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A cultura africana e afro-brasileira
Língua Portuguesa
4o bimestre - Aula 1 (Sequência de atividades 4 – Aulas 1 e 2).
Ensino Médio
3a
SÉRIE
2024_EM_V1
A importância da diversidade étnico-racial nos currículos escolares; 
A contribuição dos afrodescendentes na construção da sociedade brasileira; 
Cultura africana; cultura afro-brasileira.
Identificar a relevância da presença da diversidade étnico-racial nos currículos escolares; 
Analisar obras que ratifiquem a importância da contribuição dos afrodescendentes na construção da sociedade brasileira; 
Reconhecer as culturas africana e afro-brasileira em textos que enfatizem as áreas sociais, econômicas e políticas brasileiras.
Conteúdos
Objetivos
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(EM13LGG601) Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de legitimação das manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão crítica e histórica. 
Assistam ao vídeo e reflitam:
O que é pretuguês? 
CANAL GNT. PRETUGUÊS: a africanização da língua portuguesa brasileira | O Enigma da Energia Escura. Disponível em: https://youtu.be/v7ZC429ONME?si=htO2_QQQ0iPqR8l1. Acesso em: 23 jul. 2024. 
Para começar
VIREM E CONVERSEM
7 MINUTOS
Link para vídeo
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O vídeo pode ser reproduzido, talvez, até 4 minutos e 40s.
O que diz a lei?
História e cultura afro-brasileira e indígena são matérias obrigatórias nas escolas;
Vale para o ensino fundamental e médio, tanto em escolas públicas quanto privadas;
Principais conteúdos:
História da África e dos africanos;
Luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil;
Cultura negra e indígena;
Como essas culturas ajudaram a formar o Brasil.
Você pode ler o trecho da lei no material Aprender Sempre!
LEI No 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008
Foco no conteúdo
CONTINUA
5 MINUTOS
HORA DA LEITURA
(BRASIL, 2008)​
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Sabemos que o Brasil é um país diverso;
Nossas culturas têm origens no mundo todo, especialmente em comunidades africanas;
Isso porque muitas pessoas foram traficadas do continente para ser escravizadas no Brasil.
Reprodução – MEU DNA, [s.d.]. Disponível em: https://blog.meudna.com/povos-africanos-brasil/. Acesso em: 24 jul. 2024. 
Foco no conteúdo
Qual a importância da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas?
PARA REFLETIR
CONTINUA
2024_EM_V1
Os termos “Afro-American” (afroamericano) e “African-American” (africanoamericano) nos remetem a uma reflexão inicial: a de que só existiriam negros nos Estados Unidos e não em todo o continente. Além disso, apontam para a reprodução inconsciente da posição imperialista dos Estados Unidos, que se autodenominam "A AMÉRICA". Afinal, o que dizer dos outros países da América do Sul, Central, Insular e do Norte? Por que considerar o Caribe como algo separado, se foi justamente ali que se iniciou a história dessa AMÉRICA? É interessante observar alguém que sai do Brasil, por exemplo, dizer que está indo para “a América”. Todos nós, de qualquer região do continente, efetuamos a mesma reprodução, perpetuamos o imperialismo dos Estados Unidos, chamando seus habitantes de "americanos". E nós, o que somos, asiáticos?
(GONZALEZ, 1988, p. 76)
Quais são as implicações de perpetuar a visão dos Estados Unidos como "A AMÉRICA" para a identidade cultural de outros países do continente?
A categoria político-cultural de amefricanidade
Foco no conteúdo
DE SURPRESA
HORA DA LEITURA
CONTINUA
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Sugestão de resposta: Essa visão tem efeitos desagregadores para a identidade dos países da América do Sul, Central, Caribe e do Norte, bem como para suas relações globais. Ao não reconhecer a América como um continente diverso e multifacetado, esta visão americano-centrista pode reforçar estereótipos e marginalizar perspectivas não alinhadas com as dos Estados Unidos. Além disso, termos "Afro-American" e "African-American", sugerem que a experiência negra é exclusivamente uma questão americana, enquanto na realidade, a diáspora africana é amplamente distribuída por todo o continente.
A frase "E nós, o que somos, asiáticos?" funciona como:
Uma sugestão de mudança de identidade.
Um reforço irônico para a crítica à hegemonia dos Estados Unidos.
Uma resposta à pergunta anterior.
Uma explicação para a geografia do continente.
CONTINUA
2 MINUTOS
Pause e responda
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Uma sugestão de mudança de identidade.
Um reforço irônico para a crítica à hegemonia dos Estados Unidos.
Uma resposta à pergunta anterior.
Uma explicação para a geografia do continente.
CORREÇÃO
A frase "E nós, o que somos, asiáticos?" funciona como:
Pause e responda
2024_EM_V1
Para além de seu caráter puramente geográfico, a categoria "Amefricanidade" incorpora todo um processo histórico de intensa diversidade cultural e linguística. Esse conceito é afrocentrado, ou seja, referenciado em modelos culturais como o da Jamaica, com o akan como modelo dominante, e o Brasil, com seus modelos yorubá, banto e ewe-fon. Em consequência, nos encaminha no sentido da construção de toda uma identidade étnica.
(GONZALEZ, 1988, p. 76)
Sugestão de podcast: A influência africana no português do Brasil - Podcast História Preta #9
A categoria político-cultural de amefricanidade
Foco no conteúdo
Link para áudio
10 MINUTOS
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O conceito de "Amefricanidade" enfatiza a diversidade cultural e linguística;
Os modelos culturais africanos influenciam a construção da identidade étnica no Brasil.
Amefricanidade
Reprodução – SESC SÃO PAULO, 2022. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/amefricanidade/. Acesso em: 24 jul. 2024. 
Foco no conteúdo
CONTINUA
Lelia Gonzalez.
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Pesquisadora analisou impacto da introdução da música de origem africana em experimento com alunos do ensino fundamental 
Usando simplesmente um tambor de origem africana, a musicista e pesquisadora Maria Teresa Loduca realizou um experimento em que buscou colocar alunos de escolas públicas de São Paulo em contato com a música africana e, ao mesmo tempo, promover a aceitação da cultura afrodescendente. O trabalho de Maria Teresa durou cerca de três anos e foi realizado na Escola de Aplicação da Faculdade de Educação (FE) da USP, e na Escola Municipal Saturnino Pereira, ambas em São Paulo. Ao longo do estudo, a quebra de preconceitos com relação ao tambor permitiu aos alunos entenderem a relação do instrumento com o dia a dia do escravizado e foi se dissolvendo a associação pejorativa do tambor à macumba. 
[...]
Docência compartilhada professor-artista leva música negra à rede pública
Foco no conteúdo
HORA DA LEITURA
(MESTRE VALDENOR, 2019)​
CONTINUA
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A música negra 
[...] Em seu estudo, ela teve contato com pesquisadores de outras linguagens, a capoeira e o teatro negro e com o Movimento Hip-Hop. Esse convívio foi essencial para a elaboração e desenvolvimento de um trabalho significativo na escola com docentes e jovens. “Foi quando percebi o quanto a cultura negra é rica”, descreve. 
Na pesquisa que envolveu as duas escolas, houve a experiência da docência compartilhada. Neste tipo de atividade o artista e professor constroem juntos o conteúdo a ser trabalhado com os estudantes. “Também é possível experimentar variados modelos de vivências culturais”, revela. No trabalho, os professores elaboraram juntos a parte teórica em sintonia com o tipo de vivência. “Numa vivência de samba, por exemplo, podem ser trabalhados temas sobre a proibição do samba, as origens deste ritmo, sua ligação com a cultura africana e afro-brasileira”, enfatiza. 
[...] 
Docência compartilhada professor-artista leva música negra à rede pública
Foco no conteúdo
HORA DA LEITURA
(MESTRE VALDENOR, 2019)​
2024_EM_V1
Em quartetos, relacionem as perguntas da COLUNA 1 com as respostas da COLUNA 2, enumerando-as:
Na prática
	COLUNA 1	COLUNA 2	Nº
	1. Qual é a diferença entre a cultura africana e a afro-brasileira?	Destacam-se as formas musicais e as danças: o Samba, o Maracatu, o Ijexá, o Maxixe, a Lambada, o Carimbó etc.	
	2. As crençasreligiosas dos africanos influenciaram na formação das crenças brasileiras?	As iguarias da cultura africana na culinária, especialmente na Bahia, são o vatapá, o caruru, o acarajé etc.	
	3. Quais são as danças e as músicas brasileiras que foram influenciadas pela cultura africana?	Os principais grupos de africanos bantos, nagôs e jejes influenciaram, por exemplo, na criação do candomblé, da umbanda, entre outras.	
	4. Que tipos de pratos típicos africanos influenciaram a alimentação brasileira, especialmente na Bahia?	A cultura africana é originária do continente africano que há muito tempo foi trazida, por meio do tráfico negreiro, para o Brasil. A construção da cultura afro-brasileira é uma herança cultural de povos africanos de várias etnias, com tradições e falares diferentes.	
VIREM E CONVERSEM
8 MINUTOS
2024_EM_V1
Atividade do Aprender sempre
Correção
Em quartetos, relacionem as perguntas da COLUNA 1 com as respostas da COLUNA 2, enumerando-as:
Na prática
	COLUNA 1	COLUNA 2	Nº
	1. Qual é a diferença entre a cultura africana e a afro-brasileira?	Destacam-se as formas musicais e as danças: o Samba, o Maracatu, o Ijexá, o Maxixe, a Lambada, o Carimbó etc.	3
	2. As crenças religiosas dos africanos influenciaram na formação das crenças brasileiras?	As iguarias da cultura africana na culinária, especialmente na Bahia são o vatapá, o caruru, o acarajé etc.	4
	3. Quais são as danças e as músicas brasileiras que foram influenciadas pela cultura africana?	Os principais grupos de africanos bantos, nagôs e jejes influenciaram, por exemplo, na criação do candomblé, da umbanda, entre outras.	2
	4. Que tipos de pratos típicos africanos influenciaram a alimentação brasileira, especialmente na Bahia?	A cultura africana é originária do continente africano que há muito tempo foi trazida, por meio do tráfico negreiro, para o Brasil. A construção da cultura afro-brasileira é uma herança cultural de povos africanos de várias etnias, com tradições e falares diferentes.	1
2024_EM_V1
O que significa dizer que a língua portuguesa no Brasil foi "africanizada"? Como isso se manifesta na nossa fala?
Como a manutenção de línguas e de costumes africanos pode ser vista como uma forma de resistência?
Reprodução – KARLSON GRACIE/NOVA ESCOLA, 2021. Disponível em: https://box.novaescola.org.br/etapa/2/educacao-fundamental-1/caixa/359/apresente-aos-alunos-a-africa-que-tambem-fala-portugues/conteudo/20755. Acesso em: 24 jul. 2024. 
Encerramento
Na próxima aula, planejaremos um mural com literatura feminina africana e afro-brasileira. 
FICA A DICA
8 MINUTOS
2024_EM_V1
Sugestões de respostas: 
1. Dizer que a língua portuguesa no Brasil foi "africanizada" significa que ela sofreu influência significativa das línguas africanas trazidas pelos povos escravizados. Essa africanização se manifesta na fala cotidiana através de várias características, tais como vocabulário, fonética e estrutura gramatical.
2. A manutenção de línguas e costumes africanos pode ser vista como uma forma de resistência de várias maneiras. Primeiramente, ajuda as comunidades afrodescendentes a preservar sua identidade cultural, resistindo à imposição de culturas dominantes. Durante a escravidão, a prática e transmissão de tradições africanas eram formas de resistir à desumanização e opressão. Além disso, cultivar e celebrar tradições africanas fortalece os laços comunitários e cria um senso de pertencimento e orgulho. A manutenção dessas tradições também serve como um lembrete contínuo das contribuições africanas à sociedade, combatendo a narrativa de apagamento cultural. No contexto contemporâneo, a valorização das culturas africanas pode ser uma declaração de resistência política contra o racismo e a marginalização.
BRASIL. Lei no 11.645, de 10 de março de 2008 (trecho adaptado para fins didáticos). Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 24 jul. 2024. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília (DF), 2018. 
GONZALEZ, L. A categoria político-cultural de amefricanidade. In: Tempo Brasileiro nº 92-3 (jan./jun.), pp. 69-82. Rio de Janeiro, 1988. 
HISTÓRIA PRETA. A influência africana no português do Brasil – Podcast História Preta #9. Disponível em: https://youtu.be/pcx362APPiE?si=Jb4Mf5xAy8oTFxIi. Acesso em: 24 jul. 2024. 
LEMOV, D. Aula nota 10: 62 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2018. 
MESTRE VALDENOR. Docência compartilhada professor-artista leva música negra à rede pública. Jornal da USP, 24 abr. 2019. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/experimento-leva-musica-negra-a-alunos-do-ensino-publico-fundamental/. Acesso em: 24 jul. 2024. 
Referências
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SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf. Acesso em: 24 jul. 2024. 
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Aprender Sempre, 2022. Caderno do Professor, Língua Portuguesa, 1a à 3a série, Ensino Médio, vol. 2. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2022/10/EM-LP-Vol-2-Professor-Ebook_credito-novo.pdf. Acesso em: 24 jul. 2024. 
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo em ação, 2022. Caderno do Estudante, Língua Portuguesa, 3a série EM.
Imagem da capa: SEDUC.
Identidade visual: imagens © Getty Images.
Referências
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