EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR NE 01 NE 02 NE 03 NE 04 NE X1 NE R1* NE X2* Planejamento A E E X X Preparo do avião A E E X X Consulta à meteorologia A E E X X Regras de tráfego aéreo A E E X X Plano de vôo/notificação A E E X X Relatório e equipamento de vôo A E E X X Inspeções X X X X X Partida X X X X X Cheques X X X X X Fraseologia A E E X X Rolagem X X X X X Decolagem X X X X X Saída do tráfego A E E X X Subida (de ac. C/ órgãos contr.) A E E X X Nivelamento X X X X X Regime de cruzeiro A E E X X Vôo de cruzeiro A E E X X Manutenção da proa A E E X X Vôo em rota A E E X X Navegação estimada A E E X X Navegação por contato A E E X X Início da descida X X X X X Descida em rota A E E X X Entrada no tráfego A E E X X Tráfego X X X X X Pouso X X X X X Procedimentos após o pouso X X X X X Estacionamento X X X X X Corte do motor X X X X X Procedimento para pernoite A E E X X Tipo de vôo DC SOLO SOLO SOLO DC DC DC Duração 02 03 03 02 03 03 05 Número de pousos 02 02 02 02 03 02) 03 (*) A critério do instrutor ou do examinador 15 Dez 90 130 Observações: 1- Na missão NE-X1 (cheque), o aluno submetido a uma avaliação prática, por um examinador credenciado, dos exercícios propostos para as quatro primeiras missões. Caso não haja seja bem-sucedido, deverá realizar a missão NE-R1 (repetição), quando tornará a realizar os exercícios deficientes. 2- Na missão NE-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, por examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão NE- X1. Se não obtiver aprovação, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que discutirá suas deficiências e proporá um programa de instrução que o leve saná-las. Caso o aluno não consiga sanar as deficiências, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa ou, em razão da segurança de vôo, desligar o aluno do curso. 3- As oito horas de vôo das missões NE-R1 e NE-X2 não podem ser abatidas das 50 horas previstas para a 2ª etapa da instrução de vôo. 15 Dez 90 131 FASE II EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR AD 01 AD 02 AD 03 AD 04 AD X1 AD N1* AD N2* AD R1** AD X2** Relatório e equipamento de vôo M C A E X X X Inspeções M C A E X X X Partida M C A E X X X Cheques M C A E X X X Fraseologia M C A E X X X Rolagem M C A E X X X Decolagem normal M E X X X Decolagem curta M E E X Subida para a área de instrução M C A E X Nivelamento M C A E X X X Apresentação da área de instrução M C A E X Uso dos comandos M C A E X X X Uso do motor M C A E X X X Uso dos compensadores M C A E X X X Retas e curvas subindo M C A E X X X Retas e curvas descendo M C A E X X X Vôos nivelado M C A E X X X Curvas de pequenas e médias inclinações M C A E X X X Curvas de grande inclinação M C E X Estol com motor (1º e 2º tipos) M E X Estol sem motor (1º e 2º tipos) M E X Vôo em retângulo M E X Pane simulada M X Pane simulada a baixa altura M X Descida para o tráfego M C A E X Entrada no tráfego M C A E X X X Pouso normal M C E X X X Pouso curto M E X EMERGÊNCIAS Após a decolagem M Durante o vôo M Tipo de vôo DC DC DC DC DC DC DC DC DC Duração 01 01 01 01 01 01 01 01 01 Número de pousos 03 05 04 04 05 05 05 05 05 (*) Vôo noturno (***) A critério do instrutor ou do examinador 15 Dez 90 132 Observações: 1- Na missão AD-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação prática, por um examinador credenciado, dos exercícios realizados. Caso não seja bem-sucedido, deve realizar a missão AD-R1, quando repetirá os exercícios deficientes. 2- Na missão AD-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, por examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão AD-X1. Caso não consiga aprovação, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa de instrução ou, em razão da segurança de vôo, desligar o aluno do curso. 3- As duas horas de vôo das missões Ad-R1 e AD-X2 não integram as 50 previstas para a 2ª etapa da instrução de vôo. 15 Dez 90 133 FASE III EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR IL 01 IL 02 IL 03 IL 04 IL 05 IL 06 IL 07 IL 08 IL 09 Relatório e equipamento de vôo X X X X X X X X X Inspeções X X X X X X X X X Partida X X X X X X X X X Cheques e Fraseologia X X X X X X X X X Táxi (quando aplicável) X X X X X X X X X Decolagem normal X X X X X X X X X Subida X X X X X X X X X Curvas niveladas de pequena inclinação M C E X Vôo nivelado M C E X X Interpretação dos instrumentos M C E X X Curvas Niv. de Média e Grande Inclinação M C E X Curva padrão M E X Curva cronometrada M E X Curva Cron. subindo-veloc. constante M M C E X Curva Cron. descendo-veloc. constante M M C E X S Verticais A; B; C e D M M C E X TráfegoA e B M C E X Recuperação de atitudes anormais M C E E Mudanças de QDM e QDR M C E E Entrada em órbita NDB M C E E Órbita NDB M C Mudanças de radial (TO/FROM) M C E Entrada em órbita VOR M C Órbita VOR M C Curvas de reversão M C Procedimentos de descida ADF Procedimentos de descida VOR/ILS Cálculo de Tempo para a estação M M Descida X X X X X X X X X Tráfego X X X X X X X X X Pouso X X X X X X X X X Fraseologia X X X X X X X X X Tipo de vôo DC DC DC DC DC DC DC DC DC Duração 01 01 01 01 01 1:30 1:30 1:30 1:30 Número de vôo 01 01 01 01 01 01 01 01 01 15 Dez 90 134 FASE III Exercícios IL 10 IL 11 IL 12 IL 13 IL 14 IL 15 IL 16 IL X1 IL R1* IL R2* Relatório e equipamento de vôo X X X X X X X X Inspeções X X X X X X X X Partida X X X X X X X X Cheques e Fraseologia X X X X X X X X Táxi (quando aplicável) X X X X X X X X Decolagem normal (transição ao vôo IFR) X X X X X X X X Subida por instrumentos X X X X X X X X Curvas niveladas de pequena inclinação X X Vôo nivelado X X Interpretação dos instrumentos X X Curvas Niv. de Média e Grande Inclinação X X Curva padrão X X Curva cronometrada X X Curva Cron. subindo-veloc. constante X X Curva Cron. descendo-veloc. constante X X S Verticais A; B; C e D X X Tráfego A e B X X Recuperação de atitudes anormais X X X Mudanças de QDM e QDR X X X Entrada em órbita NDB X X X Órbita NDB E E X X X X Procedimento de espera M C E X X X X X Mudanças de radial (TO/FROM) E E X X X X X X Entrada em órbita VOR M C E X X X X X Órbita VOR M C E X X X X X Curvas de reversão M C E X X X X X Procedimentos de descida ADF M C E X X X Procedimentos de descida VOR/ILS M C E X X X X Arremetida por instrumento M C E X X X Aprox. Instrumentos nos mínimos M C E X X X X X Cálculo de tempo para a estação X Descida X X X X X X X X Tráfego X X Pouso a partir de aprox. Instrum. X X X X X X X X Fraseologia X X X X X X X X Tipo de vôo DC DC DC DC DC DC DC DC DC DC Duração 01 01 1:30 1:30 1:30 1:30 1:30 1:30 (*) (*) Número de pousos 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 15 Dez 90 135 Observações: a) Na missão IL-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação prática, por um examinador credenciado, dos exercícios propostos. Caso não seja bem-sucedido, deve realizar a missão IL-R1, quando repetirá os exercícios deficientes. b) Na missão IL-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, por um examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão IL-X1. Caso não seja aprovado, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa de instrução ou, sem razão de segurança de vôo, desligar o aluno do curso. c) As horas de vôo das missões IL-R1 e IL-X2 não podem ser abatidas das 50 horas previstas para a 2ª etapa da instrução de vôo. 15 Dez 90 136 FASE IV EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR NR-01 NR-N1 NR-X1 NR-R1* NR-X2* Planejamento A X X Preparo do avião A X X Consulta à meteorologia A X X Regras de tráfego aéreo A X X Plano de vôo/notificação A X X Relatório e equipamento de vôo A X X Inspeções X X X Partida X X X Cheques X X X Fraseologia X X X Rolagem X X X Decolagem (transição ao vôo IFR) X X X Procedimento de subida instrumento X X X Subida (de acordo c/órgãos de controle X X X Nivelamento X X X Regime de cruzeiro X X X Vôo de cruzeiro X X X Manutenção de proa X X X Vôo em rota (procedimento IFR) X X X Navegação estimada X X X Navegação rádio A X X Descida em rota X X X Procedimento IFR na terminal X X X Entrada em órbita X X X Procedimento de descida IFR X X X Pouso a partir de aproxim. Instrumento X X X Procedimentos após o pouso X X X Estacionamento X X X Corte de motor X X X Procedimento para pernoite X X X Tipo de vôo DC SOLO DC DC DC Duração 02 03 03 02 04 Número de pousos 02 02 02 02 02 Observações: 1- Na missão NR-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação prática, por um examinador credenciado,. dos exercícios propostos 15 Dez 90 137 para a fase. Caso não apresente desempenho satisfatório, deverá realizar NR-R1, quando repetirá os exercícios deficientes. 2- Na missão NR-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, por examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão NR-X1. Caso não seja aprovado, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que discutirá suas deficiências e proporá um programa de instrução que o leve a saná-las. Se não conseguir sanar as deficiências, deverá ser apreciado por um novo conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa ou, em razão da segurança de vôo, desligar o aluno do curso. 3- As seis horas de vôo das missões NR-R1 e NR-X2 não integram as 50 previstas para a 2ª etapa da instrução de vôo. 15 Dez 90 139 10. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA GERAL 10.1. À COORDENAÇÃO Da mesma forma como se preconiza um diálogo permanente entre a direção e a coordenação para tratar de assunto referentes à instrução, recomenda-se haver intercâmbio entre a coordenação e os instrutores, através de reuniões e contatos individuais, sobretudo para análise sistemática de situações ocorridas no processo ensino-aprendizagem, nas aulas teóricas e nos exercícios das instruções de vôo. O intercâmbio deve objetivar. a) Estabelecer um consenso mínimo quanto às atitudes do corpo docente, de forma a conduzir o corpo discente à assimilação da doutrina de ensino; b) Conscientizar os membros do corpo docente quanto à significação do exemplo de cada um para a assimilação dos princípios que devem nortear as atividades do Piloto Comercial- Avião, com base na própria concepção de ensino adotada pela unidade de instrução e nos princípios da segurança de vôo c) Estudar a consolidar fundamentos teóricos e formas de abordagem prática das situações de ensino-aprendizagem, seja do ponto de vista técnico, seja do ponto de vista didático- pedagógico, de modo a adequar a atuação do corpo docente às características das aprendizagens necessárias; d) Estimular o uso adequado dos recursos auxiliares da instrução, de modo a facilitar as diferentes situações do processo ensino- aprendizagem; e) Relacionar, sempre que possível, teoria à prática, ressaltando-se que o conhecimento teórico, juntamente com o tratamento, é um dos fatores de uma boa técnica de pilotagem; 15 Dez 90 140 f) Evidenciar as vantagens do autoconhecimento e da auto- avaliação de instrutores e alunos para um desempenho mais seguro e objetivo; g) Organizar o convívio e a troca de experiências como meios informais de ampliar o conhecimento do mundo da pilotagem; h) Difundir novos recursos, instrumentos, técnicas, bibliografia e experiências aplicáveis à preparação do Piloto Comercial-Avião; i) Estudar técnicas de elaboração de instrumentos para avaliação do desempenho do aluno, de modo que possam, realmente, verificar se, como resultado do ensino, ocorreram as aprendizagens necessárias; Para promover a integração entre os instrutores das matérias teóricas e os da instrução de vôo, além dos outros profissionais que porventura atuem na entidade, a coordenação deve promover reuniões conjuntas para exposição das possíveis atribuições, levantamento das necessidades passíveis de atendimento, proposição de planos de trabalho conjunto, elaboração de normas e instrumentos de orientação para o corpo docente e para o corpo discente. 10.2. AO PROFESSOR/INSTRUTOR O bom desempenho no vôo é sabidamente fruto de conjugação de um preparo técnico (teórico e prático) eficiente e de uma postura através do endoutrinamentonecessário a essa atividade. O desenvolvimento das características apropriadas deve ser incentivado e avaliado durante a instrução teórica do Piloto Comercial-Avião, estendendo-se até o fim da instrução de vôo, caracterizando-se como um processo lento e gradativo. Desse modo, com vista ao bom endoutrinamento, a preparação do piloto deve objetivar a manifestação de comportamentos indicadores dessas características, deduzidas através da pesquisa que levou à elaboração da análise ocupacional do Piloto Comercial-Avião, desenvolvida pelo IAC, e indicadas neste manual como características a serem avaliadas nos exames psicológicos sugeridos para a seleção dos candidatos (item 7) e na participação do aluno nas matérias teóricas (item 11.1.1) Assim, o professor/instrutor cabe promover em classe situações com esse fim (perguntas, debates, atividades grupais) que lhe permitam avaliar a participação de cada aluno. É desejável que, ao final da instrução teórica, os alunos já tenham formado as atitudes apontadas para iniciar a prática de vôo. Embora esses comportamentos e atitudes não esgotem os requisitos para o bom desempenho no vôo, proporcionam favoráveis à própria instrução prática. Para que se evitem, na instrução teórica, repetições desnecessárias de assuntos comuns a mais de uma matéria convém que os professores/instrutores analisem conjuntamente os respectivos planos de matéria justando o enfoque particular a ser dado em cada caso, garantindo, por outro lado, uma abordagem mais completa do assunto, a seqüência e a integração dos conteúdos. Antes de desenvolver o 15 Dez 90 141 conteúdo da matéria, o professor/instrutor poderá aplicar um pré-teste, abrangendo toda a matéria, com o objetivo de facilitar-lhe a distribuição do conteúdo, de forma a dispensar mais atenção aos assuntos em que os alunos evidenciaram maior dificuldade, não tendo o pré-teste qualquer influência concreta na indicação de valores para a avaliação do desempenho dos alunos. No respectivo plano de matéria, o professor/instrutor deve analisar com atenção os objetivos específicos e a orientação metodológica sugerida. As atividades do instrutor de vôo devem ser supervisionados diretamente pelo coordenador, que pode exercer as funções de instrutor-chefe. 15 Dez 90 143 11. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ALUNO A sistemática de avaliação compreende o acompanhamento contínuo do desempenho do aluno, a partir da seleção, mantendo-se coerente até o exame prático de vôo, passando por todas as matérias da instrução teórica e pela avaliação realizada pela entidade durante a instrução de vôo. A instrução teórica e a instrução de vôo são intensamente complementares, fato por demais conhecido dos que lidam no âmbito da instrução. Assim, pois a avaliação das duas etapas – teórica e prática – deve interpenetrar-se, no sentido de que as deficiências da segunda podem ser conseqüências de dificuldades ou carências da primeira. Além disso, os critérios de seleção também estarão se fazendo sentir logo na parte teórica. Conclusivamente, é necessário ter uma visão global e continuada da avaliação. Além dessas características, a avaliação deve ser também integrada porque deve observar: a) A assimilação dos conhecimentos; b) O desenvolvimento das atitudes fundamentais ao piloto, concernentes à especificidade da doutrina de ensino; c) A aquisição das habilidades operacionais. Com vista a uma visão global, contínua e integrada, apresenta-se a seguir uma proposta para a sistemática de avaliação do Curso de Piloto Comercial-Avião, que requer a participação ativa de coordenação do curso. 11.1. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA 11.1.1. ASPECTOS DA AVALIAÇÃO A avaliação do desempenho, em cada matéria, envolve os seguintes aspectos: a) Freqüência – Computada através do controle formal da presença do aluno em aulas e demais atividades didáticas programadas. 15 Dez 90 144 b) Rendimento – Refere-se aos conhecimentos adquiridos e às habilidades desenvolvidas pelos alunos durante o curso, acompanhado através de provas escritas e orais sobre o conteúdo ministrado nas aulas. c) Participação – Refere-se à observação das atitudes formadas pelo aluno, em termos de: decisão e iniciativa, capacidade para trabalhar em equipe, organização, objetividade e disciplina. Para avaliar o rendimento dos alunos, caberá ao instrutor aplicar provas, que poderão ser escritas ou orais. Na elaboração das provas escritas, deve ser observada a orientação apresentada a seguir. a) O instrutor deve aplicar várias provas durante o desenvolvimento da matéria, que lhe permitirão detectar as dificuldades dos alunos em tempo de saná-las antes de se estenderem a uma área maior. Além disso, não adianta o instrutor avançar se não sabe onde as dificuldades estão ocorrendo. b) Cada prova deve avaliar pequenas partes do conteúdo programático, tendo o instrutor o cuidado de verificar os assuntos principais, básicos, e se as questões formuladas servem realmente para avaliar esses pontos com clareza. c) Em cada prova, devem ser utilizados vários tipos de questão, níveis variáveis de dificuldades – fáceis, e difíceis – com valores atribuídos proporcionalmente ao nível de dificuldade. d) A prova deve apresentar bom aspecto visual, de fácil leitura, com disposição conveniente dos itens e enunciados precisos, objetivos. e) O tempo destinado a cada prova deve ser adequado à sua realização, de acordo com o número e com o nível de dificuldade das questões. O gabarito para a correção, preparado com antecedência, deve ser colocado à disposição dos alunos, após o término da prova. f) O instrutor, após a correção das provas, deve comentar os erros com a turma, sem identificar os alunos que os cometeram, apresentando a resposta correta e as explicações cabíveis, certificando-se de que houve a compreensão desejada. Os erros dos alunos devem ser encarados pelo instrutor com meios de aperfeiçoar sua própria ação docente; com base na análise dos erros, o instrutor deve tipificá-los, empregando recursos auxiliares da instrução mais adequados ou novas formas de explicação dos assuntos. 15 Dez 90 145 Obs.: As provas escritas de todas as matérias devem ser arquivadas nas pastas individuais dos alunos, ficando à disposição do DAC, por ocasião das visitas de supervisão. Ao propor provas orais, o instrutor deve considerar as observações citadas a seguir: a) As provas orais devem apresentar um número menor de itens do que as provas escritas, porque as respostas são mais demoradas. b) As questões podem ser formuladas pelos próprios alunos, o que é um bom exercício para eles. c) O instrutor deve realizar, pelo menos, uma prova oral por matéria, abordando, como na prova escrita, uma pequena parte do conteúdo. A seguir, encontram-se definidos os critérios para avaliação da participação dos alunos, com exemplos de comportamentos indicadores de cada um deles, para nortear a avaliação do aluno, por parte dos professores/instrutores. a) Decisão e Iniciativa – Capacidade de avaliar adequadamente fatos e situações, com vista à tomada de decisões e providências imediatas para os problemas que se apresentarem. São comportamentos indicadores de decisão e iniciativa: Demonstrar capacidade de raciocínio lógico, através da ponderação das variáveis de um problema; Evidenciar clareza de percepção e domínio sobre o encadeamento de fatos e as possíveis conseqüências; Escolher, dentre as soluções que se apresentarem, a solução adequada a uma situação-problema; Antecipar-se aos companheiros na tomada de providências para solucionar uma situação-problema; b) Capacidade para trabalhar em equipe – Facilidade para estabelecer, de maneira adequada, contatos com o grupo no desempenho das atividades. São comportamentos indicadores de capacidade para trabalhar em equipe: Dar e solicitar informações necessárias ao bom andamento dos trabalhos; Participar de atividadeconjuntas, sem prejuízo do trabalho individual; Respeitar a divisão de tarefas; 15 Dez 90 146 Acatar a coordenação dos chefes de grupo, quando for o caso; Demonstrar capacidade e responsabilidade para conduzir e influenciar o grupo, quando necessário, no sentido de obter os resultados desejáveis. c) Organização – Capacidade para sistematizar tarefas, formando esquemas de execução. São comportamentos indicadores de organização: Discriminar prontamente e de forma adequada os principais elementos de cada situação; Demonstrar método e zelo na execução dos trabalhos; Coordenar as atividades de acordo com as necessidades de tempo; Selecionar o material de que necessita sem exageros ou deficiências; Revelar capacidade de pensar de forma esquemática, facilitando a consecução de seus objetivos. d) Objetividade – Capacidade para discernir o fundamental do acessório. São comportamentos indicadores de objetividade: Simplificar os problemas mais complexos sem prejuízo dos resultados finais; Planejar a realização do trabalho, enfatizando os aspectos principais; Discriminar prontamente o que é útil e aplicável; Descrever um fato de maneira fiel ao sucedido; Usar termos apropriados à situação; Demonstrar clareza e precisão na formulação e na resposta de perguntas. e) Disciplina – Capacidade de respeitar a ordem que convém ao funcionamento regular da unidade de instrução. São comportamentos indicadores de disciplina: Manter em sala de aula uma atitude madura, respeitando os colegas; Respeitar a figura do instrutor/professor; Acatar os regulamentos da entidade; 15 Dez 90 147 Apresentar-se para as aulas suas assídua e pontualmente, nos horários estipulados; Cumprir as tarefas determinadas. 11.1.2. RESULTADOS DA AVALIAÇÃO Os resultados das avaliações das matérias de parte teórica do curso devem ser expressos em notas na escala de 0 (zero) a 10 (dez), para indicar o rendimento e a participação dos alunos nas diferentes matérias. Os resultados da avaliação do rendimento dos alunos ser anotados pelo instrutor no formulário sugerido no Anexo 5 (ARA I), depois de corrigir as provas e comentá-las com os alunos. Depois de preenchido, deve ser encaminhando à secretaria. Na secretaria, o registro das notas de rendimento deve ser feiro em formulários próprios, conforme modelo sugerido no Anexo 6 (ARAII), um para cada aluno, à medida em que forem sendo recebidos os formulários ARA I de todos os instrutores. Os formulários ARA II devem ser arquivados nas pastas individuais de todos os alunos. Os resultados da avaliação da participação dos alunos devem ser anotados pelo instrutor, com base nas observações colhidas, no formulário sugerido no Anexo 7 (APA I), ao se encerrar a carga horária da matéria. Depois de preenchido, deve ser entregue à secretaria, para que sejam feitas as anotações no formulário do Anexo 8 (APA II), um para cada aluno, a ser arquivado na pasta individual. Ao final da instrução teórica, deve ser preenchido o formulário do Anexo 9, com base nos Anexos 6 e 8. 11.1.3. LIMITES MÍNIMOS DE APROVAÇÃO São limites de aprovação nas matérias parte teórica do curso: a) Rendimento – Média final 7,0 (sete) por matéria. b) Participação – Média final 7,0 (sete) em todas as matérias. c) Freqüência – 75% (setenta e cinco por cento) de comparecimento às aulas e demais atividades programadas. A unidade de instrução que desejar elevar os mínimos estabelecidos deve apresentar os novos limites no Regulamento do curso (Anexo 1). Em caso de reprovação, cabe à coordenação estudar a situação geral do aluno, em busca de uma solução, submetendo-o, por exemplo, a um conselho de instrução. 11.2. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO DE VÔO A sistemática de avaliação da instrução prática adequa-se às peculiaridades da instrução no solo, no treinador/simulador e da prática de vôo. 15 Dez 90 148 11.2.1. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO NO SOLO A avaliação da instrução no solo desdobra-se em: a) Prova de conhecimentos técnicos da aeronave, em que devem ser avaliados conhecimentos referentes a: Grupo motopropulsor; Sistema de combustível; Sistema elétrico; Controles de voo, trem de pouso, sistema de freios, instrumentos; Equipamentos de emergência, equipamentos auxiliares e limitações de operação; Características de voo, operação dos sistemas e procedimentos normais; Procedimentos de emergência e do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER); Tráfego, fraseologia e área de instrução. b) Prova de verificação do desenvolvimento dos esquemas de execução dos procedimentos de voo, que abrange a localização dos instrumentos da aeronave, a leitura dos mesmos e o condicionamento para acionamento dos comandos de vôo. A avaliação do item a pode ser feita, em parte, através de uma prova escrita, segundo a orientação dada no item 11.1.1 deste manual e, em parte, no próprio avião empregado na instrução. A avaliação do item b deve ser feita no avião, segundo os critérios estabelecidos junto à coordenação. O resultado das avaliações deve ser arquivado na Pasta Individual do aluno (Anexo 4). 11.2.2. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO NO TREINADOR/SIMULADOR O acompanhamento da instrução no treinador/simulador deve ser registrado em fichas elaboradas pela unidade da instrução, com indicação da evolução do desempenho de cada aluno, as quais devem ser arquivadas na Pasta individual do aluno. 11.2.3. AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO A avaliação da prática de vôo é feita regularmente pela unidade de instrução e ocasionalmente pelo SERAC ou pelo DAC, a critério desses órgãos. Com vista à homogeneização da sistemática de avaliação das missões constantes das duas etapas da prática de vôo, deve ser observado o quadro sugerido no item 9.2.3, referentes aos níveis de aprendizagem. 15 Dez 90 149 Para avaliar a prática de vôo, a cada exercício deve ser atribuído um grau, conforme quadro a seguir, para determinar a proficiência do aluno na execução de cada exercício, e servirá como base para atribuição do grau final da missão. GRAUS CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO 1 Vôo perigoso Durante a missão: - A manobra, executada de forma deficiente pelo aluno, tem grande probabilidade de resultar em acidente ou atentar contra a segurança de pessoas e coisas, se não houver a interferência imediata do instrutor; caracteriza-se, principalmente, quando: há violação das regras de tráfego aéreo, sem evidente razão para tal; o instrutor precisa intervir manualmente nos comandos de vôo ou nos sistemas auxiliares para evitar um acidente possível; o instrutor considera que o aluno adotou atitude perigosa; 2 Vôo deficiente - O aluno revela dificuldade na execução dos exercícios, não atingindo o nível exigido; 3 Vôo satisfatório - O aluno, embora apresente dificuldades consideradas normais, atinge o nível previsto 4 Vôo bom - O aluno demonstra facilidade e perfeição na execução da maioria dos exercícios da missão; 5 Vôo excelente - O aluno demonstra facilidade e perfeição na execução de todos os exercícios da missão. O instrutor de vôo deve registrar o desempenho do aluno em todas as missões nas fichas de avaliação apresentadas no Anexos 10,11, 12, 13 e 14. A ficha 1 deve ser adotada para avaliar a fase I da 1ª etapa da instrução de vôo (Adaptação) e para a fase II da 2ª etapa (Adaptação), cabendo ao instrutor fazer a complementação cabível. As fichas 2 e 3 devem ser adotadas para avaliar, respectivamente, as fases II (Aproximação) e III (Manobras) da 1ª etapa. O modelo da ficha 4 (Anexo 13) apresenta exercícios para avaliar a fase IV da 1ª etapa (Navegação). Caberá ao instrutor adaptar a ficha para avaliar as fases I (Navegação estimada) e IV (Navegação rádio) da 2ª etapa da instrução de vôo. A ficha 5 deve ser adotada para avaliar a fase III da 2ª etapa (Instrução local). O grau final da missão não é atribuídoforma abordem, assuntos de interesse para apresentação dos alunos; g) Aeronaves da instrução em condições de aeronavegabilidade; h) Treinador básico de vôo por instrumentos ou treinador de procedimentos de vôo que simule a performance das aeronaves utilizadas na instrução; deve possuir instrumentos e comandos posicionados de modo semelhante aos daquelas aeronaves e estar equipado com instrumentação suficiente para possibilitar a realização dos exercícios previstos no programa da instrução e com dispositivos que permitam registrar os exercícios efetuados. 15 Dez 90 18 5 RECURSOS HUMANOS 5.1 COORDENADOR DE CURSOS Os cursos desenvolvidos na unidade de instrução devem ficar sob a responsabilidade de um coordenador, com formação e experiência compatíveis no âmbito da aviação. O coordenador pode exercer as funções de instrutor-chefe. O coordenador deve desincumbir-se das seguintes atribuições, além das que lhe foram designadas pela direção da entidade: a) Planejar, coordenar e controlar o desenvolvimento das atividades, observando, no âmbito de sua atuação, o cumprimento das normas pertinentes; b) Comparecer ou fazer-se representar por membro da equipe da instrução, por ocasião das visitas técnicas do DAC, do IAC e do SERAC; c) Criar e estimular iniciativas que contribuam para o aperfeiçoamento da instrução ministrada; d) Incentivar o intercâmbio com entidades congêneres e com as que desenvolvem atividades de interesse para a pilotagem; e) Colaborar com o Instituto de Aviação Civil no desenvolvimento de estudos e levantamentos relativos à instrução; f) Analisar, juntamente com o corpo técnico-pedagógico, este MANUAL DE CURSO, com vista a estabelecer melhores condições para o bom andamento das atividades e à programação das mesmas; g) Acompanhar o desenvolvimento do currículo e levantar soluções para possíveis dificuldades, tanto na instrução teórica, como na instrução de vôo; h) Indicar diretrizes e estabelecer procedimentos com vista à avaliação do aluno, em consonância com os dispositivos deste manual; 15 Dez 90 19 i) Elaborar o calendário escolar, em que seja explicitada a programação das entidades do curso, ouvidos os diversos setores da unidade da instrução, zelando pela sua divulgação e pelo seu cumprimento; j) Elaborar o Regulamento do curso conforme instruções do Anexo 1, tomando as providências para sua divulgação e cumprimento; k) Zelar para que sejam mantidos organizados, registrados e atualizados os serviços de expediente, escrituração, arquivo e fichário relativos ao curso e à autenticidade da vida do aluno na entidade, bem como a legislação específica do curso. 5.2 CORPO TÉCNICO PEDAGÓGICO Constitui-se dos elementos que exercem funções de instrução teórica e prática (corpo docente), devidamente habilitados pelo DAC, com boa competência e reputação profissional no âmbito da aviação, bem como por quaisquer outros que desempenhem funções relacionadas à preparação dos alunos, como, por exemplo, psicólogo, médico, especialista de algum setor de Aviação Civil, pedagogo e outros, em consonância com as disposições deste manual. A competência dos instrutores, em termos de conhecimentos e experiência, é fator decisivo para que um curso produza os resultados desejados, quer dizer, para que os alunos concluam o curso reconhecidamente bem preparados. A capacitação do docente importa tanto sob o ponto de vista de vista teórico e operacional, quanto sob o disciplinar, figurando este último como um dos aspectos implícitos da responsabilidade profissional que os alunos devem desenvolver no curso através do exemplo de seus instrutores. Esse aspecto de natureza doutrinária reverte- se de maior significado, por se tratar da preparação para uma atividade na qual há inúmeros procedimentos sujeitos a padronização decorrente de normas. No que se refere ao conhecimento e à experiência, todo instrutor será bem mais respeitado se aliar ao domínio dos assuntos lecionados a experiência como piloto ou membro de uma tripulação de vôo, pois, diante de uma turma de alunos, impõe-se mais aquele que consegue vincular a teoria à prática. A direção da unidade de instrução, além de selecionar os instrutores à luz das considerações anteriormente citadas deve estar atenta para o fato de que, por melhor que seja o instrutor, ele não poderá desenvolver seu trabalho no nível de qualidade desejado se não dispuser de condições satisfatórias. Algumas dessas condições estão indicadas nos itens 3 e 4 deste manual, com referência à infra- estrutura básica (instalações e recursos materiais) de uma unidade de instrução, e figuram, também, diluídas, nos planos de matéria. A escolha do instrutor-chefe requer uma avaliação cuidadosa da direção da entidade, uma vez que ele deverá não apenas ser dotado de alto nível de capacitação técnica em operação de aeronaves, como também demonstrar habilidade e interesse pela instrução. Entre as dificuldades mais comuns que se apresentam no trabalho docente, a administração da unidade de instrução profissional deve evitar: 15 Dez 90 20 a) Sobrecarga de tarefas administrativas para os instrutores; b) horário de trabalho extenso; c) insuficiência de recursos didáticos; d) inadequação das instalações; e) turmas de alunos muito heterogêneas, formadas sem atenção aos pré-requisitos para ingresso (item 6 deste manual). A atuação dos instrutores será tanto mais eficiente quanto mais a direção valorizá-los na justa medida, pautando sua ação administrativa no planejamento e na organização cuidadosa das disposições e atividades relacionadas à instrução. É desejável que os instrutores escolhidos pelas unidades de instrução tenham sido aprovados nos respectivos cursos (teórico e prático) de preparação de instrutores. Os instrutores de vôo devem ser titulares de licença de piloto de nível superior ao dos alunos. Somente devem exercer a instrução no treinador/simulador profissionais com experiência na função ou que sejam qualificados para vôo por instrumentos. Aos membros do corpo docente compete: a) Atuar em consonância com as normas estabelecidas pela coordenação; b) Prestar aos alunos toda a orientação que se faça necessária; c) Sugerir medidas e iniciativas para o aperfeiçoamento da atuação da entidade, com vista à melhoria do próprio desempenho e da preparação dos alunos; d) Participar da análise deste manual, juntamente com a coordenação e com os demais membros do corpo técnico- pedagógico; e) Cumprir os conteúdos programáticos das matérias ou da instrução de vôo sob sua responsabilidade, atendendo à respectiva carga horária, observando os planos de matéria e as missões propostas para a instrução de vôo, bem como a orientação didática geral, indicada no item 10 deste manual; f) adotar metodologia adequada ao desenvolver as matérias e exercícios práticos indicados neste manual; g) formular os instrumentos de avaliação do desempenho dos alunos e atribuir-lhes as notas e conceitos conforme seu desempenho, de acordo com o estabelecido no item 11 deste manual; 15 Dez 90 21 h) manter atualizada as informações referentes à vida escolar dos alunos, no que concerne às matérias ou atividades sob sua responsabilidade, conforme estabelecido pela coordenação; i) outras atribuições, a critério da entidade. O psicólogo, quando houver, terá as seguintes atribuições: a) reunir-se com a coordenação do curso para discussão de assuntos da área psicopedagógica; b) participar, juntamente com a coordenação e os demais membros do corpo técnico-pedagógico, da análise deste Manual de Curso e colaborar, em sua área de atuação, para o bom desenvolvimento das atividades programadas; c) aplicar métodos e técnicas psicológicas para a seleção de candidatos ao curso; d) acompanhar, através de instrumentos de avaliação psicopedagógica, o ajustamento de alunos e professores/instrutores; e) aplicar técnicas de atendimento psicológicopelo cálculo da média aritmética dos graus obtidos em cada exercício, mas através de uma apreciação do instrutor quanto à média do desempenho do aluno na realização dos exercícios de maior grau de dificuldade na missão. A atribuição de um grau 1 (vôo perigoso) ou 2 (vôo deficiente) em qualquer exercício da missão determina um grau final na missão correspondente ao mais baixo grau atribuído, devendo ser detalhadamente comentado com o aluno. 15 Dez 90 150 Será aprovado na missão o aluno que obtiver grau final 3 (três) ou superior: Será reprovado na missão o aluno que obtiver grau 1 (um) ou 2 (dois) em qualquer exercício da missão. 11.3. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DA PARTE TEÓRICA DO CURSO Ao aluno aprovado na parte teórica do Curso de Piloto Comercial-Avião, segundo os critérios estabelecidos neste manual, sem prejuízo das demais normas baixadas pela unidade de instrução, é concedido o Certificado de conclusão da parte teórica do curso, conforme modelo do Anexo 15, assinado pelo diretor e pelo aluno. 11.4. EXAME PRÁTICO DE VÔO O exame de vôo para obtenção da licença de Piloto Comercial-Avião é feito segundo os critérios estabelecidos pelo Departamento de Aviação Civil. No Anexo 17 deste manual, é apresentado o modelo da ficha de avaliação de piloto adotada pela Divisão de Habilitação do DAC. Cabe ao instrutor de vôo indicar o aluno para o cheque. Os candidatos pode realizar exames simulados de vôo, antes o aluno realizar o cheque, valendo-se de instrutores diferentes dos que lhe ministram o treinamento, mas com o mesmo tipo de avião utilizado na instrução. Para a avaliação, pode ser usada como base a ficha do Anexo 17. A entidade pode realizar exames simulados de vôo, antes do aluno realizar o cheque, valendo-se de instrutores diferentes dos que ministram o treinamento, mas com o mesmo tipo de avião utilizado na instrução. Para a avaliação, pode ser usada como base a ficha do Anexo 17. A seguir, são apresentadas as exigências do DAC para a realização do exame prático de vôo, tendo em vista a obtenção da licença de Piloto Comercial – Avião e a habilitação de IFR, com a finalidade de orientar os candidatos, instrutores e examinadores. São apresentados os procedimentos e manobras relevantes que serão exigidos durante o exame. O cheque envolve três fases: a) Conhecimentos técnicos e operacionais b) Técnicas básicas de pilotagem c) Navegação CONSIDERAÇÕES GERAIS a) O não atendimento de qualquer item das três fases importa na reprovação do candidato. b) O item da fase no qual foi constatada falha do candidato deve ser avaliado em novo vôo, a fim de que os requisitos mínimos de proficiência sejam novamente verificados. 15 Dez 90 151 c) O vôo de cheque pode ser interrompido a qualquer momento, caso o examinador constate que o candidato não apresenta os índices de proficiências necessários ao atendimento de uma fase. d) O examinador avalia a proficiência do candidato com base em seu julgamento, conhecimentos técnicos, suavidade e precisão na execução das manobras solicitadas. e) O candidato deve demonstrar, durante a execução das manobras, que possui o controle efetivo do avião, não deixando dúvidas quanto à sua capacidade de manobrá-lo com a segurança. f) A forma pela qual o candidato executa as manobras solicitadas, a habilidade em detectar erros e executar as correções apropriadas, o senso de segurança e a atitude em vôo devem ser levados na mais alta consideração, de forma a permitir uma imagem de conjunto que atenda aos padrões técnicos exigidos. g) Os padrões de proficiência estabelecidos objetivam fornecer ao examinador e ao candidato os requisitos a serem atendidos para que o vôo seja considerado satisfatório. h) A execução de manobras dentro da técnica e dos níveis de proficiência estabelecidos indicarão que o candidato atende às condições necessárias à obtenção da licença de Piloto Comercial-Avião. i) A não observância das normas determina a reprovação do candidato. EXECUÇÃO DO CHEQUE PARA OBTENÇÃO DA LICENÇA DE PC- AVIÃO Fase 1 – Conhecimentos Técnicos e Operacionais a) Documentos da aeronave, inclusive os registros da aeronavegabilidade – O candidato deve apresentá-los ao examinador, dando as devidas explicações sobre os documentos obrigatórios que acompanham a aeronave; com relação aos registros da aeronavegabilidade, deve demonstrar conhecer os registros de motor, célula, hélice etc, explicando as discrepâncias encontradas em inspeções, se for o caso. b) Performance e operação – O candidato deve demonstrar: Conhecimento prático da performance do avião e dos procedimentos operacionais aprovados, incluindo a operação dos sistemas de combustível, hidráulico, elétrico e outros; 15 Dez 90 152 Capacidade de utilizar os manuais técnicos do avião; Conhecimentos relativos à performance do avião em operação com peso máximo de decolagem sob os efeitos adversos motivados por temperatura elevada e altitude do local de decolagem, e como esses e outros fatores – como gradiente da pista, natureza de sua superfície (grama, areia, lama), direção e intensidade do vento – podem afetar a distância requerida para a decolagem. Devem ser discutidos os fatores mencionados e seus efeitos cumulativos em conseqüência da combinação de dois ou mais, devendo o candidato evidenciar compreensão e indicar a solução adequada. O candidato deve demonstrar estar totalmente familiarizado com os gráficos referentes à operação da aeronave nas várias altitudes e com os respectivos ajustes de potência. Deve conhecer as velocidades para melhor performance da aeronave, relativas às diversas fases do vôo. Deve ser enfatizada a importância de um controle apropriado da velocidade. c) Carregamento da aeronave (incluindo combustível e lubrificante) – O candidato deve demonstrar conhecimentos relativos a carregamento, distribuição de carga, balanceamento e peso máximo de operação, fazendo o cômputo desses valores: deve também informar as quantidades de combustível e de óleos lubrificantes, se é permitido voar com essas quantidades e, caso afirmativo, por quanto tempo. d) Verificação pré-voo – Deve ser executada pelo candidato através de um procedimento ordenado, preferencialmente seguindo a lista de cheques fornecida pelo fabricante. O aluno deve conhecer o significado e a importância de cada item que implique condição de indisponibilidade para o vôo, demonstrando, inclusive, conhecimento das providências a serem tomadas pelo piloto com vista à correção de qualquer discrepância observada. e) Comunicação rádio – O candidato deve demonstrar ter condições de manter comunicação bilateral com o órgão controlador do tráfego; caso a aeronave não possua o equipamento rádio ou o aeródromo seja desprovido de órgão controlador, o procedimento deve ser simulado. Proficiência aceitável: as comunicações devem ser realizadas com desembaraço, empregando a fraseologia padrão. 15 Dez 90 153 Fase 2 – Técnicas Básicas de Pilotagem a) Partida e aquecimento – O candidato deve dar partida no motor, proceder ao aquecimento e efetuar as devidas verificações, artes da decolagem; Proficiência aceitável: as operações devem ser executadas completa e corretamente, de acordo com a lista de cheques utilizada, devendo ser tomadas as necessárias precauções de segurança para evitar perigo para pessoas e coisas, bem como eventuais danos à aeronave. b) Rolagem – O candidato deve executar a rolagem de acordo com o tipo de aeronave utilizado. Proficiência aceitável – o candidato deve efetuar a rolagem zelando para que sejam evitadas obstruções e possíveis danos a pessoas e à aeronave, mantendo-se numa velocidade compatível com a segurança do tráfego. c) Procedimento antes do vôo (cheque de cabeceira) – O candidato deve, usando a lista de verificação, proceder ao cheque de funcionamento de motor, magnetos, sistemas diversos e comandos. Proficiência aceitável: ocandidato deve demonstrar estar familiarizado com os procedimentos anteriores à decolagem cuidando para que não sejam causados danos a pessoas e propriedades alheias, bem como ao motor ou à hélice. d) Decolagem e pousos (normais e com vento cruzado) – O candidato deve executar, pelo menos, três pousos e decolagens, usando os procedimentos de tráfego do aeródromo utilizado. Ele pode realizar aproximações partindo da perna do vento, usando potência parcial do começo da aproximação até onde tiver certeza de alcançar o ponto que deseja tocar no solo. Deve ser demonstrada, pelo menos, uma aproximação com motor e pouso curto. Devem ser exigidos pousos com e sem flape e, pelo menos, uma arremetida em vôo, em configuração de flape totalmente embaixo, desde que não haja proibições pelas limitações de operação do avião. Em aviões equipados com bequilha na cauda, o candidato deve executar, pelo menos, um pouso de pista de maneira adequada às condições do vento forte e rajada. Em aviões triciclos, o candidato deve executar, pelo menos, um pouso com a aeronave na situação de pré-estol, adequada a pistas acidentadas. Deve estar em condições de demonstrar, pelos menos, uma decolagem e um pouso com vento cruzado. 15 Dez 90 154 Nenhum complemento deve ser exigido se, durante as demonstrações de pouso e decolagem, houver um vento cruzado tal que necessite correções de direção, antes do pouso e após a decolagem. O candidato deve corrigir o vento nas aproximações e subidas, efetuar pousos e decolagens sem que a aeronave seja submetida a cargas indevidas e manter corretamente o controle direcional, durante as corridas de decolagem e pouso. Deve efetuar o tráfego padrão estabelecido, manter a reta nos segmentos da pista, quando estiver decolando ou pousando, manter as altitudes de tráfego e as velocidades de subida e planeio recomendadas. O toque no solo deve ser numa parte determinada da pista, em altitude e velocidade normais de pouso. Proficiência aceitável: o desempenho deve ser compatível com o grau de experiência normalmente esperado para um piloto comercial. As variações de altitude e velocidade, durante o tráfego, o pouso e a decolagem, poderão ser de, aproximadamente, 50 pés e 3mph. O toque no solo deve ocorrer até, no máximo, 150 pés além do ponto determinado pelo examinador. e) Operações com velocidade normal e velocidade de controle – Em vôo, devem ser realizadas manobras básicas normais, em velocidades apropriadas ao avião. As manobras incluem vôo mantendo a reta e a altura, curvas de 10 e 30º de inclinação subindo, planadas e niveladas, e subidas em melhor ângulo ou melhor razão. As manobras podem ser combinadas com outras, se necessário. Serão exigidos do candidato vôos na reta e curvas, com e sem motor, a uma velocidade tal que qualquer redução de velocidade ou qualquer pressão para trás nos comandos possa produzir indicações físicas de estol. Deve voar em velocidades mínimas de controle, nas configurações de cruzeiro e pouso, nos aviões equipados com flape e trem escamotável e com o aviso de estol inoperante. Proficiência aceitável: o candidato deve ser capaz de executar as manobras, em cujo desempenho deverão ser observadas as seguintes tolerâncias: Vôo em reta e nivelado Altitude: ± 50 pés Proa: ± 5º 15 Dez 90 155 Curvas de média inclinação, subindo e planadas Altitude: ± 3mph Inclinação: ± 5º Curvas de média inclinação, em vôo nivelado Altitude: ± 50 pés Velocidade: ± 3mph Inclinação: ± 5º f) Estóis e recuperação de estóis – São exigidos estóis e recuperação de estóis na reta, em curvas subindo e planadas e nas três fases de vôo nas quais os estóis se apresentam em situação mais crítica: decolagem, aproximação e manobras em aceleração a velocidades reduzidas. Em hipótese alguma, os estóis e o treinamento de estóis podem ser feitos abaixo de 600m de altura. Os estóis em decolagem devem ser simulados em curvas subindo, com 10 a 30º de inclinação, em configuração de decolagem. A subida deve ser iniciada com velocidade aproximada de decolagem e potência de subida recomendada, aumentando-se gradativamente o ângulo de ataque e mantendo- se constante a inclinação, até que o estol ocorra. Em aproximação para pouso, os estóis devem ser simulados em curvas planejadas com 10 a 30º de inclinação, iniciando-se com velocidade de aproximação, motor reduzido e o avião em configuração de pouso. Com a curva contínua, durante o planeio, o ângulo de ataque é gradativamente aumentado até que o estol ocorra. Os estóis nas manobras em aceleração, devem ser executados em curvas planadas de 20 a 30º de inclinação, em configuração de aproximação e cruzeiro. Em planeio, devem ser executados com o motor reduzido, exceto em aviões sem suficiente efeito de profundor no sentido de cabragem para produzir um estol numa curva planada; neste caso, somente deverá ser usada a potência necessária para produzir aquele efeito. O ângulo de ataque deve ser suavemente aumentado, até que o estol ocorra, ligeiramente acima da velocidade de estol desacelerado (5 a 10mph). O termo aceleração aplicado ao estol nada tem a ver com a qual o estol é produzido, definindo o estol que ocorre a velocidades mais altas do que a de estol normal, porque o ângulo de ataque é aumentado por um fator de peso adicional, ou aceleração, 15 Dez 90 156 resultante de uma curva com maior inclinação ou uma cabragem brusca. Os estóis em aceleração não devem ser executados a velocidade maiores que 10mph acima da de estol desacelerado, devido aos altos esforços impostos às superfícies das asas e cauda., particularmente em ar agitado. Exemplo: um avião com uma velocidade de estol normal (fator de peso de 1G) de 50mph não deve ser forçado a um estol com velocidade superior a 60mph. As recuperações de estol devem ser concluídas para vôo na reta com as asas niveladas pelo uso coordenado do aileron, do leme de direção, do profundor e da manete, o necessário para efetuar a recuperação com a perda mínima de altitude e de acordo com a pronta recuperação efetiva do controle. As recuperações de estol devem ser executadas com ou sem uso do motor: imediatamente após a identificação do estol ou após um sinal do examinador, que estar voando o avião e permitirá que se completem estóis em várias configurações, devendo a recuperação ser feita pelo candidato. Esta manobra é eficiente do ponto de vista do examinador e permite uma avaliação real da técnica de recuperação do candidato, quando se deixa o estol ocorrer lentamente, variando a atitude somente o necessário para conseguir o resultado desejado. Durante a manobra e até o examinador dar o sinal para a recuperação, o candidato deve ficar com a cabeça baixa e os olhos fechados ou com a atenção voltada para fora do avião, a fim de que o examinador determine sua capacidade de recuperar um estol acidental, iniciado enquanto sua atenção é desviada. Proficiência aceitável: o candidato deve demonstrar técnica apropriada para recuperação do estol, observando-se as seguintes tolerâncias: Identificação do estol – deve ser sentido de imediato, sem auxílio do sistema de aviso; Controle de velocidade – não exercer a velocidade normal de cruzeiro, em qualquer situação; Perda de altitude – perda mínima, em conformidade com a pronta recuperação efetiva de controle, não excedendo 200 pés, quando a recuperação for com motor. g) Curvas de 720º com potência e curvas em torno de um ponto – Devem ser executadas curvas de 720º com potência (para ambos os lados), com inclinação de aproximadamente 45º. O candidato deve também executar duas curvas de 720º para cada 15 Dez 90 157 lado, com raio uniforme, em torno de um ponto ou de pequena área no solo, não ultrapassando a inclinação de 45º durante a curva. A altitude deve ser tal que proporcione uma visão livre do ponto a ser circulado, não podendo, porém, ocorrer abaixo de 500 pésdo obstáculo mais alto. O examinador pode fazer perguntas sobre objetos à vista para desviar a atenção do candidato durante a manobra. Proficiência aceitável: o desempenho do candidato é avaliado tendo-se por base a coordenação e a suavidade, a correção do vento, o controle de velocidade e altitude, o raio de curva e a orientação. Qualquer variação significativa na altitude é motivo para o candidato tomar medida corretiva. A velocidade deve ser mantida bem acima da de estol. O candidato é considerado inapto se permitir condição perigosa de comandos cruzados ou velocidade abaixo da recomendada. O candidato deve demonstrar sua capacidade de pilotagem dentro das seguintes tolerâncias: Altitude: no mínimo, 500 pés acima do solo ou das edificações Variação de altitude: ± 50 pés, durante a manobra. Velocidade: a mais próxima possível da velocidade de cruzeiro h) Pousos de pista e na configuração de pré-estol – Devem ser executados pousos de pistas, em aviões de bequilha na cauda, e pousos com a aeronave na condição de pré-estol, em aviões triciclos. Entretanto, esses pousos devem ser combinados com os itens i e j, ambos, efetuados com aproximações em velocidades apropriadas. Para os pousos de pista, o toque inicial deve ser feito com o trem principal, mantendo-se ou reduzindo- se o ângulo de ataque, para um contato firme com a pista. Os pousos na condição de pré-estol, em aviões triciclos, devem ser feitos de maneira semelhante aos pousos três pontos em aviões de cauda baixa, mantendo-se a roda do nariz no ar o maior tempo possível. Proficiência aceitável: o desempenho do candidato é avaliado tendo-se por base a manutenção da reta no planeio, o controle de velocidade, a suavidade e o controle durante toda a manobra. i) Decolagem e pouso curtos – Os procedimentos de decolagem curta devem ser efetuados a partir do início da parte disponível da pista, atingindo-se e mantendo-se, tão logo quanto possível, 15 Dez 90 158 o melhor ângulo ou razão de subida, a velocidade e a altitude recomendadas. A potência de aproximação para um pouso curto deve ser a de uma aproximação normal padrão, a uma velocidade ligeiramente abaixo da velocidade de planeio normal. A velocidade deve ser constante e, no máximo, igual a 1, 3 vezes a velocidade de estol sem motor e a descida controlada com a manete. O toque no solo deve ser feito com um mínimo de flutuação. Proficiência aceitável: o candidato deve demonstrar sua capacidade de pilotagem dentro das seguintes tolerâncias: Decolagem: ± 5mph em relação à velocidade recomendada para o melhor ângulo ou razão de subida. Aproximação: ± 5mph em relação à velocidade de aproximação. Corrida de decolagem: sempre sob controle, utilizando da melhor maneira a faixa de pista disponível j) Decolagem e pouso em pista de piso mole – A corrida de decolagem deve ser feita com um ângulo de ataque relativamente alto, para avaliar o mais possível o peso das rodas principais. A roda do nariz ou a da cauda deve ser levantada e mantida no ar o mais cedo possível. O avião deve flutuar com a velocidade mínima (aproximadamente a velocidade de estol sem motor) e o ângulo de ataque deve, então, ser suavemente reduzido, para atingir a velocidade de melhor ângulo de subida, assim que ficar alguns pés acima da superfície. Os pousos em pista com piso mole devem ser realizados com o avião tocando o solo a uma velocidade tão baixa quanto possível e mantendo-se a cauda baixa o mais cedo possível na corrida. Os flapes devem ser usados de acordo com as recomendações do manual de vôo do avião, nos pousos e decolagens, tanto em campo curto, com em pista com piso mole. Proficiência aceitável: o candidato deve observar as seguintes tolerâncias: Velocidade de saída do solo: não deve exceder a velocidade de estol. Velocidade de subida: ± 5 mph em relação à velocidade de melhor razão de subida recomendada. k) Glissadas e glissadas em pousos – O candidato deve executar glissadas controladas para ambos os lados, em altitude e durante e aproximação para o pouso, caso seja usado avião 15 Dez 90 159 com três comandos. A glissada durante a aproximação pode ser demonstrada em qualquer dos pousos previstos para o exame. Proficiência aceitável: as glissadas devem iniciar e terminar suavemente, sendo controladas durante todo o tempo, devendo preferir-se as glissadas com velocidades iguais às de planeio; as recuperações devem ser concluídas numa altitude de segurança. l) Subida da máxima performance – O candidato deve demonstrar habilidade para obter a máxima subida em relação à potência disponível, baseando o julgamento não somente em função da razão de subida, mas também no maior ângulo de subida, sem estolar. Proficiência aceitável: o candidato deve, pelo menos uma vez, demonstrar que observou qualquer redução de potência ou de velocidade mantendo uma variação máxima de proa de ± 10º . Não deve glissar ou derrapar e a recuperação deve ser suave e contínua, sem tendência a afundar. m) Emergências do equipamento – As demonstrações deste item devem estar de acordo com o tipo de avião e os equipamentos especiais instalados. Em cada caso, o candidato deve demonstrar a operação ou o conhecimento das emergências de todo o equipamento disponível. As operações devem ser efetuadas da forma mais realística possível, isto é, através da operação do próprio sistema. Exemplo: operação de emergência de flape e trem, sempre que possível, e simuladas nos demais casos (Exemplo: operação de sistema contra incêndio). Fase 3 – Navegação a) Planejamento do vôo de navegação – Antes da decolagem para o vôo de exame, o candidato deve ser solicitado a planejar uma viagem real, com duas horas de duração, podendo incluir uma escala intermediária para reabastecimento. O planejamento deve incluir informações sobre o tempo, plotagem da rota na carta aeronáutica, determinação de pontos e distâncias para controle, tempos estimados de vôo, proas e combustíveis necessários. O candidato deve consultar o ROTAER, NOTAM e METAR para informações. É obrigatório o uso do computador ou do diagrama para plotagem do vento e das proas. b) Vôo de navegação – Quando solicitado pelo examinador, o candidato deve exibir o planejamento da navegação feito antes da decolagem. O rumo traçado deve ser seguido até que o candidato estabeleça a proa exigida para permanecer na rota e 15 Dez 90 160 possa fazer uma estimativa razoável da velocidade no solo. Nesta situação, o examinador pode solicitar o rumo para uma alternativa escolhida por ele ou pedir ao candidato para selecionar uma alternativa adequada. A duração da navegação deve ser tal que permita ao examinador determinar a habilidade do candidato nesta fase. Proficiência aceitável: o vôo de navegação deve ser avaliado com base na habilidade do candidato em seguir a rota desejada, identificar corretamente os pontos de controle, manter a proa e a altitude e confirmar as estimativas sobre os fixos. Neste vôo de navegação, deve ser incluído um pouso em aeródromo estranho. O candidato deve estabelecer a proa necessária para manter seu rumo dentro de um limite de ± 10 º e, consequentemente, manter sua rota plotada dentro do limite de uma milha. O limite para variação da altitude é de ± 100 pés. Usando os tempos até os fixos, ele deve calcular o tempo estimado de chegada (ETA) no local do primeiro pouso, com um erro máximo de 5 minutos. Sua aproximação para um aeródromo estranho deve estar de acordo com o tráfego padrão conhecido, com os indicadores direcionais de tráfego ou com as instruções do órgão controlador, quando existir. c) Emergência de vôo em rota – Durante uma parte do vôo em rota, o examinador deve simular ou pedir ao candidato que simule várias emergências, como superaquecimento do motor, falha parcial do motor, desorientação, mau tempo e perda de referência visual. Deve ser solicitada, pelo menos, uma emergênciasimulada de falha do motor ou iminência de término do combustível, exigindo-se um pouso imediato. Proficiência aceitável – o candidato deve executar os procedimentos apropriados para emergência, quando possível, ou simular tais procedimentos quando a execução não for possível ou não oferecer segurança. O desempenho é avaliado tendo-se por base o desembaraço, a técnica usada pelo candidato e a conveniência das ações de emergência demonstradas. Ao desviar para uma alternativa, deve estabelecer o rumo e o tempo, dando o novo ETA. A avaliação é feita de acordo com sua habilidade no uso correto do equipamento, na escolha de local adequado para pouso, na excução de um bom padrão de aproximação e na manutenção de velocidade-padrão. O vôo de navegação deve ser executado durante o período de instrução do aluno, cabendo ao instrutor sua avaliação. Todavia ao checador do DAC cabe a verificação de um planejamento teórico. 15 Dez 90 161 EXECUÇÃO DO CHEQUE PARA OBTENÇÃO DA HABILITAÇÃO IFR a) Antes do Vôo Planejamento de Vôo – Com o objetivo de verificar se o candidato tem condições de desenvolver um planejamento funcional para um vôo por instrumentos, ele deve preparar um planejamento de vôo por instrumentos de pelo menos duas horas em vôo de cruzeiro entre dois locais, envolvendo pelo menos duas aerovias. O planejamento deve envolver a procura das informações atmosféricas disponíveis (boletins, previsões sinóticas etc), a seleção e a confirmação dos auxílios à navegação a serem utilizados e o fornecimento das cartas de subida, de rota e de aproximação adequadas. Devem ser formuladas perguntas relativas a planejamento, uso e interpretação da documentação utilizada, mais com a intenção de avaliar a preparação prática para uma condição real de vôo do que para testá-lo sobre o assunto. Proficiência aceitável: o candidato deve revelar adequação, precisão e eficiência do planejamento feito. O tempo máximo despendido no preparo do planejamento não deve ultrapassar 30 minutos. Preparo e preenchimento de um plano de vôo – Com o objetivo de verificar se o candidato tem condições de preparar, ordenar, receber e modificar, em vôo, um plano de vôo seguindo as regras de voo por instrumento, ele deve preparar um plano de vôo. Deve receber e cotejar a autorização de partida por instrumentos, bem como solicitar e receber modificações do plano, em vôo. Esse procedimento pode ser simulado pelo examinador. Proficiência aceitável – o candidato deve revelar precisão na elaboração do plano de vôo, eficiência e efetividade dos procedimentos de comunicação usados para o preenchimento. Performance, alcance e autonomia da aeronave – Para verificar se o candidato tem condições de obter dados de performance, alcance e autonomia da aeronave utilizada e de aplicá-los efetivamente no plano de vôo por instrumentos, ele deve demonstrar conhecimento prático sobre performance, alcance e consumo de combustível da aeronave usada no vôo de cheque e/ou ser capaz de obter tais informações através dos manuais da aeronave. O planejamento de vôo deve ser baseado nessas informações. 15 Dez 90 162 Proficiência aceitável: o candidato deve revelar capacidade de fornecer os dados prontamente e aplicá-los efetivamente no planejamento do vôo. Instrumentos e equipamentos requeridos e sua adequada utilização – Para verificar se o candidato conhece e compreende o uso adequado dos instrumentos e equipamentos exigidos para a realização de um vôo por instrumentos, ele deve ser capaz de explicar o uso dos instrumentos, equipamentos e qualquer sistema instalado na aeronave utilizada, incluindo operação, mostradores, indicações de mau funcionamento e limitações de suas unidades. Embora o candidato possa ser solicitado a executar a navegação e a aproximação por apenas um sistema, ele deve ser capaz de usar todos os demais equipamentos de bordo para suplementar o sistema primário utilizado. Este item deve incluir o cheque dos instrumentos de vôo durante o táxi, bem como o desempenho do receptor de VOR, quanto a precisão. Proficiência aceitável: o candidato deve evidenciar conhecimento sobre: instrumentos e equipamentos que devem ser instalados para uma operação IFR; uso desses instrumentos e equipamentos; conhecimento prático das limitações dos instrumentos; calibragem e defeitos mais comuns. O candidato será desqualificado se demonstrar falha na seleção e no cheque dos equipamentos e instrumentos, antes da decolagem, ou se falhar na verificação da precisão de um receptor de VOR. Verificação do equipamento – Com o objetivo de constatar se o candidato tem conhecimentos práticos sobre a aeronave, sua operação e limitações, a verificação do equipamento deve ser feita antes da decolagem, limitando- se aos aspectos operacionais. Proficiência aceitável – o candidato deve demonstrar ter conhecimento dos aspectos operacionais referentes às aeronaves. Inspeção pré-voo - Para verificar se o candidato tem conhecimentos sobre a aeronave que lhe permitam decidir se a mesma está pronta para o vôo, deve ser solicitado a executar a inspeção visual em conformidade com a lista de verificações referente ao equipamento, localizando os itens e explicando o motivo de examiná-los. Proficiência aceitável – o candidato deve executar a inspeção e explicar satisfatoriamente a finalidade operacional de cada item, quando solicitado. 15 Dez 90 163 Rolagem – Para verificar se o candidato tem habilidade para manobrar a aeronave no solo com segurança, o procedimento de rolagem deve ser realizado de acordo com as instruções emitidas pelo órgão de tráfego aéreo. Proficiência aceitável: o candidato deve revelar atenção e segurança com relação às pessoas e outras aeronaves presentes no estacionamento e nas pistas de rolagem e ao uso dos freios e controles de direção (bequilha ou roda do nariz, dependendo da aeronave). Cheques de motores (quando aplicável) – O objetivo deste item é verificar se o candidato sabe fazer os cheques necessários para assegurar a aeronave está pronta para decolar. Os cheques dependem do tipo da aeronave. Proficiência aceitável: a avaliação deve ser feita com base na maneira como o candidato realiza os cheques e em seu conhecimento sobre os limites mínimos do rendimento dos motores da aeronave. b) Durante o vôo Em um vôo de cheque, deve ser exigida uma decolagem em condição simulada por instrumentos a partir da altura de 100 pés. Vôo na reta e nivelado usando apenas o indicador de curva e inclinação e o velocímetro – O candidato deve revelar perícia em manter o vôo nivelado em condições de vôo por instrumentos, tanto em operação normal, como em falha dos indicadores de proa (giro) e de altitude (horizonte artificial). O vôo na reta e nivelado pode ser demonstrado separadamente ou avaliado durante outras manobras e procedimentos, em configuração de cruzeiro ou de aproximação. Proficiência aceitável: o candidato deve demonstrar perícia em manter proa e altitude determinadas nos limites de 10º e 100 pés. Devem ser levadas em consideração a suavidade, a precisão e a coordenação demonstradas, relacionando-as à estabilidade da aeronave e à turbulência encontrada. Curvas, subidas e descidas utilizando somente o indicador de curva e inclinação e o velocímetro – Para verificar se o candidato está apto a efetuar curvas, subidas e descidas com proficiência, tanto em condição normal, como em emergência, ele deve executar curvas cronometradas de 180 e 360º, em vôo nivelado, variando a razão de subida e de descida, valendo-se do velocímetro e do indicador de 15 Dez 90 164 curvas e inclinação. A demonstração pode ser feita à parte ou no decorrer do vôo, combinada com outras manobras. Proficiência aceitável – o candidato deve evidenciar precisão, suavidade e coordenação durante a manobra, de acordo com os seguintes parâmetros: Subindo para uma altitude predeterminada em 10segundos do tempo estimado para atingir: (1) Variação na proa de saída da curva limitada até 20º para cada 360º de curva; (2) Variação de velocidade de até 10 nós para a velocidade designada. O candidato será reprovado se revelar qualquer desorientação ou perda dos controles de vôo. c) Perdas e operação em velocidade de aproximação – Para verificar a perícia do candidato em reconhecer e fazer a recuperação de uma perda, bem como em operar o avião com segurança na velocidade de aproximação valendo-se apenas da referência dos instrumentos de vôo, ele deve executar perdas partindo de situações de subida ou descida em configurações de aproximação ou limpa. A recuperação deve ser feita na reta, com uso coordenado dos controles e com um mínimo de perda de altitude compatível com a segurança. Devem ser executados vôos na reta e em curva subindo e descendo, bem como vôo nivelado em configurações de aproximação e pouso, observando-se as velocidades e limitações do avião utilizado. A transição do vôo de cruzeiro para aproximação deve ser suave. Proficiência aceitável: o candidato deve revelar o pronto reconhecimento da concorrência da perda em condições de vôo por instrumentos e a conseqüente ação corretiva. A operação com velocidade de aproximação deve ser precisa e suave e a transição da velocidade de cruzeiro para a aproximação deve ser realizada prontamente, sem excessivas variações de proa e altitude. Devem ser observados os seguintes limites: Proa na recuperação de perda – até 20º de proa inicial; Altitude durante o vôo nivelado – até 100 pés; Velocidade na operação com velocidade de aproximação – até 10 nós da velocidade determinada; Altitude e proa durante a transição de cruzeiro para aproximação – até 100 pés e 10º da altitude de cruzeiro e da proa escolhida. d) Recuperação de posições anormais somente com a utilização dos indicadores de curva e inclinação e de velocidade – Para 15 Dez 90 165 verificar se o candidato pode, de forma pronta e suave, recuperar a condição normal de vôo partindo de posições anormais, quando em emergência, o examinador colocará o avião em condições anormais de atitude e compensação dos comandos de vôo, as quais são o resultado típico de desorientação espacial, turbulência e lapso de atenção dos instrumentos, solicitando ao candidato que assuma os controles e faça o avião retornar para a altitude normal de vôo, valendo-se tão somente do velocímetro de ponteiro e da bola do indicador de curvas e inclinação. O candidato deve retomar à condição de vôo normal utilizando os ajustes corretos de potência e compensação. Proficiência aceitável: o candidato deve evidenciar presteza, suavidade e precisão. Todas as manobras devem ser realizadas respeitando-se os limites operacionais da aeronave empregada. Qualquer perda de controle que implique a necessidade de intervenção do examinador reprovará o candidato. e) Procedimentos para perda de motor, quando se tratar de vôo de cheque realizado em aeronave multimotora – Com o objetivo de determinar se o candidato pode controlar a aeronave com segurança, em condições de vôo por instrumentos, na eventual ocorrência de falha do grupo motopropulsor, ele deve ser levado a “trimar” a aeronave e operá-la após a redução de um dos motores, para simular a condição de pane, ou voar com o motor realmente embandeirado, se as condições de altitude permitirem e desde que o exercício tenha sido previamente acertado entre o candidato e o examinador. O embandeiramento de uma hélice para fins de vôo de cheque somente se fará sob condições de altitude e posição da aeronave que permitam pouso com segurança, caso ocorra qualquer dificuldade no desembandeiramento. Proficiência aceitável: o candidato deve evidenciar presteza, suavidade e precisão de ação. A proa deve ser mantida com limite máximo de 20º da designada e altitude até 100 pés da estabelecida durante a operação. Qualquer perda de controle que implique a necessidade de intervenção do examinador ou qualquer tentativa que contrarie as limitações contidas no manual de operações da aeronave reprovará o candidato. Caso a aeronave, nas condições existentes, seja incapaz de manter altitude com a perda do grupo motopropulsor, o candidato deverá realizar o vôo de tal forma que a velocidade se situe em torno de 5 nós da de melhor razão de subida monomotor. f) Radio navegação utilizando VOR e ADF – Para verificar se o candidato está em condições de usar os auxílios rádio para uma navegação segura em um vôo por instrumentos, ele deve 15 Dez 90 166 demonstrar o uso dos auxílios da radio navegação, usando pelo menos duas facilidades diferentes. Será aceito o uso de VOR, VORTAC, DME e auxílios de navegação. O candidato deve ser solicitado também a se orientar usando essas facilidades. Caso utilize o VOR, o VORTAC ou a baixa freqüência, ele deve determinar sua posição por cruzamentos de radiais associadas a distâncias DME ou uma computação de tempo e distância baseada na variação de marcações relativas. Proficiência aceitável – o candidato deve basear a execução do vôo na autorização recebida, devendo o examinador observar os procedimentos adotados. g) Comunicações-rádio – Para verificar se o candidato tem condições de realizar eficientemente as comunicações necessárias à execução do vôo, ele deve fazer todos os contatos relativos a uma operação normal IFR. Proficiência aceitável – o candidato deve empregar corretamente a fraseologia padrão, selecionar as freqüências apropriadas, evidenciando precisão, concisão e clareza nas transmissões, além de verificar a oportunidade das mesmas. h) Aproximação por instrumentos dentro do mínimos autorizados e procedimentos de espera – Com o objetivo de determinar se o candidato tem condições para, de maneira segura, realizar as aproximações por instrumentos que permitam o pouso da aeronave com segurança, em condições de vôo por instrumentos, segundo os mínimos autorizados, ele deve executar aproximações-padrão por instrumentos até a altitude mínima autorizada para o aeroporto envolvido e para o auxílio- rádio utilizado. Procedimentos de espera e outras operações IFR associadas podem se solicitadas pelo examinador, se as condições de tráfego permitirem. Atenção especial deve ser dada à habilidade do candidato orientar-se por referências externas, executando uma aproximação visual suave e precisa, após o examinador avisá-lo de que o campo está à vista a remover a capota ou o visor. Proficiência aceitável: o candidato deve apresentar uma performance precisa de VOR/DME, NDB, ILS ou LOC para mínimos autorizados (ou simulados). A chegada na altitude mínima de descida (MAS) dentro da distância de visibilidade da pista ou dos limites do aeródromo para aproximação circular é considerada uma performance aceitável para VOR, VOR/DME e LOCA e aproximação pelo NDB. Atingir a altura de decisão (DH) em posição tal que permita concluir a aproximação prosseguindo diretamente para o pouso é considerada performance aceitável para a aproximação ILS. 15 Dez 90 167 Erros superiores a 100 pés abaixo da altitude prevista na fase inicial da aproximação, depressão total do ponteiro do “glide slope” após sua interceptação ou descida abaixo da DH ou MDA sem visão da pista, em conjunto ou isoladamente, reprovarão o candidato. Obs.: Deverá ser realizada, pelo menos, uma aproximação ADF, VOR ou ILS com falha simulada de motor. A simulação deve ser feita antes de o candidato iniciar a aproximação final e deve continuar até o pouso ou procedimento de arremetida no ar. i) Procedimento de arremetida – Para verificar se o candidato pode, de forma segura, executar uma arremetida no caso de não encontrar condições de teto e visibilidade que permitam realizar o pouso, ele deve executar, pelo menos uma vez durante o vôo, uma arremetida consoante os procedimentos previstos para o aeroporto envolvido. A arremetida se fará acompanhardas necessárias comunicações-rádio. Proficiência aceitável: o candidato deve ser avaliado com base na maneira precisa com que realiza as manobras, na oportunidade de decisão para executar a arremetida e na propriedade das comunicações-rádio. Qualquer descida continuada abaixo dos mínimos autorizados, MDA ou DH, antes de iniciar a arremetida, a menos que o examinador tenha anunciado campo à vista, reprovará o candidato. j) Emergências, inclusive devidas ao funcionamento inadequado do equipamento rádio – Para verificar se o candidato tem condições de, identificar quaisquer falhas ou mau funcionamento dos equipamentos e tomar as providências necessárias, o examinador deve criar condições de falha de funcionamento do equipamento rádio, instrumentos ou outros equipamentos, sem aviso prévio, durante o vôo de cheque. O candidato deve perceber e identificar a falha, executando a ação corretiva apropriada para a emergência simulada, inclusive as comunicações necessárias. Devem ser demonstradas ações corretivas de emergências, como utilização de sistemas, reativação de fusíveis ou modificação do auxílio-rádio utilizado. Proficiência aceitável: o candidato deve revelar presteza em reconhecer a falha ocorrida, analisando-a e executando a ação corretiva. A demora em perceber a falha, o funcionamento crítico de algum equipamento ou a inabilidade em executar reprovará o candidato. k) Observância das instruções e procedimentos relativos ao controle de tráfego – Para avaliar se o candidato tem condições de receber e compreender corretamente as instruções emitidas 15 Dez 90 168 pelos órgãos de tráfego, executando os procedimentos adequados, o examinador deve conduzir o vôo de cheque de acordo com a autorização de tráfego recebida. Todas as autorizações ou suas modificações devem ser cotejadas e seguidas com exatidão. As autorizações baseadas em radiofacilidades disponíveis a bordo devem ser recusadas. No caso de não serem praticáveis as instruções recebidas do órgão de tráfego, o examinador poderá criar condições simuladas. Proficiência aceitável: a avaliação do candidato deve ser feita com base na forma precisa de executar os procedimentos estipulados nas instruções, na compreensão das instruções recebidas através das comunicações rádio e em sua familiarização com o vôo por instrumentos em geral. l) Falha de motor – Para verificar se o candidato sabe, corretamente, embandeirar ou cortar o motor em vôo se pode manobrar o avião em segurança, com um mais manobras inoperantes, o candidato deve executar os procedimentos previstos no manual de vôo da aeronave, para corte ou embandeiramento do motor, durante qualquer momento do cheque. Proficiência aceitável: o candidato deve demonstrar habilidade para manter o vôo dentro dos seguintes limites de variação: Direção: ± 20 Altitude: ± 100 pés O candidato deve ser capaz de identificar prontamente o motor inoperante, depois que a pane for indicada pelo examinador. Devem se enfatizados o cumprimento dos procedimentos operacionais prescritos e a qualidade da pilotagem. m) Conhecimento dos sistemas da aeronave – Para verificar se o candidato adquiriu os conhecimentos práticos dos sistemas e mecanismos existentes no tipo de aeronave, ele deve demonstrar o uso apropriado dos sistemas a seguir relacionados, de acordo com a solicitação do examinador. Sistema de antigelo e de degelo; Piloto automático; Sistema automático; Sistema de aviso de estol; Aparelho de radar meteorológico; Sistemas elétrico e hidráulico – panes e mau funcionamento; Sistemas de trens de pouso e de flape – panes e mau funcionamento ; 15 Dez 90 169 falha dos equipamentos de comunicação e navegação; qualquer outro sistema, aparelho ou auxílio disponível. Proficiência aceitável: o candidato deve revelar conhecimentos sobre o funcionamento dos diversos sistemas e equipamentos que a aeronave possui. n) Procedimentos de emergência – Para verificar se o candidato tem conhecimentos adequados e se sabe executar os procedimentos de emergência previstos para a aeronave, ele deve demonstrar os procedimentos de emergência a seguir relacionados, de acordo com a solicitação do examinador: Fogo em vôo; Evacuação de fumaça; Descompressão rápida; Descida de emergência; Qualquer outro procedimento de emergência aprovado pelo manual de vôo da aeronave. Proficiência aceitável: a avaliação deve ser feita com base nos conhecimentos demonstrados pelo candidato, no julgamento e na precisão das operações. 15 Dez 90 171 12. AVALIAÇÃO DO CURSO A avaliação do curso é realizada pelo Instituto de Aviação Civil, em termos do cumprimento deste manual e da adequação do mesmo, de forma contínua e sistemática, através de pesquisa avaliativa. A pesquisa avaliativa aborda aspectos referentes à coordenação, à organização do curso, aos objetivos, aos planos de matéria, ao corpo técnico- pedagógico, aos métodos de avaliação, ao desempenho do corpo discente, ao ajustamento psicopedagógico dos alunos, às instalações e aos recursos auxiliares da instrução. A avaliação do curso pode ocorrer através de: a) Questionários, elaborados pelo IAC a serem respondidos pelo pessoal envolvido no curso; b) Entrevistas realizadas na própria entidade, no Serviço Regional de Aviação Civil (SERAC) ou no IAC; c) Visitas de supervisão à entidade, realizadas por pessoal do Subdepartamento Técnico (STE) do DAC, do SERAC ou do IAC. Por solicitação do IAC, os questionários e outros instrumentos constantes da pesquisa avaliativa devem ser respondidos pelo aluno, pelo corpo técnico- pedagógico e pela administração/coordenação, ficando sob a responsabilidade da unidade de instrução a reprodução, a aplicação e a devolução dos mesmos, devidamente preenchidos. A unidade de instrução, quando solicitada a responder aos questionários da pesquisa avaliativa, deverá remetê-los ao SERAC no prazo estabelecidos pelo IAC. A unidade de instrução pode elaborar outros instrumentos de avaliação do curso, se julgar necessário. Os resultados e conclusões da pesquisa avaliativa podem determinar a reformulação deste Manual de Curso, se for necessário. 15 Dez 90 173 13. DISPOSIÇÕES FINAIS As unidades de instrução devem observar as normas do Departamento de Aviação Civil referentes a autorização de entidades de instrução e a homologação de cursos. Em todos os atos, o interessado deve dirigir-se ao Departamento de Aviação Civil através do SERAC da área em que a entidade está situada. A unidade de instrução deve manter contatos regulares com o SERAC em cuja jurisdição se situa, para maior integração ao sistema de instrução da Aviação Civil. A coordenação do curso deve preencher os quadros demonstrativos de caracterização do corpo técnico-pedagógico, conforme modelo do Anexo 18, mantendo-os às disposições do IAC e do SERAC, quando forem solicitados, bem com os demais formulários padronizados constantes de anexos a este Manual de Curso. A renovação da licença de Piloto Comercial-Avião obedece às normas baixada pelo órgão competente do Departamento de Aviação Civil. Para melhor compreensão do disposto neste Manual de Curso, deve ser consultado o Glossário (Anexo 19). A este manual incorporam-se as instruções baixadas pelas autoridades competentes, dentro dos limites da respectiva competência. Esta manual pode ser modificado, se o aperfeiçoamento da instrução assim o exigir, respeitadas as disposições pertinentes. Os casos omissos serão resolvidos pela autoridade aeronáutica competente. 15 Dez 90 ANEXO1 REGULAMENTO DO CURSO INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO Do Regulamento do Curso deverão constar: 1. Identificação da entidade: a) Nome e endereço; b) Outros dados identificadores. 2. Identificação do curso: a) Denominação; b) Duração total, em horas-aula/semanas ou meses; c) Regime (internato, semi-internato ou externato); d) Número de turmas,turnos e alunos; e) Outros dados, a critério da entidade. 3. Acompanhamento e controle do desenvolvimento das atividades escolares, com indicação das normas particulares da entidade referentes a: a) Regime disciplinar; b) Inscrição; c) Horários; d) Matrícula; e) Aplicação e revisão de provas e testes; f) Registro da vida do aluno na entidade: freqüência exigida, tipos de avaliação previstos etc.; g) Utilização de material didático, recursos auxiliares de ensino, equipamentos e instalações, inclusive biblioteca, alojamento e cantina; h) Outras informações, a critério da entidade. 4. Direitos e deveres dos alunos, com referência a: a) Participação nas atividades programadas; b) Orientação e informações sobre o curso: critérios, datas e resultados de avaliações; conteúdo curricular; c) Frequência e justificativa de faltas; d) Normas disciplinares; e) Pagamentos; f) Material escolar; g) Alimentação e alojamento; h) Outros a critério da entidade. 5. Outros dados a critério da entidade como, por exemplo, o tempo de validade do Regulamento. FICHA DE INSCRIÇÃO / MATRÍCULA DENOMINAÇÃO DA ENTIDADE SERAC INSCRIÇÃO Nº CURSO DE: NOME: SEXO: M F DADOS PESSOAIS DOCUMENTAÇÃO NÍVEL DE INSTRUÇÃO CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO FOTO 3X4 ENDEREÇO RESIDENCIAL: CIDADE: EMPRESA ONDE TRABALHA: FILIAÇÃO PAI MÃE ENDEREÇO: CIDADE: DATA DE NASCIMENTO: / / ESTADO CIVIL: NATURALIDADE: NACIONALIDADE: C.E.P. C.E.P. U.F. U.F. TELEFONE CARGO TELEFONE (S): IDENTIDADE Nº ÓRGÃO EXPEDIDOR: DATA DE EMISSÃO: / / CIC Nº CERT. DE RESERVISTA Nº CATEGORIA: TIT. DE ELEITOR Nº ZONA SEÇÃO 1º GRAU INCOMPLETO SUPERIOR INCOMPLETO 1º GRAU COMPLETO SUPERIOR COMPLETO 2º GRAU INCOMPLETO MESTRADO 2º GRAU COMPLETO DOUTORADO SÉRIE/PERÍODO (SE INCOMPLETO): CURSO: CURSO DE: CURSO DE: ENTIDADE: ENTIDADE: CURSO DE: CURSO DE: ENTIDADE: ENTIDADE: U.F. U.F. U.F. U.F. PERÍODO: PERÍODO: PERÍODO: PERÍODO: A A A A CASO QUEIRA COMPLEMENTAR ALGUMA INFORMAÇÃO, UTILIZAR O ESPAÇO RESERVADO A INFORMAÇÕES ADICIONAIS. 1 2 3 4 ANEXO 2 MMA 58-1128 Mar 957 A2-1 MMA 58-1128 Mar 95 PARA PORTADORES DE LICENÇAS (S) DO IAC PARA USO INTERNO TIPO DE LICENÇA Nº LICENÇA HABILITAÇÃO (ÕES) HABILITAÇÃO (ÕES) HABILITAÇÃO (ÕES) TIPO DE LICENÇA Nº LICENÇA TIPO DE LICENÇA Nº LICENÇA SIM NÃO 6 5 8 IDIOMAS ESTRANGEIROS IDIOMAS (S) LÊ ESCREVE FALA ENTENDE INFORMAÇÕES ADICIONAIS7 EXAME GRAU / RESULTADO RESULTADO DOS EXAMES DE SELEÇÃO CLASSIFICADO: MÉDIA FINAL DATA: / / / / PREENCHIDO POR: NOME POR EXTENSO RUBRICA TERMO DE MATRÍCULA DECLARO QUE ESTE (A) ALUNO (A) ENCONTRA-SE MATRICULADO (A) NESTE CURSO, A PARTIR DE , MATRÍCULA Nº , JÁ TENDO SIDO ENTREGUES AS CÓPIAS DA DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA, ACOMPANHADAS DE RETRATOS 3X4. ASSINATURA DO ALUNO (A) NOME POR EXTENSO DO RESPONSÁVEL P/ MATRÍCULA A2-2 15 Dez 90 ANEXO 3 CARTÃO DE IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO FRENTE VERSO IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO ENTIDADE: SERAC: CURSO: INSCRIÇÃO Nº: IDENTIDADE Nº: NOME DO CANDIDATO: SOLICITAMOS AO CANDIDATO 1. Tomar conhecimento do dia, da hora e do local dos exames. 2. Comparecer aos locais das provas com 30 minutos de antecedência. 3. Apresentar este cartão e o documento de identificação original antes de cada exame ou sempre que solicitado. IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO ENTIDADE: SERAC: CURSO: INSCRIÇÃO Nº: IDENTIDADE Nº: NOME DO CANDIDATO: SOLICITAMOS AO CANDIDATO 4. Tomar conhecimento do dia, da hora e do local dos exames. 5. Comparecer aos locais das provas com 30 minutos de antecedência. 6. Apresentar este cartão e o documento de identificação original antes de cada exame ou sempre que solicitado. FOTO 3X 4 15 Dez 90 ANEXO 4 PASTA INDIVIDUAL DO ALUNO Deverão constar da pasta individual de cada aluno: 1. Cópias dos documentos apresentados no ato de inscrição (item 6 deste manual); 2. Resultados dos exames de seleção (item 7); 3. Resultados da avaliação da Instrução Teórica - provas e Anexo 6 e 8; 4. Resultado da prova realizada ao final da instrução no solo (item 11.2.1); 5. Instrumentos de registro do acompanhamento da instrução no treinador/simulador (item 11.2.2); 6. Fichas de Avaliação da Prática de Vôo - ANEXOS 10,11,12,13 e 17; 7. Outros documentos, a critério da unidade de instrução. 15 Dez 90 ANEXO 5 ARA I AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA RENDIMENTO DO ALUNO (Resultados por matéria, por turma) Entidade: ____________________________________________________________ Curso: _______________________________________________________________ Instrutor: _____________________________________________________________ Matéria: _______________________________________ Carga horária: _______ h-a Período: de _____ / _____ / _____ a _____ / ____ / ____ Data ___ / ____ / __ ORDEM ALUNOS NOTAS DAS PROVAS MÉDIA FINAL 1ª 2ª 3ª MÉDIA DA TURMA OBSERVAÇÕES 1. Uma ficha para cada matéria. Reproduzir em número suficiente. 2. A ficha é preenchida pelo instrutor e encaminhada à secretaria. 3. O número de espaços da coluna Notas das Provas corresponde ao número de provas realizadas. 4. A média final é a média aritmética das notas de todas as provas. 15 Dez 90 ANEXO 6 ARA II AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA RENDIMENTO DO ALUNO (Resultados por aluno) Entidade: ____________________________________________________________ Curso: ______________________________________________________________ Matéria: _____________________________________________________________ Período: de _____ / _____ / _____ a ______ / _____ / ___ Data ____ / ____ / _ Aluno _______________________________________________________________ DISCIPLINAS NOTAS DAS PROVAS MÉDIA FINAL 1ª 2ª 3ª ______________________________________ Responsável pelo preenchimento OBSERVAÇÕES 1. Preenchimento a cargo da secretaria, com base nos dados dos formulários ARA I de todas as matérias. 2. Arquivar na pasta individual de cada aluno. 3. O número da coluna Notas das Provas corresponde ao número de provas realizadas. 4. A média final é a média aritmética das notas de todas as provas. 15 Dez 90 ANEXO 7 APA I AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA PARTICIPAÇÃO DO ALUNO (Resultados por matéria, por turma) Entidade: ___________________________________________________________ Curso: ______________________________________________________________ Instrutor: ____________________________________________________________ Matéria: _________________________________________ Carga horária: _____ h-a Período: de _____ / _____ / _____ a _____ / ____ / ____ Data ___ / ___/ __ CRITÉRIOS ALUNOS D E C IS Ã O E IN IC IA T IV A C A P A C ID A D E P A R A T R A B A L H A R E M E Q U IP E O R G A N IZ A Ç Ã O O B J E T IV ID A D E D IS C IP L IN A T O T A L M É D IA T O T A L : 5 OBSERVAÇÕES: 1. Uma ficha para cada matéria. Reproduzir em número suficiente. 2. A ficha é preenchida pelo instrutor e encaminhada à secretaria. 15 Dez 90 1. DECISÃO E INICIATIVA Capacidadede avaliar cuidadosamente fatos e situações, com vista a tomar decisões e providências imediatas para os problemas que se apresentarem: Exemplos de comportamentos: Demonstrar capacidade de raciocínio lógico, através da ponderação das variáveis de um problema; Evidenciar clareza de percepção e domínio sobre o encadeamento de fatos e suas possíveis conseqüências, Escolher, entre as soluções que se apresentarem, a solução adequada a uma situação- problema; Antecipar-se aos demais companheiros na tomada de providências para solucionar uma situação-problema. 2. CAPACIDADE PARA TRABALHAR EM EQUIPE Capacidade para estabelecer, de maneira adequada, contatos com o grupo no desenvolvimento das atividades. Exemplos de comportamento: Dar e solicitar informações necessárias ao bom andamento dos trabalhos; Participar de atividades conjuntas, sem prejuízo do trabalho individual; Respeitar a divisão de tarefas; Acatar a coordenação dos chefes do grupo, quando for o caso; Demonstrar capacidade e responsabilidade para conduzir e influenciar o grupo, quando necessário, no sentido de obter os resultados desejáveis 3. ORGANIZAÇÃO Capacidade de sistematizar tarefas, formando esquemas de execução. Exemplos de comportamento: Discriminar prontamente e de forma adequada os principais elementos de cada situação; Demonstrar método e zelo na execução dos trabalhos Coordenar as atividades de acordo com as necessidades de tempo; Selecionar o material de que necessita sem exageros ou deficiências; Revelar capacidade de pensar de forma esquemática, facilitando a consecução de seus objetivos. 4. OBJETIVIDADE Capacidade de discernir o fundamental do acessório. Exemplos de comportamento: Simplificar os problemas mais complexos, sem prejuízo dos resultados finais; Planejar a realização do trabalho, enfatizando os aspectos principais; Discriminar prontamente o que é útil e aplicável; Descrever um fato de maneira fiel ao sucedido; Usar termos apropriados à situação; Demonstrar clareza e precisão na formulação e na resposta a perguntas. 5. DISCIPLINA Capacidade de respeitar a ordem que convém ao funcionamento regular da entidade. Exemplos de comportamento: Manter em sala de aula uma atitude madura, respeitando os colegas; Respeitar a figura do instrutor/professor; Acatar os regulamentos da entidade; Apresentar-se para as aulas nos horários estipulados; Cumprir as tarefas determinadas. 15 Dez 90 ANEXO 8 APA II AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA PARTICIPAÇÃO DO ALUNO (Resultados por) Entidade: ____________________________________________________________ Curso: _______________________________________________________________ Período: de _____ / _____ / _____ a _____ / ____ / ____ Data ___ / ____ / __ Aluno _______________________________________________________________ ORDEM ALUNOS TOTAL MÉDIA = TOTAL + NÚMERO DE MATÉRIAS ___________________________________________ / Responsável pelo preenchimento OBSERVAÇÕES 1. Preenchimento a cargo da secretaria, com base nos dados dos formulários APA I de todas as matérias. 2. Arquivar na pasta Individual de cada aluno. 15 Dez 90 ANEXO 9 AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA RESULTADOS FINAIS (Por matéria, por turma) Entidade: ____________________________________________________________ Curso: _______________________________________________________________ Instrutor: _____________________________________________________________ Matéria: ______________________________________ Carga horária: ________ h-a ORDEM NOMES DOS ALUNOS MÉDIAS FREQÜÊNCIA (%) ___________________________________________ / Responsável pelo preenchimento OBSERVAÇÃO 1. Preenchimento a cargo da secretaria, com base nos dados dos formulários ARA II, APA II e no registro da freqüência dos alunos. 15 Dez 90 ANEXO 10 FICHA 1 AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 1ª E 2ª ETAPAS/FASE ADAPTAÇÃO ____________________________________ (Entidade) Aluno: _____________________________________________________________________________ Missão: __________________________________ Data _______ / ____ / ____ Grau final _________ Instrutor: ______________________________ Tempo de vôo ________ Tempo total de vôo ________ Aeronave _____________________________ Pousos ______________ Pousos totais ____________ Graus de vôo: (1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 1. Relatório e equipamento de vôo 2. Inspeções 3. Partida 4. Cheques 5. Fraseologia 6. Rolagem 7. Decolagem normal 8. Saída do tráfego 9. Subida para a área de instrução 10. Nivelamento 11. Apresentação da área 12. Uso dos comandos 13. Uso do motor 14. Uso do compensador 15. Vôo por referências visuais 16. Vôo nivelado 17. Exercícios de coordenação 18. Curvas de pequena inclinação 19. Curvas de média inclinação 20. Retas e curvas subindo 21. Retas e curvas descendo 22. Velocidade reduzida 23. Arremetida no ar 24. Estol com motor 25. Estol sem motor 26. Pane simulada 27. Pane simulada após decolagem 28. S sobre estrada 29. Oito sobre marcos 30. Orientação na área 31. Procedimento recalada 32. Descida para o tráfego 33. Entrada no tráfego 34. Tráfego 35. Tráfego de emergência (Continua) 15 Dez 90 EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 36. Enquadramento de pista 37. Final 38. Arremetida na final 39. Pouso normal 40. Arremetida no solo 41. Procedimentos após o pouso 42. Estacionamento 43. Corte do motor 44. Emergência 45. Iniciativa 46. Correções 47. Coordenação 48. Interesse na instrução 49. Progresso na instrução 50. Conhecimentos técnicos RECOMENDAÇÕES Vôo mental Hora de nacele Preparo teórico Outras: ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ______________________________ _________________________ Aluno Instrutor 15 Dez 90 ANEXO 11 FICHA 2 AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 1ª ETAPA/FASE II - APROXIMAÇÃO ____________________________________ (Entidade) Aluno: _____________________________________________________________________________ Missão: __________________________________ Data _______ / ____ / ____ Grau final _________ Instrutor: ______________________________ Tempo de vôo ________ Tempo total de vôo ________ Aeronave _____________________________ Pousos ______________ Pousos totais ____________ Graus do vôo: (1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 1. Relatório e equipamento de vôo 2. Inspeções 3. Partida 4. Cheques 5. Fraseologia 6. Rolagem 7. Decolagem 8. Tráfego 9. Aproximação de 90º 10. Aproximação de 180º 11. Aproximação de 360º 12. Enquadramento de pista 13. Final 14. Arremetida na final 15. Pouso de precisão 16. Arremetida no solo 17. Procedimentos após o pouso 18. Estacionamento 19. Corte do motor 20. Iniciativa 21. Correções 22. Coordenação 23. Conhecimentos técnicos 24. Interesse na instrução 25. Progresso na instrução RECOMENDAÇÕES Vôo mental Hora de nacele Preparo teórico Outras: _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________ ______________________________ __________________________ 15 Dez 90 Aluno Instrutor 15 Dez 90 ANEXO 12 FICHA 3 AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/FASE 1ª ETAPA/FASE III – MANOBRAS _______________________________________________ (Entidade) Aluno __________________________________________________________________________ Missão _____________________ Data: __________________ Grau Final __________________ Instrutor __________________________ Tempo de Vôo _________ Tempo total de Vôo _______ Aeronave ________________________ Pousos _______________ Pousos Totais ____________ GRAUS DE VÔO: (1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 01 Relatório e equipamento de vôo 02 Inspeções 03 Partida 04 Cheques 05 Fraseologia 06 Rolagem 07 Decolagem normal 08 Decolagem com obstáculos 09 Saída de tráfego 10 Subida para área de instrução 11 Nivelamento 12 Curvas de grande inclinação 13 Chandelle 14 Pane simulada 15 Glissagem 16 Derrapagem 17 Arremetida no ar 18 Pane simulada 19 Pane simulada após decolagem 20 Descida para o tráfego 21 Entrada no tráfego 22 Tráfego 23 Pouso normal 24 Pouso curto 25 Pouso sem flap 26 Procedimento após pouso 27 Estacionamento 28 Corte do motor 29 Iniciativa 30 Correções 31 Coordenação 32 Conhecimentos técnicos 33 Interesse na instrução 34 Progresso na instrução (Continua) 15 Dez 90 ANEXO 12 (Verso) RECOMENDAÇÕES Vôo mental Hora de nacele Preparo teórico Outras: _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ ______________________________ __________________________ Aluno Instrutor 15 Dez 90 ANEXO 13 FICHA 4 AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 1ª E 2ª ETAPAS/NAVEGAÇÃO _______________________________________________ (Entidade) Aluno __________________________________________________________________________ Missão _____________________ Data: __________________ Grau Final __________________ Instrutor __________________________ Tempo de Vôo _________ Tempo total de Vôo _______ Aeronave ________________________ Pousos _______________ Pousos Totais ____________ GRAUS DE VÔO: (1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 01 Planejamento 02 Preparo do avião 03 Consulta à meteorologia 04 Plano de vôo 05 Regras de tráfego aéreo 06 Relatório e equipamento de vôo 07 Inspeções 08 Partida 09 Cheques 10 Fraseologia 11 Rolagem 12 Decolagem 13 Saída do tráfego 14 Subida 15 Nivelamento 16 Regimento de cruzeiro 17 Vôo de cruzeiro 18 Manutenção de proa 19 Vôo de rota 20 Navegação estimada 21 Navegação por contato 22 Navegação rádio 23 Início da descida 24 Descida em rota 25 Entrada no tráfego 26 Tráfego 27 Pouso 28 Procedimentos após o pouso 29 Estacionamento 30 Corte do motor 31 Procedimento para pernoite 32 Conhecimentos técnicos 33 Conhecimentos técnicos 34 Manuseio de publicações e cartas 35 Iniciativa 36 Discernimento (Continua) 15 Dez 90 ANEXO 13 (Verso) EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 37 Correções 38 Coordenação 39 Interesse na instrução 40 Progresso na instrução RECOMENDAÇÕES Vôo mental Hora de nacele Preparo teórico Outras: _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ ______________________________ __________________________ Aluno Inspetor 15 Dez 90 ANEXO 14 FICHA 5 AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 2ª ETAPA/FASE III – INSTRUÇÃO LOCAL ______________________________________________ (Entidade) Aluno __________________________________________________________________________ Missão ______________________ Data: __________________ Grau Final ___________________ Instrutor __________________________ Tempo de Vôo _________ Tempo total de Vôo________ Aeronave _________________________ Pousos _______________ Pousos Totais ____________ GRAUS DE VÔO: (1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 01 Relatório e equipamento de vôo 02 Inspeções 03 Partida 04 Cheques e fraseologia 05 Táxi (quando aplicável) 06 Decolagem normal 07 Subida 08 Curvas niveladas de pequena inclinação 09 Vôo nivelado 10 Interpretação dos instrumentos 11 Curvas niv. de média e grande inclinações 12 Curva padrão 13 Curva cronometrada 14 Curva cron. subindo – Velocidade constante 15 Curva cron. descendo – Velocidade constante 16 S verticais A, B, C, D 17 Tráfego A e B 18 Recuperação de atitudes anormais 19 Mudanças de QDM e QDR 20 Entrada em órbita NDB 21 Órbita NDB 22 Mudanças de radial (to/from) 23 Entrada em órbita VOR 24 Órbita VOR 25 Curvas de reversão 26 Procedimentos de descida ADF 27 Procedimentos de descida VOR/ILS 28 Cálculo de tempo para a estação 29 Descida 30 Tráfego 31 Pouso (Continua) 15 Dez 90 ANEXO 14 (Verso) RECOMENDAÇÕES Vôo mental Hora de nacele Preparo teórico Outras: _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ ______________________________ __________________________ Aluno Inspetor (Timbre com nome e endereço da entidade) CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DA PARTE TEÓRICA DO CURSO Certifico que ________________________________________________________________________ , filho de __________________ ______________________________________________ e ________________________________________________________ , concluiu nesta entidade a parte teórica do Curso de ______________________________________________________ , desenvolvido no período de _____ / ______ / ______ a _____ / _____ / ______ . ____________________ , ________ de _________________ de 19 _______ _________________________________________ _________________________________________________ Aluno Diretor 1 5 D e z 9 0 A N E X O 1 5 27 Out 93 MMA 58-17 ANEXO 16 (Timbre e endereço da entidade) HISTÓRICO ESCOLAR Nome: ________________________________________________________________ Curso de: _____________________________________________________________ INSTRUÇÃO TEÓRICA MATÉRIAS CARGA HORÁRIA MÉDIAS FREQÜÊNCIA: ______ (%) Média de Rendimento Média de Participação INSTRUÇÃO DE VÔO ATIVIDADES CARGA HORÁRIA MÉDIAS Instrução no solo Instrução no treinador/simulador Exame de vôo Data: _____ / ____ / ____ ( ) Aprovado ( ) Reprovado OBSERVAÇÕES _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________15 Dez 90 ANEXO 17 MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL DIVISÃO DE HABILITAÇÃO FICHA DE AVALIAÇÃO DE PILOTO AV/PPL CHEQUE RECHEQUE PP IPE IPEG MULTI PC PPL PAGR MONO CANDIDATO.: ____________________________ CÓD. DAC.: ______________________________ EXAMINADOR: ___________________________ Nº CREDENCIAL: _________________________ AEROCLUBE/ESCOLA/EMPRESA: ______________________________ DATA: _______________ AERONAVE/TIPO: _______________________________________ MATRÍCULA: _______________ FASES DO VÔO CONC FASES DO VÔO CONC 01 – Documentos e registro da aeronave 20 – Perdas (uso de flap e trem) 02 – Planejamento de vôo 21 – Vôo planado (reto e em curvas) 03 – Inspeções pré-vôo/pós-vôo 22 – Glissadas (uso de flap e trem) 04 – Performance e operação 23 – Descidas/curvas 05 – Carregamento 24 – Vôo em retângulo e aproximações 06 – Partidas normais/abortivas 25 – Aproximação de 90º, 180º e 360º 07 – Rolagem/brifim de decolagem 26 – Tráfego normal/emergência 08 – Decolagem normal/emergência/abortiva 27 – Pouso normal/emergência 09 – Regras de tráfego (fonia) 28 – Pouso normal/ com vento cruzado 10 – Subida/curvas 29 – Glissada com pouso normal 11 – Velocidade de subida ou razão constante 30 – Pouso com emergência 12 – Ajuste de potência na subida 31 – Pouso (com e sem desruptores) 13 – Ajuste de altímetro 32 – Panes, arremetidas, desligamentos 14 – Nivelamento 33 – Uso do equipamento nav/com 15 –Coordenação, potência e velocidade 34 – Nav/MeteorologiaReg.tráfego aéreo 16 – Altitude de vôo/estóis 35 – Vivacidade, coordenação e planejamento 17 – Curvas de grande inclinação (45º) 36 – Atitude e julgamento 18 – Curvas dentro de térmicas 37 – Senso de responsabilidade 19 – Emergências em vôo 38 – Conhecimento teórico da aeronave 15 Dez 90 COMENTÁRIOS __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ TEMPO DE VÔO SIMULADOR GRAUS “S” (SATISFATÓRIO), “L” (NOS LIMITES MÍNIMOS) E “D” (DEFICIENTE) Cheque Nº DE POUSOS SERÁ CONSIDERADO “REPROVADO” O CANDIDATO QUE OBTIVER GRAU “L” OU “D” EM CHEQUES INICIAIS OU GRAU “D” EM RECHEQUES APROVADO É OBRIGATÓRIO O COMENTÁRIO GERAL DO VÕO REPROVADO OS GRAUS “L” E “D” DEVERÃO SER OBRIGATORIAMENTE COMENTADOS _____________________________________ Assinatura do examinador ENDEREÇO COMPLETO DO PILOTO: EMITIDO CHT: CIC: REF.: RD CPF: VISTO DO CHEFE DA 4TE-2 VISTO DO CHEFE DA TE-2 (Somente quando o vôo for “NÃO SATISFATÓRIO”) FICHA CADASTRAL DO CORPO TÉCNICO - PEDAGÓGICO ESPECIFICAÇÃO INSTRUTOR DIRETOR PROFESSOR CIVIL MILITAR: ATIVA RESERVA DIRETOR SUBSTITUTO C00RDENADOR DE ENSINO 1 ANEXO 18 SEXO: M F IDENTIFICAÇÃO NOME: ENDEREÇO: ENDEREÇO COMERCIAL: CIDADE: CIDADE: / / / / NACIONALIDADE: CEP CEP TELEFONE (S): ( ) TELEFONE (S): ( ) 2 U.F. U.F. REG. PROFISSIONAL (CASO POSSUA): IDENTIDADE Nº: ÓRGÃO EXPEDIDOR: ÓRGÃO EXPEDIDOR: DATA DE EMISSÃO: DATA DE NASCIMENTO:ESTADO: CIC Nº: ESTADO CIVIL: APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL CURSO: CURSO: CURSO: PERÍODO: PERÍODO: PERÍODO: A A A 5 ENTIDADE: ENTIDADE: ENTIDADE: INSTRUÇÃO 1º GRAU INCOMPLETO SUPERIOR INCOMPLETO 1º GRAU COMPLETO SUPERIOR COMPLETO 2º GRAU INCOMPLETO MESTRADO DOUTORADO 2º GRAU COMPLETO 3 FORMAÇÃO PROFISSIONAL CURSO: CIDADE: ANO DE CONCLUSÃO: UF: 4 ENTIDADE: 6 EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL (NÃO DOCENTE) NO SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL (SAC) CARGO/FUNÇÃO: CARGO/FUNÇÃO: CARGO/FUNÇÃO: OM / EMPRESA: OM / EMPRESA: OM / EMPRESA: PERÍODO: A PERÍODO: A PERÍODO: A 15 Dez 90 CASO QUEIRA COMPLEMENTAR ALGUMA INFORMAÇÃO, UTILIZE O ESPAÇO RESERVADO ÀS INFORMAÇÕES ADICIONAIS INFORMAÇÕES ADICIONAIS10 PARA PORTADORES DE LICENÇAS (S) DO DAC TIPO DE LICENÇA: TIPO DE LICENÇA: Nº LICENÇA: Nº LICENÇA: HABILITAÇÃO (ÕES): VALIDADE: HABILITAÇÃO (ÕES): VALIDADE: HABILITAÇÃO (ÕES): VALIDADE: HABILITAÇÃO (ÕES): VALIDADE: HORAS DE VÔO (EM CASO DE PILOTO): TIPO DE LICENÇA: Nº LICENÇA: TIPO DE LICENÇA: EMPRESAS (EM CASO DE INSPAC OU CHECADOR): DISCIPLINA OU ATIVIDADE PRÁTICA QUE IRÁ LECIONAR Nº LICENÇA: 8 DATA: / / ASSINATURA DO PRÓPRIO PREENCHIDO POR: FORA DO SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL CARGO/FUNÇÃO: CARGO/FUNÇÃO: CARGO/FUNÇÃO: OM / EMPRESA: OM / EMPRESA: OM / EMPRESA: PERÍODO: A PERÍODO: A PERÍODO: A EXPERIÊNCIA DOCENTE7 CURSO DE: CURSO DE: CURSO DE: CURSO DE: CURSO DE: CURSO DE: CARGA HORÁRIA: CARGA HORÁRIA: CARGA HORÁRIA: CARGA HORÁRIA: CARGA HORÁRIA: CARGA HORÁRIA: ENTIDADE: ENTIDADE: ENTIDADE: ENTIDADE: ENTIDADE: ENTIDADE: DISCIPLINA LECIONADA: DISCIPLINA LECIONADA: DISCIPLINA LECIONADA: DISCIPLINA LECIONADA: DISCIPLINA LECIONADA: DISCIPLINA LECIONADA: PERÍODO: PERÍODO: PERÍODO: PERÍODO: PERÍODO: PERÍODO: A A A A A A NO SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL FORA DO SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL IDIOMAS ESTRANGEIROS IDIOMA(S) LÊ ESCREVE FALA ENTENDE 9 15 Dez 90 15 Dez 90 ANEXO 19 GLOSSÁRIO Área Básica. Parte da estrutura do currículo formada por um grupo de matérias obrigatórias, fundamentais, introdutórias, necessárias ao melhor entendimento das demais, sobre as quais exercem influência. Área Complementar. Parte da estrutura do currículo formada por matérias enriquecedoras que podem ou não ser obrigatórias. Embora contribuam para um melhor preparo do profissional focalizado no curso, não são, sob o ponto de vista técnico, as que caracterizam suas atribuições. Podem ser destinadas ao atendimento de peculiaridades da entidade ou de uma região, ou de determinado período de tempo, face a conjunturas particulares. Área Curricular. Grupo de matérias que exercem, no currículo, funções semelhantes no sentido de que todas contribuem para o mesmo objetivo, além de manterem seus próprios objetivos. As áreas curriculares são: básica, técnica e complementar. Estão definidas neste glossário. Área Técnica. Área curricular formada por matérias obrigatórias destinadas especificamente à formação em pauta. Cada tipo de curso corresponde a uma área técnica. Avaliação do curso. Processo contínuo e sistemático pelo qual são acompanhadas as variáveis que interferem no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista as disposições do MANUAL DE CURO e seu aperfeiçoamento. Avaliação do desempenho do aluno. Processo contínuo, sistemático e integradoem grupo, com vista ao autoconhecimento e à auto-avaliação de alunos e professores/instrutores; f) prestar atendimento individual, quando necessário fazer diagnóstico ou aconselhamento, nos casos de desajuste psicopedagógico dos participantes do processo ensino- aprendizagem; g) encaminhar para atendimento externo os casos que ultrapassem os limites de suas atribuições de psicólogo de unidade de instrução; h) outras, a critério da entidade. 15 Dez 90 22 6 RECRUTAMENTO E INSCRIÇÃO Os critérios e formas de recrutamento ficam a cargo da entidade, sem prejuízo das disposições deste Manual de Curso e da legislação vigente. Serão requisitos para inscrição de candidatos ao Curso de Piloto Comercial-Avião: a) Idade mínima – 18 anos; b) Nível mínimo de escolaridade – 2º grau completo, realizado em estabelecimento de ensino público ou privado devidamente autorizado; c) Experiência como piloto – ser portador da licença de Piloto Privado-Avião. OBS.: Caso o candidato já tenha 150 horas de vôo, poderá freqüentar apenas a 2ª etapa da instrução de vôo. No ato da inscrição, o candidato deve apresentar os seguintes documentos: Candidatos Brasileiros a) Ficha de inscrição/matrícula (Anexo 2) preenchida; b) Carteira de identidade; c) Comprovante de conclusão de 2º grau ou equivalente; d) Título de eleitor; e) CPF; f) Certificado de capacidade física – CCF de 1ª classe; g) Certificado de reservista ou de alistamento militar; h) 2(duas) fotos 3x4 recentes: 15 Dez 90 23 i) Comprovante de pagamento da taxa da inscrição, se for o caso; j) Outros que se façam necessários, a critério da entidade. Candidatos Estrangeiros a) Licença especial concedida pelo Departamento de Aviação Civil, conforme legislação em vigor; b) Ficha de inscrição/matrícula (Anexo 2) preenchida; c) 2(duas) fotos 3x4 recentes; d) Outros, a critério da entidade. Somente poderão inscrever-se os candidatos que satisfaçam a todos os requisitos estabelecidos. No ato da inscrição, a entidade de instrução deve prestar todas as informações sobre o curso e entregar o Cartão de Identificação do candidato (Anexo 3), que deve ser apresentado antes de cada exame previsto para a seleção. 15 Dez 90 24 7 SELEÇÃO A seleção dos candidatos ao Curso de Piloto Comercial-Avião fica a critério da entidade. Recomenda-se que conste de: a) Exames de escolaridade – Provas de Português, Física e Inglês; b) Exames psicológicos, que deverão considerar as seguintes características individuais: Personalidade – O candidato deve demonstrar controle emocional, forte capacidade para a tomada de decisões, iniciativa, além de indicar habilidade no relacionamento social, que permita uma atitude cooperativa necessária para o constante trabalho em equipe; deve também revelar adaptabilidade a mudanças e a novas situações. Aptidões intelectuais – Nessa área, o examinador deve investigar se o candidato demonstra: capacidade de manter excelente nível de atenção em todos os planos, desde a concentração e a observação de detalhes até a distribuição vigilante da atenção por vários estímulos simultâneos; rapidez, concomitantemente à precisão e à exatidão, tanto na percepção visual, quanto na coordenação visual-motora; alto nível de aptidão espacial; boa memória, sobretudo retentiva e aplicada a detalhes: raciocínio do tipo predominantemente matemático e lógico-dedutivo, implicando nível mental acima do médio, e que permita o desenvolvimento da capacidade de planejamento. Aptidão psicofísica – O candidato deve apresentar excelente coordenação motora e visomotora bem como acuidade visual, que lhe permitam precisão nos procedimentos operacionais, Estas características também devem ser observadas nos exames médicos. Será contra-indicado o candidato que revelar instabilidade psicomotora. 15 Dez 90 25 8 MATRÍCULA São condições para matrícula dos alunos: a) Ser piloto privado; b) Possuir como piloto em comando, pelo menos, 35 (trinta e cinco) horas, das quais no mínimo, 5 (cinco) em vôo noturno e 16 (dezesseis) em vôo diurno em rota, para que ao final do curso de PC estejam preenchidas as marcas estipuladas no RBHA-61; c) Ter sido aprovado nos exames de seleção, conforme estabelecido pela entidade de instrução; d) Preencher a Ficha de Inscrição/Matrícula (Anexo 2); e) Entregar à entidade as fotocópias dos documentos apresentados no ato de inscrição (item 6 deste Manual de Curso), para constarem das pastas individuais dos alunos (Anexo 4), a serem arquivadas na secretaria; f) Outras, a critério da entidade. OBSERVAÇÃO:Caso o candidato ao curso de PCA não preencha o previsto em “b”, sua matrícula poderá ser permitida, porém a realização do cheque de vôo ao final do curso, ficará sujeita à complementação das horas. 15 Dez 90 27 9 PLANO CURRICULAR A preparação do Piloto Comercial-Avião é desenvolvida em duas partes: instrução teórica e de vôo. A instrução teórica pode ser desenvolvida concomitantemente aos exercícios previstos para a instrução de vôo, após o domínio, por parte dos alunos, dos conceitos teóricos básicos necessários ao início das atividades de vôo. A seguir, é apresentada a grade curricular, com indicação: a) Das matérias da instrução teórica, com as respectivas cargas horárias, distribuídas em três áreas curriculares – área básica, área técnica e área complementar; b) Da carga horária da instrução de vôo, subdividida em instrução no solo, instrução no treinador sintético/simulador e prática de vôo. 15 Dez 90 28 IN S T R U Ç Ã O T E Ó R IC A ÁREAS CURRICULARES MATÉRIAS CARGA HORÁRIA Horas-aula Horas/ simulador Horas de vôo B Á S IC A O Piloto Comercial-Avião: preparação e atividade 02 Matemática 15 Física 15 Segurança de Vôo 06 Inglês Técnico 30 T É C N IC A Conhecimentos Técnicos das Aeronaves 40 Meteorologia 40 Teoria de Vôo 40 Regulamentos de Tráfego Aéreo 50 Navegação Aérea 60 C O M P L E M E N T A R A Aviação Civil 04 Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita 04 Regulamentação da Aviação Civil 04 Regulamentação da Profissão de Aeronauta 06 Instrução Aeromédica 04 SUBTOTAL 320 IN S T R U Ç Ã O D E V Ô O Instrução no solo 05 Instrução no treinador /simulador 20 Prática de Vôo – 1ª etapa 65 Prática de Vôo – 2ª etapa 50 SUBTOTAIS 05 20 115 TOTAIS 325 20 115 OBS.: Hora-aula = 50 minutos Hora/simulador = 60 minutos, excluídos brifim e debrifim 15 Dez 90 29 9.1 INSTRUÇÃO TEÓRICA A instrução teórica do curso deve atender, obrigatoriamente, aos seguintes elementos básicos: a) Grade curricular; b) Planos de matéria, onde são indicados, para cada matéria: Objetivos específicos, que indicam, sinteticamente, as principais aprendizagens a serem realizadas pelos alunos e que devem ser objeto de avaliação, tanto na própria entidade de instrução, como nos exames teóricos do DAC para obtenção de PC-Avião; Ementa, onde são apresentadas as unidades didáticas em que se desenvolve a matéria, fornecendo uma visão global do conteúdo proposto; Orientação metodológica, subdividida em: (1) Papel da matéria no curso, com indicação ao instrutor do enfoque a ser dado à matéria, face ao tipo de curso; (2) Técnicas de instrução, onde são apresentadas as formas de ação em sala de aula, coerentemente com a natureza dos conteúdos e os objetivos específicos; (3) Recursos auxiliares da instrução, onde se informa o instrutor quanto às ajudas técnicas que podem facilitar tanto o ensino, quanto a aprendizagem; Fontes de consulta, com indicação da bibliografia nacional referente à matéria; Conteúdo programático mínimo, detalhado em unidades e subunidades didáticas, a fim de propiciar maior homogeneização no desenvolvimento dos assuntos pelas diferentes unidades de instrução. Além das matérias propostas para o cursopelo qual se acompanha o desenvolvimento do aluno com vista à adoção de procedimentos capazes de melhorar seu desempenho, sob critérios preestabelecidos, e a definir sua atenção ao final de certas fases do curso que tenham caráter conclusivo e ao final do curso. Brifim. Atividade didática da missão caracterizada pela explanação oral, por parte do instrutor de vôo, dos exercícios a serem desenvolvidos na missão. Calendário Escolar. Instrumento de controle administrativo que indica as principais atividades a serem desenvolvidas, como: matrícula, datas prováveis de início e término dos cursos e provas, e de outras atividades previstas pela entidade. Carga Horária. Qualquer parcela da duração de um curso; corresponde a uma parte significativa do mesmo, como por exemplo: de uma matéria, de uma área curricular, de um período letivo. É expressa em horas-aula (h-a). A h-a das matérias teóricas não pode ser menor que 50 (cinqüenta) minutos. Currículo escolar. Currículo escolar. Conjunto total das atividades proporcionadas pelo estabelecimento de ensino aos alunos de cada curso, incluindo os conhecimentos, habilidades e atitudes delas decorrentes, e que podem ser obtidos em: a) Aula teórica. Atividade em que predominam as informações verbais, escritas e/ou orais; o aluno não manipula qualquer equipamento nem pratica qualquer atividade específica da profissão. 15 Dez 90 b) Aula prática. Atividade em que o aluno manipula algum instrumento ou equipamento ou desempenha alguma atividade específica relacionada ao exercício da profissão. c) Treinamento. Período durante o qual o aluno se exercita na manipulação de algum instrumento ou equipamento no desempenho de alguma atividade específica profissional; pode constituir-se numa atividade ou numa sucessão de atividades, durante algum tempo. d) Visita orientada. Ocasião em que o aluno toma contato, fora do seu ambiente de instrução, com atividades realizadas por profissionais no próprio local de trabalho, ou com equipamentos, aparelhos, instrumentos em geral, em exposições, museus ou iniciativas congêneres. Outras atividades, como conferências, semanas de estudo, encontros e outras semelhantes, podem enriquecer a formação do aluno. Se o estabelecimento exigir frequência obrigatória, essas atividades integram o currículo e têm a carga horária computada na disciplina com a qual se relacionam mais estreitamente. Debrifim. Atividade didática da missão caracterizada pela explanação oral, por parte do instrutor de vôo, dos exercícios da missão recém-realizada, quando são comentados os erros e acertos e recomendados procedimentos para prevenir possíveis erros futuros. Duração do Curso. Tempo total dedicado ao desenvolvimento das atividades curriculares de cada curso; corresponde à soma das cargas horárias de todas as matérias teóricas e atividades práticas previstas, sendo expressa em horas-aula. Ementa. Relação dos títulos das unidades didáticas que constituem o conteúdo programático de um curso, caracterizando-o de modo sintético. Exercício. Conjunto de procedimentos e manobras de pilotagem que, executados de modo gradual e em ordem lógica, conduzem o aluno a adquirir os conhecimentos e a desenvolver as habilidades desejadas na pilotagem de aeronaves. Fase. Cada uma das duas partes em que se subdivide a prática de vôo, composta por missões logicamente distribuídas, cuja finalidade é adestrar o aluno para que possa atingir o nível de desempenho desejado. Formação Profissional. Processo de instrução sistemática durante o qual o estudante se prepara em unidade de instrução devidamente autorizada, para o exercício de uma profissão ou atividade, consistindo na aquisição de conhecimentos teóricos e práticos e no desenvolvimento de habilidades, hábitos e atitudes. Grade Curricular. Quadro que fornece uma visão global e simplificada de cada curso; contém, necessariamente, as matérias da instrução teórica, agrupadas por área curricular e as atividades práticas, com indicação das respectivas cargas horárias e a duração do curso. 15 Dez 90 Instrução de duplo comando (DC). Atividade didática de vôo em que o instrutor transmite ao aluno os conhecimentos e práticos da missão a ser realizada. Instrução de repetição. Atividade da instrução de vôo na qual o instrutor repete a instrução de duplo comando de uma missão em que o aluno não logrou aprovação. Instrução de revisão. Atividade da instrução de vôo em que o instrutor revisa todos ou parte dos exercícios das missões de uma mesma fase da instrução, com o objetivo de proporcionar ao aluno melhor assimilação dos procedimentos. Instrução de Vôo. Conjunto de atividades desenvolvidas no solo, no treinador/simulador e na prática de vôo que visa a adestrar o piloto-aluno para adquirir os conhecimentos e desenvolver as habilidades típicas da pilotagem. Instrutor. Elemento que possui experiência ou especialidade decorrente do exercício de atividade técnica, responsável pela instrução de matérias teóricas ou práticas dos diversos cursos. Material Instrucional. Material impresso ou escrito que constitui um tipo de recurso auxiliar do processo ensino-aprendizagem. Abrange livros, apostilas, manuais, ordens técnicas, revistas especializadas e qualquer outro material do gênero, elaborado ou não pela entidade. Pode ser usado pelo instrutor/professor e pelo aluno. Missão. Conjunto de exercícios que se desenvolvem através de explanação oral, demonstração, execução e avaliação dos procedimentos e manobras previstas. Plano de Matéria. Instrumento na qual são apresentados, para cada matéria os assuntos que abarca, divididos em unidades e subunidades didáticas, e carga horária de cada matéria. Podem ser enriquecidos com detalhes de orientação ao professor/instrutor, como, por exemplo: objetivos específicos, ementa, função da matéria no curso, indicação de metodologia de ensino, recursos auxiliares, bibliografias Professor. Profissional credenciado na forma da lei, com preparação pedagógica, responsável pelo ensino de matérias teóricas ou práticas dos diversos cursos. Recursos auxiliares da instrução. Referem-se a todo material – aparelhos, instrumentos, equipamentos – que contribui para ajudar o processo ensino- aprendizagem, recursos estes construídos ou não pela unidade de instrução. Podem ser de uso genérico (gravuras, quadro-de-giz, retroprojetor, compasso etc) ou de uso específico (mapas e cartas de navegação, peças em corte etc). Regulamento do Curso. Conjunto de normas que elaboradas pela unidade de instrução, regulam a vida do estudante e a realização de um curso. Contém normas referentes ao curso em si (por exemplo, épocas de inscrição e matrícula, provas, critérios para atribuição de notas, documentos exigidos etc.), às atividades realizadas na entidade (aulas, reuniões, solenidades), à utilização das dependências, horários e outras. Subunidade Didática. Subconjunto de assuntos afins em que se subdivide a unidade didática. 15 Dez 90 Supervisão. Função exercida, em caráter contínuo e sistemático, abrangendo assistência técnica e avaliação, com vista à preservação e ao aprimoramento dos padrões mínimos estabelecidos para o funcionamento das unidades de instrução no desenvolvimento dos cursos. Treinamento de solo. Parte da instrução de vôo na qual o aluno realiza sozinho uma missão, com a finalidade de sedimentar e aprimorar conhecimentos e habilidades já transmitidos e assimilados. Unidade de Instrução. Pessoa jurídica, constituída na forma da lei, autorizada pelo Departamento de Aviação Civil, cujo objetivo principal é a formação e o aperfeiçoamento de pessoal para a Aviação Civil. Unidade Didática. Conjunto de assuntos afins em que se dividem as matérias de um curso. 15 Dez 90 - FOLHA DE CONTROLE DE REVISÕES - REVISÕES Nº DATA DA EFETIVAÇÃO DATA DA ANOTAÇÃO ANOTADA POR Nº DATA DA EFETIVAÇÃO DATA DA ANOTAÇÃO ANOTADA POR 01 16/05/91 13/05/91 SERAC-2/IAC02 15/09/92 15/09/92 IAC 01 – Substituídas as folhas 16, 127, 129, 131, 132 e incluída a folha 131 131-a. 02 - Substituídas as folhas 1, 3, 5, 6, 7. ANEXO 1 PORTARIA DE APROVAÇÃOde PP-Avião, foram acrescentadas ao programa do Curso de PC-Avião: a) Inglês técnico, necessário à compreensão de manuais dos fabricantes e outros documentos referentes a aeronaves mais complexas e que, na maioria das vezes, não têm tradução em português, além de ter importância para a comunicação. b) Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita, com o objetivo de dar os conhecimentos básicos necessários às providências a serem tomadas pelo piloto quando da ocorrência de tais atos. c) Regulamentação da profissão de aeronauta, incluída por se tratar de um curso destinado à preparação de profissionais. 15 Dez 90 30 Os conteúdos das matérias Matemática e Segurança de Vôo, da área básica, são idênticos em ambos os cursos, tendo, porém, carga horária menor. Em Física, foram incluídas duas unidades didáticas: eletrostática e raios X e raios cósmicos, com noções gerais sobre os temas. A repetição tem como finalidade atender aos alunos que não freqüentam o curso do PP, além de permitir ao instrutor verificar se eles realmente dominam, o conteúdo básico daqueles assuntos, imprescindível à compreensão das matérias da área técnica. Apesar de todos os alunos já terem concluído o 2º grau, é indispensável a realização de um pré-teste, com a finalidade de verificar o nível de conhecimento dos alunos, considerando-se a diversidade de sua instrução regular. Construído com base nas unidades didáticas de cada matéria, o pré- teste ajudará o instrutor a conhecer as dificuldades reveladas pelos alunos e desenvolver os temas mais conhecidos, passando por alto nos assuntos já dominados. Outra vantagem é a possibilidade de trabalhar com grupos de alunos pelo tipo de dificuldade revelada. As matérias da área técnica do curso incluem conteúdos do curso de PP, que devem, porém, ser desenvolvidos em maior profundidade, para atender à maior complexidade da instrução de vôo, em consonância com a prática profissional. Apesar de conteúdos semelhantes, os instrutores devem observar com atenção os objetivos específicos propostos para cada matéria. Foram também incluídos conceitos referentes a vôos por instrumentos. Todas as matérias estão vinculadas entre si. Procurou-se indicar, em cada plano de matéria, os assuntos em ordem crescente de dificuldade, o que possibilita ao aluno a absorção gradual dos diferentes tópicos. A observância dessa linha no desenvolvimento das aulas extrapola, inclusive, o âmbito de cada matéria, sendo fundamental para a compreensão dos assuntos pelo aluno, pois ele só pode, em muitos casos, assimilar princípios, teorias e procedimentos se já domina certos conceitos e noções. Um exemplo claro da necessidade de uma seqüência adequada: o planejamento de vôo pressupõe que o aluno já tenha aprendido determinados conceitos de Regulamentos de Tráfego Aéreo, Navegação Aérea e Meteorologia. Por outro lado, alguns temas podem aparecer em mais de uma matéria, sendo, porém, tratados sob enfoques diferentes em cada uma delas, como por exemplo grupo motopropulsor, que figura em Conhecimentos Técnicos das Aeronaves e Teoria de Vôo. Ao analisar o currículo, a coordenação do curso, juntamente com os instrutores, deve completar o detalhamento dos planos de matéria, indicando o número de horas-aula para desenvolver o conteúdo de cada unidade ou subunidade didática, de modo a perfazer a carga horária proposta para cada matéria. É uma tarefa na qual a entidade pode enfatizar certos assuntos que considera mais significativos ou difíceis, atribuindo-lhes maior carga horária do que a outros que não considera tão relevantes. Fica também a critério da entidade a inclusão de outras matérias ou a ampliação dos mínimos de conteúdo programático e carga das matérias propostas, em face de seu corpo de alunos. A entidade que se valer desse direito deve informar ao IAC os acréscimos pretendidos, observada a forma de apresentação adotada na grade curricular e nos planos de matéria constantes deste manual. 15 Dez 90 31 É de responsabilidade da entidade de instrução profissional a programação do curso (horários diários por matéria e por instrutor); no entanto, o coordenador ou aquele que tiver tal incumbência deve fazê-lo com base nessas considerações, evitando, assim entraves à aprendizagem causados pela impropriedade seqüencial da instrução ou pela repetição desnecessária de assuntos. Preventivamente, algumas medidas nesse sentido seriam: a) atribuir a tarefa de organizar a programação exclusivamente especialista isto é, a algum credenciado como PC-A com experiência em instrução; b) realizar reuniões com os instrutores, destinadas a definir claramente quem trata de que, quando e para que em consonância com os objetivos específicos indicados em cada plano de matéria. 9.1.1 PLANOS DE MATÉRIA MÓDULO/MATÉRIA: O PILOTO COMERCIAL – AVIÃO: Preparação e Atividade Área curricular: Básica Carga horária: 02 h-a Objetivos Específicos Ao final da palestra, o aluno deverá ser capaz de apresentar uma visão global: Da preparação teórica e prática a que estará sujeito durante o curso; Das características pessoais a serem observadas e desenvolvidas como indispensáveis ao bom piloto; Das exigências legais para a operação de aeronaves. Ementa A preparação do Piloto Comercial-Avião O piloto de avião A operação de aeronaves Orientação Metodológica Papel da Palestra na Abertura Formal do Curso Ao final da palestra, o aluno visualizará, de um modo global, realista, o que espera durante o curso e, posteriormente, o que lhe será permitido, após a obtenção da licença e dos respectivos CHT. A palestra deve ser pronunciada por pessoa de bom conceito no âmbito da instrução, devendo sua apresentação revestir-se de caráter formal, com repercussão favorável e significativa para a integração às atividades previstas. O objetivo essencial não é, pois, passar informações minuciosas sobre cada assunto indicado, mesmo porque, durante vários momentos do curso, elas serão estudadas em profundidade; será importante provocar efeito emocional que incentive 15 Dez 90 32 os alunos à aceitação dos aspectos doutrinários e programáticos, predispondo-os aos esforços necessários à assimilação das aprendizagens e à adaptação às restrições decorrentes das peculiaridades da própria entidade, da instrução e da operação de aeronaves, em nível de PC-Avião. Poderão ser incluídos outros assuntos, como por exemplo: uma pincelada histórica da entidade no setor da instrução de pilotos e suas principais realizações nesse sentido; apresentação breve dos currículos e experiência dos membros do corpo docente, importância da troca de experiência entre pilotos. Em suma, os alunos deverão sentir respeito pela entidade e disposição de fazer um bom curso. Não será necessária avaliação. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: O PILOTO COMERCIAL – AVIÃO: PREPARAÇÃO E ATIVIDADE ÁREA CURRICULAR: BÁSICA CARGA HORÁRIA: 02 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 A preparação do Piloto Comercial- Avião 1.1. Objetivo do curso: operação segura e eficiente das aeronave 1.2. Instrução teórica do curso – Duração. Matérias componentes e contribuição de cada uma para a formação do Piloto Comercial-Avião. Avaliação do aluno: rendimento, participação e freqüência 1.3. Instrução de vôo – Etapas. Características gerais de instrução no solo, no treinador/simulador e de vôo. Importância do treinamento. O exame prático de vôo 2 O piloto de avião 2.1. Importância da dedicação aos estudos teóricos, ao treinamento e ao aperfeiçoamento contínuo 2.2. A capacidade de comandar uma aeronave – Características pessoais físicas e psicológicas importantes: decisão e iniciativa, capacidade para trabalhar em equipe, organização, objetividade e disciplina 2.3. Influência da saúde sobre as condições necessárias ao exercício da profissão. Limitações psicofísicas à operação de aeronaves 2.4. O fator disciplinar– Respeito às normas. Avaliação das próprias condições. Reconhecimento das possibilidades e limitações da aeronave 3 A operação de aeronaves 3.1. Características gerais – Riscos 3.2. O exercício da profissão – Entidades em que podem atuar os PC-Avião 3.3. Documentos exigidos para o exercício das atividades de PC-Avião 3.3.1. Licença – Órgão expedidor: DAC. Prerrogativas do titular. Requisitos para a concessão: conhecimento, perícia e aptidão psicofísica. Os exames teórico e prático de vôo. Registro das horas de vôo. Exigências para renovação da licença. Situações que determinam a cassação da licença 3.3.2. Certificados de habilitação técnica (CHT) – Órgão expedidor: DAC. Tipos: qualificação IFR, de classe ou tipo. Validade. Renovação 3.3.3. Certificado de capacidade física (CCF) – Órgãos expedidores. Validade. Classe exigida para o PC-Avião 3.3.4. Exigências específicas para pilotos estrangeiros 1 5 D e z 9 0 3 3 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 3 3.4. Oportunidades de mercado de trabalho. Atuação como copiloto, como comandante e como instrutor. Perspectivas da carreira 3.5. Inspeção da Aviação Civil – Papel dos Inspetores de Aviação Civil (INSPAC-Piloto e INSPAC-Especialista). Atitude do piloto em relação à inspeção 1 5 D e z 9 0 3 4 15 Dez 90 35 MÓDULO/MATÉRIA: MATEMÁTICA Área curricular: Básica Carga horária: 02 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Identificar o conjunto dos números naturais; – Efetuar operações no conjunto N; – Identificar as propriedades da adição e da multiplicação no conjunto N; – Resolver problemas envolvendo números do conjunto N: – Reconhecer os múltiplos e divisores ou fatores de um número natural; – Decompor um número em fatores primos; – Determinar o m.m.c. de números naturais; – Identificar o conjunto dos números racionais – conjunto Q; – Reconhecer os conjuntos Q+ e Q- como subconjuntos do conjunto Q; – Determinar o valor absoluto ou módulo e o oposto ou simétrico de um número racional; – Reconhecer frações como uma relação parte-todo; – Identificar os diferentes tipos de fração; – Estabelecer a equivalência de frações; – Reduzir frações ao mesmo denominador pelo m.m.c. ou pela aplicação do conceito de equivalência; – Reconhecer frações escritas sob a forma decimal; – Efetuar operações envolvendo racionais positivos e negativos; – Calcular média aritmética e média ponderada; – Resolver problemas pela aplicação de frações, decimais, média aritmética e média ponderada; – Identificar o conjunto dos números inteiros; estabelecer a relação de inclusão de N em Z; – Efetuar operações no conjunto Z; – Determinar a razão de dois números; – Reconhecer uma proporção como igualdade de duas razões; 15 Dez 90 36 – Identificar e aplicar a propriedade fundamental das proporções; – Resolver problemas pela aplicação de razão, proporção e média geométrica; – Reconhecer grandezas proporcionais; – Calcular porcentagens; – Resolver problemas pela aplicação de regra de três simples e porcentagem; – Identificar o conjunto dos números reais – conjunto R; – Identificar os subconjuntos de R; – Caracterizar o conjunto dos números irracionais; – Efetuar operações em potências da mesma base; – Reconhecer dízimas periódicas; – Reconhecer expressões algébricas e numéricas, monômios e polinômios; – Efetuar operações com monômios e polinômios; – Desenvolver os produtos notáveis; – Calcular o m.m.c. de dois ou mais polinômios; – Simplificar frações algébricas; – Efetuar operações com frações algébricas; – Identificar equações de 1º grau; – Resolver expressões algébricas polinomiais de 1º grau; – Resolver equações fracionárias; – Resolver sistemas de equação de 1º grau; – Reconhecer plano cartesiano; – Representar, no plano cartesiano, um ponto de coordenadas x e y; – Representar graficamente um sistema de equações; – Resolver equações de 2º grau; – Resolver expressões algébricas de 2º grau; – Reconhecer unidades e subunidades de medição linear, de área, de volume e de ângulos; – Efetuar cálculos envolvendo medição linear, de área, de volume e de ângulos; 15 Dez 90 37 – Reconhecer, efetuar operações e a conversão de unidades do sistema inglês de medidas, com vista ao cálculo da velocidade, altitude e reabastecimento; – Determinar relações trigonométricas nos triângulos retângulos; – Identificar arcos orientados e funções trigonométricas; – Representar graficamente funções trigonométricas; – Resolver equações trigonométricas Ementa – Conjunto dos números naturais: conjunto N – Conjunto dos números racionais: conjunto Q – Conjunto dos números inteiros: conjunto Z – Razões e proporções – Porcentagem – Conjunto dos números reais: conjunto R – Expressões algébricas – Frações algébricas – Equações de 1º grau (em R) – Sistemas de equações de 1º grau a duas incógnitas – Equações de 2º grau – Construções e traçados geométricos – Medição – Trigonometria Orientação Metodológica Papel de Matéria no Curso A aprendizagem de conceitos matemáticos básicos é indispensável à aprendizagem dos conceitos que deverão ser desenvolvidos em outras matérias, particularmente Física, Navegação Aérea e Teoria de Vôo. O instrutor deve estar atento para essa inter-relação, de modo a evitar perder tempo tentando desenvolver no aluno conceitos mais complexos quando ele não possui a fundamentação matemática necessária. Técnicas de Instrução A Matemática exige um trabalho mental tipicamente abstrato, com apelo aos diferentes tipos de lógica que não têm aplicação somente no âmbito da Matemática; se o piloto não desenvolve seu pensamento de forma lógica, ao lidar com as questões matemáticas, certamente, não conseguirá resolvê-las nem chegará a perceber sua aplicação, quando estudar outros assuntos. 15 Dez 90 38 O programa de Matemática sugerido para o curso é uma revisão dos assuntos tratados no 1º e no 2º grau e, por essa razão, deve merecer atenção do instrutor que, certamente, encontrará grande heterogeneidade no desempenho dos alunos. Talvez seja necessário fazer um pré-teste para determinar que alunos precisarão de um reforço, antes de iniciar o desenvolvimento da matéria. Os conceitos e habilidades básicas a serem desenvolvidos pelos alunos dizem respeito a: – Identificação e interpretação da terminologia e da simbologia matemática; – Compreensão da natureza estrutural dos sistemas numéricos, o que permite ao aluno passar do estudo de um sistema numérico mais simples – o conjunto N – para outro mais complexo – o conjunto R, por exemplo – estabelecendo as relações entre os elementos comuns à estrutura dos dois sistemas; o reconhecimento dos elementos estruturais comuns aos dois sistemas levará o aluno a descobrir e demonstrar os teoremas que forem paralelos aos provados por um sistema numérico anteriormente estudado; – Computação das operações com base nas propriedades estruturais; assim, por exemplo, o aluno que compreender a propriedade comutativa da adição no conjunto dos números naturais (3 + 4 = 4+3) será levado a transferir essa aprendizagem para a adição no conjunto dos números racionais ) 3 1 7 6 7 6 3 1 ( ; compreendendo as propriedades matemáticas estruturais, o piloto-aluno terá condições de resolver situações-problema que requerem a articulação de diferentes princípios matemáticos; – Habilidade de realizar cálculos com a presteza indispensável às condições em que fará os cálculos durante as operações de vôo, inclusive as emergências; – Habilidade de interpretar gráficos e tabelas, que serão indispensáveis ao desempenho das atividades do piloto. Recursos Auxiliares da Instrução O instrutor deverá aproveitar todas as oportunidades para representar graficamente as operações, frações, sistemas de equação, começandopela reta numerada, gráficos cartesianos e diagramas até as representações mais complexas. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: MATEMÁTICA ÁREA CURRICULAR: BÁSICA CARGA HORÁRIA: 15 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Conjunto dos números naturais: conjunto N 1.1. Operações no conjunto N: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação 1.2. Propriedades das operações no conjunto N 1.2.1. Adição – Propriedades comutativa e associativa 1.2.2. Multiplicação – Propriedades comutativa, associativa e distributiva 1.3. Múltiplos e divisores ou fatores de um número natural 1.3.1. Múltiplos de um número 1.3.2. Divisores ou fatores de um número 1.3.3. Critérios de divisibilidade por 2, 3, 5, 10, 100 e 1000 1.3.4. Números primos e primos entre si 1.3.5. Fatoração de um número natural – m.d.c. e m.m.c. pela decomposição em fatores primos 2 Conjunto dos números racionais: conjunto Q 2.1. Valor absoluto ou módulo de um número racional 2.2. Oposto ou simétrico de um número racional 2.3. Número elevado a expoente como fração inversa 2.4. Subconjuntos do conjunto Q 2.4.1. Conjunto dos números racionais não negativos: conjunto Q+ - Conceituação de fração. Frações próprias, impróprias e aparentes. Frações equivalentes. Simplificação de frações. Redução de frações ao mesmo denominador. Operações de adição, subtração, multiplicação e divisão de frações. Decimais. Transformação de frações em decimais e vice-versa. Operações de adição, subtração, multiplicação e divisão de decimais. Média aritmética e média ponderada. 2.4.2. Conjunto dos números racionais negativos: conjunto Q. 3 9 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 3 Conjunto dos números inteiros: conjunto Z 3.1. Relação de inclusão de N em Z 3.2. Oposto de um número inteiro 3.3. Operações no conjunto Z: edição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiação 4 Razões e proporções 4.1. Razão de dois números 4.2. Antecedente e conseqüente de uma razão 4.3. Escala como razão 4.4. Proporção como igualdade de duas razões 4.5. Termos de uma proporção 4.6. Propriedade fundamental das proporções – Aplicação para determinar o termo desconhecido 5 Porcentagem 5.1. Grandeza direta e inversamente proporcionais 5.2. Regra de três simples 5.3. Cálculo de porcentagens 6 Conjunto dos números reais: conjunto R 6.1. Conjunto R como união dos conjuntos dos números racionais e irracionais 6.2. Números racionais: naturais, inteiros e fracionários 6.3. Cocientes de números inteiros sob as formas fracionárias e racional 6.4. Números irracionais – Números decimais ilimitados não periódicos e razões de números que não são quadrados perfeitos 6.5. Dízimas periódicas 6.6. Potências da mesma base – Operações de multiplicação e divisão 1 5 D e z 9 0 4 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 7 Expressões algébricas 7.1. Valor numérico de uma expressão algébrica 7.2. Monômios ou termos algébricos 7.3. Redução de monômios semelhantes 7.4. Operações com monômios: adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação 7.5. Polinômios 7.6. Operações com polinômios: adição, subtração, multiplicação e divisão 7.7. Produtos notáveis 7.8. m.m.c. de polinômios 8 Frações algébricas 8.1. Valores que anulam os denominadores 8.2. Simplificação 8.3. Operações com frações algébricas: adição e subtração 9 Equações de 1º grau (em R) 9.1. Resolução de equações de 1º grau a uma incógnita em R 9.2. Equações fracionárias redutíveis ao 1º grau 9.3. Polinômios 10 Sistemas de equação de 1º grau e duas incógnitas 10.1. Processos de resolução: adição, substituição e comparação 10.2. Plano cartesiano 10.3. Representação de uma equação a duas incógnitas (variáveis) no plano cartesiano 10.4. Representação da reta no plano cartesiano 10.5. Representação gráfica cartesiana da solução de um sistema de equações 11 Equações de 2º grau 11.1. Resolução 11.2. Polinômios 12 Construções e traçados geométricos 12.1. Representação gráfica da translação de eixos 12.2. Bissetriz de um ângulo 12.3. Retas perpendiculares e retas paralelas 4 1 1 5 D e z 9 0 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 13 Medição 13.1. Medição linear – Unidades e subunidades. Cálculos de perímetro 13.2. Medição de área das principais figuras planas 13.3. Medição e representação gráfica do volume de sólidos, líquidos e gases 13.4. Medição de ângulos 13.5. Medidas do sistema inglês: polegada quadrada, pé, pé-cúbido, jarda, milha náutica (nó), libra etc. 14 Trigonometria 14.1. Relações trigonométricas nos triângulos retângulos: seno, co-seno, e trangente 14.2. Arcos orientados e ângulos – Redução de arcos ao 1º quadrante 14.3. Funções trigonométricas – Representação gráfica 14.4. Operações com arcos 14.5. Equações trigonométricas 15 4 2 1 5 D e z 9 0 15 Dez 90 43 MÓDULO/MATÉRIA: FÍSICA Área curricular: Básica Carga horária: 15 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Identificar as grandezas vetoriais; – Caracterizar vetor; – Efetuar operações com vetores; – Caracterizar as grandezas velocidade e aceleração e suas unidades; – Caracterizar os diferentes tipos de movimento; – Identificar movimento de rotação e suas grandezas características; – Determinar o movimento resultante de dois ou mais movimentos componentes; – Identificar o movimento dos projéteis e das aeronaves como um movimento resultante; – Descrever os efeitos causados pela ação dos ventos sobre projéteis; – Caracterizar a grandeza vetorial força, seus tipos, seus efeitos e unidades; – Determinar a resultante de duas ou mais forças; – Identificar as principais forças de resistência; – Caracterizar o peso de um corpo como resultante da ação da gravidade; – Identificar as leis de Newton e suas aplicações; – Indicar as grandezas que determinam o momento de uma força e seus efeitos; – Enunciar as condições de equilíbrio de um corpo; – Distinguir trabalho de potência; – Indicar as unidades de medida de trabalho e potência; – Caracterizar energia mecânica, suas modalidades e conservação; – Identificar as grandezas impulso, quantidade de movimento e choque mecânico; 15 Dez 90 44 – Caracterizar movimento ondulatório, suas grandezas e os fenômenos decorrentes de sua propagação; – Identificar o som como um movimento ondulatório, indicando sua velocidade e condições de variação; – Indicar as condições de ressonância; – Identificar a luz como um movimento ondulatório; – Indicar as características das lentes e prismas; – Reconhecer o aspecto eletromagnético da propagação luminosa; – Caracterizar a grandeza pressão e suas unidades; – Caracterizar pressão atmosférica, indicando seu valor; – Reconhecer a variação da pressão em seus diferentes pontos; – Determinar a pressão num ponto de um fluido; – Indicar a aplicação dos princípios de Pascal, Arquimedes, Bemoulli e Venturi; – Diferenciar calor de temperatura; – Reconhecer termômetros; – Interpretar escalas termométricas; – Interpretar o significado de calor específico; – Descrever o princípio fundamental de calorimetria; – Indicar as formas de propagação do calor; – Indicar as características da dilatação dos sólidos e líquidos; – Descrever as mudanças de estado físico, caracterizando o calor latente das mudanças; – Caracterizar o comportamento dos gases e enunciar suas leis; – Interpretar a finalidade da termodinâmica; – Caracterizar os princípios da termodinâmica; – Indicar o equivalente mecânico de calor; – Descrever máquinas térmicas e seu funcionamento; – Interpretar o rendimento das máquinas térmicas; – Definir campo magnético, descrevendo suas propriedades; – Indicara estrutura magnética dos ímãs e seus efeitos; – Reconhecer a Terra como uma ímã; – Descrever o campo magnético terrestre e seus efeitos; 15 Dez 90 45 – Indicar a bússola como aplicação do campo magnético; – Caracterizar carga elétrica, suas unidades e seus efeitos; – Indicar as grandezas características do campo elétrico e suas unidades; – Conceituar corrente elétrica; – Identificar os efeitos da corrente elétrica e as unidades que medem sua intensidade; – Descrever o campo elétrico gerado pela corrente elétrica; – Indicar as grandezas características do campo elétrico e suas unidades; – Conceituar potencial elétrico e força motriz, indicando suas unidades; – Calcular diferença de potencial; – Descrever o fenômeno da condensação elétrica, indicando suas aplicações; – Indicar a relação da carga elétrica com a eletricidade atmosférica; – Enunciar a lei de Ohm; – Caracterizar geradores, receptores elétricos e suas associações; – Descrever resistores, indicando sua unidade de medida; – Calcular a resistência equivalente de circuito; – Descrever capacitores, indicando sua unidade de medida; – Calcular a capacidade equivalente de circuito; – Reconhecer os principais instrumentos de medida elétrica; – Representar graficamente os circuitos elétricos; – Reconhecer os princípios de eletrólise e sua aplicação; – Caracterizar eletromagnetismo e as grandezas envolvidas – corrente e força eletromotriz induzida; – Descrever o fenômeno da indução eletromagnética; – Enunciar as leis fundamentais da indução eletromagnética; – Descrever a geração de corrente elétrica alternada; – Descrever a retificação e a transformação da corrente; – Descrever a geração da energia estática e os princípios de sua eliminação; 15 Dez 90 46 – Descrever o fenômeno termoiônico, indicando suas aplicações; – Descrever o fenômeno fotoelétrico, indicando suas aplicações; – Reconhecer os princípios dos raios X e suas aplicações; – Reconhecer os fenômenos da radioatividade. Ementa – Vetores – Movimento – Forças e equilíbrio – Trabalho e potência – Movimento ondulatório – Mecânica dos fluidos – Terminologia – Magnetismo – Eletricidade – Eletromagnetismo – Eletrostática – Eletrônica – Raios X e raios cósmicos Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso Esta matéria oferece aos alunos o conhecimento de fenômenos físicos que ocorrem na natureza e propicia a compreensão dos princípios que regulam esses fenômenos, como meios de prepará-los para as aprendizagens posteriores, incluídas na preparação do Piloto Comercial-Avião, sobretudo nas matérias Conhecimentos Técnicos das Aeronaves, Teoria de vôo e Navegação Aérea. Tal como está coordenada inclui conteúdo programático de 1º e de 2º graus. A avaliação dos alunos deve ser rigorosa, pois a sedimentação dos assuntos nela indicados é pré-requisito para o sucesso nas matérias citadas. Artes de inciá-la, seria útil ao instrutor submeter os alunos a um pré-teste, conforme indicado no item 9.1 deste manual, sem o objetivo de atribuir-lhes nota, mas com a finalidade de averiguar o nível dos conhecimentos. Técnicas de Instrução As explicações dos fenômenos devem ser acompanhadas de demonstrações práticas, com elementos simples, improvisados e da vida real, e de utilização de ilustrações, desenhos, esquemas. 15 Dez 90 47 O emprego de material comum para exemplificar e concretizar é fator de aceleração da aprendizagem, além de ser, por si mesmo, mais atraente, Consistindo em estímulos que podem canalizar o interesse, a curiosidade, os sentidos e o raciocínio, induzem os alunos a intuir princípios e leis subjacentes aos fenômenos. A demonstração prática simplifica as tarefas do instrutor e provoca a atividade participante dos alunos, sobretudo se convidados a perguntar, a mostrar dúvidas, a lembrar hipóteses, a propor alternativas. Recursos Auxiliares da Instrução Tudo o que propiciar demonstração prática. Ilustrações. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: FÍSICA ÁREA CURRICULAR: BÁSICA CARGA HORÁRIA: 15 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Vetores 1.1. Grandezas escalares e vetoriais. Vetor – Caracterização e operações com vetores 2.1. Velocidade e aceleração – Conceituação. Unidades de medida respectivas 2.2. Movimento retilíneo uniforme. Movimento retilíneo uniformemente variado. Movimento de queda livre – Caracterização 2.3. Movimento de rotação – Período e freqüência. Velocidade angular. Acelerações centrípeta e centrífuga 2.4. Composição de movimentos – Movimento dos projéteis. Ação dos ventos 3 Forças e equilíbrio 3.1. Forças – Representação vetorial. Unidades de medida 3.2. Terceira Lei de Newton – Princípio da ação e da reação. Resultante. Deformações 3.3. Forças resistentes: resistência do ar e atrito 3.4. Gravidade – peso de um corpo. Centro de gravidade 3.5. Momento de uma força 3.6. Segunda Lei de Newton – Massa e densidade. Peso específico 3.7. Primeira Lei de Newton – Princípio da inércia 3.8. Equilíbrio – Condições de equilíbrio 4 Trabalho e potência 4.1. Trabalho mecânico – Conceituação. Unidades de medida 4.2. Potência – Conceituação. Unidades de medida 4.3. Energia cinética e potencial. Conservação de energia mecânica 4.4. Impulso e quantidade de movimento – Conservação da quantidade de movimento 4.5. Choque mecânico – Conceituação 5 Movimento ondulatório 5.1. Caracterização. Grandezas características dos fenômenos periódicos. Propagação ondulatória. Reflexão, refração e interferência da propagação 1 5 D e z 9 0 4 8 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 5 5.2. Vibrações sonoras – Características, Propagação do som em diferentes meios. Velocidade e propagação do som. Eco e ressonância 5.3. Vibrações luminosas – Propagação e velocidade da luz. Fenômenos decorrentes dos diferentes meios de propagação. Lentes e prismas: aplicações 6 Mecânica dos fluidos 6.1. Fluidos – Conceito. Espécies: líquidos e gases 6.2. Pressão – Caracterização. Unidades de medida. Pressão atmosférica 6.3. Massa específica e densidade 6.4. Princípio fundamental; da hidrostática 6.5. Princípios de Arquimedes e Pascal – Aplicações 6.6. Noções básicas de fluidodinâmica – Teoria do perfil 6.6.1. Escoamento – Conceituação. Tipos. Tubo de escoamento. Escoamento incompreensível. Leis de escoamento. Equação da continuidade. Túnel aerodinâmico (túnel de vento). Teorema de Bernouli. Tubo de Venturi 6.6.2. Pressão dinâmica dos fluidos – Caracterização. Expressão matemática 7 Termologia 7.1. Temperatura – Conceituação, medição de temperatura. O termômetro. Escalas: Celsius, Kelvin, Farenheit e Flankine. Escalas absolutas 7.2. Temperatura e calor – Escalas termométricas. Principais tipos de termômetro. Calorimetria. Calor específico. Princípio fundamental da calorimetria 7.3. Propagação do calor – Dilatação dos sólidos e líquidos. Mudanças de estado físico. Calor latente 7.4. Comportamento térmico dos gases – Leis de Charles e de Boyle. Tipos de transformação 7.5. Termodinâmica – Transformação de calor em trabalho 7.6. Princípios da termodinâmica 1 5 D e z 9 0 4 9 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 7 7.7. Equivalente mecânico do calor 7.8. Máquinas térmicas - Rendimento 8 Magnetismo 8.1. Magnetismo – Propriedades. Ímã. Imantação 8.2. Campo magnético. Campo magnético terrestre. Bússola 9 Eletricidade 9.1. Eletrização - Conceito de carga elétrica. Unidades 9.2. Corrente elétrica – Intensidade e efeito. Condensação elétrica: aplicações 9.3. Campo elétrico – Grandezas características 9.4. Potencial elétrico – Diferença de potencial e força motriz 9.5. Eletricidade atmosférica 9.6. Lei de Ohm – Aplicação 9.7. Geradores e receptores de corrente elétrica – Associações 9.8. Resistores e circuitos. Capacitores e circuitos– Instrumentos de medida 10 Eletromagnetismo 10.1. Indução eletromagnética e instrumento de medida. Alternadores e transformadores. Lei de Lenz e de Boyt 11 Eletrostática 11.1. Cargas positivas e negativas. Cargas geradas por fricção. Indução eletrostática. Cargas estáticas nas aeronaves e métodos de dispersão 12 Eletrônica 12.1. Caracterização. Aplicação 12.2. Emissão de elétrons. Válvulas e células fotoelétricas 13 Raios X e raios cósmicos 13.1. Propriedades 13.2. Elementos de radioatividade – Noções gerais 15 1 5 D e z 9 0 5 0 15 Dez 90 51 MÓDULO/MATÉRIA: SEGURANÇA DE VÔO Área curricular: Básica Carga horária: 06 h-a Objetivos Específicos Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: – Reconhecer a evolução da prevenção de acidentes aeronáuticos; – Reconhecer a importância da atuação da OACI na padronização de procedimentos na área de investigação e prevenção de acidentes; – Identificar os princípios básicos da filosofia SIPAER; – Reconhecer as normas do SIPAER relativas aos procedimentos em caso de acidente ou incidente aeronáutico; – Valorizar as normas e medidas de prevenção como meios para promover maior segurança de vôo; – Reconhecer as responsabilidades do piloto e do proprietário na prestação de informações para prestação de informações para o esclarecimento dos fatores contribuintes de acidentes/incidentes aeronáuticos; – Identificar normas de segurança em casos de incêndio; – Reconhecer a importância da manutenção como prevenção de acidentes; – Avaliar as suas responsabilidades no controle da manutenção da aeronave; – Reconhecer a importância das inspeções pré-voo e pós voo para a prevenção de acidentes; – Identificar as providências a serem tomadas em casos de bomba e seqüestro aéreo. Ementa – Introdução – Atuação da OACI nas áreas de investigação e prevenção de acidentes – Segurança de Vôo no âmbito do MAer – Acidente/incidente – Inspeções de segurança – Prevenção contra prevenção – Ameaças de bomba a bordo e seqüestro aéreo 15 Dez 90 52 Orientação Metodológica Papel da Matéria no Curso A análise de acidentes reais, incluindo o estudo das condições humanas e materiais preexistentes aos mesmos, seguida do exame detido das condições operacionais, evidenciará ao aluno o papel relevante de cada pormenor. Percebendo que os diferentes fatores, de modo geral, não atuam sozinhos, mas relacionam-se acumulam-se uns aos outros, atingindo um ponto em que o acidente se torna irreversível, o aluno estará no caminho para a formação de uma mentalidade preventiva. O enfoque básico da filosofia SIPAER (análise de acidentes – prevenção e previsão – aumento da segurança de vôo) e dos padrões da OACI fornecerá ao aluno a compreensão globalizada da origem e da necessidade das diferentes medidas, normas, recomendações e padronização das práticas e procedimentos destinados a evitar os riscos potenciais de todo vôo. Intrinsecamente relacionada às demais matérias do curso, esta matéria assume um caráter preponderantemente doutrinário, no sentido de despertar e consolidar atitudes compatíveis com os objetivos da prevenção. Técnicas de Instrução As aulas tipicamente expositivas não provocam o impacto necessário à implantação de uma sólida doutrina que leve à observância rigorosa das normas e recomendações nacionais e internacionais com vista à prevenção de acidentes aéreos. Os levantamentos e estudos estatísticos constituem argumentos inquestionáveis que servem para reforçar a implantação doutrinária e sua manifestação em forma de atuação disciplinada dos pilotos. Será conveniente que os alunos possam analisar, debater, relacionar causas e efeitos, sumariar, comparar acidentes (conseqüências, ações do piloto, condições de manutenção da aeronave, influência meteorológica etc). Descritas as condições em que ocorreram os acidentes/incidentes, os alunos podem ser estimulados a levantar os possíveis causas, discriminando a influência dos fatores contribuintes em cada caso. Os trabalhos de grupo prestam-se a esses fins, desenvolvendo nos alunos a capacidade de concatenar idéias, fazer previsões e realizar avaliações. Recursos Auxiliares da Instrução Todas as formas de ilustração ao alcance da entidade são válidas. São oportunos os debates em torno de notícias veiculadas na imprensa, assim de filmes comerciais ou especificamente voltados para a instrução. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MATÉRIA: SEGURANÇA DE VÔO ÁREA CURRICULAR: BÁSICA CARGA HORÁRIA: 06 h-a Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 1 Introdução 1.1. Evolução da prevenção, no ramo militar e no ramo civil – Fase empírica e fase científica. Contribuição dos levantamentos estatísticos e do estudo das causas. Objetivos da prevenção. Conceitos básicos: acidente e incidente aeronáutico. Categorias de risco 2 Atuação da OACI nas áreas de investigação e prevenção de acidentes 2.1. O Anexo 13,edição vigente 2.2. Orientação, normatização e coordenação, em nível internacional, dos procedimentos a serem observados 2.3. Responsabilidades dos Estados contratantes quanto à segurança de vôo 2.3.1. Adoção das recomendações dos relatórios de acidentes/incidentes 2.3.2. Incorporação dos progressos técnicos 2.3.3. Revisão contínua dos regulamentos 3 Segurança de vôo no âmbito do MAer 3.1. O Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos SIPAER 3.1.1. Estrutura e atribuições: visão geral, O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (CENIPA) como órgão central – Finalidades. Atuação. Elos do SIPAER 3.1.2. Filosofia SIPAER – Princípios básicos. Objetivos essenciais: prevenção e segurança. Fatores contribuintes dos acidentes aéreos. Riscos efetivos e riscos potenciais na atividade aérea. Medidas de segurança e pessoal responsável. A vistoria de segurança. Conscientização geral dos profissionais atuantes: engenheiros, médicos, instrutores, tripulação, mecânicos, controladores e demais. Importância do intercâmbio internacional de experiências, ensinamentos e idéias. Objetivo da investigação: busca de maior segurança de vôo 3.1.3. Normas do SIPAER – O programa de prevenção de acidentes aeronáuticos nas organizações civis envolvidas com a atividade aérea: objetivos, conteúdo e abrangência. Responsabilidade das entidades de instrução. Procedimentos em casos de acidente ou incidente aeronáutico. Responsabilidades do operador e do proprietário. Comunicação à autoridade competente. Preservação de indícios e evidências úteis. Resguardo à propriedade e guarda dos bens envolvidos. Primeiros socorros às vítimas. Remoção da aeronave ou de seus destroços. Prestação de infor mações às autoridades responsáveis pela investigação. Demais normas em vigor 1 5 D e z 9 0 5 3 CONTINUAÇÃO Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE C.H. PARCIAL 3 3.1.4. A investigação de acidentes e incidentes aeronáuticos. Visão geral – Histórico e análise. Recomendações. Contribuição do pessoal de vôo e de terra para a investigação. A prestação de informações. Papel do Agente de Segurança de Vôo (ASV) e do Oficial de Segurança de Vôo (OSV) 4 Acidente/incidente 4.1. Conceituação 4.2. Fatores contribuintes 4.2.1. Fatores humanos – Previsão de falha humana. Política de prevenção: na seleção de candidatos aos cursos, no período de formação e na operação de aeronaves. Responsabilidades dos instrutores na avaliação da habilidade de pilotar. Influência dos fatores endógenos (saúde do piloto e sua aptidão psicofísica) em acidentes reais 4.2.2. Fatores materiais – Prevenção desde a fase do projeto da aeronave, na fabricação, na montagem, na inspeção e na manutenção. Controle de qualidade. Influência dos fatores exógenos em acidentes reais 4.2.3. Fatores operacionais – Abrangência. Ações humanas durante a atividade aérea e influência de fenômenos meteorológicos como fatores contribuintes de acidentes aéreos. Erros do piloto, da manutenção