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Núcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino
Revisão Ortográfica: Águyda Beatriz Teles
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
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Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu-
ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
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Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas!
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professora: Maria Clara Donato
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O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
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Esta unidade analisará a regência e a aplicabilidade da aná-
lise criminal na nossa sociedade, com notas introdutória e aprofunda-
das sobre o tema e questões. Partindo do pressuposto de que a aná-
lise criminal é o principal instrumento para a produção de informações 
norteadas para a gestão de segurança pública, precisamos incorporar 
nos dias atuais o valor da Tecnologia da Informação, que através de 
softwares avançados permite aos agentes públicos a concretização 
da tomada de suas decisões por meio de uma atividade científica, que 
auxilia na formulação de soluções e percorre uma trajetória mais se-
gura a ser implementada em uma sociedade. Por tanto, esta unidade 
tem como objetivo demonstrar a importância da análise criminal como 
uma forma de garantir o convívio social mais pacífico, como também 
de termos uma sociedade com instrumentos suficientemente eficazes 
no combate à temática do crime e suas questões correlatas. 
Criminalidade. Análise Criminal. Gestão Pública. Software.
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 CAPÍTULO 01
NOÇÕES PRELIMINARES À ANÁLISE CRIMINAL
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
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Introdução à Análise Criminal __________________________________
Tecnologias de Softwares aplicadas à Análise Criminal ___________
As Ferramentas na Análise em um Crime ________________________
 CAPÍTULO 02
ANÁLISE CRIMINAL - PARTE 1
Métodos e Técnicas ____________________________________________ 32
28Recapitulando ________________________________________________
23As Espécies de Análises Criminais _______________________________
Recapitulando _________________________________________________ 46
 CAPÍTULO 03
ANÁLISE CRIMINAL - PARTE 2
Os Métodos Preventivos ______________________________________ 51
As Soluções de Problemas ______________________________________ 54
Recapitulando ________________________________________________ 65
Fechando a Unidade __________________________________________ 70
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Glossário ________________________________________________________ 73
Referências _____________________________________________________ 74
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A importância de estudar a análise criminal emerge de uma 
necessidade de ampliar os conhecimentos no tocante à segurança 
pública. Como faceta da criminalística, o trabalhador desenvolve suas 
competências e se torna um profissional especializado na coleta e in-
terpretação de dados. Com tais informações em sua posse, elabora 
propostas de combate e prevenção à violência na nossa sociedade. 
Tal profissional deve deter conhecimentos acerca das tecnologias da 
informação, dos métodos de pesquisa e análises diagnósticas. Como 
também deve englobar um olhar de formas estrategista, interdisciplinar 
e sistêmica à luz das relações sociais que cercam os atos criminosos.
Nessa linha intelectiva, a análise criminal detém uma enorme im-
portância como ferramenta na contribuição às intervenções no seio da se-
gurança pública, não se limitando apenas à violência urbana ou doméstica. 
A seguir veremos que os campos da análise criminal serão vol-
tados para os órgãos de segurança pública, como ministérios e secre-
tarias. Por tanto, nos voltaremos a estudar as habilidades e técnicas de 
análise laboratorial, tendo por principal objetivo a elucidação de crimes, 
com uma vertente voltada ao combate e prevenção dos mesmos.
No nosso primeiro capítulo teremos muito conteúdo denso so-
bre noções introdutórias ao tema proposto, observando as ferramentas 
utilizadas na análise de crimes, como se porta o juízo policial sob os 
preceitos da análise criminal, e também as demais espécies da mesma.
Já no segundo capítulo a abordagem dos aspectos da sob o 
objeto de estudo desta unidade será mais aprofundada. Nos voltaremos 
à compreensão dos métodos e técnicas aplicados na análise criminal, 
observando cada uma de suas fases, bem como para as tecnologias de 
softwares que são aplicadas na mesma.
O terceiro e último capítulo desteser 
considerados 
a) evidências. 
b) vestígios. 
c) provas indiciárias. 
d) corpos de delito.
e) indícios. 
QUESTÃO 4 
Prova: VUNESP - 2021 - Semae de Piracicaba - SP - Programador 
Junior
Sistemas gerenciadores de bancos de dados oferecem diversos 
recursos para a implementação de um banco de dados. Dentre tais 
recursos está a criação e manutenção de índices, que apresentam 
como uma de suas características básicas
a) a necessidade de criptografar os dados presentes nas tabelas do 
banco de dados.
b) a utilização de uma linguagem de consulta ao índice, diferente do SQL.
c) a criação de estruturas de dados adicionais às tabelas presentes no 
banco de dados.
d) a criação combinada de gatilhos de garantia de manutenção do ban-
co de dados.
e) a redução do número de registros originalmente presentes nas tabe-
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las do banco de dados.
QUESTÃO 5 
Prova: IBFC - 2021 - SEAP-PR - Agente Profissional - Engenheiro 
Cartógrafo
Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) é uma ferramenta do 
Geoprocessamento e empregada no armazenamento, recuperação, 
edição, manipulação, análise, visualização e distribuição de dados 
geoespaciais. Em relação aos componentes de um SIG, analise as 
afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou falso (F).
( ) O SIG é formado por cinco componentes: software, hardware, 
dados, pessoas e procedimentos. 
( ) A Interface de Programação de Aplicativos (API) oferece funções 
de SIG para aplicações de terceiros. 
( ) Um cliente que oferece pouco mais que o acesso a um navega-
dor de Internet, para uso de funções de SIG, é considerado uma 
instância de cliente leve. 
( ) O gerenciamento de um SIG estabelece procedimentos, pontos 
de controle, linhas de comunicação e outros mecanismos para as-
segurar a atividade do SIG. 
( ) O SIG é uma representação digital de aspectos selecionados de 
alguma área específica da superfície da Terra, construído para ser-
vir na resolução de problemas ou para fins científicos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima 
para baixo.
a) F, V, V, V, F
b) V, V, F, V, V
c) V, V, V, F, V
d) F, F, V, V, V
e) V, F, F, F, F
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Sabendo da importância da utilização de tecnologias como o banco de 
dados para a Análise Criminal, quais os principais aspectos no tocante 
ao aperfeiçoamento de informações?
TREINO INÉDITO
Sabendo de todos os desafios corriqueiros numa análise de dados 
quais das alternativas abaixo não condizem com a verdadeira?
 a) Se deve comparar dados estatísticos apenas com base no tamanho 
da população, sem examinar todas as variáveis que afetam o crime num 
determinado local. 
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b) A dimensão dos indicadores de atividade policial de resultados varia 
com a quantidade de crimes, por isso, esses indicadores devem ser 
vistos, quando possível, em relação aos crimes. 
c) Para ser possível falar com algum grau de confiabilidade sobre uma 
tendência em um aumento ou baixa de um indicador é aconselhável ve-
rificar se existem pelo menos três observações consecutivas na mes-
ma direção, de preferência usando séries estacionárias. 
d) Alguns municípios, especialmente os turísticos sofrem com o pro-
blema da elevada população flutuante ou pendular, fazendo com que, 
durante alguns períodos específicos circule pelo local uma quantidade 
de pessoas muito maior do que aquela que reside no mesmo.
NA MÍDIA
DEPOIS DE CHACINA EM JOGO DO PELADÃO, SSP-AM PÕE PO-
LÍCIA NA RUA
Três jogadores morreram e dois estão feridos no hospital. É o saldo da 
chacina em uma partida de futebol do Peladão, campeonato amador pro-
movido pela Rede Calderaro, do jornal A Crítica. O caso aconteceu à luz 
do dia, na tarde deste domingo (22), com transmissão ao vivo pela internet. 
Conforme mostram as imagens, os criminosos agiram livremente. Não 
havia segurança nem policiamento no local, um campo no bairro Jorge 
Teixeira, zona leste de Manaus, região líder de violência e criminalidade.
Até a publicação desta matéria não havia informação oficial de que al-
guém tenha sido preso ou, pelo menos, identificado como autor da cha-
cina. De acordo com o portal Segundo a Segundo, a polícia, como de 
praxe, se limitou a dizer se tratar da “guerra do tráfico”.
O certo, mesmo, é que trata-se de mais um episódio a engrossar o índi-
ce de criminalidade no Amazonas, dos mais altos do país. E também um 
caso que expõe o domínio das ruas pelas facções criminosas, que todo 
dia executam pessoas no seu “tribunal do crime”. E fica por isso mesmo.
Foram três os mortos, até agora, mas a intenção dos criminosos era 
fazer muito mais vítimas. E considerando a aglomeração que havia no 
local, a chacina poderia ter sido uma das maiores.
Fonte: BNC.
Data: 22 de janeiro de 2023
Leia a notícia na íntegra: https://bncamazonas.com.br/municipios/de-
pois-de-chacina-em-jogo-do-peladao-ssp-am-poe-policia-na-rua/
NA PRÁTICA
Como vimos as estruturas policiais acabam por impactar diretamente na 
qualificação das análises criminais, já que muitas ferramentas, especial-
mente, os softwares usados para georreferenciar as ocorrências neces-
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sitam de especificações mínimas de hardware. Tal especificidade não 
corresponde à realidade prática tecnológica encontrada nos batalhões 
de polícias militares do Brasil, que se tornam invariavelmente obsoletas. 
Portanto, essas implicações estruturais relatadas, são meramente res-
tritas as variáveis tecnológicas. Na prática, necessitamos estar atentos 
aos processos de qualificaçaões de setores como os de planejamento 
e análise criminal. O que na realidade, acaba por ser limitado por toda 
sorte de problemas, desde a rotatividade dos comandos até problemas 
relativos ao baixo efetivo disponível pelas autoridades policiais, per-
meando por questões referentes a uma capacitação deficiente. Para 
uma melhor compreesão prática desta realidade recomenda-se a leitura 
de: maiores dificuldades que os setores policiais encontram nos softwa-
res de análise criminal, disponível em: , acesso em 25 de fevereiro de 2021. 
PARA SABER MAIS:
Filme sobre o assunto: Privacidade Hackeada
Peça de teatro: Crimes delicados 
Acesse o link: 
10 filmes e séries para assistir sobre segurança da informação e priva-
cidade de dados, disponível em: .
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OS MÉTODOS PREVENTIVOS
Se tratando da análise criminal como um processo que viabili-
za a maximização do uso de recursos disponíveis para a compreensão 
e endereçamento dos crimes, precisamos ter em mente que ela dis-
ponibiliza a base para iniciativas proativas com a intenção de prevenir 
crimes, fazer o monitoramento, na qual o desempenho da polícia há de 
tirar o maior proveito dos volumes de informações coletadas pelos seus 
órgãos e demais agências.
A integração da análise criminal em uma agência de polícia 
está ligada, proporcionalmente, ao aumento da eficácia das estratégias 
de redução da criminalidade e o direcionamento de recursos limitados 
em controlar, reduzir e prevenir a criminalidade.
ANÁLISE CRIMINAL - PARTE 2
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Para a surpresa de muitos um dos métodos mais importan-
tes diagnosticados nas recentes pesquisas realizadas é que a lideran-
ça tem um papel essencial na integração da análise criminal em uma 
agência de polícia. 
Desenvolver a liderança foi descrita muito mais do que a capa-
cidade dos indivíduos de introduzirem a análise do crime nas agências 
e orientar a sua adoção se tornou um destaque. Pois pesquisas atentam 
que aliderança é necessária para integrar a análise, como em qualquer 
grande mudança em uma agência, deve se nortear no mais alto posto 
dentro da agência. Em outros termos, para que a análise criminal venha 
a se tornar positiva na sua integralidade, os agentes das organizações 
devem ser os líderes e maiores usuários dessas análises com foco em 
quatro áreas críticas, vejamos: 
I. Demonstrando e demandando valor;
II. Ligando a prioridade das análises com a missão da organi-
zação;
III. Colocando as pessoas certas nos lugares certos;
IV. Dando a tecnologia e a qualidade dos dados como prioridade.
A liderança tem sido descrita como um processo de in-
fluência social em que uma pessoa pede a ajuda e apoio de outras 
pessoas para realização de uma tarefa comum. A liderança deve, conti-
nuamente, reconhecer e articular o valor e A importância da estratégia. 
O líder é a pessoa que demonstra para os outros o que é mais 
importante para a organização. 
Nesse sentindo, comumente os líderes da polícia têm enfatiza-
do a segurança dos funcionários e do público, uma resposta rápida às 
emergências e às vítimas da criminalidade. Isso se aplica à integração 
da análise criminal também. Para ser integral, os princípios orientadores 
de uma agência de polícia também devem ser os princípios orientado-
res do esforço da análise criminal. 
A liderança necessita possuir um conhecimento básico de como 
as informações e análises podem ser usadas e precisam ser capazes 
de demonstrar o seu valor. Por tanto, o líder nesse sentido, necessaria-
mente, vai precisar de um constante reforço na importância e no valor 
da análise, especialmente, porque ela vai levar algum tempo para se in-
tegrar plenamente e mudar atitudes e comportamentos das pessoas, ou 
seja, não é apenas criar e divulgar um novo relatório semanal, mas 
uma nova forma de fazer negócios. Dessa maneira, a sua utilização 
e recepção em operações diárias não deve ser uma escolha, mas sim 
uma forma de fazer as coisas.
Ainda nessa temática, os produtos analíticos também são um 
importante método de prevenção. Estes são desenvolvidos através da 
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análise de aspectos elementares dos dados no intuito de tirar conclu-
sões acerca das relações existentes entre os fatos. Eles distinguem os 
elementos criminais individuais das relações de grupos e determinam 
se existem relações possíveis com o objetivo de direcionar as estraté-
gias de redução da criminalidade.
Observe os seguintes aspectos:
Certo produto analítico liga seis assaltos residenciais com base 
nos seguintes fatos: 
- A entrada é feita pelo portão deslizante traseiro e os crimes 
acontecem em uma área de dois blocos de duplex, no período do dia, 
durante vários dias. Esse produto dirige oficiais de patrulha para a área 
dos dois blocos perante o dia para fazer contatos de campo, distribuir 
folhetos de prevenção da criminalidade para os residentes da área e 
despachar unidades de repressão a crimes disfarçados durante o tem-
po do padrão. Outro exemplo de produto analítico é uma lista de crimi-
nosos sexuais onde os infratores são classificados pela quantidade de 
registros e pelo tipo de crime. Tal produto direciona energia e atenção 
para o pior ou para os mais recentes infratores catalogados.
Por mais que os produtos informativos e analíticos pareçam ser 
semelhantes pelo fato de os dados sobre os quais se baseiam serem os 
mesmos, existe uma distinção muito relevante, que é o objetivo do produ-
to, pois este rege influência na criação e no conteúdo final. Porém, o uso 
sistemático desses produtos informativos e analíticos é irrelevante para 
que as agências de polícia sejam eficazes na redução da criminalidade. 
Os oficiais sargentos e comandantes necessitam de informa-
ções para auxiliá-los a compreender o ambiente em que trabalham, 
bem como analisar e dar prioridade as estratégias que são determinan-
tes para a redução da criminalidade.
Figura 10 - Analisar as informações priorizando estratégias são aspectos 
determinantes para reduzir o índice de crimes e controlar situações de risco 
como a da imagem.
Fonte: Freepik, 2021
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De mesma maneira, os produtos analíticos que conduzem as es-
tratégias de redução da criminalidade para oficiais e supervisores são os 
que foram produzidos para provocar uma ação imediata e podem incluir 
padrões de crimes que ocorreram em áreas geográficas determinadas 
nos poucos dias ou semanas passados. Esses produtos são suscetíveis 
de solução a longo prazo, como se os crimes estivessem aumentando ou 
diminuindo ao longo do tempo; ou um exame de parques, bares, hotéis ou 
onde uma quantidade desproporcional de atividades está acontecendo.
AS SOLUÇÕES DE PROBLEMAS
Alguns dos problemas mais comuns de analisar dados se en-
contram nas seguintes questões:
• Sazonalidade: onde temos o tempo como algo linear, o que 
significa mudanças climáticas, modificação de atividades sociais e eco-
nômicas, o que pode favorecer ou mesmo coibir a ocorrência de deter-
minados crimes. Ou seja, há distintas situações e fatores conectados 
ao calendário anual que explicam porque a criminalidade aumenta ou 
baixa, sistematicamente, em determinados tempos.
• Problema com a unidade de análise: É fator já conhecido no 
âmbito da criminologia, quando um pequeno grupo de locais é tido como 
causador em grande proporção de crimes provenientes em uma certa 
sociedade. Consiste no fenômeno de concentração espacial do crime, 
que é conceituada a partir de aspectos sociodemográficos, econômicos 
e até mesmo históricos daquele determinado local/bairro/cidade/estado.
• A seleção do período eixo de comparação: A depender do 
crime escolhido, e do espaço de tempo utilizado como eixo para com-
paração é possível tanto “provar” que a criminalidade está em declínio 
como o oposto a isto, a depender de fatores hermenêuticos. Por tanto, 
a escolha do perído de eixo é uma questão de grande relevância.
• Cálculos de taxas e porcentagens com base muito inferiores: 
A regra estatística recomendada é que se tenha certa precaução de 
cálculo percentual, caso a base seja menor a 100 casos, necessitando 
ter um cuidado ainda maior com números absolutos menores a 30. Por 
tanto, solucionarmos questões desta natureza, esteja atento a maior 
elevadação da base, poque assim você verificará que mais inferiores 
serão as oscilações percentuais, ou seja, teremos dados mais precisos.
• Ter os dados de notificação dos crimes como o centro de to-
das as informações: Tenha em mente que os dados estatísticos esta-
riam todos perfeitos se nenhum cidadão que fosse vítima de um crime 
deixasse de notificar às autoridades competentes sobre o ocorrido em 
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que se tornaram vítimas. 
• Atividade Policial: O contexto dos indicadores das atividades 
policiais de resultados – veículos recuperados, cargas recuperadas, ar-
mas apreendidas, prisões efetuadas, cativeiros descobertos etc. – cam-
bia com a quantidade de crimes, sendo assim, tais indicadores devem 
ser vistos, favoravelmente, em teor aos crimes, pois quanto maior for a 
sua incidência, mais alta será a probabilidade de que a polícia consiga 
mais flagrantes, veículos roubados, drogas, armamentos etc.
• Determinados indicadores que representam ao mesmo tempo 
atividade policial e os fenômenos criminais: Tenha em mente que quan-
do os homicídios se elevam ou diminuem, temos uma enorme convicção 
de que o indicador de fato está refletindo o fenômeno ilustrado, já que a 
notificação é elevada e o homicídio não varia da maneira abrupta diante 
da superior ou inferior atividade policial. Por um outro lado as apreen-
sões de drogas ou de armamentos têm uma interpretação ambígua. 
Vejamos, quando elas se elevam, poder ser tanto devido há um maior 
número de entorpecentes e armamentos rodando, quanto porque teveuma maior atividade policial que está ligada ao combate destes crimes.
• Distinções conceituais entre os dados estatísticos de homicídio 
da segurança pública e demais órgãos: Em relação à discrepâncias nota-
da diante dos números de homicídio divulgados por distintas instituições 
dos âmbitos da segurança pública e saúde, é notório destacar que cada 
organização se utiliza de uma fonte e adota uma metodologia própria 
de coleta e análise de dados. Dessa maneira, os dados sempre terão 
distinções no conteúdo de suas informações. Nesse sentido, algumas 
instituições fazem uso como eixo primário de seus dados de homicídio 
a declaração de óbito, por exemplo, já outras instituições podem adotar 
como eixo o boletim de ocorrência. Por tanto, isto é uma variável enorme. 
• População flutuante e pendular: Certas cidades, especialmente 
aquelas com forte cunho turístico ou até mesmo alguns bairros nas zonas 
centrais e comerciais das cidades acabam por sofrer com a questão da 
alta população flutuante ou pendular. Perante os finais de semana ou nos 
tempos de verão a circulação de uma quantidade muito maior de pessoas 
(além das que moram no local) aumenta, consideravelmente. 
• Hierarquização de cidades, bairros e outros rankings: A partir 
do momento que as estatísticas são disseminadas, diversas entidades 
(como jornais, agências de turismo e outros grupos com interesse em 
crimes) fazem uso para compilar com rankings de cidade e estados. Tais 
rankings não detêm nenhuma percepção diante das múltiplas variáveis 
que permeiam o crime em um município ou região particular. Tais senti-
dos hierárquicos nos conduzem a hermenêuticas simplistas ou que estão 
incompletas do contexto atual, criando então percepções que nos enga-
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nam e acabam afetando alguns municípios e os seus demais residentes.
Conforme Boba (2009) existem alguns tipos genéricos de pro-
dutos da análise criminal que são um ótimo instrumento na solução de 
problemas, como é o caso dos Boletins criminais. Estes são relatórios 
pequenos, contendo poucas páginas que descrevem uma tendência ou 
padrão tático de curto prazo. Entre os pesquisadores dessa área é unâ-
nime que o boletim de ocorrência criminal é um dos documentos mais 
importantes produzidos pela polícia, a fim de no futuro solucionarmos as 
dificuldades/problemas em questão. 
O boletim de ocorrência policial é instrumento adotado pelos 
órgãos da polícia com o intuito de para formalizar a notícia crime, em 
outras palavras, ele vai registrar da maneira mais fidedigna os fatos 
acontecidos que necessitam ser levados ao conhecimento das autori-
dades competentes. Àqueles que fazem o registro da ocorrência (quem 
fez a queixa ou registrou o crime) este é o documento que comprova 
a sua comunicação e solicitação providências às autoridades policiais. 
Dessa maneira, depois da comunicação do ocorrido, tais bole-
tins passarão a ser analisados pelos analistas que positivarão medidas 
legais, e que a partir disto vão começar ou não à investigação criminal. 
As informações inseridas nesses boletins conduzirão a polícia a desen-
cadear uma série de ações que objetivem à prevenção e repressão ao 
crime, como também a adoção de medidas voltadas à segurança pú-
blica, o que por si só já é de grande valia para solucionar problemas 
oriundos das práticas de crimes. 
Conforme já estudamos ao longo do material, vimos que a 
informação é a matéria-prima da análise criminal e da condução das 
investigações, por isso, ela é algo tão essencial para iniciar qualquer 
solução de casos, problemas ou desafios que apareçam. Dessa forma, 
é notório destacar que ela, ainda que no início das investigações, parte 
dos registos informados no boletim de ocorrência policial, pois esse ins-
trumento deve ser fidedigno aos fatos, relatando as datas, os horários, 
os locais, relacionando os objetos, discriminando as pessoas envolvi-
das, relatando odores, manchas, sons, detectando as partes etc.
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Figura 11: A importância do boletim de ocorrência como forma de solucionar 
problemas na análise criminal
Fonte: Delegacia Virtual – Manual do Usuário, 2021.
É notório destacar que os agentes de investigação não podem 
relatar apenas o que executaram em suas atribuições, mas também o 
que deixaram de fazer por algum motivo. 
Para este caso tome como nota de exemplo quando um 
agente vai à tentativa de entrar em contato com uma possível teste-
munha, porém, esta não foi encontrada porque tem trabalho à noite. 
*Note que essa informação é muito importante, sendo as-
sim, os demais agentes terão que analisar condições que melhor 
se adequem aos horários que seja possível que a testemunha for-
neça o seu depoimento. 
A relevância de que todos os crimes sejam registrados se torna 
cada vez mais essencial quando recordamos que as informações inse-
ridas nos boletins criminais são conduzidas aos órgãos superiores em 
forma de relatórios, onde estes elaborarão as estatísticas policiais com 
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o intuito de identificar os alvos críticos da violência, seja contra uma 
pessoa ou contra o patrimônio. 
É por meio deste mapeamento estatístico é que a Secretaria de 
Segurança Pública irá aperfeiçoar ações para prevenção e minimização 
dos efeitos da criminalidade, além de conduzir recursos e investimentos 
para cada unidade policial, empregando como critério os índices reve-
lados pelos registros. 
Figura 12: Mapeamento estratégico de Análise Criminal como instrumento 
estático para Secretária de Segurança Pública – Solução para implementação 
de políticas públicas
Fonte: Youtube - Sistema LABGIS UERJ, 2017.
Já os memorandos são documentos em aspecto de carta, que 
resumem um pedido, expõem uma análise, salientam os efeitos interes-
santes e, em alguns casos, fazem recomendações para uma análise 
mais densa. Redigir memorandos não é uma missão, especialmente, di-
vertida ou interessante como o manuseio de uma arma de fogo ou estar 
no campo de investigação. Porém, esta é uma parte muito importante 
do trabalho. Provavelmente, você já deve ter lido um artigo mal escrito. 
As pessoas querem ser reconhecidas como profissionais, porém, em 
muitos casos, as pessoas acabam por escrever sem pensar ou com 
tanta pressa que não se fazem entender. Por isso, tenha em mente que 
alguns memorandos estão cheios de palavras com erros de ortografia, 
gramaticais etc., porém, o que deixa tudo mais complicado é quando a 
escrita cria mais perguntas do que respostas. 
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Há um fluxo e um refluxo para redigir memorandos. O foco de 
qualquer nota ou é para chamar a atenção para uma dificuldade ou pro-
blema, no intuito de fornecer informações, ou para resolver um proble-
ma ao estipular que medidas devam ser tomadas. Observemos como 
é feita tal execução identificando o público-alvo, definindo o que ele 
necessita saber e expondo as informações em um formato apropriado.
O público alvo necessariamente precisa ser limitado. Quando o 
comunicado estiver endereçado a um grupo de pessoas deve-se fazer 
uso de um boletim ou uma carta de instruções. É válido destacar que as 
questões delicadas são comumente resolvidas de uma maneira melhor 
se forem tratadas pessoalmente. Portanto, tal público alvo usualmente 
será constituído nos decisores, por isso, a nossa comunicação precisa 
ser assertiva, respondendo a perguntas relevantes como: “para quem 
estou escrevendo?” e “por que preciso saber disso?”. 
Nesse sentido, ainda é preciso considerarmos sua posição, 
as responsabilidades e a quais projetos essa pessoa está conectada. 
Ainda que a efetivação da aplicabilidade de uma lei tenha uma estrutu-
ra burocrática e politicamente carregada, cada receptor que obter seu 
memorando não terá um lugar ou título, mas será, uma pessoa na qual 
você necessite conhecerpara que sua comunicação seja eficaz. 
Para melhor compreensão acerca da temática, tome como 
nota de exemplo as seguintes questões: 
- Como compreende as más notícias?
- Você demostra ter uma mente aberta para compreender 
determinados assuntos?
Numa redação de um memorando é possível pedir para que outra 
pessoa que leia antes de enviá-lo, dessa maneira, as chances de alcançar 
o sucesso são maiores, pois esse outro prisma nos dará um vislumbre so-
bre como as informações serão recepcionadas. A título de exemplo temos 
os militares com uma filosofia simples para fornecer informação, com uma 
“necessidade do saber” como uma espécie de paradigma. Na geração de 
redes sociais, e-mails, internet e intranets, um memorando, cuidadosamen-
te, elaborado e bem escrito é algo muito prezado, ainda que o seu conte-
údo seja relevante de alguma maneira. Usualmente os memorandos são 
distintos por aqueles que serão lidos e arquivados e aqueles que serão 
jogados na lixeira. Vejamos abaixo um exemplo de memorando: 
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Figura 13: Exemplo de memorando.
Fonte: SCRIBD, 2015.
Sendo assim, podem ou não ser úteis, mas mesmo assim in-
tegram a sua importância na solução de problemas em uma análise 
criminal. Portanto, um memorando deve ser escrito com paciência, não 
devendo ser escrito para tudo, depois de identificar a quem e por qual 
razão tal documento deverá ser escrito, é preciso nos concentrar sobre 
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o quê deve ser escrito. 
Outro ponto importante para nossa temática de solução de pro-
blemas são os relatórios, pois estes são documentos e mapas que for-
necem os mesmos dados em intervalos regulares para dar informações 
acerca das atividades, permitirem a identificação dessas dificuldades.
Para melhor compreensão acerca da temática tome como 
nota de exemplo as tipologias de crimes, chamadas, acidente e as 
comparações entre anos, que podem adicionar comparações com 
outras jurisdições similares, bem como entre estados e órgãos na-
cionais.
 Tenha em mente que todas as ações policiais precisam de al-
gum tipo de documentação, devido a isso, existe um grande número de 
relatórios que são utilizados pelos policiais. Existem diversas espécies 
de relatórios adotados pelos órgãos policiais, em muitos lugares, mas 
vejamos a partir de agora os mais comuns.
Os relatórios das análises criminal, geralmente, são curtos, va-
riando em conformidade com a natureza do trabalho policial e comple-
xidade das situações a serem analisadas. Os relatórios de incidentes 
diferem dos relatórios dos delitos e dos relatórios de detenção.
O relatório de incidentes tem um foco maior na narrativa dos 
fatos e serve como fonte informativa extra ou adicional para outros re-
latórios. Os relatórios dos delitos relatam sobre um dos atos criminais 
previstos pelo nosso ordenamento jurídico. Há centenas de tipos crimes 
que podem ocorrer, com os mais diversos alcances e relacionados as 
mais variadas espécies de vítimas, podendo ser um sujeito, uma or-
ganização, uma entidade, um negócio, uma cidade, um estado ou até 
mesmo o próprio governo. A complexidade desse tipo de relatório con-
siste ainda no fato de que alguns eventos se originarem a partir de uma 
tipologia de crime e transformar-se em outro tipo de crime mais grave.
Por conta da vasta gama de atos criminosos previstos em 
nosso ordenamento jurídico, nos relatórios de delitos é de suma 
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importância que os policias apurem, criteriosamente, os dados co-
lhidos e os elementos presentes nas ocorrências, a fim de definir 
bem e, assertivamente, o crime a ser elucidado.
Nessa espécie de relatório, não tanto espaço para relatar so-
bre os fatos ocorridos, importa mais o registro de todas as informações 
colhidas e apuradas, a fim de que o ocorrido seja criteriosamente deta-
lhado, posto que os relatórios de delitos são um dos relatórios policiais 
mais robustos, que contêm mais informações sobre os métodos especí-
ficos do cometimento de cada crime, das lesões produzidas e danos so-
fridos por uma vítima, bem como as direções iniciais tomadas pelo dele-
gado na investigação do fato criminoso. Vale salientar que nos relatórios 
de delito, geralmente, deve constar todas as informações necessárias 
para obtenção dos mandados de prisão, sendo o boletim de ocorrência 
muitas vezes dispensado e utilizado apenas para dados estatísticos.
O relatório de detenção por sua vez, revela as razões da perda 
de liberdade (por um período temporário) de um sujeito. Nessa espécie de 
relatório, caberá ao policial registrar criteriosa e detalhadamente todas as 
informações e observações que culminaram na decisão por prender um 
cidadão, bem como todos os elementos que indicaram a existência de um 
crime. É de suma importância também que nesse relatório conste todas as 
informações relevantes sobre a ocorrência da custódia, como, por exem-
plo, se foi necessário o emprego da força ou se houve resistência ou não 
do suspeito. As informações sobre a custódia são relevantes e precisam 
ser transpostas para o relatório de detenção porque delas outras investiga-
ções podem surgir, de forma interna, sobre a conduta dos policiais.
O relatório de detenção, apesar de ser simples, posto que con-
siste no preenchimento de informações de múltipla escolha e o resto 
para a narrativa fática, é um documento muito importante, inclusive para 
respaldo do próprio policial que conduz a detenção do sujeito. Geral-
mente, acompanha o relatório de incidentes.
Os relatórios de acidente têm como objeto a descrição e narra-
tiva dos eventos e as causas que culminaram no acidente em análise. A 
maior parte dos acidentes hoje é automobilístico. O referido formulário 
costuma ser útil mais para efeitos de ressarcimento de seguros do que 
para investigação criminal em si, apesar de que há alguns acidentes 
que possam desaguar em acusações criminais.
Essa espécie de relatório, geralmente, é utilizado pelas empresas 
de seguros ou pelos envolvidos nos acidentes para auxiliar ou, dar início a 
sua própria investigação com base no que foi apresentado no relatório do 
acidente. Vale destacar, ainda, que uma cópia do presente relatório deve 
sempre ser enviada para o Estado, a fim de que a questão seja analisada 
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por profissionais especializados na averiguação de eventual problemas de 
interseção ou mesmo das condições da estrada, de modo que, havendo 
algum problema com a mesma, alguma solução possa ser tomada.
Como dito, anteriormente, esses relatórios são solicitados, em 
sua maioria, para sanar demandas cíveis, posto que as pessoas envol-
vidas em acidentes, posteriormente, acabam nos tribunais buscando 
soluções para o conflito gerado, principalmente, quando há dois ou mais 
sujeitos envolvidos com interesses distintos. 
Os relatórios de pesquisa, por sua vez, propiciam uma espe-
cífica descrição de dados, metodologias e análises de um determinado 
projeto de pesquisa, do problema que essa pesquisa buscou solucionar, 
dos dados analisados, das interpretações, das descobertas e recomen-
dações. Esse tipo de relatório é solicitado para solução de problemas 
específicos. As análises que constituem essa espécie de relatório são 
mais rigorosas que a dos demais relatórios e compõem a maior parte do 
trabalho exercido diariamente pelo analista criminal.
Quanto à análise criminal é importante ter em mente os dife-
rentes produtos de análise de crimes, pois a depender do tipo de crime 
a ser analisado informações específicas devem ser priorizadas dentre 
as demais, para que a investigação policial seja mais eficiente, posto 
que somente o que for de fato relevante tomará tempo dos policiais, 
priorizar o essencial para aquele tipo de crime, evita que os policiais 
fiquem sobrecarregados.
No processo de análise de dados, váriassão as teorias e mo-
delos para explicar como as informações são processadas. Dentre elas, 
destacamos o modelo físico, teoria do padrão de reconhecimento e o 
modelo computacional.
No modelo físico o objeto de estudo passa por três estágios. O 
primeiro estágio é chamado de icônico, no qual é procedido um primeiro 
reconhecimento inicial da informação visual, portanto, é uma fase mais 
curta. O segundo estágio consiste numa armazenagem visual de curto 
prazo, mais complexa que do que o primeiro apresentado, portanto, se 
torna ainda mais demorada. Nesse segundo momento, a informação é 
enviada para a memória visual de longo prazo. No último estágio, temo 
a memorização de longo prazo, que começam a ser constituídas pistas 
que auxiliam o reconhecimento de novos estímulos visuais. A teoria do 
padrão de reconhecimento, as imagens icônicas são transformadas em 
itens reconhecíveis pelo padrão de associação. O modelo computacio-
nal, por sua vez, consiste num modelo tridimensional parecido com um 
processo de abstração que ocorre na cartografia.
É importante atentar ao fato de que a produção dos dados ain-
da é só metade do percurso, pois há que ser considerado o que será 
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interpretado pela audiência. Desse modo, o armazenamento de pistas 
que viabiliza a interpretação das imagens visuais no armazenamento a 
longo prazo indica que a familiaridade culmina numa verdadeira vanta-
gem substantiva sobre a interpretação do conteúdo elaborado. Afinal de 
contas, muitas vezes não percebermos o quão familiar é para nós aquele 
mapa que produzimos, mas o quão estranho esse mesmo mapa pode ser 
àqueles que o analisam pela primeira vez, sem terem tido o mesmo prazo 
que tivemos para referenciar cada ponto em sua memória de longo prazo.
E por fim, nos resta tratar aqui de uma outra característica muito 
importante da análise criminal, qual seja, o fato de que os dados colhi-
dos e produzidos sobre um determinado caso, portanto, tudo aquilo que 
fez com que determinado caso fosse solucionável, pode não permanecer 
igual. Isto significa dizer que semelhanças encontradas na análise de ca-
sos, muitas vezes, podem não ser úteis na solução de outros casos.
Para aprimorar a eficácia de uma análise criminal, portanto, é im-
portante que a organização seja capaz de se adaptar às circunstâncias par-
ticulares envolvidas, tanto casuisticamente, quanto de uma maneira geral. 
A fim de promover essas adaptações, cada unidade deve ter acesso aos 
dados suficientemente aptos a revelar as condições sobre cada local, bem 
como deve ser capaz de analisar os dados sob as mais variadas formas.
A instituição de organizações descentralizadas aproveita o 
conhecimento já consolidado de seus trabalhadores, os aplicando de 
maneira mais rápida às circunstâncias locais, portanto, esse método 
permite que quando as circunstâncias venham a variar em diferentes 
áreas de responsabilidade da organização ao longo do tempo, esses 
ajustes sejam mais céleres e os resultados mais eficazes.
Assim sendo, se a capacidade dos oficiais de patrulhar as ruas 
é aprimorada e ampliada e o mesmo ocorre com os investigadores ao 
responder ao caminhar evolutivo das circunstâncias, há uma maior ade-
quação e eficácia de todo o departamento de polícia ao reagir sobre uma 
grande variedade de condições postas aos serviços públicos urbanos.
Portanto, esse mapeamento beneficia muito mais do que a 
sua utilização enquanto mecanismos de representação de dados, ele 
promove a comunicação entre grupos diferentes com mais facilidade, 
como, por exemplo, aproxima a comunicação entre a comunidade e a 
polícia, entre os agentes policiais e os oficiais de patrulha ou os dete-
tives. Assim sendo, pode-se afirmar que o mapeamento é um meio de 
comunicação sobre as características de crime de uma comunidade, 
muito mais eficaz do que uma lista de infrações similares.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1 
Provas: CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Perito Oficial Químico 
Legal - Área Química 
Considerando as peculiaridades do local de crime, assinale a op-
ção correta.
a) O primeiro policial que chegar ao local do crime deve isolar a área, 
que, após delimitada, só pode ser acessada por outros agentes da polí-
cia ou por familiares da vítima, se for o caso.
b) Todo elemento encontrado no local do crime consiste em um vestígio, 
que pode estar ou não relacionado ao evento periciado.
c) O primeiro policial a chegar à cena do crime deve decidir, ao tomar 
as providências de isolamento e preservação, sobre os elementos que 
poderão ser desconsiderados como vestígio dentro da área de ocorrên-
cia do delito.
d) A expressão local de crime limita-se ao perímetro que circunda o lu-
gar de ocorrência do delito. 
e) De acordo com a classificação dos locais do crime, o local relaciona-
do corresponde à área adjacente próxima de onde ocorreu o fato crimi-
noso (local imediato) e na qual possivelmente há vestígios.
QUESTÃO 2 
Prova: MPE-PR - 2019 - MPE-PR - Promotor Substituto
Sobre o inquérito policial, controle externo da atividade policial e 
poder investigatório do Ministério Público, analise as assertivas 
abaixo e assinale a alternativa incorreta:
a) O inquérito policial pode ser instaurado de ofício, por requisição do 
Ministério Público e a requerimento do ofendido em casos de crime de 
ação penal pública incondicionada.
b) O membro do “Parquet”, com atuação na área de investigação crimi-
nal, pode avocar a presidência do inquérito policial, em sede de controle 
difuso da atividade policial.
c) No exercício do controle externo da atividade policial, o membro do 
“Parquet”, pode requisitar informações, a serem prestadas pela auto-
ridade, acerca de inquérito policial não concluído no prazo legal, bem 
assim requisitar sua imediata remessa ao Ministério Público ou Poder 
Judiciário, no estado em que se encontre.
d) O membro do Ministério Público pode encaminhar peças de infor-
mação em seu poder diretamente ao Juizado Especial Criminal, caso a 
infração seja de menor potencial ofensivo.
e) No inquérito policial, a autoridade policial assegurará o sigilo necessário 
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à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade e, no procedi-
mento investigatório criminal, os atos e peças, em regra, são públicos.
QUESTÃO 3 
Prova: IDECAN - 2021 - PC-CE - Escrivão de Polícia Civil
Durante investigação policial realizada para a elucidação de fatos 
relacionados à prática de crimes promovidos por uma grande or-
ganização criminosa, o policial Fábio, que estava acompanhando 
os delitos praticados por membros de tal organização, foi autori-
zado pelo Magistrado a retardar a prisão em flagrante em relação 
a alguns criminosos membros da organização e casos específicos 
relatados na decisão judicial, a fim de que a medida legal se con-
cretizasse no momento mais eficaz à formação de provas e obten-
ção de informações. Nesse cenário, a Lei 12.850/13 previu expres-
samente alguns meios de obtenção de prova, conforme se observa 
nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a.
a) captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos
b) equipamentos e técnicas modernas de detecção e de repressão, para 
a realização de vigilância eletrônica e de entregas vigiadas
c) acesso a registros de ligações telefônicas e telemáticas, a dados ca-
dastrais constantes de bancos de dados públicos ou privados
d) acesso a informações eleitorais ou comerciais
e) infiltração, por policiais, em atividade de investigação
QUESTÃO 4 
Provas: FGV - 2021 - PC-RJ - Perito Criminal - Engenharia Civil 
Quando da ocorrência de fato violento no curso de operações po-
liciais, a autoridade policial, ao tomar conhecimento da ocorrência 
de lesão corporal ou homicídio decorrente de oposição à interven-
ção policial, deverá observar as seguintes diretrizes básicas:
a) requisitarimediato deslocamento de equipe de apoio policial, para 
garantir o isolamento da vítima ou do corpo da vítima, caso ainda não 
tenha sido providenciado;
b) requisitar o concurso da Polícia Técnico-Científica, que deverá reco-
lher para perícia todo material capaz de determinar a causa e a autoria 
do respectivo fato;
c) em caso de lesão corporal, a vítima deve ser socorrida prioritariamen-
te pela polícia, devendo ser acompanhada, sempre que possível, por 
membro da família;
d) caberá à Polícia Técnico-Científica dirigir-se ao local, independente-
mente de provocação, para o colhimento de todas as provas disponíveis;
e) requisitar aos policiais envolvidos, quando necessárias à formação 
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de seu convencimento, as perícias pertinentes, inclusive laudos prévios, 
quando viáveis.
QUESTÃO 5 
Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Perito Oficial Químico-
-Legal - Área: Geral
Vinte e cinco de janeiro de 2019. Uma das barragens da mina do 
Córrego do Feijão da mineradora Vale rompe-se em Brumadinho, 
região metropolitana de Belo Horizonte, MG. Esse fato pode vir a 
configurar a pior tragédia humana provocada por rompimento de 
barragem de minério das últimas três décadas. Em situações como 
essa, muitas vezes as equipes de resgate às vítimas encontram 
corpos em situações de difícil reconhecimento. Em meio ao sofri-
mento das famílias causado pela incerteza do paradeiro de seus 
entes queridos, a busca por respostas torna-se urgente.
A identificação genética na análise forense e perícia criminal. Inter-
net: laborgene.com.br (com adaptações).
Uma das importantes utilizações da genética forense é na identifi-
cação de pessoas vitimadas por catástrofes, em especial quando 
não foi possível identificar as vítimas por outras metodologias fo-
renses. Com relação à identificação de pessoas vítimas de catás-
trofes, assinale a opção correta. 
a) A coleta de material biológico para a análise de DNA depende do 
estado do corpo, porque, para a extração de DNA, é necessária a co-
leta de tecidos moles que geralmente estão ausentes em um corpo em 
avançado estado de degradação. 
b) A análise de DNA mitocondrial é especialmente útil para identificação 
individual quando se encontram corpos de membros de uma mesma 
família juntos no mesmo local. 
c) Se a análise de uma amostra revelar a ocorrência de mais que dois 
alelos para diversos dos marcadores genéticos analisados, isso sinaliza 
que a amostra está muito degradada.
d) Para evitar contaminação, a área para extração de DNA de amostras 
colhidas em situações como a de Brumadinho deve ser separada da 
área de extração de DNA de amostras de referência. 
e) A identificação de um indivíduo pela genética forense demanda a 
existência de uma amostra de referência desse mesmo indivíduo (esco-
va de dentes, aparelho de barbear etc.) para fins de comparação. 
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Como os boletins criminais podem ser um ótimo instrumento na solução 
de problemas da análise de crimes e resolução dos mesmos?
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TREINO INÉDITO
Tomando por base as considerações sobre fontes de dados, julgue 
a alternativa incorreta a seguir:
a) Para uma visão efetivamente compreensiva dos fenômenos relacio-
nados à segurança pública e à justiça criminal, é necessário atentar 
para as condições gerais de vida da população.
b) Sob a ótica da pesquisa social, há um consenso de que apenas as 
informações administrativas de agências de segurança pública e justiça 
criminal são suficientes para a compreensão dos fenômenos relaciona-
dos à incidência criminal ou à violência. 
c) O uso científico das informações de segurança pública e justiça cri-
minal para a gestão de políticas envolve não apenas informações es-
pecíficas dessa área, mas também informações socioeconômicas e 
urbanas necessárias para se contextualizar a sua situação. 
d) É importante estar atento às provas testemunhais como fonte de da-
dos. Uma fake news pode prejudicar a análise criminal, como sendo 
uma fonte inverídica dos fatos ocorridos.
NA MÍDIA
SERGIPE MANTÉM TENDÊNCIA E HOMICÍDIOS CAEM NO PRIMEI-
RO BIMESTRE DE 2021. A REDUÇÃO NO PERÍODO, EM COMPARA-
TIVO ENTRE 2020 E 2021, FOI DE 30,4%.
Os homicídios caíram 30,4% em comparativo feito entre o primeiro bimes-
tre de 2020 e o de 2021, segundo os dados da Coordenadoria de Esta-
tística e Análise Criminal (CEACrim), da Secretaria da Segurança Pública 
(SSP). Além de números, a retração nas mortes violentas representou a 
preservação de 45 vidas em todo o estado de Sergipe. As apreensões de 
694 armas de fogo, no ano passado, e de 1,5 tonelada de drogas, apenas 
no primeiro bimestre deste ano, impactaram na redução dos homicídios. O 
resultado positivo também é fruto do planejamento estratégico de identifi-
cação da mancha criminal, das operações policiais e do trabalho integrado 
entre as polícias Civil e Militar, junto à Coordenadoria Geral de Perícias 
(Cogerp). De acordo com o levantamento feito pela CEACrim, nos dois 
primeiros meses de 2020, foram registrados 148 homicídios - sendo 79 em 
janeiro e 69 em fevereiro. Já neste ano de 2021, os dados da Coordenado-
ria de Estatística e Análise Criminal contabilizaram 103 crimes - dos quais 
49 ocorreram em janeiro e 54, em fevereiro. Nesse comparativo, a unidade 
vinculada à SSP observou a preservação de 45 vidas, que, em termos per-
centuais, representou a retração de 30,4% na incidência de homicídios no 
comparativo entre o primeiro semestre de 2020 e o de 2021.
Fonte: Secretária de Estado da Segurança Pública
Data: 04/03/2021
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Leia a notícia na íntegra: Disponível em: . 
NA PRÁTICA
Vimos que a análise criminal quando associada à inteligência policial se 
torna um grande instrumento de produção de conhecimento, que coleta e 
processa informações, distribuindo dados, através do uso de softwares, 
planilhas, gráficos e dados estatísticos no geral, bem como os sistemas 
de informação geográfica, que nos permitem estabelecer relações entre 
várias categorias de dados e informações criminais, detectando padrões 
e tendências que são quase que humanamente impossíveis de serem 
detectados manualmente. Porém, a realidade prática de uma solução de 
combate à causa da criminalidade para a nossa geração não condiz so-
mente com o uso e aplicação da análise criminal. É tarefa dos agentes 
de polícia, uma maior compreensão da capacidade analítica com seus 
trabalhos, se guiando para solucionar problemas com a aplicação de es-
tratégias de inteligência e adotando métodos. Como um analista criminal, 
tenha em mente de que somente atividades de policiamento e patrulha, 
não têm a capacidade de solucionar por definitivo os nossos índices de 
criminalidade. Mas, obviamente, estas práticas e soluções irão reduzir, 
consideravelmente, as ocorrências cometidas naqueles locais quentes.
PARA SABER MAIS
Filme sobre o assunto: O dilema das redes
Peça de teatro: O Crime da Cabra
Acesse os links:
Ministério da Justiça e Segurança Pública, disponível em: .
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GABARITOS
CAPÍTULO 01
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Na análise criminal tática iremos analisar dados e informações inerentes 
aquilo que conhecemos por “onde, quando e como” o crime aconteceu e foi 
concretizado. Já na análise criminal estratégica a diferença se dará no com-
portamento dos crimes que acontecem entre um longo período de tempo, 
em que podem ser observadas as acelerações na frequência e quantidade 
de atos ocorridos com base nos fenômenos em lugares determinados, de 
uma maneira que se obtenha uma visão clara das tendênciasdos crimes.
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
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CAPÍTULO 02
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Softwares como o Banco de Dados permitem criar padrões, melhorar 
os dados analisados em todos os sistemas, corrigir os erros e reestrutu-
rar os dados sem atingir o sistema de operação, de uma forma que só 
mostre o modelo final e organizado para a análise. Coleta para análise 
uma grande quantidade de dados dos sistemas transacionais – OLTP, 
que ofertam suporte às tomadas de decisões e a previsão de eventos 
posteriores; tecnologias como essa permitem o aprimoramento e pro-
cessamento de informações em uma análise criminal.
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
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CAPÍTULO 03
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Os boletins de ocorrência criminal são considerados dentre os docu-
mentos presentes na investigação de um crime como um dos mais im-
portantes produzidos pela polícia, a fim de no futuro solucionar as difi-
culdades/problemas em questão. 
TREINO INÉDITO
Gabarito: B
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TRANSEUNTES: são aqueles crimes que deixam vestígios, como, por 
exemplo, o crime previsto no art. 129 do Código Penal, qual seja, o ato 
de ofender a integridade física ou corporal de outrem. É também identi-
ficado nos roubos que se efetivam no ato em que uma pessoa que vai 
ser roubada, e no momento do ato está andando.
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Sestudo se voltará para a cog-
nição no sentido de utilizar-se de métodos que venham a ser preventi-
vos, ou seja, que antevem aos crimes, e que a análise criminal trabalhe 
para identificá-los e para melhor aplicar a cada caso. Consequentemen-
te, logo após essa abordagem, nosso material entra em sua parte final, 
que é a solução de problemas no âmbito da análise criminal, e é nesse 
momento que você pode explorar como melhor se pode resolver desa-
fios que estão constantemente surgindo nesse âmbito. 
É muito conhecimento que vem por aí, por isto, esteja atento às 
notas importantes e lembre-se de ler as sugestões de materiais, notícias 
e filmes. Isso vai te ajudar a compreender ainda mais sobre o estudo 
da análise criminal e possibilitar uma visão prática do analista criminal. 
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INTRODUÇÃO À ANÁLISE CRIMINAL
A análise criminal concerne acerca de um conjunto de proces-
sos sistemáticos e anáticos que oferece informações atemporais e per-
tinentes em relação a padrões criminais e as correlações de tendências 
criminais. Sobretudo, sendo, uma ferramenta tática. (EMIG; HECK; & 
KRAVITZ, 1980).
Portanto, para seu estudo é importante que você tenha em 
mente que os relatórios de patrulha; os registros criminosos fornecidos 
diante de cenas criminais; as armas; os modus operandi; os veículos 
roubados; ou até mesmo receber os suspeitos, fazem parte da compre-
ensão da análise criminal. (EMIG; HECK; & KRAVITZ, 1980).
Comparar e verificar determinados dados sobre o arquivo em 
NOÇÕES PRELIMINARES À ANÁLISE
CRIMINAL
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relação aos casos atuais pode dar aos agentes de patrulha informações 
pertinentes sobre as atividades em suas áreas de batida. Nesse contex-
to podemos identificar o desenvolvimento de padrões criminais, as des-
crições de propriedade roubadas e as identidades suspeitas. Fazendo 
uso destes dados, as patrulhas podem implementar recursos de uma 
forma mais eficaz. (EMIG; HECK; & KRAVITZ, 1980).
Figura 1: Aspectos introdutórios da Análise Criminal
Fonte: Autor, 2021.
Dessa maneira, a análise criminal pode ter implementações 
consideradas estratégicas e planejadas, como veremos mais adiante. 
O estudo da análise criminal tem sido uma ferramenta de planejamento 
para policiais e administradores comunitários. Tendo em vista a análi-
se criminal como um instrumento administrativo, esta acaba por pro-
porcionar um auxílio no planejamento de longa gama de crimes e na 
formulação política. Já os aspectos de uma análise linear dos padrões 
e tendências criminais, por exemplo, pode munir o feedback sobre o 
êxito dos esforços de execução do passado e, assim, acaba por suge-
rir novas direções e melhorias necessárias (EMIG; HECK; & KRAVITZ, 
1980). Portanto, nos voltaremos agora a compreender alguns aspesc-
tos históricos que nos levaram até esses moldes de análise criminal.
Historicamente, temos visto inúmeras tentativas de reconhecer 
moldes estáveis de causa sob os fenômenos da violência e da crimina-
lidade. Estes vêm sendo objeto de estudo de inúmeras disciplinas no 
decorrer do estudo das ciências sociais, como também entre a que cha-
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mamos de criminologia - a "antropologia da violência". Os moldes teó-
ricos conceituais desde muito resultaram no estabelecimento de uma 
matéria da Sociologia Criminal moderna no século XX.
Neste sentido, pesquisadores que já tinham como trabalho a 
tentativa de elucidar as origens da violência e da criminalidade, como, 
por exemplo: Becaria (1738-1794) e Bentham (1748-1832), à luz da co-
nhecida “Teoria da Natureza Humana”, passam agora a olhar para no-
vos horizontes e se lançam em outros desafios. 
Nos alvores da escola clássica e da Teoria da Natureza Huma-
na, até hodiernamente se insiste numa procura de modelos explicativos 
de expressões antissociais de análise do comportamento humano. Tal 
procura na modernidade segue sendo na expressão das formulações 
das teorias Marxista, da Distensão, Feminista e Pós-Modernista no âm-
bito da Criminologia. 
Há em vigência uma incorporação dos fundamentos da crimi-
nologia num âmbito acadêmico relativamente novo, que é o que conhe-
cemos por “Justiça Criminal". Essa matéria atualmente é uma modéstia 
convergência das teorias clássicas do meio acadêmico e das formula-
ções da ciência policial, matéria esta nascida diante das experiências 
práticas, especialmente, nos Estados Unidos em sua administração da 
segurança pública nos últimos anos. 
A justiça criminal contemporânea vem procurando em suas 
modalidades um meio mais conceitual no que toca à administração 
pública, identificando novas tecnologias do saber que estejam aptas a 
implementar uma gestão da segurança pública pautada em políticas, 
métodos e processos científicos de produção de informação, na qual 
detém uma influência prático-objetiva que se espelha no próprio sis-
tema operacional de segurança pública. Estando inseridos os órgãos 
policiais, como as polícias civis e militares do Brasil etc.
O enfoque da Análise Criminal está em fornecer suporte a se-
tores operacionais e de gestão administrativa no contexto das organi-
zações policiais, norteando as atividades operacionais nos recursos 
humanos e materiais, no intuito de prevenir e coibir os fenômenos da 
criminalidade e da violência. Contribuindo de maneira eficaz com o de-
sempenho dos atos de investigação, prisão de delinquentes, elucidação 
de crimes e a prevenção criminal.
Quando vamos ver esses aspectos da análise criminal no con-
texto das atividades policiais, esta procura chegar às causas da crimi-
nalidade por meio da pesquisa e seus resultados; como também busca 
decompor aspecto e as variantes da criminalidade, sendo estudadas 
minunciosamente. 
Sendo assim, a polícia conecta as mais distintas informações e 
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utiliza para as mais diversas finalidades, se guiando por suposições, funda-
das no senso comum, acerca de suas atividades, atuando principalmente 
nas expectativas de seu público. Portanto, nessa linha intelectiva, o objeti-
vo da análise criminal será em produzir informações que visem a possibili-
dade de identificar parâmetros temporais e geográficos dos crimes, como 
também, irá identificar as atividades de delinquência correspondente.
Figura 2: Perguntas que a polícia precisa responder em uma Análise de um 
Crime
Fonte: Autor, 2021.
A análise criminal é uma área de pesquisa e prática que faz parte 
da justiça criminal, na qual faz uso de métodos sistemáticos de estudos 
por meio de dados que permitem o suporte às ações policiais através da 
geração de informação para diversos usuários. É válido destacar que tal 
disciplina é ainda uma nova pauta a ser levada em consideração para trei-
namento na justiça criminal. Quem faz tais análises criminais deve ter uma 
série de habilidade que permite o êxito em suas atribuições. Sendo assim, 
como essa disciplina se torna essencial é necessário observarmos as ca-
racterísticas inerentes à função do analista criminal. (COSTA, 2014, p. 75).
Um dos grandes marcos do estudo da análise criminal foi 
em 2006 com a instituição da Lei nº 11.340, mais conhecida como 
Maria da Penha. Foi a partir dela que a análise criminal passou a ser 
voltar para outras questões além da violência urbana, mas também 
doméstica. Para saber mais sobre esse assunto, acesse: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm 
Acesso em: 21/05/2023.
 
Reconhecer a importância das informações no âmbito inves-
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tigativo, como também a necessidade de planejar uma qualidade de 
segurança nas sociedades, levando em consideração a criminalidade 
diante dos novos desafios da nossa era, são fatoresprimordiais a um 
novo paradigma de análise criminal nas instituições policiais.
Como uma complexa engrenagem, a análise criminal precisa do 
tempo, de informações pertinentes sobre os padrões dos crimes e as suas 
tendências criminosas, levando sempre em consideração o instrumento tá-
tico. É notório destacar que os relatórios de uma investigação e os dados 
coletados acerca de um crime podem fornecer outros tipos de informações, 
como: as cenas de crimes, as armas utilizadas, o tipo de crime (se foi rou-
bo, assassinato etc.), os veículos de fuga, como também os suspeitos. 
Dessa forma, quando analisamos e comparamos os dados de 
arquivos com tais informações, na investigação de um crime, os profis-
sionais desta área podem obter informações cruciais sobre as ativida-
des nas distintas áreas de investigação. 
Estudiosos da área como Boba (2005), Emig, Heck, & Kra-
vitz (1980), nos levaram a crer que a análise criminal abarca também 
a análise do desenvolvimento do padrão de crime. Eles afirmam que 
descrever padrões das propriedades que foram roubadas, bem como a 
identificação de suspeitos, nos levam a desenvolver padrões criminais. 
(COSTA, 2014, p. 80).
No estudo da análise criminal temos que ter em mente o pro-
cesso de análise sistemática dos dados relativos aos serviços policiais, 
aos crimes, aos criminosos, como também aos dados relativos às víti-
mas, para que possamos visualizar propensões/padrões/tendências de 
crimes, do criminoso e da criminalidade.
Figura 3: Entenda as vertentes da Análise Criminal
Fonte: Autor, 2021.
Como resultado disso teremos: ações táticas; estratégias de re-
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solução de problemas; manutenção dos programas de polícia comunitá-
ria; análise das ações programadas; teorias dos crimes e da criminalida-
de, com o intuito de gerar um relatório de domínio reservado ou público.
No âmbito criminal, o termo “padrão” está associado a circuns-
tâncias quando um determinado delito acontece, no qual pelo menos 
uma variante da ocorrência se reproduz em outra, ou em outras ocor-
rências com o passar do tempo. A variante de repetição poderá ser o 
dia da semana, o horário, o local, a tipologia da vítima, os detalhes de 
descrição do autor, o “modus operandi” ou outra variante que venha 
surgir na ocorrência em análise. 
Modus Operandi é uma importante expressão de origem 
latina que significa “modo de operar”, que consiste basicamente 
na forma de praticar/conduzir uma operação, ou também no de-
sempenhar de determinada atividade.
Porém, nos termos de análises tendenciosas verifica-se uma 
predisposição quantitativa genérica de um episódio da segurança públi-
ca, como são de um delito específico. Essa propensão precisa, neces-
sariamente, ser verificada diante de uma área geográfica, como tam-
bém em séries históricas extensas o bastante para que a tendência 
possa se tornar confiável.
AS FERRAMENTAS NA ANÁLISE EM UM CRIME
Com certeza você já ouviu falar de alguma das ferramentas de 
análise de um crime. Pois bem, como ferramentas de análise criminal te-
mos as bases de dados nacionais, que associadas em conjunto se tornam 
uma importante fonte análise criminal moderna. Tais bases de dados traba-
lham dando apoio às amostras nas análises, que por sua vez, apresenta-
rão resultados de maior confiabilidade quando estas forem mais inclusivas 
no que toca às coleções dos dados que estão disponíveis. Dessa maneira, 
se torna essencial levarmos em consideração que os registros policiais dos 
crimes, por mais que sejam inclusivos, ainda são intrinsecamente restritos, 
levando em consideração a submissão da “cifra negra” ou a falta de notifi-
cação dos crimes em ocorrência. Vejamos a figura a seguir:
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Figura 4: Análise de provas - impressão digital
Fonte: Pixabay, 2021.
 Com certeza você já assistiu algum filme, série ou novela que 
foi necessário colher as impressões digitais do local de crime, ou dos 
suspeitos. Tudo isto porque essa colheita é uma das ferramentas de 
análise de um crime. Sendo assim, as análises criminais têm a possibi-
lidade de uma maior valoração tática ou mesmo estratégica, consoan-
te aspectos que estejam voltados para os registros de categorias que 
sejam pontuais no âmbito de dados acerca dos crimes, ou mesmo de 
dados mais comuns. A seguir veremos uma lista de ferramentas de 
análise criminal com base no livro “51 ferramentas para Análise Crimi-
nal” (FERREIRA; CARVALHO; MARTINS, 2014):
• Frequência de logradouros;
• Frequência de horários;
• Frequência de dias do mês;
• Frequência de dia da semana;
• Frequência de Circunscrição do fato;
• Frequência de AISP – Áreas Integradas de Segurança Públi-
ca do fato;
• Frequência de bairros;
• Frequência de municípios;
• Séries históricas;
• Taxas por habitantes;
• Análise espacial por pontos;
• Análise espacial por linhas;
• Análise espacial por polígonos;
• Análise espacial por mapas temáticos;
• Análise espacial de concentrações;
• Análise por células de geoprocessamento;
• Cálculo de risco de linhas ônibus;
• Definição de rotas para deslocamento e policiamento;
• Densidade de policiamento;
• Cálculo de necessidade de policiamento;
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• Padrões Regionais de “Normalidade”;
• Alerta;
• Contagem de “Chacinas”;
• Perfil de vítimas;
• Perfil de acusados;
• Indicadores sociais;
• Setores censitários;
• Análises demográficas específicas;
• Padrão de publicação de dados;
• Formato genérico de organização de informação;
• Comparação de incidências;
• Sazonalidade;
• Séries temporais;
• Diário de eventos relevantes;
• Monitoramento gráfico;
• Book estatístico;
• Relatórios comparativos;
• Gráficos ideais;
• Tópicos mínimos em um mapa;
• Geoprocessamento probabilístico;
• Perfil de veículos subtraídos;
• Subtração x recuperação de veículos;
• Lapsos de tempo;
• Prisões;
• Critério de avaliação de risco em áreas específicas;
• Análise “aurística”; 
• Matriz Hotspot;
• Análise de desaparecidos;
• Regressão;
• Correlação;
• Análise de violência no trânsito.
http://revistacientifica.pm.mt.gov.br/ojs/index.php/sema-
nal/issue/archive Acesso em: 21/05/2023.
Livro: A Análise Criminal e o Planejamento Operacional
Série sobre o assunto: Criminal Minds
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O Juízo Policial à Luz da Análise Criminal
O exercício de juízo e tática de uma organização policial se dá 
acerca da concretização da coleta de informação acerca das práticas 
dos indivíduos e grupos envolvidos no crime. Portanto, tal tática policial 
detalha a conversão de que a inteligência se baseia em algo útil e en-
globa a avaliação, análise e a propagação do material para unidades 
específicas da organização policial considerada. Essas unidades terão 
a possibilidade de fazer uso de dados informativos como uma espécie 
de aviso dos fatos que ainda poderão ocorrer, ou também poderá apon-
tar atividades criminais ainda no seu período progresso. 
Vejamos o disposto no artigo 4º do Código de Processo Penal 
brasileiro:
• Art. 4º. “A polícia judiciária será exercida pelas autoridades 
policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim 
a apuração das infrações penais e da sua autoria. Parágrafo único. A 
competência definida neste artigo não excluirá a de autoridades admi-
nistrativas, a quem por lei seja cometida a mesma função.” (BRASIL, 
Decreto-Lei nº 3.689/1941).
Dessa maneira, podemos identificar no texto legislativo, a au-
toridade policial como organização que tem como função a apuração de 
infração de infrações penais e sua autoria, ressalvadas outras autorida-
des administrativas que a lei confere à mesma função.
Nesse sentido o estudioso Rangel (2015) destaca para “a au-
toridade policial enfeixa nas mãos todo o poder de direção do inquérito 
policial, inquirindo (indagando, investigando, pesquisando) testemu-
nhas do fato e procurandoesclarecer as circunstâncias em que estes 
fatos ocorreram” (RANGEL, 2015, p. 95).
Assim, a Lei 12.830/13 dispõe a autoridade policial o exercício 
de poder conduzir investigações através do inquérito policial ou por outro 
procedimento que esteja previsto em lei, com o intuito de identificar as cir-
cunstâncias, a materialidade, bem como a autoria das infrações penais.
É válido destacarmos o exposto no artigo 2º desta lei, vejamos:
• Art. 2º. “As funções de polícia judiciária e a apuração de infra-
ções penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica, 
essenciais e exclusivas de Estado. §1º. Ao delegado de polícia, na qua-
lidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal 
por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que 
tem como objetivo a apuração de circunstâncias, da materialidade e da 
autoria das infrações penais. §2º. Durante a investigação criminal, cabe 
ao delegado de polícia a requisição de perícia, informações, documentos 
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e dados que interessem à apuração dos fatos.” (BRASIL, Lei 12.830/13).
Nesse sentido, temos o posicionamento de Henrique Hoffmann 
e Gabriel Habib (2018) agurmentando acerca de uma possibilidade de se 
emitir juízo de valor através da figura do delegado de polícia, no âmbito 
da redação de um relatório de inquérito, como também no indiciamento. 
Segundo estes estudiosos, temos:
“a persecução extrajudicial sob responsabilidade da autoridade de Polícia Ju-
diciária deve ser enxergada principalmente como barreira contra-acusações 
temerárias, além de um mecanismo salvaguarda da sociedade, assegurando 
a paz e a tranquilidade sociais.” (HOFFMANN, HABIB, 2018, online).
Todavia, alegam que o inquérito policial lida com direitos fun-
damentais essenciais, ou seja, aquilo que conhecemos por liberdade, 
patrimônio e intimidade e, por esta razão, a motivação está naquilo que 
se expecta de uma autoridade que tem o poder/dever de tomar deci-
sões que abarcam direitos fundamentais, uma vez que no Estado de 
Direito tem o Estado o dever de impactar a vida do cidadão apenas com 
fundamentação paramentada.
Observe ainda que na Lei 12.830/13, em seu artigo 2º, §6º es-
tipula-se o indiciamento ocorrendo por “ato fundamentado, mediante 
análise técnico-jurídica”. Em consonância a isto, encontramos ainda na 
Lei 11.343/06, em seu artigo 52, I, a preconização da autoridade de po-
lícia Judiciária no deve de relatar o inquérito “justificando as razões que 
a levaram à classificação do delito” (BRASIL, Lei 11.343/2006).
Ainda no Código de Processo Penal, verificamos que no art. 10, § 
1º, é determinado à autoridade policial que se faça um relatório minucioso 
do apurado para que seja enviado ao juiz em apreço. Vejamos a seguir:
• Art. 10. “O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o 
indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamen-
te, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar 
a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, me-
diante fiança ou sem ela. § 1º. A autoridade fará minucioso relatório do 
que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente.”. (BRASIL, 
Decreto-Lei nº 3.689/1941).
Por esses pormenores não se deve exitinguir a chance de valo-
ração de fatores e circunstâncias diante de uma autoridade policial, sob 
uma ofensa ao princípio da motivação, que é algo norteador do sistema 
jurídico brasileiro.
É valido destacar que o delegado de polícia vedando-se a 
chance de expelir seu juízo de valor diante de um suposto aconteci-
mento delituoso está, portanto, ofendendo diretamente o sistema acu-
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satório brasileiro, no qual está norteado pela separação do exercício de 
se investigar, acusar e julgar. Sobre esta questão vejamos o seguinte 
entendimento do Supremo Tribunal Federal:
“O indiciamento, a denúncia e a sentença representam, respectivamente, 
atos de competência privativa do Delegado de Polícia, do Ministério Público 
e do Poder Judiciário, sendo vedada a interferência recíproca nas atribuições 
alheias, sob pena de subversão do modelo acusatório, baseado na sepa-
ração entre as funções de investigar, acusar e julgar.” (BRASIL, Supremo 
Tribunal Federal, 2018)
Dessa maneira, fica evidente que o juízo de valor em face do 
inquérito realizado pela autoridade policial sobre o fato delituoso é es-
sencial para a garantia do sistema acusatório do país, bem como para 
compreender melhor aspectos da análise criminal.
Figura 5: Representação gráfica da Análise Criminal
Fonte: Biblioteca Polícia, 2005, p. 34.
Ou seja, enquanto a avaliação corresponde a um juízo valorativo 
da produção de conhecimento, a análise pode aprimorar o processamen-
to de vários exemplares de uma dada categoria dessas variantes no pro-
cessamento de dados de uma análise criminal, com o intuito de constatar 
a conexão entre dados constantes de uma base nacional agregada. 
Nas últimas décadas uma enorme quantidade de ferramen-
tas da Tecnologia da Informação (TI) está disponível para o uso da 
Análise Criminal.
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AS ESPÉCIES DE ANÁLISES CRIMINAIS
 A Análise Criminal tem várias vertentes, por isso, a partir de 
agora passaremos a entender melhor os tipos de Análise Criminal exis-
tentes mais relevantes, dividindo por tópicos, são eles:
• Análise Criminal Tática:
Trata-se de analisar dados e informações inerentes ao famoso 
“onde, quando e como” o crime aconteceu e foi concretizado. Tal prática 
tem como enfoque assistir aos investigadores no que diz respeito ao re-
conhecimento e à compreensão dos problemas inerentes e de imediato 
de um crime. Por tanto, o enfoque que a ACT se destina é na promoção 
efetiva e rápida para uma resposta no que toque a uma série de crimes 
que estão acontecendo. A procura por padrões no âmbito do desempe-
nhar do papel criminal para predição de ocorrências futuras é tida como 
uma das principais ferramentas desta tipologia de análise.
Basicamente, consiste em policiamento ostensivo e investi-
gação, objetivando subsidiar uma resposta rápida das autoridades po-
liciais em decorrência de atos criminais oriundos de um determinado 
momento/lugar. Tal análise inclui uma ligação dos dados no tocante às 
ocorrências determinantes, com informações de grandes bases históri-
cas nas outras ocorrências policiais, buscando um reconhecimento nas 
relações entre variáveis como: método, data-hora, local e instrumento(s) 
utilizado(s), entre outras probabilidades, no sentido do reconhecimento 
e detenção de autores de crimes. Por outro prisma temos a identificação 
de fatores específicos de acontecimentos no âmbito da criminalidade, 
onde a análise tática produz propensões que podem levar a um rápido 
esclarecimento das ocorrências e dos casos, por meio de um vínculo de 
determinado indivíduo e respectivo “modus operandi” à autoria de uma 
infração/crime sendo investigado num certo tempo.
Exemplos dessa prática são os trabalhos analíticos que 
permitem a identificação de um padrão resultante das ações de 
um determinado delinquente que comete uma série de crimes, do 
mesmo tipo penal em uma mesma localidade e em um pequeno 
espaço de tempo.
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• Análise Criminal Estratégica: 
Consiste nos desafios que surgem de longo alcance, ou seja, que 
detenham de uma grande abrangência genérica. Também se trata de um 
planejamento de longo prazo em segurança pública de forma que venha a 
ser executado diretamente diante da implementação de políticas públicas. 
Pois é por meio da análise do comportamento dos crimes que acontecem 
entre um longo período de tempo, que podem ser observadas as acelera-
ções na frequência e quantidade de atos ocorridos com base nos fenôme-
nos em lugares determinados, de uma maneira que se obtenha uma visãoclara das tendências dos crimes. Análise Criminal Estratégica se norteia 
com base nas informações de longo prazo, sendo antes de tudo quantitati-
va, mesmo que quando têm-se o objeto focado nos detalhes de determina-
do acontecimento, dessa maneira, as informações e métodos qualitativos 
podem e devem ser utilizados na agregação de valor analítico.
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Figura 6: Analisando os vínculos de uma investigação criminal - eixo estratégi-
co – Investigação da Lava Jato
 
Fonte: Estadão, 2015.
Aplicando os métodos de edificação de cenários futuros em que 
as premissas comuns apontam padrões e tendências. É possível obser-
vamos os seguintes objetivos: controle e assistência de ações e projetos; 
a orientação de investimentos; a elaboração de indicadores de desempe-
nho; bem como a elaboração de políticas públicas eficazes; a elaboração 
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de um plano orçamentário; integração com demais secretarias na edifica-
ção de atos de segurança pública; a organização e desenvolvimento de 
soluções; e elaboração de conhecimento para diminuir a criminalidade.
A análise criminal estratégica ainda engloba o preparo de 
sumários de estatística criminal, bem como a execução de pesqui-
sas e produção de planos para a reconhecimento e aquisição de 
recursos posteriores para a gestão.
A título de exemplo, na análise estratégica se determina um 
padrão geral de delinquência – como os arrombamentos – e estes ge-
ram uma série de vítimas tipicamente pertencentes a este mesmo bloco 
de risco – como é o caso dos comerciantes de um produto específico 
em determinada cidade. Resultando uma estratégia da formulação de 
programas preventivos.
• Análise Criminal Administrativa: 
Consiste basicamente na mostra dos frutos de estudos e análises 
sobre o evento do crime e questões interligadas, tendo por base necessida-
des políticas, legais e práticas que motivem a necessidade de informações 
da parte do público interno e/ou externo. A Análise Criminal Administrativa 
visa também criar cenários para comparação de crimes, mostrando o total 
destes em uma cidade no ano correspondente, comparado com o ano que 
passou e da mesma maneira os meses. Tal categoria de análise ainda fica 
responsável por comparar os níveis de criminalidade entre os municípios, 
ajustando estes valores por 80, 800 ou 80.000 habitantes, dependendo das 
extensões destes municípios a serem comparadas. 
• Análise Criminal Investigativa:
 Já esta objetiva seus esforços na análise dos perfis das vítimas 
e dos suspeitos, alinhando-os para o investigador através dos dados e 
informações disponíveis, de base sociodemográfica e antropológica. Tal 
método é comumente positivado no nível local de polícia, bem como 
nas agências locais e se distingue do alinhamento mais denso feito por 
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um organismo como o FBI diante de seriais killer’s e sequestradores, 
porém, levanta questões genéricas sobre a tipologia do indivíduo ou 
grupo que possa estar praticando determinada série de crime.
• Análise Criminal de Inteligência:
Esta acaba por dar suporte a indivíduos comprometidos no 
reconhecimento das ligações criminosas e na captura de pessoas, no 
intuito de evitar atividades suspeitas ou criminosas.
Não se esqueça de revisar todos os tipos de Análise Cri-
minal existentes, colocando em casos práticos da vida real. Isso te 
ajudará a fixar melhor o conteúdo.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1 
Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Delegado de Polícia 
Civil
Julgue os itens que seguem quanto à função dos três pilares das 
ciências criminais.
I A criminologia apresenta estratégias e meios de controle social 
da criminalidade.
II A política criminal fornece o substrato empírico do sistema.
III O direito penal analisa as condutas indesejadas, tipificando in-
frações e combinando sanções penais.
Assinale a opção correta. 
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo. 
c) Apenas o item III está certo. 
d) Apenas os itens II e III estão certos. 
e) Todos os itens estão certos. 
QUESTÃO 2 
Prova: FGV - 2022 - PC-RJ - Investigador Policial de 3ª Classe
A autoridade que, por expressa previsão legal, mesmo não se en-
quadrando no conceito de delegado de polícia, pode conduzir in-
quérito policial é:
a) magistrado; 
b) promotor de justiça; 
c) procurador da República; 
d) oficial militar;
e) parlamentar.
QUESTÃO 3 
Prova: UFMT - 2022 - PJC-MT - Escrivão de Polícia e Investigador 
de Polícia
Segundo as prescrições do Código de Processo Penal (Decreto-
-Lei nº 3.689/1941 e alterações) acerca do inquérito policial, a auto-
ridade policial NÃO poderá 
a) apreender os objetos que tiverem relação com o fato delituoso, após 
liberados pelos peritos criminais.
b) representar acerca da prisão preventiva.
c) cumprir os mandados de prisão expedidos pelas autoridades judiciárias.
d) realizar as diligências requisitadas por membro do Ministério Público.
e) mandar arquivar autos de inquérito, por falta de base para a denúncia.
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QUESTÃO 4 
Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Escrivão de Polícia
Assinale a opção correta em relação ao inquérito policial.
a) O objetivo do inquérito policial é permitir a formação da opinio delicti 
das pessoas ou instituições responsáveis pela formulação do juízo acu-
satório, que, via de regra, incumbe ao Poder Judiciário. 
b) A autoridade policial poderá indeferir o pedido de instauração de 
inquérito feito por pessoa que se julga vítima de fato criminoso, caso 
constate que se trata de fato atípico.
c) Trata-se de procedimento administrativo imprescindível para a propo-
situra da ação penal.
d) Embora a ação penal privada dependa do oferecimento de queixa-
-crime pela parte legitimada, é dever da autoridade policial instaurar o 
inquérito, ainda que não haja manifestação da pessoa que tenha quali-
dade para intentá-la.
e) A autoridade policial que receber notícia apócrifa de fato criminoso 
consumado há poucos dias deve instaurar o inquérito e iniciar de pronto 
as investigações, por força do princípio da indisponibilidade. 
QUESTÃO 5 
Prova: IBFC - 2022 - PC-BA - Delegado de Polícia - (Reaplicação)
No que concerne ao perfilamento criminal, assinale a alternativa 
incorreta.
a) O perfil aparece como um método que permite limitar a lista de sus-
peitos na investigação da polícia judiciária e deduzir certos elementos 
da “fotografia” psicossocial do criminoso, possibilitando fazer um inter-
rogatório direcionado.
b) Ao lado do perfilhamento criminal caminham a investigação de cam-
po e as ciências auxiliares (criminalística, criminologia, antropologia, 
medicina legal, geografia, psicologia investigativa etc.), que proporcio-
nam estratégias policiais relativas à diminuição do número de suspeitos, 
direcionando o interrogatório policial e a própria captura do agressor.
c) A efetiva análise das características de autores de delitos relaciona-
-se ao profiling, que é, em verdade, uma técnica de investigação policial 
voltada à sincronia entre personalidade e comportamento criminal. Ao 
centrar as pesquisas no agente do crime, o profiling culmina por dispen-
sar a compreensão do crime enquanto evento delituoso.
d) O perfilamento criminal é a construção virtual de um perfil psicológico, 
tipológico, social, físico e geográfico de um indivíduo não identificado, pas-
sível de ter cometido um ou mais delitos, bem como sua área de atuação.
e) O perfilamento criminal, ou simplesmente perfil criminal (criminal profiling), 
reflete a aplicação de conhecimentos múltiplos (psicologia, criminologia, an-
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tropologia, sociologia, biologia, geografia etc.) à investigação criminal.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDOA UNIDADE
Vimos que a análise criminal detém uma vasta especificidade em suas 
características e tipologia. Tais aspectos determinam como o analista, 
polícia e administração vão conduzir as investigações em muitos casos. 
Sendo assim, quais as principais diferenças entre a Análise Criminal 
Tática e a Análise Criminal Estratégica?
TREINO INÉDITO
Principal estratégia de intervenção para a promoção de mudanças 
nas condições que fazem do crime um problema que volta a ocor-
rer. Apresenta um grande avanço em relação à estratégia tradicio-
nal de policiamento, pois tem como intuito um resultado mais efe-
tivo do que o alcançado pelas respostas reativas aos incidentes e 
pelas patrulhas policiais preventivas. Essas são características do 
seguinte tipo de policiamento:
a) Comunitário.
b) Com foco.
c) Norteando a problemas.
d) Indicando uma visibilidade.
NA MÍDIA
MINISTÉRIO DA ECONOMIA FIRMA PARCERIA PARA DESENVOL-
VER SISTEMA INTEGRADO DE ANÁLISE CRIMINAL
A Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do 
Ministério da Economia (SEDGG/ME) assinou, na última sexta-feira (26/8), 
acordo de cooperação técnica com a Secretaria Especial de Modernização 
do Estado da Secretaria-Geral da Presidência da República (Seme/PR), e 
com a Polícia Federal (PF). O objetivo da parceria é a criação do Sistema 
Integrado de Gestão de Dados e Análise Criminal (SigaCrim), que aperfei-
çoará o uso, o controle e a qualidade dos dados de estatísticas criminais.
A ferramenta, que será desenvolvida no âmbito do Programa Startup 
GOV.BR, permitirá a integração da coleta, armazenamento, análise e 
apresentação dos dados de estatística criminal e produtividade opera-
cional, oriundos dos sistemas internos da PF, com a devida qualidade 
– dados completos, contemporâneos, precisos e íntegros.
Com a tecnologia do SigaCrim, busca-se trazer mais eficiência e me-
lhores práticas ao processo de investigação criminal da Polícia Fede-
ral. O trabalho – baseado em dados e evidências – orientará a PF em 
sua atuação proativa de repressão a organizações criminosas, a partir 
da identificação de seus padrões de atuação, com foco nos crimes de 
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maior relevância, abrangência e gravidade, impulsionando a diminuição 
dos índices de criminalidade.
O acordo de cooperação técnica tem prazo de vigência de 12 meses, 
podendo ser prorrogado, mediante a celebração de aditivo.
Fonte: Carla Zambelli
Data: 30/08/2022
Leia a notícia na íntegra: https://www.carlazambelli.com.br/ministerio-
-da-economia-firma-parceria-para-desenvolver-sistema-integrado-de-
-analise-criminal/
NA PRÁTICA
COMO É A ANÁLISE DO PERFIL CRIMINAL EM PSICOLOGIA JURÍ-
DICA?
De acordo com Trindade (2021), o perfil criminal é um instrumento de 
investigação que consiste em criar um perfil psicológico ou criminológi-
co acerca das características do autor, ainda desconhecido, a partir da 
análise da cena do crime.
Trata-se de uma técnica forense que prediz as características de um ou 
mais agressores com base no comportamento manifestado durante a 
execução do crime.
Os norte-americanos calcaram o termo Criminal Profiling, o qual se refe-
re ao conjunto de metodologias adotadas para a construção ou identifi-
cação do Perfil Criminal, que inclui avaliação de acusados, para verificar 
o quanto esta acusação é coerente com as características pessoais, de 
saúde mental e personalidade do indivíduo. 
Segundo Konvalina-Simas a técnica do Profiling é considerada uma 
forma de análise comportamental, que tem como objetivo auxiliar os 
investigadores a identificar as características dos criminosos, possibili-
tando construir uma lista de suspeitos a partir de critérios de inclusão e 
exclusão preestabelecidos.
Essa função metodológica é mais aplicada em casos nos quais o crime 
é violento e de difícil resolução, seguindo certos critérios como:
Ausência de vestígios forenses;
Presença de variáveis que indiquem psicopatologia do agressor;
Outras evidências decorrentes da investigação foram consideradas in-
conclusivas.
Leia na íntegra clicando em: https://www.migalhas.com.br/depe-
so/376968/como-e-a-analise-do-perfil-criminal-em-psicologia-juridica
PARA SABER MAIS
Assista ao programa Linha Direta, nele estão sendo abordados casos cri-
minais brasileiros fazendo uma análise geral do crime e dos criminosos.
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MÉTODOS E TÉCNICAS
Sobre as questões que envolvem os métodos e padrões crimi-
nais, utilizaremos os conceitos de Boba (2009), que são muito comuns em 
escolas anglo-saxônicas no contexto da pesquisa de uma análise criminal 
tática, portanto, é importante destacar os seguintes métodos de análises:
• Series (Séries): Um conjunto de crimes parecidos que são 
efetuados pela mesma pessoa ou um grupo de pessoas que age junto. 
Para este caso tome como nota de exemplo os motoquei-
ANÁLISE CRIMINAL - PARTE 1
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ros que praticam roubos sucessivos em postos de abastecimento 
de gasolina.
• Spree (Farra): Uma espécie peculiar de séries, que tem por ca-
racterística uma alta frequência da atividade criminal em um ambiente de 
tempo demasiadamente pequeno, mostrando uma quase continuidade.
Para este caso tome como nota de exemplo os furtos de 
eletrônicos de automóveis como os sons dos carros que se encon-
tram parados perto de uma casa de show. 
• Hot Spot (Ponto Quente): Consiste em ser um conjunto de cri-
mes parecidos realizados por uma ou mais pessoas em locais próximos. 
Para este caso tome como nota de exemplo as zonas residen-
ciais pacatas que começam a registrar diversos furtos de moradias. 
Casos como estes acontecem com maior frequência em residências 
do litoral, situadas nas praias no período de baixa temporada.
• Hot Product (Produto Quente): É a espécie de crime realiza-
do por uma ou mais pessoas que tem como objetivo um determinado 
tipo de produto.
Para este caso tome como nota de exemplo os furtos de ce-
lulares transeuntes nas regiões centrais das cidades grandes; como 
também os furtos de veículos de determinada marca ou modelo.
• Hot Local (Local Quente): Um conjunto de crimes parecidos 
que são efetuados por uma ou mais pessoas, na mesma região.
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Para este caso tome como nota de exemplo uma sala de 
cinema que contém várias ocorrências de grafite – pichações nas 
paredes; ou mesmo aqueles postos de abastecimento de combus-
tível que são assaltados várias vezes.
• Hot Dot (Entidade Quente): São tidas como aquelas pessoas 
(criminosos, vítimas ou testemunhas) que detêm uma conexão direta 
com múltiplos eventos criminosos.
Para este caso tome como nota de exemplo prático um vigi-
lante de prédio, que fica na portaria presenciando todos os dias os 
mais variados furtos a transeuntes diante da do seu local de trabalho. 
• Hot Target (Alvo Quente): São os lugares tidos como poten-
ciais alvos de criminosos.
Para este caso tome como nota de exemplo prático os pos-
tos de abastecimento de combustíveis. 
É preciso ter em mente que a base da análise criminal é dar 
suporte no empenho efetuado pelo trabalho de capturar os atores crimi-
nais, como no exemplo abaixo:
- Determinado policial no exercício de suas funções tem a pos-
sibilidade de se deparar com um fato que envolve roubo, no qual o sus-
peito tenha em sua perna direita uma tatuagem de dragão. O analista 
criminal é o profissional que poderia dar suporte para que o policial pu-
desse identificar esse sujeito, pois auxilia, na busca de informações que 
identifiquem os sujeitos com essa descrição. 
Conforme Deladurantey (1995), na falta de uma análise devi-
da, os dados obtidos não contribuirão de maneira efetiva para que os 
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objetivos sejam alcançadosno âmbito estratégico da instituição policial. 
Diante de determinada instituição desse porte não ter capacidade ana-
lítica, os dados brutos estarão estáticos sem o devido tratamento, em 
outras palavras, o ciclo da produção das informações não poderão ser 
concluídos e, consequentemente, os dados que viriam a ser úteis para 
a gestão serão extintos das bases de dados, impossibilitando a correta 
orientação e assessoramento ao gestor.
Fases da Análise Criminal
Nesse sentido, se faz importe para o nosso estudo adentrar-
mos nas fases da análise criminal como um eixo essencial que deve ser 
destacado por sua distinção entre a inteligência e a informação. 
Por diversas vezes as fases da análise criminal são mostradas 
como sinônimas, mas os dados por si próprios não são inteligência, pois 
não há inteligência sem uma análise. A inteligência é a consequência 
da análise das informações (BUREAU OF JUSTICE ASSISTANCE, 
2005). Já as informações são orientação não desenvolvida e ainda não 
incorporada que, em sua essência bruta, não leva à compreensão de 
um acontecimento inserido em dado contexto (PEREIRA, 2006).
De um outro prima, os dados são informações desenvolvidas 
que fornecem a elevação do conhecimento e da informação estatística 
e, mais especificadamente, pode ter como função o suporte no âmbito 
dos diagnósticos de ambiente e de formulação de políticas públicas. 
Dessa maneira, os dados simbolizam as informações que ne-
cessitam ser processadas e disseminadas para que se tornem conheci-
mento e também sejam analisadas com o intuito de auxiliar na tomada 
de decisão. Precisam ser usadas de forma sábia (GRACIOSO, 2003).
De maneira análoga, temos Amey, Hale e Uglow (1996, p.45) 
delimitam a informação de maneira que venha a ser “uma série de ob-
servações, medições ou fatos; conhecimentos de eventos ou situações 
específicas e oportunas”. Note que é muito importe definir a inteligência 
como “informações analisadas na tomada de decisões para o emprego 
de recursos na prevenção do crime ou na repressão de criminosos”. 
Conforme o estudioso Ractcliffe (2008) relata, a inteligência 
que leva a uma análise criminal eficiente e, necessariamente, precisa 
amparar não só as informações de patrulhamento alcançadas peran-
te os criminosos, mas, também os dados elaborados pela polícia, os 
dados socioeconômicos e outras informações de distintas instituições 
públicas que estejam conectadas à segurança. 
É por meio da coleta de materiais que são elaboradas as in-
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formações que possibilitam a produção de uma inteligência. Dessa ma-
neira, a integração dos sistemas de informação à disposição da polícia 
poderá aumentar as variações de dados, possibilitando a determinação 
de um local criminoso. 
A inteligência acaba por se tornar algo fundamental no que diz 
respeito ao planejamento estratégico qualificado à orientação dos recursos 
e decisões gerenciais. É por essa razão que a incorporação da inteligência 
no desenvolvimento do planejamento sujeita-se à disseminação de infor-
mações com o intuito de se tonar uma política sustentável, ao contrário de 
ser uma simples prática informal nas organizações de segurança. 
Já de acordo com Osborne e Wernicke (2003), a análise criminal 
se norteia através do progresso da tecnologia para permitir uma examina-
ção de uma maior quantidade de dados. Portanto, o seu maior objetivo é 
fornecer uma inteligência designada aos investigadores, aos policiais ajui-
zados pelo patrulhamento e, essencialmente, para gestores com o foco de 
qualificar o trabalho da polícia na prevenção e manutenção da paz social. 
“O Ciclo da Produção de Conhecimento” está objetivamente 
conectado à elaboração da inteligência e, dessa forma, podemos inves-
tigar as fases da análise criminal sob uma mesma percepção, dividindo 
em quatro eixos basilares:
1. Coleta de dados; 
2. Processo de organização desses dados;
3. Processamento de tais dados e a análise dos mesmos;
4. Divulgação do conhecimento. 
No eixo 1 temos a coleta de dados como um período inicial da 
Análise Criminal e toda sua elaboração pode ser arruinada caso esta 
fase não seja efetuada com a devida atenção e eficácia requeridas. 
Note que é importante estamos atento às diferença de ocorrências de 
forma genérica, nas quais podem apresentar três formas: 
1. Dificuldades imediatas: as chamadas individuais para o ser-
viço e crimes (tendo como eixo prático os incidentes comuns e os inci-
dentes graves). 
2. As dificuldades de curto prazo: que se repetem os incidentes 
e padrões.
3. As dificuldades de longo prazo: os ambientes problemáticos, 
zonas problemáticas, os infratores com problemas, vítimas de proble-
mas, produtos de problemas e problemas complexos.
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Figura 7: A importância da metodologia em uma coleta de dados na Análise 
Criminal
Fonte: Freepik, 2021.
As dificuldades imediatas são tidas como aquelas ocorrências 
atípicas, que são resolvidas em questão de minutos, horas ou poucos 
dias. Tais ocorrências solucionadas por oficiais que fazem patrulha e os 
detetives, fazem uso das técnicas de investigação aprendidas na aca-
demia de polícia de base ou de investigação intensiva. As ocorrências 
descritas anteriormente são divididas em incidentes e incidentes não 
graves. Vejamos a diferença:
- Incidentes:
São ocorridos individuais que determinado policial conclui ou 
acha durante seu período de patrulha. Estes são registrados por oficiais 
da polícia através das chamadas efeituadas pelos cidadãos e estão in-
seridos no contexto de criminalidade, desordem ou atividades corre-
latas, como as perturbações, um roubo que está em andamento, um 
acidente de trânsito, bem como todos os que comumente acontecem e 
são concluídos em pouco tempo. Os policiais, geralmente, levam estas 
ocorrências com o intuito de concluí-las da maneira mais rápida e eficaz 
possível, em virtude das leis e políticas de uma organização policial.
- Incidentes Graves:
São ocorridos individuais que aparecem por meio das elenca-
das como graves pela legislação e política do setor de polícia. Sendo 
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assim, necessitam de uma maior investigação, para que possa ser dada 
uma resposta efetiva. Tais incidentes podem ser exemplificados com 
estupros, sequestro, homicídios, acidentes no trânsito que levam pes-
soas a óbito, ou mesmo assaltos à mão armada. Tais ocorridos acon-
tecem dentro de minutos, mas levam bastante tempo na maioria dos 
casos para serem resolvidos.
Já as dificuldades de curto prazo são aquelas que acontecem 
por muitos dias ou semanas e costumam requerer um curto prazo. Tais 
dificuldades de curto prazo são distintas de duas maneiras: os inciden-
tes que se repetem e aqueles que são padrões. Vejamos a diferença 
dessas categorias nas dificuldades de curto prazo:
- Incidentes Repetitivos ou Vários Incidentes:
São aqueles que se parecem em sua forma e acontecem num 
mesmo ambiente. Costumam estar ligados a atividades não criminosas. 
Como exemplo podemos ter perturbações como cães latindo, adoles-
centes reunidos nas praças gritando, acidentes de trânsito etc. É válido 
destacar ainda que em determinados casos é possível enxergar uma 
certa disputa interpessoal e até mesmo crimes entre pessoas conheci-
das. Como é o caso das brigas em bares, a própria violência doméstica, 
os crimes de drogas e até mesmo a disputa em uma vizinhança. A re-
petição desses fatos pode acontecer dentro de horas, dias e, em certos 
casos, em poucas semanas. A verificação de respostas a este tipo de 
incidente objetiva identificar os locais com as chamadas que se repetem 
para que os problemas possam ser sanados com uma variação de res-
posta da polícia e demais órgãos. 
- Padrões: 
Os incidentes padrões são aqueles compostos por dois ou mais 
crimes que sugerem uma relação com a vítima, o agressor,o ambiente 
ou propriedade. Estes comumente acontecem por cerca de dias sema-
nas ou meses. Vale salientar que os padrões têm o objetivo nos crimes 
nos quais a vítima e o agressor são dois estranhos entre si. Como, por 
exemplo, os crimes de estupro, roubo ou furto de automóveis. Analisar 
estes tipos de padrões, nos levam a aderir uma metodologia específica 
para analistas criminais, nas quais terão de concentrar seus esforços 
nas estratégicas imediatas e tradicionais para reduzir a taxa de crime.
As dificuldades de longo prazo são tidas como aquelas que 
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acontecem durante um grande período de tempo (muitos meses e até 
mesmo anos). São oportunidades sistemáticas em decorrência do com-
portamento do dia a dia. Tais dificuldades requerem uma análise mais 
ampla, pois ser levado em consideração uma série de fatores que po-
dem contribuir para que tais questões evoluam ainda mais com o passar 
do tempo. Tais respostas devem conter uma forte relação com a comu-
nidade e outros órgãos que possam contribuir.
Tais dificuldades podem constituir uma ação comum de de-
sordem, tais como festas ou mesmo excesso de velocidade em zonas 
residenciais, ou ainda em atos criminosos de cunho grave, como, por 
exemplo, assalto à mão armada ou roubo residencial.
Figura 8: Ação prática de dificuldades a longo prazo
Fonte: Freepik, 2021
Portanto, devemos destacar ainda que as dificuldades de lon-
go prazo amparam:
- Vítimas problema: conhecidos por vítimas repetidas, são as 
vítimas que compartilham de aspetos parecidos.
- Infratores problema: são conhecidos por reincidentes, indiví-
duos que fazem uma quantidade desproporcional de atos criminosos 
com aspectos parecidos.
- Locais problemáticos: são os ambientes determinados, ou aque-
les estabelecimentos arriscados, nos quais acontecem crimes ou ativida-
des problemáticas. Tais zonas são conhecidas por lugares quentes (e em 
sua extensão de pequena área), que mostram uma grande quantidade de 
crimes e atividades relacionadas desproporcionais ao seu espaço.
- Produtos problema: conhecidos como produtos quentes, são 
os tipos de produtos alvos de crimes que compartilham de aspectos que 
os fazem mais atrativos e frágeis em muitas situações para distintos 
tipos de criminosos.
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TECNOLOGIAS DE SOFTWARES APLICADAS À ANÁLISE CRIMINAL
Em virtude de um elevado número da taxa de incidentes crimi-
nais nos países em desenvolvimento surge uma variável de problemas 
sociais, mudanças políticas, econômicas e ambientais. Tendo que levar 
em consideração os critérios geográficos, nos quais a criminalidade não 
deixou de ser praticada de forma espontânea e os setores da polícia, 
no exercício de salvaguardar os cidadãos e tomar medidas preventivas 
no tocante a minimizar os riscos de crimes, têm muito trabalho a fazer. 
Quando há uma coleta de diferentes tipos de dados/informa-
ções e locais, a polícia necessita organizar os dados que são cruciais na 
identificação de locais e horários em que as atividades criminosas estão 
mais suscetíveis de acontecer. 
Para que os crimes sejam reduzidos ou eliminados se faz ne-
cessária a organização dos dados como algo imprescindível na preven-
ção da criminalidade. Dessa maneira, a geografia tem sido uma fonte 
poderosa para o processo de investigação criminal. Sociólogos e crimi-
nologistas relatam que a geografia tem um desempenho essencial no 
crime. Portanto, as polícias começaram a perceber o enorme benefício 
(vantajoso) de usar “pin-mapas” – mapas nas paredes que costumamos 
ver nos filmes de FBI, com aquelas identificações que revelam detalhes 
distribuídos nos eventos criminais. 
Quando os detetives passam a incorporar esses mapas no âm-
bito das suas investigações, acabam por tem uma maior visibilidade e, 
assim, podem explorar os crimes em relação a sua paisagem envol-
vente. Se os contingentes policiais fossem estipulados através somente 
de dados demográficos poderia resultar em recursos que viriam a ser 
alocados de forma inadequada. 
Para este caso tome como nota de exemplo prático aque-
les parques em que não há nenhum habitante, mas que estão mais 
propensos a incidentes.
É válido destacar que Block (1998) menciona a conexão entre 
incidentes e região geográfica, vejamos: 
- Conjuntos de dados de transporte público;
- Conjuntos de dados de utilização do solo, tendo informações 
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sobre cada parcela de terra no município. 
Para este caso tome como nota de exemplo prático aque-
les espaços vagos, abandonados, residenciais ou comerciais, es-
tado de conservação, loja de conveniência etc.
- Escolas; 
- Locais de emergência; 
- Organizações comunitárias; 
- Parques e outras zonas abertas.
Tecnologias que contribuem nesse caso são as do Sistema de In-
formação Geográfica – SIG, determinantes para identificar a localização 
de um incidente e de outras variantes geográficas que possam estar as-
sociadas a um evento criminoso. Estas fornecem indícios que identificam 
suspeitos, dando suporte no projeto de prevenção (ou apreensão) de 
estratégias, auxiliam na avaliação de programas e em um melhoramento 
da compreensão do ambiente e dos fatores que podem afetar o incidente.
O SIG permite à polícia uma habilidade única de elaborar mapas 
eletrônicos mais versáteis, mixando suas bases de dados de localização 
dos incidentes relatados com mapas digitalizados das áreas em que atu-
am. Tal sistema permite a abertura novas oportunidades para a utilização 
do mapeamento digital no tocante ao controle de incidentes, bem como 
aos programas de prevenção. É notório destacar também que ele permite 
que o corpo policial monte um planeamento de maneira eficiente para 
situações de emergência, bem como estipule prioridades de mitigação, 
analise ocorridos na história e anteveja eventos futuros; auxilia a determi-
nar locais de incidentes potenciais e torna mais fácil o processo explora-
ção das relações entre incidentes e localizações geográficas.
Uma das maneiras mais eficazes de se analisar dados numéri-
cos é através dos gráficos, se tratando da análise criminal essa ilustra-
ção se norteia pelos conhecidos mapas criminais. Como outras fontes 
de ilustração, os mapas são o resultado do exercício científico que am-
para a formulação de hipóteses, coleta de dados, análise, avaliação de 
resultados e avaliação da possibilidade de uma hipótese inicial deva ou 
não ser recebida diante de uma versão modificada.
Atos criminosos ocorrem ao nosso redor todo o tempo e em 
espaços determinados. As zonas e os locais podem ser vistos e medi-
dos com muita facilidade através de sistemas de referência simples. Por 
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outro lado, gerir o espaço de tempo é mais difícil de entender se isto for 
aplicado ao que os mapas tentam representar em uma linha tempo, de 
distintas formas, aparando inclusive os seguintes: 
- Instante: tempo determinado do evento. É quando e onde 
acontecem incidentes criminais;
- Duração: por quanto tempo um evento ou processo de-
morou em um espaço temporal determinado.; 
Para este caso tome como nota de exemplo a estimativa de 
quanto tempo uma taxa de criminalidade fica maior ou menor 
que um determinado nível em uma zona particular. Quanto tem-
po persistiu um ponto quente (uma área de alta criminalidade).
- Tempo estruturado: espaço tido como padrão de tempo (es-
perado) de patrulha, planilhas das delegacias e postos; 
- Distância ao longo do tempo: a distância muitas vezes é uma 
forma de expressão do tempo. 
Para este caso tome como nota reflexões do tipo: 
- Um valor de distância, tendo como resposta: 40 minutos.
Nessa situação poderíamos aplicar uma investigação para ver 
se o suspeito teria a possibilidade de estar viajando a partir do último lo-
cal quefoi visto até o lugar do crime, dentro de um determinado período 
de tempo. Não resta dúvida de que o tempo acaba por ser um elemento 
relevante no mapeamento da criminalidade devido à forma estruturada 
de tempo em que as coisas estão organizadas nos departamentos de 
polícias. Para demonstrar as propensões os mapas podem ser feitos 
em semanas, meses, trimestraismente ou a cada ano. 
Os mapas estruturados no tempo têm a possibilidade de ser 
melhorados ainda mais com o tempo, adicionando a dimensão desloca-
mento. A relevância de selecionar períodos de tempo apropriados para 
o mapeamento não pode ser desconsiderada. 
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Para esta situação tome como anotação de exemplo um 
mapa que engloba um mês e pode ocultar variantes semanais 
dignas de nota, ou mapas semanais que têm a possibilidade de 
acobertar mudanças diárias. Mapeamentos com períodos de tem-
po selecionados pela comodidade administrativa não devem ser o 
melhor adotado para fins analíticos. Para isto, tome como exemplo 
que uma determinada semana do calendário pode ser mais cômo-
da para o departamento de polícia, mas os eventos locais como 
um feriado industrial, um evento esportivo ou algum fenômeno sa-
zonal tendem a ter importância para as regularidades dos crimes.
Os mapas como método tecnológico de auxílio na análise cri-
minal possibilitam mudanças de formas variadas, tais como apresentar 
um crime como uma superfície, com picos que simbolizam altos níveis 
de ocorrências (zonas cinzentas) e os vales simbolizando os baixos ní-
veis de ocorrências (áreas vermelhas). Vejamos a imagem a seguir:
Figura 9: Mapeamento de polícia para o agravamento dos crimes - A espacia-
lização da violência criminal na cidade de Santa Maria, RS
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Fonte: Open Edition Journals, 2012.
Outra tecnologia importante na análise criminal é o uso do Data 
Warehouse – DW, um banco de dados digitais que tem como função o 
armazenamento de informações esmiuçadas de uma empresa, crian-
do e organizando relatórios através de históricos que futuramente são 
empregado para auxiliar na tomada de decisões relevantes em face de 
fatores demonstrados. O Data Warehouse recolhe informações de uma 
empresa para que esta tenha a possibilidade de ter uma melhor gestão 
de dado processo, oferecendo uma maior flexibilidade nos estudos e 
nas informações que precisam. Este permite criar padrões, melhora os 
dados analisados em todos os sistemas, corrige os erros e reestrutura 
os dados sem atingir o sistema de operação, de uma forma que só mos-
tre o modelo final e organizado para a análise. Como também faz co-
leta para análise, com uma grande quantidade de dados dos sistemas 
transacionais – OLTP, nos quais dão suporte às tomadas de decisões 
existentes e a previsão de eventos posteriores. 
Nessa temática é importante destacarmos também a relevân-
cia tecnológica do Sistema de Banco de Dados – SBD, que detém os 
seguintes aspectos:
- Integridade e consistência; 
- Restrições; 
- Segurança e privacidade; 
- Restauração; 
- Restruturação e eficiência.
De acordo com O’Brien (2004, p. 76) as vantagens do uso do 
Sistema de Banco de Dados – SBD são: 
- A redundância reduzida: os dados são estruturados por um 
SBD e guardados em apenas um local; 
- Maior integridade de dados: já que os dados ficam em ape-
nas um local, não existe o perigo de haver cópias que permaneçam em 
locais separados.
- Manutenção mais fácil: o SBD executa a tarefa de atualizar os 
dados comandados por diversos programas, permitindo ao programa-
dor e ao usuário final uma transparência. 
- Independência entre dados e programas: o programa não é 
atingindo pela localização do dado, de forma que novos dados têm a 
possibilidade de serem agregados ao banco a qualquer hora. 
- Padronização do acesso aos dados: para ter acesso aos da-
dos, muitos programas fazem uso dos mesmos protocolos.
 - Fontes de dados compartilhadas: é fácil localizar o fluxo que 
o dado percorre, desde seu início até seu ponto final, no interior do ban-
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co de dados. De tal maneira que se torna possível perceber os inúmeros 
benefícios proporcionados por um Sistema de Banco de Dados, nos 
quais auxiliarão as atividades realizadas.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1 
Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Perito Oficial Criminal 
- Área Geral
As unidades de perícia bem equipadas e com profissionais capaci-
tados e procedimentos padronizados são fundamentais para a pro-
dução da prova técnica e, consequentemente, para a qualificação 
da investigação criminal.
Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justi-
ça — SENASP. Procedimento Operacional Padrão: perícia criminal. 
Brasília: Ministério da Justiça, 2013 (com adaptações).
Considerando o previsto nessa afirmativa, assinale a opção corre-
ta, acerca dos procedimentos de levantamento de local de crime. 
a) Ao chegar a um local de crime, a equipe pericial deve evitar receber 
quaisquer informações dos fatos, de modo a garantir a imparcialidade e 
a objetividade dos exames periciais. 
b) Objetos que não forem coletados pelos peritos criminais serão devol-
vidos no local aos respectivos donos, a critério da equipe pericial.
c) As armas de fogo devem ser acondicionadas e encaminhadas para exa-
mes posteriores exatamente como foram encontradas no local de crime. 
d) Atualmente, o padrão de busca de vestígios padronizado para os 
locais de crime, indistintamente, é o de espiral, em que o foco inicial é o 
vestígio principal e, em seguida, a região periférica. 
e) Todo material biológico no local de crime deve ser considerado po-
tencialmente infectante, tanto é assim que a coleta de vestígios dessa 
natureza será feita sempre com uso de luvas novas e descartáveis, que 
serão trocadas antes da manipulação de um novo vestígio.
QUESTÃO 2 – 
Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Perito Oficial Criminal 
- Área: Biologia
As unidades de perícia bem equipadas e com profissionais capaci-
tados e procedimentos padronizados são fundamentais para a pro-
dução da prova técnica e, consequentemente, para a qualificação 
da investigação criminal.
Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justi-
ça — SENASP. Procedimento Operacional Padrão: perícia criminal. 
Brasília: Ministério da Justiça, 2013 (com adaptações). 
Considerando o previsto nessa afirmativa, assinale a opção corre-
ta, acerca dos procedimentos de levantamento de local de crime
a) Ao chegar a um local de crime, a equipe pericial deve evitar receber 
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quaisquer informações dos fatos, de modo a garantir a imparcialidade e 
a objetividade dos exames periciais.
b) Objetos que não forem coletados pelos peritos criminais serão devol-
vidos no local aos respectivos donos, a critério da equipe pericial.
c) Atualmente, o padrão de busca de vestígios padronizado para os 
locais de crime, indistintamente, é o de espiral, em que o foco inicial é o 
vestígio principal e, em seguida, a região periférica.
d) Todo material biológico no local de crime deve ser considerado po-
tencialmente infectante, tanto é assim que a coleta de vestígios dessa 
natureza será feita sempre com uso de luvas novas e descartáveis, que 
serão trocadas antes da manipulação de um novo vestígio.
e) As armas de fogo devem ser acondicionadas e encaminhadas para exa-
mes posteriores exatamente como foram encontradas no local de crime.
QUESTÃO 3 
Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - POLITEC - RO - Perito Criminal 
- Área 6 (Ciências da Computação/Informática/Análise de Sistemas)
No exame pericial em local de crime, em uma breve análise do pe-
rito responsável, todos os tipos de objetos, marcas ou sinais sen-
síveis que possam ter relação com o fato investigado devem

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