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Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
SUMÁRIO
QUESTÕES COMENTADAS 3
PORTUGUÊS 3
INGLÊS 22
RLM 37
ESTATÍSTICA 43
CONTABILIDADE 50
ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA 65
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 81
DIREITO ADMINISTRATIVO 101
DIREITO CONSTITUCIONAL 126
DIREITO PREVIDENCIÁRIO 150
DIREITO TRIBUTÁRIO 163
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 177
LEGISLAÇÃO ADUANEIRA 201
E-BOOK
3Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
QUESTÕES COMENTADAS
PORTUGUÊS
1. Todas as frases abaixo têm por tema a economia. Assinale a frase que está integralmente estruturada 
em linguagem lógica.
A) Nesse mundo nada é inevitável, exceto a morte e os impostos.
B) Não importa quem governa, o mercado governa.
C) Acelerar a economia demais leva a uma derrapagem.
D) Inflação é a arte de falsificar moeda por conta do Estado.
E) O rico é o espetáculo predileto dos pobres.
Comentários:
A linguagem lógica, também conhecida como linguagem denotativa, refere-se a uma forma de comunicação 
que utiliza palavras e frases de maneira objetiva e precisa, com o objetivo de transmitir informações de forma 
direta e sem ambiguidades ou figuras de linguagem.
Vamos aos itens:
A) Correto. Nesse mundo nada é inevitável, exceto a morte e os impostos.
Observe que não há presença de figura de linguagem ou qualquer uso conotativo da linguagem. Nesse 
mundo o que não é inevitável? O que não se pode evitar? A morte, isso é um fato. Os impostos, isso também é 
um fato. O autor não fez uso de comparações, analogias ou metáforas para construir o seu raciocínio.
B) Incorreto. Não importa quem governa, o mercado governa.
A expressão ‘O mercado governa’ para dizer que ‘O mercado determina o andamento da política econômica’ 
é um uso metafórico, visto que pessoas governam. Não é possível, de acordo com o um entendimento lógico, um 
mercado governar.
C) Incorreto. Acelerar a economia demais leva a uma derrapagem.
Utilizar o termo ‘derrapar’ para expressar uma falha, fora do sentido real, que seria deslizar sobre o solo, é 
um emprego metafórico da linguagem.
D) Incorreto. Inflação é a arte de falsificar moeda por conta do Estado.
Observe a metáfora: inflação é uma arte.
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4Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) Incorreto. O rico é o espetáculo predileto dos pobres.
Observe a metáfora: o rico é o espetáculo.
Gabarito: A
2. Numa magnífica crônica intitulada Eu sei, mas não devia, a escritora Marina Colasanti diz o seguinte:
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o 
dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as 
coisas valem. E a saber que cada vez vai pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, 
para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
Uma das características básicas da textualidade é a necessidade de coesão. Assinale a frase que não 
mostra relação temática com os segmentos anteriores.
A) E a lutar para ganhar dinheiro com que pagar.
B) E a ganhar menos do que precisa.
C) E a fazer fila para pagar.
D) E a pagar mais do que as coisas valem.
E) E a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro.
Comentários:
Para acertar essa questão, é necessário que a leitura tenha sido feita de maneira analítica, ou seja, perceber 
como o texto foi elaborado. Observe que a questão exige uma opção em que o elemento tenha relação COESIVA 
com o que foi dito antes. Isso significa que a oração que apresenta a oração precisa ter ligação com a frase 
anterior. O eixo temático do texto tem relação com trabalho, dinheiro e consumo.
Vamos analisar os itens e perceber com que elemento textual anterior a opção tem relação.
A) Incorreta. E a lutar para ganhar dinheiro com que pagar.
Essa oração tem total relação com o que foi dito antes: acostuma a pagar por tudo o que deseja. Luta-se, 
então, para ganhar dinheiro e pagar por tudo o que deseja.
B) Incorreta. E a ganhar menos do que precisa.
‘Ganhar o dinheiro com que pagar’ era a informação anterior. Ganhar menos do que precisa tem total 
relação com essa informação, que – inclusive – está expressa anteriormente.
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5Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) Correta. E a fazer fila para pagar.
Essa oração não apresenta relação com ‘ganhar menos do que precisa’.
Não há conexão entre ‘ganhar menos do que precisa’ e ‘fazer fila para pagar’.
D) Incorreta. E a pagar mais do que as coisas valem.
Essa oração tem relação com a que está imediatamente anterior: fazer fila para pagar.
E) Incorreta. E a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro.
Essa oração tem uma relação de conclusão com o que foi dito antes: saber que cada vez vai pagar mais. Por 
isso, você vai procurar trabalhar mais para ganhar mais dinheiro. 
Gabarito: C
3. A economia funciona na base dos incentivos ou dos desincentivos. Por isso, por sua impressionante 
capacidade de mobilização social, a economia se tornou um instrumento de governo. Se o governo precisa 
estimular algum comportamento, costuma cortar cobranças ou impostos. Se ele precisa frear algum 
comportamento, costuma aumentar os impostos naquele segmento ou inventar alguma taxa qualquer. Por 
exemplo no trânsito: Se o governo não quer que ultrapassemos certo limite de velocidade numa estrada, 
começa a aplicar multas para quem o ultrapassa. Como o dinheiro é a verdadeira linguagem universal, aquela 
que todos entendem em qualquer lugar do mundo, então de fato os motoristas começam a respeitar o 
limite de velocidade. Sob esse ponto de vista, o imposto de renda é uma grande punição. É um desestímulo 
ao empregado se esforçar para ganhar bem. Se você ganhar acima da alíquota máxima, ganha uma multa 
de quase 30% de seu salário. Parece ingenuidade minha, mas o absurdo me soa tão grave, que nem sei 
se não há nessa cobrança absurda de 27,5% sobre o salário de quem ganha acima de determinado valor, 
algum estímulo subentendido para que o sujeito largue o emprego e parta para o empreendedorismo. De 
um certo ponto de vista, o imposto de renda seria um estímulo ao empreendedorismo. Afinal, uma Pessoa 
Jurídica paga proporcionalmente muito menos imposto do que a Pessoa Física. O imposto de renda é das 
imposições governamentais mais truculentas e insanamente aceitas pela população que eu já ouvi falar. O 
imposto de renda é uma multa que se aplica a quem ganha bem.
O imposto de renda e a economia do desincentivo (Ronaud.com)
O texto acima se insere entre os textos argumentativos. Uma das marcas desses textos é a necessidade 
de coerência lógica.
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6Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Assinale a opção em que a frase dada mostra incoerência.
A) A economia funciona na base dos incentivos ou dos desincentivos. Por isso, por sua impressionante 
capacidade de mobilização social, a economia se tornou um instrumento de governo.
B) Se o governo precisa estimular algum comportamento, costuma cortar cobranças ou impostos.
C) Sob esse ponto de vista, o imposto de renda é uma grande punição. É um desestímulo ao empregado se 
esforçar para ganhar bem.
D) Se o governo não quer que ultrapassemos certo limite de velocidade numa estrada, começa a aplicar multas 
para quem o ultrapassa.
E) Se ele precisa frear algum comportamento, costuma aumentar os impostos naquele segmento ou inventar 
alguma taxa qualquer.
Comentários:
O texto acima se insere entre os textos argumentativos. Uma das marcas desses textos é a necessidade de 
coerência lógica.
A coerência lógica é um princípio fundamental na lógica e na argumentação. Refere-se à qualidade de 
um argumento ou discurso em que todas as partes se encaixam de maneira lógica e consistente, sem que se 
provoquem contradições de sentido ou de estrutura. Algo é considerado incoerente quando contémA frase apresentada (“Veículos autônomos passam zunindo.”) indica VELOCIDADE, e não PESO.
D) ERRADA. A frase apresentada (“Veículos autônomos passam zunindo.”) indica VELOCIDADE, e não 
PROFUNDIDADE.
E) ERRADA. A frase apresentada (“Veículos autônomos passam zunindo.”) indica VELOCIDADE, e não TAMANHO.
Gabarito: A
Text II
GLOBAL COMMERCE
Driverless vehicles whizz across five new berths at Tuas Mega Port, which sits on a swathe of largely 
reclaimed land at the western tip of Singapore. Unmanned cranes loom overhead, circled by camera-fitted 
drones. The berths are the first of 21 due by 2027. When it is completed in 2040, the complex will be the largest 
container port on Earth, boasts PSA International, its Singaporean owner.
Tuas is a vision of the future on two fronts. It illustrates how port operators the world over are deploying 
clever technologies to meet the demand for their services in the face of obstacles to the development of new 
facilities, from lack of space to environmental concerns. More fundamentally, the city-state’s investment, with 
construction costs estimated at $15bn, is part of a wave of huge bets by the broader logistics industry on the 
rising importance of Asia, and South-East Asia in particular. The IMF expects the region’s five largest economies—
Indonesia, Malaysia, Singapore, the Philippines and Thailand—to be the fastest-growing bloc in the world by 
trade volumes between 2022 and 2027. The result is that the map of global commerce and the blueprints for its 
critical nodes are being simultaneously redrawn.
From: The Economist, January 14, 2023, pp. 57-58
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35Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
24. The use of the verb “loom” in “Unmanned cranes loom overhead” (1st paragraph) helps build an 
atmosphere that is rather
A) flattering.
B) reassuring.
C) heartening.
D) frightening.
E) enchanting.
Comentário
A questão exige do candidato a compreensão sobre o emprego do verbo TO LOOM na citada frase: aparecer 
como uma forma grande, muitas vezes assustadora ou indefinida.
A) ERRADA. TO LOOM estabelece uma atmosfera ASSUSTADORA, e não LISONJEIRA.
B) ERRADA. TO LOOM estabelece uma atmosfera ASSUSTADORA, e não TRANQUILIZADORA.
C) ERRADA. TO LOOM estabelece uma atmosfera ASSUSTADORA, e não ENCORAJADORA.
D) CERTA. TO LOOM estabelece uma atmosfera ASSUSTADORA.
E) ERRADA. TO LOOM estabelece uma atmosfera ASSUSTADORA, e não ENCANTADORA.
Gabarito: D
Text II
GLOBAL COMMERCE
Driverless vehicles whizz across five new berths at Tuas Mega Port, which sits on a swathe of largely 
reclaimed land at the western tip of Singapore. Unmanned cranes loom overhead, circled by camera-fitted 
drones. The berths are the first of 21 due by 2027. When it is completed in 2040, the complex will be the largest 
container port on Earth, boasts PSA International, its Singaporean owner.
Tuas is a vision of the future on two fronts. It illustrates how port operators the world over are deploying 
clever technologies to meet the demand for their services in the face of obstacles to the development of new 
facilities, from lack of space to environmental concerns. More fundamentally, the city-state’s investment, with 
construction costs estimated at $15bn, is part of a wave of huge bets by the broader logistics industry on the 
rising importance of Asia, and South-East Asia in particular. The IMF expects the region’s five largest economies—
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36Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Indonesia, Malaysia, Singapore, the Philippines and Thailand—to be the fastest-growing bloc in the world by 
trade volumes between 2022 and 2027. The result is that the map of global commerce and the blueprints for its 
critical nodes are being simultaneously redrawn.
From: The Economist, January 14, 2023, pp. 57-58
25. The word “swathe” (1st paragraph) can also be used elsewhere in the relation to
A) lather.
B) cloth.
C) foam.
D) tide.
E) fire.
Comentário
A questão exige do candidato vocabulário, mais especificamente sobre SWATHE (“FAIXA”), o qual pode 
apresentar mais de um emprego: no texto, essa palavra é usada para indicar uma porção de terra, sendo que, 
além desse uso, ela pode se referir a pedaço de pano.
A) ERRADA. SWATHE, além de porção de terra, pode se referir à FAIXA (“CLOTH”), e não à ESPUMA.
B) CERTA. SWATHE, além de porção de terra, pode se referir à FAIXA (“CLOTH”).
C) ERRADA. SWATHE, além de porção de terra, pode se referir à FAIXA (“CLOTH”), e não à ESPUMA.
D) ERRADA. SWATHE, além de porção de terra, pode se referir à FAIXA (“CLOTH”), e não à MARÉ.
E) ERRADA. SWATHE, além de porção de terra, pode se referir à FAIXA (“CLOTH”), e não à FOGO.
Gabarito: B
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37Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
RLM
26. Um quadro-negro de forma retangular tem lados horizontais de 81,0cm e lados verticais de 70,2cm. 
Deseja-se traçar linhas horizontais e verticais igualmente espaçadas, de modo a cobrir inteiramente o 
quadro-negro de quadrados.
O número mínimo de quadrados que se obtém dessa forma é igual a
A) 195.
B) 209.
C) 216.
D) 252.
E) 280.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Máximo Divisor Comum (MDC).
Pessoal, a princípio, para não trabalharmos com vírgulas, transformemos a unidade que está em cm para 
mm. Para tanto, basta multiplicarmos por 10. 
O nosso retângulo, agora, possui as dimensões 810 mm e 702 mm, cuja área é o produto da base pela 
altura: 
Sretângulo= base . altura
Sretângulo= 810 . 702
Sretângulo= 568 . 620 mm²
Agora, preste atenção, queremos saber o número MÍNIMO de QUADRADOS que obteremos se traçarmos 
diversas linhas horizontais e verticais igualmente espaçadas. Perceba que, por se tratar de quadrado, o 
espaçamento na vertical e na horizontal deverá ser igual. 
Como o solicitado é o menor número possível, devemos ter o maior espaço entre as linhas, concordam? Se 
é o maior espaçamento, então, estamos tratando de MDC, e não de MMC. Façamos, por conseguinte, o cálculo 
do MDC entre 810 e 702 para dimensionarmos o maior espaçamento (lado) entre as linhas e, portanto, obtermos 
o menor número de quadrados.
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38Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
MDC (810, 702) = 54 mm
Ora, o lado/espaçamento possui 54 mm. Para sabermos o número de quadrados basta saber que a soma 
das áreas de cada quadrado deve totalizar a área do retângulo, que vimos acima (568 . 620 mm²).
nquadrados . Squadrados = Sretângulo
nquadrados (54 . 54) = 568 . 620
nquadrados 2.916 = 568 . 620
nquadrados = 195 quadrados
O gabarito é a letra “a”.
Gabarito: A
27. A quantidade de anagramas da palavra SAUDADE nos quais todas as vogais estejam juntas é igual a
A) 98.
B) 144.
C) 186.
D) 204.
E) 288.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Anagrama. 
Memorize a fórmula geral, que engloba eventuais palavras repetidas:
=n
n!
! !ß
n: representa o número de letras;
 e ß: representam o número de palavras repetidas.
Na questão, a palavra SAUDADE possui sete letras. Para solucionarmos o exercício, devemos considerar os 
seguintes casos, em que vogais aparecem juntas entre si:
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39Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
i) AUAE SDD (vogais no começo);
ii) SDD AUAE (vogais no fim);
iii) S AUAE DD (vogais no meio com duas consoantes no final);
iv) SD AUAE D (vogais no meio com duas consoantes no início);
v) DD AUAE S (vogais no meio com duas consoantes no início);
vi) D AUAE SD (vogais no meio com duas consoantes no final);
Agora, basta aplicarmos a fórmula da permutação que vimos acima:
P
4
2 P
3
2
4!
2!
3!
2!
36 i
P
3
2 P
4
2
4!
2!
3!
2!
36 ii
1 P
4
2 1
4!
2!
12 iii
P
2
P
4
2 1 2!
4!
2!
24 iv
1 P
4
2 1 12 v
1 P
4
2 P
2
4!
2!
2 24 vi
Somando os eventos i a vi, temos: 144.
O gabarito é a letra “b”.
Gabarito: B
28. Nelson dividiusua vasta biblioteca entre livros de aventura (a), biografias (b), científicos (c) e diversos 
(d). Ele também catalogou os livros segundo o número de páginas (np): os de menos de 200 páginas, 
aqueles que têm entre 200 e 500 páginas e os de mais de 500 páginas.
A tabela a seguir apresenta os percentuais de livros com menos de duzentas páginas e percentuais de 
livros com mais de 500 páginas para cada uma das categorias a, b, c e d. A tabela mostra ainda o percentual 
de livros de cada uma das 4 categorias.
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40Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
 np 500 percentual
a 0,3 0,2 0,3
b 0,1 0,7 0,1
c 0,1 0,5 0,4
d 0,3 0,3 0,2
O percentual de livros da biblioteca com um número de páginas entre 200 e 500 situa-se entre
A) 0,45 e 0,50.
B) 0,40 e 0,45.
C) 0,35 e 0,40.
D) 0,30 e 0,35.
E) 0,25 e 0,30.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Porcentagem.
A última coluna trata do percentual de livros de cada uma das 4 categorias, conforme enunciado. Dessa 
forma, considerando que há 1.000 livros na biblioteca, de acordo com a última coluna, teremos o seguinte:
Livro “a”: 30% de 1.000 = 300 livros;
Livro “b”: 10% de 1.000 = 100 livros;
Livro “c”: 40% de 1.000 = 400 livros;
Livro “d”: 20% de 1.000 = 200 livros;
Precisamos, agora, saber quantos livros se encontram no intervalo de 200 a 500 páginas. Ora, considerando 
a categoria “a”, temos que 30% representam menos de 200 páginas e 20% possuem mais de 500 páginas. Portanto, 
restam os outros 50% para o intervalo de 200 a 500 páginas. Façamos isso para todas as categorias:
Categoria “a”: 50% para o intervalo entre 200 a 500 páginas, logo, 50% de 300 livros, temos que 150 
representam livros da categoria “a” com páginas entre 200 e 500.
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41Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Categoria “b”: 20% para o intervalo entre 200 a 500 páginas, logo, 20% de 100 livros, temos que 20 
representam livros da categoria “b” com páginas entre 200 e 500.
Categoria “c”: 40% para o intervalo entre 200 a 500 páginas, logo, 40% de 400 livros, temos que 160 
representam livros da categoria “c” com páginas entre 200 e 500.
Categoria “d”: 40% para o intervalo entre 200 a 500 páginas, logo, 40% de 200 livros, temos que 80 
representam livros da categoria “d” com páginas entre 200 e 500.
A questão deseja saber o percentual de livros que se encontram no intervalo de 200 a 500 páginas. 
Somando o valores acima, temos o total de 410 livros (150 + 20 + 160 + 80). Como o todo é 1.000 livros, temos 
uma porcentagem de:
Livros 200 500
410
1000
0 41 41%
Gabarito é a letra “b”.
Gabarito: B
29. Sejam A = (34, 52) e B = (10, 7) dois pontos no plano cartesiano. Considere o ponto C = (x, y) situado no 
segmento que une A a B e tal que a distância de C a A seja o dobro da distância de C a B.
A soma x + y das coordenadas de C vale
A) 38.
B) 39.
C) 40.
D) 41.
E) 42.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Geometria Analítica, especificamente sobre distância entre dois 
pontos em uma função linear.
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42Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
A situação apresentada no caput da questão é a seguinte, onde a distância de CA é o dobro da distância 
de CB:
 
Fonte: Próprio autor.
Solicita-se a soma das coordenadas do ponto C, vale dizer, a soma de x e y.
dAC 2dBC
Em “x”:
dACx 2dBCx
34 x 2 x 10
34 x 2x 20
54 3x
x 18
Em “y”:
dACy 2dBCy
52 y 2 y 7
52 y 2y 14
66 3y
y 22
Somando x e y, temos 18 + 22 = 40.
Gabarito é a letra “c”.
Gabarito: C
B (10, 7)
C (x, y)
C (34, 52)
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43Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
ESTATÍSTICA
30. Uma pequena amostra de 11 salários (medidos em quantidades de salários mínimos) de trabalhadores 
de terceiro setor mostrou os seguintes resultados:
2,0 2,3 2,7 3,4 3,9 2,8 2,3 1,8 1,5 3,3 1,5
A diferença, em quantidade de salários mínimos, entre os valores da média e da mediana desses 
dados é igual a
A) 0,0.
B) 0,1.
C) 0,2.
D) 0,3.
E) 0,4.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Média e Mediana.
Solicita-se a diferença entre a média ( X ) e a mediana (Me) em salários mínimos. Vamos aos cálculos.
X
x
i
n
2 0 2 3 2 7 3 4 3 9 2 8 2 3 1 8 1 5 3 3 1 5
11
27 5
11
2 5
Para o cálculo da mediana, devemos ordenar em ordem crescente de salário e, posteriormente, selecionar 
o termo do meio. Lembrando que, caso fosse uma amostra par, deveríamos fazer a média entre os elementos 
centrais. Não é o caso aqui, porque a amostra é ímpar (11 salários), basta pegarmos o 6° termo. Vejamos:
Ordenando: 1 5 1 5 1 8 2 0 2 3 2 3 2 7 2 8 3 3 3 4 3 9
Notem que a Me será o 6° termo, qual seja, 2,3.
A diferença entre média ( X ) e a mediana (Me) será 2,5 - 2,3 = 0,2.
Finalmente, a resposta encontra-se na letra “c”.
Gabarito: C
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44Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
31. Edson e Roberto fazem uma aposta jogando dois dados, ambos regulares. Edson ganha a aposta se 
saírem dois números maiores do que 3. Caso contrário, ganha Roberto.
Eles pretendem fazer um jogo honesto. Se perder, Edson pagará a Roberto 10 reais.
Então, se perder, Roberto deverá pagar a Edson
A) 18 reais.
B) 24 reais.
C) 30 reais.
D) 42 reais.
E) 46 reais.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Probabilidade.
O evento narrado trata-se de uma Distribuição Binomial.
Você deve levar para a prova as seguintes características dessa distribuição:
• É uma distribuição discreta;
• Difere-se da de Bernoulli por possuir “n” tentativas;
• Variável binária (Sucesso/Fracasso);
• Cada tentativa independe da outra.
Posto isso, memorize a fórmula, que parece complicada, porém garanto a vocês que com o tempo e com 
a prática tudo ficará mais fácil.
P
k n p
C
n k
pk 1 p n k
k: quantidade de sucessos;
n: quantidade de tentativas;
p: probabilidade do sucesso.
Veja que jogar o dado uma vez e obter um número acima de três e, posteriormente, repetir o mesmo 
procedimento é um evento que independe dos outros. Nesse caso, o número de tentativas será igual a dois (n=2), 
representando o dado sendo jogado duas vezes. Para Edson ganhar, a quantidade de sucessos deve ser 2, vencer 
nos dois dados (k=2) e, por fim, a probabilidade para isso acontecer será de 50%. Por quê, professor?
Ora, em um dado comum, quantos números há acima de 3? R: há três números, 4, 5 e 6. Então, 3 em 6 é 
igual a 50%. Montemos o nosso binomial:
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45Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
P
2 2 0 5
C
2 2
0 52 1 0 5 0
P
2 2 0 5
1 0 25 1
P
2 2 0 5
0 25
Veja, a probabilidade de Edson ganhar é de 25%, logo, a probabilidade de Roberto ganhar é de 75%, o 
complementar a 100%. Agora pense, se a probabilidade de eu ganhar for maior do que a tua, então eu devo te 
pagar um valor ainda maior caso eu perca. Façamos a relação:
Roberto deverá pagar o proporcional: 0,75/0,25 * 10 = R$ 30,00.
O gabarito é a letra “c”.
Gabarito: C
32. Ana vai passar o fim de semana em sua casa de praia. A previsão do tempo diz que a probabilidade de 
chuva no sábado é de 30%, e a probabilidade de chuva no domingo é de 40%.
Nesse caso, a probabilidade de que Ana consiga ir à praia no fim de semana sem pegar chuva é de
A) 46%.
B) 55%.
C) 63%.
D) 88%.
E) 92%.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Probabilidade.
Considere que a probabilidade de chover no sábado é P(A) e a de chover no domingo P(B).
Veja que para não pegar chuva no final de semana não poderá chover no sábado E não poderá chover no 
domingo. Veja que eu destaquei a conjunção aditiva “E”, que representa a multiplicação dos eventos.
P
chover
P A P B
P
chover
0 3 0 4
P
2 2 0 5
12%
E-BOOK
46Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Ora, pessoal. Se a probabilidade de chover é de 12%, então a denão chover, que é o que a questão solicita, 
será o complementar. Basta, então, fazermos:
P
não chover
100% P
chover
P
não chover
100% 12%
P
não chover
88%
O nosso gabarito é, portanto, a letra “d”.
Gabarito: D
33. Uma variável aleatória discreta X tem função de probabilidade dada por
x 0 1 2 3
p(x) 0,5 0,2, 0,1 0,2
A probabilidade de que o valor de X seja maior do que 2 é igual a
A) 10%.
B) 20%.
C) 25%.
D) 30%.
E) 50%.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Variáveis Discretas.
Pessoal, a questão solicita-nos a probabilidade de X ser maior do que 2. Veja que a probabilidade de ser 
0 é de 50%. A probabilidade de ser 1 é de 20%, a probabilidade de ser 2 é de 10%. Somando as probabilidades, 
encontramos 80% de a variável estar até 2. Veja que maior do que isso é exatamente o restante para 100%:
100 - 80% = 20%
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47Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Como se trata de variável discreta, a probabilidade P (X>2) = 20% é a mesma que P (X=3) = 20%, retirada 
da tabela.
Gabarito é a letra “b”.
Gabarito: B
34. Uma amostra aleatória de tamanho n = 64 de uma variável aleatória suposta normalmente distribuída 
com média desconhecida 
μ e variância 100 foi observada e revelou uma média amostral igual a 44,65.
Lembrando que se Z tem distribuição normal padrão,
P [- 1,96específica dos custos individuais, deverá ser utilizado o Primeiro a 
Entrar, Primeiro a Sair (PEPS) ou custo ponderado. Tomem nota: o método Último a Entrar, Primeiro a Sair (UEPS), 
identificado na letra “c”, é proibido no Brasil.
Gabarito: E
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52Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
38. Em 02/01/X1, uma entidade adquiriu computadores, para utilizar em sua área administrativa, por 
R$50.000, para pagamento em 31/12/X1. Se os computadores tivessem sido adquiridos à vista, o custo 
seria de R$45.000. O prazo de pagamento excede os prazos normais de crédito da entidade e o valor da 
compra é considerado material.
A vida útil estimada dos computadores era de 5 anos. A entidade depreciava os seus ativos imobilizados 
de acordo com o método da linha reta e não considerava valor residual.
No ano de X1, a entidade contabilizou receita com a prestação de serviços de R$200.0000. Os custos 
com os serviços prestados foram de R$80.000.
Além do lucro bruto de R$120.000, assinale a opção que indica os valores das contas apresentadas 
na Demonstração do Resultado do Exercício da entidade em 31/12/X1, sem considerar a incidência de 
impostos.
A) Despesa de depreciação: R$9.000, apenas.
B) Despesa de depreciação: R$10.000, apenas.
C) Despesa de depreciação: R$9.000 e Despesa financeira: R$5.000, apenas.
D) Despesa de depreciação: R$10.000 e Despesa financeira: R$5.000, apenas.
E) Despesa de depreciação: R$10.000 e Receita financeira: R$5.000, apenas.
Comentário 
Trata-se de questão que versa sobre Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
Pessoal, façamos o lançamento da compra dos computadores:
D - Computadores … R$ 45.000,00 (Ativo)
D - Encargos Financeiros a Transcorrer … R$ 5.000,00 (Ret.Passivo)
C - Fornecedores a Pagar … R$ 50.000,00 (Passivo).
Pelo regime de competência, os encargos financeiros serão apropriados ao resultado mensalmente, 
conforme regime de competência. Como o prazo de vigência é 12 meses, ao término do exercício X1, toda a quota 
de encargos estará apropriada como despesa financeira no resultado. Dessa forma, já conseguimos eliminar as 
alternativas “a”, “b” e “e” (que trata de receita financeira). O lançamento correto é:
D - Despesa Financeira … R$ 5.000,00
C - Encargos Financeiros a Transcorrer … R$ 5.000,00 
Para decidirmos entre “c” ou “d”, façamos o cálculo da depreciação. Considere a fórmula da depreciação:
Despesa de depreciação Valor Contábil Valor residual
tempo de utilização
vida útil
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53Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Substituindo valores:
Despesa de depreciação 45 000 0
1
5
Despesa de depreciação R $ 9 000 00
O gabarito é, portanto, a letra “c”.
Gabarito: C
39. Uma entidade tinha seu modelo de negócios estruturado para a venda de terrenos.
Em 01/01/X0, o seu estoque era de R$270.000, tendo a seguinte composição:
• Terreno A: R$120.000
• Terreno B: R$150.000.
Em 31/01/X0, teve início um processo de melhorias na região onde os terrenos estão localizados. Por 
isso, a entidade decidiu retirar os terrenos de venda e mantê-los para valorização de capital a longo prazo, 
definindo mensurá-los pelo valor justo.
Na data, o valor justo do Terreno A era de R$160.000 e o do Terreno B, de R$140.000.
Assinale a opção que indica o efeito da mudança da intenção da administração nas demonstrações 
contábeis da entidade.
A) Demonstração do Resultado do Exercício: +R$30.000.
B) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: +R$30.000.
C) Demonstração de Outros Resultados Abrangentes: +R$30.000.
D) Demonstração do Resultado do Exercício: +R$40.000; Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: 
–R$10.000.
E) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: +R$40.000; Demonstração do Resultado do Exercício: 
–R$10.000.
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54Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário 
Trata-se de questão que versa sobre Propriedade para Investimento (CPC 28).
A princípio, vejamos o porquê de se tratar de uma Propriedade para Investimento, conforme o item 5, do 
citado CPC.
“Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou edifício – ou parte de edifício – ou ambos) 
mantida (pelo proprietário ou pelo arrendatário como ativo de direito de uso) para auferir aluguel ou 
para valorização do capital ou para ambas e, não, para: (...)” [grifou-se]
Ora, o enunciado é claro que os terrenos foram retirados de venda para valorização de capital. Solicita-se, 
agora, qual o impacto nas Demonstrações Contábeis. Para tanto, vejamos o que diz o item 63 desse CPC:
“Para uma transferência de estoque para propriedade para investimento que seja escriturada pelo valor 
justo, qualquer diferença entre o valor justo da propriedade nessa data e o seu valor contábil anterior 
deve ser reconhecida no resultado.”
Basta, então, fazermos a diferença entre o valor justo e o valor contábil e apropriar essa diferença ao 
resultado do exercício (DRE). Vejamos:
Terreno A: R$ 160.000,00 - R$ 120.000,00 = R$ 40.000,00 
Terreno B: R$ 140.000,00 - R$ 150.000,00 = - R$ 10.000,00
O impacto na DRE será, portanto, de R$ 30.000,00 (R$ 40.000,00 - R$ 10.000,00).
O gabarito é, por conseguinte, a letra “a”.
Gabarito: A
40. Uma sociedade empresária apresentava os seguintes ativos em seu Balanço Patrimonial, em 31/12/X0:
• Caixa: R$200.000;
• Terreno mantido para futuro uso correntemente indeterminado: R$70.000;
• Edifício arrendado para terceiros sob arrendamento operacional: R$120.000;
• Edifício desocupado, mantido para ser arrendado para terceiros sob arrendamento operacional: 
R$140.000;
• Propriedade em construção para futura utilização como propriedade para investimento: R$150.000.
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55Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Assinale a opção que indica o saldo da conta Propriedade para Investimento no Balanço Patrimonial 
da sociedade empresária na data.
A) R$150.000.
B) R$220.000.
C) R$260.000.
D) R$410.000.
E) R$480.000.
Comentário 
Trata-se de questão que versa sobre Propriedade para Investimento (CPC 28).
Solicita-se qual o montante da rubrica Propriedade para Investimento, no Balanço Patrimonial (BP). 
Vejamos item a item:
(Ativo Circulante) Caixa: R$200.000;
(Propriedade para Investimento) Terreno mantido para futuro uso correntemente indeterminado: 
R$70.000;
De acordo com o item 8, “b”, do CPC 28:
“O que se segue são exemplos de propriedades para investimento:
(b) terrenos mantidos para futuro uso correntemente indeterminado (se a entidade não tiver determinado 
que usará o terreno como propriedade ocupada pelo proprietário ou para venda a curto prazo no curso 
ordinário do negócio, o terreno é considerado como mantido para valorização do capital);”
(Propriedade para Investimento) Edifício arrendado para terceiros sob arrendamento operacional: 
R$120.000;
De acordo com o item 8, “c”, do CPC 28:
“O que se segue são exemplos de propriedades para investimento:
(c) edifício que seja propriedade da entidade (ou ativo de direito de uso relativo a edifício mantido pela 
entidade) e que seja arrendado sob um ou mais arrendamentos operacionais;”
(Propriedade para Investimento) Edifício desocupado, mantido para ser arrendado para terceiros sob 
arrendamento operacional: R$140.000;
De acordo com o item 8, “d”, do CPC 28:
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56Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“O que se segue são exemplos de propriedades para investimento:
(d) edifício que esteja desocupado, mas mantido para ser arrendado sob um ou mais arrendamentos 
operacionais;”
(Propriedade para Investimento) Propriedade em construção para futura utilização como propriedade 
para investimento: R$150.000.
De acordo com o item 8, “e”, do CPC 28:
“O que se segue são exemplos de propriedades para investimento:
(e) propriedade que esteja sendo construída ou desenvolvida para futura utilização como propriedadepara investimento”
Somando os valores de cada Propriedade para Investimento, iremos encontrar o montante de R$ 
480.000,00 (letra “e”)
Gabarito: E
41. A Lei nº 11.941/09 trouxe alterações em relação à Lei nº 6.404/76, que estão alinhadas com o texto 
da NBC TG 18 (R3) – Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em 
Conjunto.
Com base na norma contábil, são coligadas as sociedades nas quais a investidora tem influência 
significativa. Considera-se que há efetivamente influência significativa quando
A) a investidora considera relevante o investimento na coligada.
B) a investidora exerce controle por meio de uma subsidiária integral.
C) o valor contábil do investimento é igual a 10% do valor do patrimônio líquido da investidora.
D) a investidora é titular de, no mínimo, 15% das ações preferenciais do capital da investida.
E) a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da 
investida, sem controlá-la.
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57Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário 
Trata-se de questão que versa sobre Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento 
Controlado em Conjunto (CPC 18).
Solicita-se a situação, dentre as alternativas, que represente influência significativa. Vejamos o que diz o 
item 6, do CPC 18 (R2):
“A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das 
seguintes formas: 
A) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida; 
B) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras 
distribuições; 
C) operações materiais entre o investidor e a investida; 
D) intercâmbio de diretores ou gerentes; 
E) fornecimento de informação técnica essencial.”
Conforme alínea “b”, o gabarito mais adequado é a letra “e”. Professor, mas a redação está um pouco 
diferente. Sim, caro aluno. Apesar de mencionar o CPC, a banca cobrou a literalidade do art. 243, §3°, da Lei n° 
6.404/76.
“Art. 243 (...)
§4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de 
participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la.”
Ademais, quando falamos em termos percentuais de participação para coligada e controlada, é bom 
guardar que 20% para a primeira e 50% para a segunda. Assim é a disposição do §5°, do art. 243, da Lei 
das SAs:
“Art. 243 (...)
§5º É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por cento) ou mais 
dos votos conferidos pelo capital da investida, sem controlá-la.”
Faz sentido o trecho “sem controlá-la”? Claro que sim, pessoal. Caso contrário, estaríamos falando de 
controlada, e não coligada.
Por tudo, o gabarito é, realmente, a letra “e”.
Gabarito: E
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58Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
42. De acordo com a NBC TG 27(R4) – Ativo Imobilizado, as demonstrações contábeis devem, 
obrigatoriamente, divulgar
A) o valor contábil do ativo imobilizado que esteja temporariamente ocioso.
B) o valor dos gastos reconhecidos no valor contábil de um item do ativo imobilizado durante a sua construção.
C) o valor contábil de ativos imobilizados retirados de uso ativo e não classificados como mantidos para venda.
D) o valor contábil bruto de qualquer ativo imobilizado totalmente depreciado que ainda esteja em operação.
E) o valor justo do ativo imobilizado quando este for materialmente diferente do valor contábil apurado pelo 
método do custo.
Comentário 
Trata-se de questão que versa sobre Ativo Imobilizado (CPC 27).
Suficiente para a resolução da questão é a leitura da seção Divulgação do CPC 27, especificamente os itens 
74 e 79. Vejamos:
“74. As demonstrações contábeis também devem divulgar: 
(a) a existência e os valores contábeis de ativos cuja titularidade é restrita, como os ativos imobilizados 
formalmente ou na essência oferecidos como garantia de obrigações e os adquiridos mediante operação 
de leasing conforme o CPC 06;
(b) o valor dos gastos reconhecidos no valor contábil de um item do ativo imobilizado durante a sua 
construção;” [grifou-se]
“79. Os usuários das demonstrações contábeis também podem entender que as informações seguintes 
são relevantes para as suas necessidades: 
(a) o valor contábil do ativo imobilizado que esteja temporariamente ocioso; 
(b) o valor contábil bruto de qualquer ativo imobilizado totalmente depreciado que ainda esteja em 
operação; 
(c) o valor contábil de ativos imobilizados retirados de uso ativo e não classificados como mantidos para 
venda de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e 
Operação Descontinuada; e 
(d) o valor justo do ativo imobilizado quando este for materialmente diferente do valor contábil apurado 
pelo método do custo. 
Por isso, as entidades são encorajadas a divulgar esses valores.” [grifou-se]
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59Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
A) ERRADO. De acordo com o item 79, as entidades são encorajadas a divulgar esse valor, vale dizer, não há uma 
obrigação. Todos os valores previstos nesse item são de divulgação recomendada, e não obrigatória. 
B) CORRETO. Perfeito, trata-se de um dever (obrigação), conforme item 74, b, supramencionado.
C) ERRADO. De acordo com o item 79, as entidades são encorajadas a divulgar esse valor, vale dizer, não há uma 
obrigação. Todos os valores previstos nesse item são de divulgação recomendada, e não obrigatória. 
D) ERRADO. De acordo com o item 79, as entidades são encorajadas a divulgar esse valor, vale dizer, não há uma 
obrigação. Todos os valores previstos nesse item são de divulgação recomendada, e não obrigatória. 
E) ERRADO. De acordo com o item 79, as entidades são encorajadas a divulgar esse valor, vale dizer, não há uma 
obrigação. Todos os valores previstos nesse item são de divulgação recomendada, e não obrigatória. 
Por tudo, o gabarito é a letra “b”.
Gabarito: B
43. Em 31/12/X0, uma sociedade empresária adquiriu, à vista, um terreno para ser utilizado em seus 
negócios por R$100.000.
A sociedade empresária avalia ao fim de cada período de reporte se há alguma indicação de que os 
seus ativos possam ter sofrido desvalorização.
Os valores recuperáveis em 31/12/X1, 31/12/X2 e 31/12/X3 foram, respectivamente, de R$90.000, 
R$80.000 e R$120.000.
Assinale a opção que indica a contabilização relacionada à recuperabilidade do terreno na 
Demonstração do Resultado do Exercício da sociedade empresária em 31/12/X3, de acordo com a NBC TG 
01 (R4) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos:
A) Receita de R$20.000.
B) Receita de R$40.000.
C) Reversão de Despesa de R$20.000.
D) Reversão de Despesa de R$30.000.
E) Reversão de Despesa de R$40.000.
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60Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Teste de Recuperabilidade, impairment test, Redução ao Valor 
Recuperável de Ativos.
Note que o examinador solicita o impacto do teste na DRE de 31/12/x3. Como em X1 e X2 houve redução 
ao valor recuperável (valor recuperável menor do que o valor contábil). Logo, em X3, no Balanço Patrimonial 
(BP), temos:
= Valor Contábil do Terreno … R$ 100.000,00
(-) Perdas por redução ao valor recuperável … R$ 20.000,00
= Valor Contábil Líquido do Terreno … R$ 80.000,00
Como em X3 houve valorização para R$ 120.000,00, deveremos reverter a perda. Veja bem, você reverte 
até o limite da perda, qual seja, R$ 20.000,00. “Ah, professor, mas a valorização foi de R$ 40.000,00”. Não 
importa, a recomendação do CPC é que, caso haja uma valorização superior à perda, devemos apenas reverter 
a integralidade da conta retificadora. Logo, o valor final do ativo será os R$ 100.000,00, e não os R$ 120.000,00.
= Valor Contábil do Terreno … R$100.000,00
(-) Perdas por redução ao valor recuperável … R$ 0,00
= Valor Contábil Líquido do Terreno … R$ 100.000,00
Lançamento:
D - Perdas por redução ao valor recuperável … R$ 20.000,00 (Ret.Ativo)
C - Reversão de Perdas por redução ao valor recuperável … R$ 20.000,00 (Receita)
Trata-se de questão clássica da FGV, pessoal. Sempre induz o candidato a marcar R$ 40.000,00.
Finalmente, o gabarito é a letra “a”.
Gabarito: A
44. De acordo com as modificações trazidas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09 no patrimônio líquido, a 
conta Ajustes de Avaliação Patrimonial representa as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor 
atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência de sua avaliação a valor justo.
Os valores registrados nesta conta deverão ser transferidos para o resultado do exercício
A) à medida que os ativos e passivos forem sendo realizados, em obediência ao regime de competência.
B) no momento em que os ativos e os passivos forem totalmente baixados, em obediência ao regime de 
competência.
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61Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) à medida que os ativos e passivos forem sendo realizados, em obediência à característica qualitativa da 
tempestividade.
D) no momento em que os ativos e os passivos forem totalmente baixados, em obediência à característica 
qualitativa da tempestividade.
E) à medida que os ativos e os passivos forem sendo lançados em “Outros Resultados Abrangentes”, em 
obediência à característica qualitativa da tempestividade.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Ajuste de Avaliação de Patrimonial (AAP).
Vejamos o que diz o art. 182, §3°, da Lei n° 6.404/76:
“Art. 182 (...)
§3° Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado 
do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições 
de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos 
casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na 
competência conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei.” [grifou-se]
A) CORRETO. Exatamente. Como se trata do regime de competência, atrelado ao fato gerador, os valores vão 
para o resultado conforme vão sendo realizados (fato gerador).
B) ERRADO. Como estamos falando em regime de competência, não há falar em totalmente baixados, mas sim 
quando de sua realização.
C) ERRADO. O correto seria em obediência ao regime de competência. O examinador inventou total.
D) ERRADO. Não é quando forem totalmente baixados e nem em obediência à característica de tempestividade.
E) ERRADO. Mesmo erro do item “d”, pessoal.
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
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62Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
45. Uma sociedade empresária apresentava os seguintes Balanços Patrimoniais em 31/12/X0 e em 31/12/
X1, respectivamente:
Balanço patrimonial - 31 / 12 / X0
Ativo circulante Patrimônio líquido
Caixa 50.000
Capital social 70.000
Estoques 20.000
Total do ativo 70.000 Passivo + PL 70.000
Balanço patrimonial - 31 / 12 / X1
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 25.000
Salário a pagar 15.000
IR a pagar 4.080
Clientes 90.000 Patrimônio liquido
PECLD -18.000
Capital social 70.000
Reserva de lucros 7.920
Total do ativo 97.000 Passivo + PL 97.000
Já a Demonstração do Resultado do Exercício, em 31/12/X1, era a seguinte:
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63Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Demonstração do resultado do exercício - 31 / 12 / X1
Receita de vendas
Custo das mercadorias vendidas
__________________________
Lucro bruto
90.000
-20.000
________
70.000
Despesas operacionais
Despesa de salários
Despesas com perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa
Despesa de aluguel
________________________________________________________
Lucro antes do Imposto de Renda e Contribuição Social
Imposto de Renda e Contribuição Social
________________________________
Lucro líquido
- 15.000
-18.000
-25.000
_________
12.000
-4.080
________
7.920
Sobre a elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método indireto em 31/12/X1, analise 
as afirmativas a seguir:
I. Os montantes das contas “salários a pagar” e “imposto de renda a pagar” foram adicionados ao lucro 
líquido para calcular o fluxo de caixa da atividade operacional.
II. Os montantes das contas “estoques” e “clientes” foram, respectivamente, excluídos e adicionados 
ao lucro líquido para calcular o fluxo de caixa da atividade operacional.
III. No ano, o fluxo de caixa consumido pela atividade operacional foi de R$25.000.
IV. No ano, o fluxo de caixa gerado pela atividade de investimento foi superior ao obtido nas atividades 
de financiamento.
Em relação à elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa da entidade em 31/12/X1, estão 
corretas as afirmativas
A) I e II, apenas.
B) I e III, apenas.
C) II e IV, apenas.
D) I, II e III, apenas.
E) I, III e IV, apenas.
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64Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC).
Vamos aos itens:
I. CORRETO. Pessoal, aumento de ativo é considerado uma saída de caixa pelo método indireto. O aumento do 
passivo é considerado uma entrada de caixa por esse mesmo método. Dessa forma, como o passivo circulante faz 
parte do fluxo de caixa operacional (FCO), o seu aumento impactou positivamente o FCO.
II.ERRADO. Lembra-se do que vimos no item I? Estoques foram vendidos, logo, diminuiu o ativo. Como o ativo 
diminuiu, representou um aumento de R$ 20.000,00 no FCO. Quanto aos clientes, veja que aumentou R$ 
90.000,00 no ativo, o que representa uma saída de caixa no FCO.
III. CORRETO. Vejamos os cálculos:
= Lucro Líquido Exercício (LLE) …............. R$ 7.920,00
+ PECLD …............................................... R$ 18.000,00
= Lucro Líquido Ajustado (LLA) ..........… R$ 25.920,00
+ Variação negativa Estoque ..............… R$ 20.000,00
(-) Variação positiva Clientes ….............. R$ 90.000,00
+ Variação positiva IR a Pagar ..............… R$ 4.080,00
+ Variação positiva Salários a Pagar …... R$ 15.000,00
= Fluxo de Caixa Operacional … (R$ 25.000,00)
IV. ERRADO. A premissa básica da DFC é que variação de caixa é igual à soma dos fluxos de caixa operacional 
(FCO), investimento (FCI) e financiamento (FCF), da seguinte forma:
Caixa=FCO+FCI+FCF
Veja que o Caixa saiu de R$ 50.000,00 para R$ 25.000,00, vale dizer, variação negativa em R$ 25.000,00, 
que é exatamente o valor do FCO. Dessa forma, conclui-se que não houve FCI e nem FCF.
-25.000,00=-25.000,00 +FCI +FCF
-25.000,00=-25.000,00 +0 +0
Gabarito é, portanto, a letra “b”.
Gabarito: B
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65Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA
46. As informações levantadas durante a fase de iniciação de um projeto são condensadas e registradas 
em um único documento cujo objetivo é formalizar as necessidades do negócio, a compreensão das 
necessidades dos clientes e o novo produto (seja ele um bem ou um serviço) que será o resultado do 
projeto.
Tal documento pode ser nomeado como
A) Estrutura Analítica do Projeto.
B) Termo Analítico do Projeto.
C) Plano de Iniciação do Projeto.
D) Termo de Abertura do Projeto.
E) Plano de Gerenciamento do Projeto.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Gestão de Projetos, especificamente PMBOK.
A princípio, devemos entender que os processos de gerenciamento de projeto são assim divididos:
1. Iniciação (Termo de Abertura do Projeto - TAP);
2. Planejamento (Estrutura Analítica do Projeto - EAP);
3. Execução;
4. Monitoramento;
5. Encerramento (Termo de Encerramento do Projeto - TEP).
Vamos às alternativas:
A) (ERRADO). De acordo com o Guia PMBOK 6ª ed: “Trata-se de processode decompor as entregas e o trabalho 
do projeto em componentes menores e mais facilmente gerenciáveis. O principal benefício desse processo é 
que ele fornece uma visão estruturada do que deve ser entregue.” Esse processo pode ser realizado apenas 
uma vez durante o projeto, ou então em dois ou mais pontos pré-definidos no projeto. 
A EAP organiza e define o escopo total do projeto e representa o trabalho especificado na atual declaração 
do escopo do projeto aprovada, ou seja, criar a EAP consiste em “subdividir” (detalhar) o escopo do trabalho 
(tanto as “entregas” quanto o “trabalho”) em partes menores, através de uma estrutura “hierarquizada”, com o 
objetivo de gerenciar mais facilmente o projeto.1
1 Aula 12, pg. 54, Administração Geral para AFRFB, prof. Stefan Fantini, Estratégia Concursos.
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66Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
B) (ERRADO). Termo inexistente no PMBOK. O examinador quis confundir com o termo correto (Termo de 
Abertura do Projeto - TAP).
C) (ERRADO). Termo inexistente no PMBOK.
D) (CORRETO). O termo de abertura do projeto é um documento que formalmente autoriza a existência de um 
projeto e fornece ao gerente do projeto a autoridade necessária para aplicar recursos organizacionais nas 
atividades do projeto. 
O termo de abertura do projeto fornece ao gerente do projeto a autoridade para planejar, executar e 
controlar o projeto. Um termo de abertura do projeto não é considerado um contrato, uma vez que não há 
pagamento, promessa ou troca de dinheiro envolvidos em sua criação. 
O termo de abertura do projeto documenta o objetivo do projeto, a descrição de alto nível do projeto, as 
premissas, as restrições e os requisitos de alto nível que o projeto pretende satisfazer.2
Pessoal, ante as considerações acima, baseadas no PMBOK, veja que a questão afirma estar na fase INICIAL 
e que se trata de um documento responsável por formalizar o projeto, assim, analisando secamente os nomes de 
cada alternativa, é possível considerarmos o TAP. 
E) (ERRADO). Trata-se de um registro que delineia a estratégia para a concepção, implementação, supervisão, 
regulação e conclusão de um empreendimento, desempenhando um papel essencial na administração 
de projetos, funcionando como um manual orientador tanto para a equipe responsável quanto para os 
envolvidos interessados. Sua finalidade principal é assegurar que o projeto seja finalizado de acordo com 
os prazos estipulados, dentro dos limites orçamentários, e atendendo aos padrões de qualidade previstos.
O gabarito é, portanto, a letra “d”.
Gabarito: D
47. A análise da matriz de participação de mercado/crescimento do mercado, também conhecida como 
Matriz BCG, é uma técnica de análise da carteira (portfólio) de negócios para a formulação de estratégias 
adequadas para melhor administrar suas carteiras de investimentos.
Em relação à Matriz BCG, relacione cada um de seus quadrantes às suas características.
1. Ponto de interrogação
2. Vaca leiteira
3. Bicho de estimação
4. Estrela
2 Aula 12, pg. 45, Administração Geral para AFRFB, prof. Stefan Fantini, Estratégia Concursos.
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67Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
( ) Apresenta um desafio para as organizações, porque ele exige muito dinheiro para permanecer 
competitivo em mercados em crescimento.
( ) É um produto que não atingiu uma base segura num mercado em expansão, mas altamente 
competitivo.
( ) As estratégias de marketing para esse quadrante procuram defender a parcela de mercado mediante 
o reforço da lealdade do consumidor.
( ) As estratégias de marketing para esse quadrante pretendem maximizar qualquer lucro potencial ao 
minimizar os gastos ou promover um diferencial para construir parcela de mercado.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
A) 4 – 1 – 3 – 2
B) 1 – 2 – 3 – 4
C) 1 – 4 – 3 – 2
D) 4 – 3 – 1 – 2
E) 4 – 1 – 2 – 3
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Principais Ferramentas Estratégicas em Análise de Portfólio, 
especificamente sobre Matriz BCG.
A Matriz BCG tem por objetivo identificar quais produtos têm um maior potencial de gerar lucros e quais 
devem ser descartados (para evitar prejuízos). Portanto, a partir dessas duas variáveis (Crescimento no mercado 
e Participação do produto no mercado), a BCG formulou a tabela a seguir: 
Fonte: Aula 03, p. 16, Administração Geral para AFRFB, prof. Stefan Fantini, Estratégia Concursos.
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68Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
FEITA ESTA REVISÃO:
(4) Apresenta um desafio para as organizações, porque ele exige muito dinheiro para permanecer competitivo 
em mercados em crescimento.
Estrela: São os produtos (ou unidades de negócio) que possuem alta participação em um mercado que, por sua 
vez, está em elevado crescimento. Portanto, tem grande potencial de lucratividade. Contudo, para que a empresa 
mantenha sua alta participação no mercado, esses produtos ainda dependem de grandes investimentos (caso 
contrário, a empresa “perde” espaço no mercado). Assim, nesta fase, essas unidades (ou produtos) tendem a 
manter um equilíbrio no fluxo de caixa (se, por um lado, os investimentos são elevados; por outro, os retornos 
financeiros com as vendas também são altos).3 
(1) É um produto que não atingiu uma base segura num mercado em expansão, mas altamente competitivo.
Interrogação: O mercado está em alto crescimento; contudo, a participação do produto neste mercado é baixa. 
Significa que a organização está fazendo investimentos, mas não está obtendo o retorno esperado (devido à baixa 
participação de seu produto no mercado).
A organização poderá fazer grandes investimentos para tentar aumentar a participação deste produto no 
mercado, e transformá-lo em uma “estrela”. Contudo, não é certeza que isso ocorrerá. Os resultados são incertos. 
Isso porque outras empresas concorrentes podem investir “mais pesado” ainda, dificultando a consolidação da 
empresa nesse mercado; ou então o mercado poderá “esfriar” (tratava-se de “mercado temporário”).³ 
(2) As estratégias de marketing para esse quadrante procuram defender a parcela de mercado mediante o reforço 
da lealdade do consumidor.
Vaca Leiteira: Também conhecida como “mina”, trata-se do melhor momento para lucrar! O mercado está 
estabilizado (cresce de forma bem lenta); portanto, não são necessários grandes investimentos para que 
a empresa mantenha seu produto em destaque no mercado. É hora da empresa que está “consolidada” no 
mercado e possui uma grande “fatia” dele auferir seus lucros4.
(3) As estratégias de marketing para esse quadrante pretendem maximizar qualquer lucro potencial ao minimizar 
os gastos ou promover um diferencial para construir parcela de mercado.
3 Fonte: Aula 03, pg. 16, Administração Geral para AFRFB, prof. Stefan Fantini, Estratégia Concursos.
4 Fonte: Aula 03, pg. 17, Administração Geral para AFRFB, prof. Stefan Fantini, Estratégia Concursos.
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69Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Abacaxi (Cachorros): São aqueles produtos que têm pequena participação em um mercado que está em baixo 
crescimento. É o pior cenário possível. Esses produtos vão “sugando” os recursos da organização. Se possível, 
podem ser traçadas estratégias para “recuperação” do produto. Contudo, em geral, esses produtos não 
representam boas oportunidades de investimento. Então, via de regra, esses produtos “abacaxi” devem ser 
abandonados e a organização deve “sair” desse mercado. Os abacaxis devem ser minimizados e evitados em 
uma organização. Assim, uma estratégia em relação a esse produto é maximizar algum lucro possível (potencial) 
minimizando gastos, já que os produtos nessa categoria não apresentam boas oportunidades.4
O gabarito é, portanto, a letra “e”.
Gabarito: E
48. A política de formação de jovens empreendedores de periferias encontrava-sena fase de elaboração 
de indicadores de avaliação. Um assessor da secretaria sugeriu a construção de dois indicadores a serem 
mensurados a cada 6 meses após o término do curso: número de negócios próprios criados ainda em 
funcionamento e nível de renda e melhoria de qualidade de vida.
Considerando-se os diferentes objetivos e fases na avaliação, entende-se que os indicadores propostos 
se relacionam à dimensão de
A) custo-eficiência.
B) efetividade transformacional.
C) eficácia processual.
D) insumo-produto.
E) marco zero.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Indicadores de Desempenho.
Pessoal, a grande dica é saber a diferença entre eficiência, eficácia e efetividade. A eficiência, sinteticamente, 
refere-se ao fazer mais com menos, vale dizer, entregar mais resultados empregando o mínimo de recursos. A 
eficácia refere-se ao cumprimento de metas e objetivos e a efetividade está ligada ao resultado, ao impacto.
Um simples exemplo: pense na produção de vacinas. A eficiência indicará se houve a máxima produção 
com o mínimo emprego de insumos. A eficácia, por sua vez, indicará se a produção ocorreu dentro da meta 
quantitativa prevista, de acordo com um calendário governamental. Por fim, a efetividade indicará se a vacina 
gerou resultados à sociedade, se teve impacto. Realmente a vacinação diminuiu o número de pessoas com covid?
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70Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Veja que, na questão, não há que se falar em eficiência (letra “a), não há nada que indique produzir mais 
com menos, esse é o bizu. Também não tem ligação com eficácia (letra “c”). Agora veja, número de negócios 
criados e que estão em funcionamento de fato é um resultado, e nível de renda e melhoria de qualidade de vida 
também é impacto/resultado, configurando a letra “b” como resposta.
Por fim, a relação insumo-produto (letra “d”) serve para determinar a margem de contribuição de cada 
produto, se é mais ou menos rentável e, se rentável, aumentar o grau de investimento. Veja que não tem relação 
com a questão. O marco zero (letra “e”) relaciona a capacidade organizacional ante as iniciativas preliminares a 
projetos.
Gabarito é, portanto, a letra “b”.
Gabarito: B
49. O Balanced Score Card (BSC) é um importante instrumento de gerenciamento que permite a medição 
e a gestão do desempenho.
Com relação às perspectivas do BSC, analise as afirmativas as seguir.
I. Perspectiva Financeira: representa metas a curto prazo, a fim de gerar retornos acima do capital 
investido na unidade de negócio.
II. Perspectiva Clientes: representa metas para operações, logística, marketing e desenvolvimento de 
produtos e serviços da sociedade empresária.
III. Perspectiva Processos Internos: desenvolve objetivos e medidas para orientar o aprendizado e o 
crescimento organizacional; os processos internos são prioritários para criar um clima que dê suporte 
à mudança, à inovação e ao crescimento organizacional.
Está correto apenas o que se afirma em
A) I.
B) II.
C) I e II.
D) II e III.
E) I e III.
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71Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Balanced Scorecard (BSC).
Vamos aos itens:
I. ERRADO. Não há o foco em metas de curto prazo. Em busca da sustentabilidade e de altos retornos, o processo 
é moroso e demorado, ou seja, mais voltado ao longo prazo. Mas nada impede que haja também metas/objetivos 
financeiros voltados ao curto prazo. O erro é dizer que o foco é no curto prazo.
II. CORRETO. Perfeito, pessoal. Nessa perspectiva há a busca para identificar segmentação de mercado, cliente e 
a respectiva logística. Há também as metas de marketing e de desenvolvimento de produtos para captar clientes 
e melhorar a imagem da entidade.
III. ERRADO. A descrição da assertiva é da perspectiva do aprendizado e crescimento (ou inovação). O gabarito 
é a letra “b”.
Gabarito: B
50. O mapa estratégico tem sido amplamente utilizado na gestão para resultados integrada ao planejamento 
de organizações públicas. A Receita Federal do Brasil desenvolveu um mapa estratégico para o período 
2012-2015 no qual indicou como objetivo estratégico “reduzir litígios tributários e aduaneiros”.
O objetivo elaborado refere-se, no mapa estratégico, à perspectiva
A) de aprendizado e de crescimento.
B) do cliente e da sociedade.
C) financeira de resultados.
D) de pessoas e recursos.
E) dos processos internos.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Balanced Scorecard (BSC).
Segue-se uma breve revisão, conforme nossos materiais.
O BSC considera que as medidas (indicadores) podem ocorrer sob quatro perspectivas: Perspectiva 
Financeira, Perspectiva do Cliente, Perspectiva dos Processos Internos, Perspectiva do Aprendizado e Crescimento. 
Para cada uma dessas perspectivas são desenvolvidos indicadores.
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72Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Vejamos as perspectivas:5
Perspectiva financeira 
Trata-se de indicadores que demonstram se a execução da estratégia está contribuindo para a melhoria 
dos resultados financeiros. É nessa perspectiva que se analisavam o crescimento da receita e a produtividade. 
Relacionam-se à lucratividade, fluxo de caixa, retorno sobre o capital investido.
Perspectiva do cliente 
Essa perspectiva busca identificar os segmentos (de clientes e de mercados) nos quais a organização 
pretende atuar. São identificadas, também, as medidas de desempenho que serão utilizadas nesses segmentos. 
Os indicadores têm por objetivo demonstrar como a organização é vista pelo cliente. 
Perspectiva dos processos internos 
Essa perspectiva identifica os processos internos críticos nos quais a empresa deve focar para alcançar 
a excelência e o sucesso (fatores críticos de sucesso). Ou seja, onde a organização deve se superar, ou, o que 
a organização deve fazer (internamente), para satisfazer às necessidades dos clientes. Trata-se dos processos 
que servem de alicerce para as outras perspectivas. Ou seja, essa perspectiva mapeia os processos que geram 
impacto na obtenção dos resultados financeiros e sobre a satisfação dos clientes. Essa perspectiva tem por 
objetivo melhorar os processos existentes, bem como desenvolver processos novos. 
Perspectiva do aprendizado e crescimento (ou inovação) 
Nessa perspectiva os indicadores buscam demonstrar como a organização pode aprender e melhorar 
constantemente, aumentando continuamente a sua eficiência operacional. É nessa perspectiva que estão os 
ativos intangíveis da organização. 
O gabarito é, portanto, a letra “e”, pessoal. Veja que reduzir litígios tributários e aduaneiros representa 
um processo crítico em que a RFB deve focar para alcançar a excelência. Representa o que a Receita deverá 
fazer internamente para reduzir essas questões e, consequentemente, satisfazer os clientes (cidadãos). Logo, a 
perspectiva correta é a de processos internos.
Gabarito: E
51. A comunicação na Administração Pública passou por mudanças paradigmáticas, ao se contrastar o 
modelo burocrático com o pós-burocrático.
A respeito do tema, é correto afirmar que a comunicação, na perspectiva pós-burocrática de interação, 
está relacionada aos fatores apresentados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
5 Aula 03, pgs. 45-47, Administração Geral para AFRFB, Stefan Fantini, Estratégia Concursos.
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73Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
A) Auxílio à decisão e aos controles frente à descentralização e autonomia na gestão pública.
B) Coordenação democrática, interna e externa dos atores envolvidos, estímulo à interação e à participação e 
iniciativas formuladas, discutidas e implementadas em rede.
C) Desenvolvimento de caráter instrumental e formalístico, visando à publicidade dos atos.
D) Flexibilidade, qualidade e inovação no uso dos meios adequados a cada fluxo comunicacional.E) Participação e interação na construção dos meios pelos atores envolvidos.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Modelos Teóricos da Administração.
Solicita-se a alternativa que não traz uma característica do modelo pós-burocrático (Gerencialismo) 
associada à comunicação. Com o fito de resolução, façamos uma breve revisão do conteúdo.
Esses modelos teóricos são os seguintes: Patrimonialismo, Burocracia e Gerencialismo. Vejamos, 
resumidamente, as características:
Patrimonialismo:
• confusão entre o patrimônio público e o privado;
• nepotismo;
• corrupção;
• não há preocupação com controle;
• clientelismo;
• estado funciona como extensão do poder do governante;
Burocracia:
• dominação racional-legal;
• grande avanço em relação ao patrimonialismo;
• meritocracia;
• controle de processos (a priori);
• profissionalização;
• impessoalidade;
• hierarquia;
• excesso de rigidez;
• apego extremo às normas;
• resultados em segundo plano;
• autorreferenciamento; 
• padronização de processos;
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74Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Gerencialismo:
• foco nos resultados;
• orientação para o cidadão;
• cidadão como cliente;
• flexibilização;
• transparência;
• horizontalização;
• accountability;
• descentralização;
• controle de resultados (a posteriori);
• gestão participativa.
Vamos às alternativas:
A) ERRADO. Perfeito, pessoal. Descentralização é característica do modelo pós-burocrático, como vimos acima.
B) ERRADO. Coordenação, interação e participação de diversos atores são características do modelo pós-
burocrático.
C) CORRETO. Nosso gabarito! Caráter instrumental e formalístico são características do modelo burocrático.
D) ERRADO. Flexibilidade é característica do modelo gerencial.
E) ERRADO. Como vimos no item “b” e na nossa revisão, participação e interação de diversos atores são 
características do modelo pós-burocrático. 
Por tudo, o gabarito encontra-se na letra “c”.
Gabarito: C
52. A aplicação do Desdobramento da Função Qualidade (QFD) envolve a construção de uma série de 
matrizes, sendo a mais utilizada denominada Casa da Qualidade. Com relação ao QFD, avalie as afirmativas 
a seguir.
I. Os requisitos dos clientes são as expressões linguísticas da vontade dos clientes convertidas 
qualitativamente em necessidades reais.
II. A matriz de correlações é o teto da matriz da qualidade e tem por objetivo cruzar as características 
de qualidade entre si, permitindo identificar como elas se relacionam.
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75Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
III. Na avaliação competitiva do cliente, o objetivo é identificar o desempenho percebido do produto 
final da empresa, após a inserção dos requisitos dos clientes, na visão do cliente, em comparação com 
os principais concorrentes.
Está correto apenas o que se afirma em
A) I e II.
B) II e III.
C) I e III.
D) I.
E) II.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Gestão da Qualidade.
Pessoal, em breve síntese, QFD é um método para garantir qualidade nos produtos, nos processos, 
nos serviços, dentre outros. Ele basicamente sintetiza as necessidades, as prioridades e as perspectivas dos 
consumidores em uma matriz e, com isso, busca processar esses dados para gerar resultados.
I. CORRETO. Perfeito, pessoal. É o que vimos acima. É decorrência lógica do modelo QFD captar os requisitos dos 
clientes para convertê-los em necessidades reais e, de fato, satisfazê-los.
II. CORRETO. Como o próprio nome sugere, “matriz de correlações”, realmente essa matriz permite cruzar as 
informações coletadas dos clientes e processá-las para entender como se relacionam. 
III. ERRADO. A avaliação competitiva do cliente é a etapa na qual se analisa como o atual produto final da empresa 
se comporta diante das reais necessidades dos clientes e em confronto com os oferecidos pelos concorrentes. 
Veja que a questão se refere ao produto final após essa consideração dos requisitos dos clientes, o que está 
errado, pois deveria ser antes!
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
53. No gerenciamento de riscos aduaneiros, um determinado operador econômico autorizado conseguiu 
descontinuar uma atividade que originou um risco e removeu a fonte dele. Assim, o mapa de risco 
do operador pode ser atualizado quanto a seus processos de trabalho, relacionados aos critérios de 
conformidade.
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76Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
No processo de gestão de risco, entende-se que o operador atuou na etapa de
A) avaliação.
B) comunicação.
C) monitoramento.
D) registro.
E) tratamento.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Gestão de Risco.
Solicita-se qual etapa do gerenciamento o operador atuou quando descontinuou determinada atividade 
geradora de risco, removendo a sua fonte.
Façamos uma breve revisão para identificar a resposta.
O gerenciamento de risco é um processo para identificar, avaliar, processar e monitorar riscos e, 
consequentemente, melhor a chance de a entidade alcançar seus objetivos organizacionais e seus resultados. 
Trata-se de um processo sistemático porque segue as seguintes etapas:
Identificação dos Riscos
Identifica e registra os principais eventos e ameaças que podem gerar resultados negativos à entidade.
Análise dos Riscos
Analisa a probabilidade e o impacto de cada risco para, futuramente, priorizar respostas.
Avaliação dos Riscos
Avalia, depois da análise, quais merecem respostas imediatas, quais são aceitáveis.
Respostas aos Riscos
Ação da entidade para mitigar ou eliminar os riscos. Trata-se da etapa de tratamento.
Implementação de Controles
Envolve políticas, procedimentos, treinamento e sistemas de monitoramento.
Monitoramento e Revisões
Garantir que os controles estão sendo implementados de forma efetiva e que estão em pleno funcionamento 
quanto à eficiência, eficácia e efetividade.
Comunicação
Comunica informações relevantes sobre riscos e o progresso na gestão de riscos para as partes interessadas 
internas e externas.
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77Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comunicação
Valorizar a conscientização e a gestão de riscos, atribuindo responsabilidades individuais.
Portanto, pessoal, fica evidente que o nosso gabarito é a letra “e” (tratamento). Veja que o operador, 
de fato, mitiga e/ou elimina a atividade geradora de risco. Ele está avaliando alguma coisa? Não, ele está 
atuando. Elimina-se a letra “a”. Ele está comunicando a alguém? De forma alguma, elimina-se a letra “b”. Ele 
está monitorando no sentido de observar se há a implementação de políticas ou controles e, caso sim, se está 
em efetivo funcionamento? Não, elimina-se a letra “c”. Por fim, ele está registrando? Veja que não faz sentido, 
elimina-se a letra “d”.
Gabarito: E
54. O balanço patrimonial representa o valor contábil de uma sociedade empresária em um momento 
específico, como se fosse um retrato da empresa. Ele é composto por dois lados: no esquerdo estão os 
ativos da empresa; no direito são identificados os passivos e o capital dos acionistas. A definição contábil 
que fundamenta e descreve o balanço patrimonial é a seguinte:
Ativos = Passivos + Patrimônio liquido
Considere as informações apresentadas a seguir sobre a sociedade empresária XPTO no ano de 20XX.
Empresa XPTO 20XX 
Caixa e equivalentes 150
Fornecedores 150
Empréstimos 200
Ações Ordinárias 100
Reservas de Capital 250
Contas a receber 600
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78Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Estoques 250
Bens, imóveis, fábricas e equipamentos 1500
Dívidas de longo prazo 500
Ações preferenciais 200
Ativos intangíveis e outros 300
Despesas a pagar 50
Impostos diferidos 300
Reserva de lucros 400
Depreciação acumulada 800
Ações em tesouraria 150
No período apresentado, os valores do Ativo Não-Circulante, do PassivoCirculante e do Patrimônio 
Líquido são, respectivamente,
A) 1000, 400 e 950.
B) 2300, 700 e 950.
C) 1000, 400 e 800.
D) 700, 700 e 950.
E) 700, 700 e 800.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Balanço Patrimonial.
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79Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Vamos aos cálculos:
Ativo Não Circulante
+ Bens, imóveis, fábricas e equipamentos … R$ 1.500,00
(-) Depreciação Acumulada … R$ 800,00
+ Ativos Intangíveis e outros … R$ 300,00
= R$ 1.000,00
Já podemos eliminar as alternativas “b”, “d” e “e”. Nossa chance de acertar já aumenta para 50%. O cálculo 
do Patrimônio Líquido (PL) será o fator determinante para marcarmos “a” ou “c”, já que o valor apresentado para 
o passivo são os mesmos R$ 400,00. Como tática de prova, antes de calcularmos esse grupo, vamos calcular, 
primeiro, o valor do PL.
Patrimônio Líquido
+ Ações Ordinárias … R$ 100,00
+ Reservas de Capital … R$ 250,00
+ Ações Preferenciais … R$ 200,00
+ Reservas de Lucros … R$ 400,00
(-) Ações em Tesouraria … R$ 150,00
= R$ 800,00
Na hora da prova, já podemos assinalar a letra “c”. No entanto, para fins de estudos, vejamos o cálculo do 
Passivo Circulante:
Passivo Circulante
+ Fornecedores … R$ 150,00
+ Empréstimos … R$ 200,00
+ Despesas a Pagar … R$ 50,00
= R$ 400,00
Por tudo, o gabarito encontra-se na letra “c”.
Gabarito: C
55. Na reforma do Estado, as mudanças institucionais visavam a desenvolver uma estrutura organizacional 
moderna, ágil, permeável à participação popular. Uma dessas mudanças tinha um formato e um modo 
de contratualização específicos e tinha por objetivo a transformação de autarquias e fundações da 
administração direta e exclusiva do Estado, dotando-as de maior autonomia, modernização estrutural e 
controle de resultados.
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80Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Esse processo descreve a constituição de
A) uma agência executiva.
B) uma agência reguladora.
C) um consórcio público.
D) uma organização da sociedade civil de interesse público.
E) organizações sociais.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Estrutura Organizacional da Administração Pública.
Basicamente, solicita-se ao candidato saber qual é a entidade resultante da transformação de autarquias e 
fundações da administração direta e exclusiva do Estado em uma espécie mais moderna, mais autônoma e que 
tenha as suas atividades controladas via resultado.
Conforme Maria Sylvia, agência executiva é a qualificação dada à autarquia ou fundação que tenha 
celebrado contrato de gestão com o órgão da Administração Direta a que se acha vinculada, para melhoria da 
eficiência e redução de custos. [grifou-se]
Não se trata de entidade instituída com a denominação de agência executiva. Trata-se de entidade 
preexistente (autarquia ou fundação governamental) que, uma vez preenchidos os requisitos legais, recebe a 
qualificação de agência executiva, podendo perdê-la, se deixar de atender aos requisitos.6
Então, a nossa resposta é, portanto, a agência executiva, letra “a”. Guarde as palavras-chave: qualificar 
autarquia ou fundação governamental + celebrar contrato de gestão + melhoria de eficiência e redução de custos 
(foco no controle de resultados) + moderno.
Por fim, vejamos, resumidamente, o conceito das demais alternativas.
B) ERRADO. Agências reguladoras são autarquias sob regime especial. Diz-se especial, pois essas entidades 
possuem algumas características distintivas das demais autarquias, concedendo-lhes maior autonomia em 
relação ao ente instituidor. São integrantes da Administração indireta, criadas por lei, dotadas de autonomia 
financeira e orçamentária, organizadas em colegiado cujos membros detém mandato fixo, com a finalidade de 
regular e fiscalizar as atividades de prestação de serviços públicos.
Não estão subordinadas a nenhum outro órgão público, sofrendo apenas a supervisão ministerial da 
área em que atuam. Assim, as agências reguladoras não representam uma nova entidade administrativa, elas 
são apenas uma forma especial de autarquia. Ou seja, atualmente nós possuímos quatro tipos de entidades 
6 Aula 01, pg.57, Direito Administrativo para AFRFB, Equipe Direito Administrativo, Herbert Almeida, Paulo H M Sousa, Estratégia 
Concursos.
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81Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
administrativas, quais sejam as autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia 
mista, sendo que as agências reguladoras são apenas um modelo diferente das primeiras.7
C) ERRADO. Consórcios públicos são entidades que podem ser de direito público, quando se configuram como 
associações públicas, ou de direito privado, resultantes de contratos estabelecidos entre diferentes entidades 
federativas. Essa formação ocorre mediante a devida autorização legislativa de cada ente federado envolvido, 
com o propósito de gerir de forma conjunta serviços públicos e alcançar objetivos de interesse comum entre 
os consorciados. Vale destacar que essa gestão é realizada por meio de delegação, e o consórcio não tem fins 
econômicos.
D) ERRADO. Trata-se de qualificação jurídica dada a pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, 
instituídas por iniciativa de particulares, para desempenhar serviços sociais não exclusivos do Estado com 
incentivo e fiscalização do Poder Público, mediante vínculo jurídico instituído por meio de termo de parceria.8
E) ERRADO. Organização social é a qualificação jurídica dada a pessoa jurídica de direito privado, sem fins 
lucrativos, instituída por iniciativa de particulares, e que recebe delegação do Poder Público, mediante contrato 
de gestão, para desempenhar serviço público de natureza social. Nenhuma entidade nasce com o nome de 
organização social; a entidade é criada como associação ou fundação e, habilitando-se perante o Poder Público, 
recebe a qualificação; trata-se de título jurídico outorgado e cancelado pelo Poder Público.9
Gabarito: A
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
56. Num banco de dados relacional, considere uma tabela R, com duas colunas A e B, ambas do tipo string 
de caracteres, cuja instância é exibida a seguir.
7 Aula 01, pg.53-54, Direito Administrativo para AFRFB, Equipe Direito Administrativo, Herbert Almeida, Paulo H M Sousa, Estratégia 
Concursos.
8 Aula 03, pg. 22, Direito Administrativo para AFRFB, Equipe Direito Administrativo, Herbert Almeida, Paulo H M Sousa, Estratégia 
Concursos.
9 Aula 03, pg. 09, Direito Administrativo para AFRFB, Equipe Direito Administrativo, Herbert Almeida, Paulo H M Sousa, Estratégia 
Concursos.
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82Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
A B
Pedro João
Maria Alda
Maria Alda
Pedro João
Edson Wilson
Edson Maria
Nesse cenário analise os comandos a seguir.
I
DELETE FROM R
WHERE EXISTS (SELECT * FROM R r1
 WHERE R . A = r1.A and R . B = r1 . B)
II
DELETE FROM R
WHERE EXISTS (SELECT * FROM R r1
 WHERE R . A = R . B > r1 . A + r1 . B)
III
DELETE FROM R
 HERE R . A + R . B in (SELECT A + B FROM R)
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83Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Assinale a lista que contém o número de registros deletados em cada um dos comandos I, II e III, 
respectivamente, quando executados separadamente e usando a mesma instância inicial descrita.
A) 2, 2 e 0.
B) 2, 4 e 0.
C) 4, 4 e 4.
D) 6, 5 e 6.
E) 6, 6 e 6.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre SQL.
I. O comando vai deletar linhas da tabela R onde exista (where exists) registro na coluna A, da tabela r1 (que 
é a mesma tabela R), igual ao registro na coluna A, da tabela R e (AND) registro na coluna B, da tabela r1 , 
igual ao registro na coluna B, da tabela R. Confuso, não? Vejamos de uma forma gráfica:
R r1
CONDIÇÃO RESPOSTA
A B A B
Pedro João Pedro João R.A = r1.A e R.B = r1.B Sim. Excluir
Maria Alda Maria Alda R.Acontradições 
internas, quando partes de um discurso ou argumento não se encaixam de maneira lógica. A questão exigiu, 
simplesmente, uma alternativa em que esteja presente uma incoerência.
Assinale a opção em que a frase dada mostra incoerência.
A) Incorreta. A economia funciona na base dos incentivos ou dos desincentivos. Por isso, por sua 
impressionante capacidade de mobilização social, a economia se tornou um instrumento de governo. 
Essa informação está coerente, visto que a segunda declaração, introduzida pela expressão ‘Por isso’, é uma 
conclusão do que foi dito anteriormente.
B) Incorreta. Se o governo precisa estimular algum comportamento, costuma cortar cobranças ou impostos. 
Sempre que o governo precisa estimular algum comportamento, costuma cortar cobranças ou impostos. 
Essa relação semântica entre as orações não apresenta incoerência. 
C) Correta. Sob esse ponto de vista, o imposto de renda é uma grande punição. É um desestímulo ao empregado 
se esforçar para ganhar bem. 
A incoerência presente nesse trecho, que confesso ter natureza bem subjetiva, está em ‘desestimular’ a ‘se 
esforçar e ganhar bem’. Se o imposto é uma punição, não deveria gerar esforço e melhor remuneração.
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7Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
D) Incorreta. Se o governo não quer que ultrapassemos certo limite de velocidade numa estrada, começa a 
aplicar multas para quem o ultrapassa.
O fato de não querer que nós ultrapassemos o limite de velocidade causa a aplicação de multas.
E) Incorreta. Se ele precisa frear algum comportamento, costuma aumentar os impostos naquele segmento ou 
inventar alguma taxa qualquer.
Sempre que ele precisa frear algum comportamento, ele aumenta impostos. Essas informações apresentam 
coerência.
Gabarito: C
4. Observe o relato de uma testemunha de um processo de auditoria fiscal, num diálogo com um fiscal: 
“Aí o empresário tentou misturar o documento falsificado com outros negócios que estavam numa 
gaveta, mas ele deu azar e o documento caiu e como eu tava lá, pude apanhar o papel no chão, que é 
esse que tá aí.”
Tendo esse texto como referência, assinale a opção que marca uma característica da língua culta e não 
da língua popular.
A) O emprego de vocábulos de conteúdo geral, como, por exemplo, o vocábulo “negócios”.
B) O emprego de conectores em lugar de outros de significados mais específicos, como, por exemplo, “Aí”, na 
frase inicial.
C) A presença de repetições de palavras em busca de precisão, como, por exemplo, a repetição de “documento”.
D) A utilização de um hiperônimo para evitar-se a repetição de palavras idênticas, como, por exemplo, “papel”.
E) A utilização de expressões da linguagem popular, como, por exemplo, “deu azar”.
Comentários:
O emprego da língua culta refere-se ao uso adequado e preciso da linguagem de acordo com as normas 
gramaticais e estilísticas da língua padrão, sem o emprego de coloquialismos, deslizes gramaticais ou marcas da 
oralidade. É a utilização formal e correta da língua, de modo a seguir as regras gramaticais, sintáticas, semânticas 
e estilísticas estabelecidas pela norma culta da língua.
A banca quer a única alternativa em que foi feito uso da linguagem formal, sem marcas da coloquialidade, 
ou deslizes gramaticais. Vamos analisar?
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8Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
A) Incorreto. O emprego de vocábulos de conteúdo geral, como, por exemplo, o vocábulo “negócios”.
‘Negócio’ em sentido real é: aquilo que se faz, se realiza; atividade, ocupação. Compromisso estabelecido 
entre pessoas. ‘Negócio’ na gíria: qualquer coisa cujo nome não se sabe ou não se quer dizer.
B) Incorreto. O emprego de conectores em lugar de outros de significados mais específicos, como, por exemplo, 
“Aí”, na frase inicial.
O termo ‘aí’ é uma clássica marca da oralidade, sem ser empregado com valor de lugar.
C) Incorreto. A presença de repetições de palavras em busca de precisão, como, por exemplo, a repetição de 
“documento”.
Repetição de termos em curto espaço denota pobreza vocabular e não é recomendada pela linguística 
textual.
D) Correto. A utilização de um hiperônimo para evitar-se a repetição de palavras idênticas, como, por exemplo, 
“papel”.
Hiperônimo é um termo utilizado na linguística e na coesão textual para descrever uma relação mais 
genérica, mais ampla, entre elementos textuais, em que um termo mais amplo engloba e abrange termos mais 
específicos. Os hiperônimos são usados na construção de textos para criar relações de sentido e coesão entre 
palavras e frases.
O emprego de hiperônimos não corresponde a uma informalidade na língua portuguesa.
E) Incorreto. A utilização de expressões da linguagem popular, como, por exemplo, “deu azar”.
A própria letra da opção já fala em expressão popular, o que não é exigido pelo comando da questão. 
Gabarito: D
5. “A Receita Federal, em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo e Polícia Rodoviária 
Federal, deflagrou na manhã desta segunda-feira (7), a Operação Ceres, que visa combater complexa fraude 
fiscal promovida por organização criminosa atuante no segmento de produção e distribuição de cervejas.
Houve a identificação da ocorrência de diversos crimes que culminaram em sonegação de tributos 
federais, tais como falsidade documental, falsidade ideológica e uso de interpostas pessoas jurídicas no 
intuito de ocultar os reais beneficiários das fraudes combatidas.”
(https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2022/novembro/operacao-ceres-receita-federal-executa-
operacao-de-combate-a-fraudes-fiscais-estruturadas)
Esse texto pertence ao gênero informativo, caracterizado predominantemente pela objetividade, que 
é construída pela estruturação geral do texto, com o objetivo de fornecer claramente dados da realidade.
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9Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Assinale a opção que apresenta uma informação adequadamente retirada do segmento destacado.
A) “A Receita Federal, em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo e Polícia Rodoviária Federal, 
deflagrou na manhã desta segunda-feira (7), a Operação Ceres...” / a operação Ceres foi iniciada de forma 
inesperada, com um aparato de segurança bastante forte, em função da gravidade do crime detectado.
B) “...a Operação Ceres, que visa combater complexa fraude fiscal promovida por organização criminosa 
atuante no segmento de produção e distribuição de cervejas.” / o nome mitológico Ceres designa uma deusa 
mitológica relacionada ao trigo e a cereais, tendo sido escolhido aleatoriamente, sem qualquer relação lógica 
com os fatos informados.
C) “A Receita Federal, em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo e Polícia Rodoviária 
Federal...” / a operação realizada envolve investigação de atividades criminosas ligadas a espaços diversos.
D) “...tais como falsidade documental, falsidade ideológica e uso de interpostas pessoas jurídicas no intuito 
de ocultar os reais beneficiários das fraudes combatidas.” / o segmento já mostra o resultado da operação 
deflagrada, com a descoberta de vários tipos de fraudes.
E) “Houve a identificação da ocorrência de diversos crimes que culminaram em sonegação de tributos federais,” 
/ Foram identificados vários e variados crimes, que encobriam o crime mais grave de sonegação de tributos.
Comentários:
Uma questão clássica de interpretação e reescrita, que precisa ter os itens analisados de maneira particular 
e separada.
Vamos a eles:
A) Incorreta. “A Receita Federal, em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo e Polícia 
Rodoviária Federal, deflagrou na manhã desta segunda-feira (7), a Operação Ceres...” / a operação Ceres 
foi iniciada de forma inesperada, com um aparato de segurança bastante forte, em função da gravidade do 
crime detectado.
Não há referência à gravidade do crime detectado no texto original.= r1.A e R.B = r1.B Sim. Excluir
Maria Alda Maria Alda R.A = r1.A e R.B = r1.B Sim. Excluir
Pedro João Pedro João R.A = r1.A e R.B = r1.B Sim. Excluir
Edson Wilson Edson Wilson R.A = r1.A e R.B = r1.B Sim. Excluir
Edson Maria Edson Maria R.A = r1.A e R.B = r1.B Sim. Excluir
Fonte: Próprio autor.
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84Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Deletam-se seis registros. Eliminam-se as alternativas “a”, “b” e “c”.
II. Pessoal, veja que o operador utilizado é maior r1.A+r1.B
PedroJoão é maior do que 
PedroJoão? Não, logo, testa a 
linha abaixo. PedroJoão é maior 
do MariaAlda? Sim, pois P>M. 
Deleta-se a primeira linha em R.
MariaAlda MariaAlda R.A+R.B>r1.A+r1.B
MariaAlda é maior do que 
MariaAlda? Não, logo testa a linha 
abaixo. MariaAlda é maior do 
que MariaAlda? Não, logo, testa 
a linha abaixo. MariaAlda é maior 
do que PedroJoão? Não, logo, 
testa a linha abaixo. MariaAlda é 
maior do que EdsonWilson? Sim, 
pois M>E. Deleta-se a segunda 
linha da tabela R.
MariaAlda MariaAlda R.A+R.B>r1.A+r1.B
MariaAlda é maior do que 
MariaAlda? Não, logo testa a linha 
abaixo. MariaAlda é maior do 
que PedroJoão? Nao, logo, testa 
a linha abaixo. MariaAlda é maior 
do que EdsonWilson? Sim, pois 
M>E. Deleta-se a terceira linha da 
tabela R.
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85Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
R r1
Condição Resposta
AB AB
PedroJoão PedroJoão R.A+R.B>r1.A+r1.B
PedroJoão é maior do que 
PedroJoão? Não, logo, testa a 
linha abaixo. PedroJoão é maior 
do que EdsonWilson? Sim, pois 
P>E. Deleta-se a quarta linha da 
tabela R.
EdsonWilson EdsonWilson R.A+R.B>r1.A+r1.B
EdsonWilson é maior do que 
EdsonWilson. Não, logo olha 
a linha abaixo. EdsonWilson é 
maior do que EdsonMaria? Sim, 
pois W>M. Deleta-se a quinta 
linha da tabela R.
EdsonMaria EdsonMaria R.A+R.B>r1.A+r1.B
Como foram deletados 5 
registros, EdsonMaria não será 
maior do que ninguém, logo, 
não exite “exists” condição 
verdadeira para essa célula.
Logo, não se deleta.
Fonte: Próprio autor.
Deletam-se 5 dígitos. Já conseguimos marcar a letra “d”.
III. Pessoal, basicamente se deletarão linhas de R onde a concatenação A+B exista em uma seleção A+B, 
vale dizer, deletar-se-ão todos os 6 registros, ora.
O gabarito é, portanto, 6, 5 e 6, letra “d”.
Gabarito: D
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86Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
57. Considere um banco de dados relacional em que as operações de insert e update efetuadas numa certa 
tabela devem ser monitoradas e anotadas, como subsídio aos procedimentos de auditoria da empresa. 
Essa tabela é utilizada por uma série de aplicações, em diferentes tipos de transações, e iniciadas por um 
número considerável de usuários.
Nesse cenário, assinale o mecanismo mais adequado para a implementação desse monitoramento.
A) Cursores.
B) Stored procedures.
C) Triggers.
D) Utilitários de exportação de dados.
E) Views.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Triggers.
O examinador solicita-nos um mecanismo para auxiliar a auditoria da empresa a checar os usuários que 
inseriram (insert) ou atualizaram (update) o banco de dados relacional.
Pessoal, sabendo a tradução de “Triggers”, seria possível assinalarmos a letra “c”. Gatilho é o significado. 
Dessa forma, ao executar tais comandos, insert e update, a equipe de auditoria será avisada.
Assim, triggers são comandos SQL que são executados automaticamente com determinadas operações, 
por exemplo, insert, update e delete. O nosso gabarito é, portanto, a letra “c”. Vejamos os conceitos das demais:
A) ERRADO. Cursor está relacionado com a parte de DML do SQL. Dessa forma, está ligado à manipulação de 
linhas dentro de um BD, pessoal, não havendo correlação com o solicitado no presente exercício.
B) ERRADO. Baseada na própria tradução, stored procedure trata-se de um conjunto de comandos SQL 
armazenados previamente no BD. Melhora o desempenho do banco de dados, principalmente em operações 
repetitivas. Não há relação com o que é pedido na questão.
C) ERRADO. Possui relação com a transferência de dados de um diretório para outro. Nada a ver com a questão, 
não é, pessoal?
D) ERRADO. Uma visão (ou view) é, em geral, um subconjunto do banco de dados. Dessa forma, se você deseja 
visualizar apenas uma parte dos dados de uma tabela, você pode criar uma visão personalizada apenas para 
a sua aplicação ou para um conjunto de usuários. Nada a ver, portanto, com o que é solicitado na questão.
Gabarito: C
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87Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
58. A análise de dados prescritiva é uma técnica de análise de dados que
A) se concentra na descrição de dados passados e presentes, com o objetivo de encontrar tendências e padrões 
que possam ser usados para prever eventos futuros.
B) usa modelos matemáticos e estatísticos para identificar a melhor solução possível para um determinado 
problema.
C) se concentra em identificar as causas subjacentes de um problema e em encontrar maneiras de corrigi-las.
D) usa algoritmos de aprendizado de máquina para identificar padrões e tendências em grandes conjuntos de 
dados.
E) usa modelos de aprendizado profundo para identificar padrões em dados não estruturados.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Análise de Dados, especificamente sobre Business Intelligence (BI).
O examinador solicita-nos o conceito de análise prescritiva. Vejamos o seu conceito:
Análise Prescritiva: é uma forma de análise avançada que examina os dados ou os conteúdos para responder 
à pergunta: “O que deve ser feito?” ou “O que podemos fazer caso algo aconteça?”, e é caracterizada por técnicas 
como análise de gráficos, simulação, redes neurais, mecanismos de recomendação, heurísticas, aprendizado de 
máquina, etc. 10Vamos às assertivas:
A) ERRADO. Não há o enfoque em dados passados e presentes. Em verdade, trata-se de análise preditiva, e não 
prescritiva.
B) CORRETO. Perfeito, pessoal. Oferecer a melhor solução para determinado problema é característica da 
análise prescritiva. Um dos meios de se fazer isso é através do uso de modelos rebuscados de matemática e 
estatística.
C) ERRADO. Ao falar identificar “causas subjacentes” de um problema, provavelmente, a questão estará se 
referindo à ferramenta Análise de Causa Raiz (RCA).
D) ERRADO. Em verdade, trata-se do Data Mining, e não de análise prescritiva.
E) ERRADO. Cuida-se de Machine Learning, e não de análise prescritiva.
Por tudo, o gabarito é, realmente, a letra “b”.
Gabarito: B
10 Aula 06, pg. 11, Fluência em Dados para AFRFB, Diego Carvalho, Renato da Costa, Equipe Informática e TI, Thiago Rodrigues 
Cavalcanti, Erick Muzart Fonseca dos Santos, Estratégia Concursos.
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88Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
59. Com base nos princípios de Responsible AI (IA Responsável), a seguinte característica não é considerada 
importante para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial:
A) transparência.
B) privacidade.
C) explicabilidade.
D) segurança.
E) performance.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Inteligência Artificial (IA). 
Nos é solicitado qual característica, dentre as alternativas, não é considerada importante para o 
desenvolvimento de soluções de IA. Eu lhe pergunto, caro aluno, há resposta?
Se você afirmou que não, está correto! Todas as características previstas na questão são de suma importância 
para o desenvolvimento de soluções de IA. Transparência é fundamentalpara informar como o sistema funciona, 
como é a efetividade de determinada aplicação, garantindo confiança ao usuário.
A privacidade é responsável por assegurar o sigilo dos dados, principalmente em relação às políticas de 
dados do nosso país, conforme à LGPD, por exemplo, na proteção de dados sensíveis e pessoais. A explicabilidade 
refere-se ao entendimento dos sistemas no relativo à tomada de decisão.
A segurança evita ações maliciosas, garante a segurança dos dados, protegendo a integridade da solução. 
Por sua vez, a performance também é importante, vez que se refere à eficácia e à eficiência, atendendo requisitos 
de escalabilidade, velocidade, dentre outros.
Logo, a questão foi corretamente anulada! Em gabarito preliminar, foi dada como resposta a letra “e”, porém 
a banca aceitou os recursos dizendo que o correto seria perguntar qual característica é a “menos importante”, 
que, segundo ela, seria a performance. No entanto, não é posição doutrinária majoritária e também não há 
consenso. 
O que você deve levar para a prova é que todas são importantes e que, especificamente para a banca FGV, 
a performance é a menos importante. 
Gabarito, por fim, é “ANULADA”.
Gabarito: Anulada
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89Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
60. Assinale a opção que melhor descreve a diferença entre os frameworks Apache Spark e Apache Hadoop, 
no contexto do processamento de Big Data.
A) O processamento de dados no Spark é mais rápido do que no Hadoop, pois ele é baseado em memória e 
utiliza RDDs, enquanto o Hadoop é baseado em disco e utiliza MapReduce.
B) O processamento de dados no Hadoop é mais rápido do que no Spark, pois o Hadoop é mais escalável e 
utiliza clusters maiores, enquanto o Spark é limitado pelo tamanho do cluster.
C) O Spark é mais adequado para cargas de trabalho mais pesadas, enquanto o Hadoop é melhor para cargas 
de trabalho mais leves e interativas.
D) O Spark e o Hadoop utilizam as mesmas técnicas de processamento de dados, mas o Spark é mais adequado 
para casos de uso em que a latência é um fator crítico, enquanto o Hadoop é mais adequado para casos de 
uso em que a capacidade de processamento em lote é mais importante.
E) O Hadoop é uma tecnologia mais recente que oferece melhorias, em relação ao Spark, em termos de 
desempenho e velocidade de processamento.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Big Data, especificamente sobre Hadoop/MapReduce.
Vejamos a alternativa que traz a diferença entre Spark e Hadoop:
A) CORRETO. Perfeito, pessoal. O processamento de dados no Spark é, de forma geral (nem sempre), mais 
rápido do que no Hadoop. Dentre outros motivos, o principal é, realmente, o exposto na letra “a”. O Spark faz 
uso do RDD, que permite o processamento de dados de forma mais célere e dinâmica (processamento em 
memória), em tempo real. O Hadoop, por seu turno, processa dados em disco, sendo menos eficiente. No 
entanto, exatamente por fazer processamento em memória, o Spark possui restrição quanto a cargas altas 
de trabalho, sendo recomendado, nesse caso, o Hadoop, que faz uso do MapReduce.
B) ERRADO. Vimos que não. Spark processa dados em memória, o que é mais rápido, de forma geral.
C) ERRADO. Como vimos no item “a”, para grandes cargas de trabalho é mais recomendado o Hadoop, já que 
faz o uso do MapReduce, valendo-se de clusters.
D) ERRADO. Eles não utilizam as mesmas técnicas de processamento. Ambas são iniciativas proeminentes da 
Apache com propósitos semelhantes, frequentemente empregadas em conjunto. O Hadoop destaca-se em 
operações intensivas de disco, especialmente no contexto do paradigma MapReduce. Por outro lado, o Spark 
adota uma arquitetura de processamento em memória mais flexível, embora geralmente seja considerado 
mais dispendioso.
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90Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) ERRADO. O Spark é mais recente. Ademais, vimos que, em termos de velocidade de processamento, o 
Hadoop perde. 
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
61. Bancos de dados NoSQL são usualmente divididos em categorias de store.
Assinale a opção que apresenta o tipo de store que privilegia velocidade, capacidade de leitura e 
escrita e estruturas de dados flexíveis, sem a necessidade de esquemas estabelecidos previamente.
A) Document.
B) Key Value.
C) Wide-Column.
D) Graph.
E) Full Text.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre NoSQL.
É solicitado qual categoria de store, do NoSQL, privilegia velocidade, capacidade de leitura e escrita e 
estrutura de dados flexíveis sem a necessidade de esquemas pré-estabelecidos.
A princípio, é interessante entender o conceito de “categoria de store”. Resumidamente, referem-se aos 
modelos de armazenamento de dados que um NoSQL pode adotar. A seguir, há essas categorias:
• Orientado a Chave-valor (Key Value): Dentre os sistemas de bancos de dados conhecidos como 
NoSQL, o modelo chave-valor (KeyValue) é o mais simples. Sua estrutura constitui-se basicamente 
de uma lista de pares de valores compostos por uma chave e um valor. Esse modelo pode ser 
comparado com a estrutura de dados chamada Tabela Hash, onde valores são associados às 
chaves de busca que permitem um rápido acesso ao seu conteúdo. Essa perspectiva torna esse 
modelo de dados mais simples e com menores tempos de resposta permitindo que a capacidade de 
armazenamento de suas bases de dados seja uma das maiores. (Letra “b”)
• Orientado a Colunas: Conceitualmente esse modelo é o que mais se assemelha ao modelo 
relacional, dado que também é organizado em linhas e colunas. Por outro lado, essa abordagem 
é projetada para tratar os dados de maneira não normalizada, normalmente não privilegiando 
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91Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
a consistência das informações. Ainda em oposição ao modelo relacional, o modelo orientado a 
colunas, como o próprio nome sugere, faz uma inversão na organização de seus dados. Este modelo 
é adequado para aplicações que tratam com grandes volumes de dados, de modo que o modelo de 
dados pode ser eficientemente particionado. Trata-se de um modelo adequado quando se deseja 
otimizar a leitura de dados estruturados, pois mantém dados de forma contígua por coluna. Não 
possui relação com o solicitado pela questão (exclui-se a letra “c”)
• Orientado a Documentos: Assim como o modelo em chave-valor, o modelo em documentos 
também faz uso de associações entre pares-chaves e valores, porém, nesse último, os dados não 
são dispostos em uma única estrutura de dados. Nesse modelo, os dados de uma entidade são 
agrupados em documentos que podem seguir, por exemplo, a codificação XML (Extensible Markup 
Language) ou JSON (JavaScript Object Notation). Ele é de fácil manutenção, sendo adequado para 
aplicações web que precisam executar consultas dinâmicas, tais como aplicações de análise em 
tempo real e blogs. Esse modelo também é rápido, mas não tanto quanto o Key Value (exclui-se a 
letra “a”)
• Orientado a Grafos: Dentre os modelos classificados como NoSQL, o orientado a grafo é o que 
mais se distancia dos demais. Enquanto as outras abordagens têm seu foco no armazenamento 
dos dados, esse modelo tem como destaque principal os relacionamentos que ocorrem entre as 
entidades de sua base. Os bancos de dados que seguem essa abordagem possuem três tipos de 
informações: os nós, arestas (também chamadas de arcos) e propriedades. São projetados para 
armazenar dados sem esquema predefinido, permitindo modelos de dados flexíveis e evolução do 
esquema conectado. Seguindo as relações entre os dados, os bancos de dados orientados a grafos 
podem facilmente percorrer e consultar dados conectados de maneiras complexas, logo, podem 
não ser tão rápidos. (exclui-se a letra “d”)
• Não se refere a uma categoria de store NoSQL. (exclui-se a letra “e”)
O gabarito é, portanto, a letra “b”.
Gabarito:B
62. Analise o código Python a seguir.
L=[]
for x in range(10,1,-2):
 L.append(x)
print (L[2:4])
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92Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Assinale a opção que indica os valores exibidos na execução desse código.
A) [4, 6]
B) [6, 2]
C) [6, 4]
D) [8, 4]
E) [8, 6, 4, 2]
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Linguagem Python.
Na primeira linha, tem-se L=[ ]. Tal comando, a princípio, cria uma lista vazia. Ato contínuo, cria-se um loop 
através do comando for.
Nesse for, x irá assumir valores em função de um range. Lembre-se de como é a sua orientação:
range (início, fim, passo)
Logo, range(10,1,-2) vai trazer os seguintes valores para x: 10, 8, 6, 4, 2.
Mais adiante, utiliza-se o comando L.append(x), que adiciona o valor de x ao vetor lista L.
Pessoal, agora, a grande sacada. Em Python, o primeiro número da lista tem o índice 0. Ou seja, 0 representa 
o valor 10, 1 o valor 8 e assim por diante. Ademais, em Python, quando se coloca um intervalo, o último valor 
não entra. Por exemplo, na questão, ao colocar L[2:4], dá a impressão de que teremos três números, o que 
corresponderia ao índice 2, ao índice 3 e ao índice 4. Porém, em verdade, só teremos o 2 e o 3.
Assim, ao executar o comando, pede-se quais números representam o índice 2 e o índice 3, já que o 4 não 
entra. Como vimos acima, 0=10, 1=8, 2=6 e 3=4. Resposta: [6,4], gabarito letra “c”.
Gabarito: C
63. Analise o código Python a seguir.
 def xxx(a, b):
 while b != 0:
 a, b = b, a % b
 return a
print (xxx(90,15)))
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93Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Assinale o resultado exibido na execução desse código.
A) 1
B) 3
C) 6
D) 15
E) 75
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Python.
O comando é iniciado com a declaração de uma função xxx, que possui como parâmetros a e b.
Seguindo, enquanto (while) b por diferente (!=) de 0, faça a receber o valor de b e b receber o resto da 
divisão a/b.
Mostre (return) o valor e a.
Para executar o comando, inicia-se com a=90, b =15, vide última linha de código. Ele irá rodar enquanto 
(while) b for diferente de 0. Quando se igualar, o loop será interrompido retornando o valor de a.
No primeiro loop, a passa a valer 15 e b passa a valer 0, que o resto de a inicial (90) e b (15). Ora, como o b, 
já no primeiro loop, passa a valer 0, o comando encerra-se retornando o valor de a, que agora é 15.
O gabarito é, portanto, a letra “d’.
Gabarito: D
64. Analise o código R a seguir.
lista -3) {
 tempacertou (previu corretamente 
como negativo)?
 VN 
 FP + VN
PRECISÃO
Trata-se da métrica que permite mensurar a 
proporção de previsões positivas corretas sobre 
a soma de todos os valores positivos. Responde 
à pergunta: dentre os valores previstos como 
positivos, quantos o modelo acertou (previu 
corretamente como positivo)?
 VP 
 VP + FP
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98Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
F 1 - SCORE
Trata-se da métrica harmônica calculada com 
base na precisão e na sensibilidade, logo é 
uma medida derivada dessas outras medidas. 
Essa medida tenta condensar em uma única 
medida um pouco da precisão e um pouco da 
sensibilidade.
2* PRECISÃO * RECALL
 PRECISÃO + RECALL
Para calcular o F1-Score, como solicitado pela questão, precisamos, preliminarmente, calcular a precisão e 
o recall (calculado pela sensibilidade, como podemos observar na imagem).
Calculando a precisão
Precisão vp
vp p
80
80 15
0 84
Calculando o recall (sensibilidade)
Rec ll vp
vp p
80
80 20
0 80
Calculando o F1-Score
F1 Score 2
Precisão Rec ll
Precisão Rec l
2
0 84 0 80
1 64
0 82
O nosso gabarito é, portanto, a letra “c”. Memorize os quadros acima, pois despencam em provas da FGV.
Gabarito: C
68. A Análise de Componentes Principais (PCA) é uma técnica de transformação de dados que tem como 
objetivo encontrar as direções de maior variação nos dados, geralmente representadas pelos chamados 
componentes principais, e gerar novas representações dos dados.
Assinale o objetivo principal dessa técnica.
A) Discretização dos dados.
B) Redução da dimensionalidade dos dados.
C) Normalização dos dados.
D) Padronização dos dados.
E) Cálculo de distâncias entre os dados.
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99Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Análise de Componentes Principais (PCA), estudada tanto em 
Estatística como em Tecnologia da Informação.
Pessoal, o principal objetivo do PCA é reduzir a dimensão dos dados (letra “b”) mantendo a maior 
quantidade de informações possível, seja de padrões ou seja de tendências. 
Vou dar um exemplo para tornar a expressão “reduzir dimensão” ficar mais entendível. Pense em um 
conjunto de dados ordenados por valores de peso (eixo x) e altura (eixo y), da seguinte forma: (peso, altura).
Jogando no plano cartesiano esse conjunto de pontos, podemos descrever inúmeras relações, concordam? 
Correlação, variância, média, moda, desvio-padrão etc.
Valendo-se da PCA, você consegue criar grupos (chamados de componentes principais) que melhoram a 
sua análise. Por exemplo, o peso é mais determinado pela altura ou o contrário? Geralmente, o contrário. Uma 
pessoa mais alta tende a pesar mais. Assim, podemos fazer nossas análises apenas tomando esse componente 
principal. Reduz a dimensionada de duas variáveis para uma. 
Trata-se de uma ferramenta poderosa quando combinada com a biblioteca scikit-learn no Python.
O gabarito é, portanto, a letra “b”. O objetivo principal da PCA é reduzir a dimensionalidade, trata-se de 
palavra-chave, memorize. As demais alternativas podem refletir consequências do emprego do PCA, mas o 
objetivo é o que já foi afirmado anteriormente.
Gabarito: B
69. Os principais Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados oferecem total suporte à linguagem SQL. 
Um aspecto importante da implementação do SQL é o tratamento para valores nulos quando esses são 
considerados como unknown values.
Nesse contexto, considere uma tabela T com colunas A e B, que podem conter valores nulos. T possui 
100 registros e, em 50% das linhas, há pelo menos uma coluna preenchida com o valor NULL.
Considere a consulta a seguir:
 
SELECT * FROM T t1
WHERE t1.A = NULL or t1.B = NULL
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100Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
 
O número máximo de linhas de resultados que seriam retornadas pela consulta é igual a
A) 0.
B) 25.
C) 50.
D) 75.
E) 100.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre SQL.
Pessoal, questão recorrente em provas de TI. O problema da consulta está na sintaxe, pois como o interesse 
é selecionar o número de linhas que contenham NULL, o correto seria utilizar where t1.A IS NULL or t1.B IS NULL. 
Logo, é incorreto utilizar o operador =.
Quando o intuito é comparar NULL, não há valor verdadeiro e nem falso, mas sim desconhecido (unknown). 
Eis a razão da existência do IS NULL.
O mais interessante e também já foi cobrado em prova é que o comando utilizando = NULL não indicará 
erro, porém não retornará valor. Por isso, o gabarito é a letra “a”.
Gabarito: A
70. Considere a seguinte série temporal:
{130, 140, 135, 145, 141, 148, 144, X}.
Aplicando o método de previsão de médias móveis de dois pontos de dados, o valor para a projeção 
do oitavo item (X) será
A) 148.
B) 146.
C) 122.
D) 138.
E) 141.
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101Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Séries Temporais.
Pessoal, quando a questão pedir Média Móvel de dois pontos para determinar o valor de X (questão 
clássica da banca FGV), basta fazer a média dos dois últimos números da série temporal. Assim, veja:
Lembrando que se fosse a média móvel de três pontos dados, seriam considerados os três últimos números 
da série e assim por diante, em caso de mais pontos. 
Cuida-se de questão muito comum na FGV. Memorize.
O gabarito é perfeitamente identificável na letra “b”.
Gabarito: B
DIREITO ADMINISTRATIVO
71. A Secretaria de Saúde do Estado Alfa está realizando estudos em saúde pública com vistas a aprimorar 
a política pública prevista em lei para o combate à dengue que, ano após ano, vem assolando a população 
local. Para a efetivação de tal objetivo, o órgão de pesquisa do aludido ente federativo precisa levantar 
dados sensíveis de moradores da localidade, constantes de certo banco de dados. Tais dados incluem 
informações genéticas, filiação, etnia, além de convicções que se desdobram em hábitos pessoais e que 
podem impactar na identificação dos efeitos e controle da doença em questão.
À luz do disposto na Lei Geral de Proteção de Danos, é correto afirmar que
A) não há qualquer restrição ao tratamento de informações de etnia e filiação, que não constituem dados 
sensíveis.
B) a divulgação dos resultados da pesquisa poderá revelar os dados pessoais levantados, desde que não incluam 
eventuais dados sensíveis.
C) incumbe ao órgão que está realizando a pesquisa a responsabilidade pela segurança da informação, de modo 
que não é permitida, em circunstância alguma, a transferência de tais dados a terceiros.
D) se os dados forem mantidos em ambiente controlado e seguro, ainda que possível, não haverá necessidade 
de anomização ou pseudominização.
E) o levantamento de dados almejado não pode ser realizado sem o consentimento do titular para tal finalidade 
específica.
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102Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 
A questão é baseada no art. 13, da Lei n° 13.709/2013 (LGPD). Vejamos as alternativas.
A) ERRADO. A princípio, cabe retificar que etnia e filiação são dados sensíveis e, justamente por isso, devem ser 
tratados com cautela, há restrições/limitações. Assim é a inteligência do inciso II, do art. 5, da LGPD:
“Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, 
filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou 
à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural;” [grifou-se]
B) ERRADO. Em verdade, não poderá relevar dados pessoais, sensíveis, ou não. A base legal encontra-se no art. 
13, §1°, da LGPD:
“Art. 13. (...)
§1ºA divulgação dos resultados ou de qualquer excerto do estudo ou da pesquisa de que trata o caput 
deste artigo em nenhuma hipótese poderá revelar dados pessoais.” [grifou-se]
C) CORRETO. Perfeito, pessoal. Cuida-se da literalidade do §2°, do art. 13, da LGPD, transcrito a seguir.
“Art. 13. Na realização de estudos em saúde pública, os órgãos de pesquisa poderão ter acesso a bases 
de dados pessoais, que serão tratados exclusivamente dentro do órgão e estritamente para a finalidade 
de realização de estudos e pesquisas e mantidos em ambiente controlado e seguro, conforme práticas 
de segurança previstas em regulamento específico e que incluam, sempre que possível, a anonimização 
ou pseudonimização dos dados, bem como considerem os devidos padrões éticos relacionados a estudos 
e pesquisas. 
“§2º O órgão de pesquisa será o responsável pela segurança da informação prevista no caput deste 
artigo, não permitida, em circunstância alguma, a transferência dos dados a terceiro.”[grifou-se]
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103Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
D) ERRADO. Se for possível a anomização ou a pseudominização, então deverá ser feita. A base legal é o próprio 
caput, do art. 13, da LGPD:
“Art. 13. Na realização de estudos em saúde pública, os órgãos de pesquisa poderão ter acesso a bases 
de dados pessoais, que serão tratados exclusivamente dentro do órgão e estritamente para a finalidade 
de realização de estudos e pesquisas e mantidos em ambiente controlado e seguro, conforme práticas 
de segurança previstas em regulamento específico e que incluam, sempre que possível, a anonimização 
ou pseudonimização dos dados, bem como considerem os devidos padrões éticos relacionados a estudos 
e pesquisas.” [grifou-se]
E) ERRADO. Preliminarmente, cabe dizer que o tratamento de dados pessoais sensíveis pode ocorrer tanto com 
consentimento (art. 11, I, da LGPD), como sem (art. 11, II, da LGPD).
“Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes hipóteses:
I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, para finalidades 
específicas;
II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for indispensável para: [...]” 
[grifou-se]
Assim, veja que é possível tratar dados pessoais sensíveis sem consentimento em determinados casos. Será 
que a situação descrita na questão enquadra-se nessas hipóteses? A resposta é sim, logo, a letra “e” fica errada, 
pois poderia, sim, ser realizado o tratamento dos dados pessoais sensíveis sem o consentimento, conforme alínea 
“c”, do inciso II, do art. 11, da LGPD, a seguir:
“c) realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos 
dados pessoais sensíveis;” [grifou-se]
O gabarito, por todo o exposto, é a letra “c”.
Gabarito: C
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104Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
72. Hospital Dod é uma sociedade de economia mista estadual que realiza atividade típica de Estado na 
área da saúde e que não tem intuito de obtenção de lucro, de modo que atua em regime não concorrencial.
Em decorrência de uma série de demandas ajuizadas em seu desfavor, seus dirigentes estão com 
fundadas dúvidas acerca do reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal de peculiaridades relativas ao 
respectivo regime jurídico enquanto entidade da Administração Indireta, sendo correto afirmar que
A) a entidade administrativa em questão integra o conceito de Fazenda Pública.
B) deve a ela ser reconhecida imunidade tributária recíproca.
C) a responsabilização civil da entidade por erro médico de seus agentes apenas pode decorrer de dolo ou 
culpa.
D) os bens de sua titularidade podem ser penhorados, ainda que utilizados na realização de suas atividades.
E) não é possível atribuir a tal entidade nenhuma prerrogativa reconhecida para os entes federativos.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Administração Indireta.
A FGV abordou um tema bastante contemporâneo. Pessoal, se a empresa pública ou a sociedade 
de economia mista cumprir os requisitos a seguir, então poderão gozar de certas prerrogativas atribuídas às 
autarquias. Os requisitos são:
• Prestar serviço público;
• Atuar em regime não concorrencial; e
• Não distribuir lucros/dividendos entre acionistas.
Quanto às prerrogativas, dentre outras:
• Delegação do poder de polícia;
• Pagamento de débitos pelo regime de precatórios;
• Imunidade tributária recíproca.
Feita essa breve revisão, vejamos as alternativas:
A) ERRADO. Errado, pois Fazenda Pública refere-se às pessoas federativas (União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios), autarquias e fundações públicas de direito público.
B) CORRETO. Perfeito, como vimos acima. Ressalta-se que é o entendimento da Tese de Repercussão Geral 
1140 (Tema 1140 - STF):
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105Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
"As empresas públicas e as sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos essenciais, 
que não distribuam lucros a acionistas privados nem ofereçam risco ao equilíbrio concorrencial, são 
beneficiárias da imunidade tributária recíproca prevista no artigo 150, VI, a, da Constituição Federal, 
independentemente de cobrança de tarifa como contraprestação do serviço." [grifou-se]
C) ERRADO. Em verdade, independe de dolo ou culpa, pessoal. Aqui estamos falando da responsabilidade civil 
objetiva, e não da subjetiva, que depende dos elementos anteriores. Veja o que diz a Carta Magna:
“Art. 37. (...)
§6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito 
de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.”
D) ERRADO. Em que pese, realmente, os bens da entidade em apreço serem privados, como é prestadora de 
serviço público e em nome do princípio da continuidade do serviço público, atrai-se o regime jurídico dos 
bens públicos. Nesse caso, uma das vantagens é a impenhorabilidade.
E) ERRADO. Como vimos ao longo da questão, cumpridas certas características, há a concessão de certos 
benefícios atribuídos aos entes federativos. O próprio exemplo é a letra “b”, que trata da imunidade tributária 
recíproca, aplicável aos entes federativos na espécime imposto.
O gabarito é, portanto, a letra “b”.
Gabarito: B
73. Cláudia é servidora pública federal de carreira, devidamente aprovada em concurso público para 
cargo de nível médio, que galgou a estabilidade há alguns anos. Recentemente, Cláudia foi aprovada em 
concurso de nível superior do Estado Ômega, com remuneração bastante superior e que é inacumulável 
com a anterior; foi convocada para a nomeação, mas está receosa de eventualmente não ser habilitada no 
estágio probatório relativo ao novo cargo.
Diante desta situação hipotética, à luz do disposto na Lei nº 8.112/90, é correto afirmar que Cláudia
A) já está estabilizada no serviço público, de modo que não pode ser inabilitada no estágio probatório no novo 
cargo.
B) deve pedir a exoneração do cargo que ocupa, inexistindo previsão que viabilize o seu retorno caso não seja 
habilitada em estágio probatório.
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106Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) não pode pedir a exoneração com viabilidade de retorno em caso de inabilitação no estágio probatório, na 
medida em que o novo cargo não é federal.
D) pode pedir a declaração de vacância do cargo de origem, com a viabilidade de recondução caso seja 
considerada inabilitada no estágio probatório no novo cargo.
E) deve solicitar a disponibilidade, com a possibilidade de ser aproveitada no cargo anteriormente ocupado, 
caso venha a ser considerada inabilitada no estágio probatório no novo cargo.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Estatuto dos Servidores Públicos Federais, Lei n° 8.112/90.A) ERRADO. Mudou de cargo, seja dentro do mesmo ente, ou não, há de se cumprir um novo estágio probatório 
e, logicamente, podendo ser reprovado.
B) ERRADO. Não há necessidade de pedir exoneração, mas sim pedido de vacância. Ademais, é possível, 
conforme comentário da letra “d”, a volta ao cargo de origem por meio do instituto da recondução.
C) ERRADO. Ver comentário da “b”; é a mesma fundamentação.
D) CORRETO. Perfeito. Vamos por partes. Poder pedir vacância do cargo de origem? Sim, conforme art. 33, VIII, 
da Lei 8.112/90.
“Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:
VIII - posse em outro cargo inacumulável;” [grifou-se]
Caso seja reprovada no estágio probatório do novo cargo, ela poderá voltar ao cargo de origem? Sim, pelo 
instituto da recondução. É o que dispõe o art. 29, I, da Lei n° 8.112/90:
“Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;”[grifou-se]
E) ERRADO. A disponibilidade ocorre quando o cargo tiver sido extinto ou declarada a sua desnecessidade. O 
pedido é de vacância.
“Art. 41. (...)
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, 
com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro 
cargo.” [grifou-se]
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107Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
O gabarito é a letra “d”.
Gabarito: D
74. No início do ano de 2023, João, Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, dolosamente, exerceu 
atividade de consultoria e assessoramento, recebendo remuneração de dez mil reais, para o contribuinte 
José, cuja declaração do imposto de renda de pessoa física estava retida em malha fiscal, pois ocorrem 
diferenças de informações entre aquilo que foi informado pelo contribuinte e as demais informações 
constantes na base de dados da RFB. É evidente que José tinha interesse suscetível de ser atingido por 
ação ou omissão decorrente das atribuições do citado agente público, durante sua atividade funcional, 
haja vista que o próprio João faria a posterior análise das informações e documentos a serem apresentados 
pelo contribuinte, e ambos tinham conhecimento de tal fato.
No caso em tela, consoante dispõe a Lei nº 8.429/92, com as alterações introduzidas pela Lei nº 
14.230/21, em tese
A) João e José não podem ser responsabilizados por ato de improbidade administrativa, diante da expressa 
revogação do tipo que capitulava a conduta narrada como ato ímprobo.
B) João e José podem ser responsabilizados por ato de improbidade administrativa que importou enriquecimento 
ilícito, entre cujas sanções está o pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial.
C) João e José podem ser responsabilizados por ato de improbidade administrativa que atentou contra os 
princípios da Administração Pública, entre cujas sanções está o pagamento de multa civil de até cem vezes o 
valor da remuneração percebida pelo agente
D) apenas José, na qualidade de contribuinte, praticou ato de improbidade, e João pode ser responsabilizado 
por falta funcional.
E) apenas João, na qualidade de agente público, praticou ato de improbidade, e José pode ser responsabilizado 
por dano moral coletivo.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Improbidade Administrativa (Lei n° 8.429/92), LIA.
B) CORRETO. Exatamente, pessoal. Trata-se de ato de improbidade administrativa na modalidade enriquecimento 
ilícito. É a inteligência do art. 9, VIII, da Lei n° 8.429/92:
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108Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício 
de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no art. 1º desta 
Lei, e notadamente:
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa 
física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão 
decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade.” [grifou-se]
Cabe ressaltar, também, que o particular, José, também pode ser acionado pela LIA, nos termos do art. 3.
“Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente 
público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade.” [grifou-se]
Por fim, o final da assertiva também está correto, que prediz a sanção de multa civil equivalente ao valor 
do acréscimo patrimonial. Segue-se a baliza legal:
“Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o 
responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada 
ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: 
I - na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, 
perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento de multa 
civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público 
ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze) 
anos; “ [grifou-se]
Vejamos os erros das demais assertivas:
A) ERRADO. Pessoal, ambos podem ser responsabilizados por ato de improbidade administrativa, como vimos no 
art. 9, VIII e no art. 3, da LIA, supracitados. Ademais, não houve supressão da modalidade enriquecimento ilícito.
C) ERRADO. A modalidade correta é enriquecimento ilícito, como vimos no comentário da letra “b”. Ademais, 
caso fosse a modalidade de atentar contra princípios, o pagamento de multa civil seria de até 24x o valor da 
remuneração percebida pelo agente, e não 100, como propora o item.
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109Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 12. (...)
III - na hipótese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de até 24 (vinte e quatro) vezes o valor 
da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de 
pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 (quatro) anos;” [grifou-se]
O valor de 100x mencionado pelo examinador não foi chutado. Em verdade, ele quis pegar o aluno 
desatualizado. Assim, esse valor de 100x é o valor antigo, antes da atualização da LIA.
D) ERRADO. Ambos poderão ser responsabilizados por ato de improbidade.
E) ERRADO. Vide “d”.
Leve para a prova:
Perda dos 
bens
Perda da 
função
Suspensão 
dos d. 
políticos
Multa
Proibição 
de contratar 
/ receber 
benef.
EI X X Até 14 anos
Equiv. 
acréscimo
Até 14 anos
LE
Se 
concorrer
X Até 12 anos
Equiv. ao 
dano
Até 12 anos
AP - - -
Até 24 x 
remun.
Até 4 anos
Obs.: ressarcimento será aplicável sempre que houver “dano efetivo”
Fonte: Aula 16, p. 64. Direito Administrativo para AFRFB. Prof. Herbert Almeida. Estratégia Concursos.
O gabarito é a letra “b”.
Gabarito: B
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110Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
75. Suponha que recentemente tenha sido divulgada notícia no Portal Nacional de Contratações Públicas 
– PNCP informando que o catálogo eletrônico de padronização apresentou o primeiro item padronizado 
para a contratação de órgãos públicos, a saber: água mineral natural sem gás, mediante a disponibilização 
dos documentos modelo da fase preparatória, inclusive, o termo de referência.
Diante destasituação hipotética, à luz do disposto na Lei nº 14.133/2021, é correto afirmar que
A) o aludido catálogo não tem previsão expressa na nova lei geral de licitações, mas é prática louvável com 
vistas a implementar a eficiência da Administração.
B) o catálogo não deveria divulgar documentos padronizados, pois a utilização de modelos é vedada pela nova 
lei geral de licitações.
C) a especificação do produto necessária para o termo de referência para as compras da Administração não 
pode constar de tal catálogo eletrônico de padronização.
• os Estados e Municípios não podem se utilizar do catálogo eletrônico de padronização divulgado.
D) caso a Administração decida não utilizar o mencionado catálogo, deverá justificar tal decisão por escrito.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Catálogo Eletrônico de Padronização (CEP), na Nova Lei de Licitações 
e Contratos - NLLC (Lei n° 14.133/21).
A) ERRADO. Há previsão expressa na NLLC, conforme art. 6, LI, a seguir transcrito:
“Art. 6. (...)
LI - catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços e obras: sistema informatizado, de 
gerenciamento centralizado e com indicação de preços, destinado a permitir a padronização de itens 
a serem adquiridos pela Administração Pública e que estarão disponíveis para a licitação;” [grifou-se]
B) ERRADO. Ora, vai de encontro ao próprio nome Catálogo Eletrônico de PADRONIZAÇÃO. Para tornar o 
processo mais célere e uniforme, há previsão de padronização da papelada, pessoal. Vejamos algumas 
disposições que confirmam isso:
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111Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 19. Os órgãos da Administração com competências regulamentares relativas às atividades de 
administração de materiais, de obras e serviços e de licitações e contratos deverão:
IV - instituir, com auxílio dos órgãos de assessoramento jurídico e de controle interno, modelos de minutas 
de editais, de termos de referência, de contratos padronizados e de outros documentos, admitida a 
adoção das minutas do Poder Executivo federal por todos os entes federativos;
§ 2º A não utilização do catálogo eletrônico de padronização de que trata o inciso II do caput ou dos 
modelos de minutas de que trata o inciso IV do caput deste artigo deverá ser justificada por escrito e 
anexada ao respectivo processo licitatório.” [grifou-se]
C) ERRADO. A especificação do produto pode, sim, constar no CEP. Na verdade, não faz nem sentido pensarmos 
o contrário, não é, pessoal? Se é um instrumento de padronização, é natural que haja uma série de 
especificações. Mas uma das balizas legais está a seguir:
“Art. 40. O planejamento de compras deverá considerar a expectativa de consumo anual e observar o 
seguinte:
§ 1º O termo de referência deverá conter os elementos previstos no inciso XXIII do caput do art. 6º desta 
Lei, além das seguintes informações:
I - especificação do produto, preferencialmente conforme catálogo eletrônico de padronização, 
observados os requisitos de qualidade, rendimento, compatibilidade, durabilidade e segurança;” 
[grifou-se]
D) ERRADO. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem, sim, valer-se do CEP. Veja, a seguir, que o CEP 
se destina à Administração Pública.
“Art. 6. (...)
LI - catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços e obras: sistema informatizado, de 
gerenciamento centralizado e com indicação de preços, destinado a permitir a padronização de itens 
a serem adquiridos pela Administração Pública e que estarão disponíveis para a licitação;” [grifou-se]
Por esse termo, a própria NLLC conceituou:
“Art. 6. (...)
III - Administração Pública: administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios, inclusive as entidades com personalidade jurídica de direito privado sob controle do 
poder público e as fundações por ele instituídas ou mantidas;” [grifou-se]
Ademais, veja o diz o inciso II, do art. 19, da NLLC:
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112Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 19. (...)
II - criar catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços e obras, admitida a adoção do 
catálogo do Poder Executivo federal por todos os entes federativos;” [grifou-se]
E) ERRADO. Perfeito. O CEP é de uso facultativo e de criação obrigatória, porém, caso a entidade não o utilize, 
deverá justificar. Cuida-se da inteligência do art. 19, §2°, da NLLC (reproduzido na letra “b”).
Por todo o exposto, o gabarito encontra-se na letra “e”.
Gabarito: E
76. Com vistas a melhor atender ao interesse público, verificou-se a necessidade de que a sede de certa 
unidade de atendimento da Receita Federal seja instalada em determinado imóvel, de propriedade de 
Cristiane, cujas características de instalação e de localização tornam necessária sua escolha, tal como 
demonstram estudos específicos acerca do tema.
Considerando o disposto na Lei nº 14.133/2021, é correto afirmar que
A) a situação caracteriza hipótese de inexigibilidade de licitação para a locação do bem de Cristiane, que deve 
ser devidamente instruída nos termos da lei.
B) a Administração pode alugar o bem de Cristiane mediante prévia justificação e licitação na modalidade 
pregão.
C) é possível a locação do bem de Cristiane mediante dispensa de licitação, devidamente instruída nos termos 
da lei.
D) a lei não admite que a Administração seja locatária de bem imóvel, de modo que o bem de Cristiane deve 
ser necessariamente desapropriado.
E) a locação do bem de Cristiane depende de prévia justificação e deve ser precedida de licitação na modalidade 
concorrência.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Contratação Direta, sob os comandos da Nova Lei de Licitações e 
Contratos (NLLC), Lei n° 14.133/21.
A) CORRETO. Perfeito, pessoal. De fato, há hipótese de inexigibilidade de licitação, nos termos a seguir, conforme 
NLLC:
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113Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 74. É inexigível a licitação quando inviável a competição, em especial nos casos de:
V - aquisição ou locação de imóvel cujas características de instalações e de localização tornem necessária 
sua escolha.” [grifou-se]
Aqui, o examinador tentou confundir o aluno desatualizado, que sabe a antiga Lei de Licitações (Lei n° 
8.666/93), mas não sabe a NLLC. Isso porque, no antigo normativo, a situação em apreço enquadrava-se na 
modalidade de dispensa de licitação, e não de inexigibilidade. Vejamos como era:
“Art. 24. É dispensável a licitação:
X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da 
administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o 
preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia;” [grifou-se]
B) ERRADO. O pregão, conforme art. 6, XLI, da NLLC, é modalidade de licitação obrigatória para aquisição de 
bens e serviços comuns, cujo critério de julgamento poderá ser o de menor preço ou o de maior desconto. 
Ou seja, não há falar em locação. 
Além disso, a hipótese é de inexigibilidade de licitação.
C) ERRADO. Conforme vimos na letra “a”, trata-se de pegadinha do examinador. Estaria certo com base na 
8.666, no entanto, para a NLLC, é hipótese de inexigibilidade, e não dispensa.
D) ERRADO. A lei admite, sim, a inexigibilidade de licitação para locação nas condições narradas no caput da 
questão.
E) ERRADO. Não há a necessidade de licitar, logo, está incorreto falar em licitar na modalidade concorrência. 
O gabarito é a letra “a”.
Gabarito: A
77. Felipe é servidor federal estável ocupante de cargo efetivo e foi regularmente designado como agente 
da contratação do respectivo órgão. No exercício de suas atribuições, Felipe deparou-se com uma nulidade 
em procedimento licitatório, realizado com fulcro na Lei nº 14.133/2021, que resultou na formalização de 
um contrato de prestação de serviços contínuos, que está em plena execução.
Acercadesta situação hipotética, é correto afirmar que
A) eventual nulidade do procedimento licitatório resultou automaticamente sanada com a formalização do 
contrato.
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114Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
B) a Administração deve necessariamente reconhecer a nulidade do contrato, pois dos atos nulos não se 
originam direitos.
C) eventuais impactos econômicos e financeiros do reconhecimento da nulidade não podem ser considerados 
pela Administração, diante da verificação de um vício insanável.
D) caso preenchidos os requisitos para declarar a nulidade do contrato, a Administração, com vistas a dar 
continuidade à atividade administrativa, poderá decidir que a nulidade só tenha eficácia em momento 
futuro, suficiente para efetuar nova contratação, por prazo de até seis meses, prorrogável uma vez.
E) verificada a necessidade de declarar a nulidade do contrato, a Administração fica exonerada do dever de 
indenizar o contratado pelo que tiver executado, ainda que não lhe seja imputável o vício.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Nulidades dos Contratos, Capítulo XI, da Nova Lei de Licitações e 
Contratos (NLLC), Lei n° 14.133/21.
D) CORRETO. Perfeito, pessoal. É exatamente a literalidade do art. 148, §2°, da NLLC:
“Art. 148. (...)
§ 2º Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da atividade 
administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente para efetuar 
nova contratação, por prazo de até 6 (seis) meses, prorrogável uma única vez.”
Vejamos as demais alternativas:
A) ERRADO. Está incorreto dizer que a nulidade será suprimida com a formalização do contrato. Deve-se fazer 
de tudo para sanar a nulidade e, mesmo assim, deverá ser analisado o interesse público. Se for mais custoso 
à Administração Pública declarar a nulidade, esta não será feita. De qualquer forma, não há saneamento 
automático e muito menos regularização por mera formalização de contrato.
B) ERRADO. Item tentador, não é, pessoal? Bonitinho, mas errado! Declarar a nulidade pode ser mais dispendioso 
do que mantê-la. Assim, o interesse público deverá ser analisado. O art. 147 traz diversos aspectos a serem 
considerados nesse exame, vejamos:
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115Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 147. Constatada irregularidade no procedimento licitatório ou na execução contratual, caso não 
seja possível o saneamento, a decisão sobre a suspensão da execução ou sobre a declaração de nulidade 
do contrato somente será adotada na hipótese em que se revelar medida de interesse público, com 
avaliação, entre outros, dos seguintes aspectos:
I - impactos econômicos e financeiros decorrentes do atraso na fruição dos benefícios do objeto do 
contrato;
II - riscos sociais, ambientais e à segurança da população local decorrentes do atraso na fruição dos 
benefícios do objeto do contrato;
III - motivação social e ambiental do contrato;
IV - custo da deterioração ou da perda das parcelas executadas;
V - despesa necessária à preservação das instalações e dos serviços já executados;
VI - despesa inerente à desmobilização e ao posterior retorno às atividades;
VII - medidas efetivamente adotadas pelo titular do órgão ou entidade para o saneamento dos indícios 
de irregularidades apontados;
VIII - custo total e estágio de execução física e financeira dos contratos, dos convênios, das obras ou das 
parcelas envolvidas;
IX - fechamento de postos de trabalho diretos e indiretos em razão da paralisação;
X - custo para realização de nova licitação ou celebração de novo contrato;
XI - custo de oportunidade do capital durante o período de paralisação.” [grifou-se]
Nessa esteira, o parágrafo único, do próprio artigo acima elencado, endossa que, não sendo viável a 
paralisação ou anulação, o poder público deverá (obrigação) optar pela continuidade do contrato, solucionando 
a irregularidade, apurando responsabilidades e aplicando sanções cabíveis.
“Parágrafo único. Caso a paralisação ou anulação não se revele medida de interesse público, o poder 
público deverá optar pela continuidade do contrato e pela solução da irregularidade por meio de 
indenização por perdas e danos, sem prejuízo da apuração de responsabilidade e da aplicação de 
penalidades cabíveis.” [grifou-se]
C) ERRADO. Totalmente sem nexo, pessoal. De forma diametralmente oposta, a Administração irá considerar 
eventuais impactos financeiros e econômicos, até pelo princípio da indisponibilidade do interesse público, 
que é refletido na NLLC. Façam a leitura do art. 147, I, da NLLC, reproduzido na letra “b”.
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116Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) ERRADO. Item clássico, pessoal. Está incorreto porque a situação elencada configuraria enriquecimento ilícito 
por parte da Administração Pública. Assim é a inteligência do art. 149, da NLLC:
“Art. 149. A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que 
houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como por outros prejuízos 
regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, e será promovida a responsabilização de 
quem lhe tenha dado causa.”
O gabarito é, por conseguinte, a letra “d”.
Gabarito: D
78. O Sindicato dos Servidores do Poder Executivo do Município X ajuizou ação buscando a responsabilização 
do respectivo ente federativo sob o fundamento de que os aludidos agentes públicos estão há seis anos sem 
revisão geral de vencimentos, de modo que a conduta omissiva do Prefeito em tomar tal iniciativa a eles 
ocasionou direta e imediatamente inúmeros prejuízos materiais, em decorrência das perdas inflacionárias, 
a ensejar o dever de indenizar. Pleiteia, ainda, que o Judiciário estabeleça o aumento necessário para repor 
a depreciação da remuneração mediante a adoção de índice oficial.
Diante desta situação hipotética, à luz da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, é correto 
afirmar que
A) está configurada a responsabilidade civil objetiva do ente federativo, na medida em que estão presentes os 
elementos conduta omissiva de agente público, dano e nexo de causalidade, a ensejar o dever de indenizar 
almejado.
B) caracterizada a omissão do Prefeito, o Judiciário deve determinar o aumento da remuneração pleiteado, a 
fim de repor as perdas inflacionárias, em decorrência da violação de dever jurídico.
C) a omissão do Prefeito não enseja direito subjetivo à indenização, mas o Poder Executivo deve pronunciar-se 
de forma fundamentada acerca das razões pelas quais não encaminhou projeto de lei para tal finalidade.
D) não estão presentes os elementos caracterizadores da responsabilidade civil, sendo certo que ao Judiciário 
caberia apenas o reconhecimento da mora do Chefe do Poder Executivo, mediante estipulação de prazo para 
o encaminhamento do respectivo projeto de lei.
E) diante da inexistência de comando que determine tal conduta ao Prefeito, não há violação de dever jurídico 
que pudesse, eventualmente, ensejar a responsabilização do respectivo ente federativo.
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117Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Agentes Públicos, sob a luz de entendimentos jurisprudenciais 
dominantes.
C) CORRETO. É a nossa resposta. Cuida-se de entendimento do STF no RE n° 843112:
“11. A omissão do Poder Executivo na apresentação de projeto de lei que preveja a revisão geral 
anual da remuneração dos servidores públicos configura mora que cabe ao Poder Judiciário declarar e 
determinar que se manifeste de forma fundamentada sobre a possibilidade de recomposição salarial ao 
funcionalismo.
Tese de Repercussão Geral: O Poder Judiciário não possui competência para determinar ao Poder 
Executivo a apresentação de projeto de lei que vise a promover a revisão geral anual da remuneração 
dos servidorespúblicos, tampouco para fixar o respectivo índice de correção. “ [grifou-se]
Nesse sentido, também há o RE n° 565089, que foi a base legal utilizada pelo examinador:
“O não encaminhamento de projeto de lei de revisão anual dos vencimentos dos servidores públicos, 
previsto no inciso X do art. 37 da CF/1988, não gera direito subjetivo a indenização. Deve o Poder 
Executivo, no entanto, pronunciar-se de forma fundamentada acerca das razões pelas quais não propôs 
a revisão”. [grifou-se]
Pessoal, fazendo um adendo, esse item é muito explorado em provas da Banca FGV. Por oportuno, 
reproduzo algumas questões semelhantes:
FGV - Conselheiro-Substituto TCE/ES - 2023:
Os servidores do Tribunal de Contas do Estado Alfa travaram intenso debate a respeito do poder de 
iniciativa para o encaminhamento, à Assembleia Legislativa, do projeto de lei de revisão geral anual a que se 
refere a parte final do Art. 37, X, da Constituição da República de 1988 (“a remuneração dos servidores públicos 
e o subsídio de que trata o §4º do Art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada 
a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de 
índices”), o qual os alcançaria. Também debateram em relação à existência, ou não, de um direito subjetivo dos 
servidores à realização da referida revisão.
Por fim, concluíram, corretamente, que o poder de iniciativa é exclusivamente do:
Gabarito: chefe do Poder Executivo, sendo que o seu não encaminhamento não gera direito à indenização, 
mas o referido agente deve se pronunciar, de forma fundamentada, sobre as razões pelas quais não propôs a 
revisão.
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118Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
FGV - ACE TCE-AM - 2021
Em período de plena normalidade, sem qualquer restrição imposta pela legislação de regência, o Chefe do 
Poder Executivo do Estado Alfa foi acusado, por um grupo de parlamentares, de ter se omitido em dar cumprimento 
à ordem constitucional, já que, nos últimos dois anos, deixara de encaminhar o projeto de revisão geral anual da 
remuneração dos servidores públicos do Poder Executivo e das demais estruturas estatais de poder.
Na medida em que a informação de ausência de encaminhamento do referido projeto de lei era verdadeira, 
é correto afirmar que o Chefe do Poder Executivo:
Gabarito: deve se pronunciar, de forma fundamentada, acerca das razões pelas quais não propôs a revisão, 
de modo a afastar o direito à indenização por parte dos servidores.
FGV- AFFC CGU - 2022
Após o terceiro ano consecutivo sem a edição de lei dispondo sobre a revisão geral anual referida na 
ordem constitucional, a Associação ZZ, que congrega servidores do Poder Judiciário do Estado Alfa, consultou 
sua assessoria a respeito da autoridade ou órgão que detém o poder de iniciativa legislativa e quais são as 
consequências dessa omissão.
O advogado respondeu, corretamente, que o poder de iniciativa é do:
Gabarito: governador do Estado, e a não apresentação do projeto não gera direito subjetivo a indenização, 
mas devem ser declinadas as razões pelas quais não propôs a revisão;
A) ERRADO. Não há responsabilidade civil e nem a obrigatoriedade de indenizar, vez que não se configura 
direito subjetivo, como vimos acima.
B) ERRADO. O STF não possui esse poder. Veja a Tese de Repercussão Geral reproduzida na letra “c”.
C) ERRADO. O STF, realmente, pode reconhecer a mora, via ação declaratória, por exemplo. No entanto, não 
há falar em fixação de prazo para apresentação de projeto de lei relativo à revisão geral anual, uma vez que 
o Supremo não pode ingerir dessa forma.
D) ERRADO. Em verdade, há comando constitucional que determina a Revisão Geral Anual (RGA) por parte do 
Chefe do Executivo. Assim é a baliza da Carta da República:
"Art. 37. (...)
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão 
ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada 
revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices;" [grifou-se]
O gabarito é, portanto, a letra “c”.
Gabarito: C
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119Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
79. O Tribunal de Contas do Estado Delta negou registro de admissão de pessoal realizado pelo Município 
Alfa, situado no mencionado Estado. Ocorre que a Câmara de Vereadores não concordou com a Corte de 
Contas, razão pela qual reviu a mencionada negativa por meio de decisão de metade de seus membros.
Considerando o controle externo exercido pelo Poder Legislativo sobre os atos administrativos, à luz 
da orientação do Supremo Tribunal Federal firmada em sede de repercussão geral, é correto afirmar que
A) a decisão da Câmara de Vereadores está respaldada pela Constituição, na medida em que a Corte de Contas 
é órgão auxiliar do Poder Legislativo.
B) a Câmara de Vereadores só poderia ter revisto a decisão da Corte de Contas por meio de decisão de dois 
terços de seus membros.
C) a competência técnica da Corte de Contas ao promover a negativa em questão não se subordina à revisão 
do Poder Legislativo.
D) a Câmara de Vereadores não poderá rever a decisão da Corte de Contas na situação descrita ou em qualquer 
outra situação, pois este é um órgão independente.
E) a Câmara de Vereadores apenas teria competência para rever negativa realizada por Tribunal de Contas 
Municipal criado após a Constituição de 1988.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Controle da Administração Pública.
C) CORRETO. Tribunais de Contas não são subordinados a nenhum poder. São independentes, possuindo 
autonomia financeira, administrativa, funcional, orçamentária e patrimonial. 
A apreciação, para fins de registro, da legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na 
administração direta ou indireta, excetuada nomeações para cargos em comissão, é competência privativa dos 
Tribunais de Contas, não se subordinando à revisão por parte do legislativo.
“Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de 
Contas da União, ao qual compete:
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, 
na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, 
excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de 
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento 
legal do ato concessório;” [grifou-se]
Endossando, o STF firmou a seguinte tese no RE n° 576920:
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120Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“A competência técnica do Tribunal de Contas do Estado, ao negar registro de admissão de pessoal, não 
se subordina à revisão pelo Poder Legislativo respectivo.” [grifou-se]
A) ERRADO. A decisão da Câmara não está respaldada. Além disso, Tribunais de Contas não são subordinados ao 
legislativo.
B) ERRADO. A Câmara não poderia ter revisto a decisão, em hipótese alguma. No entanto, o quórum de 2/3 
previsto no presente item é relativo ao parecer prévio das contas do prefeito, o qual pode deixar de prevalecer 
por meio da decisão dos Vereadores, respeitado o quórum aqui em comento. Veja o que diz a Carta da República:
“Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle 
externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente 
prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal.” 
[grifou-se]
D) ERRADO. Vimos que o parecer prévio pode ser revisto.
E) ERRADO. Invenção do examinador. Atos de registro não são revistos pela Corte Legislativa.O gabarito é a letra “c”.
Gabarito: C
80. No início do ano passado, Roberta, servidora ocupante do cargo de analista tributária da Receita 
Federal, após o devido processo administrativo disciplinar, teve a sua aposentadoria cassada por decisão 
de Ministro de Estado, cuja atribuição decorre da delegação de competência do Presidente da República 
para aplicação de tal penalidade, nos termos do então vigente Decreto XYZ.
Inconformada com a mencionada decisão, Roberta apresentou recurso hierárquico direcionado ao 
Presidente da República para anular a penalidade aplicada, sob o fundamento de não ser válida a delegação 
efetuada, entre outros argumentos, cuja remessa foi indeferida.
Considerando que o mencionado Decreto não vedava a possibilidade de interposição de recurso 
hierárquico, bem como as normas federais sobre delegação de competência e espécies de recursos 
administrativos, é correto afirmar, à luz do entendimento dos Tribunais Superiores, que
A) o ordenamento pátrio não admite a delegação de competência realizada pelo mencionado Decreto.
B) o recurso apresentado por Roberta é um recurso hierárquico impróprio que não pode ser admitido, diante 
da ausência de previsão legal específica.
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121Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) a lei de processo administrativo federal (Lei nº 9.784/99) veda a interposição de recurso hierárquico para 
a autoridade delegante quando a decisão foi tomada pelo delegado no exercício das respectivas funções 
administrativas.
D) Roberta não poderia interpor recurso hierárquico da mencionada decisão, a qual era passível exclusivamente 
de pedido de reconsideração.
E) como não há norma que vede o recurso hierárquico próprio em questão, deve ser aplicada a regra geral que 
admite a sua interposição, o que impacta na decisão que indeferiu a remessa para a autoridade delegante.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Processo Administrativo Federal (PAF), Lei n° 9.784/99.
E) CORRETO. Perfeito. A princípio, cabe afirmar que é possível ao Presidente da República delegar ao Ministro 
de Estado o julgamento do processo administrativo e a aplicação de penalidades, como demissão, cassação 
de aposentadoria e disponibilidade de servidores. Isso ocorre porque tais delegações não se enquadram nas 
matérias indelegáveis, previstas no art. 13, da Lei do PAF.
“Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:
 I - a edição de atos de caráter normativo;
II - a decisão de recursos administrativos;
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.” [grifou-se]
Ato contínuo, é interessante notar que o entendimento do STJ é justamente o de que é possível o recurso 
hierárquico ao Presidente da República em face da decisão do Ministro de Estado. Vejamos o Informativo n° 657, 
desse Superior Tribunal.
"Cabe recurso hierárquico próprio ao Presidente da República contra penalidade disciplinar aplicada por 
delegação com base no Decreto n. 3.035/1999." 
A) ERRADO. Conforme vimos acima, é possível, já que não se trata de matéria indelegável. Endossando, o 
próprio art. 12, da Lei do PAF, afirma:
“Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar 
parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente 
subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, 
jurídica ou territorial. [grifou-se]
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122Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
B) ERRADO. O recurso hierárquico, como analisado anteriormente, poderá ser admitido. Ademais, não se 
trata de recurso hierárquico impróprio, que é aquele submetido a um órgão ou entidade superior de forma 
externa, mas sim, próprio, que é o submetido à autoridade hierárquica imediatamente superior (no caso em 
questão, imediatamente acima do Ministro de Estado está, de fato, o Presidente da República).
C) ERRADO. A lei de processo administrativo federal (Lei nº 9.784/99) não veda a interposição de recurso 
hierárquico para a autoridade delegante. Ver a letra “e”.
D) ERRADO. Poderá, sim, interpor recurso hierárquico. Ver a letra “e”.
O gabarito é a letra “e”.
Gabarito: E
81. Alícia, analista tributária da Receita Federal, em 21/08/2015, praticou conduta passível de demissão, 
mas que não é tipificada como crime, da qual as autoridades administrativas tomaram conhecimento 
em 09/10/2016. O respectivo processo administrativo disciplinar foi instaurado em 20/07/2017 e, após o 
regular processamento, resultou na aplicação da mencionada penalidade em 31/07/2022.
À luz da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que a pretensão punitiva em 
sede disciplinar
A) não está prescrita, pois o prazo de cinco anos aplicável à mencionada hipótese de demissão deve ser contado 
da data em que a Administração tomou conhecimento do fato e foi interrompido com a instauração do 
processo disciplinar, voltando a fluir por inteiro, após decorridos cento e quarenta dias da interrupção, de 
modo que ainda não havia transcorrido quando da imposição da penalidade.
B) está prescrita, pois o prazo de cinco anos aplicável à mencionada hipótese de demissão deve ser contado da 
prática da conduta e já havia se consumado quando da imposição da penalidade administrativa, considerando 
que não houve qualquer causa de interrupção.
C) não está prescrita, pois o prazo de oito anos previsto na lei de improbidade administrativa, que é aplicável na 
hipótese de demissão, deve ser contado da data em que a Administração tomou conhecimento do fato, de 
modo que não havia transcorrido quando da imposição da penalidade administrativa, independentemente 
de causa de interrupção.
D) não está prescrita, pois o prazo de oito anos previsto para os crimes contra a Administração Pública, que é 
aplicável na hipótese de demissão, deve ser contado da data em que a Administração tomou conhecimento 
do fato, de modo que não havia transcorrido quando da imposição da penalidade administrativa, 
independentemente de causa de interrupção.
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123Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) está prescrita, pois o prazo de cinco anos aplicável à mencionada hipótese de demissão deve ser contado da 
prática da conduta e foi interrompido com a instauração do processo disciplinar, após o que voltou a fluir por 
inteiro, de modo que já havia se consumado quando da imposição da penalidade.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
A) CORRETO. A ação disciplinar não está prescrita, pois o prazo de 5 (cinco) anos é contado a partir do 
conhecimento do fato. Esses são entendimentos retirados art. 142, da Lei n° 8.112/90, reproduzido a seguir:
“Art. 142. A ação disciplinar prescreverá:
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
§1° O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.” [grifou-se]
De passagem, é importante ressaltar: o prazo é prescricional, e não decadencial (aparece muito essa 
pegadinha em prova).
Seguindo, cumpre destacar que o prazo prescricional supramencionado foi interrompido, conforme 
entendimento sumulado pelo STJ, da seguinte forma, ipsis litteris:
Súmula STJ nº 635: 
“Os prazos prescricionais previstos no art. 142 da Lei n. 8.112/1990 iniciam-se na data em que a 
autoridade competente para a abertura do procedimento administrativo toma conhecimento do fato, 
interrompem-se com o primeiro ato de instauração válido - sindicância de caráter punitivo ou processo 
disciplinar - e voltam a fluir por inteiro, após decorridos 140 dias desde a interrupção.” [grifou-se]
Como o PAD foi instaurado em 20/07/2017, o prazo prescricional foi “devolvido” por inteiro (5 anos) a 
partir de 140 dias depois da instauraçãoB) Incorreta. “...a Operação Ceres, que visa combater complexa fraude fiscal promovida por organização 
criminosa atuante no segmento de produção e distribuição de cervejas.” / o nome mitológico Ceres designa 
uma deusa mitológica relacionada ao trigo e a cereais, tendo sido escolhido aleatoriamente, sem qualquer 
relação lógica com os fatos informados.
A nova versão proposta pela banca está mais para uma música dos Mamonas Assassinas do que uma 
reescrita adequada ao texto original.
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10Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) Correta. “A Receita Federal, em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo e Polícia Rodoviária 
Federal...” / a operação realizada envolve investigação de atividades criminosas ligadas a espaços diversos.
Essa reescrita não apresenta qualquer incompatibilidade com o texto original.
D) Incorreta. “...tais como falsidade documental, falsidade ideológica e uso de interpostas pessoas jurídicas 
no intuito de ocultar os reais beneficiários das fraudes combatidas.” / o segmento já mostra o resultado da 
operação deflagrada, com a descoberta de vários tipos de fraudes.
Não se mostra o resultado da operação, e sim os crimes que ela identificou.
E) Incorreta. “Houve a identificação da ocorrência de diversos crimes que culminaram em sonegação de tributos 
federais,” / Foram identificados vários e variados crimes, que encobriam o crime mais grave de sonegação 
de tributos.
Não há referência sobre o fato de sonegação ser o crime mais grave.
Gabarito: C
6. A língua escrita, desde que foi criada, tem uma série de distintas funções. Assim, por exemplo, a língua 
escrita é o veículo de muitas declarações de renda, que são armazenadas em arquivos especializados na 
Receita Federal.
Nesse caso, a função predominante da escrita é
A) a de transferência: transferir a realização do ato comunicativo para outro lugar ou momento
B) a de preservação: armazenar informações para possíveis consultas futuras.
C) a de memorização: preservar dados para consultas no momento de pagamento.
D) a sócio-político-cultural: relacionar o pagamento de impostos com dados de uma sociedade civilizada.
E) a histórica: conservar textos de valor documentativo da evolução dos impostos no país.
De acordo com o que se supõe do texto, a escrita possui total relação com a possibilidade de preservação 
e até perpetuação de informações registradas. Isso ocorreu, inclusive, em centenas de situações históricas da 
humanidade. A escrita permite que informações sejam registradas e armazenadas de forma duradoura. Textos 
escritos em papel ou formatos digitais podem ser preservados por longos períodos de tempo, muitas vezes 
séculos, se forem tratados e armazenados adequadamente.
Logo, a alternativa mais coerente com o que está presente no texto é: a de preservação: armazenar 
informações para possíveis consultas futuras.
Gabarito: B
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11Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
7. Leia com atenção o pequeno texto abaixo:
“Pagamos mais impostos em remédios do que em revistas e filmes pornográficos - Sim, isso mesmo. 
Enquanto revistas eróticas sofrem uma taxação de 19%, nossos remédios possuem uma carga tributária 
de incríveis 34%. Além de dar prioridade ao conteúdo adulto, nosso sistema tributário ainda nos trata 
pior do que animais: segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), medicamentos 
veterinários possuem uma carga tributária de 13%, quase um terço dos impostos embutidos em remédios 
de uso humano.”
(Sete fatos impressionantes sobre os impostos no Brasil – Emanuel Steffen)
Nesse texto, a crítica realizada é a de que os impostos
A) demonstram a insanidade do sistema tributário, que incentiva o consumo de revistas e filmes pornográficos.
B) mostram desequilíbrio na tributação, pois provocam aumento de preços em setores menos importantes.
C) Indicam a absoluta falta de critério na taxação de produtos mais importantes, em detrimento de outros de 
menor importância social.
D) comprovam a ilogicidade da cobrança, já que tributam mais os produtos em que deveriam cobrar menos, em 
comparação com outros.
E) privilegiam setores de menor interesse social, ao passo que cobram bastante de outros em que há interesse 
humano.
Comentários:
Uma questão clássica de interpretação da FGV, em que é apresentado um texto, e a banca questiona qual 
é a real crítica nele presente.
Observe que o texto fala sobre os tributos de diferentes produtos, como remédios e conteúdos 
pornográficos. O que pode dificultar essa questão é a forma como é construída a letra C. Certamente, muitos 
candidatos ficam em dúvida entre C e D. 
Vamos aos itens:
A) demonstram a insanidade do sistema tributário, que incentiva o consumo de revistas e filmes pornográficos.
Não há incentivo ao consumo de conteúdo pornográfico pelo fato de ser cobrado menos imposto. Essa 
informação é falsa. 
B) mostram desequilíbrio na tributação, pois provocam aumento de preços em setores menos importantes.
Até existe desequilíbrio, mas o texto não fala sobre resultar em aumento de preço em setores menos 
importantes. 
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12Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) Indicam a absoluta falta de critério na taxação de produtos mais importantes, em detrimento de outros de 
menor importância social.
Primeiramente, a expressão ‘absoluta falta de critério’ já apresenta certo exagero. Além disso, não há 
referência sobre, por exemplo, medicamentos veterinários terem menos importância social. 
D) comprovam a ilogicidade da cobrança, já que tributam mais os produtos em que deveriam cobrar menos, em 
comparação com outros.
É exatamente isso que aborda o texto. A falta de lógica na taxação de produtos e uma crítica com a 
comparação de diferentes produtos.
E) privilegiam setores de menor interesse social, ao passo que cobram bastante de outros em que há interesse 
humano.
Não há referência ao tamanho do interesse humano nos setores citados.
Gabarito: D
8. Observe o que nos diz o escritor Lima Barreto sobre o nosso país:
“Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos não nos apercebemos 
bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo 
o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.
Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade 
das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, ou os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, 
porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico…
Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de 
hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se a construção de outros bem situados; e o 
governo responde que não pode fazer porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico.”
Considerando-se o trecho de Lima Barreto como um exemplo de texto argumentativo, assinale a 
afirmativa correta sobre sua estrutura.
A) A tese apresentada é a de que o Brasil é um país rico, mas que, por má administração, se mostra como pobre.
B) Na defesa da tese apresentada o autor apela para informações presentes na imprensa sobre a nossa realidade 
cotidiana.
C) Os argumentos utilizados para o convencimento do público-alvo se apoiam em depoimentos sobre as 
evidências de pobreza no país.
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13Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
D) O texto apresenta sua argumentação com base na ironia, pois apesar de pobre, o Brasil se mostra como rico.
E) O público-alvo a ser convencido é a imensa população brasileira, que vê o país como rico, mas não nota os 
frutos dessa riqueza na realidade cotidiana.
Comentários:
A grande tese apresentada pelo texto está ligada ao fato de o Brasil ser um país incrivelmente rico, emborado PAD, ou seja 07/12/2017. Matematicamente, entre tal data e a data 
da aplicação da penalidade (31/07/2022), não se passaram 5 (cinco) anos.
Item, portanto, perfeito e corroborado tanto Lei n° 8.112/90, quanto pela Súmula STJ n° 635.
B) ERRADO. Não está prescrita. O prazo não é contado da data da prática do ato, mas sim da ciência. A 
instauração do PAD causa interrupção.
C) ERRADO. O prazo é de cinco anos. Ademais, é de suma importância, na situação em apreço, a interrupção 
desse prazo por meio da instauração, caso contrário, a pretensão punitiva não seria possível, pois teriam 
transcorrido os 5 anos entre 20/07/2017, data da instauração, e 30/07/2022, data da aplicação da penalidade.
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124Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
D) ERRADO. Vale o mesmo entendimento da letra “c”.
E) ERRADO. Vale o mesmo entendimento da letra “b”.
O gabarito é, por conseguinte, a letra “a”.
Gabarito: A
82. Após o devido procedimento licitatório, a União delegou determinado serviço de sua competência para 
a sociedade Fazcerto, mediante contrato de concessão comum, remunerado exclusivamente por tarifa, 
sendo certo que o edital e o contrato preveem a viabilidade de subconcessão de parcela das atividades.
Em razão de contingências da aludida concessionária, seus dirigentes estão analisando a viabilidade 
de implementar a mencionada cláusula e realizar a subconcessão ou, eventualmente, transferir o controle 
acionário da sociedade Fazcerto.
Diante desta situação hipotética, à luz da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, é correto 
afirmar que
A) não há possibilidade de transferência do controle acionário da sociedade, na medida em que os contratos 
administrativos ostentam caráter personalíssimo, sob pena de violar os princípios correlatos ao dever de 
licitar.
B) são aplicáveis as mesmas regras para a subconcessão e para eventual transferência de controle acionário, 
sendo necessária prévia anuência do poder concedente e realização de nova licitação em ambos os casos.
C) não é necessário promover concorrência para realizar a subconcessão autorizada no contrato de concessão 
formalizado mediante o devido procedimento licitatório, pois o concessionário, como agente econômico que 
é, pode decidir sobre seus parceiros empresariais conforme critérios próprios.
D) a transferência de controle acionário pode ser feita sem a realização de nova licitação, mediante anuência 
do poder concedente, desde que a pretendente atenda às exigências de capacidade técnica, idoneidade 
financeira e regularidade fiscal e jurídica necessárias à assunção do serviço e se comprometa a cumprir todas 
as cláusulas do contrato em vigor.
E) não é necessária autorização do poder concedente para a subconcessão já que esta consta da mencionada 
cláusula contratual, mas a anuência expressa revela-se imprescindível para eventual transferência de controle 
acionário.
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125Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Serviços Públicos.
D) CORRETO. Nos termos do art. 27, da Lei n° 8.987/95, a transferência de controle acionário é possível e, além 
disso, não necessita de nova licitação. Há, contudo, a necessária anuência do poder concedente e o respeito às 
exigências técnicas, morais e legais exigidas da concessionária originária. Vejamos:
“Art. 27. A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência 
do poder concedente implicará a caducidade da concessão.
§1° Para fins de obtenção da anuência de que trata o caput deste artigo, o pretendente deverá: 
I - atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal 
necessárias à assunção do serviço; e
II - comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor."
Nesse sentido, há o seguinte entendimento do STF na ADIn n° 2.946 (Informativo n° 1.046)
"É constitucional a transferência da concessão e do controle societário das concessionárias de serviços 
públicos, mediante anuência do poder concedente (Lei 8.987/1995, art. 27)” 
“O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é necessária a realização de licitação prévia para 
transferência de concessão ou do controle societário da concessionária de serviços públicos” [grifou-se]
A) ERRADO. Conforme vimos na letra “d”, é possível, sim, a transferência do controle acionário da sociedade. 
Dessa forma, entende-se que houve uma relativização do caráter personalista dos contratos administrativos.
B) ERRADO. Item interessante. Como vimos na letra “d”, o art. 27, da Lei n° 8.987/95, não exige nova licitação 
para a transferência de concessão ou do controle acionário da sociedade. 
Acontece que, de forma diversa, para a subconcessão, o art. 26, §1°, também da lei anteriormente 
mencionada, exige a realização, na modalidade concorrência, de uma nova licitação. Vejamos:
"Art. 26. É admitida a subconcessão, nos termos previstos no contrato de concessão, desde que 
expressamente autorizada pelo poder concedente.
§1° A outorga de subconcessão será sempre precedida de concorrência.” [grifou-se]
Portanto, a letra “b” fica errada porque não é exigida licitação para a transferência de controle acionário, 
somente para a subconcessão.
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126Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) ERRADO. Como vimos acima, na letra “b”, para a subconcessão, há necessidade de licitação na modalidade 
concorrência.
E) ERRADO. Em todos os casos, seja para transferir o controle acionário, ou seja para realizar a subconcessão, 
faz-se necessária a anuência do poder concedente.
Por fim, leve o seguinte bizu para a prova:
Subconcessão → Licitação na modalidade concorrência + anuência do poder concedente + cumprimento 
de requisitos técnicos e legais, exigidos da concessionária originária
Transferência da concessão ou do controle acionário → Não há necessidade de licitação + anuência do 
poder concedente + cumprimento de requisitos técnicos e legais, exigidos da concessionária originária
Por fim, o gabarito encontra-se na letra “d”.
Gabarito: D
DIREITO CONSTITUCIONAL
83. Em determinado País, o grupo político que assumiu o poder com o uso da força solicitou que uma 
comissão de notáveis elaborasse um projeto de Constituição. Ato contínuo, após realizar os ajustes que 
lhe pareciam necessários, submeteu-o a um plebiscito, com o objetivo de lhe conferir uma aparente 
legitimidade, o que resultou na sua aprovação popular. Ato contínuo à aprovação, o texto constitucional foi 
publicado e sua observância se tornou obrigatória. Essa Constituição, no entanto, foi moldada pelo grupo 
político dominante com o intuito de atender aos seus objetivos.
A Constituição do referido País se compatibiliza com a classificação como
A) dogmática e compromissória.
B) promulgada e plebiscitária.
C) heterodoxa e normativa.
D) cesarista e semântica.
E) outorgada e nominal.
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127Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Classificação das Constituições.
D) CORRETO. Quanto à origem, a classificação da constituição em apreço é, realmente, cesarista, também 
chamada de bonapartista. Isso ocorre porque são outorgadas, mas necessitam de referendo ou de plebiscito 
popular. O texto é produzido sem qualquer participação popular, cabendo ao povo apenas a sua ratificação. 
Para fins de revisão, há outras classificações conforme à origem. A saber, seguem-se, de acordo com a Aula 
00, p. 16, Direito Constitucional para AFRFB, da Equipe de Direito Constitucional do Estratégia Concursos:
• Outorgadas (impostas, ditatoriais, autocráticas) — são aquelas impostas, que surgem sem 
participação popular. Resultam de ato unilateral de vontade da classe ou pessoa dominante no 
sentido de limitar seu próprio poder, por meio da outorga de um texto constitucional.Exemplos: 
Constituições brasileiras de 1824, 1937 e 1967 e a EC nº 01/1969. Costuma-se nomear de "Cartas" 
as constituições outorgadas.
• Democráticas (populares, promulgadas ou votadas) — nascem com participação popular, 
por processo democrático. Normalmente, são fruto do trabalho de uma Assembleia Nacional 
Constituinte, convocada especialmente para sua elaboração. Exemplos: Constituições brasileiras de 
1891, 1934, 1946 e 1988. 
• Dualistas (pactuadas) — são resultado do compromisso instável entre duas forças antagônicas: 
de um lado, a monarquia enfraquecida; do outro, a burguesia em ascensão. Essas constituições 
estabelecem uma limitação ao poder monárquico, formando as chamadas monarquias 
constitucionais.
Em relação à classificação de acordo com a correspondência com a realidade, a constituição em análise 
é, de fato, semântica, porque não têm por objetivo regular a política estatal. Visam apenas formalizar a situação 
existente do poder político, em benefício dos seus detentores. As demais classificações nesse contexto são as 
seguintes (Aula 00, p. 24, Direito Constitucional para AFRFB, da Equipe de Direito Constitucional do Estratégia 
Concursos):
• Normativas — regulam efetivamente o processo político do Estado, por corresponderem à 
realidade política e social, ou seja, limitam, de fato, o poder. Em suma: têm valor jurídico. Nossa 
atual Constituição de 1988 pretende ser normativa.
• Nominativas (nominalistas ou nominais) — buscam regular o processo político do Estado 
(processo real de poder), mas não conseguem realizar esse objetivo, por não atenderem à realidade 
social. Segundo Pedro Lenza, elas contêm disposições de limitação e controle de dominação 
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128Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
política, sem ressonância na sistemática de processo real de poder e com insuficiente concretização 
constitucional. Exemplos: Constituições brasileiras de 1824, 1891, 1934 e 1946. 
Da classificação normativa para a semântica, é possível perceber uma gradação de democracia para 
autoritarismo.
Vejamos as demais alternativas:
A) ERRADO. Quanto ao modo de elaboração, temos as seguintes classificações (Aula 00, p.18-19, Direito 
Constitucional para AFRFB, da Equipe de Direito Constitucional do Estratégia Concursos):
• Dogmáticas (sistemáticas) — são escritas, tendo sido elaboradas por um órgão constituído 
para essa finalidade em um determinado momento, segundo os dogmas e valores então em voga. 
Subdividem-se em:
1. ortodoxas — quando refletem uma só ideologia. 
2. heterodoxas (ecléticas) — quando suas normas se originam de ideologias distintas. A Constituição de 
1988 é dogmática e eclética, uma vez que adotou, como fundamento do Estado, o pluralismo político (art. 
1º, CF). As constituições ecléticas também são denominadas de constituições compromissórias, uma vez 
que resultam de diversos compromissos constitucionais entre grupos políticos antagônicos, resultando em 
um texto composto de normas de diferentes ideologias.
• Históricas — também chamadas costumeiras, são do tipo não escritas. São criadas lentamente 
com as tradições, sendo uma síntese dos valores históricos consolidados pela sociedade. São, por 
isso, mais estáveis que as dogmáticas. É o caso da Constituição inglesa.
Veja, então, que não há que se falar em constituição compromissória (eclética) porque não resulta de 
diversos compromissos constitucionais entre grupos políticos antagônicos, resultando em um texto composto de 
normas de diferentes ideologias. Em verdade, há ideologia de um só grupo, o que tomou o poder.
B) ERRADO. Como vimos na letra ”d”, a constituição em apreço é classificada como cesarista, e não como 
promulgada.
C) ERRADO. Conforme vimos na letra “a”, a constituição aqui em estudo não pode ser classificada como 
heterodoxa (eclética), justamente porque não resulta de ideologias distintas. Ademais, vimos também que 
não pode ser classificada como normativa, mas sim semântica. Repisando o que estudamos na letra “d”, as 
constituições normativas regulam efetivamente o processo político do Estado, por corresponderem à realidade 
política e social, ou seja, limitam, de fato, o poder, logo, não é o caso da questão.
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129Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) ERRADO. Não é classificada como outorgada porque não foi imposta sem participação popular. Lembre-se de 
que houve o plebiscito para ratificar a ideologia do grupo político dominante, vale dizer, a classificação correta é 
cesarista. Também podemos afirmar que a constituição em apreço não é nominal, mas sim semântica.
O gabarito é, portanto, a letra “d”.
Gabarito: D
84. Um grupo de policiais alcançou a inferência lógica de que estariam sendo praticados crimes no interior 
de certa residência familiar. Esses policiais formaram o seu raciocínio a partir da constatação de que, de 
tempos em tempos, ali ingressavam pessoas que, pela sua aparência física e pelas roupas que utilizavam, 
muito provavelmente estariam envolvidas na prática de crimes. Por tal razão, decidiram ingressar no local, 
contra a vontade dos moradores, e ali encontraram centenas de quilos de substâncias entorpecentes de 
uso proibido.
Considerando a sistemática constitucional, é correto afirmar que o ingresso na residência foi
A) ilícito, considerando a inexistência de ordem judicial e em razão da ausência de qualquer indício prévio de 
flagrante delito no local.
B) lícito, embora inexistisse ordem judicial, o que decorria da situação de flagrante delito, podendo ter sido 
efetivado durante o dia ou durante a noite.
C) ilícito, considerando que os policiais, em nenhuma hipótese, podem ingressar na residência alheia sem 
ordem judicial e contra a vontade dos moradores.
D) lícito, embora inexistisse ordem judicial, o que decorria da situação de flagrante delito, cuja ocorrência 
deveria ser demonstrada em juízo em momento posterior.
E) lícito, considerando que o flagrante delito legitima o ingresso na casa alheia ainda que sua descoberta seja 
fortuita, pois a sua existência excepciona a inviolabilidade do domicílio.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, art. 5°, da Constituição 
Federal (CF/88).
A) CORRETO. Pessoal, para entrar na casa sem ordem judicial deve haver a necessidade de prestar socorro ou 
haver situações de flagrante delito ou desastre, que não é o caso aqui, concordam? Os policiais inferiram 
haver delito por conta de um pré-julgamento, sem razões fundadas – as vestes e a aparência não são 
suficientes para essa conclusão. Não há falar em flagrante delito, mas, sim, mera expectativa. 
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130Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
É esse o posicionamento do STF, por meio da tese de repercussão geral no julgamento do Tema 280, nos 
seguintes termos:
“A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando 
amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa 
ocorre situação de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou 
da autoridade, e de nulidade dos atos praticados.”
Dessa forma, é correto afirmar que o ingresso na casa foi ilícito. Como base legal, vejam o inciso XI, do art. 
5°, da Carta da República:
“Art. 5. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros 
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à 
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por 
determinação judicial;“
B) ERRADO. O ingresso é ilícito. Ademais, necessita-se de ordem judicialpara o ingresso durante o dia. Assim, 
de noite, nem com ordem judicial poderia ser possível. 
C) ERRADO. Realmente, ilícito. Mas conforme vimos na letra “a”, com a leitura do inciso XI, da CF/88, há 
hipóteses que permitem o ingresso sem ordem judicial. Dessa forma, o consentimento do morador não é 
absoluto.
D) ERRADO. Ilícito. Não há flagrante delito.
E) ERRADO. Mesmo erro da letra “d”, ilícito. Não há flagrante delito.
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
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131Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
85. Ana, servidora ocupante de cargo de provimento efetivo no âmbito do Poder Executivo da União, 
também tem ocupado, por cerca de uma década, cargo em comissão no âmbito desse ente federativo. 
Para se inteirar de sua situação funcional, Ana questionou o departamento de recursos humanos a respeito 
da possibilidade de os respectivos valores serem permanentemente integrados aos seus estipêndios 
regulares, mesmo que deixe de ocupar o referido cargo em comissão.
Foi corretamente esclarecido a Ana, à luz da Constituição da República de 1988, que o objetivo 
almejado
A) é expressamente vedado.
B) somente é permitido para aqueles que recebam remuneração, mas o permissivo constitucional deve ser 
integrado por lei complementar.
C) é expressamente permitido para aqueles que recebam remuneração ou subsídio, mas o permissivo 
constitucional deve ser integrado por lei ordinária.
D) é expressamente permitido para aqueles que recebam remuneração ou subsídio, mas o permissivo 
constitucional deve ser integrado por lei complementar.
E) somente é permitido para aqueles que recebam remuneração, mas o permissivo constitucional deve ser 
integrado pelo regime jurídico da categoria.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Servidores Públicos na Constituição Federal (CF/88).
A) CORRETO. Pessoal, é vedada a incorporação dos valores recebidos em comissão. Assim é a inteligência do 
art. 39, §9°, da CF/88:
“Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, 
regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das 
autarquias e das fundações públicas. 
§9° É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função 
de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo.” [grifou-se]
As demais alternativas encontram-se erradas, pois não é permitido em hipótese alguma a incorporação 
das verbas recebidas em função do cargo em comissão. Cuida-se de norma absoluta.
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
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132Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
86. Em uma gincana jurídica, os grupos participantes deveriam se posicionar a respeito das características 
essenciais, à luz da ordem constitucional brasileira, da “emenda constitucional” e da “revisão constitucional”. 
O grupo Alfa argumentou que ambas deveriam ser aprovadas em sessões bicamerais, de modo que cada 
Casa Legislativa deveria analisá-las isoladamente. O grupo Beta sustentou que o quórum de aprovação da 
emenda e da revisão era diferenciado. O grupo Gama, por sua vez, defendeu que somente a emenda conta 
com limites materiais expressos, o que não se verificava em relação à revisão.
Ao fim da gincana, os jurados concluíram corretamente, em relação às afirmações dos grupos 
participantes, que
A) todas estavam certas.
B) apenas a do grupo Alfa estava certa.
C) apenas as dos grupos Alfa e Beta estavam certas.
D) apenas as dos grupos Alfa e Gama estavam certas.
E) apenas as dos grupos Beta e Gama estavam certas.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Emenda Constitucional (EC) e Revisão Constitucional (RC).
Façamos uma breve revisão, conforme Aula 11, p. 53-56, Direito Constitucional para AFRFB, da Equipe de 
Direito Constitucional do Estratégia Concursos.
“O Poder Constituinte Originário previu 2 (dois) procedimentos de modificação formal da Constituição: i) 
emenda constitucional e ; ii) revisão constitucional. Ambos estão previstos diretamente na Constituição 
Federal e constituem manifestação do Poder Constituinte Derivado. A doutrina majoritária considera 
que a reforma constitucional é gênero, do qual são espécies a emenda e a revisão constitucional. Assim, 
pode-se dizer que o poder de reforma inclui o poder de emenda e o poder de revisão.” [grifou-se]
“Existe ainda um processo informal de modificação da Constituição, o qual é chamado pela doutrina de 
mutação constitucional. A mutação constitucional é obra do Poder Constituinte Difuso.“ [grifou-se]
“Atualmente, a única possibilidade de alteração formal da Constituição é mediante emenda constitucional. 
A proposta de emenda constitucional é discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em 
dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos 
membros. Trata-se de procedimento mais dificultoso do que o de elaboração das leis, donde se conclui 
que nossa Constituição é do tipo rígida.” [grifou-se]
E-BOOK
133Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“A aprovação das emendas constitucionais é feita em sessão bicameral, ou seja, cada uma das Casas 
do Congresso Nacional atuará separadamente na discussão e votação dessa espécie normativa. Como 
consequência, as emendas constitucionais são promulgadas pelas Mesas da Câmara dos Deputados e 
do Senado Federal.“ [grifou-se]
“O procedimento de revisão constitucional está previsto no art. 3º do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias (ADCT):
Art. 3º - A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, 
pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral.” [grifou-se]
“A revisão constitucional constituiu-se em procedimento destinado à alteração global e geral do texto 
constitucional, por meio de formalidades mais simples do que as exigidas (...)” [grifou-se]
 
PROCEDIMENTOS
Revisão constitucional Emenda constitucional
Maioria absoluta, em sessão unicameral
Discussão e votação em cada Casa do 
Congresso Nacional, em dois turnos, 
com aprovação, em ambos, por 3/5 dos 
membros de cada Casa. Sessão bicameral.
Promulgação pela Mesa do Congresso 
Nacional
Promulgaçãopelas duas Casas Legislativas, 
separadamente
Fonte: Aula 11, p. 56, Direito Constitucional para AFRFB, da Equipe de Direito Constitucional do Estratégia Concursos.
Agora, vamos validar o que cada grupo afirmou:
Grupo Alfa (ERRADO) → Apenas a EC exige a aprovação em sessão bicameral, sendo analisada individualmente 
em cada casa do Congresso Nacional. Assim, vale dizer, a RC é analisada em sessão unicameral.
Grupo Beta (CORRETO) → Sim, quóruns diferenciados. EC exige aprovação em dois turnos, em cada Casa do 
Congresso Nacional, obtendo em cada um dos turnos 3/5 dos votos. A RC, por sua vez, exige maioria absoluta dos 
membros do Congresso Nacional.
Grupo Gama (CORRETO) → Sim, somente a EC possui limites materiais expressos, como as cláusulas pétreas (art. 
60, §4°, da CF/88), por exemplo.
O gabarito é, portanto, a letra “e”.
Gabarito: E
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134Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
87. João, servidor público federal ocupante de cargo de provimento efetivo, preencheu os requisitos 
para a aposentadoria voluntária previstos na legislação de regência. Por tal razão, requereu o benefício 
previdenciário, o que foi deferido pelo órgão competente do Poder Executivo. Decorridos seis anos desde a 
concessão de sua aposentadoria, João constatou que o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não tinha 
examinado a legalidade do ato para fins de registro.
À luz da sistemática vigente, é correto afirmar que
A) como já decorreram mais de cinco anos desde a concessão inicial da aposentadoria de João, o TCU não mais 
podeinsurgir-se contra a legalidade do ato, aperfeiçoando-se o prazo decadencial para a sua revisão.
B) o TCU pode examinar a qualquer tempo o ato de concessão inicial da aposentadoria de João, não sendo 
necessário assegurar o contraditório e a ampla defesa caso seja detectada alguma irregularidade.
C) o registro do ato de aposentadoria, no âmbito do TCU, ocorre de imediato, mas pode ser desconstituído por 
decisão colegiada, a partir de iniciativa de qualquer Ministro, conforme as informações do corpo técnico.
D) o TCU pode examinar a qualquer tempo o ato de concessão inicial da aposentadoria de João, mas, como já 
decorreram mais de cinco anos, deve assegurar o contraditório e a ampla defesa caso seja detectada alguma 
irregularidade.
E) caso tenham decorridos mais de cinco anos desde a chegada ao TCU do processo administrativo concernente 
à aposentadoria de João, aquele órgão não pode mais insurgir-se contra a legalidade do ato, devendo ser 
considerado registrado.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Competências Constitucionais do Tribunal de Contas da União (TCU).
O ato de aposentadoria é complexo, exigindo o deferimento de dois órgãos: o órgão de origem e o Tribunal 
de Contas respectivo. Cuidado para não confundir: o ato de aposentadoria é complexo, e não composto. Pelo 
menos é o entendimento majoritário da doutrina e das bancas.
Dessa forma, a CF/88 e, por simetria, as Constituições Estaduais e a Lei Orgânica do Distrito Federal 
atribuem a competência de apreciar, para fins de registro, a legalidade das concessões de aposentadoria. Cuida-
se de competência privativa das Cortes de Contas, não sujeita à validação por nenhum poder (como as bancas 
adoram afirmar).
Por questões de segurança jurídica, os Órgãos de Contas possuem um para validar a concessão de 
aposentadoria. Atualmente, o entendimento é de que os Tribunais de Contas possuem 05 anos, a contar da 
chegada do processo no próprio tribunal, para validarem o ato. Ultrapassado esse intervalo de tempo, o ato 
reputa-se perfeito e o Tribunal não poderá mais revê-lo (registro tácito). É o entendimento do STF no Tema 
n° 455:
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135Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de Contas estão 
sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, 
reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas” [grifou-se]
E) CORRETO. Perfeito. Se já houve o decurso do prazo de 5 anos sem a validação pelo Tribunal de Contas, o ato 
reputa-se acabado e registrado, vale dizer, a Corte de Contas não pode mais insurgir-se contra.
A) ERRADO. O prazo não é contado da concessão, mas sim da chegada do processo à respectiva Corte de 
Contas.
B) ERRADO. O Tribunal tem o prazo de 5 (cinco) anos para validar o ato. Após isso, ele perde esse direito. 
Antigamente, antes da consolidação do Tema 455, o tribunal poderia analisar o ato após decorridos 5 (cinco) 
anos, desde que concedesse o contraditório e ampla defesa. Atualmente, esse não é o entendimento válido. 
C) ERRADO. O registro não ocorre de imediato. Apenas se passarem os 5 (cinco) anos é que ocorrerá o registro 
tácito. Até findar esse prazo, não há falar em registro imediato.
D) ERRADO. Vide “b”.
O gabarito é, portanto, a letra “e”.
Gabarito: E
88. Joana, ao assumir a chefia do órgão de controle interno da autarquia federal Delta, buscou se inteirar 
de seus deveres funcionais, conforme os balizamentos oferecidos pela Constituição da República de 1988, 
considerando a interação com o Tribunal de Contas da União.
Em uma primeira análise, concluiu que deveria:
1. avaliar os resultados da gestão orçamentária, financeira e patrimonial, na perspectiva da eficácia 
e da eficiência;
2. cumprir as determinações exaradas pelo controle externo no exercício de sua missão institucional;
3. sustar, se não atendida a orientação de regularização, a execução do ato impugnado, comunicando 
a decisão ao Congresso Nacional.
Considerando as competências do controle interno e a forma de interação com o controle externo 
estabelecidas na Constituição da República de 1988, é correto afirmar, em relação às conclusões de 
Joana, que
A) todas estão certas.
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B) apenas a conclusão 1 está certa.
C) apenas a conclusão 2 está certa.
D) apenas as conclusões 1 e 3 estão certas.
E) apenas as conclusões 2 e 3 estão certas.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Controle Interno na Constituição Federal.
Vamos aos itens:
1. (CORRETO). Cuida-se de disposição literal do art. 74, da CF/88. Vejamos:
“Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle 
interno com a finalidade de:
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, 
financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de 
recursos públicos por entidades de direito privado;” [grifou-se]
2. (ERRADO). Não há, na CF/88, a exigência de o Controle Interno cumprir determinações do Tribunal de Contas. 
Em verdade, a Carta Magna prediz que o Controle Interno deverá apoiar o controle externo no exercício de sua 
missão institucional.
“Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle 
interno com a finalidade de:
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.” [grifou-se].
Cumprir determinações, como propõe o item aqui em apreço, transparece uma relação de subordinação 
entre o controle interno e o controle externo, o que não está correto.
3. (ERRADO). Essa competência é relativa ao controle externo, no caso federal, ao Tribunal de Contas da União 
(TCU). Assim, está incorreto por afirmar ser competência do controle interno.
“Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de 
Contas da União, ao qual compete:
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos 
Deputados e ao Senado Federal;” [grifou-se]
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Portanto, o gabarito encontra-se na letra “b”.
Gabarito: B
89. O Município Pi celebrou um ajuste com o Organismo Internacional Delta, por meio do qual este último 
se comprometeu a repassar recursos para o aprimoramento das vias e equipamentos públicos da área 
urbana, o que seria feito por Pi de acordo com o projeto elaborado por renomados arquitetos.
Na medida em que Pi não teria aplicado os recursos da forma pactuada, Delta decidiu ingressar com 
uma ação judicial perante a Justiça brasileira.
Considerando as regras de competência estabelecidas pela Constituição da República de 1988, é 
correto afirmar que a referida causa
A) deve ser processada e julgada originariamente pelo Supremo Tribunal Federal.
B) deve ser processada e julgada originariamente pelo Superior Tribunal de Justiça.
C) pode vir a ser examinada pelo Supremo Tribunal Federal em sede de recurso constitucional de fundamentação 
livre.
D) pode vir a ser examinada pelo Superior Tribunal de Justiça em sede de recurso constitucional de fundamentação 
livre.
E) pode vir a ser examinada pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em sede de 
recurso constitucional de fundamentação vinculada.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre competências do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
D) CORRETO. Veja que há uma celebração de um ajuste entre um município e uma entidade internacional. Nesse 
caso, o art. 105, II, c, da CF/88, é claro ao afirmar que compete ao STJ, em sede de recurso ordinário, julgar causas 
que envolvam essas duas partes. Vejamos:
“Art. 105. Competeao Superior Tribunal de Justiça:
II - julgar, em recurso ordinário:
c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do 
outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País;” [grifou-se]
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138Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Lembre-se de que a competência originária para processar e julgar é de juízes federais. Em sede de recurso 
ordinário, a competência passa a ser do STJ.
“Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou 
residente no País.” [grifou-se]
A) ERRADO. Como vimos na letra “d’, a competência originária é de juízes federais, e não do STF.
B) ERRADO. STJ irá julgar em sede de recurso, e não originariamente, que invoca a competência de juízes federais.
C) ERRADO. Em sede de recurso, como vimos, demandará a competência do STJ, e não do STF.
E) ERRADO. Vide “c”.
Em tempo, é interessante notar que a competência seria originária do STF se o litígio envolvesse a União, 
Estados, Distrito Federal ou Território. 
“Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal 
ou o Território;” [grifou-se]
Por todo o exposto, o gabarito é a letra “d”
Gabarito: D
90. Ana, servidora de certo Ministério Público, recebeu três expedientes com a incumbência de realizar 
uma verificação preliminar em relação àqueles em que a Instituição, por imposição constitucional, 
deveria atuar. O expediente 1 versava sobre a necessidade de se proibir o despejo de resíduos sólidos, por 
uma indústria, em um rio. O expediente 2 versava sobre o desvio de recursos públicos em determinado 
órgão federal, o que exigia a punição dos responsáveis na esfera cível, pois a responsabilização penal e o 
ressarcimento do dano já foram promovidos. Por fim, o expediente 3 dizia respeito à emissão de sons, em 
nível superior ao permitido, em determinada residência situada na área urbana de certo Município, o que 
vinha causando grande incômodo ao único morador confrontante, de modo que deveriam ser adotadas 
medidas cabíveis para a cessação dessa emissão.
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139Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Em relação às atribuições constitucionais do Ministério Público, Ana concluiu corretamente que a 
Instituição deveria atuar
A) nos três expedientes, considerando a natureza dos bens jurídicos a serem tutelados, atuando como substituto 
processual dos respectivos titulares.
B) apenas nos expedientes 1 e 2, sendo possível que o particular, preenchidos os requisitos constitucionais 
exigidos, também ajuíze uma ação para perquirir o objetivo do expediente 1.
C) apenas os expedientes 1 e 3, considerando a natureza difusa dos bens jurídicos tutelados, o que caracteriza 
uma situação de atribuição do Ministério Público, não sendo possível que o particular busque a sua tutela 
em juízo.
D) apenas o expediente referido em 1, considerando a natureza coletiva do respectivo bem jurídico, sendo 
possível que o particular, preenchidos os requisitos constitucionais exigidos, também ajuíze uma ação com 
o mesmo objetivo.
E) apenas o expediente referido em 2, considerando a natureza difusa do bem jurídico tutelado, podendo 
a atuação se estender ao expediente 1 caso seja demonstrado que há relevância social, afetando o 
abastecimento de água da cidade lindeira ou comprometendo a fauna aquática.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre as atribuições constitucionais do Ministério Público.
Em relação ao expediente 1, temos a poluição ambiental, o que pode demandar a atuação do Ministério 
Público, conforme é possível depreender da leitura do art. 129, III, da CF/88, a seguir transcrito:
“Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público:
III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do 
meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;” [grifou-se]
Ainda no contexto do expediente 1, também é possível ao particular ajuizar ação popular para a proteção 
do meio ambiente, vejam o que diz o art. 5, LXXIII, da CF/88:
“Art. 5. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros 
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à 
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas 
judiciais e do ônus da sucumbência;” [grifou-se]
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140Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Quanto ao expediente 2, é função do MP proteger o patrimônio público, como vimos no art. 129, III, da 
CF/88, mencionado anteriormente.
No concernente ao expediente 3, não temos a atuação do MP porque a poluição sonora causa incômodo 
a apenas um morador, vale dizer, direito individual. O MP atua no campo dos direitos transindividuais, que 
ultrapassam a esfera individual do indivíduo. Esses direitos subdividem-se em coletivos, difusos ou individuais 
homogêneos, o que não é o caso do expediente em apreço.
Vamos às alternativas:
A) ERRADO. O MP não deve atuar nos três expedientes.
B) CORRETO. Perfeito. O MP deve atuar nos expedientes 1 e 2, podendo o particular ajuizar ação popular com 
o mesmo objeto do expediente 1.
C) ERRADO. O MP deve atuar nos expedientes 1 e 2. Ademais, o particular pode tutelar em juízo por meio da 
ação popular.
D) ERRADO. Não é apenas no 1, mas sim, 1 e 2.
E) ERRADO. Não é apenas no 2, mas sim, 1 e 2.
O gabarito é, portanto, a letra “b”.
Gabarito: B
91. A Lei Federal nº X, de inciativa do Presidente da República, criou determinada estrutura orgânica 
colegiada, no âmbito do Poder Executivo federal, e lhe atribuiu competência para alterar a alíquota do 
imposto de exportação, observados os limites e os critérios ali estabelecidos.
Irresignada com o teor desse diploma normativo, a sociedade empresária Delta solicitou que seu 
advogado analisasse sua compatibilidade com a Constituição da República de 1988, sendo-lhe corretamente 
respondido que a Lei Federal nº X é
A) inconstitucional, por afrontar o princípio da reserva legal.
B) inconstitucional, por importar em delegação legislativa vedada pela ordem constitucional.
C) inconstitucional, por outorgar a órgão do Poder Executivo competência privativa do Presidente da República.
D) constitucional, considerando a não incidência do princípio da reserva legal e a observância da competência 
do Poder Executivo.
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141Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) constitucional, na medida em que a alteração da alíquota, de competência do Poder Legislativo, pode ser 
delegada a órgão do Poder Executivo.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Impostos da União, sob a luz da Constituição Federal.
Para a resolução da questão, façamos a leitura do julgamento do STF no RE n° 570.680
" ...)
I - É compatível com a Carta Magna a norma infraconstitucional que atribui a órgão integrante do Poder 
Executivo da União a faculdade de estabelecer as alíquotas do Imposto de Exportação.
II - Competência que não é privativa do Presidente da República.
(...)” [grifou-se]
A) ERRADO. Alterar alíquotas do Imposto de Exportação (IE) não está submetido ao princípio da reserva legal, 
nos termos do art. 153, §1°, da CF/88:
“Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
II - exportação, para o exterior, de produtosnacionais ou nacionalizados;
§1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as 
alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V.” [grifou-se]
B) ERRADO. Vimos no RE n° 570.680 que o STF entendeu de forma diferente.
C) ERRADO. Não se trata de competência privativa do Presidente.
D) CORRETO. É o nosso gabarito. Não há necessidade de se observar a reserva legal no quesito de alterar 
alíquotas do IE, além de não haver competência privativa do Presidente.
E) ERRADO. A competência para alterar as alíquotas do IE, embora não seja privativa, é do Chefe do Executivo, 
e não do legislativo.
Por tudo, confirmamos o gabarito na letra “d”.
Gabarito: D
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142Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
92. Maria, Deputada Federal, durante o processo legislativo que elabora a lei orçamentária anual do 
exercício financeiro X, apresentou uma emenda individual impositiva ao respectivo projeto. Por tal razão, 
questionou sua assessoria sobre a possibilidade de, valendo-se da sistemática da emenda individual, 
direcionar recursos ao seu Estado de origem, de modo que passassem a pertencer a este ente federativo 
no ato da transferência financeira.
A assessoria respondeu corretamente que o objetivo de Maria
A) pode ser alcançado por meio de transferência especial, que não depende da celebração de convênio ou 
instrumento congênere.
B) pode ser alcançado por meio de transferência voluntária, conforme ajuste a ser celebrado entre a União e o 
Estado destinatário dos recursos.
C) será alcançado por meio de transferência obrigatória, de modo que os recursos serão aplicados nas áreas de 
competência constitucional da União.
D) não pode ser alcançado, pois as emendas individuais impositivas alocam recursos no orçamento da União, 
não no orçamento de outros entes federativos.
E) pode ser alcançado por meio de transferência com finalidade definida, sendo que os recursos ficarão 
vinculados à programação estabelecida na emenda parlamentar.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Emendas Impositivas, assunto comumente estudado em Direito 
Financeiro, Administração Financeira e Orçamentária e Direito Constitucional.
A princípio, cumpre esclarecer que a transferência de recursos, via emendas individuais impositivas, da 
União para outros entes federados, pode se dar por meio de transferência especial (TE) ou transferência com 
finalidade definida (TFD). Assim é o que dispõe o art. 166-A, I e II, da CF/88:
“Art. 166-A. As emendas individuais impositivas apresentadas ao projeto de lei orçamentária anual 
poderão alocar recursos a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios por meio de: 
I - transferência especial; ou 
II - transferência com finalidade definida.” [grifou-se]
Vejamos as alternativas:
A) CORRETO. Exato, pessoal. Na transferência especial, não há necessidade de celebração de convênio ou 
instrumento congênere. 
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143Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 166-A. (...)
§ 2º Na transferência especial a que se refere o inciso I do caput deste artigo, os recursos: 
I -serão repassados diretamente ao ente federado beneficiado, independentemente de celebração de 
convênio ou de instrumento congênere;” [grifou-se] 
Ademais, os recursos, por meio da transferência especial, pertencerão ao ente federado no ato da efetiva 
transferência, conforme exigido pelo caput da questão.
“Art. 166-A. (...)
§ 2º Na transferência especial a que se refere o inciso I do caput deste artigo, os recursos: 
II - pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferência financeira;” [grifou-se]
B) ERRADO. Como a deputada apresentou emenda individual impositiva, não há falar em transferência 
voluntária. Como vimos no art. 166-A, I e II, CF/88, o correto seria falar em transferência especial ou 
transferência com finalidade definida.
C) ERRADO. As modalidades de transferência de recursos da União para os demais entes federados, via emenda 
individuais impositivas, são TE e TFD.
D) ERRADO. Item incorreto, conforme caput do art. 166-A, da CF/88. A transferência de recursos é da União 
para os demais entes federados.
E) ERRADO. Item difícil. Realmente, é possível a realização da TFD e os recursos ficam vinculados à programação 
estabelecida na emenda parlamentar, conforme a seguir:
“Art. 166-A. (...)
§ 4º Na transferência com finalidade definida a que se refere o inciso II do caput deste artigo, os 
recursos serão: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 105, de 2019)
I - vinculados à programação estabelecida na emenda parlamentar;” [grifou-se] 
Professor, então qual é o erro? Pessoal, o item fica incorreto por conta da exigência no final do caput da 
questão: “(...) de modo que passassem a pertencer a este ente federativo no ato da transferência financeira.” 
[grifou-se]
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144Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Essa passagem é relativa à transferência especial, vale dizer, somente nela é que o recurso pertencerá 
ao ente federativo beneficiado no ato da transferência, nos termos do art. 166-A, §2°, II, visto no comentário 
da letra “a”.
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
93. Em razão de uma crise de saúde pública de âmbito nacional, o Presidente da República recebeu 
sugestão de um assessor no sentido de que a melhor opção seria a decretação do estado de calamidade 
pública de âmbito nacional previsto na Constituição da República de 1988.
De acordo com o referido assessor, essa medida:
1. é decretada pelo Presidente da República, com posterior apreciação do Congresso Nacional;
2. durante a vigência dessa medida, todos os entes federativos devem adotar regime extraordinário 
fiscal; e
3. durante a integralidade do exercício financeiro em que vigore essa medida, podem ser realizadas 
operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital.
Considerando os balizamentos oferecidos pela Constituição da República de 1988, é correto afirmar, 
em relação às assertivas do assessor, que
A) todas são compatíveis com a ordem constitucional.
B) apenas as assertivas 1 e 2 são compatíveis com a ordem constitucional.
C) apenas as assertivas 2 e 3 são compatíveis com a ordem constitucional.
D) apenas a assertiva 1 é compatível com a ordem constitucional.
E) apenas a assertiva 3 é compatível com a ordem constitucional.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre assuntos mesclados na Constituição Federal.
1. (ERRADO). Compete exclusivamente ao Congresso Nacional a decretação de calamidade pública. Ressalta-se 
que a iniciativa é, realmente, do Presidente da República. Vejamos o que diz a CF/88:
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145Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
XVIII - decretar o estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-
D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição.” [grifou-se]
“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
XXVIII - propor ao Congresso Nacional a decretação do estado de calamidade pública de âmbito nacional 
previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição.” [grifou-se].
2. (ERRADO). Somente a União deve adotar o regime extraordinário fiscal. Façamos a leitura do caput, do art. 
167-B, da CF/88:
“Art. 167-B. Durante a vigência de estado de calamidade pública de âmbito nacional, decretado pelo 
Congresso Nacional por iniciativa privativa do Presidente da República, a União deve adotar regime 
extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para atender às necessidades dele decorrentes, 
somente naquilo em que a urgência for incompatível com o regime regular, nos termos definidos nos 
arts. 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição.” [grifou-se]
3. (CORRETO). Perfeito. No caso em apreço, o cumprimentoda chamada “regra de ouro” não será necessário. 
Assim é o que diz a Carta Magna nos dispositivos subsequentes:
“Art. 167-E. Fica dispensada, durante a integralidade do exercício financeiro em que vigore a 
calamidade pública de âmbito nacional, a observância do inciso III do caput do art. 167 desta 
Constituição.” [grifou-se]
“Art. 167. São vedados:
III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas 
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo 
Poder Legislativo por maioria absoluta;” [grifou-se]
O gabarito é a letra “e”.
Gabarito: E
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146Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
94. O Estado Alfa, com o objetivo de estimular a frequência dos adolescentes no Ensino Médio, editou a 
Lei nº X, criando um programa assistencial direcionado às famílias de baixa renda. De acordo com o Art. 
1º desse diploma normativo, as famílias que decidissem que os adolescentes com idade superior a 16 
(dezesseis) anos não frequentariam o ensino médio, optando pelo exercício de atividade laborativa, seriam 
acompanhadas por profissional habilitado, de modo a convencê-las da importância da formação escolar. 
O Art. 2º dispôs que o Estado zelaria pela progressiva universalização do Ensino Médio. O Art. 3º, por sua 
vez, ressaltou que deveria ser assegurada a oferta gratuita da educação básica a todos os que a ela não 
tiveram acesso na idade própria.
É correto afirmar, a partir do cotejo dos Artigos da Lei nº X com a Constituição da República de 
1988, que
A) todos são constitucionais.
B) apenas o Artigo 2º é constitucional.
C) apenas os Artigos 2º e 3º são constitucionais.
D) apenas os Artigos 1º e 3º são constitucionais.
E) apenas os Artigos 1º e 2º são constitucionais.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Capítulo III - Da Educação, Da Cultura e Do Desporto, especificamente 
sobre a Seção I - Da Educação.
Em relação ao art. 1°, do diploma normativo em análise, podemos concluir pela sua inconstitucionalidade. 
O Estado Alfa não poderia criar um programa assistencial que previsse que alunos com idade superior a 16 
(dezesseis) anos não frequentem o ensino médio, isso ocorre porque é dever do ente federado em questão 
garantir a educação básica e obrigatória dos 4 (quatro) até os 17 (dezessete) anos. Vejamos o que diz o art. 208, 
I, da CF/88:
“Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada 
inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria;” [grifou-se]
Em outras palavras, o Estado não pode ser conivente com o fato de as famílias optarem por não matricularem 
os filhos com idade superior a 16 (dezesseis) anos no ensino básico. Não há essa faculdade.
Quanto ao art. 2°, é possível constatar a sua constitucionalidade, consoante art. 208, II, da CF/88:
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147Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito.” [grifou-se]
Por fim, também há constitucionalidade no art. 3°, vez que é exatamente a literalidade da parte final do 
art. 208, I, da CF/88, reproduzido a seguir:
“Art. 208. (...)
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada 
inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria;” [grifou-se]
O gabarito é a letra “c” (apenas os artigos 2° e 3° são constitucionais).
Gabarito: C
95. O Partido Político Zeta ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) almejando que fosse 
reconhecida a incompatibilidade formal e material da Lei nº X com a Constituição da República de 1988. 
Em razão dos interesses envolvidos, questionou o seu advogado em relação aos efeitos de eventual decisão 
que julgasse procedente o pedido, a ser proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O advogado respondeu corretamente que a referida decisão
A) produzirá efeitos ex tunc, caso seja formada a maioria de dois terços dos membros do STF nesse sentido.
B) em regra, produz efeitos ex nunc, ressalvada a modulação de efeitos pelo voto da maioria absoluta dos 
membros do STF.
C) não apresenta efeitos pré-estabelecidos, o que deve ser objeto de pronunciamento expresso do STF por 
ocasião do julgamento.
D) produzirá efeitos ex nunc, caso a decisão seja proferida pela totalidade dos Ministros presentes à sessão, que 
não pode ser inferior ao quantitativo de 8 (oito).
E) em regra, produz efeitos ex tunc, sendo que a decisão de procedência do pedido, no julgamento da ADI, deve 
contar com o voto de pelo menos seis Ministros.
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148Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).
A) ERRADO. Em regra, decisões em ADI produzem efeitos ex tunc (retroativos). É possível, por questões de 
segurança jurídica, a modulação de efeitos, passando a ter efeitos ex nunc (futuros). O erro está em afirmar 
que a aprovação deva ocorrer por maioria de 2/3 dos membros do STF. Em verdade, o quórum é por maioria 
absoluta, logo, 6 (seis) ministros. Vejamos o que diz o art. 23, da Lei n° 9.868/99.
“Art. 23. Efetuado o julgamento, proclamar-se-á a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da 
disposição ou da norma impugnada se num ou noutro sentido se tiverem manifestado pelo menos 
seis Ministros, quer se trate de ação direta de inconstitucionalidade ou de ação declaratória de 
constitucionalidade.” [grifou-se]
O quórum de 2/3 é para modular os efeitos, e não para proclamar a inconstitucionalidade de norma 
impugnada.
B) ERRADO. Vimos na letra “a” que é exatamente o contrário. A regra é efeitos ex tunc, e não ex nunc.
C) ERRADO. Em regra, os efeitos são retroativos (ex tunc), erga omnes (contra todos) e vinculantes em relação 
aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública em todos os níveis federativos. Logo, são 
pré-estabelecidos. 
D) ERRADO. Produzirá efeitos ex nunc caso haja modulação e para isso será preciso o quórum de 2/3 dos 
membros, ou seja, 8 ministros. Não precisa, portanto, da totalidade dos membros para modular os efeitos. 
Por outro lado, o quórum para instalação do julgamento da ADI é, de fato, 8 membros, nos termos do art. 
22, da Lei n° 9.868/99.
“Art. 22. A decisão sobre a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo 
somente será tomada se presentes na sessão pelo menos oito Ministros.” [grifou-se].
Cabe ressaltar, novamente, que a regra é efeitos ex tunc, e não ex nunc.
E) CORRETO. Perfeito, exatamente como vimos no comentário da letra “a”. 
O gabarito é a letra “e”, portanto.
Gabarito: E
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149Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
96. Determinado legitimado à deflagração do controle concentrado de constitucionalidade ingressou com 
Ação Direta de Inconstitucionalidade, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de que 
fosse declarada a inconstitucionalidade da Lei nº X/1987, do Município Alfa, considerando a manifesta 
afronta às normas da Constituição da República.
À luz da sistemática vigente, é correto afirmar que o STF
A) deve processar e julgar o feito como ação direta de inconstitucionalidade.
B) deve remeter os autos ao Tribunal de Justiça do Estado em cujo território esteja situado o Município Alfa.
C) deve processar e julgar o feito caso a relevância social assumida pela Lei nº X/1987 assim o aconselhe.
D) pode receber a ação como arguição de descumprimento de preceito fundamental, caso sejam preenchidos 
os requisitos exigidos.
E) pode receber a ação como reclamação constitucional, considerandoa transcendência dos motivos adotados 
em outra causa, com objeto similar.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Controle de Constitucionalidade.
Pela leitura do enunciado, é possível constatar que o objeto a ser submetido a controle é a 
inconstitucionalidade de uma Lei Municipal anterior à Constituição de 1988 diante da própria Carta atual.
Vejamos as alternativas:
A) ERRADO. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) não é o instrumento adequado nesse caso. O STF 
já decidiu que normas pré-constitucionais diante da atual Constituição são julgadas em viés de eficácia, e 
não de validade, sendo o instrumento adequado para tal feito a Arguição de Descumprimento de Preceito 
Fundamental (ADPF).
Ademais, ADI é relativa à lei ou ato normativo federal ou estadual. Logo, não há falar em lei municipal. 
Vejamos o que diz a CF/88:
“Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória 
de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal;” [grifou-se]
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150Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
B) ERRADO. Em que pese, realmente, haver a possibilidade de o Tribunal de Justiça, por meio de ADI, julgar 
a compatibilidade de lei municipal diante da CF/88, desde que o conteúdo seja de reprodução obrigatória 
(Informativo n° 1.036, STF), isso não é um dever/obrigação. 
Pelo princípio da subsidiariedade, é cabível a ADPF no caso em apreço, podendo o STF fazer o juízo de 
admissibilidade, no plano da eficácia, de uma norma municipal pretérita à Constituição de 88.
C) ERRADO. Não há qualquer dispositivo legal que exija a necessidade de relevância social.
D) CORRETO. Perfeito. É o que vimos ao longo das alternativas anteriores, sobretudo na letra “a”.
E) ERRADO. Não possui qualquer relação com o objeto da reclamação constitucional, utilizada quando há um 
descumprimento de decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou de súmulas vinculantes por 
parte de autoridades, tribunais ou juízes.
O gabarito é, por conseguinte, a letra “d”.
Gabarito: D
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
97. Lei federal publicada em agosto de 2022, cujo projeto foi de iniciativa de Senador da República, criou 
nova contribuição de seguridade social residual destinada a garantir a expansão da seguridade social.
Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.
A) A instituição de tal contribuição depende de que a lei federal instituidora seja uma lei complementar.
B) A iniciativa de tal projeto de lei é privativa do Presidente da República.
C) Tal contribuição poderia ser exigida somente a partir de 1º de janeiro de 2023.
D) Tal contribuição poderia ser exigida somente a partir de abril de 2023.
E) A Constituição Federal de 1988 veda a criação de novas contribuições de seguridade social que não estejam 
nela expressamente previstas.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Seguridade Social na Constituição Federal, assunto estudado em 
Direito Previdenciário ou em Direito Constitucional.
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151Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Vamos às assertivas:
A) CORRETO. Exatamente, tanto os impostos residuais quanto às contribuições sociais residuais dependem de 
lei complementar. Assim é a inteligência combinada do art. 195, §4°, da CF/88 com o art. 154, I, também da 
Carta da República, reproduzidos a seguir:
“Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos 
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
§4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade 
social, obedecido o disposto no art. 154, I.”
 “Art. 154. A União poderá instituir:
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos 
e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição;”
Leve o bizu para a sua prova:
Tributos que precisam de lei complementar: Impostos Residuais, Contribuições Sociais Residuais, 
Empréstimo Compulsório e Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF).
B) ERRADO. Não há, em regra, competência privativa do Presidente da República em matéria tributária. 
Somente nos territórios, e aí sim é a exceção, é que será demandada a competência do Chefe da República, 
nos termos do art. 61, §1°, II, b:
“Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da 
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao 
Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, 
na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
II - disponham sobre:
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal 
da administração dos Territórios;” [grifou-se]
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152Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) ERRADO. Em que pese se deva respeitar o princípio da noventena, as contribuições sociais previdenciárias 
são exceções à anterioridade anual. Dessa forma, como a criação data de agosto, seria perfeitamente possível 
ser cobrada ainda em 2022. Vejam o que diz o art. 195, §6°, da Carta da República:
“Art. 195. (...)
§ 6º As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa 
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto 
no art. 150, III, "b".”
D) ERRADO. É que vimos na letra “c”.
E) ERRADO. Vimos na letra “a” que é possível, sim, a União criar contribuições sociais residuais.
O gabarito é, então, a letra “a”.
Gabarito: A
98. Sobre o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade 
laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, é correto afirmar que
A) possuem alíquota única de incidência para todas as atividades econômicas, à semelhança do que ocorre com 
a cota patronal previdenciária.
B) a contribuição é totalmente delineada em lei, com todos os elementos de incidência, sem a necessidade de 
análise em regulamento.
C) como regra, a alíquota de contribuição é aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada estabelecimento, 
individualizado pelo seu CNPJ.
D) não incide sobre a remuneração paga, devida ou creditada a segurados empregados em instituições 
financeiras, as quais já possuem acréscimo de alíquota ordinária.
E) não tem correlação com a atividade econômica desempenhada pelo empregador, variando somente pela 
análise individual de cada empregador.
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153Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Financiamento da Seguridade Social.
A) ERRADO. Não há alíquota única. Em verdade, ela é graduada conforme à atividade econômica. É o que 
podemos depreender da leitura do art. 22, II, da Lei n° 8.212/91
“Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, 
é de:
II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, 
e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos 
ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos 
segurados empregados e trabalhadores avulsos: 
a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho 
seja considerado leve;
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cujaatividade preponderante esse risco seja considerado 
médio;
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado 
grave.” [grifou-se]
Endossando, temos, também, a Súmula n° 351, do STJ:
“A alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) é aferida pelo grau de risco 
desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade 
preponderante quando houver apenas um registro.” [grifou-se]
B) ERRADO. Sabemos que podemos ter alíquotas de 1% a 3% a depender do grau de risco da atividade 
desenvolvida, correto? Então, são normas infralegais que vão detalhar quais atividades enquadram-se em 
determinada alíquota. Afinal, se ficasse a cargo do empregador, seria óbvio que ele iria optar por 1%, mesmo 
a atividade dele sendo enquadrada no patamar de 3%.
C) CORRETO. Perfeito. É exatamente a literalidade da súmula do STJ, reproduzida no comentário da letra “a”.
D) ERRADO. O caput do inciso II, do art. 22, da Lei supramencionada, informa que incide sobre o total das 
remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, não delineando que o pagamento feito aos 
funcionários de instituições financeiras não está sujeito.
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154Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, 
é de:
II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, 
e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos 
ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos 
segurados empregados e trabalhadores avulsos: 
Além disso, o §1°, do art. 22, estatui que no caso de instituição financeira é devida também uma contribuição 
adicional:
“§1° No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas 
econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, 
sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento 
mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos 
de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, além das 
contribuições referidas neste artigo e no art. 23, é devida a contribuição adicional de dois vírgula cinco 
por cento sobre a base de cálculo definida nos incisos I e III deste artigo” [grifou-se]
E) ERRADO. Há correlação com a atividade desenvolvida.
O gabarito é, portanto, a letra “c”.
Gabarito: C
99. Sobre o financiamento da seguridade social, é correto afirmar que
A) a cota patronal previdenciária, na forma da Lei nº 8.212/91, é dimensionada, necessariamente, sobre uma 
parcela do faturamento mensal dos empregadores.
B) tanto empregadores rurais como empregadores urbanos são responsáveis pela retenção e recolhimento das 
contribuições de seus empregados.
C) os empregadores rurais possuem, como regra geral, dinâmica impositiva análoga aos empregadores urbanos, 
com as mesmas alíquotas.
D) as contribuições previdenciárias são todas disciplinadas por lei complementar, na forma prevista pela CF/88.
E) as agroindústrias são dispensadas de contribuições previdenciárias, pois submetidas ao modelo de assistência 
social.
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155Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Financiamento da Seguridade Social.
A) ERRADO. Não é somente sobre o faturamento. Incide também sobre a remuneração paga/creditada e sobre 
o lucro.
“Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas: 
II - receitas das contribuições sociais;
Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: 
a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço; 
d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; “ [grifou-se]
B) CORRETO. Sim, tanto os empregadores rurais quanto os empregadores urbanos são responsáveis por reter e 
recolher as contribuições de seus empregados, conforme os dispositivos a seguir, retirados da Lei n° 8.212/91.
“Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à 
Seguridade Social obedecem às seguintes normas: 
I - a empresa é obrigada a:
a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, 
descontando-as da respectiva remuneração;
b) recolher os valores arrecadados na forma da alínea a deste inciso, a contribuição a que se refere o 
inciso IV do art. 22 desta Lei, assim como as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações 
pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e 
contribuintes individuais a seu serviço até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da competência;” 
[grifou-se]
Lembre-se de que, de acordo com o art. 15, I, da Lei n° 8.212/91, o conceito de empresa engloba, além da 
urbana, a atividade rural:
“Art. 15. Considera-se:
I - empresa - a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, 
com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e 
fundacional;“ [grifou-se]
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156Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) ERRADO. Há benefícios ao empregador rural. Um deles é o previsto no art. 22-A, da Lei n° 8.212/91:
Art. 22A. A contribuição devida pela agroindústria, definida, para os efeitos desta Lei, como sendo o 
produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou 
de produção própria e adquirida de terceiros, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da 
comercialização da produção, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 desta Lei, é de: 
I - dois vírgula cinco por cento destinados à Seguridade Social; 
II - zero vírgula um por cento para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei no 
8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade 
para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade. 
Os incisos I e II, do art. 22, previsto no caput do art. 22A, trazem alíquotas bem maiores: 20% e 1%, 2% ou 
3%, respectivamente. Note que o empregador rural estará sujeito a 2,5% e 0,1%.
D) ERRADO. Negativo! A lei complementar em contribuições sociais vale somente para as residuais que forem 
criadas pela União. A própria Lei 8.212/91, que traz contribuições sociais em seu bojo, é uma lei ordinária.
E) ERRADO. Vide art. 22A, reproduzido na letra “c”. Há contribuições previdenciárias, sim.
O gabarito encontra-se na letra “b”.
Gabarito: B
100. Acerca da organização da seguridade social no Brasil, assinale a afirmativa correta.
A) A educação é importante segmento da seguridade social brasileira, de forma a incluir todas as ações do 
Poder Público em prol da sociedade.
B) A previdência complementar, apesar de subsistema da previdência social, tem funcionamento autônomo, 
dotada também de ingresso facultativo.
C) A previdência social de servidores públicos é destacada da seguridade social, pois configura regime particular 
de proteção, desprovido de custeio.
D) A saúde é subsistema protetivo da seguridade social, desprovido de contribuição prévia, mas somente para 
pessoas qualificadas como carentes.
E) A assistência social assegura prestação mínima de sobrevivência para toda e qualquer pessoa que venha a 
completar 65 anos de idade.
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157Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Seguridade Social.
A) ERRADO. Pessoal, seguridadeé “SAP” (Saúde, Assistência Social e Previdência). Logo, educação não é 
importante segmento da seguridade social brasileira. Façamos a leitura do art. 194, da CF/88:
“Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes 
Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência 
social.” [grifou-se]
B) CORRETO. Perfeito. Literalidade do art. 202, da CF/88:
“Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma 
em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas 
que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. “ [grifou-se] 
C) ERRADO. Desprovido de custeio? Claro que não, pessoal. Servidores públicos estatutários contribuem para 
o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), de caráter contributivo. Da mesma forma, há o custeio do 
Regime Geral de Previdência Social (RGPS) por parte dos servidores públicos celetistas (comissionados, 
empregados públicos, etc.).
D) ERRADO. O acesso à saúde é universal, direito de todos. A prestação de assistência social é para os mais 
necessitados.
“Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas 
que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações 
e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.“ [grifou-se]
“Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição 
à seguridade social, (...)” [grifou-se]
E) ERRADO. A regra basilar da assistência social é a prestação a quem dela necessitar. Não faz sentido, então, 
garantir prestação mínima a todos que fizerem 65 anos. Pense um coroa muito rico… realmente ele precisaria? 
A título de exemplo, o Benefício da Prestação Continuada (BPC) é garantida, dentre outros, aos idosos 
acima de 65 anos, desde que cumpram certos requisitos, tais como: não ter meios para prover a sua própria 
manutenção nem de tê-la provida por sua própria família; e ter renda familiar per capita igual ou inferior a 1/4 
(um quarto) do salário-mínimo. (Lei 8.742/93, art. 20, §2°).
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158Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
O gabarito é, por conseguinte, a letra “b”.
Gabarito: B
101. Acerca dos segurados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social – RGPS, assinale a afirmativa 
correta.
A) Todos os segurados empregados do RGPS são qualificados como trabalhadores regidos pela CLT, haja vista a 
ampla sinonímia entre os conceitos previdenciário e laboral.
B) Somente trabalhadores subordinados são qualificáveis como segurados obrigatórios do RGPS, de forma a 
excluir trabalhadores informais.
C) O segurado facultativo é figura que deixou de existir com a promulgação da Constituição de 1988, a qual 
adotou a universalidade de cobertura e atendimento na previdência social.
D) O segurado avulso existe somente em atividades portuárias, com a intermediação obrigatória do Órgão 
Gestor de Mão de Obra – OGMO.
E) O segurado especial reflete espécie de segurado obrigatório, o qual não inclui todo e qualquer trabalhador 
rural.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
A) ERRADO. Nem todos os empregados submetidos ao RGPS são celetistas. Exemplo: servidores temporários, 
os quais contribuem para o RGPS, mas não são celetistas.
B) ERRADO. Não são somente trabalhadores subordinados que são segurados obrigatórios do RGPS. A 
informalidade não faz com que um trabalhador deixe de ser segurado obrigatório da Previdência Social. 
Se ele se encontra na informalidade, mas exerce atividade remunerada como, por exemplo, na qualidade 
de vendedor ambulante ou de encanador (dentre infinitos exemplos), ele é contribuinte individual, 
enquadrando-se na hipótese do art. 14, V, da Lei 8.212/1991, e suas contribuições sociais são devidas, logo, 
se ele não as recolhe, está irregular perante a Previdência Social. 
C) ERRADO. O segurado facultativo não deixou de existir com a promulgação da CF/88, referindo-se à pessoa 
maior de 14 anos que não é considerada segurado obrigatório, porém, que decide contribuir para o RGPS, 
nos termos do art. 14 da Lei nº 8.212/1991 (promulgada pós CF/88):
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159Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 14. É segurado facultativo o maior de 14 (quatorze) anos de idade que se filiar ao Regime Geral de 
Previdência Social, mediante contribuição, na forma do art. 21, desde que não incluído nas disposições 
do art. 12.” (o art. 12 lista os segurados obrigatórios)
A CF/88 também deixa evidente a existência do segurado facultativo:
“Art. 201. (...)
§ 5º É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de 
pessoa participante de regime próprio de previdência.” [grifou-se]
D) ERRADO. Invenção total, pessoal. Segurado avulso pode ser qualquer prestador de serviço, urbano ou rural, 
desde que o faça a diversas empresas, sem vínculo empregatício, conforme Regulamento. Não há essa 
restrição aos portuários, prevista na letra “d”. Vejamos o que diz a Lei n° 8.213/91:
“Art. 11. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: 
VI - como trabalhador avulso: quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviço de 
natureza urbana ou rural definidos no Regulamento;” [grifou-se]
E) CORRETO. De fato, o segurado especial é um segurado obrigatório da Previdência Social, conforme art. 11, 
VI, da Lei n° 8.213/91:
“Art. 11. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
VII – como segurado especial: a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou 
rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio 
eventual de terceiros, na condição de (...): “ [grifou-se] 
Ato contínuo, note que, realmente, não será segurado especial todo e qualquer trabalhador rural, pois 
apenas o será aquele obreiro rural que atua individualmente ou em regime de economia familiar, compreendendo 
o pequeno produtor rural, o pescador artesanal e seu cônjuge e filho que com ele labore. São condições a serem 
respeitadas, conforme passagem final do inciso VII, acima citado. E faz sentido, concordam? É decorrência lógica 
do próprio adjetivo: segurado “especial”.
O gabarito encontra-se na letra “e”.
Gabarito: E
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160Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
102. Humberto, empregado de entidade privada de ensino, na condição de orientador pedagógico, 
recebe, além de seu salário, parcelas adicionais, como abonos, prêmios e horas-extras. No final do mês, 
identifica que algumas parcelas não foram adicionadas ao salário-de-contribuição.
A seguinte parcela seria corretamente excluída do salário-de-contribuição de Humberto:
A) a conversão em 1/3 (um terço) do período de férias a que tinha direito em abono pecuniário.
B) os valores relativos ao 13º salário (gratificação natalina), pois não geram efeitos previdenciários.
C) abonos de qualquer natureza, ainda que providos de natureza salarial.
D) qualquer parcela que seja denominada de indenizatória ou mero ressarcimento.
E) o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, independentemente do valor.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Salário-de-Contribuição, sob a luz da Lei n° 8.212/91.
A) CORRETO. Perfeito, pessoal. A conversão de férias em pecúnia pode ser deduzida do montante do salário-
de-contribuição. Vejamos o que diz o art. 28, §9°, e, 6, da Lei n° 8.212/91:
“Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:
§9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
e) as importâncias:
6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 emuitos de seus habitantes não percebam essa riqueza. E a causa para isso está associada à má administração, 
realmente. Observe o trecho que confirma que o gabarito seja a letra A: pois a toda hora e a todo instante, 
estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.
A) Correta. A tese apresentada é a de que o Brasil é um país rico, mas que, por má administração, se mostra 
como pobre.
Item correto, coerente com o que está no texto.
B) Incorreta. Na defesa da tese apresentada o autor apela para informações presentes na imprensa sobre a 
nossa realidade cotidiana.
Não há informações presentes na imprensa.
C) Incorreta. Os argumentos utilizados para o convencimento do público-alvo se apoiam em depoimentos sobre 
as evidências de pobreza no país.
Não há depoimentos ou citações a terceiros.
D) Incorreta. O texto apresenta sua argumentação com base na ironia, pois apesar de pobre, o Brasil se mostra 
como rico.
O texto é denotativo e não faz uso de ironia.
E) Incorreta. O público-alvo a ser convencido é a imensa população brasileira, que vê o país como rico, mas não 
nota os frutos dessa riqueza na realidade cotidiana.
A população não vê o país como rico.
Gabarito: A
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14Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
9. A economia funciona na base dos incentivos ou dos desincentivos. Por isso, por sua impressionante 
capacidade de mobilização social, a economia se tornou um instrumento de governo. Se o governo precisa 
estimular algum comportamento, costuma cortar cobranças ou impostos. Se ele precisa frear algum 
comportamento, costuma aumentar os impostos naquele segmento ou inventar alguma taxa qualquer. Por 
exemplo no trânsito: Se o governo não quer que ultrapassemos certo limite de velocidade numa estrada, 
começa a aplicar multas para quem o ultrapassa. Como o dinheiro é a verdadeira linguagem universal, aquela 
que todos entendem em qualquer lugar do mundo, então de fato os motoristas começam a respeitar o 
limite de velocidade. Sob esse ponto de vista, o imposto de renda é uma grande punição. É um desestímulo 
ao empregado se esforçar para ganhar bem. Se você ganhar acima da alíquota máxima, ganha uma multa 
de quase 30% de seu salário. Parece ingenuidade minha, mas o absurdo me soa tão grave, que nem sei 
se não há nessa cobrança absurda de 27,5% sobre o salário de quem ganha acima de determinado valor, 
algum estímulo subentendido para que o sujeito largue o emprego e parta para o empreendedorismo. De 
um certo ponto de vista, o imposto de renda seria um estímulo ao empreendedorismo. Afinal, uma Pessoa 
Jurídica paga proporcionalmente muito menos imposto do que a Pessoa Física. O imposto de renda é das 
imposições governamentais mais truculentas e insanamente aceitas pela população que eu já ouvi falar. O 
imposto de renda é uma multa que se aplica a quem ganha bem.
O imposto de renda e a economia do desincentivo (Ronaud.com)
Observe o seguinte fragmento:
“Por exemplo no trânsito: Se o governo não quer que ultrapassemos certo limite de velocidade numa 
estrada, começa a aplicar multas para quem o ultrapassa. Como o dinheiro é a verdadeira linguagem 
universal, aquela que todos entendem em qualquer lugar do mundo, então de fato os motoristas começam 
a respeitar o limite de velocidade.”
Acerca desse segmento textual, assinale a afirmativa correta.
A) O exemplo dado corresponde literalmente a um argumento em defesa da tese apresentada no texto.
B) Ao contrário do argumento, que mostra uma ideia geral, o exemplo expõe sempre um caso particular.
C) Nesse caso, o exemplo dado mostra a impertinência do argumento do texto, servindo de contra-argumento.
D) O exemplo citado tem uma função explicativa de como funcionam legalmente os incentivos citados no texto.
E) O exemplo referido tem uma função metalinguística de explicar segmentos textuais anteriores de difícil 
entendimento.
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15Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentários:
Vamos aos itens:
A) Incorreto. O exemplo dado corresponde literalmente a um argumento em defesa da tese apresentada no 
texto.
A tese do texto não é a questão da punição financeira para quem desrespeita uma lei de trânsito. A tese 
do texto é o imposto de forma geral. O exemplo trata da exemplificação de que o governo aplica multas para 
direcionar o comportamento das pessoas.
B) Correto. Ao contrário do argumento, que mostra uma ideia geral, o exemplo expõe sempre um caso particular.
Exatamente. Esse exemplo é um caso particular que auxilia o autor na construção do seu argumento.
C) Incorreto. Nesse caso, o exemplo dado mostra a impertinência do argumento do texto, servindo de contra-
argumento.
O exemplo é a favor do argumento apresentado no texto.
D) Incorreto. O exemplo citado tem uma função explicativa de como funcionam legalmente os incentivos citados 
no texto.
O exemplo não fala de incentivos, e sim de punição.
E) Incorreto. O exemplo referido tem uma função metalinguística de explicar segmentos textuais anteriores de 
difícil entendimento.
Difícil entendimento? Não. Temos um exemplo prático, cotidiano e de simples entendimento. 
Gabarito: B
10. Num artigo interessante sobre os impostos no Brasil, intitulado Sete fatos impressionantes sobre os 
impostos no Brasil, o autor, Emanuel Steffen, cita como um desses fatos:
“Não bastasse a complexidade existente, todos os dias são criadas mais 46 leis tributárias - Desde a 
promulgação da Constituição de 1988, o Brasil criou 320.343 leis tributárias. Sim: trezentos e vinte mil, 
trezentos e quarenta e três leis tributárias. Levando-se em conta o número de dias úteis no período, foram 
criadas 46 novas leis todos os dias, segundo um levantamento do IBPT. Se continuarmos nesse ritmo, nossa 
complexidade tributária só tende a piorar e complicar ainda mais os negócios do país, que já precisam 
seguir 40.865 artigos legais para poderem funcionar.”
O fato citado é considerado “impressionante” pelo autor do texto em função
A) da alta complexidade do sistema tributário, acrescido do grande número de novas leis, criadas diariamente.
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16Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
B) do grande número de novas leis diariamente publicadas, o que torna o trabalho dos administradores 
impossível de ser realizado.
C) da complicação legal trazida pelas novas leis, que contrariam leis já previamente existentes, fazendo com que 
o funcionamento de negócios se complique demasiadamente.
D) do enorme espaço de tempo dispendido no aprendizado das novas leis, que são rapidamente substituídas 
por outras.
E) da impossibilidade da criação de novos negócios já que é inexequível a obediência a mais de 40.865 artigos 
legais.
Comentários:
Vamos diretamente aos itens:
A) Correta. da alta complexidade do sistema tributário, acrescido do grande número de novas leis, criadas 
diariamente.
Certamente o que mais impressiona é demonstrado pela menção ao fato de que as empresas já precisam 
seguir 40.865 artigos legais para funcionar. Esse fato certamente chama atenção para a complexidade do sistema 
tributário brasileiro, que pode dificultar o ambiente de negócios e a conformidade fiscal.
Além disso, ‘todos os dias são criadas mais 46 leis tributárias - Desde a promulgação da Constituição de 
1988, o Brasil criou 320.343 leis tributárias.’
B) Incorreta. do grande número de novas leis diariamente publicadas, o que torna o trabalho dos administradores 
impossível de ser realizado.
Não se fala em impossibilidade, e sim em complicação para o trabalho dos administradores.
C) Incorreta. da complicação legal trazida pelas novas leis, que contrariam leis já previamente existentes, 
fazendo com que o funcionamento de negócios se complique demasiadamente.
Não há criação de leis que já existiam.
D) Incorreta. do enorme espaço de tempo dispendido no aprendizado das novas leis, que são144 da CLT;” [grifou-se]
B) ERRADO. A gratificação natalina (13° salário) é computada no salário-de-contribuição:
“Art. 28. (...)
§7º O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de-contribuição, exceto para o 
cálculo de benefício, na forma estabelecida em regulamento.” [grifou-se]
C) ERRADO. Os abonos de natureza salarial são considerados no salário-de-contribuição. De forma 
diametralmente oposta, os abonos não salariais não o são. 
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161Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
D) ERRADO. Item difícil. Porém, não são quaisquer parcelas indenizatórias ou de mero ressarcimento que são 
deduzidas no salário-de-contribuição, mas sim aquelas previstas na Lei n° 8.212/91, especificamente no art. 
28, §9°, que traz um rol taxativo ao mencionar “exclusivamente”.
“Art. 28. (....)
§9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:” [grifou-se]
E) ERRADO. Em verdade, depende do valor. 
“Art. 28. (....)
§9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: 
t) o valor relativo a plano educacional, ou bolsa de estudo, que vise à educação básica de empregados 
e seus dependentes e, desde que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa, à educação 
profissional e tecnológica de empregados, nos termos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e: 
2. o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado individualmente, não ultrapasse 
5% (cinco por cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor correspondente a uma vez 
e meia o valor do limite mínimo mensal do salário-de-contribuição, o que for maior;” [grifou-se]
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
103. A sociedade empresária XPTO, atuante no segmento comercial, possui diversas atividades 
terceirizadas, como limpeza e vigilância, nas quais outras sociedades empresárias, prestadoras de serviço, 
realizam as atividades-meio mediante remuneração prevista em contrato. Uma das prestadoras de serviço 
não efetuou os recolhimentos previdenciários, o que gerou autuação da Receita Federal do Brasil sobre a 
sociedade empresária XPTO, sob o argumento de que a mesma seria devedora solidária, na forma da Lei 
nº 8.212/91.
Diante da referida situação hipotética, podemos afirmar que
A) a autuação é incorreta, pois, independentemente do serviço contratado, a responsabilidade é exclusiva da 
prestadora de serviço, inexistindo qualquer encargo para a sociedade empresária XPTO.
B) a autuação é correta, pois a sociedade empresária XPTO, sempre que se utilizar de serviços terceirizados, 
responderá, solidariamente, com os créditos tributários devidos pela sociedade empresária contratada.
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162Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) a autuação é passível de impugnação, a depender do serviço contratado e da forma de contratação, mas 
somente se relacionado à construção civil.
D) caso haja expressa previsão contratual de responsabilidade exclusiva da prestadora de serviço, a autuação é 
incorreta, pois a sociedade empresária XPTO se exime de quaisquer responsabilidades.
E) a depender do serviço contratado, a autuação pode ser insubsistente, pois a obrigação da sociedade 
empresária contratante seria, somente, a retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Arrecadação e Recolhimento das Contribuições, sob a luz da Lei n° 
8.212/91. 
E) CORRETO. Decorrência lógica do art. 31, da Lei n° 8.212/91:
“Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em 
regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura 
de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida 
até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia 
útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia, observado o disposto no § 
5o do art. 33 desta Lei.” [grifou-se]
Ou seja, o restante do que não foi recolhido pela cedente não é de obrigação da contratante, que fica 
obrigada e limitada ao valor de 11% do valor bruto da nota fiscal ou da fatura de prestação de serviços. 
A) ERRADO. Como vimos, a responsabilidade não é exclusiva do prestador de serviços. 
B) ERRADO. Não responde pela totalidade dos créditos tributários, mas somente até o limite de 11%.
C) ERRADO. Não há a restrição da construção civil. Ademais, pode ser feita a impugnação a despeito do valor 
de 11%.
D) ERRADO. O Código Tributário Nacional é claro na seguinte passagem:
“Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade 
pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal 
do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.” [grifou-se]
Assim, vale dizer que não é possível realizar tal avença para tornar a responsabilidade exclusiva da prestadora 
de serviços, uma vez que há baliza legal para a retenção e o recolhimento, pela contratante, do montante até 11% 
do valor bruto da nota fiscal ou da fatura de prestação de serviços.
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163Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
O gabarito é, por conseguinte, a letra “e”.
Gabarito: E
DIREITO TRIBUTÁRIO
104. Na ilha de Fernando de Noronha (atualmente no território do Estado de Pernambuco), a União 
resolveu realizar obras de pavimentação de vias para facilitar o acesso entre as moradias da ilha. Por essa 
razão, resolveu custear parte da obra pública pela criação de uma contribuição de melhoria a ser cobrada 
dos proprietários de imóveis beneficiados com valorização imobiliária por força das obras. Para tanto, foi 
publicada lei federal contendo diversos requisitos mínimos previstos pelo Código Tributário Nacional (CTN) 
para a instituição de tal exação.
As opções a seguir apresentam requisitos exigidos pelo CTN que devem constar da lei instituidora da 
contribuição de melhoria, à exceção de uma. Assinale-a.
A) Memorial descritivo do projeto.
B) Delimitação da zona beneficiada.
C) Convênio entre a União, instituidora do tributo, e o ente federado em cujo território a obra será realizada.
D) Orçamento do custo da obra.
E) Determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas 
diferenciadas, nela contidas.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Contribuições de Melhoria.
Para a resolução da questão, faz-se suficiente a leitura do art. 82, do Código Tributário Nacional (CTN). 
Perceba que é solicitada uma alternativa que não representa uma exigência à instituição da Contribuição de 
Melhoria pela União.
A) ERRADO. Representa uma exigência para a instituição de melhoria, nos termos do art. 82, inciso I, alínea a, 
do CTN:
“Art. 82. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos:
I - publicação prévia dos seguintes elementos:
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164Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
a) memorial descritivo do projeto;” [grifou-se]
B) ERRADO. Representa uma exigência para a instituição de melhoria, nos termos do art. 82, inciso I, alínea d, 
do CTN:
“Art. 82. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos:
I - publicação prévia dos seguintes elementos:
d) delimitação da zona beneficiada;” [grifou-se]
C) CORRETO. Invenção do examinador. Não há previsão legal para tanto. Cuida-se, então, do nosso gabarito.
D) ERRADO. Representa uma exigência para a instituição de melhoria, nos termos do art. 82, inciso I, alínea b, 
do CTN:
“Art. 82. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos:
I - publicação prévia dos seguintes elementos:
b) orçamento do custoda obra;” [grifou-se]
E) ERRADO. Representa uma exigência para a instituição de melhoria, nos termos do art. 82, inciso I, alínea e, 
do CTN:
“Art. 82. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos:
I - publicação prévia dos seguintes elementos:
e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma 
das áreas diferenciadas, nela contidas;” [grifou-se]
O gabarito é, portanto, a letra “c”.
Gabarito: C
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165Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
105. A natureza jurídica dos empréstimos compulsórios suscitou, no passado, forte controvérsia 
doutrinária e jurisprudencial que chegou a envolver mudanças de posicionamento por parte do próprio 
Supremo Tribunal Federal.
À luz da visão constitucional atual sobre os empréstimos compulsórios, assinale a afirmativa correta.
A) Os empréstimos compulsórios não podem ser instituídos com o fim de atender conjuntura que exija a 
absorção temporária de poder aquisitivo.
B) No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, o Presidente da 
República poderá criar o empréstimo compulsório por meio de Medida Provisória.
C) No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, um empréstimo 
compulsório criado por lei publicada em dezembro de 2022 poderá ser exigido a partir de 1º de janeiro de 
2023.
D) Os empréstimos compulsórios podem ser criados por lei ordinária.
E) Os empréstimos compulsórios podem ser instituídos pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos 
Municípios.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Empréstimos Compulsórios.
A) CORRETO. O teor desta alternativa já foi muito explorado em provas, pessoal. A hipótese aqui tratada - 
“empréstimos compulsórios não podem ser instituídos com o fim de atender conjuntura que exija a absorção 
temporária de poder aquisitivo” - é prevista no Código Tributário Nacional (CTN), no art. 15, III. Vejamos:
“Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos excepcionais, pode instituir empréstimos compulsórios:
I - guerra externa, ou sua iminência;
II - calamidade pública que exija auxílio federal impossível de atender com os recursos orçamentários 
disponíveis;
III - conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo.” [grifou-se]
Em que pese existir essa hipótese no CTN, ela não foi recepcionada pela Constituição de 88, que veio após 
o CTN, que data de 1966. Assim, apenas os dois primeiros incisos (I e II) são considerados válidos para a instituição 
de Empréstimos Compulsórios, pois estão balizados no inciso I, do art. 148, da CF/88:
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166Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou 
sua iminência;
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o 
disposto no art. 150, III, "b".” [grifou-se]
Logo, o item está certo, pois, atualmente, a União não pode instituir Empréstimo Compulsório com base 
em conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo.
B) ERRADO. O caput do art. 148, da CF/88, exige lei complementar para a instituição de Empréstimos 
Compulsórios. Dessa forma, como o instrumento da medida provisória não pode versar sobre matéria de 
lei complementar, nos termos do art. 62, §1°, III, da CF/88, a questão fica errada. Seguem-se os dispositivos 
citados:
“Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: (...)” [grifou-
se]
“Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, 
com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: 
III - reservada a lei complementar;” [grifou-se]
C) ERRADO. Com a leitura do art. 148, II, da CF/88, podemos observar que a instituição de Empréstimos 
Compulsórios com base em investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional 
submete-se ao art. 150, III, “b”, da CF/88, que trata da anterioridade anual.
“Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o 
disposto no art. 150, III, "b".” [grifou-se]
“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, 
ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;” 
[grifou-se] 
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167Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Além disso, o art. 150, §1°, da CF/88, acrescenta que a hipótese fática do investimento público de caráter 
urgente e de relevante interesse nacional não se enquadra como exceção à anterioridade nonagesimal.
“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, 
ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, 
observado o disposto na alínea b; 
§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, 
II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, 
II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I. “ [grifou-se]
Veja, acima, que somente é exceção à anterioridade nonagesimal (art. 150, III, “c”) o inciso I, do art. 148. 
Por conseguinte, podemos concluir que a instituição do Empréstimo Compulsório com base na condição do art. 
148, II, da CF/88, deve respeitar tanto a anterioridade anual (art. 150, III, “b”) como a anterioridade nonagesimal 
(art. 150, III, “c”), não podendo ser exigido a partir de 1° de janeiro de 2023, como propora a alternativa.
D) ERRADO. Com a leitura do caput do art. 148, da CF/88, podemos observar que é exigido lei complementar.
E) ERRADO. Da mesma forma que a letra “d”, a leitura do caput do art. 148, da CF/88, nos mostra que a 
instituição de Empréstimos Compulsório é competência privativa da União.
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
106. As imunidades tributárias são mecanismos constitucionais de salvaguarda de relevantes valores e 
interesses sociais.
Acerca da sistemática das imunidades tributárias em nosso ordenamento jurídico, assinale a afirmativa 
correta.
A) As organizações religiosas, para gozarem da imunidade tributária de impostos, necessitam aplicar 
integralmente, no Brasil, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais.
B) Entidades beneficentes de assistência social na área educacional, devidamente reconhecidas como tais, 
atendidos os requisitos de lei, podem gozar de imunidade tributária de contribuições de seguridade social.
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168Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) Os sindicatos de empregadores gozam de imunidade tributária referente aos impostos incidentes sobre suas 
sedes.
D) O IPTU deverá incidir sobre imóveis de propriedade de partidos políticos quando estes alugarem tais imóveis 
a pessoas físicas para fins residenciais.
E) As imunidades tributárias abrangem apenas a espécie tributária dos impostos.
Comentário: 
A) Alternativa A: Dois pontos tornam esta assertiva incorreta. O primeiro diz respeito ao fato de ter se referido 
a imposto de forma genérica, dando a entender que as entidades religiosas possuem imunidade em relação 
a todos os impostos, quando, na verdade, sua imunidade se resume a impostos sobrepatrimônio, renda e 
serviços. O segundo erro seria referente à condição de aplicarem integralmente, no Brasil, os seus recursos na 
manutenção dos seus objetivos institucionais. Trata-se de requisito direcionado às entidades da alínea “c” do 
art. 150, VI, ou seja, partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, 
das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos. Alternativa errada. 
B) Alternativa B: Trata-se da imunidade tributária prevista no art. 195, § 7º, da CF. Alternativa correta.
C) Alternativa C: A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “c”, da CF, restringe-se aos sindicatos de 
trabalhadores. Alternativa errada.
D) Alternativa D: O STF entende que, sendo os recursos dos aluguéis destinados às finalidades essenciais dos 
partidos políticos, o imóvel permanecerá imune à incidência do IPTU. Alternativa errada.
E) Alternativa E: Deve-se tomar muito cuidado com este item! A maioria das imunidades, de fato, são referentes 
a impostos, mas não todas. Há imunidades relativas a outras espécies tributárias, como já comentado nesta 
questão. Alternativa errada. 
Gabarito: B
107. Entre os temas tributários abaixo elencados, assinale o único que não necessita de lei complementar 
para seu tratamento.
A) Definição dos fatos geradores dos impostos previstos na Constituição Federal de 1988.
B) Definição da base de cálculo dos impostos previstos na Constituição Federal de 1988.
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169Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) Definição dos contribuintes dos impostos previstos na Constituição Federal de 1988.
D) Estabelecimento de normas gerais sobre lançamento tributário.
E) Instituição de contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE).
F) Trata-se de questão que versa sobre Princípios Gerais do Sistema Tributário Nacional, sob a luz da Constituição 
Federal.
Comentário
Para a resolução da questão, faz-se suficiente a leitura do art. 146, da CF/88. Todas as alternativas, com 
exceção da letra “e”, que é o nosso gabarito, necessitam de lei complementar.
Art. 146. Cabe à lei complementar:
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta 
Constituição, a dos respectivos fatos geradores (letra “a”), bases de cálculo (letra ”b”) e contribuintes 
(letra “c”);
b) obrigação, lançamento (letra “d”), crédito, prescrição e decadência tributários; [grifou-se]
E) CORRETO. CIDEs são instituídas, pela União, por leis ordinárias.
O gabarito é, portanto, a letra “e”.
Gabarito: E
108. No curso de processo de falência, mediante alienação judicial, a sociedade empresária 123 Ltda. 
adquiriu uma filial que pertencera à sociedade empresária ABC Ltda., falida, continuando a exploração do 
empreendimento nesta filial, embora sob razão social distinta.
Diante desse cenário e à luz do Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta.
A) 123 Ltda., por ser sucessora de ABC Ltda. na exploração do empreendimento, responde integralmente pelos 
tributos relativos à filial adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
B) tratando-se de alienação judicial em processo de falência, como 123 Ltda. continua a exploração do 
empreendimento sob razão social distinta, responde apenas subsidiariamente pelos tributos relativos à filial 
adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
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170Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) o produto da alienação judicial da filial adquirida permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo da 
falência pelo prazo de 2 anos, contado da data de alienação.
D) o produto da alienação judicial da filial adquirida, enquanto depositado à disposição do juízo da falência, 
somente pode ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao 
tributário.
E) se 123 Ltda. for sociedade controlada pelo devedor falido, será este a responder isoladamente com seus 
bens pessoais pelos tributos relaivos à filial adquirida devidos até a data do ato de aquisição.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Responsabilidade Tributária, especificamente sobre Responsabilidade 
dos Sucessores.
A) ERRADO. Pessoal, vislumbro dois erros. Primeiro, para responder integralmente, o alienante deveria cessar 
a exploração do comércio, indústria ou atividade, o que não foi expresso no enunciado da questão. Caso 
contrário, prosseguindo na exploração ou iniciando, dentro de seis meses a contar da data da alienação, 
nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão, a 123 Ltda. responderia 
subsidiariamente. Assim é o dispõe o CTN:
“Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, 
fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva 
exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, 
relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses 
a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou 
profissão.” [grifou-se]
O outro erro é ainda mais evidente. Caso haja alienação judicial em processo de falência, em regra, não 
haverá a responsabilidade do adquirente, que é o caso aqui. Vejamos o que diz o art. 133, §1°, I, do CTN:
“Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, 
fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva 
exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, 
relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: (...)
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171Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
§1° O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial: 
I – em processo de falência;” [grifou-se]
B) ERRADO. Vimos, na letra “a”, que não. Como o contexto é de alienação judicial em processo de falência, não 
há falar em responsabilidade pelos tributos devidos até a data da aquisição.
C) ERRADO. O prazo é de 1 (um) ano.
“Art. 133. (...)
§3° Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva 
isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) 
ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos 
extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.” [grifou-se]
D) CORRETO. Literalidade do art. 133, §3°, do CTN:
“Art. 133. (...)
§3° Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva 
isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) 
ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos 
extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.” [grifou-se]
E) ERRADO. A hipótese do §1°, do art. 133, do CTN, é afastada nos casos no próprio §2°, vejamos:
Art. 133. (...)
§2° Não se aplica o disposto no §1° deste artigo quando o adquirente for:
I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou 
em recuperação judicial;
II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consangüíneo ou afim, do devedor falido 
ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou 
III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar 
a sucessãotributária.” [grifou-se]
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172Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Nesse caso, a 123 Ltda. será responsável tributário. No entanto, não podemos afirmar se será, ou não, 
responsável integral, uma vez que também é possível ser responsável subsidiariamente, tal como visto na letra 
“a”. Logo, é errado afirmar que a responsabilidade será exclusiva do devedor falido, uma vez que há a figura do 
responsável tributário subsidiário.
O gabarito encontra-se na letra “d”.
Gabarito: D
109. Considere a hipótese de um tributo em que o contribuinte tem o dever de declarar ao Fisco a 
ocorrência do fato gerador e os dados fáticos necessários para que o próprio Fisco apure o valor devido e 
notifique o contribuinte para o pagamento do tributo.
A situação descrita configura um lançamento
A) direto.
B) por declaração.
C) de ofício.
D) por arbitramento.
E) por homologação.
Comentário: 
Para solucionar este tipo de questão, sempre temos que ter em mente o seguinte:
• Lançamento de ofício: utilizado quando não há participação do contribuinte, ou quando o Fisco 
pretende corrigir de ofício eventual erro/omissão no lançamento anterior, ou quando o contribuinte 
declara e paga valor a menor.
• Lançamento por declaração: o contribuinte tem o dever de declarar ao Fisco a ocorrência do fato 
gerador e os dados fáticos necessários para que o próprio Fisco apure o valor devido e notifique o 
contribuinte para o pagamento do tributo (exatamente o que foi descrito na questão).
• Lançamento por homologação: A palavra-chave é o pagamento antecipado a ser realizado pelo 
sujeito passivo, sem prévio exame da autoridade fiscal.
Gabarito: B
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173Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
110. José, necessitando da expedição de uma certidão de regularidade fiscal, se deu conta de que tinha 
dois débitos de tributos diferentes inscritos em dívida ativa tributária contra si. Para poder emitir a certidão 
que atestasse sua regularidade fiscal, aderiu a programa de parcelamento de ambos os débitos tributários, 
pactuando o pagamento em 8 parcelas iguais e sucessivas para cada um dos tributos. Ao chegar na 3ª 
parcela paga, conversando com seu advogado, deu-se conta de que um dos débitos já havia sido alcançado 
pela decadência quando fora lançado pelo Fisco e, quanto ao outro, já havia sido alcançado pelo prazo 
prescricional.
Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.
A) A adesão ao parcelamento configura confissão irretratável de dívida, razão pela qual não é devida a 
restituição nem dos valores pago que já haviam sido alcançados pela decadência, nem dos que já haviam 
sido alcançados pela prescrição.
B) A adesão ao parcelamento configura renúncia tácita apenas ao curso do prazo prescricional, razão pela qual 
não é devida a restituição dos valores que já haviam sido alcançados pela prescrição, mas tão somente dos 
valores pago que já haviam sido alcançados pela decadência.
C) A adesão ao parcelamento configura renúncia tácita apenas ao curso do prazo decadencial, razão pela qual 
não é devida a restituição dos valores que já haviam sido alcançados pela decadência, mas tão somente dos 
valores pago que já haviam sido alcançados pela prescrição.
D) É devida apenas a restituição dos valores pago que já haviam sido alcançados pela decadência, mas não dos 
que já haviam sido alcançados pela prescrição, uma vez que a dívida tributária prescrita espontaneamente 
paga é irrepetível.
E) É devida a restituição tanto dos valores pagos que já haviam sido alcançados pela decadência, como daqueles 
que já haviam sido alcançados pela prescrição.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário.
E) CORRETO. Esse é o entendimento atual do STJ. Com base no princípio da vedação ao enriquecimento sem causa, 
o ente público não pode ficar com o valor pago indevidamente pelo contribuinte. Assim, o Tribunal entendeu que 
é possível a restituição desse montante dentro do prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito 
tributário. 
Assim, ocorrendo a prescrição ou a decadência, mesmo que haja a confissão da dívida pelo pedido de 
parcelamento, o pagamento é considerado inválido, devendo, por conseguinte, ser restituído.
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174Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
A) ERRADO. Errado. De fato, há a confissão da dívida pelo pedido de parcelamento. Porém, ela é, neste caso, 
retratável, e não irretratável como propõe a alternativa. O entendimento do STJ, no AREsp n° 1.343.161/SP é 
de que não existe renúncia à prescrição, vejamos:
“3. Assim, a prescrição não está sujeita à renúncia por parte do devedor, haja vista que ela não fulmina 
apenas o direito de ação, mas também o próprio crédito tributário, nos termos do art. 156, V, do CTN, de 
modo que a jurisprudência desta Corte Superior orienta que a renúncia manifestada para fins de adesão 
à parcelamento é ineficaz à cobrança de crédito tributário já prescrito.” [grifou-se]
Pelo exposto acima, a restituição é devida em relação à prescrição e o mesmo se estende à decadência.
B) ERRADO. Vimos nos comentários anteriores que a renúncia à prescrição e/ou à decadência pelo pedido de 
parcelamento é ineficaz caso tenha se verificado. A restituição é devida tanto em relação à prescrição quanto 
em relação à decadência.
C) ERRADO. Vide “b”.
D) ERRADO. É devida a restituição dos valores alcançados pela decadência e pela prescrição, em prol do princípio 
da vedação ao enriquecimento ilícito.
O gabarito é, portanto, a letra “e”.
Gabarito: E
111. A sociedade empresária Engenharia Ômicron Ltda. recebeu notificação para pagar ou impugnar, no 
prazo de 30 dias, determinado tributo federal cuja arrecadação é feita pela Secretaria Especial da Receita 
Federal do Brasil (SERFB). Inconformada com a cobrança, impugnou o lançamento dentro do prazo devido, 
mas as decisões administrativas de 1º e 2º grau foram-lhe desfavoráveis. Recebeu então intimação para 
realizar o pagamento no prazo de 30 dias após o recebimento da intimação acerca da decisão irrecorrível 
em sede administrativa. No 10º dia após a ciência desta intimação, a sociedade precisou emitir uma 
certidão fiscal que comprove a quitação de tal tributo, com vistas a participar de um certame licitatório.
Diante desse cenário e à luz do Código Tributário Nacional, será emitida uma
A) Certidão Negativa.
B) Certidão Negativa com Efeitos de Positiva.
C) Certidão Positiva.
D) Certidão Positiva com Efeito de Negativa.
E) Certidão de Exclusão do Crédito Tributário.
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175Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Certidão Negativa, sob a luz do Código Tributário Nacional (CTN).
Pessoal, como há, de fato, o débito, então estamos diante de uma Certidão Positiva. Poderá ter o efeito de 
certidão negativa caso os créditos estejam vincendos, garantidos por penhora ou com a exigibilidade suspensa. 
Como o contribuinte tem até 30 dias para efetuar o pagamento, transcorrendo-se apenas 10 dias, como 
informado na questão, o crédito encontra-se vincendo e, portanto, será emitida uma Certidão Positiva com 
Efeitos de Negativa. Vejamos a previsão legal no próprio CTN:
“Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior (Certidão Negativa) a certidão de que 
conste a existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada 
a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.” [grifou-se]
O gabarito é encontrado na letra “d”.
Gabarito: D
112. Acerca do processo administrativo fiscal previsto no Decreto nº 70.235/1972, analise as afirmativas 
a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Os autos de infração e as notificações de lançamento formalizados em decorrência de fiscalização 
relacionada a regime especial unificadode arrecadação de tributos poderão conter lançamento único 
para todos os tributos por eles abrangidos.
( ) Na impugnação administrativa ao lançamento, quando o impugnante alegar direito municipal, 
estadual ou estrangeiro, o julgador deve exigir que o impugnante faça prova do teor e vigência da 
norma alegada.
( ) Caberá recurso extraordinário à Câmara Superior de Recursos Fiscais de decisão que der à lei 
tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara, turma de Câmara, turma 
especial ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais.
As afirmativas são, respectivamente,
A) V, V e V.
B) F, V e V.
C) V, F e F.
D) F, V e F.
E) F, F e F.
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176Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Processo Administrativo Fiscal (Decreto n° 70.235/72).
(VERDADEIRO) Os autos de infração e as notificações de lançamento formalizados em decorrência de fiscalização 
relacionada a regime especial unificado de arrecadação de tributos poderão conter lançamento único para todos 
os tributos por eles abrangidos.
Perfeito, literalidade do art. 9, §5°, do Decreto n° 70.235/72):
“Art. 9. A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos 
de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão 
estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis 
à comprovação do ilícito.
§5° Os autos de infração e as notificações de lançamento de que trata o caput deste artigo, formalizados 
em decorrência de fiscalização relacionada a regime especial unificado de arrecadação de tributos, 
poderão conter lançamento único para todos os tributos por eles abrangidos.” [grifou-se]
Tome nota: “poderão” conter lançamento único, trata-se de uma faculdade, portanto. Não há falar em 
dever (obrigação). 
(FALSO) Na impugnação administrativa ao lançamento, quando o impugnante alegar direito municipal, estadual 
ou estrangeiro, o julgador deve exigir que o impugnante faça prova do teor e vigência da norma alegada. 
O erro da assertiva está ao afirmar que é um dever (obrigação) exigir que o impugnante faça prova do teor 
e vigência da norma alegada. De forma contrária, o §3°, do art. 16, do Decreto n° 70.235/72, deixa claro que a 
exigência somente se faz necessária se assim determinar o julgador, o que faz total sentido, afinal, ele pode ter 
entendimento de pronto do objeto tratado, não precisando exigir do impugnante qualquer prova. Logo, é mais 
uma faculdade do que uma obrigação (dever).
“Art. 16. A impugnação mencionará: (...)
§3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provar-lhe-á o teor e a 
vigência, se assim o determinar o julgador.” [grifou-se]
(FALSO) Caberá recurso extraordinário à Câmara Superior de Recursos Fiscais de decisão que der à lei tributária 
interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara, turma de Câmara, turma especial ou a própria 
Câmara Superior de Recursos Fiscais.
O recurso é especial, e não extraordinário, nos termos do art. 37, §2°, II, do Decreto n° 70.235/72:
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177Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 37. O julgamento no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais far-se-á conforme dispuser o 
regimento interno.
§2° Caberá recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, no prazo de 15 (quinze) dias da 
ciência do acórdão ao interessado:
II – de decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara, 
turma de Câmara, turma especial ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais.” [grifou-se]
O gabarito é a letra “c” (V, F e F).
Gabarito: C
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
113. José Lavratura e Márcio Pregão, respectivamente tabelião e leiloeiro público não remunerados pelo 
erário, tendo iniciado recentemente suas atuações, precisam definir a forma como irão recolher o Imposto 
sobre a Renda decorrente dessas suas atividades.
Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.
A) Tanto José Lavratura como Márcio Pregão deverão ter suas rendas decorrentes de suas atividades como 
tabelião e leiloeiro tributadas pelo IRPJ.
B) José Lavratura deverá ter suas rendas decorrentes de suas atividades como tabelião tributadas pelo IRPJ, mas 
Márcio Pregão deverá ter suas rendas decorrentes de suas atividades como leiloeiro tributadas pelo IRPF.
C) Márcio Pregão deverá ter suas rendas decorrentes de suas atividades como leiloeiro tributadas pelo IRPJ, 
mas José Lavratura deverá ter suas rendas decorrentes de suas atividades como tabelião tributadas pelo 
IRPF.
D) José Lavratura e Márcio Pregão poderão optar por ter suas rendas decorrentes de suas atividades como 
tabelião e leiloeiro tributadas pelo IRPF ou pelo IRPJ.
E) Tanto José Lavratura como Márcio Pregão deverão ter suas rendas decorrentes de suas atividades como 
tabelião e leiloeiro tributadas pelo IRPF.
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178Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Regulamento do Imposto de Renda - Decreto nº 9.580/2018 (RIR).
E) CORRETO. Perfeito. José e Márcio, como não são equiparados à pessoa jurídica, deverão pagar Imposto de 
Renda Pessoa Física (IRPF), conforme art. 38°, incs. IV e V, do RIR:
“Art. 38. São tributáveis os rendimentos do trabalho não assalariado, tais como:
IV - emolumentos e custas dos serventuários da Justiça, como tabeliães, notários, oficiais públicos e 
outros, quando não forem remunerados exclusivamente pelo erário;
V - corretagens e comissões de corretores, leiloeiros e despachantes, e de seus prepostos e seus adjuntos.” 
[grifou-se]
A) ERRADO. Não vão recolher Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), mas sim IRPF, uma vez que tabeliães e 
leiloeiros não são considerados empresas individuais para fins de IRPJ. Assim dispõe o RIR, que no art. 162 
destaca os sujeitos equiparados à PJ:
“Art. 162. As empresas individuais são equiparadas às pessoas jurídicas:
§ 1º São empresas individuais:
II - as pessoas físicas que, em nome individual, explorem, habitual e profissionalmente, qualquer 
atividade econômica de natureza civil ou comercial, com o fim especulativo de lucro, por meio da venda 
a terceiros de bens ou serviços.
 2º O disposto no inciso II do § 1º não se aplica às pessoas físicas que, individualmente, exerçam as 
profissões ou explorem as atividades de:
IV - serventuários da Justiça, como tabeliães, notários, oficiais públicos, entre outros; 
V - corretores, leiloeiros e despachantes, seus prepostos e seus adjuntos;” [grifou-se]
B) ERRADO. Ambos IRPF.
C) ERRADO. Ambos IRPF.
D) ERRADO. Novamente, ambos irão pagar IRPF.
O gabarito é, portanto, a letra “e”.
Gabarito: E
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179Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
114. Assinale a opção que apresenta os únicos rendimentos não qualificados como isentos ou não 
tributáveis quanto à tributação pelo Imposto de Renda.
A) Contribuições pagas no valor de até R$ 100.000,00 por pessoa pelos empregadores relativas a programas de 
previdência privada em favor de seus empregados e de seus dirigentes.
B) O montante dos depósitos, dos juros, da correção monetária e das quotas-partes creditados em contas 
individuais pelo Programa de Integração Social – PIS e pelo Programa de Formação do Patrimônio do Servidor 
Público – Pasep.
C) Pensão no valor de R$ 7.000,00 paga à viúva de servidor público federal que, após a concessão da pensão, foi 
acometida por moléstia profissional.
D) Os valores pagos de até R$ 30.000,00 por pessoa, referentes a serviços médicos, hospitalares e dentários 
mantidos, ressarcidos ou pagos pelo empregador em benefício de seus empregados.
E) Os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado à vista de ações nas bolsas de 
valores cujo valor dasalienações realizadas em cada mês seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 para o conjunto 
de ações.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Regulamento do Imposto de Renda - Decreto nº 9.580/2018 (RIR).
Pessoal, questão cara-crachá do RIR.
A) ERRADO. São isentos ou não tributáveis, logo, não pode ser a resposta. Vejamos o que diz o RIR:
“Art. 35. São isentos ou não tributáveis:
I - os seguintes rendimentos originários do trabalho e assemelhados:
j) as contribuições pagas pelos empregadores relativas a programas de previdência privada em favor de 
seus empregados e de seus dirigentes” [grifou-se]
B) ERRADO. São isentos ou não tributáveis, logo, não pode ser a resposta. Vejamos o que diz o RIR:
“Art. 35. São isentos ou não tributáveis:
I - os seguintes rendimentos originários do trabalho e assemelhados:
m) o montante dos depósitos, dos juros, da correção monetária e das quotas-partes creditados em 
contas individuais pelo Programa de Integração Social - PIS e pelo Programa de Formação do Patrimônio 
do Servidor Público - Pasep” [grifou-se]
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180Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) CORRETO.
“Art. 35. São isentos ou não tributáveis:
II - os seguintes rendimentos pagos pelas previdências públicas e privadas:
c) os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de 
doença relacionada na alínea “b”, exceto aquela decorrente de moléstia profissional, com base em 
conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da 
pensão.” [grifou-se]
Portanto, será tributado porque decorre de moléstia profissional. É a nossa resposta.
D) ERRADO. São isentos ou não tributáveis, logo, não pode ser a resposta. Vejamos o que diz o RIR:
“Art. 35. São isentos ou não tributáveis:
I - os seguintes rendimentos originários do trabalho e assemelhados:
p) o valor dos serviços médicos, hospitalares e dentários mantidos, ressarcidos ou pagos pelo empregador 
em benefício de seus empregados;” [grifou-se]
E) ERRADO. São isentos ou não tributáveis, logo, não pode ser a resposta. Vejamos o que diz o RIR:
“Art. 35. São isentos ou não tributáveis:
I - os seguintes rendimentos originários do trabalho e assemelhados:
e) os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado à vista de ações nas bolsas 
de valores e em operações com ouro, ativo financeiro, cujo valor das alienações realizadas em cada 
mês seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para o conjunto de ações e para o ouro, ativo 
financeiro, respectivamente.” [grifou-se] 
O gabarito é, portanto, a letra “c”.
Gabarito: C
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181Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
115. Acerca do regime de apuração do IRPJ, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira 
e (F) para a falsa.
( ) O IRPJ será determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por períodos de apuração 
quadrimestrais.
( ) A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do 
imposto sobre a renda e do adicional, em cada mês, determinados sobre a base de cálculo estimada.
( ) A base de cálculo estimada do IRPJ, em cada mês, será determinada por meio da aplicação de 
percentual sobre a receita bruta auferida mensalmente, deduzida das devoluções, das vendas 
canceladas e dos descontos incondicionais concedidos.
As afirmativas são, respectivamente,
A) V, V e V.
B) V, V e F.
C) F, F e V.
D) F, V e V.
E) F, F e F.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Regulamento do Imposto de Renda - Decreto nº 9.580/2018 (RIR).
(FALSO) O IRPJ será determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por períodos de apuração 
quadrimestrais. 
O período de apuração será trimestral. Vejamos o que diz o RIR:
“Art. 217. O imposto sobre a renda das pessoas jurídicas será determinado com base no lucro real, 
presumido ou arbitrado, por períodos de apuração trimestrais, encerrados nos dias 31 de março, 30 de 
junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário.” [grifou-se]
(VERDADEIRO) A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do 
imposto sobre a renda e do adicional, em cada mês, determinados sobre a base de cálculo estimada. 
Literalidade do RIR:
“Art. 219. A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do 
imposto sobre a renda e do adicional, em cada mês, determinados sobre a base de cálculo estimada”
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182Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
(VERDADEIRO) A base de cálculo estimada do IRPJ, em cada mês, será determinada por meio da aplicação de 
percentual sobre a receita bruta auferida mensalmente, deduzida das devoluções, das vendas canceladas e dos 
descontos incondicionais concedidos.
Literalidade do RIR:
“Art. 220. A base de cálculo estimada do imposto sobre a renda, em cada mês, será determinada por 
meio da aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta definida pelo art. 208 auferida 
mensalmente, deduzida das devoluções, das vendas canceladas e dos descontos incondicionais 
concedidos, observadas as disposições desta Subseção.”
O gabarito encontra-se na letra “d” (F, V e V).
Gabarito: D
116. 100% Lucros Ltda., sociedade empresária brasileira, possui uma filial sediada em país estrangeiro 
qualificado pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (SERFB) como sendo de tributação 
favorecida (paraíso fiscal).
Diante dessa situação, assinale a afirmativa correta.
A) A tributação dos lucros auferidos pela filial estrangeira, perante o ordenamento jurídico brasileiro, rege-se 
pelo sistema da territorialidade.
B) Realizado o balanço da filial estrangeira no exterior e verificados lucros, estes estarão na esfera de 
disponibilidade de 100% Lucros Ltda. no momento em que esta tomar a decisão sobre o destino de tais 
lucros.
C) A disponibilidade dos lucros auferidos pela filial estrangeira somente ocorre com sua remessa efetiva, pela 
filial estrangeira, à 100% Lucros Ltda. localizada no Brasil.
D) Os lucros auferidos pela filial estrangeira serão considerados disponibilizados para 100% Lucros Ltda. na data 
do balanço no qual tiverem sido apurados.
E) Integrarão o lucro operacional de 100% Lucros Ltda. apenas os resultados de lucros produzidos no Brasil, e 
não os lucros auferidos pela filial estrangeira, a serem tributados apenas no exterior.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Regulamento do Imposto de Renda - Decreto nº 9.580/2018 (RIR).
A) ERRADO. A tributação dos lucros auferidos pela filial estrangeira rege-se pelo sistema da extraterritorialidade, 
e não pelo da territorialidade, como afirma a alternativa.
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183Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
B) ERRADO. Estará disponível para a 100% Lucros Ltda. na data do balanço de apuração, e não no momento da 
decisão de destinação do lucro. Vejamos o RIR:
“Art. 446. (...)
§3º Para fins do disposto no § 2º, os lucros auferidos no exterior, por intermédio de filiais ou sucursais, 
serão considerados disponibilizados para a empresa no País na data do balanço no qual tiverem sido 
apurados.” [grifou-se]
C) ERRADO. Não é com a remessa, pessoal. Como vimos na “b”, a disponibilidade do lucro ocorre a partir da 
data do balanço de apuração.
D) CORRETO. Perfeito, é o que vimos no comentário da letra “b”.
E) ERRADO. O lucro da filial é computado e tributado pelo IR, no Brasil.
Art. 446. (...)
§4º Os lucros auferidos por filiais, sucursais ou controladas, no exterior, de pessoas jurídicas domiciliadas 
no País serão computados para fins de apuração do lucro real em observância ao seguinte.” [grifou-se]
O gabarito encontra-se na letra “d”.
Gabarito: D
117. Acerca do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou ValoresMobiliários – IOF, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Na incidência do IOF sobre operações de seguro, as seguradoras, ao cobrarem o prêmio do 
segurado, não são contribuintes do imposto, mas apenas responsáveis tributárias pela cobrança do 
imposto e pelo seu recolhimento ao Tesouro Nacional.
( ) Exclui-se da incidência do IOF sobre as operações de crédito a operação de crédito externo, mas 
sem prejuízo da incidência do IOF sobre operações de câmbio.
( ) No caso de alienação de direitos creditórios resultantes de vendas a prazo a empresas de factoring, 
contribuinte é o adquirente pessoa física ou jurídica.
As afirmativas são, respectivamente,
A) V, V e V.
B) V, V e F.
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184Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) F, F e V.
D) F, V e V.
E) F, F e F.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Regulamento do IOF (Decreto n° 6.306/07).
(VERDADEIRO) Na incidência do IOF sobre operações de seguro, as seguradoras, ao cobrarem o prêmio do 
segurado, não são contribuintes do imposto, mas apenas responsáveis tributárias pela cobrança do imposto e 
pelo seu recolhimento ao Tesouro Nacional. 
Decorrência do art. 20, do Regulamento do IOF:
“Art. 20. São responsáveis pela cobrança do IOF e pelo seu recolhimento ao Tesouro Nacional as 
seguradoras ou as instituições financeiras a quem estas encarregarem da cobrança do prêmio.” [grifou-
se]
(VERDADEIRO) Exclui-se da incidência do IOF sobre as operações de crédito a operação de crédito externo, mas 
sem prejuízo da incidência do IOF sobre operações de câmbio. 
Literalidade do art. 2, §2°, do Regulamento do IOF:
“Art. 2. O IOF incide sobre:
I - operações de crédito realizadas: (...)
II - operações de câmbio;
§2º Exclui-se da incidência do IOF referido no inciso I a operação de crédito externo, sem prejuízo da 
incidência definida no inciso II.” [grifou-se]
(FALSO) No caso de alienação de direitos creditórios resultantes de vendas a prazo a empresas de factoring, 
contribuinte é o adquirente pessoa física ou jurídica.
O item está errado porque, na verdade, o contribuinte é o alienante, e não o adquirente. Nesse sentido, 
encontra-se o Regulamento do IOF:
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“Art. 4. Contribuintes do IOF são as pessoas físicas ou jurídicas tomadoras de crédito.
Parágrafo único. No caso de alienação de direitos creditórios resultantes de vendas a prazo a empresas 
de factoring, contribuinte é o alienante pessoa física ou jurídica.” [grifou-se]
O gabarito é, portanto, a letra “b” (V, V e F).
Gabarito: B
118. Engenharia de Motores Ltda. é uma sociedade empresária que atua adquirindo de particulares 
automóveis usados com graves problemas no motor e realiza serviços de retificação de tais motores. 
Depois de retificados os motores, revende com lucro os automóveis usados para lojas de automóveis.
Diante desse cenário, o IPI incidente sobre tais produtos será calculado sobre
A) a diferença de preço entre a aquisição e a revenda.
B) o preço corrente do mercado varejista da praça em que o estabelecimento revendedor estiver domiciliado.
C) o preço corrente do mercado atacadista da praça em que o estabelecimento revendedor estiver domiciliado.
D) o valor total da operação de que decorrer a saída do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial.
E) o valor total da operação de que decorrer a saída do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial 
acrescido do valor das matérias-primas e dos produtos intermediários utilizados.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Regulamento do IPI (Decreto n° 7.212/10).
Pessoal, faz-se suficiente a simples leitura do art. 194, do Regulamento supracitado.
“Art. 194. O imposto incidente sobre produtos usados, adquiridos de particulares ou não, que sofrerem o 
processo de industrialização, de que trata o inciso V do art. 4º (renovação ou recondicionamento), será 
calculado sobre a diferença de preço entre a aquisição e a revenda.” [grifou-se]
O gabarito é, portanto, a letra “a”.
Gabarito: A
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186Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
119. Marta, possuidora com animus domini (ânimo de proprietária) de imóvel rural com área de reserva 
legal correspondente a 20% do imóvel, deseja receber o devido tratamento tributário de ITR referente à 
área do imóvel rural por ela possuído.
Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.
A) A área tributável deste imóvel, para fins de ITR, é composta pela área total do imóvel excluída de metade da 
área de reserva legal.
B) A área de reserva legal deve ser informada em Ato Declaratório Ambiental (ADA) protocolado por Marta 
perante a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (SERFB).
C) Se a fiscalização ambiental constatar que os dados do ADA não coincidem com a realidade, deve ser lavrado 
novo ADA contendo os dados reais, o qual será encaminhado à SERFB para apurar o ITR efetivamente devido.
D) Se a área de reserva legal também se enquadrar, ainda que parcialmente, como de preservação ambiental, 
poderá ser excluída em duplicidade da área total do imóvel, para fins de apuração da área tributável.
E) Marta, por ser possuidora e não proprietária do imóvel rural, não tem legitimidade para discutir perante o 
Fisco federal questões atinentes ao ITR incidente sobre o imóvel.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, sob a luz da Lei 
nº 9.393/1996 e do Decreto n° 4.382/02.
A) ERRADO. Exclui-se a área pertencente à reserva legal por completo, e não apenas metade. Vejamos o que 
diz a Lei nº 9.393/1996:
“Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de 
prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria 
da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior.
§ 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á:
II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas:
a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012;” 
[grifou-se] 
B) ERRADO. A declaração não é feita perante a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (SERFB), mas sim 
perante o IBAMA. Assim é o que dispõe o Regulamento do ITR - Decreto n° 4.382/02:
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187Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel, excluídas as áreas (Lei nº 9.393, de 1996, art. 10, § 1º, 
inciso II):
§3º Para fins de exclusão da área tributável, as áreas do imóvel rural a que se refere o caput deverão:
I - ser obrigatoriamente informadas em Ato Declaratório Ambiental - ADA, protocolado pelo sujeito 
passivo no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, nos 
prazos e condições fixados em ato normativo (Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, art. 17-O, § 5º, com 
a redação dada pelo art. 1º da Lei nº 10.165, de 27 de dezembro de 2000);” [grifou-se]
O ADA só é encaminhado à SERFB quando for constatado que os dados não coincidem com a realidade, 
como veremos no comentário da letra “c”.
C) CORRETO. Perfeito. Trata-se do §4°, do art. 10, do Decreto n° 4.382/02:
“Art. 10. (...)
§ 4º O IBAMA realizará vistoria por amostragem nos imóveis rurais que tenham utilizado o ADA para 
os efeitos previstos no § 3º e, caso os dados constantes no Ato não coincidam com os efetivamente 
levantados por seus técnicos, estes lavrarão, de ofício, novo ADA, contendo os dados reais, o qual será 
encaminhado à Secretaria da Receita Federal, que apurará o ITR efetivamente devido e efetuará, de 
ofício, o lançamento da diferença de imposto com os acréscimos legais cabíveis (Lei nº 6.938, de 1981, 
art. 17-O, § 5º, com a redação dada pelo art. 1º da Lei nº 10.165, de 2000).” [grifou-se]
D) ERRADO. Não há essaprevisão de exclusão em duplicidade. Simplesmente, a área de reserva legal 
reconhecida, ou não, como de preservação ambiental será excluída. Não há falar em dobrar o valor dessa 
área.
“Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de 
prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria 
da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior.
§ 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á:
II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas:
a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012;” 
[grifou-se] 
Note que, para fins de exclusão de área para apuração do ITR, em tese, pouco importa se é de preservação 
permanente ou de reserva legal.
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188Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) ERRADO. Possuidor ou proprietário, tanto faz, ambos são considerados contribuintes e, portanto, legitimados 
a discutirem questões atinentes ao ITR. Vejamos o que diz a Lei nº 9.393/1996:
“Art. 4º Contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu 
possuidor a qualquer título.” [grifou-se]
O gabarito encontra-se na letra “c”.
Gabarito: C
120. O Município Alfa deseja celebrar convênio com a União visando a receber delegação das atribuições 
de fiscalização, lançamento de ofício e cobrança do ITR.
Acerca desse cenário, assinale a afirmativa correta.
A) A celebração do convênio entre o Município Alfa e a União é feita por intermédio da Secretaria Especial da 
Receita Federal do Brasil, mediante prévia anuência do Ministério das Cidades.
B) O termo de opção para celebração do convênio de ITR será exercido exclusivamente por meio eletrônico, 
com assinatura eletrônica do Município Alfa, mediante utilização de certificado digital válido.
C) O Município Alfa, no exercício das atribuições delegadas pelo convênio, poderá, por lei tributária municipal 
específica, deliberar sobre a concessão de isenções do ITR.
D) O Município Alfa, no exercício das atribuições delegadas pelo convênio, poderá, por legislação tributária 
específica, dispor sobre as obrigações acessórias relativas ao ITR, inclusive estabelecendo forma, prazo e 
condições para o seu cumprimento.
E) O convênio somente poderá ser denunciado pelo Município Alfa a partir do 1º dia do exercício financeiro 
seguinte àquele em que houve a adesão.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, sob a luz da Lei 
nº 9.393/1996 e da Instrução Normativa RFB n° 1.640/16
A) ERRADO. Não depende da anuência do Ministério das Cidades.
B) CORRETO. Literalidade da Instrução Normativa RFB n° 1.640/16:
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189Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 8º A protocolização do termo de opção será exercida exclusivamente por meio eletrônico, com 
assinatura eletrônica do ente federativo optante, mediante utilização de certificado digital válido.” 
[grifou-se]
C) ERRADO. Como o ITR é de competência da União, não cabe ao Município, ainda que delegado por convênio a 
fiscalizar, lançar e cobrar esse tributo, conceder isenção. A CF/88 endossa esse argumento da seguinte forma:
“Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
VI - propriedade territorial rural;
§ 4º O imposto previsto no inciso VI do caput:
III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem, na forma da lei, desde que não 
implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal.” [grifou-se]
A IN RFB n° 1.640/16 também pontua:
“Art. 2º A RFB, em nome da União, poderá celebrar convênio com o Distrito Federal e os municípios 
que assim optarem, para delegar as atribuições de fiscalização, inclusive a de lançamento de créditos 
tributários, e de cobrança relativas ao ITR.
§2º A opção de que trata o caput não poderá implicar redução do imposto ou qualquer outra forma de 
renúncia fiscal.” [grifou-se]
Ademais, podemos pensar, também, no princípio da vedação às isenções heterônomas (art. 151, inc. III, 
da CF/88), vale dizer, um ente não pode conceder isenção de tributo de competência de outro ente, que é o caso 
aqui (ITR é de competência da União, logo, não pode outro entre – o Município – fazê-lo).
“Art. 151. É vedado à União:
III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.”
D) ERRADO. Dispor sobre o apontado no item em apreço é competência da União, por meio da Receita Federal 
do Brasil. Assim é a disposição da IN RFB n° 1.640/16:
“Art. 5º A obrigatoriedade, os termos, os locais, as formas, os prazos e as condições de apresentação 
da DITR ou de sua retificadora serão definidos pela RFB e aplicados a todos os imóveis rurais, 
independentemente de estarem ou não sob circunscrição de um conveniado.” [grifou-se]
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190Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) ERRADO. Poderá ser denunciado a qualquer tempo, não precisa esperar o exercício seguinte, conforme IN 
RFB n° 1.640/16:
“Art. 19. O convênio poderá ser denunciado a qualquer tempo:
I - pelos conveniados, a seu critério, por simples desistência de sua opção; ou
II - pela RFB, no caso de inobservância de qualquer das condições estabelecidas no art. 17.” [grifou-se]
O gabarito encontra-se na letra “b”
Gabarito: B
121. A Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS admite uma série de exclusões de valores de sua base 
de cálculo.
Assinale o único valor abaixo indicado que não está autorizado a ser excluído da base de cálculo dessas 
contribuições.
A) Montante de vendas canceladas.
B) Montante de devoluções de vendas, na hipótese do regime de apuração não-cumulativa.
C) Montante de descontos incondicionais concedidos.
D) Montante de receita auferida pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às 
quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária.
E) Montante de ICMS destacado no documento fiscal.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Exclusões da Base de Cálculo do PIS/PASEP e da COFINS, sob a luz da 
Instrução Normativa RFB nº 2.121/22.
A) ERRADO. Será excluído o montante de vendas canceladas, conforme art. 26, inc. I, da Instrução Normativa 
RFB nº 2.121/22.
“Art. 26. Para fins de determinação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, a base de cálculo a que 
se refere o art. 25, são excluídos os valores referentes a:
I - vendas canceladas;” [grifou-se]
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191Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
B) CORRETO. Perfeito. Esse montante, apurado em regime não cumulativo, não poderá ser excluído, pois a IN 
só permite a exclusão desse valor caso ele fosse apurado no regime cumulativo, conforme art. 26, inc. II, da 
Instrução Normativa RFB nº 2.121/22.
“Art. 26. Para fins de determinação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, a base de cálculo a que 
se refere o art. 25, são excluídos os valores referentes a:
II - devoluções de vendas, na hipótese do regime de apuração cumulativa de que trata o Livro II da Parte 
I;” [grifou-se]
C) ERRADO. Será excluído o montante dos descontos incondicionais concedidos, conforme art. 26, inc. III, da 
Instrução Normativa RFB nº 2.121/22.
“Art. 26. Para fins de determinação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, a base de cálculo a que 
se refere o art. 25, são excluídos os valores referentes a:
III - descontos incondicionais concedidos;” [grifou-se]
D) ERRADO. Será excluído, conforme art. 26, inc. VII, da Instrução Normativa RFB nº 2.121/22.
“Art. 26. Para fins de determinação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, a base de cálculo a que 
se refere o art. 25, são excluídos os valores referentes a:
VII - receita auferida pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quaisa contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária;” [grifou-se]
E) ERRADO. Será excluído, conforme art. 26, inc. XII, da Instrução Normativa RFB nº 2.121/22.
“Art. 26. Para fins de determinação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, a base de cálculo a que 
se refere o art. 25, são excluídos os valores referentes a:
XII - ICMS destacado no documento fiscal.” [grifou-se]
O gabarito encontra-se na letra “b”.
Gabarito: B
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192Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
122. Por meio da Lei nº 10.336/2001, a União instituiu a chamada CIDE-Combustíveis.
 Acerca dessa contribuição, assinale a afirmativa correta.
A) As alíquotas previstas para essa CIDE se dão em unidades de medidas, a saber, o metro cúbico e a tonelada.
B) As operações de comercialização, no mercado interno, de álcool etílico combustível, por não se tratar de 
produto composto por hidrocarbonetos, não configuram fato gerador dessa CIDE.
C) O contribuinte dessa CIDE que seja formulador de combustível líquido, derivados de petróleo e derivados de 
gás natural, pode ser pessoa física.
D) Tal CIDE devida na comercialização dos combustíveis sobre os quais incide não integra a receita bruta do 
vendedor.
E) Na hipótese de importação, o pagamento dessa CIDE deve ser efetuado na data da entrega da mercadoria.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre as disposições da Lei nº 10.336/2001, relativa à CIDE-Combustíveis.
A) CORRETO. Perfeito. Note nos incisos do art. 5, da Lei nº 10.336/2001, que há somente o metro cúbico (m³) 
e a tonelada (t).
“Art. 5º A Cide terá, na importação e na comercialização no mercado interno, as seguintes alíquotas 
específicas:
I – gasolina, R$ 860,00 por m³;
II – diesel, R$ 390,00 por m³;
III – querosene de aviação, R$ 92,10 por m³;
IV – outros querosenes, R$ 92,10 por m³;
V – óleos combustíveis com alto teor de enxofre, R$ 40,90 por t;
VI – óleos combustíveis com baixo teor de enxofre, R$ 40,90 por t;
VII – gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural e da nafta, R$ 250,00 por t;
VIII – álcool etílico combustível, R$ 37,20 por m³.” [grifou-se]
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193Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
B) ERRADO. Dois erros: o álcool é, sim, um hidrocarboneto, haja vista que em sua composição química 
há carbono e hidrogênio (C2H6O); e configura fato gerador da CIDE, nos termos do art. 3, VI, da Lei nº 
10.336/2001:
“Art. 3º A Cide tem como fatos geradores as operações, realizadas pelos contribuintes referidos no art. 
2o, de importação e de comercialização no mercado interno de:
VI - álcool etílico combustível.” [grifou-se]
C) ERRADO. Em verdade, pode ser “pessoa jurídica”, e não pessoa física.
“Art. 2º São contribuintes da Cide o produtor, o formulador e o importador, pessoa física ou jurídica, dos 
combustíveis líquidos relacionados no art. 3º.
Parágrafo único. Para efeitos deste artigo, considera-se formulador de combustível líquido, derivados 
de petróleo e derivados de gás natural, a pessoa jurídica, conforme definido pela Agência Nacional 
do Petróleo (ANP) autorizada a exercer, em Plantas de Formulação de Combustíveis, as seguintes 
atividades:” [grifou-se]
D) ERRADO. Integra a RBV (Receita Bruta de Venda) do vendedor.
“Art. 5. A Cide terá, na importação e na comercialização no mercado interno, as seguintes alíquotas 
específicas:
§7° A Cide devida na comercialização dos produtos referidos no caput integra a receita bruta do 
vendedor.” [grifou-se]
E) ERRADO. O pagamento deve ser feito na data do registro da Declaração de Importação (DI).
“Art. 6º Na hipótese de importação, o pagamento da Cide deve ser efetuado na data do registro da 
Declaração de Importação.” [grifou-se]
O gabarito é a letra “a”, por tudo.
Gabarito: A
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194Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
123. A União decidiu criar, por meio da Lei nº 10.168/2000, uma Contribuição de Intervenção de Domínio 
Econômico (CIDE) destinada a financiar o Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa para o 
Apoio à Inovação.
Acerca desta CIDE, assinale a afirmativa correta.
A) Tal CIDE é devida pela pessoa física signatária de contratos que impliquem transferência de tecnologia, 
firmados com residentes ou domiciliados no exterior.
B) Aplica-se tal CIDE quando o contratante for autarquia municipal e o contratado for instituição de ensino 
situada no exterior, para o oferecimento de curso de treinamento para servidores municipais da respectiva 
autarquia.
C) Compete à Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) a administração e a fiscalização desta CIDE.
D) Tal CIDE sujeita-se, subsidiariamente, às disposições da legislação da CIDE-Combustíveis.
E) Tal CIDE não incide sobre a remuneração pela licença de uso ou de direitos de comercialização ou distribuição 
de programa de computador, salvo quando envolverem a transferência da correspondente tecnologia.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre CIDE - Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa - Lei 
nº 10.168/2000.
A) ERRADO. O erro está em falar que é a pessoa física que deve pagar a CIDE. A Lei nº 10.168/2000 pontua o 
seguinte:
“Art. 2. Para fins de atendimento ao Programa de que trata o artigo anterior, fica instituída contribuição 
de intervenção no domínio econômico, devida pela pessoa jurídica detentora de licença de uso ou 
adquirente de conhecimentos tecnológicos, bem como aquela signatária de contratos que impliquem 
transferência de tecnologia, firmados com residentes ou domiciliados no exterior.” [grifou-se]
B) ERRADO. Pelo contrário. No caso em apreço, não se aplica tal CIDE, nos termos do §6°, do art. 2, da Lei nº 
10.168/2000:
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195Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 2. (...)
§6º Não se aplica a Contribuição de que trata o caput quando o contratante for órgão ou entidade 
da administração direta, autárquica e fundacional da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, e o contratado for instituição de ensino ou pesquisa situada no exterior, para o oferecimento 
de curso ou atividade de treinamento ou qualificação profissional a servidores civis ou militares do 
respectivo ente estatal, órgão ou entidade.“ [grifou-se]
C) ERRADO. Na verdade, compete à Secretaria da Receita Federal, de acordo com o art. 3, da Lei nº 10.168/2000:
“Art. 3. Compete à Secretaria da Receita Federal a administração e a fiscalização da contribuição de que 
trata esta Lei.” [grifou-se]
D) ERRADO. Não há essa previsão. De outro modo, o parágrafo único, do art. 3, da Lei nº 10.168/2000, esclarece 
que é aplicável, de forma subsidiária, disposições da legislação do Imposto de Renda (IR). 
“Art. 3. (...)
Parágrafo único. A contribuição de que trata esta Lei sujeita-se às normas relativas ao processo 
administrativo fiscal de determinação e exigência de créditos tributários federais, previstas no Decreto 
no 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações posteriores, bem como, subsidiariamente e no que 
couber, às disposições da legislação do imposto de renda, especialmente quanto a penalidades e demais 
acréscimos aplicáveis.” [grifou-se]
E) CORRETO. Literalidade do §1°-A, do art. 2, da Lei nº 10.168/2000:
“Art. 2. (...)
§1°-A. A contribuição de que trata este artigo não incide sobre a remuneração pela licença de uso ou 
de direitos de comercialização ou distribuição de programa de computador, salvo quando envolverem a 
transferência da correspondente tecnologia.” [grifou-se] 
O gabarito encontra-se na letra “e”.
Gabarito: E
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196Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
124. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é uma das principais fontes de custeio da seguridade 
social em nosso país, possuindo uma sistemática bastante similar àquela do IRPJ.
Acerca de tal contribuição, assinalea afirmativa correta.
A) Existe isenção de CSLL sobre a receita decorrente da venda, no mercado interno, de livros por editoras.
B) O valor da CSLL pode ser deduzido para efeito de determinação do lucro real.
C) A pessoa jurídica pode optar por apurar o IRPJ pelo lucro presumido e a CSLL pelo lucro real.
D) A pessoa jurídica não pode compensar sua própria base de cálculo negativa se entre a data da apuração e a 
da compensação houver ocorrido, cumulativamente, modificação de seu controle societário e do ramo de 
atividade.
E) A CSLL pode ser cobrada de entidades beneficentes de assistência social na área da educação que atendam 
aos requisitos legais para gozar de imunidade tributária, por não se tratar de imposto, mas sim de contribuição 
social.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
A) ERRADO. A imunidade prevista no art. 150, inc. VI, “d”, da CF/88, alcança somente os impostos incidentes 
nos livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão, e não a receita decorrente de venda 
(outra base de cálculo). Veja, então, que por esse viés, há dois erros justificáveis: 1. não se trata de imposto, 
mas sim de contribuição; 2. a CF/88 não fala que a receita de vendas desses produtos está imune.
“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, 
ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre: 
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.” [grifou-se]
B) ERRADO. O valor da CSLL não pode ser deduzido para efeito de determinação do lucro real, conforme Lei nº 
9.316/1996
“Art. 1. O valor da contribuição social sobre o lucro líquido não poderá ser deduzido para efeito de 
determinação do lucro real, nem de sua própria base de cálculo.” [grifou-se]
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197Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) ERRADO. Não pode, pessoal. Se optar por apurar o IRPJ pelo lucro presumido, a CSLL também deverá ser 
apurada por esse lucro. As bases devem ser as mesmas. Vejamos o que diz o art. 57, da Lei nº 8.981/1995. 
“Art. 57. Aplicam-se à Contribuição Social sobre o Lucro (Lei nº 7.689, de 1988) as mesmas normas de 
apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas, inclusive no que 
se refere ao disposto no art. 38, mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação em 
vigor, com as alterações introduzidas por esta Lei.” [grifou-se]
D) CORRETO. Literalidade do art. 209, da Instrução Normativa RFB n° 1.700/2017:
“Art. 209. A pessoa jurídica não poderá compensar seus próprios prejuízos fiscais e bases de cálculo 
negativas da CSLL se entre a data da apuração e da compensação houver ocorrido, cumulativamente, 
modificação de seu controle societário e do ramo de atividade.” [grifou-se]
E) ERRADO. Item que desrespeita a Constituição Federal:
“Art. 195.
§7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social 
que atendam às exigências estabelecidas em lei.”
Destaque-se que, apesar de a CF/88 trazer o termo “isentas”, cuida-se de imunidade.
O gabarito encontra-se na letra “d”.
Gabarito: D
125. Acerca da sistemática do Imposto sobre a Exportação (IE) presente na Constituição Federal de 1988 
e no Código Tributário Nacional, assinale a afirmativa correta.
A) O contribuinte do IE, além do exportador, pode ser aquele a quem a lei equiparar ao exportador.
B) O IE se submete à anterioridade anual, mas não à anterioridade nonagesimal.
C) O IE se submete à anterioridade nonagesimal, mas não à anterioridade anual.
D) As alíquotas do IE podem ser aumentadas por ato normativo infralegal independentemente de previsão de 
teto em lei.
E) O IE não pode incidir sobre a exportação de produtos nacionalizados, mas apenas sobre a exportação de 
produtos nacionais.
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198Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Imposto sobre a Exportação (IE).
A) CORRETO. Perfeito. Cuida-se de literalidade do Código Tributário Nacional (CTN):
“Art. 27. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar.”
B) ERRADO. Não se submete à anterioridade anual (art. 150, inc. III, b, da CF/88) e nem à anterioridade 
nonagesimal (art. 150, inc. III, c, da CF/88), nos termos da Constituição Federal:
“Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;” [grifou-se]
“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, 
ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, 
observado o disposto na alínea b;
§1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, 
II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, 
II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I.” [grifou-se] 
C) ERRADO. Vide “b”.
D) ERRADO. Já pensou se fosse independentemente de previsão de teto em lei? Não faz sentido, pessoal. Nessa 
esteira, segue-se o CTN:
“Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas 
ou as bases de cálculo do imposto, a fim de ajustá-los aos objetivos da política cambial e do comércio 
exterior.” [grifou-se]
A CF/88 também endossa essa passagem:
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199Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;”
§1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as 
alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V.” [grifou-se]
Para ficar claro:
As alíquotas do IE podem ser aumentadas por ato normativo infralegal? R: Sim, independentemente de 
previsão de teto em lei? R: Não → Item errado.
E) ERRADO. Pode incidir tanto em nacionalizado como nacional. Vejamos o CTN:
“Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, para o estrangeiro, de produtos 
nacionais ou nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território nacional.” [grifou-se]
O gabarito é a letra “a”.
Gabarito: A
126. Decreto do Presidente da República publicado no Diário Oficial da União, em 05/12/2022, reduziu 
a alíquota de IPI incidente sobre determinado produto, estabelecendo que produziria seus efeitos a partir 
de 15/12/2022.
Acerca desse cenário, assinale a afirmativa correta.
A) Decreto do Presidente da República não poderia alterar a alíquota de IPI.
B) A alteração de alíquota do IPI somente poderia ser feita por lei ordinária.
C) A produção de efeitos de tal Decreto não poderia ocorrer nem antes do exercício financeiro seguinte, nem 
antes de decorridos noventa dias da data da publicação do Decreto.
D) A produção de efeitos de tal Decreto poderia ocorrer antes do exercício financeiro seguinte, mas não antes 
de decorridos noventa dias da data da publicação do Decreto.
E) A produção de efeitos de tal Decreto poderia ocorrer a partir de 15/12/2022.
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200Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
A) ERRADO. É possível, sim. A baliza é a própria CF/88:
“Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
IV - produtos industrializados;
§1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as 
alíquotas dos impostos enumeradosrapidamente 
substituídas por outras.
Não há menção ao aprendizado de novas leis.
E) Incorreta. da impossibilidade da criação de novos negócios já que é inexequível a obediência a mais de 
40.865 artigos legais.
Não há impossibilidade da criação de novos negócios. 
Gabarito: A
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17Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
11. “Aquele candidato estava mexendo no celular; vou tomar a prova dele!”
Essa é uma afirmação de um fiscal de prova, que é formulada, passando de uma premissa diretamente 
a uma conclusão, assumindo como verdadeira uma ideia intermediária.
Assinale a opção que indica corretamente a ideia intermediária omitida.
A) Há um grande engarrafamento na nossa frente; vamos desviar pela estrada de terra à direita – Vai demorar 
bastante para liberarem o trânsito.
B) Segui a orientação do médico durante todo esse tempo; fiquei curado em menos de uma semana – Os 
remédios utilizados eram importados de ótimos laboratórios.
C) Soou a sirene que marca o final do concurso; vamos recolher as provas – Temos ainda muito trabalho a fazer.
D) O candidato estudou bastante nos últimos meses; os resultados dele foram ótimos – Os estudos do candidato 
foram orientados por outros candidatos experientes.
E) A pesquisa mostrou que este emprego é dos mais procurados; vou inscrever-me para concorrer a uma vaga 
– A pesquisa foi encomendada pela direção da empresa.
Comentários:
A ideia intermediária no texto acima é referente ao fato de ‘mexer no celular implica punição: a perda da 
prova’. 
A banca solicitou aos candidatos, ao longo das alternativas, que encontrassem em qual opção tal fenômeno 
também teria ocorrido. Para acertar uma questão desse tipo, basta o candidato inserir a expressão sugerida pela 
banca entre as duas orações presentes nas opções e perceber qual é a alternativa em que a conexão devida 
ocorre. 
Observe:
Há um grande engarrafamento na nossa frente. Vai demorar bastante para liberarem o trânsito.
 Vamos desviar pela estrada de terra à direita.
Na alternativa A, o fato de haver engarrafamento somado ao fato de demorar para liberarem o trânsito 
gera a conclusão expressa na terceira oração: as pessoas decidirem ir por outro caminho.
Gabarito: A
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18Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
12. Os textos argumentativos podem apoiar-se em tipos diferentes de argumentos. Assinale a opção em 
que o argumento empregado pelo enunciador é apoiado na intimidação do receptor.
A) Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.
B) Ganhe muito e gaste menos.
C) Trabalhe pouco e ganhe muito.
D) Conserte seu carro em mecânicos competentes, é mais caro, mas é mais seguro.
E) Alimente-se de forma saudável e você chegará atrasado à outra vida.
Comentários:
Questão clássica de interpretação, em que recursos gramaticais não terão tanto valor para se encontrar o 
gabarito. Observe que, em todas as alternativas, o verbo está no imperativo. Basta o candidato buscar aquela em 
que essa ordem ou súplica se dá por meio de ameaça ou intimidação.
Na letra E, a ordem é para o receptor da mensagem se alimentar de forma saudável, visto que isso possibilita 
uma vida mais longa (essa informação é representada pela expressão ‘chegar atrasado à outra vida'). Observe 
que a intimidação se dá quando se interpreta que ‘quem se alimenta de forma não saudável chega mais rápido à 
outra vida, ou seja, morre mais rápido. 
Gabarito: E
13. “Renda é o produto ou resultado do trabalho, do capital ou dos dois. De forma simples, um empregado 
que trabalha um mês recebe um salário que é o resultado da função que ele exerce. É como se ele “vendesse” 
sua atividade pelo salário. No caso do emprego do capital, o raciocínio é parecido: quando uma pessoa 
empresta dinheiro, ela não espera somente o pagamento do empréstimo, no mesmo valor. Ela possui a 
expectativa de receber os juros deste empréstimo, que são a remuneração do capital aplicado. Da mesma 
forma, o empresário, ao exercer sua atividade empresarial, não “troca” dinheiro. Ele investe seu capital na 
expectativa de auferir lucro – que é a remuneração da atividade empresarial, superior ao capital investido.”
A respeito desse segmento, assinale a afirmativa correta.
A) Trata-se de um texto jornalístico que procura informar aos leitores as últimas novidades na área do imposto 
de renda.
B) Identifica-se como um verbete de dicionário, com a preocupação de definir uma série de termos pertinentes 
ao mesmo campo semântico.
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19Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) Faz parte de um texto normativo, pois mostra os princípios legais que regem atividades econômicas.
D) Aproxima-se de um texto didático que tem a preocupação de simplificar conhecimentos técnicos da área 
econômica.
E) Mostra-se como um texto argumentativo, defendendo a tese de tornar os conhecimentos econômicos mais 
populares.
Comentários:
Questão de reconhecimento de tipo textual. Vamos aos comentários das opções:
A) Incorreto. Trata-se de um texto jornalístico que procura informar aos leitores as últimas novidades na área 
do imposto de renda.
O texto não tem estrutura jornalística, nem no gênero notícia, nem no gênero reportagem. A intenção dele 
não é tratar de um assunto específico com a intenção de informar. 
B) Incorreto. Identifica-se como um verbete de dicionário, com a preocupação de definir uma série de termos 
pertinentes ao mesmo campo semântico.
Essa opção é a mais ‘descartável’, visto que num dicionário apenas se define o sentido de uma palavra, e 
não se pretende detalhar, por meio de exemplos e analogias, informações sobre um vocábulo.
C) Incorreto. Faz parte de um texto normativo, pois mostra os princípios legais que regem atividades econômicas.
Não há estrutura normativa, muito menos princípios legais.
D) Correto. Aproxima-se de um texto didático que tem a preocupação de simplificar conhecimentos técnicos 
da área econômica.
O texto não visa somente a passar informações sobre o que é renda. Ele, de maneira didática, busca 
apresentar exemplos, analogias e comparações para tornar mais fácil o entendimento do tema em questão. 
E) Incorreto. Mostra-se como um texto argumentativo, defendendo a tese de tornar os conhecimentos 
econômicos mais populares.
Não há presença, nesse texto, de argumentos ou tentativas de convencimento do leitor.
Gabarito: D
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20Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
14. Leia o texto a seguir, adaptado de um site informativo:
“Impostos são tributos obrigatórios que o cidadão brasileiro (ou de qualquer outro país) paga para 
contribuir com as despesas administrativas do Estado. Entre essas despesas estão: saúde, educação, 
segurança, infraestrutura, alimentação e etc.
Como o próprio nome já diz, os pagamentos desses tributos são impostos pelo Governo. Quando o 
pagamento não é feito, ele pode gerar multas ou punições legais mais graves ao cidadão, como prisão ou 
congelamento de documentação.
” Todos os segmentos abaixo, retirados do texto acima, mostram problemas gramaticais ou de 
expressão. Assinale o único segmento integralmente adequado.
A) Impostos são tributos obrigatórios que o cidadão brasileiro (ou de qualquer outro país) paga...
B) paga para contribuir com as despesas administrativas do Estado.
C) Entre essas despesas estão: saúde, educação, segurança, infraestrutura, alimentação e etc.
D) Como o próprio nome já diz, os pagamentos desses tributos são impostos pelo Governo.
E) Quando o pagamento não é feito, ele pode gerar multas ou punições legais mais graves…
Comentários:
Nesse tipo de questão, é necessário ler com muita atenção cada item, visto que o examinador não exige 
apenas aspectos gramaticais. Ele também quer que você encontre problemas de natureza textual, expressiva. 
Vamos aos itens:
A) Incorreto. Impostos são tributos obrigatórios que o cidadão brasileironos incisos I, II, IV e V.” [grifou-se]
B) ERRADO. Vimos, no item “a”, que pode ser feita essa alteração por ato do Poder Executivo. Não é necessário, 
portanto, a edição de lei ordinária.
C) ERRADO. O IPI é exceção à anterioridade anual, devendo respeitar a anterioridade nonagesimal. 
“Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
IV - produtos industrializados;” [grifou-se]
“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, 
ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, 
observado o disposto na alínea b;
§1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, 
II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, 
II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I.” [grifou-se] 
D) ERRADO. Vide “c”.
E) CORRETO. Sim, é o que vimos. Não é preciso respeitar a anterioridade anual, mas apenas a anterioridade 
nonagesimal.
O gabarito encontra-se na letra “e”.
Gabarito: E
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201Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
LEGISLAÇÃO ADUANEIRA 
127. Nos termos do Art. 1º do Decreto-Lei nº 37/1966, o Imposto de Importação incide sobre mercadoria 
estrangeira e tem como fato gerador sua entrada no território nacional.
Dada, porém, a dificuldade de se estabelecer o momento exato em que a mercadoria cruza a linha 
divisória do território nacional, para fins de lançamento considera-se ocorrido o fato gerador do imposto
A) o momento em que o importador ingressa no Siscomex com o pedido de licenciamento para importar.
B) a data do registro da Declaração de Importação no Sistema integrado de Comércio Exterior (Siscomex).
C) a data do desembaraço Aduaneiro, visto que só nesse momento a mercadoria é disponibilizada ao importador.
D) somente quando o importador recebe a mercadoria desembaraçada pelo Auditor-Fiscal da Receita Federal 
do Brasil.
E) o momento em que é concedido o licenciamento da importação, quando também serão pagos os tributos 
devidos.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Imposto de Importação, sob a luz do Decreto-Lei n° 37/1996.
B) CORRETO. Decorrência do julgado do STF, a seguir:
“TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. MERCADORIA EM TRÂNSITO DESTINADA AO PARAGUAI. 
AVARIA OU EXTRAVIO. ISENÇÃO. IRRESPONSABILIDADE DO TRANSPORTADOR. PRECEDENTES.
1. Não obstante o fato gerador do imposto de importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira 
em território nacional, torna-se necessária a fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão 
e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador. Assim, embora o fato gerador do tributo 
se dê com a entrada da mercadoria em território nacional, ele apenas se aperfeiçoa com o registro da 
Declaração de Importação no caso de regime comum e, nos termos precisos do parágrafo único, do 
artigo 1º, do Decreto-Lei nº 37/66, "com a entrada no território nacional a mercadoria que contar como 
tendo sido importada e cuja a falta seja apurada pela autoridade aduaneira". (...)
(REsp nº 171621/SP, Rel. Min. FRANCISCO PEÇANHA MARTINS);” [grifou-se]
Todas as demais assertivas teorizam outras situações, que não estão corretas.
O gabarito é a letra “b”
Gabarito: B
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202Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
128. Nos termos da legislação em vigor, é contribuinte do Imposto de Importação
A) o destinatário de mercadoria despachada por via postal que admite o seu recebimento.
B) o beneficiário de entreposto aduaneiro ao receber a mercadoria para armazenamento.
C) o transportador, no caso de extravio de mercadoria declarada e não chegada ao país.
D) o encomendante de mercadoria importada por trading company por ele contratada.
E) o responsável pelo armazém de carga, em casos de extravio de mercadoria depositada.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre Imposto de Importação (II), sob as balizas do Decreto nº 6.759/2009 
(Regulamento Aduaneiro).
A) CORRETO. Decorrência do art. 104, inc. II, do Regulamento Aduaneiro, a seguir, ipsis litteris:
“Art. 104. É contribuinte do imposto:
II - o destinatário de remessa postal internacional indicado pelo respectivo remetente; (...)” [grifou-se]
Pessoal, entraram com recurso nesta alternativa alegando que o Regulamento Aduaneiro taxa que somente 
o destinatário de remessas postais internacionais, com base no inciso acima, é considerado contribuinte. Dessa 
forma, como a questão não deixou claro se tais remessas são, ou não, internacionais, alguns candidatos entraram 
com recurso. 
Todavia, a questão não foi anulada pela FGV.
B) ERRADO. O beneficiário de entreposto aduaneiro é, na verdade, responsável tributário, e não contribuinte. 
Vejamos o que diz o Regulamento Aduaneiro:
“Art. 105. É responsável pelo imposto:
II - o depositário, assim considerada qualquer pessoa incumbida da custódia de mercadoria sob controle 
aduaneiro;” [grifou-se]
C) ERRADO. Nesse caso, o transportador será considerado responsável solidário, e não contribuinte. De acordo 
com o Regulamento Aduaneiro, tem-se o seguinte:
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203Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
“Art. 106. É responsável solidário:
I - o transportador, quando transportar mercadoria procedente do exterior ou sob controle aduaneiro, 
inclusive em percurso interno;” [grifou-se]
D) ERRADO. Conforme o Regulamento Aduaneiro, cuida-se de responsável tributário:
“Art. 105. É responsável pelo imposto:
IV - o encomendante predeterminado que adquire mercadoria de procedência estrangeira de pessoa 
jurídica importadora;” [grifou-se]
E) ERRADO. É o que prediz o Regulamento Aduaneiro na seguinte passagem:
“Art. 660. Os créditos relativos aos tributos e direitos correspondentes às mercadorias extraviadas 
na importação, inclusive multas, serão exigidos do responsável por meio de lançamento de ofício, 
formalizado em auto de infração, observado o disposto no Decreto nº 70.235, de 1972. 
§1º Para os efeitos do disposto no caput, considera-se responsável: 
I - o transportador, quando constatado o extravio até a conclusão da descarga da mercadoria no local 
ou recinto alfandegado, observado o disposto no art. 661; ou 
II - o depositário, quando o extravio for constatado em mercadoria sob sua custódia, em momento 
posterior ao referido no inciso I.” [grifou-se]
O gabarito encontra-se na letra “a”.
Gabarito: A
129. Constitui base de cálculo do Imposto de Exportação
A) o valor CIF, tal como declarado pelo exportador ao registrar a operação no Siscomex, podendo a autoridade 
aduaneira contestar esse valor com base em exportações idênticas.
B) o preço pago ou a pagar pelo importador no país estrangeiro, sendo acrescentado a este o valor do frete e 
do seguro devidos quando do transporte internacional da mercadoria.
C) o preço normal da mercadoria a ser exportada, em condições de livre concorrência no mercado internacional, 
sendo considerado para esse fim o valor FOB (free on board) da mercadoria.
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204Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
D) o preço efetivamente pago pela mercadoria no mercado interno do país, acrescido do IPI e do ICMS quando 
devidos, não sendo incluídas as contribuições para o PIS/PASEP e para a COFINS.
E) o preço de aquisição da mercadoria no mercado interno e, quando for de difícil apuração, deve ser considerado 
o valor normalmente pago por bem similar no mercado internacional.
Comentário
Trata-se de questão que versa sobre o Imposto de Exportação (IE).
A) ERRADO. Não há qualquer passagem nesse sentido. Ademais, a base de cálculo(ou de qualquer outro país) paga...
"Impostos" e "tributos obrigatórios" têm significados semelhantes, e o uso de ambos na mesma frase pode 
ser redundante.
B) Incorreto ...paga para contribuir com as despesas administrativas do Estado.
A expressão ‘contribuir com’ transmite o sentido de que o cidadão ajuda a aumentar as despesas 
administrativas do Estado.
C) Incorreto. Entre essas despesas estão: saúde, educação, segurança, infraestrutura, alimentação e etc.
O uso de "e etc." é considerado redundante, pois "etc." já significa "et cetera" em latim, que traduzido para 
o português significa "e outras coisas" ou "e assim por diante". Portanto, ao dizer "e etc", você está essencialmente 
dizendo "e e outras coisas", o que é redundante.
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21Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
D) Correto. Como o próprio nome já diz, os pagamentos desses tributos são impostos pelo Governo.
A expressão está correta gramaticalmente e não apresenta problemas lógicos estruturais. 
E) Incorreto. Quando o pagamento não é feito, ele pode gerar multas ou punições legais mais graves...
O correto seria empregar ‘isso’ no lugar da palavra ‘ele’, para fazer referência ao fato inteiro de o pagamento 
não ser feito, e não apenas ao termo pagamento. 
Gabarito: D
15. Um site especializado publicou o seguinte texto sobre uma das atribuições do auditor fiscal:
“Segundo o Art. 6º da Lei nº 10.593/2002 é atribuição dos ocupantes do cargo de Auditor-Fiscal da 
Receita Federal do Brasil: elaborar e proferir decisões ou delas participar em processo administrativo-
fiscal, bem como em processos de consulta, restituição ou compensação de tributos e contribuições e de 
reconhecimento de benefícios fiscais.”
A elaboração de um texto supõe cuidados com aspectos diversos. Sobre a estruturação desse pequeno 
segmento textual, assinale a afirmativa correta.
A) O vocábulo inicial “Segundo” supõe a existência de uma outra atribuição antes citada.
B) O termo “bem como” mostra valor comparativo.
C) O termo “delas” se refere possivelmente ao termo “atribuições”, ausente desse segmento textual.
D) O termo “processo administrativo-fiscal” poderia estar na forma plural “processos administrativos-fiscais”.
E) “consulta”, “restituição”, “compensação” e “reconhecimento” documentam o processo de nominalização.
Comentários:
Questão de gramática, com nuances de semântica, bem interessante por sinal. Vamos aos itens:
A) O termo ‘Segundo’ significa ‘Conforme’ e não é um gatilho para se pressupor a existência de algo anterior, e 
sim faz referência ao que vai ser dito. 
B) ‘bem como’ tem valor aditivo.
C) O termo ‘delas’ retoma ‘decisões’: participar ‘das decisões’.
D) O correto seria ‘processos administrativo-fiscais’, no plural. Em adjetivos compostos, quando os dois são 
adjetivos, somente o segundo vai para o plural.
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22Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) Correto. “consulta” vem do verbo consultar; “restituição”, do verbo restituir; “compensação”, do verbo 
compensar ; e “reconhecimento”, do verbo reconhecer. 
Gabarito: E
INGLÊS
Text I
TRUST AND AUDIT
Trust is what auditors sell. They review the accuracy, adequacy or propriety of other people’s work. Financial 
statement audits are prepared for the owners of a company and presented publically to provide assurance to the 
market and the wider public. Public service audits are presented to governing bodies and, in some cases, directly 
to parliament.
It is the independent scepticism of the auditor that allows shareholders and the public to be confident that 
they are being given a true and fair account of the organisation in question. The auditor’s signature pledges his or 
her reputational capital so that the audited body’s public statements can be trusted. […]
Given the fundamental importance of trust, should auditors not then feel immensely valuable in the 
context of declining trust? Not so. Among our interviewees, a consensus emerged that the audit profession is 
under-producing trust at a critical time. One aspect of the problem is the quietness of audit: it is a profession 
that literally goes about its work behind the scenes. The face and processes of the auditor are rarely seen in the 
organisations they scrutinise, and relatively rarely in the outside world. Yet, if we listen to the mounting evidence 
of the importance of social capital, we know that frequent and reliable contacts between groups are important 
to strengthening and expanding trust.
So what can be done? Our research suggests that more frequent dialogue with audit committees and a 
more ambitious outward facing role for the sector’s leadership would be welcome. But we think more is needed. 
Audit for the 21st century should be understood and designed as primarily a confidence building process within 
the audited organisation and across its stakeholders. If the audit is a way of ensuring the client’s accountability, 
much more needs to be done to make the audit itself exemplary in its openness and inclusiveness.
Instead of an audit report being a trust-producing product, the audit process could become a trust-
producing practice in which the auditor uses his or her position as a trusted intermediary to broker rigorous 
learning across all dimensions of the organisation and its stakeholders. The views of investors, staff, suppliers and 
customers could routinely be considered, as could questions from the general public; online technologies offer 
numerous opportunities to inform, involve and invite.
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23Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
From being a service that consists almost exclusively of external investigation by a warranted professional, 
auditing needs to become more co-productive, with the auditor’s role expanding to include that of an expert 
convenor who is willing to share the tools of enquiry. Audit could move from ‘black box’ to ‘glass box’.
But the profession will still struggle to secure trust unless it can stake a stronger claim to supporting 
improvement. Does it increase the economic, social or environmental value of the organisations it reviews? It is 
one thing to believe in the accuracy of a financial statement audit, but it is another thing to believe in its utility.
Adapted from: https://auditfutures.net/pdf/AuditFutures-RSA-EnlighteningProfessions.pdf
16. Based on Text I, mark the statements below as TRUE (T) or FALSE (F).
I. In auditing, taking heed of what other parties have to say needs to be downplayed.
II. Auditors are generally unobtrusive when carrying out their jobs.
III. Trust is obtained when auditors eschew straightforward statements.
The statements are, respectively,
A) F – T – F.
B) F – F – T.
C) T – F – T.
D) F – T – T.
E) T – F – F.
Comentário
A frase I é FALSA (“I. Na auditoria, é preciso minimizar a atenção dada ao que outras partes têm a dizer.”), 
pois o texto não afirma que se deve diminuir a posição das outras partes que estão sendo auditadas. Na verdade, 
a precisão, adequação e propriedade do trabalho das outras pessoas é revisado, e não desmerecido (“They 
review the accuracy, adequacy or propriety of other people’s work.”). Sobre vocabulário, vale destacar TO TAKE 
HEED, que significa “prestar atenção” e TO DOWNPLAY, que significa “diminuir valor ou importância”.
A frase II é VERDADEIRA (“II. Os auditores geralmente são discretos ao realizar suas funções.”), pois o 
texto deixa claro que o trabalho do auditor é quieto e mantido “por trás das cenas”, ou seja, ele não aparece: 
“One aspect of the problem is the quietness of audit: it is a profession that literally goes about its work behind 
the scenes.” (“Um aspecto do problema é a discrição da auditoria: é uma profissão que literalmente conduz seu 
trabalho nos bastidores.”). Sobre vocabulário, vale destacar que UNOBTRUSIVE significa “discreto” e TO CARRY 
OUT, “executar”.E-BOOK
24Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
A frase III é FALSA (“III. A confiança é obtida quando os auditores evitam declarações diretas.”), pois o 
texto não destaca a ausência de declarações como uma forma de construção de confiança, até porque o trabalho 
do auditor é caracterizado como discreto, mas sim ressalta-se um relacionamento frequente e confiável com 
contatos como a maneira para se aprimorar a confiança, como o trecho a seguir comprova: “Yet, if we listen to 
the mounting evidence of the importance of social capital, we know that frequent and reliable contacts between 
groups are important to strengthening and expanding trust.” (“No entanto, se prestarmos atenção às evidências 
crescentes da importância do capital social, sabemos que contatos frequentes e confiáveis entre grupos são 
essenciais para fortalecer e expandir a confiança.”). Sobre vocabulário, vale destacar que TO ESCHEW significa 
EVITAR.
Gabarito: A
Text I
TRUST AND AUDIT
Trust is what auditors sell. They review the accuracy, adequacy or propriety of other people’s work. Financial 
statement audits are prepared for the owners of a company and presented publically to provide assurance to the 
market and the wider public. Public service audits are presented to governing bodies and, in some cases, directly 
to parliament.
It is the independent scepticism of the auditor that allows shareholders and the public to be confident that 
they are being given a true and fair account of the organisation in question. The auditor’s signature pledges his or 
her reputational capital so that the audited body’s public statements can be trusted. […]
Given the fundamental importance of trust, should auditors not then feel immensely valuable in the 
context of declining trust? Not so. Among our interviewees, a consensus emerged that the audit profession is 
under-producing trust at a critical time. One aspect of the problem is the quietness of audit: it is a profession 
that literally goes about its work behind the scenes. The face and processes of the auditor are rarely seen in the 
organisations they scrutinise, and relatively rarely in the outside world. Yet, if we listen to the mounting evidence 
of the importance of social capital, we know that frequent and reliable contacts between groups are important 
to strengthening and expanding trust.
So what can be done? Our research suggests that more frequent dialogue with audit committees and a 
more ambitious outward facing role for the sector’s leadership would be welcome. But we think more is needed. 
Audit for the 21st century should be understood and designed as primarily a confidence building process within 
the audited organisation and across its stakeholders. If the audit is a way of ensuring the client’s accountability, 
much more needs to be done to make the audit itself exemplary in its openness and inclusiveness.
E-BOOK
25Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Instead of an audit report being a trust-producing product, the audit process could become a trust-
producing practice in which the auditor uses his or her position as a trusted intermediary to broker rigorous 
learning across all dimensions of the organisation and its stakeholders. The views of investors, staff, suppliers and 
customers could routinely be considered, as could questions from the general public; online technologies offer 
numerous opportunities to inform, involve and invite.
From being a service that consists almost exclusively of external investigation by a warranted professional, 
auditing needs to become more co-productive, with the auditor’s role expanding to include that of an expert 
convenor who is willing to share the tools of enquiry. Audit could move from ‘black box’ to ‘glass box’.
But the profession will still struggle to secure trust unless it can stake a stronger claim to supporting 
improvement. Does it increase the economic, social or environmental value of the organisations it reviews? It is 
one thing to believe in the accuracy of a financial statement audit, but it is another thing to believe in its utility.
Adapted from: https://auditfutures.net/pdf/AuditFutures-RSA-EnlighteningProfessions.pdf
17. Text I suggests auditors should invest in more
A) dynamic surveys.
B) unfounded records.
C) provisional auditing.
D) constant interactions.
E) user-friendly programs.
COMENTÁRIO
A questão exige do candidato interpretação de texto, questionando sobre em que o auditor deveria investir.
A) ERRADA. O texto recomenda que o auditor invista em interações constantes, e não em pesquisas dinâmicas.
B) ERRADA. O texto recomenda que o auditor invista em interações constantes, e não em registros infundados.
C) ERRADA. O texto recomenda que o auditor invista em interações constantes, e não em auditoria provisória.
D) CERTA. O texto recomenda que o auditor invista em interações constantes, como o trecho comprova: “Yet, 
if we listen to the mounting evidence of the importance of social capital, we know that frequent and reliable 
contacts between groups are important to strengthening and expanding trust.” (“No entanto, se prestarmos 
atenção às crescentes evidências da importância do capital social, sabemos que contatos frequentes e 
confiáveis entre grupos são essenciais para fortalecer e expandir a confiança.”).
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26Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
E) ERRADA. O texto recomenda que o auditor invista em interações constantes, e não em programas de fácil 
utilização.
Gabarito: D
Text II
GLOBAL COMMERCE
Driverless vehicles whizz across five new berths at Tuas Mega Port, which sits on a swathe of largely 
reclaimed land at the western tip of Singapore. Unmanned cranes loom overhead, circled by camera-fitted 
drones. The berths are the first of 21 due by 2027. When it is completed in 2040, the complex will be the largest 
container port on Earth, boasts PSA International, its Singaporean owner.
Tuas is a vision of the future on two fronts. It illustrates how port operators the world over are deploying 
clever technologies to meet the demand for their services in the face of obstacles to the development of new 
facilities, from lack of space to environmental concerns. More fundamentally, the city-state’s investment, with 
construction costs estimated at $15bn, is part of a wave of huge bets by the broader logistics industry on the 
rising importance of Asia, and South-East Asia in particular. The IMF expects the region’s five largest economies—
Indonesia, Malaysia, Singapore, the Philippines and Thailand—to be the fastest-growing bloc in the world by 
trade volumes between 2022 and 2027. The result is that the map of global commerce and the blueprints for its 
critical nodes are being simultaneously redrawn.
From: The Economist, January 14, 2023, pp. 57-58
18. As regards Text II, analyse the assertions below:
I. The soil on which the port is being built was once parched.
II. The industry is quite diffident about the success of the investment.
III. From an international viewpoint the project described will have sweeping implications.
Choose the correct answer:
A) Only I is correct.
B) Only II is correct.
C) Only III is correct.
D) Only II and III are correct.
E) All three assertions are correct.
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27Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
COMENTÁRIO
A afirmação I é INCORRETA, pois o texto afirma que o solo onde o porto está sendo construído foi aterrado, 
ou seja, anteriormente ele estava sob o mar (“reclaimed land”), logo ele não era seco (“parched”).
A afirmação II é INCORRETA, pois o texto não manifesta que a indústria esteja com falta de confiança 
(“diffident”), na verdade, há o oposto disso, considerando o alto valor que está sendo investido e o fato de 
que o texto afirma se estar fazendo uma alta aposta. (“Morefundamentally, the city-state’s investment, with 
construction costs estimated at $15bn, is part of a wave of huge bets by the broader logistics industry on the 
rising importance of Asia, and South-East Asia in particular.”) (“Mais fundamentalmente, o investimento do 
estado-cidade, com custos de construção estimados em $15 bilhões, faz parte de uma onda de grandes apostas 
pela indústria logística em geral na crescente importância da Ásia, e do Sudeste Asiático em particular.”).
A afirmação III é CORRETA, pois o texto afirma que o projeto terá implicações enormes do ponto de 
vista internacional, como o trecho a seguir comprova: “The result is that the map of global commerce and the 
blueprints for its critical nodes are being simultaneously redrawn.” (“O resultado é que o mapa do comércio 
global e os planos para seus pontos críticos estão sendo redesenhados simultaneamente.”).
Gabarito: C
Text II
GLOBAL COMMERCE
Driverless vehicles whizz across five new berths at Tuas Mega Port, which sits on a swathe of largely 
reclaimed land at the western tip of Singapore. Unmanned cranes loom overhead, circled by camera-fitted 
drones. The berths are the first of 21 due by 2027. When it is completed in 2040, the complex will be the largest 
container port on Earth, boasts PSA International, its Singaporean owner.
Tuas is a vision of the future on two fronts. It illustrates how port operators the world over are deploying 
clever technologies to meet the demand for their services in the face of obstacles to the development of new 
facilities, from lack of space to environmental concerns. More fundamentally, the city-state’s investment, with 
construction costs estimated at $15bn, is part of a wave of huge bets by the broader logistics industry on the 
rising importance of Asia, and South-East Asia in particular. The IMF expects the region’s five largest economies—
Indonesia, Malaysia, Singapore, the Philippines and Thailand—to be the fastest-growing bloc in the world by 
trade volumes between 2022 and 2027. The result is that the map of global commerce and the blueprints for its 
critical nodes are being simultaneously redrawn.
From: The Economist, January 14, 2023, pp. 57-58
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28Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
19. The overall position of the article is rather
A) flimsy.
B) gloomy.
C) scornful.
D) awkward.
E) supportive.
COMENTÁRIO
A questão trata sobre a posição geral do artigo apresentado. Vale destacar que o autor apresenta um tom 
otimista e positivo sobre a obra tratada.
A) ERRADO. A posição do artigo não é frágil e delicada.
B) ERRADO. A posição do artigo não é sombria e triste.
C) ERRADO. A posição do artigo não é desdenhosa ou zombadora.
D) ERRADO. A posição do artigo não é desconfortável e incômoda.
E) CERTA. A posição do artigo apresenta tom apoiador, já que a obra é fruto de uma aposta alta (“the city-
state’s investment, with construction costs estimated at $15bn, is part of a wave of huge bets”) e que há 
a expectativa de que as maiores economias da região se tornem o bloco de crescimento mais rápido do 
mundo em volumes entre 2022 e 2027. (“ The IMF expects the region’s five largest economies — Indonesia, 
Malaysia, Singapore, the Philippines and Thailand — to be the fastest-growing bloc in the world by trade 
volumes between 2022 and 2027.”)
Gabarito: E
Text II
GLOBAL COMMERCE
Driverless vehicles whizz across five new berths at Tuas Mega Port, which sits on a swathe of largely 
reclaimed land at the western tip of Singapore. Unmanned cranes loom overhead, circled by camera-fitted 
drones. The berths are the first of 21 due by 2027. When it is completed in 2040, the complex will be the largest 
container port on Earth, boasts PSA International, its Singaporean owner.
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Tuas is a vision of the future on two fronts. It illustrates how port operators the world over are deploying 
clever technologies to meet the demand for their services in the face of obstacles to the development of new 
facilities, from lack of space to environmental concerns. More fundamentally, the city-state’s investment, with 
construction costs estimated at $15bn, is part of a wave of huge bets by the broader logistics industry on the 
rising importance of Asia, and South-East Asia in particular. The IMF expects the region’s five largest economies—
Indonesia, Malaysia, Singapore, the Philippines and Thailand—to be the fastest-growing bloc in the world by 
trade volumes between 2022 and 2027. The result is that the map of global commerce and the blueprints for its 
critical nodes are being simultaneously redrawn.
From: The Economist, January 14, 2023, pp. 57-58
20. The machines described in the first paragraph
A) look somewhat rickety.
B) have recently come apart.
C) obviate physical exertion.
D) are too strenuous to be run.
E) were devised by Asian laymen.
Comentário
A questão exige que o candidato compreenda que o primeiro parágrafo do texto descreve máquinas 
(“vehicles”, “veículos”; “cranes”, “guindastes”) que funcionam sem a condução humana, já que são DRIVERLESS 
e UNMANNED (“sem condutor”).
A) ERRADA. As máquinas descritas no primeiro parágrafo não parecem precárias.
B) ERRADA. As máquinas descritas no primeiro parágrafo não se separaram recentemente.
C) CERTA. As máquinas descritas no primeiro parágrafo evitam esforço físico, afinal elas não necessitam de 
condutor.
D) ERRADA. As máquinas descritas no primeiro parágrafo não são difíceis de serem conduzidas, na verdade, 
elas nem precisam de condutor.
E) ERRADA. As máquinas descritas no primeiro parágrafo não foram elaboradas por leigos asiáticos.
Gabarito: C
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30Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
Text I
TRUST AND AUDIT
Trust is what auditors sell. They review the accuracy, adequacy or propriety of other people’s work. Financial 
statement audits are prepared for the owners of a company and presented publically to provide assurance to the 
market and the wider public. Public service audits are presented to governing bodies and, in some cases, directly 
to parliament.
It is the independent scepticism of the auditor that allows shareholders and the public to be confident that 
they are being given a true and fair account of the organisation in question. The auditor’s signature pledges his or 
her reputational capital so that the audited body’s public statements can be trusted. […]
Given the fundamental importance of trust, should auditors not then feel immensely valuable in the 
context of declining trust? Not so. Among our interviewees, a consensus emerged that the audit profession is 
under-producing trust at a critical time. One aspect of the problem is the quietness of audit: it is a profession 
that literally goes about its work behind the scenes. The face and processes of the auditor are rarely seen in the 
organisations they scrutinise, and relatively rarely in the outside world. Yet, if we listen to the mounting evidence 
of the importance of social capital, we know that frequent and reliable contacts between groups are important 
to strengthening and expanding trust.
So what can be done? Our research suggests that more frequent dialogue with audit committees and a 
more ambitious outward facing role for the sector’s leadership would be welcome. But we think more is needed. 
Audit for the 21st century should be understood and designed as primarily a confidence building process within 
the audited organisation and across its stakeholders. If the audit is a way of ensuring the client’s accountability, 
much more needs to be done to make the audit itself exemplary in its openness and inclusiveness.
Instead of an audit report being a trust-producing product, the audit process could become a trust-
producing practice in which the auditor uses his or her positionas a trusted intermediary to broker rigorous 
learning across all dimensions of the organisation and its stakeholders. The views of investors, staff, suppliers and 
customers could routinely be considered, as could questions from the general public; online technologies offer 
numerous opportunities to inform, involve and invite.
From being a service that consists almost exclusively of external investigation by a warranted professional, 
auditing needs to become more co-productive, with the auditor’s role expanding to include that of an expert 
convenor who is willing to share the tools of enquiry. Audit could move from ‘black box’ to ‘glass box’.
But the profession will still struggle to secure trust unless it can stake a stronger claim to supporting 
improvement. Does it increase the economic, social or environmental value of the organisations it reviews? It is 
one thing to believe in the accuracy of a financial statement audit, but it is another thing to believe in its utility.
Adapted from: https://auditfutures.net/pdf/AuditFutures-RSA-EnlighteningProfessions.pdf
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31Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
21. The opposite of quietness (3rd paragraph) is
A) deafness.
B) loudness.
C) kindliness.
D) dampness.
E) shrewdness.
Comentário
A questão exige do candidato vocabulário, mais especificamente QUIETNESS, que significa TRANQUILIDADE, 
QUIETUDE, e posteriormente a identificação de seu ANTÔNIMO.
A) ERRADA. O antônimo de QUIETNESS (“tranquilidade”) seria LOUDNESS (“ruidosidade”), e não SURDEZ.
B) CERTA. O antônimo de QUIETNESS (“tranquilidade”) é LOUDNESS (“ruidosidade”).
C) ERRADA. O antônimo de QUIETNESS (“tranquilidade”) seria LOUDNESS (“ruidosidade”), e não AMABILIDADE.
D) ERRADA. O antônimo de QUIETNESS (“tranquilidade”) seria LOUDNESS (“ruidosidade”), e não UMIDADE.
E) ERRADA. O antônimo de QUIETNESS (“tranquilidade”) seria LOUDNESS (“ruidosidade”), e não ASTÚCIA.
Gabarito: B
Text I
TRUST AND AUDIT
Trust is what auditors sell. They review the accuracy, adequacy or propriety of other people’s work. Financial 
statement audits are prepared for the owners of a company and presented publically to provide assurance to the 
market and the wider public. Public service audits are presented to governing bodies and, in some cases, directly 
to parliament.
It is the independent scepticism of the auditor that allows shareholders and the public to be confident that 
they are being given a true and fair account of the organisation in question. The auditor’s signature pledges his or 
her reputational capital so that the audited body’s public statements can be trusted. […]
Given the fundamental importance of trust, should auditors not then feel immensely valuable in the 
context of declining trust? Not so. Among our interviewees, a consensus emerged that the audit profession is 
under-producing trust at a critical time. One aspect of the problem is the quietness of audit: it is a profession 
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that literally goes about its work behind the scenes. The face and processes of the auditor are rarely seen in the 
organisations they scrutinise, and relatively rarely in the outside world. Yet, if we listen to the mounting evidence 
of the importance of social capital, we know that frequent and reliable contacts between groups are important 
to strengthening and expanding trust.
So what can be done? Our research suggests that more frequent dialogue with audit committees and a 
more ambitious outward facing role for the sector’s leadership would be welcome. But we think more is needed. 
Audit for the 21st century should be understood and designed as primarily a confidence building process within 
the audited organisation and across its stakeholders. If the audit is a way of ensuring the client’s accountability, 
much more needs to be done to make the audit itself exemplary in its openness and inclusiveness.
Instead of an audit report being a trust-producing product, the audit process could become a trust-
producing practice in which the auditor uses his or her position as a trusted intermediary to broker rigorous 
learning across all dimensions of the organisation and its stakeholders. The views of investors, staff, suppliers and 
customers could routinely be considered, as could questions from the general public; online technologies offer 
numerous opportunities to inform, involve and invite.
From being a service that consists almost exclusively of external investigation by a warranted professional, 
auditing needs to become more co-productive, with the auditor’s role expanding to include that of an expert 
convenor who is willing to share the tools of enquiry. Audit could move from ‘black box’ to ‘glass box’.
But the profession will still struggle to secure trust unless it can stake a stronger claim to supporting 
improvement. Does it increase the economic, social or environmental value of the organisations it reviews? It is 
one thing to believe in the accuracy of a financial statement audit, but it is another thing to believe in its utility.
Adapted from: https://auditfutures.net/pdf/AuditFutures-RSA-EnlighteningProfessions.pdf
22. “Unless” in “unless it can stake a stronger claim to supporting improvement” (7th paragraph) introduces 
a(n)
A) plea.
B) averral.
C) account.
D) foresight.
E) condition.
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33Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
COMENTÁRIO
A questão exige do candidato conhecimento de CONJUNÇÕES em inglês, mais especificamente UNLESS, 
que significa A MENOS QUE.
A) ERRADA. UNLESS (“a menos que”) indica CONDIÇÃO, e não APELO ou ALEGAÇÃO.
B) ERRADA. UNLESS (“a menos que”) indica CONDIÇÃO, e não AFIRMAÇÃO.
C) ERRADA. UNLESS (“a menos que”) indica CONDIÇÃO, e não DECLARAÇÃO.
D) ERRADA. UNLESS (“a menos que”) indica CONDIÇÃO, e não PREVISÃO.
E) CERTA. UNLESS (“a menos que”) indica CONDIÇÃO.
Gabarito: E
Text II
GLOBAL COMMERCE
Driverless vehicles whizz across five new berths at Tuas Mega Port, which sits on a swathe of largely 
reclaimed land at the western tip of Singapore. Unmanned cranes loom overhead, circled by camera-fitted 
drones. The berths are the first of 21 due by 2027. When it is completed in 2040, the complex will be the largest 
container port on Earth, boasts PSA International, its Singaporean owner.
Tuas is a vision of the future on two fronts. It illustrates how port operators the world over are deploying 
clever technologies to meet the demand for their services in the face of obstacles to the development of new 
facilities, from lack of space to environmental concerns. More fundamentally, the city-state’s investment, with 
construction costs estimated at $15bn, is part of a wave of huge bets by the broader logistics industry on the 
rising importance of Asia, and South-East Asia in particular. The IMF expects the region’s five largest economies—
Indonesia, Malaysia, Singapore, the Philippines and Thailand—to be the fastest-growing bloc in the world by 
trade volumes between 2022 and 2027. The result is that the map of global commerce and the blueprints for its 
critical nodes are being simultaneously redrawn.
From: The Economist, January 14, 2023, pp. 57-58
23. The sentence “Driverless vehicles whizz across” (1st paragraph) introduces a sense of
A) speed.
B) height.
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34Estratégia Concursos | Receita Federal 2023 - Analista Tributário - Prova comentada
C) weight.
D) depth.
E) size.
Comentário
A questão exige do candidato que se interprete o emprego do verbo TO WHIZZ (“zunir”) na frase 
apresentada e conclua que se trata da manifestação de um som feito por um veículo em alta velocidade.
A) CERTA. A frase apresentada (“Veículos autônomos passam zunindo.”) indica VELOCIDADE.
B) ERRADA. A frase apresentada (“Veículos autônomos passam zunindo.”) indica VELOCIDADE, e não ALTURA.
C) ERRADA.

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