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 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
 
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 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
III. Simulado OAB 
Código de Ética e Estatuto da OAB 
Priscila Ferreira 
Questão 01. 
Sérgio precisa recorrer de uma decisão, proferida em 
sede de processo disciplinar. Advogado e devidamente 
inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, sabe 
que cabe recurso ao Conselho Federal de todas as 
decisões definitivas proferidas pelo Conselho Seccional, 
quando não tenham sido unânimes ou, sendo unânimes, 
contrariem o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos 
Advogados do Brasil (OAB), decisão do Conselho Federal 
ou de outro Conselho Seccional e, ainda, o regulamento 
geral, o Código de Ética e Disciplina e os Provimentos. 
Diante do exposto, assinale a alternativa que 
corresponde corretamente ao que está disposto na 
legislação pertinente. 
A) Além dos interessados, o Presidente do Conselho 
Seccional é legitimado a interpor o referido recurso 
trazido no enunciado. 
B) Cabe recurso ao Conselho Seccional de todas as 
decisões proferidas por seu Presidente e pelo Tribunal de 
Ética e Disciplina, com exceção das decisões proferidas 
pela diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos 
Advogados que caberá recurso direto ao Conselho 
Federal. 
C) Todos os recursos têm efeito suspensivo. 
D) Os recursos que Sérgio porventura tenha direito, 
deverá sempre ser acompanhado de preparo. 
Comentário Longo 
A questão testou o candidato acerca dos conhecimentos 
sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados 
do Brasil (OAB), especificamente sobre CAPÍTULO III - “
Dos Recursos”. 
Repare que somente uma alternativa corresponde 
corretamente ao disposto na legislação, vejamos: 
“Art. 75. Cabe recurso ao Conselho Federal de todas as 
decisões definitivas proferidas pelo Conselho Seccional, 
quando não tenham sido unânimes ou, sendo unânimes, 
contrariem esta lei, decisão do Conselho Federal ou de 
outro Conselho Seccional e, ainda, o regulamento geral, 
o Código de Ética e Disciplina e os Provimentos. 
Parágrafo único. Além dos interessados, o Presidente do 
Conselho Seccional é legitimado a interpor o recurso 
referido neste artigo. 
Art. 76. Cabe recurso ao Conselho Seccional de todas as 
decisões proferidas por seu Presidente, pelo Tribunal de 
Ética e Disciplina, ou pela diretoria da Subseção ou da 
Caixa de Assistência dos Advogados. 
Art. 77. Todos os recursos têm efeito suspensivo, exceto 
quando tratarem de eleições (arts. 63 e seguintes), de 
suspensão preventiva decidida pelo Tribunal de Ética e 
Disciplina, e de cancelamento da inscrição obtida com 
falsa prova. 
Parágrafo único. O regulamento geral disciplina o 
cabimento de recursos específicos, no âmbito de cada 
órgão julgador.” 
Assim, nos termos do art. 75, parágrafo único do EAOAB, 
além dos interessados, o Presidente do Conselho 
Seccional é legitimado a interpor o referido recurso 
trazido no enunciado. 
Letra A (item árvore: 12.3) 
CORRETA 
Nos termos do Art. 75 do EAOAB, parágrafo único, além 
dos interessados, o Presidente do Conselho Seccional é 
legitimado a interpor o recurso referido neste artigo. 
Letra B (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
Também cabe recurso ao Conselho Seccional, nos casos 
de decisões proferidas pela diretoria da Subseção ou da 
Caixa de Assistência dos Advogados, vejamos o disposto 
no Art. 76 do EAOAB: Cabe recurso ao Conselho 
Seccional de todas as decisões proferidas por seu 
Presidente, pelo Tribunal de Ética e Disciplina, ou pela 
diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos 
Advogados.”. 
Letra C (item árvore: 12.3) 
INCORRETA 
Nem todos os recursos têm efeito suspensivo, vejamos o 
Art. 77 do EAOAB: “Todos os recursos têm efeito 
suspensivo, exceto quando tratarem de eleições (arts. 63 
e seguintes), de suspensão preventiva decidida pelo 
Tribunal de Ética e Disciplina, e de cancelamento da 
inscrição obtida com falsa prova.” 
Letra D (item árvore: 12.3) 
5 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
INCORRETA 
Não há essa exigência na legislação. 
Comentário Curto 
A questão testou o candidato acerca dos conhecimentos 
sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados 
do Brasil (OAB), especificamente sobre CAPÍTULO III - “
Dos Recursos”, e nos termos do art. 75, parágrafo único 
do EAOAB, além dos interessados, o Presidente do 
Conselho Seccional é legitimado a interpor o referido 
recurso trazido no enunciado. 
Assim, a alternativa “A” é a correta e gabarito da 
questão. 
Gabarito: A 
 
Questão 02. 
Com a aproximação da eleição dos membros de todos os 
órgãos da OAB, João, advogado, fará uma palestra sobre 
o referido tema, a uma determinada Seccional, com o 
objetivo de orientar os profissionais que ali trabalham, 
bem como aos demais advogados filiados. Assinale a 
alternativa, que corresponde corretamente as 
orientações dadas pelo Advogado João: 
A) A eleição, na forma e segundo os critérios e 
procedimentos estabelecidos no regulamento geral, é de 
comparecimento obrigatório para todos os advogados 
inscritos na OAB, com exceção daqueles que 
demonstrarem interesse de não realizar a votação, em 
até 15 dias antes do pleito. 
B) O candidato deve comprovar situação regular perante 
a OAB, não ocupar cargo exonerável ad nutum, não ter 
sido condenado por infração disciplinar, salvo 
reabilitação, e exercer efetivamente a profissão há mais 
de 3 (três) anos, nas eleições para todos os cargos, 
incluindo os cargos de Conselheiro Seccional e das 
Subseções, quando houver. 
C) O mandato em qualquer órgão da OAB é de três anos, 
iniciando-se em primeiro de janeiro do ano seguinte ao 
da eleição, salvo o Conselho Federal. 
D) Consideram-se eleitos os candidatos integrantes da 
chapa que obtiver a maioria dos votos, com possibilidade 
de 2º turno, caso alguma chapa não atinja 50% dos votos 
válidos na primeira votação. 
 
Comentário Longo 
 A questão exige do aluno o conhecimento presente nos 
artigos 63 ao 65 do EAOAB. Vejamos: 
“Art. 63. A eleição dos membros de todos os órgãos da 
OAB será realizada na segunda quinzena do mês de 
novembro, do último ano do mandato, mediante cédula 
única e votação direta dos advogados regularmente 
inscritos. 
§1º A eleição, na forma e segundo os critérios e 
procedimentos estabelecidos no regulamento geral, é de 
comparecimento obrigatório para todos os advogados 
inscritos na OAB. 
§2º O candidato deve comprovar situação regular 
perante a OAB, não ocupar cargo exonerável ad nutum, 
não ter sido condenado por infração disciplinar, salvo 
reabilitação, e exercer efetivamente a profissão há mais 
de 3 (três) anos, nas eleições para os cargos de 
Conselheiro Seccional e das Subseções, quando houver, 
e há mais de 5 (cinco) anos, nas eleições para os demais 
cargos. 
Art. 64. Consideram-se eleitos os candidatos integrantes 
da chapa que obtiver a maioria dos votos válidos. 
§1º A chapa para o Conselho Seccional deve ser 
composta dos candidatos ao conselho e à sua diretoria e, 
ainda, à delegação ao Conselho Federal e à Diretoria da 
Caixa de Assistência dos Advogados para eleição 
conjunta. 
§2º A chapa para a Subseção deve ser composta com 
os candidatos à diretoria, e de seu conselho quando 
houver. 
Art. 65. O mandato em qualquer órgão da OAB é de três 
anos, iniciando-se em primeiro de janeiro do ano 
seguinte ao da eleição, salvo o Conselho Federal.” 
Em resumo, o mandato em qualquer órgão da OAB é de 
três anos, iniciando-se em primeiro de janeiro do ano 
seguinte ao da eleição, salvo o Conselho Federal. 
Logo, a alternativa “c” é a correta e gabarito da 
questão. 
Letra A (item árvore: 13.2) 
INCORRETA 
Nos termos do Art. 63, §1º, do EAOAB, a eleição, na 
forma e segundo os critérios e procedimentos 
estabelecidos no regulamento geral, é de 
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 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
comparecimento obrigatório para todos os advogados 
inscritos na OAB. 
Portanto, não há o que se falar em exceção daqueles que 
demonstrarem interesse. 
Letra B (itemdos legitimados. 
Comentário Curto 
A Constituição Federal trata dos legitimados a propor 
ação direta de inconstitucionalidade e a ação 
declaratória de constitucionalidade, vejamos: 
Art. 103. Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade 
 I - o Presidente da República; 
II - a Mesa do Senado Federal; 
III - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
IV a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara 
Legislativa do Distrito Federal; 
V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
VI - o Procurador-Geral da República; 
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil; 
VIII - partido político com representação no Congresso 
Nacional; 
IX - confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional. 
Gabarito: B 
 
Direitos Humanos 
Géssica Ehle 
Questão 18. 
Nos termos da doutrina de Fábio Konder Comparato, a 
normatização dos direitos humanos confere segurança 
jurídica as relações sociais, tendo finalidade pedagógica 
perante a comunidade na medida em que faz prevalecer 
valores éticos que estão positivados nas normas 
jurídicas. 
À luz das correntes de fundamentação dos direitos 
humanos, é correto afirmar que 
a) o fundamento na moral aduz que os direitos humanos 
se fundam diretamente em valores morais da 
coletividade humana, com validade conferida por 
normas positivadas 
b) a visão do fundamento racional afirma que os direitos 
humanos advêm da razão humana, desenvolvidos na 
psique por meio da influência da religião 
c) que os Direitos Humanos são equivalentes aos direitos 
naturais e pré-existentes ao direito produzido pelo 
homem, são definições advindas da corrente de 
fundamentação jusnaturalista 
d) o fundamento da dignidade define um ponto em 
comum entre todas as correntes de fundamento, 
reconhece que os direitos humanos possuem um núcleo 
básico e foi a responsável pela superação de todas as 
anteriores 
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 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Comentários 
Gabarito: C 
a) Errado. O fundamento moral prescinde a afirmação de 
que os direitos humanos dependem de positivação. 
b) Errado. O fundamento racional define uma visão laica 
dos direitos humanos, não vinculada à natureza ou à 
religião. 
c) Certo. O item está correto, pois a corrente 
jusnaturalista se caracteriza pelo cunho metafísico. 
d) Errado. Ainda que a corrente de fundamento da 
dignidade reconheça um núcleo de direitos, ela não se 
opõe as demais, de modo que todas podem ser 
levantadas quando da aplicação do direito ao caso 
concreto. 
 
Questão 19. 
O Estado brasileiro celebrou tratado internacional se 
comprometendo a promover um alargamento da política 
de combate ao abandono de idosos em instituições de 
acolhimento, hospitais e entidades congêneres. Nesse 
sentido, o tratado foi aprovado pelas Casas do Congresso 
Nacional e regularmente promulgado na ordem jurídica 
interna. À luz da sistemática constitucional, o tratado 
poderá assumir status de: 
a) lei ordinária, uma vez que os direitos da pessoa idosa 
não pertencem a temática dos direitos humanos 
b) norma supralegal, pois todo tratado de direitos 
humanos possui tal natureza 
c) emenda constitucional, pois todo tratado 
internacional de direitos humanos possui essa natureza 
jurídica 
d) emenda constitucional, desde que aprovado em dois 
turnos, por três quintos dos votos dos membros de cada 
Casa do Congresso Nacional. 
Comentários 
Gabarito: D 
Art. 5º, §3º. Os tratados e convenções internacionais 
sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada 
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três 
quintos dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 45, de 2004). 
Direito Internacional 
Vanessa Arns 
Questão 20. 
John, cidadão norte-americano, é apaixonado pelo 
carnaval brasileiro e decide viajar com sua família para a 
cidade do Rio de Janeiro. Para tanto, John se dirige até o 
consulado do Brasil em Los Angeles, onde também foi 
lotado o poeta e diplomata Vinicius de Moraes, e 
consegue o visto brasileiro para toda a sua família. 
Chegando ao Brasil, sozinho, John é parado pela polícia 
federal na fronteira, onde apresenta o visto brasileiro. 
Quanto ao visto, em tal situação. 
A) O visto é o documento que dá a seu titular expectativa 
de ingresso em território nacional, portanto o agente de 
fronteira pode negar a entrada de John e sua família. 
B) O visto é o documento que dá a seu titular a garantia 
de ingresso em território nacional, portanto o agente de 
fronteira pode negar a entrada de John e sua família. 
C) O visto é o documento que dá a seu titular garantia de 
ingresso em território nacional, mas o agente de 
fronteira pode pedir toda a documentação antes de 
permitir a entrada. 
D) O visto é o documento que dá a seu titular garantia de 
ingresso em território nacional, mas isso não se aplica a 
cidadãos norte-americanos. 
Comentários 
Gabarito: A 
A alternativa A está como correta e é o gabarito da 
questão. De acordo com a Lei de Migração, Lei nº 13.445, 
de 24 de maio de 2017, 
Art. 6º O visto é o documento que dá a seu titular 
expectativa de ingresso em território nacional. 
O visto é o documento que dá a seu titular expectativa 
de ingresso em território nacional, portanto o agente de 
fronteira pode negar a entrada de John e sua família. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com a Lei de 
Migração, Lei nº 13.445, de 24 de maio de 2017, 
Art. 6º O visto é o documento que dá a seu titular 
expectativa de ingresso em território nacional. 
O visto é o documento que dá a seu titular expectativa 
de ingresso em território nacional, portanto o agente de 
fronteira pode negar a entrada de John e sua família. 
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 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
A alternativa C está incorreta. De acordo com a Lei de 
Migração, Lei nº 13.445, de 24 de maio de 2017, 
Art. 6º O visto é o documento que dá a seu titular 
expectativa de ingresso em território nacional. 
O visto é o documento que dá a seu titular expectativa 
de ingresso em território nacional, portanto o agente de 
fronteira pode negar a entrada de John e sua família. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com a Lei de 
Migração, Lei nº 13.445, de 24 de maio de 2017, 
Art. 6º O visto é o documento que dá a seu titular 
expectativa de ingresso em território nacional. 
O visto é o documento que dá a seu titular expectativa 
de ingresso em território nacional, portanto o agente de 
fronteira pode negar a entrada de John e sua família. 
 
Questão 21. 
Olivia, brasileira, celebra no Brasil um contrato de 
prestação de serviços de consultoria no Brasil a uma 
empresa pertencente a Gabriel, francês residente em 
Lyon, para a realização de investimentos no mercado 
acionário brasileiro. O contrato possui uma cláusula 
indicando a aplicação da lei francesa. 
Em ação proposta por Olivia no Brasil, surge uma 
questão envolvendo a capacidade de Gabriel para 
assumir e cumprir as obrigações previstas no contrato. 
Com relação a essa questão, a Justiça brasileira deverá 
aplicar 
a) a lei brasileira, porque o contrato foi celebrado no 
Brasil. 
b) a lei francesa, porque Gabriel é residente da França. 
c) a lei brasileira, país onde os serviços serão prestados. 
d) a lei francesa, escolhida pelas partes mediante 
cláusula contratual expressa. 
Comentários 
Gabarito: B 
A alternativa A está incorreta. 
A questão não se refere ao contrato ou qualquer de suas 
obrigações. 
A questão aborda sobre a capacidade civil da pessoa, 
sendo ela francesa (domiciliada na França), é a lei 
francesa que define se ela é capaz ou não. 
A alternativa B está correta. 
Atenção aluno da OAB! A questão não se refere ao 
contrato ou qualquer de suas obrigações. 
A questão aborda sobre a capacidade civil da pessoa, 
sendo ela francesa (domiciliada na França), é a lei 
francesa que define se ela é capaz ou não. Lembremos: 
Art. 7º (LINDB)A lei do país em que domiciliada a pessoa 
determina as regras sobre o começo e o fim da 
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de 
família. 
A questão pode ser respondida com base no art. 7º da 
Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, que já 
apareceu diversas vezes nos exames da OAB. 
LINDB: 
ART. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa 
determina as regras sobre o começo e o fim da 
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de 
família. 
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada 
a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às 
formalidades da celebração. 
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se 
perante autoridades diplomáticas ou consulares do país 
de ambos os nubentes. 
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os 
casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro 
domicílio conjugal. 
A alternativa C está incorreta. 
A questão não se refere ao contrato ou qualquer de suas 
obrigações. 
A questão aborda sobre a capacidade civil da pessoa, 
sendo ela francesa (domiciliada na França), é a lei 
francesa que define se ela é capaz ou não. 
A alternativa D está incorreta. 
A questão não se refere ao contrato ou qualquer de suas 
obrigações. 
A questão aborda sobre a capacidade civil da pessoa, 
sendo ela francesa (domiciliada na França), é a lei 
francesa que define se ela é capaz ou não. 
 
 
 
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 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Direito Tributário 
Rodrigo Martins 
Questão 22. 
Por meio de Decreto publicado em 30/12/2022, o 
Governador do Estado X atualizou o valor monetário da 
base de cálculo do IPVA no limite do índice oficial de 
correção monetária. Esse Decreto ainda determinou a 
produção dos seus efeitos a partir de 01/01/2023. Sobre 
a hipótese, é correto afirmar que tal Decreto: 
A) Não viola o Princípio da Estrita Legalidade Tributária e 
não viola o Princípio da Anterioridade Nonagesimal. 
B) Viola o Princípio da Estrita Legalidade Tributária e não 
viola o Princípio da Anterioridade Nonagesimal l. 
C) Não viola o Princípio da Estrita Legalidade Tributária e 
viola o Princípio da Anterioridade Nonagesimal. 
D) Viola o Princípio da Estrita Legalidade Tributária e 
viola o Princípio da Anterioridade Nonagesimal. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão gira em torno dos seguintes aspectos: a mera 
atualização do valor monetário da base de cálculo do 
IPVA, no limite do índice oficial de correção monetária, 
deve observar o Princípio da Estrita Legalidade 
Tributária? As modificações na base de cálculo do IPVA 
devem observar o Princípio da Anterioridade 
Nonagesimal? 
No caso: 
> O Governador de determinado Estado atualizou o valor 
monetário da base de cálculo do IPVA no limite do índice 
oficial de correção monetária. 
> Essa atualização monetária foi efetuada por meio de 
Decreto. 
> Tal Decreto foi publicado em 30/12/2022 e 
determinou a produção dos seus efeitos a partir de 
01/01/2023. 
> Eis o cerne da questão: houve violação ao Princípio da 
Estrita Legalidade Tributária e ao Princípio da 
Anterioridade Nonagesimal? 
A resposta é dada pelo art. 97, § 2º, do CTN, pela Súmula 
nº 160 do STJ e pelo art. 150, § 1º, da CF/88: 
CTN: Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado 
o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
(...) 
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do 
disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor 
monetário da respectiva base de cálculo. 
Súmula nº 160 do STJ: É defeso, ao Município, atualizar 
o IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao 
índice oficial de correção monetária. 
CF/88: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias 
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
(...) 
III - cobrar tributos: 
(...) 
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido 
publicada a lei que os instituiu ou aumentou; 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja 
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, 
observado o disposto na alínea b; 
(...) 
§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos 
previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a 
vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos 
previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à 
fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos 
arts. 155, III, e 156, I. 
(...). 
De acordo com o art. 97, § 2º, do CTN e com a Súmula nº 
160 do STJ, não representa majoração de tributo a mera 
atualização do valor monetário da base de cálculo, sendo 
permitido, assim, atualizar a referida base, mediante 
decreto, desde que em percentual que não supere o 
índice oficial de correção monetária. Isso porque só se 
exige lei, em observância ao Princípio da Estrita 
Legalidade Tributária, quando houver aumento real de 
tributo, sendo que a mera atualização monetária não 
representa aumento real, mas mera recomposição 
inflacionária. Importa destacar, ainda, que muito 
embora a Súmula nº 160 do STJ mencione o IPTU, sua 
"inteligência" é aplicável a todo e qualquer tributo, pois 
corresponde à aplicação do § 2º do art. 97 do CTN. Logo, 
a mera atualização do valor monetário da base de cálculo 
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 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
do IPVA, no limite do índice oficial de correção 
monetária, não viola o Princípio da Estrita Legalidade 
Tributária. Paralelamente, de acordo com o § 1º do art. 
150 da CF/88, a alteração da base de cálculo do IPVA 
(imposto referido no dispositivo constitucional em 
questão como art. 155, inciso III) não se submente ao 
Princípio da Anterioridade Nonagesimal. Logo, tal 
Decreto, publicado em 30/12/2022, pode produzir 
efeitos a partir de 01/01/2023, não havendo violação ao 
Princípio da Anterioridade Nonagesimal. Portanto, no 
caso do problema em questão, o Decreto não viola o 
Princípio da Estrita Legalidade Tributária e não viola o 
Princípio da Anterioridade Nonagesimal, estando 
correta, assim, a LETRA A, que é o gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 6.1 e 6.2) 
CORRETA 
De fato, a mera atualização da base de cálculo dos 
tributos pode ser efetuada por Decreto, desde que 
observe o limite do índice de correção monetária, e a 
alteração da base de cálculo do IPVA não se submente ao 
Princípio da Anterioridade Nonagesimal, razão pela qual 
o Decreto em questão não viola o Princípio da Estrita 
Legalidade Tributária e não viola o Princípio da 
Anterioridade Nonagesimal. 
Letra B (item árvore: 6.1 e 6.2) 
INCORRETA 
A mera atualização da base de cálculo dos tributos pode 
ser efetuada por Decreto, desde que observe o limite do 
índice de correção monetária, e a alteração da base de 
cálculo do IPVA não se submente ao Princípio da 
Anterioridade Nonagesimal, razão pela qual o Decreto 
em questão não viola o Princípio da Estrita Legalidade 
Tributária e não viola o Princípio da Anterioridade 
Nonagesimal. 
Letra C (item árvore: 6.1 e 6.2) 
INCORRETA 
A mera atualização da base de cálculo dos tributos pode 
ser efetuada por Decreto, desde que observe o limite do 
índice de correção monetária, e a alteração da base de 
cálculo do IPVA não se submente ao Princípio da 
Anterioridade Nonagesimal, razão pela qual o Decreto 
em questão não viola o Princípio da Estrita Legalidade 
Tributária e não viola o Princípio da Anterioridade 
Nonagesimal. 
Letra D (item árvore: 6.1 e 6.2) 
INCORRETA 
A mera atualização da base de cálculo dos tributos pode 
ser efetuada por Decreto, desde que observe o limite do 
índice de correção monetária, e a alteração da base de 
cálculo do IPVA não se submente ao Princípio da 
Anterioridade Nonagesimal, razão pela qual o Decreto 
em questão não viola o Princípio da Estrita Legalidade 
Tributária e não viola o Princípio da Anterioridade 
Nonagesimal. 
Comentário Curto 
De acordo com o art. 97, § 2º, do CTN e com a Súmulanº 
160 do STJ, a mera atualização da base de cálculo dos 
tributos pode ser efetuada por Decreto, desde que 
observe o limite do índice de correção monetária E de 
acordo com o § 1º do art. 150 da CF/88, a alteração da 
base de cálculo do IPVA não se submente ao Princípio da 
Anterioridade Nonagesimal. Portanto, no caso do 
problema em questão, o Decreto não viola o Princípio da 
Estrita Legalidade Tributária e não viola o Princípio da 
Anterioridade Nonagesimal. 
Logo, a LETRA A é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 23. 
O Presidente da República Federativa do Brasil celebrou 
tratado internacional com a China visando a execução, 
no Brasil, de serviços voltados à construção de ferrovias. 
Uma das cláusulas desse tratado concede isenção de ISS 
- Imposto sobre Serviços, tributo da competência 
tributária dos Municípios, para as empresas chinesas que 
prestarem, no Brasil, serviços de construção de ferrovias. 
Sobre a hipótese, é correto afirmar que esse tratado é: 
A) Inconstitucional, pois é vedado à União instituir 
isenção de tributos da competência dos Estados, do 
Distrito Federal ou dos Municípios. 
B) Inconstitucional, pois somente por meio de Lei 
Complementar poderia a União conceder isenção de 
tributos Municipais. 
C) Constitucional, pois, de acordo com a Constituição 
Federal, os tratados e convenções internacionais sobre 
tributação, desde que aprovados, em cada Casa do 
Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos de 
votos dos respectivos membros, serão equivalentes às 
Emendas Constitucionais. 
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 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
D) Constitucional, pois o Presidente da República, 
representante da República Federativa do Brasil, pessoa 
jurídica de direito público externo, pode celebrar 
tratados e convenções internacionais sobre Direito 
Tributário, inclusive que tenham por objeto a concessão 
de isenção de tributos Estaduais, Municipais ou do 
Distrito Federal. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão gira em torno do seguinte aspecto: o 
Presidente da República pode conceder isenção de 
impostos Municipais por meio de tratado internacional? 
Ou isso representa uma afronta à competência tributária 
dos Municípios? 
No caso: 
> O Presidente da República celebrou tratado 
internacional com a China. 
> Esse tratado concede isenção de ISS - Imposto sobre 
Serviços, tributo da competência dos Municípios, às 
empresas chinesas que prestarem, no Brasil, serviços de 
construção de ferrovias 
> Eis o cerne da questão: o Presidente da República pode 
conceder isenção de ISS - Imposto sobre Serviços, tributo 
da competência dos Municípios, por meio de tratado 
internacional? 
A resposta é dada pelo art. 151, inciso III, da CF/88 e pela 
jurisprudência do STF: 
CF/88: Art. 151. É vedado à União: 
(...) 
III - instituir isenções de tributos da competência dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. 
No direito internacional apenas a República Federativa 
do Brasil tem competência para firmar tratados (art. 52, 
§ 2º, da Constituição da República), dela não dispondo a 
União, os Estados-membros ou os Municípios. O 
Presidente da República não subscreve tratados como 
Chefe de Governo, mas como Chefe de Estado, o que 
descaracteriza a existência de uma isenção heterônoma, 
vedada pelo art. 151, inc. III, da Constituição" (RE 
229096, Relator(a): ILMAR GALVÃO, Relator(a) p/ 
Acórdão: CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 
16/08/2007, DJe-065 DIVULG 10-04-2008 PUBLIC 11-04-
2008 EMENT VOL-02314-05 PP-00985 RTJ VOL-00204-02 
PP-00858 RJTJRS v. 45, n. 275, 2010, p. 29-42). 
Muito embora o art. 151, inciso III, da CF/88 prescreva 
que é vedado à União instituir isenções de tributos da 
competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos 
Municípios (o que a doutrina chama de "isenções 
heterônomas"), o STF decidiu que o Presidente da 
República não subscreve tratados como Chefe de 
Governo (ou seja, como representante da União), mas 
como Chefe de Estado (ou seja, representante da 
República Federativa do Brasil), o que descaracteriza a 
existência de uma isenção heterônoma, vedada pelo art. 
151, inc. III, da Constituição. Com essa decisão julgou 
constitucional a concessão de isenção de tributos 
Estaduais, Municipais ou do Distrito Federal por meio de 
tratado ou convenção internacional. Portanto, no caso 
do problema em questão, o tratado é constitucional, pois 
o Presidente da República, representante da República 
Federativa do Brasil, pessoa jurídica de direito público 
externo, pode celebrar tratados e convenções 
internacionais sobre Direito Tributário, inclusive que 
tenham por objeto a concessão de isenção de tributos 
Estaduais, Municipais ou do Distrito Federal, estando 
correta, assim, a LETRA D, que é o gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 2.7 e 15.1) 
INCORRETA 
Diferentemente, é plenamente constitucional, pois o STF 
já decidiu que o Presidente da República pode celebrar 
tratados e convenções internacionais sobre Direito 
Tributário que tenham por objeto a concessão de 
isenção de tributos Estaduais, Municipais ou do Distrito 
Federal, situação essa que não é alcançada pelo Princípio 
da Vedação às isenções heterônomas previsto no art. 
151, inciso III, da CF/88. 
Letra B (item árvore: 2.7 e 15.1) 
INCORRETA 
Diferentemente, é plenamente constitucional, pois o STF 
já decidiu que o Presidente da República pode celebrar 
tratados e convenções internacionais sobre Direito 
Tributário que tenham por objeto a concessão de 
isenção de tributos Estaduais, Municipais ou do Distrito 
Federal, situação essa que não é alcançada pelo Princípio 
da Vedação às isenções heterônomas previsto no art. 
151, inciso III, da CF/88. Ademais, não há qualquer 
exigência constitucional quanto à Lei Complementar 
para este tipo de conceção de isenção. 
Letra C (item árvore: 2.7 e 15.1) 
29 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
INCORRETA 
Sim, é constitucional, mas não é porque os tratados e 
convenções internacionais sobre tributação, desde que 
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em 
dois turnos, por três quintos de votos dos respectivos 
membros, serão equivalentes às Emendas 
Constitucionais, mas sim porque o STF já decidiu que o 
Presidente da República pode celebrar tratados e 
convenções internacionais sobre Direito Tributário que 
tenham por objeto a concessão de isenção de tributos 
Estaduais, Municipais ou do Distrito Federal, situação 
essa que não é alcançada pelo Princípio da Vedação às 
isenções heterônomas previsto no art. 151, inciso III, da 
CF/88. 
Letra D (item árvore: 2.7 e 15.1) 
CORRETA 
De fato, é plenamente constitucional, pois o Presidente 
da República, representante da República Federativa do 
Brasil, pessoa jurídica de direito público externo, pode 
celebrar tratados e convenções internacionais sobre 
Direito Tributário, inclusive que tenham por objeto a 
concessão de isenção de tributos Estaduais, Municipais 
ou do Distrito Federal, situação essa que não é alcançada 
pelo Princípio da Vedação às isenções heterônomas 
previsto no art. 151, inciso III, da CF/88. 
Comentário Curto 
O STF decidiu que o Presidente da República não 
subscreve tratados como Chefe de Governo, mas como 
Chefe de Estado, o que descaracteriza a existência de 
uma isenção heterônoma, vedada pelo art. 151, inc. III, 
da Constituição. Com essa decisão julgou constitucional 
a concessão de isenção de tributos Estaduais, Municipais 
ou do Distrito Federal por meio de tratado ou convenção 
internacional. Portanto, no caso do problema em 
questão, o tratado é constitucional, pois o Presidente da 
República, representante da República Federativa do 
Brasil, pessoa jurídica de direito público externo, pode 
celebrar tratados e convenções internacionais sobre 
Direito Tributário, inclusive que tenham por objeto a 
concessão de isenção de tributos Estaduais, Municipais 
ou do Distrito Federal. 
Logo, a LETRA D é a correta e gabarito da questão. 
 
 
Questão 24. 
Roberto, residentee domiciliado no Município de Belo 
Horizonte/MG, adquiriu um imóvel de João, residente e 
domiciliado no Município de São Paulo/SP. O imóvel 
objeto do negócio jurídico de venda e compra em 
questão é localizado no Município do Rio de Janeiro/RJ. 
Diante do exposto, assinale a alternativa correta quanto 
à incidência do imposto que tem como fato gerador essa 
operação de venda e compra de bem imóvel: 
A) É devido ao Município do Rio de Janeiro/RJ. 
B) É devido ao Município de São Paulo/SP. 
C) É devido ao Município de Belo Horizonte/MG. 
D) É devido ao Estado-membro do Rio de Janeiro. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão gira em torno do seguinte aspecto: qual 
entidade federativa detém competência tributária para 
exigir o imposto incidente na referida operação de venda 
e compra de bem imóvel? 
No caso: 
> Roberto, que é residente e domiciliado no Município 
de Belo Horizonte/MG, adquiriu um imóvel de João. 
> João, o vendedor, é residente e domiciliado no 
Município de São Paulo/SP. 
> O imóvel objeto do negócio jurídico de venda e compra 
é localizado no Município do Rio de Janeiro/RJ. 
> Eis o cerne da questão: qual dessas entidades 
federativas detém competência tributária para exigir o 
imposto incidente na referida operação de venda e 
compra de bem imóvel? 
A resposta é dada pelo art. 156, inciso II, § 2º, inciso II, 
da CF/88: 
CF/88: Art. 156. Compete aos Municípios instituir 
impostos sobre: 
(...) 
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato 
oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, 
e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, 
bem como cessão de direitos a sua aquisição; 
(...) 
§ 2º O imposto previsto no inciso II: 
30 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
(...) 
II - compete ao Município da situação do bem. 
(...). 
De acordo com o art. 156, inciso II, da CF/88, incide o ITBI 
sobre a operação de venda e compra de bem imóvel, 
imposto este da competência tributária dos Municípios, 
e não dos Estados-membros ou do Distrito Federal. 
Ainda, de acordo com o disposto no § 2º, inciso II, desse 
mesmo dispositivo, o ITBI é devido ao Município da 
situação do bem, isto é, onde localizado o imóvel objeto 
do negócio jurídico de venda e compra. Portanto, no 
caso do problema em questão, o ITBI é devido ao 
Município do Rio de Janeiro/RJ, onde localizado o imóvel 
objeto da venda e compra, estando correta, assim, a 
LETRA A, que é o gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 20.2) 
CORRETA 
De fato, o ITBI é devido ao Município do Rio de 
Janeiro/RJ, onde localizado o imóvel objeto da venda e 
compra. 
Letra B (item árvore: 20.2) 
INCORRETA 
O ITBI não é devido ao Município de São Paulo/SP, local 
do domicílio do vendedor; é devido ao Município do Rio 
de Janeiro/RJ, onde localizado o imóvel objeto da venda 
e compra. 
Letra C (item árvore: 20.2) 
INCORRETA 
O ITBI não é devido ao Município de Belo Horizonte/MG, 
local do domicílio do comprador; é devido ao Município 
do Rio de Janeiro/RJ, onde localizado o imóvel objeto da 
venda e compra. 
Letra D (item árvore: 20.2) 
INCORRETA 
O ITBI é imposto da competência tributária dos 
Municípios, e não dos Estados-membros ou do Distrito 
Federal; é devido, no caso, ao Município do Rio de 
Janeiro/RJ, onde localizado o imóvel objeto da venda e 
compra, e não, portanto, ao respectivo Estado. 
Comentário Curto 
De acordo com o art. 156, inciso II, da CF/88, incide o ITBI 
sobre a operação de venda e compra de bem imóvel, 
imposto este da competência tributária dos Municípios, 
e não dos Estados-membros ou do Distrito Federal. 
Ainda, de acordo com o disposto no § 2º, inciso II, desse 
mesmo dispositivo, o ITBI é devido ao Município da 
situação do bem, isto é, onde localizado o imóvel objeto 
do negócio jurídico de venda e compra. Portanto, no 
caso do problema em questão, o ITBI é devido ao 
Município do Rio de Janeiro/RJ, onde localizado o imóvel 
objeto da venda e compra. 
Assim, a LETRA A é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 25. 
O Município Alfa ajuizou Ação de Execução Fiscal em face 
de Pedro, em julho de 2021, objetivando cobrar débitos 
de IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e 
Territorial Urbana referentes aos exercícios de 2015 a 
2020, sendo que o fato gerador desse imposto no 
Município ocorre no dia 1º de janeiro e o vencimento da 
última parcela ocorre em março de cada ano. O juiz da 
execução proferiu o primeiro despacho determinando a 
citação em setembro de 2021. Com base na situação 
narrada, assinale a alternativa correta: 
A) O IPTU dos exercícios de 2015, 2016 e 2017 já foram 
extintos pela prescrição. 
B) O IPTU dos exercícios de 2015 e 2016 já foram extintos 
pela prescrição. 
C) O IPTU dos exercícios de 2015, 2016 e 2017 já foram 
extintos pela decadência. 
D) O IPTU dos exercícios de 2015 e 2016 já foram extintos 
pela decadência. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão gira em torno dos seguintes aspectos: que é 
prescrição? Que é decadências? Quais os seus prazos? 
Algum dos débitos executados já foi extinto pela 
decadência ou pela prescrição? 
No caso: 
> Pedro não pagou o IPTU - Imposto sobre a Propriedade 
Predial e Territorial Urbana dos exercícios de 2015 a 
2020. 
> Então a Fazenda Municipal ajuizou Ação de Execução 
Fiscal em face de Pedro, em julho de 2021, para cobrar 
esses débitos. 
31 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
> O fato gerador do IPTU no Município ocorre no dia 1º 
de janeiro e o vencimento da última parcela ocorre em 
março de cada ano. 
> O juiz da execução proferiu o primeiro despacho 
determinando a citação em setembro de 2021. 
> Eis o cerne da questão: algum dos débitos executados 
já foi extinto pela decadência ou pela prescrição? 
A resposta é dada pelos arts. 156, inciso V, 173 e 174 do 
CTN: 
CTN: Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
(...) 
V - a prescrição e a decadência; 
(...). 
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o 
crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, 
contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado; 
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que 
houver anulado, por vício formal, o lançamento 
anteriormente efetuado. 
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo 
extingue-se definitivamente com o decurso do prazo 
nele previsto, contado da data em que tenha sido 
iniciada a constituição do crédito tributário pela 
notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida 
preparatória indispensável ao lançamento. 
CTN: Art. 174. A ação para a cobrança do crédito 
tributário prescreve em cinco anos, contados da data da 
sua constituição definitiva. 
Parágrafo único. A prescrição se interrompe: 
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em 
execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) 
II - pelo protesto judicial; 
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o 
devedor; 
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, 
que importe em reconhecimento do débito pelo 
devedor. 
De acordo com o art. 173 do CTN, o direito de a Fazenda 
Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 
(cinco) anos. Esse artigo estipula um prazo decadencial, 
que é prazo para constituir um lançamento. No caso do 
problema em questão, não há que se falar em 
decadência, pois todos os débitos de IPTU dos exercícios 
de 2015 a 2020 já foram devidamente constituídos. E de 
acordo com o art. 174 do CTN, a ação para a cobrança do 
crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da 
data da sua constituição definitiva. No caso do problema 
em questão, como o vencimento do IPTU ocorreu em 
março de cada ano, quando foram definitivamente 
constituídos os débitos, e como a Execução Fiscal de 
cobrança foi ajuizada somente em julho de 2021, é 
possível concluir que somente os débitos de IPTU dos 
exercícios de 2015 e 2016 foram extintos pela prescrição, 
nos termos doart. 156, inciso V, do CTN, pois somente 
em relação a esses foram ultrapassados mais do 5 nãos 
entre a constituição definitiva e o ajuizamento da ação 
de cobrança. Portanto, no caso do problema em 
questão, somente o IPTU dos exercícios de 2015 e 2016 
já foram extintos pela prescrição, estando correta, assim, 
a LETRA B, que é o gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 14.5) 
INCORRETA 
Como o vencimento do IPTU ocorreu em março de cada 
ano, quando foram definitivamente constituídos os 
débitos, e como a Execução Fiscal de cobrança foi 
ajuizada somente em julho de 2021, somente os débitos 
de IPTU dos exercícios de 2015 e 2016 foram extintos 
pela prescrição; o de 2017 não. 
Letra B (item árvore: 14.5) 
CORRETA 
De fato, como o vencimento do IPTU ocorreu em março 
de cada ano, quando foram definitivamente constituídos 
os débitos, e como a Execução Fiscal de cobrança foi 
ajuizada somente em julho de 2021, somente os débitos 
de IPTU dos exercícios de 2015 e 2016 foram extintos 
pela prescrição. 
Letra C (item árvore: 14.5) 
INCORRETA 
Não há que se falar em decadência, pois todos os débitos 
de IPTU dos exercícios de 2015 a 2020 foram 
devidamente constituídos. 
Letra D (item árvore: 14.5) 
INCORRETA 
32 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Não há que se falar em decadência, pois todos os débitos 
de IPTU dos exercícios de 2015 a 2020 foram 
devidamente constituídos. 
Comentário Curto 
De acordo com o art. 173 do CTN, o direito de a Fazenda 
Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 
(cinco) anos. Esse artigo estipula um prazo decadencial, 
que é prazo para constituir um lançamento. No caso do 
problema em questão, não há que se falar em 
decadência, pois todos os débitos de IPTU dos exercícios 
de 2015 a 2020 já foram devidamente constituídos. E de 
acordo com o art. 174 do CTN, a ação para a cobrança do 
crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da 
data da sua constituição definitiva. No caso do problema 
em questão, como o vencimento do IPTU ocorreu em 
março de cada ano, quando foram definitivamente 
constituídos os débitos, e como a Execução Fiscal de 
cobrança foi ajuizada somente em julho de 2021, é 
possível concluir que somente os débitos de IPTU dos 
exercícios de 2015 e 2016 foram extintos pela prescrição, 
nos termos do art. 156, inciso V, do CTN, pois somente 
em relação a esses foram ultrapassados mais do 5 nãos 
entre a constituição definitiva e o ajuizamento da ação 
de cobrança. Portanto, no caso do problema em 
questão, somente o IPTU dos exercícios de 2015 e 2016 
já foram extintos pela prescrição. 
Assim, a LETRA B é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 26. 
Jaqueline, Advogada, pretendendo ajuizar Ação 
Anulatória de Débito Fiscal visando tutelar direitos de 
seu cliente, constatou que o "caput" do art. 38 da Lei 
Federal nº 6.830/80 – Lei de Execução Fiscal prescreve 
que a discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda 
Pública só é admissível em execução, na forma da lei em 
questão, salvo as hipóteses de mandado de segurança, 
ação de repetição do indébito ou ação anulatória do ato 
declarativo da dívida, esta precedida do depósito 
preparatório do valor do débito, monetariamente 
corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais 
encargos. Assinale a alternativa que corresponde ao 
entendimento do STF acerca da exigência do depósito 
em questão: 
A) É constitucional e deve ser efetuado no valor 
correspondente ao valor do débito a ser questionado na 
ação judicial. 
B) É constitucional e deve ser efetuado no valor 
correspondente o dobro do valor do débito a ser 
questionado na ação judicial. 
C) É inconstitucional. 
D) É uma garantia conferida à Fazenda Pública. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão gira em torno do seguinte aspecto: o depósito 
preparatório do valor do débito, monetariamente 
corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais 
encargos, é uma condição para o ajuizamento de uma 
Ação Anulatória de Débito Fiscal? 
No caso: 
> Jaqueline, Advogada, pretendendo ajuizar Ação 
Anulatória de Débito Fiscal visando tutelar direitos de 
seu cliente. 
> Mas verificou que a lei que disciplina o ajuizamento 
dessa ação exige o depósito preparatório do valor do 
débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros 
e multa de mora e demais encargos, condição para o seu 
ajuizamento. 
> Eis o cerne da questão: tal depósito prévio é 
necessário? Sem ele, a ação não pode ser ajuizada? Qual 
o entendimento do STF acerca de tal exigência legal? 
A resposta é dada pela Súmula Vinculante nº 28: 
Súmula Vinculante nº 28: É inconstitucional a exigência 
de depósito prévio como requisito de admissibilidade de 
ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade 
de crédito tributário. 
Muito embora o "caput" do art. 38 da Lei Federal nº 
6.830/80 – Lei de Execução Fiscal faça, de fato, a 
exigência de depósito prévio como condição para o 
ajuizamento de Ação Anulatória de Débito Fiscal, o STF 
já decidiu, conforme Súmula Vinculante nº 28, que tal 
exigência é inconstitucional, afastando, assim, a 
aplicação desse dispositivo especificamente e tão 
somente quanto a tal exigência. Portanto, no caso do 
problema em questão, a exigência do depósito é 
inconstitucional, estando correta, assim, a LETRA C, que 
é o gabarito da questão. 
33 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Letra A (item árvore: 13.2 e 23.2) 
INCORRETA 
A exigência do depósito é inconstitucional, não podendo 
ser exigido em qualquer valor. 
Letra B (item árvore: 13.2 e 23.2) 
INCORRETA 
A exigência do depósito é inconstitucional, não podendo 
ser exigido em qualquer valor. 
Letra C (item árvore: 13.2 e 23.2) 
CORRETA 
De fato, a exigência do depósito é inconstitucional, não 
podendo ser exigido em qualquer valor. 
Letra D (item árvore: 13.2 e 23.2) 
INCORRETA 
A exigência do depósito é inconstitucional. 
Comentário Curto 
Muito embora o "caput" do art. 38 da Lei Federal nº 
6.830/80 – Lei de Execução Fiscal faça, de fato, a 
exigência de depósito prévio como condição para o 
ajuizamento de Ação Anulatória de Débito Fiscal, o STF 
já decidiu, conforme Súmula Vinculante nº 28, que tal 
exigência é inconstitucional, afastando, assim, a 
aplicação desse dispositivo especificamente e tão 
somente quanto a tal exigência. Portanto, no caso do 
problema em questão, a exigência do depósito é 
inconstitucional. 
Logo, a LETRA C é a correta e gabarito da questão. 
 
Direito Administrativo 
Igor Maciel 
Questão 27. 
A empresa Coisa Séria, com sede no Município X, 
depende de autorização do governo federal para 
funcionar, subordinando-se à sua fiscalização. O 
Município X pretende desapropriar algumas ações dessa 
empresa e, para tal, o prefeito de X resolve consultar 
você, como advogado, acerca dessa possibilidade. Você 
afirma ao prefeito, corretamente, que: 
a) Se houver prévia autorização legislativa, é possível a 
desapropriação pretendida. 
b) Se houver prévia autorização do Presidente da 
República, por decreto, é possível a desapropriação 
pretendida. 
c) Se a desapropriação pretender mera obra de higiene e 
decoração, isso não se enquadra como utilidade pública, 
não sendo possível a desapropriação. 
d) Não é possível, em nenhum caso, a desapropriação 
pretendida, pois Município não pode desapropriar bens 
da União. 
Comentário Longo 
A questão trata de desapropriação, realizada pelos entes 
públicos. Mais especificamente, sobre a desapropriação 
que um ente público realiza sobre outro. Vejamos o que 
diz o artigo 2º, §§ 2º e 3º, do Decreto Lei 3.365/41: 
Art. 2º Mediante declaração de utilidade pública, todos 
os bens poderão ser desapropriados pela União, pelos 
Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios. 
(...) 
§ 2º Os bens do domínio dos Estados, Municípios, 
Distrito Federal e Territórios poderão ser desapropriados 
pela União, e os dos Municípios pelos Estados, mas, em 
qualquer caso, ao ato deverá preceder autorização 
legislativa.§ 3º É vedada a desapropriação, pelos Estados, Distrito 
Federal, Territórios e Municípios de ações, cotas e 
direitos representativos do capital de instituições e 
empresas cujo funcionamento dependa de autorização 
do Governo Federal e se subordine à sua fiscalização, 
salvo mediante prévia autorização, por decreto do 
Presidente da República. 
Percebe-se, segundo o § 2º do artigo 2º, que “ente 
menor não desapropria bem de ente maior”. E, mesmo 
em caso de ente maior desapropriar bem de ente menor, 
deve haver autorização legislativa. No entanto, essa 
autorização não se faz necessária quando o poder 
público desapropria bem de particular. 
Seguindo a mesma linha de raciocínio, o § 3º do mesmo 
artigo traz o cerne da questão: No caso de empresas cujo 
funcionamento dependa de autorização do Governo 
Federal e se subordine à sua fiscalização, fica vedada a 
desapropriação, por Estados e Municípios, de suas cotas 
e direitos representativos do capital de instituições. O 
parágrafo traz, também, uma exceção: essa 
34 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
desapropriação poderá ocorrer se houver autorização 
prévia do Presidente da República. 
Por fim, mencione-se que, segundo artigo 5º, alínea g, do 
Decreto Lei 3.365/41, determina as “obras de higiene e 
decoração” como caso de utilidade pública: 
Art. 5º Consideram-se casos de utilidade pública: 
(...) 
g) a assistência pública, as obras de higiene e decoração, 
casas de saúde, clínicas, estações de clima e fontes 
medicinais; 
Letra A 
INCORRETA 
Conforme art. 2º, § 3º do DL 3.365/41, a desapropriação 
pretendida será possível mediante prévia autorização, 
por decreto do Presidente da República. 
Letra B 
CORRETA 
Conforme art. 2º, § 3º do DL 3.365/41, a desapropriação 
pretendida será possível mediante prévia autorização, 
por decreto do Presidente da República. 
Letra C 
INCORRETA 
Conforme artigo 5º, alínea g, do Decreto Lei 3.365/41, as 
“obras de higiene e decoração” se enquadram como 
utilidade pública. 
Letra D 
INCORRETA 
Conforme art. 2º, § 3º do DL 3.365/41, a desapropriação 
pretendida será possível mediante prévia autorização, 
por decreto do Presidente da República. 
Comentário Curto 
Conforme art. 2º, § 3º do DL 3.365/41, a desapropriação 
pretendida será possível mediante prévia autorização, 
por decreto do Presidente da República. 
Gabarito: B 
 
Questão 28. 
Em processo administrativo que tramita em âmbito 
federal, a servidora Janilene é parte interessada, mas 
tem algumas dúvidas sobre a tramitação. Para isso, 
procura você, como advogado, para auxiliá-la e evitar 
que se prejudique. Você informa à servidora, 
corretamente, que: 
a) Se servidor ou autoridade tiver interesse indireto na 
matéria do processo administrativo, poderá ser arguida 
sua suspeição. 
b) Se no decorrer do processo for necessário que órgão 
consultivo emita parecer obrigatório e não vinculante, e 
descumpra o prazo para tal emissão, o processo não terá 
seguimento até a respectiva apresentação. 
c) Após concluída a instrução do processo 
administrativo, a Administração tem o prazo de até 60 
dias para decidir. 
d) Se no processo estiverem envolvidas autoridades de 
poderes distintos, não se aplica a decisão coordenada ao 
processo administrativo. 
Comentário Longo 
A questão trata de vários aspectos da Lei 9.784/99. 
Vejamos alguns destaques. 
Quanto à impedimento e suspeição, é interessante 
diferenciar os casos, dispostos nos artigos 18 e 20 da Lei 
9.784/99: 
Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo 
o servidor ou autoridade que: 
I - tenha interesse direto ou indireto na matéria; 
II - tenha participado ou venha a participar como perito, 
testemunha ou representante, ou se tais situações 
ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e 
afins até o terceiro grau; 
III - esteja litigando judicial ou administrativamente com 
o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. 
(...) 
Art. 20. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou 
servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória 
com algum dos interessados ou com os respectivos 
cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro 
grau. 
Desta feita, percebe-se que, o fato de o servidor ou a 
autoridade interesse direto ou indireto na matéria é caso 
de impedimento, e não de suspeição. 
Quanto à tramitação, também chamamos atenção para 
o artigo 42, que trata do parecer de órgão consultivo. 
Veja: 
35 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Art. 42. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um 
órgão consultivo, o parecer deverá ser emitido no prazo 
máximo de quinze dias, salvo norma especial ou 
comprovada necessidade de maior prazo. 
§ 1º Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser 
emitido no prazo fixado, o processo não terá seguimento 
até a respectiva apresentação, responsabilizando-se 
quem der causa ao atraso. 
§ 2º Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar 
de ser emitido no prazo fixado, o processo poderá ter 
prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem 
prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no 
atendimento. 
Portanto, veja que, se o parecer for obrigatório e 
vinculante, e deixar de ser emitido no prazo fixado, o 
processo não terá seguimento até a respectiva 
apresentação. Mas, se o parecer for obrigatório e não 
vinculante, deixar de ser emitido no prazo fixado, o 
processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com 
sua dispensa. 
Ainda quanto a tramitação, observe que, conforme 
artigo 49, concluída a instrução de processo 
administrativo, a Administração tem o prazo de até 30 
dias para decidir, prazo este que poderá ser prorrogado 
por mais 30 dias se tal prorrogação for expressamente 
motivada: 
Art. 49. Concluída a instrução de processo 
administrativo, a Administração tem o prazo de até trinta 
dias para decidir, salvo prorrogação por igual período 
expressamente motivada. 
Por fim, sobre a decisão coordenada, o artigo 49-A, § 6º, 
traz os casos em que não se aplica a decisão coordenada: 
Art. 49-A. (...) 
§ 6º Não se aplica a decisão coordenada aos processos 
administrativos: (Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021) 
I - de licitação; (Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021) 
II - relacionados ao poder sancionador; ou (Incluído pela 
Lei nº 14.210, de 2021) 
III - em que estejam envolvidas autoridades de Poderes 
distintos. (Incluído pela Lei nº 14.210, de 2021) 
Letra A 
INCORRETA 
Conforme art. 18, I, da Lei 9.784/99, se servidor ou 
autoridade tiver interesse indireto na matéria do 
processo administrativo, deve ser arguido seu 
impedimento, e não sua suspeição. 
Letra B 
INCORRETA 
Conforme artigo 42, § 2º, da Lei 9.784/99, se no decorrer 
do processo for necessário que órgão consultivo emita 
parecer obrigatório e não vinculante, e descumpra o 
prazo para tal emissão, o processo poderá ter 
prosseguimento e ser decidido com sua dispensa. 
Letra C 
INCORRETA 
Segundo artigo 49 da Lei 9.784/99, após concluída a 
instrução do processo administrativo, a Administração 
tem o prazo de até 30 dias para decidir, salvo 
prorrogação por igual período expressamente motivada. 
Letra D 
CORRETA 
De acordo com artigo 49-A, § 6º, da Lei 9.784/99, não se 
aplica a decisão coordenada aos processos 
administrativos em que estejam envolvidas autoridades 
de Poderes distintos. 
Comentário Curto 
De acordo com artigo 49-A, § 6º, da Lei 9.784/99, não se 
aplica a decisão coordenada aos processos 
administrativos em que estejam envolvidas autoridades 
de Poderes distintos. 
Gabarito: D 
 
Questão 29. 
O Estado Y pretende celebrar, em 2023, parceria público 
privada com a empresa Fazemos Tudo S.A., na 
modalidade de concessão patrocinada. O contrato terá o 
valor de 20 milhões de reais, e duração de 30 anos. No 
entanto, antes de firmar a parceria, os administradores 
de Fazemos Tudo S.A. consultam você, como advogado, 
para sanar algumas dúvidas acerca do pretendido 
contrato. Você informa corretamente que: 
a) A contraprestação do EstadoY poderá ser feita por 
outorga de direitos sobre bens públicos de uso comum. 
36 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
b) Por ocasião da extinção do contrato, Fazemos Tudo 
S.A. receberá indenização pelas parcelas de 
investimentos vinculados a bens reversíveis ainda não 
amortizadas ou depreciadas, quando tais investimentos 
houverem sido realizados com valores provenientes do 
aporte de recursos para a realização de obras e aquisição 
de bens reversíveis. 
c) O contrato poderá prever o aporte de recursos em 
favor de Fazemos Tudo S.A. para a realização de obras e 
aquisição de bens reversíveis, desde que autorizado no 
edital de licitação. 
d) A contraprestação do Estado Y poderá ser precedida 
da disponibilização do serviço objeto do contrato de 
parceria público-privada. 
Comentário Longo 
A questão trata das Parcerias Público Privadas – também 
chamadas de PPPs –, mais especificamente no tocante à 
contraprestação devida pela Administração Pública. 
Vejamos o texto do artigo 6º da Lei 11.079/2004: 
Art. 6º A contraprestação da Administração Pública nos 
contratos de parceria público-privada poderá ser feita 
por: 
I – ordem bancária; 
II – cessão de créditos não tributários; 
III – outorga de direitos em face da Administração 
Pública; 
IV – outorga de direitos sobre bens públicos dominicais; 
V – outros meios admitidos em lei. 
(...) 
§ 2º O contrato poderá prever o aporte de recursos em 
favor do parceiro privado para a realização de obras e 
aquisição de bens reversíveis, nos termos dos incisos X e 
XI do caput do art. 18 da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro 
de 1995, desde que autorizado no edital de licitação, se 
contratos novos, ou em lei específica, se contratos 
celebrados até 8 de agosto de 2012. 
(...) 
§ 5º Por ocasião da extinção do contrato, o parceiro 
privado não receberá indenização pelas parcelas de 
investimentos vinculados a bens reversíveis ainda não 
amortizadas ou depreciadas, quando tais investimentos 
houverem sido realizados com valores provenientes do 
aporte de recursos de que trata o § 2º. 
De pronto, logo percebe-se que a contraprestação da 
Administração Pública nos contratos de parceria público-
privada poderá ser feita, dentre outros, pela outorga de 
direitos sobre bens públicos dominicais, e não bens 
públicos de uso comum. Tudo isso, conforme art. 6º, IV, 
da Lei 11.079/04. 
Ademais, note que o § 2º do artigo 6º da Lei 11.079/04 
deixa clara a possibilidade de o contrato prever o aporte 
de recursos em favor do parceiro privado para a 
realização de obras e aquisição de bens reversíveis, 
desde que autorizado no edital de licitação, se contratos 
novos, ou em lei específica, se contratos celebrados até 
8 de agosto de 2012. Como o contrato pretendido será 
firmado em 2023, conclui-se que será necessária 
autorização no edital para que seja possível tal aporte de 
recursos. 
Ainda, segundo § 5º do artigo 6º da Lei 11.079/04, veja 
que quando da extinção do contrato, o parceiro privado 
não receberá indenização pelas parcelas de 
investimentos vinculados a bens reversíveis ainda não 
amortizadas ou depreciadas. 
Por fim, mencionamos o artigo 7º, o qual determina ser 
obrigatório que a contraprestação da Administração 
Pública seja precedida da disponibilização do serviço 
objeto do contrato de parceria público-privada. 
Art. 7º A contraprestação da Administração Pública será 
obrigatoriamente precedida da disponibilização do 
serviço objeto do contrato de parceria público-privada. 
Letra A 
INCORRETA 
Conforme art. 6º, IV, da Lei 11.079/04, a contraprestação 
da Administração Pública nos contratos de parceria 
público-privada poderá ser feita, dentre outros, pela 
outorga de direitos sobre bens públicos dominicais, e 
não bens públicos de uso comum. 
Letra B 
INCORRETA 
Segundo artigo 6º, § 5º, da Lei 11.079/04, quando da 
extinção do contrato, o parceiro privado não receberá 
indenização pelas parcelas de investimentos vinculados 
a bens reversíveis ainda não amortizadas ou depreciadas 
quando tais investimentos houverem sido realizados 
com valores provenientes do aporte de recursos para a 
realização de obras e aquisição de bens reversíveis. 
37 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Letra C 
CORRETA 
Conforme art. 6º, § 2º, da Lei 11.079/04, o contrato 
poderá prever o aporte de recursos em favor do parceiro 
privado para a realização de obras e aquisição de bens 
reversíveis, desde que autorizado no edital de licitação, 
se contratos novos, ou em lei específica, se contratos 
celebrados até 8 de agosto de 2012. Como o contrato 
pretendido será firmado em 2023, conclui-se que será 
necessária autorização no edital para que seja possível 
tal aporte de recursos. 
Letra D 
INCORRETA 
Conforme art. 7º da Lei 11.079/04, a contraprestação do 
Estado Y será obrigatoriamente – e não “poderá” – 
precedida da disponibilização do serviço objeto do 
contrato de parceria público-privada. 
Comentário Curto 
Conforme art. 6º, § 2º, da Lei 11.079/04, o contrato 
poderá prever o aporte de recursos em favor do parceiro 
privado para a realização de obras e aquisição de bens 
reversíveis, desde que autorizado no edital de licitação, 
se contratos novos, ou em lei específica, se contratos 
celebrados até 8 de agosto de 2012. Como o contrato 
pretendido será firmado em 2023, conclui-se que será 
necessária autorização no edital para que seja possível 
tal aporte de recursos. 
Gabarito: C 
 
Questão 30. 
O Município Alfa pretende celebrar consórcio público 
com o Município Beta. No entanto, os gestores dos 
respectivos municípios possuem dúvidas acerca desse 
tipo de contratação. Por isso, contratam você, como 
advogado, para melhor esclarecer alguns 
questionamentos. Você informa, corretamente, aos 
prefeitos de Alfa e Beta, que o pretendido consórcio 
público: 
a) Poderá ter a União como sua participante, sendo 
formado por 3 entes: União, Município Alfa, e Município 
Beta. 
b) Será constituído de contrato cuja celebração 
dependerá de prévia subscrição do contrato de rateio. 
c) Deve observar as normas de direito público no que 
concerne à contratação de pessoal, que obedecerá ao 
regime estatutário. 
d) Dispensará a ratificação do protocolo de intenções 
para o Município Alfa se, antes de subscrever o 
protocolo, tal ente disciplinar por lei a sua participação 
no consórcio público. 
Comentário Longo 
A questão trata dos Consórcios Públicos, disciplinados 
pela Lei 11.107/2005. Vejamos alguns aspectos. 
Inicialmente, importante mencionar que A União 
somente participará de consórcios públicos em que 
também façam parte todos os Estados em cujos 
territórios estejam situados os Municípios consorciados. 
Em outras palavras, aplicando-se ao caso concreto 
narrado, não é possível a formação de consórcio apenas 
com a União, o Município Alfa e o Município Beta, pois 
para que a União participe, é necessário que o(s) 
estado(s) do(s) qual(is) estes municípios façam parte 
também esteja(m) no consórcio. Tudo isso conforme 
artigo 1º, § 2º, da Lei 11.107/05: 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre normas gerais para a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
contratarem consórcios públicos para a realização de 
objetivos de interesse comum e dá outras providências. 
(...) 
§ 2º A União somente participará de consórcios públicos 
em que também façam parte todos os Estados em cujos 
territórios estejam situados os Municípios consorciados. 
Ademais, indispensável que o aluno saiba o teor do 
artigo 3º da Lei 11.107/05: 
Art. 3º O consórcio público será constituído por contrato 
cuja celebração dependerá da prévia subscrição de 
protocolo de intenções. 
Ou seja, a subscrição será do protocolo de intenções, e 
não do contrato de rateio. 
Ainda, conforme artigo 5º, § 4º, da Lei 11.107/05, será 
dispensado da ratificação do protocolo de intenções o 
ente da Federação que, antes de subscrever o protocolo 
de intenções, disciplinar por lei a sua participação no 
consórcio público. Aplicando-se ao caso concreto,é 
possível que, tanto o Município Alfa quanto o Município 
Beta tenham dispensada a ratificação do protocolo de 
intenções se, antes de subscrever o protocolo, o ente 
38 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
disciplinar por lei a sua participação no consórcio 
público: 
Art. 5º O contrato de consórcio público será celebrado 
com a ratificação, mediante lei, do protocolo de 
intenções. 
(...) 
§ 4º É dispensado da ratificação prevista no caput deste 
artigo o ente da Federação que, antes de subscrever o 
protocolo de intenções, disciplinar por lei a sua 
participação no consórcio público. 
Por fim, mencione-se que, na forma do artigo 6º, § 2º, da 
Lei 11.107/05 o consórcio deverá observar as normas de 
direito público para contratação de pessoal, o qual será 
regido pelo regime celetista, e não pelo regime 
estatutário: 
Art. 6º. (...) 
§ 2º O consórcio público, com personalidade jurídica de 
direito público ou privado, observará as normas de 
direito público no que concerne à realização de licitação, 
à celebração de contratos, à prestação de contas e à 
admissão de pessoal, que será regido pela Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 
5.452, de 1º de maio de 1943. 
Letra A 
INCORRETA 
Conforme artigo 1º, § 2º, da Lei 11.107/05, não é possível 
a formação de consórcio apenas com a União, o 
Município Alfa e o Município Beta, pois para que a União 
participe, é necessário que o(s) estado(s) do(s) qual(is) 
estes municípios façam parte também esteja(m) no 
consórcio. 
Letra B 
INCORRETA 
Segundo artigo 3º da Lei 11.107/05, o consórcio público 
será constituído por contrato cuja celebração dependerá 
da prévia subscrição de protocolo de intenções. 
Letra C 
INCORRETA 
De acordo com artigo 6º, § 2º, da Lei 11.107/05, o 
consórcio público observará as normas de direito público 
no que concerne à admissão de pessoal, que será regido 
pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
Letra D 
CORRETA 
Conforme artigo 5º, § 4º, da Lei 11.107/05, será 
dispensado da ratificação do protocolo de intenções o 
ente da Federação que, antes de subscrever o protocolo 
de intenções, disciplinar por lei a sua participação no 
consórcio público. 
Comentário Curto 
Conforme artigo 5º, § 4º, da Lei 11.107/05, será 
dispensado da ratificação do protocolo de intenções o 
ente da Federação que, antes de subscrever o protocolo 
de intenções, disciplinar por lei a sua participação no 
consórcio público. 
Gabarito: D 
 
Questão 31. 
Gésio é servidor público de órgão federativo e responde 
judicialmente por crime de abuso de autoridade. 
Temendo uma condenação Gésio procura você, como 
advogado, a fim de receber orientação. Sabendo que 
Gésio é reincidente em crime de abuso de autoridade, é 
correto afirmar: 
a) Havendo a condenação de Gésio, ele poderá ser 
obrigado a indenizar os danos, que eventualmente tenha 
cometido ao ofendido, devendo o juiz, de ofício, fixar na 
sentença o valor mínimo para reparação. 
b) Em razão de Gésio ser reincidente em crime de abuso 
de autoridade, ele poderá ser declarado inabilitado para 
o exercício de cargo, mandato ou função pública, pelo 
período de 1 (um) a 7 (sete) anos. 
c) Poderá Gésio perder o cargo, mandato ou função 
pública, ainda que não seja reincidente em crime de 
abuso de autoridade. 
d) Para que Gésio sofra os efeitos de inabilitação ou 
perda do cargo, além de restar configurado a 
reincidência, deverá ser declarado na sentença, para que 
se cumpra os efeitos, não sendo aplicados de forma 
automática. 
Comentário Longo 
Para resolver o problema do enunciado é necessário 
expor o disposto no art. 4º, da Lei 13.869/2019, que 
dispõe sobre crimes de abuso de autoridade, vejamos: 
Art. 4º São efeitos da condenação: 
39 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado 
pelo crime, devendo o juiz, a requerimento do ofendido, 
fixar na sentença o valor mínimo para reparação dos 
danos causados pela infração, considerando os prejuízos 
por ele sofridos; 
II - a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou 
função pública, pelo período de 1 (um) a 5 (cinco) anos; 
III - a perda do cargo, do mandato ou da função pública. 
Parágrafo único. Os efeitos previstos nos incisos II e III do 
caput deste artigo são condicionados à ocorrência de 
reincidência em crime de abuso de autoridade e não são 
automáticos, devendo ser declarados motivadamente na 
sentença. 
Nesse sentido, considerando que o enunciado traz a 
informação de que Gésio é reincidente na prática de 
crime de abuso de autoridade é possível concluir que 
havendo nova condenação, Gésio sofrerá os seguintes 
efeitos: 
1. Obrigação de indenizar os danos causados ao 
ofendido, pela prática do crime. 
Nesse caso, por requerimento do ofendido, o Juiz, 
poderá fixar o valor mínimo para reparação de danos na 
sentença. 
2. Constatando a reincidência de Gésio, esse poderá ser 
declarado inabilitado para o cargo ou função pública por 
período de 1 (um) a 5 (cinco) anos, além disso, conforme 
o caso, estará sujeito a perda do cargo, mandato ou 
função pública. 
Para que isso ocorra é necessário restar configurado sua 
reincidência em crime de abuso de autoridade, bem 
como ser declarado na sentença a motivação, não sedo 
esses efeitos automáticos. 
Letra A 
INCORRETA 
A alternativa está em desacordo ao disposto no art. 4º, 
inciso I, da Lei 13.869/2019, havendo a condenação de 
Gésio, ele poderá ser obrigado a indenizar os danos, que 
eventualmente tenha cometido ao ofendido, devendo o 
juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o 
valor mínimo para reparação. 
Letra B 
INCORRETA 
A alternativa está em desconformidade ao art. 4º, 
parágrafo único da lei 13.869/2019, pois pelo fato de 
Gésio ser reincidente, havendo a sua condenação em 
novo processo de crime de abuso de autoridade, ele 
poderá sofrer o efeito do disposto no inciso II, do 
referido artigo, qual seja, a declaração de inabilitado 
para o exercício de cargo, mandato ou função pública, 
pelo período de 1 (um) a 5 (cinco) anos. 
Letra C 
INCORRETA 
A alternativa está incorreta, vez que não segue o 
disposto no art. 4º, parágrafo único da lei 13.869/2019, 
vez que para que seja aplicado o inciso III, do referido 
artigo, o sujeito deverá ser reincidente em crime de 
abuso de autoridade. 
Letra D 
CORRETA 
A alternativa está em conformidade ao disposto no art. 
4º, parágrafo único da lei 13.869/2019. 
Comentário Curto 
O enunciado da questão pede a alternativa correta, 
conforme se depreende no art. 4º, parágrafo único da lei 
13.869/2019, para que haja inabilitação ou perda do 
cargo, além de restar configurado a reincidência, deverá 
ser declarado na sentença, para que se cumpra os 
efeitos, não sendo aplicados de forma automática. 
Gabarito: D 
 
Questão 32. 
Alfredo é servidor público de órgão federativo e foi 
indiciado pelo seu superior hierárquico por cometer atos 
ilícitos em função pública. O processo administrativo 
está em tramitação e a autoridade instauradora tomou 
conhecimento de que Alfredo estaria, supostamente, 
influenciando possíveis testemunhas sobre o caso. A 
certa disso está correto: 
a) A autoridade instauradora poderá determinar o 
afastamento de Alfredo pelo prazo de até 30 dias. 
b) O afastamento de Alfredo prejudicará a percepção de 
sua remuneração. 
c) Alfredo poderá ser afastado para que não venha a 
influir na apuração de irregularidade. 
40 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
d) Caso Alfredo seja afastado das funções do cargo, como 
medida cautelar, o afastamento não poderá ser 
prorrogado. 
Comentário Longo 
A questão deverá ser respondida com base no art. 147 
da Lei 8.112/90, que disciplina o regime jurídico dos 
servidores públicos civis da União, das autarquias e das 
fundações públicas federais, vejamos: 
Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor 
não venha a influir na apuração da irregularidade, a 
autoridadeinstauradora do processo disciplinar poderá 
determinar o seu afastamento do exercício do cargo, 
pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da 
remuneração. 
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado 
por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, 
ainda que não concluído o processo. 
Conforme se depreende é plenamente cabível o 
afastamento do servidor público indiciado, como medida 
cautelar, para que ele não venha influenciar na apuração 
de irregularidades. 
O afastamento é determinado, conforme o caso, pela 
autoridade instauradora do processo disciplinar, 
podendo ocorrer o afastamento por até 60 (sessenta) 
dias. Esse prazo poderá ser prorrogado, por igual 
período. 
Um fato importante se dá que nessa hipótese de 
afastamento a remuneração do servidor não poderá ser 
afetada, ou seja, o servidor será afastado sem prejuízo a 
sua remuneração. Isso acontece, pois, o afastamento do 
servidor é interesse da administração pública, para que 
o processo disciplinar ocorra sem interferências, 
portanto, o servidor tem direito de receber sua 
remuneração. 
Letra A 
INCORRETA 
Conforme art. 147, caput, da Lei da Lei 8.112/90, que 
disciplina o regime jurídico dos servidores públicos civis 
da União, das autarquias e das fundações públicas, o 
servidor poderá ser afastado, como medida cautelar, 
determinada pela autoridade instauradora do processo, 
pelo prazo de 60 (sessenta) dias. 
Letra B 
INCORRETA 
Conforme previsão do art. 147, caput, da Lei da Lei 
8.112/90, que disciplina o regime jurídico dos servidores 
públicos civis da União, das autarquias e das fundações 
públicas, a remuneração do servidor afastado não será 
prejudicada, vez que o afastamento se configura 
interesse público. 
Letra C 
CORRETA 
Conforme art. 147, caput, da Lei da Lei 8.112/90, que 
disciplina o regime jurídico dos servidores públicos civis 
da União, das autarquias e das fundações públicas. 
Letra D 
INCORRETA 
Conforme art. 147, caput, da Lei da Lei 8.112/90, que 
disciplina o regime jurídico dos servidores públicos civis 
da União, das autarquias e das fundações públicas, o 
afastamento determinado anteriormente pela 
autoridade instauradora do processo poderá ser 
prorrogado por igual período. 
Comentário Curto 
Conforme art. 147, caput, da Lei da Lei 8.112/90, que 
disciplina o regime jurídico dos servidores públicos civis 
da União, das autarquias e das fundações públicas, é 
plenamente cabível o afastamento do servidor público 
indiciado, como medida cautelar, para que ele não venha 
influenciar na apuração de irregularidades, por até 60 
(sessenta) dias, podendo este prazo ser prorrogado, sem 
prejuízo a sua remuneração. 
Gabarito: C 
 
Direito Ambiental 
André Rocha 
Questão 33. 
A indústria farmacêutica XYZ deseja instalar uma nova 
filial em um terreno que se localiza na divisa entre dois 
estados da Federação. O Advogado da empresa, 
especializado em Direito Ambiental, entra com o pedido 
de licenciamento no órgão responsável por licenciar esse 
tipo de empreendimento. 
Segundo as disposições legais e normativas a respeito do 
licenciamento ambiental no Brasil e com base nos 
preceitos da Política Nacional do Meio Ambiente, 
instituída pela Lei nº 6.938/1981, assinale a posição do 
41 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
órgão responsável por esse licenciamento dentro da 
estrutura do Sistema Nacional do Meio Ambiente 
(SISNAMA). 
a) Órgão executor. 
b) Órgão consultivo e deliberativo. 
c) Órgão seccional. 
d) Órgão local. 
Comentários 
Gabarito: A 
Primeiramente, era preciso identificar qual o órgão deve 
licenciar esse tipo de empreendimento. Como são dois 
estados envolvidos e que são impactos pelo 
empreendimento, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) é que 
deverá licenciar, nos termos do art. 7º, XIV, "e", da Lei 
Complementar nº 140/2011. 
Num segundo momento, era preciso lembrar da 
estrutura do SISNAMA, e que o IBAMA, assim como o 
ICMBio, é órgão executor do Sistema. O órgão consultivo 
e deliberativo é o CONAMA; os órgãos seccionais são os 
executores estaduais; e os órgãos locais são os 
executores municipais. 
 
Questão 34. 
O advogado Sr. Sócrates recebeu um e-mail de uma 
emissora de televisão local que solicitava uma opinião 
técnica a respeito de um projeto de lei municipal. Tal 
projeto previa a aplicação de multas para os 
proprietários de veículos automotores que emitissem 
fumaça acima de padrões considerados aceitáveis. 
Considerando que o advogado respondeu corretamente 
à emissora, pode-se dizer que ele afirmou que: 
a) Segundo o art. 24 da Constituição Federal, compete à 
União, Estados e Distrito Federal legislar 
concorrentemente a respeito de controle da poluição, 
não havendo competência municipal para tal. 
b) Compete privativamente à União legislar sobre 
política urbana, conforme previsto pelo art. 22 da 
Constituição Federal, motivo pelo qual o projeto poderá 
ser considerado inconstitucional. 
c) O projeto está dentro da normalidade, pois, segundo 
o art. 30, I, da Constituição Federal, é competência dos 
Municípios legislar sobre assuntos de interesse local. 
d) O projeto é constitucional, pois é competência comum 
da União, Estados, Distrito Federal e Municípios legislar 
sobre poluição ambiental, nos termos do art. 23 da 
Constituição Federal. 
Comentários 
Gabarito: C 
Lembre-se que o art. 24 da Constituição Federal não 
inclui os municípios na competência concorrente de 
legislar sobre tais temas, apenas a União, os Estados e o 
DF. 
Todavia, há que dizer que o STF já considerou 
constitucional lei municipal que preveja a aplicação de 
multas para os proprietários de veículos automotores 
que emitem fumaça acima de padrões considerados 
aceitáveis (RE 194704/MG). Nessa decisão, portanto, 
ressaltou-se que o município tem competência para 
legislar sobre meio ambiente e controle da poluição 
quando se tratar de interesse local. 
Com efeito, o art. 30 determina ser competência dos 
municípios legislar sobre assuntos de interesse local, 
bem como promover, no que couber, adequado 
ordenamento territorial, mediante planejamento e 
controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo 
urbano, além de promover a proteção do patrimônio 
histórico-cultural local, observada a legislação e a ação 
fiscalizadora federal e estadual. 
 
Direito Civil 
Paulo Sousa 
Questão 35. 
Victor tem 16 anos e acabou de ser emancipado pelos 
pais, tendo em vista que pretende viajar pelo Brasil a fim 
de se tornar jogador de futebol profissional. Há três 
meses ele está jogando no time Só Campeões, sendo o 
artilheiro que marcou mais gols entre as doze partidas 
que jogara. Ressentido com o sucesso do amigo, 
Natanael, vizinho de infância de Victor, resolve publicar 
em um outdoor o nome do jogador com a seguinte 
mensagem: “Victor, além de jogador, abandonou os 
pais, os amigos e banca seus luxos através de atividades 
ilícitas”. Ao saber da situação, Victor ficou furioso, pois 
sabe que sempre trabalhou honestamente e nunca 
deixou de visitar e amparar os pais e os amigos. Sobre o 
caso é correto afirmar que: 
42 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
A) O nome de Victor não pode ser usado por Natanael 
em publicação vexatória, vez que fere direito de 
personalidade, sendo passível de indenização civil. 
B) O nome da pessoa não pode ser empregado por 
outrem em publicações ou representações que a 
exponham ao desprezo público, mas poderá ser utilizado 
caso não haja intenção difamatória. 
C) Caso Natanael tivesse utilizado o nome de Victor para 
fazer propaganda comercial, não necessitaria de sua 
autorização, vez que a propaganda lhe traria fama e 
apreço. 
D) Caso Natanael tivesse utilizado na publicação um 
apelido em que Victor é conhecido, não haveria 
ferimento ao direito de personalidade, excluindo-se a 
responsabilidade civil. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão versa sobre nome. 
Observe que na questão, o “amigo”de Victor está 
ressentido e, por isso, resolve tratá-lo com desprezo em 
publicação. Segundo o Art. 17 do CC, o nome goza de 
proteção jurídica, tendo em vista se tratar de direito de 
personalidade. Portanto, Natanael não poderia publicar 
falácias envolvendo o nome e a imagem do jogador, vez 
que é expressamente proibido o uso do nome em 
publicações que elencam ao desprezo público. 
Tendo em vista que Natanael utilizou o nome a imagem 
do jogador para desprezá-lo publicamente, deverá ser 
responsabilizado civilmente, nos moldes do Arts. 186 e 
927, ambos do CC. 
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por 
outrem em publicações ou representações que a 
exponham ao desprezo público, ainda quando não haja 
intenção difamatória. 
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, 
negligência ou imprudência, violar direito e causar dano 
a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato 
ilícito. 
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), 
causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. 
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, 
independentemente de culpa, nos casos especificados 
em lei, ou quando a atividade normalmente 
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua 
natureza, risco para os direitos de outrem. 
Gabarito: A 
Letra A 
A alternativa está correta, vez que Natanael não poderá 
utilizar o nome de Victor em publicações que lhe traga 
desprezo público, nos termos do Art. 17 do CC. 
Letra B 
A alternativa está incorreta, pois mesmo não havendo 
intenção difamatória, o nome não poderá ser utilizado 
em publicações, conforme Art. 17 do CC. 
Letra C 
A alternativa está incorreta, vez que Natanael não 
poderia utilizar o nome de Victor sem autorização para 
fazer propaganda comercial, conforme preceitua o Art. 
18 do CC. 
Letra D 
A alternativa está incorreta, pois o pseudônimo tem a 
mesma proteção que se dá ao nome, segundo expressa 
o Art. 19 do CC. 
Comentário Curto 
Natanael não pode utilizar o nome de Victor em 
publicações que lhe tragam desprezo público, conforme 
Art. 17 do CC. 
Gabarito: A 
 
Questão 36. 
Maria Eduarda deseja construir a mansão dos seus 
sonhos. Agora que acabou de ser aprovada na OAB e já 
está atendendo diversos clientes em sua advocacia cível, 
pretende passar uns meses em um hotel para que a sua 
casa seja reformada conforme o planejamento feito por 
seu engenheiro de confiança. Ao demolir a residência, 
Maria Eduarda, pediu para que os prestadores de serviço 
reintegrassem todas as janelas que foram retiradas da 
casa, realocando os materiais na mansão. De acordo com 
o exposto, é correto afirmar que: 
A) As janelas retiradas provisoriamente da casa para 
depois serem reintegradas são consideradas bens 
móveis. 
43 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
B) As janelas retiradas provisoriamente da casa para 
depois serem reintegradas são consideradas bens 
consumíveis. 
C) As janelas retiradas provisoriamente da casa para 
depois serem reintegradas são consideradas bens 
imóveis. 
D) As janelas retiradas provisoriamente da casa para 
depois serem reintegradas são consideradas bens 
incorpóreos. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão versa sobre bens imóveis. 
Ao ler o enunciado, deve-se atentar para os detalhes 
expostos na questão, isto é, Maria Eduarda deseja fazer 
reforma em sua casa e, para isso, pediu para que os 
responsáveis pela obra reintegrassem as janelas que 
seriam retiradas para os reparos. 
Para tanto, mesmo que tenham sido removidos, os 
materiais serão considerados como bens imóveis, vez 
que irão se reintegrar ao bem principal, conforme expõe 
redação do Art. 81 do CC. 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
I - as edificações que, separadas do solo, mas 
conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local; 
II - os materiais provisoriamente separados de um 
prédio, para nele se reempregarem. 
Gabarito: C 
Letra A 
A alternativa está incorreta, vez que mesmo sendo 
retiradas da casa, as janelas serão reintegradas, fato que 
não retira a qualidade de bens imóveis, conforme Art. 81 
do CC. 
Letra B 
A alternativa está incorreta, vez que as janelas são 
consideradas bens inconsumíveis por suportar 
reiterados usos, Art. 86 do CC. 
Letra C 
A alternativa está correta, pois os materiais 
desintegrados da casa para nele se reintegrarem são 
considerados bens imóveis. Art. 81 do CC. 
Letra D 
A alternativa está incorreta, vez que as janelas são 
consideradas bens corpóreos por possuírem existência 
física. 
Comentário Curto 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
I - as edificações que, separadas do solo, mas 
conservando a sua unidade, forem removidas para outro 
local; 
II - os materiais provisoriamente separados de um 
prédio, para nele se reempregarem. 
Gabarito: C 
 
Questão 37. 
Mariana é brasileira e trabalha como consultora de moda 
na Avenue Champs-Élysées em Paris, ela sempre 
trabalhou com peças de alta costura, tais como: Armani, 
Dior e Chanel. Certo dia, Mariana estava andando pelas 
ruas de Copacabana quando viu um anúncio de um 
desfile de moda de uma marca desconhecida e resolveu 
acompanhar os modelos de roupas e bolsas que estavam 
na exposição. Ao perceber que havia uma figura pública 
no desfile, Arthur, um dos responsáveis pelas costuras 
apresentadas, ofereceu para Mariana algumas bolsas, 
contudo, a consultora disse que não estava interessada 
e pediu o contato de Arthur para que pudesse contatá-lo 
depois. Inconformado com a recusa de Mariana, Arthur 
apontou-lhe um canivete afiado e disse baixinho para ela 
que se não assinasse o contrato de compra das bolsas ele 
iria atrás de seus familiares que estavam hospedados no 
hotel X, além de invadir as suas redes sociais. 
Inconformada e com medo da situação, Mariana assinou 
o contrato de compra de dez bolsas no valor de 
R$5.000,00 (cinco mil reais). Após a realização do 
negócio jurídico, Mariana entrou em contato com sua 
assessoria jurídica e explicou todo o ocorrido. Diante 
disso, é correto afirmar que: 
A) O negócio jurídico realizado entre Arthur e Mariana é 
perfeito e não poderá ser desfeito. 
B) O negócio jurídico realizado entre Arthur e Mariana 
poderá ser desfeito devido à presença de erro. 
C) O negócio jurídico realizado entre Arthur e Mariana 
poderá ser desfeito devido à presença de coação. 
D) O negócio jurídico realizado entre Arthur e Mariana 
poderá ser desfeito devido à presença de lesão. 
44 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão versa sobre defeitos do negócio jurídico: 
coação. 
Tendo em vista que Mariana foi forçada a comprar as 
bolsas sob iminente ameaça, o negócio jurídico está 
eivado de vício, isto é, coação. 
Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, 
há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de 
dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, 
ou aos seus bens. 
Gabarito: C 
Letra A 
A alternativa está incorreta, vez que o negócio jurídico 
poderá ser anulado por possuir defeito denominado 
como coação. Art. 151 do CC. 
Letra B 
A alternativa está incorreta, vez que o defeito do negócio 
jurídico presente ao caso é a coação. Art. 151 do CC. 
Erro: 
Art. 138. São anuláveis os negócios jurídicos, quando as 
declarações de vontade emanarem de erro substancial 
que poderia ser percebido por pessoa de diligência 
normal, em face das circunstâncias do negócio. 
Coação: 
Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, 
há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de 
dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, 
ou aos seus bens. 
Letra C 
A alternativa está correta, vez que o caso apresenta 
defeito do negócio jurídico conhecido como coação. 
Mariana foi ameaçada para comprar as bolsas, sendo 
coagida pelo vendedor. O negócio jurídico poderá ser 
anulado no prazo decadencial de 4 anos. 
Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, 
há de ser tal queárvore: 13.2) 
INCORRETA 
Nos termos do Art. 63, §2º, do EAOAB, o candidato 
deve comprovar situação regular perante a OAB, não 
ocupar cargo exonerável ad nutum, não ter sido 
condenado por infração disciplinar, salvo reabilitação, e 
exercer efetivamente a profissão há mais de 3 (três) 
anos, nas eleições para os cargos de Conselheiro 
Seccional e das Subseções, quando houver, e há mais de 
5 (cinco) anos, nas eleições para os demais cargos. 
Portanto, somente se exige o exercício efetivo da 
profissão há mais de 3 (três) anos, nas eleições para os 
cargos de Conselheiro Seccional e das Subseções, 
quando houver. Já para os demais cargos, o tempo 
exigido é de mais de 5 (cinco) anos. 
Letra C (item árvore: 13.2) 
CORRETA 
A assertiva está no sentido da literalidade do Art. 65 do 
EAOAB aponta que: “O mandato em qualquer órgão da 
OAB é de três anos, iniciando-se em primeiro de janeiro 
do ano seguinte ao da eleição, salvo o Conselho Federal.
” 
Letra D (item árvore: 13.2) 
INCORRETA 
O Art. 64 do EAOAB, aponta que se consideram eleitos 
os candidatos integrantes da chapa que obtiver a maioria 
dos votos válidos. 
Portanto, não há o que se falar em 2º turno das eleições 
para os cargos da OAB. 
Comentário Curto 
A questão abordou a temática das eleições e dos 
mandatos na OAB, e nos termos do art. 65, do EAOAB, o 
mandato em qualquer órgão da OAB é de três anos, 
iniciando-se em primeiro de janeiro do ano seguinte ao 
da eleição, salvo o Conselho Federal. 
Assim, a alternativa “c” é a correta e gabarito da 
questão. 
Gabarito: C 
Questão 03. 
Júlio, acadêmico do curso de direito, apresentará em seu 
trabalho de conclusão de curso, o seguinte tema: “
Ordem dos Advogados do Brasil: fins e organização”. 
Como julgador da banca que irá analisar o TCC de Júlio, 
assinale a alternativa que representa corretamente a 
informação trazida em seu trabalho. 
A) A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), serviço 
público, dotada de personalidade jurídica e forma 
unitária. 
B) A OAB por ser uma entidade da administração pública 
indireta, mantém com órgãos da Administração Pública 
vínculo funcional e hierárquico. 
C) A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras, 
tem por finalidade defender a Constituição, a ordem 
jurídica do Estado democrático de direito, os direitos 
humanos e a justiça social, cabendo somente ao Poder 
Judiciário, defender a boa aplicação das leis. 
D) A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem por 
finalidade, promover, com exclusividade, a 
representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos 
advogados em toda a República Federativa do Brasil. 
Comentário Longo 
A questão testou conhecimento do aluno sobre fins e 
organização elencados no EAOAB. Vejamos o disposto no 
EAOAB: 
‘’Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 
serviço público, dotada de personalidade jurídica e 
forma federativa, tem por finalidade: 
I - defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado 
democrático de direito, os direitos humanos, a justiça 
social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida 
administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da 
cultura e das instituições jurídicas; 
II - promover, com exclusividade, a representação, a 
defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a 
República Federativa do Brasil. 
§ 1º A OAB não mantém com órgãos da Administração 
Pública qualquer vínculo funcional ou hierárquico. 
§ 2º O uso da sigla OAB é privativo da Ordem dos 
Advogados do Brasil.’’ 
Dessa forma, nos termos do art. 44, inciso II, do EAOAB, 
a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem por 
7 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
finalidade, promover, com exclusividade, a 
representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos 
advogados em toda a República Federativa do Brasil. 
Letra A (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Conforme art. 44 do EAOAB, a Ordem dos Advogados do 
Brasil (OAB), serviço público, dotada de personalidade 
jurídica e forma federativa. 
Não há o que se falar em forma unitária, mas sim 
federativa. 
Letra B (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Alternativa completamente errada, conforme Art. 44, 
parágrafo primeiro, do EAOAB: “A OAB não mantém 
com órgãos da Administração Pública qualquer vínculo 
funcional ou hierárquico.” 
Letra C (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Conforme Art. 44, do EAOAB, a Ordem dos Advogados do 
Brasil (OAB), serviço público, dotada de personalidade 
jurídica e forma federativa, tem por finalidade: I - 
defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado 
democrático de direito, os direitos humanos, a justiça 
social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida 
administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da 
cultura e das instituições jurídicas. 
Portanto, também é finalidade da OAB, pugnar pela boa 
aplicação das leis. 
Letra D (item árvore: 13.1) 
CORRETA 
Nos termos do Art. 44, do EAOAB, a Ordem dos 
Advogados do Brasil (OAB), serviço público, dotada de 
personalidade jurídica e forma federativa, tem por 
finalidade: II - promover, com exclusividade, a 
representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos 
advogados em toda a República Federativa do Brasil. 
Comentário Curto 
A questão testou conhecimento do aluno sobre fins e 
organização elencados no EAOAB. Neste sentido, 
destaca-se o teor do art. 44, do EAOAB: 
“A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), serviço 
público, dotada de personalidade jurídica e forma 
federativa, tem por finalidade: 
I - defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado 
democrático de direito, os direitos humanos, a justiça 
social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida 
administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da 
cultura e das instituições jurídicas; 
II - promover, com exclusividade, a representação, a 
defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a 
República Federativa do Brasil. 
§ 1º A OAB não mantém com órgãos da Administração 
Pública qualquer vínculo funcional ou hierárquico. 
§ 2º O uso da sigla OAB é privativo da Ordem dos 
Advogados do Brasil.’’ 
O art. 44, inciso II, do EAOAB, a Ordem dos Advogados 
do Brasil (OAB) tem por finalidade, promover, com 
exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a 
disciplina dos advogados em toda a República Federativa 
do Brasil. 
A assertiva “d” é a correta e o gabarito da questão. 
Gabarito: D 
 
Questão 04. 
Antônio, recém-formado em direito, prestou exame de 
ordem e com a aprovação, iniciou a sua carreira como 
advogado, muito preocupado com as condutas éticas e 
disciplinares de sua profissão. Logo, resolveu relembrar 
os deveres que todo advogado deverá obedecer, sob 
pena de estar infringindo o Código de Ética e Disciplina 
dos Advogados. Assinale a alternativa que corresponde a 
um dever do Advogado. 
A) Aquele advogado influente, deverá utilizar de sua 
influência, mesmo que indevida, desde que seja em 
benefício do cliente. 
B) Contratar honorários advocatícios em valores 
aviltantes. 
C) Desaconselhar lides temerárias, a partir de um juízo 
preliminar de viabilidade jurídica. 
D) Atuar com temor, dependência, honestidade, decoro, 
veracidade, lealdade, dignidade e boa-fé. 
 
8 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Comentário Longo 
A questão abordou acerca das deveres e abstenções que 
os advogados deverão ter em suas condutas. A questão 
misturou os conceitos trazidos no Código de Ética e 
Disciplina da OAB, vejamos o disposto no art. 2º do CED: 
“Art. 2º O advogado, indispensável à administração da 
Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, 
dos direitos humanos e garantias fundamentais, da 
cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz social, 
cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância 
com a sua elevada função pública e com os valores que 
lhe são inerentes. 
Parágrafo único. São deveres do advogado: I – preservar, 
em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da 
profissão, zelando pelo caráter de essencialidade e 
indispensabilidade da advocacia; II – atuar com 
destemor,incuta ao paciente fundado temor de 
dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, 
ou aos seus bens. 
Art. 178. É de quatro anos o prazo de decadência para 
pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado: 
I – no caso de coação, do dia em que ela cessar; 
Letra D 
A alternativa está incorreta, vez que o defeito presente 
ao caso é a coação. Art. 151 do CC. 
Lesão: 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob 
premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a 
prestação manifestamente desproporcional ao valor da 
prestação oposta. 
§ 1º Aprecia-se a desproporção das prestações 
segundo os valores vigentes ao tempo em que foi 
celebrado o negócio jurídico. 
§ 2º Não se decretará a anulação do negócio, se for 
oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
Coação: 
Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, 
há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de 
dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, 
ou aos seus bens. 
Comentário Curto 
O defeito do negócio jurídico presente ao caso é a 
coação. 
Gabarito: C 
 
Questão 38. 
Isabel formulou contrato de empréstimo de R$15.000,00 
(quinze mil reais) com Rafaela, Maurício, Patrick e 
Gustavo, havendo cláusula expressa sobre o caráter 
solidário da dívida entre os devedores. Ao decorrer dos 
meses, Isabel acabou se aproximando de Gustavo e após 
alguns encontros os dois iniciaram um relacionamento 
amoroso. Devido a tal fato, a fim de beneficiar o 
namorado, Isabel exonerou Gustavo da solidariedade. 
Passadas algumas semanas, Rafaela tornou-se 
insolvente, não possuindo condições de arcar com suas 
dívidas, inclusive a devolução do valor do mútuo 
pactuado com Isabel. Preocupada com a situação, a 
credora ajuizou ação para receber os valores devidos. 
Após ser citado, Patrick pagou pela dívida integral e 
agora deseja reaver os valores dos demais codevedores. 
Sobre o caso, é correto afirmar que: 
45 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
A) Patrick poderá exigir de Maurício e Gustavo a parte 
incumbida à Rafaela, tendo em vista a insolvência da 
devedora. 
B) Patrick poderá exigir apenas de Maurício a parte 
incumbida à Rafaela, vez que Gustavo foi exonerado da 
solidariedade. 
C) Patrick não poderá exigir a dívida de nenhum dos 
codevedores, haja vista que pagou a dívida por livre e 
espontânea vontade. 
D) Isabel não pode aceitar o pagamento de apenas um 
dos devedores, vez que a obrigação tem caráter 
solidário. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão versa sobre solidariedade passiva. 
No caso em comento deve ser levado em conta duas 
informações muito importantes: exoneração e a 
insolvência dos codevedores. Para tanto, mesmo que 
Gustavo seja exonerado da solidariedade, deverá 
responder pela quota-parte de Rafaela, conforme dispõe 
os Arts. 283 e 284 do CC. 
Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem 
direito a exigir de cada um dos co-devedores a sua quota, 
dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o 
houver, presumindo-se iguais, no débito, as partes de 
todos os codevedores. 
Art. 284. No caso de rateio entre os codevedores, 
contribuirão também os exonerados da solidariedade 
pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia ao 
insolvente. 
Gabarito: A 
Letra A 
A alternativa está correta, vez que todos deverão 
responder pela dívida de Rafaela (insolvente), inclusive 
Gustavo que foi exonerado da solidariedade. Art. 283 e 
284, ambos do CC. 
Letra B 
A alternativa está incorreta, vez que Patrick poderá exigir 
de Maurício e Gustavo a parte incumbida à Rafaela, 
conforme art. 284 do CC. 
Letra C 
A alternativa está incorreta, vez que mesmo pagando a 
totalidade da dívida incumbida aos codevedores, Patrick 
poderá exigir a quota-parte dos demais, sendo que a 
parte de Rafaela deverá ser paga entre todos, inclusive 
por Gustavo. 
Letra D 
A alternativa está incorreta, vez que Patrick poderá 
solver toda a dívida, possuindo direito de regresso contra 
os demais codevedores solidários, Art. 275 do CC. 
Comentário Curto 
Todos responderão pela parte incumbida à devedora 
insolvente, Arts. 283 e 284, ambos do CC. 
Gabarito: A 
 
Questão 39. 
Carla e Rebeca são melhores amigas desde a infância. 
Quando completaram 15 anos começaram um 
relacionamento amoroso. Após dois anos, as duas 
ficaram noivas e resolveram se casar. Ocorre que, os pais 
de Rebeca nunca concordaram com o relacionamento 
sob o pretexto de que a filha era nova demais para 
namorar, dizendo expressamente que não iriam 
autorizar o casamento. Sobre a pretensão, é correto 
afirmar que: 
A) Rebeca necessitará de suprimento judicial para poder 
se casar, tendo em vista a recusa dos pais. 
B) A idade núbil é de 14 anos. 
C) O casamento gera emancipação de menores 
absolutamente incapazes. 
D) Rebeca não necessitará de suplemento judicial, vez 
que é reconhecida juridicamente como relativamente 
incapaz. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão versa sobre casamento e poder familiar. 
Tendo em vista que as adolescentes contam com mais de 
16 anos (idade núbil), poderão contrair matrimônio. 
Contudo, como são definidas juridicamente como 
relativamente incapazes, precisarão da concordância 
dos pais para que possa haver casamento. Caso não haja 
concordância para a formação do matrimônio, Rebeca 
46 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
poderá pedir autorização judicial, nos termos do 
parágrafo único dos Arts. 1517 e 1631, ambos do CC. 
Art. 1.517. O homem e a mulher com dezesseis anos 
podem casar, exigindo-se autorização de ambos os pais, 
ou de seus representantes legais, enquanto não atingida 
a maioridade civil. 
Parágrafo único. Se houver divergência entre os pais, 
aplica-se o disposto no parágrafo único do art. 1.631. 
Art. 1.631. Durante o casamento e a união estável, 
compete o poder familiar aos pais; na falta ou 
impedimento de um deles, o outro o exercerá com 
exclusividade. 
Parágrafo único. Divergindo os pais quanto ao exercício 
do poder familiar, é assegurado a qualquer deles 
recorrer ao juiz para solução do desacordo. 
Gabarito: A 
Letra A 
A alternativa está correta, vez que não havendo a 
concordância dos pais, Rebeca poderá pedir suprimento 
judicial, nos termos dos Arts. 1517 e 1631, parágrafo 
único, ambos do CC. 
Letra B 
A alternativa está incorreta, vez que a idade núbil é de 
16 anos, conforme caput do art. 1517 do CC. 
Letra C 
A alternativa está incorreta, vez que o casamento gera a 
emancipação de menores relativamente incapazes e a 
idade núbil é de dezesseis anos, conforme Arts. 5, 
parágrafo único, inciso II e 1517, ambos do CC. 
Letra D 
A alternativa está incorreta, vez que mesmo sendo 
relativamente incapaz, Rebeca ainda está sob o poder 
familiar dos pais e necessita do consentimento para 
contrair matrimônio, Arts. 1.517 e 1.630, ambos do CC. 
Comentário Curto 
Tendo em vista que está sob o poder familiar dos pais, 
Rebeca necessitará de autorização judicial para casar-se. 
Arts. 1.517 e 1.631 do CC. 
Gabarito: A 
 
 
 
Questão 40. 
Larissa pactuou contrato de compra e venda com 
Laércio, cujo objeto contratual tratava-se de uma 
bicicleta motorizada no valor de R$ 2.500,00 (dois mil e 
quinhentos reais), a data final para o pagamento seria 
dia 12/06/2022. Uma semana antes do prazo final para 
o adimplemento da obrigação, Larissa ainda não havia 
adquirido o valor total e estava preocupada, vez que 
nunca deixara de cumprir com sua responsabilidade. 
Após algumas horas pensando sobre o que faria para não 
ficar inadimplente, Larissa lembrou que havia ganhado 
um cavalo avaliado em R$2.500,00 (dois mil e 
quinhentos reais) de um de seus tios. Sobre o caso, é 
correto afirmar que: 
A) Larissa poderá oferecer o cavalo como pagamento de 
sua obrigação, mas Laércio terá que consentir com a 
prestação diversa. 
B) Larissa não poderá entregar o cavalo para cumprir 
com a obrigação, vez que não pode oferecerforma 
diferente da que fora pactuada em contrato para solver 
a dívida. 
C) Laércio é obrigado a receber prestação diversa, tendo 
em vista que é de seu interesse o adimplemento da 
obrigação. 
D) Laércio só poderá ser obrigado a receber o cavalo se 
o animal tiver sido avaliado acima do valor devido pela 
obrigação, tendo em vista que se trata de prestação 
diversa da que fora pactuada em contrato. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão fala sobre Dação em pagamento. 
Tendo em vista que as partes pactuaram contrato de 
compra e venda cujo objeto de pagamento deveria ser 
dinheiro, contudo, levando-se em conta que a devedora 
não possuía a quantia, mas possuía um cavalo com o 
mesmo valor da obrigação, Larissa poderá oferecer o 
animal como dação em pagamento para adimplir a 
dívida, devendo haver o consentimento do credor em 
receber a prestação diversa da que fora pactuada. 
Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação 
diversa da que lhe é devida. 
Gabarito: A 
Letra A 
47 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
A alternativa está correta, vez que Laércio poderá 
consentir em receber prestação diversa da que fora 
pactuada, chamando-se tal ato jurídico de dação em 
pagamento, conforme Art. 356 do CC. 
Letra B 
A alternativa está incorreta, vez que Larissa poderá 
oferecer outra forma de pagamento para o credor, mas 
ele deverá consentir sobre o recebimento da prestação 
diversa. Arts. 313 e 356 do CC. 
Letra C 
A alternativa está incorreta, vez que Laércio não é 
obrigado a receber prestação diversa da que fora 
pactuada, ainda que mais valiosa, conforme Art. 313 do 
CC. 
Letra D 
A alternativa está incorreta, vez que Laércio não é 
obrigado a receber prestação diversa, mesmo que mais 
valiosa, conforme Art. 313 do CC. 
Comentário Curto 
Larissa poderá oferecer coisa diversa para o pagamento 
da dívida, contudo, o credor deverá consentir com o 
recebimento da prestação, conforme Art. 356 do CC. 
Denominando-se dação em pagamento. 
Gabarito: A 
 
Questão 41. 
Gabriel é apaixonado por animais, desde pequeno 
estuda sobre as raças e temperamentos de cães e gatos. 
Certo dia, foi até um abrigo de cães e resolveu adotar um 
pitbull. O animalzinho ficava livre na varanda de casa, 
mas os portões do imóvel eram sempre muito bem 
cerrados para que o cachorro não pudesse fugir. Certa 
noite, Gabriel saiu para um churrasco na casa de seu 
namorado e não fechou completamente o portão da 
garagem, deixando-o entreaberto. Ao ver que tinha 
acesso para a rua, o pitbull saiu correndo para fora do 
imóvel e acabou encontrando Matheus que passava pela 
calçada. De pronto e sem motivo, o animal sentiu-se 
ameaçado pelo homem e atacou-lhe na perna, fato que 
ocasionou graves ferimentos. O cachorro só soltou o 
corpo do indivíduo quando algumas pessoas apareceram 
para separar. Após o infortúnio, os vizinhos acionaram o 
SAMU para que fossem prestados os primeiros socorros. 
Sobre o caso, assinale a afirmativa correta: 
A) Gabriel não será responsável pelos prejuízos 
ocasionados pelo ataque do pitbull, vez que não estava 
presente no momento do fato. 
B) Matheus foi o responsável pelo ataque, vez que 
assustou o pitbull quando passava pela calçada. 
C) O dono do abrigo de cães é o verdadeiro responsável 
pelos danos, vez que não alertou Gabriel acerca do 
comportamento agressivo da raça pitbull. 
D) O dono do animal responderá pelos danos 
ocasionados, eximindo-se apenas se comprovar culpa da 
vítima ou força maior. 
Comentário Longo 
Análise do Caso 
A questão versa sobre responsabilidade civil: dono do 
animal. 
Levando-se em conta que Gabriel é o dono do pitbull, ele 
deverá ser responsabilizado pelo ataque do animal, 
tendo em vista que assumiu o risco quando deixou o 
portão da garagem entreaberto. 
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o 
dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou 
força maior. 
Gabarito: D 
Letra A 
A alternativa está incorreta, vez que mesmo não estando 
presente no momento do ataque, Gabriel foi o 
responsável por deixar o portão entreaberto, além de ser 
o dono do animal, Art. 936 CC. 
Letra B 
A alternativa está incorreta, pois Matheus não teve a 
intenção de assustar o pitbull, o animal estranhou a 
figura do homem que passava pela calçada e o atacou, 
causando-lhe graves ferimentos. Por isso, tendo em vista 
que não houve culpa da vítima, o dono do animal deverá 
responder pelo evento danoso, Art. 936 do CC. 
Letra C 
A alternativa está incorreta, vez que Gabriel é amante de 
cães e conhece o comportamento temperamental das 
raças caninas, por isso, tendo em vista que é o dono do 
animal, deverá responder pelos danos ocasionados, Art. 
936 do CC. 
Letra D 
48 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
A alternativa está correta, pois os donos dos animais são 
responsáveis pelos prejuízos ocasionados por eles, salvo 
se for comprovada a culpa da vítima ou força maior, 
conforme Art. 936 do CC. 
Comentário Curto 
Gabriel deverá responder pelos danos ocasionados pelo 
pitbull, vez que é o dono do animal, conforme Art. 936 
do CC. 
Gabarito: D 
 
Estatuto da Criança e do Adolescente 
Géssica Ehle 
Questão 42. 
Ariovalda Perez, de 40 anos, é moradora de rua e 
descobriu recentemente que está grávida de seu sexto 
filho. Devido a sua condição de vulnerabilidade 
econômica pensa em entregar seu filho para adoção. 
Uma vez que Ariovalda procure seus serviços de 
advocacia, você, acertadamente, poderá orientá-la a: 
a. buscar pela equipe interprofissional da Justiça da 
Infância e da Juventude a qual irá determinar a 
suspensão de seu poder familiar e o encaminhamento do 
recém-nascido à família substituta 
b. encontrar o pai biológico do bebê para que ambos 
possam comparecer à audiência e corroborar a intenção 
de entregar o filho para adoção 
c. manifestar sua intenção para a interprofissional da 
Justiça da Infância e da Juventude, corroborá-la em 
audiência e aguardar que se localize o genitor, ou 
membro da família extensa apto a receber a guarda, em 
90 (noventa) dias, prorrogável por igual período 
d. manifestar sua intenção perante à autoridade 
judiciária que decretará a extinção do poder familiar, 
mas que Ariovalda fique tranquila, pois poderá se 
arrepender de tal consentimento em até 30 (trinta) dias 
da data da prolação da sentença 
Comentários 
Gabarito: C 
Art. 19-A, ECA. 
a. Errado. A equipe fará apenas a avaliação e apresentará 
relatório à autoridade judiciária, considerando inclusive 
os eventuais efeitos do estado gestacional e puerperal, 
não tendo competência para suspender o poder familiar 
de Ariovalda. 
b. Errado. Art. 19-A, § 5º Após o nascimento da criança, 
a vontade da mãe ou de ambos os genitores, se houver 
pai registral ou pai indicado, deve ser manifestada na 
audiência a que se refere o § 1 o do art. 166 desta Lei, 
garantido o sigilo sobre a entrega. 
c. Certo. Art. 19-A. § 4 o Na hipótese de não haver a 
indicação do genitor e de não existir outro representante 
da família extensa apto a receber a guarda, a autoridade 
judiciária competente deverá decretar a extinção do 
poder familiar e determinar a colocação da criança sob a 
guarda provisória de quem estiver habilitado a adotá-la 
ou de entidade que desenvolva programa de 
acolhimento familiar ou institucional. 
d. Errado. Art. 166, § 5 o O consentimento é retratável 
até a data da realização da audiência especificada no § 
1 o deste artigo, e os pais podem exercer o 
arrependimento no prazo de 10 (dez) dias, contado da 
data de prolação da sentença de extinção do poder 
familiar. 
 
Questão 43. 
Ana da Silva tem 18 anos, é moradora da cidade de 
Novasfalhas e recentemente decidiu que quer se 
candidatar ao Conselho Tutelar do município, pois 
sensibilizou-se com os altos índices de evasão escolar 
registrados na escola de seu bairro. Ocorre que Ana é 
conhecida pelos moradores da comunidade como “Ana 
pinguça”, por transitar habitualmente embriagada e 
proferindopalavras de baixo calão pelas ruas da cidade. 
Ao conhecer do apelido que lhe deram, Ana se dirige ao 
seu escritório de advocacia questionando sobre a 
possibilidade de ser candidata ao cargo, oportunidade 
em que você: 
a. Dir-lhe-á que preenche os requisitos para a 
candidatura a membro do Conselho Tutelar, pois reside 
no Município e tem maioridade civil 
b. Confirmará que, assim que eleita, Ana poderá assumir 
a questão da evasão escolar, em detrimento dos 
recursos escolares que pudessem ser empregados pelos 
dirigentes da escola 
c. Instruirá Ana a tentar candidatura em outro Município, 
mesmo que continue residindo em Novasfalhas, para 
49 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
que assim seja eleita, uma vez que a comunidade pode 
não conhecer de seu apelido e comportamento 
d. Orientará Ana para mude seu comportamento, 
assuma uma postura moralmente adequada e idônea e 
aguarde ter mais de 21 anos residindo em Novasfalhas, 
para que daí possa se candidatar ao cargo. 
Comentários 
Gabarito: D 
a. Errado. Art. 133, ECA. Ana não preenche todos os 
requisitos, pois não tem 21 anos e tampouco idoneidade 
moral. 
b. Errado. Art. 56, II, ECA. Os dirigentes de 
estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão 
ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas 
injustificadas e de evasão escolar, quando esgotados os 
recursos escolares. 
c. Errado. Art. 133, III. ECA. Ana precisa residir no 
Município. 
d. Certo. Art. 133, ECA. A alternativa prevê que Ana 
mude seu comportamento, atingindo reconhecida 
idoneidade moral e aguarde o decurso do tempo para ter 
mais de 21 anos, além de permanecer no Município. 
 
Direito do Consumidor 
Igor Maciel 
Questão 44. 
Mariana resolveu comemorar seu aniversário na melhor 
pizzaria da cidade, conhecida como Pizzaria KTudo. No 
dia anterior ao seu aniversário Mariana entrou em 
contato com o gerente da pizzaria, a fim de deixar tudo 
organizado. O gerente mostrou à Mariana o cardápio de 
comidas e bebidas e orientou sobre a forma de controle 
de consumo, que seria por meio de comanda. O gerente, 
ainda, orientou Mariana que em caso de extravio da 
comanda ela estaria sujeita a aplicação de multa, vez que 
é de responsabilidade do consumidor cuidar da comanda 
enquanto estiver dentro do estabelecimento. No dia do 
evento Mariana recebeu seus convidados, que ficaram 
surpreendidos com a qualidade da comida e da bebida, 
porém, ao final Mariana percebeu que a comanda que 
estava em sua mesa desapareceu. A cerca disto, é 
correto: 
a) Mariana terá que pagar multa, vez que o gerente do 
estabelecimento, previamente, orientou sobre a 
responsabilidade de cuidar da comanda. 
b) Será excluída a obrigação de pagar multa, caso 
Mariana se prontifique em prestar serviços gerias (lavar 
os pratos) do estabelecimento. 
c) De acordo com a legislação vigente Mariana não está 
obrigada a pagar nenhum valor, vez que ante o extravio 
da comanda, não há como realizar cobranças, estando 
ela livre de qualquer obrigação. 
d) Para solução do problema Mariana deve buscar 
realizar o pagamento daquilo que realmente foi 
consumido, não sendo legal aplicação de multa, 
previamente, exigida pelo estabelecimento. 
Comentário Longo 
A questão dever ser resolvida sobre o prisma dos art. 39, 
inciso V e 51, inciso IV, ambos do Código de Defesa do 
consumidor, vejamos: 
Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, 
dentre outras práticas abusivas: 
V - exigir do consumidor vantagem manifestamente 
excessiva; 
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as 
cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de 
produtos e serviços que: 
IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, 
abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem 
exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a 
eqüidade; 
A prática dos estabelecimentos em impor multa ao 
consumidor que perdeu ou extraviou, ou ainda, teve sua 
comanda furtada, é caracterizada como indevida, pois tal 
prática é considerada abusiva e coloca o consumidor em 
desvantagem exagerada. 
Nesse sentido, ao se perder a comanda, como é o caso 
do problema, o consumidor deve tentar solucionar o 
problema pedindo ao estabelecimento para pagar 
somente o que se consumiu, vez que é de 
responsabilidade do estabelecimento comprovar o 
consumo do cliente, por meio de mecanismos 
administrativos próprios, câmeras ou sistema de 
controle computadorizado, por exemplo. 
Letra A 
50 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
INCORRETA 
Conforme art. 39, inciso V e 51, inciso IV, ambos do 
Código de Defesa do consumidor. 
Letra B 
INCORRETA 
Essa proposta de acordo é indevida, vez que sujeita o 
consumidor ao constrangimento. Caso o consumidor 
seja obrigado a prestar serviços gerais em razão da perda 
da comanda, em sede judicial poderá pedir indenização 
por danos morais, fulcro art. 39, inciso V e 51, inciso IV, 
ambos do Código de Defesa do consumidor. 
Letra C 
INCORRETA 
De acordo com os art. 39, inciso V e 51, inciso IV, ambos 
do Código de Defesa do consumidor, Mariana deverá 
pagar efetivamente pelo que se consumiu. Portanto, o 
fato de perder a comanda não isenta o pagamento 
integral de todo o consumo. Tal hipótese levaria ao 
desequilíbrio das relações de consumo. 
Letra D 
CORRETA 
Conforme já explanado de acordo com os art. 39, inciso 
V e 51, inciso IV, ambos do Código de Defesa do 
Consumidor é plausível que estabelecimento somente 
exija o que foi devidamente consumido pela cliente, não 
sendo possível a cobrança de eventuais multas pela 
perda da comanda. 
Comentário Curto 
Mariana, deverá pagar somente aquilo que efetivamente 
consumiu dentro do estabelecimento, vez que é de 
responsabilidade do estabelecimento comprovar o 
consumo do cliente, por meio de mecanismos 
administrativos próprios, câmeras ou sistema de 
controle computadorizado, por exemplo. Portanto, 
Mariana não poderá ser penalizada com multa pela 
perda da comanda, em conformidade aos art. 39, inciso 
V e 51, inciso IV, ambos do Código de Defesa do 
Consumidor. 
Gabarito: D 
 
 
 
Questão 45. 
Maria Flor adentrou na loja 100% Variedades, a fim de 
adquirir uma carteira feminina. A loja é popular na 
cidade e concentra variados artigos para presente, como 
joias, acessórios femininos e masculinos, cosméticos e 
utensílios para casa. Ocorre que o espaço físico da loja, 
ante a grande variedade em produtos, é pequeno e para 
que haja prejuízos a gerente da loja passou a colocar 
avisos por toda a parte com a seguinte frase "quebrou, 
pagou!". Maria Flor ao se deslocar pelos espaços da loja 
acaba esbarrando em um vazo de flor decorativo, 
danificando-o. O artigo em razão da queda fica impróprio 
para a venda. A gerente da loja vendo toda a situação, 
chamou Maria Flor e disse que ela deverá pagar pelo 
item quebrado, visto que há avisos por toda a loja nesse 
sentido. A cerca disto, é correto: 
a) Maria Flor está obrigada a pagar pelo item quebrado, 
vez que não teve o cuidado necessário para circular 
dentro do estabelecimento. 
b) Maria Flor está obrigada a pagar pelo item, vez que 
antes de adentrar na loja leu o aviso que continha a 
seguinte frase "quebrou, pagou!". 
c) Maria Flor não está obrigada a pagar pelo item, vez 
que o estabelecimento não ofereceu ao consumidor um 
ambiente livre de embaraços, estando em desacordo 
com as normas de segurança. 
d) Segundo o Código de Defesa do Consumidor, seguindo 
o princípio do equilíbrio nas relações de consumo, o 
prejuízo deve ser rateado entre a loja e Maria Flor. 
Comentário Longo 
Essa questão deve ser resolvida sobre análise ampla do 
art. 6º, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor, 
vejamos: 
Art. 6º São direitos básicos do consumidor: 
I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos 
provocados por práticas no fornecimento de produtos e 
serviços considerados perigosos ou nocivos; 
Portanto, não há respaldo jurídico para a cobrança de 
itens quebrados pelo consumidor, dentro do 
estabelecimentocomercial, vez que é dever das lojas 
oferecerem ambientes que impeçam situações de risco 
(tropeçar, esbarrar nos itens da loja) e acidentes aos 
clientes, obedecendo as normas de segurança. 
51 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Nesse sentido, considerando que a loja do enunciado 
apresentava espaço físico inadequado ante a variedade 
de produtos ofertados, podemos concluir que o 
estabelecimento proporcionava situações de risco aos 
consumidores, sendo certo que esses poderiam esbarrar 
e até mesmo tropeçar nos itens. 
Sendo assim, ante a falta de respaldo legal para cobrança 
e somando a obrigação legal das lojas em oferecer 
ambientes adequados, livres de qualquer embaraço, 
(art. 6º, inciso I, do CDC). 
Letra A 
INCORRETA. 
Considerando o disposto no art. 6º, inciso I, do Código 
de Direito do Consumidor, Maria Flor não poderá ser 
obrigada a pagar pelo item, ante a falta de respaldo 
jurídico. 
Letra B 
INCORRETA. 
Conforme se depreende ao enunciado da questão a loja 
criou situações de risco aos consumidores, quando não 
ofertou um ambiente livre para circulação. Nesse 
sentido, considerando o disposto no art. 6º, inciso I, do 
Código de Direito do Consumidor, Maria Flor não está 
obrigada a pagar pelo item quebrado. 
Letra C 
CORRETA. 
A alternativa está em conformidade ao previsto no art. 6
º, inciso I, do Código de Direito do Consumidor, portanto, 
devidamente correta. 
Letra D 
INCORRETA. 
A alternativa traz uma situação atípica ao disposto no 
Código de Direito do Consumido, logo, considerando o 
enunciado da questão está incorreta. 
Comentário Curto 
Considerando que o estabelecimento disposto no 
enunciado, não se atentou em proporcionar aos clientes 
um ambiente equilibrado e livre de embaraços aos 
consumidores, ocasionando situação de risco de 
acidentes, (tropeços e esbarrões nos itens). Maria Flor 
não poderá ser obrigada a arcar com o custo do item 
quebrado, haja vista a situação se enquadra ao disposto 
no art. no art. 6º, inciso I, do Código de Direito do 
Consumidor. 
Gabarito: C 
 
Direito Empresarial 
Alessandro Sanchez 
Questão 46. 
De acordo com as disposições do Código Civil de 2002, o 
registro é instituto complementar do Direito de 
Empresa. Com relação ao assunto, assinale a alternativa 
correta. 
a. Não há óbices para que seja levado a registro e 
arquivamento o contrato social de sociedade empresária 
que disponha sobre a possibilidade de alienação do 
nome empresarial, independentemente da previsão de 
regramento quanto à possibilidade de utilização do 
nome empresarial pelo adquirente do estabelecimento 
em caso de trespasse. 
b. O ato sujeito a registro não pode, antes do 
cumprimento das respectivas formalidades, ser oposto a 
terceiro, ante a inexistência do arquivamento e do efeito 
de publicidade exigido em lei, não se admitindo 
exceções. 
c. As sociedades constituídas para o exercício de 
profissional intelectual, de natureza científica, vinculam-
se ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, salvo se o 
exercício da profissão constituir elemento de empresa. 
d. As pessoas obrigadas a requerer o registro não 
responderão por perdas e danos em caso de omissão ou 
demora, ante a natureza iminentemente declaratória do 
registro empresarial, o que faz com que a situação 
pretérita ao arquivamento seja reconhecida pelo 
Direito, nas condições da lei. 
Comentários 
Gabarito: C 
Letra a: errada. Art. 1.164. O nome empresarial não pode 
ser objeto de alienação. 
Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por 
ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o 
nome do alienante, precedido do seu próprio, com a 
qualificação de sucessor. 
Letra b: errada. Art. 1.154. O ato sujeito a registro, 
ressalvadas disposições especiais da lei, não pode, antes 
52 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
do cumprimento das respectivas formalidades, ser 
oposto a terceiro, salvo prova de que este o conhecia. 
Letra c: correta. Art. 966. Considera-se empresário quem 
exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou 
de serviços. Parágrafo único. Não se considera 
empresário quem exerce profissão intelectual, de 
natureza científica, literária ou artística, ainda com o 
concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o 
exercício da profissão constituir elemento de empresa. 
Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária 
vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis 
a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao 
Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá 
obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a 
sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade 
empresária. 
Letra d: errada. Art. 1.151, 3o As pessoas obrigadas a 
requerer o registro responderão por perdas e danos, em 
caso de omissão ou demora. 
 
Questão 47. 
Em relação à caracterização, inscrição e capacidade do 
empresário, dispõe o Código Civil: 
a. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro 
Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, no 
prazo máximo de até 30 dias após o início de suas 
atividades, sendo que eventuais alterações, serão 
averbadas à margem da inscrição, no prazo máximo de 
15 dias de sua ocorrência. 
b. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa 
que, por disposição de lei, não puder exercer atividade 
de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um 
ou mais gerentes, cuja aprovação não exime o 
representante ou assistente do menor ou do interdito da 
responsabilidade pelos atos dos gerentes nomeados. 
c. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e 
simplificado ao empresário rural, ao pequeno 
empresário e ao titular de sociedade limitada, quanto à 
inscrição e aos efeitos daí decorrentes, desde que o 
faturamento anual não seja superior a R$ 81.000,00. 
d. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si 
ou com terceiros, desde que não tenham casado no 
regime da comunhão parcial de bens, ou no da 
separação total, e, a sentença que decretar ou 
homologar a separação judicial do empresário e o ato de 
reconciliação podem a qualquer tempo, ser opostos a 
terceiros. 
Comentários 
Gabarito: B 
Letra a: errada. Art. 967. É obrigatória a inscrição do 
empresário no Registro Público de Empresas Mercantis 
da respectiva sede, antes do início de sua atividade. § 2
º À margem da inscrição, e com as mesmas 
formalidades, serão averbadas quaisquer modificações 
nela ocorrentes. 
Letra b: correta. Art. 975. Se o representante ou 
assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de 
lei, não puder exercer atividade de empresário, 
nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes. 
§1º Do mesmo modo será nomeado gerente em todos 
os casos em que o juiz entender ser conveniente. §2º A 
aprovação do juiz não exime o representante ou 
assistente do menor ou do interdito da responsabilidade 
pelos atos dos gerentes nomeados. 
Letra c: errada. A lei não assegura tal tratamento às 
sociedades, apenas ao empresário rural e ao pequeno 
empresário: Art. 970. A lei assegurará tratamento: 
Favorecido; Diferenciado e Simplificado ao: Empresário 
rural e ao Pequeno empresário. Quanto à inscrição e aos 
efeitos daí decorrentes. 
Letra d: errada. Art. 977. Faculta-se aos cônjuges 
contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde 
que não tenham casado no regime da comunhão 
universal de bens, ou no da separação obrigatória. Art. 
980. A sentença que decretar ou homologar a separação 
judicial do empresário e o ato de reconciliação não 
podem ser opostos a terceiros, antes de arquivados e 
averbados no Registro Público de Empresas Mercantis. 
 
Questão 48. 
Em relação ao estabelecimento, dispõe o código civil 
a. O estabelecimento poderá ser virtual, situação em que 
a sua sede poderá ser integrada pelo endereço de um 
dos sócios ou do próprio empresário individual. 
b. A Empresa de pequeno porte não pode utilizar 
estabelecimento virtual. 
53 
 III. SimuladoOAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
c. É permitida a atribuição à sociedade limitada 
constituída para a prestação de serviços de qualquer 
natureza a remuneração decorrente da cessão de 
direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, 
marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa 
jurídica, vinculados à atividade profissional. 
d. A sociedade unipessoal limitada não poderá resultar 
da concentração das quotas de outra modalidade 
societária num único sócio, independentemente das 
razões que motivaram tal concentração. 
Comentários 
Gabarito: A 
Letra a: Correta Art. 1142, §2º Quando o local onde se 
exerce a atividade empresarial for virtual, o endereço 
informado para fins de registro poderá ser, conforme o 
caso, o endereço do empresário individual ou o de um 
dos sócios da sociedade empresária. Letra b: errada. Não 
existe óbice legal. 
Letra c: errada. A pessoa natural e pessoa jurídica não se 
confundem. 
Letra d: errada. A sociedade unipessoal poderá ser 
alterada em situações de pluripessoalidade. 
 
Questão 49. 
A respeito do registro de empresários e de sociedades, 
assinale a opção correta. 
a. As sociedades simples devem ser inscritas no registro 
público de empresas mercantis, ainda que não exerçam 
atividade econômica organizada. 
b. Os empresários devem ser inscritos no registro público 
de empresas mercantis em razão da natureza 
meramente intelectual inerente à sua atividade. 
c. As sociedades simples devem ser inscritas no registro 
civil de pessoas jurídicas quando exercerem atividades 
profissionais e intelectuais. 
d. Os empresários devem ser inscritos no registro civil de 
pessoas jurídicas, haja vista que exercem atividade 
econômica organizada. 
Comentários 
Gabarito: C 
Letra a: errada. Art. 998. Nos trinta dias subsequentes à 
sua constituição, a sociedade deverá requerer a inscrição 
do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas 
do local de sua sede. 
Letra b: errada. Art. 966. Considera-se empresário quem 
exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou 
de serviços. 
Parágrafo único. Não se considera empresário quem 
exerce profissão intelectual, de natureza científica, 
literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares 
ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão 
constituir elemento de empresa. 
Letra c: correta. “sociedades simples devem ser 
inscritas no RCPJ quando exercerem atividades 
profissionais e intelectuais”. Na alternativa B 
exploramos o significado de elemento de empresa e 
vimos que, mesmo sendo atividade intelectual, pode ser 
considerada empresária se constituir elemento de 
empresa. Assim, seria inscrita no RPEM, e não no RCPJ. 
Letra d: errada. Art. 967. É obrigatória a inscrição do 
empresário no Registro Público de Empresas Mercantis 
da respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
 
Questão 50. 
Em relação à sociedade em comum, dispõe o Código 
Civil: 
a. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente 
pelas obrigações sociais, respeitado o benefício de 
ordem, quando for o caso, aquele que contratou pela 
sociedade, possuindo ou não, poderes específicos de 
gestão. 
b. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger -se-
á a sociedade, inclusive por ações em organização, pelo 
disposto em lei, observadas, subsidiariamente e no que 
com ele forem compatíveis, as normas da sociedade 
empresária. 
c. Os bens e dívidas sociais não constituem patrimônio 
especial, do qual os sócios são titulares em comum. 
d. Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, 
somente por escrito podem provar a existência da 
sociedade, mas os terceiros podem prová-la de qualquer 
modo. 
 
 
54 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Comentários 
Gabarito: D 
Letra a: errada. Art. 990. Todos os sócios respondem 
solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, 
excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, 
aquele que contratou pela sociedade. Art. 1.024. Os bens 
particulares dos sócios não podem ser executados por 
dívidas da sociedade, senão depois de executados os 
bens sociais. 
Letra b: errada. Art. 986. Enquanto não inscritos os atos 
constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações 
em organização, pelo disposto neste Capítulo, 
observadas, subsidiariamente e no que com ele forem 
compatíveis, as normas da sociedade simples. 
Letra c: errada. Art. 988. Os bens e dívidas sociais 
constituem patrimônio especial, do qual os sócios são 
titulares em comum. 
Letra d: correta. Art. 987. Os sócios, nas relações entre si 
ou com terceiros, somente por escrito podem provar a 
existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-
la de qualquer modo. 
 
Direito Processual Civil 
Ricardo Torques 
Questão 51. 
De acordo com o Código de Processo Civil, o não 
comparecimento injustificado do autor na audiência de 
conciliação importará em: 
A) Reagendamento da audiência. 
B) será considerado ato atentatório à dignidade da 
justiça passível de multa que será revertida em favor da 
União ou do Estado. 
C) Litigância de má-fé com possibilidade de multa em 
favor da parte. 
D) Ato irregular que poderá ser suprido pela parte no 
prazo legal. 
Comentários 
Gabarito: B 
A questão traz o conhecimento acerca da consequência 
do não comparecimento injustificado do autor na 
audiência de conciliação. 
Para responder essa questão é necessário conhecimento 
do art. 334, § 8º, CPC, que preceitua: 
Art. 334, § 8º O não comparecimento injustificado do 
autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado 
ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado 
com multa de até dois por cento da vantagem econômica 
pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da 
União ou do Estado. 
Portanto, o não comparecimento injustificado do autor 
na audiência de conciliação importa em ato atentatório 
à dignidade da Justiça, passível de aplicação de multa em 
favor da União ou do Estado. 
Desse modo, somente a letra B se encontra correta. 
 
Questão 52. 
De acordo com o Código de Processo Civil, pode-se dizer 
que não dependem de prova os fatos: 
A) Notórios; afirmados por uma parte e negados pela 
parte contrária; admitidos no processo como 
incontroversos; e fatos em cujo favor milita presunção 
legal de existência ou de veracidade. 
B) Notórios; afirmados por uma parte e confessados pela 
parte contrária; admitidos no processo como 
incontroversos; e fatos, em cujo favor milita presunção 
legal de existência ou de veracidade. 
C) Notórios; afirmados por uma parte e negados pela 
parte contrária; admitidos no processo como 
controversos; e fatos em cujo favor milita presunção 
legal de existência ou de veracidade. 
D) Notórios; afirmados por uma parte e confessados pela 
parte contrária; admitidos no processo como 
controversos; e fatos, em cujo favor milita presunção 
legal de existência ou de veracidade 
Comentários 
Gabarito: B 
A questão traz o conhecimento sobre os fatos que não 
dependem de provas no CPC. 
Para responder à questão o aluno precisa ter o 
conhecimento do artigo 374. 
Art. 374. Não dependem de prova os fatos: 
I - notórios; 
55 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
II - afirmados por uma parte e confessados pela parte 
contrária; 
III - admitidos no processo como incontroversos; 
IV - em cujo favor milita presunção legal de existência ou 
de veracidade. 
Portanto, a única alternativa que traz a literalidade da lei, 
é a letra B. 
 
Questão 53. 
Rafael ajuizou ação de indenização por danos morais e 
materiais em face da Empresa MAC revendedora de 
produtos naturais. Na inicial foi alegado que a empresa 
MAC não enviou os produtos adquiridos pela internet 
bem como expos Rafael de forma constrangedora e 
humilhante por ter pago o boleto somente no último dia 
do vencimento. Citada, a empresa ré deixou de correr o 
prazo para contestar no prazo legal. Considerando o caso 
narrado, assinale a alternativa incorreta: 
A) Se a ré nãocontestar a ação, será considerado revel e 
presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato 
formuladas pelo autor. 
B) Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos 
autos fluirão da data de publicação do ato decisório no 
órgão oficial. 
C) O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, 
recebendo-o no estado em que se encontrar. 
D) A revelia produz o efeito se a petição inicial estiver 
acompanhada de instrumento que a lei considere 
dispensável à prova do ato; 
Comentários 
Gabarito: D 
A questão exige do aluno o conhecimento dos efeitos da 
revelia e das regras aplicáveis ao procedimento comum 
quando o réu é considerado revel, o que está previsto 
nos artigos 344 a 346 do Código de Processo Civil. 
A letra A está correta e de acordo com o artigo 344, 
caput. 
Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado 
revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato 
formuladas pelo autor. 
A letra B também está correte e está de acordo com o 
artigo 346, caput. 
Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono 
nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório 
no órgão oficial. 
A letra C e a letra D também estão corretas. Veja o que 
diz o CPC: 
Art. 346. Parágrafo único. O revel poderá intervir no 
processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em 
que se encontrar. 
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no 
art. 344 se: 
I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a 
ação; 
E, por fim, a letra E está errada e é o gabarito da nossa 
questão. 
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no 
art. 344 se: 
III - a petição inicial não estiver acompanhada de 
instrumento que a lei considere indispensável à prova do 
ato; 
 
Questão 54. 
Solange ingressou com ação de indenização contra 
Tyemi. A ação foi julgada procedente. As partes não 
interpuseram recurso contra a sentença, razão pela qual, 
após o transcurso do prazo legal, foi certificado o trânsito 
em julgado. Após 01 (um) ano do trânsito em julgado, 
quando já havia se iniciado o cumprimento de sentença, 
Tyemi descobre que a sentença proferida pelo juiz violou 
manifestamente norma jurídica. Diante desse fato, é 
correto afirmar sobre a ação rescisória que: 
A) O direito de Tyemi à rescisão se extingue em 2 (dois) 
anos contados do trânsito em julgado da sentença que 
julgou procedente a ação de indenização. 
B) Tyemi poderá propor ação rescisória, porém o 
cumprimento de sentença não poderá ser suspenso, 
tendo em vista que não cabe a concessão de tutela 
provisória nesse procedimento. 
C) Tyemi poderá propor ação rescisória, devendo 
depositar a importância de 5% (cinco por cento) sobre o 
valor da causa, que se converterá em multa caso a ação 
seja, por maioria simples de votos, declarada 
inadmissível ou improcedente. 
56 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
D) Tyemi não poderá propor a ação rescisória com 
fundamento na manifesta violação de norma jurídica, se 
a sentença tiver sido baseada em enunciado de súmula. 
Comentários 
Gabarito: A 
A questão requer o conhecimento sobre a ação rescisória 
prevista nos artigos 966 e seguintes do CPC. Vamos 
analisar as questões. 
A letra A é a questão correta e está de acordo com o 
dispositivo legal. Veja o que diz o Art. 975. O direito à 
rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do 
trânsito em julgado da última decisão proferida no 
processo. 
A letra B está errada, pois a propositura da ação 
rescisória não impede o cumprimento da decisão 
rescindenda, ressalvada a concessão de tutela 
provisória. 
 Art. 969. A propositura da ação rescisória não impede o 
cumprimento da decisão rescindenda, ressalvada a 
concessão de tutela provisória. 
A letra C e a letra D também estão erradas. 
Art. 968. A petição inicial será elaborada com 
observância dos requisitos essenciais do art. 319 , 
devendo o autor: 
II - depositar a importância de cinco por cento sobre o 
valor da causa, que se converterá em multa caso a ação 
seja, por unanimidade de votos, declarada inadmissível 
ou improcedente. 
Art. 966. [...] 
§ 5º Cabe ação rescisória, com fundamento no inciso V 
do caput deste artigo, contra decisão baseada em 
enunciado de súmula ou acórdão proferido em 
julgamento de casos repetitivos que não tenha 
considerado a existência de distinção entre a questão 
discutida no processo e o padrão decisório que lhe deu 
fundamento. 
E, por fim, a letra E também está errada pois essa 
hipótese não está prevista em lei. 
Art. 968. 
[...] 
II - depositar a importância de cinco por cento sobre o 
valor da causa, que se converterá em multa caso a ação 
seja, por unanimidade de votos, declarada inadmissível 
ou improcedente. 
 
Questão 55. 
Sobre a tutela de urgência, o art. 302 do CPC assim 
dispõe que: “ Independentemente da reparação por 
dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a 
efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa
”, se: 
Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA: 
A) Obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, 
não fornecer os meios necessários para a citação do 
requerido no prazo de 3 (três) dias. 
B) A sentença lhe for desfavorável. 
C) Ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer 
hipótese legal. 
D) O juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição 
da pretensão do autor. 
Comentários 
Gabarito: A 
A questão versa sobre tutela provisória prevista no CPC, 
e as respostas estão de previstas na literalidade do artigo 
302 que assim dispõe; 
Art. 302. Independentemente da reparação por dano 
processual, a parte responde pelo prejuízo que a 
efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, 
se: 
I - a sentença lhe for desfavorável; 
II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, 
não fornecer os meios necessários para a citação do 
requerido no prazo de 5 (cinco) dias; 
III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em 
qualquer hipótese legal; 
IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição 
da pretensão do autor. 
Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos 
em que a medida tiver sido concedida, sempre que 
possível. 
Portanto, a única alternativa que não está em 
consonância com o dispositivo legal é a letra A. Perceba 
que o prazo é de 5 dias e não de 3 dias como abordou a 
alternativa. 
57 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Questão 56. 
Em relação ao cumprimento de sentença e ao processo 
de execução, marque a alternativa correta: 
A) No cumprimento de sentença que condene a Fazenda 
a pagar quantia certa, a Fazenda Pública será citada na 
pessoa do seu procurador, por carga, remessa ou meio 
eletrônico, para impugnar em 30 (trinta) dias. 
B) No caso de cumprimento de sentença que reconheça 
a exigibilidade de obrigação de entregar coisa, a multa 
será devida desde o dia em que se configurar o 
descumprimento da decisão e incidirá enquanto não for 
cumprida a decisão que a tiver cominado. 
C) Em sede de impugnação ao cumprimento de 
sentença, poderá o executado alegar qualquer causa 
modificativa ou extintiva da obrigação, como 
pagamento, novação, compensação, transação ou 
prescrição, desde que anteriores ao trânsito em julgado 
da sentença. 
D) Em sede de embargos à execução, a concessão de 
efeito suspensivo impede a efetivação dos atos de 
substituição, de reforço ou de redução da penhora e de 
avaliação dos bens. 
Comentários 
Gabarito: B 
A questão versa sobre o cumprimento de sentença e o 
processo de execução previstos no CPC. Vamos analisar 
as alternativas. 
A letra A está errada, pois no caso a Fazenda Pública será 
INTIMADA na pessoa de seu representante judicial. Veja 
o que diz o art. 535, caput, do CPC/15, “a Fazenda 
Pública será INTIMADA na pessoa de seu representante 
judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para, 
querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios 
autos, impugnar a execução, podendo arguir”. 
A letra B está correta e alternativa transcreve o art. 537, 
§4º, CPC/15.Art. 537. A multa independe de requerimento da parte e 
poderá ser aplicada na fase de conhecimento, em tutela 
provisória ou na sentença, ou na fase de execução, desde 
que seja suficiente e compatível com a obrigação e que 
se determine prazo razoável para cumprimento do 
preceito. 
§ 4º A multa será devida desde o dia em que se 
configurar o descumprimento da decisão e incidirá 
enquanto não for cumprida a decisão que a tiver 
cominado. 
A letra C está errada. Nos termos do art. 525, VII, CPC/15, 
na impugnação, o executado poderá alegar qualquer 
causa modificativa ou extintiva da obrigação, como 
pagamento, novação, compensação, transação ou 
prescrição, desde que supervenientes ao trânsito em 
julgado da sentença. 
E, por fim, a letra D e a letra E também estão erradas. 
Conforme o art. 919, §5º, CPC/15: 
Art. 919. Os embargos à execução não terão efeito 
suspensivo. 
§ 1o O juiz poderá, a requerimento do embargante, 
atribuir efeito suspensivo aos embargos quando 
verificados os requisitos para a concessão da tutela 
provisória e desde que a execução já esteja garantida por 
penhora, depósito ou caução suficientes. 
§ 2o Cessando as circunstâncias que a motivaram, a 
decisão relativa aos efeitos dos embargos poderá, a 
requerimento da parte, ser modificada ou revogada a 
qualquer tempo, em decisão fundamentada. 
§ 3o Quando o efeito suspensivo atribuído aos 
embargos disser respeito apenas a parte do objeto da 
execução, esta prosseguirá quanto à parte restante. 
§ 4o A concessão de efeito suspensivo aos embargos 
oferecidos por um dos executados não suspenderá a 
execução contra os que não embargaram quando o 
respectivo fundamento disser respeito exclusivamente 
ao embargante. 
§ 5o A concessão de efeito suspensivo não impedirá a 
efetivação dos atos de substituição, de reforço ou de 
redução da penhora e de avaliação dos bens. 
Segundo o art. 679, CPC/15, os embargos poderão ser 
contestados no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual se 
seguirá o procedimento comum. 
 
 
 
 
 
58 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Questão 57. 
Acerca dos processos nos tribunais e os meios de 
impugnação das decisões judiciais no Código do Processo 
Civil, é INCORRRETO afirma que: 
A) A alteração de tese jurídica adotada em enunciado de 
súmula ou em julgamento de casos repetitivos poderá 
ser precedida de audiências públicas e da participação de 
pessoas, órgãos ou entidades que possam contribuir 
para a rediscussão da tese. 
B) Na hipótese de alteração de jurisprudência 
dominante do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais 
superiores ou daquela oriunda de julgamento de casos 
repetitivos, não haverá modulação dos efeitos em 
nenhuma hipótese. 
C) A modificação de enunciado de súmula, de 
jurisprudência pacificada ou de tese adotada em 
julgamento de casos repetitivos observará a necessidade 
de fundamentação adequada e específica, considerando 
os princípios da segurança jurídica, da proteção da 
confiança e da isonomia. 
D) Os tribunais darão publicidade a seus precedentes, 
organizando-os por questão jurídica decidida e 
divulgando-os, preferencialmente, na rede mundial de 
computadores. 
Comentários 
Gabarito: B 
A alternativa aborda o tema acerca dos processos nos 
tribunais e os meios de impugnação das decisões 
judiciais que estão previstos nos artigos 926 e seguintes 
do CPC. 
Para responder à questão o aluno precisa ter o 
conhecimento dos artigos 927 e 928. Vamos analisar as 
questões. 
A letra A está correta e de acordo com o artigo 927 §2
°. 
Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: 
§ 2º A alteração de tese jurídica adotada em enunciado 
de súmula ou em julgamento de casos repetitivos poderá 
ser precedida de audiências públicas e da participação de 
pessoas, órgãos ou entidades que possam contribuir 
para a rediscussão da tese. 
A letra B está errada e é o gabarito da nossa questão. 
Art. 927. § 3º Na hipótese de alteração de 
jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal 
e dos tribunais superiores ou daquela oriunda de 
julgamento de casos repetitivos, pode haver modulação 
dos efeitos da alteração no interesse social e no da 
segurança jurídica. 
A letra C também está correta e traz a literalidade do §
4° do artigo 927. 
§ 4º A modificação de enunciado de súmula, de 
jurisprudência pacificada ou de tese adotada em 
julgamento de casos repetitivos observará a necessidade 
de fundamentação adequada e específica, considerando 
os princípios da segurança jurídica, da proteção da 
confiança e da isonomia. 
E, por fim, as letras D e E também estão corretas e de 
acordo com o texto legal. 
Art. 927. § 5º Os tribunais darão publicidade a seus 
precedentes, organizando-os por questão jurídica 
decidida e divulgando-os, preferencialmente, na rede 
mundial de computadores. 
 Art. 928. Para os fins deste Código, considera-se 
julgamento de casos repetitivos a decisão proferida em: 
I - incidente de resolução de demandas repetitivas; 
II - recursos especial e extraordinário repetitivos. 
Parágrafo único. O julgamento de casos repetitivos tem 
por objeto questão de direito material ou processual. 
 
Direito Penal 
Cristiano Rodrigues 
Questão 58. 
Gabriel, 25 anos, Marcelo, 22 anos, e Leandro, 17 anos, 
foram denunciados pelos crimes de organização 
criminosa em concurso material com dois furtos 
qualificados pelo concurso de agentes, pois, segundo a 
denúncia, os réus se reuniam constantemente na 
residência de Marcelo para planejarem a prática de 
furtos na cidade de Belo Horizonte – MG, sendo 
reconhecidos pelas vítimas dos crimes de furtos 
praticados nos dias 10/01/2022 e 16/04/2022. 
Considerando apenas as informações narradas, a defesa 
de Gabriel poderá pleitear, sob o ponto de vista técnico, 
A) quanto ao crime de organização criminosa, a 
desclassificação para o crime de associação criminosa, e 
59 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
quanto ao crime de furto qualificado, a desclassificação 
para o furto simples. 
B) a absolvição do crime de organização criminosa, não 
podendo desclassificar para o crime de associação, 
tendo em vista que Leandro é inimputável. 
C) apenas a desclassificação do crime de organização 
criminosa para o crime de associação criminosa simples 
e o reconhecimento de concurso formal com demais 
delitos. 
D) apenas a desclassificação do crime de organização 
criminosa para o crime de associação criminosa, com 
reconhecimento da causa de aumento de pena por 
envolver adolescente. 
Comentários 
Gabarito: D 
A questão trata da diferença do crime de organização 
criminosa e de associação criminosa. 
Considera-se organização criminosa a associação de 4 
(quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e 
caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que 
informalmente, com objetivo de obter, direta ou 
indiretamente, vantagem de qualquer natureza, 
mediante a prática de infrações penais cujas penas 
máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que 
sejam de caráter transnacional. 
O crime de associação criminosa, por outro lado, 
configura quando há a associação de 3 (três) ou mais 
pessoas para o fim específico de cometer crimes. 
O crime pode ser classificado como: crime 
plurissubjetivo ou unissubjetivo. Nesses dois casos 
(associação criminosa ou organização criminosa), o 
delito é plurissubjetivo, pois pressupõe para sua 
configuração a necessidade de uma pluralidade de 
sujeitos. Trata-se de crime de concurso necessário. 
A – Incorreta. Não há que desclassificar o furto para a 
modalidade simples, pois a qualificadora está 
relacionada com o concurso de pessoas, que ocorreu e 
pressupõe a participação de 2 pessoas ou mais. 
B – Incorreta. O menor de 18 anos (adolescente) é 
computável para preencher esse requisito de número 
mínimo exigido para configurar o delito de associação 
criminosa, desde que tenha noção de estar integrando 
um grupo com finalidades propostas. 
C – Incorreta. Não se trata de concurso formal. Neste, o 
agente, através de umaação ou omissão, pratica dois ou 
mais crimes, idênticos ou não. Ademais, há 
reconhecimento da causa de aumento pela participação 
de criança ou adolescente. 
D – Correta. Não configura o crime de organização 
criminosa porque a reunião é de 4 ou mais pessoas, e o 
enunciado narrou a reunião de 3 pessoas. Ademais, o 
parágrafo único do artigo 288 prevê expressamente a 
causa de aumento de pena até a metade se a associação 
é armada ou se houver a participação de criança ou 
adolescente. 
 
Questão 59. 
Mévio foi denunciado pelo crime de furto qualificado 
porque teria subtraído bens de seu empregador, 
mediante abuso de confiança. Na sentença, o juiz o 
condenou a pena de 3 anos de reclusão, mas negou a 
substituição por pena restritiva de direitos sob o 
fundamento de que Mévio era reincidente, já que tinha 
condenação anterior por crime de furto simples e uma 
contravenção penal. Considerando apenas as 
informações narradas e a jurisprudência do STJ, é correto 
afirmar: 
A) que Mévio faz jus à conversão da pena em restritiva 
de direito, pois a condenação anterior por furto simples 
não o torna reincidente específico e porque a 
condenação por contravenção penal sequer o torna 
reincidente. 
B) que Mévio não tem direito à substituição por pena 
restritiva de direito porque pode ser considerado 
reincidente específico pelo crime de furto, mas que 
apenas a condenação pela contravenção penal não 
impediria a substituição por pena restritiva de direitos. 
C) que Mévio não tem direito ao benefício da 
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 
de direito, porque possui as duas condenações o tornam 
reincidente e impedem o benefício. 
D) que Mévio, apesar de ser reincidente, tem direito à 
substituição por pena restritiva de direito, pois o que 
importa é unicamente o fato da pena concretamente 
fixada no crime ter sido menor que 4 anos de prisão. 
 
 
60 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Comentários 
Gabarito: A 
A questão abrange um importante posicionamento 
jurisprudencial do STJ sobre a reincidência, que vocês 
precisam ter conhecimento para evitar qualquer 
surpresa no exame da OAB. 
Em 25/08/2021 o STJ firmou posicionamento e 
considerou que “a reincidência específica tratada no 
art. 44, § 3º, do Código Penal somente se aplica quando 
os crimes forem idênticos, e não apenas de mesma 
espécie, os crimes praticados” (STJ. 3ª Seção. AREsp 
1.716.664-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 
25/08/2021 - Info 706). 
Assim, para o STJ, o que importa para a substituição da 
pena privativa de liberdade por restritiva de direito é que 
o agente não seja reincidente especifico, em crime 
idêntico. Logo, se for condenado por furto simples e 
depois novamente por furto simples, não terá direito à 
substituição. Porém, se foi condenado por crime de furto 
qualificado e depois por furto simples (ou vice-versa), 
como não são crimes idênticos, poderá gozar do 
benefício. 
Sobre a configuração da reincidência, vejamos a tabela 
abaixo: 
 
CONDENAÇÃO 
ANTERIOR 
TRANSITADA EM 
JULGADO 
NATUREZA DA 
INFRAÇÃO 
PENAL 
POSTERIOR 
REINCIDÊNCIA 
CRIME (no Brasil 
ou estrangeiro) 
CRIME Configurada 
CRIME (no Brasil 
ou estrangeiro) 
CONTRAVENÇÃO Configurada 
CONTRAVENÇÃO 
(no Brasil) 
CRIME NÃO 
CONTRAVENÇÃO 
(no Brasil) 
CONTRAVENÇÃO Configurada 
 
A – Correta. Conforme entendimento atual do STJ, a 
reincidência capaz de afastar o benefício da substituição 
por pena restritiva de direito é aquela “idêntica”, ou seja, 
no caso do enunciado, somente se o agente viesse a ser 
condenado por um segundo delito de furto simples. 
Ademais, a contravenção penal não o torna reincidente 
quando praticar um segundo delito. 
B – Incorreta. Conforme a tabela acima, a contravenção 
não o torna reincidente pelo segundo delito praticado. 
C – Incorreta, pois a contravenção penal não o torna 
reincidente quando praticar um segundo delito, 
conforme comentários dos itens anteriores. 
D – Incorreta. O art. 44 do CP prevê como requisitos para 
a substituição por pena restritiva além do fato de não ser 
reincidente específico, que a pena seja igual ou inferior a 
4 anos (e não apenas “inferior”). 
 
Questão 60. 
José, inconformado com o pedido de divórcio de Maria, 
decide matá-la por vingança. No dia dos fatos, José mira 
sua arma de fogo em direção à Maria, mas, por ser 
inexperiente, acabou atingindo Pedro, de 75 anos de 
idade, que passava pelo local e que faleceu no mesmo 
instante. Diante desses fatos, é correto afirmar que: 
A) José não poderá ser denunciado pelo crime de 
feminicídio, mas sim pelo crime de homicídio contra 
idoso. 
B) José agiu em erro na execução e poderá ser 
denunciado pelo crime de feminicídio qualificado pelo 
motivo torpe. 
C) José agiu em erro na execução e deverá ser 
denunciado pelos crimes de homicídio em concurso 
material com tentativa de feminicídio. 
D) José agiu em erro sobre a pessoa e poderá ser 
denunciado pelo crime de feminicídio, mas sem a 
qualificadora do motivo torpe, por ser esta incompatível 
com a natureza jurídica do feminicídio. 
Comentários 
Gabarito: B 
A questão abrange o instituto do erro na execução (Art. 
73 CP) e o crime de homicídio qualificado (feminicídio). 
O feminicídio é uma qualificadora do homicídio e o STJ 
pacificou o entendimento no sentido de ser a 
qualificadora do feminicídio de ordem objetiva, logo, 
compatível com o motivo torpe. 
A – Errada. Trata-se de hipótese de aberratio ictus (erro 
na execução, do art. 73 do CP) e o sujeito deve responder 
61 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
pelo crime como se houvesse atingido quem 
pretendesse. Conforme comentário do item “B”. 
B – Correta. Trata-se de hipótese de aberratio ictus (erro 
na execução, do art. 73 do CP). Nesse instituto, o agente 
visa atingir determinada pessoa (no caso, mulher), mas, 
por erro na execução ou desvio no golpe, atinge uma 
pessoa diversa da pretendida (um homem). O CP 
determina que o sujeito responda pelo fato como se 
houvesse atingido quem pretendesse. 
C – Incorreta. No caso, estamos diante da figura do erro 
na execução com resultado único. José não atingiu 
Maria. O art. 73 do CP prevê duas consequências: 
- resultado simples ou único: se atinge apenas terceiro. 
Responde como se tivesse alvejado a vítima pretendida. 
- Resultado múltiplo ou complexo: se atinge quem 
pretendia e também terceiro. Nesse caso, responde 
pelos crimes praticados em concurso formal. 
D – Incorreta. Não se trata de erro sobre a pessoa. O erro 
sobre a pessoa tem previsão no art. 20, parágrafo 3º, do 
CP. Nele, o sujeito, por equivocada identificação da 
identidade da vítima, atinge pessoa diversa da 
pretendida. Responde também como se tivesse atingido 
a vítima pretendida. 
 
Questão 61. 
No dia 04/02/2022, Maria, após chegar em casa e ler 
uma mensagem de uma mulher no celular de seu 
companheiro João, decidiu danificar o veículo automotor 
preferido dele, ateando fogo. No dia seguinte, Maria 
quebrou o celular e rasgou todas as roupas de João, 
proferindo, ao mesmo tempo, diversas ameaças de 
morte. Assustado com as atitudes de Maria, João 
registrou boletim de ocorrência. Com a conclusão do 
inquérito policial, o Ministério Público ofereceu 
denúncia no dia 25/05/2022 pelos crimes praticados, 
deixando de oferecer suspensão condicional do processo 
por superar o mínimo legal. Na resposta à acusação, a 
defesa alegou e comprovou que João havia perdoado 
Maria, pois já haviam reatado a união estável duas 
semanas após a prática do ato. Após a instrução, o juiz 
proferiu sentença condenatória em desfavor de Maria, 
fixando a pena acima do mínimo por considerar as 
agravantes de motivo fútil e da prática de crime contra o 
cônjuge. Diante do hipotético caso narrado, é correto 
afirmar que: 
A) A defesa deverá recorrer para que seja reconhecida a 
extinção da punibilidade de Maria em razão do perdão 
concedido por João antes do oferecimento da denúncia. 
B) A defesa deverá recorrerda sentença objetivando a 
exclusão da agravante da prática de crime contra o 
cônjuge, já que não cabe por analogia in malam partem 
para aplicá-la em situação de união estável 
C) A defesa nada poderá alegar no caso concreto, pois a 
pena foi fixada de acordo com os princípios penais e a 
legislação penal. 
D) Caberá à defesa demonstrar que a reconciliação 
equivale à retratação e, portanto, que a punibilidade de 
Maria está extinta. 
Comentários 
Gabarito: B 
O crime de dano (art. 163 do CP), quando praticado 
mediante grave ameaça e com emprego de substância 
inflamável ou explosiva, é processado mediante ação 
penal pública incondicionada. O CP prevê o 
processamento por ação penal privada apenas quando o 
dano é praticado por motivo egoístico ou com prejuízo 
considerável para a vítima. 
Na parte geral do CP, o art. 61, II, “a” e “e” prevê, 
respectivamente, as agravantes por ter o agente 
praticado o crime por motivo fútil e “contra 
ascendente, descendente, irmão ou cônjuge”. 
A – Incorreta. O instituto do perdão como causa extintiva 
de punibilidade não se aplica aos crimes processados 
mediante oferecimento de denuncia em ação penal 
pública incondicionada. 
B – Correta. A agravante prevista no art. 61, II, “e” não 
pode ser aplicada por analogia em desfavor da ré, pois 
João e Maria não eram casados (não são considerados 
cônjuges), pois conviviam em união estável. 
C – Incorreta, pois conforme o comentário do item 
anterior, a defesa poderia recorrer da sentença 
objetivando a exclusão da agravante do crime praticado 
contra cônjuge. 
D – Incorreta. O crime praticado por Maria é de ação 
penal pública incondicionada, e, portanto, eventual 
reconciliação do casal não poderá ser considerada como 
62 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
retratação para objetivar a extinção da punibilidade de 
Maria. 
 
Questão 62. 
Tício, objetivando matar seu desafeto Mévio, dirige-se à 
residência em que ele morava, pula o muro, adentra 
clandestinamente, e dispara a arma de fogo por três 
vezes em direção a Mévio, que estava deitado no sofá, 
vindo atingir todos os tiros em sua cabeça. O Ministério 
Público ofereceu denúncia pelo crime de homicídio 
porque na investigação policial, além das provas 
testemunhais que apontaram a autoria delitiva, havia 
imagem de segurança juntada aos autos provando o 
ingresso de Tício à residência de Mévio 
clandestinamente, com uma arma de fogo na mão. No 
laudo pericial acostado após o recebimento da denúncia, 
ficou demonstrado que Mévio havia sofrido um infarto 
fulminante 1 hora antes da ação de Tício, sendo este a 
razão de sua morte. Diante desses fatos, a defesa poderá 
alegar, no que tange ao homicídio, em favor de Tício: 
A) que o fato é atípico, porque Tício cometeu crime 
impossível, por ineficácia absoluta do meio. 
B) que o fato é atípico, porque Tício cometeu crime 
impossível, por absoluta impropriedade do objeto. 
C) que o fato é típico, ilícito, mas não culpável, devendo 
Tício ser isento de pena em razão do erro de proibição 
indireto. 
D) que o fato é típico, ilícito, mas não culpável, devendo 
Tício ser isento de pena em razão do erro de proibição 
direto. 
Comentários 
Gabarito: B 
A questão abrange a temática do crime impossível (|Art. 
17 CP). 
O crime impossível se verifica quando, por ineficácia 
absoluta do meio ou por impropriedade absoluta do 
objeto, o agente atua de forma que jamais ocorrerá a 
consumação, visto que não há exposição de perigo ao 
bem jurídico. A consequência quando da sua ocorrência 
é a exclusão da tipicidade. 
Ineficácia do meio significa ineficácia quanto ao meio 
executório utilizado. Ex: arma de brinquedo que é 
incapaz de deflagrar projéteis. 
A inidoneidade do meio deve ser analisada no caso 
concreto, e jamais no abstrato. 
A impropriedade absoluta do objeto, por outro lado, 
relaciona-se com pessoa ou coisa a qual recai a conduta. 
Afere se o objeto poderia sofrer a lesão, ou não, ao 
tempo da pratica da conduta. Ex: atirar contra um 
cadáver: um morto não pode ser objeto material de 
homicídio (impropriedade do objeto). 
O objeto material é absolutamente impróprio quando 
inexistente antes do início da prática da conduta ou 
quando diante das circunstâncias, torna se impossível a 
consumação. 
Por fim, lembre-se que a impropriedade e a ineficácia do 
meio devem ser absolutas, se forem relativas, o agente 
responderá pela tentativa do crime. 
Ex: vai atirar em alguém, mas por uma falha mecânica o 
projétil não sai da arma. Se a perícia concluir que a arma 
está totalmente quebrada, o meio é absolutamente 
ineficaz e o fato será atipico. Se constar que ela era apta 
a disparar tiros, mas suscetível a algumas falhas, a 
ineficácia do meio é relativa, então o agente responde 
pela tentativa. 
A – Incorreta. O meio (arma de fogo) utilizado pelo 
sujeito era eficaz. No entanto, o material atingido era 
impróprio (pessoa morta). 
B – Correta. Conforme explicado, a impropriedade de 
objeto, por outro lado, relaciona-se com a pessoa ou 
coisa a qual recai a conduta. Afere se o objeto existia ou 
não ao tempo da consumação, logo, um cadáver não 
pode ser objeto material de homicídio (impropriedade 
do objeto). 
C – Incorreta. A questão não está relacionada com erro 
de proibição (Art. 21). O erro de proibição é o 
desconhecimento de que a conduta realizada é proibida 
pelo ordenamento jurídico. No enunciado, o agente sabe 
exatamente o que faz, bem como cabe que sua conduta 
é ilícita. 
D – Incorreta, A questão não está relacionada com erro 
de proibição (Art. 21). O erro de proibição é o 
desconhecimento de que a conduta realizada é proibida 
pelo ordenamento jurídico. 
 
 
 
63 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Questão 63. 
Durante uma festa de final de ano, os funcionários da 
empresa “x” realizaram um amigo secreto. Marcela, 
diretora executiva da empresa, teria presenteado o 
estagiário Lucas com um relógio de marca, de valor 
elevado. Caio, advogado da empresa, presenteou Victor 
com um relógio da mesma marca, porém, de valor muito 
inferior. Como os dois relógios estavam embalados em 
sacolas idênticas da marca, Victor, ao se despedir da 
festa, pega o presente de Caio, por engano. Caio, em 
seguida, ao procurar seu relógio e não o encontrar, 
acreditou ter sido vítima de furto. Por essa razão, Caio 
dirigiu-se à Delegacia de Polícia e registrou boletim de 
ocorrência. No dia posterior, ao perceber o engano, 
Victor dirigiu-se espontaneamente à Delegacia de Polícia 
e afirmou que o relógio estava consigo. Nessa situação 
hipotética, a conduta de Victor caracterizou: 
A) erro de tipo incriminador. 
B) arrependimento posterior. 
C) erro de proibição evitável. 
D) crime impossível. 
Comentários 
Gabarito: A 
A questão trata de típico exemplo de erro de tipo 
incriminador (Art. 20 caput CP), que não se confunde 
com os demais institutos elencados nas alternativas. 
A – Correta. Erro de tipo é o equívoco acerca de um dos 
elementos constitutivos do tipo penal. No caso narrado, 
Victor incorreu em erro sobre o tipo realizado, pois 
subtraiu coisa que não tinha conhecimento que era " 
alheia". Afastado, portanto, um elemento constitutivo 
do crime de furto. Ademais, Victor não dirigiu sua 
conduta no sentido de se assenhorar de coisa alheia (não 
tinha essa compreensão), o que afasta o dolo de sua 
conduta. Inexistindo a figura do furto culposo, não há 
que se falar em responsabilização penal e o fato será 
atípico. 
B – Incorreta. O arrependimento posterior (Art.16 CP) 
ocorre quando o agente, após consumar o delito, 
arrepende-se e decide reparar o dano. Aqui não se trata 
de causa excludente da tipicidade, porque o crime 
persiste, o que se tem é apenas uma causa de diminuição 
da pena. 
C – Incorreta. A diferença entre erro de tipo (Art. 20 CP) 
e erro de proibição (Art. 21 CP) está na percepção da 
realidade, pois naquele o agente não sabe o que faz, 
tendo uma visão distorcida da realidade fática, enquanto 
neste a pessoasabe perfeitamente o que faz, existindo 
um perfeito juízo sobre tudo o que está se passando, mas 
há uma errônea apreciação sobre sua proibição, 
antijuridicidade. 
D – Incorreta. O crime impossível (Art. 17 CP) se verifica 
quando, por ineficácia absoluta do meio ou por 
impropriedade absoluta do objeto, o agente atua de 
forma que jamais ocorrerá a consumação, visto que não 
há concreta possibilidade de violação ao bem jurídico. A 
consequência quando da sua ocorrência é a exclusão da 
tipicidade do fato. 
 
Direito Processual Penal 
Ivan Luís Marques 
Questão 64. 
Adolfo foi flagrado portando 25 gramas de maconha. 
Como decidiu se manter em silêncio em seu 
interrogatório policial, o delegado optou por indiciar o 
preso por tráfico de drogas, até ter melhores detalhes da 
imputação. A respeito das regras de competência da Lei 
de Drogas (Lei n. 11.343/2006), indique a alternativa 
correta sobre as possibilidades no caso de Adolfo: 
A) Se a droga tivesse sido importada por ele, a 
transnacionalidade do delito de tráfico de drogas 
deslocaria a competência para a Justiça Federal, mas não 
em caso de futura exportação. 
B) Se a droga tivesse como destino outro Estado da 
Federação, a competência seria da Justiça Federal. 
C) Se Adolfo estivesse no contexto do tráfico privilegiado 
de drogas, sofreria os rigores da equiparação com a 
hediondez e seria julgado em Vara Especializada de 
Crime Organizado. 
D) Se ficasse comprovado que a droga era para consumo 
pessoal, Adolfo seria julgado no Juizado Especial 
Criminal. 
Comentários 
Gabarito: D 
Lei 11.343/2006. Art. 48. O procedimento relativo aos 
processos por crimes definidos neste Título rege-se pelo 
disposto neste Capítulo, aplicando-se, subsidiariamente, 
64 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
as disposições do Código de Processo Penal e da Lei de 
Execução Penal. § 1º O agente de qualquer das 
condutas previstas no art. 28 desta Lei, salvo se houver 
concurso com os crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta 
Lei, será processado e julgado na forma dos arts. 60 e 
seguintes da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, 
que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais. 
 
Questão 65. 
Nelson atropela Rubens, causando-lhe lesões corporais 
de natureza grave. O acidente aconteceu porque Nelson 
estava conduzindo o seu veículo automotor e, com o 
veículo em movimento, trocando mensagens por 
aplicativo de celular. Com o chegada da polícia ao local, 
foi possível sentir o odor de álcool vindo da fala do 
motorista, o que levou o policial a pedir um exame de 
etilômetro, cujo resultado foi positivo para a ingestão de 
álcool em limites não permitidos. Diante da lesão 
corporal culposa no trânsito qualificada pela 
embriaguez, responda: 
A) Mesmo se condenado a uma pena inferior a 4 anos, 
não será possível substituir a pena privativa de liberdade 
por restritiva de direitos. 
B) A ação penal será condicionada à representação de 
Rubens. 
C) Se Rubens aceitar uma compensação financeira, tal 
composição dos danos civis gerará a renúncia ao direito 
de representação. 
D) Nelson terá direito à porposta de transação penal por 
ser um crime culposo. 
Comentários 
Gabarito: A 
Art. 312-B. Aos crimes previstos no § 3º do art. 302 e 
no § 2º do art. 303 deste Código não se aplica o 
disposto no inciso I do caput do art. 44 do Decreto-Lei n
º 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal). 
(Incluído pela Lei nº 14.071, de 2020) 
Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos 
automotores, previstos neste Código, aplicam-se as 
normas gerais do Código Penal e do Código de Processo 
Penal, se este Capítulo não dispuser de modo diverso, 
bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, 
no que couber. § 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de 
lesão corporal culposa o disposto nos arts. 74, 76 e 88 da 
Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, exceto se o 
agente estiver: I - sob a influência de álcool ou qualquer 
outra substância psicoativa que determine dependência; 
 
Questão 66. 
Após ser definitivamente condenado a uma pena de 9 
anos em regime fechado por roubo com emprego efetivo 
de arma de fogo, Luciano foi surpreendido ao chegar no 
presídio com a informação de que seria obrigado a 
fornecer saliva para o cadastro do seu DNA. A respeito 
do perfil genético dos condenados, responda: 
A) É direito do preso a recusa em submeter-se ao 
procedimento de identificação do perfil genético, por 
força do princípio constitucional que veda a 
autoincriminação. 
B) O condenado por qualquer crime, será submetido, 
obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, 
relativizando-se o “nemo tenetur se detegere”. 
C) Esse pefil genético poderá ser utilizado em 
investigações futuras, mesmo contra a vontade do 
condenado. 
D) Em caso de irmãos gêmeos, será possível o uso da 
amostra com o fim de permitir a identificação pelo perfil 
genético, estando autorizadas, nesse caso exclusivo, a 
prática de busca familiar. 
Comentários 
Gabarito: C 
Art. 9º-A. O condenado por crime doloso praticado com 
violência grave contra a pessoa, bem como por crime 
contra a vida, contra a liberdade sexual ou por crime 
sexual contra vulnerável, será submetido, 
obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, 
mediante extração de DNA (ácido desoxirribonucleico), 
por técnica adequada e indolor, por ocasião do ingresso 
no estabelecimento prisional. (Redação dada pela 
Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência) 
§ 2o A autoridade policial, federal ou estadual, poderá 
requerer ao juiz competente, no caso de inquérito 
instaurado, o acesso ao banco de dados de identificação 
de perfil genético. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012) 
§ 5º A amostra biológica coletada só poderá ser 
utilizada para o único e exclusivo fim de permitir a 
65 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
identificação pelo perfil genético, não estando 
autorizadas as práticas de fenotipagem genética ou de 
busca familiar. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
(Vigência) 
§ 7º A coleta da amostra biológica e a elaboração do 
respectivo laudo serão realizadas por perito oficial. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência) 
§ 8º Constitui falta grave a recusa do condenado em 
submeter-se ao procedimento de identificação do perfil 
genético. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
(Vigência) 
 
Questão 67. 
A respeito da tutela específica da mulher em situações 
de violência territorial, familiar e afetiva, assinale a 
alternativa correta tendo como base o entendimento 
dos Tribunais Superiores sobre a Lei Maria da Penha: 
A) A coabitação entre autor e vítima mostra-se 
necessária por força de entendimento jurisprudencial. 
B) O crime de lesão corporal leve contra a mulher nas 
situações de gênero será processada mediante ação 
penal pública condicionada se não houver 
vulnerabilidade real entre agressor e ofendida. 
C) Só se admite o princípio da insignificância quando a 
violência contra a mulher fica na esfera moral ou 
patrimonial. 
D) Não se admite a suspensão condicional do processo, 
mas será cabível, se preenchidos os requisitos da lei, a 
suspensão condicional da pena. 
Comentários 
Gabarito: D 
A) Súmula 600 do STJ: “Para configuração da violência 
doméstica e familiar prevista no artigo 5º da lei 
11.340/2006, lei Maria da Penha, não se exige a 
coabitação entre autor e vítima” 
B) Súmula 542, fixando que "a ação penal relativa ao 
crime de lesão corporal resultante de violência 
doméstica contra a mulher é pública incondicionada" 
C) Súmula 589 do STJ: É inaplicável o princípio da 
insignificância nos crimes ou contravenções penais 
praticados contra a mulher no âmbito das relações 
domésticas. 
D) Súmula 536 e art. 41 da Lei 11.340 e “A suspensão 
condicional do processo e a transação penal não se 
aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei 
Maria da Penha”. 
 
Questão 68. 
Fátima, desconfiada de seu marido e motivadaindependência, honestidade, decoro, 
veracidade, lealdade, dignidade e boa-fé; III – velar por 
sua reputação pessoal e profissional; IV – empenhar-se, 
permanentemente, no aperfeiçoamento pessoal e 
profissional; V – contribuir para o aprimoramento das 
instituições, do Direito e das leis; VI – estimular, a 
qualquer tempo, a conciliação e a mediação entre os 
litigantes, prevenindo, sempre que possível, a 
instauração de litígios; VII – desaconselhar lides 
temerárias, a partir de um juízo preliminar de viabilidade 
jurídica; VIII – abster-se de: a) utilizar de influência 
indevida, em seu benefício ou do cliente; b) vincular seu 
nome ou nome social a empreendimentos sabidamente 
escusos; c) emprestar concurso aos que atentem contra 
a ética, a moral, a honestidade e a dignidade da pessoa 
humana; d) entender-se diretamente com a parte 
adversa que tenha patrono constituído, sem o 
assentimento deste; e) ingressar ou atuar em pleitos 
administrativos ou judiciais perante autoridades com as 
quais tenha vínculos negociais ou familiares; f) contratar 
honorários advocatícios em valores aviltantes. IX – 
pugnar pela solução dos problemas da cidadania e pela 
efetivação dos direitos individuais, coletivos e difusos; X 
– adotar conduta consentânea com o papel de elemento 
indispensável à administração da Justiça; XI – cumprir os 
encargos assumidos no âmbito da Ordem dos Advogados 
do Brasil ou na representação da classe; XII – zelar pelos 
valores institucionais da OAB e da advocacia; XIII – ater-
se, quando no exercício da função de defensor público, à 
defesa dos necessitados.” 
Letra A (item árvore: 6.1) 
INCORRETA 
Na verdade, o advogado deverá abster-se de utilizar de 
influência indevida, em seu benefício ou do cliente, 
conforme art. 2º, VIII, “a”, do CED. 
Letra B (item árvore: 6.1) 
INCORRETA 
Nos termos do Art. 2º, parágrafo único, do CED, são 
deveres do advogado abster-se de contratar honorários 
advocatícios em valores aviltantes. 
Letra C (item árvore: 6.1) 
CORRETA 
Alternativa correta, cobrou a literalidade da lei, vejamos 
o disposto no art. 2º, VII, do CED: 
“Art. 2º: Parágrafo único. São deveres do advogado: 
VII – desaconselhar lides temerárias, a partir de um juízo 
preliminar de viabilidade jurídica.” 
Letra D (item árvore: 6.1) 
INCORRETA 
O advogado deverá atuar com destemor e 
independência, conforme art. 2º, II, do CED. 
Comentário Curto 
O Art. 2º, do CED, dispõe que o advogado, indispensável 
à administração da Justiça, é defensor do Estado 
Democrático de Direito, dos direitos humanos e 
garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da 
Justiça e da paz social, cumprindo-lhe exercer o seu 
ministério em consonância com a sua elevada função 
pública e com os valores que lhe são inerentes. 
Ademais, o parágrafo único, do supracitado artigo 
retrata os deveres do advogado: 
I – preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a 
dignidade da profissão, zelando pelo caráter de 
essencialidade e indispensabilidade da advocacia; 
II – atuar com destemor, independência, honestidade, 
decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa-fé; 
III – velar por sua reputação pessoal e profissional; 
9 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
IV – empenhar-se, permanentemente, no 
aperfeiçoamento pessoal e profissional; 
V – contribuir para o aprimoramento das instituições, do 
Direito e das leis; 
VI – estimular, a qualquer tempo, a conciliação e a 
mediação entre os litigantes, prevenindo, sempre que 
possível, a instauração de litígios; 
VII – desaconselhar lides temerárias, a partir de um juízo 
preliminar de viabilidade jurídica; 
VIII – abster-se de: 
a) utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do 
cliente; 
b) vincular seu nome ou nome social a empreendimentos 
sabidamente escusos; (NR)2 
c) emprestar concurso aos que atentem contra a ética, a 
moral, a honestidade e a dignidade da pessoa humana; 
d) entender-se diretamente com a parte adversa que 
tenha patrono constituído, sem o assentimento deste; 
e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou 
judiciais perante autoridades com as quais tenha 
vínculos negociais ou familiares; 
f) contratar honorários advocatícios em valores 
aviltantes. 
IX – pugnar pela solução dos problemas da cidadania e 
pela efetivação dos direitos individuais, coletivos e 
difusos; 
X – adotar conduta consentânea com o papel de 
elemento indispensável à administração da Justiça; 
XI – cumprir os encargos assumidos no âmbito da Ordem 
dos Advogados do Brasil ou na representação da classe; 
XII – zelar pelos valores institucionais da OAB e da 
advocacia; 
XIII – ater-se, quando no exercício da função de defensor 
público, à defesa dos necessitados. 
Dessa forma, é um dever do advogado desaconselhar 
lides temerárias, a partir de um juízo preliminar de 
viabilidade jurídica. 
Logo, a assertiva “c” é a correta e gabarito da questão. 
Gabarito: C 
 
 
Questão 05. 
A advogada Maria foi procurada para o patrocínio em 
uma determinada demanda. Em conversa com seu 
cliente, explicou que a sua relação de advogada com seus 
clientes, são pautadas sempre pela honestidade e 
transparência, primando pelos bons costumes, pela ética 
e pela moral. Disse ainda que irá informar o cliente, de 
forma clara e inequívoca, quanto a eventuais riscos da 
sua pretensão, e das consequências que poderão advir 
da demanda. Após a conversa, o cliente acabou 
contratando Maria. Sobre relações do advogado com o 
cliente, elencadas no Código de Ética e Disciplina da OAB, 
assinale a alternativa correta: 
A) O advogado não deve deixar ao abandono ou ao 
desamparo as causas sob seu patrocínio, sendo 
recomendável que, em face de dificuldades insuperáveis, 
aguente até o fim do processo. 
B) O advogado não é obrigado a aceitar a imposição de 
seu cliente que pretenda ver com ele atuando outros 
advogados, nem aceitar a indicação de outro profissional 
para com ele trabalhar no processo. 
C) É permitido ao advogado funcionar no mesmo 
processo, simultaneamente, como patrono e preposto 
do empregador ou cliente. 
D) Mesmo que concluída a causa ou arquivado o 
processo, não presume o cumprimento e a cessação do 
mandato. 
Comentário Longo 
A questão versa sobre as relações do advogado com 
cliente, constantes no Código de Ética e Disciplina da 
OAB, mais precisamente nos artigos 13, 15, 24 e 25. 
Neste sentido, destaca-se os seguintes preceitos do CED: 
 Concluída a causa ou arquivado o processo, presume-
se cumprido e extinto o mandato. 
 O advogado não deve deixar ao abandono ou ao 
desamparo as causas sob seu patrocínio, sendo 
recomendável que, em face de dificuldades insuperáveis 
ou inércia do cliente quanto a providências que lhe 
tenham sido solicitadas, renuncie ao mandato. 
O advogado não se sujeita à imposição do cliente que 
pretenda ver com ele atuando outros advogados, nem 
fica na contingência de aceitar a indicação de outro 
profissional para com ele trabalhar no processo. 
10 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
 É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo, 
simultaneamente, como patrono e preposto do 
empregador ou cliente. 
Logo, a assertiva “b” é a correta e gabarito da questão. 
Letra A (item árvore: 6.1) 
INCORRETA 
Nos termos do art. 15, do CED, o advogado não deve 
deixar ao abandono ou ao desamparo as causas sob seu 
patrocínio, sendo recomendável que, em face de 
dificuldades insuperáveis ou inércia do cliente quanto a 
providências que lhe tenham sido solicitadas, renuncie 
ao mandato. 
Letra B (item árvore: 6.1) 
CORRETA 
A alternativa cobrou a literalidade da lei do artigo 24, do 
CED, no seguinte sentido: “O advogado não se sujeita à 
imposição do cliente que pretenda ver com ele atuando 
outros advogados, nem fica na contingência de aceitar a 
indicação de outro profissional para com ele trabalhar no 
processo.”. 
Letra C (item árvore: 6.1) 
INCORRETA 
Nos termos do art. 25, do CED, é defeso ao advogado 
funcionar no mesmopor 
ciúmes, decide abrir uma correspondência que chegou 
na residência do casal enquanto Fábio, seu esposo, 
estava no trabalho. A correspondência comprovou que 
Fábio tinha duas famílias e estava em situação de 
bigamia. Indignado com a violação de sua privacidade, 
Fábio denuncia sua esposa na delegacia pelo crime de 
violação de correspondência (Pena: detenção, de um a 
seis meses, ou multa). A respeito da peculiar situação: 
A) Fátima não pratica crime nesse caso, por força da 
escusa absolutória. 
B) A prova não poderá ser utilizada para comprovar a 
bigamia, por ser ilícita. 
C) Caso a denúncia do promotor seja rejeitada, caberá 
recurso em sentido estrito. 
D) Caberá acordo de não persecução penal, nesse caso, 
pois a vítima é do gênero masculino. 
Comentários 
Gabarito: B 
Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser 
desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim 
entendidas as obtidas em violação a normas 
constitucionais ou legais. 
 
Questão 69. 
Em um processo muito complexo, com divergências 
entre juiz e as partes, Márcio ao final é condenado pelo 
magistrado a uma pena de 6 anos. A defesa interpõe o 
recurso correto, mas este é denegado pelo juiz. 
Inconformado com a decisão judicial, outro recurso é 
interposto mas também não é aceito pelo juiz. Por fim, a 
defesa interpõe um terceiro recurso. Os recursos 
utilizados pela defesa foram, respectivamente: 
A) Habeas corpus, Embargos de declaração e Carta 
testemunhável. 
B) RESE, Carta testemunhável e Emabargos infringentes. 
66 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
C) Apelação, Carta testemunhável e habeas corpus. 
D) Apelação, RESE e Carta testemunhável. 
Comentários 
Gabarito: D 
Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I - 
das sentenças definitivas de condenação ou absolvição 
proferidas por juiz singular; 
Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, 
despacho ou sentença: XV - que denegar a apelação ou a 
julgar deserta; 
Art. 639. Dar-se-á carta testemunhável: I - da decisão 
que denegar o recurso; 
 
Direito do Trabalho 
Priscila Ferreira 
Questão 70. 
Richarlison e a sua empregadora, o restaurante Peixe na 
Telha, pretendem, reciprocamente, por acordo, colocar 
fim ao contrato de trabalho que não chegou a completar 
1 ano. Nessa situação, levando-se em consideração que 
o saldo na conta vinculada do FGTS do empregado conta 
com R$ 2.000,00, que seu último salário é de R$ 
1.800,00, e que o aviso prévio será indenizado, com base 
no que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, 
Richarlison receberá 
A) R$ 900,00 de aviso prévio, R$ 400,00 de multa do 
FGTS, podendo sacar até R$ 1.600,00 do FGTS 
depositado. 
B) R$ 900,00 de aviso prévio, R$ 400,00 de multa do 
FGTS, podendo sacar até R$ 1.000,00 do FGTS 
depositado. 
C) R$ 1.440,00 de aviso prévio, R$ 640,00 de multa do 
FGTS, podendo sacar até R$ 1.600,00 do FGTS 
depositado. 
D) R$ 1.800,00 de aviso prévio, R$ 600,00 de multa do 
FGTS, podendo sacar até R$ 1.000,00 do FGTS 
depositado. 
Comentários 
A: Certa – Nos termos do art. 484-A, da CLT, quando há 
a dissolução do contrato por mútuo consentimento 
(distrato), a empresa deverá pagar ao trabalhador 
apenas com 50% do aviso prévio (se indenizado), 50% da 
multa indenizatória do FGTS, férias + 1/3 e 13º salário, 
não havendo, nesse caso, direito ao recebimento do 
seguro desemprego. 
B: Errada – Nos termos do art. 484-A, da CLT, quando há 
a dissolução do contrato por mútuo consentimento 
(distrato), a empresa deverá pagar ao trabalhador 
apenas com 50% do aviso prévio (se indenizado), 50% da 
multa indenizatória do FGTS, férias + 1/3 e 13º salário, 
não havendo, nesse caso, direito ao recebimento do 
seguro desemprego. 
C: Errada – Nos termos do art. 484-A, da CLT, quando há 
a dissolução do contrato por mútuo consentimento 
(distrato), a empresa deverá pagar ao trabalhador 
apenas com 50% do aviso prévio (se indenizado), 50% da 
multa indenizatória do FGTS, férias + 1/3 e 13º salário, 
não havendo, nesse caso, direito ao recebimento do 
seguro desemprego. 
D: Errada – Nos termos do art. 484-A, da CLT, quando há 
a dissolução do contrato por mútuo consentimento 
(distrato), a empresa deverá pagar ao trabalhador 
apenas com 50% do aviso prévio (se indenizado), 50% da 
multa indenizatória do FGTS, férias + 1/3 e 13º salário, 
não havendo, nesse caso, direito ao recebimento do 
seguro desemprego. 
Comentário longo 
A questão abordou a temática da rescisão do contrato de 
trabalho por mútuo consentimento (distrato). E, neste 
sentido, dispõe os ditames celetista que: 
‘‘Art. 484-A. O contrato de trabalho PODERÁ ser 
extinto por ACORDO entre empregado e empregador, 
caso em que serão devidas as seguintes verbas 
trabalhistas: 
I - por metade: 
a) o aviso prévio, se indenizado; e 
Aviso Prévio - indenizado: 50% (último salário é de R$ 
1.800,00 / 2) então será R$900,00 do Aviso Prévio 
b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do 
Tempo de Serviço, prevista no§ 1º do Art. 18 da Lei no 
8.036, de 11 de maio de 1990;(20%) 
FGTS 40% (será pela metade ou seja 20%) = (FGTS de R$ 
2.000,00 * 20% = R$400,00) 
II - na integralidade, as demais verbas trabalhistas. 
§ 1º A extinção do contrato prevista no caput deste 
artigo permite a movimentação da conta vinculada do 
67 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço 
na forma do inciso I-A do Art. 20 da Lei no 8.036, de 11 
de maio de 1990, limitada até 80% (oitenta por cento) do 
valor dos depósitos.’’ 
Logo, se o último salário do empregado é de R$ 1.800,00 
e o Aviso Prévio foi indenizado: o Aviso Prévio é R$ 
900,00, ou seja, 50% de R$ 1.800,00. 
Se a multa de 40% do FGTS é diminuída para a metade 
(20%), e ele tem R$ 2.000,00 de FGTS: a Multa do FGTS é 
R$ 400,00, ou seja, 20% de 2.000 reais. 
E se o saldo na conta vinculada do FGTS do empregado 
conta com R$ 2.000,00 e ele só pode mover 80% disso: 
Possibilidade de Saque é R$ 1.600,00, ou seja, 80% de R$ 
2.000,00. 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 484-A, da CLT, quando há a dissolução 
do contrato por mútuo consentimento (distrato), a 
empresa deverá pagar ao trabalhador apenas com 50% 
do aviso prévio (se indenizado), 50% da multa 
indenizatória do FGTS, férias + 1/3 e 13º salário, não 
havendo, nesse caso, direito ao recebimento do seguro 
desemprego. 
Assim, a assertiva "A" é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 71. 
Astride trabalha na empresa C.A.S.A. Construções Ltda., 
que tem os mesmos sócios das empresas Bom Gosto 
Distribuidora de Alimentos Ltda. e Autoposto Roda Bem 
Ltda.. 
Sabe-se que Astride foi dispensada e não recebeu suas 
verbas rescisórias. Nesse caso, 
A) a mera identidade de sócios não caracteriza grupo 
econômico, sendo necessário, para a sua configuração, 
que Astride tenha trabalhado em favor de todas as 
empresas. 
B) apesar de estar configurado o grupo econômico, 
tendo em vista que todos os requisitos legais estão 
presentes, a responsabilidade solidária dos seus 
integrantes não abrange as verbas rescisórias, que 
somente podem ser cobradas do efetivo empregador. 
C) considerando que, em razão da identidade de sócios, 
existe grupo econômico, todas as empresas são 
responsáveis solidárias pelo pagamento das verbas 
rescisórias de Astride. 
D) a mera identidade de sócios não caracteriza grupo 
econômico, sendo necessária, para a configuração do 
mesmo, a demonstração do interesse integrado, a 
efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das 
empresas dele integrantes. 
Comentários 
A: Errada: Nos termos do artigo 2º, parágrafo terceiro, 
da CLT, não caracteriza grupo econômico a mera 
identidade de sócios, sendo necessárias, para a 
configuração do grupo, a demonstração do Interesse 
integrado, a efetiva Comunhão de interesses e a Atuação 
conjunta das empresas dele integrantes. 
B: Errada – Nos termos do artigo 2º, parágrafo terceiro, 
da CLT, não caracteriza grupo econômico a meraidentidade de sócios, sendo necessárias, para a 
configuração do grupo, a demonstração do Interesse 
integrado, a efetiva Comunhão de interesses e a Atuação 
conjunta das empresas dele integrantes. 
C: Errada – Nos termos do artigo 2º, parágrafo terceiro, 
da CLT, não caracteriza grupo econômico a mera 
identidade de sócios, sendo necessárias, para a 
configuração do grupo, a demonstração do Interesse 
integrado, a efetiva Comunhão de interesses e a Atuação 
conjunta das empresas dele integrantes. 
D: Certa – Nos termos do artigo 2º, parágrafo terceiro, 
da CLT, não caracteriza grupo econômico a mera 
identidade de sócios, sendo necessárias, para a 
configuração do grupo, a demonstração do Interesse 
integrado, a efetiva Comunhão de interesses e a Atuação 
conjunta das empresas dele integrantes. 
Comentário longo 
Conforme prevê o §3º do art. 2º da CLT, não há 
caracterização do grupo econômico apenas pela mera 
identidade de sócios entre as empresas, sendo 
necessária a demonstração de: a) interesse integrado; b) 
a efetiva comunhão de interesses; c) a atuação conjunta 
das empresas integrantes. 
Assim, configurado o grupo econômico, a 
responsabilidade pelas verbas trabalhistas será solidária, 
conforme dispõe o Art. 2º, §2º, CLT: 
Art. 2º, §2º, CLT: Sempre que uma ou mais empresas, 
tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica 
68 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
própria, estiverem sob a direção, controle ou 
administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo 
econômico, serão responsáveis solidariamente pelas 
obrigações decorrentes da relação de emprego. 
Dessa forma, no caso de Astride, a mera identidade de 
sócios não caracteriza grupo econômico, sendo 
necessária, para a configuração do mesmo, a 
demonstração do interesse integrado, a efetiva 
comunhão de interesses e a atuação conjunta das 
empresas dele integrantes. 
Comentário Curto 
Nos termos do artigo 2º, parágrafo terceiro, da CLT, não 
caracteriza grupo econômico a mera identidade de 
sócios, sendo necessárias, para a configuração do grupo, 
a demonstração do Interesse integrado, a efetiva 
Comunhão de interesses e a Atuação conjunta das 
empresas dele integrantes. 
Assim, a assertiva "D" é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 72. 
Neymar, empregado bancário, trabalha como 
escriturário em agência situada na cidade de Cascavel. O 
contrato escrito, celebrado entre empregado e 
empregador, contém cláusula que prevê a possibilidade 
de transferência do empregado para qualquer agência 
do território nacional. O empregado recebeu ordem 
escrita de transferência, devendo apresentar-se na 
agência da cidade de Paranaguá, para prestar os mesmos 
serviços, por um período de seis meses, sendo que no 
documento não há qualquer menção da necessidade que 
levou o empregador a alterar o local de trabalho. 
Considerando as disposições legais, Neymar 
A) não está obrigado a aceitar a transferência pois, sendo 
a mesma provisória, a ordem de transferência deveria 
indicar o valor do adicional de transferência que o 
empregador pretende pagar. 
B) está obrigado a aceitar a transferência porque trata-
se de transferência provisória, com duração inferior a um 
ano, não sendo exigível a comprovação de real 
necessidade de serviço e nem de pagamento de 
adicional de transferência. 
C) está obrigado a aceitar a transferência, tendo em vista 
que há cláusula expressa em seu contrato de trabalho 
prevendo tal possibilidade. 
D) não está obrigado a aceitar a transferência porque, 
mesmo havendo cláusula expressa em seu contrato de 
trabalho prevendo a sua possibilidade, é necessário que 
esta decorra de real necessidade de serviço. 
Comentários 
A: Errada: Nos termos do art. 469, ''caput'' e parágrafo 
primeiro da CLT, ao empregador é vedado transferir o 
empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa 
da que resultar do contrato, não se considerando 
transferência a que não acarretar necessariamente a 
mudança do seu domicílio. Ademais, não estão 
compreendidos na proibição deste artigo: os 
empregados que exerçam cargo de confiança e aqueles 
cujos contratos tenham como condição, implícita ou 
explícita, a transferência, quando esta decorra de real 
necessidade de serviço. 
B: Errada – Nos termos do art. 469, ''caput'' e parágrafo 
primeiro da CLT, ao empregador é vedado transferir o 
empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa 
da que resultar do contrato, não se considerando 
transferência a que não acarretar necessariamente a 
mudança do seu domicílio. Ademais, não estão 
compreendidos na proibição deste artigo: os 
empregados que exerçam cargo de confiança e aqueles 
cujos contratos tenham como condição, implícita ou 
explícita, a transferência, quando esta decorra de real 
necessidade de serviço. 
C: Errada – Nos termos do art. 469, ''caput'' e parágrafo 
primeiro da CLT, ao empregador é vedado transferir o 
empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa 
da que resultar do contrato, não se considerando 
transferência a que não acarretar necessariamente a 
mudança do seu domicílio. Ademais, não estão 
compreendidos na proibição deste artigo: os 
empregados que exerçam cargo de confiança e aqueles 
cujos contratos tenham como condição, implícita ou 
explícita, a transferência, quando esta decorra de real 
necessidade de serviço. 
D: Certa - Nos termos do art. 469, ''caput'' e parágrafo 
primeiro da CLT, ao empregador é vedado transferir o 
empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa 
da que resultar do contrato, não se considerando 
69 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
transferência a que não acarretar necessariamente a 
mudança do seu domicílio. Ademais, não estão 
compreendidos na proibição deste artigo: os 
empregados que exerçam cargo de confiança e aqueles 
cujos contratos tenham como condição, implícita ou 
explícita, a transferência, quando esta decorra de real 
necessidade de serviço. 
Comentário longo 
Nos termos do art. 469, ''caput'', da CLT, ao empregador 
é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, 
para localidade diversa da que resultar do contrato, não 
se considerando transferência a que não acarretar 
necessariamente a mudança do seu domicílio. 
Ademais, nos termos do art. 469, parágrafo primeiro, da 
CLT, observa-se que: “Não estão compreendidos na 
proibição deste artigo: os empregados que exerçam 
cargo de confiança e aqueles cujos contratos tenham 
como condição, implícita ou explícita, a transferência, 
quando esta decorra de real necessidade de serviço.” 
Assim, o empregado não está obrigado a aceitar a 
transferência porque, mesmo havendo cláusula expressa 
em seu contrato de trabalho prevendo a possibilidade, 
torna-se necessário que esta decorra de real necessidade 
de serviço, requisito este presente na Súmula n. 43, do 
TST. 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 469, ''caput'' e parágrafo primeiro da 
CLT, ao empregador é vedado transferir o empregado, 
sem a sua anuência, para localidade diversa da que 
resultar do contrato, não se considerando transferência 
a que não acarretar necessariamente a mudança do seu 
domicílio. Ademais, não estão compreendidos na 
proibição deste artigo: os empregados que exerçam 
cargo de confiança e aqueles cujos contratos tenham 
como condição, implícita ou explícita, a transferência, 
quando esta decorra de real necessidade de serviço. 
Assim, o empregado não está obrigado a aceitar a 
transferência porque, mesmo havendo cláusula expressa 
em seu contrato de trabalho prevendo a possibilidade, 
torna-se necessário que esta decorra de real necessidade 
de serviço, requisito este presente na Súmula n. 43, do 
TST. 
A assertiva "D" é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 73. 
Em razão de desentendimentos decorrentes de ordens 
com as quais não concordou, Martinelli ficou bastante 
alterado e passou a proferir diversas agressões verbais 
ao dono da empresa, que é seu chefe, agredindo a sua 
honrae a boa fama. O dono da empresa revidou, 
proferindo um soco em Martinelli, o que lhe causou 
ferimentos, conforme provas judiciais. Em razão da 
situação, o empregador decide dispensar Martinelli. 
Com a rescisão do contrato de trabalho o empregador 
deve pagar a Martinelli as seguintes verbas trabalhistas: 
A) saldo de salários, férias vencidas, férias proporcionais, 
13° salário proporcional, aviso prévio e indenização 
pela dispensa. 
B) saldo de salários, férias vencidas, 50% das férias 
proporcionais, 50% do 13° salário proporcional, 50% do 
aviso prévio e 50% da indenização que seria devida em 
caso de culpa exclusiva do empregador. 
C) saldo de salários, férias vencidas, 50% das férias 
proporcionais, 50% do 13° salário proporcional e 50% 
do aviso prévio, não sendo devida indenização pela 
dispensa em razão da justa causa praticada. 
D) saldo de salários e férias vencidas, tendo em vista a 
justa causa praticada. 
Comentários 
A: Errada: Na verdade, essas são as verbas rescisórias 
devidas em uma DISPENSA SEM JUSTA CAUSA. 
B: Certa - Nos termos do Art. 484, da CLT, havendo culpa 
recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato 
de trabalho, o tribunal de trabalho reduzirá a 
indenização à que seria devida em caso de culpa 
exclusiva do empregador, por metade. 
Ademais, a Súmula n. 14 do TST, garante que 
reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de 
trabalho (Art. 484 da CLT), o empregado tem direito a 
50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do 
décimo terceiro salário e das férias proporcionais. 
C: Errada – Nos termos do art. 484, da CLT, na culpa 
recíproca é devido 50% da indenização (MULTA FGTS - 
20%). 
D: Errada – Observe que Martinelli proferiu as ofensas, 
mas o empregador ao invés de demitir imediatamente 
(justa causa), revidou com um soco e depois resolveu 
70 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
dispensar o mesmo, logo, neste caso aplica-se o artigo 
484, da CLT (culpa recíproca). 
Comentário longo 
O artigo 484, da CLT e a Súmula 14, do TST preceituam, 
respectivamente, que: 
‘‘Art. 484 - Havendo culpa recíproca no ato que 
determinou a rescisão do contrato de trabalho, o 
tribunal de trabalho reduzirá a indenização à que seria 
devida em caso de culpa exclusiva do empregador, por 
metade.’’ 
‘’SÚMULA Nº 14 - CULPA RECÍPROCA 
Reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato 
de trabalho (art. 484 da CLT), o empregado tem direito a 
50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do 
décimo terceiro salário e das férias proporcionais.’’ 
Dessa forma, nos termos do Art. 484, da CLT, havendo 
culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do 
contrato de trabalho, o tribunal de trabalho reduzirá a 
indenização à que seria devida em caso de culpa 
exclusiva do empregador, por metade. 
Ademais, a Súmula n. 14 do TST preceitua que 
reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de 
trabalho (Art. 484 da CLT), o empregado tem direito a 
50% (cinquenta por cento) do valor do aviso prévio, do 
décimo terceiro salário e das férias proporcionais. 
Comentário Curto 
Nos termos do Art. 484, da CLT, havendo culpa recíproca 
no ato que determinou a rescisão do contrato de 
trabalho, o tribunal de trabalho reduzirá a indenização à 
que seria devida em caso de culpa exclusiva do 
empregador, por metade. Ademais, a Súmula n. 14 do 
TST, garante que reconhecida a culpa recíproca na 
rescisão do contrato de trabalho (Art. 484 da CLT), o 
empregado tem direito a 50% (cinquenta por cento) do 
valor do aviso prévio, do décimo terceiro salário e das 
férias proporcionais. 
Assim, a assertiva "B" é a correta e gabarito da questão. 
 
 
 
 
 
Questão 74. 
A sociedade empresária Delta celebrou acordo coletivo 
com seus empregados, com o objetivo de reduzir o 
período de férias para 20 dias corridos, bem como para 
suprimir o adicional noturno, equiparando, assim, a 
jornada de trabalho noturna com a jornada de trabalho 
diurna. 
Tendo em vista as normas sobre o acordo e a convenção 
coletiva, nessa situação hipotética, o referido acordo é 
A) inválido, devido ao fato de não ter sido objeto de 
convenção coletiva, uma vez que ele não foi chancelado 
pelo sindicato da categoria profissional. 
B) válido só no que diz respeito à redução do período de 
férias, já que a legislação veda a supressão do adicional 
noturno. 
C) válido só no que diz respeito à supressão do adicional 
noturno, uma vez que a legislação veda a redução do 
período de férias. 
D) inválido, já que há vedação legal referente à supressão 
ou à redução do período de férias e do adicional noturno. 
Comentários 
A: Errada: Nos termos do art. 611-B, incisos VI e XI, da 
CLT, constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou 
de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a 
supressão ou a redução da remuneração do trabalho 
noturno superior à do diurno, e a redução do número de 
dias de férias devidas ao empregado. 
B: Errada – Nos termos do art. 611-B, incisos VI e XI, da 
CLT, constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou 
de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a 
supressão ou a redução da remuneração do trabalho 
noturno superior à do diurno, e a redução do número de 
dias de férias devidas ao empregado. Logo, o acordo é 
inválido. 
C: Errada – Nos termos do art. 611-B, incisos VI e XI, da 
CLT, constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou 
de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a 
supressão ou a redução da remuneração do trabalho 
noturno superior à do diurno, e a redução do número de 
dias de férias devidas ao empregado. Logo, o acordo é 
inválido. 
D: Certa - Nos termos do art. 611-B, incisos VI e XI, da 
CLT, constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou 
de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a 
71 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
supressão ou a redução da remuneração do trabalho 
noturno superior à do diurno, e a redução do número de 
dias de férias devidas ao empregado. 
Comentário longo 
O art. 611-B da CLT, incluído pela Lei 13.467/2017, 
estabelece que constituem objeto ilícito de convenção 
coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, a supressão 
ou a redução dos seguintes direitos: 
(...) 
VI - remuneração do trabalho noturno superior à do 
diurno; 
(...) 
XI - número de dias de férias devidas ao empregado;'' 
Sendo assim, nos termos do art. 611-B, incisos VI e XI, da 
CLT, constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou 
de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a 
supressão ou a redução da remuneração do trabalho 
noturno superior à do diurno, e a redução do número de 
dias de férias devidas ao empregado. Logo, o acordo é 
inválido. 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 611-B, incisos VI e XI, da CLT, 
constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de 
acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a 
supressão ou a redução da remuneração do trabalho 
noturno superior à do diurno, e a redução do número de 
dias de férias devidas ao empregado. 
Assim, a assertiva "D" é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 75. 
– Wandinha é padeira e trabalha em determinada 
panificadora. A jornada laboral da trabalhadora inicia-se 
às 4 h e se estende até às 14 h, de segunda-feira à sexta-
feira, com trinta minutos de intervalo intrajornada. Aos 
sábados, ela labora das 9 h às 13 h sem nenhum 
intervalo. 
No que se refere à jornada de trabalho e aos períodos de 
descanso de Wandinha, assinale a opção correta. 
A) O intervalo intrajornada estará regular, desde que 
haja acordo individual, assinado pela empregada, que 
autorize a redução do intervalo mínimo. 
B) A supressão do intervalo intrajornada de Wandinha 
deverá ser paga e esse pagamento terá natureza jurídica 
de hora extra. 
C) Wandinha não fará jus ao recebimento de adicional 
noturno, tendo em vista que sua jornada de trabalho é 
mista. 
D) A ausência de intervalo intrajornada aos sábados está 
de acordo com legislação trabalhista, visto que a jornadade trabalho de Wandinha não excede 4 h. 
Comentários 
A: Errada: O intervalo intrajornada poderá ser reduzido 
em duas hipóteses distintas, quais sejam: 
I. Houver negociação coletiva prevendo a redução do 
intervalo para no mínimo 30 minutos; 
II. Em segundo plano também se poderá reduzir o 
intervalo para no mínimo 30 minutos, jornadas acima de 
seis horas, quando houver prévia autorização do 
Ministério do Trabalho, os empregados não estiverem 
laborando em regime de horas extraordinárias e, por fim, 
o estabelecimento tiver atendido as exigências legais, 
entre elas, a de ter um refeitório organizado. 
B: Errada – A indenização do intervalo refere-se a uma 
verba de natureza indenizatória, logo, não salarial, como 
se observa nas horas extras. 
C: Errada – Nos termos do § 4º do artigo 73 da CLT, o 
período noturno deverá ser remunerado com o 
respectivo adicional, quando tratar-se de jornada mista. 
D: Certa - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração 
exceda de 6 horas, é obrigatória a concessão de um 
intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no 
mínimo, de 1 hora e, salvo acordo escrito ou contrato 
coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 horas. 
Quando o dia de trabalho tiver menos de 6 horas de 
duração e mais de 4 horas, como em uma jornada 
parcial, o intervalo intrajornada passa a ser de apenas 15 
minutos. 
Já quando o empregado trabalha menos de 4 horas por 
dia, a legislação não obriga o empregador a conceder um 
período para refeição ou descanso, o que torna a 
alternativa correta. 
Comentário longo 
Inicialmente, tome nota no disposto no art. 71, da CLT: 
''Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração 
exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um 
intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no 
mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou 
72 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 
(duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, 
entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) 
minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
§ 2º - Os intervalos de descanso não serão computados 
na duração do trabalho. 
§ 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou 
refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do 
Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço 
de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o 
estabelecimento atende integralmente às exigências 
concernentes à organização dos refeitórios, e quando os 
respectivos empregados não estiverem sob regime de 
trabalho prorrogado a horas suplementares. 
§ 4o A não concessão ou a concessão parcial do 
intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o 
pagamento, de natureza indenizatória, apenas do 
período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta 
por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal 
de trabalho.'' 
Assim, pode-se afirmar as seguintes premissas: 
 O intervalo intrajornada somente poderia ser reduzido 
por acordo individual, caso se tratasse de uma 
empregada hipersuficiente, o que não se observa no 
presente caso; 
 A supressão do intervalo intrajornada de Wandinha 
implicará em indenização do período suprimido, logo, 
não há pagamento a título de hora extra; 
 O adicional noturno deverá ser pago sobre o labor 
realizado em período noturno, ainda que se trate de 
jornada mista; 
 Quando a jornada não exceder a 4 horas diárias, não 
haverá concessão de intervalo. 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 71, da CLT, observa-se as seguintes 
premissas frente as assertivas apresentadas na questão: 
 O intervalo intrajornada somente poderia ser reduzido 
por acordo individual, caso se tratasse de uma 
empregada hipersuficiente, o que não se observa no 
presente caso; 
 A supressão do intervalo intrajornada de Wandinha 
implicará em indenização do período suprimido, logo, 
não há pagamento a título de hora extra; 
 O adicional noturno deverá ser pago sobre o labor 
realizado em período noturno, ainda que se trate de 
jornada mista; 
 Quando a jornada não exceder a 4 horas diárias, não 
haverá concessão de intervalo. 
Assim, a alternativa “D” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Direito Processual do Trabalho 
Priscila Ferreira 
Questão 76. 
Em determinada ação trabalhista em tramite perante a 
10ª Vara do Trabalho de São Paulo/SP, anteriormente a 
sentença, o magistrado concedeu tutela provisória 
determinando a reintegração imediata da empregada 
Felismina, a qual encontra-se grávida e ora alega o seu 
direito de reintegração. 
Diante da tutela deferida antes da sentença, que medida 
jurídica você, como advogado(a) da sociedade 
empresária, adotaria para tentar reverter a situação: 
a) Recurso Ordinário. 
b) Agravo de Instrumento. 
c) Recurso Especial. 
d) Mandado de Segurança. 
Comentários 
A: Errada - A sistemática do Direito Processual do 
Trabalho impede a interposição de qualquer recurso na 
fase de conhecimento, razão pela qual fica a parte 
legitimada a dispor de ação mandamental para deduzir 
sua pretensão no sentido de ver cessados os efeitos da 
ordem emanada. 
B: Errada - A sistemática do Direito Processual do 
Trabalho impede a interposição de qualquer recurso na 
fase de conhecimento, razão pela qual fica a parte 
legitimada a dispor de ação mandamental para deduzir 
sua pretensão no sentido de ver cessados os efeitos da 
ordem emanada. 
C: Errada - A sistemática do Direito Processual do 
Trabalho impede a interposição de qualquer recurso na 
fase de conhecimento, razão pela qual fica a parte 
legitimada a dispor de ação mandamental para deduzir 
sua pretensão no sentido de ver cessados os efeitos da 
ordem emanada. 
73 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
D: Correta - A impetração de Mandado de Segurança é 
cabível em face do deferimento de antecipação de tutela 
pela Autoridade Coatora, antes de prolatada a sentença, 
conforme entendimento sedimentado no inciso II, da 
Súmula nº 414 , do C. TST 
Comentário Longo 
A impetração de Mandado de Segurança é cabível em 
face do deferimento de antecipação de tutela pela 
Autoridade Coatora, antes de prolatada a sentença, 
conforme entendimento sedimentado no inciso II, da 
Súmula nº 414 , do C. TST: 
“II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser 
concedida antes da sentença, cabe a impetração do 
mandado de segurança, em face da inexistência de 
recurso próprio.” 
Assim, a assertiva “D” é a correta e gabarito da 
questão. 
Comentário Curto 
A impetração de Mandado de Segurança é cabível em 
face do deferimento de antecipação de tutela pela 
Autoridade Coatora, antes de prolatada a sentença, 
conforme entendimento sedimentado no inciso II, da 
Súmula nº 414 , do C. TST 
Assim, a assertiva “D” é a correta e gabarito da 
questão. 
 
Questão 77. 
O processo de Jurisdição voluntária para homologação 
de acordos extrajudiciais implementa um instrumento 
que assegura segurança jurídica, por meio da 
homologação judicial, aos acordos trabalhista no direito 
individual do trabalhador, inclusive em relação às verbas 
oriundas da execução e extinção do contrato de 
trabalho. 
Sobre o processo de jurisdição voluntária para 
homologação de acordo extrajudicial, perante a Justiça 
do Trabalho, 
A) a petição inicial suspende o prazo prescricional da 
ação quanto aos direitos decorrentes da relação de 
trabalho. 
B) as partes podem ser representadas por advogado 
comum, desde que pertencente ao sindicato da 
categoria profissional. 
C) o mesmo terá início por petição distribuída pelo 
reclamante interessado, com a notificação da parte 
contrária para comparecer à audiência de conciliação. 
D) o referido acordo firmado pelas partes não afasta a 
aplicação da multa a favor do empregado, em valor 
equivalente ao seu salário, devida pela inobservância do 
prazo de 10 dias contados do término do contrato para 
o pagamento dos valores rescisórios. 
ComentáriosA: Errada - Nos termos do art. 855-E, da CLT, a petição de 
homologação de acordo extrajudicial SUSPENDE o prazo 
prescricional da ação quanto aos DIREITOS NELA 
ESPECIFICADOS. 
B: Errada – Nos termos do art. 855-B, ''caput'', §§ 1º e 
2º, da CLT, o processo de Homologação de Acordo 
Extrajudicial terá início por Petição Conjunta, sendo 
OBRIGATÓRIA a representação das partes por 
ADVOGADO. Ainda, as partes NÃO PODERÃO ser 
representadas por ADVOGADO COMUM. Por fim, 
FACULTA-SE ao trabalhador ser assistido pelo 
ADVOGADO do SINDICATO de sua categoria. 
C: Errada – Nos termos do art. 855-B, ''caput'', da CLT, o 
processo de Homologação de Acordo Extrajudicial terá 
início por Petição Conjunta, sendo OBRIGATÓRIA a 
representação das partes por ADVOGADO. 
D: Certa - Nos termos do art. 855-C, da CLT, o referido 
acordo firmado pelas partes não prejudica o prazo 
estabelecido no § 6 do Art. 477 da CLT e não afasta a 
aplicação da multa prevista no § 8 Art. 477 da CLT. 
Comentário longo 
O artigo 855-B, da CLT, preceitua que: 
“Art. 855-B. O processo de homologação de acordo 
extrajudicial terá início por petição conjunta, sendo 
obrigatória a representação das partes por advogado. 
§ 1o As partes não poderão ser representadas por 
advogado comum. 
§ 2o Faculta-se ao trabalhador ser assistido pelo 
advogado do sindicato de sua categoria. 
 Art. 855-C. O disposto neste Capítulo não prejudica o 
prazo estabelecido no § 6o do art. 477 desta 
Consolidação e não afasta a aplicação da multa prevista 
no § 8o art. 477 desta Consolidação. 
74 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Art. 855-D. No prazo de quinze dias a contar da 
distribuição da petição, o juiz analisará o acordo, 
designará audiência se entender necessário e proferirá 
sentença. 
Art. 855-E. A petição de homologação de acordo 
extrajudicial suspende o prazo prescricional da ação 
quanto aos direitos nela especificados. 
Parágrafo único. O prazo prescricional voltará a fluir no 
dia útil seguinte ao do trânsito em julgado da decisão 
que negar a homologação do acordo.'' 
Assim, podemos concluir que o referido acordo firmado 
pelas partes não afasta a aplicação da multa a favor do 
empregado, em valor equivalente ao seu salário, diante 
da inobservância do prazo de 10 dias para pagamento 
das verbas rescisórias. 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 855-C, da CLT, o acordo extrajudicial 
firmado pelas partes não prejudica a observância do 
prazo estabelecido no §6º, do Art. 477, da CLT, qual 
seja, 10 dias para pagamento das verbas. E, em caso de 
sua inobservância, a multa do artigo 477, parágrafo 
oitavo, da CLT deverá ser aplicada. 
Assim, a assertiva "D" é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 78. 
Paquetá ajuizou reclamação trabalhista em desfavor de 
seu empregador. No dia e hora agendados para a 
audiência una de conciliação, instrução e julgamento, 
compareceram Paquetá, seu advogado e o advogado do 
empregador. Todavia, o empregador não compareceu e 
nem justificou sua ausência. 
Com base nessa situação hipotética e em relação às 
audiências de conciliação, instrução e julgamento, 
assinale a opção correta. 
A) Em decorrência da ausência do reclamado, o processo 
deverá ser arquivado e posteriormente extinto sem 
resolução de mérito. 
B) O reclamado será considerado como revel e seu 
advogado não poderá apresentar contestação. 
C) Ainda que o reclamado não compareça em audiência, 
permite-se que o seu advogado apresente contestação. 
D) Os efeitos da revelia deverão ser aplicados, ainda que 
o objeto da ação trate-se de direito indisponível. 
Comentários 
A: Errada: Nos termos do art. 844, da CLT, o não 
comparecimento do reclamante à audiência importa o 
arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento 
do reclamado importa revelia, além de confissão quanto 
à matéria de fato. 
B: Errada – Nos termos do art. 844, § 5º, da CLT, ainda 
que ausente o reclamado, presente o advogado na 
audiência, serão aceitos a contestação e os documentos 
eventualmente apresentados. 
C: Certa – Nos termos do art. 844, § 5º, da CLT, ainda 
que ausente o reclamado, presente o advogado na 
audiência, serão aceitos a contestação e os documentos 
eventualmente apresentados. 
D: Errada - Nos termos do art. 844, § 4º, inciso II, da CLT, 
a revelia não produz o efeito mencionado no caput deste 
artigo se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. 
Comentário longo 
Tome nota do disposto na CLT: 
'' Art. 844 - O não comparecimento do reclamante à 
audiência importa o arquivamento da reclamação, e o 
não comparecimento do reclamado importa revelia, 
além de confissão quanto à matéria de fato. 
§ 4º A revelia não produz o efeito mencionado no caput 
deste artigo se: 
I - havendo pluralidade de reclamados, algum deles 
contestar a ação: 
II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis; 
III - a petição inicial não estiver acompanhada de 
instrumento que a lei considere indispensável à prova do 
ato 
IV - as alegações de fato formuladas pelo reclamante 
forem inverossímeis ou estiverem em contradição com 
prova constante dos autos. 
§ 5o Ainda que ausente o reclamado, presente o 
advogado na audiência, serão aceitos a contestação e os 
documentos eventualmente apresentados.'' 
Assim, o não comparecimento do reclamante à 
audiência importa o arquivamento da reclamação, e o 
não comparecimento do reclamado importa revelia, 
além de confissão quanto à matéria de fato. No entanto, 
ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na 
75 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
audiência, serão aceitos a contestação e os documentos 
eventualmente apresentados. 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 844, parágrafo quinto, da CLT, ainda 
que ausente o reclamado, presente o advogado na 
audiência, serão aceitos a contestação e os documentos 
eventualmente apresentados. 
Assim, a assertiva "C" é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 79. 
Jus Postulandi é uma expressão em latim usada no 
Direito e significa “direito de postular”, ou “direito 
de pedir em juízo”. Normalmente, somente os 
advogados e defensores têm jus postulandi, mas a lei 
admite exceções. 
Acerca do jus postulandi na justiça do trabalho, assinale 
a opção correta. 
A) O jus postulandi pode ser exercido em varas do 
trabalho, bem como em recursos de competência dos 
Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e do Tribunal 
Superior do Trabalho (TST). 
B) É vedado o exercício do jus postulandi no ajuizamento 
de mandado de segurança. 
C) É possível exercer o jus postulandi em processos de 
execução e em ações cautelares. 
D) O jus postulandi só pode ser exercido em ações que 
tramitam pelo procedimento sumaríssimo. 
Comentários 
A: Errada - Nos termos da Súmula 425, do TST, o jus 
postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, 
limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais 
do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de 
competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
B: Certa – Nos termos da Súmula 425, do TST, o jus 
postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, 
limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais 
do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de 
competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
C: Errada – Nos termos da Súmula 425, do TST, o jus 
postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, 
limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais 
do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de 
competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
D: Errada - Não há limitação do jus postulandi para o rito 
sumaríssimo. Nos termos da CLT, aplica-se a todos os 
ritos dos dissídios individuais, com exceção daqueles 
trazidos pela Súmula 425 do TST. 
Comentáriolongo: 
A Súmula 425, do TST, preceitua que: 
“O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 
da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais 
Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, 
a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos 
de competência do Tribunal Superior do Trabalho.” 
Assim, conforme expressa previsão sumulada pelo TST, é 
vedado o exercício do jus postulandi no ajuizamento de 
mandado de segurança. 
Comentário Curto: Nos termos da Súmula 425, do TST, o 
jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da 
CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais 
Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, 
a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos 
de competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
Assim, a assertiva "B" é a correta e gabarito da questão. 
 
Questão 80. 
Inconformada com a sentença que a condenou ao 
pagamento de verbas rescisórias, a sociedade 
empresária Alfa protocolou recurso ordinário com o 
objetivo de ter a decisão reavaliada pelo Tribunal 
Regional do Trabalho. No entanto, o recurso em 
comento não foi conhecido, sob a justificativa de ser 
intempestivo. 
Considerando a situação hipotética apresentada, e tendo 
como base o despacho que denegou a interposição do 
recurso ordinário da reclamada, assinale a opção que 
corresponde à medida processual adequada ao caso. 
A) agravo de instrumento, no prazo de 8 dias úteis. 
B) recurso de revista, no prazo de 8 dias úteis. 
C) agravo de petição, no prazo de 8 dias. 
D) embargos de declaração, no prazo de 8 dias. 
76 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Comentários 
A: Certa - Nos termos do art. 897, alínea ''b'', da CLT, cabe 
agravo de instrumento, dos despachos que denegarem a 
interposição de recursos, no prazo de 8 (oito) dias. 
Ademais, o art. 775, da CLT, assegura que os prazos serão 
contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo 
e inclusão do dia do vencimento. 
B: Errada – Nos termos do art. 897, alínea ''b'', da CLT, 
cabe agravo de instrumento, dos despachos que 
denegarem a interposição de recursos, no prazo de 8 
(oito) dias. Ademais, o art. 775, da CLT, assegura que os 
prazos serão contados em dias úteis, com exclusão do dia 
do começo e inclusão do dia do vencimento. 
C: Errada – Nos termos do art. 897, alínea ''b'', da CLT, 
cabe agravo de instrumento, dos despachos que 
denegarem a interposição de recursos, no prazo de 8 
(oito) dias. Ademais, o art. 775, da CLT, assegura que os 
prazos serão contados em dias úteis, com exclusão do dia 
do começo e inclusão do dia do vencimento. 
D: Errada - Nos termos do art. 897, alínea ''b'', da CLT, 
cabe agravo de instrumento, dos despachos que 
denegarem a interposição de recursos, no prazo de 8 
(oito) dias. Ademais, o art. 775, da CLT, assegura que os 
prazos serão contados em dias úteis, com exclusão do dia 
do começo e inclusão do dia do vencimento. 
Comentário longo 
O agravo de instrumento trabalhista é cabível contra 
decisão que denega seguimento ao recurso de um grau 
para outro de jurisdição, ou seja, a função do agravo 
consiste em “destrancar” o recurso que ainda não 
alcançou a análise pelo órgão superior. 
Ainda, vale lembrar que o agravo de instrumento 
trabalhista deve ser interposto no prazo de 08 dias úteis, 
conforme arts. 775 e 897, ‘’b’’, da CLT, 
respectivamente:“Art. 775. Os prazos estabelecidos 
neste Título serão contados em dias úteis, com exclusão 
do dia do começo e inclusão do dia do vencimento. 
Art. 897 - Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: 
b) de instrumento, dos despachos que denegarem a 
interposição de recursos.” 
Assim, a medida judicial adequada será a interposição de 
um agravo de instrumento, no prazo de 8 dias. 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 897, alínea ''b'', da CLT, cabe agravo 
de instrumento, dos despachos que denegarem a 
interposição de recursos, no prazo de 8 (oito) dias úteis. 
Assim, a assertiva "A" é a correta e gabarito da questão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 
 III. Simulado Inédito OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
 
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patrono e preposto do empregador ou cliente. 
Letra D (item árvore: 6.1) 
INCORRETA 
Nos termos do art. 13, do CED, concluída a causa ou 
arquivado o processo, presume-se cumprido e extinto o 
mandato. 
Comentário Curto 
O Código de Ética e Disciplina da OAB, dispõe em seu art. 
24 que o advogado não se sujeita à imposição do cliente 
que pretenda ver com ele atuando outros advogados, 
nem fica na contingência de aceitar a indicação de outro 
profissional para com ele trabalhar no processo. 
Assim, a assertiva “b” é a correta e gabarito da 
questão. 
Gabarito: B 
 
 
Questão 06. 
Advogada da área de família, Carla, irá conceder 
entrevista a um determinado canal de televisão, no 
intuito de esclarecer as consequências jurídicas do 
casamento e da união estável. Muito preocupada com os 
aspectos éticos e disciplinares, resolve consultar o 
Código de Ética e Disciplina da OAB, para que não corra 
o risco de infringir qualquer mandamento. Assinale a 
alternativa correta sobre a publicidade elencada no 
referido código. 
A) O advogado que eventualmente participar de 
programa de televisão ou de rádio, de entrevista na 
imprensa, de reportagem televisionada ou veiculada por 
qualquer outro meio, para manifestação profissional, 
deve visar a objetivos exclusivamente ilustrativos, 
educacionais e instrutivos, sem propósito de promoção 
pessoal ou profissional, vedados pronunciamentos sobre 
métodos de trabalho usados por seus colegas de 
profissão. 
B) Deverá o advogado responder com habitualidade 
consulta sobre matéria jurídica, nos meios de 
comunicação social, com intuito de promover-se 
profissionalmente. 
C) Poderá o advogado debater, em qualquer veículo de 
divulgação, causa sob seu patrocínio ou patrocínio de 
colega. 
D) Não há objeção ao advogado que queira insinuar-se 
para reportagens e declarações públicas. 
Comentário Longo 
A questão testou o candidato acerca da publicidade, 
elencada no Código de Ética e Disciplina da OAB. Neste 
sentido, dever-se-ia observar que nos termos do artigo 
42, do CED, é vedado ao advogado: 
I – responder com habitualidade a consulta sobre 
matéria jurídica, nos meios de comunicação social; 
II – debater, em qualquer meio de comunicação, causa 
sob o patrocínio de outro advogado; 
III – abordar tema de modo a comprometer a dignidade 
da profissão e da instituição que o congrega; 
IV – divulgar ou deixar que sejam divulgadas listas de 
clientes e demandas; 
V – insinuar-se para reportagens e declarações públicas. 
11 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
No mesmo sentido, segundo o Art. 43, do CED, o 
advogado que eventualmente participar de programa de 
televisão ou de rádio, de entrevista na imprensa, de 
reportagem televisionada ou veiculada por qualquer 
outro meio, para manifestação profissional, deve visar a 
objetivos exclusivamente ilustrativos, educacionais e 
instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou 
profissional, vedados pronunciamentos sobre métodos 
de trabalho usados por seus colegas de profissão. 
Assim, a assertiva “a” é a correta e gabarito da 
questão. 
Letra A (item árvore: 1.2) 
CORRETA 
Não há nenhum erro na alternativa, uma vez que se 
cobrou a literalidade do disposto no art. 43, do CED: “O 
advogado que eventualmente participar de programa de 
televisão ou de rádio, de entrevista na imprensa, de 
reportagem televisionada ou veiculada por qualquer 
outro meio, para manifestação profissional, deve visar a 
objetivos exclusivamente ilustrativos, educacionais e 
instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou 
profissional, vedados pronunciamentos sobre métodos 
de trabalho usados por seus colegas de profissão.” 
Letra B (item árvore: 1.2) 
INCORRETA 
Na verdade, o Código de Ética e Disciplina da OAB, 
determina ao advogado abster-se de responder com 
habitualidade consulta sobre matéria jurídica, nos meios 
de comunicação social, com intuito de promover-se 
profissionalmente. Vejamos o disposto no Art. 42, do 
CED: É vedado ao advogado: I – responder com 
habitualidade a consulta sobre matéria jurídica, nos 
meios de comunicação social.”. 
Letra C (item árvore: 1.2) 
INCORRETA 
O Código de Ética e Disciplina da OAB, art. 42, inciso II, 
impõe ao advogado abster-se de debater, em qualquer 
veículo de divulgação, causa sob seu patrocínio ou 
patrocínio de colega. 
Letra D (item árvore: 1.2) 
INCORRETA 
O Código de Ética e Disciplina da OAB, art. 42, V, manda 
o advogado abster-se de insinuar-se para reportagens e 
declarações públicas. 
Comentário Curto 
Nos termos do Art. 43, do CED, o advogado que 
eventualmente participar de programa de televisão ou 
de rádio, de entrevista na imprensa, de reportagem 
televisionada ou veiculada por qualquer outro meio, 
para manifestação profissional, deve visar a objetivos 
exclusivamente ilustrativos, educacionais e instrutivos, 
sem propósito de promoção pessoal ou profissional, 
vedados pronunciamentos sobre métodos de trabalho 
usados por seus colegas de profissão. 
Assim, a alternativa “a” é a correta e gabarito da 
questão. 
Gabarito: A 
 
Questão 07 
Durante realização de reunião entre advogado e cliente, 
na demonstração de valores referente aos honorários 
advocatícios, Fernando, advogado, apresentou proposta 
a seu cliente, obedecendo ao que preconiza o 
ordenamento jurídico, principalmente na moderação, 
sendo considerado ainda diversos outros requisitos 
legais. Sobre o tema, assinale a alternativa que 
represente corretamente o que preconiza o Código de 
Ética e Disciplina da OAB. 
A) O advogado poderá fixar os honorários advocatícios 
de forma irrisória ou inferior ao mínimo fixado pela 
Tabela de Honorários, sempre que entender cabível. 
B) O advogado deverá fixar os honorários advocatícios 
proporcionais ao grau de amizade e camaradagem 
existente entre as partes. 
C) O lugar da prestação dos serviços, fora ou não do 
domicílio do advogado, não deve influenciar na hora do 
arbitramento dos honorários. 
D) Os honorários profissionais devem ser fixados com 
moderação, atendidos entre outros elementos, a praxe 
do foro sobre trabalhos análogos. 
Comentário Longo 
A questão cobrou do candidato o conhecimento sobre o 
tema “honorários advocatícios”, elencado no CED, 
mais precisamente no art. 48 e 49, como se observa: 
12 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
‘’Art. 48. A prestação de serviços profissionais por 
advogado, individualmente ou integrado em sociedades, 
será contratada, preferentemente, por escrito. 
§ 6º Deverá o advogado observar o valor mínimo da 
Tabela de Honorários instituída pelo respectivo Conselho 
Seccional onde for realizado o serviço, inclusive aquele 
referente às diligências, sob pena de caracterizar-se 
aviltamento de honorários.’’ 
‘’Art. 49. Os honorários profissionais devem ser 
fixados com moderação, atendidos os elementos 
seguintes: 
(...) 
VIII – a praxe do foro sobre trabalhos análogos.’’ 
Em resumo, os honorários profissionais devem ser 
fixados com moderação, atendidos entre outros 
elementos, a praxe do foro sobre trabalhos análogos. 
Assim, a assertiva “d” é a correta e gabarito da 
questão. 
Letra A (item árvore: 10.1) 
INCORRETA 
Nos termos do Art. 48, § 6º, do CED, deverá o advogado 
observar o valor mínimo da Tabela de Honorários 
instituída pelo respectivo Conselho Seccional onde for 
realizado o serviço, inclusive aquele referente às 
diligências, sob pena de caracterizar-se aviltamento de 
honorários. 
Letra B (item árvore: 10.1) 
INCORRETA 
Não há no CED a previsão para fixar honorários 
proporcionais ao grau de amizade e camaradagem 
existente entre as partes, vejamos: 
Art. 49. Os honorários profissionais devem ser fixados 
com moderação, atendidos os elementos seguintes: 
I – a relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade 
das questões versadas; 
II – o trabalho e o tempo a ser empregados; 
III – a possibilidade de ficar o advogado impedido de 
intervir em outros casos, ou de se desavircom outros 
clientes ou terceiros; 
IV – o valor da causa, a condição econômica do cliente e 
o proveito para este resultante do serviço profissional; 
V – o caráter da intervenção, conforme se trate de 
serviço a cliente eventual, frequente ou constante; 
VI – o lugar da prestação dos serviços, conforme se trate 
do domicílio do advogado ou de outro; 
VII – a competência do profissional; 
VIII – a praxe do foro sobre trabalhos análogos. 
Letra C (item árvore: 10.1) 
INCORRETA 
O lugar da prestação dos serviços, fora ou não do 
domicílio do advogado, é um dos elementos a serem 
respeitados na hora do arbitramento dos honorários, 
conforme art. 49, VI, do CED. 
Letra D (item árvore: 10.1) 
CORRETA 
A praxe do foro sobre trabalhos análogos, é um dos 
elementos a serem respeitados na hora do arbitramento 
dos honorários, conforme art. 49, VIII, do CED. 
Comentário Curto 
Nos termos do Art. 49, VIII, do CED, os honorários 
profissionais devem ser fixados com moderação, 
atendidos, dentre outros elementos, a praxe do foro 
sobre trabalhos análogos. 
Assim, a assertiva “d” é a correta e gabarito da 
questão. 
Gabarito: D 
 
Questão 08. 
Marivaldo, recentemente aprovado no exame da ordem, 
deseja iniciar sua carreira como advogado. Porém não 
sabe se fará jus, aos benefícios oferecidos pela Caixa de 
Assistência dos Advogados, justamente por ter tão 
pouco tempo como inscrito na Ordem dos Advogados do 
Brasil. Considerando o que dispõe sobre o tema, no 
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
a assistência aos inscritos na OAB é definida no estatuto 
da Caixa e está condicionada à: 
A) em regra, regularidade do pagamento, pelo inscrito, 
da anuidade à OAB. 
B) em regra, carência de dois anos, após o deferimento 
da inscrição. 
13 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
C) em regra, filiar-se ou manter-se filiado mediante o 
pagamento de taxa mensal. 
D) em regra, ter atuado em pelo menos cinco causas 
durante o ano. 
Comentário Longo 
O Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB 
trata sobre as Caixas de Assistência dos Advogados, e 
este conhecimento foi cobrado do candidato através da 
literalidade do art. 123, como se observa: 
“Art. 123. A assistência aos inscritos na OAB é definida 
no estatuto da Caixa e está condicionada à: 
I – regularidade do pagamento, pelo inscrito, da 
anuidade à OAB; 
II – carência de um ano, após o deferimento da inscrição; 
III – disponibilidade de recursos da Caixa.” 
Assim, considerando o que dispõe sobre o tema, no 
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
a assistência aos inscritos na OAB é definida no estatuto 
da Caixa e está condicionada à em regra, regularidade do 
pagamento, pelo inscrito, da anuidade à OAB. 
Letra A (item árvore: 13.1) 
CORRETA 
Nos termos do art. 143 do Regulamento Geral da OAB, a 
assistência aos inscritos na OAB é definida no estatuto da 
Caixa e está condicionada à regularidade do pagamento, 
pelo inscrito, da anuidade à OAB. 
Portanto, a assertiva apresentada está correta. 
Letra B (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
A carência na verdade, é de um ano, e não de dois anos, 
conforme artigo 123, do Regulamento Geral do Estatuto 
da Advocacia e da OAB. 
Letra C (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Não há essa previsão no Regulamento Geral do Estatuto 
da Advocacia e da OAB. 
Letra D (item árvore: 13.1) 
INCORRETA 
Não há essa previsão no Regulamento Geral do Estatuto 
da Advocacia e da OAB. 
Comentário Curto 
Nos termos do art. 123, do Regulamento Geral do 
Estatuto da Advocacia e da OAB, a assistência aos 
inscritos na OAB é definida no estatuto da Caixa e está 
condicionada à em regra, regularidade do pagamento, 
pelo inscrito, da anuidade à OAB. 
Assim, a assertiva “a” é a correta e gabarito da 
questão. 
Gabarito: A 
Filosofia do Direito 
Jean Vilbert 
Questão 09. 
Ronald Dworkin esboça uma figura ideal de magistrado 
que conhece todas as leis, as decisões anteriores 
(jurisprudência), os princípios básicos do direito e da 
justiça e tem capacidades sobre-humanas para decidir 
de maneira criteriosa e íntegra, por intermédio de uma 
interpretação construtiva do ordenamento jurídico 
como um todo, considerando também a leitura da 
sociedade quanto aos princípios envolvidos no caso. 
Considerando essa visão, é possível afirmar com relação 
à fundamentação dos julgados: 
a) Os juízes se valem dos princípios por uma questão 
autoridade, tanto legal (jurisdição e competência) 
quanto fática (conhecimento jurídico). 
b) Os julgamentos devem ser guiados pela regra de 
conveniência e pela regra de valor, acolhendo-se 
argumentos moralmente relevantes de acordo com a 
expectativa social. 
c) Diante de hard cases, quando não há lei aplicável à 
situação concreta, o juiz pode construir o direito, 
inovando o ordenamento jurídico. 
d) Os princípios abrem a possibilidade de o magistrado 
recorrer ao direito alternativo para julgar casos difíceis. 
Comentário Longo 
Na visão dworkiniana, os juízes se valem dos princípios 
por uma questão de razoabilidade e justiça, não por uma 
questão de autoridade (discricionariedade). As decisões 
judiciais seriam como capítulos de um romance, não 
prescindindo (não podendo dispensar) de seguir uma 
linha de continuidade. 
Os julgamentos dos hard cases devem ser guiados por 
duas regras (limitadoras do arbítrio): (1) regra de 
14 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
conveniência = o juiz deverá fazer um levantamento dos 
argumentos admissíveis (constatação empírica) e da 
jurisprudência existente (casos com pano de fundo 
semelhante); (2) regra de valor = o juiz deverá escolher 
um valor de justiça para orientar o processo de seleção 
dos argumentos a serem acolhidos de acordo com a 
moral, com as expectativas nutridas pelo conjunto social. 
Por exemplo. Prédios invadidos por moradores sem teto: 
direito de moradia vs. propriedade. 
1) Regra de convivência: (a) argumentos = há conflito de 
direitos consagrados na Constituição; de um lado está a 
propriedade, de outro a vida digna, o patrimônio 
mínimo, a moradia como direito; (b) jurisprudência = “
os direitos assegurados na Constituição Federal, no caso 
o direito à moradia e o direito de propriedade, não 
colidem; são complementares, concordantes e exercidos 
nos termos da lei. Não se vê na Carta qualquer 
dispositivo que assegure o direito de apropriação de bem 
de outrem, público ou particular; nem permissão para 
que o exercício de direito se faça com prejuízo de outro 
direito. É um caminho perigoso; pois a ilegalidade é um 
caminho sem fim e dela não nasce direito, nem se pode 
desprezar a imensa maioria da população, também 
carente, que respeita a lei e o direito alheio” (TJSP, AI n
º 0030588-73.2012.8.26.0000; 10ª Câmara de Direito 
Público, j. 26/03/2012). 
2) Regra de valor = adota-se o valor da igualdade. TODOS 
têm direito de obter propriedade, porém conferir a 
alguns o direito de obtê-la por meio de atos ilegais 
(esbulho) teria como efeito mais do que o desrespeito à 
propriedade, mas também a concessão de privilégio 
injustificável, que não reflete a moral da maioria da 
população (trabalhadora). A expectativa social é de que 
haja preservação da propriedade, de modo que todos 
possam ter segurança em adquiri-la e mantê-la. Se essa 
expectativa for colocada em risco sério, a sociedade 
como um todo sofrerá as consequências danosas. 
Agora vamos analisar as opções: 
a) O fato de o julgador basear sua interpretação em um 
fundamento em princípios não o autoriza a agir com 
arbitrariedade, pelo contrário, a aplicação de princípios 
vincula o julgamento a dados constantes do 
ordenamento jurídico, mas não necessariamente 
positivados. 
b) A regra de conveniência guia o levantamento dos 
argumentos admissíveis; a regra de valor guia a escolha 
de um valor de justiça para orientar o processo de 
seleção dos argumentos. 
c) Diante de hard cases, o juiz NÃO pode apelar à 
discricionariedade (muito próxima da arbitrariedade),devendo analisar as decisões anteriores para construir 
uma decisão que mantenha a coerência com o sistema 
jurídico. 
d) Os princípios eliminam (ao menos LIMITAM) a 
possibilidade de o magistrado recorrer ao direito 
alternativo – o completo atropelo das normas 
positivadas para aplicar o solipsista ideal pessoal de 
justiça. 
Comentário curto 
Julgamento = regra de convivência (argumentos e 
jurisprudência) + regra de valor (ex: igualdade perante a 
lei). 
Gabarito: B 
 
Questão 10. 
Chaïm Perelman (1912-1984) nasceu na Polônia, mas 
passou a maior parte da vida em Bruxelas (Bélgica), onde 
estudou e lecionou. Sua tese argumentativa se 
desenvolve evitando os excessos tanto do positivismo 
como do ceticismo e do relativismo radical. Sobre a 
teoria argumentativa, é possível asseverar: 
a) Ao rejeitar os dogmas, verdades absolutas, alinha-se à 
tese niilista de que não há verdade. 
b) Propõe-se que as ações racionais sejam induzidas por 
verdades socialmente induzidas, com base em relações 
de poder. 
c) Não sendo baseada em noções de certeza, mas sim de 
probabilidade, a verdade mantém-se aberta a mudanças 
futuras, caso surjam melhores argumentos. 
d) Adota-se uma lógica apodítica, ou teoria da 
correspondência com o fato acontecido, para narrar a 
verdade. 
Comentário Longo 
Ao desenvolver sua argumentação não formal, baseada 
na retórica contingente (que considera o auditório, 
quem está ouvindo, abandonando a pretensão 
universalista da lógica formal), Perelman admite que o 
15 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
raciocínio jurídico é influenciado pelo contexto 
econômico, político, ideológico, social ou cultural. 
Com base nessa premissa, ele defende que a 
plausibilidade de uma argumentação (fundamentação 
da decisão) e sua razoabilidade são mais importantes 
para o julgador do que a operação lógica e formal base 
do silogismo (modo de raciocinar do positivismo 
jurídico), até porque o julgador tem o dever de (deve se 
preocupar em) convencer: as partes, os profissionais do 
direito e a opinião pública – TODOS os destinatários das 
decisões judiciais. 
Ao final do dia, a verdade é SOCIALMENTE CONSTRUÍDA 
nesse contexto, e por isso precisa convencer todo o 
mundo de que aquela é a melhor verdade possível — até 
que surja uma melhor (mais razoável). 
a) Como o próprio enunciado refere, a teoria rechaça 
excessos tanto do positivismo (dogmas – verdades 
absolutas) como do ceticismo e do relativismo radical, ou 
niilismo (não há verdade). 
b) Soou como Foucault. Mas Perelman propõe que as 
ações racionais sejam induzidas por verdades 
socialmente construídas. 
c) Bingo! A verdade para a teoria argumentativa não se 
pauta em certeza, mas em probabilidade, mantendo-se 
aberta a mudanças futuras, caso surjam melhores 
argumentos. Trata-se de uma verdade guiada por 
filosofia regressiva. 
d) A teoria da argumentação afasta-se da teoria da 
correspondência (de Aristóteles). Seu critério definidor 
da verdade, então, não é a correspondência com uma 
realidade fática, mas o fruto de uma construção 
discursiva. 
Comentário curto 
A verdade não está no mundo, é uma produção cultural 
humana subordinada à refutabilidade (falseabilidade) e 
que, por ser histórica, pode ser negada e substituída por 
um novo argumento racional que lhe sirva de 
fundamento. 
Gabarito: C 
 
 
 
 
Direito Constitucional 
Diego Cerqueira 
Questão 11. 
Rita foi eleita Governadora do Estado X. No entanto, 
havia sido aprovada em sonhado concurso público antes 
de concorrer às eleições e de tomar posse. Após alguns 
meses do seu mandato, ela foi nomeada para o referido 
cargo, no mesmo Estado X. À luz da situação hipotética, 
assinale a opção correta. 
a) Rita poderá tomar posse e exercer o cargo público 
durante o mandato do cargo eletivo. 
b) A nomeação de Rita para o cargo público deve ser 
anulada. 
c) A nomeação de Rita para o cargo público deve ser 
suspensa até o fim do mandato. 
d) Rita poderá tomar posse no cargo público, mas não 
poderá exercê-lo durante o mandato do cargo eletivo. 
Comentário Longo 
Rita foi eleita Governadora do Estado X. No entanto, 
havia sido aprovada em sonhado concurso público antes 
de concorrer às eleições e de tomar posse. Após alguns 
meses do seu mandato, ela foi nomeada para o referido 
cargo, no mesmo Estado X. 
Questionamento: Rita pode tomar posse? 
A governadora poderá tomar posse no cargo público, 
mas não poderá exercê-lo durante o mandato do cargo 
eletivo, vejamos a redação da CF/88 sobre o tema: 
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador 
de Estado, para mandato de 4 (quatro) anos, realizar-se-
á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e 
no último domingo de outubro, em segundo turno, se 
houver, do ano anterior ao do término do mandato de 
seus antecessores, e a posse ocorrerá em 6 de janeiro do 
ano subsequente, observado, quanto ao mais, o disposto 
no disposto no art. 77 desta Constituição. 
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir 
outro cargo ou função na administração pública direta 
ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso 
público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V. 
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, 
autárquica e fundacional, no exercício de mandato 
eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: 
16 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou 
distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou 
função; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do 
cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar 
pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo 
compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de 
seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da 
remuneração do cargo eletivo, e, não havendo 
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso 
anterior; 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o 
exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será 
contado para todos os efeitos legais, exceto para 
promoção por merecimento; 
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de 
previdência social, permanecerá filiado a esse regime, no 
ente federativo de origem. 
Letra A (item árvore: 9.2) 
INCORRETA 
Em verdade, Rita poderá tomar posse no cargo público, 
mas não poderá exercê-lo durante o mandato do cargo 
eletivo (art. 28, §1º da CRFB/88). 
Letra B (item árvore: 9.2) 
INCORRETA 
Não deve ser anulada! Rita poderá tomar posse no cargo 
público, mas não poderá exercê-lo durante o mandato 
do cargo eletivo (art. 28, §1º da CRFB/88). 
Letra C (item árvore: 9.2) 
INCORRETA 
Não deve ser suspensa! Rita poderá tomar posse no 
cargo público, mas não poderá exercê-lo durante o 
mandato do cargo eletivo (art. 28, §1º da CRFB/88). 
Letra D (item árvore: 9.2) 
CORRETA 
Art. 28 da CRFB/88: A eleição do Governador e do Vice-
Governador de Estado, para mandato de 4 (quatro) anos, 
realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em 
primeiro turno, e no último domingo de outubro, em 
segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término 
do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em 
6 de janeiro do ano subsequente, observado, quanto ao 
mais, o disposto no disposto no art. 77 desta 
Constituição. 
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir 
outro cargo ou função na administração pública direta 
ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso 
público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V. 
Comentário Curto 
O governador poderá tomar posse no cargo público, mas 
não poderá exercê-lo durante o mandato do cargo 
eletivo, vejamos a redação da CF/88 sobre o tema: 
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador 
de Estado, para mandato de 4 (quatro) anos, realizar-se-
á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e 
no último domingo de outubro, em segundo turno, se 
houver, do ano anterior ao do término do mandato de 
seus antecessores, e a posse ocorreráem 6 de janeiro do 
ano subsequente, observado, quanto ao mais, o disposto 
no disposto no art. 77 desta Constituição. 
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir 
outro cargo ou função na administração pública direta 
ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso 
público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V. 
Gabarito: D 
 
Questão 12. 
Tramitou pela Assembleia Legislativa de São Paulo um 
projeto de lei no qual havia ocorrido emenda 
parlamentar em matéria de iniciativa reservada ao chefe 
do Poder Executivo, que resultou em aumento de 
despesa. Após a aprovação, o governador do estado 
sancionou a lei. 
De acordo com o ordenamento jurídico-constitucional 
vigente, assinale a alternativa correta: 
a) a lei é formalmente inconstitucional, tendo em vista 
que o poder de apresentar emendas alcança matérias de 
iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, mas são 
inconstitucionais as alterações assim efetuadas quando 
resultem em aumento de despesa. 
b) a lei é constitucional, porque o governador não vetou 
a lei, convalidando-se o vício. 
c) a lei é constitucional, já que a emenda parlamentar 
convalida o vício de iniciativa. 
17 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
d) a lei é formalmente inconstitucional, uma vez que lei 
decorrente de emenda parlamentar não pode aumentar 
despesa. 
Comentário Longo 
No caso apresentado na questão, houve vício de 
iniciativa, uma vez que são inconstitucionais as 
alterações através de emendas parlamentares efetuadas 
quando resultem em aumento de despesa, quando for 
de iniciativa do Chefe do Executivo. 
Segundo a jurisprudência reiterada do STF, embora o 
poder de apresentar emendas alcance matérias de 
iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, são 
inconstitucionais as alterações assim efetuadas quando 
resultem em aumento de despesa, ante a expressa 
vedação contida no art. 63, I, da Constituição da 
República, bem como quando desprovidas de 
pertinência material com o objeto original da iniciativa 
normativa submetida a cláusula de reserva. 
Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista: 
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da 
República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 
4º; 
Vale ressaltar que no que tange à sanção governamental, 
a jurisprudência do STF é pacífica em reconhecer que a 
sanção do Governador não tem o condão de convalidar 
o vicio de iniciativa, estando superado enunciado n. 05 
daquele Tribunal. 
Letra A (item árvore: 19.1) 
CORRETA 
No caso apresentado na questão, houve vício de 
iniciativa, uma vez que são inconstitucionais as 
alterações através de emendas parlamentares efetuadas 
quando resultem em aumento de despesa, quando for 
de iniciativa do Chefe do Executivo. 
Letra B (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
Em verdade, a lei é formalmente inconstitucional, já que 
houve vício de iniciativa. 
Letra C (item árvore: 19.1) 
INCORRETA 
A lei não é constitucional, houve vício de iniciativa. 
Letra D (item árvore:) 19.1 
INCORRETA 
Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista: 
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da 
República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 
4º; 
Comentário Curto 
No caso apresentado na questão, houve vício de 
iniciativa, uma vez que são inconstitucionais as 
alterações através de emendas parlamentares efetuadas 
quando resultem em aumento de despesa, quando for 
de iniciativa do Chefe do Executivo. 
Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista: 
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da 
República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 
4º. 
Gabarito: A 
 
Questão 13. 
Um grupo de homens e mulheres, com vontade de fazer 
a mudança acontecer, decidiu adotar as providências 
necessárias para constituir um partido político e lançar 
candidatos nas eleições que seriam realizadas alguns 
anos depois. O grupo consultou advogado que informou 
que os partidos políticos: 
a) adquirem personalidade jurídica na forma da lei civil, 
devendo posteriormente registrar seus estatutos no 
Tribunal Superior Eleitoral. 
b) adquirem personalidade jurídica com o registro dos 
seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral, sendo a 
filiação partidária condição de elegibilidade. 
c) adquirem personalidade jurídica com o seu 
reconhecimento pelo Tribunal Superior Eleitoral, não 
sendo a filiação partidária uma condição de 
elegibilidade. 
d) adquirem personalidade jurídica na forma da lei civil, 
devendo comunicar o início de atividades ao Tribunal 
Superior Eleitoral, não sendo a filiação partidária uma 
condição de elegibilidade. 
Comentário Longo 
A questão trata dos Direitos Políticos e Partidos Políticos! 
É importante analisar os arts. 14 a 17 da Constituição 
Federal! 
18 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Segundo a CF/88 em seu Art. 17, § 2º da CRFB/88: Os 
partidos políticos, após adquirirem personalidade 
jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos 
no Tribunal Superior Eleitoral. 
Como qualquer pessoa jurídica de direito privado 
depende de inscrição do ato constitutivo no respectivo 
registro para ter sua existência legal, o §2º determina 
que a aquisição de personalidade jurídica ocorre 
conforme a lei civil (arts. 45 e 985 do CC/02 e art. 120 da 
Lei nº 6.015/73). 
O art. 14, § 3º da CF/88, trata das condições de 
elegibilidade, vejamos: 
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
I - a nacionalidade brasileira; 
II - o pleno exercício dos direitos políticos; 
III - o alistamento eleitoral; 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; 
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de: 
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente 
da República e Senador; 
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de 
Estado e do Distrito Federal; 
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado 
Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; 
d) dezoito anos para Vereador. 
Letra A (item árvore: 7.1) 
CORRETA 
Segundo a CF/88 em seu Art. 17, § 2º da CRFB/88: Os 
partidos políticos, após adquirirem personalidade 
jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos 
no Tribunal Superior Eleitoral. 
Letra B (item árvore: 7.1) 
INCORRETA 
Os partidos políticos, adquirirem personalidade jurídica, 
na forma da lei civil. 
Letra C (item árvore: 7.1) 
INCORRETA 
Os partidos políticos, adquirirem personalidade jurídica, 
na forma da lei civil. Além disso, é condição de 
elegibilidade a filiação partidária. 
Letra D (item árvore: 7.1) 
INCORRETA 
Na verdade, é condição de elegibilidade a filiação 
partidária. 
Comentário Curto 
Segundo a CF/88 em seu Art. 17, § 2º da CRFB/88: Os 
partidos políticos, após adquirirem personalidade 
jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos 
no Tribunal Superior Eleitoral. 
Gabarito: A 
 
Questão 14. 
Fernando, idoso, compareceu à Secretaria de Assistência 
Social do Município Alfa e solicitou o acesso ao seu 
cadastro. Ato contínuo, constatou que seus dados 
estavam incorretos, principalmente em relação à sua 
idade, o que o impedia de participar dos programas 
assistenciais existentes. 
Diante disso, solicitou a retificação dos seus dados e foi 
surpreendido com a negativa do Diretor, sob o 
argumento escrito de que não estavam sendo 
apreciados requerimentos de inimigos do Prefeito. A 
decisão foi mantida, pelo próprio Prefeito, após a 
interposição do recurso hierárquico cabível. 
A ação constitucional passível de ser ajuizada é: 
a) ação direta de inconstitucionalidade. 
b) o mandado de segurança. 
c) a reclamação constitucional. 
d) o habeas data. 
Comentário Longo 
O enunciado traz que Fernando, idoso, compareceu à 
Secretaria de Assistência Social do Município Alfa e 
solicitou o acesso ao seu cadastro. Ato contínuo, 
constatou que seus dados estavam incorretos, 
principalmente em relação à sua idade, o que o impedia 
de participar dosprogramas assistenciais existentes. Ao 
solicitar a retificação dos seus dados, foi surpreendido 
com a negativa do Diretor. 
Questionamento: Qual seria a medida judicial cabível? 
19 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
De acordo com o art. 5º, LXXII - conceder-se-á "habeas-
data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público; 
 b) para a retificação de dados, quando não se prefira 
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo. 
Letra A (item árvore: 3.3) 
INCORRETA 
A ação constitucional cabível é o Habeas Data (art. 5º, 
LXXII, b da CRFB/88). 
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, 
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: 
I - processar e julgar, originariamente: 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo federal ou estadual e a ação declaratória de 
constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. 
Letra B (item árvore: 3.3) 
INCORRETA 
Art. 5º, LXIX da CRFB/88 - conceder-se-á mandado de 
segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data", 
quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de 
poder for autoridade pública ou agente de pessoa 
jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; 
Não cabe o MS, já que cabe o Habeas Data (art. 5º, LXXII, 
b da CRFB/88). 
Letra C (item árvore: 3.3) 
INCORRETA 
A ação constitucional cabível é o Habeas Data (art. 5º, 
LXXII, b da CRFB/88). 
Letra D (item árvore: 3.3) 
CORRETA 
De acordo com o art. 5º, LXXII - conceder-se-á "habeas-
data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público; 
 b) para a retificação de dados, quando não se prefira 
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo. 
Comentário Curto 
De acordo com o art. 5º, LXXII - conceder-se-á "habeas-
data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público; 
 b) para a retificação de dados, quando não se prefira 
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo. 
Gabarito: D 
 
Questão 15. 
Visando preservar e prontamente reestabelecer, em 
determinado local, a ordem pública e a paz social, uma 
vez que aquela localidade foi atingida por calamidade de 
grande proporção, o Presidente da República, ouvidos o 
Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, 
resolveu decretar Estado de Defesa. Sobre a defesa do 
estado e das instituições democráticas, expressos pela 
CF/88, é CORRETO afirmar que: 
a) a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo 
executor da medida, será por este comunicada no prazo 
de até 48 horas da prisão ao juiz competente, que a 
relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer 
exame de corpo de delito à autoridade policial. 
b) a prisão de qualquer pessoa não poderá ser superior a 
dez dias, mesmo quando autorizada pelo Poder 
Judiciário. 
c) é permitida a incomunicabilidade do preso. 
d) a comunicação será acompanhada de declaração, pela 
autoridade, do estado físico e mental do detido no 
momento de sua autuação. 
Comentário Longo 
Visando preservar e prontamente reestabelecer, em 
determinado local, a ordem pública e a paz social, uma 
vez que aquela localidade foi atingida por calamidade de 
grande proporção, o Presidente da República, ouvidos o 
Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, 
resolveu decretar Estado de Defesa. 
Questionamento: Durante o Estado de Defesa, o que é 
permitido? 
20 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
No Art. 136, § 3º, incisos de I ao IV, o aluno irá buscar a 
resposta da questão, vejamos: 
Na vigência do estado de defesa: 
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo 
executor da medida, será por este comunicada 
imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se 
não for legal, facultado ao preso requerer exame de 
corpo de delito à autoridade policial; 
II - a comunicação será acompanhada de declaração, 
pela autoridade, do estado físico e mental do detido no 
momento de sua autuação; 
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá 
ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo 
Poder Judiciário; 
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso. 
Letra A (item árvore: 15.2) 
INCORRETA 
Na verdade, a prisão por crime contra o Estado, 
determinada pelo executor da medida, será por este 
comunicada imediatamente ao juiz competente. O prazo 
de 48 horas não existe, conforme o art. 136, § 3º, I da 
CF/88. 
Letra B (item árvore: 15.2) 
INCORRETA 
De fato, a prisão ou detenção de qualquer pessoa não 
poderá ser superior a dez dias, porém poderá ser 
superior, quando autorizada pelo Poder Judiciário, 
vejamos: 
CF/88, art. 136, § 3º: 
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá 
ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo 
Poder Judiciário 
Letra C (item árvore: 15.2) 
INCORRETA 
Mesmo no Estado de Defesa, a CF/88, proibiu a 
incomunicabilidade do preso, conforme mandamento do 
Art. 136, § 3º, IV da CF/88, vejamos: 
136, § 3º, IV - é vedada a incomunicabilidade do preso. 
Letra D (item árvore: 15.2) 
CORRETA 
A comunicação será acompanhada de declaração, pela 
autoridade, do estado físico e mental do detido no 
momento de sua autuação. 
CF/88 - Art. 136, § 3º Na vigência do estado de defesa: 
II - a comunicação será acompanhada de declaração, 
pela autoridade, do estado físico e mental do detido no 
momento de sua autuação 
Comentário Curto 
CF/88, Art. 136, § 3º: 
Na vigência do estado de defesa: 
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo 
executor da medida, será por este comunicada 
imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se 
não for legal, facultado ao preso requerer exame de 
corpo de delito à autoridade policial; 
II - a comunicação será acompanhada de declaração, 
pela autoridade, do estado físico e mental do detido no 
momento de sua autuação; 
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá 
ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo 
Poder Judiciário; 
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso. 
Gabarito: D 
 
Questão 16. 
Após tomar posse, o Secretário de Saúde do Município 
W, prometeu melhorar a saúde daquela localidade, 
implementando melhorias nos Hospitais Públicos de seu 
Município, prometendo ainda a contratação de efetivo 
através de concurso público, como médicos e 
enfermeiros. Considerando que a saúde é direito de 
todos e dever do Estado, garantido mediante políticas 
sociais e econômicas que visem à redução do risco de 
doença e de outros agravos e ao acesso universal e 
igualitário às ações e serviços para sua promoção, 
proteção e recuperação, assinale a alternativa correta: 
a) as ações e serviços públicos de saúde integram uma 
rede centralizada, sem qualquer vinculação ou 
hierarquia, e por consequência, constitui um sistema 
único. 
b) o vencimento dos agentes comunitários de saúde e 
dos agentes de combate às endemias fica sob 
responsabilidade de cada ente federado ao qual ele é 
21 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
vinculado, cabendo aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios estabelecer, além de outros consectários e 
vantagens, incentivos, auxílios, gratificações e 
indenizações, a fim de valorizar o trabalho desses 
profissionais. 
c) o vencimento dos agentes comunitários de saúde e 
dos agentes de combate às endemias não será inferior a 
3 (três) salários mínimos, repassados pela União aos 
Municípios, aos Estados e ao Distrito Federal. 
d) os agentes comunitários de saúde e os agentes de 
combate às endemias terão também, em razão dos 
riscos inerentes às funções desempenhadas, 
aposentadoria especial e, somado aos seusvencimentos, 
adicional de insalubridade. 
Comentário Longo 
A questão tratou sobre a inovação trazida pela Emenda 
Constitucional nº 120 de 2022, que alterou a CF/88 no 
que se refere à saúde, elencada na carta magna, 
vejamos: 
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram 
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um 
sistema único, organizado de acordo com as seguintes 
diretrizes: 
I - descentralização, com direção única em cada esfera 
de governo; 
II - atendimento integral, com prioridade para as 
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços 
assistenciais; 
III - participação da comunidade. 
§ 7º O vencimento dos agentes comunitários de saúde 
e dos agentes de combate às endemias fica sob 
responsabilidade da União, e cabe aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios estabelecer, além de 
outros consectários e vantagens, incentivos, auxílios, 
gratificações e indenizações, a fim de valorizar o trabalho 
desses profissionais. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 120, de 2022) 
§ 9º O vencimento dos agentes comunitários de saúde 
e dos agentes de combate às endemias não será inferior 
a 2 (dois) salários mínimos, repassados pela União aos 
Municípios, aos Estados e ao Distrito Federal. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 120, de 2022) 
§ 10. Os agentes comunitários de saúde e os agentes de 
combate às endemias terão também, em razão dos 
riscos inerentes às funções desempenhadas, 
aposentadoria especial e, somado aos seus vencimentos, 
adicional de insalubridade. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 120, de 2022) 
Letra A (item árvore: 19.3) 
INCORRETA 
Alternativa bastante equivocada, vejamos como trata a 
CF/88 sobre o tema: 
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram 
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um 
sistema único, organizado de acordo com as seguintes 
diretrizes: 
I - descentralização, com direção única em cada esfera 
de governo; 
II - atendimento integral, com prioridade para as 
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços 
assistenciais; 
III - participação da comunidade. 
Portanto, as ações e serviços públicos de saúde integram 
uma rede regionalizada e hierarquizada. 
Letra B (item árvore: 19.3) 
INCORRETA 
Na verdade, com a inovação trazida pela emenda 
constitucional 120/2022, o vencimento dos agentes 
comunitários de saúde e dos agentes de combate às 
endemias fica sob responsabilidade da União, vejamos: 
CF/88 
Art. 198 
§ 7º O vencimento dos agentes comunitários de saúde 
e dos agentes de combate às endemias fica sob 
responsabilidade da União, e cabe aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios estabelecer, além de 
outros consectários e vantagens, incentivos, auxílios, 
gratificações e indenizações, a fim de valorizar o trabalho 
desses profissionais. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 120, de 2022) 
Letra C (item árvore: 19.3) 
INCORRETA 
Na verdade, o vencimento dos agentes comunitários de 
saúde e dos agentes de combate às endemias não será 
inferior a 2 (dois) salários mínimos. 
22 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
CF/88 - Art. 198, § 9º O vencimento dos agentes 
comunitários de saúde e dos agentes de combate às 
endemias não será inferior a 2 (dois) salários mínimos, 
repassados pela União aos Municípios, aos Estados e ao 
Distrito Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional n
º 120, de 2022) 
Letra D (item árvore: 19.3) 
CORRETA 
Alternativa correta, exigiu do candidato o conhecimento 
da letra fria da CF/88, vejamos: 
§ 10. Os agentes comunitários de saúde e os agentes de 
combate às endemias terão também, em razão dos 
riscos inerentes às funções desempenhadas, 
aposentadoria especial e, somado aos seus vencimentos, 
adicional de insalubridade. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 120, de 2022) 
Comentário Curto 
CRFB/88: 
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram 
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um 
sistema único, organizado de acordo com as seguintes 
diretrizes: 
I - descentralização, com direção única em cada esfera 
de governo; 
II - atendimento integral, com prioridade para as 
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços 
assistenciais; 
III - participação da comunidade. 
§ 7º O vencimento dos agentes comunitários de saúde 
e dos agentes de combate às endemias fica sob 
responsabilidade da União, e cabe aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios estabelecer, além de 
outros consectários e vantagens, incentivos, auxílios, 
gratificações e indenizações, a fim de valorizar o trabalho 
desses profissionais. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 120, de 2022) 
§ 9º O vencimento dos agentes comunitários de saúde 
e dos agentes de combate às endemias não será inferior 
a 2 (dois) salários mínimos, repassados pela União aos 
Municípios, aos Estados e ao Distrito Federal. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 120, de 2022) 
§ 10. Os agentes comunitários de saúde e os agentes de 
combate às endemias terão também, em razão dos 
riscos inerentes às funções desempenhadas, 
aposentadoria especial e, somado aos seus vencimentos, 
adicional de insalubridade. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 120, de 2022) 
Gabarito: D 
 
Questão 17. 
Atanázio, estudante do curso de direito de uma 
determinada universidade, apresentou trabalho de 
conclusão de curso. Sua monografia abordou o seguinte 
tema: controle de constitucionalidade. Considerando o 
tema, assinale a alternativa, que representa 
corretamente, um dos legitimados para propor ação 
direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade: 
a) Vice-presidente da República 
b) Mesa da Câmara dos Deputados 
c) Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito 
regional. 
d) Vice-governador 
Comentário Longo 
A questão cobrou do candidato o conhecimento do art. 
103 da Constituição Federal, que trata dos legitimados a 
propor ação direta de inconstitucionalidade e a ação 
declaratória de constitucionalidade, vejamos: 
Art. 103. Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade 
 I - o Presidente da República; 
II - a Mesa do Senado Federal; 
III - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
IV a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara 
Legislativa do Distrito Federal; 
V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
VI - o Procurador-Geral da República; 
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil; 
VIII - partido político com representação no Congresso 
Nacional; 
IX - confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional. 
23 
 III. Simulado OAB 1ª Fase – 28/01/2023 
 
 
Destaco que o rol de legitimados ativos do art. 103, 
CF/88 é taxativo. Logo, não se pode estender a 
legitimidade para propor ADI ao Vice-Presidente e ao 
Vice-Governador, a menos que eles estejam exercendo a 
função do titular. 
Letra A (item árvore: 20.1) 
INCORRETA 
O art. 103 da CF/88, elenca o Presidente da República 
como legitimado a propor ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade, deixando, portanto, o vice-
presidente fora do rol dos legitimados. 
Letra B (item árvore: 20.1) 
CORRETA 
Alternativa cobrou a letra da CF/88, vejamos: 
Art. 103. Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade 
III - a Mesa da Câmara dos Deputados 
Letra C (item árvore: 20.1) 
INCORRETA 
A entidade de classe deve ter âmbito nacional, vejamos: 
Art. 103. Podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade 
IX - confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional 
Letra D (item árvore: 20.1) 
INCORRETA 
O art. 103 da CF/88, elenca o Presidente da República 
como legitimado a propor ação direta de 
inconstitucionalidade e a ação declaratória de 
constitucionalidade, deixando, portanto, o vice-
governador fora do rol

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