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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA 
Aluna: GIULIA RODRIGUES CARVALHO Matrícula: 600848190 
Matéria: Direito Internacional Turma: M1 
Prof.: Paulo Henrique Faria Nunes Período: 10º 
 
VT – DIREITO INTERNACIONAL 
1. Explique o que é território e cada uma das suas divisões (terrestre, 
marítimo, fluvial, aéreo). 
O território é o espaço sobre o qual o Estado exerce seu poder 
exclusivo de intervenção. Podendo ser dividido em Terrestre, o qual 
demarca-se por limites naturais ou artificiais, constituído por solo, 
subsolo e ilhas; Marítimo: classificam-se como águas internas, o mar 
territorial, a zona contigua entre o mar territorial e o alto mar, zona 
econômica exclusiva, plataforma continental, solo marítimo, estreitos 
e canais; Fluvial: são os rios e os cursos d’água que cortam 
determinado território, podem ser nacional, quando correm de forma 
integra no território de um único Estado; ou Internacional, quando 
separam os territórios de um ou mais Estados; Aéreo: representado 
pelo espaço sobrejacente às áreas onde o Estado exerce soberania 
plena, é o que está acima do domínio terrestre e do mar territorial. Em 
suma, o domínio aéreo, é tudo aquilo que está acima da soberania 
plena. O limite de altitude é a estratosfera até a onde pode voar. 
 
2. Explique a diferença entre jurisdição territorial e jurisdição 
extraterritorial. 
A jurisdição territorial é o poder de um Estado de fazer cumprir leis 
dentro de seus limites territoriais. Por exemplo, a legislação brasileira 
é aplicável a todas as pessoas e propriedades dentro do território do 
Brasil. Já a jurisdição extraterritorial é o poder de um tribunal de 
aplicar sua autoridade além de suas fronteiras. Por exemplo, a 
aplicação de leis antitruste dos EUA a empresas estrangeiras que 
operam fora do país. 
 
3. Explique o que é nacionalidade e por que o direito à nacionalidade 
é fundamental, personalíssimo e disponível. 
A nacionalidade é o vínculo de natureza política-jurídica entre o 
indivíduo e um Estado. É quase sempre um requisito de cidadania. O 
direito a nacionalidade é fundamental, personalíssimo e disponível 
pois reconhece-se o direito à mudança de nacionalidade. 
 
4. Explique a diferença entre naturalização ordinária, 
extraordinária, especial e provisória. 
A naturalização ordinária é a estabelecida no art. 12, II, “a”, da CF/88 
e Lei 13.445/2017, a qual é concedida a estrangeiros que desejam 
naturalizar-se, e que preencherem os seguintes requisitos: ter 
capacidade civil, segundo a lei brasileira; ter residência em território 
nacional por, no mínimo, 4 anos. Este prazo poderá ser reduzido a um 
ano se o naturalizando tiver filho brasileiro e não estiver separado no 
momento da concessão, haver prestado ou poder prestar serviço 
relevante ao Brasil, ou recomendar-se por sua capacidade profissional, 
científica ou artística; comunicar-se em língua portuguesa, 
consideradas as condições do naturalizando; não possuir 
condenação penal ou estiver reabilitado, nos termos da lei. Já a 
Extraordinária: art. 12, II, a, da CF/88 e Lei 13.4 45/2017: art. 67 - 
Será concedida a pessoa de qualquer nacionalidade fixada no Brasil 
há mais de 15 anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeira a nacionalidade brasileira. A naturalização Especial: art. 12, 
II, a, d a CF/88 e Lei 13.44 5/2017: arts. 68 e 69, é aquela concedida 
ao cônjuge ou companheiro, há mais de 5 anos, de integrante do 
Serviço Exterior Brasileiro em atividade ou de pessoa a serviço do 
Estado brasileiro no exterior; ou seja ou tenha sido empregado em 
missão diplomática ou em repartição consular do Brasil por mais 
de 10 anos ininterruptos. Os requisitos para a concessão de 
naturalização especial são: ter capacidade civil, segundo a lei 
brasileira; comunicar-se em língua portuguesa, consideradas as 
condições do naturalizando; não possuir condenação penal ou estiver 
reabilitado, nos termos da lei ter capa cidade civil, segundo a lei 
brasileira; comunicar-se em língua portuguesa, consideradas as 
condições do naturalizando; não possuir condenação penal ou 
estiver reabilitado, nos termos da lei. A naturalização Provisória: 
Lei 13.445/2017: art. 70 - poderá ser concedida ao migrante criança 
ou adolescente que tenha fixado residência em território nacional antes 
de completar 10 anos de idade e deverá ser requerida por intermédio 
de seu representante legal. Esse tipo de naturalização pode tornar-
se definitivo, mediante requerimento expresso, no prazo de dois anos 
após o naturalizando atingir a maioridade. 
 
5. O que é necessário para que um filho de brasileiro(s) nascido 
em território estrangeiro seja brasileiro nato? 
Para que um filho de brasileiros nascido no estrangeiro seja brasileiro 
nato, é necessário que o nascimento seja registrado em uma Repartição 
Consular brasileira; que um dos pais esteja a serviço do Brasil no país 
estrangeiro no momento do nascimento; ou venha residir no Brasil e 
optar pela nacionalização, após atingir a maioridade. 
6.Quais são as categorias de perda de nacionalidade? Sob quais 
circunstâncias um brasileiro poderá perder sua nacionalidade? A 
quem cabe a competência para declarar a perda da nacionalidade 
de um brasileiro? 
Obs.: a EC 131/2023 mudou regras concernentes à perda da 
nacionalidade. 
As categorias de perda de nacionalidade são voluntária e involuntária; 
O brasileiro poderá perder sua nacionalidade se a naturalização for 
cancelada por sentença judicial devido a uma atividade que prejudique 
o interesse nacional ou se o estrangeiro naturalizado cometer um ato 
ilícito, como fraude na naturalização ou atentado contra a ordem 
constitucional. Anteriormente, também havia a perda ao adquirir outra 
nacionalidade, todavia, com a EC 131/2023, a aquisição de outra 
nacionalidade não resulta mais na perda da nacionalidade brasileira, 
salvo se o cidadão fizer um pedido expresso. A competência para 
declarar a perda e a reaquisição da nacionalidade é delegada ao 
Ministro da Justiça. 
 
7.Descreva o processo de naturalização desde a apresentação do 
pedido até a entrega do certificado de naturalização. 
A concessão de naturalização no Brasil, seja na forma ordinária ou 
extraordinária envolve os poderes Executivos e o Judiciário. Na 
primeira fase, o requerimento assinado pelo naturalizando deve ser 
feito ao MJ porém a apresentação pode ser feita no Departamento de 
Polícia Federal. Caso não preencha todos os requisitos o requerimento 
será arquivado, é cabível pedido de reconsideração à autoridade no 
prazo de 30 dias. Favorável a decisão o MJ concede formalmente 
mediante portaria publicada no Diário Oficial da União, após a 
publicação é emitido o certificado de naturalização que é remetido ao 
juízo federal do domicílio do interessado para entrega formal em 
audiência pública. O prazo para solicitação de entrega do certificado 
é de 12 meses a partir da publicação. Na segunda fase, durante a 
audiência a autoridade judiciária discorrerá sobre a naturalização, o 
naturalizando deve demonstrar o domínio do idioma nacional, 
renuncia expressamente à sua nacionalidade de origem, assumir 
compromisso de cumprir os deveres de brasileiro. 
 
8.Sob quais circunstâncias será possível a emissão do “certificado 
provisório de naturalização”. 
Pode ser beneficiado pela naturalização provisória o estrangeiro que 
tenha se estabelecido de modo permanente no território brasileiro 
durante os 5 primeiros anos de vida. O certificado expira em 2 anos, 
após o seu titular atingir a maioridade. 
 
9. Brasileiros em Portugal e portugueses no Brasil podem ter os 
mesmos direitos do nacional, com algumas exceções. Por quê? Que 
direitos são esses e o que é necessário para que o nacional de cada 
um desses Estados os exerça no território do outro? 
A reciprocidade de tratamento é assegurada pelos países por meio de 
um tratado.São direitos civis e políticos. 
 
10. Caso um casal brasileiro adote uma criança estrangeira, essa 
terá direito à nacionalidade brasileira? Será considerada 
brasileira nata ou naturalizada? Por quê? 
Esta criança estrangeira, adotada por um casal brasileiro, não será 
considerada brasileira nata, mas sim naturalizada. A criança adotada 
permanece estrangeira até atingir a maioridade, mas recebe um 
certificado de naturalização provisório. 
11. Explique a diferença entre deportação, expulsão e extradição 
tendo em vista “fato motivador”, autoridade competente e 
procedimento. 
Deportação consiste na retirada compulsória do estrangeiro que 
ingressa ou permanece irregularmente no território nacional, está 
relacionado à irregularidade. A deportação é pena ou sanção por tal 
ato infracional. Não gera efeitos permanentes, a competência 
executória para as duas medidas (repatriação / deportação) é do 
Departamento de Policia Federal do Ministério da Justiça. São 
procedimentos administrativos. 
Expulsão é a retirada coercitiva do estrangeiro cuja presença é 
considerada nociva para o Estado que o acolhe, em virtude de atos que 
atentam contra a segurança nacional ou a ordem pública, o indivíduo 
é declarado persona non grata, indesejado ou indigno. Tal medida não 
é aplicada ao nacional pois isso configuraria o banimento. A 
competência é do Poder Executivo, mediante decreto do Presidente da 
República, porém a competência decisória foi delegada ao Ministro da 
Justiça, e o ato que oficializa a expulsão ou a revoga é uma portaria 
ministerial. 
Extradição é a entrada mediante requerimento formal, da parte de um 
Estado a outro, de uma pessoa acusada ou condenada pela prática de 
um crime grave. Tem cooperação judiciária, sendo relações formais 
entre governos envolvidos. O STF é competente para julgar a 
extradição passiva. Uma das condições à concessão da extradição é 
que o crime tenha sido cometido no território do Estado requerente ou 
serem aplicáveis ao extraditando as leis penais desse Estado. 
 
12. Explique cada uma das seguintes categorias de extradição: 
ativa e passiva; instrutória e executória. 
A extradição ativa é quando o Brasil solicita a extradição de um 
indivíduo para outro país, enquanto a extradição passiva é quando um 
país solicita a extradição de um indivíduo que está no Brasil. Já em 
relação à extradição instrutória é quando o país solicita a extradição 
para fins de instrução de um processo penal, enquanto a extradição 
executória é quando o país solicita a extradição para que o indivíduo 
cumpra uma pena já imposta. 
 
13. Sob quais circunstâncias um brasileiro poderá ser extraditado 
do Brasil? 
O brasileiro naturalizado só pode ser extraditado por crime comum 
cometido antes da naturalização ou no caso de tráfico de drogas. 
 
14. Faça uma análise comparada entre a extradição e a entrega ao 
Tribunal Penal Internacional tendo em vista os seguintes 
aspectos: requerente da medida; caráter discricionário ou 
vinculado da concessão; aplicação da medida em relação a 
brasileiros. 
A extradição é geralmente solicitada por um Estado estrangeiro que 
busca julgar ou executar uma pena de alguém que cometeu um crime 
sob sua jurisdição, no Brasil, os pedidos de extradição são 
formalizados pelo Ministério da Justiça, já a entrega ao Tribunal Penal 
Internacional, o requerente é o próprio tribunal, que atua em nível 
internacional. O TPI julga crimes graves de interesse mundial, como 
genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra; Quanto ao 
caráter da concessão, a extradição tem caráter discricionário e a 
entrega ao Tribunal Penal Internacional vinculado; Quanto a aplicação 
da medida a Constituição Federal proíbe expressamente a extradição 
e a entrega ao Tribunal Penal Internacional de brasileiros natos, 
permitindo a extradição apenas para brasileiros naturalizados, em 
alguns casos. 
 
15. Faça uma análise comparada entre a transferência de 
execução de pena e a transferência de pessoas condenadas tendo 
em vista os seguintes aspectos: requerente; objetivo da medida; 
necessidade de anuência da pessoa a quem se dirige a medida. 
Na transferência de execução de pena o requerente é o Estado; o 
objetivo é transferir a execução da pena para outro Estado; e não há a 
necessidade de anuência da pessoa a quem se dirige a medida. Já a 
transferência de pessoas condenadas, o requerente poderá ser o 
condenado ou o Estado; tem o objetivo de transferir fisicamente o 
condenado para o seu país; é necessária a anuência da pessoa 
condenada.

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