Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS
CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS
Ana Paula Fantineli Carrapeiro
Dayane Marques
Jusciane Maria Pereira Souto Santos Camargo
Luciane Regina Tardeli Milani
Maria Elvira Cardoso de Oliveira Maximiano
VIOLÊNCIA ESCOLAR
Santos
2012
Ana Paula Fantineli Carrapeiro
Dayane Marques
Jusciane Maria Pereira Souto Santos Camargo
Luciane Regina Tardeli Milani
Maria Elvira Cardoso de Oliveira Maximiano
VIOLÊNCIA ESCOLAR
Monografia apresentada como requisito parcial para aprovação do Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais na Universidade Metropolitana de Santos.
Orientadora: Profª Ana Carolina Bazzo 
da Silva.
Santos
2012
BANCA EXAMINADORA
Prof.
Prof.
Prof.
Aprovado em ......... de ............... de 2012.
Dedicamos este trabalho de conclusão da graduação aos nossos pais, irmãos, familiares, pessoas que amamos e amigos que de muitas formas nos incentivaram e ajudaram para que fosse possível a concretização deste trabalho.
Agradecemos...
A Deus pela vida a nós concedida e por permitir mais uma conquista e desafio superado.
Aos nossos pais, por acreditarem e confiarem em nós. Pelo exemplo de perseverança e superação, pelas orações e palavras de incentivo e apoio. E por nos fazer compreender que o caminho é difícil mais que com fé e dedicação conseguimos alcançar nossos objetivos.
Aos nossos familiares que de uma maneira ou de outra nos ajudaram nesta caminhada.
Aos nossos maridos e noivos, pelo amor, compreensão e companheirismo.
A nossa orientadora Ana Carolina Bazzo da Silva e a Universidade Metropolitana de Santos, por acreditarem em nosso trabalho, pela confiança, amizade e paciência a nós dedicada.
A todos, enfim... O Nosso Muito Obrigado!!!
De tudo ficaram três coisas:
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do sonho uma ponte...
Da procura...
Um Encontro...
Fernando Sabino
RESUMO
O presente trabalho de conclusão de curso com o tema Violência Escolar tem o objetivo de mostrar aos educadores, principalmente os da área das Ciências Sociais, como a violência atinge a sociedade de hoje, quais as suas formas de atuação e como este tema deve ser levado para as escolas. Primeiramente buscou-se analisar o que é a violência e quais as denominações desta nas sociedades de hoje, quem ela atinge e porque vem ocorrendo cada vez mais com tamanha intensidade. Procurou-se também analisar este tema focando sob um olhar sociológico a respeito do assunto e como os educadores podem estar tratando este tema com seus alunos, aproveitando para alertá-los sobre este mal que os cercam. Por fim, o trabalho vem mostrar esta prática vivenciada nas escolas públicas de nossa sociedade e qual a respostas dos alunos frente este tema: violência. O trabalho tem o intuito de analisar através de referências bibliográficas, planejamentos escolares e a prática propriamente dita, como o professor da área da sociologia pode voltar seu olhar para os assuntos da atualidade e colocar seus alunos em contato com esta realidade que os cercam. Desta forma a seguinte pesquisa alerta que é essencial que os professores de hoje preparem seus alunos para um mundo onde infelizmente não só a violência, mais outros males atingem a nossa juventude. 
Palavras-chave: Violência, Sociedade, Sociologia.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 	 8
1 CAPÍTULO I – OLHAR SOCIOLÓGICO SOBRE A VIOLÊNCIA	 10
2 CAPÍTULO II – COMO TRABALHAR A VIOLÊNCIA DENTRO DA SALA DE AULA?	 19
2.1 Planejamento sobre violência na Sociedade Contemporânea 	 21
2.1.1 Tema da Aula	21
2.1.2 Justificativa	21
2.1.3 Objetivos	21
2.1.4 Metodologias e Desenvolvimento	22
2.1.5 Avaliação	25
3 CAPÍTULO III – VIVÊNCIANDO NA PRÁTICA	 28
3 . 1 Análise do Plano de Aula e Resultados Obtidos..............................................28
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS	 
REFERÊNCIAS	 
INTRODUÇÃO
Vivemos numa sociedade onde o medo da violência se torna cada vez mais presente na vida das pessoas. Esta violência pode acontecer de diversas formas e pode tomar proporções assustadoras, ultrapassando muitas vezes os muros de nossas escolas, e envolvendo estudantes de diversas idades.
Pensando neste tema tão polêmico e abrangente, pensou-se na realização deste trabalho tendo como objetivo informar os educadores, mais precisamente os de Sociologia, a importância de levar aos seus alunos temas que estão dentro da realidade dos mesmos e de todo o mundo e trabalhar com os educandos uma forma crítica de abordagem dispondo do olhar sociológico como foco principal no processo de ensino-aprendizagem.
Esta monografia visa atender as exigências da Universidade Metropolitana de Santos, sendo apresentada como requisito parcial para aprovação do Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais desta Universidade. Visa atender também a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB nº 9.394/96 em seu capítulo IV da Educação Superior, artigo 43, incisos III e IV que busca através do incentivo ao trabalho de pesquisa e investigação científica, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, promovendo assim a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação.
O trabalho divide-se em três capítulos, sendo que o primeiro aborda o que é a violência, quem ela atinge, e porque vem tomando proporções cada vez maiores na sociedade de hoje. Através destas questões, o trabalho busca utilizar o olhar sociológico para compreensão e interpretação do tema pesquisado.
O segundo capítulo direciona-se para a área educacional e explica que os educadores de hoje tem uma grande responsabilidade de transmitir aos seus alunos temas do cotidiano dos mesmos, levando-os a ser mais críticos com relação a estes assuntos, neste caso, o seguinte trabalho apresenta um planejamento escolar tendo como foco a violência sendo estudada dentro da sala de aula.
Já o terceiro e último capítulo apresenta um relatório sobre o mesmo planejamento citado acima, sendo trabalhado dentro de uma escola pública com alunos do ensino médio. Esta síntese demonstra a prática sendo realizada do tema abordado.
CAPÍTULO I
1 OLHAR SOCIOLÓGICO SOBRE A VIOLÊNCIA
O presente trabalho visa uma interpretação racional sobre os aspectos sociais da violência brasileira, pois a assimilação dos conceitos gerais é necessária para o entendimento dos aspectos relacionados à violência dentro da instituição escolar, uma vez que esta instituição esta agregada à sociedade. Desta forma a assimilação dos conceitos irá nortear todo entendimento a respeito do assunto. Uma vez que a violência é hoje uma das principais preocupações da sociedade, pois ela atinge a vida e a integridade física das pessoas e é um produto de modelos de desenvolvimento que tem suas raízes na história.
A definição de violência se faz necessária para uma maior compreensão da violência escolar. Segundo o dicionário Aurélio violência é uma transgressão da ordem e das regras da vida em sociedade, é o atentado direto, físico contra a pessoa cuja vida, saúde e integridade física ou liberdade individual correm perigo a partir da ação de outros, a violência tem um sentido amplo, desta forma analisá-la é recorrer a inúmeras opiniões sobre o assunto.
No artigo Violência Extra e Intramuros de Alba Zaluar e Maria Cristina Leal as autoras afirmam que o assunto e os estudos relacionados à idéia de violência, ganharam grande repercussão nos últimos anos, assim houve o surgimento de certo confronto de concepções sobre o significado do termo, gerando desta forma grandes contradições e ambigüidades. Vários pesquisadores se detiveramao aspecto da violência separando-a do poder, seguindo assim os passos de autora Hannah Arendt. A autora entende a violência como algo necessário para se alcançar um objetivo, sendo desta forma um instrumento, a violência para autora é legitimada nas relações de poder. O sentido do termo violência se diferencia para muitos autores: para Adorno, “a violência é o não reconhecimento do outro”, para Brant “a violência como negação da dignidade humana”, para Zaluar “a violência é vista como ausência de compaixão”.
O artigo do autor Tavares dos Santos (2000) apresenta uma consistente opinião se apoiando nas idéias de Focault e Bourdieu, segundo o autor, Foucault afirma que a mesma não é um conceito que possa explicar o funcionamento da vida, mas é o resultado visível da ação de destruição do outro. Quanto às relações de poder, o filósofo as pensa como inerentes às relações e práticas sociais que envolvem verdadeiros sujeitos. Já Bordieu, define a violência como um dispositivo de controle, que legitima o poder, e não está presente somente nos seguimentos do estado mais também nos pequenos grupos sociais, desta forma a violência impede o reconhecimento do outro, estratificando os grupos sociais e interferindo na sociedade democrática.
Segundo o artigo, o cientista social Pierre Bourdieu criou um conceito para tratar um tipo de violência invisível existente na sociedade, em geral este conceito foi denominado por ele de violência simbólica, termo este usado para conceituar as relações de poder existentes na sociedade. Zaluar (2001) ao analisar esta concepção e outras dentre elas a de Focault, chegou a conclusão que a mesma age como uma forma de excesso de poder, assim ela relata que a violência gera certa dificuldade social. O artigo cita a escola como uma instituição onde se pratica a violência física, a violência psicológica e a violência simbólica, sendo a última praticada em maior parte pelo estado que segundo Bourdieu é o detentor do monopólio da violência, desta forma o poder simbólico de submissão e controle é sustentado, criando uma percepção sobre os acontecimentos, gerando consensos e interpretações similares e homogêneas. O artigo afirma que a este mesmo fato outros autores como Durkheim os denomina de conformismo, e que este cria uma concepção homogênea particular.
Zaluar (1999) também cita em seu artigo um fator importante para o entendimento da violência enquanto formadora destas classes antagônicas, segundo a autora é necessário entendermos a função do habitus de Bordieu. Para entendermos a violência e sua formação, a autora utiliza este termo para caracterizar um conjunto de pensamentos padronizados que são capazes de auxiliar na perpetuação das diferenças entre as classes. Estes mecanismos são instruídos e formam-se no processo de socialização, reforçando o habitus primário, ou seja, a situação de vulnerabilidade inicial, onde desta forma não há espaço para a ascensão social. Outro conceito necessário para o entendimento da violência extramuros produzido por diversos grupos sociais é a denominada por Norbert Elias (2001), apud Zaluar, como etos, o significado deste termo é o medo e a insegurança, cujo segundo termo é um fator de modificação social que ele instituiu a lei do mais forte.
A violência segundo a autora vive um desajuste, um conflito de significação, a mesma relata que a violência física sempre esteve presente no cotidiano da sociedade brasileira e mundial para acalmar e aliviar as pressões, forçar decisões e manter a ordem. Segundo a autora o autor Georg Simmel apresenta uma explicação consistente sobre o conflito, ele afirma que o conflito acontece junto às ações interativas e relações sociais, ou seja, em todas aquelas produzidas no interior da sociedade. O autor se refere à regulação social do conflito, gerando normas, mas a real violência está presente, na anulação dos indivíduos enquanto seres ativos sociais, os levando ao patamar de aceitação, controle e domesticação.
 A autora utilizou como argumento sociológico as idéias de Michel Foucault e Pierre Bourdieu onde apontam como fator institucional a desigualdade no Brasil pensada em termos do social, a vulnerabilidade dos jovens pobres e a economia subterrânea. A desigualdade é apontada por ela como a que melhor explicaria às causas da violência no Brasil, desta forma a violência age como dispositivo de controle social sublinhando duas formas de analise: Violência física: excesso da força corporal ou armada, violência simbólica: que exclui e domina por meio da linguagem e mais adiante no texto foi substituída pelo termo “Violência psicológica”.
A violência no Brasil tem aumentado muito com o passar dos anos. Os dados do SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade) mostram que os homicídios de jovens têm colocado o Brasil no mesmo patamar de violência de países como Venezuela, México e Panamá. Os motivos para tal situação são de âmbitos sociais, como nos expõe Zaluar (2001). Segundo a autora, a pobreza, o mercado de drogas nas favelas e bairros pobres, as oportunidades educacionais econômicas inadequadas ou inexistentes, a desigualdade social e de oportunidade dos jovens pobres ou mesmo a própria violência dentro das escolas são fatores que influenciaram para tal estatística. 
Para Zaluar (2001), há que se analisar as relações entre violência e educação, mais precisamente entre a violência dentro e fora da escola, bem como a educação oferecida dentro dela. A autora coloca que a escola tem um papel primordial na formação da socialização e do exercício de cidadania das crianças e jovens estudantes. Para isto, a escola tem o dever de transmitir conhecimentos básicos e dar formação moral ou ética que conduza a autonomia pessoal. 
Pensando ainda nos motivos que possam influenciar nesta alta assustadora da violência em nossa sociedade nos dias de hoje, Zaluar (1999) diz que o Brasil passou por muitas mudanças em termos políticos, sociais e econômicos que geraram muitas injustiças, dividiram a sociedade e criaram conceitos como dominação, exploração capitalista, segregação racial ou exploração. Todas estas novas situações causaram mudanças na sociedade. Na política, investimentos deixaram de ser satisfatórios nas áreas de educação e saúde, fazendo com que também contribuíssem para a alta da violência.
Quando começou a ocorrer essas mudanças os cientistas sociais já vinham acompanhando tais transformações. Existia uma dicotomia entre esses mesmos estudiosos o intelectual e o universal, ambos tinham visões distintas o primeiro empregaria os seus conhecimentos nas lutas reais e cotidianas, o ultimo defendia a construção da nação nos quais os menos desfavorecidos também fazem parte, sendo os protagonistas dos principais crimes e também vitimas.
Os gráficos a seguir com dados de Zaluar (1999), mostram os principais índices da violência, os motivos, indicadores e como esta vem crescendo cada vez mais no Brasil:
Fonte:  ZALUAR, A. Um debate disperso: violência e crime no Brasil da redemocratização. São Paulo Perspec. v.13, n.3, São Paulo. July/Sept. 1999.  
Fonte:  ZALUAR, A. Um debate disperso: violência e crime no Brasil da redemocratização. São Paulo Perspec. v.13, n.3, São Paulo. July/Sept. 1999.  
Fonte:  ZALUAR, A. Um debate disperso: violência e crime no Brasil da redemocratização. São Paulo Perspec. v.13, n.3, São Paulo. July/Sept. 1999.  
 Zaluar afirma em seus artigos que a desigualdade social é um dos fatores que levam um jovem a cometer atos violentos. A situação de carência absoluta de condições básicas de sobrevivência tende a embrutecer os indivíduos, assim, a pobreza seria geradora de personalidades destrutivas. A maioria dos jovens de faixa etária de maior vulnerabilidade que praticam atos violentos estão em uma certa posição. Por terem essa visão distorcida são vistos como diferentes e inferiores, desta forma constroem uma personalidade destrutiva.
A discussão desses cientistas sociais estava nas estatísticas sobre a criminalidade, baseados em material qualitativo onde a violência e a criminalidade eram os problemasurbanos no período. A violência era o tema pesquisado, e desta pesquisa resultou um levantamento bastante abrangente, mas na época não havia artigos, livros publicados a respeito, sendo assim o trabalho dos cientistas sociais foi relevante para a época. A visão Marxista influenciou muitos cientistas sociais brasileiros, no período militar e durante a redemocratização.
Em meio a tantos estudos que buscam explicar os fenômenos da violência cada vez mais em alta em nossa sociedade, Zaluar (1999), conclui que o grande expoente para tal questão seja realmente a estrutura social, a vida urbana marcada por tantas desigualdades, a luta de classes desenvolvida pela exclusão e pela pobreza gerada em favelas e subúrbios. Enfim a falta de oportunidade tanto no mercado trabalho quanto nas escolas, a desorganização política, fazem com que a sociedade atingida se envolva em caminhos de droga e criminalidade aumentando os desastres sociais e a violência na sociedade contemporânea.
A violência é algo crescente e preocupante em todo mundo, e quando chega ao ponto extremo de atravessar muros escolares com tanta violência, a ponto de atingir até crianças, aí se torna mais alarmante ainda, deixando a sociedade indignada e vulnerável aos acontecimentos imprevistos. Mas, tais fatos ocorridos dizem respeito ao comportamento e atos praticados por pessoas que estão inseridas em uma sociedade com medo, onde o crime e atos violentos podem se tornar algo banal e vivenciado no cotidiano. 
O Brasil tem um histórico relacionado a violência desde dos tempos de colonização, quando os povos indígenas que aqui viviam antes da chegada dos portugueses não aceitavam serem escravos de forma pacífica, travaram assim lutas para sua liberdade, mas com a ganância humana de retirar recursos naturais de uma terra tão rica, a violência sempre foi a forma que predominava para obterem o que queriam, até chegarem ao ponto de atravessarem oceanos, não medindo esforços para buscarem outras alternativas de mão de obra, sendo os negros as próximas vítimas, e obrigados a virem de outro continente para sofrerem a pior violência que o ser humano pode ter, que é perder a liberdade, com o passar dos anos os pensamentos foram modificados, e os negros libertados, ficando então sem alternativas para sobreviverem foram para as periferias das cidades e lá marginalizados pela sociedade, sofreram novamente o descaso, foram e ainda são muitas vezes tratados como raças inferiores, desta forma se enraizou um pensamento preconceituoso sobre esta etnia, como classe menos favorecida, alguns ao longo da história sem perspectiva de vida, foram para o mundo do crime, tornando a sociedade desigual e violenta, onde é travada uma guerra de classes com medo constante, e associada as drogas, educação sem qualidade e sem assistencialismo social, o aumento do índice de crimes é maior ainda, é o reflexo do descaso da sociedade com as classes sociais mais pobres. 
Com o aumento da desigualdade social e a má qualidade de ensino associado ao descaso de políticas publicas por, cresce o índice de violência nas escolas brasileira, onde o poder sócio econômico é menor, na maioria das vezes os jovens que contribuem para a violência dentro do ambiente escolar não apresentam perspectiva de uma vida melhor, buscam alternativas, e a alternativa encontrada é o mundo do crime.
Já para relatar a violência nos Estados Unidos, Michael Moore fez um documentário, mostrando a facilidade da compra de armas, como sendo uma prática legal, onde qualquer cidadão compra uma com muita facilidade, ajudando assim o crescente índice da violência. Ele faz um paralelo importante quando compara os Estados Unidos ao Canadá, onde o Canadá tem mais armas por pessoas e a violência tem índices bem menores, e o porte de armas é legal nos dois países. O autor relata que esse fator não é o motivo para um país ter mais criminalidade que o outro, para ele é uma questão cultural, talvez seja pelo histórico violento que os Estados Unidos têm desde a sua colonização onde a população vive armada até os dentes e com medo uns dos outros. Em anexo a estes problemas, tem também a questão do racismo, da desigualdade social que envolve os negros, com a mídia passando a imagem de pessoas perigosas e que podem atacar a qualquer momento, generalizando como se todos fossem criminosos, marginalizando-os.
São estas e outras questões sociais que envolvem a população a terem um medo constante em seu imaginário, vendo o outro sempre como inimigo onde a melhor defesa é o ataque, colocando as pessoas em estado de alerta constantes, e a mídia alimentando uma cultura do medo entre as pessoas, com noticiários policiais, filmes e incentivo ao uso de arma de fogo, tornando um problema social gravíssimo e de certa forma incontrolável. A indústria bélica é muito rentável, fazendo campanha para o uso de armas, com a ajuda da mídia isso se torna uma necessidade de consumo para toda população, tendo como defesa pessoal uma arma de fogo que pode ter efeito contra a própria sociedade. 
No relato de Moore ao ataque em Colombine, os jovens agem de forma violenta, sem pensar nas conseqüências, e junto a isso há um histórico de violência que os Estados Unidos têm, e com a ajuda da mídia os efeitos são os piores possíveis, tornando uma sociedade indefesa com tantas armas.
Para melhor interpretação e contextualização do filme com a realidade da violência brasileira, não se pode deixar de lado alguns tópicos, sendo o primeiro uma análise uma reflexão sobre a responsabilidade do estado diante do fator violência. No caso da realidade americana apresentada, o estado está falho não esta cumprindo seu dever, não oferecendo condições dignas a célula social, estimulando assim o fator violência. E no Brasil, será que o estado esta contribuindo para o fator violência? Com certeza também sim, todos estes fatores citados no filme e no artigo de Zaluar também contribuem para a marginalidade e violência da sociedade brasileira.
Outro fator importante para reflexão apresentado no filme é a venda indiscriminada de armas, o povo americanos tem uma relação diferente da do povo brasileiro ao uso e venda de armas o povo americano é condicionados a ter armas, que segundo as intenções desta nação são para proteção. E no Brasil como se dá esta relação? Pode-se afirmar que é bastante diferenciada, o Brasil por conta da imensa dificuldade em se comprar armas legalmente, acaba por facilitar a clandestinidade, surgindo assim compras ilegais e o tráfico de armas, que movimenta milhões e aumenta a marginalidade e a violência,
Outro fator que auxilia o aumento da marginalidade brasileira é falta fiscalização nas fronteiras, decorrente disso as drogas ilícitas chegam rapidamente e aumentam o comercio de entorpecentes e de armas, a somas destes dois comércios dão margem ao crime organizado, assim afirma Osvaldo Santana:
No Brasil, o principal estopim da violência são o tóxico e a falta de oportunidade. Aqui não se briga violentamente por questões raciais ou credo, mas todo assalto está estatisticamente comprovado que 90% estão ligado ao tóxico, principalmente o crack e a cola de sapateiro que são os preferidos das classes de poucos recursos financeiros. Há cidades onde os crimes motivados pelo uso de tóxico tem percentuais ainda maiores, como é o caso de Imperatriz (MA) e cidades circunvizinhas. Isto ocorre pelo fato do entroncamento rodoviário que é Imperatriz.(SANTANA, 2005, p. 04)
A violência no Brasil está relacionada à “falta” de trabalho, de educação, de condições mínimas de vida, restando como única solução o mundo do crime e a associação ao tráfico. Concluí-se, portanto que na sociedade americana apresentadas no filma, a violência é plantada pelo segregamento racial determina as oportunidades. A propaganda e o jogo de interesses visando lucros determinam as vontades. O poder institucionaliza a violência por estar aliado aos interesses dos fabricantes de armas. No Brasil a violência é a mesma, mas os motivos são diferentes, aqui o principal motivo é o tóxico, seguidopela ausência do Estado nos itens essenciais (educação; saúde; segurança) a dignidade humana e a falta de oportunidades gerada pelo desemprego galopante, ou seja pela desigualdade social.
Enfim ambos os autores demonstram que a sociedade de hoje em dia, está saturada de tanta violência que incide desde as desigualdades sociais, a falta de incentivo á educação, a despreocupação dos governantes aos direitos de todo cidadão, os portes de arma e todas as formas de violência existentes. Há muito que se fazer para que nossa sociedade sinta-se segura frente a todas estas maneiras e incentivos a violência.
 
 
CAPÍTULO II
 2 - COMO TRABALHAR A VIOLÊNCIA DENTRO DA SALA DE AULA?
A violência gera medo. Medo este que vem das pessoas trabalhadoras de toda a sociedade, dos policiais que vivem esta realidade todos os dias e até dos próprios traficantes de drogas que lidam com as incertezas que a vida lhes proporciona. O documentário “Notícias de uma guerra particular” vem apresentar estes casos, onde o medo hoje toma conta das pessoas de toda a sociedade.
Por isso diante de tanta violência, medo e incertezas é preciso que a escola auxilie os alunos desde cedo a encarar estes conflitos e aprender a conviver com tantas dificuldades da vida moderna.
Os professores, principalmente das áreas humanas como a sociologia, tem o dever de transmitir aos seus alunos conceitos inerentes a realidade que os cerca. Os Parâmetros Curriculares Nacionais pedem que os educadores estejam atentos a temas do cotidiano dos alunos, pois desta forma estarão formando cidadãos críticos, reflexivos e atualizados a todos os acontecimentos e situações da sociedade:
(...) pela via do conhecimento sociológico sistematizado, o educando poderá construir uma postura mais reflexiva e crítica diante da complexidade do mundo moderno. Ao compreender melhor a dinâmica da sociedade em que vive, poderá perceber-se como elemento ativo, dotado de força política e capacidade de transformar e, até mesmo, viabilizar, através do exercício pleno de sua cidadania, mudanças estruturais que apontem para um modelo de sociedade mais justo e solidário. (BRASIL 2000, p. 37)
 Desta forma é preciso estar atento a temas que gerem interesse e real conhecimento aos alunos. 
Focando- se no tema violência, percebe-se que hoje em dia, esta vem tomando diferentes manifestações nas escolas e vêm adquirindo cada vez mais importância e dramaticidade na sociedade brasileira, especialmente a partir da década de oitenta. Segundo Nogueira (2003), muitas são as suas expressões, os sujeitos envolvidos e as conseqüências. O freqüente envolvimento da população infantil e juvenil com esta realidade ocupa, de maneira crescente, as páginas da imprensa falada e escrita. Tal problemática tem muitas implicações do ponto de vista da prática educativa, e suas diferentes manifestações têm preocupado de forma especial pais e educadores.
É muito importante o papel do professor, não como figura central, mas como coordenador do processo educativo, já que, usando de autoridade democrática, cria, em conjunto com os alunos, espaços pedagógicos interessantes, estimulantes e desafiadores, para que neles ocorra a construção de um conhecimento escolar significativo.
É necessário que se estabeleça uma forma de comunicação necessária para que a aprendizagem significativa ocorra realmente.
Vasconcellos (2003, p. 58) diz que:
O professor desempenha neste processo o papel de modelo, guia ou referência (seja para ser seguido ou contestado); mas os alunos podem aprender a lidar com o conhecimento também com os colegas. Uma coisa é o conhecimento “pronto”, sistematizado, outro, bem diferente, é este conhecimento em movimento, tencionado pelas questões da existência, sendo montado e desmontado (engenharia conceitual). Aprende-se a pensar, ou, se quiserem, aprende-se a aprender. Em suma, o ofício docente exige a negociação constante, quer com relação à definição de objetivos e às estratégias de ensino e de avaliação, quer com relação à disciplina, pois esta, se imposta autoritariamente, jamais será aceita pelos alunos.
Há hoje uma necessidade de preparar o aluno para o dia de amanhã, fazer dele um cidadão pronto para enfrentar com autonomia e poder de decisões as mais diversas situações, que inclui em escolhas, que vão tomar para suas vidas, e que nem sempre as fazem conscientes, e para isso precisam ser orientados e preparados a terem valores que vão auxiliá-los em suas escolhas. A sociedade é cruel em relação à distribuição de rendas, e isso gera conflitos de classes, onde as buscas por soluções de problemas econômicos levam os jovens a optar por caminhos obscuros, como a violência, drogas, prostituições, dentre outros, colocando suas vidas em riscos constantes.
 	 É nesse contexto de realidade que se trava uma guerra entre civis e policiais, onde jovens sem muito amor a vida, cometem atrocidades sem pensar nas conseqüências.
Levando em consideração todas estas atrocidades em que a nossa sociedade se encontra hoje, é preciso que nas salas de aula os alunos percebam o quanto tudo isto os prejudica.
Planejamentos de aula sobre assuntos que envolvam violência são de extrema necessidade, sendo assim faz-se importante modelos para os educadores que se preocupam com esta realidade.
2.1 Planejamento Sobre Violência na Sociedade Contemporânea
2.1.1 Tema da aula
Violência do dia a dia
2.1.2 Justificativa
	As expressões da violência na sociedade contemporânea é hoje uma das principais preocupações da sociedade. Ela atinge a vida e a integridade física das pessoas. É um produto de modelos de desenvolvimento que tem suas raízes na história, desta forma um fator importante é o entendimento das formas de violência dentro e fora das instituições, com este entendimento apurado sobre as formas e tipos de violência os alunos se tornarão menos alienados e mais críticos.
2.1.3 Objetivos
O plano de trabalho docente tem como objetivo conhecer os diferentes aspectos da violência na sociedade contemporânea; Analisar como o fenômeno da violência se constitui na sociedade brasileira; Diminuir o preconceito aparente, que está agregado ao fenômeno da violência; Possibilitar aos estudantes pensar sociologicamente os fenômenos sociais no caso a violência, desta forma os itens estranhamento e desnaturalização ficam evidentes e permiti que os alunos compreendam sua realidade social como uma totalidade concreta, diversa, conflituosa, contraditória, um plano de trabalho docente bem elaborado levará os alunos a desenvolver uma reflexão crítica a respeito do tema estudado. Para que o trabalho se efetive de fato, não se pode deixar de lado a experiência dos alunos, e partindo desta experiência e do contato com a realidade, o professor buscará conduzir os alunos ao entendimento de conceitos que possam explicar esta realidade.
2.1.4 Metodologias e Desenvolvimento
	Vale lembrar que na construção do conhecimento crítico sobre o assunto estudado, os alunos serão levados a analisar vários textos e imagens como jornais, revistas, TV e também autores das ciências sociais que tratam do assunto como Alba Zalaur, Pierre Bourdieu, dentre outros, afinal há muitos autores que tratam do tema violência, e estes intelectuais apresentam uma multiplicidade de formas de analisar a realidade social, assim um fenômeno social como a violência poderá ter muitas formas de explicação, uma completando a outra.
	Para a análise da violência na sociedade e conseqüentemente na escola, será necessário a problematização do assunto, perguntas como: Por que isso ocorre? Sempre foi assim? Há violência em todas as cidades? Como era a violência na antiguidade? Quais países a violência se expressa da mesma forma que em nosso cotidiano? Quais são as razões para tais tipos de violência? Desta forma os alunos são levados a estranhar algumas atitudes de violência citadas e se familiarizar com outras, assim os alunos serão levados a perceber que relações de violência presente em nossa sociedade ficam obscuras e diminuídas frente à utilização deviolência em outros países, e essa não percepção sobre o que lhe é familiar elimina uma boa interpretação de sua realidade, desta forma o professor conduzirá as reflexões a ponto que os alunos comecem a se indagarem sobre a não percepção de sua realidade. Uma vez que para que o plano se efetive é necessário estranhar situações conhecidas, para que só após esta reflexão se construa um novo pensamento sobre o assunto no caso a violência.
Serão utilizados todos os recursos necessários para um bom desenvolvimento dentro e fora da sala de aula, também serão utilizados de acordo com as necessidades de cada conteúdo, despertando assim a atenção dos educandos. Ao aprender a questionar sobre a sociedade, o estudante amplia a visão que tem de seu papel na comunidade, adquire significados concretos para sua vida e desenvolve o pensamento crítico no cotidiano. No contato do aluno com a sua realidade, confrontando-a com outras, a Sociologia desenvolve a capacidade de raciocínio e ensina a avaliar a realidade de diferentes perspectivas, o trabalho acontecerá da seguinte maneira o professor fará uma indagação sobre a violência na sociedade atual com o auxilio de reportagens atuais: impressas e virtuais, desta forma o assunto será contemplado com perspectivas do próprio aluno sobre a construção da violência, após esta explanação sobre o senso comum e entendimento de cada um, será introduzido autores da sociologia entre eles Pierre Bourdieu com seu conceito de violência simbólica, para o melhor explanação do assunto será utilizado a metodologia de filmes com apresentação do filme “A Vila”, após apresentação do filme se fomentará uma discussão e análise crítica das cenas do filme, desta forma o professor conduzirá uma mudança de perspectiva que levará a elaboração de um entendimento racional e social sobre o assunto no caso a violência simbólica.
O entendimento do assunto é facilitado com o uso de imagens, desta forma a utilização e imagens se faz necessária, num segundo momento para contribuir com a discussão inicial, sugere-se o documentário: Notícias de uma guerra particular. A realidade a respeito da violência é mais cruel ainda do que a assistimos pelos noticiários da TV, com o documentário “Noticias de Uma Guerra Particular” que mostram relatos de pessoas que moram no morro Dona Marta do Rio de Janeiro, são relatos de quem vive na pele e vivenciam um cotidiano violento e que parece não ter fim, é como se os acontecimentos diários fossem natural, como se a violência fosse algo que nasceu no morro e faz parte dele e é aceito ou ignorado.
 O documentário narra que a expansão crescente de homicídios está ligada diretamente ao tráfico de drogas, e grandes quantidades delas são apreendidas e incineradas todo mês, só que essa ação dos policiais não intimidam os traficantes, que a cada vez se fortalece mais, e usam jovens para a venda do mesmo, aumentando assim o numero de jovens para o mundo do crime, muita vezes sem volta. A policia federal estima que o tráfico emprega cerca de 100.000 pessoas no Rio, e isso se torna uma empresa de trabalhadores que buscam remuneração mais fácil e melhor, muitos são tentados por dinheiro fácil e acham esse mundo fascinante, alguns sem perspectivas futuras encontram uma vida que lhe dêem o que não conseguiriam trabalhando honestamente. A descriminação é um ponto forte nesta história .O morador do morro é visto pela sociedade em geral como possível delinqüente, assim é negado a ele a mesma oportunidade dos outros. O estigma da pobreza limita, atrasa e as vezes impede o desenvolvimento profissional dessas pessoas.
E meio a todo esse cenário de violência está a polícia, o traficante e os moradores do morro que ficam no meio do fogo cruzado e são vitimas dos dois lados, tanto na pressão dos traficantes como dos policiais no abuso do poder, tornando uma guerra entre ambas as partes.
 A violência é assunto para policia, isso já ficou legitimado desde a formação do Estado e poder, podendo ele usar de força caso acharem necessário, esse poder legado ao estado lhe dá o direito perante a lei, e esse direito é usado por muitos policiais de forma muitas vezes abusiva, com relato de morador da favela que afirma que foi roubado por eles durante suas ações no morro, levando objetos de pessoas que trabalham e compraram honestamente e que não fazem parte do crime organizado, são trabalhadores, e como muitos que lá moram, esse ato de alguns policiais tira a credibilidade da polícia que tem seu lado protetor da sociedade e mostra policiais que também são vitimas da violência.
 Esse documentário nos alerta para a situação social que estamos vivenciando em nosso país, a negligencia das autoridades, a falta de justiça, o comodismo e o preconceito que as pessoas tem de quem mora nas favelas, os menos favorecidos, como se elas fossem invisíveis, e deixados a própria sorte, em meio a uma guerra que tornou se particular. 
 	 Ao ampliar a capacidade de interpretação dos fenômenos sociais, professor e alunos poderão superar o senso comum e nele reconhecer o ponto de chegada do conhecimento. Estudar a violência pelo caminho da reflexão crítica, contrastante dos fenômenos e de suas interpretações, desenvolve-se uma percepção social apoiada em posicionamento cognitivo e maior sensibilidade em face da realidade social desigual.
	Serão utilizados instrumentos como:
•	 Aulas expositivas dialogadas; 
•	 Exercícios escritos e oralmente apresentados e discutidos;
· Leituras de textos: teórico-contemporâneos, Pierre Bourdieu, temáticos assuntos ligados aos tipos de violência, jornalísticos com reportagens sobre a violência na sociedade contemporânea;
•	Análise crítica do filme A Vila;
	Uma vez que o ensino de Sociologia está voltado para a formação ética, social e reflexiva, alunos e alunas devem ser preparados para falar, escrever e se expressar (interpretando com clareza seu cotidiano e a sociedade que os envolve), a avaliação configura um processo particular do ensino e aprendizado, pois permite constatar se os objetivos propostos foram atingidos. 
2.1.5 Avaliação
Nesse sentido, a avaliação revela-se como mais um elemento na construção do conhecimento sociológico – e não como mecanismo de controle, punição ou medição. Para isto, entretanto, não basta apenas criar instrumentos avaliativos, mas transformá-los em instrumentos de crescimento e reflexão contínua. Portanto, a avaliação é dinâmica, progressiva e versátil, porque diz respeito ao cotidiano escolar e deve estar integrada aos processos de ensino de modo abrangente.
	A avaliação pode ser também um mecanismo de transformação social, articulando-se à intencionalidade do ensino. Esse caráter diagnóstico da avaliação, ou seja, a avaliação percebida como instrumento dialético da identificação de novos rumos, não significa menos rigor na prática de avaliar. Transposto para o ensino da Sociologia, o rigor almejado na avaliação formativa, conforme Luckesi (2005) significa considerar como critérios básicos: a) a apreensão dos conceitos básicos da ciência articulados com a prática social; b) a capacidade de argumentação fundamentada teoricamente; c) a clareza e a coerência na exposição das ideias sociológicas; d) a mudança na forma de olhar e compreender os problemas sociais. Portanto, pretende-se, por meio da prática avaliativa, mobilizar o que foi discutido, trabalhado, exercitado em sala de aula, visando “desnaturalizar” conceitos tomados historicamente como irrefutáveis, propiciando o melhoramento do senso crítico e a conquista de uma maior participação na sociedade.
	Vale lembrar ainda que a avaliação também é uma ferramenta que possibilita ao professor verificar a efetividade de suas práticas pedagógicas, propiciando a reorientação e reformulação das mesmas quando se perceber sua inadequação.
	Serão implementadas práticas avaliativas que permitam acompanhar o processo de apropriação de conhecimentos pelos alunos. 
	Os instrumentos avaliativos serão entre outros: leitura e discussão a partir dos temas propostos, atividades com uso dosrecursos didáticos, podendo ser em sala de aula, ou em aulas extraclasse.
 	Os instrumentos, atentam para a construção da autonomia do educando, acompanham as próprias práticas de ensino e aprendizagem da disciplina são registros de reflexões críticas em debates sobre a visão atual e após o estudo, que acompanham os textos e filmes, produção de textos que demonstrem capacidade de articulação entre teoria e prática, dentre outras possibilidades. 
CAPÍTULO III
3 - VIVÊNCIANDO NA PRÁTICA
 O professor tem um papel fundamental no desenvolvimento do aluno em relação ao ensino-aprendizagem, cabe a ele por em prática seus conhecimentos de maneira e ser um facilitador desse conhecimento, sua responsabilidade perante a sociedade é grande, e as cobranças também. A realidade percebida assim como o processo ensino-aprendizagem, é produto do enfrentamento do concretizado e percebido pelo ser humano com toda a sua subjetividade inerente a cada um, que somente faz sentido quando a experiência vivenciada, facilitando e ajudando a formação do ser humano. Aí entra o professor como o intermediário, utilizando métodos adequados, e conhecimentos para por em pratica uma aula bem elaborada, com sentido na realidade do aluno para que possam participar da aula usando de seus conhecimento e bagagens que trazem consigo, somando assim aos novos conhecimento adquiridos.
 Com um tema tão polemico e vivenciado por todos que é violência, sempre tem alguém que já sofreu algum tipo de violência no seu cotidiano, a abordagem do tema é familiar a todos na sala de aula, facilitando uma dinâmica de indagações iniciais sobre o assunto. 
3 . 1 Análise do Plano de Aula e Resultados Obtidos.
O plano de aula presente neste estudo foi utilizado na disciplina de Estágio Supervisionado, desta mesma instituição e foi aplicado no Colégio Estadual Lucy Requião de Mello e Silva - EF, que localiza-se na rua Hermínio Haggi, nº 400 – Conjunto Residencial Ignez Panichi Hamzé, telefone/Fax: (43) 3532 – 4006, estando presente no município de Cambará, a instituição tem como Dependência Administrativa o órgão Estadual, a entidade mantenedora é Governo do Estado do Paraná, as leis que regulamentam sua organização e funcionamento são Ato de Autorização do Estabelecimento:Resolução nº 372/2005 – DOE 28/02/2005, Ato Administrativo de Aprovação do Regimento Escolar:Nº 044/08 de 13/02/2008.
Para uma melhor entendimento foi realizado uma pesquisa sobre a constituição do bairro e constituição escolar, desta forma pode-se perceber que o bairro que esta inserido o Colégio Estadual Lucy Requião de Mello e Silva foi constituído pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e o Serviço Social Autônomo PARANACIDADE,com a finalidade de atender o crescimento populacional e a expansão do município de Cambará, tendo sua obra finalizada em 2005, na gestão do Prefeito Municipal Senhor José Salim Haggi Neto.
O espaço escolar conta com 1.455 m2 de área construída, de acordo com os padrões de construção da FUNDEPAR. Possuindo 10 salas de aula, secretaria, sala de professores, biblioteca, sala de equipe pedagógica, laboratório de informática, laboratório de Biologia, Física e Química, cozinha, pátio coberto e descoberto. Apesar de haver todo este espaço disponível existe ainda a necessidade de equipamentos e espaços físicos e pedagógicos de qualidade e em quantidade suficiente para subsidiar e enriquecer o trabalho dos docentes bem como para auxiliar na aprendizagem dos educandos.
A quadra coberta encontra-se localizada em espaço aberto, sem muro de proteção, o que possibilita a invasão e utilização da mesma por pessoas estranhas ao ambiente escolar colocando em risco a segurança dos alunos e professores, a instituição não tem muros, apenas um alambrado que cerca o estabelecimento e possibilita a invasão de vândalos que causam destruição do prédio escolar nos finais de semana, este foi um fator crucial para a escolha da instituição para o desenvolvimento do plano de aula.
Para uma melhor entendimento foi realizado uma pesquisa sobre a comunidade escolar, a comunidade escolar do Colégio Estadual Lucy Requião de Mello e Silva apresenta aproximadamente 90% de alunos carentes, tanto no aspecto financeiro quanto no aspecto emocional. A atividade predominante entre os pais dos alunos adolescentes e jovens bem como dos estudantes adultos é o trabalho assalariado, cuja renda familiar não ultrapassa um salário mínimo, diante disso o colégio procura centrar seu trabalho a partir de uma concepção pedagógica que valorize a diversidade ao mesmo tempo em que atenda as especificidades dos educandos.
Segundo o Programa Político Pedagógico da instituição o excesso de problemas familiares faz com que os alunos sintam-se desmotivados o que impede que eles estabeleçam metas para o futuro, desta forma, escola visa contribuir com orientações através de informações nas mais diversas áreas de acordo com a necessidade observada. A instituição busca constantemente o desenvolvimento do aluno almejando formar sujeitos que tenham valores e auto-estima elevada, que sejam esforçados pelas suas atitudes, participativos, críticos e criativos. Procura atingir esse objetivo discutindo saberes que vinculem as práticas sociais à educação escolar a fim de levar o indivíduo a ocupar um lugar na sociedade e que esta seja justa, solidária e segura, vale lembrar que esta instituição localiza-se num espaço social onde se verificam altos índices de violência escolar, violência doméstica, e marginalidade, para poder melhor explicar a escolha desta instituição foi realizado uma pesquisa sobre a caracterização da comunidade escolar, os dados foram extraídos do Projeto Político Pedagógico da instituição.
Os discentes desta instituição vivem em um ambiente social organizado de forma injusta pois é grande o número de trabalhadores que se encontram desempregados e que sobrevivem apenas do auxílio financeiro que recebem do governo. A falta de trabalho, de saúde, de segurança, de creches e de qualificação para o trabalho são fatores preponderantes que produzem descontentamento que, por sua vez, gera baixa auto estima nos indivíduos.
No dia 07, 14 e 21 de março do ano de 2012, o tema apresentado no plano de aula, na disciplina TCC foi implementado nesta instituição, foram utilizadas seis aulas para cumprir todas as etapas do plano, o plano foi desenvolvido na segunda série do ensino médio, o tema foi Violência na Sociedade os objetivos propostos pelo professor foi levar os alunos a conhecer os diferentes aspectos da violência na sociedade contemporânea , analisar como o fenômeno da violência se constitui na sociedade brasileira para possivelmente diminuir o preconceito aparente, que está agregado ao fenômeno da violência, possibilitando ao um pensar sociologicamente os fenômenos sociais no caso a violência.
Quanto aos objetivos ficou expresso que 90% dos mesmos foram alcançados, com o desenvolvimento do assunto verificou-se grande interesse por parte dos alunos, uma vez que a aula partiu de um fenômeno tão comum aos discentes e tão presente uma suas vidas, desta forma verificou-se que o senso comum presente nos alunos sobre o tema referido, foi ultrapassado e elevado a um conhecimento mais apurado sobre o tema, pode-se dizer que o assunto violência e o que a forma foi compreendido e superado por um conhecimento sociológico, deixando de ser um entendimento inocente e sem precedentes históricos sobre o tema violência, desta forma os alunos perceberam sua construção histórica e a distanciaram de uma conhecimento popular sobre este fator, quanto a questão do preconceito existente com o próprio bairro onde vivem que é acometido por atos de violência constantes, os alunos perceberam que as raízes da violência no Brasil e em seu bairro são muito mais profundas que a história de suas vidas e que este fenômeno não existe somente em lugares característicos como o lugar onde moram e em lugares de baixa renda.
O último objetivo que foi levar os alunos a pensar sociologicamente ofator violência foi alcançado com êxito, uma vez que os alunos analisaram o assunto de forma crítica, e desenvolveram reflexões para explicar o acontecimento de atos violentos de seu bairro, desnaturalizando desta forma assuntos tratados por eles como natural anteriormente.
Após aplicação do plano percebeu-se que com ações simples como um trabalho bem construído e bem elaborado se é possível transmitir informações necessárias para o entendimento e superação do senso comum das comunidades carentes, a informação é desta forma o melhor instrumento para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, se tornando imprescindível tratar assuntos presentes na sociedade atual dentro da escola, como um fator de entendimento das raízes nacionais e das raízes intrínsecas de cada agente envolvido, promovendo primeiramente um estranhamento para possivelmente empregar a desnaturalização.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Concluindo esta monografia, pudemos compreender que a violência é um problema social que está presente nas ações da sociedade e também dentro das escolas manifestando-se de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.
Os dados que apresentamos revelam que, além da violência física, crianças e adolescentes, principalmente os mais pobres estão, frequentemente, sujeitos também à violência psicológica que se manifesta nos processos de avaliação e nas formas de interação que se estabelecem entre diretores, professores, funcionários, alunos e responsáveis. 
É necessário retomar com urgência o debate sobre a educação e a moral no seu sentido contemporâneo de autonomia, entendida como preparação para o exercício da cidadania nas escolhas éticas feitas e no respeito às demais. São aquelas que se tornam possíveis na convivência pacífica, isto é, naquelas escolhas que não implicam a destruição ou o silenciamento dos outros. Sobretudo, a autonomia na participação na vida pública em seus diversos canais, como princípio condutor e possivelmente redutor de situações de violência.
Além disso, a violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco têm levado jovens a perder a credibilidade quanto a uma sociedade justa e igualitária, capaz de promover o desenvolvimento social em iguais condições para todos, tornando-os violentos, conforme esses modelos sociais.
Nas escolas, as relações do dia a dia deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto político pedagógico da instituição.
Levar esse tema para a sala de aula é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, oportunizando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.
Utilizando vários recursos metodológicos, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa possível forma de criar um ambiente de respeito ao próximo, considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem participar e se engajar nessa ação, para que a mesma não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos.
Para que este debate aconteça, percebe-se necessário uma intervenção conjunta realmente eficaz, fornecendo à sociedade modelos de conduta adequados ao desenvolvimento afetivo, intelectual e moral de todos os envolvidos. A comunidade escolar é responsável pelas consequências educativas de suas ações. Mas não é somente por aí. Tem que haver um esforço financeiro governamental, não só econômico, mas também em nível de recursos humanos para que programas de combate à violência e exclusão social sejam realmente concretizados e obtenham bons resultados, dentro e fora das escolas. Não podemos deixar que nossos jovens se transformem em futuros marginais, só porque não tiveram referências positivas na infância ou porque as instituições educativas foram se esquecendo que a cidadania deve fazer parte dos currículos e planos de aula.
Ao concluir, somos conscientes de que este trabalho é insuficiente na abordagem desta temática, pois muito mais haveria a relatar, sabendo que a violência nas escolas abrange assuntos muito amplos que surgem em contextos variados. O que nos resta então é esperar que toda a sociedade se mobilize para proteger os cidadãos de amanhã, para que não tenham um futuro sombrio e sem projetos de vida.
	 
REFERÊNCIAS
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC,1996.
________. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9394/96. Brasília: 1996.
MOORE, Michael. Tiros em Columbine. Disponível em: . Acesso em 28 out. 2011.
SALES, João Moreis. Documentário “Noticias de Uma Guerra Particular” (1999).
SANTANA, Osvaldo Filho. Disponível em . Acesso em 12 out. 2011.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ, Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Paraná, 2008.
TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Editora Saraiva. 2º edição, 2010.
ZALUAR, A. Um debate disperso: violência e crime no Brasil da redemocratização. São Paulo Perspec. v.13, n.3, São Paulo. July/Sept. 1999. 
ZALUAR, A.; LEAL, M. C. Violência Extra e Intramuros. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v.16, n. 45, Fev. 2001. 
 
 
image4.png
image1.png
image2.png
image3.png

Mais conteúdos dessa disciplina