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Tipos textuais – A narração: 
elementos, estrutura e gêneros
Apresentação
Narrar é uma arte ancestral, nascida da essência humana e de sua incessante vontade de contar 
histórias, compartilhar experiências e transmitir sabedoria. Desde as práticas ancestrais de contar 
histórias em volta da fogueira até a publicação dos modernos romances literários, a narração é uma 
forma de dar sentido ao mundo ao nosso redor e à complexidade das relações humanas.
Diferentemente da descrição, cujo foco está em pintar um retrato estático de uma cena ou objeto, 
a narração é impulsionada pela ação. Os verbos dinâmicos e a sequência de eventos garantem que 
a história se mova, evolua e envolva o leitor, proporcionando uma experiência imersiva e 
emocional. A narrativa não apenas relata um fato; ela convida o leitor a seguir uma jornada, a viver 
e a sentir as emoções, os conflitos e as resoluções apresentadas.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai entender de forma mais aprofundada a estrutura e os 
elementos que compõem uma narrativa bem construída. Você vai explorar as nuances dos gêneros 
discursivos narrativos e a importância de cada componente da narrativa, além de aprender a 
analisar, compreender e até mesmo criar suas próprias histórias, utilizando todos os elementos da 
narração para contar e recontar os infinitos contos da experiência humana.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer e construir sequências narrativas em gêneros variados.•
Identificar a estrutura esperada de um texto preponderantemente narrativo.•
Relacionar os elementos e as estratégias na construção e na leitura de textos narrativos.•
Desafio
Os tipos textuais são ferramentas linguísticas que moldam a maneira como se apresentam 
informações, ideias e histórias. Cada tipo textual tem seu próprio conjunto de características e 
estruturas que o definem e, quando usado eficazmente, pode transformar um simples conjunto de 
palavras em uma mensagem poderosa e impactante.
Nesse sentido, analise a seguinte situação:
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/c50d714a-e470-455c-9d7e-e86237df3f3d/f4327d7d-eeec-419e-878b-8da680d57858.png
Diante desse contexto, realize a proposta que segue:
Elabore um conto curto que siga a estrutura esperada de um texto preponderantemente narrativo. 
Após a conclusão, você deve ser capaz de identificar e justificar a presença dos elementos 
narrativos em sua história.
Infográfico
A capacidade de contar histórias é uma das habilidades mais intrínsecas e valiosas da humanidade. 
Através dos tempos, as narrativas têm sido usadas para transmitir tradições, ensinamentos, 
memórias e sonhos, construindo pontes entre gerações e culturas. Em cada narrativa, há uma 
estrutura subjacente e elementos fundamentais que dão forma e significado à história, permitindo 
que ela ressoe com seu público e permaneça memorável.
Neste Infográfico, você vai aprender sobre a essência da narração e seus componentes cruciais. 
Você vai desvendar a estrutura que sustenta uma narrativa, desde a apresentação até o desfecho, e 
explorar os elementos-chave, como fato, tempo, lugar e personagens, que são o coração de 
qualquer história.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/1dd54ff9-1eb8-4d92-be5e-e94e331af3ab/c89a9e77-199b-4e4c-a9f4-482e9b6bfc79.png
Conteúdo do livro
A narração é um pilar fundamental no universo da literatura e da comunicação. Desde tempos 
imemoriais, somos uma espécie de contadores de histórias, usando a arte narrativa para conectar, 
educar, entreter e preservar nossas experiências, sonhos e tradições. A narração, em sua essência, é 
um tipo textual dinâmico que dá vida a eventos, personagens e cenários, transformando palavras 
em mundos vivos que ressoam em nossas mentes e corações muito tempo após a última página ser 
virada.
A função primordial do texto narrativo é contar uma história, conduzindo o leitor por uma 
sequência de eventos que, juntos, formam uma trama coesa. Essa narrativa, em sua essência, é 
impulsionada por personagens, conflitos e resoluções — tudo isso ocorrendo em um espaço e um 
tempo definidos. Por meio da narração, é possível transportar leitores para mundos distantes, 
provocar emoções profundas e deixar impressões duradouras.
No capítulo Tipos textuais — A narração: elementos, estrutura e gêneros, base teórica desta 
Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer em detalhes as intrincadas camadas da narração, 
bem como sua estrutura, desde a introdução da história até seu desfecho, e os elementos 
essenciais que dão vida a uma narrativa. Além disso, você vai desenvolver habilidades para 
reconhecer e criar narrativas em diversos gêneros, entender a estrutura esperada de textos 
predominantemente narrativos e relacionar elementos e estratégias ao construir e interpretar 
narrativas.
Boa leitura.
FUNDAMENTOS 
DA LÍNGUA 
PORTUGUESA
Letícia Sangaletti
Tipos textuais – a 
narração: elementos, 
estrutura e gêneros
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer e construir sequências narrativas em gêneros variados. 
 � Identificar a estrutura esperada de um texto preponderantemente 
narrativo.
 � Relacionar os elementos e as estratégias na construção e na leitura 
de textos narrativos.
Introdução
Narrar é contar um fato fictício ou real. Trata-se de uma prática antiga 
que se sustenta na necessidade do homem de relatar as experiências 
vividas consigo mesmo ou com o outro. Para isso, entram em jogo ele-
mentos como: fato, personagens, tempo, espaço, narrador e enredo. 
Diferentemente da descrição, em que predominam os verbos estáticos, 
a narração é um texto dinâmico. Nele, a sequência de fatos promove a 
ação e o movimento.
Neste texto, você se dedicará ao estudo desses elementos, da estru-
tura de uma narrativa e dos gêneros discursivos narrativos.
Narração: concepções teóricas
A narração é um tipo textual que se constitui a partir de uma história. Nela, 
alguém conta um fato, fictício ou não, que ocorreu em determinado tempo e 
lugar e envolveu dadas personagens (MARCUSCHI, 2003). 
O tempo verbal predominante é o passado. Além disso, a narrativa é escrita 
geralmente em prosa, buscando comunicar qualquer acontecimento ou situação. 
A narração em primeira pessoa pressupõe a participação do narrador, que 
é o chamado narrador-personagem. Já em terceira pessoa há um narrador-
-observador, que mostra o que ele viu ou ouviu. 
Na concepção de Travaglia (2002), o tipo narrativo objetiva contar, dizer 
os fatos, os acontecimentos, entendidos como os episódios, a ação em sua 
ocorrência. Uma de suas marcas linguísticas de destaque é, de acordo com o 
estudioso, ter o interlocutor como o assistente, o espectador não participante, 
que apenas toma conhecimento, se inteira do(s) episódio(s) ocorrido(s). Pode 
haver ou não coincidência entre o tempo da enunciação e o referencial, podendo 
o da enunciação ser posterior, simultâneo ou anterior.
O autor é aquele que idealiza a história e manifesta, por meio do texto, intencionalidades 
e objetivos específicos, como fazer rir, emocionar, polemizar, informar, etc.
Já o narrador é a figura que assume no texto o papel de ser o porta-voz do que o 
autor quer contar.
Estrutura e elementos da narração 
O tipo narrativo se caracteriza pela organização temporal e pelo predomínio 
dos verbos de ação, em geral no passado. Também há referência a objetos do 
mundo real. 
A estrutura da narrativa é dividida em: apresentação, desenvolvimento, 
clímax e desfecho. A apresentação é a parte do texto em que algumas circuns-
tâncias da história são exibidas como o momento e o lugar de desenvolvimento 
da ação, e as personagens são conhecidas. A complicação se trata da partedo 
texto em que se inicia a ação. O clímax é o ponto da narrativa em que a ação 
alcança o seu momento crítico. Ele leva a narrativa ao desfecho, que é quando 
o conflito produzido pelas ações das personagens é solucionado.
No que concerne aos elementos da narrativa, há narrador, enredo, perso-
nagens, tempo e espaço. Observe:
 � Fato: o que se vai narrar (o quê?)
 � Tempo: quando o fato ocorreu (quando?) 
 � Lugar: onde o fato se deu (onde?) 
Tipos textuais – a narração: elementos, estrutura e gêneros2
 � Personagens: quem participou ou observou o ocorrido (com quem?) 
 � Causa: motivo que determinou a ocorrência (por quê?) 
 � Modo: como se deu o fato (como?) 
 � Consequências: o fato geralmente provoca determinado desfecho 
Relacionando os elementos, você pode considerar que: um fato acontece 
em virtude de uma certa causa e se desenvolve em determinadas circuns-
tâncias, que vão caracterizá-lo. É importante contar detalhadamente de que 
maneira o fato ocorreu. Lembre-se de que um acontecimento pode provocar 
consequências, e essas devem ser observadas. Após definir os elementos da 
narrativa, basta organizá-los para elaborar uma narração. 
A escolha do narrador deve ser feita a partir do foco narrativo, que pode ser:
 � Narrador-personagem: conta a história em primeira pessoa e é narrador e perso-
nagem ao mesmo tempo; 
 � Narrador-observador: nesse foco, a narração ocorre em terceira pessoa. O narrador 
conta a história como alguém que observa tudo o que acontece e depois transmite 
os fatos ao leitor; 
 � Narrador-onisciente: geralmente utiliza o discurso indireto livre em suas narrativas. 
Esse narrador sabe tudo sobre as personagens e o enredo. Além disso, revela seus 
pensamentos e sentimentos íntimos. 
Para saber mais sobre tipos e gêneros, leia o texto “Gêneros e tipos textuais: afinal de 
contas, do que se trata?” (COSTA, 2011).
Gêneros do tipo textual narrativo
Os gêneros que utilizam a estrutura narrativa são: conto, crônica, fábula, 
romance, biografia, lenda, narrativa de aventura, narrativa de ficção científica, 
narrativa de enigma, narrativa mítica, sketch ou história engraçada, biografia 
3Tipos textuais – a narração: elementos, estrutura e gêneros
romanceada, romance, romance histórico, novela fantástica, advinha, piada, 
entre outros.
Veja alguns exemplos:
Conto: trecho de “Pai contra mãe”, de Machado de Assis (1990)
Assim sucedeu. Postos fora da casa, passaram ao aposento de favor, 
e dous dias depois nasceu a criança. A alegria do pai foi enorme, e a 
tristeza também. Tia Mônica insistiu em dar a criança à Roda. ‘Se você 
não a quer levar, deixe isso comigo; eu vou à Rua dos Barbonos.’ Cândido 
Neves pediu que não, que esperasse, que ele mesmo a levaria. Notai que 
era um menino, e que ambos os pais desejavam justamente este sexo. 
Mal lhe deram algum leite; mas, como chovesse à noite, assentou o pai 
levá-lo à Roda na noite seguinte.
Naquela reviu todas as suas notas de escravos fugidos. As gratificações 
pela maior parte eram promessas; algumas traziam a soma escrita e es-
cassa. Uma, porém, subia a cem mil-réis. Tratava-se de uma mulata; vinham 
indicações de gesto e de vestido. Cândido Neves andara a pesquisá-la sem 
melhor fortuna, e abrira mão do negócio; imaginou que algum amante 
da escrava a houvesse recolhido. Agora, porém, a vista nova da quantia e 
a necessidade dela animaram Cândido Neves a fazer um grande esforço 
derradeiro. Saiu de manhã a ver e indagar pela Rua e Largo da Carioca, 
Rua do Parto e da Ajuda, onde ela parecia andar, segundo o anúncio. Não 
a achou; apenas um farmacêutico da Rua da Ajuda se lembrava de ter 
vendido uma onça de qualquer droga, três dias antes, à pessoa que tinha 
os sinais indicados. Cândido Neves parecia falar como dono da escrava, e 
agradeceu cortesmente a notícia. Não foi mais feliz com outros fugidos 
de gratificação incerta ou barata.
[...] Houve aqui luta, porque a escrava, gemendo, arrastava-se a si e 
ao filho. Quem passava ou estava à porta de uma loja, compreendia o 
que era e naturalmente não acudia. Arminda ia alegando que o senhor 
era muito mau, e provavelmente a castigaria com açoutes, cousa que, 
no estado em que ela estava, seria pior de sentir. Com certeza, ele lhe 
mandaria dar açoutes.
Observe, no trecho acima, que o tempo verbal predominante é o passado, 
que aparece, por exemplo em “queriam”, “sentiu” e “tentaram”. O foco nar-
rativo é o do narrador-observador, considerando que a narração ocorre em 
terceira pessoa: o narrador conta a história como alguém que observa tudo 
Tipos textuais – a narração: elementos, estrutura e gêneros4
o que acontece e depois transmite os fatos ao leitor. Aqui, a organização 
temporal se dá pelo fato de que a história conta sobre a escravidão e situações 
que ocorreram na vida real.
Com relação à estrutura da narrativa, apesar de você ter lido apenas um 
trecho, pode pensar nos elementos da narrativa a partir dele:
 � Fato: nasce o filho de Candinho e Clara dois dias depois de serem 
despejados
 � Tempo: período de escravidão no Brasil 
 � Lugar: casa
 � Personagens: Tia Mônica, Candinho e Clara
 � Causa: Candinho não tinha dinheiro para criar o filho e pagar o aluguel
 � Modo: Candinho começa a procurar escravos fujões 
 � Consequências: Candinho pega uma escrava fujona grávida para con-
seguir dinheiro
Biografia: trecho da biografia de Luís Carlos Prestes (REIS FILHO, 2014, p. 42)
Assumira o batalhão de Santo Ângelo um novo comandante, o major 
Eduardo Sá de Siqueira. Por suas orientações e decisões, Prestes logo 
compreendeu que fora nomeado para provocá-lo, arranjar pretextos 
para eventuais punições. Tratou, assim, de se livrar com uma solicita-
ção de licença-saúde. Em 14 de maio, ‘dera parte de doente’. Cinco 
dias depois, foi inspecionado por uma junta médica no hospital de 
Santo Ângelo, a qual o considerou incapacitado para ‘todo o serviço 
no Exército’ pelo período de três meses, diagnosticado com ‘gripe com 
astonia geral’. Em 19 de agosto, outra inspeção concedeu-lhe mais três 
meses. Diagnóstico: ‘astonia pós-gripal’. Ambas as ‘inspeções’, embora 
teoricamente efetuadas por uma ‘junta’, eram assinadas por um só 
capitão-médico: Antonio Gentil Basílio Alves, decerto um simpatizante 
das conspirações. Assim, ao longo desses meses Prestes teve mãos livres 
para articular e conspirar à vontade.
Já na biografia de Luís Carlos Prestes, há um foco narrativo de narrador-
-onisciente, tendo em vista que ele utiliza o discurso indireto livre e sabe tudo 
sobre as personagens e o enredo, revelando seus pensamentos e sentimentos 
íntimos. O tempo verbal predominante do tipo narrativo é o passado, que apa-
rece, por exemplo em “surpreendiam”, “traziam” e “preferiam”. A organização 
temporal se dá por indicações precisas das datas em que ocorrem os fatos.
5Tipos textuais – a narração: elementos, estrutura e gêneros
A partir do parágrafo acima, retirado de um texto maior, já é possível 
identificar alguns elementos da estrutura da narrativa: 
 � Fato: Prestes ganha atestado médico de três meses 
 � Tempo: de 14 de maio até três meses depois de 19 de agosto
 � Lugar: Santo Ângelo 
 � Personagens: Prestes, major Eduardo Sá Siqueira e Antônio Gentil 
Basílio Neves
 � Causa: Para se livrar de perseguição do Major Eduardo Sá Siqueira
 � Modo: inspecionado numa junta no Hospital de Santo Ângelo
 � Consequências: ficou livre para articular 
Notícia: George Michael aparece em imagens de arquivo raras no trailer 
do documentário Freedom (ROLLING STONE EUA, 2017).
O canal norte-americano Showtime compartilhou o primeiro trailer do 
novo documentário, George Michael: Freedom. O próprio cantor – que 
morreu em dezembro do ano passado – é quem faz a narração do filme, 
que funciona como uma espécie de ‘trabalho final’ dele.
Por meio de imagens inéditas de arquivo e gravações caseiras – além 
das próprias histórias de Michael –, o documentário foca na carreira inteira 
do cantor, mas especialmente no peso da fama gerada pelo lançamento 
de ListenWithout Prejudice Vol. 1, de 1990.
O documentário também oferece a visão pessoal de Michael em 
relação à batalha legal histórica dele com a Sony Music. Michael esteve 
pesadamente envolvido com a feitura do filme até a morte dele, em 
dezembro de 2016, com o cantor sendo listado inclusive como codiretor, 
ao lado de David Austin.
George Michael: Freedom, que estreia em 21 de outubro no Showtime, 
também traz entrevistas com artistas como Stevie Wonder, Elton John, 
Mark Ronson, Mary J. Blige e Liam Gallager (ex-Oasis), assim como as 
supermodels vistas no clipe de ‘Freedom 90’: Cindy Crawford, Naomi 
Campbell, Christy Turlington, Linda Evangelista e Tatjana Patitz. 
A notícia que você acabou de ler usa a estrutura narrativa. No primeiro 
parágrafo, há a apresentação, em que algumas circunstâncias da história são 
exibidas, como o momento e o lugar de desenvolvimento da ação, bem como 
as personagens. Por exemplo: o momento e o lugar de desenvolvimento são 
o canal norte-americano Showtime, e a personagem é George Michael. A 
Tipos textuais – a narração: elementos, estrutura e gêneros6
complicação é a parte do texto em que se inicia a ação, que no exemplo é 
o compartilhamento do trailer pelo canal Showtime. O clímax é o ponto 
da narrativa em que a ação alcança o seu momento crítico, aqui 
apresentando o fato de que “Michael esteve pesadamente envolvido com 
a feitura do filme até a morte dele, em dezembro de 2016, com o cantor 
sendo listado inclusive como codiretor, ao lado de David Austin 
[...]” (ROLLING STONE EUA, 2017), levando a narrativa ao 
desfecho, que é quando o conflito produzido pelas ações das 
personagens é solucionado, nesse caso, “[...] o documentário George 
Michael: Freedom, estreia em 21 de outubro no Showtime, e também traz 
entrevistas com artistas como Stevie Wonder, Elton John, Mark Ronson, 
Mary J. Blige e Liam Gallager (ex-Oasis), assim como as supermodels vistas 
no clipe de ‘Freedom 90’: Cindy Crawford, Naomi Campbell, Christy 
Turlington, Linda Evangelista e Tatjana Patitz” (ROLLING STONE 
EUA, 2017).
No que tange aos elementos da narrativa, há narrador, enredo, 
personagens, tempo e espaço. Observe:
� Fato: divulgado primeiro trailer de documentário de George Michael
� Tempo: 21 de outubro
� Lugar: Showtime
� Personagens: o próprio George Michael e artistas como Stevie 
Wonder, Elton John, Mark Ronson, Mary J. Blige e Liam Gallager 
(ex-Oasis),
assim como as supermodels vistas no clipe de “Freedom 90”: Cindy 
Crawford, Naomi Campbell, Christy Turlington, Linda Evangelista e 
Tatjana Patitz
 � Causa: Michael morreu enquanto produzia o documentário
 � Modo: Por meio de imagens inéditas de arquivo e gravações caseiras – 
além das próprias histórias de Michael
 � Consequências: Documentário será lançado
7Tipos textuais – a narração: elementos, estrutura e gêneros
ASSIS, M. Pai contra mãe. In: ASSIS, M. Relíquias de casa velha. Rio de Janeiro: Garnier, 
1990. (Coleção dos Autores Celebres da Literatura Brasileira, v. 16).
BRASIL. Ministério da Educação. Hora do ENEM: programa 103 - texto narrativo, texto 
científico e uma expert no português. Brasília, DF: TV Escola, 2016. Disponível em: 
. Acesso em: 09 out. 2017.
COSTA, A. R. Gêneros e tipos textuais: afinal de contas, do que se trata? Prolíngua, 
João Pessoa, v. 6, n. 1, jan./jun. 2011.
MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONISIO, A. P.; 
MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (Org.). Gêneros textuais e ensino. 2. ed. Rio de Janeiro: 
Lucerna, 2003.
REIS FILHO, D. A. Luís Carlos Prestes: um revolucionário entre dois mundos São Paulo: 
Companhia das Letras, 2014.
ROLLING STONE EUA. George Michael aparece em imagens de arquivo raras no trailer do 
documentário Freedom. São Paulo: Rolling Stone, 19 set. 2017. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2017.
TRAVAGLIA, L. C. Tipos, gêneros e subtipos textuais e o ensino de língua materna. 
In: BASTOS, N. B. Língua portuguesa: uma visão em mosaico. São Paulo: EDUC, 2002.
9Tipos textuais – a narração: elementos, estrutura e gêneros
Dica do professor
O texto narrativo é uma janela para mundos diversos, possibilitando ao leitor viajar através de 
tempos, lugares e emoções, guiado apenas pela força das palavras. Carregado de ação e 
movimento, esse tipo textual tece histórias que podem ser fictícias ou baseadas em acontecimentos 
reais. A narrativa se desdobra por meio de sequências de eventos, e cada evento é uma peça que 
ajuda a construir uma história coesa e envolvente, permitindo que o leitor se conecte, se identifique 
e entre no universo proposto pelo narrador.
Nesta Dica do Professor, você vai conhecer as características primordiais do texto narrativo e 
explorar a essência da narração, desvendando elementos fundamentais como personagens, enredo, 
tempo, espaço e narrador. Além disso, conhecerá a estrutura típica de uma narrativa, desde a 
apresentação até o clímax e o desfecho, proporcionando uma visão ampla e detalhada que 
permitirá melhor compreensão e aplicação desses conceitos em suas leituras e escritas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/24681d9987759599bcae4d61397f3f59
Exercícios
1) No vasto universo da literatura, os gêneros textuais narrativos se apresentam como formas 
multifacetadas e ricas de expressão escrita. Cada gênero tem características únicas, tecendo 
histórias que se desdobram de maneiras distintas e cativando leitores com a diversidade de temas, 
estilos e estruturas.
Leia o texto a seguir:
Assinale a alternativa que identifica o gênero textual correto.
A) Parábola.
B) Romance.
C) Fábula.
D) Anedota.
E) Epopeia.
Os gêneros textuais narrativos são, sem dúvida, uma das mais ricas expressões literárias e culturais 
de nossa civilização. Ao longo dos séculos, diferentes culturas e tradições moldaram narrativas que 
2) 
não apenas entretêm, mas também refletem valores, normas, dilemas e visões de mundo 
particulares. Entre esses gêneros, a fábula, por meio de seus personagens — que, frequentemente, 
são animais —, traz ensinamentos universais sobre a natureza humana e suas idiossincrasias.
A partir disso, leia o texto a seguir:
Embora seja um texto preponderantemente narrativo, é possível encontrar outras sequências 
discursivas no texto “O sapo e o escorpião”. O tipo textual que está corretamente associado ao 
exemplo é:
A) injunção: “Por que você fez isso, escorpião?”.
B) injunção: “Você me carrega nas costas para eu poder atravessar o rio?”.
C) dissertação expositiva: “Durante a travessia do rio, porém o sapo sentiu a picada mortal do 
escorpião.”.
D) descrição: “Me dê uma carona!”.
E) dissertação objetiva: “O sapo concordou.”.
O universo dos gêneros textuais narrativos é vasto e diversificado, proporcionando diversos estilos 
e formatos que continuam a cativar leitores de todas as idades e de todas as culturas. Cada gênero 
carrega em si uma essência única, embora esteja intrinsecamente ligado aos elementos 
3) 
fundamentais da narrativa. Personagens, enredo, conflito, clímax e resolução se entrelaçam de 
maneiras distintas, dando vida a narrativas que variam desde contos moralizantes até sagas épicas.
A parábola e a fábula, por exemplo, são gêneros que, muitas vezes, transportam lições de moral 
embutidas em suas narrativas — que são simples, mas poderosas.
Leia o texto a seguir:
 
Qual das frases poderia sintetizar a moral da história "O sapo e o escorpião"?
A) A instrução é a luz do espírito.
B) A ignorância é o pior de todos os males.
C) Manda quem pode, obedece quem deve.
D) O homem prevenido vale por dois.
E) Não se pode lutar contra a natureza.
No cenárioliterário, o modo como os personagens se comunicam e como suas vozes são 
apresentadas ao leitor desempenha um papel crítico na construção da atmosfera, na 
evolução do enredo e no desenvolvimento do caráter. A partir desse contexto, analise o 
fragmento textual a seguir:
4) 
"E o escorpião simplesmente respondeu:
— Porque esta é minha natureza, meu amigo sapo. E eu não posso mudá-la."
Assinale a alternativa que indica corretamente o(s) tipo(s) de discurso.
A) Discursos direto, indireto e indireto livre.
B) Apenas discurso direto.
C) Apenas discurso indireto.
D) Discursos direto e indireto.
E) Discursos direto e indireto livre.
5) Na literatura, no jornalismo, no cinema e em outras formas de arte e comunicação, o texto 
narrativo é um elemento central. Ele não só conta uma história, mas também envolve e 
transporta o público para um universo construído por palavras e imagens. As sequências 
narrativas, compostas por elementos como introdução, desenvolvimento, clímax e 
conclusão, são cruciais para construir uma narrativa coesa e envolvente.
A partir do contexto apresentado, identifique a alternativa que exemplifica corretamente a 
estrutura e a aplicação eficaz de sequências narrativas em diferentes gêneros textuais.
A) Em um relatório técnico, incluir elementos de suspense e mistério para tornar a leitura mais 
envolvente.
B) Em um texto jornalístico, incorporar diálogos fictícios e personagens imaginários para tornar a 
história mais interessante.
C) Em um conto, iniciar com um clímax intenso para capturar a atenção do leitor e depois recuar 
para explicar os eventos que levaram a esse ponto.
D) Em uma biografia, evitar completamente a ordem cronológica para criar um sentido de 
mistério e exploração.
E) Em uma receita culinária, focar na história da origem do prato, deixando os ingredientes e os 
passos de preparação em segundo plano.
Na prática
Narrativas têm o poder inigualável de conectar, engajar e inspirar. Elas dão vida a conceitos, ideias 
e mensagens, transformando-os em histórias memoráveis que ressoam com o público. Essa força 
das narrativas não se restringe ao domínio da literatura, mas encontra seu lugar em diversos 
setores, incluindo a publicidade, onde o storytelling se estabeleceu como uma técnica indispensável 
para alcançar os corações e as mentes dos consumidores em um mundo saturado de informações.
Confira, Na Prática, a história da icônica campanha que incorporou magistralmente a arte do 
storytelling. Você vai saber como essa narrativa impactou o mundo da publicidade, transformando 
uma mensagem de marca em um movimento global, e como o uso estratégico dos elementos do 
gênero narrativo pode criar campanhas publicitárias que transcendem o tempo e o espaço, 
estabelecendo conexões profundas com o público.
Aponte a câmera para o 
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conteúdo ou clique no 
código para acessar.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Memoriais em contextos de formação e pesquisa: abordagens 
narrativas e (auto)biográficas
Confira, neste artigo, uma reflexão sobre a importância dos memoriais de formação como 
dispositivos teórico-metodológicos em abordagens narrativas e (auto)biográficas. Este artigo tem 
como fonte os registros autobiográficos da autora e os memoriais escritos em um grupo de 
pesquisa.
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Estrutura de uma narrativa
Diferentemente da dissertação, a narrativa é um texto que trata de acontecimentos e ações 
realizados por personagens fictícios ou reais. Na literatura, ela aparece principalmente em 
romances, novelas, fábulas, contos e crônicas. Ela também é a base de muitas peças de teatro e dos 
filmes produzidos pelo cinema. Confira, neste vídeo, a estrutura de uma narrativa.
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Paul Ricoeur e a narrativa além do gênero discursivo
Leia, neste artigo, uma reflexão teórica sobre o conceito de narrativa do filósofo francês Paul 
Ricoeur (1913-2005), tendo por objetivo articular elementos que permitam pensar esse conceito 
para além dos limites de um gênero discursivo. A hipótese é que seus argumentos, na construção 
do conceito de tríplice mimese, podem ser aplicados como um modelo metafórico para o processo 
comunicacional, mesmo considerando que Ricoeur não estava pensando na comunicação.
https://periodicos.unb.br/index.php/linhascriticas/article/view/47919/38365
https://www.youtube.com/embed/pqRSNJI-k2s?si=8ftTRSZTl-qdMZ6Y
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https://www.scielo.br/j/gal/a/9Lxgn7rzTw83k6Bpf8cXBYF/?format=html&lang=pt

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