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UNINASSAU TRIANON
EDUCAÇÃO FÍSICA
KARINA SOUZA DE OLIVEIRA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
EDUCAÇÃO FÍSICA DE INCLUSÃO 
Recife
2024
KARINA SOUZA DE OLIVEIRA
EDUCAÇÃO FÍSICA DE INCLUSÃO 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como
requisito parcial para conclusão do curso de EDUCAÇÃO
FÍSICA da UNINASSAU TRIANON
Recife
2024
Ficha catalográfica gerada pelo Sistema de Bibliotecas do REPOSITORIVM do Grupo SER EDUCACIONAL
O48e
Oliveira, Karina Souza de. 
 Educação Física de Inclusão / Karina Souza de Oliveira. -
UNINASSAU: Recife - 2024
 13 f.
 Artigo Científico (Curso de Educação Física) - Uninassau
Trianon - Orientador(es): Dr(a) Aldiany Paula Ferreira
Miranda Cavalcanti
 1. Acessibilidade. 2. Deficiência. 3. Educação Física
Escolar. 4. Inclusão. 5. Necessidade Especial. 6. School
Physical Education. 7. Accessibility. 8. Disability,. 9.
Inclusion. 10. Special Need. 
I.Título 
II.Dr(a) Aldiany Paula Ferreira Miranda Cavalcanti
UNINASSAU - REC CDU - 796
 
 EDUCAÇÃO FÍSICA DE INCLUSÃO 
 
Karina Souza de Oliveira¹; Aldiany Paula Ferreira Miranda Cavalcanti² 
¹ - Discente do curso de Educação Física Licenciatura da (nome completo da instituição) 
² - Docente do curso de Educação Física Licenciatura da (nome completo da instituição) 
 
E-mail para correspondência: ksouzadeoliveira07@gmail.com 
 
RESUMO 
Introdução: A atual forma educacional no Brasil é resultado de décadas de desenvolvimento teórico e 
refinamento no campo da educação especial. Logo, é possível reconhecer a necessidade de integração 
dos grupos até então excluídos dentro do espaço da escola básica e, para tanto, uma reformulação do 
sistema e nas práticas adotadas até os dias de hoje. Objetivo: investigar a situação real a respeito das 
ações da educação básica no brasil para promover um ensino de educação física mais inclusivo. 
Metodologia: o universo pesquisado foi voltado para uma revisão integrativa da literatura, 
principalmente, de estudos e artigos disponíveis nas bases de dados Scielo, Medline e Lilacs. 
Resultados: esta revisão busca sintetizar os principais achados e discussões em torno desse tema, 
destacando os benefícios, desafios, estratégias de ensino, impacto das políticas educacionais e a 
importância da formação de professores, a partir de 7 artigos escolhidos para construção dessa 
pesquisa. Discussão: diante do exposto, é importante destacar que a Educação Física de inclusão 
não apenas beneficia os alunos com deficiência, mas enriquece o ambiente educacional como um todo, 
promovendo o respeito à diversidade, a igualdade de oportunidades e o aprendizado mútuo entre todos 
os estudantes. À medida que as escolas continuam a se adaptar e desenvolver práticas inclusivas, é 
essencial manter um compromisso constante com a pesquisa, a formação e o aprimoramento das 
políticas educacionais para garantir que todos os alunos possam participar plenamente e alcançar seu 
potencial máximo na Educação Física e além dela. Conclusão: a Educação Física de inclusão 
representa não apenas um avanço educacional, mas também um compromisso com a equidade e a 
valorização da diversidade dentro do ambiente escolar. Ao longo dos últimos anos, tem-se observado 
um movimento crescente em direção à inclusão de alunos com diversas capacidades físicas, cognitivas 
e emocionais nas aulas de Educação Física. 
 
Palavras-chave: Deficiência. Inclusão. Educação Física Escolar. 
 
ABSTRACT 
 
Introduction: The current form of education in Brazil is the result of decades of theoretical development 
and refinement in the field of special education. Therefore, it is possible to recognize the need for 
integration of groups hitherto excluded within the basic school space and, to this end, a reformulation of 
the system and practices adopted to this day. Objective: to investigate the real situation regarding the 
actions of basic education in Brazil to promote more inclusive physical education teaching. 
Methodology: The universe researched was focused on an integrative literature review, mainly of 
studies and articles available in the Scielo, Medline and Lilacs databases. Results: This review seeks 
to synthesize the main findings and discussions around this topic, highlighting the benefits, challenges, 
teaching strategies, the impact of educational policies and the importance of teacher training, based on 
7 articles chosen for this research. Discussion: In light of the above, it is important to emphasize that 
inclusive Physical Education not only benefits students with disabilities, but enriches the educational 
environment as a whole, promoting respect for diversity, equal opportunities and mutual learning among 
all students. As schools continue to adapt and develop inclusive practices, it is essential to maintain a 
constant commitment to research, training and the improvement of educational policies to ensure that 
all students can fully participate and reach their full potential in Physical Education and beyond. 
Conclusion: Inclusive Physical Education represents not only an educational advance, but also a 
commitment to equity and valuing diversity within the school environment. Over the last few years, there 
has been a growing movement towards the inclusion of students with diverse physical, cognitive and 
emotional abilities in Physical Education classes. 
 
Keywords: Disability. Inclusion. School Physical Education. 
 
INTRODUÇÃO 
 
A atual forma educacional no Brasil é resultado de décadas de desenvolvimento 
teórico e refinamento no campo da educação especial. Logo, é possível reconhecer a 
necessidade de integração dos grupos até então excluídos dentro do espaço da 
escola básica e, para tanto, uma reformulação do sistema e nas práticas adotadas até 
os dias de hoje. De uma forma geral, para alcançar uma escola mais democrática e 
igualitária, que por sua vez ajuda a construir uma sociedade a luz de ambas 
qualidades, é essencial proporcionar uma educação especial e inclusiva que 
reconheça as necessidades únicas de cada aluno e procure ativamente formas de os 
incluir (HODGE et al., 2017). 
A implementação de práticas pedagógicas com ênfase no movimento nas aulas 
de Educação Física, como por exemplo, a utilização dos campos de experiências 
descritos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi alvo de discussão sobre 
sua funcionalidade e importância para o ensino-aprendizagem durante o 
desenvolvimento da criança (LARA; PINTO, 2017). 
Acreditando que o uso do corpo, dos gestos e dos movimentos constitui-se 
como sendo um tipo de linguagem, práticas de interação e comunicação entre 
indivíduos de todas as faixas etárias, o professor deve ter domínio sobre a temática, 
uma vez que diferentes práticas devem são trabalhadas durante o processo de ensino, 
devido a sua notória importância no desenvolvimento dos aspectos físicos, sociais e 
intelectuais que atividades de jogos, danças e apresentações de modo geral 
abrangem (DA SILVA; BRACCIALLI, 2017). 
Na Educação Física, as atividades da área são voltadas para aturem como 
papel fundamental para o desenvolvimento humano das crianças. Proporcionando 
oportunidades para que as mesmas possam desenvolver habilidades corporais, com 
ênfase na formação de qualidades morais e sociais da personalidade de forma geral 
(SILVA, 2021). 
Diante do exposto, o estudo de Silva e Braccialli (2017), evidenciam as 
contribuições que práticas como a dança pode oferecer para a condição de alunos 
portadores de paralisia cerebral, por esse motivo, o professor tem um papel 
fundamental em garantir a acessibilidade desse aluno ao contexto escolar, garantindo 
que tudo seja direcionado para a proposta inclusiva da educação, bem como melhorar 
 
de forma significativa o desenvolvimento afetivo, social, psicológico, entre outros (DA 
SILVA; BRACCIALLI, 2017). 
Tomando como referência temporal os anos de 70 e 80, é possível verificar o 
surgimento dos debates sobre direitos sociais e as lutas que perpassam mais de umageração, ganhando força, acarretando, em nosso país, demandas populares pela 
inclusão de grupos antes marginalizados. De acordo com evidências históricas, o 
esforço para incluir pessoas com deficiência (PCD) nas escolas primárias e 
secundárias regulares começou na década de 1980. Isto foi feito em oposição ao 
paradigma segregacionista que existia anteriormente, que via a Educação Inclusiva 
como um subconjunto separado da educação regular (GREGUOL; MALAGODI; 
CARRARO, 2018). 
Dado que entender as diferenças entre os conceitos de inclusão e integração 
são cruciais para o desenvolvimento da educação inclusiva, Rodrigues e Rodrigues 
(2017), exploram as suas diferenças conceituais. Por um lado, há quem defenda que 
as duas ideias são distintas, com a primeira a defender uma mudança de mentalidade 
no sentido da cooperação entre grupos, enquanto a última defende uma “ruptura de 
concepção e paradigma” dentro do próprio sistema educativo. 
No entanto, os autores que encaram a integração e a inclusão como fases 
distintas de um mesmo processo histórico argumentam que, apesar da relevância das 
ideias dos outros autores, os contextos educativos em que ocorrem os processos de 
inclusão e integração são extremamente diversos em todo o mundo, tornando-o 
extremamente difícil quantificar até que ponto estão a ocorrer (GREGUOL; 
MALAGODI; CARRARO, 2018). 
O foco principal dessa pesquisa está na investigação da realidade do ensino 
público no Brasil no que toca o ensino da educação física de um ponto de vista 
inclusivo, ou seja, o estudo tem como ênfase apresentar qual cenário os profissionais 
de educação física encontram quando necessitam trabalhar com alunos com 
deficiência, bem como delinear o papel da formação docente — tanto inicial quanto 
continuada — para a efetivação de um ensino de qualidade para todos. Busca-se 
assim, mapear onde se encontram os erros e acertos de profissionais bem como de 
legislações e políticas públicas para a implementação da Educação Inclusiva no país 
(RODRIGUES; RODRIGUES, 2017). 
Nessa perspectiva, a contribuição de acadêmicos e educadores é fundamental 
 
na construção de uma realidade objetiva mais próxima de nossos ideais, razão pela 
qual esta pesquisa serve como um fórum de contemplação e debate entre a teoria 
acadêmica e as experiências cotidianas de estudantes e educadores sobre a prática 
docente de educação física no contexto de inclusão social. 
O presente estudo tem como objetivo geral investigar a situação real a respeito 
das ações da educação básica no brasil para promover um ensino de educação física 
mais inclusivo. Para alcance deste, foram traçados como objetivos específicos 
investigar desafios da inclusão de alunos com Necessidades Especiais no ensino 
regular de educação física; fundamentar como deve ser realizada a prática profissional 
nos conhecimentos de inclusão social de portadores de necessidades especiais, e por 
fim, evidenciar a importância da inclusão para o desenvolvimento pessoal da criança 
com deficiência. 
 
MATERIAIS E MÉTODOS 
 
O universo pesquisado foi voltado para uma revisão integrativa da literatura, 
principalmente, de estudos e artigos disponíveis na internet. Para desenvolvimento 
deste trabalho, adotou-se o método de pesquisa bibliográfica em plataformas do 
Literatura Latino-Americano e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical 
Literature Analysis And Retrieval System Online (MEDLINE) e Scientic Eletronic 
Library Online (SciELO), tendo em vista que são de suma importância científica a área 
da saúde, além dos repositórios de Universidades que disponibilizaram de forma 
pública trabalhos/estudos nesta área que concentram a temática de educação física 
de inclusão na educação básica. 
A pesquisa será realizada com um método bibliográfico, em que se recupera o 
conhecimento científico acumulado sobre o problema. Ou seja, buscaremos 
referências teóricas em outros trabalhos que exploram o assunto, através de 
periódicos, monografias, artigos, etc., todos encontrados pela internet, tendo em vista 
o contexto pandêmico em que o presente estudo será desenvolvido, limitando o 
acesso a bibliotecas e universidades. 
Silva (2001) aponta que “constitui o procedimento básico para os estudos 
monográficos, pelos quais se busca o domínio do estado da arte sobre determinado 
tema”. Para tal, são selecionados diversos textos — artigos, trabalhos de conclusão 
 
de curso, livros, etc. — os quais apresentam um debate prévio do tema em estudo, 
servindo de base para as análises realizadas no presente estudo, como parâmetro 
comparativo de dados, etc. 
A busca por artigos foi realizada no período de janeiro à março de 2024, a qual 
fez uso das seguintes palavras-chave: educação inclusiva; educação física; educação 
física escolar e práticas de inclusão e os idiomas português e inglês. De forma inicial, 
os artigos selecionados tiveram títulos e resumos analisados, e só após seleção, 
foram escolhidos os estudos finais para leitura na integra e construção dos resultados. 
Os critérios de inclusão basearam-se em artigos publicados nos idiomas de 
português e inglês, entre 2017 e 2024 e que estivessem indexados nas bases de 
dados citadas. Os critérios de exclusão, compreenderam-se na indisponibilidade de 
leitura e que não tivessem relação com tema deste estudo. A Figura 1 apresenta o 
fluxograma de seleção de artigos. 
Dentro da ferramenta utilizada, constatou-se um maior número de artigos 
científicos disponíveis, sendo a maioria deles parte do acervo de periódicos e revistas 
científicas. 
Incluiremos ainda, se houver a necessidade, trechos de leis e/ou documentos 
oficiais que tratem da Educação Especial/Inclusiva, apesar da maioria dos trabalhos 
acadêmicos incluídos no presente projeto apresentarem os mesmos em suas 
discussões. 
 
Figura 1: Fluxograma de seleção de artigos para composição da revisão 
integrativa. 
 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
Total de artigos 
encontrados N = 88
Artigos selecionados 
para o estudo = 7
Total de artigos 
excluídos após leitura 
do resumo = 60
Excluídos por 
duplicidade = 15
Excluídos por não 
responderem a 
pergunta norteadora 
= 20
Total de artigos 
selecionados para 
leitura completa = 25
Arigos excluídos = 18 
 
RESULTADOS 
 
À luz do recente movimento inclusivo no campo da educação, que surgiu na 
década de 1990, as escolas de hoje têm a difícil tarefa de acomodar um corpo discente 
incrivelmente diversificado, e os professores de educação física, juntamente com 
todos os outros membros da profissão educativa, desempenham um papel crucial na 
concretização desta visão. 
Dessa forma, pesquisas que abordem a temática em estudo são de suma 
importância para toda a comunidade acadêmica, porque ajuda a melhorar as redes 
de ensino básico, o ensino em sala de aula e outras facetas dos ambientes 
profissionais de professores e administradores. É evidente que os primeiros 
documentos e tratados relativos à Educação Inclusiva — e a subsequente 
implementação de leis e políticas públicas relativas a este modelo no Brasil — são 
relativamente recentes, e por isso é razoável antecipar que haverá inúmeras práticas 
errôneas no campo da educação no que diz respeito à Educação Especial e à 
Educação Inclusiva. 
Nos últimos dez anos, a educação física inclusiva tem sido um campo de 
pesquisa ativo, com inúmeros artigos científicos explorando seus diversos aspectos. 
Esta revisão busca sintetizar os principais achados e discussões em torno desse 
tema, destacando os benefícios, desafios, estratégias de ensino, impacto das políticas 
educacionais e a importância da formação de professores, a partir de 7 artigos 
escolhidos para construção dessa pesquisa. As referências citadas provêm de uma 
ampla gama de estudos, refletindo a diversidade e a profundidade da pesquisa na 
área. 
No quadro 1 é possível acompanhar informações dos artigos selecionados para 
a pesquisa.Quadro 1 – Artigos selecionados para discussão 
Autor Ano Titulo Objetivo 
Alves Filho e 
Martins 
2024 O impacto da educação física 
escolar no desenvolvimento 
motor de adultos saudáveis: uma 
abordagem para promoção da 
saúde e qualidade de vida 
Analisar a influência da prática regular 
das atividades físicas durante a 
escolarização, na aprendizagem motora 
e no desenvolvimento físico, mental e 
social destes indivíduos. 
Oliveira et al. 2023 O papel da educação física na 
promoção da inclusão social. 
Discutir o papel da educação física na 
promoção da inclusão social, 
apresentando os principais desafios e 
 
possibilidades para a prática pedagógica 
inclusiva na disciplina. 
Rodrigues e 
Rodrigues 
2017 Educação Física: formação de 
professores e inclusão. 
Problematizar a formação de 
professores tendo em atenção os valores 
prevalentes e dominantes da área da 
Educação Física 
Lara e Pinto 2017 A importância da educação física 
como forma inclusiva numa 
perspectiva docente 
Investigar de que forma a Educação 
Física contribui para o desenvolvimento 
inclusivo dos alunos que apresentam 
necessidades educacionais especiais, 
junto a dez professores de Educação 
Física de uma escola pública do Distrito 
Federal. 
Almeida 2017 educação física escolar e 
práticas pedagógicas 
inovadoras: uma revisão 
Revisar o conceito de inovação 
pedagógica no campo da Educação 
Física 
Chicon e 
Cruz 
2017 Ação profissional e inclusão: 
implicações nas práticas 
pedagógicas em educação física 
Compreender a prática pedagógica 
inclusiva experimentada pelos 
professores de Educação Física na 
escola em uma ação de formação 
continuada 
Silva, 
Siqueira e 
Marques 
2022 Inclusão, formação e educação 
física: uma análise na 
perspectiva dos professores 
Descrever a formação na perspectiva da 
inclusão de professores de Educação 
Física que atuam com alunos com 
deficiência nas escolas da Rede 
Municipal de Rio Grande – RS. 
Fonte: Elaboração própria (2024). 
 
DISCUSSÃO 
 
De acordo com o estudo de Oliveira et al (2023), a inclusão social representa 
um princípio essencial na sociedade atual, visando garantir que todos tenham acesso 
equitativo a oportunidades e sejam valorizados por suas diferenças. Nesse contexto, 
a Educação Física desempenha um papel crucial na promoção da inclusão social ao 
oferecer um ambiente seguro e acessível para a prática de atividades físicas por todas 
as pessoas. Através da Educação Física, é possível estabelecer um ambiente de 
aprendizagem inclusivo, onde as particularidades individuais são reconhecidas e 
respeitadas. 
Essa abordagem é viabilizada por metodologias pedagógicas que privilegiam a 
cooperação, solidariedade e respeito mútuo em detrimento da competição e exclusão. 
Além disso, a Educação Física se apresenta como uma ferramenta eficaz no combate 
ao preconceito e à discriminação, proporcionando oportunidades para que pessoas 
de diversas origens, habilidades e orientações sexuais participem conjuntamente de 
atividades físicas. Essa interação contribui significativamente para a quebra de 
 
barreiras e estereótipos, promovendo, assim, a igualdade e a justiça social (OLIVEIRA 
et al., 2023). 
Adicionalmente, a Educação Física exerce papel fundamental na promoção da 
inclusão social ao oferecer um ambiente acessível e seguro para a prática de 
atividades físicas, permitindo o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais 
para todos os participantes (OLIVEIRA et al., 2023). 
Os resultados da pesquisa de Alves Filho e Martins (2024), demonstram que a 
Educação Física escolar exerce um impacto significativo no desenvolvimento motor 
de adultos saudáveis, corroborando as afirmações de diversos pesquisadores que 
defendem a inclusão da Educação Física no currículo escolar. As habilidades motoras 
adquiridas durante a infância e adolescência foram identificadas como fundamentais 
para a manutenção e aprimoramento da saúde física na fase adulta. Além disso, a 
participação em atividades físicas durante os anos escolares tem se revelado um 
preditor importante para o engajamento em práticas físicas ao longo da vida adulta, o 
que tem implicações significativas para políticas públicas de saúde. Este estudo 
ressalta ainda a importância da Educação Física escolar na promoção da qualidade 
de vida dos indivíduos. 
As competências motoras adquiridas na infância estão diretamente 
relacionadas à saúde cardiovascular, ao metabolismo e à função cognitiva na idade 
adulta. Portanto, é evidente que o papel da Educação Física escolar vai além do 
desenvolvimento de habilidades motoras básicas; ela é essencial para cultivar nos 
alunos um interesse contínuo pela atividade física e pelo movimento, o que pode 
significativamente melhorar sua qualidade de vida ao longo do tempo. A promoção da 
saúde por meio da Educação Física não deve ser subestimada e deve ser considerada 
um componente fundamental nas estratégias de prevenção de doenças crônicas e 
promoção geral da saúde (ALVES FILHO; MARTINS, 2024). 
Historicamente, várias iniciativas têm sido implementadas para promover uma 
Educação Física mais inclusiva. Exemplos notáveis incluem a Campanha Nacional de 
Educação de Cegos (CNEC), a Campanha Nacional de Educação e Reabilitação dos 
Deficientes Mentais (CADEME), o Centro Nacional de Educação Especial (CENESP) 
e o I Plano Nacional de Educação Especial (PNEE). No entanto, um marco significativo 
para as atividades escolares de Educação Física foi estabelecido pela Campanha do 
Esporte para Todos (EPT) (BRASIL, 1983). 
 
A Educação Física representa um espaço crucial para lidar com as diferenças 
corporais, oferecendo a oportunidade de reconhecer, fortalecer e divulgar as 
potencialidades e habilidades individuais de cada aluno, preparando-os para contribuir 
na sociedade com um olhar valorativo à diversidade (RODRIGUES; RODRIGUES, 
2017). 
A Educação Física Adaptada é uma área em crescimento. No contexto 
inclusivo, o professor desempenha um papel essencial, necessitando de paciência, 
criatividade e observação. Esta abordagem educacional propõe desafios 
significativos, sendo o professor o mediador primordial nas relações entre os alunos. 
É através da intervenção crítica e social do professor que os alunos podem 
desenvolver uma nova perspectiva sobre as diferenças entre si e os outros 
(RODRIGUES; RODRIGUES, 2017). 
Segundo Lara e Pinto (2017), muitos profissionais carecem de formação 
específica na área, o que amplia o desafio de capacitar os docentes para atenderem 
a alunos com necessidades especiais, uma necessidade crucial. A inclusão tem 
ganhado crescente relevância, demandando das escolas ambientes mais adequados 
que incluam recursos materiais, estrutura física e a capacitação dos professores como 
mediadores essenciais do conhecimento, promovendo o desenvolvimento cognitivo, 
afetivo, social e motor desses estudantes. Nas últimas décadas, as escolas têm 
reconhecido seu papel crucial como espaços fundamentais para a criação e 
desenvolvimento integral do indivíduo, voltando-se cada vez mais para questões de 
inclusão social, que abrangem diversidades étnicas, orientações sexuais, deficiências, 
entre outros. Embora a educação inclusiva tenha beneficiado significativamente 
diversas pessoas, como os portadores de deficiência, ainda representa um desafio 
substancial para a maioria das instituições de ensino. 
Almeida (2017) sintetiza os resultados sobre práticas inovadoras na educação 
física com base nos seguintes pontos: uma relação diversificada com a cultura, onde 
a formação ampla do professor facilita a mobilização de recursos para o ensino; uma 
prática intencional e problematizadora, com o professor atuando como intelectual, 
intérprete e tradutor das teorias pedagógicas; atribuição de um sentido crítico ao 
conhecimento e reconhecimento da dimensão ético-política da profissão; e a 
consideração da escola como um espaço formativo e colaborativopara a formação 
continuada, além de promover uma postura reflexiva. 
 
Adicionalmente, compreende a educação física como uma disciplina com um 
saber específico que requer a mediação pedagógica do professor para se transformar 
em conteúdo escolar; a introdução de novos conteúdos e formas de avaliação que 
envolvam os alunos no processo; a disposição para enfrentar desafios e dificuldades 
cotidianas na condução da intervenção pedagógica; uma relação inclusiva e dialógica 
com os alunos; um ensino que ultrapassa os estereótipos de movimento, ampliando a 
cultura dos alunos; a reinvenção dos espaços e tempos escolares para favorecer a 
transmissão de conhecimentos; e a diversificação de estratégias metodológicas para 
promover a apropriação, reelaboração e produção cultural (ALMEIDA, 2017). 
Estudos, como o realizado por Chicon e Cruz (2017), destacam que a formação 
continuada é fundamental para adquirir conhecimentos científicos e desenvolver 
estratégias e recursos éticos dentro do ambiente escolar. Construir e gerenciar 
práticas pedagógicas inclusivas na Educação Física requer coragem e disposição 
para revisar conceitos de ensino, motivando os professores a buscar novos 
conhecimentos para reavaliar suas atitudes, concepções e métodos. 
Nesse contexto, a formação continuada pode contribuir significativamente para 
o desenvolvimento de práticas inclusivas nas escolas, atualizando os professores com 
base nas evidências científicas mais recentes, essenciais para sua atuação 
educacional. Isso capacita os professores a adaptarem-se às mudanças contínuas no 
campo educacional, desenvolvendo atividades e recursos pedagógicos que eliminam 
as barreiras que impedem a participação dos alunos nas aulas devido às suas 
deficiências. 
Além disso, a pesquisa conduzida por Silva, Silveira e Marques (2022), 
envolvendo 17 professores através de questionários e grupos focais, revelou que os 
professores aplicam os conhecimentos adquiridos em sua formação inicial para 
planejar aulas que promovam a inclusão. Especificamente, os estudos de educação 
física adaptada e estágios foram destacados como contribuições significativas durante 
a formação inicial dos professores, preparando-os para uma atuação profissional 
eficaz nas escolas. Essa preparação reconhece que a inclusão não é uma abordagem 
padronizada, mas requer o entendimento detalhado das necessidades individuais de 
cada deficiência para desenvolver práticas pedagógicas inclusivas eficazes. 
Diante do exposto, é importante destacar que a Educação Física de inclusão 
não apenas beneficia os alunos com deficiência, mas enriquece o ambiente 
 
educacional como um todo, promovendo o respeito à diversidade, a igualdade de 
oportunidades e o aprendizado mútuo entre todos os estudantes. À medida que as 
escolas continuam a se adaptar e desenvolver práticas inclusivas, é essencial manter 
um compromisso constante com a pesquisa, a formação e o aprimoramento das 
políticas educacionais para garantir que todos os alunos possam participar 
plenamente e alcançar seu potencial máximo na Educação Física e além dela. 
 
CONCLUSÃO 
A Educação Física de inclusão representa não apenas um avanço educacional, 
mas também um compromisso com a equidade e a valorização da diversidade dentro 
do ambiente escolar. Ao longo dos últimos anos, tem-se observado um movimento 
crescente em direção à inclusão de alunos com diversas capacidades físicas, 
cognitivas e emocionais nas aulas de Educação Física. 
Essa abordagem inclusiva não se limita apenas a adaptar atividades físicas 
para diferentes necessidades, mas também engloba a criação de um ambiente 
acolhedor e acessível, onde todos os alunos se sintam parte integrante e capazes de 
participar plenamente das atividades propostas. Isso não apenas promove o 
desenvolvimento motor e físico dos alunos, mas também contribui para o seu 
desenvolvimento social, emocional e cognitivo. 
A formação contínua e especializada dos professores tem sido fundamental 
para o sucesso da Educação Física inclusiva, permitindo-lhes adquirir as habilidades 
necessárias para planejar e executar aulas que atendam às necessidades individuais 
de cada aluno. A pesquisa educacional tem apontado que métodos como a educação 
física adaptada, estágios práticos e a utilização de recursos pedagógicos adequados 
desempenham um papel crucial nesse processo. 
. 
 
REFERÊNCIAS 
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2017. Disponível em: 
https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/article/view/5312. 
Acesso em: 21 jun. 2024. 
 
ALVES FILHO, Eder Magnus Almeida; MARTINS, Júlio César de Carvalho. O 
IMPACTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO DESENVOLVIMENTO MOTOR 
 
DE ADULTOS SAUDÁVEIS: UMA ABORDAGEM PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE E 
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Educação, [S. l.], v. 10, n. 4, p. 1559–1571, 2024. DOI: 
10.51891/rease.v10i4.13701. Disponível em: 
https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/13701. Acesso em: 25 jun. 2024. 
 
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educação física: analisando a inclusão na escola. In: chicon, josé francisco; 
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184-208, 2017. Disponível em: 
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GREGUOL, Marcia; MALAGODI, Bruno Marson; CARRARO, Attilio. Inclusão de 
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escolas regulares1. Revista Brasileira de Educação Especial, [S.L.], v. 24, n. 1, p. 
33-44, mar. 2018. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1413-
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Ciências da Saúde, v. 15, n. 1, p. 67-74, 2017. 
 
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Roscielen Moreira de; BORDIN, Ariane Marciele Veiga Gripa; MARQUES, Luana 
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