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Thiago Mattos Contrate currículos medíocres de pessoas brilhantes, não currículos brilhantes de pessoas medíocres. Com Elaine Saad e André Hartmann Duhá Gestão, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócios PESSOAS: A ESSÊNCIA DO NEGÓCIO MBA em 2 c-Conheça o livro da disciplina CONHEÇA SEUS PROFESSORES 3 Conheça os professores da disciplina. EMENTA DA DISCIPLINA 4 Veja a descrição da ementa da disciplina. BIBLIOGRAFIA BÁSICA 5 Veja as referências principais de leitura da disciplina. O QUE COMPÕE O MAPA DA AULA? 6 Confira como funciona o mapa da aula. MAPA DA AULA 7 Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. RESUMO DA DISCIPLINA 42 Relembre os principais conceitos da disciplina. 3 Considerada uma das maiores especialistas em recursos humanos do país. Sua atuação é baseada no suporte à organizações em processos de mudança organizacional, gerenciamento de capital humano, suporte direto a CEOs, lideranças de RH e empresários. Em reconhecimento ao seu trabalho, em 2018, recebeu o título de Cidadã Honorária do Rio de Janeiro. Atualmente, trabalha como gerente-geral da YSC Brasil, empresa inglesa de consultoria com presença global e mais de 20 anos de atuação no mercado. Além disso, é fundadora do Comitê de Vice-Presidentes de RH da Amcham, membro do Board da Confederation of Human Resources Professionals of Portuguese Language Countries e coordenadora nacional do Pensamento Nacional de Bases Empresariais. Em sua carreira, também foi presidente da Diretoria Executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), consultora de Carreira da Revista “Você S/A” e colunista do UOL para assuntos voltados a área de Recursos Humanos. ELAINE SAAD Professora Convidada c-Conheça seus professores Coordenador-Geral dos MBAs e Especializações da Escola de Negócios da PUCRS. Graduado em Psicologia pela Universidade Católica de Pelotas (1994), Mestre em Administração e Negócios pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2002) e Doutor em Psicologia Organizacional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007). Professor na Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, consultor de empresas e coaching na área de formação de líderes e sucessores. ANDRÉ HARTMANN DUHÁ Professor PUCRS 4 Liderança, motivação e engajamento. Atração e retenção de talentos. Desenvolvimento de pessoas e avaliação do desempenho. Remuneração, reconhecimento e recompensas. Formação e desenvolvimento de equipes de alta performance. Ementa da Disciplina 5 BOHLANDER, G.; SNELL, S. Administração de Recursos Humanos. São Paulo: Cengage Learning, 2009. COHEN, A.; FINK, S. Comportamento organizacional. Rio de Janeiro: Campus, 2003. KOTTER, J. Liderando mudança. Rio de Janeiro: Campus, 2004. SCHEIN, E. Cultura organizacional e liderança. São Paulo: Atlas, 2009. Bibliografia básica: KATZENBACH, J.; SMITH, D. Equipes de alta performance. Rio de Janeiro: Campus, 2001. KOUZES, J.; POSNER, B. O novo desafio da liderança. Rio de Janeiro: Campus, 2008. ROBBINS, S.; JUDGE, T.; SOBRAL, F. Comportamento organizacional. São Paulo: Prentice Hall, 2010. Bibliografia complementar: BLANCHARD, K. Liderança de alto nível. Porto Alegre: Bookman, 2007. -aBibliografia básica 6 O que compõe o Mapa da Aula? so FUNDAMENTOS Conteúdos essenciais sem os quais você pode ter dificuldade em compreender a matéria. Especialmente importante para alunos de outras áreas, ou que precisam relembrar assuntos e conceitos. Se você estiver por dentro dos conceitos básicos dessa disciplina, pode tranquilamente pular os fundamentos. Questões objetivas que buscam reforçar pontos centrais da disciplina, aproximando você do conteúdo de forma prática e exercitando a reflexão sobre os temas discutidos. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Curiosidades, fatos e peculiaridades que ampliam o seu conhecimento e conectam a assuntos do cotidiano e vida profissional. CURIOSIDADES Significado de termos técnicos ou palavras específicas do campo da disciplina. PALAVRAS-CHAVE Frases dos professores, que resumem sua visão sobre um assunto ou situação. DESTAQUES Assista novamente aos conteúdos expostos pelos professores em vídeo. Aqui você também poderá encontrar vídeos mencionados em sala de aula. Lembre-se que a diversificação de estímulos sensoriais na hora do estudo otimiza seu aprendizado. VÍDEOS Inserções de conteúdos da equipe de design educacional para tornar a sua experiência mais agradável e significar o conhecimento da aula. ENTRETENIMENTO Neste item você relembra o case analisado em aula pelo professor. CASE A jornada de aprendizagem não termina ao fim de uma disciplina. Ela segue até onde a sua curiosidade alcança. Aqui você encontra uma lista de indicações de leitura. São artigos e textos já publicados sobre temas abordados em aula, que poderão ser indicações dos professores ou da equipe de conteúdo da PUCRS Online. LEITURAS INDICADAS Aqui você encontra a descrição detalhada da dinâmica realizada pelo professor em sala de aula com os alunos. MOMENTO DINÂMICA 7 CURIOSIDADE Portal de notícias na internet, lançado em 2006, pertence ao Grupo Globo e trabalha sob a orientação da Central Globo de Jornalismo. O portal é gratuito e disponibiliza diversas matérias e reportagens em formato de texto, áudio e vídeo, além de versões em inglês e espanhol de suas matérias desde 2010. G1 02:32 A pandemia do Sars-CoV-2 trouxe mudanças significativas nas relações pessoais e profissionais. A professora Elaine destaca a importância dos líderes de equipes e das empresas estarem atentos ao quanto seus colaboradores estão impactados positiva ou negativamente diante do cenário da pandemia, compreendendo que cada indivíduo vai ter uma percepção distinta e que é preciso equilibrar essas relações dentro de uma equipe. Ela traz estatísticas para demonstrar como o comportamento das pessoas em relação ao trabalho tem sido alterado desde que determinados trabalhadores passaram a executar suas funções por meio de home office. Segundo a professora Elaine, essas pessoas têm trabalhado mais e, também, desenvolvido um certo medo de perderem seus empregos. Esses são fatores importantes a serem considerados pelas lideranças das empresas: como estão psicologicamente seus funcionários em relação à sobrecarga e como estabelecer relações de produtividade e resultado saudáveis sem que as pessoas tenham perturbações quanto à sua posição dentro da empresa. O mundo do trabalho 04:23 É impossível falarmos de recursos humanos e de pessoas sem entrar na questão da pandemia. 07:47 10:42 Mapa da Aula AULA 1 • PARTE 1 Os tempos marcam os principais momentos das videoaulas. Para a companhia, a tomada de decisão de demissão não tem nada a ver com o quanto a pessoa fica conectada. 8 CURIOSIDADE Fundada pelo professor da Universidade de Chicago, James O. Mckinsey, em 1926, a gigante norte-americana é a maior empresa de consultoria empresarial do mundo, atuando em 65 países com mais de 30 mil colaboradores. McKinsey & Company 11:22 Ainda discorrendo sobre as novas relações de trabalho impostas com a pandemia, a professora traz dois conceitos que, assim como a produtividade em home office, também precisam ser avaliados com atenção e proficiência pelos gestores das empresas. Elaine comenta sobre o engajamento virtual e como as pessoas têm formas diferentes de se engajar dentro do ambiente virtual. Ela acredita que os relacionamentos virtuais mais constantes têm demandado o desenvolvimento de novas habilidades dos profissionais que nem sempre estão tão confortáveis com essa maneira de trabalhar. Essas novas habilidades estão muito atreladas à capacidade de comunicação e elas não atingem apenas os colaboradores, mas, também, as lideranças. Sendo assim, é importante que todos se mantenhama chave certa para motivar as pessoas nesse sentido. Porém, é necessário deixar claro que a autonomia traz consigo responsabilidades. Ou seja, quem está a frente das decisões precisa saber que seus atos têm consequências. Garantir a segurança psicológica das equipes também estimula com que elas se tornem mais autônomas. É preciso criar esse ambiente, permitindo além de um maior engajamento, um melhor rendimento da equipe em termos de resultados. Invariavelmente, esse resultado também vai depender muito da excelência dos profissionais envolvidos na equipe. E isso também pode ser uma barreira, pois os novos entrantes do mercado procuram por soluções e resultados rápidos, o que nem sempre é a realidade nos ambientes organizacionais. Isso pode ser desengajador, porém, com tempo, dedicação e aquisição de experiência, esse cenário pode ser bem diferente. Engajando equipes 33:27 As empresas não funcionam com liberdade total. Até mesmo as pessoas não funcionam com liberdade total. 34:25 As pessoas, às vezes, querem ter liberdade para decidir, mas não querem se responsabilizar por aquilo que elas estão fazendo. 38:45 As pessoas, às vezes, estão realizando o trabalho, se empenhando, se dedicando, só qu, elas não são tão boas como elas gostariam. 37 00:21 A diminuição do vínculo empregatício tem criado um novo cenário no mercado. As empresas têm tido que assumir novas posturas em relação à contratação de profissionais, assim como em sua retenção, pois a prestação de serviço ofertada por alguns deles já não conta mais com a questão da exclusividade. Nesse sentido, os treinamentos e a capacitação de colaboradores têm perdido espaço nas relações trabalhistas mais modernas. Muito disso também se dá por uma questão de avaliação de investimentos, ou seja, o quanto vale para uma empresa capacitar um profissional que pode estar trabalhando para seu concorrente? No final das contas, essa relação acaba sendo, em algumas oportunidades, mais vantajosa para o prestador do que para a organização. A questão do aprendizado constante e cada vez mais especializado também acaba tornando essa ação em algo caro e com retorno questionável para as organizações. Outra despesa que pode ser um mau investimento é a tentativa de mudar modelos mentais e hábitos dos colaboradores. Em muitas oportunidades, é mais em conta contratar pessoas que já tem modelos mais parecidos com os desejados em sua organização. A quantidade de conhecimento disponível também é uma barreira, pois exige uma certa curadoria para agregar os melhores meios e informações para capacitar as pessoas de acordo com as necessidades de sua empresa. Isso também consome tempo e dinheiro investidos. Capacitação 02:11 07:21 17:52 AULA 3 • PARTE 3 Sabemos que toda a capacitação, todo o treinamento começa quando tentamos fazer com que as pessoas conheçam e absorvam um pouco da cultura organizacional. Se eu não tiver uma boa curadoria do conhecimento, nem que eu queira capacitar as pessoas eu vou conseguir. Se as pessoas não estiverem constantemente aprendendo, se desenvolvendo, elas ficam obsoletas rapidamente. 38 19:39 Existe uma diferença entre avaliar resultados e avaliar a execução de uma tarefa ou de um trabalho. Muitas vezes, essa execução é importante para manter diversos processos de uma empresa. Por mais que o trabalho não seja tão valorizado, ainda assim, ele continua sendo necessário. Os gestores precisam considerar esse fator para não cometer injustiças na hora de metrificar o desempenho de seus colaboradores. Essa parcialidade deve ser praticada dentro das avaliações, garantindo isonomia ao processo e tornando as considerações e decisões mais justas. Outra questão que dificulta a avaliação do desempenho dos colaboradores é o seu despreparo para lidar com feedbacks negativos. De acordo com o professor André, as novas gerações têm muitos problemas em lidar com essa questão e deixa as organizações em uma linha tênue entre perder um colaborador e ser imparcial em sua avaliação. Por fim, outro complicador é o paradoxo que se estabelece entre produtividade e qualidade de vida, especialmente nesses novos modelos de trabalho onde colaboradores não necessariamente são funcionários. Essa relação pode se tornar difícil, uma vez que as empresas sempre buscam melhores resultados e mais dedicação de seus colaboradores e, eles, por outro lado, nem sempre estão dispostos a retribuir na mesma intensidade, pois, em algumas oportunidades, eles preferem privilegiar outros aspectos de suas vidas que o trabalho. Desempenho 21:30 No ambiente de trabalho, nem sempre aquilo que traz resultados é a única coisa que importa. 27:48 As pessoas, hoje, têm uma capacidade de resiliência muito pequena. Dentre as alternativas relacionadas a seguir, qual delas não faz parte do conjunto de características das gerações entrantes no mercado de trabalho? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Alta capacidade de resiliência e facilidade em lidar com críticas. Orientação para tomada de decisões baseadas em dados. Sua capacidade empática e colaborativa. Alto estímulo pela sensação de pertencimento a uma ideia e a um propósito relacionado ao trabalho. 33:00 R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 1 . 39 35:28 O professor André elenca alguns dos fatores que ele considera ser as principais razões na dificuldade de reter talentos em uma organização. Segundo ele, tudo começa com as lideranças. É natural que exista uma certa competição dentro das empresas, porém não podemos permitir que esse ambiente se torne preponderante ou, até mesmo, que as próprias chefias e posições de liderança exerçam suas funções de maneira que desestimulem seus colaboradores, seja por comportamentos que incentivam o assédio moral ou por mera falta de habilidades interpessoais. Remunerações e recompensas também são fatores que influem fortemente para a retenção de um colaborador. Ainda que os valores monetários venham perdendo uma parcela de sua força, quando comparados a outros fatores, como autonomia e qualidade de vida, eles ainda representam uma boa parcela referente à decisão de um colaborador por permanecer em uma empresa ou procurar outras alternativas. Algo semelhante acontece com a geração de valor criada pelos colaboradores. Aqueles que contribuem, gerando maior valor para a empresa em termos de resultados e desempenho, esperam ser recompensados por isso. Porém, nem sempre aqueles que não o fazem estão dispostos a receber menos. Sendo assim, é preciso encontrar um equilíbrio nessa relação para evitar frustrações em ambos os lados e, ao mesmo tempo, não gerar um custo muito elevado para a organização, difícil de ser sustentado a longo prazo. Por fim, ainda é preciso saber alinhar os objetivos e expectativas pessoais dos colaboradores em relação a sua perspectiva de crescimento e construção de carreira. Retenção 39:03 45:01 51:47 Se não tivermos boas lideranças, vamos perder os maiores e melhores recursos dentro da organização. Se eu não conseguir fazer com que as pessoas tenham esse alinhamento de expectativas, eu acabo perdendo pessoas talentosas. Se eu agrego mais valor, naturalmente eu quero ganhar mais. 40 00:22 A introdução de novos talentos a uma equipe de trabalho também é um motivador de diversas barreiras dentro do ambiente organizacional. O primeiro passo e, talvez, o mais complicado deles é justamente criar um propósito em comum nessa equipe, fazendo com que ela, de fato, sinta-se e trabalhe coordenadamente como uma. Nesse sentido, construir e desenvolver a responsabilidade mútua entre seus participantes é um fator essencial. Ela vai ajudar a criar um senso de colaboração, mostrando a todos a importância do conjunto sobre o trabalho individual e a falta de compromisso. Isso também é um dos motivadorespara que se criem relações transparentes e que inspirem confiança entre os membros das equipes. Por mais que haja conflito de interesses e competição envolvidos nessa relação, elas precisam ser abordadas sob uma ótica positiva, onde os conflitos geram novas ideias e estimulam argumentos e inovação em soluções na equipe. Metodologias de trabalho também podem ser um tema de conflito, uma vez que, trabalhando em equipe, as pessoas precisam utilizar as mesmas ferramentas e metodologias. É preciso que haja concordância para o melhor funcionamento dos processos e, para tanto, a comunicação se faz primordial. Inserindo talentos 01:07 Muitas vezes, o resultado do seu trabalho depende do trabalho de uma outra pessoa. 07:33 Como é que eu vou manter os talentos se as pessoas não conseguem administrar os conflitos? 11:43 As posições de liderança também serão exigidas a resolver algumas questões que englobam a chegada de novos talentos em uma equipe e como influenciá-los no sentido de obter os melhores resultados e capacitá-los ao seu máximo potencial neste contexto. Nos ambientes de trabalho mais contemporâneos, as lideranças têm se tornado cada vez mais compartilhadas. O que por um lado põe um fim em sistemas mais antiquados de hierarquia, por outro ainda não é bem aceito por dar mais poder a pares do seu ambiente de trabalho. Isso nem sempre é bem visto ou aceito por colegas de equipe ou de empresa. O poder também pode ser distribuído, inclusive, para pessoas que sequer são empregados da organização e isso pode gerar conflitos que envolvam ego e questões pessoais. Para lidar com esse tipo de situação, as posições de liderança devem aprimorar suas habilidades comunicativas e estabelecer instruções e relações transparentes entre seus liderados. Não existe mais espaço para uma liderança que seja extremamente autoritária. O líder contemporâneo precisa ser um mediador de conflitos, estabelecendo conexões e acordos entre seus liderados. Liderando e influenciando talentos 13:43 AULA 3 • PARTE 4 Às vezes, os colaboradores têm dificuldade em ser liderados por colegas que, muitas vezes, não tem uma posição formal dentro da organização. 41 18:07 É uma competência de liderança nova: criar redes e fazê-las funcionar. 20:38 Os novos modelos de trabalho têm obrigado as organizações a redesenhar suas estruturas físicas e ambientes de trabalho. Como temos, cada vez mais, empresas funcionando de maneira horizontalizada, virtual e em rede, fica mais complicado para as organizações gerirem esses novos modelos como elas estavam acostumadas a fazer com os modelos mais tradicionais, de trabalho presencial e setorizado. A pandemia do Sars-CoV-2 acabou antecipando de maneira muito abrupta o que era esperado para ser uma transição mais suave em termos de redesenho do trabalho. Sempre se teve o home office como uma alternativa para o futuro do trabalho e isso acabou sendo imposto de maneira muito mais rápida do que o esperado. Por um lado, ela antecipou a transição de maneira relativamente satisfatória, sem perda de rendimento em muitos casos, mas, por outro, criou uma série de questões psicológicas que envolvem a falta de contato físico e a perda de gerência e organização sob os colaboradores, em certa medida. Por fim, o professor questiona o uso de ambientes compartilhados de trabalho e aqueles que mesclam estruturas de lazer dentro do ambiente organizacional, colocando seus prós e contras. Ambientes e estruturas 31:32 Se o lazer e a descontração começarem a concorrer com o trabalho isso é um problema que estamos gerando e não uma solução. 33:09 Para que todas as dificuldades que vimos ao longo dessa aula possam ser administradas e superadas, é fundamental que as empresas entendam a importância de elas, também, trabalharem para modificar suas culturas e posições perante o novo mercado de trabalho que se exibe no horizonte. Já é tempo das organizações pensarem em suas realidades buscando uma forma mais ágil de operar e focada em resultados. Para crescer, as empresas precisam aceitar determinados riscos e parte de arriscar é também errar. A tolerância ao erro deve ser vista como uma oportunidade aos colaboradores de buscarem a inovação, no sentido de se manter competitivos no mercado. Manter em equilíbrio os interesses dos stakeholders é uma estratégia inteligente. Ela não vai deixar com que determinados interessados no negócio sejam priorizados, muitas vezes até de maneira errônea e que prejudica o desenvolvimento e o crescimento dessa organização de modo mais homogêneo e saudável. Cultura organizacional 38:51 Stakeholder: é qualquer ator que, de alguma maneira, é impactado pelas ações realizadas por uma determinada empresa. O conceito, criado pelo filósofo norte-americano Robert Edward Freeman, define que empresas criam valores para uma série de interessados: clientes, colaboradores, fornecedores, investidores e assim por diante. PALAVRAS-CHAVE 42 Resumo da disciplina Veja nesta página, um resumo dos principais conceitos vistos ao longo da disciplina. AULA 1 AULA 2 AULA 3 Como as novas gerações vêm para o mercado e as novas formas e relações do mundo profissional. Barreiras e soluções para engajar, inspirar, liderar e desenvolver relações no ambiente de trabalho. Distinguindo performance de potencial e entendendo como funcionam as relações de recompensas. Barreiras para atração, identificação e avaliação de talentos no mercado. A experiência do colaborador dentro de uma organização e como isso pode engajá-lo. As mudanças no mundo do trabalho e os pré- requisitos que vem transformando o mercado. A Hierarquia das Necessidades e a Teoria da Expectativa relacionadas a pessoas e lideranças. A liderança como uma carreira não linear e suas principais características. Um passo a passo para atingir a excelência de uma equipe de alta performance e como geri-la. Gestão, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócios MBA em Conheça seus professores Conheça os professores da disciplina. Ementa da Disciplina Veja a descrição da ementa da disciplina. Bibliografia básica Veja as referências principais de leitura da disciplina. O que compõe o Mapa da Aula? Confira como funciona o mapa da aula. Mapa da Aula Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. Resumo da disciplina Relembre os principais conceitos da disciplina. Avaliação Veja as informações sobre o teste da disciplina. trigger btn 1090: trigger btn 1091: trigger btn 1092: trigger btn 1093: trigger btn 1094: trigger btn 1095: trigger btn 1096: trigger btn 1097: trigger btn 101034: trigger btn 101035: trigger btn 101036: trigger btn 101037: trigger btn 101022: trigger btn 101023: trigger btn 101024: trigger btn 101025: trigger btn 1078: trigger btn 1079: trigger btn 1080: trigger btn 1081: trigger btn 1082: trigger btn 1083: trigger btn 1084: trigger btn 1085: trigger btn 101010: trigger btn 101011: trigger btn 101012: trigger btn 101013: trigger btn 101014: trigger btn 101015: trigger btn 101016: trigger btn 101017: trigger btn 101018: trigger btn 101019: trigger btn 101020: trigger btn 101021: trigger btn 101026: trigger btn 101027: trigger btn 101028: trigger btn 101029: trigger btn 101030: trigger btn 101031: trigger btn 101032: trigger btn 101033: trigger btn 1086: trigger btn 1087: trigger btn 1088: trigger btn 1089:ativos e participantes nessas interações, na tentativa de manter o grupo unido e engajado. Por fim, ela comenta como se estabelecerão novas relações e conexões, daqui para frente, dentro dos ambientes de trabalho. O mundo do trabalho II 16:41 18:42 Não foi apenas a pandemia a responsável por mudanças nos ambientes de trabalho e em suas relações. Nas últimas décadas, temos visto uma característica bastante presente nessa relação: a migração das habilidades físicas para as cognitivas básicas. Ainda que existam profissões que vão depender de vigor físico e trabalho braçal, grande parte das atividades tem exigido de seus profissionais cada vez mais a capacidade de análise e resolução de problemas e conflitos. Esse tipo de atividade vai requerer mais habilidades mentais de seus executores. Assim, a professora Elaine traz uma série de dados para ilustrar uma outra mudança que vem se tornando realidade nas mais diversas indústrias: a digitalização e a automação de determinadas tarefas ou trabalhos. Para ela, as máquinas e inteligência artificial não tomarão todos os nossos empregos, ainda que, uma parcela deles, seja afetada. Segundo a professora, não existe uma linearidade para o potencial da automação. Ou seja, cada indústria vai ter uma parcela maior ou menor desse fenômeno, de acordo com as necessidades cognitivas e físicas de cada tarefa. A evolução do trabalho 19:25 21:26 Lidere na individualidade. Se você trabalha com a área de RH, tome cuidado, porque, muitas vezes, o que você fala é escutado como verdade. 9 36:08 Produção norte-americana de 1936, é considerado um dos clássicos do cinema mudo. Produzido, dirigido, roteirizado e estrelado por Charlie Chaplin, retrata a sobrevivência no moderno mundo industrializado após a grande depressão. Filme: Tempos Modernos ENTRETENIMENTO 31:10 32:05 Traçando um paralelo entre a previsibilidade do tipo de atividades que realizamos em nossos trabalhos e a evolução de tecnologias, a professora Elaine demonstra o quanto será importante adquirirmos mais habilidades socioemocionais e cognitivas para nos adequarmos às necessidades crescentes do mercado de trabalho moderno. Atualmente, estamos em um momento de transição, com certa demanda pelas habilidades básicas e tradicionais, mas, ao mesmo tempo, a presença cada vez mais destacada da inteligência artificial vem fomentando essa mudança de habilidades desejadas nos profissionais. No cenário mais próximo, vamos ter automatizadas boa parte das atividades que envolvem trabalho físico previsível, porém, o mesmo não se dará com as atividades não previsíveis. Enquanto os computadores e dispositivos não tiverem suas capacidades cognitivas aguçadas e treinadas por modelos mais complexos, tarefas que exigem percepção, criatividade, interação, capacidade de resolução de problemas e gestão de pessoas continuarão sendo de exclusividade de execução humana, pelo menos, temporariamente. Habilidades necessárias 35:16 Poucos profissionais tem um plano de carreira estabelecido. O que faz a diferença entre um concorrente e outro concorrente? São as pessoas. 10 Segundo a professora Elaine, qual das opções abaixo relaciona alguns dos principais motivadores na busca de novas habilidades profissionais no mercado? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO O crescente número de empresas no mercado disputando talentos e recursos humanos. A falta de profissionais qualificados no mercado para a realização de tarefas simples. A intensificação dos processos de automação e tecnologias como a inteligência artificial. Nenhuma das alternativas relacionadas. 41:00 R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 3 . 44:34 A professora Elaine elenca o que ela considera ser as principais habilidades não técnicas que se tornarão parte essencial de um currículo desejável em um profissional para os próximos anos e para o novo mercado de trabalho que vem se desenhando no horizonte. Entre alguns destaques, ela menciona a importância da capacidade de gerir pessoas. Ainda que estejamos caminhando na direção de acabar com grande parte dos modelos tradicionais de gestão, as posições de liderança continuarão sendo fundamentais para uma gestão mais eficiente de processos e pessoas dentro dos ambientes organizacionais. Outras características que também serão muito valorizadas, segundo a professora, são a inteligência emocional, no sentido de bom senso para tomada de decisão, a capacidade de negociação para estabelecer comunicação eficiente e trato pessoal e profissional com colaboradores, colegas de trabalho e gestores e a flexibilidade cognitiva em se tratando de capacidades verbais, numéricas e diagramáticas. Habilidades não técnicas 46:25 Eu acho muito difícil vivermos em um mundo sem liderança. 54:14 A inspiração vai além do engajamento e está relacionada ao desempenho do negócio. 11 00:53 A experiência do empregado serve como um dos pilares basais para a atração de talentos em uma organização. Ela é a soma de interações entre a empresa e seus colaboradores e o conjunto de benefícios oferecidos por ela, assim como o direcionamento para criar uma boa imagem da empresa, no sentido de ser um bom ambiente de trabalho que atraia, retenha e engaje seus empregados. A experiência do empregado é compreendida por três características: 1) A marca do empregador - como as empresas são vistas pelas pessoas que nela trabalham, em termos de atuação como empregadora e não como marca; 2) Proposta de valor do empregador - o conjunto de qualidades com as quais a empresa empregadora quer ser associada, ou seja, como seus funcionários expressam a experiência de trabalhar em determinada empresa; 3) Employer Branding - é o processo de criação de um ambiente de trabalho e sua promoção no sentido angariar talentos e atingir suas ambições em termos de contratação e formação de equipes. A experiência do empregado 05:34 05:57 Para atrair e reter colaboradores de alto nível e que estejam alinhados à visão e aos propósitos das empresas, é preciso considerar, em primeiro lugar, o contexto. Atualmente, existe um foco cada vez maior no consumidor interno, ou seja, o colaborador de uma determinada empresa e como ele se refere a ela como ambiente de trabalho. Esse é um fator que muda o panorama tradicional dos negócios que focava, em grande medida, apenas na entrega de produtos e nos consumidores externos. Encantar e tratar bem os colaboradores também passou a ser uma maneira de promover produtos e reter consumidores finais, uma vez que a conectividade e as redes sociais potencializam as relações com consumidores, colaboradores e produtos. Sendo assim, é preciso trabalhar em três etapas distintas: 1) Consumo - onde a imagem da marca e sua reputação se preocupa com seus produtos e serviços; 2) Corporativa - onde a imagem e a reputação da organização são percebidas por todos os seus ‘stakeholders’, incluindo consumidores; 3) Employer Branding - onde a imagem e a reputação de determinada empresa é percebida como sendo um bom ou mau empregador. Atração I 08:57 O cliente ainda precisa ser Deus? Hoje em dia, é uma afirmação discutível. AULA 1 • PARTE 2 Não há como falar de atração de talentos sem pensar na criação de uma experiência para o empregado. 12 Qual das alternativas abaixo define melhor a proposta de valor do empregador, conforme o apresentado pela professora Elaine Saad em aula? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO A proposta salarial ofertada a um determinado candidato para uma vaga de emprego. O conjunto de qualidades com as quais a empresa empregadora quer estar associada. Os benefícios que o empregador oferta, além do salário para um candidato. Todas as alternativas acima relacionadas. 17:00 R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 2 . 10:33 15:27 Se os produtos são ruins, se a marca mãe não é boa, não adiantaser legal porque isso não vai se sustentar. 15:39 Ter uma marca empregadora robusta é uma das principais maneiras de atrair colaboradores para uma empresa. As marcas fortes e que se distinguem no mercado, em grande medida, são aquelas que atraem e mantêm os melhores colaboradores. Ainda assim, não podemos pensar que pequenas empresas ou marcas em desenvolvimento também não podem atrair talentos. Muitas vezes, esse tipo de empresa acaba se valendo de outras vantagens, muitas delas intangíveis, que também as favorecem para reter excelentes colaboradores. A competitividade entre as empresas, em termos de contratação, cresceu muito no mercado, assim como o preparo e o nível dos candidatos. Esse processo da marca empregadora faz com que consigamos entender melhor quem são nossos candidatos e possíveis colaboradores e nos permite criar conexões emocionais com eles, entendendo suas aspirações e expectativas, com o intuito de atingir diferenciais competitivos, buscando os melhores talentos para sua empresa. Atração II 22:15 Esta pessoa que está dentro, também é formador de opinião para quem vai consumir o meu produto externamente. Quando você iguala tecnologia, quando você igual capital, o seu diferencial enquanto companhia são as pessoas. 13 23:57 Por mais incomum que pareça, criar uma boa experiência para o candidato de uma vaga em sua empresa é mais importante do que aparenta ser. Esse processo faz com que você seja capaz de selecionar os melhores talentos para o seu negócio. Além disso, uma vez que você oferece uma boa experiência para o candidato em um processo de contratação, você preza pela sua marca e pelo seu produto, pois até mesmo aqueles candidatos que não foram selecionados tem uma boa chance de, ainda assim, não falar mal de sua empresa. A professora destaca que ainda existe um problema muito comum entre os processos de recrutamento das empresas, especialmente no que diz respeito a comunicar os candidatos que não foram admitidos. Segundo ela, parte desse problema se dá pelo alto custo de criar um processo tão elaborado. Sendo assim, é importante entender como funciona o processo de contratação de sua empresa, tornando-o claro para o seu candidato, na medida em que ele possa entender o que está acontecendo. Atualmente, existem ferramentas que possibilitam realizar isso de maneira mais presente e, também, reduzindo impactos negativos para sua empresa em termos de marca, produto e experiência. A experiência do candidato 28:56 R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 3 . O que as empresas precisam fazer para conseguir atrair os melhores talentos nos dias de hoje e se diferenciar frente aos concorrentes? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Oferecer bons salários, dar participação nos resultados e propor a venda de ações da empresa no futuro. Fazer promessas de crescimento na empresa, sugerir um plano de carreira e oferecer um programa de capacitação. Investir no employee experience: criar uma boa percepção sobre a empresa, gerar uma proposta de valor e criar um lugar diferenciado de trabalho. Estabelecer um contrato de trabalho como pessoa jurídica, permitir a realização de home office e flexibilizar os horários de trabalho. 29:00 A experiência do candidato constrói uma marca de valor. 14 00:21 A professora Elaine propõe um modelo de gestão de Recursos Humanos mais atual para as empresas, baseado na jornada do colaborador, trazendo uma abordagem mais pessoal para um problema recorrente em termos de gerenciamento de colaboradores e suas interações em uma organização. Segundo ela, é muito comum que empresas não tenham processos coordenados para a gestão de seus recursos humanos, ainda hoje. Não ter um processo para recrutamento e acompanhamento de um novo colaborador pode ser prejudicial para a empresa, no sentido de dificultar a contratação dos melhores talentos, assim como retê- los. Ela discorre sobre as fases do que considera ser um processo de gestão pessoal efetivo, abordando a jornada do colaborador desde o seu embarque na empresa, aquilo que o atrai para trabalhar em um determinada organização, passando pelo período de experiência e participação efetiva como colaborador até o relato de suas experiências após o desligamento dela. A professora ainda fala como, em cada uma dessas fases, a empresa empregadora deve se comportar e tratar seu colaborador. Ela destaca a importância da comunicação efetiva e da transparência estabelecida nas relações ao longo do desenvolvimento de toda essa jornada para torná-la um processo mais humanizado e igualitário para todos os envolvidos. Um novo modelo de RH 08:27 09:58 Existe uma preparação técnica para criar uma jornada de atração de talentos na busca pela contratação dos melhores profissionais. Ela não pode ser feita de maneira aleatória ou sem que as pessoas/setores responsáveis por contratações estejam treinadas e habilitadas para tanto. Essa preparação técnica passa por entender a cultura da organização e o que ela procura, o contexto das vagas e das áreas que estão contratando, definir as competências e habilidades necessárias, escolher boas fontes de recrutamento e ter processos definidos e explícitos para quem foi admitido e quem não foi. A professora Elaine destaca a importância de tornar as etapas desse processo mais ágeis, fáceis e transparentes para os candidatos. Ao fazer isso, a empresa mostra respeito aos interessados nas vagas em questão, fazendo com que os possíveis empregados não desenvolvam níveis não saudáveis de ansiedade. Atração III 13:43 Uma coisa muito grave que as empresas fazem é prometer a comunicação e, depois, não entregar. AULA 1 • PARTE 3 Chegou o momento da era da empatia, da era do cuidado, da era da emoção. 15R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 4 . 17:07 19:00 Finalizando o tema da atração, a professora Elaine apresenta o conceito de onboarding, uma espécie de acompanhamento feito por colaboradores de uma empresa aos novos contratados. Segundo Elaine, esse ainda é um processo negligenciado na maioria das empresas. A grande maioria das organizações conta com processos mais burocráticos, mas eles não se comparam com o conceito de onboarding. Ela traz uma sugestão sobre como esse processo pode ser feito para receber de maneira mais atrativa e humanizada um novo colaborador, fazendo com que ele se sinta mais à vontade e integrado com seus colegas e ao ambiente de trabalho. Todas as etapas apresentadas por ela podem ser adaptadas às realidades de distintas empresas, de acordo com seu porte, capacidade estrutural e outras características. A professora Elaine sugere a introdução desse novo colaborador a colegas de trabalho e a estrutura da empresa, após esse primeiro contato um acompanhamento feito por um mentor que vai lhe instruir em suas atividades e suas rotinas diárias. Após a primeira semana sob essa mentoria, ela sugere que o novo colaborador fique mais livre, podendo recorrer a seu mentor quando necessário. A parte mais complexa e menos executada no mercado vem após a segunda semana, onde ela comenta a necessidade de agendar uma reunião entre o colaborador e o RH, para relatar como está sendo esse processo de onboarding e, por fim, um feedback após 30 dias corridos de sua contratação para ajustar detalhes sobre suas incumbências e estabelecer métricas. Atração IV Considerando a jornada do colaborado, como ela foi apresentada pela professora Elaina Saad, podemos dizer que esse processo: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO É muito comum nos ambientes empresariais de grande porte. Não é um processo que tem uma boa relação custo-benefício. É mais comum no mercado das startups e das organizações não governamentais. É um método mais humanizado de gerenciamento de colaboradores e de gestão de pessoas. 27:00 23:58 Não podemoster dois ou três candidatos em um processo seletivo passando por experiências totalmente diferentes. Cultura é o jeito que fazemos as coisas aqui. 16 CURIOSIDADE Psicólogo norte-americano, foi professor em diversas universidades do país, incluindo Columbia University e Brandeis University. Maslow é um dos nomes modernos da psicologia mais citados do século XX. Abraham Harold Maslow 01:32 Não existe, na verdade, uma fórmula de engajamento que sirva para todo o tipo de colaborador.02:09 A professor Elaine utiliza a teoria de Abraham Maslow, conhecida como “Pirâmide de Maslow”, para demonstrar como cada indivíduo tem uma série de necessidades que devem ser preenchidas satisfatoriamente para que ele possa se desenvolver cada vez mais. A partir deste exemplo, ela faz um paralelo demonstrando como os setores de RH e Gestores de Pessoas devem conhecer seus colaboradores de modo mais próximo, para compreender suas necessidades de deficiência ou crescimento, para então poder torná-los mais motivados e engajados em suas atividades. A professora apresenta um exemplo de processo de motivação e engajamento desenhado a partir da teoria de Maslow, demonstrando que as duas características estão ligadas à moral dos colaboradores. Quanto maior a moral dos funcionários, maiores suas motivações e satisfação de necessidades, o que ajuda a manter o negócio em desenvolvimento. Já, quando há baixa moral, uma série de problemas pode se instaurar. Desde absentismo, até mesmo falhas na produtividade e perda de talentos, o que em última análise, atrapalha os negócios. Hierarquia de necessidades 02:26 09:18 Eu não consigo liderar pessoas se eu não pensar em cada um. 10:53 Turnover: entre um de seus significados dentro do mundo dos negócios, quando ligado a Recursos Humanos, traduz a questão da rotatividade de funcionários em uma organização. É uma métrica que pode identificar questões ligadas a administração de um negócio. PALAVRAS-CHAVE AULA 1 • PARTE 4 17 11:38 Em seguida, a professora utiliza-se da Teoria da Expectativa, de Victor Vroom, para ilustrar como funciona o processo que avalia probabilidades de que esforços de um colaborador mantenham os resultados desejados e o quanto eles desejam eles. Isto é, o que o mantém motivado para continuar realizando suas atividades profissionais. Um colaborador precisa estar apto para realizar a tarefa e ter a percepção real de que seu esforço para realizar essa tarefa vale a pena em termos das recompensas que ele tem. Aqui, quando falamos de recompensas elas não estão necessariamente ligadas a um maior salário e, sim, reconhecimento e recompensação nas medidas adequadas. Quando se entende essa relação, fica mais fácil identificar os níveis de satisfação dos funcionários e, por conseguinte, sua motivação dentro do ambiente de trabalho. A professora relaciona tanto a teoria de Maslow, quanto a de Vroom para demonstrar que é preciso garantir as necessidades básicas de todos os colaboradores, nas mais diferentes instâncias, para que, assim, eles possam desenvolver seu potencial na busca de melhorias de desempenho em suas atividades e que isso possa ser feito dando segurança e recompensas condizentes a cada função e cargo em questão. Teoria da expectativa 14:28 19:25 24:18 Elaine divide em quatro estágios a trajetória da carreira de um líder e as relaciona com suas capacidades e posturas em uma organização, de acordo com o desenvolvimento intelectual e as posturas que incentivam o engajamento e a motivação dos colaboradores dessa posição de liderança. A primeira fase é mais complicada, onde o líder ainda é muito dependente, embora demonstre todas as capacidades de supervisão básicas necessárias para exercer essa posição. Aqui, uma das boas estratégias para motivar uma equipe é conhecer seus membros pessoalmente, entendendo seus anseios e expectativas. Nesse estágio, não são recomendadas conversas e reuniões em grupo que tratem de motivação. É preciso estabelecer uma posição mais firme de liderança para que isso tenha efeito. E esse efeito, geralmente, começa a se manifestar no segundo estágio, onde a independência desse líder começa a se estabelecer. Aqui, o líder passa a assumir mais responsabilidades e aumentar sua rede de conexões dentro da organização, gerando conhecimento e desenvolvendo sua credibilidade e reputação, embora ainda não esteja liderando outros líderes. Nesse estágio, propor uma discussão em grupo de problemas de motivação já á mais cabível, porém é fundamental que o líder tenha capacidade de escutar seus liderados antes de tomar as decisões que vão ser tomadas para lidar com questões de motivação e engajamento da equipe. Lideranças e engajamento I Pipeline de Liderança Publicado no Brasil em 2018, o livro escrito em coautoria por Ram Charam, Stephen Drotter e James Noel discorre sobre a importância das lideranças par ao sucesso de organizações a longo prazo. LEITURAS INDICADAS 24:52 O que é o erro grave: eu escolher como motivador do outro o que é motivante para mim. Quem engaja pessoas não é uma empresa. É um líder. 18 34:24 35:46 O terceiro estágio é quando o líder passa a executar suas tarefas por meio de outras posições de liderança. Ou seja, em um nível mais alto de liderança, esse líder para a ser gestor de gestores de outros colaboradores. Nessa posição, o líder tem uma visão mais ampla do negócio e passa a contribuir para melhorar o desempenho dele, ajudando outros gestores a entender o contexto em que estão inseridos. Em termos de ações relacionadas à motivação e engajamento, o líder deve passar seus conhecimentos para seus gestores subordinados. É por meio deles que as ações serão executadas, com a mentoria e participação dessa posição de liderança mais alta em hierarquia. O quarto e último estágio dessa liderança diz respeito a questões estratégicas de uma organização. Nessa posição, o líder está apto a capacitar outros líderes e ele executa seu poder em benefício da organização em termos de melhorias de processos. Ao enfrentar problemas de motivação e engajamento nesse nível, o profissional tem de expandir sua visão sob a organização como um todo, abordando-a de maneira mais ampla. A participação de outras posições de liderança também é fundamental para auxiliar o líder no quarto estágio a entender onde podem estar os problemas e como melhor geri-los. Lideranças e engajamento II 41:48 44:17 Finalizando o tópico de motivação e engajamento, a professora Elaine destaca a importância de estarmos atentos à nossa relação pessoal com esses quesitos e como estamos lidando com eles. A professora sugere que olhemos para si pensando na “Pirâmide de Maslow” e tentemos identificar onde estão nossas carências, se estão ligadas a necessidades de deficiência ou crescimento. Ao identificar onde está a questão que pode ser a geradora dessa desmotivação, é preciso que pensemos em estratégias para resolvê-las de maneira prática. A professora salienta que essa é uma decisão que compete exclusivamente ao profissional e ela não deve ser delegada a outras pessoas ou a organização onde ele atua. A mesma lógica que é aplicada por uma posição de liderança em relação aos seus liderados, como posto anteriormente, para gerir os problemas de motivação e engajamento deve ser feito para si. Motivação pessoal 51:26 Um líder engajado e motivado consegue motivar outros. Cada pessoa se motiva por uma determinada coisa. Então, não adianta eu querer generalizar a motivação. Quanto mais alto o nível em que um líder se encontra, mais ampla tem que ser a visão dele para esse problema de engajamento. 19 01:41 Para começar a discorrer sobre avaliação de desempenho dentro de um ambiente organizacional, a professora Elaine inicia a segunda aula fazendo uma distinção entre o que é performance, potencial e prontidão.Segundo a professora, ainda existe muita confusão entre gestores e líderes na hora de pontuar o que cada termo, de fato, significa. De acordo com as definições trazidas pela professora, a performance está relacionada com ações passadas, ou seja, é uma forma de medir a execução de algum ato e seu resultado. Para tanto, é preciso que essa ação já tenha acontecido para ser metrificada. O potencial é uma relação feita com o futuro, isto, é relativo a ações que ainda irão ser realizadas. Já a prontidão está ligada ao presente, onde existe uma determinada capacidade de performar uma ação, naquele momento ou de acordo com uma determinada posição na empresa. A professora alerta para que tenhamos parcimônia para distinguir performance de potencial. Ao conseguirmos fazer essa distinção, podemos avaliar com mais precisão como estão distribuídos os talentos e as tarefas em nossas empresas, tendo assim, uma maneira de entender como remanejá-los, sem que haja perdas e na busca de otimizar suas funções e atribuições, agora e em um futuro. Performance, potencial e prontidão 03:17 Muitos gestores confundem performance de hoje com potencial futuro. 05:52 A professora Elaine Saad pede aos alunos da disciplina que escolham uma entre cinco crianças relacionadas em um desenho. Todas as crianças tem dez anos de idade e os alunos devem selecionar uma delas para investir em sua carreira, baseando- se em suas características, de acordo com aquela que acreditam ter o maior potencial para ser uma estrela do basquete ao atingir a maioridade, ou seja, completar dezoito anos de idade. MOMENTO DINÂMICA 12:18 Potencial são as qualidades inatas, mas desenvolvíveis, de um ser humano que refletem sua provável excelência futura. 13:31 Se você não está falando de futuro, pode só lidar com performance. Se você quer comportamento futuro, tem que lidar com potencial. AULA 2 • PARTE 1 20R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 3 . 14:20 Elaine aprofunda ainda mais as distinções entre performance e potencial para pontuar claramente as principais diferenças entre ambos os conceitos. Segundo ela, a performance se refere aos papéis e responsabilidades de uma pessoa quando eles estão orientados a metas definidas. Ou seja, o que ela está entregando de acordo com esses parâmetros estabelecidos. Em grande medida, esses parâmetros e métricas são numéricos, quando tratados dentro de um ambiente organizacional e estão vinculados a um ciclo de performance, que, geralmente, costuma ter a duração de 12 meses e vai avaliar o desempenho desse colaborador dentro desse período de tempo. Já o potencial é a possibilidade desse colaborador se tornar algo melhor do que ele é atualmente e concentra-se em possibilidades e probabilidades futuras. A professora relaciona tanto a performance quanto o potencial como eixos de uma matriz conhecida como “nine box”, uma ferramenta de gestão de pessoas, que também pode auxiliar na medida e análise de ciclos de performance de uma organização. Ela ainda chama a atenção para a implementação ou reformulação desses ciclos, uma vez que eles mexem com temas críticos na visão dos colaboradores, como salários, ego, competências e posições de destaque na organização. Performance X Potencial 18:13 Matriz Nine Box: ferramenta de gestão de negócios desenvolvida pela empresa McKinsey, na década de 1970, para mapear talentos na busca de embasar soluções em tomada de decisão para gestão de pessoas em uma empresa. Isto é, ela ajuda a estabelecer promoções, demissões, necessidade de treinamento, aumentos de salário, entre outros incentivos. PALAVRAS-CHAVE 21:29 A geração do ciclo de performance é uma das coisas mais complexas para a área de RH. De acordo com o que foi explicitado em aula pela professora Elaine Saad, a prontidão está associada com? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Atos realizados em um passado recente. Atos a serem realizados em um futuro breve. Atos performados no momento presente. Nenhuma das alternativas acima relacionadas. 25:00 21 26:50 A matriz “Nine Box” é uma ferramenta de gestão que auxilia o mapeamento de talentos e demais perfis profissionais, ajudando a criar soluções em termos de tomada de decisão para gestão de pessoas em uma empresa. Traçando uma relação entre desempenho e potencial, ela é capaz de identificar os mais distintos perfis profissionais que fazem parte da força de trabalho de uma organização. As nove características que pontuam cada profissional serão medidas de acordo com seu nível mais alto ou mais baixo de desempenho e potencial. Nesse sentido, fica mais fácil evidenciar qual colaborador tem mais potencial em se destacar, quais são aqueles eficientes, mantenedores e comprometidos, quais são os que precisam ser ajustados em termos de atividades e responsabilidades e quais são aqueles que são insuficientes para o funcionamento da cadeia. Em última análise, a matriz consegue compor e separar os colaboradores em três níveis distintos: baixo, médio e alto, tanto para potencial quanto para desempenho. Isso auxilia as posições de liderança e gestão a entenderem quem são seus funcionários e como manejá-los de maneira mais eficaz na busca pela otimização dos processos que regem a gestão de pessoas em uma organização. Matriz Nine Box R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 3 . Considerando as afirmações abaixo: I - A prontidão é a capacidade de performar já em uma determinada posição. Nem todos os altos potenciais estão prontos para assumir um cargo e conseguir apresentar uma alta performance. II - Performance se refere aos papéis e responsabilidades atuais e está orientada para metas e objetivos definidos. Aproximadamente 23% dos funcionários tem alta performance. III - O potencial são as qualidades inatas de um ser humano que refletem sua provável excelência futura. A maioria das organizações identifica menos de 9% de seus funcionários como tendo um alto potencial. IV - Na análise do desempenho se deve considerar apenas a performance dos colaboradores, pois não é possível avaliar o potencial das pessoas e nem o grau de prontidão delas para assumir novos cargos na empresa. É correto apenas o que se afirma em: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO I e III. II e III. I, II e III. I, II, III, IV. 28:00 22 00:42 Para introduzir o conceito de reconhecimento e recompensas, a professora Elaine traz uma metáfora que demonstra como o engajamento é um dos fatores fundamentais para fazer a ligação entre o esforço de um colaborador e como uma organização percebe esse esforço. De acordo com Elaine, existem três principais perfis de colaboradores dentro de uma organização: aqueles que trabalham duro e sempre tem algo a mais a oferecer para a empresa; aqueles que fazem apenas o básico, embora mantenham sua eficiência; e aqueles que jogam contra a empresa e ainda assim continuam trabalhando nela. Desses três perfis, apenas um deles demonstra engajamento com seu trabalho atual. Essa condição de desengajamento nem sempre é consciente, ou seja, isso não quer dizer que um dos perfis desengajados não possa se tornar engajado quando passa a trabalhar em outra função ou até mesmo em outra empresa. Existe um papel importante das lideranças e dos setores de Recursos Humanos em identificar essas situações e entender por que determinados colaboradores estão mais ou menos engajados. Para tanto, é preciso manter em mente que cada indivíduo tem motivadores diferentes e que é preciso tratá-los sob um olhar particular para chegar ao cerne dessa relação. Reconhecimento e recompensas I 05:31 07:24 Retomando os conceitos da Pirâmide de Maslow e dos estágios de liderança, Elaine traça um paralelo entre os diferentes motivadores e necessidades de um colaborador e como eles vão se alterando ao passo que esse colaborador evolui em suacarreira. Para que tenhamos a capacidade de entender o que engaja cada colaborador, precisamos não apenas entender suas necessidades e quais são seus motivadores, mas, também, em qual contexto esse colaborador se encontra. Cada indivíduo está buscando algo diferente para sua carreira e, dependendo de sua posição na empresa e do contexto no qual ele se encontra na presente posição, o que pode ser um motivador para si, não necessariamente se traduz da mesma maneira para o seu colega, seu superior ou seu subordinado. Sendo assim, cada indivíduo tem um conceito de recompensa e o seu engajamento vai partir justamente da possibilidade de atingir essa recompensa. Aqui entra um papel fundamental das lideranças: entender o que motiva cada colaborador. As posições de liderança de uma empresa devem compreender o que faz com que cada colaborador se dedique a empresa, porque ele está fazendo isso e qual é o seu objetivo. Para isso, é necessário observar e ouvir os colaboradores. Reconhecimento e recompensas II 12:21 Não existe liderança efetiva, em nenhum lugar, se você não entender o que cada uma das pessoas que você lidera está atrás. AULA 2 • PARTE 2 Nem todas as pessoas, conscientemente, sabem porque elas estão engajadas ou desengajadas. 23 CURIOSIDADE Consultor de negócios indiano, especializado em liderança, já atuou como professor na Universidade Harvard. Atualmente, se destaca como palestrante e autor de mais de 10 livros do tema, entre eles “O Que o CEO Quer Que Você Saiba”, de 2001 e “Execução: A Disciplina Para Atingir Resultados”, de 2004. Ram Charan 24:02 19:07 Cuidado para não decidir, sobre o outro, baseando- se naquilo que é ou não é importante para você. 24:57 Um dos temas mais delicados e complexos dentro do ambiente organizacional é a questão da liderança. Segundo a professora, não existe um fator científico ou teorias que possam embasar como se forma um líder ou se a liderança é, de fato, uma característica inata a determinadas pessoas. Ademais, a liderança não tem características ou atributos únicos, ela vai depender de um contexto, que envolve o cargo, o setor, o tipo de organização, o fluxo de trabalho, entre outros quesitos. Sendo assim, a competência de uma posição de liderança está fortemente atrelada ao contexto em que ela se dá. A professora Elaine elenca algumas características que são partes da composição de um líder eficaz, como a capacidade de reunir seguidores e ser capaz de fazer com que eles realizem suas tarefas de maneira correta. Não basta apenas ter popularidade para reunir esse grupo e, sim, trazer resultados para a organização com eles. A visibilidade de um líder também é importantíssima, uma vez que é por meio dela que se criam exemplos e por meio desses exemplos, possíveis novas lideranças. A responsabilidade também é um atributo indispensável para quem quer ser um líder. É preciso entender que uma posição de liderança não se trata apenas de status, ego ou uma melhora de patamar em uma carreira pessoal. Liderar é abraçar maiores e mais importantes responsabilidades e geri-las de forma a trazer benefícios para a organização como um todo, seja no âmbito dos resultados e métricas ou no modo de tratar e observar seus liderados. Liderança 27:35 30:20 Não existe uma definição única do que é ser um líder competente. Eu não posso partir do princípio de que as pessoas se manifestem e se engajem pelas mesmas coisas. 24 Um dos motivos mais relevantes para compreender o engajamento de um colaborador está ligado a(o)? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Contexto no qual ele se encontra dentro da organização. Sua determinação no sentido de crescer profissionalmente naquela organização. Capacidade de subordinação e respeito aos níveis hierárquicos. Sua capacidade de entrega e comprometimento com as tarefas. 35:00 36:48 Quando uma pessoa visualiza uma promoção priorizando a si próprio, geralmente, ela se frustra quando ela é promovida. R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 1 . 00:23 Elaine usa o modelo de Ram Charan para mostrar como atributos e atitudes distintas são necessárias para compor um líder ao longo de sua carreira. De acordo com o autor, a evolução de um líder não funciona de maneira linear, mas por patamares. Cada um vai exigir um comportamento e habilidades diferentes. Antes de se tornar um líder, qualquer profissional é líder de si mesmo. Independentemente de sua profissão ou posição em uma empresa, você começa sua jornada cumprindo seus compromissos e prazos. O segundo patamar é o primeiro que pode ser, de fato, uma liderança sob outras pessoas. Porém, para não ser uma mera relação de comando e controle, o profissional deve saber coordenar essas pessoas, pensando nelas e alinhando isso aos interesses da organização. A complexidade aumenta conforme a responsabilidade cresce e, no terceiro patamar, onde esse líder começa a gerenciar outros líderes, é fundamental que se ajude a desenvolver os seus subordinados. Na liderança funcional, o quarto patamar, é preciso ter uma visão mais ampla do negócio e de seu funcionamento como um todo. Liderança em patamares 03:09 11:19 AULA 2 • PARTE 3 Supervisionar a tarefa dos outros não é um atributo fácil. É muito difícil. Uma vez que você defina o que quer para você, seja fiel a sua escolha. 25 15:32 Em termos de habilidades, um “líder de si” precisa aprender a trabalhar em equipe. Todos nós fazemos isso quando começamos um novo trabalho ou uma nova atividade. Essas relações têm como um de seus objetivos benefícios e resultados individuais. Ou seja, como ainda não se tem a pretensão de ter uma visão mais ampla do negócio, os resultados geralmente estão ligados ao indivíduo, em termos do que ele tem que entregar e sua recompensa. Esse perfil profissional ainda está muito influenciado pelas relações de comando e controle, sendo assim, tem seu foco em cumprir horários e entregar as tarefas as quais são designadas dentro dos prazos estabelecidos. Seus valores profissionais estão atrelados aos valores da empresa onde ela está atuando. Nesse momento, o profissional geralmente ainda não tem entre suas habilidades uma visão mais ampla de como ele pode mudar determinadas diretrizes do negócio e como ele pode influenciar outras pessoas a fazer o mesmo. O líder de si 17:42 Geração Y: também conhecida como “millennial”, é a geração de pessoas nascidas entre 1980 e 1996. Ela ganha esse título por representar cerca de 20% da população global até 2012. É uma geração que nasce em meio ao advento tecnológico no mundo ocidental. PALAVRAS-CHAVE 17:51 Geração Z: são aquelas pessoas nascidas entre a metade da década de 1990 até o ano 2010. São conhecidos por ser a primeira geração considerada nativa digital, isto é, tem domínio sobre as tecnologias que envolvem a digitalização de nossas vidas. PALAVRAS-CHAVE 21:52 As habilidades de comunicação e de ambientação organizacional são uma preocupação e uma habilidade bastante comum para esse perfil profissional. Aqui, começam a se estabelecer relações tanto horizontais quanto verticais. O líder ainda não tem habilidades de montar redes de relacionamento e alianças dentro da empresa. Isso acaba gerando uma série de disputas funcionais entre colaboradores desse patamar, onde todos ainda olham muito para si e suas equipes e não para a totalidade da organização. Em termos de disposição de tempo, existe uma certa imaturidade, pois esse perfil não se atenta a disponibilizá-lo para equipes e ou gestores quando não é devidamente solicitado por eles. Seu tempo acaba sendo mais disponibilizado e consumido por comunicações com clientes, fornecedores e outras unidades de negócios. Seus valores profissionais estão voltados para aqueles da empresa onde ela trabalha e assim ela o faz com toda integridade tanto para si, quanto para suaequipe subordinada. O líder dos outros 26 27:10 Quando pensamos em um perfil profissional que já está liderando outros líderes dentro de uma organização, presumimos que essa pessoa já tem uma boa base construída em sua carreira. Segundo a professora Elaine, a transição para esse patamar é uma das mais difíceis de se realizar, pois é aqui que o profissional precisa entender que não é mais possível trabalhar sob o regime de comando e controle que o trouxe até aqui e, sim, com habilidades de delegação de tarefas. Muitos profissionais têm dificuldade de delegar tarefas por medo e insegurança de perder o controle sobre elas e isso acaba dificultando sua evolução em termos de carreira. Uma vez que ele delega tarefas, ele ainda tem responsabilidade sobre elas. Por isso, é basal que ele acompanhe o desenvolvimento delas e dê feedback das mesmas. Outra boa parte de seu tempo vai ser tomada para construir equipes sólidas e trabalhar como um promotor de talentos gerenciais, estimulando o desenvolvimento de outros líderes que possam, eventualmente, tomar sua posição. Em se tratando de valores profissionais, é aqui que começa a surgir o interesse por questões ligadas à estratégia e à cultura da organização onde ele desempenha suas atividades. O profissional passa a entender que ele pode questionar esses valores no intuito de melhorá-los ou modificá-los em prol da organização. O líder de líderes 33:11 Nesse patamar, o líder já está mais seguro e experiente. Sendo assim, ele delega as tarefas com mais confiança e com menos medo de deixar de controlá-las. Essa maturidade também se reflete na criação de uma conexão mais próxima com outras atividades e funções que compreendem a cadeia de funcionamento da organização, não privilegiando determinados setores, mas pensando na visão geral do negócio e sua prosperidade. Da mesma forma, em suas habilidades comunicativas, onde o profissional deveria estar ciente que é mais importante ouvir do que falar para extrair maior aprendizado sobre seu ambiente de trabalho. Em termos de tempo, esse profissional se coloca à disposição de seus subordinados diretos e mantém um diálogo contínuo para entender com maior clareza a amplitude entre os diversos setores e áreas da empresa, buscando informações valiosas que podem ajudá-lo a tomar melhores decisões. Quanto aos valores profissionais, esse líder se desprende parcialmente de suas funções originais para adotar uma postura mais voltada à integração do negócio, focando além de suas obrigações e incumbências na estratégia da empresa e nas possibilidades que ela pode alcançar em termos de negócios, além de estimular a formação de equipes de alta performance do RH ou de outros gestores e líderes para que esse novo líder em formação possa entender e internalizar os processos que ele passará a enfrentar nessa nova posição. O líder funcional 29:18 O problema da delegação é que você tem que abandonar algo para dar para o outro fazer. 27 Em se tratando de características comunicativas mais avançadas, qual desses líderes pode ser considerado o mais bem preparado para comunicar-se com uma equipe? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Líder de si. Líder de líderes. Líder dos outros. Líder funcional. 35:00 39:30 Não existe um time de alta performance que não tenha algum tipo de liderança. R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 4 . 01:23 A professora Elaine traz como referências os autores Jon Katzenbach, Brené Brown e Patrick Lencioni para introduzir e discorrer sobre o conceito de times em uma organização. Um time é um conjunto pequeno de pessoas agrupado e alinhado em torno de um propósito comum, com metas de desempenho específicas e regras de funcionamento compartilhadas. Todos os membros de um time são responsáveis individual e coletivamente pelos resultados. A base está na confiança. É preciso criar um ambiente onde as pessoas sintam-se confortáveis para serem vulneráveis e, para isso, é mais importante coragem do que tempo. Um time também precisa conflitar abertamente. Ao fazer isso, expõe a confiança e pode partir para os próximos passos que estão ligados com as entregas e atingimento de metas e resultados. Ainda assim, é importante ter em mente que o processo de desenvolvimento de um time é algo demorado. Ele não pode ser realizado de maneira pontual ou por meio de intervenções esporádicas. É preciso continuidade para formar um time sólido. Times The Wisdom of Teams Publicado originalmente em 1992, é escrito em coautoria por Douglas Smith e Jon Katzenbach. Demonstra como criar times de alta performance baseado em cases reais e relatos verídicos de equipes de sucesso e, também, daquelas que fracassaram. Sem tradução para português brasileiro. LEITURAS INDICADAS 01:45 AULA 2 • PARTE 4 28 CURIOSIDADE Professora e pesquisadora na Universidade de Houston, é especialista em vulnerabilidade, vergonha e empatia nos ambientes organizacionais e profissionais. Fundadora e CEO da Brave Leaders Inc, uma organização que prepara empreendedores e promotores de mudanças inspirados pelo fomento da coragem. Autora de “A coragem de ser imperfeito”, “Mais forte do que nunca” e “Eu achava que isso só acontecia comigo”. Brené Brown Os Cinco Desafios das Equipes Publicado originalmente em 2011, a obra do fundador e presidente do “The Table Group” cria uma fábula para explicitar e comentar atitudes e conflitos muito presentes nos ambientes organizacionais e como entendê-los para abordá-los de maneira mais voltada à busca do sucesso de um negócio. LEITURAS INDICADAS 04:14 05:01 Se você não tem confiança entre as pessoas, você não tem nem a base para começar a falar de time. 07:50 12:28 Equipes de alto desempenho se constroem a partir de desafios constantes, onde elas estejam alinhadas em uma série de fatores inter-relacionados como comunicação, feedback, diversidade, competências, motivação, entre outros. Elaine traz a curva de um time de alto desempenho para demonstrar como existe uma evolução constante para que um grupo de trabalho chegue até o patamar de uma equipe de alta performance. Essa curva apresenta cinco estágios: 1) Grupo de trabalho - é apenas um grupo criado para realizar uma tarefa pontual, sem a pretensão de se tornar uma equipe. Todos interagem coletivamente na busca de um bem individual ou coletivo, porém não existe uma necessidade significativa de melhoria de performance. 2) Pseudo-time - é o nível mais inferior da curva, até mesmo, do Grupo de Trabalho. O Pseudo-time tem a pretensão de ser um time, mas sua performance ainda é muito baixa. Não existe um foco coletivo nesse estágio e suas interações em conjunto acabam prejudicando o desempenho individual de cada membro. Existe um desestímulo muito grande e é papel do líder dele identificar esse problema e buscar uma solução para o mesmo. Equipes de alto desempenho 14:22 Não existe um time de alta performance que fique eternamente dependente de intervenções externas. 29 18:55 Se eu não tenho a pretensão de virar time, dificilmente eu vou virar. 25:49 O terceiro estágio dessa curva indica o Time em Potencial. Ainda que ele também tenha uma grande necessidade de melhoria em sua performance, ele tem uma vantagem sobre o Pseudo-Time, que é a busca por melhores resultados e objetivos na atitude de seus integrantes. Nesse estágio, o time ainda não estabeleceu uma responsabilidade coletiva e precisa de mais mentorias para encontrar um propósito mais claro na sua atuação e estabelecer essa abordagem de trabalho coletivo. Também, nesse estágio, já começam a se formar duplas ou trios que trabalham de maneira mais uniforme e coletiva. Esse é um indício de que o impacto no desempenho desse tipo de equipe pode ser alto, pois já existe um certo nível de confiança e empatia entre seus membros. Segundoa professora Elaine, uma das vantagens do Time em Potencial é que ele é muito mais aberto e acessível no sentido de estabelecer condições e acordos que estimulem seus membros a se envolverem na busca do crescimento e da melhora de desempenho, justamente por esse nível empático e pelo início desenvolvimento do sentimento de união e prosperidade do time. Equipes de alto desempenho II 31:32 Em seguida, passamos aos estágios mais elevados da curva onde aparecem: 4) O Time Real - é aquele grupo pequeno de pessoas, com habilidades complementares e comprometidas com um propósito comum e com níveis mais altos de responsabilidade mútua. Geralmente, esse time é composto por três categorias de integrantes: pessoas com características técnicas, pessoas com habilidades em solução de problemas e tomada de decisão e pessoas com habilidades comportamentais, as famosas soft skills. Nesse tipo de time, os integrantes ainda têm uma certa dependência de seus líderes em termos de tomada de decisão, o que é um comportamento estimulado por eles, inclusive. 5) O Time de Alto Desempenho - é o ponto mais alto dessa curva, embora, segundo a professora Elaine, seja muito difícil de se atingir esse patamar. Diferentemente do Time Real, nesse patamar, os integrantes do time estão comprometidos no sucesso de todos e isso se dá por uma profunda confiança e intimidade desenvolvida entre eles. Esse comprometimento vem de um sentimento de propósito bem estabelecido e pode transcender o time e ser refletido no ambiente da organização ou até mesmo fora dela em relações pessoais. As metas passam a ser mais ambiciosas e a liderança se torna compartilhada. Ainda que continue existindo um líder nesse time, seu papel é diferente, pois os integrantes são muito mais ativos em tomar iniciativas e decisões. Equipes de alto desempenho III 33:47 Nenhum grupo jamais se tornará um time até que possa se responsabilizar como time. 30 37:31 Quando você chega em um time que performa bem porque confia em si, você tem um grande diferencial frente a sua concorrência e mercado. 41:44 45:13 Finalizando a aula, a professora Elaine destaca a necessidade de se firmar alguns pactos quando se desenvolve um trabalho na busca de melhoria de equipes. Independentemente se o trabalho tenha tido sucesso ou se ele tenha fracassado, é importante destacar algumas características do evento com os integrantes dos grupos que participaram dessas iniciativas. Ela demonstra três pactos que considera fundamentais para que consiga se extrair alguns insights a partir da experiência realizada: 1) Propósito - o que une esses integrantes apesar dos resultados obtidos? 2) Metas - o que este grupo está tentando atingir? 3) Regras - de que maneira esse grupo vai trabalhar junto? A razão de extrair essas informações da jornada é ter dados para poder fazer comparações futuras e poder medir como a equipe evoluiu ou não em relação a esses pactos estabelecidos. Equipes e Pactos Conforme explicado pela professora Elaine Saad, qual é estágio da curva de times de alto desempenho que indica o ponto mais baixo no nível de maturidade de uma equipe? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Time em Potencial. Grupo de Trabalho. Pseudo-time. Time Real. 46:00 R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 3 . Um dos piores sentimentos que você pode ter para com um chefe, e muita gente tem, é medo. 31 02:23 As pessoas são diferentes. Elas não funcionam da mesma forma que a tecnologia, elas não têm o mesmo funcionamento que os processos de trabalho. 05:24 07:59 A gestão de pessoas vem enfrentando uma série de dilemas na atualidade. Diante das novas concepções do mercado de trabalho e dos formatos que temos disponíveis, hoje, as novas gerações vêm encarando o trabalho em si sob uma ótica completamente distinta do que era há algumas décadas. O trabalho já não é mais visto como uma mera relação de troca, onde o prestador de serviço recebia dinheiro ou benefícios em troca de sua prestação. As motivações presentes nas novas gerações entrantes no mercado de trabalho são outras, além de altos cargos, salários representativos e carreiras longas. O professor André destaca a autonomia e a excelência no domínio de uma qualidade que as destacam como algumas dessas motivações. Além delas, o propósito também tem sido o principal motivador das novas gerações em relação a seu trabalho. Eles querem trabalhar em algo que faça alguma diferença, seja para uma comunidade, uma cidade ou para o mundo. A questão é: as pessoas não querem mais apenas realizar uma atividade. Elas querem fazer a diferença para outras a partir de seu trabalho. Os resultados têm mais importância para as novas gerações e muitas vezes elas acabam conseguindo realizar o desejo de muitas pessoas no mercado de trabalho: conseguir se divertir ao trabalhar. Um conceito que sempre esteve presente quando mencionamos trabalho e propósito. Gerações e motivações 16:30 Os diferenciais competitivos disponíveis no mercado de trabalho atual estão ligados à capacidade das pessoas combinadas ao uso de tecnologias, buscando maneiras de inovar modelos de negócios e formas de trabalhar. Isso faz com que, cada vez mais, as empresas busquem pessoas que sejam criativas e sejam capaz de agregar valor a soluções ou a realizações em seu trabalho. Isto é, uma empresa que faz apenas o básico no mercado de trabalho atual tem grandes chances de ficar para trás em termos de competitividade. O potencial de expansão de uma empresa é um de seus maiores atributos no mundo mais acelerado e volátil em que vivemos, sendo assim, para que mantenhamos um bom nível de competitividade no mercado, é imprescindível que tenhamos agilidade, capacidade de adaptação e absorção de novas tecnologias. Sempre lembrando que as tecnologias, por si só, não conseguem resolver problemas. Elas vão depender de pessoas qualificadas e preparadas para operá-las na busca dessas soluções. Em termos mais corporativos, é mais comum encontrarmos empresas explorando o seu propósito, imagem de marca e buscando uma forma de atuar mais sustentável. Essas características motivam muito os consumidores atuais e podem servir como fatores atrativos em termos de negócio quando se mostram fidedignos e bem geridos. Diferenciais competitivos AULA 3 • PARTE 1 Para que uma empresa consiga crescer e se desenvolver, é necessário que comecemos a trazer mais pessoas. 32 18:12 A exponencialidade exige pessoas que estão pensando de uma forma distinta. 21:09 Toda essa mudança no mercado fez com que as relações trabalhistas como as conhecíamos também tenham se alterado significativamente. O trabalho ofertado por muitos profissionais virou um produto comercializável. Ou seja, o profissional não necessariamente precisa estar atrelado a apenas uma empresa prestando aquele serviço. Ele pode prestar seu serviço para diversas empresas, adaptando-o à necessidade de cada uma delas, o que pode lhe gerar uma renda maior, mais autonomia e outras vantagens que não são as mesmas de um emprego formal. Isso faz com que as formas de pagamento e remuneração também sejam feitas de maneira diferenciada. A tendência é que o valor do trabalho seja cada vez mais o parâmetro a ser considerado e não o tempo que ele leva para ser feito. Logo, a possibilidade de criar soluções ou de agregar valor a produtos e serviços pode ser feita mais rapidamente, com menos trabalho e menos esforço. A flexibilidade das leis trabalhistas também tem fomentado essas mudanças, permitindo que novas formas de contrato e relações trabalhistas sejam estabelecidas entre empregadores e prestadores de serviço. Relações de trabalho 25:14 Normalmente, em nossas cabeças, relacionamos tempo com dinheiro e isso é ilógico. 29:39 Um dos principais fatores responsáveis pela mudança de nossas formas de trabalhar é, sem dúvida, nossa capacidade de conexão. Aindaque isso não seja exatamente uma novidade, o acesso à internet e dispositivos, como smartphones, potencializaram e expandiram nossas possibilidades e se tornaram aliados indispensáveis em muitos cenários profissionais. Outras tecnologias que já fazem parte dessa discussão tem se tornado mais presentes nos ambientes laborais. A automação entrou no mercado com mais robustez e está otimizando uma série de processos. Em paralelo, estamos vendo um crescente no uso de dispositivos robóticos e como eles devem se tornar nossos colegas em um futuro breve. O professor André também destaca a necessidade crescente por profissionais mais orientados por dados no mercado de trabalho moderno. A noção básica das ciências de dados e a capacidade interpretativa e operacional dessas ferramentas serão pré-requisitos para uma gama de trabalhos no futuro, assim como a inteligência artificial vem ocupando seu espaço, como uma espécie de upgrade da automatização. Tecnologia e o trabalho 34:57 Profissionais, hoje, que tem dificuldade de lidar com análise de dados vão ter dificuldades no mercado. 33 38:54 O professor André retoma o tema anteriormente explorado pela professora Elaine para fazer a sua leitura e trazer suas contribuições. Ele faz uma relação de competências profissionais que vão ser cada vez mais procuradas no mercado de trabalho e comenta como, muitas vezes, é difícil identificá- las, o que acaba fazendo com que talentos sejam perdidos na hora de suas contratações. Entre as habilidades destacadas pelo professor, podemos destacar a necessidade crescente de cognição mais apurada, uma vez que a automação deve se encarregar das tarefas mais braçais e repetitivas. As competências socioemocionais surgem como um item mais valorizado pelos recrutadores e setores de RH. Tanto quanto o raciocínio quantitativo, que vai ser um diferencial significativo para os novos profissionais desse mercado de trabalho moderno e uma necessidade para os mais antigos, ainda dentro do mercado. O alinhamento cultural entre organizações e seus colaboradores também será um critério decisivo na hora de contratar. A verdade é que, em um período curto de tempo, essa quantidade de características não vai se desenvolver com todo o potencial em cada profissional, mas é esperado que eles tenham, pelo menos, noções de cada uma dessas competências e proficiência em alguma delas para se tornar um diferencial para o profissional. Atração 46:12 Qual das assertivas abaixo NÃO descreve uma característica das relações e do mercado de trabalho contemporâneo? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO A autonomia como um benefício ou recompensa. Níveis verticalizados de hierarquia mais robustos. A capacidade dos profissionais em agregar valor à produtos e serviços. Orientação em dados e habilidades socioemocionais sendo mais requeridas como qualificações. 41:00 R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 2 . Nós queremos pessoas que tenham propósitos, valores que estejam alinhados com a nossa organização. 34 CURIOSIDADE Serviço de streaming de vídeos, incluindo séries, filmes e programas de televisão. Lançado em 2006, só chegou ao Brasil em 2016. Pode ser contratado por meio de assinaturas mensais e, atualmente, possui o maior catálogo de filmes disponível entre outros serviços semelhantes. Amazon Prime Video 00:23 As empresas têm buscado profissionais com as características relacionadas no tópico anterior. Porém, identificá-los no mercado não tem sido uma tarefa fácil por diversas razões. Entre elas, está a maneira antiga como muitas empresas ainda contratam. Hoje em dia, os profissionais têm sido exigidos para ter competências diversas, o que, às vezes, acaba distanciando-os de suas formações originais. Sendo assim, muitas vezes, as habilidades passam sem ser conhecidas, por nem sempre estar listadas em currículos, diplomas ou certificações. A competição por talentos também é um fator exclusivo no mercado. As grandes empresas acabam levando uma certa vantagem sobre as menores na hora de conseguir realizar suas contratações, pois tem um poder maior de negociação e oferta. O professor também destaca a questão do contrato psicológico e das expectativas reais de uma contratação. Ademais, ele questiona a questão do alinhamento cultural de determinadas empresas e sua forma de contratação que privilegia um perfil profissional, sendo contraditória em relação à questão da diversidade. Ele finaliza esse tópico fazendo uma crítica de como a Inteligência Artificial também pode ser exclusiva quando associada a mecanismos de análise de pessoas substituindo funções humanas na gestão de pessoas. Atração II 01:11 Aquilo que é importante pra um negócio que está crescendo talvez não seja importante para um negócio que já está estabelecido. 06:18 Quem é que vai conseguir vender melhor sua imagem, sua ideia? Quem vai conseguir gerar determinados atrativos para conquistar esse profissional? 09:53 Se eu atraio pessoas sempre com o mesmo perfil, significa que eu estou valorizando um tipo de diversidade e não outros tipos de diversidade. 12:26 AULA 3 • PARTE 2 35 14:52 Por mais que se analise pessoas e se busque as melhores e mais adequadas qualidades para uma vaga de trabalho, contratar um profissional é sempre uma aposta. O professor André destaca que mesmo com experiência e competências adquiridas, um profissional vai ter desempenhos diferentes de acordo com o contexto organizacional em que ele se encontra, mesmo realizando funções semelhantes. Além disso, o mercado disponibiliza muitos profissionais e diversas formas de chegar a eles. Porém, toda essa disponibilidade tem um preço, que torna o processo de seleção mais caro e mais demorado. Ainda em termos de disponibilidade, ela pode ser traiçoeira, uma vez que nem sempre o que está disponível no mercado naquele momento são as melhores opções. Erros de percepção podem ser cruciais em uma contratação, porém,eles fatalmente vão acontecer. Outro destaque é a capacidade dos candidatos em distorcer a realidade sobre suas habilidades reais. Isso faz com que os processos de seleção também acabem tendo ruídos. A tecnologia, quando bem utilizada, pode tornar um candidato bem mais interessante do que ele, de fato, é. Ainda assim, é preciso que os setores de RH estabeleçam critérios mais firmes para seleção e não privilegiem candidatos de qualquer forma na hora das contratações. Identificando e avaliando talentos 15:34 18:08 Qual das alternativas abaixo relacionadas é verdadeira em relação ao engajamento de equipes? EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Equipes funcionam com liberdade total. Garantir a segurança psicológica de uma equipe é secundário. Atingir soluções rápidas e exponenciais tem se tornado comum. Habilidades socioemocionais e comunicativas fazem a diferença no engajamento. 17:00 R es p o st a d es ta p ág in a: a lt er na ti va 4 . 24:03 As pessoas criam imagens. Elas criam, na verdade, quase que um avatar. Que não é exatamente aquilo que elas são, mas aquilo que elas querem passar. Para eu avaliar competência, muitas vezes eu preciso de tempo e preciso envolver a pessoa no trabalho. Só vamos perceber se a pessoa é competente ou não quando ela, efetivamente, realizar o trabalho. 36 28:00 O professor André acredita que o primeiro passo para engajar uma equipe é criar uma intersecção entre os interesses de todos os envolvidos nela. Essa intersecção será o cerne da motivação entre todos, uma vez que compartilhar propósitos em comum é algo difícil, em se tratando de uma equipe, por menor que ela seja. Os profissionais buscam mais autonomia em suas funções atualmente, porém é preciso estabelecer limites para essa autonomia, uma vez que cada organização tem seus processos e eles não podem ser totalmente desconstruídos. Criar um equilíbrio é