Prévia do material em texto
UNAMA ALCINDO CACELA EDUCAÇÃO FÍSICA ARTHUR DOS SANTOS MONTEIRO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ANÁLISE DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA REVISÃO PARA À SAÚDE PÚBLICA Belém 2024 ARTHUR DOS SANTOS MONTEIRO ANÁLISE DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA REVISÃO PARA À SAÚDE PÚBLICA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para conclusão do curso de EDUCAÇÃO FÍSICA da UNAMA ALCINDO CACELA Belém 2024 Ficha catalográfica gerada pelo Sistema de Bibliotecas do REPOSITORIVM do Grupo SER EDUCACIONAL M775a Monteiro, Arthur dos Santos. Análise da Educação Física Escolar: Uma Revisão Para à Saúde Pública / Arthur dos Santos Monteiro. - UNAMA: Belém - 2024 13 f. TCC (Curso de Educação Física) - Unama Alcindo Cacela - Orientador(es): Esp. Aldiany Paula Ferreira Miranda Cavalcanti 1. Atividade Física e Saúde. 2. Educação. 3. Educação Física. 4. Educação Física Escolar. 5. Saúde Coletiva. 6. Physical Activity And Health. 7. Education. 8. Physical Education. 9. Public Health. 10. School Physical Education. I.Título II.Esp. Aldiany Paula Ferreira Miranda Cavalcanti UNAMA - BEL CDU - 796 1 ANÁLISE DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA REVISÃO PARA À SAÚDE PÚBLICA Arthur dos Santos Monteiro¹; Aldiany Paula Ferreira Miranda Cavalcanti² ¹ - Discente do curso de Educação Física Licenciatura da Universidade da Amazônia ² - Docente do curso de Educação Física Licenciatura – SER EDUCACIONAL E-mail para correspondência: arthurbjj202@gmail.com RESUMO A educação física escolar desempenha um papel crucial na promoção da saúde pública, especialmente diante do aumento do sedentarismo e da dependência tecnológica entre os jovens. Este estudo revisa criticamente a literatura sobre a relação entre a educação física escolar e a saúde dos alunos, identificando desafios e estratégias para aprimorar a qualidade do ensino nessa disciplina. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, utilizando palavras-chave específicas para selecionar estudos relevantes publicados nos últimos dez anos. A análise incluiu a aplicação de critérios de inclusão e exclusão para assegurar a pertinência dos dados examinados. Os resultados destacam críticas à influência negativa da tecnologia e ao estilo de vida sedentário entre os estudantes, sublinhando a urgência de intervenções eficazes. Além disso, evidenciou-se uma preocupação significativa com a disparidade na participação e satisfação dos alunos nas aulas de educação física, propondo estratégias para tornar o ensino mais inclusivo e atrativo. As conclusões enfatizam os benefícios da atividade física para a saúde, alinhados com as diretrizes da OMS para promoção de um estilo de vida ativo desde a infância. Contudo, ressalta-se a crítica à escassez de recursos e à gestão inadequada nas aulas de educação física, enfatizando a necessidade premente de investimentos e políticas eficazes para aprimorar a educação física escolar e promover o bem-estar dos estudantes. Este estudo contribui para um entendimento mais amplo sobre a importância da educação física escolar não apenas como promotora de saúde, mas também como ferramenta essencial para o desenvolvimento holístico e saudável da juventude contemporânea. ABSTRACT Physical education in schools plays a crucial role in promoting public health, especially in light of increasing sedentary lifestyles and technological dependence among youth. This study critically reviews literature on the relationship between school physical education and student health, identifying challenges and strategies to enhance teaching quality in this discipline. A systematic literature review was conducted, employing specific keywords to select relevant studies published in the last decade. The analysis included applying inclusion and exclusion criteria to ensure the relevance of the examined data. Findings highlight criticisms of the negative influence of technology and sedentary lifestyles among students, underscoring the urgency for effective interventions. Furthermore, significant concern was evident regarding disparities in student participation and satisfaction in physical education classes, suggesting strategies to make teaching more inclusive and engaging. Conclusions emphasize the health benefits of physical activity, aligning with WHO guidelines for promoting active lifestyles from childhood. However, criticism is directed towards inadequate resources and poor management in physical education classes, emphasizing the pressing need for investments and effective policies to enhance school physical education and promote student well-being. This study contributes to a broader understanding of the importance of school physical education, not only as a health promoter but also as an essential tool for the holistic and healthy development of contemporary youth. Palavras-chave: educação física, educação física escolar, atividade física e saúde, saúde coletiva. Keywords: physical education, school physical education, physical activity and health, public health. INTRODUÇÃO 2 A educação física escolar é uma disciplina que visa promover a prática de atividades físicas e esportivas no ambiente educacional, contribuindo para o desenvolvimento integral dos alunos e, consequentemente, para a promoção da saúde pública. Segundo Bego e Anjos (2020), “A EF deve se entender como parte de um papel relevante no processo educativo, que por sua vez está ligada na formação do indivíduo na sociedade, tendo como objetivo não somente o esporte em si, mas também o desenvolvimento humano, motor, crítico, desafiador, social e cultural.” A importância de estudar este tema reside na sua relevância para o cenário atual da saúde pública e no contexto educacional. Dias et al. (2009) observam que os “hábitos sociais adotados durante o último século desencadearam uma importante diminuição no padrão de atividade física.” A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que “crianças e adolescentes devem praticar pelo menos 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada e vigorosa, principalmente aeróbica, durante a semana” (OMS, 2020). Além disso, a OMS alerta que a obesidade atingiu níveis epidêmicos globalmente, com cerca de 2,8 milhões de mortes anuais atribuídas ao excesso de peso ou obesidade, condição que antes era mais prevalente em países de rendimentos elevados, mas agora afeta também países de baixo e médio rendimento (OMS, 2021). Bego e Anjos (2020) destacam que as aulas de educação física, anteriormente muito valorizadas, estão perdendo seu apelo e se tornando apenas sessões de lazer contemporâneo. Silva et al. (2021) apontam que a participação dos alunos nas aulas de educação física é prejudicada por fatores como falta de motivação e escassez de material. Esse problema é especialmente evidente no Brasil, onde a educação, em termos gerais, não apresenta os melhores resultados. Magalhães (2023) em sua matéria, revela que os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) indicam que menos da metade dos estudantes brasileiros de 15 anos alcançou o nível mínimo de aprendizado requerido. A baixa participação dos alunos nas aulas de educação física pode representar um problema progressivo com implicações significativas para a saúde pública no futuro. Uma revisão minuciosa da literatura sobre a educação física escolar e sua relação com a saúde pública é essencial para proporcionar uma compreensão mais profunda sobre este tema. Ao sintetizar e analisar os principais aspectos relacionados à educação física e seu impacto na saúde pública, este estudo pretende fornecer 3 insights valiosos para pesquisadores, profissionais da área e formuladores de políticas públicas. Além disso, ao identificar lacunas na literatura, esta revisão pode servir como um guia para futuras investigações e intervenções na promoção da saúde por meio da educação física escolar.Este artigo tem como objetivo realizar uma revisão crítica da educação física escolar no Brasil, analisando suas críticas e métodos de ensino. Por meio de uma revisão de literatura, busca-se entender as razões para o desinteresse dos alunos pela educação física e explorar os benefícios da prática regular de exercícios físicos. A pesquisa visa oferecer reflexões e possíveis soluções para aprimorar a qualidade da educação física nas escolas e, consequentemente, contribuir para a melhoria da saúde pública. MATERIAIS E MÉTODOS O presente estudo refere-se a uma revisão de literatura, que Além de discutir o desenvolvimento de um determinado assunto com amplos pontos de vista, também desenvolve um estudo crítico sobre a interpretação de um determinado estudo cientifico, segundo Dorsa (2020) “revisão de literatura é fundamental para a escrita de um texto cientifico, independente do gênero: uma tese, uma dissertação, um projeto ou a escrita de um artigo cientifico de revisão”. Para este estudo foram feitas buscas minuciosas por variados documentos como artigos, livros, dissertações, testes, websites e revistas, onde muitas de suas fontes encontram-se em diferentes bases de dados como o google acadêmico, Scielo, periódicos capes e PubMed. As buscas destes dados ocorreram pelo período de fevereiro à abril de 2024 com o uso das seguintes palavras chaves para pesquisa: educação física escolar, atividade física e saúde, saúde pública. Os seguintes critérios de busca para inclusão dos materiais científicos nesta revisão, resumiu-se em buscar publicações dos últimos 10 anos, desde 2014 até publicações mais atuais, pela múltipla variedade de documentos a serem encontrados para fomentação da revisão, na pesquisa foram coletados artigos nos idiomas inglês e português. foram exclusos desta pesquisa materiais científicos que não tinham associação direta com o tema proposto, estudos com relações a outras áreas de estudo. 4 Após a realização da busca, os materiais que satisfizeram aos critérios de inclusão e exclusão foram submetidos a uma análise e resumidos em uma tabela. A estrutura dos trabalhos foi organizada em subdivisões, contendo o nome do autor, o ano de publicação, o formato do material e os principais resultados obtidos. Os dados encontrados foram analisados quantitativamente através de porcentagem e apresentados por meio de tabelas. RESULTADOS Considerando a busca realizada, foram encontrados 9 materiais, incluindo artigos, sites e outras fontes relevantes. Em seguida, após uma segunda leitura dos materiais selecionados, foram excluídos 3 materiais por não terem relação direta com o tema proposto pelo trabalho, permanecendo no estudo 6 estudos. Dos 9 materiais literários encontrados inicialmente, restaram 6 que foram selecionados e constituem essa revisão. Esses materiais estão descritos na Tabela 1. tabela 1. AUTOR ANO DE PUBLICAÇÃO TIPO DE MATERIAL PRINCIPAIS RESULTADOS OBTIDOS Vieira, Ferraz e Copetti 2014 Artigo "Nesse sentido, é fato que muitas crianças estão deixando de lado a prática das atividades físicas pela tecnologia, como ficar horas frente ao computador e consumindo mais calorias do que gastam, além de estarem 'fugindo' de uma alimentação saudável." 5 Brandolin, Koslinski e Soares 2015 Artigo "Sobre a satisfação com as aulas de educação física no ensino médio, encontramos 78,2% dos alunos satisfeitos e 21,8% insatisfeitos. Ao analisarmos o percentual de satisfação em relação ao sexo, percebemos respectivamente que 90,9% dos jovens do sexo masculino e 69,9% do sexo feminino apresentam satisfação com a disciplina. Esse resultado indica que a educação física ainda é um espaço predominantemente de socialização e sociabilidade masculina na escola, mesmo com toda intervenção cultural que busca a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres em todos setores sociais." "Praticar algum esporte ou atividade física fora da escola também possui relação com o ISEF. Alunos que praticam algum esporte ou atividade física fora da escola têm um e meio (54%) a mais chances de estarem satisfeitos com as aulas de educação física do que aqueles que não participam de nenhuma dessas atividades fora da escola. Praticar alguma atividade física ou esporte fora da escola sugere que esse tipo de experiência também pode contribuir para o aumento da satisfação com a educação física escolar." Ribeiro e Triani 2016 Artigo "Contudo, para se envolver todos os alunos nas aulas de educação física, o professor deve se utilizar de estratégias para atrair os alunos afetados mais pelos fatores psicológicos e, nesse caso, inclui-se o aluno obeso. Assim, as aulas de educação física, como exercício pedagógico no ambiente escolar, incluem o atributo da ludicidade, algo que pode constituir um atrativo nesse contexto." 6 Cale 2023 Artigo "Uma educação física de alta qualidade que tenha os jovens no centro e proporcione atividades físicas e experiências de aprendizagem positivas e significativas é claramente crítica e deve fornecer a base e servir de trampolim para esforços mais amplos e um compromisso de toda a escola para promover a atividade física. Conseguir isso pode exigir alguma melhoria das competências dos professores, desafiar algumas tradições e práticas de longa data e compartilhar uma visão alargada e holística para o assunto, de modo a que este realmente satisfaça as necessidades da nossa juventude de hoje." OMS 2020 Livro "Em crianças e adolescentes, a atividade física confere benefícios para os seguintes resultados de saúde: melhoria da aptidão física (capacidade cardiorrespiratória e muscular), saúde cardiometabólica (pressão arterial, dislipidemia, glicose e resistência à insulina), saúde óssea, resultados cognitivos (desempenho académico, desempenho executivo funcional), saúde mental (redução dos sintomas de depressão); e redução da adiposidade. Crianças e adolescentes devem praticar pelo menos 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa, principalmente aeróbica, durante a semana. Em crianças e adolescentes, níveis mais elevados de comportamento sedentário estão associados aos seguintes maus resultados de saúde: aumento da adiposidade; pior saúde cardiometabólica, condição física, conduta comportamental/comportamento pró- social; e redução da duração do sono." 7 Silva, Araujo, Bento e Medeiros 2021 Artigo "A partir dos caminhos percorridos concluímos que a não participação dos alunos nas aulas de Educação Física é justificada pelos alunos por diferentes fatores, como exemplo, a falta de motivação e a escassez de material. É preciso uma maior desenvoltura dos estagiários para que os alunos sintam mais entusiasmo pelas aulas, e que os alunos também sejam mais ativos nas regências. Após as vivências do estágio, os aprendizados adquiridos e os resultados obtidos através do questionário aplicado no Estágio Supervisionado IV realizado no Ensino Médio, proporcionam novas experiências que serão levadas adiante, sendo um desafio pelo entrave encontrado, a não participação dos alunos principalmente nas aulas práticas durante esse período vivenciado. A partir disso, essa experiência nos proporcionou uma discussão sobre novas oportunidades de ensino, sendo que toda teoria e formação repassada em semestres anteriores foram fundamentais para conclusão dessa etapa. Dessa forma é notável a relevância desse estudo por tratar de questões vivenciadas pelas profissionais no período do estágio, e por buscar descobrir o porquê de os alunos não terem interesse em participar das aulas de Educação Física. Além disso, pode proporcionar aos futuros universitários o conhecimento da realidade das aulas de estágio nas escolas. É indispensável que haja discussão sobre o tema, visto que essa é uma problemática recorrentenas aulas de estágio. Por isso, sugere-se, que novas pesquisas sejam realizadas para obter-se uma melhor compreensão sobre a não participação dos alunos, com o intuito de modificar essa realidade e que 8 busque saber dos estagiários a forma como as regências são aplicadas." Com base nos materiais utilizados na revisão, observa-se a seguinte distribuição em termos de tipos de materiais: artigos, livros e outros tipos de materiais. Dos seis materiais analisados, 66.67% corresponderam a artigos, 16.67% a livros e igualmente 16.67% a outros tipos de materiais, representados neste caso pelo 9 documento da OMS. Essa distribuição reflete a variedade de fontes consultadas na pesquisa, proporcionando uma abordagem abrangente ao tema em questão. De acordo com os estudos revisados, os resultados indicam críticas a tecnologia e ao comportamento sedentário, satisfação dos alunos, estratégias para atrair alunos afetados psicologicamente, sugestões de melhorias do ensino de educação física escolar, benefícios da atividade física e críticas ao ensino e má gestão de recursos para materiais das aulas de educação física. DISCUSSÃO A discussão dos resultados obtidos nesta revisão de literatura permite uma reflexão aprofundada sobre a relevância da educação física escolar no contexto da saúde pública. A análise dos estudos selecionados revela não apenas os desafios enfrentados pelas instituições de ensino em promover a atividade física entre os jovens, mas também as oportunidades para transformar a educação física em um pilar fundamental para o bem-estar e desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes. Esta seção pretende abordar as diferentes perspectivas e evidências apresentadas pelos autores, proporcionando uma visão crítica e integradora sobre as melhores práticas, políticas e estratégias que podem ser adotadas para superar as barreiras e maximizar os benefícios da educação física escolar. A partir dos resultados apresentados, diversos autores destacam-se ao discutir os desafios e oportunidades relacionados à educação física escolar e sua influência na saúde pública. Vieira, Ferraz e Copetti (2014) sublinham a influência negativa da tecnologia e do estilo de vida sedentário, destacando como o aumento do tempo em frente às telas e o consumo excessivo de calorias prejudicam a saúde das crianças. Eles apontam a necessidade urgente de incentivar atividades físicas regulares para combater esses comportamentos prejudiciais. Considerando que esses hábitos se desenvolvem principalmente fora do ambiente escolar, é relevante confirmar sua influência nas práticas de atividade física dentro da escola. Mesmo diante dos impactos com a tecnologia, outros estudiosos ainda destacam uma avaliação positiva por parte dos alunos, avaliando por meio da satisfação dos mesmos, como menciona Brandolin, Koslinski e Soares (2015), abordam a satisfação dos alunos com as aulas de educação física no ensino médio, 10 destacando que 78,2% dos alunos estão satisfeitos e 21,8% estão insatisfeitos. Eles observam uma disparidade na satisfação entre os sexos, com 90,9% dos jovens do sexo masculino e 69,9% do sexo feminino reportando satisfação. O estudo indica que a prática de esportes ou atividades físicas fora da escola está correlacionada com maior satisfação nas aulas de educação física escolar, sugerindo que essas experiências externas podem influenciar positivamente a percepção dos alunos em relação à disciplina dentro da escola. Ribeiro e Triani (2016), abordam a inclusão e participação dos alunos na educação física escolar, destacando os desafios enfrentados pelos professores para engajar todos os alunos, especialmente aqueles afetados por fatores psicológicos e com a obesidade. Eles defendem o uso de estratégias lúdicas e inclusivas para tornar as aulas mais atrativas e acessíveis, reforçando o papel educacional fundamental da educação física no contexto escolar. Quanto ao estudo de Silva et al., (2021), ele investiga a não participação dos alunos nas aulas de Educação Física, identificando múltiplos fatores que contribuem para esse cenário, como a falta de motivação e a escassez de material. O estudo ressalta a importância de estratégias pedagógicas mais dinâmicas e engajadoras por parte dos professores para estimular maior envolvimento dos alunos nas atividades físicas escolares. Além disso, destaca a relevância de entender esses desafios para orientar intervenções educacionais mais eficazes que promovam uma participação mais ativa dos estudantes nas aulas de Educação Física. Em resumo, as discussões enfatizam a necessidade de estratégias inclusivas e lúdicas para envolver todos os alunos, especialmente aqueles com desafios psicológicos como a obesidade. Além disso, ressaltam a importância de melhorar a qualidade do ensino de educação física para atender às necessidades contemporâneas dos jovens. Essas reflexões sublinham a relevância de políticas e práticas educacionais que promovam não apenas a atividade física, mas também o bem-estar e o desenvolvimento integral dos estudantes, contribuindo para um ambiente escolar mais estimulante e inclusivo. CONSIDERAÇÕES FINAIS 11 A revisão da literatura realizada revelou a complexa relação entre a educação física escolar e a saúde pública, destacando tanto os desafios quanto as oportunidades para promover um estilo de vida mais ativo entre os jovens. A influência negativa da tecnologia e do estilo de vida sedentário foi uma crítica recorrente, sublinhando a necessidade de intervenções que incentivem a atividade física regular. A satisfação dos alunos com as aulas de educação física também foi um ponto de destaque positivo, especialmente em relação às disparidades de gênero e à inclusão de alunos com diferentes necessidades físicas e psicológicas foi um dos pontos de estratégias a serem abordados, abordagens lúdicas e inclusivas foram propostas como formas eficazes de tornar as aulas mais atrativas e acessíveis. Além disso, a qualidade do ensino de educação física foi ressaltada como fundamental para o desenvolvimento de hábitos saudáveis desde a infância, alinhando-se com as recomendações da OMS para a atividade física infanto-juvenil. No entanto, a revisão também evidenciou a crítica à falta de materiais e à má gestão de recursos, apontando para a necessidade urgente de investimentos e políticas adequadas para melhorar essa área. Em suma, esta revisão não apenas reafirma a importância da educação física escolar na promoção da saúde pública, mas também oferece insights valiosos para futuras pesquisas e intervenções. É crucial implementar políticas e práticas educacionais que promovam a atividade física, o bem-estar e o desenvolvimento integral dos estudantes, criando um ambiente escolar mais estimulante e inclusivo. Ao adotar abordagens abrangentes e eficazes, é possível não apenas melhorar a saúde e o bem-estar dos estudantes, mas também contribuir para o seu desenvolvimento integral e saudável. Dessa forma, será possível construir uma cultura de valorização da atividade física, contribuindo para a formação de cidadãos mais saudáveis e ativos. REFERÊNCIAS BEGO, Gabriel Alecrim; ANJOS, Jeferson Roberto Collevatti dos. A importância da educação física escolar para a formação do indivíduo na sociedade. Revista Saúde UniToledo, Araçatuba, SP, v. 4, n. 1, p. 13-26, jul. 2020. Disponível em: https://wyden.periodicoscientificos.com.br/index.php/saude/article/view/452. Acesso em: 23 jul. 2024. 12 BRANDOLIN, F.; KOSLINSKI, M. C.; SOARES, A. J. G. A percepção dos alunos sobre a educação física no ensino médio. Revista da Educação Física / UEM, v. 26, n. 4, p. 601–610, set. 2015. Disponível em: https://doi.org/10.4025/reveducfis.v26i4.29836. Acesso em: 9 mai. 2024. CALE, L. Physical Education: At the Centre of Physical Activity Promotion in Schools.International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 20, n. 11, p. 6033, 2 jun. 2023. DOI: 10.3390/ijerph20116033. PMID: 37297637; PMCID: PMC10252374. DIAS, Priscilla Marcondelli; COSTA, Teresa Helena Macedo da; SCHMITZ, Ethsáida B. de Abreu Soares. Influência da atividade física na saúde. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 2009-10-07. DOI: https://doi.org/10.18511/rbcm.v16i1.1121. Acesso em: 23 jul. 24 DORSA, A. C. O papel da revisão da literatura na escrita de artigos científicos. Interações (Campo Grande), v. 21, n. 4, p. 681–683, jul. 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/inter/a/ctsj4sLz6CkZYQfZWBS4Lbr/. Acesso em: 10 abr. 2024. MAGALHÃES, Thais. Brasil tem baixo desempenho e estagna em ranking mundial da educação básica. CNN, 05 dez. 2023. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-estaciona-em-ranking-de-avaliacao- internacional-de-educacao-basica/. Acesso em: 23 jul. 2024. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Diretrizes da OMS sobre atividade física e comportamento sedentário. Genebra, 2020. Disponível em: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/336656/9789240015128- eng.pdf?sequence=1. Acesso em: 10 abr. 2024. RIBEIRO, L. dos S.; TRIANI, F. da S. A obesidade na infância e o protagonismo da educação física escolar. Caderno de Educação Física e Esporte, Marechal Cândido Rondon, v. 14, n. 1, p. 79–88, 2017. DOI: 10.36453/2318- 5104.2016.v14.n1.p79. Disponível em: https://e- revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/view/14932. Acesso em: 12 abr. 2024. SILVA, F. F. da; ARAUJO, A. R. L. de; BENTO, N. M. da S.; MEDEIROS FILHO, A. E. C. de. A não participação dos alunos nas aulas de educação física no Ensino Médio: Avaliação das práticas de ensino no estágio. Revista de Instrumentos, Modelos e Políticas em Avaliação Educacional, [S. l.], v. 2, n. 2, p. e021008, 2021. DOI: 10.51281/impa.e021008. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/impa/article/view/4221. Acesso em: 17 abr. 2024. VIEIRA, M. J.; JESUS, R. F. de; COPETTI, J. Atividade física, diabetes e obesidade nas aulas de educação física: percepções de escolares do 7º ano. Caderno de Educação Física e Esporte, Marechal Cândido Rondon, v. 1, p. 85-93, 2014. Organização Mundial da Saúde. Obesidade. Genebra, Suíça: OMS, 2021. Disponível em: https://www.who.int/news-room/facts-in-pictures/detail/6-facts-on- 13 obesity#:~:text=At%20least%202.8%20million%20people%20each%20year%20die% 20as,of%20being%20overweight%20or%20obese. Acesso em: 24 set. 2023. Organização Mundial da Saúde. Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário: num piscar de olhos. Genebra, Suíça: OMS, 2020. Disponível em: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/337001/9789240014886- por.pdf?sequence=102&isAllowed=y. Acesso em: 22 jun. 2024.