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Clareamento dental 
Integrada 4 – seminário 4
18/09/2024
Eficaz, seguro, relativamente simples para o profissional e minimamente invasivo para o paciente. 
Extrínseca – alimentação (café, açaí, suco de uva, refrigerante...). Surge quando os cromógenos externos são depositados na superfície dentaria ou dentro da camada da película adquirida e pode ser acentuada pela presença de irregularidades do esmalte, composição salivar, taxas de fluxo salivar e higiene bucal deficiente. Causados por corantes alimentares. 
Intrínseca – amelogênese e dentinogênese imperfeita, hipoplasia do esmalte, fluorose dentaria, trauma dental, manchamento por tetraciclina. Quando os cromogens são depositados na dentina e são, comumente, de origem sistêmica ou pulpar. Causas metabólicas, genéticas, iatrogênicas, traumáticas e também ao envelhecimento natural. 
 As manchas intrínsecas são integradas a estrutura mineral do esmalte e/ou dentina durante seu desenvolvimento e ,sendo assim, são mais difíceis de serem removidas. Já as mancas de origem extrínsecas, as quais geralmente são resultado do consumo de substancias cromógeno na dieta, respondem mais facilmente a procedimentos profiláticos e clareadores. 
Reação de oxirredução (por oxidação) dos pigmentos dentários, quebrando a cadeia complexa em cadeias mais simples ate se tornarem hidrossolúveis. Quanto menos pigmento, mais luminosidade é refletida, mais branco fica o dente. 
Peroxido de hidrogênio apresenta baixo peso molecular, podendo difundir-se através do esmalte e dentina, atuando como forte agente oxidante pela formação de radicais livres, moléculas de oxigênio reativo e aníons de peroxido de hidrogênio. As ligações duplas conjugadas presentes nas moléculas pigmentadas são fortes doadoras de elétrons e representam o principal alvo da ação do peroxido. Os radicais livres rompem essas ligações duplas, mudando o espectro de absorção de luz visível dos cromóforos para um comprimento de onda mais curto, levando a produção de compostos menos cromogênicos e criando um efeito clareador. 
Os clareadores a base de peróxido de carbamida são frequentemente encontrados na forma de gel que ao entrar em contato com a estrutura dentaria, bem com a umidade bucal e saliva, dissocia-se em peroxido de hidrogênio e ureia. O peroxido de hidrogênio decompõe-se então em agua e oxigênio, e a ureia em gás carbônico e amônia. O oxigênio oriundo do peroxido de hidrogênio atua como principal ingrediente ativo do clareamento. 
Devido a estabilidade da cor e adesividade da resina. 
Trincas seladas com material adesivo (acido e adesivo somente na trinca).
Associação das duas técnicas para o caso de manchamentos resistentes ou quando se deseja reduzir o tempo de tratamento. 
Uma grande vantagem é a rápida obtenção de resultados. O tempo médio entre as sessões é de uma semana, nos casos em que não apresenta sensibilidade, caso contrario, o intervalo deve ser de 4 a 6 semanas. Outra vantagem é o maior controle da área de contato com o produto (individualização nos casos de retrações gengivais e abfrações cervicais que pode, ser cobertas pela barreira e também limita a área de contato do produto com a superfície dentaria). Ideal para pacientes não colaboradores com o uso da moldeira ou que tenham pressa para se obter os resultados. Devido a maior concentração do produto, a possibilidade de que o paciente tenha sensibilidade dentaria durante o pós-operatório é maior, contraindicando essa técnica a pacientes que tenham histórico de hipersensibilidade dentinária. 
A combinação das duas técnicas pode potencializar o efeito clareador, além de melhorar a estabilidade da cor ao longo do tempo. 
Quando quer individualizar pacientes (manchas brancas, trincas, recessões gengivais...).
Antes: exame clinico e anamnese detalhado, detecção do agente etiológico da descoloração...
Uma vantagem é que devido a concentração mais baixa do peroxido, há uma menor ocorrência de sensibilidade pós-clareamento. Porém, tempo maior para conseguir resultados desejados. Técnica que depende do paciente. 
Retira-se cerca de 3 mm de material obturador. Após lavar é realizado um selamento cervical biomecânico através da aplicação de cimento ionomerico ou resina fluida convencional ou bulk para evitar difusão do agente clareador ate a região cervical e apical. 
O perborato permanece dentro da câmara pulpar enquanto o dente é obturado provisoriamente a fim de permitir que o agente clareador atue de maneira gradual. Consiste em aplicar uma mistura de perborato de sódio com agua no interior da câmara pulpar e selar o dente durante uma semana, após o qual o paciente deveria retornar e o procedimento ser repetido ate que o clareamento desejado tivesse ocorrido. A técnica foi modificada usando uma combinação de peroxido de hidrogênio e perborato de sódio selada na câmara pulpar por uma semana. Essa mistura potencializa os efeitos do perborato de sódio e produz um efeito clareador superior. 
Técnica usando apenas peroxido de hidrogênio dentro e fora. Entre as sessões pode-se usar um selamento temporário.
Clareamento interno aumenta a chance de reabsorção. 
Não é indicado, pois são abrasivos. São removedores de manchas superficiais, pq geralmente, não possuem agentes clareadores na sua composição. 
Enxaguatórios bucais – baixa efetividade clareadora devido ao curto período em contato com a superfície dentaria e baixa concentração de agente clareador. 
Quanto maior a concentração, maior a frequência de uso, dentes restaurados, consumo de bebidas e alimentos ácidos, maior a chance de desenvolver sensibilidade dentinária. 
Para redução da sensibilidade: redução do tempo e concentração do uso do gel, uso de dessensibilizante, individualizar com o de consultório e combinar com o caseiro, antes de fazer o clareamento, identificar se já tem (com jatos de ar em cada dente, identificar trincas, retração gengival, lesão cervical...), laserterapia, bochecho com fluoreto de sódio, uso de produtos que tenham a combinação de agentes clareadores e dessensibilizantes. 
Redução da concentração e do tempo de aplicação do gel, uso de agentes dessensibilizantes ( aplicação de dessensibilizantes a base de nitrato de potássio e flúor na própria moldeira ou sobre os dentes previamente clareados, aplicação imediatamente antes do tratamento clareador, uso de creme dental dessensibilizante antes e durante o tratamento clareador e o bochecho com solução de fluoreto de sódio. Para os pacientes apresenta sensibilidade previa ao clareamento, a dessensibilização deve ser feita ate antes do inicio do tratamento clareador e persistir ate o final do mesmo.
Aplicação do neutralizador. 
Alteração da resistência de união dos sistemas adesivos – devido a presença de oxigênio residual nos dentes recentemente clareados, inibindo a completa polimerização do material adesivo. Maior chance de infiltração marginal. 
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